UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Mon, 30 Mar 2026 21:18:32 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/pos-graduacao/santa-maria/pgfisica/2026/03/06/edital-de-selecao-de-bolsista-de-pos-doutorado-no-grupo-de-astrofisica Fri, 06 Mar 2026 19:07:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/pos-graduacao/santa-maria/pgfisica/?p=1352

O professor Rogemar André Riffel, do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), torna pública a abertura de inscrições para a seleção de um(a) bolsista de pós-doutorado, vinculado ao projeto “Galáxias em 3D: como os núcleos ativos moldam a evolução das galáxias”, no âmbito do EDITAL FAPERGS 06/2025 – Programa Pesquisador Gaúcho (PqG) e Fixação de Jovens Doutores, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS). O(a) bolsista selecionado(a) irá atuar junto ao Grupo de Astrofísica da UFSM.

As informações completas podem ser obtidas no Edital de Seleção, disponível neste link.

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Estão abertas as inscrições para o processo de seleção da Pós-Graduação da UFSM para a 1a Janela de ingresso, primeiro semestre de 2025. O Programa de Pós-Graduação em Física está ofertando 06 vagas para o Mestrado e 06 vagas para o Doutorado, nas linhas seguintes linhas de pesquisa: AstronomiaFísica da atmosferaFísica nuclear e de partículas elementaresMatéria condensada experimentalMatéria condensada teóricaMecânica estatística e sistemas complexos. O edital geral e os específicos estão disponíveis na Página de Editais da PRPGP-UFSM. As inscrições podem ser realizadas de 1 a 30/10/2024.

Informações sobre o processo de seleção podem ser encontradas no Edital Geral e na Página do Edital. Dúvidas referente ao Edital Geral de seleção podem ser encaminhadas à Coordenadoria de Pós-Graduação (CPG) da PRPGP, por meio do e-mail editais.cpg@55bet-pro.com. Informações sobre o programa de Pós-Graduação em Física podem ser obtidas na página do programa e por meio do e-mail da secretaria integrada dos cursos de pós-graduação do CCNE: pos.ccne@55bet-pro.com.

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Estão abertas as inscrições para o processo de seleção da Pós-Graduação da UFSM para a 3a Janela de ingresso, segundo semestre de 2024. O Programa de Pós-Graduação em Física está ofertando 06 vagas para o Mestrado e 06 vagas para o Doutorado, nas linhas seguintes linhas de pesquisa: AstronomiaFísica da atmosferaFísica nuclear e de partículas elementaresMatéria condensada experimentalMatéria condensada teóricaMecânica estatística e sistemas complexos. O edital geral e os específicos estão disponíveis na Página de Editais da PRPGP-UFSM. As inscrições podem ser realizadas de 15/07 a 05/08/2024.

Informações sobre o processo de seleção podem ser encontradas no Edital Geral e na Página do Edital. Dúvidas referente ao Edital Geral de seleção podem ser encaminhadas à Coordenadoria de Pós-Graduação (CPG) da PRPGP, por meio do e-mail editais.cpg@55bet-pro.com. Informações sobre o programa de Pós-Graduação em Física podem ser obtidas na página do programa e por meio do e-mail da secretaria integrada dos cursos de pós-graduação do CCNE: pos.ccne@55bet-pro.com.

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Prezados(as) inscritos na V Escola de Inverno de Física da UFSM,

Devido ao estado de calamidade pública que se encontra o estado do RS, sem previsão de retorno à normalidade, a comissão organizadora da V EIF  da UFSM considera prudente adiar o evento. 

O evento estava inicialmente previsto para o período de 11 a 14 de Junho, mas dificilmente teremos condições de infraestrutura no estado e na UFSM até esta data. Dessa forma, a escola será realizada em uma nova data a ser definida, no segundo semestre de 2024.

Lamentamos os transtornos e estamos certos da compreensão de todos(as). Todas as inscrições e trabalhos selecionados serão mantidas para a futura data.

Entraremos em contato assim que tivermos definido uma nova data.

Atenciosamente,

Comitê organizador da V EIF

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O Programa de Pós-graduação em Física tem o prazer de comunicar a realização da V Escola de Inverno de Física (V-EIF) da UFSM. A V-EIF é um evento comemorativo aos 30 anos do programa de pós-graduação em Física da UFSM (PGFIS/UFSM). O principal objetivo deste evento é a divulgação das linhas de pesquisa do PGFIS entre alunos de graduação e pós-graduação em física e astronomia. As edições anteriores foram realizadas nos anos de 2003, 2005, 2007 e 2015.

A V-EIF contará com minicursos, palestras convidadas, contribuições orais e apresentações de Posters por participantes convidados e inscritos. Serão abordados temas relacionadas às seis linhas de pesquisa do PGFIS/UFSM.

Mais detalhes estão disponíveis no site do evento.

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Tem início na próxima segunda-feira (23) a 38ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A palestra de abertura desta edição, “Oralituras: Divulgação Científica e Tecnológica para ‘Adiar o Fim do Mundo'”, será com o astrofísico, escritor e professor no Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Alan Alves Brito. Com início às 10h no Centro de Convenções, a apresentação é gratuita, aberta a toda a comunidade e não necessita de inscrição prévia.

Arte colorida sobre fotografia. No centro da imagem, um homem negro de cerca de 30 anos sorrindo e, ao fundo, arte com imagens do universo e de um telescópio.

Vencedor do Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica do CNPq em 2022 na categoria Pesquisador e Escritor, Brito se dedica a estudar pautas como a evolução química de diferentes populações estelares da Via Láctea, educação e divulgação de Astronomia e Física, incluindo questões decoloniais, étnico-raciais, de gênero e suas intersecções nas ciências exatas. É autor de livros que buscam popularizar a ciência e gerar inclusão. Em 2020, sua obra escrita em parceria com Neusa Teresinha Masson “Astrofísica para a Educação Básica: A Origem dos Elementos Químicos no Universo” foi finalista do Prêmio Jabuti. Atualmente, é diretor do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e Africanos e busca uma ciência antirracista. 

Bacharel em Física, Alan Brito é mestre e doutor em Ciências (Astrofísica Estelar) pela USP. Realizou estágios de doutorado e pós-doutorado no Chile, nos Estados Unidos e na Austrália, além de ter atuado como pesquisador visitante em Portugal e na Alemanha. Atualmente, além das atividades na UFRGS, é membro da União Astronômica Internacional, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, da Sociedade Astronômica Brasileira, da Sociedade Brasileira de Física e da Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as), e foi eleito em 2014 Membro Correspondente da Academia de Ciências da Bahia. É diretor do Observatório Astronômico da UFRGS desde 2017, coordena o PLOAD (Portuguese Language Office of Astronomy for Development) e é representante brasileiro no Office for Education, ambos da União Astronômica Internacional. 

A Agência de Notícias da UFSM conversou com Alan sobre sua trajetória e a expectativa para a palestra na JAI. Confira a entrevista.

1) Como surgiu o teu interesse e o que te motivou a atuar em áreas distintas como astronomia, literatura e questões raciais? 

Sobre a motivação, foi especialmente entender que eu sou um astrofísico diferente, atravessado por marcadores sociais de raça, de classe de gênero e, portanto, implicado, sofrendo racismo subjetivo, institucional e estrutural cotidianamente e, obviamente, que no meio de todo esse barulho, eu não poderia simplesmente me embranquecer. Então, enquanto um cientista e professor que é atravessado por todas essas questões, sempre foi muito importante para mim trabalhar esses temas de forma didática, pedagógica, como uma estratégia de transformação dessas estruturas pela via da educação - que é no que eu realmente acredito. Eu também tenho uma preocupação genuína com os processos escolares e com a relação da universidade com a educação básica, porque, para mim, a educação e a divulgação das ciências ocupam um papel fundamental na desarticulação do racismo. Por isso, é muito importante esse movimento político e intelectual, a partir da universidade, buscando trazer outras perspectivas filosóficas, ontológicas e epistemológicas sobre como a ciência pode nos ajudar a combater desigualdades históricas, sociais, raciais e de gênero.

E sobre meus interesses diversos, eu considero como parte do todo, porque as ciências estão conectadas com outras áreas do conhecimento. E a questão racial é fundamentalmente cosmológica. Quando a gente define cosmologia como sendo filosofia e traz essa questão racial, é para lembrar que há outras perspectivas cosmológicas que não somente a perspectiva hegemônica, eurocentrada ou imperialista a partir dos Estados Unidos. Então, essas relações entre astrofísica, literatura e questões ético-raciais são parte dos movimentos de tentar construir um outro imaginário e construir outras narrativas. E a literatura tem sido também um lugar muito potente nesse sentido de me ajudar a construir outros imaginários sobre as cosmologias.

2) Como o envolvimento com literatura e antirracismo influenciam o teu fazer como cientista e divulgador científico? E o quão desafiador é conciliar todas essas áreas?

Eu particularmente não sinto que seja um grande desafio poder conciliar essas áreas, porque a literatura e a escrita sempre fizeram parte da minha vida. Na verdade, a escrita potencializa e me dá mais possibilidades de comunicar e divulgar a ciência. O meu interesse maior é tentar construir um novo sistema de linguagens que me permita trabalhar os processos de ensino e aprendizagem em ciência, de divulgação de ciências, mas a partir de uma literatura que também é historicamente negligenciada - as literaturas negras, as literaturas africanas, as oralidades e literaturas indígenas. Então, na verdade, também é um movimento no sentido de trazer tensionamentos para uma literatura brasileira que é historicamente branca. Assim como a ciência também é uma construção sobretudo masculina, branca, então eu não vejo como desafios, eu vejo como possibilidades. 

A literatura, nessa discussão antirracista, ela tem sido também um lugar importante de funcionar como um dado de pesquisa, como um dado histórico. A literatura também me permite pensar as perspectivas cosmológicas dos povos africanos que foram trazidos para o Brasil, os povos bantus, os povos iorubás, os povos fom, ou seja, a literatura dos povos originários. Então, a literatura também é uma fonte, um dado importante de pesquisa para o que é chamado cosmologia racializada: é a partir dela que consigo também acessar informações importantes sobre essas relações, sobre como esses povos se relacionam com a vida e com o mundo, com o céu, com a terra, com as questões mais fundamentais de ser e existir no mundo.

3) Como você vê a questão da representatividade racial na sua área e qual é a importância da educação antirracista para aumentar a diversidade na ciência?

As ciências, de maneira geral, e em particular as ciências físicas, têm funcionado como ações afirmativas para pessoas brancas, sobretudo para homens, para pessoas heterossexuais, cisnormativas, pessoas “bem-nascidas”. Então nós temos ainda uma sub-representação nas ciências físicas de pessoas negras, de mulheres, LGBTQIA+, indígenas, quilombolas, PCDs. Historicamente, o racismo científico, que é uma pseudociência, distanciou, retirou, excluiu, tem exterminado fisicamente e epistemicamente a presença de pessoas negras nas ciências físicas. É como se pessoas negras não tivessem a possibilidade de se realizar nessas áreas do conhecimento. Então, todos os meus movimentos têm sido também nesse sentido, de trazer esse questionamento para uma área que normalizou a ausência de pessoas negras. Quando a gente vai a conferências nacionais e internacionais, a gente olha para o lado e não vê pessoas negras. Não vê pessoas negras ocupando posições de poder nas universidades, nos centros de pesquisa, em observatórios, na direção de museus, de planetários. Então, de fato, há uma naturalização, uma banalização dessa ausência.

Então a gente não precisa somente de uma educação em ciências, mas essa educação em ciências precisa ser antirracista. Ela precisa tensionar esse conceito hegemônico de ciência, de desenvolvimento, de tecnologia, para a gente poder construir práticas decolonizadoras da ciência, práticas antirracistas, entendendo que esses movimentos implicam também em questionar estruturas hierárquicas de poder em um discurso de autoridade científica que perpassa a construção da ciência historicamente. Então eu gosto de pensar que a educação em ciências precisa ser antirracista - e cientistas não podem ser negacionistas. Só que muitas vezes a gente tem cientistas negando o racismo. Eu costumo também dizer que muitos cientistas, filósofos, pensadores e pensadoras são negacionistas quando negam o racismo, quando negam, por exemplo, o feminicídio, quando não aceitam as evidências científicas que desembocam no racismo, no feminicídio, nessas práticas excludentes que nos atravessam estruturalmente.

4) O que podemos esperar da palestra “Oralituras: Divulgação Científica e Tecnológica para ‘Adiar o Fim do Mundo’”?

Eu espero poder levar vocês a outras possibilidades de conexões entre as diferentes áreas e entre as diferentes cosmologias - as cosmologias africanas, afro-brasileiras, indígenas, as cosmologias eurocentradas. Quero levar outros tipos de relações, que não são relações hierárquicas, mas possibilidades de coexistência, de diálogo, de compartilhamentos interculturais, entendendo que as cosmologias africanas, afro-brasileiras, indígenas colocam para nós a possibilidade de construção de um outro projeto de país, de um outro projeto de sociedade, onde a gente, nesse processo de educação para as relações ético-raciais, a gente pode de fato adiar o fim do mundo, evitar a queda do céu, evitar o colapso de uma sociedade cada vez mais genocida com certos corpos.

 

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Marina durante 359ª Simpósio da União Astronômica Internacional (Foto: Arquivo pessoal)

Marina Bianchin,  egressa do Programa de Pós-Graduação em Física e do Grupo de Astrofísica da UFSM, recebeu o prêmio The Gruber Foundation Fellowships. O reconhecimento é destinado, anualmente, a jovens cientistas extremamente promissores na área de astrofísica e é financiado pela Fundação Gruber – uma fundação filantrópica que incentiva a pesquisa, premiando pesquisadores em diversas áreas – em parceria com a União Astronômica Internacional (IAU), e consiste em um valor de 25 mil dólares para financiar a pesquisa ou complementação salarial. Este ano, a bolsa foi concedida a três candidatos: Mohit Bhardwaj, da Índia, Pooneh Nazari, do Irã e Marina, sendo ela a primeira brasileira a receber o prêmio desde a sua criação, em 2000.

Marina cursou Física, bacharelado, mestrado e doutorado na UFSM. Formou-se em fevereiro de 2016; no mestrado em 2018; e no doutorado em 2022. Em outubro de 2022, iniciou pós-doutorado na Universidade da Califórnia, em Irvine, nos Estados Unidos. Atualmente trabalha com dados do telescópio espacial James Webb de galáxias luminosas no infravermelho. Sua aproximação com a área da pesquisa se deu em 2012, no primeiro ano da graduação quando foi contemplada com uma uma bolsa de Iniciação Científica. A estudante foi orientada pelo professor Rogemar Riffel, na graduação e no doutorado. Riffel conta que trabalha com Marina desde o início de sua formação e comenta do empenho que sempre teve: “Marina sempre demonstrou muito interesse pelo conhecimento e pela área, buscando se familiarizar com as técnicas e com a literatura específica. Na pós-graduação mostrou uma maturidade científica, comprometimento e um entusiasmo inspirador pela ciência.” diz. 

Marina conta que começou trabalhando com galáxias ativas e usou isso para aprender programação e ferramentas de análise de dados. Depois do primeiro ano de Iniciação científica, ela e Gabriele Ilha, na época, também, graduanda de Física, começaram a analisar os dados de observações no infravermelho da galáxia em interação. Em paralelo, também iniciou o estudo de aglomerados estelares jovens na Via Láctea, sob a orientação da, agora professora da Unipampa, Eliade Lima, que, na época, era pós-doutoranda do grupo. No doutorado, voltou a pesquisar galáxias ativas, focando na região central desses objetos e especificamente tentando entender como o gás se move nessas escalas. 

Toda a formação de Marina se deu na UFSM e, hoje, o vínculo que possui com a Universidade é na participação em projetos com o grupo de astrofísica, que envolvem, principalmente, o telescópio espacial James Webb. A doutora credita sua carreira e posição atual à Instituição, “com certeza eu não estaria onde estou sem a estrutura fornecida pela UFSM”, afirma. Quanto à premiação Marina diz: “eu sou a primeira brasileira a receber esse prêmio, mas ser a primeira brasileira que teve praticamente toda a sua trajetória escolar na rede pública tem um peso ainda maior. Apesar dos constantes ataques e ameaças sofridos pelas instituições públicas de ensino superior no Brasil, a formação é equivalente à obtida por pessoas em grandes centros”. 

Sobre o doutorado

O doutorado de Marina teve o objetivo de estudar os ventos emitidos por Núcleos Ativos de Galáxias (AGNs), determinando suas propriedades físicas e investigando o impacto desses ventos na formação de estrelas e, consequentemente, na evolução de galáxias. Hoje, sabe-se que a maioria das galáxias – inclusive a nossa – possui um buraco negro supermassivo (de milhões a bilhões de massas solares), mas somente em algumas delas, o buraco negro está capturando matéria. Ao capturar matéria, forma-se um disco de acreção – estrutura formada por materiais difusos em movimento orbital ao redor de um corpo central – no entorno do buraco negro que pode emitir grandes quantidades de energia. Esse fenômeno é chamado de Núcleo Ativo de Galáxia. Para descrever a evolução de galáxias, os modelos cosmológicos devem incluir o efeito dos ventos produzidos no disco de acreção, durante as fases em que o buraco negro está capturando matéria. O trabalho da Marina focou em determinar as propriedades físicas dos ventos de gás, que são os ingredientes dos modelos teóricos. 

Marina, também, participou de um projeto que está em execução pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), e atualmente está trabalhando com dados de outros projetos JWST na Universidade da Califórnia.

Texto: Gabriela Leandro e Tatiane Paumam, acadêmicas de jornalismo e voluntárias da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

Fonte: 55bet-pro.com 

 

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Marina Bianchin,  egressa do Programa de Pós-Graduação em Física e do Grupo de Astrofísica da UFSM, recebeu o prêmio The Gruber Foundation Fellowships. O reconhecimento é destinado, anualmente, a jovens cientistas extremamente promissores na área de astrofísica e é financiado pela Fundação Gruber - uma fundação filantrópica que incentiva a pesquisa, premiando pesquisadores em diversas áreas - em parceria com a União Astronômica Internacional (IAU), e consiste em um valor de 25 mil dólares para financiar a pesquisa ou complementação salarial. Este ano, a bolsa foi concedida a três candidatos: Mohit Bhardwaj, da Índia, Pooneh Nazari, do Irã e Marina, sendo ela a primeira brasileira a receber o prêmio desde a sua criação, em 2000.

Marina cursou Física, bacharelado, mestrado e doutorado na UFSM. Formou-se em fevereiro de 2016; no mestrado em 2018; e no doutorado em 2022. Em outubro de 2022, iniciou pós-doutorado na Universidade da Califórnia, em Irvine, nos Estados Unidos. Atualmente trabalha com dados do telescópio espacial James Webb de galáxias luminosas no infravermelho. Sua aproximação com a área da pesquisa se deu em 2012, no primeiro ano da graduação quando foi contemplada com uma uma bolsa de Iniciação Científica. A estudante foi orientada pelo professor Rogemar Riffel, na graduação e no doutorado. Riffel conta que trabalha com Marina desde o início de sua formação e comenta do empenho que sempre teve: “Marina sempre demonstrou muito interesse pelo conhecimento e pela área, buscando se familiarizar com as técnicas e com a literatura específica. Na pós-graduação mostrou uma maturidade científica, comprometimento e um entusiasmo inspirador pela ciência.” diz. 

Marina conta que começou trabalhando com galáxias ativas e usou isso para aprender programação e ferramentas de análise de dados. Depois do primeiro ano de Iniciação científica, ela e Gabriele Ilha, na época, também, graduanda de Física, começaram a analisar os dados de observações no infravermelho da galáxia em interação. Em paralelo, também iniciou o estudo de aglomerados estelares jovens na Via Láctea, sob a orientação da, agora professora da Unipampa, Eliade Lima, que, na época, era pós-doutoranda do grupo. No doutorado, voltou a pesquisar galáxias ativas, focando na região central desses objetos e especificamente tentando entender como o gás se move nessas escalas. 

Toda a formação de Marina se deu na UFSM e, hoje, o vínculo que possui com a Universidade é na participação em projetos com o grupo de astrofísica, que envolvem, principalmente, o telescópio espacial James Webb. A doutora credita sua carreira e posição atual à Instituição, “com certeza eu não estaria onde estou sem a estrutura fornecida pela UFSM", afirma. Quanto à premiação Marina diz: “eu sou a primeira brasileira a receber esse prêmio, mas ser a primeira brasileira que teve praticamente toda a sua trajetória escolar na rede pública tem um peso ainda maior. Apesar dos constantes ataques e ameaças sofridos pelas instituições públicas de ensino superior no Brasil, a formação é equivalente à obtida por pessoas em grandes centros”. 

Sobre o doutorado

O doutorado de Marina teve o objetivo de estudar os ventos emitidos por Núcleos Ativos de Galáxias (AGNs), determinando suas propriedades físicas e investigando o impacto desses ventos na formação de estrelas e, consequentemente, na evolução de galáxias. Hoje, sabe-se que a maioria das galáxias - inclusive a nossa - possui um buraco negro supermassivo (de milhões a bilhões de massas solares), mas somente em algumas delas, o buraco negro está capturando matéria. Ao capturar matéria, forma-se um disco de acreção - estrutura formada por materiais difusos em movimento orbital ao redor de um corpo central - no entorno do buraco negro que pode emitir grandes quantidades de energia. Esse fenômeno é chamado de Núcleo Ativo de Galáxia. Para descrever a evolução de galáxias, os modelos cosmológicos devem incluir o efeito dos ventos produzidos no disco de acreção, durante as fases em que o buraco negro está capturando matéria. O trabalho da Marina focou em determinar as propriedades físicas dos ventos de gás, que são os ingredientes dos modelos teóricos. 

Marina, também, participou de um projeto que está em execução pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), e atualmente está trabalhando com dados de outros projetos JWST na Universidade da Califórnia.

Texto: Gabriela Leandro e Tatiane Paumam, acadêmicas de jornalismo e voluntárias da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

 

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Marina Bianchin, egressa do Programa de Pós-Graduação em Física (PPG Física) e do Grupo de Astrofísica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), recebeu um prestigioso prêmio da Fundação Gruber em conjunto com a União Astronômica Internacional (IAU). A cada ano, a Fundação Gruber, em colaboração com a IAU, financia um programa de bolsas de estudos no valor de US$ 75.000 para jovens astrônomos promissores. Assim como no ano passado, o Comitê de Seleção decidiu conceder o prêmio deste ano em conjunto a três candidatos excepcionais, cada um recebendo US$ 25.000. Marina é a única brasileira a receber o prêmio, até o momento.

A Dr. Bianchin, concluiu o doutorado no PPG Física em 2022, tendo como tema da tese o estudo de ventos de núcleos ativos de galáxias utilizando espectroscopia de campo integral no ótico e infravermelho próximo. Atualmente, atua como pós-doutoranda na Universidade da Califórnia (Irvine, EUA). O anúncio oficial do prêmio pode ser encontrado aqui.

O PPG Física parabeniza a Dra. Bianchin pelo premio e deseja sucesso na carreira.

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Estão abertas as inscrições para o processo de seleção da Pós-Graduação da UFSM, em nível de Mestrado e Doutorado, para ingresso no 2º semestre de 2023. O período de inscrições para a seleção do Edital 010/2023 podem ser realizadas de 02/05/2023 a 29/05/2023.

O Programa de Pós-Graduação em Física está ofertando 08 vagas para o Mestrado e 08 vagas para o Doutorado, nas linhas seguintes linhas de pesquisa: Astronomia; Física da atmosfera; Física nuclear e de partículas elementares; Matéria condensada experimental; Matéria condensada teórica; Mecânica estatística e sistemas complexos. O edital geral e os específicos estão disponíveis na Página de Editais da PRPGP-UFSM.

Informações sobre o processo de seleção podem ser encontradas no Edital Geral e nos Editais Específicos para o Mestrado e Doutorado. Dúvidas referente ao Edital Geral de seleção podem ser encaminhadas à Coordenadoria de Pós-Graduação (CPG) da PRPGP, por meio do e-mail editais.cpg@55bet-pro.com. Informações sobre o programa de Pós-Graduação em Física podem ser obtidas na página do programa e por meio do e-mail pgfisica@55bet-pro.com.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/02/10/observatorio-espacial-com-a-maior-camera-digital-do-mundo-tera-a-participacao-de-professores-da-ufsm Fri, 10 Feb 2023 12:53:35 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=61179 O Vera C. Rubin Observatory está sendo construído no Cerro Pachón, a uma altitude de 2.715 metros, em meio ao deserto do Atacama, no Chile[/caption] Um dos projetos científicos mais ambiciosos da atualidade está em construção no Chile, no deserto do Atacama, o qual, justamente por ser uma das regiões mais áridas do mundo, é considerado também um local ideal para a prática da observação astronômica. Isso porque lá as imagens telescópicas não sofrem a interferência de nuvens, nem da claridade artificial produzida por cidades e povoados. O Cerro Pachón, a uma altitude de 2.715 metros, foi o local escolhido para a construção do Vera C. Rubin Observatory, que vai abrigar o projeto Legacy Survey of Space and Time (LSST). Vizinho de outros dois grandes telescópios instalados no mesmo cerro (o Gemini Observatory South e o Southern Astrophysical Research Telescope), o LSST vai contar com a maior câmera digital do mundo para fotografar o espaço durante 10 anos, todas as noites, tendo quatro objetivos principais: fazer um inventário do sistema solar (identificando inclusive asteroides que podem colidir com a Terra), mapear a Via Láctea, observar transformações no espaço sideral (como o surgimento e desaparecimento de objetos e fenômenos, a variação no brilho de estrelas e galáxias, além de “rastros” deixados por supernovas) e avançar no conhecimento de dois dos grandes mistérios do Universo: a matéria escura e a energia escura. Para o professor Sandro Barboza Rembold, do Departamento de Física da UFSM, a maior inovação proporcionada pelo LSST será a observação, em intervalos curtos (de apenas 10 dias), dos fenômenos registrados no Vera C. Rubin Observatory. Pois, quando se estuda um fenômeno astrofísico, em geral não se têm informações quanto a eventos que mudam rapidamente, principalmente aqueles – a uma distância de milhões ou bilhões de anos-luz – que só podem ser observados através de telescópios potentes, como as galáxias com núcleo ativo. É o comportamento desse tipo de galáxia, que tem como núcleo um buraco negro supermassivo em atividade (cuja massa pode ser milhões ou bilhões de vezes maior que a do sol), que será estudado pelo grupo de pesquisa formado por Rembold, pelos professores Rogemar André Riffel e Jáderson da Silva Schimoia, ambos também da UFSM, e por dois docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): Thaisa Storchi Bergmann e Rogério Riffel. [caption id="attachment_61182" align="alignleft" width="581"] Construída para o LSST, a maior câmera digital do mundo tem capacidade de 3.200 megapixels e pesa mais de 3 toneladas[/caption] A participação desse grupo de pesquisa no LSST é possibilitada pelo Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA), cujas atividades são custeadas por instituições brasileiras de financiamento à pesquisa, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), entre outras. O LIneA foi concebido “para desenvolver uma infraestrutura de hardware e software para dar apoio à participação de equipes brasileiras, compostas de pesquisadores de diferentes instituições espalhadas geograficamente, em projetos geradores de grandes volumes de dados”, conforme informado no site do próprio laboratório. Serão os servidores computacionais do LIneA que, no Brasil, vão armazenar as imagens fornecidas pelo LSST. As mesmas serão disponibilizadas em “nuvem” para os pesquisadores, sem a necessidade de que cada um as descarregue em seus computadores. Isso seria inclusive inviável, tendo em vista a gigantesca quantidade de dados que será gerada pelo LSST. A maior câmera digital do mundo, construída para o projeto, tem capacidade de 3.200 megapixels e pesa mais de 3 toneladas. As imagens que ela vai captar serão tão grandes que seriam necessárias 1.500 TVs de alta definição para visualizar cada uma. Estima-se que, ao longo dos 10 anos do projeto, sejam gerados ao todo 500 petabytes de dados – equivalente a 500 mil terabytes. A câmera também vai explorar o Universo em diferentes comprimentos e frequências de onda, desde o ultravioleta próximo até o infravermelho próximo. Para participar do LSST, o grupo da UFSM e UFRGS conquistou cinco das 15 vagas disponibilizadas para pesquisadores vinculados a instituições brasileiras em chamada pública do LIneA, que também ofertava outras 60 vagas para jovens pesquisadores. Nessa chamada, o grupo de pesquisa teve aprovado o projeto com o título “Curvas de luz de galáxias hospedeiras de núcleos ativos altamente variáveis”. Entre os objetos que o grupo de pesquisa vai monitorar no LSST estão as galáxias de núcleo ativo emissoras de duplo pico. Essas galáxias têm um núcleo constituído por um buraco negro supermassivo que, no espectro ótico, apresenta dois picos (em comprimentos de onda diversos), os quais representam diferentes padrões de rotação dos gases que orbitam o núcleo. Para o estudo, o grupo de pesquisadores da UFSM e UFRGS vai monitorar, por meio das imagens captadas pelo Vera C. Rubin Observatory, aproximadamente 2 mil galáxias e outros 400 objetos mais próximos. [caption id="attachment_61183" align="alignright" width="605"] A previsão é que o telescópio do Vera C. Rubin Observatory esteja em pleno funcionamento a partir do final de 2024[/caption]

Quem foi Vera C. Rubin

Precedida por célebres físicos e astrônomos como William Thomson Kelvin, Henri Poincaré e Fritz Zwicky, a astrônoma americana Vera Florence Cooper Rubin (falecida em 2016), que dá nome ao observatório em construção no Chile, é um elo importante em uma cadeia de cientistas cujas teorias e descobertas forneceram fortes indícios da existência da matéria escura, apontando ainda caminhos inusitados quanto à especulação da natureza desse componente. Ao observar galáxias em formato espiral, Rubin chegou à conclusão de que a velocidade de rotação de estrelas localizadas nas extremidades da galáxia era praticamente a mesma das estrelas mais próximas do núcleo. A partir disso, ela deduziu que a gravidade da massa dos objetos visíveis não era suficiente para explicar esse fenômeno e que, portanto, a quantidade de matéria escura dentro da galáxia teria de ser muito maior que a da matéria visível. Essa e outras descobertas levaram a outro entendimento predominante na astrofísica atual quanto à natureza da matéria escura: a de que esse componente consiste em um tipo desconhecido de partículas subatômicas, e não de objetos de grande massa (como estrelas mortas, por exemplo), como se supunha nas primeiras investigações sobre o assunto. Matéria escura seria um componente sem luz própria, que não reflete luz e tampouco é afetado por magnetismo ou eletricidade. Além de ser um dos principais elementos responsáveis por unir várias estrelas em uma mesma galáxia (afora a força gravitacional das próprias estrelas), o conceito de matéria escura também é usado para explicar outros fenômenos cósmicos, como a atração que as galáxias exercem umas sobre as outras dentro de um mesmo aglomerado. Ainda mais enigmático é o conceito de energia escura, cuja presença no Universo seria mais que o dobro da matéria escura. De natureza igualmente desconhecida, a energia escura seria uma força aceleradora da expansão do Universo. Estima-se que, somadas, a matéria escura e a energia escura constituam aproximadamente 95% de tudo o que existe no cosmos. A previsão é que o telescópio do Vera C. Rubin Observatory esteja em pleno funcionamento a partir do final de 2024. Além da base de dados gigantesca que fornecerá para cientistas mundo afora, o LSST prevê ainda projetos de divulgação científica para o público em geral e a produção de materiais didáticos direcionados para crianças e adolescentes. Texto: Lucas Casali Fotos: Rubin Observatory/divulgação]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/buracos-negros-ufsm-telescopio-james-webb Wed, 22 Dec 2021 12:00:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8841 NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço), a ESA (Agência Espacial Europeia) e a CSA (Agência Espacial Canadense), o desenvolvimento do Telescópio Espacial James Webb (JWST) teve início em 1989. O principal objetivo do projeto é observar o Universo em comprimentos de onda mais longos do que a luz visível. Para isso, o telescópio conta com uma suíte de câmeras de última geração, espectrógrafos e cronógrafos - o primeiro capta a luz em diferentes comprimentos de onda e o segundo mede o tempo.
Fotografia quadrada e colorida de um telescópio amarelo e preto. Ele está no espaço. O fundo é escuro.
Concepção artística que mostra como o telescópio ficaria no espaço. Crédito da imagem: NASA

O Grupo de Astrofísica da UFSM, coordenado pelo professor Rogemar Riffel, liderou uma das propostas aprovadas para observação com o telescópio James Webb. No total, foram 250 projetos selecionados. Além do grupo da instituição, somente uma proposta liderada por instituições brasileiras foi aprovada. A seleção ocorreu através de uma chamada para o primeiro ano de operação. 

Na maioria dos observatórios astronômicos terrestres, no entanto, somente pesquisadores de países e instituições que financiaram o desenvolvimento das operações conseguem concorrer nas chamadas. Porém, como o JWST ficará  voltado ao  espaço, uma parte pequena do tempo de observação estará  disponível para outros cientistas no mundo.

“É um telescópio espacial com previsão de lançamento para 24 de dezembro de 2021. É um equipamento moderno capaz de captar a radiação emitida por objetos astronômicos na faixa do infravermelho do espectro eletromagnético. Ele possibilitará a observação das primeiras galáxias formadas no Universo, regiões de formação estelar e planetas em formação fora do sistema solar, com características semelhantes à Terra”, comenta o professor Rogemar Riffel. Ele será lançado através do foguete Ariane 5, no Espaçoporto europeu da Guiana Francesa.
Fotografia horizontal e colorida de um telescópio amarelo e preto. No centro da imagem, o telescópio, em tamanho muito grande e no formato de uma colmeia de abelhas, e amarelo. No centro, a estrutura do cano de observação do telescópio se projeta para fora. Há dois cabos que sustentam a base inferior à superior, formando um triângulo. A estrtura está sobre uma base de apoio branca e é segurada por um guindaste. Abaixo, sobre o chão branco, 12 pessoas em macacão branco que sobre todo o corpo, e de máscara descartável azul. O espaço é amplo.
Técnicos da NASA levantam o JWST usando um guindaste e o movem para dentro de uma sala limpa. Foto: NASA

Grupo observará buracos negros supermassivos

A ideia dos pesquisadores da UFSM é estudar o papel de ventos de gás molecular e da radiação, produzidos no disco de acreção (acumulação de matéria na superfície de um astro pela ação da gravidade) no entorno de  buracos negros supermassivos no centro de galáxias próximas, na evolução de galáxias - o chamado feedback de núcleos ativos de galáxias. 

Com o Telescópio Espacial James Webb será possível mapear a cinemática do gás molecular morno (com temperaturas de centenas de Kelvins), quente (aproximadamente 2.000 Kelvins) e ionizado, em detalhes sem precedentes. O projeto prevê observações de três galáxias próximas (NGC3884, CGCG012-070 e UGC08782 – localizadas de 300 a 600 milhões de anos-luz da Terra), nas quais os  buracos negros centrais estão capturando matéria ativamente. 

Fotografia horizontal e colorida em tons de roxo, preto, laranja, e cinza. No centro, um círculo com um buraco no centro, em tons de laranja e marrom. No centro, um feixe de luz laranja que atravessa o círculo de cima a baixo; Ao redor do feixe de luz, uma fumaça cinza que contorna, de forma circular, a luz. O fundo é escuro.
Concepção artística do fenômeno que será observado nas três galáxias. O disco é mostrado em marrom e os ventos são as nuvens em branco. O buraco negro é um pontinho no centro da imagem. Crédito da imagem: ESA/AOES Medialab.

As galáxias foram selecionadas por apresentarem ventos de gás molecular potentes. “A compreensão da física associada aos buracos negros e seus efeitos na evolução de galáxias é fundamental para entender o Universo e, de certa forma, a nossa origem”, destacou Riffel. Foram programadas cerca de 16,2 horas de telescópio para as observações.

Mas afinal, o que é um buraco negro?

O espaço é um lugar extremamente escuro, de acordo com a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa). Mesmo assim, há áreas  mais escuras que outras. É o caso dos buracos negros: não existe nada mais escuro do que eles.

Um buraco negro é uma área de gravidade imensa, em que nada - nem mesmo a luz - pode escapar. Qualquer elemento que chegue perto de um, como uma estrela ou um planeta, por exemplo, é esticado e comprimido em um processo conhecido como “espaguetização”. 

O professor Rogemar Andre Riffel, do Grupo de Astrofísica da UFSM, explica: “Buracos negros se formam naturalmente no universo, como resultado do processo de evolução de estrelas massivas ou no centro de galáxias. Em particular, os supermassivos, formados no centro de galáxias, parecem desempenhar um papel importante na evolução delas”.

Primeiro registro

A primeira imagem de um buraco negro foi capturada em 2017 e apresentada pelas agências espaciais da Europa e dos Estados Unidos em abril de 2019. O registro foi feito pelo Telescópio do Horizonte de Eventos (Event Horizon Telescope), do centro da galáxia de Messier 87 (ou M87), há cerca de 53 milhões de anos-luz de distância de nosso planeta - 1 ano-luz corresponde à distância que a luz percorre em um ano, equivalente a cerca de 9,5 trilhões de quilômetros.
Registro fotográfico de um buraco negro. A imagem é escura, e no centro, há um círculo vazado de luz na cor alaranjada, que espalha luz ao redor, de forma leve.
Primeira fotografia feita de um buraco negro. Ele foi encontrado na galáxia conhecida como M87. Crédito da imagem: NASA
No entanto, de acordo com o professor Rogemar Riffel, é errado pensar que os telescópios identificam  o buraco negro em si. “Os telescópios detectam apenas a luz emitida pelo disco de gás que alimenta o buraco negro. Tais fenômenos  são invisíveis não somente a olho nu, mas também com telescópios. O que nosso olho e o telescópio detectam é a luz”, ilustra. Ou seja, o que os telescópios detectam é a luz emitida pelo disco de gás que o buraco negro se alimenta e não o buraco negro - ele é invísivel.

Supermassivos e estelares

A alimentação de um buraco negro se dá através de um disco de acreção - estrutura formada por materiais difusos em movimento orbital ao redor de um corpo central -, o qual, além de nutri-lo, produz uma enorme quantidade de energia, emitida na forma de luz, ventos de gás e jatos de partículas.  Essa energia liberada pode interagir com o gás galáctico e evitar que novas estrelas sejam formadas e, dessa forma, afetar a evolução da galáxia.

Entretanto, no geral, esse fenômeno não tem nenhum poder devastador. “No centro da nossa galáxia tem um buraco negro de quase 4 milhões de massas solares e nem sequer sentimos sua presença. Somente se está capturando matéria (tem alimento próximo a ele),  pode ter algum poder destrutivo da formação de novas estrelas em galáxias”, argumenta Riffel.

Há dois tipos de buracos negros mais estudados: estelares e supermassivos. Os estelares se formam no final da vida das estrelas - na maioria das vezes ela infla, perde massa, esfria e o núcleo se reduz de tamanho - e a quantidade de massa pode ser 20 vezes maior do que a do Sol. Quando a massa colapsa em um ponto muito pequeno, forma-se um buraco negro. 

A segunda espécie, por sua vez, tem  massa maior que 1 milhão de sóis - podendo chegar a mais de 10 bilhões. Os cientistas encontraram provas de que toda grande galáxia contém um buraco negro supermassivo no centro. Segundo o professor Rogemar, o do centro da Via Láctea é chamado “Sagittarius A*” e possui massa equivalente a 4 milhões de sóis - um sol equivale a cerca de 335 mil vezes a massa da terra.

“Os buracos negros supermassivos se formaram quando o Universo era jovem, possivelmente junto com as primeiras estrelas e galáxias do Universo. Eles crescem a partir da captura da matéria que está em sua volta e evoluem juntamente com a galáxia que o hospeda”, acrescenta o pesquisador.

Expediente

Reportagem: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Revisão: Gustavo Salin Nuh

Créditos das Imagens: National Aeronautics and Space Administration - NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, em português)

Design e Tratamento de Imagem: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista

Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária

Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/12/17/projeto-de-extensao-webservatorio-ufsm-realiza-atividades-alusivas-ao-lancamento-do-maior-telescopio-espacial Fri, 17 Dec 2021 14:21:04 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=57534

No dia 24 de dezembro, haverá o lançamento do maior telescópio espacial, o James Webb, que será usado para observação de galáxias pelo Grupo de Astrofísica da UFSM.

O projeto de extensão Webservatório UFSM, parceria entre grupos do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) e Centro de Tecnologia (CT), fará atividades especiais na próxima semana em alusão ao lançamento. Na terça-feira (21), às 20h, pelo YouTube do Webservatório UFSM, será realizada live especial sobre o telescópio. As convidadas são as doutorandas em Astrofísica Catarina Aydar, da Universidade de São Paulo (USP), e Marina Bianchin, da UFSM, com apresentação de Analuiza Alves da Cruz, discente do Colégio Vila Militar, de Curitiba, e participação do professor da UFSM Rogemar Riffel. Durante o evento haverá observações de Júpiter, Saturno e Urano, em tempo real.

Já na sexta (24), será possível acompanhar o lançamento do telescópio espacial James Webb. A Nasa concedeu autorização para o Webservatório UFSM realizar o streaming de sua transmissão do evento. Os professores da UFSM Marcelo Zanetti e Rogemar Riffel entrarão ao vivo às 9h para narrar e comentar os últimos momentos que antecedem o lançamento, agendado para ocorrer às 9h20 (data e horário sujeitos a alteração). Todos os interessados poderão acompanhar pelo YouTube do Webservatório UFSM.

O telescópio é fruto de uma parceria entre a Nasa, ESA e CSA e levou cerca de 30 anos, entre planejamento e construção, para ser executado. Além de representar uma grande inovação científica e tecnológica para as comunidades da Astronomia e Astronáutica, a UFSM tem um motivo especial para esperar que o lançamento ocorra como o esperado.

O professor do Departamento de Física e líder do Grupo de Astrofísica Rogemar Riffel é o investigador principal de uma das propostas de tempo de observação aceitas para utilizar o telescópio no seu primeiro ano. O projeto conta ainda com a participação da doutoranda do PPG Física Marina Bianchin, além de pesquisadores da UFRGS e da Universidade Johns Hopkins. Somente mais uma proposta proposta liderada por um pesquisador de uma instituição brasileira foi aceita, de Roderik Overzier, do Observatório Nacional.

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/a-arte-de-fotografar-o-espaco Wed, 15 Dec 2021 15:15:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8818 A astrofotografia é um ramo da astronomia que permite revelar, por meio de fotografias do céu noturno, corpos celestes que muitas vezes estão invisíveis a olho nu, como constelações, planetas, galáxias e nebulosas - nuvens formadas por poeira cósmica e gases como Hidrogênio. O primeiro registro da atividade aconteceu em 1840, com uma foto da lua. Atualmente, a astrofotografia é feita tanto por profissionais, quanto por pessoas que a praticam como hobby.

Fotografia horizontal e colorida da via láctea, em tons de roxo, azul escuro, preto e amarelo esverdeado. Há pontos de luz espalhados pela imagem. Os equipamentos considerados acessíveis para o público amador variam de câmeras de celulares a telescópios. Contudo, a astrofotografia envolve alguns desafios técnicos - como o movimento aparente do céu, devido à própria rotação da Terra - que podem fazer com que as fotos capturadas podem ficar ‘borradas’. Por isso, precisa-se de ferramentas que movimentem a câmera fotográfica para realizar registros com boa qualidade. Porém, o custo desses equipamentos é elevado no Brasil, já que são importados, o que dificulta a prática da atividade.

Diante disso, o professor do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM, Rafael Concatto Beltrame, propôs o desenvolvimento de uma ferramenta - plataforma equatorial - de custo acessível para a prática da astrofotografia como tema de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). O discente do curso de Engenharia da Computação, Eugênio Piveta Pozzobon, na época graduando de Engenharia Elétrica, aceitou o desafio.

Equipamentos convencionais para astrofotografia

Outro objetivo do desenvolvimento da plataforma é ser de fácil utilização. Rafael explica que os equipamentos disponíveis no mercado são de difícil configuração, já que o posicionamento da plataforma precisa ser feito com o eixo de rotação da Terra. Além disso, as configurações para o alinhamento dependem da localização geográfica do fotógrafo. Os métodos mais comuns, por exemplo, são realizados por laser ou por luneta. A plataforma que sustenta a câmera precisa ser deslocada para acompanhar o movimento aparente do céu e tirar fotografias com qualidade.

Independentemente do método empregado, quem se encontra no hemisfério norte precisa alinhar a plataforma com o polo norte celeste, que tem como referência a estrela polar. Porém, o método pode não ser totalmente preciso, devido ao fato de a estrela não estar localizada no centro do polo. Já no hemisfério sul, deve-se alinhar a plataforma com o polo sul celeste, que não possui um ponto de referência central, o que dificulta o alinhamento, pois o fotógrafo precisa conhecer e localizar diferentes constelações no céu, como o Cruzeiro do Sul. Infográfico horizontal e em tom azul escuro. No centro superior, em branco, caixa alta e dividido em duas linhas, o título "Demonstração do eixo de rotação da terra e a localização do polo norte celestial para o alinhamento. No centro inferior, em branco, um círculo que representa o planeta Terra, sobre o qual há um boneco palito. Ao redor do globo, um círculo horizontal em forma de disco. Uma linha perpendicular à direita corta o globo. Na parte inferior da linha, o texto "eixo de rotação". Na parte superior, o texto "polo norte celestial". Na parte inferior do Globo, o texto "Equador". Ao lado direito da linha circular em forma de disco, a palavra "horizonte". O fundo é azul escuro.

Desenvolvimento da plataforma equatorial

Tais métodos exigem conhecimento prévio sobre astronomia, o que dificulta a adesão à astrofotografia de quem não é da área. Neste sentido, a plataforma equatorial desenvolvida por Rafael e Eugênio, chamada de EasyTracker, apresenta inovações em relação aos equipamentos convencionais: “Quando propus a ideia para o Eugênio, pretendia desenvolver também um aplicativo para celular que guiasse o usuário na configuração da plataforma, sem que o fotógrafo precisasse possuir conhecimentos em astronomia”, comenta Rafael.

Fotografia horizontal e colorida de um aparato de suporte para câmera fotográfica. Ele é formado por duas placas de madeira, que estão abertas em 30º no lado direito. Sobre a parte superior da placa, está acoplada uma câmera fotográfica preta. O fundo é uma parede branca.
Plataforma desenvolvida por Rafael e Eugênio

O modelo de rastreamento utilizado na plataforma é o equatorial, pois permite o movimento circular automático da câmera fotográfica – por meio de um motor -, na mesma velocidade da rotação aparente do céu. Apesar dessa facilidade, ainda é necessário que seja feito o correto alinhamento com o polo celeste. Assim, a inovação do EasyTracker é o sistema eletrônico que consegue comunicar-se com o celular por meio de um aplicativo para Android.

Os sensores da plataforma se conectam com o smartphone por uma uma rede bluetooth – que permite que os dois aparelhos troquem informações entre si sem o uso de cabos. Após parear os dispositivos, o aplicativo determina automaticamente a latitude na qual o fotógrafo se encontra para começar o alinhamento. Ademais, tendo por base os dados da bússola eletrônica e dos sensores de posicionamento da plataforma, guia o usuário durante o processo de alinhamento. Eugênio produziu um tutorial, em formato de vídeo, para demonstrar as instruções de uso, que deve ser acessado antes de iniciar o rastreamento do céu: http://www.youtube.com/watch?v=MnpiZsJ5V1E

Além disso, em comparação com equipamentos disponíveis no mercado – que custam de 650 a 2 mil reais –, o EasyTracker vai ser mais acessível: em torno de 400 reais. Eugênio destaca outro ponto importante sobre a plataforma: “o motor possui um erro periódico natural, ou seja, pode acontecer algumas vezes de girar mais rápido ou devagar, mas todos os equipamentos comerciais analisados também possuem esse problema. Nos testes, chegamos a resultados interessantes. Alguns dos produtos profissionais com custo mais elevado que o nosso apresentaram um erro médio maior em relação ao EasyTracker”.

Durante o desenvolvimento, Eugênio disponibilizou um formulário para analisar se a proposta da plataforma estava de acordo com as exigências de quem pratica ou se interessa por astrofotografia e também surgiu a ideia de convidar profissionais para testarem o equipamento. Neste contexto, Rafael e Eugênio comentaram que a intenção é disponibilizar o projeto do aplicativo gratuitamente após a defesa do TCC, que deve ocorrer em 2022.

Fotografia horizontal e colorida de uma câmera fotográfica preta sobre um tripé. Ela está em frente ao Planetário da UFSM, a noite. A câmera está posicionada sobre um suporte de madeira formado por duas placas abertas em 30º no lado direito. O fundo é escuro, o gramado escuro e o Planetário iluminado.
Primeiros testes com o EasyTracker no largo do Planetário

Dicas para praticar a astrofotografia

Rafael e Eugênio deram algumas sugestões aos interessados em começar a praticar astrofotografia, confira:

1) Deve-se utilizar uma câmera digital com configurações manuais, além de um tripé para fixação, pois é necessário um longo tempo de exposição para o sensor do aparelho receber luminosidade suficiente. Além disso, é possível fazer astrofotografia com a câmera do smartphone. Rafael e Eugênio indicam este vídeo para quem quiser praticar com o dispositivo móvel: http://www.youtube.com/watch?v=UXarKUT2VWQ

Rafael explica com um exemplo, “Quando se fotografa esportes com a pessoa em movimento, o tempo de exposição para fazer a foto precisa ser curto, senão os braços e as pernas vão aparecer borrados. Mas essa imagem vai ser feita em um dia de sol, com bastante luz. No caso de fotografias à noite [astrofotografia], não se pode ter um período de exposição muito pequeno, porque a foto vai ficar escura”. Neste viés, precisa-se adaptar as configurações para o propósito da foto.

2) O céu precisa estar limpo durante a noite, não pode estar nublado. Ademais, para realizar as fotos com qualidade, é necessário se afastar dos centros urbanos, devido à ‘poluição luminosa’, como luzes de edifícios e das ruas. Quanto mais afastado desses locais, melhor para a atividade.

3) Cuidado no inverno!. Alguns problemas podem acontecer durante noites frias, como  o sereno cair na lente do dispositivo fotográfico. Isso vai deixá-la úmida e, assim, a imagem capturada pode ficar embaçada.

4) A astrofotografia pode ser realizada sem equipamentos, como a plataforma equatorial, mas o tempo de exposição deverá ser menor, devido ao movimento aparente do céu. 

Fotografia horizontal e colorida da Via Láctea em tons de roxo, azul escuro, preto e amarelo esverdeado. Há pontos de luz espalhados pela fotografia. Ela está borrada;.
Fotografias da via láctea sem rastreamento do céu
Fotografia horizontal e colorida da Via Láctea em tons de roxo, azul escuro, preto e amarelo esverdeado. Há pontos de luz espalhados pela fotografia..
Fotografia da via láctea com rastreamento do céu

Dessa maneira, algumas informações não serão capturadas na imagem. Nesse caso, pode-se utilizar técnicas avançadas de processamento, como o empilhamento de imagens: são capturadas várias fotografias e depois é realizada a edição delas, em softwares, combinando as suas melhores partes para gerar uma imagem final. Assim, esse resultado poderia ser obtido diretamente com o uso da plataforma.

Fotografia vertical e colorida da via láctea e do Obelisco da UFSM. O Obelisco é espelhado e está de perfil. A Via Láctea tem tons de roxo, preto, e amarelo esverdeado mais próximo à superfície.
Fotografias da Via Láctea empregando a técnica de empilhamento fotográfico: Obelisco UFSM.
Fotografia vertical e colorida do cano de um poço e da via láctea, à noite. O cano é de ferro enferrujado e está sobre um poço circular em um gramado. A Via Láctea tem tons de roxo; É possível ver pontos de luz e nuvens.
Poço em Palma
Fotografia vertical e colorida de uma igreja pequena e amarela e da via láctea à noite. A igreja está de frente, é amarela pastel com detalhes em branco nos pavimentos e porta na cor azul, estende-se ao fundo da imagem. Ao lado direito da igreja, uma torre de madeira que serve de suporte para um sino. Ao fundo, sombra de uma árvore alta e de copa densa. No chão, sombra de gramado. Acima e ao fundo da imagem, a via láctea em tons de roxo, com pontos de luz e presença de nuvens;
Igreja em Silveira Martins
6) A última dica é para quem tem interesse em usar os aparelhos e se aprofundar na fotografia do céu noturno. O vídeo indicado é para conhecer sobre cinco ferramentas de astrofotografia: http://www.youtube.com/watch?v=Xc1v6BjHm8U

Expediente

Reportagem: Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e voluntária

Créditos das imagens: Rafael Beltrame e Eugênio Pozzobon

Tratamento de imagem: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial e voluntário

Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária

Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/curiosidades-sobre-espaco-astronautas Wed, 22 Sep 2021 12:08:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8666 Que atire o primeiro meteorito quem nunca teve curiosidade em saber como são as coisas a alguns quilômetros daqui - mais especificamente a 100 km de altitude da terra -, no espaço. Alguns astronautas e estudiosos estão sempre atrás de novos saberes e, até agora, muita coisa já foi descoberta. Porém, ainda surgem dúvidas e o que sabemos é uma gota perto da imensidão que é o espaço.

Nesse sentido, a Arco apresenta algumas curiosidades sobre o espaço e os astronautas que realizam estudos por lá - sim, existem astronautas em órbita neste momento! Para isso, contamos com as explicações dos professores do curso de Engenharia Aeroespacial da UFSM Marcelo Serrano Zanetti e Eduardo Escobar Bürguer.

1- Desde o dia 17 de junho de 2021, 10 astronautas ocupavam duas estações espaciais distintas em órbita: sete na Estação Espacial Internacional (ISS) e três na Estação Espacial Tiangong (China) - esses últimos retornaram na sexta-feira (17). 

2 - Na ISS, são dois astronautas da Corporação Estatal de Atividades Espaciais (ROSCOSMOS/Rússia), três astronautas da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA/EUA), um astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA/UE) e um da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA/Japão). Já em Tiangong, eram três astronautas da Administração Espacial Nacional da China (CNSA/China). 

3 - Astronautas de origem russa ou da extinta União Soviética são chamados de cosmonautas, enquanto os de origem chinesa são chamados de taikonautas.

4 - O nome formal da roupa dos astronautas é Unidade de Mobilidade Extraveicular (EMU – Extravehicular Mobility Unit). O seu uso é necessário pois existe uma grande variação térmica no espaço que, a depender da iluminação solar, pode ir de -150ºC  a +120ºC em questão de minutos. Além disso, os trajes espaciais protegem contra a radiação, luz do sol, lixo espacial e fornecem água e oxigênio. Ele é composto por numerosas peças que permitem que ele seja reutilizado por até 6 anos.

Traje espacial usado pelos astronautas durante uma caminhada espacial. Foto: NASA

5 - As estações espaciais possuem um ambiente totalmente controlado de umidade, pressão, contaminação do ar e temperatura (sempre em torno de 24 ºC). Por isso, é seguro estar nas estações sem o traje.

6 - O motivo pelo qual as coisas flutuam no espaço é porque, na verdade, elas estão constantemente caindo e, dessa forma, aparentam não ter peso. A gravidade as puxa em direção ao centro da Terra - inclusive as estações espaciais e os astronautas.

7 - Para tomar banho, os astronautas utilizam pequenas toalhas umedecidas, um sabão e um xampu especial. A água para o banho é provida em pequenas bolsas e, assim como a água da urina e da umidade da respiração, é capturada e reciclada pelo “sistema de suporte à vida e controle ambiental”, recondicionada e reutilizada.

8 - Até 93% de toda a água utilizada é recuperada para uso - aproximadamente 6 mil litros de água por ano. A água é reciclada com o uso de destiladores rotacionais, filtros, e um processo de catálise de alta temperatura que remove microorganismos e outros contaminantes. De acordo com o professor Eduardo Escobar, apesar de o sistema reaproveitar a água utilizada para higiene e da própria urina dos astronautas, ela se torna mais pura que a de torneira que tomamos diariamente em nossas casas.

Sistema de reciclagem de água que fica dentro das paredes das estações. Foto: Universe Today

9 - Para ir ao banheiro, os astronautas precisam se amarrar para evitar flutuar. O vaso sanitário possui uma abertura muito menor com relação ao daqui, possuindo aproximadamente 20 centímetros. Os dejetos são coletados por um saco plástico que fica dentro de um pequeno contêiner metálico trocado eventualmente. 

Vaso sanitário no espaço com abertura de aproximadamente 20 centímetros Foto: ESA

10 - Os astronautas comem, principalmente, alimentos desidratados. São três refeições diárias: café da manhã, almoço e jantar. Nutricionistas garantem que eles tenham a ingestão balanceada de todos os nutrientes, assim, podendo escolher entre vários tipos de alimentos como frutas, oleaginosas, frango, bife, entre outros.

11 - De acordo com European Space Agency (ESA), os astronautas se exercitam duas horas por dia para compensar a perda de massa óssea e muscular de viver em “ausência de peso” - lembrando que as pessoas continuam com o mesmo peso, elas só aparentam não tê-lo porque estão em queda livre constantemente (item 6). E, para ajudar a quebrar a monotonia do treino diário, alguns laboratórios, como a NASA, utilizam o experimento de exercício imersivo com realidade virtual.

Astronautas se exercitam diariamente para evitar perda de massa. Foto: NASA

12 -  Quando se fala em tempo no espaço, o professor Marcelo Zanetti explica que duas teorias são abordadas: a Especial da Relatividade e a Geral da Relatividade, ambas postuladas por Einstein.

Na primeira, o físico explica que o tempo não é absoluto, ou seja, um observador estacionário vai perceber o tempo passar de forma diferente em relação a um observador em movimento. Dessa forma, os relógios em velocidade orbital - no espaço - irão estar atrasados em relação ao relógio na Terra.

Já com a Teoria Geral da Relatividade, Einstein mostra que o tempo desacelera na presença de objetos massivos, pois a massa afeta a estrutura do Espaço-Tempo. Assim, um relógio em altitude orbital avançará com relação a um relógio na superfície da Terra (ou de outro planeta). 

Relógios em órbita então combinam esses dois efeitos relativísticos: atrasam com a velocidade na qual se deslocam em órbita, mas avançam devido à sua distância da superfície da Terra.

13 - A diferença resultante entre o que acontece em órbita com relação à Terra é muito pequena para ser percebida por seres humanos, mas pode afetar os sistemas espaciais de forma significativa, principalmente aqueles que funcionam com base na sincronização de tempo, envolvendo a interação entre sistemas orbitais e sistemas terrestres, como é o caso do conjunto, ou constelação, de satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS).

14 - Boa parte das atividades dos astronautas em órbita estão relacionadas à manutenção de sistemas e estações espaciais. Outras observações estão ligadas à análise do corpo humano e do comportamento dos sistemas biológicos em ambiente espacial, buscando formas de mitigar problemas fisiológicos durante uma missão, e prever possíveis consequências que afetam a saúde dos astronautas mesmo após o retorno à Terra. 

15 - Até então, nenhuma forma de vida extraterrestre foi identificada nesses estudos, nem em amostras colhidas por astronautas, nem em amostras colhidas por sondas robóticas - naves espaciais não tripuladas. Porém, muitos experimentos são feitos, os quais vêm mostrando que a vida pode existir mesmo no vácuo do espaço - o que abre novas possibilidades para a busca por vida extraterrestre.   

16 - O recorde de estadia ininterrupta em ambiente espacial é do cosmonauta Valeri V. Polyakov, que permaneceu na estação espacial soviética MIR por 437 dias e 18 horas. A MIR, cujo nome significa “paz” em Russo, foi a primeira estação orbital projetada para ser montada em órbita, com o processo de montagem tendo sido realizado através de múltiplos lançamentos orbitais enviados entre 1986 e 1996. Ela foi  desativada em 2001.

17 - Conforme comenta o professor Marcelo Zanetti, a última vez que foram abertas seleções para virar astronauta no Brasil foi em 1998. A Agência Espacial Brasileira (AEB) selecionou Marcos Pontes, atual ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), para se tornar o primeiro astronauta brasileiro, através de um convênio com a NASA. Desde então, não foi aberta mais nenhuma seleção. Mas, para quem tem interesse - e dupla cidadania -, Zanetti comenta que existe a possibilidade de participar da seleção de outros países. Ele recomenda entrar no site dessas agências e conferir os principais requisitos. 

18 - O professor Eduardo Escobar conta que entre os principais requisitos para se tornar um astronauta estão: graduação e, no mínimo mestrado, nas áreas de ciências, engenharias, física, matemática ou ciências biológicas e medicina. Anos de experiência profissional, ser fluente em inglês, ter alguma experiência em pilotar aeronaves e ter treinamento em natação, mergulho e técnicas de sobrevivência. Além da parte técnica, o processo seletivo também leva muito em conta capacidades pessoais e interpessoais. 

19 - Na UFSM, o curso de Engenharia Aeroespacial qualifica o aluno para trabalhar em sistemas tanto aeronáuticos quanto espaciais. O curso possui disciplinas específicas sobre sistemas aeronáuticos, veículos lançadores (foguetes) e sistemas espaciais (sondas e satélites). De acordo com o professor Marcelo Zanetti, o curso oferece uma formação bem sólida para início de carreira.

Expediente

Reportagem: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Ilustração: Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário

Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/09/17/engenharia-aeroespacial-da-ufsm-recebe-o-astronauta-claude-nicollier Fri, 17 Sep 2021 21:04:12 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=56755

No próximo dia 24 de Setembro, a partir das 13h30min, o curso de Engenharia Aeroespacial recebe o Professor Dr. Claude Nicollier, astronauta aposentado da Agência Espacial Europeia (ESA), para uma palestra virtual sobre Exploração Espacial. Após a palestra o  Prof. Nicollier ficará disponível para responder perguntas do público. A palestra será oferecida em Inglês, e por conta das limitações da plataforma, a sala virtual será limitada a 200 participantes.

Somente estes 200 terão a oportunidade de interagir diretamente com o professor Nicollier e serão selecionados por ordem de inscrição, que deverá ser feita pelo  formulário. A palestra será transmitida no o Youtube com tradução simultânea do Inglês para o Português. Perguntas selecionadas através do Youtube também serão respondidas pelo Prof. Nicollier. Somente os inscritos receberão o link para participação.

Currículo do Palestrante

Claude Nicollier nasceu em Vevey, Suiça, em 1944. Ele se tornou um astrofísico depois de estudar física em Lausanne e astrofísica em Genebra. Ele também possui formação como piloto da Força Aérea Suiça e como piloto comercial. Se graduou na Empire Test Pilot’s School (escola de pilotos de teste), Boscombe Down, Reino Unido, na classe de 1988. De 1966 a 2004 serviu a Força Aérea Suiça na modalidade meio período, possuindo experiência de voo no DH 112 Venom, Hawker Hunter e F-5E Tiger. De 1974 a 1976 atuou como co-piloto para SWISSAIR voando o DC-9. Foi selecionado em 1978 para o primeiro grupo de astronautas da ESA, posteriormente realocado para o Centro Espacial Johnson (JSC) da NASA em Houston, Texas, para ser treinado como Especialista de Missão para o programa do Space Shuttle, seguindo acordo entre ESA e NASA. Depois de vários anos de treinamento, e várias funções junto ao JSC, tripulou quatro missões do Space Shuttle entre 1992 e 1999, incluindo duas missões de serviço ao Telescópio Espacial Hubble. Durante sua última missão em Dezembro de 1999, realizou uma caminhada espacial de mais de 8 horas de duração para instalar novos equipamentos no Hubble. Totalizou mais de 1000 horas no espaço ao longo de suas quatro missões. Atualmente é membro do Centro Espacial Suiço em Lausanne, Suiça, e Professor honorário no ETH (Instituto Federal Suiço de Tecnologia). Leciona uma disciplina de nível de pós-graduação entitulada “Concepção e Operação de Missões Espaciais”, disponível on line através da plataforma edX. É membro da Comissão Federal para Assuntos Espaciais, a qual da suporte ao Conselho Federal em tópicos relacionados a política espacial da Confederação Suiça. Ocasionalmente serve como supervisor de dissertações de mestrado e teses de doutorado  para estudantes trabalhando no EPFL (ETH Lausanne) em temas relacionados ao espaço.

Informações: curso de Engenharia Aeroespacial da UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/04/02/grupo-de-astrofisica-da-ufsm-observara-galaxias-com-o-telescopio-espacial-james-webb Fri, 02 Apr 2021 04:15:08 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=55455 Concepção artística do Telescópio Espacial James Webb. Imagem: Nasa[/caption]

Na última terça-feira (30), o Space Telescope Science Institute anunciou as propostas selecionadas para as observações do ciclo 1 do Telescópio Espacial James Webb (JWST). Apesar de o JWST ser um projeto financiado pelos Estados Unidos, através da Nasa (agência espacial americana), por países europeus, através da ESA (agência espacial europeia), e pela CSA (agência espacial canadense), por se tratar de um telescópio espacial ele está aberto ao uso da comunidade astronômica em todo o planeta. Grandes avanços científicos são aguardados pelas observações com o telescópio JWST.

As propostas enviadas solicitaram ao todo cerca de 25 mil horas de observações, enquanto que o tempo disponível para as observações do ciclo 1 (correspondente ao primeiro ano de operação do telescópio) é de 6 mil horas. Dentre as cerca de 250 propostas aprovadas, uma delas foi liderada pelo Grupo de Astrofísica da UFSM, tendo como investigador principal o professor Rogemar André Riffel, do Departamento de Física da UFSM, em colaboração com a doutoranda em Física pela UFSM Marina Bianchin e com os pesquisadores Thaisa Storchi-Bergmann e Rogério Riffel, ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e também com a pesquisadora Nadia Zakamska, da Johns Hopkins University, dos Estados Unidos.

Na lista de solicitações aprovadas, a proposta em questão é a de Nº 1.928 e se encontra na seção Buracos Negros Supermassivos e Núcleos Ativos de Galáxias (AGN). O título da proposta é Blowing Star Formation Away: Unraveling Molecular Winds in AGN (“Suprimindo a formação estelar: desvendando ventos moleculares em núcleos ativos de galáxias”).

A proposta aprovada visa a estudar o papel de ventos de gás molecular e da radiação, produzidos no disco de acreção (acumulação de matéria na superfície de um astro pela ação da gravidade) no entorno de  buracos negros supermassivos no centro de galáxias próximas, na evolução de galáxias, o chamado feedback de núcleos ativos de galáxias. Com o Telescópio Espacial James Webb, será possível mapear a cinemática do gás molecular morno (com temperaturas de centenas de Kelvins), quente (aproximadamente 2.000 K) e ionizado em detalhes sem precedentes. A cinemática do gás molecular morno será estudada a partir da emissão da molécula do hidrogênio no infravermelho médio, região espectral que somente é acessível por telescópios espaciais, já que a atmosfera terrestre bloqueia a maior parte da radiação nessas frequências.

A proposta prevê observações de três galáxias próximas (NGC3884, CGCG012-070 e UGC08782), cujos buracos negros centrais estão capturando matéria ativamente. Estes objetos foram selecionados por serem candidatos a apresentarem ventos de gás molecular potentes, como indicado por estudos anteriores do grupo de pesquisa. O lançamento do telescópio espacial está planejado para o dia 31 de outubro de 2021, e as observações do ciclo 1 devem iniciar em maio de 2022.  Foram programadas cerca de 16,2 horas de telescópio para as observações planejadas.

[caption id="attachment_55457" align="alignleft" width="444"] Representação artística do fenômeno que será observado pelos cientistas do Grupo de Astrofísica. Imagem: Gemini Observatory/Aura, arte de Lynette Cook[/caption]

“As três são galáxias com núcleo ativo. Hoje sabemos que a maior parte das galáxias possuem um buraco negro de milhões a bilhões de massas solares em seus centros, inclusive a nossa galáxia. Os núcleos ativos de galáxias são aqueles em que o buraco negro está capturando matéria, ou seja, há matéria próxima suficiente para ele engolir. À medida que ele captura matéria, forma-se um disco de gás ao redor dele e esse disco emite grandes quantidades de radiação (comparável a todas as estrelas da galáxia) e ventos de gás, que podem afetar a formação de novas estrelas na galáxia inteira. Esse é o fenômeno em que estamos interessados”, comenta o professor Rogemar Riffel. 

Além da proposta liderada pelo Grupo de Astrofísica, os pesquisadores Rogemar Riffel e Marina Bianchin também são colaboradores de outra proposta aprovada pela comissão de alocação de tempo. A proposta foi liderada pelo pesquisador Vincenzo Mainieri, do Observatório Europeu do Sul (ESO/Alemanha), e tem como objetivo detectar ventos de gás molecular em núcleos ativos de galáxias mais distantes e mais luminosos do que os alvos da primeira proposta. Listada na mesma seção, com Nº 2.177, essa segunda proposta intitula-se A Missing Piece of the Puzzle: The Warm Molecular Phase of AGN-driven Outflows at Cosmic Noon (“Uma peça perdida do quebra-cabeça: a fase molecular quente de ventos emitidos por núcleos ativos de galáxias potentes”).

O investimento estimado para a construção e lançamento do telescópio James Webb é de US$ 10 bilhões e o tempo de operação previsto é de cinco anos, ou seja, em média foram investidos US$ 2 bilhões por ano de observação. A proposta do Grupo de Astrofísica da UFSM corresponde a um investimento de cerca de US$ 3,7 milhões. A análise dos dados obtidos pelo projeto será realizada pelo próprio grupo da UFSM, utilizando técnicas e ferramentas desenvolvidas pela equipe responsável pelo telescópio, e também pelo grupo e colaboradores.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/03/02/grupo-de-astrofisica-da-ufsm-participa-da-organizacao-de-evento-internacional Mon, 02 Mar 2020 11:18:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=51243

O Grupo de Astrofísica do Departamento de Física da UFSM participa da organização do simpósio IAU Symposium 359: Galaxy Evolution and Feedback Across Different Environments (na tradução, evolução de galáxias e feedback em diferentes ambientes). O evento é promovido pela União Astronômica Internacional (IAU) e ocorre em Bento Gonçalves desta segunda (2) até sexta-feira (6). O comitê de organização do simpósio é formado também por pesquisadores da UFRGS e UFFS.

O evento vai contar com a participação de cerca de 200 cientistas da área de astrofísica de todo o mundo e representa uma oportunidade ímpar para a divulgação dos trabalhos desenvolvidos na UFSM e estreitamento de laços de colaboração científica com diversos grupos internacionais e nacionais. A UFSM é representada por oito pesquisadores, entre professores e estudantes de pós-graduação, com recursos obtidos da organização do evento e da Sociedade Astronômica Brasileira.

Além das discussões científicas, também estão previstas diversas atividades voltadas ao público em geral, professores e estudantes de escolas públicas da região. Estas atividades incluem palestras de divulgação científica, ministradas por pesquisadores estrangeiros, atividades com o Planetário Itinerante da UFRGS e de observação astronômica.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/07/03/pet-fisica-realiza-observacao-do-eclipse-solar-na-saldanha-marinho Wed, 03 Jul 2019 17:54:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=48605 [caption id="attachment_48607" align="aligncenter" width="1024"]Na foto, em primeiro plano, uma mulher jovem usa uma máscara de soldador. Atrás dela um um homem jovem olha para o céu a olho nu Estudantes levaram máscaras para observação do eclipse[/caption]

O Programa de Educação Tutorial do curso de Física (PET Física) da UFSM realizou, na tarde desta terça (2), na praça Saldanha Marinho, observação do eclipse solar parcial. O fenômeno pode ser visto brevemente no final da tarde em Santa Maria.

Em conjunto com o Grupo de Astrofísica da Universidade, o PET Física buscou levar à comunidade o entendimento sobre o fenômeno que ocorreu em grande parte da América do Sul. “Escolhemos o centro da cidade, pois, apesar de não ser o melhor ponto para observação, é onde se tem maior fluxo de pessoas”, explica a estudante Alice de Conto.

Munidos com lupas, espelhos e lentes específicas, os universitários se reuniram próximo à esquina da rua Venâncio Aires e passaram a observar o fenômeno, que ocorreu lentamente por volta de 17h30.

[caption id="attachment_48606" align="alignleft" width="350"]Homem usa cartaz preso ao pescoço com o seguinte texto 'Físicos aqui, faça perguntas' Pesquisadores responderam a questionamentos da comunidade[/caption]

Conforme o professor Rogemar Riffel, doutor em Astrofísica, os eclipses solares são visíveis somente numa pequena faixa da superfície da Terra. “A sombra da Lua na Terra devido a um eclipse solar total (chamada de umbra) tem sempre menos do que 270 km de largura e sua duração é de no máximo 7m30s, devido à órbita da Lua em torno da Terra”, explicou o professor.

O único eclipse solar de 2019, segundo o professor, coincide com o centenário do eclipse de Sobral, Ceará, usado para comprovar a teoria da relatividade de Albert Einstein. “Um fenômeno fascinante, porém efêmero, pois a duração média é de dois minutos”, comenta o professor.

A UFSM tem pesquisas em astrofísica extragaláctica, voltadas para galáxias em geral, e estudo de estrelas, meio interestelar e ensino de astronomia. “A natureza dos eclipses é bem conhecida atualmente, mas não há muita pesquisa na área. Sua importância maior está relacionada à atividades de ensino e de extensão, como as desenvolvidas pelo PET Física e pelo grupo de Estudos em Astrofísica”, salienta Riffel.

O eclipse solar desta terça-feira percorreu diagonalmente a América do Sul de leste para oeste. Foi totalmente visto no Chile e no norte da Argentina e, parcialmente, em algumas regiões do Brasil. O estado do Rio Grande do Sul conseguiu ver 60% do fenômeno. Nos municípios mais próximo às fronteiras com o Uruguai e com a Argentina houve mais visibilidade. De acordo com pesquisadores, o próximo eclipse solar total, acontecerá somente em 2045.

Texto e fotos: Pablo Iglesias, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias

 

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Thaisa Bergmann (de pé, quarta da direita p/ à esquerda) é astrofísica, recebeu a Comenda do Mérito Científico do Brasil por estudos pioneiros sobre buracos negros.

Como objetivo de divulgar conhecimentos básicos sobre a Ciência do Universo,o Programa de Educação Tutorial (PET) Física ofereceu no mês de novembro o Minicurso de Introdução à Astrofísica. O evento aconteceu dos dias 5 a 14 e foi aberto para participação de toda comunidade científica,com palestras,oficinas e atividades práticas com convidados especiais.

Durante os nove dias de evento, as ações que o cronograma de atividades foram voltadas à diferentes temas, ministradas por cientistas do grupo de Astrofísica da Universidade Federal de Santa Maria, coordenados pelo professor Rogemar Rieffel. Uma das participações mais importantes foi a da astrônoma Thaisa Storchi Bergmann. Cientista pioneira no estudo de buracos negros, ela recebeu recentemente o prêmio L’oreal Unesco para mulheres na ciência e a Comenda do Mérito Científico do Brasil. Em entrevista, Thaisa destacou que a cidade de Santa Maria está se tornando um polo de Astrofísica,com um número significativo de alunos que vêm se dedicando a este tipo de estudo. A cientista ainda ressaltou a importância da realização do evento como uma forma de entusiasmar os jovens a querer descobrir cada vez mais sobre o universo: “Existem várias áreas que podem ser desenvolvidas a partir desses estudos, e momentos como esse contribuem de forma significativa para o avanço da ciência nessa área” afirmou.

Além das palestras, os inscritos no evento participaram de uma simulação do céu celeste com o programa Stellarium, no laboratório de informática do Centro de Tecnologia (CT). Na atividade, os participantes aprenderam a localizar estrelas, posições, polos e globo celeste. Além disso, uma sessão no Planetário exibiu um documentário da Organização Espacial Europeia, traduzido e dublado pelos próprios alunos.

Minicurso de Introdução à Astronomia

O PET Física organizou também neste mês, pela primeira vez, um minicurso voltado aos estudos da Astronomia, oferecido para algumas escolas públicas de Santa Maria. Do dia 19 ao dia 30 de novembro,participam as escolas Olavo Bilac, Maria Rocha, Cilon Rosa e Manoel Ribas. As atividades com os estudantes aconteceram no contraturno escolar, no prédio da antiga reitoria, no centro da cidade, e tiveram como foco o Sistema Solar.Uma gincana foi organizada para tornar o aprendizado mais dinâmico,prático e recreativo, como a construção de telescópios em PVC eu ma observação noturna no observatório da universidade e sessão no Planetário. De acordo com a organização, os telescópios produzidos serão doados para as escolas.

O grupo PET Física

Localizado na sala 1320-A do prédio do Centro de Ciências Naturais e Exatas, o Programa de Educação Tutorial do curso de Física tem como objetivo desenvolver atividades acadêmicas em padrões de qualidade e excelência, de natureza coletiva e interdisciplinar, contribuindo com a elevação da qualidade e da formação acadêmica de quem participa. Em 2018 o grupo buscou melhorar o minicurso para que ele fosse mais acessível aos demais centros da UFSM: “A cada edição, o minicurso vem melhorando. E esse ano não foi diferente. Com a vinda da professora Thaisa Storchi Bergmann,acredito que conseguimos ir além do que vínhamos fazendo nas edições anteriores, pois não apenas discutimos os conceitos básicos, mas também discutimos assuntos atuais da astrofísica mundial.” comenta a acadêmica de física e integrante do grupo de estudos em astrofísica, Alice Deconto.

Observatório Astronômico da UFSM

Além do Planetário, a UFSM possui outro centro destinado para estudos das galáxias. O Observatório Astronômico (OA) da universidade está localizado nas proximidades do Hospital Veterinário Universitário (HVU). De acordo com o professor do Departamento de Física, Rogemar Rieffel, um dos responsáveis pelo local, não há registros da data de fundação, mas sabe-se que o primeiro telescópio, que se encontra ativo até hoje, veio da Alemanha na década de 1970 e as atividades realizadas são coordenadas pelo grupo de astrofísica e professores da área.

De acordo com o professor, um dos grandes empecilhos da realização de uma boa observação do céu é a poluição luminosa, que torna mais difícil a observação de objetos menos brilhantes e a visualização de detalhes de objetos do sistema solar. Portanto, isso explica o motivo pelo qual o Observatório está localizado em um espaço mais afastado do campus: “Em sua implementação, a localização do observatório astronômico da UFSM foi escolhida por ser um local afastado dos prédios e de regiões com bastante iluminação. Hoje a poluição luminosa no local é muito alta quando comparado a época de sua instalação,mas ainda assim é uma região mais afastada da região mais iluminada do campus", argumenta. 

O OA serve como um laboratório didático e como um importante meio de divulgação científica para a comunidade em geral. O local nunca foi utilizado para fins científicos. Seu uso é voltado para atividades de ensino e extensão, aulas práticas dos cursos de Física e Meteorologia e realização de observações astronômicas durante eventos, como,a semana acadêmica integrada do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) e o Minicurso realizado pelo PET Física.

 

Reportagem: Pablo Iglesias, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Davi Pereira
Foto: PET Física/UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/10/31/pet-fisica-promove-minicursos-de-introducao-a-astrofisica-e-astronomia-voltados-a-escolas-e-comunidade-academica Wed, 31 Oct 2018 11:00:04 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=45364

O PET Física da UFSM oferece minicursos neste mês de novembro voltados à comunidade acadêmica, a estudantes de escolas de Santa Maria e a demais interessados.

O Minicurso de Introdução à Astrofísica é destinado à comunidade da UFSM e demais interessados e tem como objetivo divulgar conhecimentos básicos sobre Astrofísica. Será no formato de palestras com professores do Grupo de Astrofísica da UFSM e alunos de doutorado e mestrado do mesmo grupo, além de atividades práticas, como a ferramenta computacional Stellarium (simulação de observação do céu) e visitas ao Planetário e Observatório da UFSM. São 60 vagas ao todo.

No momento, restam 38 vagas. A inscrição é R$ 10,00 e pode ser realizada na sala do PET Física, 1320-A do prédio 13 - CCNE (3º andar).

Como parte das atividades, haverá a palestra da professora Thaisa Bergmann, da UFRGS, no dia 7 de novembro, às 10h, no Auditório Sérgio Pires. Thaisa recebeu o prêmio L’Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência em 2015. A palestra será aberta ao público. Confira o cronograma de atividades.

Já o Minicurso de Introdução à Astronomia (projeto de extensão) é destinado aos alunos das escolas Cilon Rosa, Maneco, Olavo Bilac, Maria Rocha e Padre Caetano. Será realizado entre os dias 19 e 30 de novembro, no prédio da antiga Reitoria, e contará com atividades lúdicas, em formato de gincanas. Confira o cronograma de atividades.

Fazem parte das atividades uma oficina de como montar um telescópio utilizando canos de pvc e lentes. Serão feitos 12 telescópios, que serão doados a escolas públicas de Santa Maria. No último dia, haverá uma visita ao Planetário da UFSM, seguido de um piquenique até o anoitecer, quando será visitado o Observatório (em caso de céu claro).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/ciencia-na-mesa-do-bar Wed, 29 Aug 2018 21:49:27 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=4466 Falar de buracos negros, astrofísica, buracos de minhocas e outras coisas relacionadas à ciência e à física dentro de bares, em uma conversa descontraída e divertida, parece ser algo bem distante da realidade. Mas não é. Essa é a ideia principal do Pint of Science, projeto que começou na Inglaterra e hoje já abrange 21 países, inclusive o Brasil. Em paralelo, aqui em Santa Maria, acontecerá o Dose de Ciência na cervejaria Vaca Profana. O evento acontece amanhã, quinta-feira (30), com o tema Astrofísica: de planetas a buracos negros. A conversa será conduzida pelo professor Rogemar André Riffel, do Departamento de Física, do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) da UFSM.   Segundo informado no site oficial, o Pint of Science começou após dois pesquisadores ingleses, Michael Motskin e Praveen Paul, organizarem um evento no qual pessoas com Alzheimer, Parkinson, doenças neuromusculares e esclerose múltipla foram conhecer os laboratórios dos cientistas e ver suas pesquisas. Foi uma experiência tão enriquecedora que eles decidiram propor um evento para que pesquisadores saíssem das universidades e institutos, e conversassem diretamente com o público.   Os organizadores do evento em Santa Maria são o CCNE e a Pró-Reitoria de Extensão (PRE), ambos da Universidade. Para o professor Paulo Piquini, também do Departamento de Física e um dos mentores do projeto, o evento dá visibilidade aos inúmeros professores especialistas da UFSM e aos temas pesquisados por eles. A proposta é que o Dose de Ciência seja uma oportunidade de divulgar assuntos de interesse geral, que possam atrair a atenção de grande número de pessoas (veja abaixo a programação). “O evento abre um canal informal de divulgação científica entre o mundo acadêmico e o público em geral, sem as formalidades inerentes da academia, direto a temas de pesquisa de interesse científico atual através de pessoas gabaritadas”, pontua o professor Paulo.   Nos próximos quatro meses, acontecerão palestras na última quinta-feira de cada mês. Para começar, o tema de agosto será Astrofísica: de planetas a buracos negros, sob comando do professor Rogemar. “Vou começar falando de aplicações tecnológicas que se beneficiaram da astrofísica, desde uma caneta esferográfica até câmera digital, por exemplo. Depois, vou aumentando a distância em relação à Terra”, conta o pesquisador, que ainda abordará sobre planetas, estrelas, galáxias e buracos negros.   Rogemar pontua que a plateia será constantemente motivada a responder perguntas, além de poder interrompê-lo para sanar dúvidas ou fazer comentário. Quanto à linguagem, o responsável pela primeira palestra revela: “A gente tem várias equações envolvidas e eu não vou poder apresentá-las. Eu vou dar uma ênfase bem mais observacional dos buracos negros sem entrar em detalhes matemáticos da física desses objetos”.   Tanto para o professor Rogemar quanto para o professor Paulo Piquini, o evento, além de fazer com que as pessoas se interessem pelo tema, também é uma forma de os pesquisadores prestarem conta do que é feito na Universidade. E a revista Arco apoia essa ideia: estaremos no Vaca Profana distribuindo bloquinhos e exemplares da nossa última edição impressa. E aí, bora?   Programação:   30 de agosto - Astrofísica: de planetas a buracos negros - Prof. Dr. Rogemar André Riffel - Departamento de Física   27 de setembro - Em busca das origens: o Rio Grande do Sul e a aurora dos dinossauros - Dr Flávio Pretto - Cappa UFSM   25 de outubro - A ciência da argumentação e a argumentação na ciência - Prof. Dr. Frank Thomaz Sautter - Departamento de Filosofia     29 de novembro - Emoção e Cognição em peixes: verdades, mitos e implicações científicas - Prof. Dr. Denis Brook Rosemberg - Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular     Reportagem: Gabriel de David e Paulo Ferraz Edição: Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo Imagem de capa: divulgação]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/pos-graduacao/santa-maria/pgfisica/ Thu, 18 Jan 2018 10:39:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/nutricao/12352/?page_id=5 Apresentação

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