UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 21 Apr 2026 18:29:15 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/04/08/planetario-vai-retomar-atividades-presenciais-durante-a-colourada Fri, 08 Apr 2022 23:53:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=58188 Nesta sexta-feira (8), Dia da Astronomia, a UFSM tem muito a celebrar: possui o primeiro planetário do interior do Brasil e o primeiro do Rio Grande do Sul, desenhado conforme um esboço do arquiteto Oscar Niemeyer. No ano passado, comemorou 50 anos de existência como um espaço acessível para toda a população conhecer os mistérios do universo, e é esse o objetivo que o local deseja retomar com mais força neste ano, com a volta das visitas presenciais. Inclusive, na programação da Calourada 2022 da UFSM, constam visitas ao Planetário. Reinvenção na pandemia – Com dois anos de funcionamento remoto, o Planetário investiu em conteúdo para as redes sociais, como a criação do podcast “Estação Planetário”. Em sua conta no Instagram, encontram-se diversos quadros de divulgação científica, como o “Planetário Responde”, “Planetário Recomenda”, “Calendário Astronômico dos Meses” e “Charada Astronômica”, além de sorteios de objetos como binóculos e luminárias. Também foram realizadas lives com nomes renomados da astronomia, uma exposição virtual de fotos históricas promovida pelo Departamento de Arquivo Geral e a realização de um minidocumentário produzido pela TV 55BET Pro para comemorar os 50 anos do Planetário. Tudo isso para manter o público – incluindo os novos públicos – conectados ao local, mesmo com a distância física. [caption id="attachment_58189" align="alignright" width="558"] Uma das ações que marcaram o cinquentenário do Planetário, em 2021, foi o lançamento de um selo comemorativo[/caption] Segundo o diretor do Planetário, Régis Augusto Albanese Diniz, o movimento de reinvenção dos serviços foi liderado inicialmente por Jaqueline Trentim Machado, diretora do Planetário de 2019 a 2020 e hoje chefe da Divisão de Museus. Ele conta que nessa época foi iniciado o trabalho de migração para o virtual, para manter o local e seus propósitos ativos. A seleção de bolsistas em setembro de 2020 deu ainda um gás novo ao órgão, pois culminou na ampliação do número de acadêmicos no trabalho para a criação e manutenção dos projetos citados anteriormente. Ademais, Régis considera a programação especial dos 50 anos, desenvolvida pela sua equipe e por outros setores da Universidade (o que inclui a criação de um selo comemorativo, a exposição virtual e o minidocumentário), como o grande marco para esse momento histórico. Resultados inéditos – Régis faz um balanço de sua gestão, iniciada em 2021, e acredita que houve grandes avanços e benefícios nesse período, citando como exemplo o alcance das sessões virtuais a um patamar que poderia não ocorrer em um cenário diferente. “Levamos o nome da UFSM para 14 estados do nosso país, seja para instituições de ensino ou projeto de secretaria municipal”, salienta o gestor. Além disso, soma-se a isso a criação de uma base de conteúdo com sete sessões diferentes, desenvolvidas pelos acadêmicos, os quais receberam 12 novos colegas voluntários de diferentes áreas para colaborar com as necessidades produtivas e de atendimento das demandas. Daqui para frente – Como mencionado antes, o Planetário retomará as atividades presenciais na programação da Calourada. Posteriormente, haverá a retomada dos atendimentos escolares e sessões abertas ao público. Com a ampliação deste e a taxa de ocupação de 50 lugares, o diretor espera que este número seja atingido nos agendamentos escolares e outras sessões. Conforme o diretor, a volta das sessões presenciais é o principal atrativo do ano. Como ressaltado, serão mantidas as atividades virtuais, a princípio em menor escala, e haverá o retorno das sessões de cúpula, com a busca por aquisição de novos filmes para estas. Demais possibilidades de ações poderão ser desenvolvidas durante o ano. Outro objetivo é tentar obter equipamentos de observação para ampliar a oferta de atividades especiais, como as observações noturnas. [caption id="attachment_58190" align="alignleft" width="426"] O Planetário e a área em torno dele destacam-se como um espaço de convivência para toda a comunidade[/caption] Expectativa – Segundo Régis, o Planetário é um dos locais mais emblemáticos da UFSM e da cidade, além de seu entorno também ser um espaço de convivência para pessoas e animais. “Provavelmente nos serão contadas histórias de visitantes que nos visitaram em outros tempos e que hoje trouxeram seu familiar em uma visita”, espera Régis. De acordo com ele, esta relação se faz importante para ampliar o conhecimento científico básico e assim poder despertar o interesse no tema da astronomia, ao se refletir sobre a origem, seja do planeta, da galáxia ou de outras tantas coisas existentes. “Quem sabe a partir de uma visita ao Planetário a paixão pela ciência floresça em uma pessoa e esta futuramente seja um destaque da ciência nacional e mundial?”, questiona o diretor. O poder da ciência – Para o gestor, o Planetário e toda a sua estrutura funcional é de grande importância para a ampliação do conhecimento das pessoas, tenham elas ou não contato direto com a ciência. A partir disso, ele diz que estas saberão diferenciar o que é realidade ou não, com o seu senso alimentado sobre em que se deve ou não acreditar. Isto é, o órgão colabora para a propagação daquilo que é cientificamente comprovado. “Quanto mais pessoas possuírem contato com a ciência e com o Planetário, menos terraplanistas se criam”, acrescenta. O Dia Mundial da Astronomia é comemorado, na visão do diretor do Planetário, com o objetivo de aumentar as trocas entre a comunidade científica e o público em geral. Ele reitera que a astronomia é uma das ciências mais antigas: “até mesmo hoje é uma das primeiras com a qual as crianças têm contato. O olhar para o céu e pensar no que há por trás da nossa observação, e das luzes ao longe; o clássico ‘de onde viemos e para onde vamos?’ vem motivando o homem a buscar respostas há milhares de anos”, finaliza. Texto: Gabrielle Pillon, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/02/14/3concurso-andifes Mon, 14 Feb 2022 13:48:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=57756 Uma produção da TV 55BET Pro sobre os 50 anos do Planetário concorre ao 3º Concurso Audiovisual da Andifes, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. No total, participam 45 vídeos de instituições de todo o país.  

Os dez vídeos mais visualizados no Youtube da Andifes serão selecionados para a etapa final. O prazo para conferir as produções segue até 26 de fevereiro. Os resultados da primeira etapa serão apresentados no dia 2 de março. O resultado final será divulgado no dia 16 de março.

A terceira edição do Concurso tem como tema "Universidade: Conhecimento e Cidadania". A promoção é Colégio de Diretores de Comunicação da Andifes. A proposta objetiva estimular o fortalecimento das universidades federais a partir de produções audiovisuais em diferentes formatos com até 1 minuto e 5 segundos.

O publicitário e acadêmico de Desenho Industrial Gabriel Machado Soares é o responsável pela inscrição da UFSM com uma versão do documentário "Perto das estrelas", Gabriel, que também é diretor da TV 55BET Pro, atuou na fotografia da produção ao lado de Pedro Amaral.  Débora Dalla Pozza e Pedro Amaral assinam a direção de "Perto das estrelas", 

http://youtu.be/vAvKaUQTkrs]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/buracos-negros-ufsm-telescopio-james-webb Wed, 22 Dec 2021 12:00:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8841 NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço), a ESA (Agência Espacial Europeia) e a CSA (Agência Espacial Canadense), o desenvolvimento do Telescópio Espacial James Webb (JWST) teve início em 1989. O principal objetivo do projeto é observar o Universo em comprimentos de onda mais longos do que a luz visível. Para isso, o telescópio conta com uma suíte de câmeras de última geração, espectrógrafos e cronógrafos - o primeiro capta a luz em diferentes comprimentos de onda e o segundo mede o tempo.
Fotografia quadrada e colorida de um telescópio amarelo e preto. Ele está no espaço. O fundo é escuro.
Concepção artística que mostra como o telescópio ficaria no espaço. Crédito da imagem: NASA

O Grupo de Astrofísica da UFSM, coordenado pelo professor Rogemar Riffel, liderou uma das propostas aprovadas para observação com o telescópio James Webb. No total, foram 250 projetos selecionados. Além do grupo da instituição, somente uma proposta liderada por instituições brasileiras foi aprovada. A seleção ocorreu através de uma chamada para o primeiro ano de operação. 

Na maioria dos observatórios astronômicos terrestres, no entanto, somente pesquisadores de países e instituições que financiaram o desenvolvimento das operações conseguem concorrer nas chamadas. Porém, como o JWST ficará  voltado ao  espaço, uma parte pequena do tempo de observação estará  disponível para outros cientistas no mundo.

“É um telescópio espacial com previsão de lançamento para 24 de dezembro de 2021. É um equipamento moderno capaz de captar a radiação emitida por objetos astronômicos na faixa do infravermelho do espectro eletromagnético. Ele possibilitará a observação das primeiras galáxias formadas no Universo, regiões de formação estelar e planetas em formação fora do sistema solar, com características semelhantes à Terra”, comenta o professor Rogemar Riffel. Ele será lançado através do foguete Ariane 5, no Espaçoporto europeu da Guiana Francesa.
Fotografia horizontal e colorida de um telescópio amarelo e preto. No centro da imagem, o telescópio, em tamanho muito grande e no formato de uma colmeia de abelhas, e amarelo. No centro, a estrutura do cano de observação do telescópio se projeta para fora. Há dois cabos que sustentam a base inferior à superior, formando um triângulo. A estrtura está sobre uma base de apoio branca e é segurada por um guindaste. Abaixo, sobre o chão branco, 12 pessoas em macacão branco que sobre todo o corpo, e de máscara descartável azul. O espaço é amplo.
Técnicos da NASA levantam o JWST usando um guindaste e o movem para dentro de uma sala limpa. Foto: NASA

Grupo observará buracos negros supermassivos

A ideia dos pesquisadores da UFSM é estudar o papel de ventos de gás molecular e da radiação, produzidos no disco de acreção (acumulação de matéria na superfície de um astro pela ação da gravidade) no entorno de  buracos negros supermassivos no centro de galáxias próximas, na evolução de galáxias - o chamado feedback de núcleos ativos de galáxias. 

Com o Telescópio Espacial James Webb será possível mapear a cinemática do gás molecular morno (com temperaturas de centenas de Kelvins), quente (aproximadamente 2.000 Kelvins) e ionizado, em detalhes sem precedentes. O projeto prevê observações de três galáxias próximas (NGC3884, CGCG012-070 e UGC08782 – localizadas de 300 a 600 milhões de anos-luz da Terra), nas quais os  buracos negros centrais estão capturando matéria ativamente. 

Fotografia horizontal e colorida em tons de roxo, preto, laranja, e cinza. No centro, um círculo com um buraco no centro, em tons de laranja e marrom. No centro, um feixe de luz laranja que atravessa o círculo de cima a baixo; Ao redor do feixe de luz, uma fumaça cinza que contorna, de forma circular, a luz. O fundo é escuro.
Concepção artística do fenômeno que será observado nas três galáxias. O disco é mostrado em marrom e os ventos são as nuvens em branco. O buraco negro é um pontinho no centro da imagem. Crédito da imagem: ESA/AOES Medialab.

As galáxias foram selecionadas por apresentarem ventos de gás molecular potentes. “A compreensão da física associada aos buracos negros e seus efeitos na evolução de galáxias é fundamental para entender o Universo e, de certa forma, a nossa origem”, destacou Riffel. Foram programadas cerca de 16,2 horas de telescópio para as observações.

Mas afinal, o que é um buraco negro?

O espaço é um lugar extremamente escuro, de acordo com a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa). Mesmo assim, há áreas  mais escuras que outras. É o caso dos buracos negros: não existe nada mais escuro do que eles.

Um buraco negro é uma área de gravidade imensa, em que nada - nem mesmo a luz - pode escapar. Qualquer elemento que chegue perto de um, como uma estrela ou um planeta, por exemplo, é esticado e comprimido em um processo conhecido como “espaguetização”. 

O professor Rogemar Andre Riffel, do Grupo de Astrofísica da UFSM, explica: “Buracos negros se formam naturalmente no universo, como resultado do processo de evolução de estrelas massivas ou no centro de galáxias. Em particular, os supermassivos, formados no centro de galáxias, parecem desempenhar um papel importante na evolução delas”.

Primeiro registro

A primeira imagem de um buraco negro foi capturada em 2017 e apresentada pelas agências espaciais da Europa e dos Estados Unidos em abril de 2019. O registro foi feito pelo Telescópio do Horizonte de Eventos (Event Horizon Telescope), do centro da galáxia de Messier 87 (ou M87), há cerca de 53 milhões de anos-luz de distância de nosso planeta - 1 ano-luz corresponde à distância que a luz percorre em um ano, equivalente a cerca de 9,5 trilhões de quilômetros.
Registro fotográfico de um buraco negro. A imagem é escura, e no centro, há um círculo vazado de luz na cor alaranjada, que espalha luz ao redor, de forma leve.
Primeira fotografia feita de um buraco negro. Ele foi encontrado na galáxia conhecida como M87. Crédito da imagem: NASA
No entanto, de acordo com o professor Rogemar Riffel, é errado pensar que os telescópios identificam  o buraco negro em si. “Os telescópios detectam apenas a luz emitida pelo disco de gás que alimenta o buraco negro. Tais fenômenos  são invisíveis não somente a olho nu, mas também com telescópios. O que nosso olho e o telescópio detectam é a luz”, ilustra. Ou seja, o que os telescópios detectam é a luz emitida pelo disco de gás que o buraco negro se alimenta e não o buraco negro - ele é invísivel.

Supermassivos e estelares

A alimentação de um buraco negro se dá através de um disco de acreção - estrutura formada por materiais difusos em movimento orbital ao redor de um corpo central -, o qual, além de nutri-lo, produz uma enorme quantidade de energia, emitida na forma de luz, ventos de gás e jatos de partículas.  Essa energia liberada pode interagir com o gás galáctico e evitar que novas estrelas sejam formadas e, dessa forma, afetar a evolução da galáxia.

Entretanto, no geral, esse fenômeno não tem nenhum poder devastador. “No centro da nossa galáxia tem um buraco negro de quase 4 milhões de massas solares e nem sequer sentimos sua presença. Somente se está capturando matéria (tem alimento próximo a ele),  pode ter algum poder destrutivo da formação de novas estrelas em galáxias”, argumenta Riffel.

Há dois tipos de buracos negros mais estudados: estelares e supermassivos. Os estelares se formam no final da vida das estrelas - na maioria das vezes ela infla, perde massa, esfria e o núcleo se reduz de tamanho - e a quantidade de massa pode ser 20 vezes maior do que a do Sol. Quando a massa colapsa em um ponto muito pequeno, forma-se um buraco negro. 

A segunda espécie, por sua vez, tem  massa maior que 1 milhão de sóis - podendo chegar a mais de 10 bilhões. Os cientistas encontraram provas de que toda grande galáxia contém um buraco negro supermassivo no centro. Segundo o professor Rogemar, o do centro da Via Láctea é chamado “Sagittarius A*” e possui massa equivalente a 4 milhões de sóis - um sol equivale a cerca de 335 mil vezes a massa da terra.

“Os buracos negros supermassivos se formaram quando o Universo era jovem, possivelmente junto com as primeiras estrelas e galáxias do Universo. Eles crescem a partir da captura da matéria que está em sua volta e evoluem juntamente com a galáxia que o hospeda”, acrescenta o pesquisador.

Expediente

Reportagem: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Revisão: Gustavo Salin Nuh

Créditos das Imagens: National Aeronautics and Space Administration - NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, em português)

Design e Tratamento de Imagem: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista

Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária

Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/11/10/projeto-de-extensao-reativa-o-observatorio-astronomico-da-ufsm Wed, 10 Nov 2021 18:33:24 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=57167 Localizado em uma área atrás do Colégio Politécnico, o Observatório Astronômico da UFSM foi inaugurado em 1977[/caption] Contando com seu próprio Observatório Astronômico (localizado no campus sede, em uma área atrás do Colégio Politécnico), a comunidade da UFSM também pode participar desse esforço de divulgação e popularização científica. O observatório, inaugurado em 1977, conta com um telescópio refrator Coudé, da Carl Zeiss, de 150 mm de abertura, adquirido em uma negociação de safra de café protagonizada pelo reitor fundador da UFSM, José Mariano da Rocha Filho. Desconhecido pela comunidade acadêmica por conta de sua localização, o observatório se encontrava nos últimos anos em péssimas condições de uso e, com as recomendações de biossegurança impostas pela pandemia, não poderia receber o público externo. Como costuma acontecer com frequência, a dificuldade se tornou oportunidade. Em uma parceria entre professores do Centro de Tecnologia (CT) e do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), batizada como Projeto Webservatório UFSM, apoiada com recursos do Fundo de Incentivo à Extensão (Fiex) e pelas diretorias dos respectivos centros, o observatório passou por reformas e foi conectado à rede de fibra óptica do campus para que observações astronômicas fossem capturadas com sensor digital e transmitidas pela internet em tempo real. O Projeto Webservatório UFSM promove sessões de observação astronômica virtual ao vivo, que ocorrem através do Youtube, contando com a presença de convidado especialista em tema pré-definido pelos bolsistas do projeto, e permite interação com o público externo através de envio de perguntas via chat. Já foram realizadas duas sessões: uma no dia 25 de outubro, que discutiu a importância da divulgação científica, e outra na última quinta-feira (4), que tratou da planetologia. Em ambas as ocasiões, foram realizadas observações dos planetas Vênus, Júpiter e Saturno. A gravação pode ser acessada no canal do projeto. [caption id="attachment_57169" align="alignleft" width="543"] A digitalização das imagens capturadas pelo telescópio possibilita a realização de astrofotografia, o que rende imagens, por exemplo, de Saturno, Júpiter e Vênus[/caption] O sensor que digitaliza as imagens capturadas pelo telescópio não somente gera um sinal de vídeo, transmitido pela internet durante as observações virtuais, como também é utilizado para realizar astrofotografia, rendendo ao projeto belíssimas imagens de Saturno, Júpiter e Vênus. Observa-se (na imagem ao lado) Saturno e seus anéis, seguido de Júpiter e três de suas luas (Europa, Io e Ganimedes). De Júpiter ainda se nota a famosa grande mancha vermelha, que corresponde a uma tempestade que ocorre já há muito tempo na atmosfera do planeta. Na sequência, observa-se o planeta Vênus, que passa por fases assim como a lua da Terra. Foram justamente as observações, realizadas por Galileo, de que Júpiter possui suas próprias luas, e de que, por possuir fases, Vênus deve orbitar o sol, que fizeram com que Galileo questionasse o modelo geocêntrico em favor do modelo heliocêntrico. Finalmente, o telescópio do Observatório da UFSM (vinculado atualmente ao Departamento de Física) também pode ser utilizado para monitoramento da atividade solar, representada pela quantidade e tamanho de manchas solares, que correspondem a explosões eletromagnéticas na superfície do sol, e são responsáveis pela variação da radiação emitida pela estrela, podendo inclusive afetar satélites artificiais e sistemas eletroeletrônicos na Terra. Em imagem capturada pelo observatório da UFSM, quatro manchas solares (na imagem abaixo) foram registradas na última segunda-feira (8). [caption id="attachment_57170" align="alignright" width="518"] Quatro manchas solares foram detectadas em imagem capturada pelo observatório na última segunda-feira (8)[/caption] O professor Marcelo Zanetti, do Departamento de Eletrônica e Computação, e o professor Sandro Rembold, do Departamento de Física, informam que o projeto tem dois objetivos principais. O primeiro foca na divulgação científica e na atração de jovens para ingresso em cursos de graduação em ciências exatas e engenharias, fundamentais ao fomento do desenvolvimento socioeconômico do Brasil. Desta forma, todo o conteúdo em desenvolvimento está sendo elaborado para ser acessível a uma audiência composta de estudantes do ensino fundamental e médio. O segundo objetivo deriva das reformas curriculares recomendadas pelo Plano Nacional de Educação, que requer que todos os cursos de graduação no Brasil tenham pelo menos 10% de sua carga horária voltada para a extensão. Assim, prevê-se o aumento da demanda por atividades de extensão, sendo que o Webservatório possui potencial para atender diversos cursos de graduação da UFSM. Atualmente o projeto conta com três bolsistas de cursos de graduação da UFSM, apoiados com recursos do Fiex 2021. O bolsista Lucas Brondani Brandão, do curso de Licenciatura em Física, destaca a importância do projeto para Santa Maria e região e seu potencial para contribuir para um ensino de qualidade, pois “o engajamento em projetos com foco estudantil prepara de forma singular para o futuro”. Já a bolsista Emilly Raiane Rodrigues, do curso de Engenharia Aeroespacial, constata que “o projeto é uma ótima ferramenta para a divulgação científica e democratização do acesso à ciência”. Além disso, destaca a possibilidade de interagir com profissionais durante as lives, o que contribui diretamente para sua formação profissional e pessoal. Por fim, o bolsista Yunior Alcantara Guevara, do curso de Engenharia de Telecomunicações, afirma que o projeto complementa sua formação na área de recepção e processamento de sinais digitais, e conclui que, ao inspirar a imaginação e interesse em crianças e adolescentes, o projeto deve motivá-los a “conhecer mais sobre tópicos relativos à ciência”. A agenda de eventos do Projeto Webservatório é sempre divulgada no seu perfil no Instagram. Os interessados em tornar-se parceiros do projeto podem entrar em contato pelo e-mail projeto.webservatorio@55bet-pro.com. Texto: professor Marcelo Zanetti]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/curiosidades-sobre-espaco-astronautas Wed, 22 Sep 2021 12:08:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8666 Que atire o primeiro meteorito quem nunca teve curiosidade em saber como são as coisas a alguns quilômetros daqui - mais especificamente a 100 km de altitude da terra -, no espaço. Alguns astronautas e estudiosos estão sempre atrás de novos saberes e, até agora, muita coisa já foi descoberta. Porém, ainda surgem dúvidas e o que sabemos é uma gota perto da imensidão que é o espaço.

Nesse sentido, a Arco apresenta algumas curiosidades sobre o espaço e os astronautas que realizam estudos por lá - sim, existem astronautas em órbita neste momento! Para isso, contamos com as explicações dos professores do curso de Engenharia Aeroespacial da UFSM Marcelo Serrano Zanetti e Eduardo Escobar Bürguer.

1- Desde o dia 17 de junho de 2021, 10 astronautas ocupavam duas estações espaciais distintas em órbita: sete na Estação Espacial Internacional (ISS) e três na Estação Espacial Tiangong (China) - esses últimos retornaram na sexta-feira (17). 

2 - Na ISS, são dois astronautas da Corporação Estatal de Atividades Espaciais (ROSCOSMOS/Rússia), três astronautas da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA/EUA), um astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA/UE) e um da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA/Japão). Já em Tiangong, eram três astronautas da Administração Espacial Nacional da China (CNSA/China). 

3 - Astronautas de origem russa ou da extinta União Soviética são chamados de cosmonautas, enquanto os de origem chinesa são chamados de taikonautas.

4 - O nome formal da roupa dos astronautas é Unidade de Mobilidade Extraveicular (EMU – Extravehicular Mobility Unit). O seu uso é necessário pois existe uma grande variação térmica no espaço que, a depender da iluminação solar, pode ir de -150ºC  a +120ºC em questão de minutos. Além disso, os trajes espaciais protegem contra a radiação, luz do sol, lixo espacial e fornecem água e oxigênio. Ele é composto por numerosas peças que permitem que ele seja reutilizado por até 6 anos.

Traje espacial usado pelos astronautas durante uma caminhada espacial. Foto: NASA

5 - As estações espaciais possuem um ambiente totalmente controlado de umidade, pressão, contaminação do ar e temperatura (sempre em torno de 24 ºC). Por isso, é seguro estar nas estações sem o traje.

6 - O motivo pelo qual as coisas flutuam no espaço é porque, na verdade, elas estão constantemente caindo e, dessa forma, aparentam não ter peso. A gravidade as puxa em direção ao centro da Terra - inclusive as estações espaciais e os astronautas.

7 - Para tomar banho, os astronautas utilizam pequenas toalhas umedecidas, um sabão e um xampu especial. A água para o banho é provida em pequenas bolsas e, assim como a água da urina e da umidade da respiração, é capturada e reciclada pelo “sistema de suporte à vida e controle ambiental”, recondicionada e reutilizada.

8 - Até 93% de toda a água utilizada é recuperada para uso - aproximadamente 6 mil litros de água por ano. A água é reciclada com o uso de destiladores rotacionais, filtros, e um processo de catálise de alta temperatura que remove microorganismos e outros contaminantes. De acordo com o professor Eduardo Escobar, apesar de o sistema reaproveitar a água utilizada para higiene e da própria urina dos astronautas, ela se torna mais pura que a de torneira que tomamos diariamente em nossas casas.

Sistema de reciclagem de água que fica dentro das paredes das estações. Foto: Universe Today

9 - Para ir ao banheiro, os astronautas precisam se amarrar para evitar flutuar. O vaso sanitário possui uma abertura muito menor com relação ao daqui, possuindo aproximadamente 20 centímetros. Os dejetos são coletados por um saco plástico que fica dentro de um pequeno contêiner metálico trocado eventualmente. 

Vaso sanitário no espaço com abertura de aproximadamente 20 centímetros Foto: ESA

10 - Os astronautas comem, principalmente, alimentos desidratados. São três refeições diárias: café da manhã, almoço e jantar. Nutricionistas garantem que eles tenham a ingestão balanceada de todos os nutrientes, assim, podendo escolher entre vários tipos de alimentos como frutas, oleaginosas, frango, bife, entre outros.

11 - De acordo com European Space Agency (ESA), os astronautas se exercitam duas horas por dia para compensar a perda de massa óssea e muscular de viver em “ausência de peso” - lembrando que as pessoas continuam com o mesmo peso, elas só aparentam não tê-lo porque estão em queda livre constantemente (item 6). E, para ajudar a quebrar a monotonia do treino diário, alguns laboratórios, como a NASA, utilizam o experimento de exercício imersivo com realidade virtual.

Astronautas se exercitam diariamente para evitar perda de massa. Foto: NASA

12 -  Quando se fala em tempo no espaço, o professor Marcelo Zanetti explica que duas teorias são abordadas: a Especial da Relatividade e a Geral da Relatividade, ambas postuladas por Einstein.

Na primeira, o físico explica que o tempo não é absoluto, ou seja, um observador estacionário vai perceber o tempo passar de forma diferente em relação a um observador em movimento. Dessa forma, os relógios em velocidade orbital - no espaço - irão estar atrasados em relação ao relógio na Terra.

Já com a Teoria Geral da Relatividade, Einstein mostra que o tempo desacelera na presença de objetos massivos, pois a massa afeta a estrutura do Espaço-Tempo. Assim, um relógio em altitude orbital avançará com relação a um relógio na superfície da Terra (ou de outro planeta). 

Relógios em órbita então combinam esses dois efeitos relativísticos: atrasam com a velocidade na qual se deslocam em órbita, mas avançam devido à sua distância da superfície da Terra.

13 - A diferença resultante entre o que acontece em órbita com relação à Terra é muito pequena para ser percebida por seres humanos, mas pode afetar os sistemas espaciais de forma significativa, principalmente aqueles que funcionam com base na sincronização de tempo, envolvendo a interação entre sistemas orbitais e sistemas terrestres, como é o caso do conjunto, ou constelação, de satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS).

14 - Boa parte das atividades dos astronautas em órbita estão relacionadas à manutenção de sistemas e estações espaciais. Outras observações estão ligadas à análise do corpo humano e do comportamento dos sistemas biológicos em ambiente espacial, buscando formas de mitigar problemas fisiológicos durante uma missão, e prever possíveis consequências que afetam a saúde dos astronautas mesmo após o retorno à Terra. 

15 - Até então, nenhuma forma de vida extraterrestre foi identificada nesses estudos, nem em amostras colhidas por astronautas, nem em amostras colhidas por sondas robóticas - naves espaciais não tripuladas. Porém, muitos experimentos são feitos, os quais vêm mostrando que a vida pode existir mesmo no vácuo do espaço - o que abre novas possibilidades para a busca por vida extraterrestre.   

16 - O recorde de estadia ininterrupta em ambiente espacial é do cosmonauta Valeri V. Polyakov, que permaneceu na estação espacial soviética MIR por 437 dias e 18 horas. A MIR, cujo nome significa “paz” em Russo, foi a primeira estação orbital projetada para ser montada em órbita, com o processo de montagem tendo sido realizado através de múltiplos lançamentos orbitais enviados entre 1986 e 1996. Ela foi  desativada em 2001.

17 - Conforme comenta o professor Marcelo Zanetti, a última vez que foram abertas seleções para virar astronauta no Brasil foi em 1998. A Agência Espacial Brasileira (AEB) selecionou Marcos Pontes, atual ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), para se tornar o primeiro astronauta brasileiro, através de um convênio com a NASA. Desde então, não foi aberta mais nenhuma seleção. Mas, para quem tem interesse - e dupla cidadania -, Zanetti comenta que existe a possibilidade de participar da seleção de outros países. Ele recomenda entrar no site dessas agências e conferir os principais requisitos. 

18 - O professor Eduardo Escobar conta que entre os principais requisitos para se tornar um astronauta estão: graduação e, no mínimo mestrado, nas áreas de ciências, engenharias, física, matemática ou ciências biológicas e medicina. Anos de experiência profissional, ser fluente em inglês, ter alguma experiência em pilotar aeronaves e ter treinamento em natação, mergulho e técnicas de sobrevivência. Além da parte técnica, o processo seletivo também leva muito em conta capacidades pessoais e interpessoais. 

19 - Na UFSM, o curso de Engenharia Aeroespacial qualifica o aluno para trabalhar em sistemas tanto aeronáuticos quanto espaciais. O curso possui disciplinas específicas sobre sistemas aeronáuticos, veículos lançadores (foguetes) e sistemas espaciais (sondas e satélites). De acordo com o professor Marcelo Zanetti, o curso oferece uma formação bem sólida para início de carreira.

Expediente

Reportagem: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Ilustração: Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário

Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/07/29/dose-de-ciencia-virtual-discute-astronomia-na-proxima-quinta-30 Wed, 29 Jul 2020 11:40:01 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=53063

Na próxima quinta (30), a partir das 19h, acontece mais uma edição virtual do Dose de Ciência — projeto que, criado em 2018, visa a discutir Ciência de forma descontraída. Na edição que abordará a Astronomia, o Dose de Ciência recebe dois pesquisadores dos mistérios do espaço: Jaderson da Silva Schimoia, professor da UFSM, e Alexandre Cherman, astrônomo da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro. O evento será transmitido ao vivo através do Facebook da Pró-Reitoria de Extensão da UFSM.

Neste Dose de Ciência, os astrônomos compartilharão as suas experiências e discutirão sobre como é ser um astrônomo no contexto atual brasileiro. Serão abordados temas como a formação científica necessária para se tornar um astrônomo e os desafios científicos que podem surgir ao longo da carreira. Os pesquisadores também apresentarão ao público um pouco sobre as suas pesquisas científicas, além de responder às perguntas enviadas pelo público.

O público poderá interagir enviando seus questionamentos através dos canais institucionais da PRE. O Dose [virtual] de Ciência é uma iniciativa da Universidade Federal de Santa Maria, em comemoração aos 60 anos da primeira universidade federal no interior do Brasil.

Texto: Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2020/07/28/dose-de-ciencia-discute-astronomia-na-proxima-quinta-30 Tue, 28 Jul 2020 18:32:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=4080

Na próxima quinta, 30 de julho, a partir das 19h, acontece mais uma edição virtual do Dose de Ciência — projeto que, criado em 2018, visa a discutir Ciência de forma descontraída. Na edição que abordará a astronomia, o Dose de Ciência recebe dois pesquisadores dos mistérios do espaço: Jaderson da Silva Schimoia, professor da UFSM, e Alexandre Cherman, astrônomo da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro. O evento será transmitido ao vivo através do Facebook da Pró-Reitoria de Extensão da UFSM.

Neste Dose de Ciência, os astrônomos compartilharão as suas experiências e discutirão sobre como é ser um astrônomo no contexto atual brasileiro. Serão abordados temas como a formação científica necessária para se tornar um astrônomo e os desafios científicos que podem surgir ao longo da carreira. Os pesquisadores também apresentarão ao público um pouco sobre as suas pesquisas científicas, além de responder às perguntas enviadas pelo público.

O público poderá interagir enviando seus questionamentos através dos canais institucionais da PRE. O Dose [virtual] de Ciência é uma iniciativa da Universidade Federal de Santa Maria, em comemoração aos 60 anos da primeira universidade federal no interior do Brasil.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/03/02/grupo-de-astrofisica-da-ufsm-participa-da-organizacao-de-evento-internacional Mon, 02 Mar 2020 11:18:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=51243

O Grupo de Astrofísica do Departamento de Física da UFSM participa da organização do simpósio IAU Symposium 359: Galaxy Evolution and Feedback Across Different Environments (na tradução, evolução de galáxias e feedback em diferentes ambientes). O evento é promovido pela União Astronômica Internacional (IAU) e ocorre em Bento Gonçalves desta segunda (2) até sexta-feira (6). O comitê de organização do simpósio é formado também por pesquisadores da UFRGS e UFFS.

O evento vai contar com a participação de cerca de 200 cientistas da área de astrofísica de todo o mundo e representa uma oportunidade ímpar para a divulgação dos trabalhos desenvolvidos na UFSM e estreitamento de laços de colaboração científica com diversos grupos internacionais e nacionais. A UFSM é representada por oito pesquisadores, entre professores e estudantes de pós-graduação, com recursos obtidos da organização do evento e da Sociedade Astronômica Brasileira.

Além das discussões científicas, também estão previstas diversas atividades voltadas ao público em geral, professores e estudantes de escolas públicas da região. Estas atividades incluem palestras de divulgação científica, ministradas por pesquisadores estrangeiros, atividades com o Planetário Itinerante da UFRGS e de observação astronômica.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/o-ceu-nao-e-o-limite Wed, 12 Dec 2018 18:36:23 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=5064 Saturno é o único planeta que possui anéis? Os anéis são rígidos? A Estrela D’alva é de fato uma estrela? Qual a melhor fase para observar a lua pelo telescópio? Os questionamentos acerca dos mistérios da galáxia (ou do universo) são muitos.   O cientista-astrônomo e escritor norte-americano Carl Sagan escreveu, em 1994, o livro Pálido Ponto Azul. O título faz referência ao planeta Terra pois, na visão de Sagan, é apenas um ponto na imensidão do universo. Um trecho do livro afirma que “a astronomia é uma experiência que forma o caráter e ensina humildade” por reconhecer as limitações de morar em um planeta que é o “único lar que conhecemos”.   As ações do Planetário da UFSM têm colaborado para popularizar o conhecimento de astronomia por meio de diversas atividades, como exibição de filmes e organização de exposições. A observação noturna é outra possibilidade aberta à comunidade santa-mariense, permitindo, uma vez por mês, que interessados pelo tema possam ver os astros pelos telescópios. Neste ano, o primeiro evento de observação noturna ocorreu no dia 16 de outubro, durante a Semana Mundial do Espaço, promovido em parceria com o Colégio Politécnico da UFSM. [caption id="attachment_5073" align="aligncenter" width="2048"] Fotografia: Rafael C. Beltrame[/caption] Em 20 de novembro, ocorreu uma nova reunião de interessados para observar o universo à noite. A escolha das datas de realização das atividades depende do clima: se estiver nublado ou chuvoso, não há como observar os astros, portanto quanto mais limpo o céu, melhor. Com dois telescópios da marca Meade e a companhia de quatro monitores que esclarecem as dúvidas do público e reajustam o posicionamento dos aparelhos, acontece a observação noturna. Um dos telescópios, o mais moderno, é um Meade Lx90 e possui um poder de ampliação de imagem de até 300x, o preço deste telescópio pode chegar até 1.500 dólares fora do Brasil. O mais antigo, também da marca Meade, é utilizado para observar a lua porque o foco não alcança precisamente os planetas. O número de participantes é limitado, por isso, é necessário retirar uma senha no Planetário no decorrer do dia da atividade. Segundo a bolsista do Planetário e estudante de Física Giovana Stefani,  “as turmas são pequenas, porque a cada minuto observado são necessários pelo menos dois monitores ajustando os telescópios”. Geralmente são abertas vagas para 30 pessoas - 15 em cada telescópio. Durante a atividade, são observados a lua e os planetas vizinhos da Terra, com exceção de Mercúrio, por causa de sua proximidade em relação ao sol. OS PLANETAS DO SISTEMA SOLAR Os quatro primeiros planetas do Sistema Solar - Mercúrio, Vênus, Terra e Marte - são rochosos, e os outros quatro - Júpiter, Saturno, Urano e Netuno - são gasosos. VÊNUS: É o planeta mais próximo da Terra e o segundo do Sistema Solar. Diariamente, é o primeiro astro que aparece no céu e é conhecido como Estrela D’alva - “A primeira estrela do céu”, na verdade, é um planeta. Vênus tem fases semelhantes às da lua, que são o resultado do posicionamento desse planeta com relação ao Sol e à Terra e aos outros planetas da Via Láctea. JÚPITER: É o maior planeta do Sistema Solar e possui anéis formados por partículas de poeira. É possível enxergá-lo com o telescópio, juntamente com seus principais satélites naturais - as quatro luas galileanas, que possuem esse nome por terem sido descobertas por Galileu Galilei em 1610. Além disso, é possível ver a atmosfera, ou seja, as nuvens de Júpiter. MARTE: Marte é o quarto planeta a partir do sol. É possível notar a diferença de Marte em relação às estrelas porque ele é bem mais alaranjado, graças à presença de óxido de ferro em sua superfície. Esta característica lhe rendeu a descrição de Planeta Vermelho. SATURNO: É possível enxergar o planeta e seus anéis! O planeta é gasoso, possui um pequeno núcleo rochoso, seguido de uma camada de hidrogênio metálico e hélio. Sua atmosfera é composta basicamente por hidrogênio. Os anéis de saturno são formados por várias partículas pequenas de gelo e poeira, portanto, eles não são rígidos. LUA: É possível ver as crateras da lua, porém o ideal é que a lua esteja na fase crescente para uma melhor observação. O período da lua cheia não é bom para observá-la pelo telescópio, porque a luz do Sol quase não produz sombra no satélite e dificulta para enxergar as crateras do solo lunar. ESTRELAS: Utilizando o telescópio, é possível observar as constelações de forma mais próxima, mas não os detalhes das estrelas, por causa da grande distância em relação à Terra. As constelações são desenhos imaginários criados na antiguidade e que possuem coordenadas específicas no céu. É mais fácil avistá-las a olho nu do que pelo telescópio, porque ele só foca em objetos específicos e mais próximos da Terra. A característica das estrelas possuírem um formato reconhecível no céu noturno é chamado de asterismo. Uma das constelações observáveis da região sul do Brasil é a constelação de Órion. Ela forma o desenho de um guerreiro e seu cinturão e é formado por três estrelas, popularmente conhecidas como as Três Marias. Durante o mês de dezembro, o Planetário da UFSM completa 47 anos. Além de ser o planetário mais antigo do Rio Grande do Sul, ele também é o primeiro a ser construído numa cidade do interior, tendo sido inaugurado no dia 14 de dezembro de 1971. A semana de comemorações teve início no dia 9 de dezembro, com a sessão do filme Maravilhas do Universo, e encerrará com a observação noturna no dia 13 de dezembro, que será realizada no terraço da Biblioteca do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) às 20h. Para participar da observação noturna, é necessário retirar uma senha na Secretaria do Planetário entre as 8h30 e as 16h do dia 13 de dezembro. As vagas são limitadas. Reportagem: Mirella Joels, acadêmica de Jornalismo Edição: Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo Ilustrações: Noam Wurzel e Pollyana Santoro, acadêmicos de Desenho Industrial Fotografia de capa: Rafael C. Beltrame]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/12/07/47-anos-do-planetario-tem-programacao-que-inclui-observacao-noturna-do-ceu Fri, 07 Dec 2018 16:07:24 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=45943

O Planetário da UFSM comemora 47 anos no mês de dezembro e preparou uma programação especial que começa neste domingo (9). Fundado em 14 de dezembro de 1971, trata-se do 1º planetário do Rio Grande do Sul, o 4º brasileiro e 8º da América Latina, sendo também o primeiro a ser construído no interior do país. 

Programação:

9 de dezembro - domingo
15h - Sessão: Maravilhas do Universo 

11 de dezembro-terça-feira
15h - Sessão: Maravilhas do Universo
Público-Alvo: Alunos do Projeto Eureka (ONG Infância Ação)

13 de dezembro - quinta-feira 
15h - Sessão: Dois pedacinhos de vidro
19h30min - Sessão: Dois pedacinhos de vidro
20h- Observação Noturna do céu
Local: Terraço da Biblioteca do CCSH


Observação: Senhas para observação noturna no céu devem ser retiradas na secretaria do Planetário, das 8h30min às 16h. As vagas são limitadas. 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/11/28/pet-fisica-divulga-a-astrofisica-em-minicurso Wed, 28 Nov 2018 17:15:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=45782
Thaisa Bergmann (de pé, quarta da direita p/ à esquerda) é astrofísica, recebeu a Comenda do Mérito Científico do Brasil por estudos pioneiros sobre buracos negros.

Como objetivo de divulgar conhecimentos básicos sobre a Ciência do Universo,o Programa de Educação Tutorial (PET) Física ofereceu no mês de novembro o Minicurso de Introdução à Astrofísica. O evento aconteceu dos dias 5 a 14 e foi aberto para participação de toda comunidade científica,com palestras,oficinas e atividades práticas com convidados especiais.

Durante os nove dias de evento, as ações que o cronograma de atividades foram voltadas à diferentes temas, ministradas por cientistas do grupo de Astrofísica da Universidade Federal de Santa Maria, coordenados pelo professor Rogemar Rieffel. Uma das participações mais importantes foi a da astrônoma Thaisa Storchi Bergmann. Cientista pioneira no estudo de buracos negros, ela recebeu recentemente o prêmio L’oreal Unesco para mulheres na ciência e a Comenda do Mérito Científico do Brasil. Em entrevista, Thaisa destacou que a cidade de Santa Maria está se tornando um polo de Astrofísica,com um número significativo de alunos que vêm se dedicando a este tipo de estudo. A cientista ainda ressaltou a importância da realização do evento como uma forma de entusiasmar os jovens a querer descobrir cada vez mais sobre o universo: “Existem várias áreas que podem ser desenvolvidas a partir desses estudos, e momentos como esse contribuem de forma significativa para o avanço da ciência nessa área” afirmou.

Além das palestras, os inscritos no evento participaram de uma simulação do céu celeste com o programa Stellarium, no laboratório de informática do Centro de Tecnologia (CT). Na atividade, os participantes aprenderam a localizar estrelas, posições, polos e globo celeste. Além disso, uma sessão no Planetário exibiu um documentário da Organização Espacial Europeia, traduzido e dublado pelos próprios alunos.

Minicurso de Introdução à Astronomia

O PET Física organizou também neste mês, pela primeira vez, um minicurso voltado aos estudos da Astronomia, oferecido para algumas escolas públicas de Santa Maria. Do dia 19 ao dia 30 de novembro,participam as escolas Olavo Bilac, Maria Rocha, Cilon Rosa e Manoel Ribas. As atividades com os estudantes aconteceram no contraturno escolar, no prédio da antiga reitoria, no centro da cidade, e tiveram como foco o Sistema Solar.Uma gincana foi organizada para tornar o aprendizado mais dinâmico,prático e recreativo, como a construção de telescópios em PVC eu ma observação noturna no observatório da universidade e sessão no Planetário. De acordo com a organização, os telescópios produzidos serão doados para as escolas.

O grupo PET Física

Localizado na sala 1320-A do prédio do Centro de Ciências Naturais e Exatas, o Programa de Educação Tutorial do curso de Física tem como objetivo desenvolver atividades acadêmicas em padrões de qualidade e excelência, de natureza coletiva e interdisciplinar, contribuindo com a elevação da qualidade e da formação acadêmica de quem participa. Em 2018 o grupo buscou melhorar o minicurso para que ele fosse mais acessível aos demais centros da UFSM: “A cada edição, o minicurso vem melhorando. E esse ano não foi diferente. Com a vinda da professora Thaisa Storchi Bergmann,acredito que conseguimos ir além do que vínhamos fazendo nas edições anteriores, pois não apenas discutimos os conceitos básicos, mas também discutimos assuntos atuais da astrofísica mundial.” comenta a acadêmica de física e integrante do grupo de estudos em astrofísica, Alice Deconto.

Observatório Astronômico da UFSM

Além do Planetário, a UFSM possui outro centro destinado para estudos das galáxias. O Observatório Astronômico (OA) da universidade está localizado nas proximidades do Hospital Veterinário Universitário (HVU). De acordo com o professor do Departamento de Física, Rogemar Rieffel, um dos responsáveis pelo local, não há registros da data de fundação, mas sabe-se que o primeiro telescópio, que se encontra ativo até hoje, veio da Alemanha na década de 1970 e as atividades realizadas são coordenadas pelo grupo de astrofísica e professores da área.

De acordo com o professor, um dos grandes empecilhos da realização de uma boa observação do céu é a poluição luminosa, que torna mais difícil a observação de objetos menos brilhantes e a visualização de detalhes de objetos do sistema solar. Portanto, isso explica o motivo pelo qual o Observatório está localizado em um espaço mais afastado do campus: “Em sua implementação, a localização do observatório astronômico da UFSM foi escolhida por ser um local afastado dos prédios e de regiões com bastante iluminação. Hoje a poluição luminosa no local é muito alta quando comparado a época de sua instalação,mas ainda assim é uma região mais afastada da região mais iluminada do campus", argumenta. 

O OA serve como um laboratório didático e como um importante meio de divulgação científica para a comunidade em geral. O local nunca foi utilizado para fins científicos. Seu uso é voltado para atividades de ensino e extensão, aulas práticas dos cursos de Física e Meteorologia e realização de observações astronômicas durante eventos, como,a semana acadêmica integrada do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) e o Minicurso realizado pelo PET Física.

 

Reportagem: Pablo Iglesias, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Davi Pereira
Foto: PET Física/UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/10/31/pet-fisica-promove-minicursos-de-introducao-a-astrofisica-e-astronomia-voltados-a-escolas-e-comunidade-academica Wed, 31 Oct 2018 11:00:04 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=45364

O PET Física da UFSM oferece minicursos neste mês de novembro voltados à comunidade acadêmica, a estudantes de escolas de Santa Maria e a demais interessados.

O Minicurso de Introdução à Astrofísica é destinado à comunidade da UFSM e demais interessados e tem como objetivo divulgar conhecimentos básicos sobre Astrofísica. Será no formato de palestras com professores do Grupo de Astrofísica da UFSM e alunos de doutorado e mestrado do mesmo grupo, além de atividades práticas, como a ferramenta computacional Stellarium (simulação de observação do céu) e visitas ao Planetário e Observatório da UFSM. São 60 vagas ao todo.

No momento, restam 38 vagas. A inscrição é R$ 10,00 e pode ser realizada na sala do PET Física, 1320-A do prédio 13 - CCNE (3º andar).

Como parte das atividades, haverá a palestra da professora Thaisa Bergmann, da UFRGS, no dia 7 de novembro, às 10h, no Auditório Sérgio Pires. Thaisa recebeu o prêmio L’Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência em 2015. A palestra será aberta ao público. Confira o cronograma de atividades.

Já o Minicurso de Introdução à Astronomia (projeto de extensão) é destinado aos alunos das escolas Cilon Rosa, Maneco, Olavo Bilac, Maria Rocha e Padre Caetano. Será realizado entre os dias 19 e 30 de novembro, no prédio da antiga Reitoria, e contará com atividades lúdicas, em formato de gincanas. Confira o cronograma de atividades.

Fazem parte das atividades uma oficina de como montar um telescópio utilizando canos de pvc e lentes. Serão feitos 12 telescópios, que serão doados a escolas públicas de Santa Maria. No último dia, haverá uma visita ao Planetário da UFSM, seguido de um piquenique até o anoitecer, quando será visitado o Observatório (em caso de céu claro).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/09/28/a-ciencia-do-universo-atrai-visitantes-ao-campus Fri, 28 Sep 2018 14:13:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=44663 Foto horizontal colorida mostrando o Planetário externamente Planetário Professor José Mariano da Rocha Filho[/caption] Olhar para as estrelas pode ser poético, mas também educativo. E como forma de estimular os ensinamentos da astronomia, o Planetário Professor José Mariano da Rocha Filho, no campus de Santa Maria, proporciona à comunidade este espaço de conhecimento sobre o universo com sessões para escolas e público em geral. Considerado símbolo da UFSM e um dos cartões postais da cidade, o Planetário, fundado em 1971, é o 4º brasileiro, o 8º na América Latina, o 1º no Rio Grande do Sul, o 1º em uma cidade do interior do país e o 1º em um campus universitário no Brasil. Seu projeto arquitetônico foi elaborado pelo arquiteto Oscar Valdetaro, a partir de um esboço doado por Oscar Niemeyer em 1960. Conforme apurou a Revista Arco, o Planetário foi equipado com apoio dos países do antigo Leste Europeu, que tinham uma dívida com o Brasil em função da importação do café e não tinham o que oferecer em troca. Para saldar a dívida, o Ministério da Educação firmou acordo com a antiga República Democrática Alemã (RDA) para a importação de dez planetários para o Brasil pela companhia alemã Carl Zeiss: seis do modelo Spacemaster, como o da UFSM, dois ZKP-1 e dois ZKP-2. Sessões para todos os públicos Com uma variada programação, o espaço, com capacidade para receber 100 pessoas por sessão, recebe por ano 20 mil visitantes de todo o país, de segunda a sexta-feira. Para as escolas que tiverem interesse em visitar o local, é necessário fazer os agendamentos com até dois dias de antecedência. Além disso, em programações especiais, como o evento Viva 55BET Pro, o local também abre suas portas ao público nos domingos. O planetário instiga e desperta o interesse e a curiosidade sobre o universo através da exposição “Paisagens Cósmicas: da Terra ao Big Bang”, no hall, e sessões de filmes e documentários com duração de aproximadamente 30 minutos. Reclinados sobre a poltrona e com a atenção voltada para cima, os visitantes buscam, por meio das imagens astronômicas visualizadas na cúpula, obter novos conhecimentos sobre as questões que permeiam o universo. A Escola São Francisco de Assis, da cidade de Ijuí, que possui um projeto de estudos sobre o Sistema solar, trouxe os alunos do 3º ano do ensino fundamental até a UFSM para acompanhar uma das sessões. “Durante a sessão, pareceu que a gente estava viajando de verdade no espaço em uma nave espacial, e eu achei isso incrível”, relatou a estudante Maria Eduarda Kramer, de 8 anos. Além disso, a professora Flaviani da Silva destacou a importância de ensinar desde cedo sobre os planetas e como tudo começou. “A nossa escola tem uma característica de não ensinar só com a teoria, mas também com a prática, e nada melhor do que fazer isso através de uma forma que aproxima as crianças, que é a visitação ao Planetário”, disse. No ano passado, com a ideia de apoiar a PoliFeira do Agricultor, que acontece no Largo Santos Dumont, ao lado do Planetário, a direção optou por realizar sessões abertas ao público em geral todas as quintas-feiras, a partir das 15h. [caption id="attachment_44807" align="alignright" width="380"]Foto horizontal colorida da diretora do Planetário Jaqueline Machado, diretora do Planetário[/caption] Novo museu é projetado O Planetário possuía um museu interativo no 2º piso, fundado em 1998, atualmente interditado por questões de acessibilidade e falta de Plano de Proteção Contra Incêndio (PPCI). Neste museu, com área de 370 metros quadrados, dez estações tratavam da história da astronomia, através de dispositivos interativos que chamavam a atenção dos visitantes. De acordo com Jaqueline Machado, diretora do Planetário, um projeto está sendo elaborado por professores do Centro de Artes e Letras (CAL), Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) e Centro de Tecnologia (CT) para a instalação de um novo museu de Ciência e Tecnologia no lugar do antigo. Sessão de observação noturna Além da exposição e das sessões, o Planetário da UFSM oferece ao público em geral uma sessão de observação noturna no céu, que ocorre uma vez por mês. A sessão é gratuita e para participar é necessário retirar senha no Planetário até as 16h do dia da observação, pois o número de participantes é limitado a até 40 pessoas. O trabalho é conduzido pelos monitores do Planetário e funciona como um tipo de aula prática para aqueles que têm interesse e curiosidade em desvendar os mistérios do universo. Entretanto, a observação depende das condições climáticas. A de setembro, por exemplo, que estava prevista para o dia 25, não ocorreu devido à chuva. A astronomia projeta o homem na sua dimensão e no seu lugar no Universo, e os planetários são fundamentais neste contexto. Com isso, através de seus mais de 40 anos de atividade, o Planetário da UFSM funciona como um elo entre os jovens e a Universidade, tornando o ensino da astronomia e da formação do universo agradável a todos. Agendamentos: 8h às 12h e das 13h às 16h30. Sessões: De segunda a sexta-feira, manhã (9h - 10h - 11h) e tarde (14h - 15h - 16h). Ingresso: Estudante: R$ 2,00 Público em geral: R$ 4,00 Crianças até 5 anos e pessoas com mais de 60 anos são isentas do pagamento. Mais informações: (55) 3220-8226, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h, ou pelo página no Facebook. Texto: Pablo Cabral Iglesias, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias Fotos: Maria Luísa Viana, acadêmica de Jornalista da UFN, estagiária da Agência de Notícias Edição: Ricardo Bonfanti]]>