UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 05 Mar 2026 13:50:38 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/12/17/centro-de-triagens-de-animais-silvestres-cetas-e-inaugurado-na-ufsm Wed, 17 Dec 2025 10:41:53 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71671

O novo Centro de Triagens de Animais Silvestres (Cetas), localizado na Universidade Federal de Santa Maria, em convênio com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), foi inaugurado na manhã desta terça-feira (16). O espaço fica localizado atrás do Hospital Veterinário Universitário (HVU), no 55BET Pro Sede, e além de realizar o resgate e tratamento de animais silvestres, pretende oportunizar estágios, iniciativas e projetos relacionados à fauna silvestre para a comunidade acadêmica.

[caption id="attachment_71672" align="aligncenter" width="821"] Superintendente do Ibama/RS, Diara Sartori, reitor da UFSM, Luciano Schuch, e o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, na cerimônia de inauguração do novo Cetas, no Salão Imembuí[/caption]

A cerimônia de inauguração se iniciou no Salão Imembuí, na Reitoria, e foi finalizada com uma visita ao local. Contou com a presença do presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho; da superintendente do Ibama/RS, Diara Sartori; do reitor da UFSM, Luciano Schuch; da vice-reitora, Martha Adaime; do secretário municipal do Meio Ambiente, Diego Rigon de Oliveira; de Renata de Baco Hartmann, da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam); Maristela Lovato, representando o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul; Diego Vilibaldo Beckmann, gerente do HVU, além de representantes da Brigada Militar e diretores e pró-reitores da Universidade. A inauguração foi alusiva ao Dia do Bioma Pampa (17 de dezembro). 

Parceria com a UFSM

A criação de um Cetas em Santa Maria, junto à UFSM, é um projeto que estava em planejamento desde 2010. O compromisso foi consolidado em maio de 2025, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica nº 25/2025, confirmando a gestão compartilhada da unidade pelas duas instituições. “A ideia da parceria com a Universidade é justamente isso, entendemos que o Cetas é um espaço educativo, de formação, de capacitação, e aqui os alunos da Universidade poderão se beneficiar com isso, podendo aprender como manejar um animal silvestre, como lidar com eles”, comentou o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho.

“O Cetas irá resgatar o olhar para o Bioma Pampa, com certeza fará toda a diferença. Não só para os animais, mas também para os nossos estudantes, para a produção de pesquisas. Vamos ter, além da assistência necessária para os animais, também espaço para a formação na nossa Universidade. Essa rede de apoio é fundamenta", destacou o reitor, Luciano Schuch, em sua fala durante a inauguração da unidade.

Além da realização do resgate e tratamento da fauna silvestre, a parceria com a Universidade visa ao oferecimento de oportunidades de estudos, formação acadêmica e projetos voltados à conservação da fauna no espaço, possibilitando o desenvolvimento de diversas iniciativas nas áreas da Biologia, Medicina Veterinária e Zootecnia com a comunidade acadêmica. “É uma parceria há muito tempo esperada. Estamos muito felizes, fiz questão de vir pessoalmente de Brasília para cá, para prestigiar esse momento”, compartilhou o presidente do Ibama.

[caption id="attachment_71673" align="aligncenter" width="822"]Foto no interior de uma sala de paredes brancas. No lado direito, há uma bancada com uma pia. No lado esquerdo, há prateleiras com caixas de papelão, várias caixas transparentes contendo rações e alimentos, e pacotes grandes de alimentos. Sala de armazenamento de alimentos no novo Cetas, que fica atrás do HVU[/caption]

Cetas auxiliam na preservação da fauna silvestre

Atualmente, com o novo centro em Santa Maria, o Ibama conta com 26 Cetas no país. Os espaços têm como objetivo realizar o resgate, a reabilitação e a conservação da fauna silvestre, responsável pelo recebimento de animais resgatados ou apreendidos pela população, e executar a identificação, marcação, triagem, avaliação, tratamento, recuperação e reabilitação desses animais, visando devolvê-los à natureza. Entre 2020 e 2025, os Cetas do Ibama receberam mais de 370 mil animais silvestres no país, dos quais 61% voltaram para a natureza após tratamento e/ou reabilitação. 

A capacidade inicial do centro inaugurado na UFSM é de alojar cerca de 100 animais, mas a previsão é a ampliação da estrutura ao longo dos próximos anos. Segundo Rodrigo, está sendo criado um acordo, também com o governo estadual, para a cooperação técnica no fornecimento de alimentos, medicações, na destinação dos animais, para a redução de atropelamentos e para o combate ao tráfico. “Muitos animais são atropelados nas rodovias da região. Também recebemos no Cetas de Porto Alegre animais que acabam sendo traficados e trazidos para essa região, e que agora vão ter o Cetas aqui, como é o caso do cardeal amarelo e dos caboclinhos. Queremos poder trabalhar melhor a conservação dessas espécies aqui”, ressaltou Agostinho.

Localização estratégica

A criação de um Cetas em Santa Maria responde a uma demanda de vulnerabilidade ao tráfico internacional de animais silvestres, devido à proximidade com as fronteiras com a Argentina e o Uruguai. Além disso, a localização do município na região central do estado permite uma maior rapidez no atendimento, transporte e destinação dos animais, que ocorrerá por meio da rodoviária e do aeroporto da cidade.

Além de atropelamentos e do tráfico, um dos impactos observados em espécies silvestres são incidentes envolvendo redes elétricas. Em 2025, foi registrada a morte de 25 bugios-ruivos e 15 mutilações na região de Porto Alegre e Viamão. Em Santa Maria, um bugio causou a interrupção do fornecimento de energia elétrica ao entrar na rede da Subestação Santa Maria 3, no Distrito Industrial, no dia 14 de novembro, e acabou morrendo no dia 18. Situações como esta demonstram a necessidade de reforço desta atuação na região central.

O Cetas na UFSM é uma unidade estratégica, pensada para ser um local de estadia temporária - e não permanente - dos animais, objetivando sua reabilitação e retorno para a natureza. Ainda, visa preservar a fauna do Pampa, que é um bioma ameaçado. “Os animais chegarão, serão triados, passarão por quarentena, serão reabilitados, e, quando possível, voltarão para a natureza. Hoje, no Brasil inteiro, no Cetas do Ibama chegam 60 mil animais por ano e 40 mil já conseguem voltar para a natureza”, relata o presidente.

Texto: Giulia Maffi, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Paulo Baraúna, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti

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Na tarde de quarta-feira (07), o hall (saguão) de entrada do prédio 13 do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) da UFSM deu destaque aos estudantes de graduação do 1º semestre de Ciências Biológicas. Nele, realizaram uma exposição da atividade de extensão relacionada à disciplina “Introdução à Biologia Vegetal”. O evento contou com a organização dos próprios estudantes e pelos(as) professores(as), Daniela Simão, João de Oliveira, Liliana Essi e Luciane Tabaldi. 

Segundo a professora do Departamento de Biologia e uma das organizadoras da exposição, Liliana Essi, um dos principais objetivos desta exposição é fazer com que os graduandos não se isolem da sociedade. “É muito importante que nós sempre tenhamos interação com a comunidade. Nós buscamos e tentamos produzir conhecimento dentro da academia, mas aprendemos muito com a população, então nós também temos o compromisso de contribuir para o conhecimento dela”, finaliza.

Daniela Simão, professora do Departamento de Biologia do CCNE e que também leciona na disciplina, destaca a importância das atividades de extensão durante as disciplinas. “Desde o primeiro semestre, os estudantes começam a entender o que é a extensão e o quão importante ela é aqui dentro da universidade e com a inclusão da carga horária extensionista, estamos conseguindo implementar de uma maneira muito interessante, como essa.”

Introdução à Biologia Vegetal:

[caption id="attachment_5197" align="alignright" width="500"] Estudantes do primeiro semestre de Ciências Biológicas do CCNE junto aos professores, formando a equipe organizadora da exposição “As Plantas e o Homem”. Foto: Arquivo de Natália Huber da Silva, 2024[/caption]

De acordo com a professora, nesta disciplina os estudantes começam a aprender sobre a importância das plantas para o ambiente e sociedade e sobre métodos de trabalho em diferentes áreas da biologia. Além disso, o diferencial da disciplina é o convite ao compartilhamento de saberes, pois ao invés dos estudantes terem apenas o conteúdo de botânica em livros ou em cadernos, eles são provocados para que seu conhecimento chegue até a comunidade. Por isso, o nome do evento foi intitulado de “As plantas e o homem”:O desafio que nós entregamos para os alunos era produzir uma pesquisa em que eles tinham que escolher um tema dentro da botânica, um público-alvo e então, organizar entrevistas com essas pessoas escolhidas”, complementa Liliana. Após todas essas etapas, os graduandos deveriam refletir sobre como poderiam apresentar o resultado dessa pesquisa para a população e um dos resultados foi a criação desta exposição.

Ao todo, dez grupos realizaram suas exposições e a equipe de Comunicação do CCNE, conversou com alguns estudantes para conhecer os seus trabalhos, buscando entender o que os motivou na escolha destes e o conhecimento que pode ser levado à sociedade. 

01. PLANTAS TÓXICAS:

O trabalho realizado pelo grupo composto por Heloisa Garcia, Hyan De Vargas e Kemilly Silva, trouxe o tema “Plantas Ornamentais Tóxicas” de acordo com os estudantes, a proposta da disciplina era fazer um trabalho sobre a etnobotânica. O público-alvo de sua pesquisa foram os idosos com a justificativa de que esse grupo etário, na visão de Hyan, “dedica grande parte do seu tempo para cuidar de plantas”. Após entrevistas presenciais, foi gerado um ranque de plantas que são prejudiciais para a saúde, sendo elas: comigo-ninguém-pode, copo-de-leite, espada-de São-Jorge, antúrio e arruda. “Por exemplo, a arruda, em uma concentração menor, não fará muito estrago, mas se aumentar a concentração, pode fazer mal para pessoas hipertensas”, complementou Hyan.

Com o uso de panfletos, o grupo aproveitou para explicar que mesmo as plantas do ranking sendo prejudiciais não há necessidade de removê-las de suas casas, mas pedem que as pessoas tenham certos cuidados para evitar situações desagradáveis. “A partir do momento que conhecemos as plantas, iremos tomar cuidado - e essa é a função da ciência! Evitar possíveis danos por meio do conhecimento”, detalha o estudante.

Com a pesquisa com os idosos, esse grupo conseguiu perceber que, por mais que as pessoas tenham curiosidade em aprender sobre as plantas, a população ainda carece de conhecimento científico relacionado à botânica. Justificam que os conhecimentos dessa faixa etária são baseados em comentários familiares ou indicações de amigos, ou seja, um conhecimento popular, que não é de alta valia, mas deve ser utilizado com sabedoria. “Às vezes a falta de conhecimento científico não é culpa das pessoas, é culpa da ciência que não se adequa à linguagem popular. É nossa função como estudante de biologia e futuros cientistas tornar a ciência mais popular para que essas pessoas possam ter mais acesso ao conhecimento sobre as plantas terapêuticas”, finalizaram os estudantes.

02. PLANTAS TÓXICAS PARA CÃES E GATOS:

O tema da pesquisa que chamou a atenção das estudantes Anna Cornel, Pietra de Oliveira, Kennya Urruth e Luiza Parcianello, foram as plantas tóxicas, com o foco para animais domésticos, como cães e gatos. Por meio de um questionário aplicado por e-mail que contou com respostas de graduandos de um público amplo da UFSM. A pergunta principal do grupo aos entrevistados era se eles conheciam ou não determinadas plantas e sabiam que elas apresentavam algum nível de prejuízo à saúde dos seus animais de estimação.

[caption id="attachment_5199" align="alignright" width="403"] Anna Cornel, Pietra de Oliveira, Kennya Urruth e Luiza Parcianello trouxeram para a exposição plantas que são prejudiciais à saúde dos cães e gatos. Foto: Arquivo de Natália Huber da Silva, 2024.[/caption]

De acordo com o panfleto distribuído pelo grupo, as plantas citadas abaixo podem ser tóxicas e causar prejuízos nos animais domésticos. Abaixo também se encontram os sintomas que se deve observar no animal:

  • Lírio: salivação excessiva, náuseas, poliúria (grande volume de urina), desidratação e dificuldades respiratórias.
  • Copo de Leite: Irritação da pele e mucosa, edema, asfixia e diarreia.
  • Jiboia: Dor, inchaço nos lábios e garganta, oclusão das vias aéreas.
  • Costela de Adão: edema e mucosa nas cordas vocais, oclusão da faringe (mais grave), irritação na mucosa.
  • Comigo Ninguém Pode: inchaço nas vias orais, erupções na pele, inflamação da língua e mucosa oral, dificuldades respiratórias.
  • Espada de São Jorge: Irritação das vias orais, obstrução da garganta, dermatites e dificuldade na locomoção.
  • Samambaia: Sangue na urina, sangramentos, pontinhos vermelhos na mucosa, anemias, diarreia com sangue e salivação.

O grupo conta que a experiência foi interessante e que a maioria dos estudantes não sabiam da toxicidade dessas plantas e que elas são prejudiciais à saúde dos animais: “Nossos entrevistados também devolveram conhecimento para nós, aprendemos que algumas plantas, não essas, mas outras, são tóxicas para animais rurais. Isso foi bem interessante, pois essa troca de conhecimento foi gerada”, comentou Pietra de Oliveira.

03. PLANTAS MEDICINAIS:

O tema escolhido pela dupla Carolina Bitencourt e Samara Barbosa foi das plantas medicinais e seu público-alvo foram os estudantes do Centro de Tecnologia da UFSM. As acadêmicas objetivaram descobrir se este público costumava se medicar com plantas ou chás em caso de doenças leves, obtendo 75% de respostas positivas contra 25% negativas.

[caption id="attachment_5200" align="alignleft" width="403"] Carolina Bitencourt e Samara Barbosa, apresentando o tema “Plantas Medicinais” na tarde de quarta-feira no hall do CCNE. Foto: Natália Huber, 2024.[/caption]

As perguntas direcionaram o público a quais plantas os estudantes mais utilizavam, sendo Camomila, Gengibre e Guaco como as três mais consumidas. Também houve perguntas voltadas às enfermidades e as respostas variaram entre: dor de estômago, dor de cabeça e gripes/resfriados. Para finalizar, aproximadamente 66,7% dos estudantes, pesquisaram os benefícios das plantas que utilizavam, contra 33,3% que não buscaram conhecimento sobre estas.

Para as estudantes, é interessante que as pessoas ainda busquem conhecer mais sobre as plantas que ingerem, com o objetivo de tratar algum sintoma leve. “As plantas medicinais são utilizadas há milhares de anos por vários povos, religiões, crenças e culturas diferentes. Por ser um conhecimento que perdura até hoje, então, alguma coisa tem que estar certa. (...) Hoje em dia há muitos fármacos para diferentes doenças e é sempre bom utilizá-los quando necessário, mas é bom saber que as plantas também podem nos ajudar sem ter tantos efeitos negativos”, diz Carolina.

Como aprendizado, as estudantes dizem que a busca pelo conhecimento ainda é importante e que ele não está tão “morto” como elas pensavam que estivesse. Com base no formulário, elas descobriram que as redes sociais também servem como ferramenta de busca e divulgação, além de livros e ferramentas convencionais de pesquisa.

 

 

04. PLANTAS ALIMENTÍCIAS NÄO CONVENCIONAIS (PANCs):

Cinthia Cáceres, Isabela Sena, Laura Seeger e Vitória Cabral trouxeram para a exposição o tema “Plantas Alimentícias Não Convencionais” (PANCs), voltadas para a população que mora no meio rural. Para a realização da pesquisa, as graduandas contam que o público feminino se destacou, pois foi observado nesta pesquisa que elas possuíam um conhecimento maior sobre o cultivo e a utilização destas plantas.

De acordo com as acadêmicas, o termo Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) são plantas inteiras ou parte de plantas, como folhas, flores, raízes e frutos que podem ser utilizadas em nossa alimentação no dia-a-dia e apresentam valor nutricional, porém, não tem a visão comercial de grandes mercados, sendo vistas como “mato” e, por isso acabam sendo desvalorizadas. Além disso, as estudantes destacam  que a sigla “PANC”, muitas vezes, ainda não chegou no meio rural. “Nós perguntamos se conhecem ‘PANCs’, mas ninguém conhece. Agora, se começamos a citar as plantas, as pessoas sabem identificar. É um pouco estranho, mas acontece”, diz Cinthia Cáceres, uma das integrantes do grupo.

A mesa do grupo estava repleta de plantas que podem ser usadas como alternativas alimentares que não são conhecidas pela maioria da população, sendo algumas descritas a seguir: 

  • Ora-pro-nóbis: prevenção da anemia, melhora no funcionamento do intestino, perda de peso e prevenção do envelhecimento precoce em diminuição do colesterol. Além disso, a planta oferece proteínas, ferro, vitamina A e vitamina B3 que são nutrientes com propriedades antioxidantes, hipolipemiantes, laxantes e hipoglicemiantes.
  • Anis-estrelado: é conhecido por apresentar propriedades anti-inflamatórias, antissépticas, analgésicas, calmantes, digestivas e diuréticas. Na alimentação, ele é usado como aromatizante de massas, sopas e caldos.
  • Chá de hibisco: é conhecido por favorecer a perda de peso mas também apresenta benefícios como diminuição da pressão arterial, promovem a saúde do coração, ajuda a regular o açúcar no sangue, cuida da saúde do fígado, possui propriedades antioxidantes, ajudar no combate a bactérias e previne infecções urinárias.
[caption id="attachment_5201" align="alignright" width="500"] Cinthia Cáceres, Isabela Sena, Laura Seeger e Vitória Cabral trouxeram para a exposição plantas, lanches e chás produzidos pelo PANCs. Foto: Arquivo de Natália Huber da Silva, 2024.[/caption]

Além das plantas, Cinthia, uma das integrantes do grupo trouxe, como parte da exposição, um bolinho salgado de folhas de Ora-pro-nóbis, cenoura, cebola e queijo.  A ideia era mostrar às pessoas que existem várias formas de utilizar as PANCs e, em especial, àquelas que não gostam de comer folhas ou que possuem alguma restrição alimentar. A estudante ainda explica que a receita é muito parecida com a de bolinhos de arroz convencionais, porém algumas partes da receita foram modificadas. “É uma opção vegetariana mas dá pra fazer de forma vegana também, sem o queijo. Também, para pessoas com restrição ao glúten, ao invés de utilizar farinha convencional, utiliza uma farinha de arroz ou até mesmo feijão triturado”, finaliza a graduanda.

Como aprendizado, as estudantes destacam o conhecimento familiar que é repassado de geração para geração e que isso se perpetua. Assim, é importante ressaltar que conhecimento não seja somente repassado no meio familiar, mas que as pessoas busquem conhecimento também fora deste círculo. A ideia de trazer este tema para o CCNE, foi interessante para que as outras pessoas tenham novas experiências com as PANCs, e não com a ideia de apenas fazer o uso de plantas para vitaminas ou saladas.

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Ao perguntar para uma das organizadoras do evento sobre a elaboração de outras edições no futuro, Liliana Essi, responde que por ser uma disciplina, as apresentações acontecem ao final do semestre, porém dependendo das avaliações e dos os objetivos atingidos existe a possibilidade da exposição ter a sua segunda edição no próximo ano.

Assim, a Exposição “As Plantas e o Homem” vem para aproximar o conhecimento gerado em pesquisas dentro e fora de sala de aula à comunidade. Deste modo, a equipe do CCNE parabeniza a organização do evento, pois essas iniciativas contribuem para a popularização do conhecimento científico.

Para conferir fotos destes e de outros trabalhos, clique aqui.

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Texto: Maria Eduarda Silva da Silva, acadêmica de jornalismo e bolsista da Subdivisão de Comunicação do CCNE da UFSM.

Revisão e edição: Natália Huber da Silva, Chefe da Subdivisão de Comunicação do CCNE.

 

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O Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) anuncia uma importante atualização no site dos Grupos Acadêmicos que compõem sua comunidade universitária. Formados por estudantes, professores e técnicos administrativos em educação, esses grupos se reúnem com o propósito de discutir, trabalhar e produzir conhecimento em diversas áreas relacionadas ao ensino, pesquisa, extensão e inovação universitária. 

Um levantamento anual destes grupos é realizado para que a comunidade tenha acesso às suas áreas de interesse e ao contato dos e das coordenadoras destes grupos. Estes são separados por áreas, organizadas conforme os seguintes temas: Biologia, Bioquímica, Educação, Estatística, Física, Geografia, Meteorologia e Química . Assim, neste ano de 2024, alguns grupos tiveram suas informações atualizadas e 12 grupos ingressaram na nossa página de Grupos Acadêmicos do CCNE. Confira as atualizações e novidades a seguir. 

BIOLOGIA:

Laboratório de Macroecologia e Conservação Marinha (LMCM)

Categoria: Ensino, Pesquisa e Extensão
Coordenadora: Profa. Dra. Mariana Bender
Contato: mariana.bender@gmail.com; malugallinaxavier@gmail.com
Site: benderlab.weebly.com

O Laboratório de Macroecologia e Conservação Marinha (LMCM) da UFSM está localizado no subsolo do prédio 17, sala 1005, na Universidade Federal de Santa Maria. Nosso grupo de pesquisa e extensão é dedicado ao estudo e divulgação da ecologia de peixes recifais, com ênfase nas áreas de macroecologia, ecologia funcional, histórica, pesqueira e serviços ecossistêmicos.

Através de nossas atividades, buscamos contribuir para a compreensão e conservação dos ecossistemas marinhos, promovendo a sustentabilidade e a preservação da biodiversidade. Nossos esforços estão direcionados para o desenvolvimento de pesquisas, que não só ampliem o conhecimento científico, mas que forneçam subsídios para políticas de conservação, uso sustentável e gestão de recursos e áreas recifais.

O LMCM colabora com outros laboratórios em todo o Brasil e no mundo, fazendo parte de uma ampla rede de pesquisa. No Brasil, esta rede inclui o Programa de Pesquisa em Biodiversidade PPBio – IntegraMar (CNPq), coordenado pela Dra. Mariana Bender. A rede IntegraMar conta com mais de 50 pesquisadores, e tem como objetivo desvendar a biodiversidade marinho-costeira do país integrando políticas públicas aos usuários destes recursos.

A diversidade dentro do nosso grupo é fundamental. O laboratório se orgulha de promover um ambiente inclusivo que valoriza diferentes perspectivas e experiências. Acreditamos que a diversidade fortalece a pesquisa, contribuindo para uma ciência mais representativa e impactante.

BIOQUÍMICA

Laboratório de Bioinformática e Evolução Viral – LaBEVir

Categoria: Pesquisa
Coordenador: Dennis Maletich Junqueira
Contato: dennis.maletich@55bet-pro.com

O Laboratório de Bioinformática e Evolução Viral (LaBEVir) está vinculado ao Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFSM e atua junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica Toxicológica (PPGBTox). O LaBEVir atua principalmente na análise de dados biológicos e epidemiológicos através de ferramentas de bioinformática e programação, visando elucidar padrões de evolução e disseminação de vírus de RNA, incluindo HIV, influenza, FeLV e vírus rábico. A equipe conta com alunos de graduação, mestrado e doutorado com ampla experiência nas áreas de virologia, biologia molecular, bioinformática, estatística e evolução. A experiência com a análise de dados moleculares permitiu, nos últimos anos, a consolidação de parcerias com importantes centros de pesquisa no Brasil, como o Instituto Pasteur/SP, Instituto Butantan/SP, Fiocruz/BA, Fiocruz/RJ, EMBRAPA e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

EDUCAÇÃO:

Grupo de Estudos e Pesquisas em TDIC – Ensino e Aprendizagem de Ciências (GEPTDIC)

Categoria: Pesquisa
Coordenador: Josemar Alves
Contatos: josemar.alves@55bet-pro.com; muryel.vidmar@55bet-pro.com

O Grupo GEPTDIC — criado e registrado no CNPq em 2023 — é constituído por estudantes de graduação, de pós-graduação (mestrado) e professores do Ensino Superior. As discussões e trabalhos do grupo estão organizados no sentido de investigar as potencialidades e as limitações da integração das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) no processo de ensino e aprendizagem de Ciências.

FÍSICA:

Strong Interacting Matter in Extreme Environments (SIMEE)

Categoria: Pesquisa
 Coordenador: Prof. Ricardo Luciano Sonego Farias
 Contatos:  Prof. Ricardo Farias: ricardo.farias@55bet-pro.com
Prof. Dyana Duarte: dyana.duarte@55bet-pro.com
Instagram: @simee_ufsm

A Cromodinâmica Quântica (QCD) é a teoria que explica a força nuclear forte, responsável por manter os núcleos dos átomos coesos, formando toda a matéria como a conhecemos. No grupo Strong Interacting Matter in Extreme Environments (SIMEE) estamos interessados em compreender os mecanismos envolvidos nesta força através de modelos efetivos, cujos resultados podem ser comparados com experimentos de colisões de íons em aceleradores de partículas – como o LHC e o RHIC – , com dados observacionais – como os obtidos a partir de da detecção recente de ondas gravitacionais – e com simulações computacionais.

Ciência POP – UFSM

Categoria: Extensão
Coordenadora: Prof. Dyana Cristine Duarte
Contato: dyana.duarte@55bet-pro.com
Instagram: @cienciapopufsm

O Grupo Ciência Pop – UFSM, criado em 2023, é constituído por estudantes de graduação e de pós-graduação das áreas de STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), bem como por professores do Ensino Superior. A iniciativa de extensão do grupo está organizada no sentido de: (i) desenvolver ações de divulgação e popularização científica baseadas nos projetos de pesquisa das diversas áreas da STEM da UFSM; (ii) disseminar, em linguagem acessível, conteúdos de teor científico para a população em geral; e (iii) valorizar o papel da mulher no âmbito da pesquisa acadêmica.

Laboratório de Gases do Efeito Estufa

Categoria: Pesquisa, Extensão e Inovação
Coordenadora: Débora Regina Roberti
Contato: labgeeufsm@gmail.com ; debora@55bet-pro.com 

O aquecimento global observado nas últimas décadas tem sido atribuído às atividades antrópicas que causam emissões dos gases de efeito estufa (GEE) para a atmosfera. As mudanças climáticas resultantes deste processo já foram percebidas pela sociedade global, que cada vez mais exige processos produtivos que minimizem as emissões de GEE e que os produtos resultantes sejam ‘carbono zero’. As cadeias produtivas que incorporarem esta demanda aos seus produtos, terão vantagens competitivas pela agregação de valor e abertura de novos e exigentes mercados nacionais e internacionais.

Neste contexto, um desafio técnico ainda existente é a correta estimativa das emissões dos GEE por um determinado setor da economia ou ecossistema. Inúmeras metodologias têm sido utilizadas. Especificamente para as medidas ambientais das emissões de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), o estado da arte é o método micrometeorológico de covariância dos vórtices turbulentos ou ‘eddy covariance’ que utiliza instrumentos reunidos em uma “torre de fluxo”. Este método integra as trocas de carbono totais de um ecossistema, quantificando a absorção e a emissão pelo conjunto de organismos nele existentes. O Laboratório de Gases do Efeito Estufa (LabGEE), realiza pesquisas para quantificar as absorções e emissões de carbono (também denominado de balanço de C) em sistemas produtivos no RS utilizando torres de fluxo. Conjuntamente também determina o balanço de água e de energia. Estas pesquisas visam fornecer informações sobre os impactos das diferentes práticas nas absorções e emissões de C.

As torres de fluxo exigem equipamentos muito sensíveis e de alto custo, mas tem a significativa vantagem de permitir medidas contínuas ao longo do tempo (normalmente anos), que possibilitam inúmeras correlações com outras variáveis ambientais, como as causadas pelas ações humanas, possibilitando com isso avaliar formas de mitigar as emissões de carbono para a atmosfera. Além das trocas de CO2 e CH4, esta técnica permite estimar o consumo de água pelo ecossistema, através da evapotranspiração (fluxo de calor latente) e da energia disponível para aquecer a atmosfera (fluxo de calor sensível), as quais são relevantes em modelos hidrológicos, climáticos, de produção de grãos, entre outros.

GEOGRAFIA

Grupo de Pesquisa em Monitoramento e Planejamento Ambiental (GPMOPA)

Categoria: Pesquisa, Extensão e Inovação
Coordenadores: Pedro Daniel da Cunha Kemerich e Willian Fernando de Borba
Contatos: eng.kemerich@yahoo.com.br, pedro.kemerich@55bet-pro.com 
Site: http://www.55bet-pro.com/grupos/gpmopa
Instagram: @gpmopa

O grupo realiza pesquisa em áreas com potencial de contaminação ambiental, como aterros sanitários, cemitérios, mineração, dentre outras. Tem como principal objetivo elencar os impactos gerados pelas atividades e propor soluções para sua minimização. Também trabalha com o monitoramento e estudo dos recursos hídricos subterrâneos, incluindo um amplo levantamento dos usuários, potencialidades, demandas e qualidade físico-química das águas, a fim de garantir o correto gerenciamento dos recursos hídricos, preservando sua qualidade e quantidade para as futuras gerações. As metodologias empregadas contemplam levantamentos em campo utilizando métodos geofísicos, geológicos, pedológicos e geoquímicos, auxiliados por sensoriamento remoto, geoestatística aplicada, modelamentos e uso de ferramentas de SIG.

QUÍMICA

Laboratório de Microanalítica e Portabilidade (LABMAP)

Categoria: Pesquisa, Extensão e Inovação
Coordenador(a): Valderi Luiz Dressler
Contato: valderi.dressler@55bet-pro.com

O LABMAP está inserido no Departamento de Química da UFSM, realiza pesquisas junto ao Programa de Pós Graduação em Química, área de Química Analítica. Atua no desenvolvimento de metodologias analíticas para análise a campo de macro e micronutrientes, bem como contaminantes orgânicos e inorgânicos, em amostras ambientais, biológicas, fármacos e alimentos, utilizando métodos eletroanalíticos e espectrométricos.

Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (LARP) e Centro de Ações Integradas para o Consumo Seguro de Alimentos e Conservação do Meio Ambiente (Centro SAMA)

Categoria: Pesquisa, Extensão e Prestação de serviço
Coordenador: Prof. Renato Zanella
Site: http://www.55bet-pro.com/laboratorios/larp 

O Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (LARP) e o Centro de Pesquisa em Cromatografia e Espectrometria de Massas (CPCEM), criados em 2001, integram a estrutura do Departamento de Química da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e se destacam por desenvolver e aplicar métodos analíticos modernos para a determinação de resíduos de agrotóxicos, medicamentos veterinários, hormônios, fármacos, poluentes orgânicos persistentes e outros contaminantes em matrizes diversas. A qualificação da equipe permite o estabelecimento e aplicação de métodos modernos para determinação de resíduos e contaminantes em amostras de alimentos (frutas, vegetais, cereais, leite e derivados, mel, ovos, carnes (frango, gado e ovelha), pescados, vinho, dentre outros); amostras agroindustriais (plantas, farinhas, rações e café); amostras ambientais (água, solo, sedimento e ar) e biológicas (abelhas, animais silvestres, sangue e urina). O LARP é acreditado pela CGCRE/INMETRO desde 2013 e atua em projetos regulares de monitoramento que controlam os níveis de resíduos de  agrotóxicos e outros contaminantes em alimentos e amostras ambientais. 

Laboratório de Estudos de Propriedades e Interações Intermoleculares – LEPIIN vinculado ao Núcleo de Química de Heterociclos – NUQUIMHE

Categoria: Pesquisa e Extensão
Coordenadora: Caroline Raquel Bender
Contato: caroline.bender@55bet-pro.com
Instagram: @lepiin.ufsm

O LEPPIN tem por objetivo trabalhar na síntese e caracterização de novos materiais a base de nanopartículas (e.g., polímeros naturais e sintéticos, óxidos metálicos) e líquidos iônicos, para aplicações específicas na área de alimentos, cosméticos e/ou insumos farmacêuticos. Além da caracterização à nível macro e microscópico, o grupo de pesquisa tem interesse no reconhecimento e modulação de interações intermoleculares decorrentes nesses sistemas, que determinam as propriedades emergentes do novo material, através da utilização de experimentos de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) nos estados sólido e líquido. Além da pesquisa, o grupo realiza ações de extensão que visam à divulgação científica, inserção de jovens nas carreiras acadêmico-científicas e de mulheres nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).

Laboratório de Superfícies e Macromoléculas – SM Lab

Categoria: Pesquisa e Inovação
Coordenadores: Daiani Canabarro Leite e Paulo Ricardo de Souza
Contato: ufsm.smlab@gmail.com
Instagram: @smlab_ufsm
Localizado no Prédio 13 do CCNE, sala 1131.

O SM Lab é um grupo de pesquisa liderado por professores da área de Físico-Química de Materiais. Nosso foco está no desenvolvimento e (auto)organização de sistemas (bio)poliméricos, associados ou não com surfactantes, substâncias bioativas e partículas inorgânicas. Os materiais desenvolvidos são processados na forma de filmes, hidrogéis e nanopartículas, com aplicações na área farmacêutica, biomédica e ambiental. O laboratório foi criado em 2024 e está cadastrado na plataforma de grupos do CNPq, podendo ser encontrado em: dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/4071105387214685

Grupo de Química de Materiais

Categoria: Pesquisa e inovação
Coordenadora: Profa. Dra. Carolina Ferreira de Matos Jauris
Contato: carolina.matos@55bet-pro.com   
Redes sociais:
Instagram: @qgmate ; Facebook: gqmate/, X: gqmate

O Grupo de Química de Materiais (GQMate) tem como objetivo principal o desenvolvimento de nanomateriais sustentáveis, ou seja, nanomateriais planejados desde: i) a escolha preferencial por insumos naturais e origem nacional, pensando na geração de emprego e renda; ii) passando por uma síntese ambientalmente mais correta, através do uso de solventes como a água e uma redução de energia; iii) sem deixar de lado os aspectos de nanotoxicidade; iv) até suas aplicações, que visam aprimorar tecnologias destinadas a resolver desafios globais de sustentabilidade como a purificação de água, geração de energia e melhora na eficiência agrícola. 

O GQMate destaca-se pelo desenvolvimento ambientalmente amigável de nanomateriais baseados em grafeno, nanotubos de carbono, nanopartículas e nanocompósitos tecnológicos obtidos a partir de resíduos industriais. Além do desenvolvimento tecnológico de novos nanomateriais, o grupo busca compreender a ciência básica por trás de cada processo, para isso o GQMate conta com uma importante rede de colaboração de grupos da física, biologia e diferentes engenharias.

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Para mais informações sobre como participar ou para conhecer os demais grupos acadêmicos, clique aqui e, se desejar inserir informações e alimentar este site, entre em contato pelo e-mail: comunicacao.ccne@55bet-pro.com.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/2023/12/05/descoberta-de-especies-ameacadas-de-extincao-no-campus-da-ufsm-conheca-as-pequenas-hypericum-mutilum-e-clara-ophiopogonoides Tue, 05 Dec 2023 13:56:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/?p=4740

No cenário urbano de Santa Maria, a descoberta de espécies botânicas raras e ameaçadas vem à tona, destacando a conexão entre as áreas urbanas e a importância do reconhecimento da riqueza da biodiversidade local. Nesse contexto, foi descoberta uma espécie rara e ameaçada de extinção na UFSM, por Lucas Gonçalves da Cunha. Lucas é estudante do curso de Bacharelado em Engenharia Florestal e participante do projeto de pesquisa "Flora de Santa Maria Revisitada: angiospermas", coordenado pelos professores do Departamento de Biologia do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), Liliana Essi e Renato Záchia.

Identificada como Hypericum mutilum L., pertencente à família Hypericaceae, a espécie foi descoberta em 17 de março deste ano na rua atrás do prédio 16, entre a biblioteca setorial do Centro de Educação e o Almoxarifado Central da UFSM. A confirmação veio pela professora e pesquisadora do projeto, Cleusa Vogel Ely. Esta espécie, classificada como ameaçada e na categoria Vulnerável, demonstra a fragilidade de sua existência, de acordo com a lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Além destes lugares, a planta ainda conseguiu ser vista na área de campo nativo vinculado ao Laboratório de Ecologia de Pastagens Naturais (LEPAN) da UFSM durante uma saída de campo dos graduandos de Biologia na disciplina Flora dos Campos Sulinos do CCNE.

[caption id="attachment_4742" align="alignleft" width="225"] Hypericum mutilum L. em detalhes.[/caption]

Conheça um pouco da pequena Hypericum mutilum L.

Hypericum mutilum L. é uma espécie de planta pertencente à família Hypericaceae . É conhecida popularmente como erva-de-são-joão-miúda ou erva-de-são-joão-anã. 

Trata-se de uma planta herbácea anual (caracterizada por ter uma estrutura de caule macio e maleável), natural de algumas regiões da América do Norte, Ásia e América do Sul. Essa espécie costuma crescer em ambientes úmidos. 

Olhando para o futuro, a iniciativa inclui o transplante de alguns exemplares da planta para o Jardim Botânico da UFSM (JBSM). Essa iniciativa objetiva preservar e dar continuidade a espécie encontrada no campus da UFSM, alinhando-se ao propósito de conservação do espaço.

Conheça também a pequena Clara ophiopogonoides Kunth

[caption id="attachment_4741" align="alignright" width="347"] Clara ophiopogonoides K. Foto: Biodiversity4all.[/caption]

Além desse achado, o JBSM revelou mais uma surpresa botânica no campus da UFSM: um indivíduo da espécie Clara ophiopogonoides Kunth., da família Asparagaceae, classificado como “Em Perigo” na Lista Vermelha do RS. Identificada pela professora Cleusa Vogel Ely, essa espécie herbácea de pequeno porte, com aproximadamente 15 cm de altura, passa a maior parte do ano abaixo do solo, emergindo para reprodução em um curto período. Originária do estado de Rio Grande do Sul, essa planta é pouco estudada, carecendo de pesquisas sobre sua biologia e ecologia, sendo peculiar por sua especificidade em habitats secos ou pedregosos. De acordo com a professora, a Clara ophiopogonoides foi encontrada no campo nativo do Jardim Botânico, e foi avistada apenas uma vez em Santa Maria, em abril de 2023.

Essas descobertas, tanto em áreas urbanas quanto em espaços menos urbanizados que visam a conservação com uso sustentável, como o Jardim Botânico, realçam a importância de catalogar e compreender a riqueza botânica de Santa Maria. Nenhuma das espécies mencionadas havia sido registrada na região, ressaltando a relevância de projetos como o da "Flora de Santa Maria Revisitada".

Conheça o projeto "Flora de Santa Maria Revisitada: angiospermas"

Este é uma iniciativa dedicada à investigação e catalogação da diversidade botânica no município de Santa Maria, RS, uma área de transição (ecótono) entre os biomas Pampa e Mata Atlântica. O projeto original, datado da década de 1960 por Romeu Beltrão, foi revisado para atualizar informações, incluir novas espécies e oferecer recursos visuais como fotos e chaves de identificação.

[caption id="attachment_4745" align="alignleft" width="360"] A planta em extinção do gênero Hypericum foi encontrada em um canteiro urbano no campus da UFSM.[/caption]

Organizado por famílias botânicas, a iniciativa envolve expedições de coleta, revisão de herbários locais, identificação de espécies e registro de novos exemplares nos herbários. A fim de divulgar os resultados deste importante trabalho, igualmente, é prevista a organização de um livro detalhado sobre a flora de Santa Maria focado nas angiospermas, que são as plantas que possuem como características principais a presença de flores e frutos.

Os participantes do projeto esperam  contribuir para o fornecimento de material científico útil para a identificação das espécies. Assim, anseiam que esse resultado sirva como um guia para futuras pesquisas em botânica, educação ambiental e conservação da flora nativa, tanto para a comunidade acadêmica quanto para o público em geral.

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Descobertas preciosas como esta ressaltam a necessidade contínua de estudos e esforços de preservação, não apenas para a proteção das espécies em risco, mas também para a manutenção da biodiversidade da zona urbana de Santa Maria.

 

 

Texto: Lucas Gonçalves Da Cunha, acadêmico de Engenharia Florestal, Cleusa Vogel Ely, Liliana Essi, professoras do Depto. de Biologia da UFSM e Maria Eduarda Silva Da Silva, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Subdivisão de Comunicação do CCNE.

Revisão e edição: Natália Huber da Silva, Chefe da Subdivisão de Comunicação do CCNE.

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Uma iniciativa um tanto diferente tem chamado a atenção do público que vem visitar a UFSM: as Oficinas de Microalgas. De acordo com a coordenadora do projeto, a docente do Departamento de Biologia Dra. Maria Angélica Linton, , a oficina Microalgas e o mundo microscópico teve seu início após seu colega, Prof. Renato Zacchia, relatar sobre a curiosidade que os estudantes do ensino fundamental têm sobre as microalgas após visitarem o Jardim Botânico de Santa Maria (JBSM). Essa informação despertou o interesse da equipe do Laboratório de Ficologia da UFSM, responsável pela execução das oficinas.

[caption id="attachment_4739" align="alignright" width="465"] Davi Sulzback e Pietra Bariquielo, participantes do laboratório, em trilhas guiadas explicando sobre as microalgas a estudantes do Ensino Fundamental de Santa Maria.[/caption]

O projeto, iniciado em 2020, visa oferecer um amplo conhecimento sobre as microalgas para estudantes do Ensino Fundamental do município de Santa Maria. As atividades inclusas envolvem uma breve exposição sobre o tema, a coleta e observação dos habitats¹ ocupados pelas microalgas, além da identificação de diferentes grupos taxonômicos. Um dos objetivos principais é conscientizar para que os estudantes reconheçam esses organismos e compreendam seus habitats ecológicos, despertando interesse pelo mundo microscópico promovendo a conscientização sobre a importância dos microrganismos em diversos aspectos. “Com esta sensibilização, o aluno tende a despertar para a importância de ver os corpos d’água não somente pela própria água, mas como um ecossistema com suas funções e provedor de serviços ecológicos”, conta Maria Angelica.

¹ Habitat: Ambiente onde o organismo, animal ou vegetal, vive. Lugar onde seu desenvolvimento é favorável à alimentação, descanso, abrigo e reprodução.

 

[caption id="attachment_4736" align="alignleft" width="252"] Público presente no estande do LabFic na praça Saldanha Marinho[/caption]

O estudo sobre as algas no ambiente escolar

O principal desafio deste projeto consiste em demonstrar aos estudantes e visitantes a relevância ecológica das algas. Devido ao tamanho microscópico, muitas vezes esses organismos são subestimados quanto à sua importância, ignorando o impacto que a falta ou excesso de algas pode causar nos ecossistemas. 

A Ficologia, ciência que estuda as algas e microalgas, objetiva  transformar essa perspectiva, demonstrando como esses seres desempenham um papel crucial na natureza. A abordagem central envolve fornecer informações para que todos participantes das oficinas compreendam o valor e a influência que as algas exercem em nossas vidas e, igualmente, na manutenção do equilíbrio dos ambientes aquáticos, terrestres e atmosféricos, como será explicado a seguir.

 

Mas afinal, o que são as microalgas e qual sua importância ao planeta?

As Microalgas são organismos muito pequenos que vivem na água doce, salgada ou salobra (misturada). Apesar de serem pequenas, elas têm um papel gigantesco na natureza. 

[caption id="attachment_4738" align="alignright" width="340"] Alga Micrasterias radians. Foto: LabFic UFSM[/caption]

Esses organismos vegetais são verdadeiras fábricas de produção de oxigênio. Assim como as plantas, eles realizam a fotossíntese, transformando a luz do sol e o dióxido de carbono (CO2) em oxigênio (O2). É surpreendente a informação de que cerca de metade do oxigênio que respiramos vem justamente desses pequenos seres! 

Além disso, as microalgas são a base da cadeia alimentar em muitos ambientes aquáticos. Peixes, crustáceos, aves e outros animais aquáticos se alimentam delas, então as microalgas são como o “arroz e feijão” dos ecossistemas aquáticos. Não somente importante para a alimentação das formas de vida aquáticas, as microalgas podem ser consumidas de diversas formas na vida humana. Elas estão presentes na produção de suplementos alimentares, de cosméticos e até na fabricação de biocombustíveis. Assim, por mais que as microalgas sejam essenciais para manter a vida na Terra funcionando em equilíbrio, a falta de entendimento sobre elas pode afetar de maneira negativa os ecossistemas a nível mundial. A Profa. Maria Angélica nos dá dois exemplos: Eutrofismo (acumulação excessiva de matéria orgânica provinda dos esgotos) e a Floração, a seguir explicados pela docente.

O Eutrofismo (ou eutrofização) é geralmente presente em açudes ou reservatórios e que pode alterar comunidades de microalgas, afetando a cadeia alimentar.

“É fundamental que os sistemas aquáticos não sejam receptores de efluentes ou esgotos. As microalgas são as produtoras primárias nos ambientes aquáticos e que também provêm alimentação. Se houver algum problema com elas, pode afetar todo o ecossistema”, cita Maria Angélica.

O segundo é a Floração. As microalgas, como as cianobactérias ou euglenofíceas, podem se multiplicar de maneira exagerada, causando uma coloração verde intensa na água, isto se chama floração. Deste modo, esse fenômeno também pode ser perigoso: animais que bebem água esverdeadas podem sofrer intoxicação, podendo adoecer e até vir a óbito. Embora raro, a professora diz que até mesmo seres humanos podem ser intoxicados se entrarem em contato com essas águas contaminadas. Então é importante ficar atento a sinais como a coloração verde da água e a formação de espumas.

Conheça o Laboratório de Ficologia da UFSM

O LabFic tem como missão principal investigar a variedade e o comportamento das microalgas em diferentes ambientes aquáticos. O foco está nas algas diatomáceas, que vivem nas rochas dos rios e têm um papel especial na avaliação da qualidade da água. Além de estudarem a diversidade na região, os pesquisadores de algas expandem suas pesquisas para os sistemas aquáticos da Amazônia e até mesmo para a Antártica. Além disso, o laboratório mantém uma coleção de microalgas em cultivo, e sempre busca adicionar novas espécies que são nativas dos sistemas aquáticos locais.

[caption id="attachment_4737" align="alignright" width="300"] Diatomáceas são algas encontradas em água doce e salgada. Foto: InfoBrasil[/caption]

O projeto Microalgas e o mundo microscópico, além de beneficiar os estudantes visitantes, também proporciona aos acadêmicos uma experiência docente, o que permite aos graduandos da UFSM tornar público o conhecimento que adquiriram na universidade. Essa interação com diferentes fragmentos sociais têm proporcionado novas abordagens na explicação sobre as microalgas, contribuindo para o desenvolvimento da didática e a difusão do conhecimento científico.

O LabFic, além de seus projetos, realiza um trabalho incrível educativo em suas redes sociais. Para acompanhá-los, basta acessar no Facebook e no Instagram.

 

Texto: Maria Eduarda Silva da Silva, acadêmica de jornalismo e bolsista da Subdivisão de Comunicação do CCNE.

Revisão e edição: Natália Huber da Silva, Chefe da Subdivisão de Comunicação do CCNE

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No último sábado (23), a Praça Saldanha Marinho, localizada no Centro de Santa Maria, recebeu a primeira edição do “CCNE na Praça”. O objetivo deste evento inédito foi de mostrar à comunidade local amostras do que os graduandos das áreas de ciências naturais e exatas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) aprendem durante os semestres, além de desmistificar estigmas relacionados aos cursos. Desde a manhã até o início da tarde, uma série de apresentações cativantes foram oferecidas, atraindo um público diversificado, composto por crianças, jovens, adultos e idosos garantindo grande  inclusão social nos temas apresentados.

O evento foi idealizado por três estudantes da disciplina de Assessoria de Relações Públicas da UFSM que atuam na Subdivisão de Comunicação do CCNE. A ideia inicial surgiu além da vontade destes três estudantes, igualmente, dos estudantes do CCNE, que em pesquisa realizada no início de 2023, responderam que gostariam de participar de eventos de divulgação e popularização científica fora da UFSM. Através do apoio da Subdivisão de Comunicação, da Direção do Centro, da Subdivisão de Patrimônio, Jardim Botânico da UFSM, Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica e dos cursos participantes, o 1º CCNE na Praça é considerado um evento que obteve sucesso, com a curiosidade e participação de centenas de pessoas que passaram pela Praça Saldanha Marinho neste sábado.

Exposição das Ciências Naturais do CCNE na praça

[caption id="attachment_4724" align="alignright" width="386"] Representantes do curso de Biologia da UFSM no CCNE na praça[/caption]

No estande da Biologia, os visitantes puderam ser transportados para além do visível a olho nu, a um universo microscópico. Através da visualização de processos e estruturas celulares, os visitantes que nunca tiveram contato com a microscopia ou até mesmo lentes comuns de aumento como a lupa, puderam visualizar a ciência do “não visível”, desconstruindo algumas de suas concepções inatas e ensinadas ao longo da vida. Entre lupas e modelos didáticos, animais taxidermizados e fixados criaram uma atmosfera interativa, enquanto plantas nativas exibiam a beleza da flora local. Os moldes para criação de réplicas de fósseis  e as culturas de bactérias e moscas-das-frutas despertaram a curiosidade dos presentes, explorando os segredos da vida em suas mais diversas formas.

Giulia Xavier, estudante do 6º semestre, comenta que a linguagem científica é complexa, então eles se esforçam para simplificar ao explicar para as crianças. Por exemplo, ao falar sobre moscas, eles dizem que as larvas são seus “filhotinhos”; ao abordar sobre o estágio pupal das moscas,dizem que esse é o momento em que as moscas imitam as borboletas e fazem um casulo. Mas ela reforça que a linguagem é variada: “Apareceram médicos aqui e eles já sabiam do que estávamos falando sem precisar adaptar nada”, diz Giulia.

[caption id="attachment_4725" align="alignleft" width="386"] Público observando os estandes de Ciências Biológicas[/caption]

A principal expectativa dos organizadores do estande da Biologia em relação ao que o público levará na memória é baseada nos temas apresentados. Uma atenção especial foi dada aos animais peçonhentos, como serpentes e aranhas. A intenção foi demonstrar que uma serpente ou aranha, com determinado padrão de cores, não representa uma ameaça e não precisa ser morta. Além disso,  a estudante entrevistada destacou a importância de apresentar alternativas a desafios mundiais à saúde e ao meio ambiente, como as microalgas que auxiliam na produção de oxigênio e as larvas com propriedades curativas. Giulia acredita que essa abordagem pode ter um impacto ambiental positivo, ajudando a desfazer estereótipos e contribuindo para uma melhor compreensão de processos naturais e preservação da biodiversidade.

 Para finalizar, a estudante espera que o conhecimento adquirido no evento seja ótimo, fazendo com que a comunidade internalize a ideia de respeito aos animais e a natureza e que essa experiência em praça pública possa despertar o interesse das pessoas em conhecer os laboratórios da UFSM e seus projetos, principalmente entre as crianças que futuramente estarão em processo de escolha profissional.“Que elas possam se apaixonar por um curso, igual à gente”, finaliza Giulia, considerando o ato como um dos aspectos mais relevantes da divulgação científica. 

[caption id="attachment_4723" align="alignright" width="386"] Representantes do curso de Geografia da UFSM[/caption]

No estande de Geografia, jogos didáticos como o Twister Cartográfico, transformaram o aprendizado em uma experiência divertida. Os posters expostos da residência pedagógica em licenciatura convidaram os visitantes a se integrarem no universo educativo, revelando novas perspectivas sobre o ensino da disciplina.

Júlia Landó e Alisson Soares, graduandos de Licenciatura em Geografia que atuam em uma escola de ensino básico no bairro Santa Marta, abordaram a divulgação de trabalhos que são realizados na escola.  Elementos lúdicos adaptados, como o Twister  com coordenadas geográficas, foram levados à praça na tentativa de tornar o tema mais acessível  à comunidade em geral.

[caption id="attachment_4731" align="alignleft" width="386"] Crianças participando dos jogos trazidos pelos representantes de Geografia[/caption]

A intenção foi promover conhecimento de geografia através do programa Residência Pedagógica Geográfica da UFSM, ressaltando a importância de tornar esses programas mais conhecidos. Alisson mencionou: "Queremos que as pessoas saibam mais sobre a geografia através da residência, já que muitos não têm essa informação". Ele enfatizou que o evento foi uma oportunidade de apresentar programas universitários para aqueles menos familiarizados com o ambiente acadêmico, algo semelhante à sua experiência antes de ingressar na licenciatura.

Júlia Landó complementou a discussão, ressaltando a importância da divulgação científica em eventos como esse para diminuir a distância entre a UFSM e a comunidade. A estudante destacou que muitas pessoas, especialmente na Zona Oeste e Zona Norte de Santa Maria, não têm conhecimento do que é produzido na universidade. "Trazer a divulgação científica em eventos como esse é interessante para que a comunidade possa ter uma visão das possibilidades e ter conhecimento do que é produzido na cidade", concluiu a graduanda.

Ciências Exatas do CCNE na praça

[caption id="attachment_4717" align="alignleft" width="386"] Representantes do curso de Estatística no CCNE na praça[/caption]

No estande do curso de Estatística, a diversão encontrou os números em uma série de atividades interativas. O público foi desafiado a prever suas alturas através de um questionário, enquanto testes de conhecimentos gerais ofereciam prêmios para aqueles que atingiam taxas de acerto mais altas. E, para os amantes de jogos de estratégia, o curso ofertou  rodadas de Poker, revelando como a Estatística está em toda parte, inclusive nas cartas que viram.

[caption id="attachment_4732" align="alignright" width="171"] Público interagindo no Jogo de Poker [/caption]

Beatriz Buffon, graduanda do 4º semestre de Estatística, compartilhou como planejaram a diversidade de atividades para atender às diferentes faixas etárias e níveis de conhecimento do público presente no evento. A estratégia incluiu a apresentação de testes de previsão de altura e conhecimentos gerais, utilizando modelos de probabilidade. Pôsteres com temas que estão em alta, como a inteligência artificial, foram usados para despertar o interesse pelo curso. Além disso, jogos de Poker também foram oferecidos, mostrando como a estatística está presente em situações cotidianas permitindo interações únicas que, segundo Beatriz, são menos comuns na rotina universitária. 

Quanto ao impacto da divulgação científica, a estudante acredita que é algo significativo, pois mesmo para aqueles que não fazem parte do meio acadêmico, o evento é capaz de atrair e demonstrar a importância da Universidade. Ela ressaltou como a educação é conduzida por meio de pesquisas e bolsas, evidenciando o trabalho dos cursos e incentivando a comunidade local a se engajar mais com a instituição.

 

[caption id="attachment_4722" align="alignleft" width="386"] Representantes do curso de Matemática[/caption]

O estande de Matemática ofereceu uma jornada interativa no mundo dos números e desafios lógicos. Dos jogos didáticos à visualização de situações geométricas, cada atividade foi um convite à descoberta. Além disso, os representantes dos cursos de Matemática apresentaram seus projetos de pesquisa e extensão, destacando programas como o Programa de Educação Tutorial (PET) e o Programa de Iniciação à Docência (PIBID). Para finalizar, os profissionais também explicaram sobre as oportunidades existentes nos campos de Bacharelado, Licenciatura e Pós-graduação em Matemática 

 

 

[caption id="attachment_4727" align="alignright" width="386"] Alguns materiais lúdicos trazidos pelos representantes de Matemática[/caption]

Daniel Morin Ocampo, professor do Departamento de Matemática do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), destacou a escolha de materiais lúdicos para permitir a manipulação pelos participantes, observando que a exploração prática leva à compreensão dos conceitos matemáticos. O objetivo é evidenciar a presença da matemática no cotidiano e aproximar o que é feito na universidade do público. Ele ressaltou que a divulgação ajuda a combater o preconceito em relação à matemática, buscando reduzir o medo associado à área. O propósito é contribuir para que as gerações futuras não enfrentem esses estigmas e se interessem mais pela matemática.

 

 

No estande do curso de Física, a ciência se tornou cativante com a apresentação de experimentos práticos e interativos, fazendo com que o público conhecesse conceitos fundamentais da física. Além de apresentações, os graduandos trouxeram “Quiz” de perguntas e respostas com direito a brindes. Para finalizar, houve informações sobre o curso, a UFSM e as diferentes formas de ingresso, proporcionando um panorama abrangente para os interessados no campo da Física.

[caption id="attachment_4720" align="alignleft" width="386"] Representantes do curso de Física do CCNE na praça[/caption]

André, estudante do 4º semestre de Bacharelado em Física,  enfatizou a importância dos experimentos práticos para mostrar como a física está presente no funcionamento de dispositivos, sem a necessidade imediata de compreender teorias, incentivando os interessados a buscar mais informações posteriormente, inclusive através dos panfletos distribuídos. 

Sobre os materiais escolhidos para apresentar ao público um dos exemplos foi o gerador de Van der Graaff, e conta que o equipamento utiliza eletricidade estática gerada por atrito. Reconhecendo a dificuldade de explicar o conceito para o público não familiarizado, eles optaram por simplificar, substituindo o termo “eletricidade” por ‘energia”. O graduando destacou que, embora o termo não seja utilizado em aulas, essa adaptação visa tornar a explicação mais didática e atrativa para a comunidade, desmistificando a percepção de que a física é uma disciplina difícil. 

Quanto ao papel da divulgação científica, o graduando enfatizou seu potencial em desmistificar a imagem dos cientistas como indivíduos inacessíveis e suas atividades como algo incompreensível para o público geral. Ele enfatizou a importância de mostrar à comunidade o trabalho desenvolvido em laboratórios, permitindo que as pessoas entendam melhor e se identifiquem com o processo científico, encorajando a compreensão e o envolvimento mais próximos com a ciência. Sobre as expectativas em relação ao impacto do evento, André expressou o desejo de que as pessoas possam lembrar da experiência ao considerar suas escolhas de carreira, especialmente aqueles interessados em seguir na área de física, esperando despertar maior interesse por essa disciplina.

Além dos cursos, também participaram os órgãos suplementares  do CCNE: o Jardim Botânico da UFSM e o Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA)

[caption id="attachment_4718" align="alignright" width="386"] Vinicius Dias representando o Jardim Botânico da UFSM[/caption]

No estande do Jardim Botânico (JBSM), a natureza se revelou em exposições de banners explicativos sobre o espaço do JBSM, revelando curiosidades sobre plantas, animais e o telhado verde. Os graduandos fizeram uma exposição de espécies vegetais e animais taxidermizados (“empalhados”, no uso popular), proporcionando aos visitantes uma imersão na diversidade biológica regional. 

Vinícius Dias, bolsista do Jardim Botânico da UFSM (JBSM) e graduando em Gestão Ambiental na UFSM, explicou a variedade de atrações trazidas para o evento. O estudante enfatizou a importância de explicar, de forma simples, o processo de taxidermia dos animais e os benefícios de se ter um telhado verde,  com o intuito de familiarizar o público com esse local, por muitos, desconhecido. Ele destacou a divulgação das trilhas guiadas e novidades, como o jardim sensorial, visando dar visibilidade ao Jardim Botânico de Santa Maria, que não é amplamente reconhecido pela comunidade local.

O objetivo principal da exposição foi despertar a curiosidade dos visitantes. Vinícius notou que muitos compartilharam suas experiências pessoais, como terem se alimentado de animais semelhantes aos exibidos no estande, como por exemplo o Tatu-galinha. Ele também mencionou a interação com o público, explicando conceitos, como a associação entre fungos e algas, esclarecendo dúvidas sobre a identificação dessas para aqueles menos familiarizados com o tema.

[caption id="attachment_4729" align="alignleft" width="416"] Representantes do CAPPA que participaram do CCNE na praça[/caption]

O estande do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA) foi uma viagem no tempo, com exposições de réplicas de animais como dinossauros, cinodontes e hominídeos que viveram no em períodos pré-históricos. Uma experiência única para todos os entusiastas da paleontologia e da história natural.

Os paleontólogos do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA), Flávio Pretto e Leonardo Kerber, discutiram a seleção criteriosa de materiais e réplicas durante o evento. Eles destacaram a importância de escolher itens visualmente atrativos e seguros para exibição, buscando explicar termos complexos em linguagem acessível ao público geral. Leonardo Kerber, destaca que um dos objetivos do CAPPA foi abordar a diversidade de classes e espécies presentes na paleontologia, visando mostrar à comunidade que essa disciplina vai além do estudo exclusivo de dinossauros. Apresentaram fósseis de cinodontes, hominídeos e outros animais, estabelecendo conexões com a evolução humana.

[caption id="attachment_4730" align="alignright" width="230"] Crianças interagindo com os fósseis trazidos pelo CAPPA[/caption]

"Estamos oferecendo uma introdução ao assunto e convidamos as pessoas a aprenderem mais sobre paleontologia, inclusive visitando o CAPPA em São João do Polêsine. Lá, terão uma experiência mais abrangente. No entanto, nossa missão aqui é destacar o patrimônio fossilífero regional, pertencente à comunidade local", complementou Flávio Pretto.

Flávio e Leonardo afirmaram que ter conhecimento científico é exercer a cidadania, sendo uma forma de empoderamento. Reconhecer que a cidade possui patrimônios de renome mundial e está envolvida em pesquisas relevantes fortalece o senso de pertencimento da comunidade, não é algo só de países ricos, isso é coisa de brasileiro, e as pessoas têm o direito e a possibilidade de interagir”, e salientam que a mesma curiosidade que motiva um cientista paleontólogo é a que motiva qualquer pessoa. A dupla espera que após o evento a população consiga enxergar que a UFSM também realiza pesquisas de primeiro mundo.

 

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[caption id="attachment_4719" align="alignleft" width="389"] Representantes do Depto de Fitotecnia [/caption]

O CCNE na Praça também contou com a contribuição do Departamento de Fitotecnia da UFSM, que doou cerca de 100 mudas de plantas melíferas. A flor dessas plantas, como o manjericão verde e roxo, atraem as abelhas, que estão em processo de extinção a nível mundial, como as abelhas Jataí, que não possuem ferrão. A população teve grande aceitação, sendo doados todos os exemplares em apenas 1h30 de evento. Essas plantas, além de contribuírem para a diversidade de abelhas, são utilizadas para a culinária ou em infusões, como a hortelã e melissa.

 

 

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Para auxiliar na divulgação científica da UFSM, a Revista Arco também esteve presente, realizando a distribuição de cerca de 500 revistas à sociedade santa-mariense na Praça. A revista de jornalismo científico e cultural tem o intuito de popularizar o conhecimento gerado na UFSM em linguagem popular e acessível ao público em geral, ideia que muito se afiniza ao CCNE na Praça.

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O que o público falou do CCNE na Praça?

Maria Laura, professora de capoeira em Santa Fé, Argentina, e também professora de Comunicação Social na Argentina, participou visitando os estandes do evento. Quando questionada sobre qual exposição chamou a sua atenção, ela mencionou que não conseguia determinar exatamente qual havia sido o mais interessante, mas expressou seu gosto pelos fósseis apresentados pelos paleontólogos do CAPPA. 

Ao ser questionada sobre o motivo desse interesse, Maria Laura explicou que aprecia a sensação de se sentir insignificante diante de antiguidades tão imponentes. Ela enfatizou que ao contemplar esses vestígios de um passado distante, percebe que o mundo vai além das vidas individuais das pessoas, algo que a atrai profundamente.

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O CCNE na Praça não apenas proporcionou um dia repleto de interações científicas, mas também plantou sementes de conhecimento e conscientização na comunidade. A divulgação científica, através de atividades diversas e uma linguagem acessível, demonstrou seu potencial inspirando um olhar mais cuidadoso para o mundo ao nosso redor.

 

 

Texto: Maria Eduarda Silva da Silva, acadêmica de jornalismo e bolsista da Subdivisão de Comunicação do CCNE.

Revisão e edição: Natália Huber da Silva, Chefe da Subdivisão de Comunicação do CCNE

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/11/27/fiocruz-e-ufsm-na-luta-contra-a-dengue-curso-capacita-profissionais-para-combater-o-virus Mon, 27 Nov 2023 11:35:55 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64653 [caption id="attachment_64654" align="alignright" width="611"]foto colorida horizontal com pessoas sentadas em uma sala de aula, na frente há um telão ligado e um homem de frente para a turma falando Curso teve participação de pesquisador de saúde pública da IAM - Fiocruz Pernambuco[/caption]

Na última semana, da terça (21) até a tarde da sexta-feira (24), foi realizado um curso de capacitação para agentes de saúde de Santa Maria acerca do controle de arboviroses (vírus transmitidos por mosquitos), com foco na dengue, chikungunya e zika. A promoção foi do Instituto Aggeu Magalhães (IAM) - Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Pernambuco e da UFSM, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde.

A proposta consiste em aulas teóricas e práticas sobre as experiências do Departamento de Entomologia da entidade sanitária no domínio de vetores (os mosquitos). Os encontros aconteceram no auditório da Associação dos Professores Universitários de Santa Maria (Apusm) com profissionais da área e estudantes de Medicina, Biologia e Ciências da Computação.

O pesquisador de saúde pública da IAM - Fiocruz Pernambuco Gabriel Wallau, que também é um dos responsáveis por ministrar o curso, explicou o porquê da necessidade da iniciativa em Santa Maria: “estas atividades são muito importantes para preparar a cidade e o Estado com as últimas tecnologias de controle para poder combater os surtos cada vez maiores que vêm acontecendo na região”.

De acordo com dados da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, até o momento que este texto é escrito, o município teve mais de 7.200 casos de dengue confirmados e cinco óbitos. O representante da Fundação explica que “com as mudanças climáticas, a abundância do vetor e uma população susceptível ao contágio, precisamos utilizar todas as ferramentas possíveis para reduzir a população do mosquito e, assim, diminuir o impacto das arboviroses na região”.

Wallau salienta que, em virtude de o vírus ser mais comumente localizado e, desta forma, endêmico, nas regiões tropicais do país - como a cidade de Recife, capital de Pernambuco -, é essencial que as noções da luta contra os vetores sejam disseminadas Brasil afora. “Usando esse conhecimento de outros estados, estaremos melhor preparados para combater essa doença infecciosa que, no passado, tinha uma baixa prevalência na área”, declarou o pesquisador de saúde pública.

Cooperação entre UFSM e Fiocruz

O profissional no controle da dengue revela que o curso de capacitação não é a primeira iniciativa em parceria entre a IAM - Fiocruz Pernambuco e a UFSM, visto que já colaboram em diversas frentes há alguns anos a partir de projetos que englobam temas como infectologia, Covid-19 e genômica. Ele realça que, nestas ocasiões, houve o suporte do Laboratório de Biologia Molecular e Sequenciamento (Labdros), coordenado pelo professor Elgion Loreto, e da Reitoria, que instituiu um comitê de combate ao vírus.

O pesquisador e professor de Medicina da Universidade Alexandre Schwarzbold relata que a atividade foi realizada por conta da preocupação da Instituição acerca do retorno dos casos da doença em Santa Maria. “A ideia foi preparar em torno de 40 agentes de saúde, que vão andar em todos os pontos e territórios da cidade. O uso de ferramentas para o controle dos vetores precisa de toda uma formação teórica e treinamento sobre os diferentes mosquitos e insetos. A gente está querendo atuar como prevenção, agindo antes dos problemas acontecerem”, afirmou o docente.

O curso é apenas uma das ações que devem acontecer a partir da parceria entre a IAM - Fiocruz Pernambuco e a UFSM. Há, inclusive, um acordo de colaboração sendo elaborado para estreitar ainda mais os laços de trabalho e ciência entre as partes, que deve ser assinado nos próximos meses. “A gente pretende desenvolver algumas linhas ligadas à questão climática. A Universidade é uma instituição interdisciplinar. Esse acordo enriquece muito do ponto de vista de projetos”, relatou Schwarzbold.

A região como referência

O agente da Secretaria de Saúde de Santa Maria Leonardo Vaz foi um dos alunos do curso de capacitação. Para ele, não há melhores pessoas para ensinar técnicas de combate aos vetores no município do que os representantes da entidade pernambucana. “É um local onde eles sofrem com o vírus praticamente o ano todo. No nosso caso, é mais no verão. É bom para evitar que os casos aumentem ainda mais”, contou o profissional.

O cientista da IAM - Fiocruz Pernambuco tem relação com o "Coração do Rio Grande", visto que toda a sua formação acadêmica foi realizada na UFSM - da graduação em Biologia ao mestrado e doutorado em Biodiversidade Animal. Em suas próprias palavras: “é um grande prazer poder voltar e trazer o que aprendi depois de ter saído da UFSM para ajudar a lutar contra essas doenças tão debilitantes”.

Para Wallau, estas iniciativas contra a dengue têm o potencial de tornar a Região Central do Rio Grande do Sul um modelo no combate às arboviroses. “Este momento de escalada de casos que vivemos é quando temos a melhor chance de bloquear e reduzir substancialmente as consequências do vírus”, informou o pesquisador de saúde pública.

Se cuide!

Sintomas da dengue: febre alta, entre 39°C e 40°C, com duração de dois a sete dias; dor de cabeça, atrás dos olhos, no corpo e nas articulações; mal-estar geral; náusea; vômito; diarreia; e manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira.

Denúncias de locais com água parada podem ser feitas à Superintendência de Vigilância da Saúde, pelo telefone 3921-7159 ou pelo WhatsApp 7400-5525.

Texto e foto: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo e estagiário da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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Dos dias 23 a 27 de outubro de 2023, foi realizada a 38ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e, certamente, nossos e nossas estudantes do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) estiveram presentes. A missão da equipe de Comunicação do CCNE foi observar além dos banners expostos, para descobrir o que motivou os estudantes a realizar essas pesquisas e como essas iniciativas podem moldar o futuro da ciência. 

Em entrevistas com os graduandos, nos aprofundaremos em algumas pesquisas inspiradoras que fizeram parte do sucesso deste grande evento, que expôs mais de 5 mil trabalhos. A ciência saiu das salas de aula e se tornou o centro das atenções no Centro de Convenções da UFSM. 

Nesta reportagem, mostramos um evento onde os estudantes do CCNE se tornam protagonistas, e seus destaques são as exposições científicas de suas jornadas acadêmicas.

[caption id="attachment_4623" align="alignleft" width="401"] Luisi expondo seu trabalho na 38ª JAI, enquanto segura uma das peças feitas pela impressora 3D.[/caption]

Luisi do Nascimento, do semestre de Licenciatura em Matemática , apresentou o trabalho intitulado "Matemática e Modelagem 3D: a impressão 3D como fonte de materiais educativos para as escolas". A pesquisa tem como objetivo desenvolver materiais que possam ser usados no ensino de matemática nas escolas municipais, com a ajuda de uma impressora 3D. Luisi conta que a motivação por trás desse projeto está na percepção de que o ensino de matemática pode ser desafiador, pois muitas vezes a visualização de conceitos matemáticos é inexistente. “O professor não consegue desenhar e o aluno não consegue imaginar e com a impressão 3D é possível criar figuras a baixo custo, o que possam servir de recursos na sala de aula.”

Até o momento, o projeto produziu dois “kits” de sólidos geométricos doados para professores do município, incluindo pirâmides, prismas, poliedros de platão e corpos redondos. Além disso, eles também produziram materiais para uma professora de educação especial, que solicitou algarismos e letras para alunos com baixa visão, deficiência visual ou que tenham dificuldades de aprendizagem, permitindo que eles reconheçam números e letras por meio do tato. “Eu acho muito massa trabalhar com algo que vai te facilitar no ensino e na aprendizagem em matemática”, destaca Luisi, animada com o projeto.

[caption id="attachment_4630" align="alignright" width="401"] Larissa apresentando seu trabalho na 38ª JAI.[/caption]

A estudante Larissa Mota, do 8º semestre de Bacharelado em Química, apresentou o trabalho intitulado: "Revisando as propriedades periódicas através da análise estatística multivariada: uma experiência didática". A motivação para a elaboração da pesquisa surgiu a partir da sugestão do professor Marcelo Barcellos, da disciplina de Introdução à Análise Multivariada, de combinar conceitos estatísticos com a química, facilitando as análises químicas e promovendo uma abordagem mais eficaz.

Segundo Larissa, a pesquisa teve como base um artigo publicado pela revista “Química Nova”, em 2010 e explica: “refizemos as análises de componentes principais descritas no artigo e notamos que, embora conseguíssemos reproduzir os resultados, observamos uma variância explicada de 58%, um valor inferior à taxa de confiabilidade e segurança na estatística, que seria de 70%.” O estudo visou comparar entre si oito propriedades dos grupos químicos da tabela periódica, dentre eles: primeira energia de ionização (EI), raio atômico (RA) e calor específico (CE). Com o objetivo de melhorar esses dados, os estudantes identificaram um fator que contribuía para essa imprecisão: a influência das variáveis relacionadas à temperatura, as quais demonstraram ser sensíveis às condições climáticas. Por conta disso, a melhor forma de tentar melhorar a porcentagem era removendo essas variáveis e com essa ação puderam ter uma melhor confiabilidade dos dados, aumentando o percentual para 75%. “Nós conseguimos replicar o artigo e melhorá-lo”, conclui a estudante.

[caption id="attachment_4624" align="alignleft" width="401"] Allan ao lado do seu banner exposto na 38ªJAI.[/caption]

Allan Machado, do 5º semestre de Licenciatura em Matemática (noturno), apresentou o trabalho chamado "PIBID/MATEMÁTICA: Inserções na escola básica estadual Érico Veríssimo". Segundo o estudante, o objetivo da pesquisa é mostrar como funciona e o que os futuros professores de matemática fazem no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Ela ressalta que, além de colaborar com a educação, o programa também visa mostrar como os graduandos levam seus aprendizados da graduação em Matemática para as escolas. 

Um dos resultados alcançados, por meio da pesquisa, foi a capacidade de motivar e incentivar os estudantes, visando “plantar uma sementinha para que no futuro eles venham para uma graduação na UFSM”, relata o estudante. Esse resultado é relevante, dado o contexto de alta evasão escolar, agravado durante a pandemia. Assim, esses desempenham um papel fundamental no estímulo à continuidade dos estudos e na redução dos desafios educacionais que a sociedade enfrenta. O motivo que levou o estudante a realizar o trabalho foi a sua paixão pela educação e enfatizou a necessidade de possuir gosto pelo que faz: “nós temos que ser muito apaixonados pela educação, em dar aulas. É um orgulho dar aulas para as crianças!”.

[caption id="attachment_4625" align="alignright" width="401"] Adriel apresentando seu trabalho na 38ª JAI.[/caption]

Adriel Schirmann, acadêmico de Bacharelado em Química, integrante do Laboratório de Enzimologia Toxicológica (Enzitox) da UFSM, apresentou seu projeto sobre "Efeitos do Resveratrol sobre parâmetros comportamentais em um modelo in vivo de intoxicação por Cloreto de Alumínio", sob a orientação da professora Vera Morsch, docente do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFSM. Este estudo tem como base a preocupação com a presença de alumínio em doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, e seu impacto nas funções cognitivas. O estudo envolveu 60 animais, divididos em seis grupos distintos. De acordo com Adriel, a pesquisa se concentra na avaliação dos efeitos do resveratrol, uma molécula presente em alimentos, especialmente uvas, devido às suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Seu objetivo é investigar como o resveratrol afeta parâmetros comportamentais em um modelo de intoxicação por cloreto de alumínio, porém o estudante destaca que o trabalho apresentado faz parte de um projeto mais amplo, onde é avaliado as enzimas do sistema purinérgico nessas doenças degenerativas e o efeito que o resveratrol faz sobre elas. 

Durante um período de 30 dias, camundongos foram submetidos a tratamentos administrados via alimentação forçada, conhecida como gavagem. Os animais foram sujeitos a testes como reconhecimento de objetos idênticos, teste num campo aberto para observar a movimentação e o teste do labirinto em forma de "Y", que testou a memória de curto e longo prazo. Os resultados destes testes foram significativos e comprovaram que o resveratrol pode servir sim como tratamento para doenças como o Alzheimer.

[caption id="attachment_4626" align="alignleft" width="401"] Gabrielle apresentando seu trabalho na 38ª JAI.[/caption]

Gabrielle Heckler, estudante do 4º semestre de Licenciatura em Matemática, apresentou o trabalho "PIBID: a experiência dentro da sala de aula e como ela reflete na vida do discente em licenciatura", onde compartilhou sua experiência no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Durante quatro meses, ela teve a oportunidade de atuar nas salas de aula, onde aplicou um conjunto de atividades que incluíram a utilização de três jogos e exercícios.

"Qual Número Eu Sou", uma abordagem lúdica utilizada para ensinar conceitos na reta real; Dominó de funções que abordava o conteúdo que os estudantes estavam estudando naquele período (sobrejetora, injetora e bijetora), UNO de frações e no contexto tecnológico, Gabrielle destacou o uso do software GeoGebra.

Segundo Gabrielle, o PIBID tem como objetivo principal estabelecer um vínculo entre os estudantes de licenciatura e o ambiente de sala de aula, proporcionando uma oportunidade única para que os graduandos avaliem se desejam seguir carreira na área de ensino. Além disso, o curso de Licenciatura oferece uma abordagem ampla,  tratando tanto aspectos teóricos quanto práticos da educação. A estudante relata que: "como estudante de licenciatura, tive a chance de participar de disciplinas que abordam educação especial, onde aprendemos a lidar com alunos que enfrentam desafios diversos, como discalculia, surdez, autismo e outras dificuldades, com o objetivo de incluí-los de maneira eficaz no ambiente educacional".

Ela ainda conta que a motivação para o trabalho se baseou nas experiências que o PIBID proporciona, como o reconhecimento dos estudantes como professora. Ela também aproveitou para enfatizar a importância do programa e o impacto positivo que teve em sua jornada acadêmica.

Durante a exploração dos variados projetos apresentados pelos graduandos do CCNE, a equipe teve a oportunidade de conversar com alguns estudantes que não faziam parte dos cursos do centro, mas que trouxeram trabalhos notáveis. 

[caption id="attachment_4627" align="alignright" width="401"] Estudante de Jornalismo da UFSM, faz sua contribuição para a área das ciências exatas com o podcast “O Q Quântico”.[/caption]

José Vitor Zuccolo, estudante do 8º semestre de Jornalismo na UFSM, trouxe para a área das ciências exatas o trabalho intitulado: “O Q Quântico: Podcast como metodologia de divulgação científica e combate à desinformação”. O projeto, realizado em parceria com a Universidade de Düsseldorf  da Alemanha e a Universidade Federal de Minas Gerais, tem como objetivo a criação de um podcast focado em explicar sobre a teoria quântica e a disseminação incorreta deste termo. Sua motivação para o projeto surgiu de seu interesse em explorar campos além da comunicação e jornalismo: “a interdisciplinaridade sempre me chamou atenção, então isso foi uma motivação pra mim.”

Segundo o estudante, o podcast com previsão de ser lançado em 2024 terá 8 episódios de, aproximadamente, 50 minutos que buscam explicar o termo “quântico” além de outros conceitos físicos e matemáticos utilizados de maneira inadequada em produtos que não tem relação com essa teoria. “As pessoas os têm utilizado para ganho financeiro [...] Em Santa Maria, mapeamos quatro lojas de colchões que usam o termo colchão quântico, na tentativa de ganhar destaque, mas o termo quântico não interfere em nada nesses produtos”, relata José Vitor. Para compreender esta problemática, ele relata que foram realizadas entrevistas com 12 especialistas nas áreas de matemática, física, filosofia e comunicação. O objetivo dessas é entender, por exemplo, como os vendedores utilizam o termo "quântico" de maneira incorreta e qual é a reação do público leigo, que não possui conhecimento em física quântica, diante dessa terminologia equivocada. 

[caption id="attachment_4628" align="alignleft" width="401"] Renan Lorenson, estudante do IFFar - Câmpus Alegrete expondo seu trabalho na UFSM.[/caption]

Renan Lorenson, estudante do 8º semestre de Ciências Biológicas - Licenciatura no Instituto Federal Farroupilha de Alegrete, trouxe à Santa Maria a pesquisa intitulada "Floração e frutificação de Cereus hildmannianus (Cactaceae) no Pampa, Alegrete, RS". O estudante procurou expandir o conhecimento da planta, após perceber uma carência de estudos abordando os processos de reprodução desta cactácea. O trabalho, realizado ao longo de um ano com a marcação de 60 plantas e observações quinzenais, revelou uma estreita relação entre a floração desses cactos e as condições climáticas do Pampa: “Durante o período mais quente da região, ocorre o pico de botões, flores e frutos. À medida que a luz do dia diminui e as temperaturas caem, os frutos amadurecem de forma mais lenta durante o período frio”, conclui Renan.

A pesquisa surgiu quando o estudante demonstrou interesse na relação entre as aves e os cactos. No entanto, sua orientadora, Profa. Dra. Eliana Gressler, o direcionou para explorar todo o processo que antecede a floração das cactaceae, levando a uma análise mais abrangente das interações entre as plantas e os polinizadores.

[caption id="attachment_4629" align="alignright" width="401"] A estudante Thaissa (de verde) ao lado de seus colegas expondo seu trabalho na 38ª JAI.[/caption]

Thaissa Calvano, estudante do 4º semestre de Engenharia Química, trouxe o projeto: "Colaboração entre a UFSM e a penitenciária estadual de santa maria (PESM) na fábrica de sabão ecológico". De acordo com a estudante, o sabão é fabricado nas instalações já existentes da PESM e, em seguida, é trazido para laboratórios da UFSM onde é feita a avaliação de conformidade baseada nas regulamentações da ANVISA. Se necessário, são feitas reformulações para garantir que o sabão atenda os padrões adequados. 

Além disso, o projeto envolve a coleta de óleo de soja, um dos principais componentes utilizados para fazer o sabão. “A coleta é realizada nos centros de coleta da UFSM, localizados no CCNE e no CT, e também temos contribuições de alguns restaurantes da Universidade. Cerca de 40 litros de óleo doados permitem a produção de sabão por um mês na PESM”, relata a estudante. O próximo passo do projeto envolve a capacitação na fabricação de sabonetes, por meio de minicursos, onde serão ensinadas as técnicas de produção de sabonetes na penitenciária.

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Decidimos ir além e desvendar a essência da ciência e inovação. Isso nos lembra que a jornada acadêmica é muito mais do que um banner com a exposição de alguns resultados. É a busca incansável por respostas, partindo da constante curiosidade científica de profissionais e estudantes das Ciências Naturais e Exatas.

Texto: Maria Eduarda Silva da Silva, acadêmica de jornalismo e bolsista da Subdivisão de Comunicação do CCNE.

Revisão e edição: Natália Huber da Silva, Chefe da Subdivisão de Comunicação do CCNE.

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No momento crucial em que os jovens estudantes recentes egressos do ensino médio enfrentam o desafio de moldar seu futuro, uma das decisões mais importantes é escolher entre: ingressar diretamente no mercado de trabalho ou seguir o caminho da graduação universitária. Imagine essa escolha como um quebra-cabeça, onde cada peça representa uma direção potencial que definirá o caminho a ser percorrido. De outro lado, para egressos mais antigos que decidem retornar ou continuar os seus estudos e, até mesmo os que buscam uma mudança de carreira, o Descubra 2023 surge como um guia em meio à vasta oferta de oportunidades educacionais. 

Reconhecida por sua excelência acadêmica, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) abre as portas do Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia (PICT) para receber estas pessoas que aspiram ingressar na universidade. O evento realizado nos últimos três dias de setembro, marcou a décima edição do Descubra 2023 e proporcionou uma jornada enriquecedora de exploração e descoberta. 

Nele, os próprios estudantes universitários assumiram o papel de apresentar os cursos aos visitantes, oferecendo um catálogo diversificado de conhecimentos. Os cursos técnicos e de graduação da UFSM,que abrangem desde as áreas artísticas e humanísticas até as ciências exatas e tecnológicas, permitiram aos participantes conhecer e experimentar o potencial de suas escolhas acadêmicas futuras.

Assim que os visitantes chegavam aos estandes do Centro de Ciências Naturais e Exatas, eram imediatamente cativados pelas apresentações envolventes dos acadêmicos da UFSM. As áreas de Ciências Naturais e Exatas se destacaram ao atrair a atenção do público com experiências memoráveis e curiosas. Desde jogos de poker até demonstrações com gelo seco, exposições de animais taxidermizados na área de biologia, jogos interativos, lunetas e experimentos que tornavam conceitos complexos de química acessíveis, entre uma variedade de outras técnicas expositivas. Durante as apresentações, os estudantes compartilharam com a Equipe de Comunicação do CCNE, suas paixões acadêmicas, o que os motivou a escolher seus cursos e quais foram as suas expectativas para os três dias de evento. 

Descubra os cursos de Ciências Naturais do CCNE

Ciências Biológicas

[caption id="attachment_4519" align="alignleft" width="247"] Estudantes representando o curso no primeiro dia de Descubra[/caption]

Yasmim, graduanda de Ciências Biológicas, alimentava muitas expectativas com relação ao Descubra, pois o público era muito maior em comparação com a edição anterior. O estande do curso estava repleto de animais taxidermizados (empalhados), alguns outros conservados em soluções em potes de vidro, além de plantas para serem observadas em microscópios e lupas. Tudo isso foi utilizado para demonstrar visualmente como é o curso.

"A biologia é uma disciplina muito ampla, com diversas práticas, então decidimos trazer um pouco de cada área e coisas que despertam o interesse das pessoas”, cita Yasmin. Ela também enfatizou que o curso oferece aos estudantes a oportunidade de ingressar sem terem decidido sobre atuar em alguma área específica, ressaltando a variedade de áreas do conhecimento nas ciências biológicas.

 Geografia - Bacharelado

[caption id="attachment_4508" align="alignright" width="347"] Estudantes representando o curso de Geografia - Bacharelado, Amanda e Maria Vitória (de óculos), são as centralizadas no meio do grupo.[/caption]

Para as estudantes de Geografia da UFSM, Amanda Rech e Maria Vitória Zancanaro, as expectativas eram muito altas. “Esse ano nós tivemos mais tempo para nos preparar. Ainda com a questão das inscrições de escolas, esses três dias terão bem mais fluxo e estamos preparadas!” Para explicar o curso aos visitantes, elas optaram por utilizar elementos visuais relacionados à graduação e à futura carreira delas como geógrafas. Na abordagem, elas se esforçaram para apresentar, sucintamente, todas as informações necessárias para que os visitantes pudessem fazer perguntas. 

Amanda complementa: “O curso é muito diverso e podemos abranger várias áreas. É isso que torna a Geografia a ciência que ela é”. Para finalizar, Maria Vitória diz: “A interação de geografia física e humana é o que aquece o coração da gente e é o que gostamos de ver: a união dessas áreas, mesmo sendo diversas e essa amplitude de conteúdos que podemos abordar.”

Geografia - Licenciatura

[caption id="attachment_4517" align="alignleft" width="347"] Raquel (à esquerda), na companhia de outra representante do curso de Geografia da UFSM.[/caption]

Raquel Trindade, estudante de Geografia - Licenciatura, sempre teve o sonho de se tornar professora, e essa paixão pela educação a acompanhou desde o ensino fundamental. No entanto, ela estava indecisa entre escolher História ou Geografia para seguir sua carreira. Eventualmente, optou pela Geografia devido à sua amplitude temática. Para Raquel, o curso de Geografia superou todas as suas expectativas. Ela não tinha ideia de como se sairia no curso e inicialmente estava até um pouco apreensiva, mas logo percebeu que era exatamente o que desejava. O curso proporcionou a oportunidade de viajar e conhecer diferentes lugares, incluindo sua cidade natal. Ela acredita que essa é uma maneira incrível de se conectar com o ambiente em que está inserida, compreendendo melhor a universidade, as pessoas ao seu redor e até mesmo aqueles que vêm de fora.

[caption id="attachment_4518" align="alignright" width="347"] Exposição com maquetes, pôsteres e amostras rochosas no estande do curso de Geografia.[/caption]

Os materiais utilizados para atrair a atenção do público incluíram amostras do laboratório de geologia, como quartzo e conglomerados. Igualmente foi exposta uma maquete que explicava os movimentos de rotação - Terra girando em torno de seu próprio eixo - e do sistema solar e as estações do ano, demonstrando o movimento de translação - da Terra em volta do Sol. A equipe também trouxe drones para despertar a curiosidade das pessoas, destacando o uso dessas geotecnologias, não apenas em trabalho de campo, mas também para mapeamento de áreas nos laboratórios. A estudante participa do projeto de pesquisa Laboratório de Geologia Ambiental (Lageolam), onde realiza trabalhos de campo em projetos com drones e promove o uso dessa tecnologia na geografia.

A estudante descreve que seu curso abrange diversas áreas, incluindo a geografia física e humana, bem como aspectos pedagógicos. Ela enfatiza que ser professor não se resume apenas a dar aula, mas envolve um processo de aprendizado sobre como funciona, incluindo a leitura e a compreensão do outro, de forma dialógica e democrática. “Eu acho que isso é uma das coisas mais incríveis para mim: o curso nos dá a oportunidade de ver o outro não apenas como aluno em uma relação hierárquica de autoridade, mas como alguém que podemos aprender de forma mútua.”

Para Raquel, a Geografia é uma disciplina que nos ensina a observar o mundo com olhos abertos. Muitas vezes, as pessoas passam despercebidas por vários temas emergentes ao seu redor, mas a Geografia nos incentiva a parar, refletir e analisar o porquê destes serem como são e se localizarem onde estão neste espaço e tempo.

Química - Licenciatura

[caption id="attachment_4522" align="alignleft" width="410"] Estudantes Luiz e Lucielle na estande da Química Licenciatura.[/caption]

Os representantes de Licenciatura em Química da UFSM, Luiz Eduardo e Lucielle Codeim, tinham como principal objetivo mostrar aos visitantes como a Química está presente no cotidiano e como é possível realizar experimentos simples para desmistificar a ideia de que esta é uma disciplina difícil. Além disso, Lucielle enfatizou que, além desta preconcepção, há também um estigma em relação à licenciatura, segundo sua visão. Buscaram destacar que a Licenciatura em Química oferece uma base sólida tanto no currículo como na formação pedagógica, o que a diferencia das outras habilitações em química.

Em relação aos experimentos escolhidos, os estudantes se empenharam em tornar conceitos abstratos da Química mais acessíveis e atraentes. Utilizaram cascas de limão e óleos essenciais para demonstrar como a Química está presente em locais e objetos que muitas vezes passam despercebidos. Luiz destaca que um dos diferenciais de escolher Licenciatura é que os graduandos têm disciplinas de práticas pedagógicas e, com a orientação da professora, eles conseguem fazer experimentos adequados para serem realizados em ambientes escolares com recursos limitados, e foi o que eles fizeram para o Descubra deste ano. 

Para caracterizar o seu curso, Lucielle enfatiza: “Professores, raramente, ficam sem emprego. A Licenciatura em Química se destaca, pois nosso curso é focado na formação didática. Estamos utilizando esse argumento para realçar nossa singularidade”.

Química - Bacharelado e Química Industrial

Jennefer Queiroz, Felipe Pulgati e Gabrielle Pereira, eram alguns dos responsáveis pelo estande do curso de Bacharelado em Química e Química Industrial da UFSM.

[caption id="attachment_4513" align="alignright" width="347"] Estudantes representando o curso de Química Bacharelado e Química Industrial.[/caption]

Gabrielle Pereira, que cursa Química Industrial, conta que as expectativas eram altas porque a divulgação deste ano tinha sido maior do que a edição anterior. Para a estudante o que torna esses experimentos atrativos para os visitantes é a demonstração da modificação ao vivo das cores. A estudante afirmou: "Eu acredito que as pessoas chegam curiosas para saber por que é colorido e o que está sendo feito". Ela ainda explicou que seguiram a mesma abordagem da edição anterior, que já tinha sido bem sucedida.

Entre os materiais utilizados para chamar a atenção dos estudantes e explicar sobre o curso estavam:

Slimes ou “gelecas”: Material gosmento confeccionado a partir de cola branca e uma solução de água boricada. Os acadêmicos demonstram como essa mistura cria uma substância viscosa e maleável, satisfatória de brincar.

Sublimação do Gelo Seco: Dióxido de carbono sólido em estado sólido, extremamente frio, que se transforma em gás carbono quando aquecido. Isso é uma reação química que absorve calor e faz o gelo seco "sublimar" diretamente para o estado gasoso.

Corantes Fluorescentes: Corantes que brilham no escuro quando expostos à luz ultravioleta. Esses corantes são principalmente orgânicos e proporcionam um exemplo interessante de luminescência, ou o popular “efeito neon”.

[caption id="attachment_4514" align="alignleft" width="347"] Felipe e Jennefer, representando o curso no segundo dia de Descubra.[/caption]

Felipe, conta que foi atraído para o campo da Química porque ele tinha curiosidade de entender como a natureza e o mundo funcionam:"Sempre quis ser cientista." Por outro lado, Jennefer tinha o desejo de trabalhar no controle de qualidade de indústrias e, ao ingressar no curso de Química, percebeu que poderia realizar esse sonho.

Para apresentar o curso, Gabrielle diz : "Meu curso é muito inovador, porque está presente em basicamente tudo". Felipe e Jennifer enfatizam que, além da teoria, o curso oferece uma parcela substancial de prática, tornando-o envolvente com aspectos que não são comuns no ensino médio. Eles destacam a importância de mostrar essa parte prática durante o Descubra, pois permite que os visitantes tenham um contato direto com a Química. Felipe deixa um recado sucinto e persuasivo: "Façam Química!"

Processos Químicos

[caption id="attachment_4506" align="alignright" width="347"] Renata (à direita) junto de sua colega de curso representando Processos Químicos[/caption]

Na estande de Processos Químicos da UFSM, uma das representantes era Renata Vieira. As expectativas da estudante para todos os dias do evento eram altas e, além da espera da visita dos estudantes de escolas estaduais e municipais, complementa: “A UFSM, está com novos cursos de extensão então eu acho muito importante essa visita do público para eles saberem e entenderem o que fazemos aqui dentro.’’ 

[caption id="attachment_4507" align="alignleft" width="247"] Experimento envolvendo petróleo[/caption]

Para explicar sobre o curso, Renata diz que trouxe experimentos que envolvessem o uso do petróleo que, segundo ela, é a “alma” do curso. "O petróleo desperta muita curiosidade, já que poucas pessoas têm contato com sua formação (o que é, e como é feito). Trouxemos uma variedade para que todos pudessem conhecer e se interessar por essa importante fonte de energia”. Igualmente, levaram experimentos que chamasse a atenção pelas cores, demonstrações interessantes, principalmente, para aqueles que não tem um conhecimento aprofundado em química. 

O recado que a estudante destaca - e pode ser motivo de atração de futuros estudantes - é em relação às bolsas de iniciação científica da UFSM: “A grande maioria dos nossos graduandos conseguem bolsas na área de petróleo e em pesquisas avançadas e essas bolsas são remuneradas, o que é interessante para a pessoa iniciar na pesquisa e já receber por isso.’’

 

Descubra os cursos de Ciências Exatas do CCNE

Estatística

No estande de Estatística da UFSM, João Souza, acadêmico do segundo semestre do curso, estava ansioso devido à diferença no público em comparação com a edição anterior. Ele comentou: "O pessoal está se aproximando mais do nosso estande, e parece que estamos mais expostos. Houve pessoas que demonstraram interesse e disseram que planejam ingressar no curso no próximo ano.”  João complementa que a profissão é uma área bastante lucrativa e que oferece muitas oportunidades de emprego, o que é surpreendente para muitos e que isso acontece porque a Estatística é uma área que muitas pessoas sequer conhecem como profissão.

[caption id="attachment_4510" align="alignright" width="347"] João Souza, primeiro ao lado direito do banner, na companhia de outros representantes do curso de Estatística da UFSM.[/caption]

Para explicar o funcionamento do curso, os estudantes trouxeram uma mesa de Poker. Mas como a Estatística se relaciona com o Poker? De acordo com o estudante, a estatística oferece as ferramentas para calcular probabilidades, tomar decisões informadas com base em riscos e recompensas, compreender a variância inerente ao jogo e analisar o comportamento dos oponentes. Além disso, os jogadores utilizam análises estatísticas para melhorar suas chances de sucesso a longo prazo, tornando-a um componente fundamental da estratégia de jogo.

João revelou que, na última edição do evento, por não ter visitado o estande de Estatística para obter informações, quase perdeu a oportunidade da sua vida, mas agora ele está extremamente satisfeito. Ele expressou sua confiança de que o curso o preparará adequadamente, afirmando: "Eu vou sair daqui como um cientista de dados!"

Ao caracterizar o curso, ele destaca: "Amor por tudo. Você reconhece sua importância nas empresas, o que resulta em aumento nas vendas e eficiência, e isso é muito gratificante. Trabalhamos em home office e temos uma remuneração boa. É um sonho."

Física - Bacharelado

[caption id="attachment_4515" align="alignleft" width="268"] Maitê, representando o curso no primeiro dia.[/caption]

Entre os responsáveis pelo estande de Física Bacharelado  da UFSM estavam os estudantes Maitê, André e Patrick. Maitê conta que os métodos utilizados para representar o curso são ótimos para a visualização: “Aqui, nós temos cargas elétricas, eletromagnetismo, eletricidade, temos óticas, o que é muito importante porque não basta só a teoria, se conseguimos fazer uma analogia com a nossa vida por exemplo, com raios tempestade, a pessoa tem uma memória, e vai conseguir visualizar e lembrar”.

Entre os experimentos apresentados, destacaram-se:

Gerador de Van de Graaff: Este experimento gera eletricidade estática. Quando ligado, produz eletricidade estática que pode ser percebida quando tocamos em sua superfície metálica, causando pequenos choques e produzindo ruídos.

Versão caseira do gerador: Demonstraram uma versão mais simplificada do gerador de eletricidade estática, que pode ser montada com uma latinha de Coca-Cola. Essa versão caseira permite que as pessoas experimentem o fenômeno em suas próprias casas.

Experimento com Laser: Envolve o uso de laser para explorar conceitos relacionados a objetos côncavos e convexos, geralmente estudado no ensino médio.

Experimento de Prismas de Newton: Esse experimento permite a visualização do espectro da luz solar. É semelhante ao que os cientistas fazem para estudar a composição das galáxias e estrelas distantes. Dependendo dos elementos presentes em um objeto, ele emite luz em faixas de cores específicas. 

[caption id="attachment_4516" align="alignright" width="347"] André e Patrick, representantes de Física no segundo dia de Descubra[/caption]

Os estudantes André e Patrick, também responsáveis pelo estande, compartilham suas razões para escolherem Física - Bacharelado. Para André, a escolha surgiu quando ele estava na dúvida de qual carreira seguir: “Abri a estrutura curricular de física da UFSM e percebi que eu faria todas as cadeiras, então fiz.” Patrick conta que interessava pela Física desde o ensino fundamental e que assistia muitos documentários que envolviam a temática. No entanto, o que chamou a sua atenção para ingressar no curso, além da estrutura curricular, foram as oportunidades de trabalho.

Quando convidados a caracterizar o curso, os estudantes oferecem suas perspectivas. Maitê o define somente em uma palavra: “Curiosidade”. Já, André e Patrick discorrem mais sobre:

“Apesar de parecer muito difícil no início, com muitos cálculos, quando você começa a aprofundar, percebe que é muito mais tranquilo. Quando você se especializa em algo, a Física começa a parecer mais intuitiva do que apenas uma série de cálculos.” André, acadêmico de Física Bacharelado na UFSM"

“Eu diria que depois de cursar Física, você tem muitas opções de atuação. Pode se envolver em pesquisa onde tem diversas áreas diferentes, como astronomia, física de partículas e computação quântica. Além disso, você pode trabalhar em perícias, ou em empresas que envolvem programação. São muitas possibilidades." Patrick, acadêmico de Física Bacharelado na UFSM.

Meteorologia

[caption id="attachment_4511" align="alignleft" width="347"] Paulo Henrique (com suéter verde) foi um dos graduandos responsáveis por apresentar o curso de Meteorologia UFSM aos visitantes.[/caption]

Paulo Henrique, estudante de Meteorologia da UFSM, era um dos representantes que recepcionou todos os visitantes do estande do curso de maneira animada e respondeu aos questionamentos. Sua expectativa, além das atividades supracitadas,  era de divulgar o curso, ampliar a visão da comunidade sobre as áreas de atuações e temáticas que a Meteorologia abrange e desmistificar a ideia de que o curso é apenas voltado para a previsão do tempo. “A Meteorologia é muito mais do que isso, durante o estudo da atmosfera como um todo. Então, todo o previsor do tempo é um meteorologista, mas, nem todo o meteorologista é um previsor do tempo”, aponta Paulo Henrique. 

Para o graduando, uma das características que mais representa seu curso é a sua capacidade de ser multifacetado e multidisciplinar, dentro das áreas das Ciências Naturais e Exatas. Ainda complementa: "O curso consegue abranger várias temáticas e dar ao aluno que está se formando uma compreensão completa sobre as diferentes áreas do CCNE, essa é a beleza do curso."

Matemática

[caption id="attachment_4512" align="alignright" width="347"] Luciano (de camiseta branca) ao lado da Coordenadora dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Matemática da UFSM, juntamente com outros estudantes responsáveis pelo estande.[/caption]

A coordenadora do curso de Licenciatura em  Matemática da UFSM, Profa. Carmem Mathias, conta que suas expectativas eram atrair os estudantes (através de jogos) para conhecer e informar o que é oferecido no curso de Matemática. Os métodos utilizados para apresentar o curso aos visitantes que paravam no estande incluíam jogos de raciocínio lógico e exercícios de habilidade de visualização.  Carmem explicou: "Por ser Matemática, assusta um pouco a gurizada, mas por ser Licenciatura, resolvemos trazer (o que já foi realizado em outras edições) objetos que são parte integral da Matemática, como artefatos e jogos que ilustram teoremas estudados em sala de aula e teorias de aprendizado.”

Luciano Henrique, um dos estudantes responsáveis pelo estande, destacou a importância do curso na formação de professores: “Como toda a licenciatura, além de abordar os conteúdos específicos da Matemática, por ser Licenciatura também oferece conhecimentos essenciais em educação. O conhecimento matemático é enriquecedor para a vida das pessoas.”

O estudante conta que o seu interesse pela Matemática surgiu durante o ensino fundamental e médio, onde demonstrou grande habilidade na disciplina. Inicialmente ele acreditava que, de maneira natural, teria o mesmo desempenho, mas logo percebeu que não seria tão simples. “Spoiler, não foi tão natural assim, mas com muito esforço, estou a caminho do final do curso e de futuramente concluir a minha graduação.”

 

O CCNE no Descubra 2023 revelou-se uma janela para um mundo de possibilidades educacionais e profissionais. Os estudantes universitários demonstraram, com entusiasmo, como seus cursos podem ser não somente acadêmicos, mas também experiências memoráveis e transformadoras. Desde o estudo do universo a discussões políticas, de microalgas à estatística para empresas, do estudo do petróleo à prática docente, cada curso oferece a oportunidade de se aprofundar em diversos campos, repletos de desafios e recompensas.

No evento, ficou claro que escolher uma carreira nas Ciências Naturais e Exatas significa optar por um caminho de descoberta, aprendizado contínuo e oportunidades infinitas. Aqueles que ousam se aventurar nessas áreas encontrarão um universo de conhecimento esperando para ser explorado, compreendido e compartilhado com o mundo.

 

Texto: Maria Eduarda Silva da Silva, acadêmica de jornalismo e bolsista da Subdivisão de Comunicação do CCNE.
Revisão e edição: Natália Huber, Chefe da Subdivisão de Comunicação do CCNE.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/2023/09/18/reconhecendo-a-vida-invisivel-o-combate-a-cegueira-botanica-pelo-programa-que-mato-e-esse Mon, 18 Sep 2023 18:43:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/?p=4459

A impercepção (cegueira) botânica é um fenômeno que afeta diariamente a relação das pessoas com o ambiente natural ao seu redor. Caracterizada pela incapacidade de reconhecer e apreciar a diversidade  das plantas, ela é um obstáculo significativo para a conscientização ambiental e a compreensão da importância do reino vegetal em nossas vidas. 

Muitos de nós passamos por campos, florestas e jardins sem enxergar a riqueza e a complexidade das plantas que nos cercam. Este fenômeno possui consequências profundas que vão desde a degradação ambiental até a subvalorização da flora local.

Na reportagem a seguir, exploraremos a impercepção botânica, discutindo suas causas, consequências e, mais o mais importante, como o programa de extensão "Que Mato É Esse?" do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) está combatendo esse fenômeno e promovendo a conscientização ambiental.

A impercepção botânica afeta a relação meio ambiente e sociedade

Segundo o Prof. Dr. Pedro Joel da Silva Filho, coordenador do Programa “Que Mato É Esse?” e servidor do Departamento de Biologia do CCNE, a cegueira botânica impede que as pessoas reconheçam a diversidade nos ambientes naturais e sua importância.

Vejo frequentemente pessoas passando por monoculturas dizendo: como são lindos estes campos, como a natureza é linda! E na realidade o que temos ali é um ambiente pobre e degradado, basicamente um deserto mascarado de verde.”

Além da falta de conhecimento e familiaridade com o reino vegetal, Pedro complementa que a sociedade tem dificuldades de compreender e se identificar com seres vivos além dos mamíferos, afinal é difícil criar conexão com algo diferente e que não possui interações e expressões semelhantes, como é o caso das plantas.

Uma das consequências deste fenômeno é a desvalorização de espécies vegetais que não possuem utilidade para os seres humanos, fazendo com que elas sejam rotuladas de maneira pejorativa como “mato”. Essa desvalorização faz com que o interesse por espécies nativas que não são ornamentais, medicinais e alimentícias diminua, resultando em ecossistemas e biodiversidade abandonados, bem como na formação de uma sociedade que não compreende a interdependência entre todas as formas de vida no planeta.

De acordo com o professor, o programa aborda a impercepção botânica de várias maneiras e, uma delas, é trabalhando a educação ambiental por meio de trilhas guiadas no Jardim Botânico da UFSM, onde os visitantes têm a oportunidade de aprender sobre as plantas, suas interações e a importância ecológica, além de outros conteúdos trazidos pelos bolsistas. O público alvo dessas visitas são principalmente escolas da educação básica de Santa Maria que costumam trazer excursões com fins educativos com turmas que podem algumas vezes ultrapassar, 80 estudantes.

[caption id="attachment_4460" align="alignnone" width="1024"] Bolsistas do programa, levando os estudantes da escola Coração de Maria ao Jardim Botânico da UFSM, onde são feitas trilhas guiadas para abordar a importância das plantas.[/caption]

“Que Mato é Esse?”

Na tentativa de auxiliar no combate à impercepção botânica e promover a conscientização ambiental, o projeto coordenado pelo Prof. Pedro Joel Filho, foi inspirado na ideia de trabalhar a botânica sob a perspectiva de extensão universitária. O objetivo do programa é promover a educação ambiental por meio das plantas, estabelecendo conexões entre o conhecimento popular e científico junto às comunidades. A ideia principal é direcionar a atenção da população para a flora1 local. 

O “Que Mato É Esse”, é um Programa “guarda-chuva”, que possui  outros projetos integrados relacionados a diferentes temas, para além da impercepção botânica. O coordenador afirma que, no momento, existem outros dois projetos ativos: um relacionado a Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCS) e outro relacionado à importância da polinização e espécies de abelhas nativas. “Partimos sempre do conhecimento trazido pelos nossos visitantes, tentando adequar o conteúdo abordado a cada realidade e, a partir disso, aprendemos, validamos e complementamos as informações apresentadas.”

[caption id="attachment_4461" align="alignnone" width="1024"] A estudante de Ciências Biológicas, Gabriella Priscilla Niesciur Rex (loira de camiseta preta), é bolsista do programa e trabalha com o tema Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCS), um dos projetos do Programa "Que Mato É Esse?"[/caption]

Para o professor, um dos maiores desafios é promover a conscientização sobre a importância das plantas, indo além de sua utilidade direta para o ser humano, e a importância ecológica na manutenção de um meio ambiente equilibrado. Além disso, o programa espera tornar os assuntos pertinentes e relacionados à botânica como temas frequentes no cotidiano da sociedade em geral. A longo prazo, espera-se que as pessoas reconheçam e saibam diferenciar mais as espécies e compreendam suas interações, desenvolvendo uma consciência de que a conservação de uma pluralidade  vegetal é essencial para a saúde do meio ambiente.

A impercepção botânica é um desafio que afeta nossa compreensão e apreciação do mundo natural e programas como o "Que Mato É Esse" da UFSM desempenham um papel fundamental neste processo, em uma tentativa de tornar a botânica mais acessível e relevante para toda a população. É fundamental reconhecer que as plantas desempenham um papel vital na manutenção de ecossistemas saudáveis e na nossa própria sobrevivência.

Para  interessados em participar do Programa “Que Mato é Esse?” e seus projetos,  basta entrar em contato com o coordenador por meio do e-mail: pedro.filho@55bet-pro.com.

 

Flora¹: conjunto de plantas; vida vegetal.

 

Texto: Maria Eduarda Silva da Silva, acadêmica de jornalismo e bolsista da Subdivisão de Comunicação do CCNE.

Edição: Natália Huber, chefe da Subdivisão de Comunicação do CCNE.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/05/22/jardim-sensorial-da-ufsm Mon, 22 May 2023 11:36:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=62199

Sentir cheiros, tocar em diferentes texturas, ouvir sons, conhecer sabores, admirar paisagens são atividades comuns na vida de qualquer pessoa, que no dia a dia até passam despercebidas. Ao visitar um jardim sensorial, esses sentidos são estimulados de forma individual e criativa. Esse é um dos objetivos do jardim sensorial localizado no Jardim Botânico da UFSM, que, além de estimular os cinco sentidos, busca ensinar através das plantas e promover a inclusão e acessibilidade. 

[caption id="attachment_62202" align="aligncenter" width="1024"]foto colorida horizontal mostra uma área interna, envolta por plástico, onde fica o jardim, com vasos de plantas dispostos em volta, e um banner Jardim sensorial fica no Jardim Botânico e pode ser visitado por toda a comunidade[/caption]

A coordenadora do projeto “Jardim Sensorial: Espaço de Aprendizagem e Inclusão”, a técnica do Departamento de Biologia do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) Liana Veronica Rossato, comenta que a ideia de implementar esse tipo de jardinagem na Universidade surgiu após ter visto uma reportagem sobre o desenvolvimento das crianças e a importância do contato com a natureza. “Em uma sociedade cada vez mais voltada para o mundo digital, onde as crianças e adultos estão cada vez mais utilizando telas, fornecer ambiente onde as pessoas possam explorar novos sentidos com contato direto com a natureza é vital para a saúde física e mental”, conta Liana. 

O jardim foi implementado no início de maio, mas o projeto é discutido e planejado desde 2022. Para estimular os cinco sentidos são encontrados plantas como alecrim, lavanda, gerânio, capim-limão, boldo chinês, que estimulam o olfato; manjericão, hortelã, menta, que focam no olfato e paladar; cavalinha, carqueja, espadinha-anã, mil-folhas e suculentas visam ao desenvolvimento do tato. A diretora do Jardim Botânico, Simone Messina, comenta que no futuro o estímulo sensorial da audição será a partir de sons da natureza. 

A implantação do jardim sensorial foi idealizada com base em uma proposta sustentável. De acordo com Simone, “as estruturas foram feitas utilizando bambus, paletes, troncos, pedras, enfim, coisas mais naturais possíveis. Até o próprio chão, que tem areia”.

As visitas são feitas a partir de um roteiro que envolve todos os atrativos disponíveis no Jardim Botânico. No jardim sensorial as visitas são feitas com vendas nos olhos. Dessa forma, a experiência pode acontecer de uma forma mais profunda. O roteiro dura mais ou menos uma hora e meia. 

O atual público-alvo do projeto são crianças e adultos da comunidade interna e externa da UFSM. “Os próximos passos para esse projeto são expandi-lo, aumentando a área do jardim sensorial, e promover visitas para alunos com deficiência. E tornar o projeto de extensão, levando para fora dos limites da UFSM, inserindo-o em escolas públicas”, relata Liana. 

[caption id="attachment_62203" align="alignright" width="581"]foto colorida horizontal de uma moça, cabelo preto comprido, venda preta nos olhos, provando uma pequena fruta vermelha Projeto estimula os sentidos[/caption]

Acessibilidade e inclusão 

Um dos principais objetivos de um jardim sensorial é promover a inclusão de pessoas com deficiência no contato com a natureza. Além de servir como conscientização para a população no geral. É por meio do estímulo de cada sentido - audição, olfato, tato, paladar e visão - que as pessoas podem expandir suas perspectivas. 

No jardim sensorial da UFSM o espaço foi pensado para promover o fácil acesso e locomoção. Assim, pessoas em cadeira de rodas, por exemplo, podem facilmente conhecer e usufruir das experiências oferecidas no jardim. Idosos também têm acesso facilitado. “É uma atividade para todos os públicos, acho que isso que é legal, que a pessoa vai ter esse contato com as plantas, vai trabalhar essa questão dos sentidos, vai poder experimentar lá pimentinha, o tomatinho, enfim, as coisas que tem ali”, exemplifica Simone.

Ensino fora da sala de aula 

Além das questões de inclusão e acessibilidade, os jardins também são uma forma de ensinar. Para Simone, a educação através do contato com a natureza permite uma maior liberdade para os estudantes, afinal, nesses espaços eles podem se movimentar, tocar, cheirar, além de incentivar a criatividade.

“As crianças vão querer multiplicar essa ideia no pátio da casa delas, no pátio da casa da avó. Traz também uma coisa muito legal das conexões afetivas que a gente tem. Então, eles vão sentir o cheiro, vamos supor, da lavanda, e vão lembrar que um dia a avó fez um chá. Quanto mais tu conecta com memórias, mais tu aprende”, comenta Simone. 

De acordo com as entrevistadas, o objetivo principal do jardim sensorial na Universidade é, justamente, promover um espaço educativo não formal. Nele são trabalhados conceitos relacionados à biodiversidade e consciência ambiental, unindo o estudo feito dentro da sala de aula com o que é encontrado no local. A ideia de conservar o que se tem, aproveitando, mas sem esgotar os recursos naturais, também é trabalhada no projeto.

Visitar um jardim sensorial oferece a oportunidade de saber mais sobre questões relacionadas ao meio ambiente, além de possibilitar novas experiências. “Eu acho que isso é uma das coisas que as pessoas mais buscam hoje, experiências diferentes, experiências afetivas, experiências que toquem na alma”, relata Simone. 

As visitas no Jardim Botânico podem ser feitas de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h. Visitas de grupos, institucionais/escolares devem ser agendadas pelo site do Jardim. Alguns domingos também são liberados para visitação, sempre divulgados no Instagram

Para mais informações, o Jardim Botânico pode ser contatado pelos telefones (55) 3220-8973 (administração) e 99193-8183 (visitações). O email é jardimbotanico@55bet-pro.com.

Texto e fotos: Gabriel Escobar, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/05/18/ufsm-vai-receber-a-doacao-de-dois-microscopios-eletronicos-de-transmissao Wed, 18 May 2022 23:11:12 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=58591 Capacidade de ampliação do Jeol JEM 2010 é de 1,5 milhão de vezes[/caption] Contando com o apoio da UFSM, o Centro de Microscopia e Microanálise (CMM) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) adquiriu dois novos microscópios eletrônicos de transmissão, equipamentos de última geração que começaram a ser fabricados no início deste ano pela empresa Jeol, do Japão, em um investimento total de R$ 12,492 milhões. A compra dos dois novos microscópios do CMM foi realizada por meio de uma chamada pública lançada em 2016 pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. A previsão é de que os novos equipamentos sejam entregues para a Ufrgs entre março e abril de 2023. Com isso, os dois microscópios eletrônicos de transmissão que estão atualmente no CMM serão doados para a UFSM. Essa chamada pública foi aberta para o recebimento de propostas de apoio para centros nacionais de infraestrutura científica e tecnológica de caráter multiusuário, ou seja, que atendam as necessidades de pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, que atuem em diferentes instituições. O objetivo principal da chamada era a aquisição, manutenção e operação de equipamentos de média e grande complexidade. Além de microscópios eletrônicos de transmissão, o edital possibilitava a compra de equipamentos como citômetros de fluxo, difratômetros de raios x, espectrômetros de massa, microscópios confocais, microscópios de excitação por dois fótons, microscópios de força atômica, aparelhos de ressonância magnética nuclear, sistemas de cromatografia gasosa, sistemas de cromatografia líquida de alta eficiência com detector eletroquímico e ultramicrótomos. O convite para a UFSM participar da chamada pública junto com a Ufrgs partiu do professor Paulo Fichtner, coordenador do projeto de modernização do CMM. Ele fez a proposta para o líder do Laboratório de Magnetismo e Materiais Magnéticos (LMMM) da UFSM, Lucio Strazzabosco Dorneles, que é também o chefe do Núcleo de Propriedade Intelectual da Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (Agittec). Como a UFSM atualmente não conta com essa tecnologia, quando alunos ou professores da instituição – das diferentes áreas do conhecimento, como a biologia, física, engenharias, medicina, odontologia e geociências, entre outras – precisam analisar amostras em microscópios desse tipo, precisam enviá-las para a Ufrgs, a Universidade Federal de Santa Catarina ou alguma outra universidade que os disponibilize. Inclusive alunos do Programa de Pós-Graduação em Física da UFSM já produziram teses e dissertações com base em amostras analisadas nos microscópios eletrônicos de transmissão da Ufrgs. Embora não possua ainda esse tipo de microscópio, a UFSM conta em sua estrutura com outras técnicas de alta resolução, como microscopia de força atômica e microscopia eletrônica de varredura. [caption id="attachment_58593" align="alignleft" width="473"] Capacidade de ampliação do Jeol JEM 1200 ExII é de 500 mil vezes[/caption] O professor Lucio Dorneles explica que, na microscopia eletrônica de transmissão, as amostras a serem analisadas precisam passar por uma preparação delicada e complexa antes de ser submetidas aos microscópios. É necessária uma amostra ultrafina, cuja obtenção é possível por diferentes métodos, sendo a medição de sua espessura possível somente na casa dos micrômetros ou até nanômetros (unidades de medida equivalentes, respectivamente, a um milésimo e a um milionésimo de milímetro). Na microscopia eletrônica de transmissão, um feixe de elétrons é transmitido sobre uma amostra ultrafina, e a fração do feixe que a atravessa é coletada abaixo, compondo o sinal formador da imagem. Na análise de materiais inorgânicos, é possível observar, por exemplo, o posicionamento dos átomos que os compõem. Em materiais orgânicos, como tecidos celulares, o microscópio eletrônico de transmissão possibilita inclusive a visualização da estrutura interna das células. Características – Ambos da marca Jeol, os dois modelos que serão instalados na UFSM no ano que vem são o JEM 1200 ExII (imagem ao lado) e o JEM 2010 (imagem acima). O primeiro pode alcançar uma resolução de linha de 0,45 nanômetro e uma resolução de ponto de 0,20 nanômetro; no segundo, a resolução de linha é de 0,25 nanômetro e a de ponto é de 0,14 nanômetro. Quanto à capacidade de ampliação, no primeiro ela é de 500 mil vezes e, no segundo, de 1,5 milhão de vezes. Atualmente nenhum dos dois microscópios está em funcionamento. O professor da Ufrgs Paulo Fichtner afirma que ambos estão em ótimo estado operacional, porém estão desligados em razão de periféricos que precisam de conserto (no-break, no caso do JEM 2010, e bomba de vácuo mecânica, quanto ao JEM 1200 ExII). Apesar de se tratar de equipamentos com mais de 25 anos de existência (os microscópios foram fabricados em 1995 e entregues para a Ufrgs em 1996), o professor Lucio acredita que – como se trata de uma doação e de uma tecnologia que a UFSM atualmente não possui – os microscópios serão benéficos para as pesquisas desenvolvidas na universidade, contribuindo para a produção de teses e dissertações em diferentes programas de pós-graduação. Na opinião dele, o manuseio dos microscópios eletrônicos de transmissão pelos pesquisadores, professores e acadêmicos resultará na obtenção de know-how pela UFSM, o que capacitará a instituição para a compra de equipamentos novos no futuro. Texto: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/05/03/ufsm-e-a-instituicao-realizadora-do-12o-congresso-brasileiro-de-arroz-irrigado Tue, 03 May 2022 18:40:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=58447

Desde a última segunda-feira (2), estão abertas as inscrições para o 12º Congresso Brasileiro de Arroz Irrigado, que ocorre de 26 a 29 de julho no Park Hotel Morotin, em Santa Maria. O evento é promovido pela Sociedade Sul-Brasileira de Arroz Irrigado (Sosbai), em uma realização da UFSM, contando em sua comissão organizadora com professores dos departamentos de Defesa Fitossanitária, Fitotecnia, Solos e Biologia, bem como dos programas de pós-graduação em Agronomia e Ciência do Solo. O evento constitui-se em um fórum de apresentação e discussão de problemas enfrentados pela orizicultura, como também das soluções propostas pela pesquisa, assim como da percepção de cenários futuros. Após o evento, será lançada uma atualização das recomendações técnicas da pesquisa para a produção de arroz irrigado no Sul do Brasil.

Na programação, constam painéis, palestras, apresentação de pôsteres e oficinas com patrocinadores. Entre os temas a serem abordados no congresso, destacam-se a diversificação de culturas, uso de mineralizadores, nematoides e doenças em terras baixas, ecofisiologia de plantas daninhas, bioinsumos para o controle fitossanitário e qualidade do solo, alternativas para ampliar o uso e consumo do arroz, gestão de águas em terras baixas e utilização de ferramentas digitais na gestão da lavoura e da propriedade.

Entre os palestrantes, já está confirmada a presença de professores da UFSM, Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Universidade de Passo Fundo (UPF), além de representantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e empresas do setor agrícola. A relação completa dos palestrantes será divulgada em breve.

Até o dia 13 de junho, é possível submeter trabalhos (em formato de resumo expandido), os quais, se aceitos pela comissão examinadora, poderão ser apresentados no congresso como pôsteres. As inscrições de participantes (modalidade ouvintes) encerram-se no dia 17 de julho, porém, caso haja disponibilidade de vagas, os interessados poderão inscrever-se nos dias e local do evento.

Além da promoção da Sosbai e realização da UFSM, o congresso conta ainda com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), UFPel, Embrapa, Irga e Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) como correalizadores. Outras informações constam na página www.cbai.com.br.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/03/21/science Mon, 21 Mar 2022 14:58:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=58008
De Leon e Liliana Essi na etapa de coleta do trevo-branco

Nesta sexta-feira (18), um artigo assinado pela professora Liliana Essi, do Departamento de Biologia do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), foi publicado na revista Science da Associação Americana para o Avanço da Ciência  (AAAS). O texto “Global urban environmental change drives adaptation in white clover” (em português: "A mudança ambiental urbana global impulsiona a adaptação no trevo branco"), investiga como o processo de urbanização no planeta pode interferir na evolução dos organismos, usando como modelo experimental uma planta nativa da Europa, mas comum em praticamente todos os continentes, o trevo-branco (Trifolium repens L.). A

A pesquisa se destaca por ser o maior teste replicado no mundo para a hipótese de que a urbanização leva à homogeneização de ambientes e à evolução paralela dos seres que neles habitam. Por meio dos resultados, foi possível concluir que duas cidades diferentes em qualquer parte do mundo são, em geral, mais semelhantes ambientalmente entre si do que com o ambiente rural em seu entorno.

De acordo com a professora Liliana, o entendimento da evolução em ambiente urbano pode facilitar o planejamento de estratégias para conservação. “Muitas áreas do planeta altamente urbanizadas se sobrepõem com hotspots de biodiversidade, e a compreensão de como a urbanização pode contribuir com homogeneidade dos habitats e possivelmente a redução da biodiversidade é fundamental para planejar formas de conservar ambientes naturais diversos e as espécies mais vulneráveis do planeta”, explica.

O projeto, liderado pelo pesquisador Marc T. J. Johnson, da Universidade de Toronto, no Canadá, envolveu um grupo internacional de 288 colaboradores de 160 cidades distribuídas em 26 países de seis continentes. A pesquisa teve início em 2017, e a etapa de análises e redação durou aproximadamente três anos. Todos os cientistas contribuíram com as primeiras versões do manuscrito, mas a etapa final ficou restrita aos organizadores.

Em Santa Maria, as coletas do trevo-branco foram realizadas em uma linha imaginária desde o distrito de Pains, passando pelo campus Camobi da UFSM, até a região central da cidade, no Parque Itaimbé. As comunidades auxiliaram na localização das populações de trevo-branco nas cidades. Após a coleta, foram realizadas análises genéticas das amostras em cada município e algumas foram selecionadas para análises genômicas no Canadá. Além disso, foi feita a observação de dados ambientais por meio do uso de satélites e de bancos de dados globais que dispõem de  informações sobre vegetação, temperatura, entre outros. 

A docente afirma que esta publicação evidencia como o trabalho colaborativo internacional pode contribuir de forma impactante no avanço do conhecimento de temas complexos.  Para os alunos que desejam seguir a carreira científica, a  professora Liliana salienta que é importante ter persistência e paciência: “Um trabalho grande requer tempo, nem sempre os frutos são colhidos logo. Tem muito esforço de leitura, análise, redação, e todas essas etapas são muito importantes. Também não se consegue trabalhar em projetos grandes sozinho. Na atualidade, é essencial desenvolver a habilidade do trabalho em equipe para exercer a pesquisa”, avalia. 

Texto: Jéssica Medeiros e professora Liliana Essi 

Fotos: Divulgação

Trevo-branco, espécie exótica nativa da Europa, pode ser encontrada em diferentes ambientes urbanos e rurais todo o mundo
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/2022/03/18/professora-do-departamento-de-biologia-do-ccne-publica-artigo-na-revista-science Fri, 18 Mar 2022 16:18:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/?p=2555

Nesta sexta-feira (18), um artigo assinado pela professora Liliana Essi, do Departamento de Biologia do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), foi publicado na revista Science da Associação Americana para o Avanço da Ciência  — AAAS. O artigo intitulado “Global urban environmental change drives adaptation in white clover(em português: A mudança ambiental urbana global impulsiona a adaptação no trevo branco), investiga como o processo de urbanização no planeta pode interferir na evolução dos organismos, usando como modelo experimental uma planta comum em praticamente todos os continentes, o trevo-branco (Trifolium repens L.). 

A pesquisa se destaca por ser o maior teste replicado no mundo para a hipótese de que a urbanização leva à homogeneização de ambientes e à evolução paralela dos seres que neles habitam. Através dos resultados, foi possível concluir que duas cidades diferentes em qualquer parte do mundo são, em geral, mais semelhantes ambientalmente entre si do que com o ambiente rural em seu entorno. De acordo com a professora Liliana, a compreensão da evolução em ambiente urbano pode facilitar o planejamento de estratégias para conservação: “Muitas áreas do planeta altamente urbanizadas se sobrepõem com hotspots de biodiversidade, e a compreensão de como a urbanização pode contribuir com homogeneidade dos habitats e possivelmente redução da biodiversidade é fundamental para planejar formas de conservar ambientes naturais diversos e as espécies mais vulneráveis do planeta”, explica.

O projeto, liderado pelo pesquisador Marc T. J. Johnson, da Universidade de Toronto, envolveu um grupo internacional de 288 colaboradores de 160 cidades distribuídas entre 26 países e 6 continentes. Em Santa Maria, as coletas foram realizadas em uma linha imaginária desde o Distrito de Pains, passando pelo campus da UFSM, até a região central da cidade, no Parque Itaimbé. As comunidades locais auxiliaram na localização das populações de trevo-branco nas cidades. Após a coleta, foram realizadas análises genéticas das amostras em cada cidade e algumas foram selecionadas para análises genômicas no Canadá. Além disso, foi feita a análise de dados ambientais por meio do uso de satélites e de bancos de dados globais que dispõem de  informações sobre vegetação, temperatura, entre outros. 

O início do projeto se deu no ano de 2017, e a etapa de análises e redação durou aproximadamente três anos. Todos os cientistas contribuíram nas primeiras versões do manuscrito, mas a etapa final ficou restrita aos organizadores. A docente afirma que essa publicação evidencia como o trabalho colaborativo internacional pode contribuir de forma impactante no avanço do conhecimento de temas complexos. 

Para os alunos que desejam seguir a carreira científica, a  professora Liliana salienta que é importante ter persistência e paciência: “Um trabalho grande requer tempo, nem sempre os frutos são colhidos logo, tem muito esforço de leitura, análise, redação, e todas essas etapas são muito importantes. Também não se consegue trabalhar em projetos grandes sozinho, na atualidade é essencial desenvolver a habilidade do trabalho em equipe para exercer a pesquisa.” 

 


Texto: Jéssica Medeiros e Profa. Liliana Essi

Revisão e Edição: Natália Huber da Silva

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/02/18/editora-ufsm-lanca-os-livros-entomologia-florestal-e-psicologia-juridica-e-suas-interfaces Fri, 18 Feb 2022 23:25:19 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=57803 A UFSM realizou dois lançamentos em janeiro deste ano. Um deles é a 2ª edição de A Psicologia Jurídica e Suas Interfaces – Um Panorama Atual, organizado pelos professores Silvio José Lemos Vasconcellos e Vivian de Medeiros Lago, que lecionam nos cursos de Psicologia da UFSM e da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), respectivamente. A obra aborda temas atuais na intersecção entre psicologia e direito: perícias e documentos psicológicos, socioeducação de adolescentes em conceito com a lei, alienação parental, mediação de conceitos, disputa de guarda, adoção, avaliações no âmbito trabalhista e avaliação de suspeita de abuso sexual. Quanto ao direito penal, são contempladas temáticas relacionadas à criminologia e a análise dos comportamentos comunicativos em situações de depoimentos e outros contextos. O outro lançamento é a 4ª edição – revista e ampliada – do livro Entomologia Florestal, que é de autoria dos professores de Engenharia Florestal da UFSM Ervandil Corrêa Costa, Márcia d’Avila e Edison Bisognin Cantarelli, e do professor Jardel Boscardin, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Servindo de base para estudantes Engenharia Florestal, Agronomia e Biologia, o livro preenche a lacuna de bibliografia nacional sobre o assunto, podendo ser utilizado como livro-texto e como suporte para os profissionais que atuam na área de silvicultura, bem como para todos que se interessam pelo mundo dos insetos.

Lives No dia 10 de fevereiro, a editora realizou uma live para celebrar o lançamento da nova edição de Entomologia Florestal. Uma outra live, sobre A Psicologia Jurídica e Suas Interfaces, está prevista para o início do próximo semestre letivo.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/2021/12/23/28-anos-de-docencia-conheca-a-trajetoria-da-pesquisadora-destaque-2021-da-ufsm-maria-rosa-chitolina Thu, 23 Dec 2021 15:15:35 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/?p=2507 Docente do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular do CCNE, leciona na Universidade desde 1993 e, no último mês, recebeu o prêmio Pesquisador Destaque da UFSM na 36ª Jornada Acadêmica Integrada

“Acolhimento e colaboração” são dois substantivos que a  professora  de Bioquímica do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE),  atribui aos seus 28 anos de pesquisa na Universidade Federal de Santa Maria. A professora conta que quando chegou no setor de Bioquímica, em 1993, foi concedida com um pequeno laboratório onde começou a desenvolver as suas primeiras pesquisas. Alguns anos  depois, ganhou um espaço maior  que divide, até hoje, com a Prof.ª Vera Maria Morsch, o Laboratório de Enzimologia Toxicológica (Enzitox), coordenado por ambas.

Para a docente, o acolhimento inicial de seus colegas foi fundamental para se sentir pertencente ao CCNE, e todas as oportunidades recebidas no início da carreira científica fizeram muita diferença no seu crescimento profissional. Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestre em Ciências Biológicas, na área de Bioquímica, a professora Maria Rosa assumiu o cargo de docente na UFSM ainda durante o seu doutorado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), dos anos 1991 a 1996. Em 2015, fez pós-doutorado no Albert Einsten College of Medicine, em Nova Iorque (EUA).

No decorrer de sua  carreira profissional, a professora construiu um longo histórico de pesquisas e atividades que hoje a tornam referência de contribuição ao CCNE e à UFSM. Participou como membro de vários conselhos, colegiados, consultorias, e foi eleita coordenadora e vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Bioquímica Toxicológica, (PPGBTox), o qual ajudou a fundar. Trabalhou como membro do Comitê de Ética em Pesquisa e também foi membro do Comitê Assessor da Pós-Graduação da UFSM. Atualmente coordena o grupo de pesquisa Enzitox, pertencente ao PPGBTox, e é docente permanente do Programa de Pós-Graduação Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde (PPGECQVS), que tem parceria com a UFRGS e com a Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

Além disso, também realiza atividades externas à UFSM. Entre 2018 e setembro deste ano, foi vice-presidente do Clube Brasileiro de Purinas e atualmente faz parte do Conselho Administrativo. Foi coordenadora do projeto NeuroArte: Museu Itinerante de Neurociência, Arte e Tecnologia, que entre 2014 e 2017 desenvolveu ações em diferentes  municípios do estado. Em 2011, fez parte da organização da exposição Mata – 200 Milhões de Anos, também do projeto Museu Interativo: Arte, Ciência, Tecnologia e Patrimônio Cultural. Entre 2011 e 2016, foi membro do comitê de assessoramento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). E desde 2019 faz parte do comitê de assessoramento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O grande impacto da pesquisadora pode ser representado por números. Com 410 trabalhos publicados e mais de 7 mil citações, ela é bolsista de produtividade em pesquisa nível 1B no CNPq. Ao longo dos quase 40 anos de carreira acadêmica orientou 10 pós-doutores, 58 doutores e 60 mestres. Neste semestre, está orientando quatro mestrandos, 15 doutorandos, dois pós-doutores e quatro estudantes em iniciação científica.

O trabalho desenvolvido há quase três décadas de atuação vem recebendo o devido reconhecimento. Em 2020, a professora foi apontada pela plataforma Open Box da Ciência como uma das 50 pesquisadoras protagonistas da ciência no país. Dadas todas as conquistas e trabalho já citadas, na 36º Jornada Acadêmica Integrada (JAI) da UFSM, a professora recebe o prêmio de Pesquisadora Destaque 2021, durante a solenidade promovida pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) da UFSM.

O Prêmio Pesquisador Destaque integra a programação da JAI desde 2016, quando foi criado com o propósito de homenagear anualmente os pesquisadores de reconhecida atuação em pesquisa, inovação tecnológica e desenvolvimento na UFSM. A escolha do premiado é uma atribuição do comitê da PRPGP, que leva em consideração alguns pontos como: contribuição à história e desenvolvimento da universidade; formação de estudantes e pesquisadores; liderança reconhecida pela comunidade científica local, nacional e internacional; produção científica significativa; e participação na gestão da universidade.

Em sua manifestação, a Profª. Maria Rosa agradeceu aos colegas, alunos, amigos e familiares, afirmando ter gratidão a todos os que abriram as portas e que ensinaram disciplina, resiliência, esforço, paciência e empatia na vida acadêmica. “Todos temos potencialidades a serem desenvolvidas e o que precisamos de fato é de oportunidade. Sempre que possível, eu gosto de dar essa oportunidade e esse espaço aos que vêm trabalhar conosco”, afirmou a professora. Para ela, a ciência representa um elo fundamental para o completo exercício da cidadania, e acredita que levar o conhecimento produzido na universidade, resultado de investimentos públicos, a espaços mais amplos e abrangentes é uma responsabilidade.

A professora pontua que ainda há muito trabalho a fazer e compartilha seus planos para o futuro no CCNE: “Eu pretendo continuar pesquisando na área de Bioquímica, focando no sistema purinérgico, sistema colinérgico e estresse oxidativo. Nos últimos anos, temos realizado pesquisas no Enzitox em diabetes, hipertensão e exercício físico. Considero que estes temas são muito relevantes e ainda muitas pesquisas são necessárias para elucidar os mecanismos bioquímicos e moleculares envolvendo os mesmos”. Em relação à educação em ciências, afirma que pretende continuar com as ações desenvolvidas junto às escolas, bem como contribuir na implementação de metodologias ativas tanto no ensino fundamental quanto no médio e superior.

Para quem está no início da carreira científica, a professora ressalta que é necessário ter persistência, criar estratégias para o crescimento profissional, e sobretudo, considerar todas as etapas como importantes e valorizar o ambiente de trabalho em que se está inserido. Por fim, ela agradece a Universidade pela homenagem e por todas as contribuições para a sua história.

A equipe do CCNE parabeniza a história e agradece à Professora Maria Rosa por todo seu trabalho de pesquisa e ensino desenvolvido à UFSM e à sociedade brasileira e internacional.


Texto: Jéssica Medeiros

Edição: Natália Huber

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/11/23/professora-maria-rosa-chitolina-recebe-o-premio-pesquisador-destaque-da-ufsm Tue, 23 Nov 2021 21:14:28 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=57266

No primeiro dia da 36ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI) da UFSM, ocorreu a solenidade de premiação do Pesquisador Destaque 2021. Este ano a vencedora é a professora Maria Rosa Chitolina, docente na UFSM desde 1993 e atualmente titular do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular. O prêmio é uma ação promovida pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) e integra a programação da JAI desde 2016, quando foi criado com o propósito de homenagear anualmente os pesquisadores de reconhecida atuação em pesquisa, inovação tecnológica e desenvolvimento na UFSM. A escolha do premiado é uma atribuição do comitê da PRPGP, que leva em consideração alguns pontos como: contribuição à história e desenvolvimento da universidade; formação de estudantes e pesquisadores; liderança reconhecida pela comunidade científica local, nacional e internacional; produção científica significativa; e participação na gestão da universidade.

Durante a solenidade, a professora Vera Melchiors Morsch, titular do departamento de Bioquímica e Biologia Molecular junto com a professora Maria Chitolina, apresentou ao público um pouco da vida e carreira da colega. Em 1988, graduou-se em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs); em 1991 a professora Maria Rosa tornou-se mestre em Ciências Biológicas, na área de Bioquímica, também na Ufrgs. De 1991 a 1996, fez doutorado em Ciências Biológicas, na Universidade Federal do Paraná. Durante o seu doutorado, em 1993, assumiu o cargo de docente na UFSM. Em 2015 fez pós-doutorado no Albert Einstein College of Medicine, em Nova Iorque.

Durante os 28 anos de UFSM, a professora Maria Rosa participou como membro de vários conselhos, comissões, colegiados e consultorias na universidade. Foi coordenadora e vice-coordenadora do Programa de Pós-graduação em Bioquímica Toxicológica (PPGBTox), o qual ajudou a fundar. Trabalhou como membro do Comitê de Ética em Pesquisa. Também foi membro do Comitê Assessor da Pós-Graduação da UFSM. Entre 2018 e setembro deste ano, foi vice-presidente do Clube Brasileiro de Purinas e atualmente faz parte do Conselho Administrativo. Foi coordenadora do projeto NeuroArte: Museu Itinerante de Neurociência, Arte e Tecnologia, que entre 2014 e 2017 desenvolveu ações em diferentes cidades do estado. Em 2011, fez parte da organização da exposição Mata – 200 Milhões de Anos, também do projeto Museu Interativo: Arte, Ciência, Tecnologia e Patrimônio Cultural.

Entre 2011 e 2016, foi membro do comitê de assessoramento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). E desde 2019 faz parte do comitê de assessoramento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Foi escolhida em 2020, pela plataforma Open Box da Ciência, como uma das 50 pesquisadoras protagonistas da ciência no país. Coordena atualmente dois grupos de pesquisa: Laboratório de Enzimologia Toxicológica (Enzitox), pertencente ao PPGBTox, e o programa Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde, que tem parceria com a Ufrgs e com a Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

O grande impacto da pesquisadora pode ser representado por números. Com 410 trabalhos publicados e mais de 7 mil citações, ela é bolsista de produtividade em pesquisa nível 1B no CNPq. Ao longo dos quase 40 anos de carreira acadêmica orientou 10 pós-doutores, 58 doutores e 60 mestres. Neste semestre, está orientando quatro mestrandos, 15 doutorandos, dois pós-doutores e quatro estudantes em iniciação científica.

Em sua manifestação, a professora Maria Rosa Chitolina agradeceu aos colegas, alunos, amigos e familiares, afirmando ter gratidão a todos os que abriram as portas e que ensinaram disciplina, resiliência, esforço, paciência e empatia na vida acadêmica. “Todos temos potencialidades a serem desenvolvidas e o que precisamos de fato é de oportunidade. Sempre que possível, eu gosto de dar essa oportunidade e esse espaço aos que vêm trabalhar conosco”, afirmou a professora. Para ela, a ciência representa um elo fundamental para o completo exercício da cidadania, e acredita que levar o conhecimento produzido na universidade, resultado de investimentos públicos, a espaços mais amplos e abrangentes é uma responsabilidade.

Ao agradecer aos quatro filhos, a professora afirma que optou pela maternidade e que o suporte dado a ela, por pessoas e instituições, como a Unidade de Educação Infantil Ipê Amarelo (citada em seu discurso), foi fundamental na sua trajetória pessoal e profissional. “É importante que as mulheres cientistas que querem experienciar a maternidade tenham um suporte para isso. Que seja uma escolha sem culpa, sem julgamento. Digo isso porque eu tive esse suporte. E eu posso declarar sem culpa que a maternidade somente me enriqueceu como cientista e ser humano e espero que muitas mulheres também consigam equilibrar suas carreiras e suas vidas pessoais”.

Uma entrevista com a professora Maria Rosa Chitolina, produzida para a série “Elas na Ciência”, da TV 55BET Pro, pode ser conferida abaixo.

[embed]http://www.youtube.com/watch?v=g_Z1uWt4ggk[/embed]

Texto: Ana Laura Iwai, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Lucas Casali

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/2021/11/04/apoio-e-acolhimento-no-ensino-das-exatas-como-a-central-de-tutoria-do-ccne-atua-no-rede Thu, 04 Nov 2021 18:08:53 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/?p=2396

No dia 17 de março de 2020, a UFSM suspendeu as atividades presenciais e adotou o Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (REDE), perante a pandemia causada pela Covid-19. Desde então as rotinas, e as relações interpessoais e de trabalho de diversos setores da Universidade se viram diante da necessidade de se reinventar. Um deles foi o projeto da Central de Tutoria, implementado em abril de 2019 pela Unidade de Apoio Pedagógico (UAP) do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE). 

Ao ingressar em um dos 131 cursos da UFSM, os(as) estudantes identificam que alguns conhecimentos das disciplinas de exatas exigidos no ensino superior, não foram trabalhados ou bem aprofundados no ensino médio. Essa problemática, que impacta diretamente nos índices de evasão e reprovação, mobilizou a Direção da Unidade em implantar medidas que melhorem o ensino-aprendizagem, e também reflitam na qualidade de vida dos(as) estudantes e nos indicadores de excelência exigidos pela sociedade. Dessa forma, a Central de Tutoria surgiu, em 2019, como um espaço destinado a auxiliar os alunos de toda a Universidade, tanto em dúvidas específicas como também no planejamento para sanar dificuldades nas áreas de matemática, química, física, estatística, geografia e biologia. O auxílio é prestado por estudantes tutores(as) com orientação de docentes e coordenação da UAP do CCNE. 

[caption id="attachment_2393" align="alignright" width="206"] Tutoria de Química pelo telegram, print de tela de Larissa Mota. [/caption]

Localizada na sala 1110, do prédio 13, a Central de Tutoria,  diariamente, se encontrava ocupada por diversos alunos(as) e tutores(as), e em menos de um ano de atuação, reuniu um número expressivo de atendimentos. Com o afastamento e as dificuldades que surgiram no ensino à distância, a Central não pôde parar, e logo foram criadas as redes sociais, com o objetivo de manter o contato com estudantes. “Mais do que nunca, percebemos a necessidade de nos mantermos unidos, atentos uns aos outros, estendendo a mão e dizendo: nós estamos aqui e podemos ajudar. Esse é um dos valores do projeto, que vai além da pandemia”, enfatiza a coordenadora da UAP e da Central de Tutoria, Rozieli Bovolini. 

A tutora e estudante de Química Bacharelado, Larissa Mota, conta que o projeto é muito mais do que apenas uma aula tira-dúvidas: “É uma troca de experiências e vivências entre os próprios alunos e tutores, que também são estudantes. Traz um acolhimento e sentimento de que estamos todos no mesmo barco e vamos vencer o desafio juntos.” Para ela, o interesse de tutoria surgiu antes do ingresso na universidade: “Percebo que, quanto mais eu compartilho conhecimento, mais eu aprendo e mais faz sentido para mim.” 

 

As sessões de tutoria de forma remota apresentam a possibilidade de maior uso de recursos digitais e flexibilidade do atendimento, mas também trazem alguns desafios para os alunos. Enxergar a expressão facial do tutorado, e utilizar recursos como lápis e papel para resolver cálculos em conjunto são alguns dos aspectos do ensino presencial que fazem falta para muitos estudantes. Dentre estes, os tutores Erick Karnopp, graduando de Engenharia Química e tutor de área de Estatística, e Moisés Rutkoski, estudante do programa de Pós-Graduação em Matemática (PPGMAT) da UFSM, que compartilha: “Adquiri uma mesa digitalizadora para poder escrever as contas. No início foi muito complicado, pois escrevia utilizando o touchpad (mouse) do computador”.  

Apesar de todas as dificuldades encontradas, os estudantes sentem que estão no caminho certo. De acordo com Rozieli, esse é um trabalho colaborativo, que demonstra, a cada dia mais, a necessidade de fortalecer os laços de apoio mútuo no ambiente acadêmico, entre docentes, discentes e técnicos administrativos em educação.

[caption id="attachment_2394" align="aligncenter" width="668"] Na foto, o pós-graduando Moisés Rutkoski, auxilia a resolução de um cálculo, durante uma tutoria no Google Meet.[/caption]

 

Somente no primeiro semestre de 2021 a Central contabilizou 442 tutorias. Agora no início do segundo semestre de 2021, com 22 tutores(as) dos cursos de Matemática, Química, Física, Estatística, Geografia e Biologia, foram retomados os atendimentos do “plantão tira-dúvidas” via Google Meet e está em funcionamento de segunda a sexta, das 8h às 22h, com agendamento prévio com os(as) tutores(as) através do formulário. Neste ano, também foram criados canais no Telegram™, onde os(as) tutores(as) orientam sobre as dúvidas dos alunos em relação ao conteúdo da área, do grupo e também do funcionamento da central. 

Além disso, ao longo desse semestre a Central de Tutoria pretende ofertar um conjunto de minicursos e oficinas desenvolvidas pelos próprios tutores, com certificação. Os primeiros minicursos,  “Introdução ao R”; “Pré-Cálculo e pré-Física” e “Introdução ao Latex”, já foram realizados no final de outubro. Nos dias 08 e 09 de novembro, acontecem os cursos “Tópicos de Cálculo A no Geogebra online” e “Introdução às unidades de medida, padrões internacionais e análise dimensional”. E para os dias 22 e 24 de novembro, está marcado o curso “A química da vida - Interações intermoleculares nas proteínas”. 


Todas as informações sobre as atividades serão divulgadas no Instagram™ da Central de Tutoria.

 


Texto: Jéssica Medeiros

Edição: Natália Huber da Silva

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Entenda a importância da temática no momento atual e saiba como a UFSM contribui para a proteção da biodiversidade

Nesta sexta-feira, dia 5 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data foi instituída em 1972 pela Organização das Nações Unidas (ONU), durante uma assembleia em Estocolmo. Essa conferência representa um marco em relação a conscientização sobre os problemas ambientais que ameaçam a vida no planeta e resultou na criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). O órgão tem como objetivo promover a conservação do meio ambiente e o uso eficiente de recursos naturais no contexto do desenvolvimento sustentável. A temática escolhida pela instituição para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente em 2020 é biodiversidade.

 A professora do departamento de Biologia da UFSM, Liliana Essi, explica que um dos grandes problemas que o mundo vem enfrentando na atualidade é a perda de biodiversidade, com um grande número de espécies correndo risco de extinção.  Liliana relata que, embora o processo de extinção tenha causas naturais, como por exemplo a competição entre espécies e a seleção natural, a comunidade científica observa que esse processo tem sido acelerado diretamente pela ação humana, ou indiretamente, pelas mudanças climáticas.

A diretora do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), professora Sonia Zanini Cechin, acrescenta que o crescimento explosivo da população mundial desencadeia alguns fatores responsáveis pela perda de biodiversidade, como a intervenção e consequente fragmentação de habitats naturais e a poluição ambiental. No caso do Brasil, ela destaca que a derrubada de florestas para dar espaço a atividades agrícolas e pecuárias tem levado a devastação de biomas ricos em espécies de animais e plantas, como a Amazônia, Mata Atlântica e o Cerrado.

O Brasil é considerado um país megadiverso, abrigando entre 15% e 20% de toda a diversidade biológica global. Liliana explica que uma maior variedade de espécies garante sustentabilidade natural para todas as formas de vida. Sônia ressalta que além ser responsável pela estabilidade dos ecossistemas, a biodiversidade representa um grande potencial econômico e turístico para o país.  A UFSM conta com diversos projetos de pesquisa e extensão que contribuem para a proteção da biodiversidade em variadas frentes:  estudo de espécies ameaçadas, desenvolvimento de métodos de conservação ambiental e recuperação de áreas degradadas, catalogação de espécies, estudo dos impactos das mudanças climáticas, levantamento de espécies nativas, entre outros.

O Jardim Botânico, além de ter iniciativas focadas em educação ambiental, também possui exemplares de espécies de plantas ameaçadas de extinção na sua coleção, contribuindo para conservação ex situ (processo de conservação de espécies ameaçadas de extinção fora do seu lugar de origem). O herbário do departamento de Biologia da universidade disponibiliza em seu site fotos de espécies ameaçadas de plantas disponíveis no acervo, para facilitar seu reconhecimento a campo. Outro exemplo é o do Núcleo de Estudos em Biodiversidade Aquática, que há alguns anos estuda a fauna associada aos rios e riachos do Rio Grande Sul. O grupo trabalha para coletar amostragens em inúmeras regiões do estado que, posteriormente, podem resultar em descrições de espécies novas, principalmente de crustáceos.

O professor Cristian Dambros, integrante do Departamento de Ecologia e Evolução e docente do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal, conta ainda que a UFSM participa de projetos em parceria com outras instituições a nível nacional e internacional. Um desses projetos é o Programa de Pesquisa em Biodiversidade na Amazônia e no Pampa que tem como objetivo promover a investigação e a preservação da biodiversidade nesses biomas. De acordo com Cristian, a manutenção da biodiversidade é essencial não só pela preservação da natureza em si, mas também porque a humanidade se beneficia de diversos serviços ecossistêmicos, vitais para o bem-estar humano e para as atividades econômicas. Alguns desses serviços são: a proteção das reservas hídricas e dos solos, o fornecimento de cultivos alimentícios e recursos medicinais, a absorção da poluição e a contribuição para a estabilidade climática.

A professora Liliana aponta que o fato do PNUMA ter elegido 2020 como o ano estratégico para a biodiversidade contribui para destacar esse tema nas pautas nacionais e internacionais e ressalta “Muitas conferências internacionais estão ocorrendo neste ano, visando a avaliação do que foi realizado até agora pela conservação da biodiversidade e o planejamento de estratégias para o momento pós-2020”.

UMA - Universidade Meio Ambiente

A UFSM ainda mantém um projeto que promove a consciência ambiental e o uso racional de recursos na UFSM. O UMA representa a consciência ambiental da UFSM, agrupando um conjunto de ações em prol de uma responsabilidade coletiva. 

Texto: Bruna Feil - estagiária de Jornalismo da Unidade de Comunicação Integrada

Revisão: João Ricardo Gazzaneo

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/cinco-mulheres-inspiradoras-para-a-ciencia-na-ufsm Wed, 15 Jan 2020 17:50:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6143

A UFSM ocupa a décima posição entre as instituições com maior percentual de produção científica feminina, conforme levantamento feito pela Universidade de Leiden, na Holanda. No total, são 5671 cientistas mulheres, o equivalente a 50,5% do quadro. 

Apesar da paridade numérica na ciência em geral, o mesmo não ocorre na categoria Produtividade em Pesquisa (PQ), considerada a elite científica. Definida a partir de critérios do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a produtividade é atribuída com níveis 1 (1A, 1B, 1Ce 1D) e 2. Conforme levantamento feito em janeiro de 2020, o índice de mulheres com grau 1 de PQ chegou a 26,78%. São 26 mulheres contra 97 homens.

Em 2018, a Arco fez o mesmo levantamento e constatou que o percentual era de 28%. Pode-se observar que houve um decréscimo de pouco mais de 1%. Entretanto, ainda conforme os dados de 2018 do Sistema de Buscas de Bolsistas do CNPq, a UFSM tem numericamente mais pesquisadoras neste patamar de excelência - o total de bolsistas PQ nível 1 subiu de 19 para 26. Por outro lado, o total de homens pesquisadores com bolsa de produtividade PQ nível 1 também elevou-se: eram 67 e agora são 97. 

O principal destaque é a presença de duas mulheres entre as que obtiveram nível 1 A, o mais alto grau na hierarquia do CNPq: as professoras Cristina Wayne Nogueira, das Ciências Biológicas, e Silvia Gonzales Monteiro, da Medicina Veterinária.

Entre os pesquisadores 1B, estão três professoras: Cinthia Melazzo de Andrade, da Medicina Veterinária, Maria Rosa Chitolina e Sonia Zanini Cechin, ambas das Ciências Biológicas. O total de pesquisadoras nível PQ 1 ainda contempla seis professoras padrão 1C e 15 padrão 1D.

A seguir compartilhamos os perfis das cinco pesquisadoras 1A e 1B. Você pode acessar nossa matéria de 2018 com as 19 cientistas PQ 1.

 

 

CRISTINA WAYNE NOGUEIRA

Cristina foi a primeira pesquisadora a atingir o nível 1A de excelência de produtividade em pesquisa pela UFSM. Formada em Farmácia pela instituição, possui doutorado em Ciências Biológicas (Bioquímica) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Suas pesquisas perpassam a área da Bioquímica, com ênfase em Bioquímica Toxicológica. Em 2017, recebeu o Prêmio de Pesquisador Destaque UFSM e Prêmio Pesquisador Gaúcho Destaque em Ciências Biológicas.

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CINTHIA MELAZZO DE ANDRADE

A pesquisadora atua no Hospital Veterinário de Santa Maria e é também coordenadora do Programa de Residência em Medicina Veterinária. Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Uberlândia, mestrado em Medicina Veterinária pela UFSM e doutorado em Ciências Biológicas (Bioquímica) pela UFRGS. Bolsista produtividade 1B.

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MARIA ROSA CHITOLINA 

Formada em Biologia pela UFRGS, onde também realizou seu mestrado, concluiu doutorado pela Universidade Federal do Paraná e pós-doutorado no Albert Einstein College of Medicine, nos Estados Unidos. Atualmente, é professora da UFSM no Centro de Ciências Naturais e Exatas, com ênfase em Enzimologia. Nos últimos anos, realizou visitas de colaboração científica a algumas instituições internacionais, na Europa e na África. Bolsista produtividade 1B.

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SONIA ZANINI CECHIN

A pesquisadora, que atualmente está na direção do Centro de Ciências Naturais e Exatas da UFSM, possui graduação em Ciências Biológicas pela UFSM, mestrado e doutorado em Biociências (Zoologia) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Suas pesquisas têm ênfase em Herpetologia, que é o estudo de répteis e de anfíbios. Recebeu o prêmio Quarta Colônia de Desenvolvimento Regional. Bolsista produtividade 1B.

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SILVIA GONZALEZ MONTEIRO

Bolsista produtividade 1A, Silvia possui graduação em Medicina Veterinária pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, mestrado em Medicina Veterinária e doutorado em Ciências Veterinárias pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Atualmente, atua nos programas de pós-graduação em Medicina Veterinária Preventiva e Farmacologia da UFSM. Em 2017, Silvia recebeu o Prêmio Pesquisador Gaúcho pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul. Estuda controle biológico, protozoários, ectoparasitos e helmintos. 

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Fotografias: Rafael Happke e arquivo pessoal/redes sociais das pesquisadoras

Ilustração da capa: Pollyana Santoro, acadêmica de Desenho Industrial

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Natural de Cerro Largo, no Rio Grande do Sul, Marcia Spies cresceu em uma propriedade baseada na produção de alimentos vendidos na cidade. Seus pais são agricultores-feirantes. Ela os ajudou nessa atividade até os 20 anos. Desde a infância, ela tem lembranças de interações com plantas e animais. “Elementos da natureza sempre estiveram presentes nas brincadeiras, desde subir em árvores, colher flores e frutas, brincar com conchas de caramujos, besouros, formigas, folhas que viravam utensílios, até pular e correr na água empossada depois da chuva”, ela conta. Esse contato próximo fomentou a paixão por observar a natureza, e buscar entender as causas e consequências dos fenômenos naturais, levando ela a se interessar pelas áreas das ciências biológicas. Na infância, ela também gostava de ensinar seu irmão mais novo sobre aquilo que aprendia na escola, o que a fez desenvolver um gosto por ensinar.

No ensino fundamental, Marcia já tinha interesse em cursar ensino superior. No ensino médio, seus principais interesses eram as disciplinas de Biologia e Química, e assim, sem muita orientação, ela decidiu prestar vestibular para o curso de Farmácia - Análises Clínicas, na UFSM, mas não foi aprovada. Passou o ano ajudando seus pais, e fez um cursinho pré-vestibular por um mês, em Santa Maria, quando teve a oportunidade de  conhecer melhor o curso de Farmácia, e por fim, perceber que não era o que ela realmente queria, mas já era tarde para mudar a opção para o vestibular. Novamente ela não passou. Passou mais um ano ajudando os pais, fez vestibular novamente, mas dessa vez passou para o curso que realmente queria: Ciências Biológicas - Licenciatura, na UFSM. E assim, deu início aos estudos em abril de 1999. A escolha pela UFSM se deu por ela valorizar a qualidade de ensino na Universidade Federal, e pela assistência estudantil, que provê uma casa para os estudantes. “Assim, eu sabia que não seria um custo exorbitante para os meus pais.” 

Ela descreve a vivência na UFSM como transformadora. “Por ser de uma cidade pequena no interior, e vivendo em uma comunidade no interior do município, muito fechada, minha visão de mundo era extremamente limitada.” Com a convivência na Universidade, e a experiência de morar na Casa do Estudante, Marcia diz que aprendeu a respeitar a diversidade de formas de pensar e viver, o que foi muito importante para sua formação como cidadã. A UFSM também lhe proporcionou muitas outras experiências de aprendizado e crescimento. “Fiz cursos de línguas oferecidos gratuitamente, assisti palestras, simpósios, exposições artísticas, apresentações teatrais e musicais, bem como de atividades físicas como natação.” 

Já no primeiro semestre da graduação, Márcia se engajou em atividades de pesquisa, entrando para um laboratório de pesquisa de zoologia de invertebrados, sob orientação da Profa Carla Kotzian, no terceiro semestre ela conseguiu uma bolsa de pesquisa pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Por intermédio do laboratório, ela atuou em programas ambientais para o licenciamento da Usina Dona Francisca, trabalhando no resgate da fauna na formação do lago da Usina. Paralelamente,  com um grupo de colegas, ela desenvolveu um projeto de levantamento da fauna do campus da UFSM, sob orientação da Profa Sonia Cechin. Durante esse levantamento, ela e os colegas registraram uma espécie de mamífero ameaçado de extinção, que ocupava os cursos d’água que passam pelo campus. Após a descoberta, o grupo solicitou audiência com os responsáveis pela administração do campus, para comunicar o fato e solicitar a não roçada nas proximidades desses cursos d’água. “Na época, não tivemos noção da proporção do nosso ato, mas atualmente é possível ver a vegetação relativamente preservada nas margens dos cursos d’água, certamente a preservação não se deu apenas pelo nosso ato, mas iniciou com nosso pedido, que foi reforçado pelos diversos estudantes que nos seguiram.”

Márcia é muito grata à UFSM e ao curso de Ciências Biológicas pelas oportunidades que a instituição lhe abriu. “Entrei uma agricultora/feirante muito tímida, com visão de mundo muito limitada e saí uma bióloga e professora.” Depois de se formar, ela se mudou para Ribeirão Preto, onde fez mestrado e doutorado na USP. Em 2009, ela retornou à Santa Maria, associou-se ao laboratório onde realizou sua iniciação científica, com a Profª Carla Kotzian, e atuou coorientando alunos de Mestrado, e escreveu projetos de Pós-Doutorado. Em março do ano seguinte, foi aprovada em um concurso de professor substituto na unidade de Silveira Martins, onde trabalhou por dois meses. Em agosto do mesmo ano, ela iniciou o Pós-Doutorado na UNESP de Assis, com bolsa da FAPESP, a qual realizou até ser aprovada em concurso na UNIPAMPA em São Gabriel, onde ingressou em agosto de 2011, e trabalha até hoje.

No momento em que ingressou na UNIPAMPA, ela foi desafiada a trabalhar com disciplinas específicas da licenciatura, formando professores, e mais tarde atuou na Coordenação do Programa de Bolsas de Iniciação à Docência do curso de Ciências Biológicas. Sua graduação e pós-graduação foram focadas na pesquisa, por isso, ao iniciar o exercício da docência, ela iniciou outro período de transformação. “Me obriguei a ver a Biologia de outra forma, do ponto de vista do ensino, buscando formas de motivar os estudantes, e de tornar o ensino mais significativo.”

Texto por: Gerônimo Souto Lima, acadêmico de Comunicação Social – Produção Editorial e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

Revisão: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/04/25/pesquisadores-da-ufsm-descobrem-fossil-de-preguica-gigante-em-cacapava-do-sul Thu, 25 Apr 2019 20:00:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=47498 Lestodon armatus é um mamífero que viveu no território da América do Sul no período Pleistoceno, até cerca de 12 milhões de anos atrás[/caption]

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria publicaram recentemente no periódico científico britânico “Historical Biology”, um artigo apresentando a coleta de fósseis uma preguiça-gigante. A descoberta é resultado da pesquisa de mestrado de Dilson Vargas Peixoto, Cícero Schneider Colusso e Leonardo Kerber, pelo Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal, sob a orientação do professor Átila Augusto Stock da Rosa.

Os fósseis, que incluem fragmentos do crânio, dentes, pós-crânio, costelas, vértebras, entre outros, foram coletados em um novo sítio fossilífero. Após, o material foi limpo, preparado, consolidado e estudado pelo mestrando Dilson Peixoto em sua dissertação. De acordo com o professor Átila da Rosa, esse fóssil é importante pois, até o momento, os fósseis de preguiça gigante na região limitavam-se a achados das espécies Megatherium americanum e Eremotherium laurillardi, sendo este o primeiro registro para o afloramento e região.

O Lestodon armatus é um mamífero extinto pertencente ao gênero Milodonte, que viveu do território da América do Sul no período Pleistoceno, até cerca de 12 milhões de anos atrás. Chegava a medir aproximadamente 4,6 metros de comprimento e 2590 quilogramas. Há evidências que sugerem que o Lestodon chegou a ser caçado por humanos há cerca de 30 mil anos.

[caption id="attachment_47512" align="alignright" width="365"]Imagem de escavação, com pesquisadores agachados, retirando fóssil, e outro em pé apontando local da descoberta Escavação ocorreu no município de Caçapava do Sul[/caption]

A escavação ocorreu em 2012, durante uma atividade do Laboratório de Estratigrafia e Paleobiologia em conjunto com o professor Leopoldo Witeck Neto, do Colégio Politécnico da UFSM, em um curso de água apelidado de “Arroio do Lestodon”, afluente do Arroio Seival, no interior de Caçapava do Sul, região central do Rio Grande do Sul.

O fóssil encontrado ficará no Laboratório de Estratigrafia e Paleobiologia, do Departamento de Geociências, sala 1019, subsolo do prédio 17. Embora parte do material esteja guardado, para sua proteção, a pata está montada e em exposição.

Reportagem: Ana Laura Iwai, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Davi Pereira]]>
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A comissão de seleção do Jardim Botânico da UFSM divulgou a Lista de Aprovados no processo seletivo de bolsistas para o primeiro semestre de 2019.
Os selecionados atuarão na coleção de plantas carnívoras, para coleções, viveiro, arboreto e educação ambiental.

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