UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Fri, 24 Apr 2026 00:16:25 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/5-paises-que-tem-convenios-bilaterais-com-a-ufsm Wed, 16 Nov 2022 20:41:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9540 A internacionalização é um dos desafios que a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) tem como prioridade em seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2016-2026. Mais do que uma meta traçada, a internacionalização objetiva expandir áreas de atuação, realizar trocas com instituições diversas ao redor do globo, qualificar pesquisas, professores e estudantes, qualificando, ainda mais, o que é produzido na Universidade.

Uma das estratégias para efetivar e concretizar esse processo de trocas é através da mobilidade acadêmica internacional, mais conhecida como intercâmbio. Ela é feita por meio de convênios bilaterais, que podem ser solicitados por alunos ou servidores da UFSM. Acordos de cooperação bilateral são firmados entre instituições financiadoras ou de pesquisa de natureza semelhante e costumam apoiar a mobilidade internacional de pesquisadores no âmbito de projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Conheça cinco países que podem ser destinos de intercâmbio para pesquisadores da UFSM:

1- Cabo Verde

A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) é um estabelecimento público de ensino superior, com sede na capital do país, Praia. A Instituição também possui outras formas de representação em outras partes do território nacional e até fora dele. Conta com 37 cursos de licenciatura, 12 de mestrado, três de doutorado e cinco cursos profissionalizantes. A cooperação internacional da Uni-CV é desenvolvida a partir da intensificação das parcerias com instituições estrangeiras e do incremento da participação da comunidade acadêmica em programas e projetos internacionais. 

Cabo Verde é um país de enorme diversidade cultural. Localizado a cerca de 550 km da costa ocidental da África, a República de Cabo Verde é um arquipélago formado por dez ilhas - nove delas habitadas. O país foi colônia portuguesa por quatro séculos, até conquistar sua independência, em 1975. Por ser cercada de praias e ter um clima ameno - em que as médias anuais raramente ficam acima de 25ºC ou abaixo de 20ºC -, tem a economia sustentada pelo turismo. Este, está sendo retomado este ano após sofrer com impossibilidade de receber turistas na pandemia de Covid-19.  Além disso, a agricultura é  a base da economia do país, com destaque para o cultivo de banana, cana-de-açúcar, frutos tropicais, feijão, batata doce e mandioca. Já a indústria baseia-se na fabricação de produtos como aguardente, vestuário e calçados. O idioma oficial é o português.

O Acordo de Cooperação Internacional entre as universidades está em vigor desde 2021 e tem duração até 2026. O intuito é estimular e implementar programas de cooperação técnico-científica e cultural, em conformidade com a legislação vigente em seus respectivos países e com as Normas de Direito Internacional.

2 - Holanda

Localizado em Wageningen, cidade histórica na Holanda Central, o Netherlands Institute of Ecology (NIOO) realiza pesquisas ecológicas de ponta. Seus departamentos incluem a Ecologia Animal, a Ecologia Aquática, a Ecologia Microbiana e a Ecologia Terrestre. O Instituto atua desde 1954 com a missão de realizar pesquisas sobre a biodiversidade, as mudanças climáticas e o uso sustentável da terra e da água, além do estímulo à pesquisa ecológica. O NIOO é um dos maiores institutos da Royal Netherlands Academy of Arts & Sciences - Academia Real das Artes e Ciências dos Países Baixos, em português - localizada em Amsterdam, capital do país.  

A Holanda, ou Países Baixos, é  localizada na região da Europa Ocidental, onde faz fronteira com a Alemanha e a Bélgica.  O território apresenta clima temperado oceânico e relevo marcado pelas planícies. Já no litoral, os constantes avanços das águas do mar Negro exigiram a construção de sistemas de diques e barreiras. Também, é uma  das nações com maior índice de desenvolvimento do mundo, com uma população de cerca de  17 milhões de habitantes. São membros da União Europeia, com uma economia industrializada, com foco na área eletroeletrônica, petroquímica e alimentícia. O país também é conhecido mundialmente pelas plantações de flores, como as tulipas. O idioma oficial é o holandês. 

O Acordo de Cooperação Internacional da UFSM com o NIOO está em vigor desde 2018 e segue até 2023.

3- República Tcheca

A University of South Bohemia (USB) é uma universidade pública com sede na cidade de České Budějovice, na República Checa. Apresenta-se como uma instituição de ensino e pesquisa com foco nas ciências naturais, humanas e sociais. Com quase nove mil alunos, a Universidade conta com mais de 230 programas de bacharelado, mestrado e doutorado em oito faculdades - Economia, Pesca e Conservação da Água, Letras, Educação, Ciências, Teologia, Saúde e Estudos Sociais e Agricultura. Além da UFSM, a University of South Bohemia coopera com mais de 400 universidades em todo o mundo, por meio de apoio a viagens de estudo e pesquisa de estudantes e docentes. O prestígio internacional é evidenciado pela pesquisa ativa de equipes da Instituição em várias partes do planeta. Pesquisadores da Universidade publicam os resultados de seus trabalhos nas revistas científicas mais prestigiadas do mundo, como Nature, Science e Proceedings of the National Academy of Sciences. 

A República Tcheca é situada no Leste Europeu, tendo Praga como capital. É caracterizada pelas florestas temperadas em sua maior extensão, pelos planaltos e serras, e pelas montanhas fronteiriças. Já České Budějovice, também chamada de Budweis, onde a Universidade está localizada, é a cidade tcheca mais povoada na região da Boêmia do Sul.  Com mais de 10,7 milhões de habitantes, a  economia do país é baseada no comércio internacional e na indústria automobilística. Também é um país membro da União Europeia e o idioma oficial é o tcheco. 

O convênio com a Universidade Boêmia do Sul foi firmado em 2019 e segue vigente pelo menos até o ano de 2024.

4- Eslovênia

A Slovenian Forestry Institute é um instituto de pesquisa pública eslovena de importância internacional que realiza pesquisas básicas e aplicadas sobre florestas e suas paisagens e ecossistemas; ecologia da vida selvagem; caça; manejo florestal e outros usos dos recursos e serviços das florestas. O conhecimento científico desses campos ajuda a aprofundar as pesquisas sobre a biodiversidade e seu comportamento em relação às mudanças climáticas. Como parte do programa de pesquisa e estudos relacionados, o Instituto também presta serviços florestais e ambientais de interesse público, como monitorar a condição, o desenvolvimento e a proteção das florestas, manutenção de registros e bancos de dados para silvicultura e a produção de sementes florestais. O Instituto é uma referência científica, profissional e cultural para a relação da Eslovênia com as florestas. Também colabora com organizações eslovenas de silvicultura, da madeira e da conservação da natureza, bem como com outras organizações educacionais e de pesquisa no país e no exterior.

A Eslovênia possui pouco mais de 2 milhões de habitantes, também se localiza no Leste Europeu e é membro da União Europeia. A capital é Liubliana, onde fica o Slovenian Forestry Institute. O país possui clima temperado e é repleto de  paisagens de montanhas e planaltos, com extensas áreas recobertas por florestas. Já o destaque de sua economia é o setor secundário, relativo à atividade industrial. O idioma oficial é o esloveno. 

O convênio com a Slovenian Forestry Institute foi firmado em 2019 e tem validade até o ano de 2024.

5- Índia

A Chandigarh University (CU) é uma das principais universidades da Índia. Oferece ensino em dezenas de áreas de conhecimento, como Engenharia, Ciências Farmacêuticas e Mídia e Jornalismo. Seus programas são combinados com sistema de crédito, aprendizado experimental e orientação interdisciplinar. Foi fundada em 2012 com a missão de fornecer programas globais e de última geração para estudantes de todo o mundo. O campus polo da Universidade fica na cidade de Mohali, oficialmente conhecida como Sahibzada Ajit Singh Nagar. Situada no distrito de Punjab, Mohali é um centro comercial ao sudoeste de Chandigarnh. 

A Índia é localizada no sul do continente asiático, com Nova Déli como capital. É o segundo país mais populoso do mundo, com mais de 1,3 bilhão de habitantes. A economia indiana depende de atividades primárias, como a agricultura e o uso de recursos naturais. O clima predominante é o tropical de monções, com ventos sazonais úmidos ou secos, a depender das estações. Já o relevo indiano é montanhoso no norte e plano ao sul. Destaca-se a presença dos Himalaias. Ganges é o principal rio do país, com grande significado religioso para os praticantes do hinduísmo, principal religião da Índia. Os idiomas oficiais da nação são o hindi e o inglês, mas há também outras línguas nativas e locais. 

O Acordo de Cooperação Internacional com a Universidade indiana foi firmado em 2022, com duração de cinco anos.

O que fazer para ser um intercambista?

Visando ampliar a inserção da UFSM no cenário acadêmico-científico mundial, a Secretaria de Apoio Internacional (SAI) realizará nos dias 17 e 18 de novembro o evento “A internacionalização da UFSM: passado, presente e futuro”, com o objetivo de discutir a internacionalização e dialogar sobre oportunidades de intercâmbio. A iniciativa é voltada para a comunidade da instituição, incluindo estudantes e professores de outros campi, e também comunidade externa.

No encontro, busca-se discutir sobre as ações de internacionalização realizadas pela instituição ao longo dos últimos anos, apresentando caminhos e oportunidades disponíveis para alunos e professores que desejam realizar intercâmbios acadêmicos. Ao longo da programação, quatro regiões do mundo serão abordadas (Ásia-Pacífico, América do Norte, Europa e Sul Global), sob o viés do estímulo ao estabelecimento de parcerias que potencializem resultados de pesquisas científicas e aumentem o prestígio da Universidade.

Expediente: Reportagem: Emilly Calderaro, acadêmica de Jornalismo e estagiária; e Gabrielle Pillon, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Design gráfico: Julia Coutinho, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária; Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Edição geral: Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/melhoramento-genetico Fri, 05 Mar 2021 19:00:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6453

Laboratório da UFSM estuda o Interferon-Tau, proteína responsável por avisar a fêmea do início de uma nova gestação

Com cerca de 220 milhões de cabeças de gado, o Brasil tem o segundo maior rebanho de gado bovino do mundo. Na economia, a pecuária representa cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e é responsável por 18% das exportações do agronegócio. Devido à expressividade do setor, há 22 anos o Laboratório de Biotecnologia e Reprodução Animal da UFSM desenvolve pesquisas de melhoramento genético. 

O foco atual do grupo é o Interferon-Tau, uma proteína produzida e liberada por células embrionárias para avisar a fêmea bovina que está gestante e não deve diminuir o nível de progesterona. Devido a diversos motivos, que vão desde fatores genéticos até intoxicações causadas por alimentos, desnutrição, uso de medicamentos e clima, a proteína pode não ser produzida ou ser fornecida em pouca quantidade para o útero e o sistema sanguíneo da mãe. Quando isso acontece, a vaca para de liberar progesterona e reinicia o ciclo reprodutivo, deixando o ambiente uterino impróprio para o embrião. 

Neste sentido, o Laboratório, coordenado pelo professor Alfredo Antoniazzi, do Departamento de Clínica de Grandes Animais do Centro de Ciências Rurais da UFSM, estuda maneiras de controlar e, até mesmo, evitar os empecilhos que dificultam a produção do Interferon-Tau. Assim, é possível estabelecer as condições favoráveis para a fecundação e a gestação - importantes para a produtividade do rebanho.

Uma das pesquisas mais recentes realizadas em parceria com o Laboratório e com a orientação do professor Alfredo foi a dissertação de Carolina dos Santos Amaral, feita no programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária. A mestranda estudou a influência do estresse térmico na produção de Interferon-Tau e no estresse oxidativo de embriões bovinos produzidos in vitro, e concluiu que fatores como a hipertermia - elevação das temperaturas do corpo capaz de comprometer o metabolismo - podem reduzir a concepção do embrião entre 20 e 30%.

Assim como a pesquisa de Carolina, os demais estudos do Laboratório levam em consideração as características do sul do Brasil, onde está localizada a UFSM. A região tem clima subtropical, com estações bem definidas, invernos frios e verões quentes. Além disso, tem significativa produção agrícola, com culturas adaptadas a cada período do ano. 

Neste cenário, para os criadores de gado de corte, o ideal é que as fêmeas sejam fecundadas entre novembro e fevereiro. Assim, as crias nascem entre agosto e outubro, quando há abundância de alimentos devido à safra e ao clima. Depois de dar à luz, a vaca estará forte, bem nutrida e saudável, haverá possibilidade de passar por mais uma gestação. Para aqueles que trabalham com vacas leiteiras isso é ainda mais importante, pois, para haver leite, a vaca precisa estar com filhotes. Ou seja: sem gestação, não há produção de leite e, com isso os lucros caem. 

“O sucesso da produção depende do conhecimento gerado em laboratórios para o melhoramento da reprodução”, destaca o professor Alfredo. Além do estudo sobre o Interferon-tau, o BioRep trabalha com mais duas linhas: regulação da maturação de óvulos bovinos e desenvolvimento folicular e ovulação. Para isso, conta com uma equipe de quatro professores doutores, alunos de graduação e pós-graduação, e um técnico de laboratório. Além disso, tem colaborações com centros de pesquisa dos Estados Unidos e do Canadá.

Reportagem: Cristina Haas

Edição: Andressa Motter

Ilustração: Taynane Paim Senna

Fotos: Rafael Happke

Texto produzido em 2019 e publicado originalmente em inglês na edição internacional da revista Arco, lançada em 2020, com a tradução de Amy Lee

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/catedra Thu, 11 Feb 2021 20:05:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6387 Cátedra Unesco na UFSM busca estreitar laços com universidades internacionais

O ser humano é, por natureza, um ser migrante. Acredita-se que o Homo Erectus, antecessor do Homo Sapiens, costumava migrar em bandos pelos diversos territórios hoje conhecidos como parte do continente africano. Milênio após milênio, manteve-se o desejo humano de buscar melhores condições de vida. No intuito de desvendar o complexo processo das migrações humanas, a Universidade Federal de Santa Maria passa a abrigar a Cátedra de Fronteiras e Migrações da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), instituída e oficializada em março de 2019 no Programa de Pós-Graduação em História (PPGH). O assunto traz diversas possibilidades de estudo. “Fronteiras e Migrações é um tema que vem desde a pré-história e perpassa toda a América do Sul. Mas ele também diz respeito à atualidade, em entender como o mundo reage diante disso”, comenta o coordenador da Cátedra e professor do PPGH, André Luis Ramos Soares. Além disso, falar do assunto em Santa Maria significa resgatar a história da povoação do estado do Rio Grande do Sul, constituído a partir das migrações e da influência da América Platina, da qual é vizinho. Deste ponto de vista, a UFSM está localizada em uma região estratégica. No entanto, muito mais do que a questão geográfica, as próprias pesquisas realizadas sobre o assunto já chamavam a atenção dos estudiosos da área de fora do país.  A aprovação da Cátedra foi recebida em dezembro de 2018 e o tema veio ao encontro das produções já em andamento no PPGH. “Além de ser a linha de pesquisa do Programa, o tema ‘fronteiras e migrações’ também dá base para nossa rede no Comitê da AUGM [Associação de Universidades Grupo Montevidéu], visto pelos demais agentes como um local e um grupo de referência na produção que trabalha o assunto”, comenta a professora e vice-coordenadora da Cátedra, Maria Medianeira Padoin. Desde 2003, a UFSM faz parte do Comitê História, Regiões e Fronteiras da AUGM, sendo representada neste pela professora Maria Medianeira Padoin. Cerca de 18 universidades integram o grupo, que realiza intercâmbios de docentes e discentes, orientações e co-orientações de teses, publicações, minicursos, entre outros. “Os vínculos e a experiência da UFSM integrando a AUGM serviram de base para que o PPGH apresentasse a proposta de criação da Cátedra Unesco, procurando consolidar as ações na área das Humanidades”, afirma Maria Medianeira.   Em 2016, a UFSM realizou o I Congresso Internacional de História, também lançado pelo PPGH, o que foi um salto para a internacionalização de suas pesquisas. Diversos palestrantes de países europeus e latino-americanos estiveram presentes. Um dos participantes era Luíz Oosterbeek, professor do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), em Portugal, e secretário do Conselho Internacional de Filosofia e Ciências Humanas da Unesco.  Os professores do PPGH da UFSM já conheciam Luiz de outros encontros internacionais, mas foi durante o Congresso, na UFSM, que começou de fato a articulação para a criação de uma Cátedra em Humanidades. “Fomos incentivados ainda mais nesse momento em que a área de maneira global está num processo de descrédito”, comenta o professor André Luis.

O que é uma Cátedra?

Diversas entidades têm a iniciativa de instituir cátedras no ensino superior. A Unesco é um exemplo. Seu programa de cátedras foi criado há 27 anos e hoje envolve mais de 700 instituições ao redor do mundo. Se contarmos apenas o território brasileiro, já são 29 cátedras. Esses grupos tem como objetivo “a capacitação por meio da troca de conhecimentos e do espírito de solidariedade estabelecido entre os países em desenvolvimento”, segundo definição da própria entidade. Para isso, há atividades dentro de um eixo temático central, como seminários, disciplinas, cursos e grupos de pesquisa. A cátedra reúne pesquisadores com temas em comum, que podem ou não ser de diferentes áreas ou cursos de atuação. No caso da Cátedra Fronteiras e Migrações, existe a possibilidade de professores de outras áreas aderirem. Assim, centraliza-se um conhecimento antes disperso para que novas produções e ideias surjam em conjunto.

O que muda com a criação da Cátedra?

No momento de submeter a proposta de Cátedra para a Unesco, os professores fizeram um planejamento para dois anos. Boa parte dele consistia em ampliar as ações já realizadas pelo PPGH da UFSM. “A diferença é que agora tem um alcance maior, e isso vai nos permitir angariar outros fundos, inclusive por meio de editais internacionais. Mas o objetivo segue o mesmo: fazer discussão acadêmica para tentar resolver problemas pontuais”, reitera André Luis. Além disso, a ampliação torna possível a produção conjunta com parceiros internacionais, assim como a proposição de projetos em editais de órgãos do exterior.  A ação tem como foco a pesquisa e o estudo dos processos migratórios, mas os coordenadores destacam que isso não significa que ações mais práticas, como as de extensão, não possam acontecer. Um exemplo é a iniciativa de criação do Geoparque da UFSM, na região da Quarta Colônia.  Em março de 2019, professores vinculados à Cátedra, juntamente com o reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann, estiveram presentes no IV Seminário Internacional Apheleia, na cidade de Mação, Portugal. No evento foram apresentadas futuras ações a serem desenvolvidas e foi firmado o contrato entre a UFSM e o IPT para a cooperação formal entre as cátedras de Fronteiras e Migrações e a de Gestão Integrada do Território.  A Cátedra Unesco Fronteiras e Migrações iniciou oficialmente seus trabalhos na UFSM em novembro de 2019.

Parcerias

Para ampliar a produção de conhecimento a partir da Cátedra, a UFSM estabeleceu parcerias com diversas universidades de fora do país: o Instituto Politécnico de Tomar, em Portugal; a Universidade de Extremadura, na Espanha; a Universidad de La República, no Uruguai; na Argentina, a  Universidad Nacional de Mar del Plata, a Universidad Nacional de La Plata e a Universidad Nacional do Litoral; a Universidad de San Andrés, na Bolívia; e no Brasil, a Universidade Federal de Minas Gerais.

Expediente

Repórter: Taísa Medeiros, acadêmica de Jornalismo

Ilustradora: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial

 *Texto produzido em 2019 e publicado originalmente em inglês na edição internacional da revista Arco, lançada em 2020.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/dinosaur Tue, 26 Jan 2021 01:27:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6456

Santa Maria and region have been a part of scores of paleontological experiences for over a century

The central region of Rio Grande do Sul is a key area in the national paleontological scene. It has been the stage of great discoveries, such as Staurikosaurus pricei, the oldest dinosaur in Brazil and among the oldest in the world. These internationally recognized discoveries were made within an area of around 250 kilometers, encompassing several cities in the Quarta Colônia Region, around 30 km NE of Santa Maria.

Paleontology is the study of the history of life on Earth. By studying fossils, it aims to discover information about organisms existing in the various geological periods and to understand the processes responsible for the emergence of certain species and for the extinction of others. Currently, it is a multidisciplinary field with direct involvement of areas such as biology, geography, archeology and geology. Given the wealth of information contained in fossils, their sites of occurrence must be preserved. However, this natural heritage is often threatened by enterprises that damage or illegally exploit these sites. This worries paleontologists and puts at risk our knowledge and understanding of the rich biological history of the planet.

Today, part of this history is told by researchers at the Center for Paleontological Research in the Quarta Colônia (CAPPA / UFSM), located in São João do Polêsine and coordinated by Professor Sérgio Dias da Silva, and the Laboratory of Stratigraphy and Paleobiology, coordinated by Professor Átila Stock da Rosa, both linked to UFSM. The following timeline details the main discoveries made in Rio Grande do Sul. Rather than an unabridged chronology, it is intended to provide a brief overview of local paleontological history.

 

1901

The geographer Antero de Almeida discovers the first animal fossils in the creeks that run through the district of Alemoa, which becomes a site known as the Sanga da Alemoa. Almeida also discovered the Chiniquá site.

 

1902

Dr. Jango Fischer, a Brazilian diplomat in Chile originally from Santa Maria, visits the Sanga da Alemoa on one of his trips home and collects several fossils, which are later studied by Dr. Arthur S. Woodward and classified as Scaphonyx fischeri, today known as Hyperodapedon, one of the first fossil reptiles discovered in Brazil.

 

1915 –1917

The ophthalmologist Dr. Guilherme Rau assists German paleontologist Dr. H. Lotz in his excavations. Together, they dig up about 200 pieces in the two-year period. During this time, Dr. Lotz teaches Atílio Munari, a 14-year-old from Santa Maria, to search for, excavate, and carefully prepare the fossil findings. Munari assisted more than 11 geologists and paleontologists who came to do research in Santa Maria until his death in 1941.

 

1925

The arrival of the German geologist and researcher Bruno von Freyberg influences Vicentino Prestes de Almeida, a young surveyor from the region, who decides to study paleontology. Vicentino found a jaw of a pseudosuchian at the Chiniquá Paleontological Site in São Pedro do Sul, which was sent to Germany and analyzed by the renowned paleontologist Friedrich von Huene. The discovery led to a visit from Huene to Rio Grande do Sul in 1928. Vicentino had such an active participation in paleontology at the time that Friedrich von Huene named the fossil Prestosuchus chiniquensis, discovered in 1938, in his honor.

 

1927

Guilherme Rau excavates the skull of a Gomphodontonsuchus brasiliensis, a cynodont studied by Friedrich von Huene, at Sanga da Alemoa.

 

1928

Friedrich von Huene and his most esteemed student, Rudolf Stahlecker, come to Santa Maria after receiving fossil materials from the region over a period of several years. The Germans’ expedition lasted ten months and a total of 8,600 kilos of solid rock blocks containing skeletons and isolated bony elements was boxed and sent for analysis in Germany. Thanks to this expedition, the Tübingen museum now has the nearly complete skeletons of more than five different species, including Stahleckeria potens and Traversodon stahleckeri.

 

1936

The Brazilian Llewellyn Ivor Price accompanies an expedition in the region with researchers from Harvard University. Among other species, the expedition discovered Staurikosaurus pricei, which was only analyzed and named in 1970 by the American paleontologist Edwin Colbert. Staurikosaurus, one of the oldest dinosaurs found to date, is classified as a basal saurischian, which arose before the division of the order into its two main suborders, Theropoda and Sauropodomorpha.

 

1956 –1976

The priest Daniel Cargnin collects around 50 skulls of cynodonts and dicynodonts in several cities throughout the region and perhaps an even greater number of skulls of rhynchosaurs, 36 of which are displayed today at the museum Vicente Pallotti, in Santa Maria. His list of discoveries also includes the cynodont Protuberum cabralensis.

 

1998

The paleontologist Max Cardoso Langer discovers Saturnalia tupiniquim at Sanga da Alemoa. One of the oldest dinosaurs ever found, it lived at the end of the Triassic period, like Staurikosaurus pricei, approximately 230 million years ago.

 

2004

Researchers from UFSM and the National Museum of the Universidade Federal do Rio de Janeiro publish the discovery of yet another dinosaur in Brazil, Unaysaurus tolentinoi, which lived around 225 million years ago. The fossil was discovered in 1998, near the city of São Martinho da Serra, by a retired resident of the region, Mr. Tolentino, who was commemorated in the naming of the new species. When finding the first fragment of the fossil, he contacted UFSM.

 

2006

The discovery of Sacisaurus agudoensis is announced. The first fossil of the species was found in 2000 near the city of Agudo. The excavation eventually revealed several bones, including 19 right femurs, prompting the researchers to name the species Sacisaurus, as a reference to Saci, a one-legged mythical character from Brazilian folklore. The fossil, of approximately 220 million years of age, was initially believed to be from a dinosaur, but research later concluded that it is not from the clade Dinosauria, although it is very closely related. 

 

2009

A well-preserved skull of a cynodont of the genus Luangwa is found near the town of Dona Francisca. This species is generally found only in Africa.

 

2011

Researchers from the Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) publish a description of fossils of the dinosaur Pampadromaeus barberenai. The bones formed an incomplete and disjointed but well-preserved skeleton of a single individual of the species. The "Pampas runner", as the name suggests, was biped and relatively small, only 50 centimeters tall and 120 centimeters long.

 

2012

Fossils from three dinosaurs are found in the countryside of Agudo by researchers from the Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). The bones include two almost complete skeletons, which is very rare and the only recorded occurrence of this type on Brazilian territory. Researchers estimate the age of the bones to be 225 million years old and believe that these fossils may belong to a new species. The material is now registered in the CAPPA/UFSM collection.

 

2013

The Center for Paleontological Research in the Quarta Colônia (CAPPA / UFSM) is inaugurated in São João do Polêsine. The Center is a unit of UFSM and aims to bring together and support professionals who explore the paleontological sites of the central region of Rio Grande do Sul.

 

2014

Researchers from UFSM, ULBRA and UNIPAMPA collect a block containing a carnivorous dinosaur in São João do Polêsine. To date, few fossils of carnivorous dinosaurs from the Triassic period have been found. The researchers explain that this finding may provide important information about the origin and evolution of dinosaurs. The only carnivorous dinosaur from the Triassic period found in Brazil is Staurikosaurus, discovered in the 1930s in the central region of Rio Grande do Sul.

2015 

Researchers from UFSM, Ulbra and USP find a fossil in the city of São João do Polêsine from one of the oldest dinosaurs so far discovered in the world. The fossil belongs to the Buriolestes schultzi species and is estimated to have lived 233 million years ago. With this new discovery, Brazil now possesses the skeleton of a primitive dinosaur as complete as those found in Argentina, reinforcing the importance of fossils from the state of Rio Grande do Sul to our understanding of the origin of dinosaurs.

 

2018 

Brazilian researchers publish a study on Macrocollum itaquii, a new species of dinosaur found in Brazil. About 3.5 meters long, the most striking thing about the animals of the group is their very long necks and the fact that they are much older than any other long-necked dinosaur yet described. The rocks from which the skeletons of the species were excavated are about 225 million years old. This makes the new Brazilian dinosaur the oldest "long neck" ever discovered. The skeletons, found in the city of Agudo and collected in early 2013, underwent careful preparation work to preserve their remains.

Cynodont

A group of amniotes of pre-Mammalian lineage that would eventually evolve into the first mammals. It is believed that they were warm-blooded and had fur. They were named cynodont ("dog tooth") due to their heterodont dentition (incisors, canines, premolars and molars) giving them an appearance that is superficially similar to that of dogs.

 

Pseudosuchia

Group of prehistoric reptiles from the Triassic period. The name means false crocodiles, precisely because the group is superficially similar to modern crocodiles.

 

Sanga da Alemoa

Located in the city of Santa Maria, Sanga da Alemoa is the most important paleontological site in the state of Rio Grande do Sul. For over a century, great researchers have visited the site and collaborated with the development of Brazilian paleontology. In addition to the Sanga da Alemoa, Santa Maria has 19 other paleontological sites.

Reporters: Bernardo Zamperetti and Gustavo Martinez

Design and Illustration: Evandro Bertol

Published 2019

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/09/24/edicao-da-webinar-caminhos-do-saber-60-anos-da-ufsm-tratou-da-integracao-internacional Thu, 24 Sep 2020 12:41:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=53694 [caption id="attachment_53695" align="alignright" width="482"] Reitor Burmann fez a mediação do debate[/caption]

Nesta quarta-feira (23), às 17h, ocorreu mais uma edição da webinar "Caminhos do Saber: 60 Anos da UFSM". O tema foi “Integração da Educação Superior Ibero-Americana – uma Visão Universitária”, que discutiu a integração internacional das universidades.

O debate foi mediado pelo reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann, e contou com a participação de Luiz Miguel Oosterbeek, secretário do Conselho Internacional de Filosofia e Ciências Humanas (CIPSH) da Unesco e professor do Instituto Politécnico de Tomar, Portugal, e Enrique José Mammarella, presidente da Associação de Universidades do Grupo Montevidéu (AUGM) e reitor da Universidad Nacional del Litoral (UNL), da Argentina.

Em sua fala de abertura, Burmann apresentou alguns dados que exemplificam a relevância da produção científica integrada com outros países. Também lembrou que o dia marcava o lançamento da edição internacional da revista Arco em inglês, cuja disponibilidade é online.

Enrique Mammarella, na sua apresentação, abordou algumas iniciativas da América Latina que buscam integrar as universidades dos países. E também falou sobre as redes universitárias que têm esse intuito. Luiz Oosterbeek, por sua vez, dedicou-se a fazer comentários sobre a função social de formação na universidade. Segundo ele, ela deve ser voltada para a criação de lideranças capazes de mudar o mundo, em vez de uma preparação apenas para o mercado de trabalho.

Ao fim, houve espaço para perguntas dos webespectadores. A transmissão foi feita pelo Farol, onde a webinar está disponível integralmente.

Texto: Juan Grings, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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