UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 21 Apr 2026 02:40:15 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/16/professora-da-ufsm-avalia-que-governo-milei-sofre-de-problemas-autoinfligidos Thu, 16 Oct 2025 14:32:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71010 Imagem colorida horizontal de Javier Milei à frente de painel com o mapa da Argentina
Governo Milei, que tenta conter colapso econômico e é denunciado por corrupção, terá novo testes nas urnas no dia 26

“O governo de Javier Milei sofre de problemas autoinfligidos”. É o que constata a professora Virgínia Vecchioli, do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Santa Maria, ao analisar a situação política do atual mandatário da Argentina. A docente está em Buenos Aires para realização de pós-doutorado pela Universidad Nacional de San Martin e para redação do livro “Memórias desconfortáveis em tempos urgentes”, que será publicado pela editora Planeta.

Doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisadora de temas ligados à memória, a professora conversou com a Agência de Notícias sobre questões políticas, econômicas e sociais que ajudam a entender a complexidade do momento atual da Argentina. 

Após as medidas de austeridade fiscal e retirada de direitos para controlar a inflação, o país platino quase entrou em colapso econômico. O dólar chegou a cotação de $ 1515 pesos. O risco-país, indicador de confiança elaborado pela JP Morgan, aumentou para 1400 pontos e provocou o afastamento de investidores. 

Para evitar a quebra da economia do aliado sul-americano, o republicano Donald Trump prometeu um empréstimo na ordem de US$ 4 bilhões. Somente o anúncio já acalmou o mercado argentino. Em visita à Casa Branca, nesta terça (14), Milei conseguiu com que os Estados Unidos aumentassem a oferta para US$ 20 bilhões. O montante está condicionado à vitória nas eleições do dia 26 deste mês, voltadas à escolha de representantes para o Parlamento Nacional.  

Aí reside outro problema, pois o partido do ultraliberal, o Libertad Avanza, perdeu apoio dos governadores que o ajudaram a chegar à Casa Rosada e foi derrotado na Província de Buenos Aires. Além disso, o governo sofre com denúncias de corrupção, é alvo de manifestações e está em queda de popularidade.

O quadro geral complexo, para a professora Virginia, precisa ser analisado para além do viés polarizado, dicotômico. Assim, ela aconselha que o leitor não fique restrito a mídias pró-Milei, como La Nación, que adotam uma postura acrítica, e nem a veículos mais combativos como Pagina 12, que pintam um quadro pior do que a realidade. 

“Eu tenho um interesse particular, não só porque sou cidadã argentina, mas por considerar um grande enigma entender como uma população passou 16 anos votando no kirchnerismo, que seria algo semelhante ao PT, e depois votou numa extrema direita radical sem apoio da classe militar. Não tem nada a ver com o governo Bolsonaro, que teve apoio militar”, pondera.

Pontos positivos: indicadores macroeconômicos 

Antes da ameaça de colapso financeiro, a Argentina parecia viver um momento diferente no aspecto macroeconômico. Os indicadores do primeiro semestre de 2025, na avaliação da professora Virginia, mostram uma recuperação: superávit fiscal e financeiro, queda do risco-país, aumento do PIB para 6,3%, elevação da produção industrial para 7,1% e crescimento das exportações de bens e serviços para 7,7%.

A inflação apresentou uma forte queda: de 270% ao ano no final do governo anterior chegou a 33,6% no acumulado de 2025. Houve um aumento real nos programas assistenciais, como a Asignación Universal por Hijo (AUH), semelhante ao Bolsa Família, e concedida a cada filho menor de 18 anos para famílias desempregadas. “O valor cobria 55% da Cesta Básica em dezembro de 2023 e passou a 98% em agosto de 2024”, compara. Além disso, como constata a pesquisadora, ocorreram incrementos em outros planos assistenciais voltados aos estudantes e gestantes.

“Os primeiros indicadores econômicos do governo Milei foram muito ruins. Muito por efeito do arrasto do governo anterior. No final do governo peronista, a pobreza era de 41%. Nos três primeiros meses de Milei, chegou a 52,9%”, observa. Embora parte da imprensa tenha atribuído a situação dramática ao atual presidente, a professora da UFSM enfatiza: “Esse índice não é responsabilidade do governo atual, pois foram apenas três meses no comando. Porém, no segundo semestre de 2024, a pobreza caiu para 38%”. A projeção do Ministério do Capital Humano para o primeiro trimestre de 2025 é que fique em 31,7%. “Hoje em dia os níveis de pobreza são equivalentes aos de 2019, ou seja, antes da pandemia. Os piores índices de pobreza ocorreram no governo de Alberto Fernández”, ressalta.

Pontos negativos: aumento do custo de vida e queda do poder aquisitivo

A redução dos custos do Estado provocou a retirada ou a diminuição de subsídios para manutenção do transporte, do gás e da energia elétrica. Com isso, houve um aumento real dos custos para as famílias. Aliado a isso, os salários dos trabalhadores não acompanharam a inflação.O índice de aumento dos salários, quando ocorre, situa-se entre 1% e 1,5%. Assim, mesmo com a queda significativa da inflação, o poder de compra do argentino parece muito menor agora.

“Existem dois problemas: o aumento exponencial dos custos básicos de cada família e a perda do poder aquisitivo do salário. Até mesmo as pessoas com trabalho e carteira assinada não conseguem pagar as contas. O salário não chega ao final de mês”, evidencia. A situação é considerada pior para os pequenos empreendedores e para os trabalhadores informais. 

O endividamento aumentou e o desemprego está em 7,6% - no início do ano era ainda maior: 7,9%.  Em consequência, notam-se mudanças de comportamento e de hábitos. “As lojas estão fechadas e os restaurantes, vazios. Comer no restaurante hoje é um luxo”, observa.

A professora Virgínia sintetiza: “Se em 2023, as pessoas passaram do desespero à esperança, agora, em 2025, passaram da esperança à desilusão”. 

Erros estratégicos de Milei

A política de austeridade e a retirada de subsídios não são os únicos pontos polêmicos. No entendimento da professora Virgínia Vecchioli, Milei cometeu erros estratégicos que culminaram na perda de aliados, de apoio popular e na derrota nas eleições para a província de Buenos Aires em setembro. Os “erros autoinfligidos”, como destaca a pesquisadora, tem como pivôs o presidente e de sua irmã, Karina Milei, secretária geral de governo e chamada pelo próprio mandatário argentino de “O chefe”. 

O ultraliberal negou incrementos de recursos destinados a pessoas com deficiência e a estudantes. Tais questões tiveram reação muito negativa na opinião pública e mobilizaram manifestações nas ruas. “É um erro barganhar assuntos muito sensíveis para a população e completamente irrelevantes do ponto de vista econômico”, pondera. A desaprovação do governo chegou ao número mais alto desde então: 51,1%, segundo pesquisa da Atlas Intel e da Bloomberg de agosto. “A população leu isso da pior forma, porque a promessa foi: o custo das medidas econômicas é a casta política que vai pagar. Mas agora fica bem claro que o custo é a gente que está pagando, não a casta política”, contata.

Para piorar a situação, duas semanas antes das eleições provinciais, áudios vazados citam Karina e seu braço direito, Eduardo ‘Lule’ Menem, na cobrança de até 8% de propina da indústria farmacêutica para que governo firmasse acordos para a aquisição de medicamentos para a rede pública. As investigações da Justiça Federal apontam que a secretária geral seria a principal beneficiária do esquema milionário. O Parlamento pode abrir uma CPI sobre o tema.

Outro caso é o lobby da criptomoeda $Libra. Após mensagens de Javier Milei no X, antigo Twitter, 40 mil investidores apostaram no ativo e perderam dinheiro com a flutuação da criptomoeda, que ao final do dia não valia mais nada. O golpe está em investigação na Argentina e nos Estados Unidos.

Ainda, os irmãos Milei evitaram alianças para as eleições provinciais de Buenos Aires, que representam 39% do padrão eleitoral e historicamente são ganhas por candidatos associados ao peronismo. “Ao invés de fazer alianças com governadores que apoiaram as medidas no Parlamento Nacional através dos seus deputados e senadores, criaram um outro concorrente eleitoral com o Libertad Avanza”, observa. Os governadores das províncias, que fazem oposição ao kirchnerismo, acabaram se unindo em nome do peronismo e conseguiram derrotar o ultraliberal em todo o interior do país.

“Essas eleições são fascinantes, porque La Libertad Avanza passou de 24%, em 2023, para 33,8%, em 2025. Mesmo com aumento do percentual de votos, perdeu as eleições. Em 2023, quando Milei ganhou a presidência, ele tinha perdido por 20% de diferença. É uma derrota com nuances”, compara. Em números absolutos, o atual governo perdeu 2 milhões de eleitores, mesmo número de abstenções. Por mais que Alex Kicillof, da frente peronista Fuerza Patria, tenha vencido com 47,12% dos votos válidos, no entendimento da pesquisora quem realmente se destacou foi o volume de abtenções. É um indicativo do desinteresse do cidadão argentino pelo processo eleitoral.

Segundo a professora, as eleições deste ano funcionam como um plebiscito ao indicar se o atual mandatário pode ou não concorrer à reeleição. Por isso, o futuro do atual governo depende e muito do resultado do próximo dia 26.

Texto: Maurício Dias

Arte: Daniel Michelon De Carli

Fotografia: Bloomberg/Reprodução

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/18/disciplina-no-ccr-reune-professores-da-argentina-com-alunos-de-pos-graduacao-de-seis-paises Thu, 18 Sep 2025 10:46:20 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70532 [caption id="attachment_70533" align="alignright" width="575"]foto colorida horizontal de um grupo de pessoas posando para a câmera. Há em torno de 20, homens e mulheres, e ao fundo uma parede com pinturas, banners e, do lado direito, uma bandeira do RS Grupo participa das atividades nesta semana[/caption]

Desde segunda (15) até esta sexta-feira (19), no Centro de Ciências Rurais (CCR) da UFSM, estão sendo ministradas em formato concentrado as aulas da disciplina de "Potencial de produtividade de culturas agrícolas e eficiência no uso de recursos".

Sob a coordenação do professor Alencar Zanon, a disciplina conta com a participação de Cesar Eugenio Quintero e de sua equipe, composta por Juan Pablo Hernández, Maria Zamero e Maria Romina Befani, todos professores da Universidade Nacional de Entre Rios (UNER), Argentina. Com a abordagem “Entendendo para manejar”, os participantes podem aprofundar seus conhecimentos sobre a interação entre solo, água, planta e atmosfera.

Esta é a terceira vez que a disciplina recebe professores estrangeiros: em 2024, o convidado foi Octavio Caviglia (UNER), e em 2019, Patricio Grassini, da Universidade de Nebraska (UNL), Estados Unidos.

Para Alencar, a presença internacional é fundamental. “A internacionalização é necessária na formação de mestres e doutores, pois permite trazer conhecimentos aplicáveis de fora do Brasil, enriquecendo a formação dos alunos dos programas de pós-graduação em Agronomia (PPGA) e Engenharia Agrícola (PPGEA)", afirma.

O professor Cesar Quintero destaca a diversidade da turma. “Fico muito feliz com o grupo da disciplina. São dias cheios de aprendizado e troca de experiências. É gratificante quando se forma um grupo com pessoas de países diferentes, nesse caso, do Brasil, Argentina, Venezuela, Paraguai, Guiné-Bissau e Moçambique, pois cada integrante traz a sua realidade, enriquecendo muito o debate”, relata.

Já o aluno do PPGEA Marcel Guevara ressalta que está sendo uma imersão total. "Esta disciplina está me deixando muitos novos conhecimentos, que com certeza vou aplicar no meu trabalho de pesquisa. Agradeço aos professores por compartilhar seus conhecimentos e experiências”, destacou.

Na abertura da disciplina estiveram presentes a vice-reitora, Martha Adaime, e os professores Paulo Bayard, Nereu Streck e Diego Follmann, que deram as boas-vindas aos professores estrangeiros e destacaram a importância desse intercâmbio de
conhecimentos para a ciência e a pesquisa mundial.

Foto: Divulgação

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/12/11/pesquisadora-da-ufsm-participa-de-estudos-financiados-pelo-governo-alemao-para-entender-o-avanco-das-novas-direitas-na-argentina Wed, 11 Dec 2024 13:29:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67906 A professora Virginia Vecchioli, do Departamento de Ciências Sociais da UFSM, realizou uma série de estudos sobre o papel de diferentes gerações no apoio a regimes ditatoriais e autoritários na Argentina. Entre as pesquisas estão as realizadas em conjunto com o professor alemão Zoltán Kékesi, atualmente pesquisador da Universidade de Londres. 

O trabalho de Virginia e Zoltán foi contemplado no edital Tandem transatlântico do Calas Center (Maria Sibylla Merian Center for Advanced Latin American Studies in the Humanities and Social Sciences) do Ministério da Ciência da Alemanha. O edital contemplou a produção acadêmica conjunta de pesquisadores alemães e latino-americanos que investigam a ascensão das novas direitas na Europa Central e na América Latina. 

A pesquisa “Por que a memória dos perpetradores importa? Uma perspectiva transgeracional dos múltiplos legados dos perpetradores na Europa Central e na Argentina” é inédita por englobar diferentes gerações e os estudos de memória. Os perpetradores são os torturadores, os assassinos, ou seja, os algozes responsáveis pelo terrorismo de estado, e os seus descendentes que continuam a defender a ditadura e o autoritarismo. 

Para os professores, existe uma “batalha cultural” travada pelos apoiadores das novas direitas e que tem o papel de mudar o significado do que ocorreu do passado e tentar reescrever uma nova história. Isso pode ser ilustrado com o uso, por parte dos ativistas de direita, de expressões como "Nunca Más", associada às famílias das vítimas e aos sobreviventes da ditadura. 

A metodologia consistiu de estudos etnográficos - entrevistas e observação de atos públicos e reuniões - de consulta ao arquivo de testemunhas do Terceiro Reich da Universidade de Londres, que conta com entrevistas, feitas em 2018, pelo historiador Luke Holland, daquela instituição, com perpetradores alemães e residentes na Argentina.

Na entrevista a seguir, para a Agência de Notícias, a professora Virginia comenta desde os estudos que abordam a vinda de europeus apoiadores do fascismo para a América do Sul até a atuação do Libertad Avanza, partido que elegeu Javier Milei para a presidência da Argentina.

Agência de Notícias (AN) - Para começar nossa conversa, como você definiria o perpetrador? Quem são os perpetradores de ditaduras e de regimes autoritários?

Virginia Vecchioli - Enquanto o termo perpetrador refere à responsabilidade na comissão de crimes ou delitos violentos e seu tratamento corresponde ao âmbito do direito, no contexto da minha pesquisa na área das ciências sociais escolhi colocar o foco na análise dos usos que pessoas e grupos fazem da categoria perpetrador, algoz, genocida, assassino, e sua relação com a categoria vítima e as controversas públicas sobre essas categorias seja vítima do terrorismo e vítima do terrorismo de Estado. A categoria algoz, assassino ou genocida sempre qualifica os outros. As pessoas com envolvimento nos crimes da ditadura não se reconhecem como perpetradores. Seus descendentes também não, ainda que a justiça tenha provado suas responsabilidades. Em simultâneo, esses setores vão utilizar a categoria assassino, genocida ou perpetrador para se referir aos responsáveis dos crimes cometidos pelos militantes da esquerda revolucionária a partir de 1970. As pessoas responsáveis por esses crimes também se recusam a assumir essa posição pública. No contexto das acirradas disputas atuais pela memória do passado da ditadura, uns acusam os outros de ser perpetradores, funcionando a categoria como uma forma de estigmatização em um contexto de extrema polarização política. 

"As pessoas com envolvimento nos crimes da ditadura não se reconhecem como perpetradores. Seus descendentes também não, ainda que a justiça tenha provado suas responsabilidades".

AN - Como seus estudos relacionam o papel dos perpetradores e seus descendentes com a ditadura na Argentina e com o fascismo na Europa Central ?

Virginia Vecchioli - A pesquisa combina de forma inovadora os estudos sobre perpetradores com os estudos sobre memória coletiva para entender as formas pelas quais as memórias dos perpetradores moldaram e moldam nossas sociedades no presente. O projeto se concentra nos legados da diáspora da Europa Central na Argentina assim como nos legados do autoritarismo da ditadura militar nas gerações dos seus descendentes. Ela examina empiricamente as experiências de 1) perpetradores e apoiadores de regimes autoritários e fascistas da Europa Central que se exilaram na Argentina e continuaram a apoiar o fascismo; 2) perpetradores e apoiadores da ditadura argentina que hoje continuam ativos na sua defesa; 3) descendentes de emigrantes europeus pró-autoritários e pré-fascistas que viveram a última ditadura na Argentina e frequentemente apoiam a atual direita europeia; 4) descendentes dos perpetradores da ditadura militar na Argentina que atualmente defendem e reivindicam as ações de seus pais perpetradores, alguns dos quais entraram recentemente no âmbito da política profissional. 

AN - Como foi o trabalho etnográfico da pesquisa?

Virginia Vecchioli - A pesquisa foi desenvolvida na Argentina entre março e agosto de 2024. Realizamos diversas instâncias de trabalho etnográfico na cidade de Buenos Aires, o Grande Buenos Aires e quatro localidades da província de Missiones, região noroeste da Argentina com um elevado índice de famílias de origem alemã. Fizemos mais de 30 entrevistas com descendentes diretos de apoiadores do nacional-socialismo e de descendentes diretos de militares condenados por crimes contra a humanidade. Realizamos um levantamento documental e organizei vários encontros acadêmicos, entre eles um workshop na sede do CALAS Cone Sul, em maio, com a participação de 15 pesquisadores e um ciclo de três debates em agosto com a participação de mais de 50 pesquisadores convidados.

AN - O início do governo do ultraliberal Javier Milei trouxe novos elementos para a sua pesquisa?

Virginia Vecchioli - No contexto da chegada das novas direitas ao governo da Argentina com o triunfo de Javier Milei (2023), ampliamos o escopo da nossa pesquisa para dar conta também da forma em que as novas direitas procuram: reformular a memória do passado recente; traduzir as tradicionais demandas dos grupos da direita tradicional em iniciativas de Estado que reivindicam a memória das vítimas do terrorismo da esquerda revolucionaria, a abertura dos processos judiciais contra os perpetradores e a reparação econômica as famílias das vítimas; e levar a frente uma batalha cultural contra a “memória oficial” - como denominam as políticas de Estado sobre a memória da ditadura desenvolvidas durante os 16 anos de governos kirchneristas.  Para tanto, fiz entrevistas com familiares de vítimas do terrorismo, com os novos funcionários de áreas de direitos humanos e com jovens ativistas da Libertad Avanza - o grupo que levou Milei ao poder - assim como acompanhei eventos oficiais e associativos em homenagem às vítimas do terrorismo.  Em 2025, faremos a análise de todo o material produzido. Porém, os primeiros resultados já foram publicados no artigo “Nunca Mas: Disputas y resignificaciones de la memoria del terrorismo de Estado en las juventudes militantes em las “nuevas derechas” escrito em colaboração com a pesquisadora Melina Vázquez e publicado na Revista Argumentos.

 

"As jovens gerações de ativistas das 'novas direitas' utilizam, disputam e redefinem termos e expressões emblemáticas da memória do terrorismo de Estado – como “Nunca Mais”".

AN - Como os militantes das “novas direitas” da Argentina redefinem a memória do terrorismo de Estado?

Virginia Vecchioli - Neste trabalho, mostramos como as jovens gerações de ativistas das “novas direitas” utilizam, disputam e redefinem termos e expressões emblemáticas da memória do terrorismo de Estado – como “Nunca Mais”. Analisamos cenas públicas protagonizadas pelos jovens militantes de Milei durante o período 2020-2023: as intervenções na estação Rodolfo Walsh do metrô e as leituras, interpretações e ações que levaram à contestação das medidas de Isolamento Social, Preventivo e Obrigatório (ASPO) durante a pandemia. As cenas permitem compreender que esses jovens encontraram condições de oportunidade política durante a pandemia para mobilizar categorias, princípios ou valores, muitas vezes aprendidos na escola, para dar sentido ao passado recente, para se posicionarem no presente em relação aos seus adversários e concorrentes. A análise deste complexo trabalho político – denominado por eles como “batalha cultural” – é um convite a explorar os múltiplos significados e diversos usos que dão a estas categorias e repertórios de mobilização.

AN - Outro trabalho seu diretamente relacionado com tal questão trata da polarização política das memórias coletivas. O que destacaria desse estudo?

Virginia Vecchioli - O trabalho “Iniciativas memoriales y nuevas derechas: dinámicas de polarización política en torno al pasado reciente en Argentina” será publicado como capítulo no livro “Memorias em conflito. Museos, Monumentos y Huellas del Pasado en América Latina y Europa”, organizado por CALAS. O estudo aborda um dos temas centrais da atual dinâmica de polarização política na Argentina, como são as lutas em torno da memória do passado recente e as políticas de direitos humanos. Este cenário conflitante é particularmente visível em duas iniciativas patrimoniais antagônicas centradas na estação Entre Ríos do metrô de Buenos Aires. Nomeada em 2013 “Rodolfo Walsh”, em homenagem ao jornalista e escritor assassinado pelas Forças Armadas em 25 de março de 1977 na esquina da estação. Desde 2022, tem sido palco de intervenções públicas exigindo a substituição do seu nome por “vítimas do terrorismo” em homenagem aos que morreram no atentado de Montoneros em 2 de julho de 1976 nas suas proximidades. Se antes de 2024 essas iniciativas não tiveram sucesso e ocuparam brevemente o espaço público, a partir de agora ocupam o centro da cena promovida pelo próprio governo liderado por Javier Milei e Victoria Villarruel. 

AG - Professora, até o momento, pode-se afirmar que existem similaridades no comportamento e nas atitudes das diferentes gerações no suporte da ditadura argentina e agora no governo Milei? 

Virginia Vecchioli - Em primeiro lugar, é fundamental reconhecer toda a distância que existe entre um governo surgido da interrupção do Estado de Direito e um governo legítimo que chega ao poder com o apoio do voto popular. Quem votou em Milei escolheu uma alternativa democrática que conjuga traços de autoritarismo político com liberalismo econômico. 

O engajamento dos eleitores com a proposta política de Milei tem múltiplas fontes e origens. 

Os setores tradicionais da direita – mais ou menos autoritária - viram suas expectativas de ordem e crescimento econômico frustradas com o governo de Macri (PRO), que sempre consideraram “socialista” ou de “centro-esquerda.” A aliança informal entre Milei e Macri logo depois do primeiro turno consolidou fortemente a base de apoio à candidatura de Milei no interior destes grupos. Embora muitos questionem as “formas populistas” de Milei, o apoiaram perante o risco de mais um governo kirchnerista e confiantes na presença de lideranças do partido Propuesta Republicana (PRO) de alto perfil no futuro governo, como a ministra de segurança Patricia Bullrich. 

Outros setores claramente tinham votado no kirchnerismo nas últimas eleições e não fazem parte das novas direitas. Tratam-se de setores populares que se sentiram gravemente afetados pela crise econômica que elevou a inflação anual a 270% e se sentiram fortemente desiludidos com a promessa de um “Estado presente” que nunca providenciou saúde, educação e/ou segurança. Nestes setores, existiam também questionamentos aos programas de transferência de renda – equivalentes à Bolsa Família no Brasil - por corrupção, discricionariedade e traços de autoritarismo na obrigatoriedade de participar em “piquetes” e “acampes” como condição de receber as ajudas. Para eles, Milei virou a expressão de seu descontentamento. 

Por último, um importante percentual de jovens, nascidos em democracia e criados ao longo dos 16 anos de governos kirchneristas, que tiveram que lidar com as severas e prolongadas medidas de isolamento no contexto da pandemia de covid-19, subverteram todos esses mandatos e acabaram se engajando em um ativismo fortemente anti-kirchnerista. As medidas de isolamento que impossibilitaram circular pelas ruas e que duraram dois anos foram consideradas como autoritárias e fascistas. Os jovens se engajaram ativamente na denúncia das milhares de pessoas detidas por terem transgredido as medidas de distanciamento. A fusão dos termos infeção e ditadura no neologismo “infectadura” simbolizou esse descontentamento. Estes jovens estendem progressivamente seus questionamentos a todas as áreas dos governos kirchneristas, encontrando em Milei um referente para suas esperanças no futuro. Do ponto de vista destes jovens, o autoritarismo está presente nos governos kirchneristas. Eles são os “fachos.” As experiências deles ao longo da escolarização e da pandemia os leva, plausivelmente, a essa conclusão. Esses jovens se radicalizam e aderem massivamente à proposta liberal-libertária de questionamento a todas as figuras e partidos tradicionais classificados como “casta.”

 

"Javier Milei não se inscreve facilmente nos atributos dos regimes neofascistas e La Libertad Avanza não compartilha um ideário ultranacionalista, ultraconservador e ultracatólico, ainda que a vice-presidente Victoria Villarruel tenha afinidades com esses ideários"
Professora Virgnia Vecchioli realiza estudos com diferentes gerações de pessoas que causaram crimes de estado e seus descendentes

 

AN - Professora, você considera que o governo Milei é fascista ou “neofascista”?  

Virginia Vecchioli - Esta é uma pergunta que não pode ser respondida sem um desenvolvimento detalhado. Gostaria apenas salientar que, embora seja um governo com traços autoritários e o fato de desqualificar a todos os opositores e a imprensa, diferentemente do governo Bolsonaro, o governo Milei está composto principalmente por civis. Não há presença em massa de militares, não se faz apelo à uma lógica de guerra contra um inimigo interno que precisa ser exterminado. A agenda das Forças Armadas não ocupa o centro dos interesses do governo e não existe – ainda - uma bancada da bala na Argentina.

Embora as instituições científicas e artísticas sejam fortemente questionadas, Milei não poderia ser considerado um anti-intelectualista - traço crítico para definir o fascismo - em função dele se reivindicar como professor universitário e autor de livros especializados na economia. Também não se inscreve facilmente nos atributos dos regimes neofascistas e La Libertad Avanza não compartilha um ideário ultranacionalista, ultraconservador e ultracatólico, ainda que a vice-presidente Villarruel tenha afinidades com esses ideários. 

Se o partido assume um discurso antifeminista, ao mesmo tempo convivem dentro de seu espaço militantes liberais que se identificam com o feminismo e participam dos atos do dia da mulher. Em função deste caráter heterogêneo, seria mais rigoroso dizer que o libertarianismo é mais um “work in progress” que um espaço solidamente constituído com fronteiras claras e distintas. Ainda resta por ver como será sua configuração definitiva ao longo destes anos de governo. 

Texto: Maurício Dias

Arte: Daniel Michelon De Carli

Foto: Virginia Vecchioli/Arquivo Pessoal

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[caption id="attachment_67197" align="alignright" width="588"]foto colorida horizontal com um grupo de pessoas em pose para foto em frente ao pórtico com o letreiro UFSM Turma que cursou a disciplina e professores argentinos[/caption]

O professor Octavio Caviglia, da Universidade Nacional de Entre Ríos (UNER), Argentina, e sua equipe, composta pelos doutorandos Daian Francia e Francisco Beltramino, sob a liderança do professor Alencar Junior Zanon, ministraram disciplina de Potencial de Produtividade de Culturas Agrícolas e Eficiência no Uso de Recursos entre os dias 7 e 11 de outubro. As aulas reuniram pesquisadores e estudantes de diversas instituições, como o Instituto Federal do Paraná (IFPR), FASA, ESALQ-USP, Fundação MT, Crops Team, Instituto Paraguaio de Tecnologia (IPTA) e os programas de pós-graduação em Agronomia e Engenharia Agrícola da UFSM.

A disciplina abordou temas como desenvolvimento, crescimento e produtividade das culturas, além de discutir os fatores que limitam o rendimento e as estratégias de manejo para otimizar a produção. Com uma abordagem ecofisiológica, os participantes aprofundaram seus conhecimentos sobre a interação das plantas com o ambiente e as considerações para a escolha de cultivares adequados a cada região e fase de desenvolvimento.

Esta foi a segunda vez em 2024 que o professor Caviglia e sua equipe estiveram na UFSM. Em março, em parceria com o professor Nicolas Cafaro La Menza, da Universidade de Nebraska-Lincon (UNL), Estados Unidos, eles participaram do evento de nutrição e água em soja organizado pela Equipe FieldCrops. Além disso, Caviglia é um dos autores do livro "Ecofisiologia de milho visando altas produtividades", publicado pela mesma equipe.

Para Zanon, essas atividades são fundamentais para a formação de profissionais altamente qualificados e para o desenvolvimento de sistemas
agrícolas sustentáveis. O conhecimento em ecofisiologia permite compreender os processos fisiológicos das plantas e, consequentemente, tomar decisões mais assertivas para otimizar a produção de alimentos, garantindo a preservação dos recursos naturais.

Marcel Guevara, mestrando venezuelano do PPGEA que chegou ao Brasil em março, ressaltou que a profundidade dos conteúdos abordados, especialmente sobre a cultura do trigo, o surpreendeu positivamente. O mestrando também aportou seu conhecimento sob os sistemas de produção tropicais e com essa troca de conhecimentos a disciplina se tornou ainda mais rica e globalizada.

Foto: Divulgação

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Visando colaborar com a internacionalização da UFSM, por meio da Secretaria de Apoio Internacional (SAI), foi firmado oficialmente em 18 de abril o convênio marco internacional entre a UFSM e a Universidade Nacional de Rosario (UNR), Argentina, válido pelo período de cinco anos e prorrogável.

O convênio é resultado de parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais (PPGRI) da UFSM e a Facultad de Ciencia Política y Relaciones Internacionales da UNR. A parceria tem sido concretizada por meio de ações de cooperação, coordenadas pelo professor Igor Castellano, docente e coordenador do PPGRI e coordenador do Plano de Trabalho UFSM-UNR, e a docente colaboradora do PPGRI Gladys Lechini, professora titular da UNR, coordenadora do Programa de Relaciones y Cooperación Sur-Sur e do Programa de Doutorado em Relações Internacionais da universidade argentina. Além disso, o PPGRI conta com o apoio do professor Júlio Cossio Rodriguez, diretor adjunto da SAI e docente do programa.

Para além das ações iniciais, o acordo visa estabelecer e desenvolver relações de cooperação internacional amplas entre ambas as instituições, mediante colaboração acadêmica, científica e cultural, em conformidade com a legislação vigente em seus respectivos países e com as Normas de Direito Internacional.

O documento oficial do convênio pode ser acessado pelo link.

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Desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria em parceria com a Universidad del Salvador e a Universidad Nacional de Entre Ríos, ambas da Argentina, o projeto intitulado “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o papel das universidades latino-americanas: resultados, avanços e novos desafios” acaba de ser vinculado à Plataforma de Turismo para os ODS da Organização Mundial de Turismo (OMT).

Para os professores envolvidos neste trabalho, o reconhecimento internacional pela instituição representativa do turismo no mundo, a OMT, mostra a importância de estudos relacionando o turismo aos aspectos da sustentabilidade e aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). O projeto, que é uma sequência de outra pesquisa interinstitucional entre as universidades, iniciada em 2016, tem o propósito de analisar a contribuição das universidades de ambos os países na temática do turismo e na aplicação dos ODS durante o período 2015-2020.

Na UFSM, o projeto é coordenado pela professora Luciana Davi Traverso (Administração/CCSH) e conta com a participação dos professores Caroline Ceretta e Marcelo Ribeiro (Gestão de Turismo/CCSH) e Tiago Patias (PPG em Agronegócios e Administração/UFSM-PM). As pesquisadoras da Universidad del Salvador, de Buenos Aires, envolvidas com o projeto são Claudia Toselli (coordenadora geral), Adriana Ten Hoeve e María Martha Lucano. Na Universidad Nacional de Entre Rios, participam as pesquisadoras Andrea Takáts e Irene Aguer. O projeto também conta com a colaboração voluntária de dois acadêmicos do curso de Gestão de Turismo da UFSM: Fábio Zanini de Paula e Patrick Flores Soares, além da servidora da UESC Adelina Prado Calda Neres.

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Um grupo de professores dos cursos de Turismo e Administração, dos campi da UFSM de Santa Maria e Palmeira das Missões, está participando de um novo projeto de pesquisa em parceria com duas universidades da Argentina, a Universidade de Salvador (USal) e a Universidade Autônoma de Entre Ríos (Uader). Neste ano, a rede de pesquisa USal-UFSM-Uader deu início às atividades do projeto “Turismo e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável", com o propósito de verificar o papel das universidades latino-americanas, os resultados dos trabalhos realizados, avanços obtidos e novos desafios. O objetivo é analisar a contribuição das universidades de ambos os países na temática do turismo e na aplicação dos ODS durante o período 2015-2020.

Recentemente, ocorreu encontro de trabalho deste novo projeto. Participaram da reunião, pela USal, Adriana Ten Hoeve, María Martha Lucano e Claudia Toselli (coordenadora do projeto); pela UFSM, Caroline Ciliane Ceretta, Marcelo Ribeiro, Tiago Zardin Patias e Luciana Davi Traverso (coordenadora do projeto no Brasil); e pela Uader, Andrea Takáts e Irene Aguer. Durante o encontro, foram revistos e discutidos diversos documentos que irão constituir um corpus de consulta, bem como alguns critérios metodológicos, de forma a otimizar a sua aplicação na primeira fase do projeto.

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O professor do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM 55BET Pro Frederico Westphalen, Gonzalo Prudkin, é um dos painelistas do evento virtual "El periodismo que viene: tendencias y desafíos en la nueva normalidad", da Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade de Córdoba/Argentina, que ocorre nesta quarta-feira (4), pelo YouTube da FCC, a partir das 11h30 (horário de Brasília).

Os outros palestrantes são María Ester Romero, da Radio Nacional y Diario Perfil Córdoba, e Juan Carlos Simo, do La Voz.
  
O evento é organizado pela disciplina Teller de Lenguaje I y Producción Gráfica da Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade Nacional de Córdoba. 

O evento é aberto ao público e gratuito.

Fonte: Assessoria de Comunicação da UFSM-FW

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A Equipe FieldCrops da UFSM participa nesta quarta-feira (26) do maior congresso de Agronomia da Argentina, o Congreso Aapresid - Siempre Vivo, Siempre Verde, promovido pela Asociación Argentina de Productores en Siembra Directa (Aapresid). A Equipe Fieldcrops foi escolhida como um case de sucesso no Brasil enquanto influenciadora no agronegócio por meio das redes sociais.

Segundo o professor Alencar Júnior Zanon, que participa da programação do congresso, a Equipe foi convidada em virtude das publicações frequentes nas redes sociais, cujo objetivo é transferir o conhecimento, de forma simples e acessível, para o produtor rural, atingindo um grande número de pessoas em diversos países.

A atividade com participação da Equipe Fieldcrops inicia às 17h30 e pode ser acompanhada pelo site do congresso. 

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A UFSM promove a webconferência internacional "Universidades em tempos de pandemia", com análises de professores universitários da Argentina, Chile e Brasil, na quinta-feira (30), às 17h, por meio do Hangouts Meet - Sala de Conferência (para conferencistas, mediadores e organizadores) e com transmissão pública pela plataforma Farol

Os conferencistas serão Ana Mirka Seitz, da Universidad del Salvador (Buenos Aires, Argentina); Crístian Lorenzo, da Universidad Nacional de Tierra del Fuego (Ushuaia, Argentina); Fernando Estenssoro, da Universidad de Santiago de Chile/Instituto de Estudios Avanzados (Santiago, Chile); e Jorge Aranda Ortega, da Universidad de Chile (Santiago, Chile). A mediação será do reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann.

Os participantes irão falar sobre as experiências universitárias durante a pandemia em dois aspectos: em que ações as universidades têm auxiliado no combate à pandemia de Covid-19 e como as universidades se adaptaram ao uso de tecnologias educacionais em rede.

 

 

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