UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Wed, 11 Mar 2026 00:06:44 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/2025/09/29/ufsm-debate-politicas-de-acoes-afirmativas-inclusao-e-equidade-no-ambito-da-pos-graduacao-nesta-terca-feira-30 Mon, 29 Sep 2025 12:32:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/?p=25313

 

A UFSM promove nesta terça-feira (30), às 14 horas, no auditório da CAEd (prédio 67), o 3º Seminário de Ações Afirmativas e Inclusão na Pós-Graduação. O evento é organizado conjuntamente pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), Coordenadoria de Ações Educacionais da Pró-reitoria de Graduação (CAEd/PROGRAD), Observatório de Direitos Humanos (ODH), Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) e Associação de Pós-Graduandas e Pós-Graduandos da UFSM (APG).

O seminário tem como objetivo ampliar o debate sobre políticas de inclusão e equidade no âmbito da pós-graduação, reunindo docentes, estudantes e representantes institucionais para compartilhar experiências e fortalecer as ações afirmativas na UFSM.

A programação inicia com uma conferência de abertura ministrada pela professora Diana Anunciação Santos, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), que abordará o tema “Reflexões e experiências em ações afirmativas e inclusão na pós-graduação”.

Na sequência, será realizado um painel com diferentes perspectivas institucionais sobre o cenário atual da pós-graduação da UFSM após a implementação da Política de Ações Afirmativas e Inclusão. Participam do painel representantes da PRPGP, de um Programa de Pós-Graduação da UFSM, do NEABI/PRE, da PRAE e da CAED, com relatos e reflexões sobre ingresso por cotas, assistência estudantil, acessibilidade e a construção de políticas de equidade.

A participação no seminário é aberta à comunidade acadêmica e não exige inscrição prévia. Confira a programação na página do evento. Outras informações podem ser solicitadas ao e-mail cpg.prpgp@55bet-pro.com

Fonte: 55bet-pro.com 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/08/07/falta-de-acessibilidade-digital-ainda-e-desafio-para-pessoas-com-deficiencia Thu, 07 Aug 2025 12:33:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70043 No dia a dia, Fernanda Taschetto, técnica-administrativa na UFSM e pessoa com deficiência visual, tem o hábito de se informar sobre os acontecimentos locais e mundiais. Com o uso de softwares de leitura em seu celular e computador, ela acessa portais de notícias e exercita sua cidadania, assim como qualquer pessoa. Esse processo parece simples e rotineiro. No entanto, será que ele é igualmente acessível a todos?

Em 2015, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) foi criada. Com isso, tornou-se obrigatória a acessibilidade em sites de empresas e órgãos públicos. De maneira mais específica, as diretrizes, baseadas nas Web Content Accessibility Guidelines, passaram a exigir que os sites tivessem legendas em vídeos, descrição de imagens, contraste adequado, navegação por teclado, formulários corretamente identificados, links descritivos e ausência de elementos piscantes. Contudo, mesmo com esse avanço legal, os números mostram retrocessos.

Conforme relatório da BigDataCorp em parceria com o Movimento Web para Todos, que analisou 26,3 milhões de sites ativos no Brasil, apenas 2,9% dos sites brasileiros eram acessíveis, uma queda de 3,3% em relação a 2023. Essa identificação ocorreu por meio de testes de acessibilidade nos sites.

Em relação aos portais de notícias, o estudo revelou uma leve melhora de 3,4% nos padrões de acessibilidade em comparação a 2023. No entanto, esse número ainda é pequeno, já que 96,6% dos sites analisados continuaram apresentando falhas. Detalhes da metodologia adotada no estudo de 2023 e na edição de 2024 podem ser conferidos no site do Movimento Web para Todos.

Tanto Fernanda quanto os desenvolvedores da pesquisa observam que os principais problemas estão relacionados às estruturas textuais, à organização de hiperlinks e à disponibilidade e disposição de imagens com descrição. “Quando reportagens utilizam vídeos e imagens sem audiodescrição, existe uma lacuna na compreensão plena da notícia. Uma fotografia ou vídeo que mostra, por exemplo, como realizar um exercício físico, sem audiodescrição, não nos dá a possibilidade de realizá-lo”, exemplifica.

Infográfico sobre acessibilidade na web no Brasil, com fundo azul. À esquerda, título em letras brancas: 'Acessibilidade em números'. Abaixo, textos informam: 'Apenas 2,9% dos sites brasileiros eram acessíveis' (em que '2,9%' está em amarelo); 'uma queda de 3,3% em relação a 2023' ('3,3%' em amarelo); e 'quase 96% dos sites de notícias possuem falhas' ('96%' em amarelo). Ao lado dos textos, ilustração de um notebook cinza com contorno amarelo. No canto inferior esquerdo, a fonte: 'BigDataCorp e Movimento Web Para Todos' em amarelo. À direita, em um retângulo de borda amarela, título 'Principais problemas' (sendo 'Problemas' em amarelo). O texto diz que os problemas estão ligados à estrutura e organização de hiperlinks, e à disponibilidade de descrição e estrutura de imagens, com as expressões 'organização de hiperlinks' e 'descrição e estrutura de imagens' em amarelo.

Quando a notícia é barreira

Esse contexto inspirou a pesquisa “Circulação e Acessibilidade Comunicativa: quando o acesso à notícia é barreira”, publicada em julho de 2025 pela jornalista e doutoranda do Departamento de Comunicação Social da UFSM, Samara Wobeto, sob orientação da professora Viviane Borelli, docente do mesmo departamento.

Conforme Samara, o estudo se baseia no conceito de “não circulação”. “Essa ideia, proposta pelo pesquisador de comunicação Rafael Grohmann, aponta que a informação não circula de forma indefinida e, por fim, reforça a existência de barreiras que a impedem de chegar a certos contextos”, explica.

A doutoranda destaca que essas barreiras são variadas e que a pesquisa buscou incluir a falta de acessibilidade digital como uma delas. “Nós fomos percebendo que essa circulação não acontece para pessoas com deficiência quando não há recursos acessíveis. Quando um veículo não oferece o mínimo necessário, ele impede que essa pessoa escolha consumir informação”, afirma.

Essa limitação, segundo ela, restringe o público com deficiência a consumir apenas o conteúdo que consegue acessar , o que não significa, necessariamente, que seja de qualidade. “Na pesquisa, identificamos que certos veículos, por exemplo, realizavam propaganda antivacina e eram sites com recursos acessíveis. A principal questão é: qual o tipo de informação que as pessoas com deficiência têm a oportunidade de acessar?”, questiona a jornalista.

Samara também aponta uma contradição: veículos tradicionais que prezam pela divulgação científica e pela democracia, mas não aplicam recursos de acessibilidade, acabam excluindo parte da população. “Esses veículos, que possuem boa apuração, deixam de fora um grande grupo e vão contra o preceito democrático e cidadão. Se olharmos para o código de ética do jornalismo, uma das principais diretrizes é o acesso à informação para todos os públicos”, observa.

Para a pesquisadora, essa carência técnica contribui para a desinformação. “Já é naturalmente difícil combater as fake news no cenário digital de hoje. Para pessoas com deficiência, a dificuldade é ainda maior, porque elas não conseguem acessar qualquer site para verificar uma informação, apenas aqueles que possuem acessibilidade”, alerta.

Ela reforça que essa incapacidade de comparar diferentes fontes pode ter consequências graves, sobretudo para públicos já fragilizados e marginalizados no acesso à informação. “Além das pessoas com deficiência, o risco aumenta quando se considera a perspectiva territorial, o acesso à internet, a alfabetização midiática e outras questões que se entrelaçam nesse contexto”, elucida.

Como saber se um site é acessível?

Apesar de existirem recursos acessíveis, muitos ainda desconhecem os meios para usufruir deles. Tendo isso em mente, a reportagem da Agência de Notícias trouxe algumas dicas para identificar se um site possui ou não acessibilidade digital em computadores ou notebooks.

Essa avaliação exige, muitas vezes, o uso de softwares leitores de tela, tanto em celulares quanto em computadores. O “VLibras”, por exemplo, é uma ferramenta gratuita do governo brasileiro que traduz conteúdos digitais para a Língua Brasileira de Sinais. Outra ferramenta eficiente é o “NVDA”, que permite que usuários cegos ou com deficiência visual possam acessar e interagir com o sistema operacional Windows. Ambos os aplicativos são gratuitos.

Com esses parâmetros ajustados, passe o mouse sobre as imagens ou utilize um leitor de tela para conferir se fotos, ilustrações e infográficos importantes possuem descrição clara. Outro método é clicar com o botão direito do mouse sobre determinada imagem, selecionar a opção “Inspecionar” e verificar, no código da imagem, se ela possui texto alternativo. Vale lembrar que imagens meramente decorativas não precisam de texto alternativo, mas elementos funcionais, como botões e links, devem informar exatamente sua função.

Em seguida, teste a navegação usando apenas o teclado, com a tecla “TAB” para avançar entre os itens e “Enter” para acessar. Todos os menus, botões e formulários devem funcionar sem o uso do mouse, e o foco, indicado por uma borda ou destaque, precisa estar visível para mostrar onde você está na página.

Por fim, observe se as letras são legíveis em relação ao fundo, considerando pessoas com baixa visão ou daltonismo. Ferramentas como o “Contrast Checker” ajudam a medir a legibilidade. O tamanho mínimo recomendado é de 14 pt em negrito ou 18 pt em regular.

Além disso, existem outras formas de identificar os padrões de acessibilidade. Sites como o “WAVE”, por exemplo, analisam o código e o conteúdo da página para identificar problemas e acertos. A plataforma, desenvolvida pela universidade americana do estado de Utah, apresenta um resumo com erros, alertas, elementos com boas práticas e estrutura de títulos e hierarquia de conteúdo. O uso é gratuito, basta acessar, inserir o link do site que se deseja analisar e visualizar as características daquele ambiente virtual.

Enquanto a transformação digital não alcança a todos, Fernanda afirma que a acessibilidade digital deve ser entendida não apenas como obrigação legal, mas como oportunidade de inclusão. “Somos consumidores de produtos, notícias, conhecimento. As empresas que entendem isso, que têm essa visão, investem em acessibilidade”, reforça.

Nesse sentido, Samara reflete sobre o papel dos profissionais da comunicação. “É importante fazer com que a acessibilidade seja pensada de forma transversal a toda a formação nos cursos de comunicação, para que se incorpore no processo produtivo de maneira natural. É uma questão simples e complexa ao mesmo tempo”, encerra.

Texto e artes gráficas: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

 

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Ana Paula Soares Müller, graduada em Engenharia Civil e mestre pelo PPGAUP do Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), acaba de ser selecionada para uma prestigiada bolsa de doutorado na Faculdade de Engenharia e Tecnologia da Informação da Universidade de Melbourne, na Austrália. O programa da universidade australiana, realizado em parceria com o Instituto de Equidade Social de Melbourne, apoia pesquisas que promovam equidade social através da tecnologia.

A pesquisa de Ana Paula, cujo título em inglês é "Defining accessibility metrics for equitable and inclusive micromobility: an approach based on needs and capabilities" visa desenvolver indicadores que incluam as necessidades de mobilidade de grupos marginalizados, como pessoas com deficiência, idosos e populações de baixa renda. A orientação será feita em colaboração internacional, entre a professora Patrícia Sauri Lavieri, do Departamento de Engenharia de Infraestrutura na Universidade de Melbourne, e o professor Alejandro Ruiz-Padillo, do Departamento de Transporte da UFSM.

Durante seu período na UFSM, Ana Paula atuou como colaboradora voluntária no Laboratório de Mobilidade e Logística (LAMOT), onde aprofundou estudos sobre acessibilidade pedestre – tema de seu mestrado – e publicou artigos relevantes na área. Mesmo no doutorado, Ana Paula mantém seu vínculo com o LAMOT; segundo o professor Alejandro, um dos coordenadores do LAMOT, trata-se de um passo importante na internacionalização das pesquisas, já Ana é a primeira doutoranda do grupo no exterior. Na graduação, a estudante realizou intercâmbio em Melbourne por meio do programa Ciência sem Fronteiras; naquela oportunidade, realizou estágio voluntário na empresa de engenharia Pitt&Sherry. Antes do doutorado, também lecionou no Instituto Federal Sul-Rio-Grandense, consolidando sua trajetória acadêmica em instituições públicas brasileiras.

Ana Paula no campus da Universidade de Melbourne (acervo pessoal)

O site do Instituto de Equidade Social de Melbourne realizou uma entrevista com Ana Paula, traduzida e transcrita a seguir:

Entrevista com Ana Paula Soares Müller

Antes de iniciar seu doutorado, qual era sua trajetória?
Antes do PhD, trabalhei principalmente como colaboradora voluntária no Laboratório de Mobilidade e Logística (LAMOT) da Universidade Federal de Santa Maria, no Brasil. No LAMOT, pude desenvolver minha pesquisa de mestrado sobre acessibilidade para pedestres com diferentes deficiências e publicar artigos relevantes nessa área. Antes disso, atuei como professora substituta no Instituto Federal Sul-Rio-Grandense, também no Brasil, onde tive a oportunidade de desenvolver habilidades importantes como docente e pesquisadora.

O que a motivou a escolher esse tema para o doutorado?
Compreender a importância da equidade e acessibilidade é algo que cresceu em mim desde cedo. Vivi em contextos de forte desigualdade social e vi as consequências da inacessibilidade ao longo da vida de pessoas. Minha trajetória acadêmica foi toda construída em escolas públicas, e minha melhor amiga de infância usa cadeira de rodas. Para mim, mobilidade acessível sempre foi sinônimo de qualidade de vida. À medida que amadureci e entendi meus privilégios em acessar lugares e oportunidades enquanto tantos ao meu redor não podiam, assumi como meta trabalhar por uma mobilidade mais equitativa, especialmente para os mais vulneráveis. Como pesquisadora, acredito que o doutorado é o próximo passo para alcançar esse objetivo.

Quais resultados você espera alcançar?
Realizar um doutorado em engenharia de transportes na Universidade de Melbourne é um sonho realizado. Acredito que isso me permitirá desenvolver habilidades para me tornar uma pesquisadora e profissional melhor. Espero que minha pesquisa contribua ativamente para uma micromobilidade mais justa, especialmente para quem mais precisa: pessoas com condições de mobilidade limitadas. Quero que meu trabalho ofereça aos gestores públicos e urbanistas insights valiosos para construir cidades mais acessíveis, atentas às percepções e capacidades individuais. Idealmente, pretendo contribuir para melhorias práticas nas condições de micromobilidade, tanto na Austrália quanto no Brasil. E certamente darei o meu melhor para chegar lá.


Com informações do Instituto de Equidade Social de Melbourne, do LAMOT e edição da Subdivisão de Comunicação do CT

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/01/12/ufsm-conta-com-aplicacao-de-provas-especiais-para-vestibulandos Sun, 12 Jan 2025 13:45:42 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68096 [caption id="attachment_68099" align="alignleft" width="603"] Vitor chegou cedo para aguardar a aplicação da prova[/caption]

Medicina é o sonho de Vitor Billig Mello Carpes, estudante de 20 anos que realiza o vestibular da UFSM neste ano. Natural de Uruguaiana, Vitor tem hiperidrose, situação que causa suor excessivo nas mãos, e solicitou atendimento especial para a transcrição na folha de resposta. “O espaço está bem preparado, confortável, me ajudou muito e me senti mais tranquilo, menos nervoso”, conta o vestibulando.

O vestibular 2025 da UFSM e o Processo Seletivo Seriado contaram com atendimento especial voltado para estudantes com deficiência ou com alguma necessidade que interferira no pleno andamento da prova. No campus sede da Universidade, em Santa Maria, as provas especiais foram aplicadas no prédio 67, a CAED, e no prédio do curso de Fonoaudiologia. Houve 17 candidatos inscritos para o vestibular e 22 candidatos para o Processo Seletivo Seriado. 

A solicitação de atendimento especial para as provas poderia ser feita pelos candidatos dentro dos prazos previstos em edital e seguindo as regras estabelecidas por ele, em casos de:

  • Amamentação de filhos de até seis meses de idade;
  • Auxílio na leitura de questões objetivas - para candidatos com baixa ou nenhuma visão;
  •  Auxílio para transcrição da Prova Objetiva e da Prova de Redação para as respectivas folhas resposta - para candidatos com motricidade comprometida ou com baixa ou nenhuma visão;
  • Computador com programa com leitor de telas NVDA - para candidatos com deficiência visual;
  •  Intérprete de Libras - para o candidato com deficiência auditiva;
  • Permissão para utilização de aparelho auditivo (deficiência auditiva) - ao candidato que utiliza prótese auditiva ou aparelhos de surdez;
  • Prova ampliada com fonte (letra) tamanho até 24 - ao candidato com baixa visão;
  • Sala de fácil acesso - ao candidato com dificuldades de locomoção;
  • Tempo extra de 1 (uma) hora - o tempo adicional de 1 (uma) hora ao final de cada turno de prova é disponibilizado quando há efetiva necessidade educacional especial;
  • Horário diferenciado para candidato/a sabatista - no dia 11 de janeiro de 2025, o candidato sabatista (aquele que por convicção religiosa deve guardar o sábado, reservando-o para o descanso e/ou a oração) teve horário especial para a realização das provas. 
[caption id="attachment_68100" align="alignright" width="600"] Uma equipe voltada para o atendimento especial foi responsável pela organização das salas e do acompanhamento dos vestibulandos[/caption]

O trabalho de seleção de salas e adequação dos espaços foi feito pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), junto com a comissão de acessibilidade. O mapeamento das salas e a designação dos espaços para as provas partiu de um cruzamento das necessidades dos alunos, como conta Jean Clair Oses, da Comissão de Acessibilidade: “tivemos que buscar salas que atendessem às condições dos alunos, queremos criar um ambiente confortável, que o aluno se sinta tranquilo”, destaca. 

A coordenadora de salas e TAE da UFSM, Carolina Schneider Bender, conta que o acompanhamento com os alunos é muito próximo: “quando percebemos que o pai está muito nervoso, ou o candidato, sempre pegamos um contato. Se o candidato chegou acompanhado evitamos que ele saia sozinho, encontramos os pais e buscamos fornecer esse acolhimento”, relata. 

A expectativa é que a prova transcorra de maneira tranquila neste segundo dia de aplicações. Outras cidades com aplicação das provas também contaram com atendimento especial. Fora de Santa Maria, foram 7 atendimentos para o PSS e 45 para o vestibular.

Texto: Milene Eichelberger, jornalista voluntária da Agência de Notícias
Fotos: Gustavo Damascena, acadêmico de Produção Editorial, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques

 

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Confira no Youtube da UFSM

O evento faz parte do projeto "Territórios conectados pela sororidade: questões de gênero, TICs e fortalecimento de laços em espaços periféricos - EDITAL FAPERGS/CNPq 07/2022". O projeto tem uma parceria com os Programas de graduação e pós-graduação em Comunicação da UFSM, Desenvolvimento Regional da UFRGS - 55BET Pro Litoral, Turismo do IFFAR - 55BET Pro São Borja, Turismo da FURG - 55BET Pro Santa Vitória do Palmar, bem como de parceiros como FAO Chile e Emater/RS Santa Maria e CRECI.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/2024/12/03/ufsm-oferta-dois-cursos-de-aperfeicoamento-a-distancia-para-profissionais-da-educacao-basica-e-para-licenciadosas Tue, 03 Dec 2024 11:57:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/?p=23932

 

A Universidade Federal de Santa Maria está com inscrições abertas para dois cursos de aperfeiçoamento, oferecidos na modalidade EaD.

São 3.750 vagas para cada curso, destinadas a professores(as) e gestores(as) da educação básica atuantes na rede pública ou privada do Rio Grande do Sul. Também podem concorrer às vagas quem possuir diploma de graduação em cursos de licenciatura ou diploma de complementação pedagógica equivalente à licenciatura.

Os cursos ofertados são:

- "Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva": Curso de extensão de 120 horas, com atividades totalmente a distância, abordando:  

  • Direitos Humanos, diversidade e educação inclusiva;
  • Desenvolvimento humano, ensino e aprendizagem na perspectiva da Educação Inclusiva;
  • Currículo, tecnologias e práticas pedagógicas inclusivas; e
  • Práticas, recursos e materiais pedagógicos inclusivos na Escola.

 

 

 

 

 

 

 


- "Formação para Docência e Gestão para a Educação das Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola": Curso de extensão de 120 horas, com atividades totalmente a distância, abordando: 

  • Panorama Étnico-Racial e Quilombola Brasileiro;
  • Culturas e Territorialidades;
  • Educação Antirracista na Prática; e
  • Gestão Democrática para a Diversidade.


As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 10 de janeiro de 2025, pelo portal da Coordenadoria de Tecnologia Educacional: processoseletivo.nte.55bet-pro.com.

A realização é da UFSM, em parceria com Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) e Universidade Federal do Rio Grande (FURG), por meio do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), Diretoria de Educação a Distância (DED/CAPES) e Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI/MEC).

Outras informações podem ser solicitadas aos e-mails inclusao@cead.55bet-pro.com ou etnico_raciais@cead.55bet-pro.com.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/frederico-westphalen/relacoes-publicas/manuais-de-onboarding-acessivel Sun, 20 Oct 2024 21:47:49 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/frederico-westphalen/relacoes-publicas/?page_id=813 Estes manuais contemplam as etapas de contratação, boas-vindas e permanência de novos colaboradores, com boas práticas para a inclusão. O processo de elaboração desse instrumento deu-se a partir da consulta à Lei Brasileira de Inclusão e à Lei de Cotas, realizando pesquisa de benchmarking, ferramenta utilizada para observar melhores práticas em empresas do mesmo nicho, planejamento, teste do produto e elaboração do conteúdo.

A realização do benchmarking revelou que acessibilidade em processos de onboarding é um tema escasso nas empresas, não mencionado ou mencionado em um contexto geral, necessitando abordagens específicas para a inclusão.

Os manuais produzidos contemplam dois públicos específicos: pessoas com daltonismo e baixa visão, e pessoas com deficiência física. As empresas mencionadas são apenas ilustrativas. Além do conteúdo dos manuais, a construção dos designs também empregou ferramentas de acessibilidade, por exemplo, as cores utilizadas, fontes em tamanhos acessíveis para leitura e sem serifa, uso de hiperlinks e linguagem clara e objetiva.

Estes materiais foram produzidos no primeiro semestre de 2024 pela disciplina de Laboratório de Comunicação Acessível nas Organizações, ofertada pelo curso de Relações Públicas, sob a orientação da Profa. Patrícia Persigo.

Pessoas com Deficiência Física e Baixa Visão

Baixa Visão e Daltonismo

No primeiro semestre de 2025, os alunos da disciplina de Laboratório de Comunicação Acessível nas Organizações, do curso de Relações Públicas da UFSM-FW, desenvolveram atividades voltadas à comunicação de risco inclusiva. O resultado foi a criação de cartilhas, vídeos e podcasts que reforçam a importância da inclusão e do compromisso social na prática da comunicação.

Cartilhas

Cartilha desenvolvida para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Cartilha desenvolvida para pessoas com Deficiência Visual.

Vídeo produzido para pessoas com Deficiência Auditiva
http://youtu.be/fto1PudeP3E?si=dbyB3T8Z55f_5H3Z
Podcast produzido para a disciplina de Comunicação Acessível

(more...)

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A Universidade Federal de Santa Maria, por meio da Subdivisão de Acessibilidade da Coordenadoria de Ações Educacionais (CAEd/PROGRAD), convida a comunidade em geral interessada na temática a participar da Palestra “Adaptações pedagógicas para estudantes com Deficiência Intelectual”.

A ministrante será Luiza de Souza Lopes, licenciada em Educação Especial e especialista em Psicopedagogia.

A palestra será transmitida on-line via Google Meet no dia 29 de outubro, terça-feira, às 14 horas. 

A inscrição gratuita deve ser feita por meio do formulário disponível AQUI.. O link do evento será enviado via e-mail pouco antes do horário de início da palestra.

As inscrições encerram-se no dia 24 de outubro. Outras informações podem ser solicitadas ao e-mail caed.acessibilidade@55bet-pro.com .

[caption id="attachment_23547" align="aligncenter" width="576"] Descrição de imagem: Card informativo com fundo cinza claro. Ao centro, um quadrado cinza escuro e sobreposto na parte superior deste quadrado, a foto de uma mulher. Ela tem pele branca, olhos e cabelos castanhos escuros, cabelos lisos, na altura do ombro. Usa uma camiseta preta e uma jaqueta jeans. Logo abaixo da foto, as informações, uma abaixo da outra: “Palestra”, “Adaptações pedagógicas para estudantes com Deficiência Intelectual”, “Luiza de Souza Lopes”, “Licenciada em Educação Especial, especialista em Psicopedagogia”, “29/10/2024”, “14h” e “Via Google Meet”. A seguir, um retângulo cinza claro contendo: “Para fazer a inscrição, acesse o site da CAEd no link da bio”. Na parte inferior do card, centralizado, um retângulo na cor cinza escuro, contendo: à esquerda, o brasão da UFSM com “UFSM Coordenadoria de Ações Educacionais” ao lado e à direita “Subdivisão de Acessibilidade”. Fim da descrição.[/caption]

 

Fonte: 55bet-pro.com/caed

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A Subdivisão de Acessibilidade da Coordenadoria de Ações Educacionais (CAEd) da Pró-reitoria de Graduação oferece atendimento especializado nas áreas da Educação Especial, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional aos(às) acadêmicos(as) da Universidade Federal de Santa Maria.

A iniciativa é focada na aprendizagem de estudantes com Deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) da UFSM.

Pessoas interessadas em mais informações e na solicitação de atendimento devem entrar em contato pelo e-mail caed.acessibilidade@55bet-pro.com, detalhando suas demandas e justificando a necessidade do atendimento especializado. 

Fonte: CAEd/UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/09/18/formatura-de-engenheiros-pcds-ressalta-a-questao-da-acessibilidade-na-ufsm Wed, 18 Sep 2024 12:07:34 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66855

No final do primeiro semestre letivo de 2024, o Centro de Tecnologia formou os estudantes Gabriel Regattieri e Oldair Pozzobon em Engenharia Acústica e Engenharia Civil, respectivamente. Ambos os alunos são Pessoas com Deficiência (PCDs), possuem mobilidade reduzida e necessidades específicas. A emoção da formatura dos novos engenheiros veio acompanhada de reflexões acerca da acessibilidade aos estudantes com deficiência na UFSM.

[caption id="attachment_66856" align="alignright" width="214"] Oldair Pozzobon | Foto: acervo pessoal[/caption] [caption id="attachment_66857" align="alignright" width="230"] Gabriel Regattieri | Foto: acervo pessoal[/caption]

O estudante (e agora engenheiro) Gabriel, tem esclerose múltipla e conta como ao longo da graduação teve que se adaptar à piora da sua condição. A inspiração para cursar Engenharia Acústica veio da sua paixão por música; com os movimentos cada vez mais limitados, Gabriel escolheu um curso no qual poderia seguir estudando os sons e atuar profissionalmente na área depois de formado. 

Gabriel comenta que um dos momentos mais marcantes na Universidade ocorreu logo no início, quando ele recebeu sua primeira marmitex do Restaurante Universitário via delivery, serviço prestado em função de sua dificuldade de locomoção. A marmita veio com um bilhete dos funcionários do RU escrito “Boa refeição”. “Me senti abraçado pela Universidade, nessa e em outras circunstâncias”, enfatiza Gabriel.

Oldair sempre trabalhou como marceneiro, até que em 2007 ele teve um problema de saúde que o deixou tetraplégico. A partir de então, Oldair se propôs a retomar os seus estudos e para isso buscou o curso de Engenharia Civil da UFSM. 

O engenheiro recém-formado também comentou sobre a importância das ações de acessibilidade da UFSM como a distribuição de marmitas, evitando deslocamento até o RU e aos carros adaptados para que ele pudesse participar das visitas e atividades junto com seus colegas. 

Os estudantes comentam sobre como receberam todo apoio e acolhimento no seu ingresso na Universidade. Ambos mencionaram a Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED) e o Setor de Apoio Pedagógico (SAP/CT) como principais fontes de apoio para suas necessidades. 

Gabriel e Oldair relataram, contudo, que enfrentaram dificuldades relativas à infraestrutura dentro da Universidade. Os problemas arquitetônicos são os que mais impactaram nas suas rotinas acadêmicas. Gabriel relatou que os problemas em calçadas e ruas desafiaram seu deslocamento entre os prédios do 55BET Pro. Oldair também mencionou a mesma dificuldade com a infraestrutura, destacando a falta de acessibilidade em rampas ou a falta de elevadores em alguns prédios.

Enquanto estudantes de Engenharia, ambos participaram de diversos grupos e projetos que possibilitaram o desenvolvimento da sua jornada acadêmica. Gabriel foi membro do Diretório Acadêmico de Engenharia Acústica e da Empresa Júnior, Acústica Jr; já Oldair participou do Núcleo de Estudos Projeto Pessoa e Ambiente (Neppa) e do Laboratório de Mobilidade e Logística (LAMOT). Tais experiências possibilitaram a integração e especialização dos estudantes em seus respectivos cursos.

Os estudantes enfatizam que o apoio e acolhimento de docentes, colegas e servidores técnico-administrativos foi importante para sua permanência dentro da Universidade. Eles acreditam que o diálogo é a melhor abordagem para pessoas com deficiência manifestarem suas necessidades, buscando a melhor resolução para suas necessidades com os setores responsáveis e com os professores.

“Converse com a CAED, com os professores e não tenha vergonha de ser quem você é. Se ninguém sabe do seu problema ninguém pode ajudar, compartilhe suas necessidades e as pessoas mostram as possibilidades de tornar sua trajetória possível” é a mensagem de Gabriel para outros estudantes de PCDs que estejam ou queiram ingressar na Universidade.

“Se eu tivesse que dar um conselho para PCDs na UFSM seria: perseverança! Cheguem nos seus amigos e colegas, se apresentem e conversem, tenham perseverança, é possível chegar lá” é a mensagem de Oldair para outros estudantes de PCDs na UFSM.

A formatura de dois engenheiros com deficiência física foi um marco na história do CT e da UFSM. A experiência de ambos ao longo da graduação é uma fonte de aprendizado para as melhorias institucionais, em busca de um ambiente cada vez mais acolhedor e acessível.

Texto: Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2024/09/17/formatura-de-engenheiros-pcds-ressalta-a-questao-da-acessibilidade-na-ufsm Tue, 17 Sep 2024 18:42:22 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=5609

No final do último semestre, o CT formou os estudantes Gabriel Regattieri e Oldair Pozzobon em Engenharia Acústica e Engenharia Civil, respectivamente. Ambos os alunos são Pessoas com Deficiência (PCDs), possuem mobilidade reduzida e necessidades específicas. A emoção da formatura dos novos engenheiros veio acompanhada de reflexões acerca da acessibilidade aos estudantes com deficiência na UFSM.

[caption id="attachment_5611" align="alignright" width="230"] Gabriel Regattieri | Foto: acervo pessoal[/caption] [caption id="attachment_5610" align="alignright" width="214"] Oldair Pozzobon | Foto: acervo pessoal[/caption]

O estudante (e agora engenheiro) Gabriel, tem esclerose múltipla e conta como ao longo da graduação teve que se adaptar à piora da sua condição. A inspiração para cursar Engenharia Acústica veio da sua paixão por música; com os movimentos cada vez mais limitados, Gabriel escolheu um curso no qual poderia seguir estudando os sons e atuar profissionalmente na área depois de formado. 

Gabriel comenta que um dos momentos mais marcantes na Universidade ocorreu logo no início, quando ele recebeu sua primeira marmitex do Restaurante Universitário via delivery, serviço prestado em função de sua dificuldade de locomoção. A marmita veio com um bilhete dos funcionários do RU escrito “Boa refeição”. “Me senti abraçado pela Universidade, nessa e em outras circunstâncias”, enfatiza Gabriel.

Oldair sempre trabalhou como marceneiro, até que em 2007 ele teve um problema de saúde que o deixou tetraplégico. A partir de então, Oldair se propôs a retomar os seus estudos e para isso buscou o curso de Engenharia Civil da UFSM. 

O engenheiro recém-formado também comentou sobre a importância das ações de acessibilidade da UFSM como a distribuição de marmitas, evitando deslocamento até o RU e aos carros adaptados para que ele pudesse participar das visitas e atividades junto com seus colegas. 

Os estudantes comentam sobre como receberam todo apoio e acolhimento no seu ingresso na Universidade. Ambos mencionaram a Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED) e o Setor de Apoio Pedagógico (SAP/CT) como principais fontes de apoio para suas necessidades. 

Gabriel e Oldair relataram, contudo, que enfrentaram dificuldades relativas à infraestrutura dentro da Universidade. Os problemas arquitetônicos são os que mais impactaram nas suas rotinas acadêmicas. Gabriel relatou que os problemas em calçadas e ruas desafiaram seu deslocamento entre os prédios do 55BET Pro. Oldair também mencionou a mesma dificuldade com a infraestrutura, destacando a falta de acessibilidade em rampas ou a falta de elevadores em alguns prédios.

Enquanto estudantes de Engenharia, ambos participaram de diversos grupos e projetos que possibilitaram o desenvolvimento da sua jornada acadêmica. Gabriel foi membro do Diretório Acadêmico de Engenharia Acústica e da Empresa Júnior, Acústica Jr; já Oldair participou do Núcleo de Estudos Projeto Pessoa e Ambiente (Neppa) e do Laboratório de Mobilidade e Logística (LAMOT). Tais experiências possibilitaram a integração e especialização dos estudantes em seus respectivos cursos.

Os estudantes enfatizam que o apoio e acolhimento de docentes, colegas e servidores técnico-administrativos foi importante para sua permanência dentro da Universidade. Eles acreditam que o diálogo é a melhor abordagem para pessoas com deficiência manifestarem suas necessidades, buscando a melhor resolução para suas necessidades com os setores responsáveis e com os professores.

“Converse com a CAED, com os professores e não tenha vergonha de ser quem você é. Se ninguém sabe do seu problema ninguém pode ajudar, compartilhe suas necessidades e as pessoas mostram as possibilidades de tornar sua trajetória possível” é a mensagem de Gabriel para outros estudantes de PCDs que estejam ou queiram ingressar na Universidade.

“Se eu tivesse que dar um conselho para PCDs na UFSM seria: perseverança! Cheguem nos seus amigos e colegas, se apresentem e conversem, tenham perseverança, é possível chegar lá” é a mensagem de Oldair para outros estudantes de PCDs na UFSM.

A formatura de dois engenheiros com deficiência física foi um marco na história do CT e da UFSM. A experiência de ambos ao longo da graduação é uma fonte de aprendizado para as melhorias institucionais, em busca de um ambiente cada vez mais acolhedor e acessível.


Texto por Emilly Vargas Wacht, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.

Quer divulgar suas ações, pesquisas, projetos ou eventos no site? Acesse os serviços de Comunicação do CT-UFSM! Siga o CT nas redes sociais: Facebook e Instagram!

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No dia 16 de agosto de 2024 aconteceu o lançamento do projeto PCA, de Leonardo Soares, e do Guia de inclusão da diversidade nas organizações, de ana Luiza Marins Melo, ambos sob a orientação de Carlise Rudnicki.

O evento aconteceu na Antiga Reitoria da UFSM, 16 de agosto, sexta-feira, 18h30. No dia seguinte, 17 (sábado), realizamos uma oficina prática de produção cultural e boas práticas de acessibilidade, ministrada pela Profa. Carlise Rudnicki, no Centro de Tecnologia da UFSM, prédio 07.

As ações fazem parte do projeto de pesquisa Territórios Conectados  pela Sororidade (Edital 2022 FAPERGS/CNPq) e #elasnaTI, com o apoio do Programa UFSM Solidária e Cidadã: esperança e reconstrução para o Rio Grande do Sul.  

A imagem conta com os todos os participantes do evento na sala de inovação da Antiga Reitoria da UFSM.]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/2024/07/17/ufsm-disponibiliza-a-comunidade-em-geral-curso-aberto-on-line-de-40-horas-sobre-acessibilidade Wed, 17 Jul 2024 17:26:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/?p=22944

 

A Universidade Federal de Santa Maria, por meio da Coordenadoria de Tecnologia Educacional (CTE/Prograd) e da Subdivisão de Acessibilidade da Coordenadoria de Ações Educacionais (CAEd/Prograd), oferta à comunidade o curso on-line aberto sobre Acessibilidade na Educação Profissional e Tecnológica e na Educação Superior.

O curso visa contribuir com a capacitação de profissionais da educação e público interessado sobre a temática da inclusão, na Educação Profissional e Tecnológica e na Educação Superior, de pessoas com deficiência, Transtorno do Espectro Autista e Altas Habilidades/Superdotação.

O curso gratuito é ofertado no formato MOOC (Massive Open Online Course), ou seja, ele é aberto, massivo, on-line, disponibilizado à população em geral e é autoinstrucional, sem a interação com tutores ou professores.

O conteúdo foi desenvolvido por profissionais e colaboradores da Subdivisão de Acessibilidade da CAEd/Prograd/UFSM. Entre os temas abordados no curso, estão possibilidades de adaptações pedagógicas e estratégias de acessibilidade e inclusão para estudantes com surdez, deficiência auditiva, deficiência visual, deficiência intelectual, altas habilidades/superdotação e transtorno do espectro autista.

Confira o programa completo do Curso clicando AQUI.

As inscrições estão permanentemente abertas, e podem ser feitas enquanto o curso estiver disponível no site da UFSM.

A pessoa interessada deve criar uma conta na plataforma de ensino "Moodle Capacitação" da UFSM no endereço http://ead05.proj.55bet-pro.com/login/ ou ativar seu cadastro, se já tiver uma conta.

Uma vez realizado o login, o botão de autoinscrição no Curso Acessibilidade na Educação Profissional e Tecnológica e na Educação Superior estará disponível no rodapé da página http://ead05.proj.55bet-pro.com/enrol/index.php?id=5875 .

A carga horária do curso é de 40 horas, com fornecimento de certificado da UFSM para os concluintes que cumprirem as atividades de avaliação.

Conheça outros cursos no formato MOOC ofertados pela UFSM, no site http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/cte/cursos-de-capacitacao-do-nte/cursos-autoinstrucionais.

Dúvidas podem ser encaminhadas ao e-mail equipecapacitacao@cead.55bet-pro.com

[caption id="attachment_22965" align="aligncenter" width="800"] Descrição de imagem: Card de divulgação de MOOC. Ilustração colorida. No lado esquerdo, dois meninos jovens conversando, um de cadeiras de rodas, branco, ruivo com uma mochila vermelha em seu colo, o outro, está em pé, é branco com cabelos escuros, se comunica com as mãos por sinais. Atrás deles, um arco azul. Na parte superior, o título, dentro de um destaque laranja: “MOOC Acessibilidade na Educação Profissional e Tecnológica e na Educação Superior”. Logo abaixo, à direita, três destaques laranjas, um abaixo do outro: 1º- “Público indicado: Profissionais da educação e demais interessados na temática”, 2º- “Carga horária: 40 horas” e 3º- “Objetivo geral: Contribuir com a formação sobre a temática da inclusão de pessoas com deficiência, Transtorno do Espectro Autista e Altas Habilidades/Superdotação na Educação Profissional e Tecnológica e na Educação Superior. Na parte inferior do card três logos da instituição: UFSM Pró-Reitoria de Graduação, UFSM Coordenadoria de Ações Educacionais e Coordenadoria de Tecnologia Educacional.[/caption]

 

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A Universidade Federal de Santa Maria, por meio da Coordenadoria de Tecnologia Educacional (CTE) e da Subdivisão de Acessibilidade da Coordenadoria de Ações Educacionais (Caed/Prograd), oferta à comunidade o MOOC Acessibilidade na Educação Profissional e Tecnológica e na Educação Superior.

O curso visa contribuir com a capacitação de profissionais da educação sobre a temática da inclusão de pessoas com deficiência, Transtorno do Espectro Autista e Altas Habilidades/Superdotação na Educação Profissional e Tecnológica e na Educação Superior.

Confira a síntese das informações sobre o curso:

– Curso on-line aberto e massivo (Massive Open Online Course – MOOC), autoinstrucional.
– Plataforma de ensino: Moodle Capacitação da UFSM.
– Conteúdo desenvolvido por profissionais e colaboradores da Subdivisão de Acessibilidade.
– Carga horária de 40h.
– Inscrições abertas a partir de 12/07/24. As mesmas são permanentes, pelo tempo que o curso estiver disponível no site.
– Público indicado: profissionais da educação e demais interessados na temática.
– Certificado de conclusão aos concluintes.
– Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail: equipecapacitacao@cead.55bet-pro.com.

Para se inscrever em qualquer curso MOOC, promovido pela CTE, o interessado precisa criar uma conta no Moodle Capacitação. Caso já tenha um cadastro, basta escolher o curso e solicitar a autoinscrição.

Para ler o informativo completo do curso CLIQUE AQUI.

Aproveite e confira outros cursos MOOCs, ofertados pela CTE em: http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/cte/cursos-de-capacitacao-do-nte/cursos-autoinstrucionais.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/07/12/ufsm-disponibiliza-curso-aberto-on-line-e-autoinstrucional-sobre-acessibilidade-na-educacao Fri, 12 Jul 2024 20:31:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66271 “Acessibilidade na Educação Profissional e Tecnológica e na Educação Superior”. Oferecido na modalidade massive open online course (Mooc), o curso visa contribuir com a capacitação de profissionais da educação sobre a temática da inclusão de pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades/superdotação na educação profissional e tecnológica e na educação superior. As professoras são Fabiane Vanessa Breitenbach e Ana Paula Silva da Silva. Com 40 horas de duração, o curso é autoinstrucional e pode ser acessado no ambiente de ensino e aprendizagem Moodle. As inscrições são permanentes, pelo tempo em que a capacitação estiver disponível on-line. Para saber mais sobre este e outros cursos oferecido na modalidade Mooc e como se inscrever, os interessados devem acessar a página da CTE. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail: equipecapacitacao@cead.55bet-pro.com.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/cte/2024/07/12/cte-e-caed-disponibilizam-a-partir-de-12-07-2024-mooc-sobre-acessibilidade Fri, 12 Jul 2024 14:54:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/cte/?p=7712

A Universidade Federal de Santa Maria, por meio da Coordenadoria de Tecnologia Educacional (CTE) e da Subdivisão de Acessibilidade da Coordenadoria de Ações Educacionais (Caed/Prograd), oferta à comunidade o MOOC Acessibilidade na Educação Profissional e Tecnológica e na Educação Superior.

O curso visa contribuir com a capacitação de profissionais da educação sobre a temática da inclusão de pessoas com deficiência, Transtorno do Espectro Autista e Altas Habilidades/Superdotação na Educação Profissional e Tecnológica e na Educação Superior.

Confira a síntese das informações sobre o curso:

- Curso on-line aberto e massivo (Massive Open Online Course - MOOC), autoinstrucional.
- Plataforma de ensino: Moodle Capacitação da UFSM.
- Conteúdo desenvolvido por profissionais e colaboradores da Subdivisão de Acessibilidade.
- Carga horária de 40h.
- Inscrições permanentes, pelo tempo em que estiver disponível no site.
- Público indicado: profissionais da educação e demais interessados na temática.
- Certificado de conclusão aos concluintes.
- Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail: equipecapacitacao@cead.55bet-pro.com.

Para se inscrever em qualquer curso MOOC promovido pela CTE, o interessado precisa criar uma conta no Moodle Capacitação. Caso já tenha um cadastro, basta escolher o curso e solicitar a autoinscrição.

Para ler o informativo completo do curso, CLIQUE AQUI.

Aproveite e confira outros cursos MOOCs, ofertados pela CTE em: http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/cte/cursos-de-capacitacao-do-nte/cursos-autoinstrucionais.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/01/19/diverso-rompendo-barreiras-na-arte-atraves-da-acessibilidade Fri, 19 Jan 2024 13:00:08 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65032

[caption id="attachment_65033" align="alignright" width="602"]Fotografia horizontal e colorida de nove pessoas que estão dançando em um ambiente interno. Algumas estão em pé, outras sentadas em cadeiras e um jovem está em uma cadeira de rodas. As paredes são pretas e o chão é de madeira clara. Desde 2022, iniciativa promove atividades sem quaisquer limitações para interessados em participar[/caption]

Promover ações artísticas feitas por e para todos os tipos de corpos é a missão da equipe do “DiVerso: um programa de arte acessível”. Promovida pelo curso de Dança - Licenciatura da UFSM, a iniciativa tem como meta estabelecer, a longo prazo e de maneira contínua, uma variedade de atividades de inclusão e acessibilidade para pessoas com e sem deficiência.

As idealizadoras do projeto são a técnica-administrativa em educação da Biblioteca Setorial do Centro de Educação, Fernanda Taschetto, e a professora do Departamento de Desportos Individuais do Centro de Educação Física, Mônica Borba. Uma das práticas ofertadas no segundo semestre de 2023 foram oficinas de dança e teatro, que aconteceram às sextas-feiras pela manhã, no prédio 40C do Centro de Artes e Letras (CAL), através de uma parceria com a docente Marcia Berselli, do Departamento de Artes Cênicas. Cerca de dez alunos foram contemplados.

Segundo Mônica, não há nenhuma limitação para interessados em participar. “A gente não tem nenhuma restrição. É só vir. Quem desejar aprender a dançar será muito bem-vindo, tanto da comunidade acadêmica, quanto geral. A proposta é de um grupo plural e que contemple diversas faixas etárias também”, declarou a coordenadora, que também é bailarina e pedagoga. Ela ainda destaca a importância de deixar explícito o quão livre a iniciativa busca ser. “Se a gente não disser que é para pessoas com deficiência, elas não se sentem convidadas a vir porque, historicamente, a dança, de um modo geral, renega esses corpos. Nós temos no nosso imaginário aquela bailarina clássica, de sapatilha de ponta, dentro de uma lógica que não contempla a diversidade. Mas não é só para pessoas com deficiência, é um projeto de Dança aberto a todas as pessoas interessadas. Pensamos, inclusive, tanto em quem está em cena, quanto em quem fruirá nossos trabalhos, sempre na perspectiva acessível”, afirmou a professora.

Todo início de semestre a equipe do DiVerso abre vagas nas oficinas para novos integrantes. Isso se dá uma vez que, a cada turma, o dia e horário de realização das atividades pode ser alterado. A divulgação ocorre através do perfil do programa nas redes sociais. Outras ações promovidas pelo grupo são anunciadas por meio do mesmo canal.

Um longo caminho já percorrido

A união entre as atuais coordenadoras aconteceu no ano de 2018, através de um curso de introdução à audiodescrição que estava sendo ofertado pela UFSM e era ministrado por várias pessoas, entre elas, Fernanda, que é uma pessoa com deficiência visual. A técnica-administrativa diz que não foi difícil para ambas se encontrarem: “quando se fala em acessibilidade e inclusão, as pessoas que têm os mesmos pensamentos e os mesmos objetivos acabam se encontrando, independente de onde exercem suas funções. Assim como em nosso caso, que atuamos em centros diferentes, mas temos interesses, compromissos sociais e objetivos comuns”.

Mônica explica, ainda, que a Universidade trabalha com questões envolvendo arte e acessibilidade há décadas. Um exemplo é a professora, agora aposentada, Mara Rubia Alves que, cerca de 25 anos atrás, foi “provocada” por uma aluna do curso de Fisioterapia a iniciar um trabalho de dança com pessoas com deficiência, que deu origem ao projeto chamado “Extremus”, que ofertava essas e outras atividades. A iniciativa foi inspiração para, futuramente, o DiVerso ser criado.

Segundo Mônica, ao longo do tempo o Extremus foi se adaptando e as maneiras como as atividades eram realizadas foram evoluindo. “A proposta foi mudando porque os estudos sobre as pessoas com deficiência foram se transformando com o passar dos anos, como a própria reivindicação desses indivíduos por seus direitos. A ideia deixou de ser uma dança sobre rodas pra ser uma dança em uma perspectiva inclusiva em uma dimensão mais ampla”, revelou Mônica.

[caption id="attachment_65034" align="alignleft" width="602"]Fotografia horizontal e colorida de seis pessoas em um ambiente interno. Todas as pessoas estão sorridentes, vestem roupas confortáveis e tem variadas idades. Quatro elas estão em duplas e dançam. Elas seguram-se pelos braços, de frente uma para a outra. Ao fundo, uma mulher observa a cena. À frente das duplas está um homem em uma cadeira de rodas. Ele está com a cabeça voltada para as duplas. As paredes do ambiente são pretas e o chão é de madeira marrom. Antes do DiVerso, a professora aposentada Mara Rubia Alves já trabalhava com arte e acessibilidade há cerca de 25 anos[/caption]

O desejo de desenvolver arte acessível dentro da Universidade foi tanto que, mesmo quando se aposentou, em 2017, Mara seguiu atuando no projeto como voluntária, junto com Mônica, que havia ingressado há pouco na Instituição. “O Extremus foi o grande laboratório para eu trazer toda a minha formação como pedagoga e minha docência em dança e encontrar um caminho de possibilidade e potência artística”, explicou Mônica.

Em 2018, o grupo produziu um espetáculo de dança que marcou a história de Santa Maria por ter sido a primeira obra da vertente audiodescrita da cidade. A apresentação foi totalmente acessível, tanto no sentido dos corpos que estavam em cena, pela diversidade de faixas etárias e demais características, quanto em relação ao público. Também foi realizada interpretação em libras, teve o plano do espetáculo impresso em braille e, além disso, ocorreu uma visita guiada ao espaço cênico do Theatro Treze de Maio para o público com deficiência visual.

Depois do evento, já em 2019, Mara concluiu seu período como voluntária e, então, deixou o projeto. Mônica, dessa forma, afirma ter sentido a necessidade de ressignificar e ampliar o trabalho que já vinha sendo feito para além da dança - ainda que esta seja o carro-chefe. É assim que o DiVerso “entra em cena”, como se diz no mundo artístico. O programa, contudo, nasceu enquanto registro oficial apenas em 2022, em função da pandemia. Durante o período em que o mundo passava pelo distanciamento social, foi realizada a iniciativa “Encontros para dançar”, de forma remota.

A Universidade como ferramenta de apoio

Para a docente, a UFSM é um espaço de produção de conhecimento que deve ser democratizado e compartilhado com a comunidade. Nesta linha de raciocínio, Fernanda conta que, enquanto pessoa com deficiência, entende a importância que esse trabalho tem para a sociedade – até mesmo para pessoas sem deficiência –, porque o DiVerso é um programa que atinge e impacta a todos. Dessa forma, as co-coordenadoras também utilizam o programa para disseminar as noções acerca da acessibilidade em atividades como consultorias e cursos de capacitação.

“Eu sei como é difícil encontrar propostas que sejam voltadas às pessoas com deficiência. A gente desenvolve ações que façam com que outras pessoas recebam um pouquinho do conhecimento que temos. A partir disso, esperamos que outras pessoas entendam e apliquem esse conhecimento de como tornar um evento acessível, de como tornar uma aula de dança acessível, de como tornar uma imagem acessível, entre outros”, contou a técnica-administrativa, que complementou: “mas nós também seguimos aprendendo sempre”.

Fotografia horizontal e colorida de Braian Engerrof e sua mãe Maria Iria Engerroff na aula de Dança. Eles estão enquadrados dos joelhos para cima, em pé, de frente um para outro, de lado para nós. Braian é um jovem branco, magro, de estatura média e de cabelos pretos. Ele está vestindo uma regata esverdeada uma bermuda cinza escura. Maria Iria é uma mulher branca, de estatura média, magra, de cabelo curto, cacheado e castanho claro. Ela está vestindo uma regata cinza e uma calça cinza com listras verticais pretas. Braian está com as mãos nos ombros de Maria Iria enquanto ela segura os cotovelos dele. Eles estão em um ambiente interno, com paredes pretas e chão de madeira marrom.
O DiVerso também atua na divulgação da importância da acessibilidade na vida em sociedade

A UFSM, como instituição de ensino superior pública e de caráter extensionista, tem um grande papel no desenvolvimento de práticas acessíveis para a comunidade interna e externa. Fernanda revela que sempre teve a preocupação de que os estudantes que passam pela Universidade tivessem uma noção, embora mínima, acerca dessas questões. “Independente da área que eles atuarão mundo afora, esse aprendizado sempre é necessário”, explicou a servidora.

Uma das grandes metas do grupo é instituir um repositório virtual de imagens de dança audiodescritas, para ser acessado tanto por pesquisadores quanto por interessados pela área. A ideia é que estudantes, artistas e professores possam, da mesma forma, solicitar a tradução de fotos em palavras para ações didáticas, sem fins lucrativos. “O programa pode nos dar essa estrutura de tempo para, no futuro, nós termos isso tudo”, afirmou Mônica.

DiVerso acolhendo a comunidade

Maria Iria Engerroff e seu filho Braian Engerroff são alunos das oficinas do DiVerso. A mãe conta que soube da iniciativa ainda na época do Extremus através de uma apresentação do grupo, mas somente anos depois a família se envolveu, após o jovem, que gostou da proposta, se formar no ensino médio.

[caption id="attachment_65036" align="alignleft" width="600"]Fotografia horizontal e colorida onde estão Maria Iria Engerroff, Braian Engerroff e a professora Mônica Borba. Eles estão de perfil direto para nós, lado a lado e enquadrados da cintura para cima. Olham para cima concentrados. Mônica aponta com a mão esquerda para o alto e com mão direita segura delicadamente a cabeça de Braian, que está entre as mulheres. Maria Iria é uma mulher branca, baixa e magra de cabelo curto, cacheado e castanho claro e está vestindo uma regata branca. Mônica é uma mulher negra de pele parda, baixa e magra de cabelos pretos, usa óculos de grau e está vestindo uma camiseta preta. Braian é um homem jovem branco, magro de cabelos pretos e está vestindo uma regata esverdeada. O fundo da fotografia é preto. Braian, aluno do DiVerso, aponta seu sentimento nas aulas do programa: “quando eu estou dançando, eu me sinto feliz”[/caption]

“Eu não fazia nem ideia de como era. No começo, eu confesso que eu fiquei tímida, porque era uma coisa nova mas, com o passar das aulas, eu fui me soltando e percebendo como é bom dançar e ser quem a gente é, indiferente das limitações”, declarou Maria Iria, que complementou: “na dança não tem certo ou errado, o corpo se expressa da forma que ele quer se expressar. Isso, para mim, é sempre muito marcante”.

Braian, que tem paralisia cerebral, expressou o que sente sobre poder participar das aulas. “Eu gosto de dançar. Quando eu estou dançando, eu me sinto feliz, me sinto alegre, me sinto bem. Eu tenho meus amigos da dança”, contou o jovem, que também afirmou se sentir orgulhoso de fazer parte das oficinas. A mãe ainda diz que o DiVerso abriu diferentes portas para a dupla, que, depois que começou a se envolver com as atividades, teve a oportunidade de estar em muitos outros eventos artísticos, seja sobre dança ou sobre teatro. “Eu só tenho a agradecer por esse projeto tão grandioso que entrou na nossa vida, com certeza, para ficar”, concluiu Maria Iria.

Texto: Pedro Pereira, estudante de jornalismo e voluntário da Agência de Notícias
Foto: Ana Alicia Flores, estudante de desenho industrial e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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A professora Carlise Porto Schneider Rudnicki, do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM, está pronta para palestrar na décima segunda edição da Semana Acadêmica de Tecnologia em Alimentos. A professora Carlise apresentará a palestra intitulada "Desafios de uma Comunicação Acessível e Inclusiva". O evento está agendado para o dia 31 de outubro, às 16 horas, na Sala Cláudio Mussói, localizada no térreo do Prédio 42, no campus sede da UFSM.

A palestra da professora é gratuita e promete explorar questões relevantes relacionadas à comunicação acessível e inclusiva, destacando desafios contemporâneos e estratégias para garantir que a comunicação seja compreensível e acessível para todas as pessoas, independentemente de suas habilidades ou limitações.

O evento é uma iniciativa conjunta do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos e do Setor de Apoio Pedagógico do Centro de Ciências Rurais. A décima segunda edição da Semana Acadêmica de Tecnologia em Alimentos busca proporcionar aos participantes uma compreensão mais profunda das questões enfrentadas pela indústria de alimentos, incluindo não apenas aspectos técnicos, mas também áreas interdisciplinares vitais, como a comunicação inclusiva.

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A Gerência da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Maria seleciona um (01) bolsistas para realização de atividades na Sala de Desenho Acessível da Biblioteca Central no segundo semestre de 2023:

01 bolsa 16 horas/semanais R$ 400,00/mês

As atividades da bolsa envolvem:

1. Atendimento a público diverso incluindo pessoas com necessidades especiais;
2. Organizar dinâmicas de uso de sala de estudos;
3. Uso e verificação de computadores;
4. Manuseio e verificação de lupas eletrônicas;
5. Organização de acervo em braile ou outros materiais com formatos diversos;

 

Informações: Whatsapp BC (55) 991423362.
ou e-mail: atendimento.sib@55bet-pro.com

Edital completo com informações de inscrição.

 

Inscrições até o dia 24/08/2023.

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1 Disposições gerais

A Gerência da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Maria seleciona um (01) bolsistas para realização de atividades na Sala de Desenho Acessível da Biblioteca Central no segundo semestre de 2023:

01 bolsa 16 horas/semanais R$ 400,00/mês

As atividades da bolsa envolvem:

1. Atendimento a público diverso incluindo pessoas com necessidades especiais;
2. Organizar dinâmicas de uso de sala de estudos;
3. Uso e verificação de computadores;
4. Manuseio e verificação de lupas eletrônicas;
5. Organização de acervo em braile ou outros materiais com formatos diversos;

 

Informações: Whatsapp BC (55) 991423362.
ou e-mail: atendimento.sib@55bet-pro.com

Edital completo com informações de inscrição.

 

Inscrições até o dia 24/08/2023.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/caed/2023/08/07/abertas-as-inscricoes-para-o-curso-de-libras-2o-semestre Mon, 07 Aug 2023 16:54:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/caed/?p=6146

O curso presencial de Libras para acadêmicos, servidores da UFSM e comunidade em geral estará com inscrições abertas a partir de terça-feira, dia 08 de agosto de 2023.

As aulas acontecerão presencialmente durante o semestre letivo. 

Período de inscrições: 08/08/2023 até o dia 16/08/2023.

O curso de Libras possui uma taxa de inscrição no valor de R$ 50,00 (cinquenta reais). 

O preenchimento do formulário não garante a inscrição, pois as inscrições serão validadas somente após a confirmação do pagamento e conforme o número de vagas.

Em caso de desistência após o pagamento (ou no decorrer do curso), não haverá devolução do valor da taxa de inscrição.

 

Curso Básico de Libras 

As aulas acontecerão nas TERÇAS-FEIRAS, iniciam no dia 05/09, realizadas semanalmente das 14h às 16h. O curso se encerra no dia 07/11/2023.

Total de vagas: 30 vagas (para cada turma). 

O curso será realizado mediante um número mínimo de inscritos.

Link para realizar a inscrição - curso básico (a partir do dia 08/08):

http://portal.55bet-pro.com/concursos/inscricao/opcoes.html?edicao=4743

 Após o pagamento, enviar o nome e comprovante para o e-mail: libras.ufsm2018@gmail.com

 

Curso Intermediário de Libras

Para realizar a inscrição no curso intermediário, você deve anexar o certificado de curso básico de Libras (ou comprovante de aprovação em disciplina de Libras) no local indicado no momento da inscrição.

As aulas acontecerão nas TERÇAS-FEIRAS, iniciam no dia 05/09, realizadas semanalmente das 14h às 16h. O curso se encerra no dia 07/11/2023.

Total de vagas: 30 vagas.

 O curso será realizado mediante um número mínimo de inscritos.

Link para realizar a inscrição - curso básico (a partir do dia 08/08):

http://portal.55bet-pro.com/concursos/inscricao/opcoes.html?edicao=4744

 Após o pagamento, enviar o nome e comprovante para o e-mail: libras.ufsm2018@gmail.com

 

Curso Avançado de Libras

Para realizar a inscrição no curso avançado, você deve anexar o certificado de curso intermediário de Libras no local indicado no momento da inscrição.

As aulas acontecerão nas SEGUNDAS-FEIRAS, iniciam no dia 04/09, realizadas semanalmente das 14h às 16h. O curso se encerra no dia 06/11/2023.

Total de vagas: 30 vagas.

 O curso será realizado mediante um número mínimo de inscritos.

Link para realizar a inscrição - curso básico (a partir do dia 08/08):

http://portal.55bet-pro.com/concursos/inscricao/opcoes.html?edicao=4745

Após o pagamento, enviar o nome e comprovante para o e-mail: libras.ufsm2018@gmail.com

[caption id="attachment_6147" align="aligncenter" width="778"] Descrição de imagem: Card quadrado de divulgação de curso. No topo, o título: "Inscrições para o CURSO DE LIBRAS", abaixo: "Básico, Intermediário e Avançado". No centro da imagem as respectivas informações, uma abaixo da outra: "AULAS PRESENCIAIS", "Local: UFSM - 55BET Pro Santa Maria", "Inscrições: 08/08/2023 a 14/08/2023", "Realização: PROGRAD - CAEd" e "Subdivisão de Acessibilidade". Na parte inferior, centralizado, o brasão da Universidade Federal de Santa Maria com "UFSM" e "Coordenadoria de Ações Educacionais" ao lado. No canto inferior direito, a imagem de uma mulher sorridente de cabelos compridos, tem a mão direita em configuração de letra "C" sobre o dorso da mão esquerda. Fundo cinza com pequenos pontos brancos.[/caption]
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/biblioteca/2023/07/17/fundacao-dorina-nowill-para-cegos-visita-a-biblioteca-central Mon, 17 Jul 2023 17:56:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/biblioteca/?p=2959

Na fria manhã de quinta-feira, 13 de julho, duas articuladoras da Rede de Leitura Inclusiva, Perla e Maria, visitaram a Biblioteca Central para conhecer a Sala de Desenho Acessível e discutir estratégias de parceria junto ao Núcleo de Aquisição e Setor de Referência da Biblioteca Central, da Biblioteca Setorial do Centro de Educação (BSCE) e da Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED). A Rede é uma iniciativa da Fundação Dorina Nowill para Cegos, que existe há aproximadamente 80 anos e desenvolve atividades para o público com deficiência visual: impressoras braile e à tinta, estúdios de gravação de livros falados e produção de material didático para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) do Ministério da Educação (MEC) são apenas alguns deles.

[caption id="attachment_2960" align="alignright" width="531"]Ao redor de uma mesa comprida, da esquerda para direita estão duas representantes da BSCE, uma delas segurando uma bengala para pessoas com deficiências visuais, duas representantes da CAED, um representante do Núcleo de Aquisição da BC, projetado no monitor afixado à parede ao fim da mesa outro representante da CAED em trabalho remoto, uma representante do Setor de Referência da BC, duas representantes da Fundação Dorina Nowill para Cegos e a gerente da Biblioteca Central. BSCE, CAED e BC receberam articuladoras da Rede de Leitura Inclusiva da Fundação Dorina Nowill para Cegos para discutir oportunidades de parceria.[/caption]

Durante a conversa, foram discutidas diversas opções já disponíveis, como a Dorinateca, biblioteca virtual disponível para qualquer cidadão mas com recursos adicionais para quem puder comprovar deficiência visual, e a Biblioteca de Circulação da Fundação, que funciona através do serviço de cecograma dos Correios.

A CAED comentou ter sentido uma diminuição das demandas de discentes por livros em braile e que há uma necessidade de estimular a comunidade com deficiência visual em utilizar computadores, e não apenas smarphones, pois isso pode afetar a capacidade de discentes em escrever textos mais longos, como para TCCs, dissertações e teses. Ainda, a Coordenadoria explicou haver hoje sete discentes com deficiência visual e sete discentes com deficiência auditiva, o maior número até hoje de alunos e alunas com deficiência matriculados na instituição.

Além da Sala de Desenho Acessível da Biblioteca Central, as bibliotecas da UFSM dispõem de livros digitais que podem ser usados também por pessoas com deficiência.

Você tem alguma dúvida de acessibilidade ou precisa de algum material acessível? Contate a sua biblioteca!

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ctism/2023/05/18/criatividade-e-tecnologias-sem-limites-e-sem-barreiras Thu, 18 May 2023 17:06:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ctism/?p=8419 Criatividade e tecnologias: sem limites e sem barreiras. O curso foi ofertado por meio do Projeto de Extensão número 55181 denominado Capacitação de pessoas com deficiência (paraplégicos e tetraplégicos) na área de tecnologia. O projeto tem por objetivo apresentar possibilidades de formação para jovens deficientes através de cursos de curta duração na área tecnológica proporcionando aos estudantes o conhecimento necessário para buscarem novos desafios e oportunidades no mundo do trabalho.

O curso, que iniciou no dia 08 de junho de 2022, teve duração de 160 horas. As aulas ocorreram nas quartas-feiras no turno da tarde nas dependências do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria. 

Os conteúdos abordados no curso estão relacionados à programação, robótica, eletrônica básica, microcontroladores, sensores e atuadores, comunicação sem fio, desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis, controle de dispositivos por comando de voz, internet das coisas e desenvolvimento de projetos aplicados. 

As aulas foram ministradas pelos docentes do CTISM: Douglas Camponogara, Mateus Felzke Schonardie,  Fabio Teixeira Franciscato, Luciano Caldeira Vilanova, Rafael Adaime Pinto, Saul Azzolin Bonaldo e Tiago Antônio Rizzetti. O projeto também contou com a participação dos servidores Deivis Jhones Garlet, Diego Russowsky Marçal, Fredi Zancan Ferrigolo e Maikel Guerra Bathaglini e da Educadora Especial, Profª. Marciele Vieira Dorneles, do Instituto Federal Farroupilha, 55BET Pro São Vicente. Todas as atividades foram realizadas no laboratório de Eletrônica Básica do CTISM. O curso, que teve uma abordagem bastante prática, finalizou com o desenvolvimento de projetos que buscavam sanar alguma dificuldade do dia a dia dos estudantes. Um dos estudantes desenvolveu um sistema e um aplicativo para smartphone que permite controlar a televisão por comando de voz. Outro estudante implementou um equipamento para a prática de exercícios físicos, o qual possui um sistema automatizado, controlado por um aplicativo no celular, que auxilia as pessoas que utilizam cadeiras de rodas a fazer exercícios com barras. Através deste projeto, foi possível apresentar novos desafios e oportunidades aos alunos, mostrando que a criatividade não possui limitações. Um dos estudantes relata sua percepção sobre o curso, como a capacidade de projetar e desenvolver dispositivos automatizados, da experiência positiva em apresentar trabalhos na feira de ciências, tecnologia e cultura do CTISM, das oportunidades que o CTISM oferece, além da sua expectativa em seguir estudando na área.  Para a instituição, o projeto reforça sua missão de promover a educação profissional desenvolvendo conhecimento humano e tecnológico, bem como o compromisso com a acessibilidade e, consequentemente, a responsabilidade com relação às práticas de inclusão.  O CTISM dá os parabéns aos formandos e deseja boa sorte em suas jornadas! ]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/egressos/2023/05/03/egressa-da-ufsm-desenvolve-escultura-que-faz-surdos-sentirem-musicas Wed, 03 May 2023 17:34:51 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/egressos/?p=493


Escultura de flor desenvolvida por Caroline

Uma escultura em formato de flor que permite que pessoas surdas sintam as vibrações das músicas: a “Blooming Sounds” (Sons de Florescência) foi elaborada por Caroline Gaudeoso, egressa do curso de Engenharia Acústica da UFSM e exposta em museus da Europa. Feita de materiais como madeira e acrílico, a obra é conectada a um shaker e vibra como um auto-falante mas, em vez do som, ele emite vibração nos diferentes tipos de superfícies.

Trajetória para a acessibilidade musical

Caroline iniciou o projeto quando estava no mestrado em Engenharia Acústica, na Universidade Técnica da Dinamarca. No entanto, o interesse no tema é anterior, e parte das vivências que teve na UFSM, das trocas com colegas e professores e das oportunidades geradas na graduação.

Para o desenvolvimento da “Blooming Sounds”. durante seis meses, ela e o colega francês Justin Sabaté trabalharam sob orientação do professor Jeremy Marozeau e com ajuda da artista Kiral World. “A gente foi testando como cada pétala vibrava. A partir disso, tentamos fazer com que elas tivessem padrões de frequências de ressonância diferentes, para poder vibrar com o maior espectro das músicas que fossem tocar”, explicou a engenheira.

Segundo a idealizadora, o trabalho foi criado para a comunidade surda sentir a música, mas não somente: também tem o objetivo de passar mais informações sobre as canções que normalmente não são priorizadas pelos ouvintes, como a vibração de cada acorde. “É muito interessante você sentir a música de outra forma que não seja só através do som”, comentou.

Mesmo quando ainda estava em seus primeiros protótipos, a Blooming Sounds era exposta em diversos locais renomados no continente europeu. O primeiro deles foi em um dos dias do Distortion, um festival de música que acontece nas ruas de Copenhague, capital da Dinamarca. Depois, ficou cerca de 10 dias no Copenhagen Contemporary, um museu de arte contemporânea na mesma cidade. Quando estava no Museu de História e Arte de Genebra, na Suíça, músicos eram mensalmente convidados para concertos no local. As canções eram tocadas e as esculturas vibravam em tempo real.

As pesquisas que incluem os sentidos das músicas para pessoas surdas cada vez mais estão em pauta. No ano passado, o humorista Whindersson Nunes patrocinou pesquisas de um protótipo produzido pela startup TRON. O vocalista da banda Coldplay, que foi destaque no Rock in Rio em 2022, já comentou que distribui coletes para surdos nos shows do grupo. O trabalho de Caroline reforça a discussão da inclusão e acessibilidade na música.

Quem é Caroline e como o projeto surgiu

Caroline Gaudeoso, 27 anos, nasceu e cresceu em Santos, São Paulo. Ainda no ensino médio, ela visitou uma feira de ciências na Universidade de São Paulo (USP), onde se interessou pelo projeto de uma pulseira que vibrava com as músicas reproduzidas em um teclado. Com isso em mente, em 2014, Caroline ingressou na graduação de Engenharia Acústica na UFSM, única Instituição do país que oferta o curso, e onde poderia estudar e desenvolver iniciativas semelhantes com o que conheceu.

A experiência na instituição reforçou a vontade em trabalhar com a acessibilidade musical. “Eu fiz as disciplinas Libras I e II como complementares, e gostei muito. Foi um ano nesse conteúdo. Eu conheci alguns surdos na UFSM e cheguei a conversar com alguns professores sobre essa ideia. Tive bastante incentivo”, explicou. A ideia da pulseira continuou com a engenheira durante toda sua formação.

Durante este processo, ela realizou o estágio obrigatório de graduação em uma empresa na Dinamarca. Foi onde se inscreveu no mestrado e conheceu o professor que já estava com um projeto em andamento na área em que ela queria. “Um aluno há muito tempo que fez um banco que vibrava, era bem simples. O professor abriu novas vagas para o projeto e eu entrei, no objetivo de desenvolver esculturas com a mesma proposta, mas de outras formas”, conta, explicando como a obra em formato de flor surgiu. Hoje, ela não atua mais diretamente no projeto, mas, alguns colegas seguem no ramo desenvolvendo esculturas cada vez mais qualificadas.

Focada em concluir a dissertação do mestrado, Caroline relembra da importância da Universidade para chegar onde está hoje: “Foi extremamente importante, eu realmente não sei o que teria feito se não fosse esse curso na UFSM, porque era o que eu queria e sigo com a temática no mestrado agora. Tenho muita paixão pela engenharia acústica e a UFSM foi a base para isso”, finaliza.

Texto: Paula Appolinario, estudante de jornalismo e estagiária da Agência de Notícias
Fotos: Arquivo pessoal de Caroline
Edição: Mariana Henriques, jornalista

Fonte: 55bet-pro.com

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/2023/04/19/mostra-assim-vivemos-exibe-filmes-sobre-deficiencia-no-dia-25-4-na-ufsm Wed, 19 Apr 2023 12:26:20 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/?p=20690

 

[caption id="attachment_20691" align="alignright" width="500"] Descrição da imagem: Sobre fundo laranja, recortes de cinco fotos ao centro mostram uma mulher cadeirante sorrindo, uma mulher que sinaliza com expressão séria, crianças que riem com uma professora, dois jovens e uma menina que tiram uma selfie e um jovem com expressão séria. Linhas amarelas conectam as imagens. Acima, Secretaria da Cultura de Santa Maria apresenta. Logo abaixo à direita: Assim Vivemos, mostra de filmes sobre deficiência. Santa Maria – RS. Abaixo das fotos, 22 a 26 de abril. Audiodescrição, libras, legendas. @festivalassimvivemos. Financiamento: Logomarcas do Fundo Municipal de Cultura e da Prefeitura Municipal de Santa Maria.[/caption]

Estudantes, servidores(as) docentes e técnico-administrativos, bem como a comunidade em geral, estão convidados a prestigiar a Mostra "Assim Vivemos", que divulga filmes sobre deficiência.

No dia 25 de abril, terça-feira, a UFSM irá receber, no auditório do prédio 67, duas sessões da Mostra. A entrada é gratuita.

Após cada sessão, haverá um bate-papo com o público sobre os temas abordados nos filmes. Todas as sessões contarão com audiodescrição, Língua Brasileira de Sinais (Libras) e legendas descritivas.

A Mostra é oriunda do Festival "Assim Vivemos", evento consagrado com dez edições, que ocorre desde 2003 no Centro Cultural Banco do Brasil, nas cidades do Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo. A divulgação é do Fundo Municipal de Cultura de Santa Maria e da Secretaria Municipal de Cultura.

Confira a programação da Mostra na UFSM:

25/04 - Terça-feira:

14h – Sessão 2 (74 minutos), com os filmes:
- "Eu sou Irina" (Rússia, 9 min., 2019) e
- "Sete Léguas" (Espanha, 65 min., 2019)

19h – Sessão 1 (70 minutos), com os filmes:
- "Mona" (Brasil, 6 min., 2018)
- "Ver e crer" (Rússia, 13 min., 2007)
- "Estrangeiros" (Brasil, 20 min., 2013) e
- "Uma menina em 10 x 10" (Myanmar, 29 min., 2016)

Local: UFSM – Auditório do Prédio 67, onde funciona a CAEd - Coordenadoria de Ações Educacionais da UFSM, próximo ao Prédio 21. Av. Roraima, 1000, 55BET Pro Sede, no bairro Camobi.

Outras informações estão disponíveis no Instagram do Festival "Assim Vivemos".

 

Confira a Programação completa da Mostra em Santa Maria, com horário e local de exibição:

22/04 - Sábado
15h – Sessão 1
Local: ACDV – Associação de Cegos e Deficientes Visuais. Rua Manuel Ribas, 1924 - Vila Belga.

24/04 - Segunda-feira
8h – Sessão 2
14h – Sessão 1
Local: APAE. Rua Cel. Benjamim D'Ávila Prado, 400 - Bairro Santa Marta.

25/04 - Terça-feira
14h – Sessão 2
19h – Sessão 1
Local: UFSM – Auditório do prédio 67. Av. Roraima, 1000 - Camobi.

26/04 - Quarta-feira
10h: Sessão 2
19h: Sessão 1
Local: EEEE Reinaldo F. Coser. Rua Valdemar Coimbra, SN - Bairro Lorenzi.


‌Confira as sinopses dos filmes:

Sessão 1 (70 min.):

"Mona"
Direção: Lucca Messer
Brasil | 6 min. | 2018
Sinopse: Em 2017, Mona se torna a primeira mulher negra cadeirante a se apresentar no Teatro Municipal de São Paulo, Brasil. Quebrando barreiras no mundo da dança, Mona também representa a superação de preconceitos cotidianos contra pessoas negras na maior cidade da América do Sul. Como bailarina e atriz, ela é hoje um símbolo nacional de resistência.

"Ver e crer"
Direção: Tofik Shakhverdiev
Rússia | 13 min. | 2007
Sinopse: Sergey tem 22 anos. É cego desde os oito. Está no terceiro ano da universidade, onde estuda computação. É muito independente e adora praticar esportes – futebol e judô. Sergey aprendeu a perceber a trajetória da bola através da audição. Desenvolveu esta capacidade jogando “golbol”, um jogo semelhante ao futebol, jogado por pessoas com deficiência visual parcial ou total. O filme mostra um pouco da sua vida, seus amigos, hobbies, estudos e esportes favoritos.

"Estrangeiros"
Direção: Sônia Machado Lima
Brasil | 20 min. | 2013
Sinopse: A fala tem poder e se impõe como forma superior de comunicação, forçando pessoas surdas a aprenderem a repetir sons que não conseguem ouvir. É um esforço tremendo e desgastante. Até que, muitas vezes chega o momento em que o surdo descobre que foi inútil o tempo em que tentou aprender algo que simplesmente não lhe servia. O filme pretende mostrar um caminho de descoberta, dúvida, silêncio, alegria, aceitação, incompreensão e afirmação.

"Uma menina em 10 x 10"
Direção: Mai May Sakarwah, Mary, Yu Par Mo Mo
Myanmar | 29 min. | 2016
Sinopse: Ngu Wah Hlaing foi abandonada por sua mãe quando era um bebê por causa de sua deficiência. Uma monja e seu filho, que é transgênero, a adotaram e a amam. Atualmente, Ngu Wah Hlaing tem 11 anos de idade, mas não sabe ler e escrever porque é recusada pelas escolas devido à sua deficiência.


Sessão 2 (74 min.):

"Eu sou Irina"
Dir. Tatyana Rotar
Rússia | 9 min. | 2019
Sinopse: Irina é uma mulher que perdeu a visão e a audição em um acidente. Depois disso, houve um período de profunda depressão, desespero e falta de vontade de viver. Mas quando ela conheceu uma pessoa que a levou ao mundo do teatro, Irina teve sua segunda chance.

"Sete Léguas"
Dir. Jon Ander Santamaría, Marcia Castillo
Espanha | 65 min. | 2019
Sinopse: Uma notícia publicada no outro lado do mundo leva um grupo de pessoas de diferentes origens a pôr em prática algo que parecia impossível: colocar crianças com deficiências motoras como protagonistas em um palco de teatro. Para famílias que vêm sofrendo muitos percalços há anos, algo aparentemente tão comum como levar as crianças para aulas de dança é, na verdade, uma grande mudança em suas vidas. Todas as vozes que compõem esta pequena companhia de dança nos contam sobre essa experiência inspiradora.

 

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