UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 12 Mar 2026 19:44:01 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/03/04/ufsm-promove-viva-o-campus-especial-dia-das-mulheres-8 Wed, 04 Mar 2026 15:19:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72116

Card colorido em fundo roxo com uma ilustração de 12 mulheres, uma ao lado da outra, e as escritas: Viva o campus dia das mulheres dia 8 de março, das 15h às 19h, no Largo do PlanetárioA Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Coordenadoria de Cultura e Arte e do Observatório de Direitos Humanos, ambos ligados à Pró-Reitoria de Extensão (PRE), promove, neste domingo, 8 de Março, o Viva o 55BET Pro Especial Dia das Mulheres. O evento faz parte da programação que será realizada ao longo do mês de março, pensada nesse tema tão relevante, principalmente, nos dias de hoje. As atividades são abertas a toda a comunidade e acontecem das 15h às 19h.

Essa edição contará com a presença dos parceiros do Viva o 55BET Pro: a Polifeira do Agricultor; o Jardim Botânico, a Mostra Morfo; o Projeto Arte Além do Ofício; o Acervo Artístico e uma programação especial e repleta de atividades em parceria com a Casa Verônica da UFSM, juntamente com o Coletivo Editorial Taú, Programa de Extensão em Gênero, Interseccionalidade e Direitos Humanos (GIDH/UFSM), DTG Noel Guarany 13ª Região, Liga Acadêmica de Saúde da Mulher (LIASM) e Incubadora Social. Serão oferecidas oficinas como defesa pessoal, leitura, esportes campeiros para mulheres, oficina e campeonato de truco gaudério, Tertafe (Tejo, Tava, Argola e ferradura), oficina de assoalho pélvico e exercícios para gestantes, além da presença da Feira Incubadora Social Mulheres Empreendedoras. 

O Viva promete atrações artísticas diversificadas, passando pelo rock, música gaúcha, música brasileira e música eletrônica, tudo por conta das apresentações de mulheres potentes nas vozes e talentos da AG Rock, DTG Noel Guarany 13ª Região, Luiza Morais e Zara Steinbrenner.

Viva o 55BET Pro 

O Viva o 55BET Pro busca incentivar a participação cultural e artística da comunidade, promovendo a conscientização e o cuidado com o Meio Ambiente ao trazer a sociedade para o campus da Instituição. Realizado desde 2014, a ação tem ganhado espaço na agenda de Santa Maria, ressaltando as habilidades e as experiências movimentadas pela UFSM nas diversas áreas de atuação institucional. 

PROGRAMAÇÃO 

PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA

  • 15h às 19h – Largo do Planetário 
  • 15h30 – AG Rock 
  • 16h30 – DTG Noel Guarany e 13ª Região Tradicionalista – Mirella Sydol, na gaita e Clara Pivetta, solista vocal 
  • 17h – Luiza Morais – Música Brasileira 
  • 18h – Zara Steinbrenner: Set de música House, Groove Disco, Música Eletrônica

PARCEIROS FIXOS 

  • POLIFEIRA DO AGRICULTOR 
  • 15h às 19h 
  • Largo do Planetário 
  • JARDIM BOTÂNICO 
  • 15h às 19h 
  • 16h Recepção e visita livre 
  • 17h yoga ao ar livre: Equilíbrio e gravidade: corpo em alinhamento 
  • 18h30 Palestra: mulheres pioneiras na Astronomia 
  • 19h oficina de observação de constelações e meditação guiada 
  • ACERVO ARTÍSTICO 
  • 15h às 19h 
  • Exposição Não Estou Lá, de Victor Hugo Cecatto 
  • Arte Rupestre na Caverna Espaço Imersivo 
  • 17h – Oficina Textil – Tramas Femininas (inscrições prévias via formulário)
  • PROJETO ARTE ALÉM DO OFÍCIO 
  • 15h às 19h 
  • Largo do Planetário 
  • MOSTRA MORFO 
  • 15h às 19h 
  • Prédio 19

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL CASA VERÔNICA

Casa Verônica 

  • 17h — Conversa sobre o serviço
  •  17h — Oficina de defesa pessoal (Bosque em frente ao planetário)

Coletivo Editorial Taú 

  •  16h–17h — Oficina de leitura: “O Monstro não mora aqui (Ele escreve)” — Leitura crítica de contos de horror contemporâneos e técnicas de Escrita Criativa (Bosque próximo à pracinha) 

GIDH — Mariana Selister 

  • 17h–18h — Oficina de leitura: “Roda de Histórias: Mulheres Inspiradoras, de Bertha Lutz a você” (Bosque próximo à pracinha) 

DTG Noel Guarany (13ª Região) 

  • 16h–18h — Oficinas de esportes campeiros para mulheres 
  • A partir das 16h — Oficina e campeonato de Truco Gaudério, Peteca e Vaca Parada 
  • A partir das 17h — Oficina de Tetarfe (Tejo, Tava, Argola e Ferradura)

LIASM 

  • 15h — Oficina para assoalho pélvico (Bosque em frente ao planetário)
  • 16h — Oficina de exercícios para gestantes (Bosque em frente ao planetário) 

Feira Incubadora Social 

  • Mulheres empreendedoras

Texto: Coordenadoria de Cultura e Arte/Pró-Reitoria de Extensão

 

 
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/03/03/programacao-diversa-marca-o-8-de-marco-na-ufsm Tue, 03 Mar 2026 12:56:05 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72092

A UFSM realiza diversas atividades para celebrar o 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, reafirmando o compromisso institucional com o enfrentamento às violências contra as mulheres e com a construção de uma universidade mais segura, equitativa e inclusiva.

Um dos destaques da programação é a exposição fotográfica “Arrancadas de Nós: Histórias que Precisam Ser Contadas”, da Força-Tarefa de Combate aos Feminicídios, grupo de trabalho da Comissão de Segurança, Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, em parceria com o Senado Federal e a Câmara dos Deputados. A exposição terá abertura oficial na quinta (5), às 9h30, no hall do prédio da Reitoria. A mostra pode ser conferida desta terça (3) até sexta-feira (6).

A Casa Verônica, em articulação com diferentes setores, coletivos, projetos, unidades acadêmicas e movimentos da comunidade universitária, promove até o dia 20 uma programação diversa, incluindo oficinas formativas, atividades culturais, rodas de conversa, ações simbólicas, seminários e iniciativas de comunicação.

Confira a programação completa do 8M na UFSM na página do evento.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/03/10/semana-8m-politica-de-igualdade-de-genero Fri, 10 Mar 2023 22:10:10 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=61407

Para encerrar as atividades da Semana da Mulher na UFSM, a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP), junto com a Casa Verônica, vinculada à Pró-Reitoria de Extensão (PRE), promoveu, nesta sexta-feira, dia 10, uma roda de conversa sobre a Política de Igualdade de Gênero da Instituição. A fim de estimular o diálogo acerca do tema, participaram do evento Sônia Cechin, assessora do Gabinete do Reitor, Milena Freire, docente membro do Comitê de Igualdade de Gênero (CIG), Bruna Denkin, Coordenadora da Casa Verônica, além das servidoras Natália San Martin e Vanessa Vakunz, representando a Assufsm, Aline Eggres de Castro, representando a Atens, Simone de Freitas da Silva Gallina, pela Sedufsm e Cassiana Marques, vinculada ao Sinasefe.

Caminhos em busca da igualdade

Em 3 de novembro de 2021, foi publicada a Resolução 064, que implementou a política de igualdade de gênero dentro da UFSM. Seu propósito é a promoção da igualdade de gênero em todas as instâncias institucionais, ao fomentar ações de educação e de respeito ao ser humano. Para a sua efetivação, foi instituído o Comitê de Igualdade de Gênero (CIG), com a finalidade de monitorar a implantação da Política. Durante a Roda de Conversa, Milena ressaltou que o Comitê possui caráter consultivo e, portanto, não é responsável pela implementação da Política. Ela destacou que é preciso que os diversos setores da Universidade se mobilizem para que sejam efetivadas as medidas propostas nos três eixos do documento, que são: promoção da igualdade de gênero; enfrentamento e responsabilização em casos de violência; e assistência.

Segundo a Coordenadora da Casa Verônica, a discussão do tema já vem sendo promovida dentro do espaço da Universidade, porém de forma incipiente. “Para este ano, esperamos promover mais ações como essa [roda de conversa]”, relata Bruna. Também, valoriza a presença dos sindicatos, pois estes fortalecem o envolvimento das servidoras da Instituição. A administradora lembra que a discussão não deve apenas contemplar as mulheres, e sim abranger os homens e estudantes. Na roda de conversa, o objetivo foi justamente apresentar e divulgar a política de gênero, a fim de inserir a sua diretriz na prática profissional. No mais, Bruna ressaltou o fato de a programação da Semana da Mulher ter sido articulada por diversos setores da Universidade, algo que confere mais visibilidade e adesão do público aos eventos. 

O protagonismo da UFSM 

Antes de entender o que é a política de igualdade de gênero, deve-se ressaltar o fato de sua existência dentro da UFSM, afirma Milena. Isso porque “é um documento bastante significativo e inovador, pois pauta o posicionamento da Universidade perante o reconhecimento das desigualdades de gênero, ao propor ações”, conta. Dessa forma, o regimento coloca a UFSM em protagonismo em pautas ainda pouco debatidas em outras Federais. A exemplo disso, uma das orientações da Política de Igualdade de Gênero é de que sejam reservadas vagas especificamente para pessoas transexuais no ensino médio, no técnico, no tecnológico, na graduação e na pós-graduação. A proposta se faz necessária e urgente em vista do número escasso de pessoas trans no meio acadêmico, como demonstra uma pesquisa publicada em 2018 pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes): segundo o estudo, apenas 0,2% dos estudantes de graduação em universidades públicas é transexual. Na mesma lógica, a Resolução 064 também indica a criação de medidas que garantam que essas pessoas se sintam acolhidas no espaço universitário e não sejam hostilizadas ou vítimas de transfobia, com o intuito de que a permanência dessas pessoas na Instituição até a conclusão dos estudos seja garantida.

Ir além do documento 

Pautadas pelos três eixos integradores, citados acima, as propostas de ação presentes na resolução são claras e práticas, explica Milena. Como exemplo, a construção de banheiros unissex e de fraldários. São ações de ordem prática, mas que estão submetidas a uma limitação orçamentária para saírem do papel. Dessa forma, a docente afirma que a política está em construção, não em termos de elaboração, mas sim de implementação, a qual ocorre de forma perene, tendo em vista que as questões de desigualdade de gênero são permanentes e se transformam. Tocante aos avanços, está a Casa Verônica, a qual realiza um trabalho de promoção da igualdade de  gênero em diversas ações. “Nosso grande desafio é como tornar o enfrentamento e os debates sobre desigualdade uma cultura dentro da Universidade. O que é difícil, já que estamos em uma sociedade patriarcal, que, ao longo dos tempos, naturalizou determinados processos que precisam ser desconstruídos”, reitera a professora. 

Ao encontro disso, a convidada da roda de conversa, Cassiana Marques, que é filiada ao Sinasefe e atua na Coordenação da Saúde e Qualidade de Vida do Servidor, na PROGEP, destacou a necessidade de se repensar algumas normas simples, como o horário de trabalho, mas que são capazes de prejudicar o desempenho das servidoras que são mães. Para elucidar sua fala, Cassiana contou uma situação pessoal: "a minha filha entra na escola às 7h45, então eu não consigo chegar aqui [na UFSM] às 7h30 para trabalhar. Eu me constranjo quando entro na minha sala e já estão todos os meus colegas trabalhando. Me dá um mal estar, porque a gente tem que seguir um padrão que não cabe para nós mulheres que temos que fazer essa jornada de levar os filhos na escola. E eu cumpro o meu trabalho, as minhas 40 horas semanais, mas eu não consigo estar aqui no horário estipulado, porque eu tenho que levar a minha filha na escola", relatou.

Dar visibilidade 

Outro desafio citado por Milena é que, para tornar a política de igualdade de gênero cotidiana no espaço universitário, é preciso dar visibilidade ao documento, para que servidores, professores e estudantes tenham acesso e conheçam os mecanismos expostos em suas páginas. Milena demonstra preocupação de que o grupo beneficiado por essas políticas não tome conhecimento destas, como no caso das mães, que têm a garantia, de forma segura, do acesso de crianças de até 12 anos de idade em sala de aula. Além disso, há o auxílio creche, que precisa ser ampliado, e o plano de ensino especial que os professores precisam elaborar durante o período de licença maternidade. "Precisamos dar visibilidade para que possamos dar o segundo passo, que é, enfim, conseguirmos enxergar a comunidade sendo beneficiada de modo mais amplo, isto é, dentro da multiplicidade das necessidades de todos os públicos”, finaliza.

Para que isso aconteça, o pensamento compartilhado entre as participantes é o mesmo: é preciso que toda a comunidade acadêmica, incluindo alunos, servidores e gestão da UFSM, tomem conhecimento da Política de Igualdade de Gênero e dialoguem sobre a temática. A problemática deve ser uma preocupação de todos e, somente dessa forma, mudanças efetivas serão capazes de sair do papel.

O debate está disponível no canal do YouTube da UFSM para quem desejar assistir.

Texto: Gabrielle Pillon, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias, e Laurent Keller, acadêmica de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Laurent Keller
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/03/10/semana-8m-mulheres-na-ciencia Fri, 10 Mar 2023 11:56:09 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=61364

Ao longo da história, as mulheres sempre tiveram suas habilidades e competências questionadas em diversos campos, entre eles, o mercado de trabalho. Isso ocorre em decorrência de concepções machistas e patriarcais, que, ainda em 2023, se encontram enraizadas em parte significativa da sociedade. No meio científico, esse cenário consegue ser ainda mais intensificado, o que revela uma série de problemáticas que precisam ser discutidas e enfrentadas. Pensando nisso, a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP), junto com a Casa Verônica, vinculada à Pró-Reitoria de Extensão (PRE), realizaram, neste 08 de março, um cine-debate sobre o tema, com a exibição do filme norte-americano Estrelas além do tempo.

O longa é baseado na história real de três mulheres negras que integravam a equipe de cientistas da NASA na década de 1960, período da Guerra Fria, marcado pela corrida espacial entre Estados Unidos (EUA) e Rússia. Apesar de se mostrarem essenciais para a vitória dos EUA, no decorrer de todo o filme, as protagonistas são atingidas por falas e atos preconceituosos, que deixavam explícita a desigualdade de gênero e raça pela qual elas estavam submetidas naquele meio dominado por homens brancos. Em uma das cenas, por ser mulher e negra, a cientista é confundida como faxineira da empresa – situação que nos dias de hoje ainda se repete, devido à visão discriminatória de que o único cargo que uma pessoa com estas características seria capaz de exercer, seria o de faxineira.

Da história contada no filme à realidade brasileira

De acordo com uma das palestrantes do cine-debate, a professora do Departamento de Metodologia do Ensino do Centro de Educação (CE) da UFSM, Leonice Mourad, essa reprodução de pensamentos preconceituosos não será alterada sem que haja um esforço coletivo expressivo para isso, porque “vivemos um contexto em que a internalização de comportamentos, muitas vezes reproduzidos de maneira inconsciente, muda muito lentamente”. Como consequência dessa mentalidade, ela explica, mulheres ocupam menos cargos de liderança no meio acadêmico e tecnológico, tanto porque a sociedade dificulta o ingresso delas nesse ambiente, quanto divido às barreiras mentais que as próprias mulheres constroem involuntariamente ao crescerem em contextos machistas. Segundo o estudo intitulado A Snapshot of the Status of Women in Brazil, de 2019, mesmo sendo a maioria das pessoas com doutorado, as mulheres representam somente 24% dos beneficiários do subsídio concedido aos cientistas brasileiros mais produtivos. Na Academia Brasileira de Ciências, elas equivalem a 14% do total de integrantes, e no Prêmio Nobel, as mulheres correspondem a apenas 6% dos premiados, de um total de 947 cientistas.

A grande contradição é que, no Brasil, quem mais conclui cursos de mestrado e doutorado são as mulheres. Conforme dados da plataforma Lattes, de 2010 a 2021, 72,7% dos novos mestres e 53,1% dos novos doutores são do sexo feminino. Somado a isso, uma pesquisa de 2020 da Universidade de Stanford, nos EUA, verificou que pessoas negras e mulheres produzem pesquisas mais inovadoras do que homens brancos, porém estes estudos recebem menos destaque e prestígio por conta do recorte de gênero e raça. Tanto os Estados Unidos, quanto o Brasil, vivenciaram nos últimos anos governos com posições conservadoras em relação a pautas sociais, o que, para Leonice, prejudicou a luta feminista: "ao analisarmos os últimos sete anos [governos Temer e Bolsonaro], o que temos é um retrocesso preocupante e assustador no que diz respeito à temática de gênero", comenta. Contudo, a docente reforça que essa regressão revela, também, como a sociedade civil não se sente confortável em tratar o tema da igualdade de gênero.

Enquanto isso ocorre, quem sofre são elas: Leonice explica sobre seu estudo, feito em conjunto com outras pesquisadoras, que indica que mulheres recebem mais assédio acadêmico que homens: “elas trabalham e são cobradas muito mais que os meninos, e fazem o trabalho ‘bruto’ sem que sejam recompensadas [por empenharam mais esforço]. Além disso, dificilmente aparecem em publicações, como a Katherine [personagem do filme] com os relatórios que ela fazia. Então, isso não é novidade, e precisamos ficar atentos a essa realidade".

Desigualdade refletida nos salários

Um estudo publicado em 2023 pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) revelou que gaúchas com escolaridade superior aos homens possuem média salarial 37,2% menor que a deles. Essa realidade não é exclusiva do estado, mas de todo o país, apesar de a igualdade de salários entre homens e mulheres ser reconhecida na Constituição Federal e na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Se considerarmos mulheres negras, os números são ainda piores: de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, a cada R$1,00 que um homem branco ganhava, uma mulher branca recebia R$0,78 e uma mulher negra somente R$0,43, escancarando a necessidade de considerar a intersecção de raça ao pensarmos sobre igualdade de gênero. Como forma de enfrentar essa situação, na quarta-feira (08) o governo federal apresentou uma proposta que estabelece que empresas paguem o mesmo salário para todos aqueles que exercem a mesma função, com a possibilidade de pena de multa caso descumpram.

O projeto ainda precisa passar pela Câmara de Deputados e pelo Senado para ser aprovado, mas já é motivo de esperança para quem sofre as consequências da disparidade salarial, que incluem, dentre outras questões, o aprisionamento à violência doméstica. Isso porque, ao deter um salário muito inferior ao marido, muitas vezes a mulher se torna dependente financeiramente dele, o que é um problema pois, segundo uma pesquisa de 2017, feita pelo Instituto DataSenado, uma a cada quatro mulheres que sofrem violência em casa não denunciam o agressor por causa da questão financeira.

Maternidade vista como um problema

Como justificativa para a diferença salarial e até mesmo para a não contratação de mulheres, muito se usa o argumento de que, caso uma funcionária engravide, a empresa será prejudicada, como se a maternidade fosse interferir negativamente no desempenho delas. Ao encontro desse pensamento, Leonice comenta escutar esse tipo de comentário no meio acadêmico: “lamentavelmente, eu ouço com muita frequência sobre a insensibilidade com mulheres que têm filhos [no meio acadêmico]. Em alguns contextos é quase como um convite a essas companheiras mulheres estudantes para que se afastem e retornem em algum outro momento. [...] E estudos expressivos mostram que na pós-graduação isso é muito mais grave”, reflete.

A professora membro do Departamento de Química e do Curso Superior de Tecnologia em Processos Químicos, Paola Mello, que também participou do cine-debate, relembrou de uma das cenas do filme, em que uma das protagonistas precisa se empenhar mais que o normal para desempenhar seu papel como profissional e como mãe. E, nesse sentido, Paola questiona como no século XXI ainda existem tantos entraves na vida das mulheres, especialmente, mulheres negras e transsexuais. Em sua fala, a docente provoca a reflexão: “por que a gente precisa ter uma cor ou sexo específico para exercer uma tarefa?”

UFSM em busca da igualdade de gênero

A Vice-Reitora, Martha Adaime, e o Reitor, Luciano Schuch, expuseram que a UFSM tem progredido na inserção de mulheres no ambiente acadêmico, já possuindo igualdade na quantidade de homens e mulheres no corpo discente. Entretanto, em cargos de gestão, o caminho para a equidade ainda está sendo trilhado, como mostram os dados disponibilizados pelo UFSM em Números, em 10 de março.

Das 4.132 mulheres servidoras da UFSM, 129 se declaram pardas, 97 pretas, 7 amarelas e 2 indígenas. Do total, são 362 mulheres ocupando cargos de chefia, entre docentes e técnica-administrativas em educação (TAE´s). Delas, 25 são pardas e negras e uma amarela. Para Leonice, é preciso que haja mais políticas de permanência e de formação para que mulheres que hoje são estudantes consigam, futuramente, desempenhar esses papéis de gestão.

Nesse sentido, a Universidade sancionou, em novembro de 2021, a Política de Igualdade de Gênero, com o intuito de estabelecer mecanismos que promovam a equidade entre homens e mulheres na Instituição. Somado a essa medida, foi criada, também, a Casa Verônica, espaço de acolhimento dentro da UFSM para pessoas em situação de violência de gênero, especialmente mulheres trans.

Para incentivar o protagonismo feminino no meio científico, também são desenvolvidas diversas ações e iniciativas na Universidade, seja por docentes, TAE’s ou estudantes. Alguns exemplos podem ser citados: o grupo BitMarias foi criado por e para alunas de Computação da UFSM, a fim de prestar apoio e  visibilidade à participação feminina no campo; o Gurias de Energia se originou dentro do Curso de Arquitetura e Urbanismo para incentivar meninas em idade escolar a atuarem nas carreiras STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática); o projeto Meninas Olímpicas, idealizado pela professora Nara Bigolin, tem o objetivo de incentivar a participação das mulheres em olimpíadas de conhecimento. As iniciativas são muitas e, para os próximos anos, o que se espera é um cenário de mais igualdade e oportunidade para as mulheres em todas as áreas de atuação.

Texto e fotos: Laurent Keller, acadêmica de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/03/08/semana-8m-presenca-feminina-na-area-de-tecnologia Wed, 08 Mar 2023 19:23:49 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=61346

Nesta quarta (8), é celebrado o dia internacional das mulheres, data criada para valorizar e lutar por maior igualdade de gênero na sociedade. Uma das áreas que mais clamam por isso é a da tecnologia. Por isso, a Agência de Notícias da UFSM conversou com três professoras do Centro de Tecnologia (CT) da Universidade para que dividissem suas perspectivas e incentivassem mais mulheres a se juntarem à elas. 

Retrospecto: o que mudou? 

[caption id="attachment_61347" align="alignright" width="519"] Alzenira no Operador Nacional de Sistema - ONS no Rio de Janeiro. (Foto: Arquivo pessoal)[/caption]

Alzenira da Rosa Abaide é professora titular do Departamento de Eletromecânica e Sistemas de Potência da UFSM, onde é pesquisadora PQ - Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e membro do IEEE Power & Energy Society e IEEE WiE Women in Engineering. O Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) é uma organização norte-americana sem fins lucrativos,  considerada a maior organização profissional do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade. 

Para ela, nos últimos anos houve avanços na participação das mulheres na ciência, bem como uma maior consciência e reconhecimento da importância da diversidade de gênero. No entanto, avalia que as mulheres ainda são sub-representadas em muitos campos da ciência, como matemática, física, engenharia e ciência da computação. Algumas das razões para essa sub-representação incluem fatores culturais e sociais, como estereótipos e preconceitos de gênero, falta de referências e expectativas da sociedade, avalia Alzenira. “Apesar dos avanços, a tecnologia ainda tende a ser vista como um campo masculino. O retrato da tecnologia na cultura popular é um campo dominado por homens, e a falta de representação feminina na mídia e publicidade causa impacto”, afirma. 

[caption id="attachment_61348" align="alignleft" width="500"] Luciane no Laboratório Nacional de Energia Renovável (Foto: Arquivo pessoal)[/caption]

Sua colega, a professora Luciane Neves Canha, compartilha do pedido por uma crescente participação feminina nas cadeiras dos cursos tecnológicos. A docente também é membro do IEEE Power and Energy Society (PES) e IEEE Women in Engineering (WiE). Luciane foi incluída entre as 21 mulheres mais influentes da mobilidade no mundo pela Vulog, em 2021. Dentre outras conquistas, foi responsável pela instalação do primeiro eletroposto rápido para recargas de veículos elétricos do Rio Grande do Sul. 

Em sua análise, também entende que houve uma evolução significativa na participação feminina na área, mas acompanhada por uma insistente disparidade em relação aos homens. Nesse cenário, entende que as mulheres, com muito esforço, têm buscado conduzir suas pesquisas, arrematar recursos e montar laboratórios, em uma sociedade que "apesar do aumento de 78% da participação feminina em cargos executivos, diretorias e conselhos entre 2017 e 2022, ainda possui apenas cerca de 14% de mulheres em posições de comando das empresas de capital aberto”, relata, com base em  dados do TradeMap

Participação em tomadas de decisões

[caption id="attachment_61349" align="alignright" width="501"] Andrea Charão em entrevista à TV 55BET Pro[/caption]

Há mais visibilidade para o envolvimento das mulheres na ciência, mas também surgiram novos desafios, dentre eles um momento de crise da ciência, reflete outra docente do Centro de Tecnologia, desta vez do Departamento de Linguagens e Sistemas de Computação, Andrea Schwertner Charão. A professora foi coordenadora do Curso de Bacharelado em Ciência da Computação da UFSM, de 2013 a 2015, e tutora do grupo PET (Programa de Educação Tutorial) deste mesmo curso, de 2007 a 2010. 

“Gosto de acreditar que a participação feminina na área sempre existiu, de uma forma ou de outra, mesmo que limitada a papéis coadjuvantes em alguns tempos e espaços, ou ainda não reconhecida ou não contada”, entende a professora. Assim, relata que é preciso constantemente incentivar e valorizar a presença de mulheres em esferas de progresso e decisão. 

Luciane concorda e complementa ao explicar que a ciência se faz com parcerias e cooperação entre universidades e empresas, e o fato de ter poucas mulheres em cargos de direção é um elemento que contribui para haver, também, dificuldades no aporte financeiro à pesquisas conduzidas por mulheres. Ela traz a informação de que, segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em apenas 34% das áreas do conhecimento as mulheres alcançam equidade ou são maioria entre docentes na pós-graduação. 

Ainda, em sua área, a engenharia elétrica, são apenas 11% de mulheres atuando nas pós-graduações. Dessa forma, “deve-se dar a devida divulgação às ações de mulheres que atuam na área tecnológica, engajar meninas nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) desde o ensino fundamental, levá-las palestras e mentorias de mulheres das áreas tecnológicas para, assim, termos um maior crescimento feminino nesse setor”, aponta Luciane.

A quebra de estereótipos

Como destacou anteriormente, Alzenira acredita que uma das razões que não contribuem para a participação feminina na área tecnológica é que esta tem sido tradicionalmente associada aos interesses e habilidades masculinas. Além disso, “a cultura da indústria da tecnologia pode ser hostil para as mulheres, com falta de iniciativas de diversidade e inclusão, preconceitos inconscientes e práticas discriminatórias”, reitera. 

No entanto, a docente salienta que esforços estão sendo feitos para resolver essas questões e criar uma indústria da tecnologia mais equitativa e inclusiva. Segundo Alzenira, muitas organizações de renome mundial estão trabalhando para aumentar a diversidade e a inclusão no campo, fornecer orientação e apoio para mulheres em tecnologia e desafiar esses estereótipos e preconceitos. “Com esses esforços, podemos esperar ver uma mudança em direção a uma indústria de tecnologia mais equilibrada e diversificada no futuro”, crê. 

Andrea percebe, na área da computação, ainda uma predominância masculina, apesar de vários esforços que têm conseguido transformar este cenário pontualmente. Esforços os quais, conforme a professora, têm motivos diversos e são até alvos de pesquisas. Tal qual sua colega de centro, Andrea acredita que, por trás de um aparente desinteresse de mulheres pela área, há uma construção social de estereótipos associados às profissões, que acabam afastando quem não se identifica com um suposto perfil. “Mudanças exigem tempo e ações e, nesse sentido, estamos em um momento propício de muita demanda na área, associada a uma maior consciência da importância da diversidade nas esferas que criam e desenvolvem tecnologias”, pondera. 

Preconceitos velados e explícitos

“Em minha trajetória, enfrentei vários obstáculos das mais variadas formas, porém resolvi ignorá-los e seguir adiante, como se nada tivesse acontecido, foi a forma que encontrei para conquistar meu espaço profissional”, compartilha Alzenira. Dentre os percalços, um ficou em sua memória para sempre: quando fez a primeira matrícula na UFSM, um colega a perguntou o que ela estava fazendo ali, na engenharia, ‘tirando o lugar de um homem’. Depois, ocorreram outras situações, igualmente doloridas. “Foram agressões à condição de ser mulher. Senti-me comparada a um objeto, sem  inteligência ou competência. Essas situações marcam para sempre”, relembra.  

Em outro momento, chegou a presenciar um preconceito com uma aluna, enquanto exercia o cargo de coordenadora do curso de Engenharia Elétrica. Na época, uma grande empresa pediu uma lista de formandos, para entrevistá-los para o regime de trainee. Entre os nomes enviados, estava o da futura engenheira eletricista. Logo em seguida a empresa fez contato e disse que a coordenadora cometeu um engano, porque mandou o nome de uma mulher. Após Alzenira cobrar enfaticamente alguma atitude, a empresa se retratou e ofereceu uma vaga para a engenheira. 

Por sua vez, Luciane também conviveu com o preconceito em sua trajetória, desde que ingressou no curso de Engenharia Elétrica em 1989, quando foi a primeira colocada de sua turma no antigo vestibular da UFSM. Ao longo da graduação, enfrentou dificuldades com colegas, além de ouvir discursos machistas, explícitos e subliminares: “sempre busquei me posicionar contra essas atitudes, contra falas ditas de brincadeira, mas que carregam um machismo estrutural que deve ser banido”. 

Luciane afirma que o preconceito existe até hoje, vem de homens e também de mulheres que não avançaram ou foram criadas dentro de uma sociedade machista que, muitas vezes, reprime as opiniões contundentes que venham delas. “Tenho a característica de ter opiniões fortes, posiciono-me sempre dentro dos temas que atuo e frequentemente isso é visto com desdém ou com a ideia errada de que as mulheres querem tomar os lugares dos homens. Mas não é isso, queremos discutir par a par com eles e sermos ouvidas com a mesma atenção que um homem é ouvido”, afirma a docente. 

Já Andrea não lembra de ter enfrentado obstáculos quando ingressou no curso. Hoje ela atribui isso a uma estrutura familiar favorável e a uma afinidade com ciências exatas e tecnológicas. No entanto, ao longo da carreira, surgiram  muitas situações que a fizeram refletir sobre estereótipos, diferenças e minorias: “o que mais me afeta não são exatamente questões enfrentadas por ser mulher, mas por ser alguém consciente do quanto ainda temos a evoluir como pessoas e como sociedade”, conta. 

Os avanços na UFSM 

No Centro de Tecnologia, dentre 300 servidores, 94 são mulheres, isto é, 31%. No recorte de docentes, elas representam 27% do total. Na área de Alzenira, a participação feminina é de absoluta minoria. Ela relata que, quando era estudante, havia apenas uma professora na engenharia elétrica, hoje há quatro, uma pequena evolução que levou 40 anos: “acredito que esse avanço é insignificante, entretanto a UFSM desenvolve ações para divulgar a atuação das mulheres, incentivando a participação feminina”. Ela acrescenta que o aumento da participação das mulheres na área tecnológica é um objetivo que deve ser constantemente buscado, usando como exemplo as ações internacionais. 

Para Luciane, o aumento na oferta de cursos ligados às áreas de engenharias, tecnologia da informação e comunicação, meio ambiente e energia auxiliou no crescimento do ingresso de mulheres na área. Ela justifica que, assim, são mais opções e, portanto, há mais mulheres na docência das áreas de tecnologia e mais mulheres atuando na pós-graduação, embora ainda poucas e minoria em relação aos homens. 

“Considero a UFSM uma Universidade muito inclusiva, deve-se louvar seu engajamento em várias ações que envolvem a maior participação das mulheres”, continua.  À exemplo, a professora cita a  vice-reitora, Martha Adaime, e a pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, Cristina Nogueira, que representam fortes avanços na gestão da Instituição. Luciane também lembra a trajetória de Nilza Zampieri, que foi diretora do CT há cerca de 25 anos e trabalhou pela implementação de todo o ecossistema de empreendedorismo que existe hoje na UFSM: “é um exemplo para todas nós”. 

Já no âmbito da Universidade, Andrea compreende que há um quadro diverso de docentes e técnicos, o qual considera muito positivo. Nesse cenário, “estudantes nas áreas tecnológicas convivem com professoras e professores com diferentes formações e vivências. Esse ambiente tem acolhido bem algumas iniciativas que visam aproximar mais mulheres dessas áreas”, frisa. Andrea lembra que ela mesma já coordenou ações extensionistas para meninas na educação básica, momento em que se aproximou de outras professoras que também exercem essas atividades. Em sua área, Andrea ressalta o grupo BitMarias, criado por e para alunas de Computação da UFSM, a fim de prestar apoio e  visibilidade à participação feminina no campo. “Essas ações se somam a muitas outras com objetivos semelhantes. Considero que são avanços importantes, mesmo que o impacto seja difícil de avaliar a curto prazo”, aponta. 

Incentivo às iniciantes 

Por fim, as professoras deixam uma mensagem de motivação àquelas que anseiam em seguir na área tecnológica. 

“Não desistam jamais se a área tecnológica é sua vocação. Assim, terão a satisfação de desenvolver um trabalho que compensa a dificuldade e os inegáveis preconceitos, proporcionando satisfação profissional e pessoal”, diz Alzenira. 

“O mais importante não é a chegada, mas o caminho. A vida é preciosa e nosso tempo é nossa maior riqueza. Portanto, temos de dedicar nossas vidas àquilo que efetivamente desejamos, mesmo que seja difícil ou que imponham barreiras aos nossos sonhos e objetivos. Somos muitas e todas temos a contribuir. Há mulheres, apesar de poucas, em diversos setores das áreas tecnológicas e a grande maioria é referência em suas atuações. Busquem esses exemplos, apoiem-se umas nas outras. As mulheres precisam criar redes de apoio para terem força e aumentarem sua presença nas tomadas de decisão e nas áreas onde hoje predominam os homens”, afirma Luciane. 

“A quem está iniciando ou deseja iniciar em Computação, gostaria primeiro de parabenizar pelo interesse em uma área que impulsiona todas as outras. Vocês vão deixar de apenas consumir tecnologias,  passando a entender como criá-las. As competências que irão adquirir não são triviais e levam algum tempo para desenvolverem-se, portanto procurem não desistir quando surgirem as dificuldades. Aproveitem a jornada de aprendizado para fortalecer as relações com pessoas da área e fora dela, pois, no fim das contas, tecnologias são criações de pessoas para pessoas”, finaliza Andrea.

Texto: Gabrielle Pillon, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/02/28/semana-da-mulher-na-ufsm-tera-programacao-diversa Tue, 28 Feb 2023 18:24:49 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=61290 Semana da Mulher UFSM. de 6 a 10 de março.

Em referência ao dia internacional da mulher, 8 de março, a UFSM organizou uma série de ações com o objetivo de dialogar sobre a data, refletir sobre a presença das mulheres nos mais diferentes espaços e chamar a atenção para a importância da igualdade de gênero dentro e fora da Instituição.

Estão previstos bate-papos, exibição e debate de filmes e oficinas variadas. Confira a programação e como realizar as inscrições:

06/03 - Oficina de noções básicas sobre elétrica residencial para mulheres
Ministrantes: Júlia Gracioli Firmiano e Danielle Ferrari dos Santos, estudantes do curso de Engenharia Elétrica e integrantes do PET Engenharia Elétrica
Horário: 8h às 12h
Local: Centro de Tecnologia - prédio NUPEDEE, sala 425 - PET Engenharia Elétrica 
Vagas: 16 vagas (08 para estudantes e 08 para servidoras)

07/03 - Oficina de noções básicas de mecânica automotiva para mulheres
Ministrante: Natalia Diovana Zimmermann Feistel - acadêmica do Curso de Engenharia Mecânica
Horário: Turma 1: 8h às 10h / Turma 2: 10h às 12h
Local: Prédio 9D, no Laboratório de Engenharia Mecânica GPMOT (no final da rua do Ipê Amarelo)
Vagas: 15 vagas por turma (08 servidoras; 07 estudantes)

07 e 09/03 - Oficina de Muay Thai para iniciantes
Ministrante: Júlia Melazzo Mazzanti - Atleta, instrutora de Muay Thai, acadêmica de fisioterapia UFSM
Quando: Turma 01: 07/03/2023; às 08h / Turma 02: 09/03/2023 às 8h
Local: Prédio CQVS  - espaço alternativo
Vagas 10 por turma (05 para servidoras; 05 para alunas)

08/03 - Cine Debate: exibição do filme Estrelas Além do Tempo
Convidadas: Paola Mello; Leonice Mourad; Jana Zappe
Horário: 9h
Local: Salão Imembuí, 2ª andar da Reitoria

08/03 - Oficina de boxe para iniciantes
Ministrante: Marcélli Osório Dall”Asta - Servidora da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde, praticante de Boxe Olímpico, monitora do projeto Ação Boxe popular do clube 21 de Abril, conquistou o 3º Lugar no campeonato Estadual de Boxe no ano de 2022 na categoria peso pesado feminino.
Horário: 10h
Local: Prédio CQVS  - espaço alternativo
Vagas: 12 (06 servidoras; 06 estudantes)

10/03 - Roda de conversa sobre a Política de Igualdade de Gênero da UFSM
Participantes: PROGEP; ASSUFSM e Casa Verônica
Horário: 9h
Local: Salão Imembuí, 2º andar do prédio da Reitoria
Vagas: 140

Todas as atividades requerem inscrição prévia. Alunas devem realizar a inscrição através do formulário e servidoras pelo Portal de Capacitação.

A Semana da Mulher é promovida pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP) em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão (PRE), por intermédio da Casa Verônica.

Boxe para iniciantes

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Muay thay

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Política de Igualdade de gênero


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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/2022/03/07/ufsm-promove-live-no-dia-8-de-marco-sobre-mulheres-na-ciencia Mon, 07 Mar 2022 14:51:04 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/?p=18906

 

Na próxima terça-feira, dia 08/03, às 14 horas, a UFSM realizará a live Mulheres na Ciência: uma verdade inconveniente, em referência ao dia internacional das mulheres. 

A palestrante será Márcia Cristina Bernardes Barbosa, professora titular de física da UFRGS, membro titular da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Mundial de Ciências (TWAS).                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           

A professora Márcia ganhou, em 2013, o prêmio L’oréal-Unesco de Mulheres nas Ciências Fĩsicas e o prêmio Claudia em Ciência pelo estudo das anomalias da água . Por seu trabalho com mulheres na ciência, ganhou, em 2009, a Medalha Nicholson da American Physical Society. Por sua atuação pela pós-graduação, ganhou o Prêmio Anísio Teixeira da Capes, em 2016, e por seu trabalho em prol da ciência recebeu, em 2018, da presidência da república, a Medalha do Mérito Científico como comendadora. Em 2020 foi considerada pela ONU Mulheres uma das mulheres que mudou o mundo com a ciência e pela Revista Forbes uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil. Em 2021, foi agraciada com a medalha Sílvio Torres da Fapergs.

 

 

A mediadora será a vice-reitora da UFSM, professora Martha Adaime, a primeira mulher a ocupar esse cargo na universidade. O evento terá, também, a participação especial de pró-reitoras da instituição.

Os interessados poderão acompanhar a live através do Canal da UFSM, no YouTube.

Texto: Luís Henrique Ramires, acadêmico de Jornalismo e estagiário
Edição: Mariana Henriques, Jornalista

Fonte: 55bet-pro.com

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2021/03/12/coordenadoria-de-cultura-e-arte-promove-a-exposicao-presenca-feminina-nas-artes Fri, 12 Mar 2021 14:30:40 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=5341 Em alusão ao mês da mulher, ao longo de março a Coordenadoria de Cultura e Arte (CCA), vinculada à Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM, está lançando a série chamada “Presença Feminina nas Artes”, uma iniciativa para dar visibilidade e destaque às artistas evidenciadas nos diferentes ramos da produção artística mundial. A primeira parte, lançada no último dia 8, apresenta ao público a presença feminina na música de concerto, trazendo artistas nacionais e internacionais que vêm fazendo história na música.

Nesta primeira série, o público poderá conhecer um pouco da biografia e da obra de 30 musicistas de diversas partes do mundo. Nela, é possível encontrar mulheres que se destacam nos instrumentos de cordas, de madeiras, de metais, assim como na percussão, no piano e no violão, além de cantoras e de regentes.

As sugestões contam com o apoio dos professores do Departamento de Música da UFSM. Para acessar “Presença Feminina na Música de Concerto” basta entrar neste site. Ao longo do mês, as pessoas também poderão acompanhar os conteúdos nas redes sociais do Centro de Convenções e da PRE.

Agenda 2030 na UFSM

A ação de Extensão apresentada neste texto atende aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Acesse as imagens para saber mais sobre cada um deles.

ODS 5
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/03/14/agittec-realiza-debate-mulheres-empreendedoras Thu, 14 Mar 2019 17:58:51 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=46897

A Agência de Inovação e e Transferência de Tecnologia da UFSM (Agittec) realiza no próximo dia 28 de março a Roda de Debate "Mulheres Empreendedoras". O evento vai discutir o empreendedorismo feminismo com quatro convidadas que são destaque em liderança e inovação em diferentes áreas, como design, esporte, gestão e militância.

A Roda de conversa será as 10h, no Auditório do prédio 74C. As inscrições podem ser realizadas através do formulário. A mediação será da professora Débora Bobsin, do Departamento de Ciências Administrativas da UFSM, coordenadora de Extensão Social e Tecnológica da Pró-Reitoria de Extensão e coordenadora da Incubadora Social da UFSM.

Conheça as debatedoras:

Josele Delazeri
Sócia, co-fundadora e CBO da Get Commerce, e da Escola de Habilidades.
Participa como líder do Grupo Mulheres do Brasil, Núcleo Santa Maria/RS.
É madrinha de Embaixadas Geração de Valor no RS, e líder da embaixada Seja Protagonista.

Ana Guerra
Desenhista Industrial graduada pela UFSM, durante a graduação teve grande apreço pelo Design de Joias e resolveu transformar esse carinho em sustento. Criou a Aphelia Design de Joias.

Lidiane Bertê
10 anos de atuação como consultora em gestão estratégica de pessoas.
CEO da Intelectus – Gestão Estratégica de Pessoas
CEO da Nekto – Startup de Tecnologia em Gestão de Pessoas
Sócia da Del Fuego Hamburgueria

Ângela de Lima
Negra; Militante; Feminista;
Presidenta do Coletivo Marias Bonitas Fazendo História (Projeto que promove o empoderamento feminino);
Graduada Cotista da Primeira Turma de Serviço Social da UFSM;
Especialista em Saúde Mental da UFN

Maíra Moreira
Educadora Física Ufsm - Especialista em Fisiologia do Exercício: Prescrição do Exercício - Estácio de Sá - Poa
Árbitra Assistente pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF) e Confederação Brasileira de Futebol (CBF)
Personal Trainer - Proprietária Maíra Mastella Assessoria Esportiva

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/2019/03/09/perolas-do-cotidiano-confissoes-de-uma-feminista-arrogante Sun, 10 Mar 2019 00:12:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/?p=924

Sempre balizo o mundo a partir de mim. Se eu, minimamente intelectualizada e de esquerda, fui/sou arrogante, muitas e muitos iguais a mim também foram/são. 

[caption id="attachment_925" align="alignnone" width="300"] Year of the Woman, de Audrey Lee[/caption]

Aos 13 anos me descobri feminista. Sofri assédio de um professor pedófilo. Fui confrontada por ele e pela direção da escola quando me defendi. E a vice-diretora, mulher, teve a audácia de perguntar se não era eu quem estava interessada no  dito cujo. Coloquei meu dedo em riste nas fuças dela e dele. E como eu e minha mãe sempre fomos cúmplices, no outro dia a levei na escola. Ela, leoa aquariana (risos), falou poucas e boas para ambos. E reafirmou:

- Minha guria sabe se defender! A Louise nunca me mentiu. Se ela disse que aconteceu, aconteceu.

Reprovei no primeiro vestibular. Entrei no segundo. Uma instituição católica. Comecei a me interessar profundamente por literatura (cursei Letras). Depois de um tempo, tive a sorte de conhecer professoras as quais acreditavam no meu potencial e me apresentaram teóricos que falavam sobre os estudos culturais, memória,  identidade e lógico, feminismo (e de qual forma eu reportaria tudo isso para as literaturas emergentes  estudadas por mim, principalmente as literaturas africanas de língua portuguesa). Conheci Simone Beauvoir, Virginia Woolf, Germaine Greer. Posteriormente,  Judith Butler,  bell hooks*, dentre outras. Fiz ao longo desse tempo, palestras e rodas de conversas sabendo destrinchar as ondas do feminismo e a importância da separação do feminismo branco e do feminismo negro.

Me considerei, durante muito tempo “a feministona da estrela”. Aquela que manjava dos 'paranauês' da teoria feminista. E mesmo tendo plena consciência do feminismo como movimento social e político, a favor das mulheres , TODAS AS MULHERES, e dos impactos da opressão de gênero sofrida historicamente POR TODAS NÓS. Eu realmente alienei tudo isso e coloquei minhas leituras acima daquelas, que não tiveram as mesmas oportunidades epistêmicas que eu.

Nós, brasileiras e brasileiros, somos fundamentalmente: cristãs e cristãos; conservadoras e conservadores. Mas eu, defendia (defendo) o aborto. Sempre achei (acho) formidáveis as mulheres exercendo sua liberdade corporal e sexual acima das amarras machistas.

Tentei no grito comprovar para mulheres, identificadas  por ideias conservadoras, o quanto elas estavam equivocadas.

Eu e as feministas acadêmicas como eu, perdemos a capacidade de dialogar  com a mulher de  10, 20, 30 anos (ou mais) de casada, orgulhosa  do marido, dos filhos e de sua própria atuação perante sua família. Fomos solenemente rejeitadas por aquela que, se comparada a uma puta (invenção do patriarcado) irá preferir a morte. Fomos bombardeadas por ela, a mulher descartada por não ser tão bonita para os padrões, nem tão jovem e nem tão fresca, desencorajada em mostrar os seios em público, afinal, sempre lhe foi ensinado: é feio exibir o corpo!

Estive cega demais para entender: "meu corpo e minhas regras" infelizmente  não alcança a mulher periférica, abusada de todas as formas, desde a infância e invisibilizada em seu sofrimento e em sua luta.   Tampouco  a mulher do campo, aquela que não teve e nunca terá acesso a informação e muito menos a proteção das leis, viáveis e confiáveis,  em muitos casos, apenas no papel.

Arrogante, acreditei ser óbvio para qualquer pessoa do gênero feminino repudiar um misógino, no entanto não perguntei para essas mulheres se elas sabiam o que era misoginia. Ignorei as veteranas da idade da minha mãe, tias e avós, doutrinadas dentro de “moral e bons costumes”. Tripudiei, muitas vezes, nos seus valores cristãos. Não compreendi o quanto para elas reputação e recato são simbólicos, mesmo que tais valores sejam compulsórios. Tentei as fazer engolir aborto como algo coerente. Logo elas, felizes e orgulhosas por todas suas crias.

Simplesmente tampei meus ouvidos e olhos para a verdade delas, tão mulheres quanto eu e tão maravilhosas em suas feminilidades. Arrogante, eu fui arrogante. E eu preciso delas, em "seus pegues e pagues do mundo". Preciso da candura e do ensinamento delas. Da fé resistente em um mundo inóspito. Necessito continuar lutando por mim e por elas.  Desejo elas ao meu lado, mudando em uma conjuntura excessivamente ruim para  sociedade como um todo, mas principalmente para nós mulheres.

Agora, espero que não seja tarde para reconhecer:  

Não será colocando nosso feminismo em uma cartilha que iremos conquistar aliadas. Volto a dizer (já falei em outros textos), nossa virada será no amor. Com diálogo e respeito. Nenhuma mulher a menos? Sim,  para além do discurso.

 

*bell hooks -Gloria Jean Watkins mais conhecida pelo pseudônimo bell hooks (escrito em minúsculas) é uma autora, teórica feminista, artista e ativista social estadunidense.O nome "bell hooks" foi inspirado na sua bisavó materna, Bell Blair Hooks. A letra minúscula, que desafia convenções linguísticas e acadêmicas, pretende dar enfoque ao conteúdo da sua escrita e não à sua pessoa. O seu objectivo, porém, não é ficar presa a uma identidade em particular mas estar em permanente movimento.

Texto por: Louise da Silveira, licenciada em Letras pela UFN, mestranda em Geografia pela Universidade Federal de Santa Maria e integrante do GT CHEGA

Revisão: Wellington Gonçalves, Relações Públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/soumulhereposso-trabalhar-com-energia-eletrica Thu, 07 Mar 2019 15:00:59 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=5353 “Lugar de mulher é em casa”. Essa frase, usada de maneira pejorativa para delimitar o espaço e subestimar as habilidades das mulheres, ganhou uma nova - e positiva - roupagem. Isto porque, em 2018, integrantes do Programa de Educação Tutorial (PET) Engenharia Elétrica da UFSM organizaram um projeto que orientou mulheres a instalar, planejar e consertar redes elétricas em casa.

Com ações que combinaram ensino e extensão, o grupo promoveu aulas teóricas e práticas sobre eletricidade para mulheres do bairro Nova Santa Marta, na região oeste de Santa Maria. As aulas compreenderam conteúdos como: o que é energia e tensão elétrica; recomendações de segurança ao realizar um trabalho do tipo; como fazer um circuito elétrico e instalar tomadas e interruptores. As aulas foram constituídas por cinco módulos, todos guiados por material didático entregue às participantes.

A iniciativa foi da doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFSM, Ana Justina da Fonseca Ziegler, que realizou uma atividade com a comunidade em alusão ao Dia da Mulher, em março do ano passado, mas considerou uma semana um período curto de tempo. Em conjunto com uma moradora da região, articularam ideias e firmaram a parceria com o PET Engenharia Elétrica.

Lecionar em um contexto completamente diferente do seu foi um desafio, como relata Gabriela Ramos, acadêmica de Engenharia Elétrica e integrante do projeto: “A gente fez todo o trabalho partindo do zero, porque não sabia o contexto que iria encontrar, nem as pessoas com as quais iria trabalhar. Uma coisa é apresentar um trabalho na universidade, outra completamente diferente é a vida real”.

Foram quatro meses de preparações interdisciplinares, desde a montagem do projeto, mapeamento do que as participantes gostariam de aprender, formulação do material didático, até a construção da marca #SouMulherEPosso por acadêmicas de Comunicação Social da UFSM.

[caption id="" align="aligncenter" width="768"] Mulheres participantes do projeto[/caption]

A primeira edição do curso aconteceu em abril de 2018, no Colégio Marista Santa Marta localizado no bairro. Os materiais utilizados foram adquiridos com o apoio do Centro de Tecnologia da UFSM e com o dinheiro arrecadado na venda de bottons personalizados com a marca do projeto.

O curso iniciou com 12 mulheres, com idades entre 30 e 40 anos. No entanto, metade delas precisou abandonar as aulas. Entre os vários motivos, o mais presente era a necessidade de cuidar dos filhos - apesar de as integrantes do PET terem se disponibilizado para fazê-lo na área de recreação do Colégio, justamente para que nenhuma ficasse sem a oportunidade de estudar.

Fernanda Martins, estudante de Engenharia Elétrica, conta que “as aulas eram bem produtivas, já que as participantes tinham conhecimento prévio do que estavam fazendo, porque elas testavam em casa”. Além do conhecimento teórico e prático sobre o trabalho com eletricidade, a moradora Nilda Ribeiro, que ajudou a pensar o conteúdo do curso e participou das aulas, ressalta que “a auto-estima foi um dos maiores resultados para todas, já que nos deu a certeza de que cada mulher não só pode, como é capaz de fazer o que quiser”.

Reportagem: Paola Jung, acadêmica de Jornalismo
Edição: Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo
Ilustração: Lidiane Castagna, acadêmica de Desenho Industrial
Fotografias: Divulgação

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