UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 23 Apr 2026 17:40:26 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2022/10/08/projeto-meninas-olimpicas-da-ufsm-organiza-o-torneio-feminino-de-computacao Sat, 08 Oct 2022 16:28:43 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/?p=9239 O Movimento Meninas Olímpicas (MMO) foi fundado em 2016 pelas irmãs olímpicas Mariana  e Natalia Groff detentoras de mais de 80 premiações em olimpíadas cientificas.

O MMO visa aumentar a presença das mulheres em espaço de poder através do incentivo  da participação feminina em olimpíadas de conhecimento. A Profa. Dra Nara Bigolin do Departamento de Tecnologia de Informação do campus de Frederico Westphalen é coordenadora Geral do TFC e do MMO. A Acadêmica Bruna Vitória dos Santos do curso de Sistemas de Informação é bolsista voluntária do Projeto Meninas Olímpicas (http://sites.google.com/55bet-pro.com/meninasolimpicas) e da Comissão de divulgação do Torneio Feminino de Computação (http://tfcbr.inf.55bet-pro.com/quem-somos).

Entre as diversas ações, o MMO organiza uma olimpíada Brasileira chamada Torneio Feminino de Computação - TFC (http://tfcbr.inf.55bet-pro.com/) que teve sua cerimônia de premiação da terceira edição (http://www.youtube.com/watch?v=qq8108Q9mAE) neste último domingo dia 25 de setembro de 2022.

Porque o Movimento Meninas Olímpicas é importante?

Atualmente, apenas 10% de meninas são premiadas nas principais olimpíadas científicas do Brasil e menos de 5% nas olimpíadas internacionais. Este é também o percentual de mulheres eleitas, mulheres presidentes de grandes empresas e pesquisadoras em centros de pesquisa de excelência, demonstrado nos gráficos abaixo, elaborados pelo projeto.

Nara explica que este é um problema persistente e profundo: “As  meninas são 50% das premiadas no 6º ano e terminam 5% no Ensino Médio. Nossa maior descoberta está relacionada ao percentual idêntico da sub-representação das  meninas em olimpíadas de conhecimento com as mulheres em espaços de poder, ou seja, as meninas são eliminadas dos espaços de decisão no ensino fundamental II. Se não resolvermos esse problema na educação básica, não sairemos das piores posições do mundo quanto à desigualdade de gênero e violência contra a mulher”, reflete a professora.

O incentivo à participação de meninas em olimpíadas científicas permitirá elevar este percentual e, como consequência, aumentar a participação das mulheres em pontos estratégicos da sociedade, criando um maior equilíbrio entre os gêneros no Brasil. 

Quais as ações do Movimento Meninas Olímpicas?

São 3 tipos de ações:

  1. Auxiliar na organização de eventos olímpicos femininos como o Torneio Feminino de Computação e a Olimpíada de matemática do Estado da Bahia que este ano está na segunda edição.
  2. Incentivar as olimpíadas brasileiras e internacionais a desenvolver ações afirmativas como premiações especiais para meninas com o intuito de diminuir a desigualdade de gênero. Um total de 15 olimpíadas brasileiras já criaram ações afirmativa e a Olimpíada Internacional de Matemática (http://www.imo-register.org.uk/mirzakhani-award.html).
  3. Encaminhar projeto de lei as assembleias legislativas, câmara federal e câmara de vereadores para  criação do Premio Meninas Olímpicas. Vários estados como Amazonas, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo já tiveram o prêmio aprovado.  Em vários outros estados, o projeto está em andamento. Já existem Dia Estadual das Meninas Olímpicas e Dia Municipal das Meninas Olímpicas.

Impactos do Movimento Meninas Olímpicas

O movimento já apresenta resultados desde o início, que podem ser observados pelos indicadores de participação feminina nas olimpíadas da área de Exatas como Informática, Física e Matemática. 

De acordo com informações obtidas pelo projeto, em 2014 o Rio Grande do Sul tinha apenas 4 meninas como medalhistas de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas  (Obmep). Em 2016, quando foi feita a primeira homenagem, esse número foi para 9. E em 2018, subiu para 15. Ou seja, o número dobrou a cada 2 anos, a partir desta ação afirmativa.

Um exemplo citado pela professora Nara é de que, na primeira vez em que um prêmio de matemática foi destinado apenas para meninas, a ganhadora não havia ido tão bem na olimpíada, então houve certa resistência em entregar o troféu. Já no próximo ano, a menina que conseguiu ouro na Olimpíada Paulista de Matemática, quando questionada como conseguiu este feito, disse: “Eu vi a foto da menina que ganhou ano passado e pensei: se ela consegue, eu também consigo”. “Quando se vê uma foto de medalhistas apenas com meninos, as meninas, muitas vezes, nem tentam, porque não se reconhecem neste espaço. E agora, com essa representatividade, as meninas estão tentando e tendo resultados espetaculares”, afirma Nara.

A professora também incentivou a participação do Brasil na Olimpíada Europeia de Matemática para Meninas – EGMO, em 2017. Outro impacto positivo na representação feminina dentro desses espaços pode ser visto através do 1º Torneio Brasileiro de Computação, que aconteceu no ano de 2020 e teve a coordenação de Nara. A partir dos resultados dessa competição, mais meninas sentiram-se encorajadas a participarem da Olimpíada Brasileira de Informática. A participação, que até o ano de 2020 era em torno de 10% de meninas medalhistas na modalidade programação, passou a ser de 25%. 

Em 2021, as seletivas de Química e de Informática foram encabeçadas por meninas, o que nunca havia ocorrido antes. Além do fato de que, pela primeira vez, o Brasil será representado na Olimpíada Europeia de Informática para Meninas – EGOI 2021, que foi sediada na Suíça. “O Movimento Meninas Olímpicas vem mudando a vida de muitas meninas ao redor do Brasil e do mundo.” completa a coordenadora do projeto.

O Torneio Feminino de Computação  é organizado pelo Movimento Meninas Olímpicas com o apoio institucional da Olimpíada Brasileira de Informática, Maratona de Programação e UFSM. 

 

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Se observarmos como são constituídas as relações de gênero, ainda hoje, percebemos a grande diferença na ocupação de espaços de poder, participação em espaços públicos e diferenças salariais entre homens e mulheres. O mesmo ocorre no cenário científico e de Olimpíadas de conhecimento, tanto no Brasil quanto no exterior, com a baixa participação de meninas nessas competições. 

Foto colorida com duas meninas em destaque. As duas estão sorrindo e com medalhas no pescoço.
As irmãs Natália e Mariana Bigolin Groff já receberam mais de 80 medalhas olímpicas (Arquivo Pessoal)

Foi visando incentivar o protagonismo feminino nesses espaços que, em 2016, foi criado o Movimento Meninas Olímpicas. Coordenado pela professora Nara Martini Bigolin, docente do curso de Sistemas de Informação, da UFSM campus Frederico Westphalen, e idealizado também por suas duas filhas, Natália e Mariana Bigolin Groff, que são medalhistas olímpicas nas áreas da ciência e da linguística. 

O movimento trouxe impacto positivo na representação feminina em olimpíadas. Em 2020, por exemplo, ocorreu o 1º Torneio Brasileiro de Computação, que teve a coordenação da Professora Nara, e encorajou a participação das meninas na Olimpíada Brasileira de Informática. A mesma, que até o ano de 2020 tinha em torno de 10% de meninas medalhistas na modalidade programação, passou a ter 25%.  Conversamos com a professora sobre a importância e o impacto do projeto nestes cinco anos.

Como é desenvolvido o projeto Meninas Olímpicas? 

Através de ações de conscientização em relação à desigualdade de gênero nas olimpíadas de conhecimento junto às coordenações de olimpíadas do Brasil, além de participar ou coordenar olimpíadas apenas para meninas, como o Torneio Feminino de Computação (na segunda edição) e Olimpíada Feminina de Matemática do Estado da Bahia (em sua primeira edição). Outra ação muito importante é junto às Assembleias Legislativas do Brasil com a criação de um prêmio anual permanente chamado Prêmio Meninas Olímpicas.

O projeto meninas olímpicas começou em 2016 com o objetivo de construir espaços para mulheres na matemática, mas já em 2019 havia uma atuação de destaque também em outras áreas do conhecimento. Como a senhora compreende esse movimento e sua importância? 

O movimento começou atuando nas áreas de Matemática, Química, Informática, Física desde 2016, pois essas áreas são as mais críticas. Hoje atuamos em todas as áreas como Economia, Biologia, Astronomia e outras olimpíadas menores.

Ao longo desses 5 anos do movimento incentivando e acompanhando meninas em olimpíadas de conhecimento, qual o impacto percebido nas meninas em receber esse auxílio ao acesso aos estudos e as olímpiadas? 

O impacto foi enorme, pois as meninas começaram a tentar e ter resultados espetaculares. Os resultados apareceram nas premiações em várias olimpíadas nacionais e internacionais. 

Como um movimento de incentivo às alunas, que já possui notoriedade nacional e internacional, como você percebe a importância social do Movimento Meninas Olímpicas? 

Esse movimento é um divisor de águas no mundo olímpico. A minoria feminina em olimpíadas era um tema inexistente. Hoje todas as olimpíadas do Brasil e algumas internacionais debatem o assunto e desenvolvem ações afirmativas.

Em uma fala anterior, você ressalta a disparidade de premiação entre mulheres e homens, principalmente, na área das ciências exatas. A senhora acredita que o projeto é um movimento impulsionador para transformar essa realidade?

Esse movimento já transformou muitas realidades e continua transformando todos os dias. No Rio Grande do Sul, por exemplo, em 2014 as meninas eram apenas 4 medalhistas de ouro, em 2016 passou a 9 e em 2018 foram 15 meninas. Depois que organizamos o Torneio Feminino de Computação, as meninas premiadas na modalidade programação Nível 1 da Olimpíada Brasileira de Informática passou de 10% para 25%. As meninas eram inexistentes nas equipes internacionais, este ano tivemos 15 meninas nas equipes internacionais, sendo que, na Informática, uma brasileira teve o melhor desempenho feminino do mundo. Nas olimpíadas internacionais de química, raramente a equipe de 4 pessoas tinha meninas. Em 2018, uma menina conquistou o 1º ouro para o Brasil e, neste ano, a equipe era composta por 75% de meninas. Todos os anos, temos resultados inéditos quanto a participação feminina nas olimpíadas internacionais. Os 5 anos de existência do Movimento Meninas Olímpicas transformou o mundo olímpico. Hoje ser menina olímpica é um orgulho nacional.

Foto colorida. Em pé, três mulheres no palco do plenário da Assembleia legislativa do Rio Grande do Sul. Ao centro, a professora Nara segura um buquê de flores. Ao seu lado, suas duas filhas.
Professora Nara Bigolin (centro) já recebeu o prêmio Mulher Cidadã do RS pela Assembleia Legislativa

Na matemática existem estudos mostrando que meninas e meninos têm igual aptidão para a matéria, porém, ao chegar na adolescência, parece que o interesse pela matemática e a participação em competições na área diminui entre elas. Como você compreende essa desmotivação por parte das meninas?

O sistema machista e patriarcal tira todas as oportunidades das meninas. Segundo a ONU, 87% das meninas a partir de 12 anos fazem atividades domésticas, contra 11% dos meninos, ou seja, enquanto as meninas lavam a louça e cuidam dos irmãos, os meninos estudam matemática. Não se trata de perder interesse, mas não ter oportunidades iguais. 

As mulheres ainda ocupam menos espaços de poder e prestígio na sociedade. Você acredita que o projeto é um incentivador para que meninas e mulheres atinjam cada vez mais espaços de poder? 

Eu realmente acho que esse projeto pode tirar o Brasil da posição de um dos países mais machistas do mundo e permitir que nossas meninas olímpicas de hoje sejam as mulheres nos espaços de poder amanhã. Sem conhecimento e treinamento adequado é muito difícil as mulheres ascenderem ao poder. O sucesso desse projeto é sem dúvida devido ao desempenho das fundadoras do movimento, as irmãs Natalia e Mariana Groff, que além de obterem mais de 80 medalhas em olimpíadas de conhecimento, são o exemplo vivo de que é possível ser protagonista através do conhecimento. Hoje a Mariana estuda em Stanford nos Estados Unidos e a Natalia, na escola internacional United World College Maastricht, na Holanda.

Reportagem: Katiana Campeol, estagiária de Jornalismo
Edição: Davi Pereira, jornalista
Fotos: Arquivo pessoal

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/04/22/projeto-desenvolvido-na-ufsm-inspira-o-premio-meninas-olimpicas Thu, 22 Apr 2021 15:02:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=55578

Hoje, 22 de abril, é o Dia Internacional das Mulheres em Tecnologias da Informação e Comunicação. A data, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem o propósito de alertar para a quantidade de mulheres na área de tecnologia, e é celebrada na 4ª quinta-feira de abril de cada ano. Dentro desse contexto, foi aprovado, na Sessão Extraordinária Virtual da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na tarde da última terça-feira (20), o Projeto de Resolução 38/2019, que instituiu o Prêmio Meninas Olímpicas. 

A premiação objetiva homenagear as estudantes brasileiras de escolas públicas que tenham representado o Brasil em olimpíadas científicas nacionais e internacionais, reconhecendo o esforço e a dedicação delas, além de criar um espaço de representatividade para inspirar outras meninas. 

O reconhecimento às estudantes gaúchas se dará em três categorias, desde o sétimo ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio. A solenidade acontecerá anualmente, em uma data próxima ao Dia Internacional da Mulher.

Este é o único prêmio no Brasil que foi protocolado em várias Assembleias Legislativas (AL), tendo em vista que cada uma terá suas próprias premiações. Atualmente, foi aprovado no Rio Grande do Sul e está em andamento nas Comissões das ALs da Bahia, São Paulo, Amazonas, Roraima e Minas Gerais , além da Câmara dos Deputados.

Tudo isso é resultado do trabalho desenvolvido por um projeto na UFSM, o Movimento Meninas Olímpicas, coordenado pela Professora Nara Martini Bigolin.

 

Movimento Meninas Olímpicas

Quando pensamos nas relações de gêneros é sabido que ainda estamos distantes da tão buscada igualdade, principalmente nos espaços de poder e na Ciência. Essa situação é facilmente percebida por meio de diferenças salariais, índices de violência, baixa participação de mulheres em espaços públicos e de poder. Isso não é diferente no âmbito da ciência e das Olimpíadas Científicas, tanto no Brasil quanto no exterior, já que os números de meninas participantes e premiadas nesses espaços ainda é bastante reduzido. 

Foi esse cenário que estimulou, em 2016, a criação do  Movimento Meninas Olímpicas, uma ação que visa ao empoderamento de mulheres, através do incentivo à participação feminina em Olimpíadas Científicas. 

[caption id="attachment_55587" align="alignleft" width="264"]obmep Natália e Mariana Bigolin Groff (Foto: Arquivo pessoal)[/caption]

A iniciativa mais ampla foi idealizada por Natália e Mariana Bigolin Groff, medalhistas olímpicas em áreas da ciência e da linguística. Juntas, elas já conquistaram mais de 60 medalhas. Além de premiadas, as duas também são filhas da professora Nara Martini Bigolin, docente do curso de Sistemas de Informação, da UFSM campus Frederico Westphalen. Inspirada nisso, a professora desenvolveu e atualmente coordena, na UFSM, o Projeto Meninas Olímpicas, que objetiva aumentar e apoiar a participação feminina nesses espaços, ampliando suas áreas de interesse, e por consequência, de atuação no mercado de trabalho. 

 

 

Por que é importante?

Atualmente, apenas 10% de meninas são premiadas nas principais olimpíadas científicas do Brasil e menos de 5% nas olimpíadas internacionais. Este é também o percentual de mulheres eleitas, mulheres presidentes de grandes empresas e  pesquisadoras em centros de pesquisa de excelência, demonstrado nos gráficos abaixo, elaborados pelo projeto.

dados-olimpiadas

Além disso, segundo a ONU, de 144 países avaliados quanto à igualdade de salários entre gêneros, o Brasil ocupa a 129ª posição, ou seja, pior que países como Irã, Iêmen e Arábia Saudita, conhecidos pelos direitos restritos das mulheres. 

O aumento da representatividade feminina nas áreas das Ciências e Tecnologias significa impactar o interesse de meninas e sua disposição para seguir essas carreiras, afetando diretamente o mercado de trabalho e o futuro da ciência brasileira. Trazendo essa reflexão para o meio olímpico, é notável a predominância masculina entre participantes e premiados, especialmente nas Ciências Exatas.

Nara explica que este é um problema persistente e profundo: “As  meninas são 50% das premiadas no 6º ano e terminam 5% no Ensino Médio. Nossa maior descoberta está relacionada ao percentual idêntico da sub-representação das  meninas em olimpíadas de conhecimento com as mulheres em espaços de poder, ou seja, as meninas são eliminadas dos espaços de decisão no ensino fundamental II. Se não resolvermos esse problema na educação básica, não sairemos das piores posições do mundo quanto à desigualdade de gênero e violência contra a mulher”, reflete a professora.

O incentivo à participação de meninas em olimpíadas científicas permitirá elevar este percentual e, como consequência, aumentar a participação das mulheres em pontos estratégicos da sociedade, criando um maior equilíbrio entre os gêneros no Brasil. 

 

Resultados

O movimento já apresenta resultados desde o início, que podem ser observados pelos indicadores de participação feminina nas olimpíadas da área de Exatas como Informática, Física e Matemática. 

Conforme o movimento foi se tornando mais forte no Brasil e no mundo, diversas olimpíadas criaram prêmios específicos para homenagear as meninas com os melhores desempenhos, como demonstra a imagem elaborada pelo projeto:

premios

De acordo com informações obtidas pelo projeto, em 2014 o Rio Grande do Sul tinha apenas 4 meninas como medalhistas de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas  (Obmep). Em 2016, quando foi feita a primeira homenagem, esse número foi para 9. E em 2018, subiu para 15. Ou seja, o número dobrou a cada 2 anos, a partir desta ação afirmativa.

Um exemplo citado pela professora Nara é de que, na primeira vez em que um prêmio de matemática foi destinado apenas para meninas, a ganhadora não havia ido tão bem na olimpíada, então houve certa resistência em entregar o troféu. Já no próximo ano, a menina que conseguiu ouro na Olimpíada Paulista de Matemática, quando questionada como conseguiu este feito, disse: “Eu vi a foto da menina que ganhou ano passado e pensei: se ela consegue, eu também consigo”. “Quando se vê uma foto de medalhistas apenas com meninos, as meninas, muitas vezes, nem tentam, porque não se reconhecem neste espaço. E agora, com essa representatividade, as meninas estão tentando e tendo resultados espetaculares”, afirma Nara.

A professora também incentivou a participação do Brasil na Olimpíada Europeia de Matemática para Meninas - EGMO, em 2017. Outro impacto positivo na representação feminina dentro desses espaços pode ser visto através do 1º Torneio Brasileiro de Computação, que aconteceu no ano de 2020 e teve a coordenação de Nara. A partir dos resultados dessa competição, mais meninas sentiram-se encorajadas a participarem da Olimpíada Brasileira de Informática. A participação, que até o ano de 2020 era em torno de 10% de meninas medalhistas na modalidade programação, passou a ser de 25%. 

Neste ano, as seletivas de Química e de Informática foram encabeçadas por meninas, o que nunca havia ocorrido antes. Além do fato de que, pela primeira vez, o Brasil será representado na Olimpíada Europeia de Informática para Meninas - EGOI 2021, que será sediada na Suíça. “O Movimento Meninas Olímpicas vem mudando a vida de muitas meninas ao redor do Brasil e do mundo.” completa a coordenadora do projeto.

 

Presença mundial e premiações

[caption id="attachment_55588" align="alignleft" width="292"]nara e filhas Nara Bigolin e seus filhos (Foto: Arquivo pessoal)[/caption]

Em 2018, o Movimento e suas criadoras foram homenageados na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO 2018),  na Romênia - a olimpíada mais prestigiada do mundo. O Movimento inspirou, também, a criação do  Troféu Maryam Mirzakhani, em homenagem à única mulher que ganhou a Medalha Fields, o Nobel da Matemática. 

A professora Nara foi eleita, em 2018, Mulher Cidadã do RS, pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, e recebeu a Medalha da Ordem Nacional do Mérito Educativo, pela Presidência da República, devido a sua contribuição para a igualdade de gênero no Brasil.

 

Texto: Paola Jung e Mariana Henriques / Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/meninas-olimpicas Fri, 30 Nov 2018 20:37:47 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=4885  No mesmo ano, a delegação de premiados do Rio Grande do Sul nas Olimpíadas de Química era de 10 estudantes e, novamente, apenas uma era do gênero feminino. Por causa disso, a docente da UFSM/FW decidiu mapear todas as edições de Olimpíadas. Com base em sua análise das edições das provas, a pesquisadora verificou que o público feminino é sempre minoritário. “Desse contexto, nasceu o projeto Meninas Olímpicas. O projeto foi criado com o objetivo de incentivar o protagonismo feminino em ambientes olímpicos, buscando o empoderamento de meninas por meio da participação em olimpíadas científicas”, explica Nara. A professora é graduada em Computação (PUC/RS), mestre (UFRGS) e doutora (Université de Paris VI) na mesma área. Ela é docente, também em computação, há 25 anos, com experiência em Instituições de Ensino Superior, no Brasil e na França. Nara atua nas áreas de inteligência artificial e desigualdade de gênero nas ciências exatas. “Em 1988, quando comecei minha graduação em Computação, de uma turma de 60 alunos, tinham apenas seis mulheres, ou seja, apenas 10%. Esse percentual se repete em relação às mulheres eleitas presidentes de grandes empresas, pesquisadoras de grandes institutos, chefes do Judiciário e Ministério Público, além de cargos de embaixadoras”, argumenta a pesquisadora. A docente foi laureada com o prêmio Mulher Cidadã RS 2018, na modalidade Educação, sendo esta condecoração dada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.  Além disso, ela será admitida na Ordem Nacional do Mérito Cientifico e receberá a Medalha no próximo 13 de dezembro, em Brasília, com a presença do Presidente da República e vários ministros. A honraria existe desde 1955 e tem por finalidade agraciar personalidades, nacionais ou estrangeiras, que tenham contribuído de maneira excepcional para o desenvolvimento da educação. Nara também foi finalista do prêmio Educação 2019, realizado em outubro deste ano, que é promovido pelo Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul. “Receber estes prêmios significa que o nosso trabalho com o Projeto Meninas Olímpicas é importante para mulheres, pois faz parte da formação de cada menina. Queremos dar escolhas para as mulheres. Primeiro instrução, conhecimento, empoderamento e daí escolhas. É na sutileza do cotidiano que a discriminação acontece, culturalmente imposta e inconscientemente reproduzida, e é esse preconceito que o projeto está quebrando”, defende a pesquisadora.

A pequena participação feminina em lugares prestigiados na ciência, de acordo com Nara, pode ser atribuída à maternidade. Cinquenta e nove por cento das bolsas de iniciação científica financiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Cnpq), por exemplo, pertencem a mulheres. Das bolsas 1A - consideradas as mais prestigiadas pelos pesquisadores - apenas 24,6% destas são direcionadas ao público feminino. Os números pouco empolgam quando o assunto é a Academia Brasileira de Ciências, um dos órgãos mais respeitados do país, no qual apenas 14% das cadeiras são ocupadas por mulheres. “O efeito funil que acontece nas olimpíadas científicas se dá na Ciência. É por isso que acreditamos na importância do projeto Meninas Olímpicas, que poderá repercutir na participação das mulheres na Ciência”, enfatiza a docente.

Percentual de meninas medalhistas de ouro nas principais olimpíadas do Brasil De geração em geração

Mariana e Natália Bigolin Groff, ambas filhas da professora Nara, são detentoras de mais de 50 medalhas em olimpíadas científicas de Matemática, Física, Química, Informática, Astronomia e Linguística. A professora descobriu o evento no ano de 2015, quando sua filha mais velha foi medalhista de ouro nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática. “Foi um universo completamente novo. Em 2017, meu trabalho com olimpíadas se intensificou. Acabei me envolvendo de todas as formas, ajudando as meninas nos estudos, sendo treinadora em semanas olímpicas, sendo aplicadora de provas, negociando com coordenadores de olimpíadas para a criação de prêmios especiais para as meninas. Houve momentos incríveis, principalmente nas cerimônias de premiações que Natália e Mariana foram premiadas”, comenta.

[caption id="attachment_4886" align="aligncenter" width="960"] Professora Nara Bigolin Groff junto de suas filhas medalhistas e seu filho mais novo[/caption]

Estrutura

O projeto tem como maior canal de divulgação uma página no Facebook, por meio da qual é possível ter acesso a toda comunidade das Meninas Olímpicas, com relatos e divulgação dos seus resultados. Além disso, há o treinamento de estudantes, incentivado, inclusive, nacionalmente. Com essa preparação, alunas se reúnem aos finais de semana para terem aulas gratuitas. Durante quatro horas de estudo, elas se debruçam em desafios de lógica.

A proposta é voltada para as alunas dos ensinos fundamental e médio, independentemente da rede de ensino, seja ela pública ou privada. As aulas são ministradas por voluntárias que preparam os grupos para participarem de olimpíadas educacionais regionais, nacionais e internacionais. Outra ação diz respeito à criação de premiações especiais para meninas junto às coordenações de olimpíadas nacionais. A intenção é abrir debates sobre a minoria feminina, homenageando aquelas que fazem parte dos eventos. “Muitas olimpíadas estaduais, nacionais e internacionais já criaram premiações especiais e muitas outras irão criar este ano. Inclusive, fomos homenageadas na última IMO (em português, “Olimpíada Internacional de Matemática”), na Romênia, por inspirar a criação do Troféu Meninas Olímpicas”.   

Anualmente, o projeto, junto à Assembleia Legislativa (ALRS), presta homenagens a todas as estudantes medalhistas de ouro. No Rio Grande do Sul, em 2013, eram quatro alunas medalhistas de ouro da OBMEP, já em 2015 foram nove meninas, enquanto em 2017 foram 15 premiadas. “Nacionalmente, a OBMEP teve uma reação em 2016 e acreditamos que em 2018 os números irão aumentar. Precisamos promover mais homenagens em todo o país. Junto aos coordenadores das olimpíadas internacionais, temos discutido a possibilidade de equipes mistas. As olimpíadas internacionais de Astronomia já adotaram as equipes brasileiras mistas. O presidente da IMO está analisando as possibilidades”, conta. Este ano, a homenagem acontecerá dia 12 de dezembro na ALRS, onde serão homenageadas 34 meninas que conquistaram medalhas de Ouro em Olimpíadas de Exatas em 2017.

Como participar?

Em 2018, no Brasil, 10 Meninas Olímpicas participaram de provas internacionais, o que nunca havia acontecido antes. Só no Rio Grande do Sul, há 33 medalhistas de ouro. Qualquer estudante que deseja participar da iniciativa da professora da UFSM/FW, Nara Bigolin, pode entrar em contato, por meio da fanpage.

Reportagem: Guilherme de Vargas, acadêmico de Jornalismo Edição: Luciane Treulieb, jornalista Ilustrações: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial                  ]]>
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As menções honrosas serão conferidas anualmente a estudantes do sexto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio que foram medalhistas em olimpíadas científicas de diversas áreas, como matemática, astronomia, física e ciências. As homenageadas participarão da sessão solene acompanhadas de familiares e professores.

A criação da premiação foi motivada pelo Movimento Meninas Olímpicas (http://tfcbr.inf.55bet-pro.com/meninas-olimpicas), idealizado pela professora Nara Martini Bigolin, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

A data foi escolhida em alusão ao Dia da Menina, comemorado no dia 11 de outubro e a entrega do Prêmio será feita anualmente. Na abertura da sessão solene foi transmitido um vídeo da coordenadora do Movimento meninas Olímpicas do Brasil e mentora do projeto, doutora Nara Martini Bigolin.

Atualmente o Prêmio Meninas Olímpicas, proposto pelo Movimento Meninas Olímpicas, é entregue nas Assembleias Legislativas do RS, MS, ES, AM e PR. (http://tfcbr.inf.55bet-pro.com/meninas-olimpicas/premio-poder-publico).

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Na tarde da última sexta-feira (24), em cerimônia realizada no Salão Júlio de Castilhos, na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, a Procuradoria Especial da Mulher, com o apoio do Movimento Meninas Olímpicas da UFSM, promoveu a entrega da 10ª edição do Prêmio Meninas Olímpicas.

O Movimento Meninas Olímpicas, fundado em julho de 2016, constitui um ecossistema de olimpíadas científicas voltado para meninas, com o propósito de ampliar a presença feminina em espaços estratégicos da sociedade, como o meio político, empresarial e científico. A iniciativa busca incentivar a participação igualitária das meninas na Computação e nas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

O prêmio foi criado a partir de uma proposta da professora da UFSM 55BET Pro Frederico Westphalen Nara Martini Bigolin, coordenadora do Movimento Meninas Olímpicas e do Torneio Feminino de Computação, com o intuito de dar maior visibilidade às meninas que participam dessas olimpíadas, reafirmando a importância da inserção feminina nas áreas de conhecimento e nas ciências exatas.

Durante a cerimônia, Nara destacou a trajetória de uma década do movimento: “Conhecemos o potencial que toda a mulher tem, apenas lhe faltam oportunidades. A presença de meninas nas premiações de olimpíadas é inversamente proporcional as oportunidades que essas olimpíadas abrem”, ressaltou. A docente também realizou a entrega das medalhas do Torneio de Física para Meninas, referentes aos anos de 2023 e 2024. A UFSM esteve representada pela professora Eliane Pereira dos Santos, vice-diretora do 55BET Pro da UFSM-FW.

Com 10 anos de atuação, o Movimento Meninas Olímpicas segue popularizando e incentivando a participação feminina em olimpíadas científicas, promovendo oportunidades e inspirando novas gerações de meninas a ocuparem espaços de destaque na ciência.

O evento foi transmitido ao vivo pelo canal da Assembleia Legislativa no YouTube.

Foto: Divulgação

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2025/10/30/premio-meninas-olimpicas-celebra-10-anos-de-incentivo-a-participacao-feminina-em-olimpiadas-cientificas Thu, 30 Oct 2025 11:51:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/?p=13572 Na tarde da última sexta-feira (24), em cerimônia realizada no Salão Júlio de Castilhos, a Procuradoria Especial da Mulher, com o apoio do Movimento Meninas Olímpicas da UFSM, promoveu a entrega da 10ª Edição do Prêmio Meninas Olímpicas.

O Movimento Meninas Olímpicas, fundado em julho de 2016, constitui um ecossistema de olimpíadas científicas voltado para meninas, com o propósito de ampliar a presença feminina em espaços estratégicos da sociedade, como o meio político, empresarial e científico. A iniciativa busca incentivar a participação igualitária das meninas na Computação e nas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

O prêmio foi criado a partir de uma proposta da professora doutora Nara Martini Bigolin, coordenadora do Movimento Meninas Olímpicas e do Torneio Feminino de Computação, com o intuito de dar maior visibilidade às meninas que participam dessas olimpíadas, reafirmando a importância da inserção feminina nas áreas de conhecimento e nas ciências exatas.

Durante a cerimônia, a professora Nara destacou a trajetória de uma década do movimento: “Conhecemos o potencial que toda a mulher tem, apenas lhe faltam oportunidades. A presença de meninas nas premiações de olimpíadas é inversamente proporcional as oportunidades que essas olimpíadas abrem”, ressaltou. A docente também realizou a entrega das medalhas do Torneio de Física para Meninas, referentes aos anos de 2023 e 2024. A UFSM esteve representada pela professora Eliane Pereira dos Santos, vice-diretora do 55BET Pro da UFSM em Frederico Westphalen.

Com dez anos de atuação, o Movimento Meninas Olímpicas segue popularizando e incentivando a participação feminina em olimpíadas científicas, promovendo oportunidades e inspirando novas gerações de meninas a ocuparem espaços de destaque na ciência.

O evento foi transmitido ao vivo pelo canal da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) no Youtube  da ALRS.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2023/06/28/projeto-inspirado-no-movimento-meninas-olimpicas-e-aprovado-pelo-parlamento Wed, 28 Jun 2023 17:45:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/?p=10448 A vereadora Marina Callegaro, autora da proposição, encaminhou um projeto de lei para a criação do Prêmio Meninas Olímpicas destinado às estudantes santa-marienses de escolas públicas municipais que participarem das olimpíadas científicas. O objetivo da premiação é reconhecer o esforço e a dedicação das participantes.

O projeto aprovado foi elaborado pelo Movimento Meninas Olímpicas, idealizado e coordenado pela Professora do Departamento de Tecnologia da Informação da Universidade Federal de Santa Maria, 55BET Pro Frederico Westphalen, Nara Bigolin. A professora da UFSM/FW compõe o comitê de igualdade de gênero da Universidade Federal de Santa Maria, que pretende estimular a participação feminina nas competições científicas, buscando ampliar suas áreas de atuação no mercado de trabalho.

Esse projeto foi sugerido pela professora Nara também ao Senado, a Câmara Federal e várias assembleias legislativas, das quais 5 já tiveram o projeto aprovado nos estados do RS, AM, ES, PR e MT. Em vários outros estados o projeto de lei para a criação do Prêmio Meninas Olímpicas está em andamento.

O Movimento Meninas Olímpicas também organiza e apoia olimpíadas femininas nacionais. Atualmente existem 4 olimpíadas femininas nacionais: Torneio Meninas na Matemática criado em 2019, Torneio Feminino de Computação criado em 2020 e dois torneios criados este ano: Torneio de Física para Meninas  e a Olimpíada Feminina Nacional e Química, todas para estudantes do ensino fundamental e médio.

O prêmio será organizado na forma de um Certificado Institucional, contendo o brasão da Câmara Municipal de Vereadores de Santa Maria, acrescido do nome da estudante e da categoria em que tenha participado. O prêmio vai ser composto em dois níveis, o primeiro compreendendo meninas do sexto e sétimos anos do ensino fundamental, e o segundo do oitavo e nono anos.

A aprovação do parlamento consolida a legislação referente à concessão de certificados, troféus, prêmios, medalhas, comendas, títulos, distinções, títulos de benemerência e outras condecorações instituídas por Leis, Decretos e Resoluções Municipais, no campo do Poder Legislativo Municipal.



Julia Cechin

A Assembleia Legislativa do RS homenageia as meninas olímpicas do RS desde 2016.
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/pesquisa/meninas-olimpicas/pagina-meninas-olimpicas Thu, 14 May 2020 17:29:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/pesquisa/meninas-olimpicas/?page_id=173
 

Primeiras Medalhas de Ouro para o Brasil

1º Ouro na ICHO 2018 - Bronze na ICHO 2017
Ivna Ferreira Gomes

Olimpíada Internacional de Química 2018 

 

 

 
1º Ouro na EGMO 2019 Prata 2018, Bronze  2017
Mariana Bigolin Groff

Olimpíada Europeia de Matemática para Garotas 2019

 
 
Carolina Valle Costa

Olimpíada Europeia de Informática para Garotas 2020

     

 

Homenagem IMO 2018

Facebook Instagram Youtube

Mapa das Meninas Olímpicas do Brasil

Imprensa

CNPq, Folha, ALRS, ALMS, ALBA, MTIC

Lives:

Mulheres no poder, Meninas na olimpíada

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2023/03/06/aprovado-novo-premio-meninas-olimpicas-idealizado-por-professora-da-ufsm Mon, 06 Mar 2023 19:24:08 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/?p=9767 http://www.jcorreiodopovo.com.br/ultimas-noticias/cristina-silvestri-propoem-criacao-do-premio-meninas-olimpicas-como-incentivo-a-participacao-de-mulheres-na-ciencia/]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2025/08/06/movimento-meninas-olimpicas-completa-10-anos Wed, 06 Aug 2025 14:50:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/?p=13205 Uma iniciativa que promove a divulgação e a popularização de olímpiadas científicas no Brasil e o aumento da representatividade feminina no mundo olímpico. Este é o Movimento Meninas Olímpicas, o qual está completando 10 anos. O Movimento visa modificar o atual cenário de baixa participação das mulheres nas maiores Olimpíadas Científicas nacionais e internacionais, por meio de diversas frentes de atividade.

O Movimento está com inscrições abertas para a admissão de voluntárias para a Equipe Meninas Olímpicas, de modo que você pode se tornar uma colaboradora e atuar diretamente na melhoria da distribuição gratuita de informação no meio olímpico.

Link para inscrição: http://forms.gle/joQVygWR9psZu8Jo9

Mais informações sobre esse ecossistema e informações necessárias para se tornar parte do Movimento Meninas Olímpicas: http://www.instagram.com/meninas_olimpicas/ Para acompanhar as olimpíadas com inscrições abertas em 2025: http://olimpiadas.55bet-pro.com/

10 ANOS DE ATUAÇÃO: Movimento Meninas Olímpicas há 10 anos popularizando e incentivando a participação feminina em olimpíadas de conhecimento.]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/pesquisa/meninas-olimpicas/2020/05/13/noticia-1 Wed, 13 May 2020 16:00:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/pesquisa/meninas-olimpicas/?p=165

O projeto Meninas Olímpicas visa o empoderamento de meninas, para que elas sejam protagonistas através da participação em olimpíadas científicas.

Acompanhe a nossa página aqui e siga a gente no Facebook Meninas Olímpicas.

Notícias:

 22/06/2021 - Brasil conquista ouro na Olimpíada Europeia de Informática para Garotas

 

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/04/11/alunas-da-ufsm-recebem-o-premio-meninas-olimpicas Thu, 11 Apr 2024 12:36:53 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65610 [caption id="attachment_65611" align="alignleft" width="492"] Maria Isabela (esq.) e Giovana receberam o prêmio em solenidade na Assembleia Legislativa do estado[/caption]

As acadêmicas da UFSM Giovana Borelli e Maria Isabela Vendruscolo Montagner ganharam, nesta quarta-feira (10), o prêmio Meninas Olímpicas em solenidade promovida pela Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. Giovana cursa Ciência da Computação e Maria Isabela faz Engenharia Civil. Ambas receberam a condecoração por terem ganhado medalha de ouro na 25ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), em 2023, quando estudavam no Colégio Tiradentes da Brigada Militar de Santa Maria.

O prêmio foi criado a partir de iniciativa da professora Nara Martini Bigolin do 55BET Pro da UFSM de Frederico Westphalen, que gravou depoimento exibido ao final da solenidade. A partir de uma mobilização nacional e projeto de resolução do Senado Federal, a premiação visa valorizar e reconhecer a participação de meninas em olimpíadas científicas.

O prêmio foi entregue pela deputada Sandra Covatti, da Procuradoria Especial da Mulher, pelo deputado Valdeci Oliveira e pela deputada Eliana Bayer (na foto à direita). No total, 34 meninas receberam o prêmio por terem ganhado medalhas de ouro em olimpíadas científicas na área de Matemática, Física, Química e Astronomia.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2023/07/12/prefeito-de-santa-maria-sanciona-lei-meninas-olimpicas-inspirado-em-projeto-da-ufsm Wed, 12 Jul 2023 18:07:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/?p=10546 No último sábado (08), o prefeito de Santa Maria sancionou a Lei que havia sido aprovada pela câmara de vereadores, cujo objetivo é fomentar a participação e premiar as meninas participantes de Olimpíadas estudantis.

A Lei 6766/2023 é inspirada no “Movimento Meninas Olímpicas” coordenado pela professora da Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen, Nara Bigolin. Além disso, outro feito do Movimento foi a proposição do prêmio IMO (Olimpíada Internacional de Matemática) que acontece desde 2017 e em 2018 a professora coordenadora foi homenageada por realizar a proposição do prêmio. O prêmio IMO 2023 ocorreu hoje (12).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/pesquisa/meninas-olimpicas/ Thu, 18 Jan 2018 10:39:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/nutricao/12352/?page_id=5 Portal de Olimpíadas Científicas Galeria das Meninas Olímpicas Olimpíadas Científicas Torneios Femininos Dados Olímpícos

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Apresentação

 O Movimento Meninas Olímpicas : estimulando o protagonismo feminino nas olimpíadas científicas visa incentivar a participação feminina em olimpíadas de conhecimento.  O Movimento Meninas Olímpicas, fundado em 2015 por Natalia Groff Mariana Groff e coordenado pela Cientista da Computação e Filósofa Dra. Nara Bigolin, tem o objetivo de aumentar a presença das mulheres em espaços estratégicos como no meio político, empresarial ou científico da sociedade, através do incentivo à participação igualitária das meninas em olimpíadas de conhecimento na área de STEM. Nossa equipe. 

Foi constatado que o percentual de meninas premiadas em olimpíadas científicas equivale às mulheres em espaço de poder. A presença feminina é inversamente proporcional ao prestígio das olimpíadas ou  dos espaços de poder. O movimento tem ações para reverter essa desigualdade.

 Relação das meninas nas olimpíadas científicas com mulheres em espaços de poder. 

Nossas Ações
  1.  ⏩Criação de Prêmios Meninas Olímpicas. Uma das ações do Movimento é propor prêmios  às meninas. Temos proposto prêmios as coordenações as olímpiadas de conhecimento nacionais e internacionais (IMO) e ao Poder Legislativo Municipal (Câmara de Vereadores), Estadual (Assembleias Legislativas) e Federal (Câmara e Senado) através de projeto de lei. Os prêmios  Meninas Olímpicas atuais são:

⏩Pesquisa sobre a sub-representação feminina: dados levantados nas principais olimpíadas nacionais e internacionais.

⏩Primeiras ações de ações sobre a sub-representação feminina nas olimpíadas:

⏩Criação de olimpíadas femininas nacionais: 

      • Torneio Feminino de Computação - TFC (2020) 

      • Torneio de Física para Meninas - TFM  (2023)

⏩Apoio às olimpíadas:

      • Olimpíada Brasileira de Tecnologia - OBT (2021)

      • Olimpíada Feminina de Matemática do Estado da Bahia - OFMEBA (2021)

      • Olimpíada Nacional de Químicas para Meninas - Quimeninas (2023)

      • Olimpíada Nacional de Filosofia - ONF (2024) 

      •  Olimpíada Nacional de Astronomia Digital - ONAD (2024)

⏩Incentivo na participação do Brasil nas olimpíadas internacionais femininas:

⏩  Levantamento das meninas premiadas nas regiões do Brasil. 

            Onde as meninas medalhistas se encontram no Brasil:   mapas das meninas

⏩Criação e organização  de eventos olímpicos.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2017/12/28/professora-nara-bigolin-recebera-o-trofeu-mulher-cidada-2018 Thu, 28 Dec 2017 12:26:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2017/12/28/professora-nara-bigolin-recebera-o-trofeu-mulher-cidada-2018/ A Prof. Nara Bigolin, do curso de Sistemas de Informação, idealizadora do projeto Meninas Olímpicas, receberá em março, o Troféu Mulher Cidadã 2018 da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul (AL-RS). Anualmente, mulheres que prestam serviço de destaque à sociedade gaúcha são premiadas em sessão solene alusiva ao Dia Internacional da Mulher.

O projeto Meninas Olímpicas surgiu em 2016 tem como objetivo incentivar o protagonismo feminino em ambientes olímpicos buscando o empoderamento de meninas através da participação em olimpíadas científicas.

Saiba mais sobre o projeto na entrevista com a Prof. Nara Bigolin:

Como surgiu o projeto Meninas Olímpicas?

Prof. Nara: Lembro que minha turma de Computação na PUC em 1988 era composta por 60 estudantes e apenas seis eram mulheres, os famosos 10%. Na graduação eu não me questionava sobre o porquê do número de mulheres ser tão baixo comparado ao de estudantes homens. Isso era muito comum, tão naturalizado que às vezes não percebemos e nem nos questionamos sobre isso. O que concluímos é que as mulheres se resumem a apenas 10% das pessoas que participam de pontas estratégicas na sociedade, ou seja, que tomam decisões e guiam caminhos para a sociedade seguir, ou seja, para todos seguirmos. Por exemplo da Câmara de Vereadores de Frederico, onde dos 11 vereadores eleitos, apenas uma é mulher.

Em 2013, essa realidade foi confrontada quando minha filha Mariana Bigolin Groff, recebeu a medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Dois anos depois, o sentimento minoritário se intensificou quando, em 2015, ela começou a participar dos treinamentos para as olimpíadas internacionais de matemática. Dos 25 participantes, apenas uma era mulher, a Mariana.

A partir desse momento começamos a analisar todas as olimpíadas e notamos que este número era igual ou inferior aos tais 10%”, inclusive no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), que organiza as olimpíadas existe apenas uma mulher de um total de 40 pesquisadores.

Foi baseada em toda essa vivência que no dia 26 de julho de 2016, junto com minhas duas filhas Mariana e Natália criamos o projeto Meninas Olímpicas, que desde o início visou contar e divulgar para todos que a grande diferença de oportunidades e reconhecimento se refletem diretamente nas questões que constroem a nossa sociedade.

O ponto crucial para necessidade da implementação do projeto foi quando eu foi convidada para participar da semana dos treinamentos olímpicos da matemática e da informática, em que os melhores estudantes de cada área se reúnem para estudar e preparar-se para as próximas competições. Percebi que era a única mulher entre os professores treinadores. Como as meninas poderiam continuar nas olimpíadas científicas se elas não têm uma professora que seja modelo para elas? Para se reconhecerem?. A verdade é que nunca nos questionamos por que não temos a mesma quantidade de mulheres nos pontos estratégicos das áreas exatas e o projeto Meninas Olímpicas vem para questionar, abrir a mente e fazer as pessoas pensarem.Na principal olimpíada do mundo, que neste ano aconteceu no Brasil, o IMPA implementou a criação do troféu com o mesmo nome do projeto, Meninas Olímpicas, uma forma de homenagear a iniciativa e evidenciar a participação de meninas nas olimpíadas científicas.

Qual a sensação de receber o prêmio por esse projeto?

Prof. Nara: Em 2000 eu tinha 30 anos, era professora na Universidade de Paris e tinha terminado meu Doutorado em Computação. Neste momento optei em voltar para o Brasil para ter 3 filhos, sabendo que com está decisão estaria abrindo mão de uma carreira universitária de alto nível. Uma mulher entre os 30 a 40 anos as vezes precisa fazer escolhas e são difíceis escolhas. Hoje, se passaram 18 anos e tenho 3 filhos, Mariana com 16 anos, Natália 13 anos e Lucas 11 anos. Esse prêmio somente foi possível graça a maternidade. Portanto, esse prêmio significa muito para mim, onde houve um encontro entre a maternidade e a vida profissional. O que me deu certeza que as escolhas de uma mulher podem ter um final feliz e que é possível conciliar a maternidade com a vida profissional e ter o esforço recompensado.

Qual a projeção do projeto para 2018?

Prof. Nara: Em 2018, pretendemos aprovar um projeto de lei na AL-RS para uma premiação anual para as meninas olímpicas gaúchas. Propor a criação do Troféu Meninas Olímpicas nas principais olimpíadas do Brasil. Lembrando que o prêmio criado na IMO deve ser mantido nas próximas edições. O projeto busca dar escolhas para as mulheres através do conhecimento. É na sutileza do cotidiano que a discriminação acontece, culturalmente imposta e inconscientemente reproduzida, e queremos abrir discussão sobre isso,. Enfim, toda essas premiações tem o objetivo de abrir a discussão da pequena participação feminina nas olimpíadas que é em torno de 10%.

Quem participa do projeto? Se alguma menina se interessar, como pode participar e ajudar o projeto?

Prof. Nara: As coordenadoras operacionais são Mariana Bigolin Groff e duas meninas no Ceará. As co-fundadoras são Natália Bigolin Groff e Marceli Melchiors. Qualquer menina que se interessa por olimpíadas pode entrar em contato pela página do facebook: http://www.facebook.com/meninas.olimpicas/ ou pelo email: meninasolimpicas@gmail.com dando sua sugestão ou solicitando ajuda com as olimpíadas.

166-4606

Prof. Nara Bigolin

 

Produção da Assessoria de Comunicação da UFSM-FW

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/04/22/professora-da-ufsm-fw-recebera-premio-mulheres-na-ciencia Mon, 22 Apr 2024 12:15:40 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65659 [caption id="attachment_65660" align="alignright" width="500"] Professora Nara durante uma fala para estudantes[/caption]

A professora da UFSM campus Frederico Westphalen, Nara Martini Bigolin, do Departamento de Tecnologia de Informação, foi agraciada com o Prêmio Mulheres na Ciência Amélia Império Hamburger da Câmara de Deputados. Ele é concedido a três cientistas que se destacaram pelas suas contribuições para a pesquisa científica nas áreas de ciências exatas, naturais e humanas. A premiação serve para reconhecer a excelência da participação feminina na solução dos grandes desafios da humanidade e um estímulo à capacitação de mais mulheres cientistas.

Nara é Cientista da Computação, Filósofa, Palestrante, Membro da Ordem Nacional do Mérito Educativo e Professora de Computação na UFSM. Ela possui graduação em Informática (PUC/RS) e em Filosofia (Universidade Paulista), fez mestrado em Ciência da Computação (UFRGS) e doutorado na área de Inteligência Artificial pela Universidade de Sorbonne (Sorbonne Université - Pierre et Marie Curie. Além disso, também coordena duas olimpíadas nacionais: Torneio Feminino de Computação (geral) e o Torneio de Física para Meninas (adjunta).

A professora foi agraciada pela premiação graças às suas ações em dois projetos coordenados por ela: o Projeto Movimento Meninas Olímpicas, que objetiva tornar as olimpíadas de conhecimento mais inclusivas e igualitárias; e o projeto Computação na Educação Básica, que busca transformar a educação básica do Brasil. A cerimônia de premiação acontecerá no dia 4 de junho em Brasília.

Nara destaca que o prêmio é um incentivo para continuar na luta por estas pautas, pois, o mundo olímpico é um mundo competitivo e masculino. “Através deste prêmio há uma oportunidade de divulgar as ações e resultados do  Movimento Meninas Olímpicas, assim como divulgar meu protagonismo na criação e implementação de uma nova disciplina - Computação, em todos os anos da Educação Básica”, comenta a professora. 

Meninas Olímpicas

O projeto teve início em 2015. A iniciativa surgiu quando uma das fundadoras do Movimento, participou, no mesmo ano, de um encontro de treinamento para olimpíadas internacionais de matemática, em São Paulo. Ao todo eram 33 alunos convidados, além deles haviam professores e organizadores, todos homens, sendo ela era a única menina presente. Ao observar este fato em outros eventos, as irmãs Mariana Groff e Natália Groff, filhas da professora Nara, criaram o Movimento Meninas Olímpica com a coordenação da docente. 

O Movimento tem como objetivo aumentar a presença das mulheres em espaços estratégicos, como no meio político, empresarial ou científico da sociedade, através do incentivo à participação igualitária das meninas em olimpíadas de conhecimento nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

“Esperamos que um dia as mulheres sejam 50% nos em espaços de poder e prestígios na sociedade para alcançarmos  uma sociedade mais igualitária, inclusiva e inovadora”, diz a professora. Ela ainda comenta que se não houver meninas nas olimpíadas hoje, não haverá mulheres na ciência amanhã.

O projeto já tem nove anos de ações sendo desenvolvidas e o movimento tem proposto prêmios às meninas que participam das olimpíadas, tanto nas olimpíadas de conhecimento, quanto junto ao Poder Legislativo, através de Projetos de Lei no Senado, Câmara Federal, Assembleias Legislativas e Câmara de Vereadores. Além disso, também fomenta a criação de olimpíadas femininas nacionais, apoio às olimpíadas, incentivo da participação do Brasil nas olimpíadas europeias e a criação e organização de eventos olímpicos. Ainda, o projeto realiza o levantamento de dados sobre a sub-representação feminina em olimpíadas científicas nas áreas de STEM.

Computação para a Educação Básica

Em 2015, a professora Nara, após convidar alguns estudantes de 12 anos para assistir suas aulas de Programação no Curso de Graduação de Sistemas de Informação, percebeu que estudantes do fundamental II tinham mais facilidades para aprender os fundamentos da Computação que alunos de 18 anos. Segundo a Nara, assim nasceu a ideia de criar uma nova disciplina de Computação na Educação Básica. “Após 9 anos de muito convencimento e um árduo trabalho de elaboração das normas para  Computação na EB, o CNE aprovou as normas em 2022. Em 2023 o Senado e a Câmara Federal derrubaram um veto presencial e a disciplina passou a ser obrigatória", afirma ela.

Futuro

Duas visões de futuro se tornaram realidade em menos de uma década: a Educação Básica com uma nova disciplina, a Computação, e o mundo olímpico mudando, através da representatividade, possibilitando as meninas saírem da invisibilidade. “Essas duas inovações certamente mudarão os rumos da Educação Pública Brasileira", comemora a professora Nara.

Texto: Mariane Machado, estudante de jornalismo e voluntária da Agência de Notícias
Foto: Arquivo pessoal de Nara Bigolin
Edição: Mariana Henriques, jornalista

 

 

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A professora da UFSM campus Frederico Westphalen, Nara Martini Bigolin, do Departamento de Tecnologia de Informação, foi agraciada com o Prêmio Mulheres na Ciência Amélia Império Hamburger da Câmara de Deputados. Ele é concedido a três cientistas que se destacaram pelas suas contribuições para a pesquisa científica nas áreas de ciências exatas, naturais e humanas. A premiação serve para reconhecer a excelência da participação feminina na solução dos grandes desafios da humanidade e um estímulo à capacitação de mais mulheres cientistas.

Nara é Cientista da Computação, Filósofa, Palestrante, Membro da Ordem Nacional do Mérito Educativo e Professora de Computação na UFSM. Ela possui graduação em Informática (PUC/RS) e em Filosofia (Universidade Paulista), fez mestrado em Ciência da Computação (UFRGS) e doutorado na área de Inteligência Artificial pela Universidade de Sorbonne (Sorbonne Université – Pierre et Marie Curie. Além disso, também coordena duas olimpíadas nacionais: Torneio Feminino de Computação (geral) e o Torneio de Física para Meninas (adjunta).

A professora foi agraciada pela premiação graças às suas ações em dois projetos coordenados por ela: o Projeto Movimento Meninas Olímpicas, que objetiva tornar as olimpíadas de conhecimento mais inclusivas e igualitárias; e o projeto Computação na Educação Básica, que busca transformar a educação básica do Brasil. A cerimônia de premiação acontecerá no dia 15 de maio em Brasília.

Nara destaca que o prêmio é um incentivo para continuar na luta por estas pautas, pois, o mundo olímpico é um mundo competitivo e masculino. “Através deste prêmio há uma oportunidade de divulgar as ações e resultados do  Movimento Meninas Olímpicas, assim como divulgar meu protagonismo na criação e implementação de uma nova disciplina – Computação, em todos os anos da Educação Básica”, comenta a professora. 

Meninas Olímpicas

O projeto teve início em 2015. A iniciativa surgiu quando uma das fundadoras do Movimento, participou, no mesmo ano, de um encontro de treinamento para olimpíadas internacionais de matemática, em São Paulo. Ao todo eram 33 alunos convidados, além deles haviam professores e organizadores, todos homens, sendo ela era a única menina presente. Ao observar este fato em outros eventos, as irmãs Mariana Groff e Natália Groff, filhas da professora Nara, criaram o Movimento Meninas Olímpica com a coordenação da docente. 

O Movimento tem como objetivo aumentar a presença das mulheres em espaços estratégicos, como no meio político, empresarial ou científico da sociedade, através do incentivo à participação igualitária das meninas em olimpíadas de conhecimento nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

“Esperamos que um dia as mulheres sejam 50% nos em espaços de poder e prestígios na sociedade para alcançarmos  uma sociedade mais igualitária, inclusiva e inovadora”, diz a professora. Ela ainda comenta que se não houver meninas nas olimpíadas hoje, não haverá mulheres na ciência amanhã.

O projeto já tem nove anos de ações sendo desenvolvidas e o movimento tem proposto prêmios às meninas que participam das olimpíadas, tanto nas olimpíadas de conhecimento, quanto junto ao Poder Legislativo, através de Projetos de Lei no Senado, Câmara Federal, Assembleias Legislativas e Câmara de Vereadores. Além disso, também fomenta a criação de olimpíadas femininas nacionais, apoio às olimpíadas, incentivo da participação do Brasil nas olimpíadas europeias e a criação e organização de eventos olímpicos. Ainda, o projeto realiza o levantamento de dados sobre a sub-representação feminina em olimpíadas científicas nas áreas de STEM.

Computação para a Educação Básica

Em 2015, a professora Nara, após convidar alguns estudantes de 12 anos para assistir suas aulas de Programação no Curso de Graduação de Sistemas de Informação, percebeu que estudantes do fundamental II tinham mais facilidades para aprender os fundamentos da Computação que alunos de 18 anos. Segundo a Nara, assim nasceu a ideia de criar uma nova disciplina de Computação na Educação Básica. “Após 9 anos de muito convencimento e um árduo trabalho de elaboração das normas para  Computação na EB, o CNE aprovou as normas em 2022. Em 2023 o Senado e a Câmara Federal derrubaram um veto presencial e a disciplina passou a ser obrigatória”, afirma ela.

Futuro

Duas visões de futuro se tornaram realidade em menos de uma década: a Educação Básica com uma nova disciplina, a Computação, e o mundo olímpico mudando, através da representatividade, possibilitando as meninas saírem da invisibilidade. “Essas duas inovações certamente mudarão os rumos da Educação Pública Brasileira”, comemora a professora Nara.

Texto: Mariane Machado, estudante de jornalismo e voluntária da Agência de Notícias
Foto: Arquivo pessoal de Nara Bigolin
Edição: Mariana Henriques, jornalista

Reprodução do site da UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2018/03/02/professora-da-ufsm-fw-recebera-trofeu-mulher-cidada-2018 Fri, 02 Mar 2018 15:45:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2018/03/02/professora-da-ufsm-fw-recebera-trofeu-mulher-cidada-2018/ A professora Nara Bigolin, do curso de Sistemas de Informação da UFSM-FW o Troféu Mulher Cidadã 2018 da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul (AL-RS) pelo seu projeto Meninas Olímpicas. Anualmente, mulheres que prestam serviço de destaque à sociedade gaúcha são premiadas em sessão solene alusiva ao Dia Internacional da Mulher.

O prêmio será entregue em sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, no dia 07 de março, às 14 horas, no Plenário 20 de Setembro do Palácio Farroupilha da Assembleia Legislativa em Porto Alegre

O projeto Meninas Olímpicas surgiu em 2016 tem como objetivo incentivar o protagonismo feminino em ambientes olímpicos buscando o empoderamento de meninas através da participação em olimpíadas científicas.

Sobre a Prof. Nara e o projeto Meninas Olímpicas

Doutora em Ciências da Computação pela Université de Paris VI, com Bacharelado pela PUC, e Mestrado pela UFRGS, Nara Bigolin, mãe de 3 filhos, é professora universitária há 25 anos, atuou como professora pesquisadora em várias universidades de Paris na França na década de 90,  atualmente exercendo a docência na Universidade Federal de Santa Maria. Já orientou mais de 50 alunos de graduação e pós, em projetos de pesquisa e extensão. Também integra comissão da Sociedade Brasileira da Computação, que discute a implantação da computação no Ensino Básico brasileiro, e coordena o projeto “Meninas Olímpicas”, do qual é co-fundadora, juntamente com as filhas Mariana e Natália. Esse trabalho visa incentivar a participação de meninas em olimpíadas científicas, e motivou discussão inédita na Olimpíada Internacional de Matemática   sobre o baixo índice de participação feminina nas olimpíadas, assim como a criação do Troféu Meninas Olímpicas, a ser mantido nas duas próximas edições: este ano, na Romênia, e em 2019, na Rússia.  Todos os seus projetos têm como objetivo evitar a exclusão de meninas no protagonismo nacional e melhorar a educação pública no Brasil.

Confira a entrevista que a UFSM-FW fez com a Prof. Nara sobre  o prêmio, clicando aqui

Saiba mais sobre o projeto Meninas Olímpicas, acessando o facebook do projeto

Com informações da Prof. Nara Bigolin

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O Movimento Meninas Olímpicas, idealizado e coordenado pela professora Nara Martini Bigolin da UFSM-FW, inspirou a criação do Prêmio Meninas Olímpicas. Trata-se de um projeto apresentado pela deputada Olívia Santana na Assembleia Legislativa da Bahia, que tem como objetivo reconhecer a participação de estudantes de escolas ensino público em olimpíadas científicas. 

O “Prêmio Meninas Olímpicas" já está na Câmara dos deputados e consistirá na entrega de um diploma às estudantes brasileiras de escolas públicas que tenham representado o Brasil em olimpíadas científicas internacionais, visando reconhecer o esforço e a dedicação das estudantes. 

Saiba mais sobre o Movimento Meninas Olímpicas que inspirou o prêmio clicando nesse link

Texto: Patrícia Neves
Edição: Julia Cervo
  
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2018/08/20/professora-da-ufsm-e-citada-em-premiacao-na-romenia Mon, 20 Aug 2018 23:53:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2018/08/20/professora-da-ufsm-e-citada-em-premiacao-na-romenia/ 14188650 1374388702579016 4639812434521926617 oNara Bigolin, professora da UFSM-FW, e suas filhas Natália e Mariana foram citadas na entrega do Prêmio Maryan Mirzakhani, durante a Olimpíada Internacional de Matemática (IMO), na Romênia. O Prêmio, que anteriormente se intitulava “Meninas Olímpicas”, agora homenageia Mirzakhani, a única mulher a receber o Nobel da Matemática (2014).

A premiação foi concedida pela primeira vez durante a IMO de 2017, no Brasil, como um reconhecimento especialmente voltado a meninas. A partir da edição da Romênia, passa a ser fixa nas Olimpíadas Internacionais de Matemática.

Antes de chegar nesse patamar, o Projeto Meninas Olímpicas teve uma caminhada de dois anos incentivando a participação de meninas em olimpíadas científicas. O intuito foi aumentar o protagonismo feminino nessas competições através do encorajamento de alunas do ensino médio.

O projeto surgiu após um estudo da professora Nara, em que se notou a pouca participação feminina nas olimpíadas de áreas exatas e, por consequência, poucas premiações de mulheres nas provas. Em 2016, houve no Brasil um treinamento para a Olimpíada Internacional de Matemática e dentre os 25 professores convidados, havia apenas uma mulher. Na Olimpíada Brasileira de Química no mesmo ano, de 10 alunos na delegação do Rio Grande do Sul, a única participante feminina era filha da professora Nara, Mariana Groff. Analisando dados como esses que o projeto foi criado e tem ajudado a aumentar o número de meninas nas delegações do estado e do país.

A professora Nara comenta que a baixa representatividade feminina é visível: “nas olimpíadas mais competitivas como matemática, física e informática, o percentual não chega a 5% de alunas que estão no ensino médio”. Há ainda, nesse baixo percentual, o chamado efeito tesoura. Quanto maior o nível de dificuldade da olimpíada, menor é a participação de mulheres - o que, segundo a professora, se deve à falta de incentivo e treinamento para garotas em competições científicas de alto nível.

Uma das frentes do projeto Meninas Olímpicas é o incentivo à criação de prêmios especiais para o público feminino participante. Em 2016, a Olimpíada Paulista de Matemática (OPM) foi a primeira a aderir a esse objetivo. Após a OPM, outras competições criaram premiação especial: a Olimpíada Internacional de Matemática (IMO); a Olimpíada Brasileira de Física (OBF); Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP);Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP); Olimpíada de Química de São Paulo (OQ-SP); a Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB); a Olimpíada Brasileira de informática (OBI) e a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM).

De acordo com a professora Nara, dessa forma se inicia a motivação das meninas, pois se sentirão capazes de representar seu estado e seu país nas olimpíadas. Além disso, incentiva a ir além dos prêmios voltados às participantes mulheres. Outra frente de trabalho que busca aumentar a representatividade no curto prazo é a admissão de um participante extra em equipes que contam com mulheres em sua composição.

O projeto já revela resultados mesmo em pouco tempo de atuação: a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) no Rio Grande do Sul apresentou visível crescimento na premiação de meninas. Em 2013, foram três premiadas, sete em 2015, e nove em 2017.

Os dados de mulheres destaques são baixos não apenas no âmbito estudantil, mas também em demais áreas da sociedade e é isso que o projeto quer transformar. “Fizemos uma média e em olimpíadas científicas temos apenas 10% de meninas premiadas. Na sociedade, temos 10% de mulheres eleitas, então nosso projeto vai além das olimpíadas, pois mudando aqui no início, mudamos o Brasil lá na frente”, afirma Nara.

Texto: Ariel Stival

 

 

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A  Olimpíada Europeia de Informática para Garotas (Egoi) teve a sua 1ª edição de 14 a 19 de junho, no formato on-line. Inicialmente o torneio aconteceria em Zurique, na Suíça, mas ocorreu de forma virtual devido à pandemia de Covid-19. Participaram ao todo 157 meninas, representando 43 países. As quatro integrantes da equipe brasileira conquistaram medalhas: Carolina Moura Valle Costa, de 16 anos, conquistou 8º lugar geral e uma medalha de ouro; Luana Amorim Lima, da mesma idade, conquistou medalha de prata; Letícia Barbieri Stroeh e Maria Elaine de Holanda Cavalcante, respectivamente de 17 e 16 anos, ficaram com medalha de bronze. A equipe foi liderada pela professora Nara Bigolin, docente do Departamento de Tecnologia da Informação da UFSM e coordenadora do projeto de pesquisa Meninas Olímpicas: Estimulando o Protagonismo Feminino nas Olimpíadas Científicas.

A Egoi é uma nova competição de programação para meninas de até 20 anos de idade e funciona nos mesmos moldes da Olimpíada Europeia de Matemática para Garotas (Egmo), da qual o Brasil participa desde 2017. O seu objetivo é fornecer uma plataforma para que as meninas possam desfrutar e aprofundar o seu interesse pela ciência da computação, além de incentivar a participação feminina em olimpíadas internacionais de informática, que têm um índice médio de participação de apenas 2% de mulheres. A Egoi permite ainda que as participantes conheçam outras mulheres que atuam na área de ciência da computação, podendo encontrar modelos femininos para si mesmas.

Em 2020, o projeto Meninas Olímpicas, com o apoio da Olimpíada Brasileira de Informática (OBI), criou o Torneio Feminino de Computação com os mesmos objetivos, o qual serviu como base para a seleção da equipe nacional da Egoi 2021, levando em conta também o resultado da OBI. As participantes brasileiras na Egoi estão todas no ensino médio, provenientes de escolas de São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Na Egoi, as jovens competem individualmente respondendo a duas provas com quatro questões cada uma.

“O mais importante para mim é entrar em contato com mulheres incríveis de todos os lugares do mundo”, afirma a medalhista de ouro Carolina. Maria Elaine exalta o resultado dizendo que “foi minha primeira participação em uma olimpíada internacional. Mesmo que virtualmente, estar no meio de tantas garotas incríveis e de tantos lugares diferentes, saber que ainda têm tantas coisas que eu não sei, foi sensacional. Foi uma experiência que valeu muito a pena”. Já Leticia afirma que “foi incrível ter a oportunidade de participar de uma olimpíada internacional como a Egoi. Espero que ela motive o interesse de mais meninas pela área da computação”.

Para a professora Nara Bigolin, que trabalha há 5 anos no incentivo da participação feminina em olimpíadas de conhecimento, “a participação servirá de incentivo para que mais meninas participem de olimpíadas de conhecimento. Em 2019, a Mariana Groff também conquistou ouro na Egmo, o que demonstra a excelência do Brasil em olimpíadas femininas”.

Além da professora Nara Bigolin como líder, a equipe brasileira teve a vice-liderança da acadêmica Beatriz Cunha Freire, da Stanford University. As tradutoras Flávia Pisani e Carolina Magalhães foram responsáveis por traduzir os problemas para o português. A aplicação das provas descentralizadas foi organizadas pelo professor Ricardo Anido, coordenador da OBI, com a participação dos professores Luciano Guimarães Monteiro de Castro, no Rio de Janeiro, e Pedro Porfirio Muniz Farias, em Fortaleza.

A Egoi tem o intuito de fomentar o estudo da ciência da computação e da informática entre as estudantes. O comitê organizador espera proporcionar novos conhecimentos e a troca de experiências entre as competidoras, incentivando-as a seguir carreira nas ciências exatas de uma forma mais representativa.

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Nos dias 14 a 19 de junho, em Zurich, na Suíça, ocorreu a Olimpíada Europeia de Informática para Garotas. Em formato online, 43 países marcaram presença, com o total de 157 participantes. O Brasil obteve um excelente resultado, garantindo quatro medalhas: Carolina Moura Valle Costa, 16 anos, conquistou 8º lugar geral e uma medalha de ouro; Luana Amorim Lima, 16 anos, obteve medalha de prata; Letícia Barbieri Stroeh, 17 anos, e Maria Elaine de Holanda Cavalcante, 16 anos, ficaram com a medalha de bronze. 

A Olimpíada Europeia de Informática para Garotas (EGOI), é uma nova competição de programação apenas para meninas, e funciona nos mesmos moldes da Olimpíada Europeia de Matemática para Garotas (EGMO) - onde o Brasil participa desde 2017. O objetivo do EGOI é fornecer uma plataforma para que as meninas possam desfrutar e aprofundar o seu interesse pela ciência da computação, bem como, incentivar a presença feminina na Olimpíada Internacional de Informática, que possui apenas 2% de participação. 

Além disso, o evento permite que as participantes conheçam outras cientistas da computação, dessa forma, possibilitando o encontro de modelos femininos para si mesmas. Em 2020, O Movimento Meninas Olímpicas, com o apoio da Olimpíada Brasileira de Informática, criou o Torneio Feminino de Computação (http://tfcbr.inf.55bet-pro.com/quem-somos), com os mesmos objetivos. O mesmo serviu como base para a seleção da equipe EGOI 2021.  

A medalhista Maria Elaine afirma que “o mais importante para mim é entrar em contato com mulheres incríveis de todos os lugares do mundo”. Da mesma maneira, exalta, dizendo que  "foi minha primeira participação em uma olimpíada internacional. Mesmo que virtualmente, estar no meio de tantas garotas incríveis e de tantos lugares diferentes, saber que ainda tem tantas coisas que eu não sei, foi sensacional. Foi uma experiência que valeu muito a pena.” Já Letícia, diz que “foi incrível ter a oportunidade de participar de uma olimpíada internacional como a EGOI. Espero que ela motive o interesse de mais meninas pela área da computação.”   

Para a líder de equipe, a Professora Dra. Nara Bigolin, Professora da UFSM-FW e coordenadora do Movimento Meninas Olímpica, (http://www.55bet-pro.com/projetos/pesquisa/meninas-olimpicas/), trabalha há 5 anos no incentivo da participação feminina em olimpíadas de conhecimento, declarara que “a presença servirá de incentivo para que mais meninas participem de olimpíadas de conhecimento. Em 2019, a Mariana Groff também conquistou ouro na EGMO, o que demonstra a excelência do Brasil em olimpíadas femininas".

Card na cor azul marinho com as integrantes que participaram da Olimpíada de Informática para Garotas.

 

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Inspirado no projeto Meninas Olímpicas da professora Nara Bigolin, do curso de Sistemas de Informação da UFSM-FW, a deputada estadual Franciane Bayer (PSB) protocolou um Projeto de Resolução, no dia 19 de novembro, assinado por toda bancada feminina da Assembleia Legislativa.

As Meninas Olímpicas surgiram em 2016, quando a professora Nara percebeu a pouca representatividade feminina nas olimpíadas científicas. “Nós começamos a acompanhar os resultados das principais olimpíadas científicas e fazer uma pesquisa em cima do percentual de participação feminina. Percebemos que as meninas começam representando 50% dos candidatos e conforme a olimpíada vai ficando competitiva as meninas vão desaparecendo”, relata Nara Bigolin.

No decorrer dos anos, Nara foi até a Assembleia Legislativa para solicitar um projeto de Lei com o objetivo de criar um prêmio especial para as meninas, que não foi encaminhado. No entanto, ao participar de uma homenagem do projeto Meninas Olímpicas em parceria com a Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa, Nara conversou com todas as deputadas. "Dia 31/10, depois de uma conversa com todas as deputadas sobre o impacto desse projeto no protagonismo feminismo, o projeto de lei foi desengavetado", disse a professora da UFSM-FW. 

O projeto que objetiva incentivar maior participação feminina nas competições olímpicas de matemática, física, informática, química e outras da área, foi assinado por todas as mulheres da Assembleia Legislativa. “Nós temos 100% da assinatura da bancada feminina, independente do partido” relata Nara. 

Além disso, o projeto tornou-se internacional, em 2017 e 2018 e você pode ler sobre isso na reportagem: http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2018/08/20/professora-da-ufsm-e-citada-em-premiacao-na-romenia/

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Na noite da última segunda-feira (18/03) aconteceu o "Mulheres Empreendedoras - O impacto de muitas mulheres líderes motivadas pela inovação", no Coworking da Pulsar - Prédio 61H. As empreendedoras tomaram o centro do palco para celebrar suas conquistas e destacar o papel das mulheres na inovação e no empreendedorismo. Organizado pelo InovaTec UFSM Parque Tecnológico, Pró-reitoria de Inovação e Empreendedorismo e Sebrae Delas, o evento serviu como uma plataforma para inspirar as mulheres no cenário empreendedor.

O evento teve início com Ananda Faccin, analista de relacionamento com clientes do Sebrae, estabelecendo o tom ao enfatizar a importância da presença das mulheres nos espaços empreendedores. A representação de mulheres em cargos de liderança na universidade e na comunidade em geral, foram destacadas, sublinhando a trajetória de empoderamento feminino e a necessidade de as mulheres ocuparem papéis-chave ao lado dos homens.

Maria Daniele Dutra, gestora do InovaTec UFSM Parque Tecnológico, em seu discurso ressaltou que era uma noite para celebrar, porém que a celebração devia ser todos os dias. "Todos os dias as mulheres enfrentam diversos desafios, seja na vida particular, seja na vida profissional. Então, eu quero dizer a todos vocês que estão aqui, e eu vejo vocês com muita satisfação, que hoje eu vi pessoas da comunidade que ficam um pouco fora do mundo do empreendedorismo, de empresas, de startups. Nós vemos mulheres na gestão em vários empreendimentos de Santa Maria, temos professoras, pesquisadoras, estudantes, então fico muito satisfeita de poder estar aqui hoje compartilhando com vocês um momento tão significativo”, destacou Maria Daniele. Ela finalizou celebrando não só o empreendedorismo feminino, mas também a resiliência e a inovação das mulheres na busca pelo sucesso dos negócios.

Ao longo do evento, foram compartilhadas histórias inspiradoras de sucesso de mulheres que se destacam em suas áreas. Histórias essas como a de Dayanna Nascimento, doutora em Engenharia Florestal, integrante da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do estado de Mato Grosso e eleita pela revista Forbes como uma das 100 Mulheres Doutoras do Agro. Em um primeiro momento ela contou um pouco da sua trajetória acadêmica, dos desafios nas atividades da pesquisa molecular, que necessitavam do uso das duas mãos, por ser uma mulher com deficiência, mas também como isso serviu de motivação para continuar pesquisando. Além disso, ela destacou a importância de debater sobre o empreendedorismo feminino e a presença das mulheres em cargos de liderança na universidade e na comunidade, bem como enfatizou a necessidade de ocupar espaços junto com os homens e se inspirar com histórias de mulheres empreendedoras

As discussões abordaram a natureza multifacetada do empreendedorismo, enfatizando que ser empreendedor vai além de simplesmente possuir um negócio, mas incorpora uma mentalidade de inovação e iniciativa. Desireè Ribas, coordenadora de marketing da Delivery Much, empresa oriunda da Pulsar Incubadora (antiga ITSM), e atualmente empresa associada do InovaTec UFSM, Abordou a complexidade de ser empreendedora, especialmente como empreendedora feminina, e a importância de trabalhar no ecossistema empreendedor. Também trouxe um pouco da sua trajetória até chegar ao departamento de marketing da Delivery.  “Na nossa sociedade nós precisamos cada vez mais avançar. Já avançamos muito, mas ainda existe muito a ser reparado com relação a empreender. Pois ser um empreendedor, é um desafio complicado. Coloca aí o fato de ser um empreendedor feminino. É mais um ingrediente que a mulher precisa deixar sua energia para poder desempenhar esse papel e entregar tanto como entrega”.  Mencionou também a parceria entre a Universidade Federal e a Universidade Franciscana através de suas incubadoras como uma forma para promover o empreendedorismo na cidade de Santa Maria. 

Além disso, o evento lançou luz sobre os desafios enfrentados pelas mulheres no empreendedorismo, reconhecendo a necessidade de progresso contínuo na igualdade de gênero e na superação de barreiras sociais. As palestrantes enfatizaram a importância da educação e da aprendizagem contínua para as empreendedoras, com estatísticas revelando um alto percentual de empreendedoras possuindo qualificações educacionais avançadas, desmistificando estereótipos sobre mulheres abandonando a educação para empreender.

Fabiana Sparremberger, diretora de jornalismo do Diário de Santa Maria e empreendedora, comentou sobre a questão do machismo e a importância das mulheres se apoiarem mutuamente no empreendedorismo, refletiu sobre as críticas entre mulheres e a necessidade de superar barreiras internas antes de enfrentar desafios externos. “É  uma questão que vai muito além do machismo do homem, é o quanto as mulheres se ajudam e o quanto as mulheres se criticam, o quanto as mulheres querem umas tentar puxar o tapete da outra. E vi muitas vezes muito mais mulheres nos criticando do que realmente os homens. Não estou defendendo os homens, mas o que eu quero dizer é que muitas vezes a gente tem que enfrentar a barreira entre nós mesmas para depois a gente enfrentar a barreira entre nós e eles”, enfatizou Fabiana.

A última a falar foi Nara Bigolin, doutora em inteligência artificial,criadora do movimento meninas olímpicas, fomentadora  da participação de meninas nas olimpíadas científicas do Brasil e do mundo. Nara relembrou que ela não é empreendedora, mas sim inovadora, ao falar sobre sua caminhada na pesquisa e também o movimento que serviu como inspiração para a criação de prêmios específicos que homenageiam as meninas. Nara expôs números que abordavam as questões das mulheres na pesquisa, nas universidades e também sobre a produção científica no Brasil.  Fez um comparativo com outros países considerados potências na pesquisa acadêmica. Também contou sobre a criação do movimento meninas olímpicas, os desafios enfrentados durante esse processo e os enfrentados atualmente.

Por fim, foi aberto uma rodada de perguntas da plateia às palestrantes em que elas puderam retomar pontos explanados durante a suas falas e também debater novos pontos. O evento "Mulheres Empreendedoras" não apenas celebrou a excelência e a inovação das empreendedoras, mas também destacou o papel vital das mulheres no empreendedorismo e na inovação, abrindo caminho para um cenário empreendedor mais inclusivo e diversificado.

 

Texto: Fabrício Dias, bolsista de jornalismo do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

Fotos: InovaTec UFSM/João Alves - PMSM

 

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