UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 21 Mar 2026 19:45:39 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/09/02/estudantes-da-ufsm-farao-palestras-em-evento-da-universidade-federal-do-tocantins Mon, 02 Sep 2024 14:00:16 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66692

Estudantes de pós-graduação da UFSM foram convidados pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) para ministrar palestras pelo ciclo "Os ventos do norte não movem moinhos: leituras sobre o pensamento latino-americano".

Janaina Betto, estudante de pós-doutorado em Extensão Rural, vai explanar sobre "O chamado ao reflorestar: mulheres indígenas e a luta política em defesa da Amazônia e demais biomas" na quinta-feira (5), às 19h, no Auditório do Warã, no 55BET Pro de Miracema. A palestra poderá ser acompanhada pelo YouTube.

Além de promover o debate sobre a defesa da Amazônia e a importância da atuação das mulheres indígenas, a palestra visa reforçar a conscientização sobre a preservação dos biomas brasileiros e as lutas políticas associadas a essas causas.

Marcos Britto Corrêa, pós-doutorando em Educação e integrante da comissão de organização do evento, e Micaela Severo da Fonseca, mestranda em Ciências Sociais, também farão palestras, em datas a serem divulgadas posteriormente.

O ciclo de palestras oferece uma certificação de 30 horas para os participantes. As inscrições podem ser realizadas através do preenchimento do formulário.

O evento conta com o apoio da UFSM e da Associação Tocantinense dos Biólogos (Atobio) e está aberto a todos os interessados em ampliar o conhecimento sobre as questões ambientais e sociais que impactam a Amazônia e o restante do país.

 
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O professor Fabrício Pedron, membro do Grupo de Estudos em Pedometria (GEPED) da UFSM e docente do Departamento de Solos, fez parte da organização da I Competição de Solos da Amazônia Ocidental. A organização das provas de identificação de solos, realizada em parceria com os professores Luis Antonio Coutrim dos Santos, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e Milton Campos, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), para a competição que ocorreu na Universidade Estadual do Amazonas em Itacoatiara, AM, entre os dias 27 e 29 de novembro.

A competição ocorreu concomitantemente ao V Simpósio de Solos da Amazônia Ocidental e reuniu especialistas, pesquisadores e estudantes interessados na compreensão e análise dos solos nesta região da Amazônia. O professor Fabrício Pedron levou seus conhecimentos para enriquecer o evento, que contou com atividades práticas, palestras e discussões acadêmicas.

Durante os três dias de competição, os participantes tiveram a oportunidade única de aprimorar suas habilidades, trocar experiências e contribuir para o avanço do conhecimento sobre os solos na Amazônia Ocidental. O evento não apenas promoveu a interação entre os participantes, mas também estimulou o desenvolvimento de abordagens inovadoras e soluções para desafios relacionados ao estudo e uso dos solos na região.

O Prof. Fabrício Pedron expressou sua satisfação em participar da iniciativa e ressaltou a importância de eventos como esse para fomentar a pesquisa e a colaboração científica. A Competição de Solos da Amazônia Ocidental proporcionou uma plataforma única para a troca de conhecimentos e o fortalecimento dos laços entre os pesquisadores dedicados ao estudo do solo.

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As terras indígenas Yanomamis se localizam na chamada Amazônia Legal e abrangem os estados de Roraima, Amazonas e parte da Venezuela. O território Yanomami é composto por cerca de 665 aldeias e, de acordo com um levantamento do Instituto Socioambiental (ISA), o povo Yanomami conta com um conjunto cultural e linguístico diverso, estando na agricultura e coleta seu principal meio de subsistência. Até 2019, estima-se que 28 mil indígenas habitavam a região. 

No início de 2023, os povos Yanomamis ganharam destaque na mídia por conta  da denúncia de desassistência do então governo do ex-presidente Jair Bolsonaro com a população. Em janeiro deste ano, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional), investigou um rumor acerca de óbitos de crianças indígenas por doenças que têm tratamento e, após uma investigação aprofundada, o rumor foi confirmado. O Centro de Operações de Emergência Yanomami foi criado ainda em janeiro com o objetivo de organizar as estratégias e medidas que seriam adotadas no combate à crise humanitária e, de lá, foram retirados os números que compõem esta reportagem. 

Dados do Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (SIASI), mostraram que, de 2019 a 2022, ocorreram 538 óbitos de menores de 5 anos no território Yanomami. Desses, 495 foram considerados como evitáveis, frutos da desassistência sanitária e nutricional. A situação levou o Ministério da Saúde a declarar, em 20 de janeiro, a situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional no território. 

Garimpando com sangue

Pela quarta vez, a terra indígena Yanomami é cenário de uma corrida por ouro. Nos anos 1970 a 1990, da Ditadura Militar a redemocratização, garimpeiros adentram as terras. Em 1980, estima-se que 20% da população indígena tenha sido dizimada por conta de doenças levadas por garimpeiros. Nessa nova onda do garimpo, intensificada a partir de 2019, já considera-se que mais de 20 mil garimpeiros invasores estão em Roraima. 

A atuação dos garimpeiros estimula uma série de prejuízos ambientais. Áreas florestais são desmatadas para a ocupação dos garimpeiros e o mercúrio utilizado para a extração dos minerais e separação do ouro polui a água que chega ao povo Yanomami, causando uma série de doenças e contaminando, inclusive, os peixes que são fonte de alimentação dos indígenas. 

Também, é importante entender que a atuação dos garimpeiros vai além do impacto ambiental. No início deste ano, a Secretaria Nacional dos Direitos das Crianças e Adolescentes recebeu uma denúncia de 30 jovens Yanomamis que estariam grávidas de garimpeiros, vítimas de estupros. Em entrevista, a acadêmica indígena de Relações Internacionais da UFSM, Rayane Xipaya, falou sobre os métodos utilizados por garimpeiros: “como você acha que é a abordagem dos garimpeiros? Eles matam. Eles entram na terra indígena atirando e matando. Estupram mulheres e crianças. É uma violência total, não só com o meio natural, mas com os seres que estão ali”, contou a estudante. 

“A gente sempre faz de tudo, mas às vezes o tudo não é suficiente”

Frente ao sobrecarregamento enfrentado pelos postos de atendimento em Roraima, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) fez um apelo aos profissionais de saúde que estivessem interessados em atuar na atenção ao povo Yanomami. Dos 19 profissionais enviados à Roraima, quatro eram colaboradores de hospitais federais gaúchos. Do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), foi enviada a médica Rafaela Feltrin. 

Formada em Medicina pela UFSM, Rafaela fez residência em pediatria e em medicina intensiva pediátrica no HUSM, área em que ainda trabalhava e onde passou a atuar nas terras Yanomamis. “Fiquei sensibilizada com a sobrecarga dos trabalhadores do Hospital da Criança de Roraima e como a Ebserh recrutou, eu quis. Meu sonho sempre foi fazer algum voluntariado e achei que esse fosse o momento de retribuir a minha formação”, conta a médica. 

Rafaela relata que foi difícil acompanhar de perto o impacto do garimpo ilegal, mas que o atendimento humanizado foi uma marca da atuação na região: “o atendimento deles é diferenciado, muito humanizado no hospital em que vivenciei. A maioria deles não fala português, então contamos com intérpretes para entender a situação e realizar um diagnóstico mais detalhado”, pontua. 

No período em que esteve em Roraima, a médica teve a oportunidade de conviver e observar de perto diferenças culturais, mas pontuou que a troca com colegas de trabalho e com os pacientes foi marcante: “houve muita troca de conhecimento e aprendizado. Deixamos um pouco de nós naquele hospital - ideias e ajustes”. 

No entanto, Rafaela conta que foi difícil acompanhar a triste realidade enfrentada pelos Yanomamis: “eu trabalho em uma UTI pediátrica, vejo crianças graves todos os dias, mas não na proporção de Roraima. É impactante ver crianças venezuelanas, indígenas, brasileiras, desprovidas de saúde básica, que chegam graves no hospital e, infelizmente, acabam indo a óbito. A gente sempre faz de tudo, mas às vezes o tudo não é suficiente”, diz a médica. 

Novas ações

Iniciativas de atendimento ao povo Yanomami continuam. Novos postos de atendimento foram criados, campanhas de vacinação foram intensificadas e a fiscalização do Ibama segue destruindo maquinários e impedindo a ação dos garimpeiros. O percurso de restauração é longo, mas continua com o apoio de diferentes frentes humanitárias. 

Para Rafaela, a experiência de atuar em Roraima foi marcante para sua trajetória, profissional e pessoal. “Pretendo em algum momento da vida repetir ações comunitárias, pois foi enriquecedor de forma pessoal e profissional. O profissional da saúde precisa estar sempre buscando conhecimento, estudando e se atualizando, poder vivenciar tudo foi muito importante na minha vida”, conta a médica. 

Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de Jornalismo, voluntária na Agência de Notícias
Artes: Lucas Zanella, acadêmico de Desenho Industrial, estagiário
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/02/03/amazonia-ganha-base-de-dados-inedita Fri, 03 Feb 2023 12:36:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=61122

Pesquisadores do Centro de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (SinBiose/CNPq) publicaram, no dia 02 de fevereiro, a base de dados Trajetórias na revista Scientific Data, do grupo Nature. A base reúne 36 indicadores ambientais, socioeconômicos e epidemiológicos referentes ao período de 2000 e 2017 para todos os 772 municípios de nove estados da Amazônia Legal Brasileira. Os dados estão disponíveis de forma aberta e gratuita para quem quiser consultar.

A seleção, a análise e a equalização destes dados levaram aproximadamente três anos e cobriram uma área de 5 milhões de km², o que representa aproximadamente 60% de todo o território brasileiro. “Este conjunto de dados vai permitir investigar a associação entre os sistemas agrários amazônicos e seus impactos nas mudanças ambientais e epidemiológicas, além de ampliar as possibilidades de compreensão, de forma mais integrada e consistente, dos cenários que afetam o bioma amazônico e seus habitantes”, explica Claudia Codeço, coordenadora do projeto e pesquisadora da Fiocruz.

Conhecimento compartilhado

A base de dados Trajetórias é resultante do projeto Trajetórias, um dos sete projetos de síntese do SinBiose/CNPq. O foco da iniciativa é gerar sínteses do conhecimento acerca das relações entre desenvolvimento econômico, uso do solo, epidemiologia e conservação na Amazônia. A equipe reúne epidemiologistas, economistas, ecologistas, biólogos, geógrafos, médicos e cientistas sociais que desenvolveram indicadores multidisciplinares e coerentes para estudos integrados na Amazônia brasileira.

Uma das autoras da pesquisa e integrante do Trajetórias, a docente do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Organizações Públicas da Universidade Federal de Santa Maria, Camila de Moura Vogt, contribui com o grupo na linha voltada às questões econômicas e sociais da Amazônia Legal. Juntamente com docentes da Universidade Federal do Pará, trabalhou o enfoque da pobreza multidimensional a partir de microdados do Censo. “O objetivo é poder cruzar dados econômicos, epidemiológicos e ambientais de maneira a evoluir a discussão de políticas públicas e ações que envolvam a região”, explica Camila.

Além dessas informações, também é possível consultar na base Trajetórias dados como perda de habitat; uso e cobertura da terra; mobilidade humana; anomalias climáticas; carga de doenças transmitidas por vetores; e índices de pobreza multidimensional para populações rurais e urbanas para cada um dos municípios da Amazônia Legal Brasileira, entre outros. 

Dados e Indicadores

Os temas disponíveis para os indicadores e índices estudados estão pontuados em quatro marcos temporais: os censos demográficos de 2000 e 2010 e os censos agropecuários realizados em 2006 e 2017. Além dos dados do Censo do IBGE, a base de dados conta com informações derivadas de imagens de satélite de fontes nacionais e internacionais e do Sistema Nacional de Notificação de Doenças. “Essas fontes de dados foram escolhidas devido ao seu fácil acesso, abrangência temporal e espacial e alta qualidade dos dados” explicam os autores. Ana Rorato, uma das pesquisadoras do grupo, complementa ao afirmar que “trata-se de um conjunto de dados provenientes de diferentes fontes e instituições que foram harmonizados, ou seja, que passam a compartilhar a mesma unidade de análise espacial e temporal para que possam ser comparados”.

Para uma melhor compreensão do contexto abordado, os autores buscaram criar índices que reflitam a realidade amazônica. Claudia Codeço exemplifica através do índice de pobreza tradicional, um medidor pode funcionar bem em grandes metrópoles, mas não funciona na realidade amazônica. “Medir a pobreza na região amazônica é uma tarefa complexa, pois requer uma compreensão de questões que transcendem os indicadores econômicos”, explicam os autores. A abordagem adotada mede o grau de privação familiar em áreas rurais e urbanas, que podem afetar e ser afetadas por mudanças ambientais e econômicas. Assim, criou-se o Índice de Pobreza Multidimensional em suas versões rural e urbana. Estes índices são compostos a partir do cálculo de 15 a 19 indicadores de saúde, educação e condições de vida (que inclui habitação, serviços coletivos, emprego e bens de consumo privados). “Pobreza multidimensional significa privação simultânea em múltiplas dimensões”, explica Claudia. Neste cálculo, uma família é considerada multidimensionalmente pobre se sua pontuação de privação é superior a 0,25.

Outra preocupação na preparação da base de dados Trajetórias foi de garantir que estes dados possam ser reproduzidos futuramente. Para isso, a “receita” para se repetir cada indicador está detalhadamente descrita no artigo publicado. “Isto vai possibilitar o monitoramento da saúde única da Amazônia em diferentes momentos e situações”, explica Ana Rorato. A partir desses resultados, o grupo já projeta as novas ações: “o próximo passo é desenvolver modelos e identificar tipologias ambientais e seus graus de impacto na Amazônia para então fazer predições para o futuro”, finaliza Claudia Codeço.

Sobre o Projeto Trajetórias

O projeto Trajetórias do Centro de Síntese em Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (SinBiose/CNPq) teve início em 2019 e está sediado na Fiocruz e INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais). Seu objetivo é sintetizar o conhecimento sobre os serviços ecossistêmicos e suas relações com o sistema econômico e a saúde humana na Amazônia. O projeto desenvolve novos protocolos de classificação e avaliação dos ecossistemas e de serviços ambientais específicos relacionados às doenças, cujos determinantes mais importantes são ambientais. O objetivo é fornecer uma estrutura para o debate conjunto das dimensões econômica, ambiental e de saúde, buscando dar maior visibilidade aos modos de vida das populações locais, suas estruturas e sistemas de produção.

 

Com informações e fotod do LiSS - Laboratório de Investigação em Sistemas Socioambientais do INPE

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Responsável: Professor Rodrigo Marques de Almeida Guerra – Depto. de Ciências Administrativas

Inscrições: Período de 24/05/2022 a 27/05/2022 pelo e-mail rmaguerra1@gmail.com

Requisito (entre outros): Estar regularmente matriculado(a) na Universidade Federal de Santa Maria no ensino
técnico, tecnológico ou superior (graduação- licenciatura, bacharelado e tecnólogos) até o
período final de vigência da bolsa.

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Projeto: RESILIÊNCIA EMPREENDEDORA EM ORGANIZAÇÕES DA AMAZÔNIA LEGAL

Responsável: Professor Rodrigo Marques de Almeida Guerra – Depto. de Ciências Administrativas

Inscrições: Período de 24/05/2022 a 27/05/2022 pelo e-mail rmaguerra1@gmail.com

Requisito (entre outros): Estar regularmente matriculado(a) na Universidade Federal de Santa Maria no ensino
técnico, tecnológico ou superior (graduação- licenciatura, bacharelado e tecnólogos) até o
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A doutoranda da UFSM Jéssica Puhl Croda participou da reportagem da revista National Geographic intitulada “These farmers show that agriculture in the Amazon doesn’t have to be destructive”. A reportagem conta a história do Projeto Reca (Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado), instituição na qual a pesquisadora desenvolveu sua pesquisa de mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da UFSM, sob orientação da professora Ana Paula Rovedder. Jéssica avaliou indicadores ecológicos, sociais e econômicos dos sistemas agroflorestais praticados no Reca, na Amazônia brasileira.

“O Reca é uma cooperativa inovadora, exemplo de como cultivar de forma sustentável, protegendo a biodiversidade e mantendo a floresta em pé, ainda mais em um importante momento em que a Amazônia vem sendo devastada a um ritmo alarmante”, ressalta Jéssica, que continua seus estudos com agroflorestas em sua tese de doutorado pelo PPG em Engenharia Florestal da UFSM. Dessa vez, a pesquisadora avalia quintais agroflorestais em assentamentos da reforma agrária pelo Programa Conexus Bioma Pampa, desenvolvido em parceria entre o Núcleo de Estudos em Agricultura Familiar (Nesaf) e o Núcleo de Estudos em Recuperação em Áreas Degradadas (Neprade), com apoio científico do CNPq.

A reportagem completa da National Geographic está disponível no site.

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O primeiro dia do I Fórum Primavera da Articulação Floresta Viva: “(In)formar e Reflorestar”, na última segunda (23), contou com a presença de dois convidados que debateram a importância da informação e formação da opinião pública e articulações das questões socioambientais que envolvem os ataques sofridos pelos biomas florestais da Amazônia, Pantanal e Mata Atlântica. 

Na primeira hora do evento, o jornalista Marcelo Canellas, convidado para a abertura do fórum, exibiu sua reportagem transmitida pelo Fantástico e premiada pelo Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, a mais tradicional premiação jornalística brasileira. Com o título “os defensores da floresta” a reportagem acompanha a operação da polícia na Amazônia que prendeu os dois líderes de um grupo acusado de invadir terras públicas e ameaçar os fiscais da floresta. 

O jornalista também contou que neste ano, dedicou-se especialmente à denúncia do desmonte das políticas ambientais que fragiliza a Amazônia e coloca em risco a integridade e a sobrevivência dos povos indígenas.

“Precisamos dar voz ao novo entendimento da relação dos homens com a floresta e da economia com a floresta. Eu acho que há esperança de que as pessoas tenham em mente que a floresta precisa ser preservada. Esse evento aqui que vocês estão liderando, pode ser um embrião de algo mais amplo em defesa dos biomas brasileiros. É uma iniciativa que tem tudo para ganhar a simpatia da sociedade, desde que ela ganhe o debate público,” cometa Canellas. 

Eduardo Malta Campos Filho, coordenador de projetos de restauração do ISA ( Instituto Socioambiental) de São Paulo,  foi o segundo convidado do dia de abertura do fórum . Ele conta que trabalha disseminando o método da muvuca, que é uma mistura de sementes nativas florestais de diferentes ciclos de vida com sementes de adubação verde, semeadas após preparo do solo com maquinário agrícola.  Também atua na organização dos grupos de coletores da ARSX (Associação Rede de Sementes do Xingu), além de outros grupos a partir da experiência do Xingu, como na região de Aracruz/ES, com índios Tupinikim e Guarani, coordenando a restauração ecológica na região.

O ISA é uma organização da sociedade civil brasileira, sem fins lucrativos, fundada em 1994, para propor soluções de forma integrada a questões sociais e ambientais com foco central na defesa de bens e direitos sociais, coletivos e difusos relativos ao meio ambiente, ao patrimônio cultural, aos direitos humanos e dos povos.

“A oportunidade das pessoas de entrarem na mata, juntar sementes e isso gerar renda é muito bom e como consequência as pessoas vão aprender mais sobre a mata, vão andar no próprio território, fiscalizando e conhecendo. Elas levam os jovens para conhecer e esses jovens aprendem sobre o território, sobre as plantas e seus usos, é um projeto muito virtuoso e de resistência”, finaliza Eduardo.

Sobre o Fórum

O Fórum é a primeira ação do projeto Articulação Floresta Viva, que abordará questões socioambientais, pluriculturais, multidisciplinares, internacionais, ecológicas e de diversidade para efetivação de projetos de reflorestamento nos biomas afetados pela destruição humana. O projeto conta com a participação das populações tradicionais das florestas e povos originários, instituições, organizações, governos, universidades e financiadores na produção de propostas e ações que permitam proteger a biodiversidade dessas florestas.

As atividades, promovidas pela Pró Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria (PRE/UFSM) a partir do projeto Articulação Floresta Viva, continuarão acontecendo nos dias 24,2 5,26 e 30 de novembro e 1,2 de dezembro. Nesses dias de evento acontecerão palestras e mesas compostas por importantes formadores de opinião e ativistas do campo ambiental que desenvolvem projetos de reflorestamento nos biomas Pantanal, Mata Atlântico e Amazônico.

As palestras irão ser transmitidas no período da tarde em dois horários, às 14 e 16 horas pelo canal do Youtube da PRE .

Reportagem: Ana Júlia Müller Fernandes, bolsista da Agência de Notícias da UFSM.
Edição: Davi Pereira

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Foi lançada nesta semana a nova edição (v. 29, n. 4) da revista Ciência Florestal. A última edição de 2019 traz um conjunto de artigos que contemplam uma variedade de assuntos, com pesquisas no campo da Engenharia Florestal que incluem temas relativos à região mais polêmica do Brasil na atualidade, a Amazônia.

Nesta publicação, a seção artigos apresenta 17 trabalhos, que abordam anatomia da madeira, política e gestão florestal no ambiente amazônico, entre outros. Além desses, a publicação abrange sete notas técnicas que falam sobre ciclagem de nutrientes, a certificação florestal no contexto da Amazônia, além da exatidão do sistema Prodes no levantamento dos desmatamentos da região amazônica.

A nova edição do periódico pode ser conferida no link.

 

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Pesquisa conduzida por Leonardo Kerber, do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Universidade Federal de Santa Maria (CAPPA/UFSM), Francisco Ricardo Negri, da Universidade Federal do Acre, e Daniela Sanfelice, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, apresenta nova perspetiva sobre parentes das capivaras viveram há cerca de 10 milhões de anos na Amazônia.

Durante o Mioceno da América do Sul (23 a 5 milhões de anos atrás), os roedores caviomorfos (capivara, porco-da-índia, chinchila e porco-espinho) eram muito mais diversos em formas e tamanhos corporais do que os seus parentes de agora. Para efeito de comparação, a capivara, maior animal deste grupo, pesa, em média, 60 kg. Já os parentes do Mioceno passavam dos 500 kg e que atingiam o tamanho de um boi.

Reconstrução artística do roedor Neoepiblema acreensis feita por Márcio L. Castro

Entre estes roedores, destacam-se os pertencentes ao grupo dos Neopiblemidae. Um deles era o Neoepiblema, que pesava em torno de 86 Kg a 151 Kg e viveu na região amazônica há cerca de 10 milhões de anos em ambientes pantanosos que ali existiam antes do surgimento de uma das maiores floresta do mundo.

Estudo recentemente publicado no periódico estadunidense Journal of Vertebrate Paleontology por Leonardo Kerber, Francisco Negri e Daniela Sanfelice observou a diversidade de espécies de Neoepiblema durante o Mioceno da América do Sul a partir da morfologia dentária destes animais, e constatou que existiam duas espécies deste roedor.

Uma delas é Neoepiblema acreensis, espécie endêmica da região amazônica do Brasil, descrita em 1990 - havia sido considerada inválida, e agora, a partir de novos dados, passou a ter validade. Além de Neoepiblema acreensis, novas espécies de roedores, tal como Potamarchus adamiaePseudopotamarchus villanuevai Ferigolomys pacarana, têm sido descritas a partir fósseis encontrados no Acre.

Para os pesquisadores, os registros, tanto das espécies conhecidas como das novas, documentam a diversidade extinta e demonstram um grande endemismo da biota amazônica, antes mesmo do surgimento dos ecossistemas modernos. Os dados também ajudam a entender como a vida se desenvolveu naquela região, mostrando como a biodiversidade evoluiu e se extinguiu ao longo dos últimos milhões de anos.

Com informações do Cappa/UFSM

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Buscar soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável de comunidades carentes do país é o objetivo do Projeto Rondon, criado em 1967 pelo Governo Federal. O projeto envolve a participação de professores e estudantes universitários voluntários, que têm o compromisso de produzir projetos coletivos e realizar ações que capacitem multiplicadores e colaborem para o bem-estar da população.

Entretanto, o benefício não é apenas daqueles que recebem as equipes em suas cidades, mas principalmente dos que participam das operações. O lema do projeto, “Lição de vida e de cidadania”, reforça um dos maiores legados do Rondon: a experiência da prática cidadã e de responsabilidade social. Além de contribuir para a própria formação acadêmica, o projeto permite aos universitários conhecer e vivenciar diferentes realidades e culturas.

Este ano, a UFSM participou da Operação Portal da Amazônia, realizada entre os dias 25 de janeiro e 10 de fevereiro. A operação contou com 339 rondonistas de 34 instituições de ensino superior, distribuídos em 17 municípios, nos estados do Maranhão e Tocantins. A equipe da UFSM realizou suas atividades em Senador La Rocque, município localizado na região oeste do Maranhão. O grupo, liderado pelos professores Fernando do Nascimento Lock e Ubiratan Tupinambá da Costa, trabalhou nas áreas de Comunicação, Meio Ambiente, Trabalho e Tecnologia e Produção.

Uma das participantes das oficinas do Rondon foi a professora de matemática Márcia Oliveira Castro, que elogiou a iniciativa: “Foi uma experiência gratificante, que trouxe ideias significativas e informações que serão úteis não só na minha sala de aula, mas no meu dia a dia.”

COMUNICAÇÃO

A equipe de Comunicação foi responsável pela divulgação do projeto na cidade. Para isso, produziu materiais informativos e visitou os veículos de comunicação do município e região, inclusive os comunitários. Também foram ministradas oficinas para incentivar a prática de parcerias para grupos comunitários, campanhas de valorização da cidade e rádios comunitárias.

MEIO AMBIENTE

Pensando na prática sustentável, estudantes de Engenharia Florestal da UFSM ensinaram os moradores do município a implantar uma horta comunitária, além de demonstrar a prática da compostagem, feita com materiais como cascas de frutas e de ovos e resto de alimentos. Outras atividades relacionadas ao meio ambiente foram as oficinas sobre reciclagem e saneamento básico, um dos maiores problemas da região.

TRABALHO

Estudantes dos cursos de Engenharia de Produção e Ciências Contábeis foram os responsáveis pelas oficinas de Informática, em que os participantes puderam ver, na prática, como trabalhar em funções básicas do computador, como edição de texto, planilha eletrônica e apresentador de slides. A dupla também ministrou oficinas sobre orçamento familiar e empresarial, custo e formação de preço e associativismo e cooperativismo.

TECNOLOGIA E PRODUÇÃO

Acadêmicas dos cursos de Zootecnia e Medicina Veterinária ministraram oficinas relacionadas à produção de gado de leite e corte, boas práticas de fabricação, e doenças transmitidas por alimentos. Além disso, com a ajuda de toda a equipe, realizaram a demonstração de uma nova prática para a construção de casas ecológicas, bastante presentes na região, que utilizou telas de bioconstrução, em vez da técnica de pau a pique.

 

Repórter: Daniela Huberty
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