UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Wed, 11 Mar 2026 22:05:12 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/12/17/centro-de-triagens-de-animais-silvestres-cetas-e-inaugurado-na-ufsm Wed, 17 Dec 2025 10:41:53 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71671

O novo Centro de Triagens de Animais Silvestres (Cetas), localizado na Universidade Federal de Santa Maria, em convênio com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), foi inaugurado na manhã desta terça-feira (16). O espaço fica localizado atrás do Hospital Veterinário Universitário (HVU), no 55BET Pro Sede, e além de realizar o resgate e tratamento de animais silvestres, pretende oportunizar estágios, iniciativas e projetos relacionados à fauna silvestre para a comunidade acadêmica.

[caption id="attachment_71672" align="aligncenter" width="821"] Superintendente do Ibama/RS, Diara Sartori, reitor da UFSM, Luciano Schuch, e o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, na cerimônia de inauguração do novo Cetas, no Salão Imembuí[/caption]

A cerimônia de inauguração se iniciou no Salão Imembuí, na Reitoria, e foi finalizada com uma visita ao local. Contou com a presença do presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho; da superintendente do Ibama/RS, Diara Sartori; do reitor da UFSM, Luciano Schuch; da vice-reitora, Martha Adaime; do secretário municipal do Meio Ambiente, Diego Rigon de Oliveira; de Renata de Baco Hartmann, da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam); Maristela Lovato, representando o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul; Diego Vilibaldo Beckmann, gerente do HVU, além de representantes da Brigada Militar e diretores e pró-reitores da Universidade. A inauguração foi alusiva ao Dia do Bioma Pampa (17 de dezembro). 

Parceria com a UFSM

A criação de um Cetas em Santa Maria, junto à UFSM, é um projeto que estava em planejamento desde 2010. O compromisso foi consolidado em maio de 2025, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica nº 25/2025, confirmando a gestão compartilhada da unidade pelas duas instituições. “A ideia da parceria com a Universidade é justamente isso, entendemos que o Cetas é um espaço educativo, de formação, de capacitação, e aqui os alunos da Universidade poderão se beneficiar com isso, podendo aprender como manejar um animal silvestre, como lidar com eles”, comentou o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho.

“O Cetas irá resgatar o olhar para o Bioma Pampa, com certeza fará toda a diferença. Não só para os animais, mas também para os nossos estudantes, para a produção de pesquisas. Vamos ter, além da assistência necessária para os animais, também espaço para a formação na nossa Universidade. Essa rede de apoio é fundamenta", destacou o reitor, Luciano Schuch, em sua fala durante a inauguração da unidade.

Além da realização do resgate e tratamento da fauna silvestre, a parceria com a Universidade visa ao oferecimento de oportunidades de estudos, formação acadêmica e projetos voltados à conservação da fauna no espaço, possibilitando o desenvolvimento de diversas iniciativas nas áreas da Biologia, Medicina Veterinária e Zootecnia com a comunidade acadêmica. “É uma parceria há muito tempo esperada. Estamos muito felizes, fiz questão de vir pessoalmente de Brasília para cá, para prestigiar esse momento”, compartilhou o presidente do Ibama.

[caption id="attachment_71673" align="aligncenter" width="822"]Foto no interior de uma sala de paredes brancas. No lado direito, há uma bancada com uma pia. No lado esquerdo, há prateleiras com caixas de papelão, várias caixas transparentes contendo rações e alimentos, e pacotes grandes de alimentos. Sala de armazenamento de alimentos no novo Cetas, que fica atrás do HVU[/caption]

Cetas auxiliam na preservação da fauna silvestre

Atualmente, com o novo centro em Santa Maria, o Ibama conta com 26 Cetas no país. Os espaços têm como objetivo realizar o resgate, a reabilitação e a conservação da fauna silvestre, responsável pelo recebimento de animais resgatados ou apreendidos pela população, e executar a identificação, marcação, triagem, avaliação, tratamento, recuperação e reabilitação desses animais, visando devolvê-los à natureza. Entre 2020 e 2025, os Cetas do Ibama receberam mais de 370 mil animais silvestres no país, dos quais 61% voltaram para a natureza após tratamento e/ou reabilitação. 

A capacidade inicial do centro inaugurado na UFSM é de alojar cerca de 100 animais, mas a previsão é a ampliação da estrutura ao longo dos próximos anos. Segundo Rodrigo, está sendo criado um acordo, também com o governo estadual, para a cooperação técnica no fornecimento de alimentos, medicações, na destinação dos animais, para a redução de atropelamentos e para o combate ao tráfico. “Muitos animais são atropelados nas rodovias da região. Também recebemos no Cetas de Porto Alegre animais que acabam sendo traficados e trazidos para essa região, e que agora vão ter o Cetas aqui, como é o caso do cardeal amarelo e dos caboclinhos. Queremos poder trabalhar melhor a conservação dessas espécies aqui”, ressaltou Agostinho.

Localização estratégica

A criação de um Cetas em Santa Maria responde a uma demanda de vulnerabilidade ao tráfico internacional de animais silvestres, devido à proximidade com as fronteiras com a Argentina e o Uruguai. Além disso, a localização do município na região central do estado permite uma maior rapidez no atendimento, transporte e destinação dos animais, que ocorrerá por meio da rodoviária e do aeroporto da cidade.

Além de atropelamentos e do tráfico, um dos impactos observados em espécies silvestres são incidentes envolvendo redes elétricas. Em 2025, foi registrada a morte de 25 bugios-ruivos e 15 mutilações na região de Porto Alegre e Viamão. Em Santa Maria, um bugio causou a interrupção do fornecimento de energia elétrica ao entrar na rede da Subestação Santa Maria 3, no Distrito Industrial, no dia 14 de novembro, e acabou morrendo no dia 18. Situações como esta demonstram a necessidade de reforço desta atuação na região central.

O Cetas na UFSM é uma unidade estratégica, pensada para ser um local de estadia temporária - e não permanente - dos animais, objetivando sua reabilitação e retorno para a natureza. Ainda, visa preservar a fauna do Pampa, que é um bioma ameaçado. “Os animais chegarão, serão triados, passarão por quarentena, serão reabilitados, e, quando possível, voltarão para a natureza. Hoje, no Brasil inteiro, no Cetas do Ibama chegam 60 mil animais por ano e 40 mil já conseguem voltar para a natureza”, relata o presidente.

Texto: Giulia Maffi, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Paulo Baraúna, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/08/25/seriemas-no-campus-da-ufsm-entenda-como-conviver-com-essas-aves Mon, 25 Aug 2025 15:46:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70267 Descrição: Fotografia na horizontal colorida de duas seriemas na grama. As aves têm bicos e pernas vermelhas, penas morrons, crista com tufos e cílios grandes.
Aves são reconhecidas pelo bico e pernas avermelhadas, pelo penacho com tufos e pelos cílios

A presença das seriemas na UFSM tem chamado mais atenção do que o normal. Antes, essas aves circulavam pelo campus e se tornavam atrações entre as pessoas, mas recentemente houve relatos de ataques a indivíduos, o que despertou preocupação entre estudantes e servidores. 

A primavera marca o período reprodutivo da espécie, quando os animais podem ficar mais territorialistas, especialmente ao defender ninhos e filhotes. No campus, é comum observar quatro seriemas circulando juntas.

Quem são as seriemas?

De acordo com a professora do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, Marilise Mendonça Krügel, as seriemas têm altura média de 70 centímetros, podendo chegar a 90 centímetros de comprimento e pesar até 1,4 quilos. São facilmente reconhecidas pelo bico e pernas vermelhos, pela crista formada por um tufo de penas longas e pelas pestanas marcantes. 

Essas aves têm uma dieta variada, que vai de insetos a pequenos vertebrados, como roedores, anfíbios, répteis, e até outras espécies de aves. “Através do aplicativo eFauna, recebemos, em fevereiro deste ano, o registro de um dos filhotes de seriema comendo um filhote de cardeal”, conta Marilise.

As seriemas são aves campestres, mas procuram árvores para dormir empoleiradas. São excelentes corredoras, podendo atingir até 50 km/h. Constroem seus ninhos com gravetos, a alturas que variam desde o chão até 5 metros. 

A fêmea geralmente põe dois ovos, que são incubados pelo casal por cerca de 24 a 30 dias. Após duas semanas, os filhotes deixam o ninho e passam a acompanhar os pais, adquirindo a plumagem adulta entre 4 e 5 meses. 

Segundo a professora, as seriemas não são naturalmente agressivas. No entanto, as aves podem adotar comportamentos defensivos diante do movimento intenso de pedestres e veículos. “É normal que defendam ninhos e filhotes. O exemplo mais comum de agressividade entre aves que já conhecemos bem é o do quero-quero”, explica.

Atualmente, o campus sede da UFSM já tem o registro de 354 espécies de animais silvestres, entre anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Só de aves, são 246 espécies que vivem no local ou o utilizam como ponto de passagem.

Fotografia na horizontal colorida. Uma seriema anda pela grama. Ao fundo, o Espaço Multiuso, prédio pequeno em formato triangular e, mais distante, a Reitoria, prédio retangular de dez andares. Há dois carros estacionados ao lado no Multiuso desfocados estacionados próximos ao prédio do Espaço Multiuso. O céu está nublado
Seriema anda próxima a local que escolheu para construção dos ninho, nos arredores do Multiuso

Como a UFSM tem acompanhado a situação

 

A engenheira sanitarista e ambiental Nicolli Reck, coordenadora de Gestão Ambiental da UFSM, explica que o Setor de Planejamento Ambiental (SPA) realiza o acompanhamento constante da fauna no campus, em conformidade com a licença ambiental emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM). Esse trabalho conta com o apoio de professores e pesquisadores, além do aplicativo eFauna UFSM, que permite o registro georreferenciado de avistamentos e ocorrências com a fauna. “Assim que o SPA recebeu os relatos, foi solicitada orientação técnica ao órgão ambiental responsável, reforçando o compromisso institucional com o manejo adequado destes animais”, destaca Nicolli.

Ainda, segundo ela, não há indicação de remoção das seriemas do campus. “São animais de vida livre, saudáveis e legalmente protegidos. Sua retirada poderia gerar prejuízos ao equilíbrio ambiental e à própria sobrevivência dos indivíduos”, afirma.

 

Orientações de convivência

 

A universidade prioriza a sensibilização da comunidade acadêmica, ao orientar sobre o convívio seguro com a fauna silvestre. A recomendação é não se aproximar nem alimentar os animais. Além disso, é importante:

 

  • Redobrar a atenção com crianças e animais domésticos;
  • Observar sempre de longe;
  • Respeitar o espaço da fauna, lembrando que o campus é o habitat de diversas espécies.

Em caso de acidente, o ocorrido deve ser registrado junto ao SPA e, em situações de ferimentos mais graves, é importante procurar atendimento médico. Nicolli reforça que não se deve retaliar os animais, lembrando que se trata de fauna protegida por lei. Um alerta foi publicado pela instituição.

 

Texto: Isadora Bortolotto, estudante de jornalismo e voluntária da Agência de Notícias 

Fotos: Paulo Baraúna, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias, jornalista

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