UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 25 Apr 2026 03:04:08 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/09/02/projeto-de-extensao-da-ufsm-pm-presta-consultoria-em-amamentacao-gratuita Fri, 02 Sep 2022 17:20:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59571

O Projeto de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria, campus Palmeira das Missões, denominado “Consultoria em Amamentação: Práticas Amigas para Proteção, Promoção e Incentivo ao Aleitamento Materno” está vinculado ao Grupo de Pesquisa em Saúde Materna Infantil (GPESMI) e ao curso de Enfermagem da UFSM-PM. Trata-se de um projeto de extensão que visa promover o aleitamento materno a gestantes e puérperas durante o ciclo gravídico puerperal como estratégia de promoção, prevenção e incentivo ao aleitamento materno. 

A equipe é composta pela professora Giovana Dorneles Callegaro Higashi, coordenadora do projeto; pela docente Priscila Orlandi Barth, professora colaboradora; e por estudantes bolsistas e voluntários dos cursos de Enfermagem e Nutrição. Segundo a coordenadora do projeto, a intenção é prestar suporte para as famílias que passam por esta fase tão importante que é a amamentação. “Sabe-se das diversas evidências sobre os inúmeros benefícios da amamentação para crianças, mulheres, famílias, sistemas de saúde e para a sociedade, a curto e longo prazos. Apesar dos comprovados benefícios da amamentação, sua prática está aquém das recomendações em todo o mundo, por isso, cada esforço em prol da implementação das práticas de aleitamento materno é necessário e urgente”, afirma Giovana.

Dentre as ações do projeto, busca-se: promover espaços dialógicos-reflexivos na comunidade acadêmica e sociedade sobre práticas educativas em prol da promoção, proteção e incentivo ao aleitamento materno; fortalecer o vínculo mãe-filho-família-sociedade-profissionais de saúde durante o ciclo gravídico puerperal; construir, durante as consultorias, estratégias de enfrentamento e soluções direcionadas aos desafios e dificuldades enfrentadas pelas gestantes e puérperas; possibilitar aos acadêmicos de enfermagem envolvidos uma vivência prática de ação de extensão direcionada ao serviço, contribuindo para a qualificação de seu processo formativo. 

A equipe presta atendimento presencial e gratuito todas às quintas-feiras à tarde em Palmeira das Missões, na Clínica de Especialidades, situada na Rua Francisco Pinheiro, 98, Centro (próximo ao Hospital de Caridade). O agendamento pode ser realizado por meio do perfil no instagram @consultoriaaleitamater.ufsm e juntamente com os enfermeiros da Rede de Saúde do município. Dúvidas também podem ser tiradas de maneira on-line, através do perfil no Instagram Consultoria em Aleitamento Materno.

Texto: Assessoria de Comunicação UFSM-PM

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O Grupo de Ensino Pesquisa e Extensão em Gênero, Vulnerabilidade e Cuidado em Saúde da UFSM 55BET Pro Palmeira das Missões, por meio do Programa de Extensão Universitária “Promoção e Proteção da Saúde Materno Infantil com Ênfase no Aleitamento Materno e no Nascimento Seguro”, com apoio do Programa de Educação Tutorial (PET) Enfermagem, promoveu na semana passada o webinar Promoção e Proteção do Aleitamento Materno: Agosto Dourado.

A primeira palestra foi proferida pela nutricionista Tatiane de Jesus Huller, pós-graduada em Nutrição Clínica e responsável pelo Banco de Leite Humano do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI). Tatiane falou sobre a história do Banco de Leite Humano do HCI e suas atividades no incentivo à promoção ao aleitamento materno, coleta e processo de controle da qualidade do leite humano ordenhado.

Na sequência, a professora Silvania Bottaro, docente do Departamento de Alimentos e Nutrição da UFSM-PM, destacou a importância da amamentação, do apoio familiar e da sociedade para o sucesso nesse processo e a manutenção do aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida do bebê, quando, então, passa a ser complementado com a introdução alimentar e pode ser estendido até o segundo ano de vida da criança.

A coordenadora do Programa de Extensão, professora Fernanda Beheregaray Cabral, destaca que o webinar foi uma das atividades alusiva à campanha Agosto Dourado, cujo tema deste ano é “Proteger a amamentação: uma responsabilidade de todos”. Durante todo o mês de agosto serão realizadas outras ações em alusão ao Agosto Dourado, uma delas será uma live no dia 31, às 20h, no Instagram @genvulcufsmpm, com as egressas do curso de Enfermagem da UFSM-PM, enfermeira Bruna Paola de Lima Bridi, residente em Saúde Materno-Infantil na Maternidade Darcy Vargas (Joinvile, SC), e a enfermeira Gabriela de Souza do Amaral, residente em Atenção à Saúde da Mulher e da Criança no Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago (Florianópolis, SC), que abordarão o papel da enfermagem na promoção do aleitamento materno.

Ainda, ao longo desse mês, no Instagram @genvulcufsmpm e Facebook, serão publicados vídeos de profissionais de saúde de Palmeira das Missões e docentes e técnico-administrativos em educação da UFSM-PM com depoimentos sobre vivências na amamentação e, também, dificuldades neste processo, que requer novos arranjos familiares, participação efetiva do pai ou companheiro(a) afetivo, forte rede de apoio e proteção social.

Fernanda destaca ainda a necessidade de posturas sociais mais acolhedoras, empáticas e a escuta sensível das mulheres-mães e outras feminilidades que não conseguem amamentar, ou enfrentam muitas dificuldades e precisam interromper a amamentação precocemente.

Fonte: Assessoria de Comunicação UFSM-PM

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As relações entre mãe e filho iniciam muito antes do parto. Mas é a partir do momento em que ela dá à luz e segura o filho pela primeira vez que começa uma ligação de fundamental importância para ambos. Aos poucos eles se conhecem e aprendem a entender um ao outro, através de gestos, carinhos, expressões inquietas e até mesmo do choro. No entanto, são muitos os fatores que podem influenciar essa relação, sejam eles de ordem biológica, psíquica ou social. Para entender melhor essas complexas relações, professoras da UFSM desenvolveram uma pesquisa que investigou a associação entre o tipo de aleitamento, a presença de risco ao desenvolvimento infantil e variáveis socioeconômicas e obstétricas (como prematuridade e baixo peso do recém-nascido). Fizeram parte do projeto as professoras do Programa de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação Humana Anelise Henrich Crestani e Luciane Beltrame, juntamente com a professora de Fonoaudiologia Ana Paula Ramos de Souza, e a professora de Estatística Anaelena Bragança de Moraes. O aleitamento é um dos momentos mais importantes no estabelecimento da relação entre uma mãe e seu filho. Como parte desse processo, a forma escolhida para que a amamentação aconteça tem ligação também com a dimensão psíquica e social, tanto da mãe quanto do bebê. Assim, é preciso considerar que a escolha pelo aleitamento exclusivo no peito ou pelo misto, por exemplo, não é feita ao acaso. Segundo a professora Ana Paula, são muitas as condições que podem influenciar a forma como vai se dar o aleitamento. Algumas delas são situações como nascimento prematuro, baixo peso do recém-nascido, intercorrências, ou seja, problemas de saúde que a mãe teve com relação à gestação e ao parto, idade materna e situação socioeconômica. Além de variáveis como as condições de trabalho às quais a mãe está exposta, falta de apoio da família e problemas com gestações anteriores. Algumas mães podem sofrer ainda com “falta de leite” e “leite fraco”, problemas mamários e mesmo recusa do bebê. Para a realização desta pesquisa, as professoras da UFSM contaram com 182 mães e seus bebês, nascidos prematuramente ou não e sem diagnóstico de alterações biológicas, como malformações ou síndromes. A coleta de dados foi realizada, inicialmente, a partir de uma entrevista, feita por uma equipe de psicólogas e fonoaudiólogas, que tinha por objetivo investigar aspectos obstétricos, socioeconômicos, demográficos e psicossociais. Juntamente, foram coletados os Índices de Risco ao Desenvolvimento Infantil (IRDIs), os quais avaliam aspectos da relação mãe-filho que abrangem a protoconversação (os primeiros diálogos entre ambos), que ocorrem quando a figura materna fala e o bebê responde com gestos, olhares ou balbucios. Tal índice relaciona-se, assim, ao desenvolvimento de forma geral e, em especial, à linguagem. Quando não é possível perceber a presença de um ou mais dos IRDIs nas trocas entre a mãe e seu bebê, pode haver um problema no seu relacionamento. As observações foram feitas por, no mínimo, duas pesquisadoras psicólogas, que deviam apresentar entre 90 e 100% de concordância nas respostas. Posteriormente, as mães foram filmadas enquanto interagiam com seus filhos, o que permitiu compreender melhor a relação entre eles. A faixa etária dos recém-nascidos variou entre zero e quatro meses, o que fez com que se considerassem os cinco IRDIs iniciais da escala de interação, listados a seguir. Os dados foram categorizados em aleitamento de tipo exclusivo, para os casos em que a mãe opta ou apenas por amamentar no peito ou exclusivamente pela alimentação com leite artificial; e aleitamento misto, quando leite materno e artificial são dados de forma concomitante. Os resultados revelados mostram, no que se refere aos IRDIs, que a compreensão mútua entre mãe e filho teve maiores dificuldades ou não ocorreu nos bebês cujas mães amamentavam de forma mista. Esse fato foi evidenciado pela menor presença de alguns IRDIs (em especial 1, 2 e 5) e revela que há uma associação entre a ausência de alguns IRDIs e o aleitamento misto, e esta se dá por uma dificuldade da mãe de exercer o papel materno, tanto por condições ligadas a ela própria quanto ao bebê, o que gera insegurança e dificulta a escolha de uma única forma de alimentação. A professora Ana Paula destaca que instruções técnicas sobre como amamentar são importantes, mas que não devem ser vistas como imposições que desestabilizem a mãe, que pode já estar insegura e frágil por conta da dificuldade em alimentar seu bebê com o leite vindo do peito. E, embora esse tipo de aleitamento seja ótimo para o bebê, em alguns casos é válido que a mãe alimente o filho através de uma mamadeira, por exemplo, até que se sinta segura para amamentar no peito. Nesse momento, o apoio a ela é a principal forma de ajudar a resolver o problema. No caso de variáveis como prematuridade, baixo peso e intercorrências com o recém-nascido, a maioria das mães optou pelo aleitamento misto. Para a professora Ana Paula, elas enxergam esse tipo de aleitamento como uma forma de compensação, por exemplo, pelo baixo peso que o filho apresenta. Estudos anteriores mostram, inclusive, que a associação entre o uso do aleitamento misto em situações nas quais o bebê sofre de alguma dessas variáveis pode ocorrer de forma positiva. O que chama a atenção e reforça a necessidade de cuidado para fatores não apenas biológicos é o fato de que muitos bebês com peso ideal e sem intercorrências ao nascer também receberam esse tipo de alimentação. Nesses casos, apresentam-se fatores subjetivos, sensoriais e afetivos, tais como estado emocional, insegurança e dificuldade na constituição da experiência materna. Embora estudos anteriores indiquem que a prática do aleitamento materno exclusivo ocorre em dobro para bebês que têm mães donas de casa em comparação àqueles cujas mães trabalham fora do lar, esta pesquisa realizada na UFSM revela dado diferente: a maior disponibilidade física não impede que haja predomínio do aleitamento de tipo misto. Num somatório dos dados, o que se pode perceber é que quando a mãe se vê em uma situação de pressão, seja esta de qual ordem for, ela tende a ficar insegura sobre sua capacidade de desempenhar o papel materno. Essa insegurança gera confusão na hora de fazer escolhas relacionadas ao filho, o que poderá desencadear neste dificuldades na fala e retraimentos no relacionamento com outras pessoas, por exemplo. Fazer um acompanhamento desses primeiros meses de vida é, então, uma forma de detectar problemas que podem vir a se desenvolver. A docente Ana Paula Ramos de Souza alerta, no entanto, que a detecção precoce da possibilidade de o bebê desenvolver alguma dificuldade de fala ou relacionamento não é uma forma de realizar um diagnóstico: “A detecção precoce é uma maneira de fazer um acompanhamento de uma situação de risco. Ou seja, não quer dizer que a criança necessariamente desenvolverá um problema, pois não há como prever algo nesse sentido”. Ser mãe é um exercício diário de aprendizagem, e o importante é preservar, desde o início, a relação com o filho. A falta de experiência e de apoio, a preocupação em se dividir entre a criança e o trabalho, o sentimento de fragilidade: são vários os conflitos e dúvidas que podem surgir logo no início da experiência materna e terem reflexos no futuro. Porém, quando há apoio e um acompanhamento que dê segurança à mãe, o desafio se torna mais fácil.
Repórter: Daniela Pin Menegazzo Ilustrações: Projetar
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