UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 23 Apr 2026 14:57:44 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/borboletas-da-regiao-central-do-rio-grande-do-sul Thu, 26 Dec 2024 21:30:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/?page_id=564

Borboletas da região central do Rio Grande do Sul

Frank Thomas Sautter
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2024/11/19/aplicativo-que-registra-fauna-no-campus-da-ufsm-sera-lancado-nesta-quinta-feira Tue, 19 Nov 2024 16:04:09 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=5893

Quem já passou pela Universidade Federal de Santa Maria certamente já notou a variedade de animais selvagens que habitam o campus sede. Agora, tanto a comunidade acadêmica quanto os visitantes do campus poderão registrar os animais avistados e contribuir com as pesquisas sobre a biodiversidade na UFSM: a partir desta quarta-feira (20/11), estará no ar o aplicativo "eFauna UFSM", cujo lançamento oficial ocorre nesta quinta-feira (21/11), às 16h, no Jardim Botânico da universidade.

O aplicativo permite que o usuário registre os animais avistados e seu local do avistamento, por meio da geolocalização, e ilustre o registro com fotos e vídeos. Mesmo que o usuário não saiba reconhecer a espécie do animal, o registro pode ser feito: posteriormente, será avaliado pelos moderadores e devidamente identificado. Os registros ficarão catalogados e podem ser vistos no mapa do campus disponível no aplicativo. Como se trata de um aplicativo de âmbito local, somente poderá ser utilizado dentro dos limites do campus da UFSM, em Santa Maria. Qualquer pessoa - com ou sem vínculo com a UFSM - pode usar, basta estar no campus.

O aplicativo também permite que o usuário investigue e conheça as 339 espécies de vertebrados terrestres - entre anfíbios, mamíferos, répteis e aves - que já foram registradas no campus da UFSM. Para cada espécie, há um link que remete a outros projetos de divulgação da biodiversidade. 

Além de estimular o interesse pela biodiversidade, o eFauna UFSM é uma ferramenta de aprendizagem inovadora no âmbito acadêmico, pois permite a integração entre diversas áreas do conhecimento e serve também como complemento e reforço para os conteúdos teóricos e aulas práticas. São muitas as disciplinas obrigatórias - nas áreas de zoologia, ecologia, biodiversidade e manejo de fauna silvestre, por exemplo - que se conectam com o “eFauna UFSM”, abrangendo os cursos de Zootecnia, Engenharia Florestal, Ciências Biológicas e Tecnologia em Gestão Ambiental, além dos cursos do Centro de Tecnologia envolvidos com a parte do desenvolvimento do aplicativo. Fica evidente, portanto, o caráter interdisciplinar e integrador da proposta e o potencial desta para detalhar à comunidade universitária e ao público em geral a riqueza da fauna do campus da UFSM.

O aplicativo eFauna UFSM foi desenvolvido pelo professor Enio Giotto (Departamento de Engenharia Rural; Laboratório de Geomática) e pelos acadêmicos Fabrício Ramos e Lorenzo Langendolff (Curso de Redes de Computadores), com coordenação da professora Marilise Krügel (Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental). O projeto iniciou em maio de 2023 com o propósito de construir uma rede de voluntários para o registro e acompanhamento da fauna de vertebrados do campus, bem como de divulgar o conceito e os princípios da ciência cidadã na produção de conhecimento de forma coletiva, participativa e voluntária.

A coordenadora do projeto, professora Marilise, destaca a importância da iniciativa nas ações de proteção e conservação das espécies: "Não basta conhecer somente quais espécies vivem em determinado local. É necessário conhecer e compreender como as espécies ocupam e interagem com os ambientes, com diferentes graus de antropização, ao longo do tempo. Neste contexto urbano, está imposto um grande desafio: compartilhar e esclarecer o público em geral sobre as interações diárias entre pessoas e fauna, ou seja, a coexistência com dezenas de outras espécies silvestres, nossos vizinhos".

O eFauna UFSM estará disponível gratuitamente na Play Store e pode ser instalado em smartphones com sistema operacional Android a partir da versão 9 Pie e versões mais recentes. Para conhecer mais sobre o projeto e acompanhar as novidades, acesse o perfil no Instagram: @efaunaufsm.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações do projeto eFauna UFSM. 

Quer divulgar suas ações, pesquisas, projetos ou eventos no site? Acesse os serviços de Comunicação do CT-UFSM!

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/observacao-de-aves Wed, 15 Feb 2023 11:22:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9657

Qual é a primeira coisa que vem à cabeça quando você pensa no canto das aves? Talvez você tenha pensado em algo relacionado a relaxamento e bem-estar, como uma playlist com esses sons para dormir. E você não está errado! Um estudo recente liderado pelo King’s College London relacionou encontros diários com as aves com a melhora do humor de pessoas com depressão, bem como da população em geral. Os pesquisadores ainda sugerem que visitas a locais com abundância de aves poderiam ser prescritas por médicos com o objetivo de auxiliar no tratamento de problemas de saúde mental. 

E se fosse possível incluir as aves em sua rotina, você acha que ela seria menos corrida e estressante? Se você respondeu sim com a cabeça, eu te convido a conhecer um mundo fascinante que fica além da janela.

Sou Thuani Wagener, bióloga formada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), campus de Palmeira das Missões, mestra em Ciências Ambientais pela Universidade de Passo Fundo (UPF) e atualmente doutoranda do Programa de Pós-graduação em Biodiversidade Animal da UFSM. Sou observadora de aves desde 2013 e já registrei mais de 360 espécies. Durante a graduação, outros colegas e eu fizemos o levantamento das aves do campus UFSM/PM, no qual registramos 109 espécies em um ano. Mais tarde, também atuei também como bolsista do projeto “Olha o passarinho!”, iniciativa que percorre escolas da região central do estado levando conhecimento sobre a biodiversidade de aves e como observá-las.

Mas afinal, o que significa ser uma observadora de pássaros?  

A observação de aves - do inglês birdwatching -, como o nome já diz, é a ação de percorrer um trajeto e registrar, por meio de fotografias e/ou listas, as espécies de pássaros vistas e/ou ouvidas. Essa prática está se tornando comum entre os brasileiros e surge como uma fuga da rotina urbana e como um contato mais estreito com a natureza. Embora você possa pensar em grandes câmeras e equipamentos pesados, eles não são necessários para que você seja um observador. Além disso, não é preciso ter conhecimento prévio nem sair dos grandes centros urbanos para registrar aves. O caminho de casa até a UFSM já pode ser muito promissor.

Plataformas e aplicativos

[caption id="attachment_9658" align="alignleft" width="601"] Professor Everton Behr mostrando no guia de aves do Rio Grande do Sul a espécie pica-pau-de-banda-branca (Dryocopus lineatus)[/caption]

A plataforma brasileira Wikiaves recebe diariamente fotos e sons que são depositados online por usuários de todo território nacional. Atualmente, o site tem 43.690 observadores cadastrados e 1.957 espécies registradas. Outros sites também funcionam como um grande álbum, em que são depositados fotos, sons e listas. Exemplos são o eBird, o iNaturalist e o também brasileiro BioFaces

A cidade de Santa Maria, por exemplo, até o momento tem mais de 330 espécies de aves registradas no Wikiaves. Isso significa que é muito provável que você aviste em torno de 20 espécies em seu trajeto rotineiro. Além disso, com o crescente uso de smartphones, tornou-se muito comum o registro ou a busca por informações sobre as espécies em tempo real, afinal esses dispositivos nos permitem boas fotos e até mesmo a gravação do som emitido pela ave. Mas ainda há quem prefira carregar o bom e velho livro como guia para identificação das espécies. 

No aplicativo Merlin, é possível obter sugestões de identificação dos pássaros observados a partir da inserção de detalhes sobre a localização, o tamanho e as cores da ave. Eu arrisco dizer que enquanto você lê esta matéria, alguma ave está muito próxima daí ou até mesmo vocalizando, talvez um sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca), um cardeal (Paroaria coronata) ou até mesmo um pica-pau-do-campo (Colaptes campestris). Que tal ir até a janela e começar este exercício de olhar?

Um passeio para conhecer aves

[caption id="attachment_9659" align="alignright" width="600"] Grupo observando a espécie bico-chato-de-orelha-preta (Tolmomyias sulphurescens) em Silveira Martins[/caption]

Com o intuito de apresentar a avifauna local, promover diálogos sobre a conservação de espécies e divulgar os registros relevantes realizados na região, no dia 14 de janeiro deste ano aconteceu o 5º Aves de Santa Maria, promovido pelo projeto “Olha o passarinho!”. Como atividade complementar, foi feita uma saída de campo aberta ao público no dia 21 deste mesmo mês.

O trajeto saiu da UFSM em direção às cidades de Silveira Martins e Vale Vêneto. Eu participei do passeio como monitora, e foram observadas mais de 80 espécies de aves. Ao final da atividade, alguns participantes compartilharam relatos sobre a experiência, que você vai ler a seguir:

“Adorei a experiência, é incrível. Me surpreendi com tudo o que vi e aprendi. Foi minha primeira observação, nem sabia usar o binóculo. Não imaginava que tínhamos tantas espécies quanto as que vimos. Umas, vistas com bastante frequência e outras, mais raras e coloridas, que passam despercebidas a olho nu. Meu olhar sobre os pássaros nunca mais será o mesmo” - Adriane Filipetto, Técnica administrativa em educação na UFSM.

“A experiência foi incrível e foi além das minhas expectativas. Voltei rico de conhecimento que os orientadores e professores me deram. Tive o privilégio de ver as aves com outros olhos, me encontrei envolvido por ciência, amor e genialidade por parte dos professores. É difícil dizer qual foi o ponto mais alto do dia, já que todo percurso foi único e com suas particularidades e peculiaridades. Mas o que mais me chamou atenção foi o companheirismo e o compartilhamento de conhecimento de forma humilde” - Luis Gustavo dos Santos, estudante de  Medicina Veterinária.

“Foi mais do que esperava. Aprendi muito. Conheci  muitos bichos e a troca entre os que são ornitólogos e os iniciantes foi o ponto alto. Todos dispostos a te ajudar a localizar o bicho, te explicar brevemente como são. ” - Marta Pires da Rocha, Servidora Pública aposentada. 

“Comecei a conhecer e a admirar o universo das aves a partir de um curso de observação de aves que participei no último ano da faculdade de Ciências Biológicas. A partir desse momento, me tornei ornitóloga e as aves foram meu tema de estudo no mestrado e no doutorado. Considero a prática de observar aves uma experiência transformadora. Digo transformadora porque ela abre caminhos para você se encantar e perceber toda a grandeza dessa natureza da qual somos uma pequena parte” – Marilise Krügel, professora do Curso de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSM.

[caption id="attachment_9660" align="alignleft" width="600"] Participantes da saída de campo em momento de observação de aves aquáticas[/caption]

Além de passeios como esse, o projeto “Olha o passarinho!” atua em escolas públicas e privadas da região, abrangendo principalmente alunos do ensino fundamental. Nos colégios, a visita é dividida em dois momentos. Primeiramente, ocorre uma breve apresentação, explicando a importância das aves para o meio ambiente, seu papel na dispersão de sementes, polinização e controle biológico e como isso contribui para o ensino de ciências. Também são abordadas as ameaças para as aves, como o desmatamento, a caça e a poluição. Após isso, é feita a preparação para a prática, na qual os alunos são orientados a utilizar os binóculos: o manuseio correto, a utilização do foco e cuidados necessários.  Por fim, é chegado o grande momento, a observação das aves. Depois, ao retornar para a sala de aula, os alunos recebem um conjunto de cartinhas com as aves mais comuns da região contendo informações biológicas. Segundo a bolsista do projeto, Estefânia Gorski, as crianças gostam muito da iniciativa, e se empolgam com o contato próximo com a natureza.

Para Maria Eduarda Cesar Salvador, estudante de Zootecnia, a observação de aves proporciona ver os caminhos percorridos no cotidiano de outra forma. Afinal, observar a natureza ao nosso redor é o primeiro passo para conhecê-la, entendê-la e decifrá-la. Tenho certeza que, após finalizar essa leitura, você irá perceber no seu cotidiano alguma espécie de ave que nunca havia reparado. 

Se você ficou interessado e gostaria de participar de uma saída de observação de aves, deixamos aqui algumas dicas de perfis para acompanhar e se inspirar.

1- Projeto “Olha o passarinho!” - @projetoolhaopassarinho
2- Aves do Sul - @avesdosul
3- Projeto bicharada gaúcha - @bicharadagaucha
4- Projeto sentinela do brejo - @sentineladobrejo
5- The Birders - @thebirders

Expediente:
Texto e fotos: Thuani Wagener, doutoranda em Biodiversidade Animal da UFSM;
Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;
Edição geral: Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/jardins-privados-a-biodiversidade-escondida-nas-moradias Mon, 15 Aug 2022 13:17:01 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9460 Os jardins privados são patrimônios de famílias e residências no mundo inteiro e dão mais cor e vida às moradias. Um fato pouco conhecido é que a biodiversidade presente nesses espaços tem um grande impacto nos ecossistemas das cidades. Esta é a conclusão de um estudo no Reino Unido, realizado pela Universidade de Sheffield, que identifica a vida selvagem presente nos jardins das casas britânicas, e que tem forte relação com pesquisas atuais na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

 

Nesse sentido, o arquiteto e professor da UFSM do campus de Cachoeira do Sul, Ricardo Rocha, reparou que grande parte da vegetação da cidade de Cachoeira do Sul tinha uma lógica diferente das áreas verdes planejadas pela prefeitura. Rocha passou a analisar os jardins privados e notou que, junto aos cemitérios, terrenos, rótulas, clubes e escolas, eles constituem a base ecológica das cidades.

Por serem espaços espalhados pelas cidades, a contribuição dos quintais se dá em complementaridade com os espaços públicos e é um tanto complexa, de acordo com o docente. Ele explica que as áreas públicas, como parques, têm uma grande biodiversidade e contribuem para melhorar o microclima - área pequena cujas condições atmosféricas diferem da zona exterior. Já os jardins privados, que são  relativamente menores, contribuem para a drenagem da água da chuva, a permeabilidade do solo, e, como ligam-se à manutenção de espécies exóticas -, com papel destacado na polinização, além de influenciar na biodiversidade.

 

De acordo com o arquiteto, os jardins privados também agregam positivamente para a saúde pública, já que a vegetação aumenta a qualidade do ar e, consequentemente, reduz a incidência de doenças respiratórias. Existem, ainda, benefícios para a saúde mental, como a redução do estresse e melhorias na memória.

O estudo em Cachoeira do Sul

A base da metodologia de pesquisa utilizada por Ricardo foram os estudos tipo-morfológicos, nos quais se analisa a morfologia - estudo da configuração urbana e dos fatores que causam a modificação de uma determinada área - para avaliar como a cidade se estrutura. Em relação aos locais estudados, são levados em consideração o tamanho, a quantidade de áreas verdes, as escalas dos jardins, os cálculos delas, seus recortes na cidade e amplo uso de levantamentos por meio de fotos aéreas.

 

Com essas fotos, foi possível estimar o percentual de vegetação na cidade de Cachoeira do Sul. Assim, o pesquisador observou que 20% a 30% das áreas verdes do município são jardins privados. Ao levar em consideração esses percentuais, o arquiteto concluiu que a subtração dos jardins privados reduziria a biodiversidade do meio urbano, ou seja, quanto menos vegetação, menos espécies de fauna e flora. Além disso, essa falta de verde também pode levar à impermeabilização do solo e ocorrência de enchentes devido à falta de drenagem.

Na visão do arquiteto, existe necessidade de ações que incentivem a adesão aos jardins. Isso ocorre, por exemplo, devido às consequências do boom imobiliário em cidades populosas no Brasil, como é o caso de Santa Maria, que passa por um processo de verticalização em função da demanda residencial para universitários, que vêm à cidade passar certos períodos e, muitas vezes, optam por alugar moradias em edifícios e prédios. Essa ampla adesão às moradias verticais oferece um espaço cada vez menor para as casas com jardins, que muitas vezes são derrubadas para a construção de edifícios.

 

É possível dimensionar o impacto dos jardins quando são colocadas em análise as cidades verticais, como a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Nelas, sem medidas compensatórias, pode haver uma carência muito grande de biodiversidade. Pesquisadores da Universidade de Illinois, em Chicago, nos Estados Unidos, que têm trabalhos em parceria com Ricardo, desenvolvem, nessa direção, estratégias para tornar mais verdes os ambientes de alta densidade urbana, como fachadas e coberturas verdes, além de um incentivo para que sejam cultivadas plantas nas mais diversas situações, mesmo dentro de apartamentos, em vasos. Nesse sentido, o pesquisador salienta a importância de um esforço para manter a vegetação e a biodiversidade existente nos jardins urbanos.

O Projeto BUGS - Biodiversidade nos Jardins Urbanos em Sheffield

O professor Ricardo Rocha pôde ter acesso a dados e conclusões previamente verificadas por pesquisadores da Universidade de Sheffield, o que contribuiu muito com seu estudo. Kenneth Thompson, professor aposentado da Universidade de Sheffield é pesquisador do Projeto BUGS (Biodiversidade nos Jardins Urbanos em Sheffield), no qual foi feito  uma série de estudos sobre a ecologia do ambiente urbano e a contribuição dos jardins nesse espaço.

 

Para Thompson, devido à imensa diversidade dos jardins britânicos, uma regulamentação do poder público sobre os pátios privados seria invasiva e alteraria o aparecimento natural de espécies, caso os espaços fossem geridos pelas prefeituras, uma vez que a natureza realiza uma autogestão fluída nos espaços dos jardins. Ele comenta que, na Inglaterra, os jardins são extremamente comuns em grande parte das cidades.


A partir do programa de Ecologia Urbana da Universidade de Sheffield, Ken Thompson se reuniu com o colega de profissão, Kevin Gaston, para iniciarem o projeto BUGS. O interesse surgiu a partir da obra ‘Vida Selvagem de um jardim: um estudo de 30 anos’ - na versão original, em inglês, Wildlife of a Garden: A Thirty-year Study -, no qual a autora, Jennifer Owen, faz uma investigação de três décadas para analisar e identificar a biodiversidade presente no seu próprio jardim privado.

Funções ambientais dos jardins

A pesquisa contou com a análise de 61 jardins na cidade de Sheffield. “Os jardins se tornaram cada vez mais um refúgio para a vida selvagem”, explica Thompson, ao evidenciar as problemáticas da agricultura intensiva, do desmatamento e da drenagem urbana como agentes na perda do espaço nativo de muitas espécies, fenômeno que ocorre tanto na Inglaterra quanto no Brasil. Nesse sentido, os jardins têm um papel fundamental e servem de habitat para centenas de espécies desabrigadas por forças antrópicas, como lesmas, minhocas, centopeias, moscas, abelhas, vespas, besouros, aranhas, sapos, borboletas e passarinhos.

 

De acordo com o pesquisador britânico, além dessa função importante para a vida selvagem, os jardins urbanos também têm a capacidade de reduzir a poluição sonora e atmosférica, a temperatura e o risco de inundação nas cidades. A vegetação presente nos jardins se torna a base de todo o ecossistema e potencializa os fenômenos naturais e a biodiversidade.

 

Além disso, os pátios são essenciais na prevenção ambiental e de catástrofes. Tanto o estudioso da Inglaterra quanto o do Brasil abordam questões relacionadas à importância ecológica da vegetação no meio urbano. Eles explicam que as plantas são capazes de filtrar o ar, ao reter a poluição atmosférica e converter o gás carbônico em gás oxigênio.

 

Rocha elucida que em épocas de chuvas fortes, áreas com maior vegetação têm a capacidade de drenar a água da chuva, enquanto os locais sem tanto verde não são permeáveis e levam ao menor escoamento pluvial e até mesmo à enchentes. Assim, o estudo infere que as áreas verdes têm um papel fundamental na infiltração da água. 

 

Outro ponto essencial tratado pelo professor inglês é a vida selvagem em transição nos jardins privados. “Muitas espécies de insetos, anfíbios e pássaros vão utilizar uma rede de pátios, realizando um movimento de um jardim para outro em busca de comida e ninhos”, enfatiza. Ele exemplifica o caso da polinização com as abelhas, que exploram uma grande rede de jardins em busca de pólen.

 

Para Thompson, existe um papel importante nos elementos dados como “sujeira” nos jardins privados. Plantas mortas, galhos e folhas secas são alimento e habitat para muitas espécies, e removê-las significa limitar a biodiversidade do local. De acordo com o professor, os proprietários não devem interferir de forma invasiva na vegetação dos jardins com o intuito da manutenção do ecossistema.

Expediente:Reportagem: Isadora Pellegrini, acadêmica de Jornalismo e bolsista;Design gráfico: Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista; e Vinícius Bandeira, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário;Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;Edição de produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;Edição geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/04/05/laboratorio-de-biogenomica-da-ufsm-colabora-na-criacao-de-centro-de-estudos-sobre-longevidade-no-amazonas Tue, 05 Apr 2022 13:04:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=58119

No dia 29 de março, foi inaugurado o Centro de Pesquisa, Ensino e Desenvolvimento Tecnológico (Gerontec), da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (Funati), no estado do Amazonas. A criação deste centro é uma colaboração entre a Funati e o Laboratório de Biogenômica do Departamento de Morfologia do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFSM, coordenado pela professora Ivana Beatrice Mânica da Cruz.

Esta parceria está associada ao desenvolvimento de pesquisas sobre marcadores da longevidade e propriedades funcionais dos frutos que compõem a dieta amazônica, como é o caso do guaraná, açaí e tucumã. Estes estudos têm sido desenvolvidos principalmente por discentes dos Programas de Pós-Graduação em Farmacologia, Bioquímica Toxicológica e e Gerontologia da UFSM. 

A coordenação executiva relacionada à concepção e construção do Gerontec contou com a participação direta de Verônica Farina Azzolin, egressa do PPG em Farmacologia da UFSM, hoje bolsista de pós-doutorado do CNPq.

Com a criação do Gerontec será possível o desenvolvimento de pesquisas clínicas que visem testar produtos voltados ao cuidado do idoso e à promoção do envelhecimento saudável baseado na biodiversidade amazônica. O primeiro esforço para este objetivo foi o estabelecimento de parceria com o Centro de Biotecnologia do Amazonas (CBA), vinculado à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). 

Os termos de cooperação técnica entre a Funati, UFSM e CBA estão sendo elaborados e visam à criação de uma rede brasileira de pesquisas e desenvolvimento de produtos a base da biodiversidade amazônica aplicados ao cuidado do idoso e promoção de saúde. A ideia é que esta rede teste e desenvolva um selo de qualidade científica, fornecendo à população produtos seguros e eficazes.

Mais informações sobre o Gerontec no site da Funati.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/5-curiosidades-cultura-chinesa Wed, 16 Mar 2022 11:02:08 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9109 Desde o primeiro semestre de 2021, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em parceria com a Universidade Normal de Hebei (HNU), oferta cursos de chinês à comunidade acadêmica. São três modalidades diferentes: língua, medicina tradicional e cultura chinesa. Na modalidade cultural, é possível aprender sobre história, geografia, costumes, crenças e tradições do povo chinês.

 

Para Breadelyn Corrêa Pires, graduando de História e aluno do curso de cultura chinesa, essa foi uma oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre o Oriente. Segundo ele, as informações trazidas pela mídia não são suficientes para conhecer e compreender o povo chinês. “A gente aprende muito sobre culturas ocidentais, mas pouco sobre o extremo oriente, temos estereótipos impostos pela mídia. No curso, pude descobrir muitas curiosidades sobre a cultura”, completa. As aulas foram ministradas em português pela professora Ana Qiao Jianzhen em formato online, com carga horária de 30 horas.

Ilustração horizontal e colorida de um panda e um tigre. A ilustração tem traços delicados. No centro, um tigre listrado nas cores laranja e marrom, está pulando, com as patas da frente no chão e as patas traseiras levantadas. No lombo do tigre, está sentado um panda em preto e branco. Ele está com as mãos levantadas. No canto superior esquerdo e no canto inferior direito, linha com luzes de festival em amarelo e com fundo vazado. Na imagem, há oito asteriscos amarelos espalhados. O fundo é um marrom alaranjado.

Rosana Niederauer Marques, docente e coordenadora do curso de Fisioterapia da UFSM, fez os três cursos: de cultura chinesa,  de língua e de medicina tradicional. Ela buscou entender antigas e novas técnicas utilizadas pelos chineses. Dentre as descobertas, o que mais chamou atenção foi o aspecto humanista e o respeito entre as gerações pregado em todas as classes sociais. 

 

A responsável pelo Núcleo de Programas Multilaterais da Secretaria de Apoio Internacional (SAI), Gracielli Mainardi, também quis aprender: "É de perder o fôlego, é tanta história, tanta informação, é o respeito pelo ser humano". Para ela, o fato mais curioso foi como o taoísmo -  religião chinesa que prega a vida em harmonia e o respeito pelo próximo -, é presente na vida dos chineses. “É encantador quando a gente começa a entender que um país com raízes tão profundas se torna uma potência mundial referência no mundo”, expõe Gracieli. Por outro lado, ela relata que a relação entre passado e presente também chama a atenção: “É um país que está com os dois pés no século 21, mas não para de olhar para o passado, nas suas crenças”.

 

Durante a conversa entre a Revista Arco e os alunos  dos cursos e a representante da SAI, surgiram informações curiosas sobre a China. Confira a seguir:

 

1 -  Biodiversidade animal: entre as mais ricas do mundo

Fotografia horizontal e colorida de um panda gigante. Ele tem cabeça branca e partes do corpo pretas e brancas. As orelhas são pretas, assim como um círculo ao redor dos olhos. Ele está apoiado sobre um galho. No fundo, em desfoque, tronco de árvores e folhas da árvore, pendentes. O fundo é claro e tem pontos de branco. Ao lado, sobre tarja marrom alaranjada, na cor branca e em caixa alta, a palavra Biodiversidade. Abaixo, em preto, "Panda gigante". O fundo é branco.

No curso de cultura chinesa, os alunos aprenderam que alguns animais raros, como o panda gigante, o boto branco, o boto sem barbatanas, o veado de lábio branco, o jacaré chinês e o esturjão branco são encontrados exclusivamente na China. Outro aprendizado foi de que existem mais de duas mil espécies de vertebrados terrestres no país. Além disso, o cuidado e a atenção com os animais faz parte dos costumes chineses. Por dispor de grandes porções territoriais, com diversos tipos de clima, o país também é rico em variedade de plantas. Espécies antigas como Metasequoia e Ginkgo constituem cerca de 62% do total de gêneros presentes no mundo. Essas plantas são consideradas “fósseis vivos” na China, enquanto estão extintas em outras partes do mundo. 

2- As quatro cozinhas tradicionais do país

Fotografia horizontal e colorida de um prato ao estilo Sichuan. É uma espécie de cozido com vegetais e massa nas cores amarela, verde e roxo. Ao lado, sobre tarja marrom alaranjada, na cor branca e em caixa alta, a palavra "Culinária". Abaixo, em preto, a frase "Prato ao estilo Sichuan, com fortes temperos". O fundo é branco.

A culinária da China é classificada em quatro grandes grupos, cada um com características regionais: Cozinha Sichuan (Chuan), Shandong Cuisine (Lu), Guangdong Cuisine (Yue) e Jiangsu Cuisine (Su). 

 

Os pratos ao estilo Sichuan são conhecidos principalmente pelos temperos picantes. Opções populares são carne de porco desfiada ao molho de alho, frango Kung Pao, peixe cozido na água, carne bovina fatiada, tripa de carne ao molho Chili, frango frito picante, tofu e carne de porco cozida. 

 

A cozinha de Guangdong, também conhecida como cantonesa, é o principal estilo de comida chinesa. Atualmente, é servida em muitos restaurantes de lugares como Guangzhou, Shenzhen e Hong Kong. A cozinha cantonesa inclui frutos do mar e sopas. Marinadas e caldos são populares, assim como molhos hoisin, ostra e ameixas. As receitas são ajustadas com base na estação atual: os sabores são mais leves no verão e no outono, e mais fortes no inverno e na primavera. 

 

Na cozinha de Shandong, os frutos do mar se constituem como o principal alimento utilizado. O sabor original é preservado por meio de ingredientes simples, como o vinagre e o sal. A culinária de Jiangsu é menos popular em relação às anteriores: tem um estilo gourmet e é apresentada de forma colorida e artística. A comida desse estilo é conhecida por ser macia, mas não a ponto de se desfazer: a carne fica macia, mas não pode ser separada do osso.

3- Festival da Primavera: cultura milenar

Fotografia horizontal e colorida de um ambiente do Festival da Primavera, na China. A foto tem tons quentes, principalmente laranja. Foi tirada de baixo para cima. Na parte superior, em direção ao fundo da imagem, luzes de festival diversos pendurados em estruturas de ferro dispostas no chão. As luzes são envoltas por um balão em formato de trapézio virado. As luzes são alaranjadas. No chão, há várias pessoas paradas. Ao lado, sobre tarja marrom alaranjada, em branco e caixa alta, a palavra "Festival". Abaixo, em preto, a frase "Símbolo do festival da primavera". O fundo é branco.

O Festival da Primavera, também conhecido como o Ano Novo Chinês, é o  mais importante do país: tem uma história de mais de quatro mil anos. É a ocasião em que as pessoas pedem por uma boa colheita e comemoram a passagem de um novo tempo. O festival é comemorado anualmente desde a noite do último dia do 12º mês lunar até o Festival Lanterna, no 15º dia do novo ano lunar.

 

4- Comidas de Festival

Fotografia horizontal e colorida de um prato típico do festival da primavera, na China. São espécies de pastéis pequenos em amarelo pastel, com algumas ervas cortadas em tiras em cima. Estão dispostas em um círculo, ao redor de um pote pequeno com molho escuro dentro. Sobre o pote, dois palitos pretos e compridos. Ao lado, sobre tarja marrom alaranjada, em letras brancas e em caixa alta, a frase "Comida típica de festival". Abaixo, em preto, a frase "Bolinho Jiaozi". O fundo é branco.

Durante o Festival da Primavera e outras festas tradicionais da China, são servidas iguarias, como o Jiăozi ou bolinhos chineses, feitos de trigo cozido. No norte da China, é comum comer jiaozi no jantar de reencontro, no Ano Novo chinês. Entretanto, no centro do país, os costumes regionais relativos a essa receita variam muito. Em alguns lugares, o jiaozi é consumido na noite de Ano Novo e, em outros locais, no primeiro dia do primeiro mês lunar.

 

5- A medicina passa de geração para geração

Fotografia horizontal e colorida de uma pessoa de pele branca e rosto redondo deitada sobre uma superfície de tecido. Ela tem traços chineses e está com os olhos fechados. As mãos de uma segunda pessoa estão sobre o rosto. O polegar da mão direita pressiona o centro da testa, enquanto o polegar da mão esquerda pressiona um ponto na mandíbula direita. Ao lado, sobre tarja marrom alaranjada, em letras brancas e em caixa alta, a palavra "Medicina". Abaixo, em preto, a frase "Circulação de energia pelos meridianos do corpo". O fundo é branco.

As práticas medicinais, que incluem a chamada Medicina Tradicional Chinesa, foram desenvolvidas há milhares de anos. A base é a teoria dos cinco elementos e o sistema de circulação da energia pelos meridianos do corpo humano. Os ensinamentos foram passados ao longo das gerações, disseminando o conhecimento que é utilizado em todo o país.

 

Em 2022, novas turmas de cursos de chinês foram abertas, desta vez incluindo apenas a modalidade de línguas – com os módulos I, II e III. No primeiro semestre a cultura chinesa será trabalhada de uma forma diferente: por meio de palestras mensais, de forma online, gratuitas e abertas ao público. O calendário com datas e temáticas ainda vai ser divulgado pelo SAI. 

 

Tanto cursos como palestras são abertos à comunidade da UFSM e demais Universidades Federais do Rio Grande do Sul. Neste ano, a mudança é que os alunos dos cursos de Língua Chinesa devem se comprometer a realizar o Exame de Proficiência em Chinês HSK/HSKK, que é o exame oficial da língua chinesa válido em todos os países.

Para o professor Júlio Rodriguez, Assessor Adjunto do Reitor na SAI, todo conhecimento acerca da língua e da cultura chinesa é válido: “Todo o conhecimento sobre a China é essencial para quem quer expandir seus horizontes, aprender sobre técnicas e costumes antigos que são preservados e podem servir muito no presente e futuro. (...) Na  busca por um emprego, um preparo profissional, o conhecimento em cultura chinesa é e será um diferencial.”

 

Expediente:Reportagem: Tayline Alves Manganeli, acadêmica de Jornalismo e voluntária;Design gráfico: Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário; e Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e voluntária;Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;Edição geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/07/16/dia-de-protecao-as-florestas-conheca-a-atuacao-da-ufsm-na-preservacao-das-matas Fri, 16 Jul 2021 12:34:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=56306 [caption id="attachment_56307" align="alignright" width="482"]Foto colorida horizontal mostra uma armação de madeira em meio a uma floresta Neprade tem por objetivo promover a pesquisa em restauração ecológica e recuperação de áreas degradadas[/caption]

O Dia de Proteção às Florestas é comemorado neste sábado, 17 de julho. A data é uma forma de conscientizar e chamar a atenção de todos para a importância de se preservar as florestas. O dia também faz homenagem ao Dia do Protetor de Florestas, figura associada ao personagem do folclore brasileiro, o Curupira, essa figura protege as florestas das agressões constantes do homem, tais como desmatamento e caça de animais. 

A data é um estímulo para a reflexão, sensibilização e a promoção de iniciativas efetivas para deter o avanço e o crescimento do desmatamento e da exploração ilegal da biodiversidade. A UFSM faz parte dessa luta e conta com diversos projetos e iniciativas para que todos possam pensar e trabalhar no coletivo para um mundo mais sustentável, garantindo assim a diversidade e preservação das florestas brasileiras.

Uma das iniciativas institucionais é o projeto de extensão ligado aos  Departamentos de Engenharia Rural e Ciências Florestais, o Educa Floresta, coordenado pela professora Damáris Gonçalves Padilha. O projeto é voltado a ações de educação florestal e ambiental para crianças do Ensino Fundamental da rede pública de ensino de Santa Maria, com o objetivo de sensibilizar as crianças sobre os diferentes temas da área florestal e ambiental por meio da elaboração de material didático (analógico e digital) e de atividades práticas.

A coordenadora Damáris conta que o projeto atua nas escolas públicas desde 2017 e que no ano de 2019 passou a atuar na  Escola de Ensino Fundamental Padre Nóbrega. Quando o projeto atuava de modo presencial, os participantes levavam diferentes atividades práticas para estimular o senso crítico das crianças sobre temas como a importância das florestas, os diferentes produtos que elas originam, os cuidados com arborização urbana, dentre outros. “No contexto remoto, precisamos adaptar as atividades para que as crianças pudessem participar. Assim, em 2020, criamos canais digitais (YouTube, Instagram e Facebook) para manter o contato e enviar as atividades. Também enviamos uma cartilha didática impressa para todos os alunos para leitura em casa. Foi um desafio, mas tivemos um bom retorno”, conta Damáris.

A UFSM apoia diversas atividades de extensão e ações voltadas à qualificação do desenvolvimento humano, melhorias na qualidade de ensino, na promoção do desenvolvimento científico e no desenvolvimento do sistema produtivo local, regional e nacional. Damáris acredita que os projetos de extensão da universidade, com o  foco nas questões florestais e ambientais são sempre importantes e levar essas questões para as crianças é fundamental para uma sociedade que não apenas se preocupa com as questões ambientais, mas que entenda como essas relações nos afetam, e que sejam capazes de agir em benefício da sua conservação ou do seu uso de forma sustentável. 

"Valorizar a biodiversidade é valorizar a humanidade"

Outro projeto da UFSM que trabalha a pesquisa, o ensino e a extensão ligados à conservação e a valorização da biodiversidade é o projeto Valorizar a biodiversidade é valorizar a humanidade, ligado ao Departamento de Ciências Florestais. Coordenado pela professora Ana Paula Moreira Rovedder, o projeto tem embasamento na experiência do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (Neprade), que visa à restauração ecológica de ecossistemas, mas sempre com um vínculo com as comunidades que foram afetadas por processos de degradação e passam a ser também beneficiárias de projetos de restauração.

A coordenadora explica que o trabalho vem sendo realizado desde 2010 com o início das pesquisas e ações no Corredor Ecológico da Quarta Colônia (localizado na região central do Rio Grande do Sul, é considerado área piloto da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica). Foram desenvolvidas ações de pesquisa, educação ambiental, adequação ambiental, resgate dos saberes tradicionais e valorização de espécies vegetais nativas e seus usos múltiplos. “Nessa caminhada, desenvolvemos oficinas, dias de campo, seminários, entre outras ações junto à comunidade do Corredor Ecológico. Em 2019, demos início  ao projeto Valorizar a biodiversidade é valorizar a humanidade: Tecnologias sociais para valorização da biodiversidade e do componente humano do Corredor Ecológico da Quarta Colônia.”

A proposta do projeto visa ao fortalecimento da relação desenvolvida, desde 2010, junto à comunidade regional e às comunidades do Corredor Ecológico da Quarta Colônia (municípios de Agudo, Faxinal do Soturno e Dona Francisca). Com a continuidade e fortalecimento  das ações de valorização da biodiversidade regional por meio do resgate do conhecimento tradicional e sua inserção no cotidiano das famílias rurais, promovendo adequação ambiental da propriedade rural, com restauração/conservação de recursos naturais e inserção/enriquecimento de sistemas produtivos biodiversos e multiestrato, a partir de uma abordagem socioambiental e participativa junto à comunidade do entorno do Parque Estadual da Quarta Colônia, Bioma Mata Atlântica, Rio Grande do Sul, desenvolvendo conhecimento e tecnologias sociais para usos múltiplos de espécies nativas, beneficiamento de produtos da sociobiodiversidade e práticas de conservação dos recursos naturais nos sistemas produtivos, com geração de renda.

Ana Paula explica que a região do corredor ecológico da Quarta Colônia, onde é desenvolvido o projeto, é uma área muito rica em termos de biodiversidade. É onde ocorre o encontro das formações típicas de dois tipos de bioma, a mata atlântica com o bioma  pampa que originam diversas formações de espécies, ecossistemas e habitats. “Em nível de Brasil, é muito importante a conservação dos ecossistemas, porque somos o país que reúne o maior nível de biodiversidade do mundo, isso nos dá uma grande responsabilidade. Ter o apoio da UFSM que desenvolve tanta pesquisa e  informação na área de conservação da natureza é crucial para essa região, onde temos um grande corredor ecológico que precisamos conservar e, assim, manter o fluxo gênico dessas populações de fauna e de flora e manter a conservação”. 

Texto: Ana Júlia Müller Fernandes, estudante de Jornalismo, bolsista da Unidade de Comunicação Integrada
Foto: Neprade/Divulgação

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/05/27/selecao-de-academicos-de-graduacao-para-bolsa-de-extensao-em-biodiversidade-vegetal Thu, 27 May 2021 12:24:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=55904

Estão abertas as inscrições para seleção de acadêmicos dos cursos de graduação da UFSM para bolsa de extensão universitária pelo projeto institucional Fiex, no âmbito do Programa de Extensão “Biodiversidade e cultura no ensino e na extensão”. 

Caso o candidato não conseguir fazer a inscrição pelo Google Forms, pode encaminhar para o email renato.zachia@55bet-pro.com.

Mais informações no edital.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/pantanal-em-chamas-riscos Thu, 12 Nov 2020 11:17:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6293 Em média, 59 campos de futebol foram desmatados por dia até agosto. Perspectiva é que a região da bacia hidrográfica onde está o bioma perca 64% da sua cobertura natural em 2050

Até 2018, 4,97% do território pantaneiro estava em áreas protegidas. Embora tenha ocorrido aumento significativo nas Unidades de Conservação (UCs) desde 2010, o bioma não alcançou o patamar de 10% de área protegida. Dez anos após a Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas (CDB), evento que propôs a meta, ela ainda não foi cumprida. 

Em 2000, quando existiam 147.160 hectares (ha) em áreas protegidas, o Pantanal recebeu uma boa notícia. O reconhecimento de Reserva da Biosfera Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) deveria garantir ações governamentais para conservar o meio ambiente e impulsionar o desenvolvimento sustentável. Mais adiante, o estudo Evolução das unidades de conservação no Pantanal no período de 1998 a 2018 levantou que havia 747.945 hectares em 33 áreas protegidas por suas características territoriais e ambientais relevantes. 

A preservação das áreas garante que se observem na região espécies já estão extintas em outros biomas. Um levantamento da revista Retratos, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que existem 463 espécies de aves, 263 de peixes, 132 de mamíferos, 85 de répteis e 35 de anfíbios. As espécies encontradas na flora pantaneira chegam a 1.197, sendo 146 endêmicas, ou seja, que ocorrem apenas nessa região. 

De acordo com o documento do Herbário da Embrapa Pantanal, de 2009, a sobrevivência desses seres é possível graças à variedade e à combinação de solos, climas, altitudes, água e habitat. São esses aspectos que levam a região a ser considerada um bioma. Na maior superfície inundável interiorana contínua do mundo, a combinação se estende por 150.355 km², cobrindo 1,76% do território brasileiro. Suas características se apresentam em 35,36% da área do Mato Grosso (MT) e 64,64% do Mato Grosso do Sul (MS).

Nesta quinta, 12 de novembro, é o Dia do Pantanal. A data passou a ser comemorada a partir de 2008 em homenagem ao jornalista e ambientalista Francisco Anselmo de Barros. Como forma de protesto contra usinas de cana na região, Francelmo ateou fogo no próprio corpo, no centro de Campo Grande, após 25 anos de luta pela preservação do bioma.

Confira nesta segunda reportagem da série Pantanal em Chamas, o avanço do desmatamento, as consequências das queimadas para a Serra do Amolar, região montanhosa do Pantanal, e as perspectivas de recuperação da área degradada conforme ambientalistas do Greenpeace, do Instituto do Homem Pantaneiro e da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Desmatamento na maior planície inundável do mundo

O bioma pantaneiro tem predominantemente 9.171.100 hectares de vegetação campestre, bem como outras coberturas naturais, como a área úmida. Com base em dados do IBGE, de 2002 a 2018 o Pantanal foi o bioma que menos perdeu áreas naturais - com características originais - para antropizadas - espaços que tiveram alguma alteração por consequência da atividade humana, como estradas, pastagens e lavouras. Até o ano final da análise, eram 13.209.600 hectares de áreas naturais e 1.746.300 de ha de áreas antrópicas. 

O estudo sobre mudanças de paisagens da Embrapa na Bacia do Alto Paraguai (BAP), situada no Brasil, Bolívia e Paraguai, simulou que até 2022 a área perderá metade da cobertura natural. Cerca de 36 milhões de hectares da BAP estão em solo brasileiro, o qual abrange parte da região pantaneira. A perspectiva é de que até 2050 a região esteja com 36% de sua cobertura natural. Em 2008, ela era de 60%. 

Os efeitos acumulados disso influenciam na fauna, na escassez de chuvas, no movimento da água que desce para o interior do solo, na vazão de rios, entre outras condições, como a atual seca no Rio Paraguai. Apesar disso, o Pantanal é onde ainda mais se tem preservação nativa na Bacia. 

Em 2019, o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil do MapBiomas, apontou que o Pantanal perdeu 16.521 hectares. Foi o bioma que teve a maior média diária de área desmatada por alerta, com 77 hectares. No Brasil, ao todo, 99% dos alertas validados no ano passado não tiveram nenhuma autorização para desmatamento – cadastro feito pelo Sistema Nacional de Controle de Origem do Produtos Florestais (Sinaflor). De janeiro a agosto de 2020, a região perdeu uma área equivalente a 14.336 campos de futebol - uma média de 59 campos devastados por dia.

O Brasil, que já foi protagonista em discussões internacionais sobre biodiversidade, como a criação de áreas protegidas estabelecidas nas metas de conservação de Aichi da última década, não assinou, em setembro deste ano, o Compromisso dos Líderes pela Natureza, que inclui o acordo de reverter a perda da biodiversidade até 2030.

Na prática, o governo brasileiro ignorou as quatro principais preocupações:

  • investir em recuperação “verde” para alcançar uma sociedade sustentável; 
  • desenvolver e implementar um projeto global de biodiversidade pós-2020; 
  • considerar de forma integrada, coerente e com ações eficazes, a inter-relação entre biodiversidade, a degradação ambiental e mudanças climáticas; 
  • acabar com os crimes ambientais; integrar e incluir a biodiversidade em políticas setoriais (como a industrial, alimentar, agricultura, entre outras). 

Ambientalistas condenam omissão governamental

Cristiane Mazzetti, porta-voz do Greenpeace em Desmatamento Zero e mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela London School of Economics, critica a omissão governamental. “É mais uma entre muitas sinalizações de que o meio ambiente não tem espaço na gestão atual. Está em curso um declínio acelerado das espécies devido à ação humana, 1 milhão delas estão em processo de extinção no mundo. Na gestão atual, a criação de novas áreas protegidas, incluindo unidades de conservação e terras indígenas, segue estagnada. Para piorar, muitas delas têm sofrido com a ação do fogo, invasões e desmatamento”, destaca. 

O que ameaça a existência da fauna pantaneira é a alteração do ambiente ou dos fatores que colaborem para a manutenção do meio. O desmatamento atinge diretamente, por reduzir espaços fundamentais para a vida de muitos animais. A degradação influencia nas condições propícias para os incêndios. “No Brasil, mais da metade das áreas desmatadas e degradadas não possuem nenhum tipo de uso, o que favorece o crescimento de vegetação de forma desordenada. E essa vegetação, no período seco, é um excelente combustível para os incêndios florestais”, explica Filippe Lemos Maia Santos, pesquisador do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASA-UFRJ) e mestre em Meteorologia. 

De acordo com a coordenadora técnica do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Letícia Larcher, bióloga e doutora em Ecologia e Conservação, os incêndios “ameaçam a biodiversidade por efeitos indiretos que atrapalham o equilíbrio da cadeia alimentar e o equilíbrio de como as comunidades se relacionam”. Ou seja, há dificuldade em conseguir alimentos, redução do habitat, maior exposição aos predadores, dificuldade para reprodução e alimentos de difícil digestão. Os efeitos diretos são as mortes dos animais, como alerta a pesquisadora. 

A perda da qualidade ambiental pelos incêndios faz com que espécies em risco de extinção encontrem ainda mais dificuldade de sobrevivência, visto que exigem ambientes específicos para isso.

Serra do Amolar em combustão: 75% de área queimada

Com a seca, a baixa do Rio Paraguai dificulta o acesso a algumas áreas do Pantanal onde equipes de combate se mobilizam para diminuir os incêndios. Embora o Pantanal se destaque por características de planícies, há também regiões montanhosas e de alto desnível, como a da Serra do Amolar, onde chega a quase 800 metros acima do nível do mar. Na região, este ano, ocorreram grandes focos de incêndios.

Situada entre Cáceres (MT) e Corumbá (MS), na fronteira do Brasil com a Bolívia, a Serra faz parte do Maciço do Amolar, região que atua como reguladora da umidade local e da conservação das florestas, além de servir de abrigo aos animais no período da cheia. Próximo da Serra do Amolar está o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, tombado como patrimônio natural da humanidade pela UNESCO, e mais três Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), que formam 80% da preservação - e constroem um grande corredor de biodiversidade do Parque até as áreas protegidas na Bolívia.

Existem ali uma grande comunidade de felinos, como onças, e registros de seis espécies ameaçadas de extinção - anta, ariranha, tamanduá bandeira, tatu canastra, queixada e mutum de penacho -, de acordo com a coordenadora do IHP. De alguma forma, todos os animais que vivem ali estão ameaçados e tiveram seu ambiente modificado e ameaçado pelo fogo, que já queimou 75% da área, correspondente a 280 mil hectares. 

O deslocamento dos brigadistas que atuam no combate é, geralmente, feito a pé, “é extremamente cansativo, penoso e acabamos contando, quando é possível e agora é, com apoio de aeronaves que conseguem transportar as pessoas e colocá-los próximos à linha do fogo”, explica Alexandre Pereira do Ibama PrevFogo MS. 

Atualmente as linhas de combate são compostas por brigadistas do Ibama PrevFogo, ICMBio, corpo de bombeiro militar do MT e MS, reforços do corpo de bombeiro militar do PR, SC e DF, militares da força nacional, exército brasileiro e marinha. Depois do reconhecimento de cada área, escolhe-se a técnica de combate mais eficaz.

Recuperação do meio degradado

A restauração da biodiversidade se baseia na chuva e na recuperação do ciclo hidrológico do Pantanal de forma correta afim de proporcionar ambiente adequado e equilibrado. “Não há uma estimativa de quantos animais morreram nesse fogo ou quais espécies foram mais atingidas, isso está sendo feito um levantamento em conjunto com o ICMBio, Embrapa, UFMT, UFMS e outras intuições que trabalham todas com a mesma metodologia para tentar estimar o tamanho da perda para a biodiversidade. Ainda não sabemos como será essa recuperação, o número de perdas e ainda estamos tentando entender quais são as ações que precisamos fazer para tentar reverter o quadro”, esclarece Letícia. 

Alexandre é positivo quanto à recuperação após as queimadas, “o Pantanal tem o fogo como um agente natural desse ambiente e a questão das inundações é um outro fator estressante, fazendo com que todas as espécies animais e vegetais adquirissem um poder de recuperação bastante grande”.

Por outro lado, no próximo ano o IHP entende que as condições climáticas ainda serão as mesmas, somadas a baixa do Rio Paraguai e grandes quantidades de focos de incêndios. Letícia destaca que as soluções para reduzir os danos seriam através da implementação de brigadas permanentes na região, trabalhando no manejo, prevenção e ações imediatas de combate ao fogo. 

A representante do Greenpeace alerta para o atraso na contratação de brigadistas que iriam atuar no Ibama e ICMBio, mesmo com previsões de seca severa para a região em 2020. “E, após a crise ter se estabelecido no Pantanal, a ajuda do governo federal tardou a chegar e a situação só não ficou ainda pior em decorrência da atuação de moradores locais e da sociedade civil, que atuaram no combate. Além disso, a redução das atividades de fiscalização ambiental também podem ter influenciado na origem dos incêndios, onde uma investigação da Polícia Federal e um levantamento da ONG ICV apontam para o início do fogo em poucas fazendas”, diz Cristiane. 

O pesquisador do LASA, Filippe, confirma, baseado em estudos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que “nas próximas décadas, irá aumentar a frequência de eventos extremos de incêndios florestais decorrente do aumento da temperatura média global devido ao aumento de gases de efeito estufa”. De acordo com o Jornal USP sobre o Relatório IPCC, parte dessa solução estaria em ações protetivas e restaurativas de florestas que poderiam mitigar as emissões de carbono em até 25%, atitude que limitaria até 2030 o aquecimento global em 1,5ºC.

Assim como o IHP, Cristiane indica a necessidade de traçar um plano de proteção para o bioma em que esteja incluso ações preventivas, formação e treinamento dos brigadistas e fiscalização dos crimes ambientais. “No entanto, o que tem se observado por parte do governo é o contrário, omissão e enfraquecimento dos mecanismos de proteção ambiental”, crítica a porta-voz do Greenpeace em Desmatamento Zero.

A UFSM e vários parceiros também farão a sua parte para incentivar a recuperação ambiental com o 1º Fórum Primavera da Articulação Floresta Viva: Informar e Reflorestar, com atividades de 23 de novembro a 3 de dezembro.

Série Especial da Arco Pantanal em Chamas

Expediente

Repórter: Gabriel Araújo, acadêmico de Jornalismo da UFSM Frederico Westphalen e estagiário

Ilustradora: Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista

Mídia Social: Nathália Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista

Editor Chefe e supervisor de estágio: Maurício Dias, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/trafico-animais-silvestres Thu, 27 Aug 2020 18:33:55 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6260 Comércio ilegal é responsável pela retirada de 38 milhões de animais do Brasil a cada ano O tráfico de animais silvestres não é apenas uma ameaça destrutiva para as espécies de animais e para a preservação da biodiversidade brasileira, como é também uma prática criminosa. De acordo com a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), a ação é considerada a terceira maior atividade ilícita do mundo e gera uma grande rede de pessoas envolvidas em negociações clandestinas, principalmente pela alta lucratividade. Além disso, estima-se que o comércio ilegal movimente entre 10 e 20 bilhões de dólares por ano no mundo. Desse total, 10% corresponde ao Brasil, o equivalente a 38 milhões de bichos das nossas florestas e matas. Essas estimativas refletem o crescente risco de extinção de espécies e o aumento da exploração econômica e ambiental da fauna e flora brasileiras.   Segundo a Renctas, de cada 100 animais capturados ilegalmente no país, 70 são vendidos em território nacional e 30 são destinados ao exterior. Um dos fatores que explica o Brasil ser uma das principais rotas do tráfico é a grande biodiversidade, o que o torna um alvo direto das quadrilhas e organizações criminosas.

Alvos dos traficantes de animais

As aves são os animais mais explorados para compra e venda no mercado ilegal, de acordo com a Renctas. Estima-se que aproximadamente 2 milhões de espécies sejam vendidas a cada ano no Brasil. Devido à habilidade de imitar a voz, muitas delas são procuradas com a finalidade de serem bichos de estimação. Já para os produtos de fauna, os répteis são os animais mais procurados, assim como as garças, para a exploração de penas. Confira a seguir os tipos de tráfico por finalidade e espécies mais procuradas:

O caso da naja encontrada no Brasil 

Recentemente, um curioso caso de uma cobra naja repercutiu nas redes sociais. O estudante de Medicina Veterinária, do Distrito Federal, Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, foi picado pela serpente que mantinha em cativeiro em sua residência.  O veneno liberado pela cobra no momento da picada levou o estudante a ficar em coma. Por não ser uma espécie nativa da América do Sul, as informações eram de que havia uma única dose de soro antiofídico no país para esse tipo de picada. A dose era propriedade do Instituto Butantan, centro de estudos biológicos da Universidade de São Paulo, e foi disponibilizada para salvar a vida do jovem.  Alvo da Operação Snake, Pedro Henrique foi indiciado 23 vezes pela Polícia Civil do Distrito Federal pelo crime de tráfico de animais exóticos e silvestres. Além da naja, as autoridades encontraram outras 16 serpentes na região de Planaltina. Outras seis pessoas são investigadas por terem envolvimento com o caso, incluindo os pais, o padrasto e colegas de Pedro, e uma servidora do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres do Ibama.

Incentivo à pesquisa e educação ambiental 

A orientação para combater o comércio ilegal de animais silvestres recai sobre o incentivo e o aumento de investimento em pesquisas que promovam a conscientização ambiental, bem como revisão da legislação vigente. Aqui na UFSM, uma pesquisa coordenada pelo Departamento de Ecologia e Evolução do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) atua diretamente nesta missão. Segundo a pesquisadora e diretora do CCNE, Sonia Zanini Cechin, o estudo busca compreender os padrões de diversidade e distribuição de anfíbios e répteis exóticos - espécies não-nativas no Brasil, introduzidas em um local onde não ocorrem naturalmente. Na primeira etapa, foram mais de 2 mil registros de 154 espécies exóticas. Como resultado, verificou-se que o comércio de animais de estimação era o principal responsável pela circulação dessas espécies pelo país. Já a segunda fase identificou e analisou quais fatores interferem no não cumprimento da legislação. A pesquisa também propôs medidas para auxiliar a elaboração de estratégias mais eficazes para gerenciamento sustentável da fauna nativa.  “É preciso que os esforços se concentrem na redução das deficiências da legislação, aumento de investimento em fiscalização e em ações educativas voltadas à conscientização ambiental”, ressalta Sônia. Para a professora, o comércio de animais silvestres é uma questão que envolve, além da conservação, tópicos como sustentabilidade, economia, saúde e educação. Nesse sentido, segundo a pesquisadora, o combate ao tráfico é multidisciplinar e deve envolver ciências sociais, econômicas e biológicas, bem como o contexto ambiental, político e socioeconômico de cada região. 

Alerta à saúde pública

Os riscos e as consequências do tráfico de animais são altamente perigosos não só em relação às ameaças de extinção das espécies nativas ou da movimentação econômica, ilegal e clandestina, que ocorre durante esse processo, mas também do ponto de vista da saúde para a população.  Um dos exemplos disso é a atual pandemia do novo coronavírus, que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) foi inicialmente causada pela exposição de humanos a animais silvestres, como o pangolim, no mercado atacadista de frutos do mar de Wuhan, na China.  A probabilidade do surgimento de novos vírus e bactérias está potencialmente relacionada a este tipo de prática. Além do risco coletivo, o comércio ilegal pode ocasionar o envenenamento acidental das pessoas envolvidas no transporte desses bichos. 

São Braz: preservação da fauna em Santa Maria

Em Santa Maria, o Criadouro São Braz atua na recuperação e na proteção de animais silvestre resgatados por órgãos como o Batalhão Ambiental, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ambiental, Polícia Federal e Corpo de Bombeiros. A maioria dos bichos é encaminhada por estar em estado de maus tratos, em cativeiro devido ao tráfico ou ainda foram atropelados.  A bióloga Rithiele de Sá, que trabalha no São Braz, explica que o processo de tratamento e soltura é complexo. “Recebemos desde animais saudáveis até os que morrem poucos minutos depois de chegarem, sem falar naqueles que já chegam mortos”, afirma.  De acordo com a bióloga, quando um bicho chega ao criadouro é feito o registro de entrada. É necessário anotar o máximo de informações, para facilitar o processo de soltura. O procedimento de devolução à natureza é variável e segue as normativas do Ibama e da Secretaria do Meio Ambiente.  “Muitas vezes quando o animal está em perfeitas condições e foi apenas trazido por estar em um local inconveniente, como a casa de alguém, é feita a soltura imediata. Mas, na maioria dos casos não é assim, pois recebemos uma quantidade muito grande de animais que precisam de cuidados, que chegam machucados ou são filhotes”, explica.  O Criadouro oferece os cuidados necessários para a reabilitação e a soltura dos bichos. Alguns fatores levados em consideração durante esse processo são a área de distribuição da espécie e o local em que ele foi encontrado. A reabilitação dura de três a seis meses. O animal precisa ter condições físicas e habilidades mínimas para sobrevivência na natureza. Também são feitos exames para comprovar que está saudável e que a sua liberdade trará mais benefícios do que danos. A pena para os crimes de maus-tratos de animais é de multa e detenção de seis meses a um ano. 
Denúncias nacionais e estaduais
  • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
Linha Verde/Central de Atendimento: 0800-618080. E-mail: linhaverde.sede@ibama.gov.br  ou denuncia.sede@ibama.gov.br 
  • Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas)
E-mail:  renctas@renctas.org.b
Denúncias locais
  • Secretaria de Meio Ambiente
E-mail: fiscalizacaosm@santamaria.rs.gov.br 
  • Criadouro Conservacionista São Braz
Telefone:  (55)99118-3480 ou (55)99967-7707. Expediente Repórter: Natália 55BET Prozzi, bolsista de Jornalismo Ilustradora: Yasmin Faccin, estagiária de Desenho Industrial Mídia Social: Nathalia Pitol, bolsista de Relações Públicas Editora de Arte: Marcele Reis, bolsista de Publicidade e Propaganda Editora de Produção: Melissa Konzen, bolsista de Jornalismo Editor Chefe: Maurício Dias, jornalista]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/sapos-pererecas-e-ras-da-america-do-sul Thu, 19 Dec 2019 18:10:20 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6113

Obra produzida por pesquisadores brasileiros mapeia mais de 2,6 mil espécies de anuros


Imagem da espécie Gastrotheca (Foto: Tiago Gomes dos Santos)

Em outubro deste ano, a editora alemã Springer publicou o livro "Biogeographic patterns of South American Anurans", um dos mais completos registros da diversidade de sapos, rãs e pererecas do continente. De autoria de Tiago Gomes dos Santos, Tiago da Silveira Vasconcelos, Fernando Rodrigues da Silva, Vitor Hugo Mendonça do Prado e Diogo Borges Provete, pesquisadores brasileiros que representam diferentes instituições de ensino superior do país, a obra é a mais recentes atualização do número de espécies de anuros da América do Sul. 

Para que o mapeamento das espécies fosse possível, os estudiosos empregaram métodos para entender os processos dinâmicos relativos aos padrões de distribuição de espécies. Dessa forma, exploraram como os gradientes de diversidade filogenética, diversidade funcional e distribuição de tamanho dos anfíbios variam ao longo do continente.

Preocupados com a preservação dessa diversidade, os pesquisadores apresentam, no livro, proposta robusta para áreas prioritárias de conservação desses animais na América do Sul. A obra foi realizada com o objetivo de avaliar a influência dos fatores climáticos sobre o desenvolvimento de espécies de anfíbios. 

Imagem da Sphaenorhynchus surdus (Foto: Tiago Gomes do Santos)

A UFSM está representada na pesquisa. Isso porque Tiago Gomes, biólogo graduado pela instituição e, atualmente, professor vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal, é um dos cinco autores do livro recentemente publicado. 

Para o professor, a obra é de extrema relevância, tanto pessoalmente quanto cientificamente. E, para dimensionar a importância da publicação da pesquisa sobre os anuros, o professor Tiago Gomes lembra da obra “Patterns of Distribution of Amphibians: A Global Perspective” (na tradução literal, Padrões de Distribuição de Anfíbios: Uma Perspectiva Global), último levantamento desses animais feito em 1999 por William E. Duellman, professor emérito da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos. 

“Nessa obra, o pesquisador norte-americano registrou 1.644 espécies de anuros e apresentou uma série de mapas de distribuição que resumiam tais dados. Mas, esse pesquisador tinha poucos recursos para analisar os processos ecológicos e evolutivos que geraram os padrões descritos”, conta. Já na atual pesquisa os registros compilados totalizaram 2.623 espécies e o estudo indica que esse número continuará a crescer.  

Mas, o que são anuros e por que produzir um livro sobre esses animais?

O nome vem do grego e significa “sem cauda”. Cientificamente, os anuros constituem uma ordem de animais pertencentes à classe Amphibia (Anfíbios), que inclui sapos, rãs e pererecas. Embora os cientistas não utilizem amplamente as diferenças para classificar esses animais, ainda assim é possível distingui-los.

Para Tiago Gomes, a paixão pelos anuros é antiga. Na graduação, ele  trabalhava como estagiário da professora Sonia Cechin - que estudava os anfíbios -, hoje diretora do Centro de Ciências Naturais e Exatas. A admiração começou quando observou, em uma pequena poça no campus da UFSM, muitos sapos cantando à noite, no início da primavera. Eram sapos-cururus amarelados.

“Me encantaram irreversivelmente. E, meus primeiros interesses científicos pelos sapos naquela época estavam relacionados ao levantamento de espécies com ocorrência no 55BET Pro da UFSM e no monitoramento de espécies na região da Quarta Colônia de Imigração Italiana, em função da execução de projetos hidrelétricos”, lembra. 


Melanophryniscus vilavelhensis (Foto: Tiago Gomes dos Santos)

Anfíbio é importante para a cadeia alimentar

O professor reforça que os anfíbios participam naturalmente do ciclo de nutrientes e de energia dentro da cadeia alimentar. Eles são presas e predadores de diversas outras formas de vida, desde invertebrados até aves e mamíferos, que, dessa forma, dependem uns dos outros. Assim, têm um papel fundamental na natureza. Mas, além desse papel, os anuros prestam serviços ambientais à humanidade, através do controle de insetos de interesse agrícola (besouros, formigas e outros) e sanitário (mosquitos vetores de doenças como dengue, febre amarela e chikungunya). 

“Existe ainda o potencial biotecnológico, já que a pele úmida dos anfíbios é rica em substâncias que eles usam para defesa contra micro-organismos e predadores. Assim, existe uma corrida por moléculas com potencial farmacológico que pode resultar em medicamentos contra diversas infecções, em anestésicos, em antidepressivos e até protetores contra doenças degenerativas”, explica. 

Nesse contexto, o livro é extremamente relevante. Ainda, para ele, pesquisar sobre os anuros, além de ter sido um prazer pessoal, já que trabalhou entre amigos, serve para contribuir com a ciência ao mapear grande biodiversidade da América do Sul. Mas, a construção do livro tem, também, um significado a mais. 

 “Sinto muita satisfação por ter ajudado na construção desse livro, principalmente sob as conjunturas atuais de tamanho ataque à ciência, à educação e às universidades”, conta. Para Tiago Gomes, "Biogeographic patterns of South American Anurans” não deixa de ser uma forma de resposta e de resistência e espera que o livro sirva de incentivo a outras pessoas interessadas em sapos e em biogeografia.

A obra tem 160 páginas e conta com diversas fotografias dos anuros mapeados. Os autores tiveram apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) durante a pós-graduação no Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce) da Unesp, em São José do Rio Preto, sob orientação da professora Denise de Cerqueira Rossa-Feres, a quem eles dedicam a obra. 

Repórter: Leandra Cruber, acadêmica de Jornalismo

Ilustradora: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial

Mídia Social: Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas

Editora de Produção: Melissa Konzen, acadêmica de Jornalismo

Editor Chefe: Maurício Dias, jornalista

Colaboração especial: Tiago Gomes dos Santos (fotografias) 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/peixes-eletricos Thu, 10 Oct 2019 14:32:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6050

No Brasil, existem diversos peixes capazes de produzir campos e descargas elétricas. Miracéu, bagre elétrico, poraquê e raia elétrica marinha são algumas espécies que utilizam a eletricidade como uma maneira de se autoproteger e de se localizar no espaço.

Os peixes elétricos são comumente encontrados na região Norte. Alguns desses animais, como a nova espécie de poraquê, recentemente descoberta na bacia do rio Amazonas, o Electrophorus voltai, têm a capacidade de produzir descargas elétricas de até 860 volts - quase quatro vezes a tensão de uma tomada de 220 volts. 

Embora a descarga produzida pelos animais seja superior a da rede elétrica presente nas residências, ela é considerada menos perigosa para o ser humano, pois tem baixa amperagem e dura poucos segundos. O risco maior é para quem tem problema cardíaco. 

Além de se defenderem quando se sentem ameaçados, os peixes elétricos emitem energia para atordoar suas presas e, também, para localizar objetos ao seu redor, como alimentos, plantas, obstáculos ou outras espécies. 

 

De que forma são produzidas as descargas elétricas?

[caption id="attachment_6052" align="aligncenter" width="1024"] Geração da descarga de energia ocorre a partir das eletroplacas, células presentes nos órgãos elétricos[/caption]

Segundo o professor Bernardo Baldisserotto, do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da UFSM, peixes elétricos têm órgãos responsáveis pela produção das descargas, resultantes da ativação sincronizada de eletroplacas. “Esses órgãos são formados por eletrócitos ou eletroplacas, as quais estão dispostas em colunas. Quando ativada, cada eletroplaca apresenta uma voltagem de 150 milivolt. Com o arranjo serial das eletroplacas a voltagem é somada, como no caso de pilhas colocadas em fila. Quanto maior o número de eletroplacas por coluna, maior a voltagem”, explica.

 O professor explica que as espécies mais conhecidas fazem parte dos gêneros Torpedo (raias elétricas marinhas), Malapterurus (um tipo de bagre africano), Astroscopus (miracéu) e Electrophorus (poraquê), que emitem descargas elétricas de alta voltagem e, então, são chamados de peixes fortemente elétricos. Outras espécies têm apenas a capacidade de produzir pequenos campos com a finalidade principal de se localizar no ambiente, como, por exemplo, os peixes pertencentes à ordem dos Gymnotiformes (carapó), encontrados, inclusive, no Rio Grande do Sul. 

A eletricidade produzida por essas espécies é capaz de atingir qualquer ser que estiver perto do peixe. “No caso de peixes que emitem descargas fortes, não é necessário encostar nele, em função da água servir como condutor da eletricidade. Em água salgada, a condução da descarga elétrica é mais fácil pela presença dos sais dissolvidos, o que aumenta a voltagem da descarga dos peixes elétricos que vivem em oceanos”, conta o professor.

Repórter: Érica Baggio de Oliveira, acadêmica de Jornalismo

Ilustradora: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial

Mídias Sociais: Carla Costa, relações públicas, e Nataly Dandara, acadêmica de Relações Públicas

Editora de Produção: Melissa Konzen, acadêmica de Jornalismo

Editor Chefe: Maurício Dias, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/foge-e-sal Tue, 30 Jul 2019 17:37:49 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=5992

Você já ouviu falar que lesmas e caracóis podem morrer quando entram em contato com o sal? E sabe as diferenças entre esses dois moluscos? A Arco conversou com o professor Sandro Santos, do Departamento de Ecologia e Evolução do Centro de Ciências Naturais e Exatas da UFSM, e vai te explicar esses e outros fatos sobre as lesmas. 

Um inimigo salgado

 

GIF do Garry, caracol de estimação do Bob Esponja, gritando de pavor

 

Se você já colocou sal em uma lesma ou caracol ou presenciou alguém que o fez, deve ter se perguntado como um ingrediente tão comum pode matar esses animais. De acordo com o professor Sandro, o cloreto de sódio - popularmente conhecido como sal de cozinha - possui a chamada capacidade higroscópica. O mineral funciona como um “ímã” para a água e atrai a umidade ao seu redor. 

Assim, ao entrar em contato com lesmas ou caracóis, o sal retira a água do corpo do molusco e causa um desequilíbrio interno. As células do animal começam a se desfazer e esse processo pode levar à morte. Em alguns casos, dependendo da quantidade de sal usada, eles podem se recuperar e fugir.

 

Lesmas x caracóis 

 

GIF de caracol rastejando

 

Dentro da classificação dos moluscos existem os gastrópodes, classe que inclui as lesmas e os caracóis. Conforme Sandro, os dois animais são “parentes”, porém, possuem uma diferença importante: a presença de uma concha calcária. 

Nos caracóis, a concha é necessária para manter a umidade do corpo e dar ao animal uma resistência maior a perigos externos - como o sal, por exemplo. Já entre as lesmas, a concha é dispensável. Embora se tornem mais frágeis sem a estrutura, a ausência da concha permite que elas realizem a respiração cutânea - pela pele. Dessa forma, as lesmas não precisam de órgãos específicos para trocas gasosas, diferentemente de seus parentes caracóis.

 

 

Transmissores de doenças

 

Monstros S.A,

 

Entre as mais conhecidas doenças transmitidas por moluscos está a esquistossomose. Na infecção - causada pelo parasita Schistosoma mansoni - os caracóis de água doce do gênero Biomphalaria funcionam como hospedeiros intermediários. As larvas do parasita se alojam no corpo desses animais e depois chegam até seu hospedeiro definitivo: o ser humano. 

Outra doença transmitida por esses seres rastejantes é a angiostrongilíase abdominal. O verme Angiostrongylus costaricensis fica alocado no corpo ou no muco de caracóis e lesmas que vivem em jardins, canteiros, hortas, etc. Por isso, Sandro recomenda evitar contato direto com esses animais, que podem carregar ovos ou larvas do agente causador da doença. 

 

E então, o que fazer com esses bichinhos? 

 

GIF de lesma batendo a cabeça do piso

As lesmas e os caracóis se alimentam de várias plantas, ingerindo principalmente suas raízes e folhas. Como têm hábito noturno, não costumam ser vistos quando se alimentam. Porém, a presença deles pode ser notada através dos rastros de muco que deixam durante a locomoção.

A maior parte das lesmas e dos caracóis encontrados em plantações não representam dano a plantações. Entretanto, algumas espécies podem, ocasionalmente, trazer prejuízos à agricultura e à horticultura. Apesar disso, esses moluscos fazem parte de uma cadeia alimentar, ou seja, são importantes para o equilíbrio natural. Comem pequenas plantas e servem de alimento para animais maiores, como aves. 

Para afastar esses bichinhos, é comum o uso do sal, como já mencionado antes. Porém, o muco que fica depois da morte do animal pode transmitir doenças se tiver larvas ou ovos de vermes. Assim, a melhor alternativa é retirá-lo de onde não é bem-vindo utilizando luvas ou objetos descartáveis. Além de evitar a contaminação, o animal não sai machucado. 

Repórter: Paulo Ferraz, acadêmico de Jornalismo

Ilustradora: Pollyana Santoro, acadêmica de Desenho Industrial

Editora de produção: Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo

Editor chefe: Maurício Dias, jornalista

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/olha-a-cobra Tue, 23 Jul 2019 17:27:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=5985

Apesar de não serem vistas com tanta frequência no ambiente urbano, as cobras causam medo em muitas pessoas. Mas o que poucos sabem é que um número mínimo de serpentes é peçonhenta. No Rio Grande do Sul, existem cerca de 80 espécies, das quais somente 13 são capazes de causar acidentes graves em humanos. 

As serpentes peçonhentas se dividem em dois grupos: no primeiro estão a jararaca e a cascavel, que pertencem à família Viperidae; o outro é composto pelas corais verdadeiras, da família Elapidae. Cada espécie habita áreas específicas do Brasil. Em Santa Maria, é possível encontrar quatro espécies: a jararaca-pintada - que tem até 70 centímetros de comprimento e é comum no ambiente urbano -, a cruzeira - de maior porte, com até 1,80 metros, encontrada mais raramente em áreas campestres - a jararaca, vista apenas na encosta dos morros - e a coral verdadeira.

 

Como identificar uma peçonhenta

Ilustração destaca a fosseta nasal das cobras

O formato triangular ou achatado da cabeça da serpente não dá garantia absoluta de que ela seja peçonhenta. As jararacas e as cascavéis têm uma característica que permite, a certa distância, ter certeza de que elas são peçonhentas: um orifício chamado fosseta loreal, localizado entre o olho e a narina. A estrutura é termorreguladora, ou seja, faz com que as cobras percebam o calor das presas. “As serpentes que têm essa estrutura no corpo, sem dúvida, são peçonhentas”, destaca a professora Sonia Zanini Cechin, do Departamento de Ecologia e Evolução do Centro de Ciências Naturais e Exatas da UFSM.

No entanto, as corais verdadeiras são peçonhentas e não têm fosseta loreal. Elas podem ser identificadas pelos anéis coloridos - geralmente pretos, vermelhos e brancos ou amarelos - que percorrem todo o corpo do animal, inclusive o ventre. 

 

Veneno de cobra mata?

Segundo a professora Sonia, o número de mortes por acidente ofídico - causado por cobra - no Brasil é pequeno, quando comparado, por exemplo, com acidentes de trânsito. “Tem um tempo de atendimento e medidas que podem ser tomadas para evitar que o acidente se torne grave e cause sequelas graves como amputação, ou, num caso extremo, o óbito”, explica. 

Ao ser picada por jararaca ou cascavel, a pessoa tem até seis horas para tomar o soro antiofídico. No caso de ataque de coral verdadeira - considerada a serpente mais perigosa do país - o tempo recomendado é de, no máximo, duas horas. Os acidentes causados por essa espécie, contudo, são raros: representam cerca de 0,7% das ocorrências com serpentes no país, enquanto aproximadamente 90% são provocados por jararacas.

O soro antiofídico, mecanismo mais eficaz contra o veneno de serpentes, é distribuído pelo Ministério da Saúde ao Centro de Informações Toxicológicas (CIT) localizado na capital de cada estado. O CIT é responsável por repor as ampolas do medicamento nos hospitais municipais credenciados. 

A professora Sonia destaca que existem vários tipos de soro e, quanto mais específico for, mais efetivo o resultado. Por isso, é importante identificar a serpente que causou a picada tirando uma fotografia ou levando o animal até o hospital.

 

 

Prevenção de acidentes

Desde 1992, Sonia coordena o projeto de extensão chamado Prevenção de acidentes com animais peçonhentos, que ensina a manusear, identificar as serpentes e agir em caso de acidente ofídico. Até hoje, mais de 50 mil pessoas participaram das oficinas do projeto. Recentemente, funcionários do Aeroporto, da Brigada Militar e da Base Aérea foram atendidos. Além disso, desde o início do ano, as oficinas acontecem frequentemente no espaço do Jardim Botânico, para as inúmeras escolas que o visitam. 

A professora Sonia destaca que as serpentes têm grande importância no equilíbrio ambiental. Elas consomem presas dos mais variados tipos, como peixes, anfíbios, lagartos e ratos - estes últimos, transmissores de diversas doenças em humanos. 

Além disso, diversos componentes presentes no veneno originaram medicamentos de amplo uso, como é o caso do Captopril, medicamento de uso oral para hipertensão arterial, descoberto a partir do veneno da jararaca. Outro exemplo é a utilização do veneno de cascavel para produção de um cicatrizante para humanos portadores de úlceras crônicas e como cola cirúrgica. “Esses são apenas alguns exemplos da importância desses animais e de por que devemos conservá-los”, destaca a professora. 

 

Repórter: Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo

Ilustradora: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial

Fotógrafo: Conrado Mario da Rosa, Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal - UFSM

Editor chefe: Maurício Dias, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/baratas-resistem-radiacao-mito-verdade Tue, 16 Jul 2019 18:30:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=5960

Os insetos estão por toda a parte. Estima-se que eles já tenham ultrapassado o número de seres humanos, ainda que apenas uma pequena parte das espécies – entre cinco e dez milhões – tenha sido catalogada. Entre os mais conhecidos, estão as baratas. Além de causar medo e nojo em muitos, e indiferença em outros, esses insetos envolvem mitos.

 

Um deles defende que as baratas são extremamente resistentes à radiação e, por isso, no fim do mundo, sobrariam apenas elas. A afirmação surgiu a partir de observações acerca dos bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em 1945. Segundo as especulações, as baratas resistiram por mais tempo à exposição radioativa do que os seres humanos.

No entanto, a professora Andressa Paladini, do Departamento de Ecologia e Evolução do Centro de Ciências Naturais e Exatas da UFSM, explica que tudo depende do nível de radiação. “Nos casos de Hiroshima e Nagasaki, ainda que muitos insetos tenham sobrevivido, aqueles que estavam no raio de ação das bombas não aguentaram e morreram”, comenta a professora, derrubando o mito da total resistência das baratas. 

 

Recentemente, o programa MythBusters: Os Caçadores de Mitos, do Discovery Channel, testou a resistência das baratas à radiação em três níveis: ao serem submetidas a mil rads - unidade de medida da radiação -, 10% das baratas morreram; a 10 mil, mais da metade não suportou; por fim, a 100 mil rads, nenhuma sobreviveu.

 

Segundo Andressa, é possível afirmar que os insetos são de três a cinco vezes mais resistentes do que os seres humanos, já que as lesões celulares neles acontecem de maneira mais lenta. Além disso, os insetos têm o esqueleto conhecido por exoesqueleto, que funcionam como se fosse uma armadura de proteção contra intempéries e radiação. 

 

Barata de Madagascar

 

Os machos da espécie emitem sons que se assemelham ao do chocalho de uma cascavel. Denominadas cientificamente por Gromphadorhina portentosa, habitam o solo de florestas e se escondem entre troncos. Também conhecidas como "assobiadoras" devido ao ar advindo dos espiráculos, é considerada a maior espécie de baratas em tamanho do planeta, medindo entre 5 a 8 cm.

Confira, abaixo, um carrossel de imagens de outros insetos estudados pela professora Andressa:

Amblipigio ou aranha chicote (Heterophrynus sp.)
Amblipigio ou aranha chicote (Heterophrynus sp.)
Baratas dos troncos (Monastria sp.)
Baratas dos troncos (Monastria sp.)
Besouro rola-bosta (Dichotomius sp.)
Besouro rola-bosta (Dichotomius sp.)
Aranha caranguejeira (Grammostola sp.)
Aranha caranguejeira (Grammostola sp.)
Bicho pau (Phibalosoma sp.)
Bicho pau (Phibalosoma sp.)
Besouro metálico (Euchroma sp.)
Besouro metálico (Euchroma sp.)

Repórteres: Andressa Motter e Camila Oliveira, acadêmicas de Jornalismo

Fotógrafo: Rafael Happke

Editor: Maurício Dias, jornalista

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Mitômetro, construído como um contador, marca 'É possível'É possível! Isso ocorre quando as fêmeas acasalam com machos diferentes durante o mesmo período fértil. Assim, elas podem ter óvulos fertilizados por espermatozoide de pais distintos.

Nas gatas, a ovulação ocorre em resposta ao acasalamento. "O coito é responsável por estímulos à liberação do hormônio responsável pela ovulação. Assim, vários oócitos podem ser liberados em momentos diferentes e fecundados pelos espermatozoides de diferentes machos", explica o médico veterinário Gilson Antônio Pessoa, professor do Departamento de Clínica de Grandes Animais do Centro de Ciências Rurais da UFSM. Nas cadelas, também ocorrem múltiplas ovulações durante o cio.

 

Como funciona o ciclo reprodutivos das cachorras?

O primeiro ciclo da cadela varia conforme a raça. Normalmente, em animais pequenos, observa-se o primeiro ciclo entre o sexto e o décimo mês de vida. Já em animais grandes, pode iniciar do 18º ao 24º mês.

A cadela tem o ciclo estral - nome dado ao conjunto de alterações endócrinas, uterinas, ovarianas e comportamentais pelas quais a fêmea passa entre uma e outra ovulação. A periodicidade do ciclo varia de acordo com hereditariedade, raça, gestação e idade do animal - o que faz com que o cio possa acontecer em qualquer época do ano. Conheça as quatro fases do ciclo reprodutivo das cachorras:

- Anestro: É um período de total inatividade sexual, que dura em média 125 dias. Na sua fase final, há um aumento do nível de estrógeno, hormônio relacionado ao controle da ovulação.

- Proestro: Nesta fase, que dura em média nove dias, a cadela apresenta uma alta concentração de estrógeno no corpo. Há sangramento vaginal - o que não seria uma menstruação. É no proestro que os machos começam a se interessar pelas fêmeas em razão da liberação de feromônios, entretanto, elas não permitem que ocorra o acasalamento.

- Estro: É a fase de receptividade sexual, também conhecida como cio. Esse período dura, em média, nove dias, sendo que a ovulação ocorre entre o segundo e o terceiro. Nesta fase, observa-se que a cadela libera células sexuais conhecidas como ovócitos, que serão fecundados posteriormente.

- Diestro: É uma fase que ocorre após o cio, na qual a cadela não está receptiva ao macho e apresenta comportamento calmo. Caso a fêmea esteja prenha, o diestro dura, em média, 65 dias. Se não houver fecundação, o período é mais longo. Após, obrigatoriamente, ocorre o anestro.

 

E nas gatas, como funciona?

O ciclo das gatas é regulado pelos hormônios ovarianos, e é dividido em anestro, proestro, estro, diestro e interestro. Confira as características de cada etapa no infográfico:

Infográfico mostra as fases do anestro, proestro, estro, diestro e interestro

 

Reportagem: Bibiana Pinheiro, acadêmica de Jornalismo

Ilustração e infografia: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial

Edição de produção: Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo

Edição final: Maurício Dias, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/pesquisa/ppbio/2015/05/31/curso-de-instalacao-da-infraestrutura-rapeld-em-santa-teresa-es Sun, 31 May 2015 21:13:39 +0000 http://200.18.32.166/ppbioma/?p=5197 Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), realizaram no período de 25 a 29 de maio de 2015, o curso de "Instalação da infraestrutura RAPELD para o monitoramento da biodiversidade" na Reserva Biológica Augusto Ruschi localizada no município de Santa Teresa, região serrana do Espírito Santo. O curso foi ministrado pela Professora Dra. Helena de Godoy Bergallo (Coordenadora do núcleo executor PPBio MA/UERJ) e sua equipe (MSc. Maria Carlota Enrici, MSc. Átilla Colombo Ferreguetti e a mestranda Juliane Pereira Ribeiro). A parte teórica do curso foi ministrada no INMA (Museu de Biologia Prof. Mello Leitão) e a prática na Rebio Augusto Ruschi (onde está sendo instalado um módulo RAPELD). O curso contou com todo o apoio do INMA e ICMBio e  a presença de pesquisadores de diversas instituições além das organizadoras (Instituto Federal do Espírito Santo "IFES", Escola Superior São Francisco de Assis "ESFA", Universidade de Vila Velha "UVV", Instituo Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos "IEMA" e Universidade Federal do Espírito Santo "UFES").]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/pesquisa/ppbio/2015/05/31/curso-de-instalacao-da-infraestrutura-rapeld-em-guaxindiba-rj Sun, 31 May 2015 20:46:29 +0000 http://200.18.32.166/ppbioma/?p=5184 “Curso de instalação da infraestrutura RAPELD para o monitoramento da biodiversidade” foi realizado entre os dias 18 a 22 de maio de 2015, contando com 15 pessoas dentre pesquisadores, alunos e funcionários da unidade de conservação. O objetivo desse curso foi capacitar os participantes a utilizar a metodologia RAPELD, para implementação do módulo RAPELD na Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba, localizada no município São Francisco do Itabapoana, RJ. O curso foi ministrado pelo MSc. Átilla Colombo Ferreguetti (UERJ/Núcleo Executor PPBio Mata Atlântica) e pela Mestranda Juliane Pereira Ribeiro (UERJ/PPBioMA). A parte teórica foi realizada na Base da estação ecológica, que possui uma excelente logística de alojamento para atender os pesquisadores, e a parte prática ocorreu na Mata Decidual da Estação de Guaxindiba. O curso contou com a participação da coordenadora do núcleo sudeste do PPBio-MA, a Prof. Dra. Claudia Barros (Jardim Botânico do Rio de Janeiro) e o apoio da equipe da Universidade Estadual Norte Fluminense (UENF), da Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba e o INEA.]]>