UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 24 Mar 2026 12:45:30 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/08/20/husm-promove-acoes-para-o-agosto-dourado Tue, 20 Aug 2024 18:24:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66582

Nesta segunda-feira, dia 19, foi realizado o encerramento das atividades para o Agosto Dourado, mês de incentivo ao aleitamento materno, promovidas pelo Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). A campanha foi instituída no Brasil em 2017, por meio da lei nº 13.435, visando a conscientização a respeito da amamentação. No HUSM, todas as unidades da Linha Materno-Infantil se envolveram e promoveram as ações durante o mês, e a edição de 2024 teve o tema “Reduzindo a Lacuna: Apoio à Amamentação para Todos”.

A enfermeira do HUSM e responsável pela Consultoria do Aleitamento Materno, Cláudia Diaz, explica a necessidade de ações voltadas para esse tema: “A informação será a principal aliada na conscientização sobre a importância do aleitamento materno. Para isso, ações em diversas áreas são realizadas, como por meio da promoção de ações educativas, de apoio e incentivo em toda a área Materno-Infantil, voltadas para gestantes, parturientes, puérperas, acompanhantes e profissionais das Unidades”, destaca.

Neste mês, todas as unidades foram decoradas na cor dourada, com balões, mensagens de incentivo e lembrancinhas para as pacientes. No Centro Obstétrico, foram produzidos flyers sobre o contato pele a pele entre mãe e bebê, com capacitação setorial para a equipe de enfermagem, e também sobre a importância da Hora Ouro (primeira hora de vida do bebê após o parto), distribuídos durante o acolhimento das gestantes, puérperas (mulheres em período pós-parto) e familiares.

Na Unidade Tocoginecológica, foram distribuídas garrafinhas de água decoradas para incentivar a hidratação durante a amamentação, além da realização de rodas de conversa nas enfermarias e grupos semanais de gestantes, puérperas e familiares, para discussões a respeito do Aleitamento Materno.  A UTI Neonatal também realizou grupos de conversa com familiares e distribuiu cartões com frases de incentivo às mães.

No centro de Pediatria a decoração temática contou com orientações sobre os 10 passos do Aleitamento Materno, além de grupos com mães e bebês. O Ambulatório de Alto Risco (AGAR) criou o espaço “Cantinho da Amamentação”, para estimular a amamentação em salas de espera. O Serviço de Consultoria em Aleitamento Materno participou do 7º Seminário Integrado de Aleitamento Materno da 4ª Coordenadoria Regional da Saúde no dia 16 de agosto, com a mesa redonda “O papel das maternidades na redução das desigualdades em amamentação”, representada pela professora Claudia Diaz e pela professora adjunta do Departamento de Fisiologia, Geovana Bolzan.

Durante a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), que ocorreu de 1º a 7 de agosto, o Setor de Internação Tocoginecologia realizou pinturas de barriga com as pacientes gestantes. Na entrada do HUSM, estão expostas fotografias de mães amamentando, que foram coletadas até o dia 16 e ficarão expostas até o final do mês. Além de ações de incentivo e conscientização, as atividades foram marcadas por muita música e dança, com a apresentação de Poderosas do Tetê no dia 15, dança materna com bebês em slings, e uma coreografia realizada pela equipe de enfermagem do alojamento conjunto. 

Cláudia comenta a importância da realização do Agosto Dourado, que é uma iniciativa global proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e ganhou força a partir da década de 1990. “Como é uma campanha mundial de incentivo e apoio à prática da amamentação, todas as ações desenvolvidas provocam discussões e contribuições importantes, não só entre profissionais, mas na sociedade como um todo. Amamentar exclusivamente até os 6 meses de vida do bebê e manter até os 2 anos, ou mais, é muito importante para a saúde de mulheres e crianças. Precisamos aumentar as taxas de aleitamento materno no Brasil e no mundo, pois seus benefícios são imensuráveis, tanto no âmbito biológico, como no âmbito afetivo e emocional”.

O encerramento das atividades com mães, gestantes e familiares ocorreu ontem, no hall de entrada do 2º andar, com a apresentação do Coral Vozes do Vagão e Dança Materna. Ainda, a partir do dia 9 de setembro, será oferecida uma capacitação da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), com o “Curso de Manejo, Incentivo e promoção da amamentação em um Hospital Amigo da Criança”, para profissionais da saúde que atuam diretamente com a assistência Materno-Infantil no HUSM. 

Importância da amamentação

Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), publicado em 2021, no Brasil a prevalência do aleitamento materno entre crianças menores de 6 meses foi de 45,8%, o que está abaixo do recomendado. A amamentação é o único fator que, sozinho, pode reduzir em até 13% a mortalidade infantil de crianças menores de cinco anos por causas preveníveis, de acordo com o Ministério da Saúde. Além disso, são inúmeros os benefícios, tanto para a mãe quanto para o bebê: a amamentação imediata após o nascimento pode reduzir a mortalidade neonatal; auxilia nas contrações uterinas - diminuindo o risco de hemorragia -; e fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho. Segundo a UNICEF, o leite materno promove um melhor crescimento e desenvolvimento, e protege contra doenças, agindo como a primeira “vacina” do bebê.

Texto: Giulia Maffi, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Foto: Arquivo pessoal de Cláudia Diaz
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/09/02/projeto-de-extensao-da-ufsm-pm-presta-consultoria-em-amamentacao-gratuita Fri, 02 Sep 2022 17:20:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59571

O Projeto de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria, campus Palmeira das Missões, denominado “Consultoria em Amamentação: Práticas Amigas para Proteção, Promoção e Incentivo ao Aleitamento Materno” está vinculado ao Grupo de Pesquisa em Saúde Materna Infantil (GPESMI) e ao curso de Enfermagem da UFSM-PM. Trata-se de um projeto de extensão que visa promover o aleitamento materno a gestantes e puérperas durante o ciclo gravídico puerperal como estratégia de promoção, prevenção e incentivo ao aleitamento materno. 

A equipe é composta pela professora Giovana Dorneles Callegaro Higashi, coordenadora do projeto; pela docente Priscila Orlandi Barth, professora colaboradora; e por estudantes bolsistas e voluntários dos cursos de Enfermagem e Nutrição. Segundo a coordenadora do projeto, a intenção é prestar suporte para as famílias que passam por esta fase tão importante que é a amamentação. “Sabe-se das diversas evidências sobre os inúmeros benefícios da amamentação para crianças, mulheres, famílias, sistemas de saúde e para a sociedade, a curto e longo prazos. Apesar dos comprovados benefícios da amamentação, sua prática está aquém das recomendações em todo o mundo, por isso, cada esforço em prol da implementação das práticas de aleitamento materno é necessário e urgente”, afirma Giovana.

Dentre as ações do projeto, busca-se: promover espaços dialógicos-reflexivos na comunidade acadêmica e sociedade sobre práticas educativas em prol da promoção, proteção e incentivo ao aleitamento materno; fortalecer o vínculo mãe-filho-família-sociedade-profissionais de saúde durante o ciclo gravídico puerperal; construir, durante as consultorias, estratégias de enfrentamento e soluções direcionadas aos desafios e dificuldades enfrentadas pelas gestantes e puérperas; possibilitar aos acadêmicos de enfermagem envolvidos uma vivência prática de ação de extensão direcionada ao serviço, contribuindo para a qualificação de seu processo formativo. 

A equipe presta atendimento presencial e gratuito todas às quintas-feiras à tarde em Palmeira das Missões, na Clínica de Especialidades, situada na Rua Francisco Pinheiro, 98, Centro (próximo ao Hospital de Caridade). O agendamento pode ser realizado por meio do perfil no instagram @consultoriaaleitamater.ufsm e juntamente com os enfermeiros da Rede de Saúde do município. Dúvidas também podem ser tiradas de maneira on-line, através do perfil no Instagram Consultoria em Aleitamento Materno.

Texto: Assessoria de Comunicação UFSM-PM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/agosto-dourado-aleitamento-materno Mon, 30 Aug 2021 13:46:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8641 “O leite materno é a base da vida”. Essa frase é da professora Beatriz da Silveira Porto, do Departamento de Pediatria e Puericultura do Centro de Ciências da Saúde da UFSM. Para ela, que também é Coordenadora do Comitê de Aleitamento Materno do HUSM/UFSM, o leite materno é o melhor alimento para o bebê - mesmo prematuro, pois tem um grande poder para o desenvolvimento e é determinante na saúde do mesmo.  “É um alimento espécie-específico, aprimorado por milhares de anos para o filhote humano. É um alimento vivo, produzido especificamente para o bebê e, por isso, o mais indicado sob qualquer ponto de vista”, complementa. O leite materno está ligado ao desenvolvimento nutricional, metabólico, imunológico, motor e cognitivo.

Entre os benefícios do aleitamento materno desde os primeiros minutos de vida está a formação da microbiota intestinal, também conhecida como flora intestinal. Ela é um conjunto de microorganismos, formado de bactérias, que vivem e se desenvolvem no intestino, mas que são benéficas para a saúde humana e a influenciam do nascer até a idade adulta. A microbiota não existe no intra-útero, ou seja, dentro do útero da mãe, e começa a ser formada a partir do nascimento do bebê. “Ela começa a se desenvolver no momento que o neném nasce. Então aquele primeiro alimento que você coloca é aquele que vai dar a base para aquela plantação, e isso vai até o resto da vida”, explica Beatriz. 

Outra vantagem do leite materno como alimento principal é na prevenção de doenças. Isso acontece pela prevenção de gatilhos que podem ser ativados nos dois primeiros anos de vida de um ser humano. Estes podem ser de herança genética, que são maleáveis nesse período. Para Beatriz Silveira Porto, quando há um desbalance importante nesse início, há possibilidade de ativação desses gatilhos e, como consequência, problemas de saúde na idade adulta. Com a amamentação, a criança está mais protegida dessa ativação. Como exemplos ela cita a proteção contra obesidade, síndromes metabólicas, doenças cardiovasculares e diabetes. 

Além disso, o leite materno também ajuda no desenvolvimento cerebral e no aumento dos índices de quociente intelectual. É possível observar os pequenos progressos que a criança tem nos primeiros meses de vida, como a descoberta dos dedos, mãos e pés, os movimentos dos braços e pernas, o olhar atento para o mundo à sua volta. Com o passar dos meses, o bebê começa a segurar objetos, fazer sons e buscar a repetição dos sons que ouve. O ganho de peso também tem a ver com isso: “Nos primeiros três meses de vida, ela [a criança] ganha tanto peso, a velocidade de crescimento dela é tão grande que é como se a gente fosse de cinquenta para noventa quilos em três meses”, explica Beatriz.

Agosto Dourado e a livre demanda

Agosto Dourado é considerado o mês do incentivo ao aleitamento materno. A cor faz referência ao leite materno, avaliado como “alimento de ouro”, uma vez que tem tudo que o bebê necessita para um crescimento saudável. Além disso, a intenção é que haja incentivo ao aleitamento por livre demanda. 

O movimento é mundial, e o lema da Semana de Aleitamento Materno deste ano, que aconteceu de 1º a 7 de agosto, foi “Proteger o Aleitamento Materno: Uma responsabilidade compartilhada”. Paola Souza Castro Weis, enfermeira assistencial no HUSM e consultora em Aleitamento Materno, explica que o tema leva em conta que amamentar é um direito de todos. “O bebê que é alimentado no peito demanda mais, com certeza. A gente defende a amamentação por livre demanda, que é quando o bebê vai mamar sempre que precisar”, reitera. Ela expõe que, nesse sistema, a metabolização do alimento é mais rápida, assim como a evacuação. Por ser um alimento ajustado ao bebê, a metabolização é feita naturalmente e o estômago esvazia mais rapidamente. Por isso que um bebê mama em intervalos curtos, geralmente de duas em duas horas.

Beatriz Silveira explica que a livre demanda é fundamental, uma vez que está relacionada aos mecanismos de autorregulação do bebê e que são importantes também para a idade adulta. “Quando a criança tem esse sistema de autorregulação protegido nos primeiros meses, ela leva isso para a idade adulta, os distúrbios alimentares são mais raros, porque ela preservou esse sistema de autorregulação que também é da espécie”. Paola diz que é por esse motivo que a chupeta não é recomendada, uma vez que o exercício de sucção que deveria ser feito na mama é feito no bico artificial. Por causa do formato, o movimento não é o mesmo e, no caso da chupeta, é incorreto, o que confunde o movimento que deveria ser feito na sucção do leite do seio da mãe.

Quem determina a produção do leite materno é o bebê

A indicação profissional é de que o aleitamento materno se inicie em até uma hora após o nascimento, de preferência nos primeiros minutos de vida. Essa prática facilita a pega correta do seio da mãe, o que propicia que o bebê tenha mais agilidade em sugar o leite. “Logo após o nascimento, o bebê está alerta e se posicionará instintivamente, abocanhando corretamente o mamilo e a aréola, sendo muito importante para o sucesso do aleitamento”, explica Beatriz. A recomendação é de que ele saia do útero direto para o peito. Se houver banho e outros procedimentos antes, a criança poderá estar sonolenta e cansada, o que dificulta a pega correta e, logo, a amamentação, desde o início do processo. 

Em casos em que não há pega correta desde o início, a produção de leite da mãe pode cair e ser prejudicada por fatores como nervosismo e estresse. Marinez Casarotto, médica pediatra neonatologista e chefe da Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais do HUSM, conta que a mãe produz o leite conforme a necessidade do bebê, e que a demanda muito frequente é mais intensa nos primeiros dias de vida. Já Paola Weis explicita que essa produção de leite materno é diretamente ligada à sucção, que precisa ser frequente no início para que a produção se ajuste. É como se fosse uma fábrica comandada pelo bebê: “o peito não é estoque, ele é fábrica, ele não tem que estar cheio para amamentar. Conforme amamenta, ele vai produzindo e alimentando o bebê”. Beatriz complementa a metáfora ao dizer que a fábrica trabalha sob demanda a partir dos sinais do mamar: é a sucção que ativa a produção de leite para a próxima mamada. 

A sucção gera impulsos sensoriais no mamilo e faz com que as terminações nervosas que ficam no seio levem os estímulos - ou “avisos”, para a glândula adeno-hipófise, que fica no cérebro, e é responsável por produzir e liberar a prolactina e a ocitocina, os dois hormônios da amamentação. A prolactina atua nas células alveolares mamárias, produzindo o leite; e a ocitocina ativa o reflexo da “descida” do leite, que é liberado nos ductos e seios lactíferos até os orifícios do mamilo, pelos quais o bebê suga. “Por isso que é importante que haja sempre a sucção, porque se a sucção parar, a fábrica vai entender que não tem mais saída, que o produto não tá vendendo mais, então não precisa mais fazer, né?”, detalha a coordenadora. Esse processo se relaciona com a autorregulação que, para Beatriz, é um dos mecanismos fantásticos do aleitamento.

Há casos, no entanto, em que a produção do leite materno cai ou cessa completamente. Um dos motivos, de acordo com as três profissionais, é quando não há sucção da mama, ou então quando os ductos lactíferos estão cheios, com muita produção, e esta não é liberada pelos seios e mamilos. Segundo Beatriz Silveira, a ausência da ocitocina também pode contribuir nesta interrupção da produção, e esta inibição pode ser por fatores como preocupação, estresse, dúvidas e até mesmo a dor. Beatriz destaca que a ocitocina é o “hormônio do amor”, uma vez que é favorecida quando a mãe está confiante, quando olha, interage e ouve os sons do bebê. “Por isso, se diz que a produção do leite materno decorre de uma complexa interação neuro-psico-endócrina, necessitando um olhar atento e amplo dos profissionais e da rede de apoio”. Ela salienta que todos os mecanismos de promoção, proteção e orientação ao aleitamento materno são importantes para a manutenção do mesmo a longo prazo. É a partir desse princípio que o Comitê de Aleitamento Materno do HUSM da UFSM atua.

A promoção do aleitamento materno é um trabalho multiprofissional

O Comitê de Aleitamento Materno do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) é um grupo multiprofissional que atua a partir de ações de promoção e proteção do aleitamento materno. Eles definem diretrizes, protocolos e fluxos dentro do HUSM, além de promover capacitações sobre amamentação tanto para as mães quanto para os diversos profissionais envolvidos. A equipe é formada por professores, enfermeiras (os), médicas (os), obstetras, pediatras, fisioterapeutas, fonoaudiólogas (os), psicólogas (os), assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, e também conta com o apoio de estudantes residentes, residentes médicos e multiprofissionais. 

Beatriz Silveira destaca que o processo da amamentação é amplo e não envolve apenas aspectos técnicos, mas também emocionais e fisiológicos. “A fisiologia do aleitamento envolve muitos aspectos emocionais. A própria estimulação dos hormônios da lactação dependem de disposições emocionais, também de anatômicas e fisiológicas”, comenta. O sucesso da amamentação envolve muitas etapas e, por isso, é importante que a equipe do comitê seja multidisciplinar. “São vários contextos, precisa, justamente, esse apoio mais multidisciplinar que enxergue toda essa integralidade, todos os aspectos em um contexto mais integral da saúde”, expõe. Cada um dos profissionais tem um ponto de abordagem e ajudam, a partir de seus conhecimentos específicos, para o sucesso da amamentação.

Uma das maneiras de atuação do comitê é a partir de capacitações que ensinam, para a mãe, a pega correta e os pormenores do processo, e para os profissionais do hospital, as necessidades de acompanhamento da execução da amamentação. Paola conta que a capacitação para os funcionários surgiu do comitê: “Mas não apenas aqueles que atuam diretamente com o aleitamento materno, a capacitação vai desde o porteiro até a copa, então afeta todos os profissionais”. A ideia é que todos saibam o que é melhor para a criança.

Outra função do comitê é por meio da extração do leite materno quando os bebês estão nas unidades de internação do HUSM - que incluem a Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal, o Alojamento Conjunto, a Unidade de Tratamento Intensivo Pediátrico e a Unidade de Internação Pediátrica, seja por terem nascido prematuros, seja por terem alguma doença ou problema que necessite de mais cuidados. Nesses casos, não há possibilidade de amamentação no seio da mãe. A fim de não perder o contato com o leite materno, os profissionais do comitê auxiliam na extração do leite e administram ele ao bebê. Marinez Casarotto explica que é feita a oferta somente do leite fresco, in natura, em até 12 horas depois da extração, uma vez que ainda não há banco de leite no hospital.

Nem sempre a extração é possível, uma vez que muitas mães não são de Santa Maria e não têm condições de estar presentes no hospital cem por cento do tempo: às vezes tem outros filhos pequenos em casa ou não conseguem se deslocar até a cidade todos os dias, principalmente quando a internação é duradoura. Nesses casos, os profissionais precisam ofertar a fórmula láctea em substituição ao leite materno. Beatriz explica que há boas fórmulas lácteas disponíveis no mercado, alinhadas com o perfil de macronutrientes e micronutrientes do leite humano, mas que, ainda assim, as características nutricionais do último são superiores a qualquer fórmula. Por exemplo, as gorduras de cadeia longa presentes no leite materno são difíceis de mimetizar nas fórmulas, tanto na proporção quanto na especificidade. Com as fórmulas, nem sempre há a absorção de todos os nutrientes presentes pelos bebês, justamente por essa dificuldade de reprodução de todas as características do leite materno.

Paola revela que uma das conquistas do comitê é a necessidade de prescrição da fórmula láctea por um médico. “Antes a gente tinha a fórmula ali, disponível. Hoje ela não é mais disponibilizada, ela só é ofertada com prescrição médica”. Essa prescrição segue protocolos rígidos, que definem em quais situações há a prescrição dessa fórmula. A intenção é o incentivo ao aleitamento materno em todas as situações em que este for possível.

Além do comitê, o HUSM possui um Posto de Coleta, que permite a realização das coletas de leite das mães, do envase no lactário e da administração aos bebês internados - de cada mãe para seu bebê. O posto de coleta é vinculado ao Banco de Leite de Rio Grande. A diferença entre o primeiro e o segundo é que o banco de leite é uma unidade que faz todas as etapas do processamento, desde a promoção do aleitamento por meio das atividades de coleta, quanto do processamento e controle de qualidade do leite que é produzido nos primeiros dias após o parto. O posto de coleta não possui as fases de processamento e análise do leite; neste, o leite é coletado na mãe e administrado em seu bebê. Nos bancos de leite humano, cuja estrutura é mais completa, há a possibilidade de doação de leite de mães com excesso de produção para outros bebês que não os seus. O leite também dura mais tempo, já que é processado. 

Um dos próximos passos do Comitê de Aleitamento Materno do HUSM é a busca da instalação de um Banco de Leite Humano em Santa Maria. As profissionais entrevistadas contaram que é uma das prioridades do hospital, e que, para isso, há necessidade de investimento em equipamentos, materiais, profissionais e ampliação da área do atual Posto de Coleta. No entanto, devido à estrutura e às ações que já existem, é um objetivo palpável.

Expediente

Reportagem: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Ilustrador: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista

Mídia Social: Eloíze Moraes estagiária de Jornalismo

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/03/06/centro-de-educacao-disponibiliza-espaco-para-amamentacao Fri, 06 Mar 2020 13:44:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=51296 [caption id="attachment_51297" align="alignright" width="472"]Foto colorida horizontal mostra o espaço com duas paredes pintadas, numa delas estão retratadas 3 mulheres amamentando, e na outra uma árvore. Também há uma poltrona e um puff Espaço fica no terceiro andar do prédio 16B[/caption]

De acordo com o Ministério da Saúde, “o aleitamento materno é a mais sábia estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança e constitui a mais sensível, econômica e eficaz intervenção para redução da morbimortalidade infantil. Permite ainda um grandioso impacto na promoção da saúde integral da dupla mãe/bebê”.

A Direção do Centro de Educação (CE) da UFSM, pensando que o ato de amamentar é muito mais que nutrir uma criança, está disponibilizando um espaço para amamentação. O espaço, que visa promover a interação entre mãe e filho, fica no terceiro andar do prédio 16B, e está disponível a todas as interessadas.

O espaço recebeu o trabalho da artista plástica Karina Machado. O projeto foi o vencedor de chamada pública realizada em dezembro. O objetivo da produção artística foi tornar acolhedor o espaço destinado ao aleitamento materno, bem como promover o empoderamento feminino, considerando os recortes interseccionais de raça/etnia, classe social e geracional.

O Ministério da Educação assegura, desde maio de 2018, o direito à amamentação nas escolas, universidades e outras instituições federais de ensino, independentemente da existência de instalações destinadas para esse fim. 

Texto e foto: Núcleo de Comunicação Institucional do CE

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