UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Mon, 20 Apr 2026 23:24:15 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/07/16/projeto-de-alfabetizacao-cafe-com-letras-e-beneficiado-por-doacao-da-receita-federal Wed, 16 Jul 2025 21:06:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69841 A Receita Federal entregou as mercadorias para a associação nesta quarta-feira (16)[/caption] O “Café com Letras” tem como objetivo promover a educação básica, contribuindo não apenas para o desenvolvimento pessoal dos participantes, mas também para a valorização do trabalho e o fortalecimento da cidadania. Os materiais entregues pela Receita Federal vêm para ampliar ainda mais esse impacto positivo. Entre os itens recebidos estão aparelhos de ar-condicionado, que serão instalados no espaço onde ocorrem as aulas, uma televisão de 50 polegadas e um sistema de som, que auxiliarão nas atividades pedagógicas. O projeto também foi contemplado com materiais escolares, como mochilas, estojos, marcadores de texto, canetas e kits de atividades, além de uma impressora e kits de artesanato com miçangas, que serão utilizados em ações educativas e criativas com os participantes. A presidente da Asmar, Margareth Vidas, destacou que a parceria com o ODH tem transformado a vida dos participantes do projeto, e que os novos recursos permitirão criar um ambiente mais acolhedor e eficiente para o aprendizado. “Com esses materiais, conseguimos proporcionar melhores condições para quem está aprendendo a ler e escrever, dentro do próprio local de trabalho”, afirmou. A coordenadora do projeto, professora Jane Schumacher, reforçou a importância de investir na qualidade de vida no ambiente de trabalho como parte essencial do processo educativo. “O ‘Café com Letras’ mostra que é possível construir conhecimento em espaços alternativos, respeitando os saberes dos trabalhadores e fortalecendo sua autoestima”, disse. Além dos materiais voltados à educação, a Receita Federal também destinou utensílios de cozinha, roupas, cobertores, brinquedos e toalhas, que serão distribuídos entre os associados em ocasiões especiais, como aniversários, Dia da Criança e Natal. A parceria entre Asmar, ODH e Receita Federal mostra que iniciativas interinstitucionais podem gerar impacto direto na inclusão social e na promoção da dignidade dos trabalhadores da reciclagem. A Asmar, que também colabora com a Receita na destinação ambientalmente correta de materiais inservíveis, reafirma seu compromisso com a transformação social através da educação e do cuidado coletivo. Texto: Equipe de Comunicação do ODH, com informações da Assessoria de Comunicação da Receita Federal de Santa Maria]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/02/12/parceria-da-ufsm-com-associacao-de-recicladores-promove-alfabetizacao-de-adultos-em-santa-maria Wed, 12 Feb 2025 12:39:42 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68278

[caption id="attachment_68279" align="alignright" width="453"]foto colorida quadrada mostra um homem de costas apontando para folhas com letras coladas em uma parede Oito associados da Asmar estão em processo de alfabetização[/caption]

Alfabetizar adultos é promover inclusão e abrir portas para novas oportunidades a quem não pôde concluir seus estudos. Movida pelo desejo de transformar essa realidade, Margarete Vidal, presidente da Associação dos Selecionadores de Material Reciclável de Santa Maria (Asmar), buscou, em novembro de 2024, a parceria do Observatório de Direitos Humanos (ODH), vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM, para dar vida a essa ideia. Margarete, que foi alfabetizada no próprio local de trabalho, se comove ao ver tantos de seus colegas recicladores enfrentando dificuldades por não saber ler.

Para Jane Schumacher, chefe do ODH/UFSM, a alfabetização de adultos vai além de aprender a ler e escrever - “é um processo poderoso que impulsiona transformações profundas e duradouras na vida das pessoas, de suas famílias e comunidades”.

Com esse propósito, ODH/UFSM e Asmar firmaram uma parceria, iniciada com uma visita técnica para avaliar o espaço e o número de interessados. Na primeira conversa com os participantes, foi definido que o melhor momento para “juntar as letras” sem interferir no trabalho da reciclagem seria durante o intervalo do lanche da tarde. Desde então, Jane, que também é docente no Centro de Educação da UFSM, juntamente com as egressas do curso de Pedagogia Karen Cristiane Pereira e Paola Costa, que são voluntárias, se reúnem todas às quartas-feiras para o Café com Letras, que acontece na Asmar, reunindo oito participantes associados em processo de alfabetização.

O pequeno grupo de voluntárias acredita que a alfabetização de adultos proporciona autonomia, permitindo que os indivíduos busquem informações, façam escolhas mais conscientes e participem ativamente da sociedade. Ao dominar a leitura e a escrita, as pessoas desenvolvem autoconfiança e autoestima, passando a acreditar mais em suas próprias capacidades.

[caption id="attachment_68280" align="alignleft" width="386"]foto vertical colorida mostra em detalhe duas pessoas escrevendo em cadernos sobre uma mesa Professora e alunas da UFSM são voluntárias no projeto[/caption]

Karen e Paola, ambas egressas do curso de Pedagogia da UFSM, continuam como alunas da Instituição — uma no doutorado no CCS e outra no curso de Educação Especial — e sabem que a educação oferece mais oportunidades de emprego, possibilitando ascensão social e melhoria da qualidade de vida, tanto para elas quanto para suas famílias.

Além disso, a educação abre portas para o mundo da cultura, permitindo o acesso a livros, jornais, filmes e outras formas de expressão artística, o que expande os horizontes e enriquece a vida de cada um. Elas são voluntárias que dedicam parte
de sua semana para transformar a vida de um grupo, e estão cada dia mais conscientes de que este é um investimento com retornos significativos para toda a sociedade.

A equipe do ODH/UFSM sabe que a educação impacta positivamente diversas áreas, como a saúde, a educação dos filhos e o desenvolvimento comunitário. Além disso, o grupo formado está sempre em busca de novas metodologias para enriquecer o processo de aprendizagem nas tardes de quarta-feira, no Café com Letras da Asmar. Ao longo de 2025, as ações deste trabalho terão continuidade. 

Texto: Fabiane Gomes, jornalista, bolsista da Cocid e mestranda do PPGTER/UFSM

Fotos: Divulgação

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/11/01/gepfica-convida-para-o-8o-forum-nacional-de-formacao-continuada-de-professores Wed, 01 Nov 2023 18:56:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64400 O Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Formação Inicial, Continuada e Alfabetização (Gepfica) da UFSM, coordenado pela professora Helenise Sangoi Antunes, convida estudantes, docentes e técnico-administrativos a participar do 8º Seminário Nacional de Formação Continuada de Professores, que ocorre concomitantemente ao 1º Fórum Municipal de Alfabetização. Ambos os eventos acontecem de 8 a 10 de novembro no Itaimbé Palace Hotel, no centro de Santa Maria. O seminário, que celebra os 20 anos de existência do Gepfica, tem uma programação constituída por apresentação de trabalhos (na forma de relatos de experiência e ensaios de pesquisa), oficinas de alfabetização, conferências e mesas-redondas. Entre os temas em discussão, destacam-se os desafios da alfabetização e da educação de jovens e adultos, bem da educação brasileira como um todo. Esses assuntos, e outros relacionados a eles, serão abordados por professores e pesquisadores da UFSM e das universidades federais do Rio Grande do Sul (Ufrgs), do Pampa (Unipampa), de Pelotas (UFPel), do Rio Grande (Furg), da Fronteira Sul (UFFS), do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Mato Grosso do Sul (UFMS), além de representantes do Ministério da Educação. Trabalhos podem ser enviados até a próxima segunda-feira (6), nos eixos temáticos de alfabetização, educação, formação de professores e políticas públicas. A programação completa e outras informações sobre os eventos estão disponíveis na página linktr.ee/gepficaufsm. Outras informações constam na página do Gepfica no Instagram. Com informações do Núcleo de Divulgação Institucional do Centro de Educação]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/10/19/8o-seminario-nacional-de-formacao-continuada-de-professores-e-1o-forum-municipal-de-alfabetizacao-serao-em-novembro Thu, 19 Oct 2023 13:59:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64168

Em comemoração aos 20 anos de trajetórias formativas do Grupo de Estudos e Pesquisas em Formação Inicial, Continuada e Alfabetização (GEPFICA), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFSM, nos dias 8, 9 e 10 de novembro será realizado o 8º Seminário Nacional de Formação Continuada de Professores e, concomitantemente, o 1º Fórum Municipal de Alfabetização.

A programação, que conta com o apoio da Secretaria Municipal de Educação de Santa Maria (SMEd-SM), prevê a participação de ouvintes e a apresentação de trabalhos, através da submissão de artigos ou pesquisas. O evento ocorrerá na modalidade presencial e será realizado no salão de atos do Itaimbé Palace Hotel e no Centro de Convenções da UFSM.

Inscrições e mais informações na página do evento.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/10/15/dia-do-professor-docentes-do-ce-comentam-sobre-os-desafios-da-docencia-em-tempos-de-ensino-remoto Thu, 15 Oct 2020 13:29:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=54097

Pandemia gera reflexões sobre como superar as dificuldades sociais, econômicas e estruturais que se colocam diante do direito à Educação no Brasil

Acostumados com a presença de seus alunos em sala de aula, o uso das tecnologias se tornou um dos principais desafios da educação na pandemia. “Fomos jogados praticamente de cabeça”, comenta o professor de Filosofia da Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSM, Amarildo Trevisan.

Os profissionais da área precisaram alterar o seu plano de aula para adaptá-lo ao ensino remoto, elaborar estratégias pedagógicas para motivar os alunos a estudar em casa e buscar formas de orientá-los e tirar dúvidas, na busca por um ensino efetivo. “Ficamos tempo demais rejeitando o advento da cultura digital e o impacto nos pegou de surpresa”, destaca Adriana Veiga, professora de Fundamentos da Educação, do Centro de Educação da UFSM.

Para professor Amarildo Trevisan, que trabalha a questão das tecnologias no ensino há alguns anos, existia um grande preconceito em relação ao ensino à distância por parte dos professores. “Sabemos o quanto os docentes resistem em função das péssimas condições de trabalho e também da dificuldade de operacionalização nas próprias escolas. E sabemos das dificuldades até mesmo no campus para acessarmos a internet", afirma.

Necessidade do ensino remoto evidencia desigualdades

Apesar de perceber a importância das tecnologias no que se refere a dar continuidade às aulas presenciais e aproximar professores e alunos mesmo que à distância, o ensino remoto fez com que enxergássemos, de forma ainda mais clara, as desigualdades sociais e econômicas de estudantes, professores e famílias. “Temos o conhecimento de um número expressivo de estudantes que só acessam a internet quando os pais retornam do trabalho”, afirma Helenise Sangoi Antunes, professora titular do departamento de Metodologia de Ensino, do Centro de Educação da UFSM.

Para Helenise, são muitos os desafios que a pandemia tem trazido para a formação de novos professores, mas destaca as desigualdade do país em relação ao acesso à internet um dos mais difíceis: “Frequentar a escola e a universidade de forma presencial era a garantia do acesso democrático ao conhecimento, mas que a situação da pandemia acabou extinguindo esta possibilidade”.

Um levantamento realizado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC), divulgado no dia 29 de abril deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta essa igualdade: uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet. Em números totais, isso representa cerca de 46 milhões de brasileiros que não acessam a rede. Das pessoas que não têm acesso à rede, 41,6% dizem que o motivo para não acessar é não saber usar. Uma a cada três (34,6%) afirma não ter interesse. Para 11,8% delas, o serviço de acesso à internet é caro e para 5,7%, o equipamento necessário para acessar, como celular, laptop e tablet, é caro.


A alfabetização se tornou um desafio no ensino remoto


Para a professora Helenise, o mais difícil é a construção de ações educativas que promovam o aprendizado das crianças no processo de leitura e escrita. Ela explica que existem situações muito complexas de lidar, principalmente no que se refere à baixa escolaridade dos pais, que muitas vezes não têm condições para contribuir no processo de alfabetização dos seus filhos.

Atualmente, a falta do convívio entre professores e alunos é um dos maiores obstáculos. A alfabetização é um processo de construção da leitura e escrita que pressupõe a interação próxima entre professor e as crianças, onde o professor precisa ter o domínio teórico-prático do conhecimento para desafiar as crianças nesse processo tão instigante. De acordo com a professora, “é importante investir recursos públicos na formação inicial e continuada de professores e também na escola e universidade pública para que se possa ter condições de atender com qualidade as demandas de aprendizado das crianças e jovens brasileiros, porque para muitos o acesso ao conhecimento formal se dá somente nestes espaços”.

Criar metodologias alternativas com os recursos que as crianças possuem dentro das suas próprias casas, construção de jogos para a alfabetização e a busca de uma aproximação com as famílias são algumas das estratégias que estão sendo colocadas em prática. “Mas não podemos nos encantar com esta situação vivenciada no ensino remoto, pois as relações interpessoais presenciais são fundamentais e indispensáveis para a formação integral do ser humano, principalmente quando estamos abordando sobre crianças em processo de alfabetização”, ressalta.

Interação entre universidade e escolas pode auxiliar nos desafios da pandemia

Assim como os professores universitários, quem ensina em escolas públicas também está sofrendo com as mudanças impostas pela pandemia. Para os professores Amarildo Trevisan e Adriana Veiga, os obstáculos pairam sobre as tecnologias também. No caso das escolas, muitas vezes o problema está nas condições precárias, que dificultam o acesso à banda larga.

Os docentes do Centro de Educação destacam que a ajuda deve vir de políticas públicas e orçamentárias, mas a Universidade também pode atuar junto às escolas e colaborar na transformação da educação básica. “Os cursos de licenciatura poderão aproximar-se ainda mais da escola para mapear as necessidades e contribuir para solucioná-las. Devemos sair do casulo e também criar uma universidade mais popular, no sentido de estar com toda gente, buscando a escuta e a inserção comunitária”, argumenta a professora Adriana.

Helenise Sangoi aponta que a Universidade tem aprendido com a Escola e vice-versa. Estágios, criação de projetos e iniciativas para unir as ações interdisciplinares entre os centros de ensino e os desafios que as escolas tem no seu cotidiano são alguns dos frutos dessas interações. “Podemos ver na Universidade Federal de Santa Maria e nas demais universidades do país que têm construído ações estratégicas para a formação continuada de professores e na superação das dificuldades no acesso ao ensino remoto”, diz Sangoi.

Para o professor Amarildo Trevisan, antes da Universidade acolher essas escolas, é preciso que a instituição se transforme internamente e supere seus próprios preconceitos ao uso das tecnologias. “Nós temos que passar por uma mudança de mentalidade interna e de mudança de estruturas, além de desburocratizar a relação com o setor governamental do Estado, procurando otimizar essa relação e superar possíveis ambiguidades, dicotomias e distanciamentos”, aponta.


Quem será o professor pós-pandemia?

Dúvida pertinente nos últimos meses, “Quem será o professor pós-pandemia?” desperta diferentes respostas em quem está envolvido com a educação em tempos de coronavírus. O professor pós-pandemia irá trabalhar mais a questão das tecnologias nas suas aulas ou irá retirá-las completamente depois de um período totalmente dominado por elas? Ele será mais valorizado? Ele continuará o mesmo? Mudará suas formas de ensino?

Para o professor Trevisan, o docente do futuro será um professor híbrido, com habilidades pedagógicas do presencial e também mais atento à evolução tecnológica. “De agora em diante, precisaremos trabalhar com o ensino híbrido e não tanto criar dependência dos alunos do trabalho operatório do professor, mas incentivá-los a buscar trabalhar o ensino também como forma de inserção no universo da pesquisa. Acho que, sem dúvida, esse é o caminho: um ensino híbrido que vai incluir muito mais e se aliar mais à questão da pesquisa do que era anteriormente”, comenta.

Já para a professora Adriana Veiga, o professor sobrevivente e resiliente à pandemia será um profissional mais amadurecido e mais comprometido. “Eu tenho visto professoras iniciantes, recém egressas da universidade, 'colocando a mão na massa', literalmente. Enfrentam as condições absurdas das comunidades periféricas para auxiliar as famílias e as crianças, alcançando alimentos, pois de barriga vazia não se aprende”, relata.

Por fim, a professora Helenise Sangoi acredita em uma maior valorização da sociedade com os docentes. “O professor do futuro pós-pandemia está sendo construído com as vivências que estão tendo no momento presente com o ensino remoto. Consigo projetar que será um profissional mais valorizado pela sociedade, pois as famílias estão conhecendo mais de perto o trabalho dedicado do professor, da educação infantil ao ensino superior, bem como, a complexidade e os desafios enfrentados por esta profissão”.

Reportagem: Eloíze Moraes e Vitória Parise, acadêmicas de Jornalismo e bolsistas da Agência de Notícias da UFSM
Edição: Davi Pereira

Ilustração: Renata Costa, Acadêmica de Produção Editorial e bolsista da Revista Arco

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Cerca de 100 pesquisadores de 29 universidades federais brasileiras iniciaram em março a investigação intitulada “Alfabetização em Rede: uma investigação sobre o ensino remoto da alfabetização na pandemia e sobre a recepção da Política Nacional de Alfabetização (PNA)”. 

As professoras do Centro de Educação da UFSM, Helenise Sangoi Antunes e Débora Ortiz de Leão, integram esse grupo e colaboram desde março com a elaboração do projeto, a composição de um questionário do tipo Survey e a divulgação da pesquisa no Estado do Rio Grande do Sul. 

A pesquisa interinstitucional foi organizada por meio de reuniões virtuais e divide-se em duas etapas: a primeira, de caráter quantitativo, é composta de um questionário destinado a professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. Esse questionário já conta com 15 mil respostas de professores de todo o país. 

De acordo com a professora Débora Leão a metodologia da pesquisa segue uma abordagem quanti-qualitativa de pesquisa educacional, que busca articular resultados de um survey junto aos docentes com dados produzidos a partir de rodas de conversas com professoras selecionadas nos diferentes Estados do Brasil. A pesquisa quantitativa constitui-se, então, de um questionário do Google forms a ser aplicado a docentes da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental, composto por um conjunto de 35 perguntas, distribuídas em cinco seções: perfil profissional, formação continuada, políticas de alfabetização/documentos oficiais e ensino remoto.

A segunda etapa consiste em entrevistas com pequenos grupos de professores com a intenção de compreender como a Política Nacional de Alfabetização está sendo recebida pelos docentes e como está se dando a alfabetização em tempos de ensino remoto. 

Para a professora Helenise Sangoi Antunes, o projeto esclarece que os dados qualitativos compõem-se não apenas das respostas às duas perguntas abertas do questionário, mas também de conversas virtuais com um grupo de aproximadamente quatro docentes a serem conduzidas pelos colaboradores integrantes do projeto, com um roteiro preestabelecido com base na identificação das tendências evidenciadas no survey e de outras questões atinentes à alfabetização remota e à PNA. "As conversas constituem-se num espaço rico de elaboração sobre a PNA e as práticas pedagógicas desenvolvidas pelas docentes e contribuem para um aprofundamento do conhecimento sobre como a alfabetização tem se dado no contexto da pandemia, os desafios enfrentados, as estratégias construídas, os condicionamentos impostos pelas redes de ensino”, explica.

Os dados decorrentes da pesquisa serão analisados nacionalmente, em cada Estado e amplamente divulgados pelas pesquisadoras. Participam as seguintes instituições: UFSJ, UEMG, UFSM,UFRN,UFERSA, UFMS, UFPEL,FURG, UFMA, UFPI,UFR, UNIPAC, UFPA, UNIFAP, UNIFESP, UNIMONTES, UFPE, UFCAT, UFAPE, UFBA, UFRGS, URCA, UFC, UFAL, UFPB, UFS, UNEB e UNILAVRAS.  

 
 
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/09/04/exposicao-sobre-professores-alfabetizadores-foi-aberta-no-hall-da-reitoria Tue, 04 Sep 2018 19:59:12 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=44384 Dez pessoas sorrindo alinhadas umas às outras Abertura de mostra sobre o Pnaic ocorreu nesta segunda-feira (3)[/caption] Foi aberta na manhã desta segunda-feira (3), no hall da Reitoria, a exposição itinerante “Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic): Um Legado na Formação Continuada de Professores Alfabetizadores do Rio Grande do Sul”. A mostra poderá ser visita até o dia 13 no mesmo local e, no período de 17 a 19, estará no hall do Centro de Educação (CE) – prédio 16 do campus sede. De 24 a 26, a exposição ficará no prédio 16B, também do CE. Participaram da abertura da exposição o vice-reitor Luciano Schuch, a vice-diretora do CE, Aruna Noal Correa, a coordenadora geral do Pnaic/UFSM, Helenise Sangoi Antunes, a chefe do Departamento de Fundamentos da Educação, Lorena Inês Peterini Marquezan, e as formadoras do Pnaic Débora Ortiz de Leão (que também é coordenadora do curso de Pedagogia Diurno), Eleodora dos Santos Leonardi e Rejane Cavalheiro, além de representantes da Câmara de Vereadores, da 8ª Coordenadoria de Regional de Educação, a equipe técnica do Pnaic, acadêmicos, professores e comunidade em geral.]]>