UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Fri, 06 Mar 2026 05:02:41 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/12/03/projeto-quebra-tabu-cannabis Tue, 03 Dec 2024 12:27:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67829 Derrubar mitos em relação à cannabis sativa é um dos objetivos do Último Plano, grupo formado por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria e de outras quatro instituições de ensino superior (IES). A agremiação criou a empresa Ent Company, responsável pelo projeto “Uy10+”, no Uruguai, para estudar a ecofisiologia da planta, isto é, as interações, o genótipo, o manejo e o ambiente no sistema de produção agrícola. 

Longe do senso comum, que associa unicamente a cannabis à maconha, o cânhamo é uma variação sem efeito entorpecente e que pode ser usado na substituição de fibras de tecido, de farinha sem glúten e revestimento isolante na construção civil. A planta tem mais de 400 substâncias, entre elas o canabidiol, utilizado na fisioterapia, na farmácia e na medicina - um dos usos mais conhecidos é no auxílio ao tratamento de epilepsia. O Uy10+ realiza, entre outras iniciativas, estudos aplicados à agronomia, considerados inéditos em ambientes subtropicais. 

“Um dos maiores desafios científicos do nosso tempo é a produção de alimentos, de fibras, de ração, de energia e de combustíveis. Então, a gente segue essa meta com foco, agora, na cultura do cânhamo”, comenta Heitor Bitencourt, estudante de Agronomia da UFSM e cofundador do Último Plano.

No Uruguai, o grupo planta cânhamo desde a safra 2023-2024. Com investimento maior, a agremiação pretende  produzir mais no mesmo espaço com sustentabilidade por meio do aprendizado com a experimentação. A partir disso, o Último Plano quer formar mão de obra especializada e melhorar processos produtivos agrícolas.

Cultivo de cânhamo, variação da cannabis sativa com menor toxicidade, no Uruguai

Por um mundo melhor

 

Hoje um grupo acadêmico, o Último Plano surgiu em 2015 como um coletivo de rap, com Heitor e um amigo que viviam em Santos, São Paulo. Com o tempo, entretanto, o interesse em escrever letras mais críticas à sociedade passou a ser maior do que a música em si. Então, em 2020, a iniciativa tomou um viés científico voltado para a sofisticação de processos produtivos.

“A gente viu que, para termos um mundo mais justo, com mais oportunidades para as pessoas, o conhecimento da universidade poderia ampliar as nossas ferramentas. Eu vim de uma zona periférica, vi coisas catastróficas. Muitos jovens se perdem no meio do caminho. Com o estudo, podemos melhorar essa questão. As universidades têm um impacto muito grande na sociedade. Queremos deixar esse legado”, avaliou o co-fundador.

O Uy10+ foi a primeira ideia posta em prática. O trabalho tem estudantes da UFSM e de outras quatro IES: Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Heitor explica que o Uruguai, além da proximidade, foi escolhido por ser o primeiro país do mundo a legalizar a maconha, em 2013.

“Eu via que a periferia não era isso tudo que falavam, era diferente. Nessa vivência, via muitas famílias falando sobre a questão das drogas com ignorância. Nunca era uma discussão e os fins eram sempre os mesmos. Crianças, jovens e adultos que se jogaram nessa vida tiveram uma sentença decretada”, ponderou. Por isso, o estudante diz que “a cannabis sempre foi algo que eu quis desmistificar através da ciência para que assim fosse possível diminuir a ignorância entre as pessoas e impactar na vida dessas pessoas”.

Foto colorida vertical de estudante com planta de cânhamo
Heitor Bitencourt é estudante de Agronomia na UFSM e co-fundador do Último Plano
Substância extraída do cânhamo pode ser usada para tratar sementes

Uso de canabidiol no tratamento de sementes de milho

 

Uma das integrantes do Último Plano é a engenheira agrônoma Fabieli Cervo, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Agronomia da UFSM. Após voltar para a Universidade, com o sonho de estudar sobre a cannabis e, como ela define, “por uma feliz coincidência do destino” conheceu Heitor e o projeto Uy10+. 

A pesquisa de Fabieli se chama “Óleos de Cannabis sativa L. na qualidade fisiológica e sanitária de sementes de milho crioulo”. Como a mestranda explica, “meu trabalho investiga a cannabis como um potencial bioproduto para a agricultura. O projeto Uy10+ forma parceria com minha pesquisa, possibilitando-me o uso dos óleos de canabidiol no tratamento de sementes”. A mestranda defende a relevância do estudo: “O desenvolvimento de pesquisas com cannabis no âmbito agrícola é necessário e um passo para a inovação no setor, visto que a cultura é extremamente versátil quanto a seus usos e, principalmente para o Brasil, representa um ato de resistência e quebra de estigma”.

Fabieli é orientada pelo professor Ubirajara Nunes, do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Rurais (CCR). O docente admite que o que mais chamou sua atenção foi a proposta de estudar sobre a análise de semestre tratadas com o canabidiol. “Por ser uma planta conhecida no mundo inteiro e por ter carência de informações aplicadas à fisiologia das sementes de milho crioulo”, comentou.

Ubirajara conta que, ao fim dos experimentos, espera-se entender um pouco mais do desempenho do canabidiol no que diz respeito à proteção de plantas no tratamento alternativo de sementes, bem como do impacto que o tratamento de sementes tem na qualidade fisiológica e sanitária. “Ao se obter resultados positivos, será possível incentivar o uso nessa cultura e se estender para as demais culturas agrícolas, visto que bioprodutos são menos prejudiciais ao meio ambiente, tornando-se uma forma sustentável de manejo de patógenos e doenças”, projetou o orientador.

Mais que estudar o impacto da cannabis sativa, o trabalho realizado pelo Uy10+ busca conhecer a fundo os benefícios da planta, ainda muito associada à maconha. “Como instituição, é nosso dever atuar no ensino, na extensão e na pesquisa, e o tema proposto pode gerar muitas discussões e descobertas para desmistificar posições até então contrárias ao seu uso no Brasil. Aqui falamos de ciência e uso de recursos de forma sustentável para o correto uso na agricultura, tendo sempre o amparo legal para a sua pesquisa”, avaliou Ubirajara.

Texto: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Arquivo pessoal/Heitor Bitencourt

Edição: Maurício Dias, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/07/10/oleo-de-canabidiol-e-utilizado-para-tratar-dermatite-atopica-canina-no-hvu-da-ufsm Mon, 10 Jul 2023 11:00:52 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=62891 [caption id="attachment_62896" align="alignright" width="732"]Fotografia horizontal de duas pessoas à esquerda. Uma das pessoas na foto é Carollina, que está ao lado esquerdo. Ela é uma mulher branca, loira e usa um jaleco branco com o brasão da UFSM na manga. Há outra pessoa na foto, Saulo. Ele está no centro. Saulo é um homem branco, tem cabelo curto e marrom; usa um jaleco branco. Na frente dos dois tem um cachorro de pelagem branco no peito e marrom na face e orelhas, o animal recebe uma dose do medicamento à base de cannabis. O cenário é de uma sala com as paredes brancas e uma janela ao lado direito da foto. A janela está aberta e entra luz solar. Carollina e Saulo mostram como é a aplicação nos pets[/caption]

O gato Gregório morreu no ano de 2018 em decorrência da Doença de Cröhn, que pode ser tratada com substâncias da cannabis. Na época, a tutora Carollina Mariga não tinha conhecimento do medicamento. A perda do seu animal motivou a futura mestre em Medicina Veterinária a utilizar o espaço da UFSM para auxiliar famílias que, assim como a dela, estavam dispostas a buscar alternativas de tratamento para o bem-estar dos pets. 

Foi assim que, de forma inédita, o óleo de canabidiol começou a ser aplicado em cães com dermatite atópica canina no Hospital Veterinário Universitário (HVU) de Santa Maria. A iniciativa é parte do projeto de mestrado de Carollina. Esta doença, embora não seja fatal, causa coceira excessiva na pele, o que faz com que os cachorros se machuquem ao se coçarem constantemente. A cannabis é uma alternativa para aliviar os sintomas, já que a doença não tem cura. 

“Nosso objetivo é usar os efeitos antiinflamatórios presentes no óleo para aliviar a coceira que os cachorros têm. Isso porque o tratamento tradicional dessa doença são medicamentos caros e com grandes efeitos colaterais”, explicou Saulo Tadeu Filho, docente do curso de Medicina Veterinária e orientador da pesquisa. 

O óleo foi doado por instituições nacionais e o processo de testagens iniciou em agosto de 2022. Ainda segundo o professor, se a Universidade não disponibilizasse o medicamento de forma gratuita por meio do projeto, ele não seria acessível para parte da população. Além de um tratamento que é para a vida toda, cada frasco da substância custa cerca de R$ 300,00. 

Logo após as tramitações para se adquirir legalmente o óleo pela UFSM, as testagens foram iniciadas em pacientes do HVU que já tinham a doença diagnosticada. Os tutores recebiam os frascos do hospital e medicavam os animais em casa. Foram 14 cães participantes - incluindo o grupo controle (parte do grupo experimental que não recebe o tratamento. Serve como base de comparação aos pacientes que receberam e é uma tática crucial para pesquisas de testes, como os recentes testes das vacinas). Entre as raças, estão labradores, sem raça definida, dachshund (salsichinha), e em grande maioria, shih-tzus. 

O óleo utilizado contém 1.500mg de CBD (canabidiol) e 72mg de THC (tetrahidrocanabinol, principal substância psicoativa) num frasco de 30ml. A dose estipulada para a pesquisa foi de 2,5mg/kg para cada cão. O óleo cobriu o período de tratamento estipulado no projeto. Mas, quem teve interesse em seguir com a medicação, pôde adquirir por associação, mediante prescrição veterinária.

 

[caption id="attachment_62897" align="alignleft" width="380"]Fotografia vertical de um cão da raça golden. Ele tem o pelo denso e amarelado. Ele está de costas para a câmera, de língua para fora e olhando para o lado. Está em um campo, deitado em uma manta colorida. Woody, cão de Jéssica e participante do projeto (Foto: Jéssica dos Santos Ribeiro/Arquivo pessoal)[/caption]

Primeiros resultados e desafios

Apesar de a análise laboratorial não apresentar grandes resultados na pele dos animais, a mudança na prática é expressiva: muitos cães melhoraram com o tratamento, outros estabilizaram. “A gente teve os mais variados resultados, assim como é a terapia canábica. Cada um vai responder de uma forma. Tivemos animais que passaram o primeiro verão sem crise, os que ainda estão em terapia, mas já melhoraram, e outros que não responderam ao tratamento”, comenta Carollina Mariga.

A melhora já foi observada pela tutora do Woody, um golden retriever que iniciou o tratamento recentemente. O caso dele foi diferente, pois participou do projeto como grupo controle. Jéssica dos Santos Ribeiro seguiu com a equipe para o processo de uso do verdadeiro óleo e reajuste das doses para o animal. 

O cão tem um caso grave de coceiras e utiliza outros medicamentos para conter as crises. “Ainda não chegamos na concentração ideal do canabidiol, mas percebemos uma redução na dose dos outros medicamentos, como o corticóide, que é necessário para ele sair de crises, quando acontecem. Hoje, ele precisa de metade da dose que ele usava antes”, comenta a tutora.

Diante dos resultados, alguns desafios foram identificados durante as etapas de trabalho. Os pesquisadores entenderam que outras variáveis influenciam nos resultados de melhora, como o ambiente em que o animal vive, a dedicação do tutor, a sua rotina, entre outros aspectos. Carollina, porém, explica que a pesquisa não pode exigir uma realidade utópica dos cães. “Mantivemos a realidade do animal e acrescentamos a cannabis para verificar somente a atuação dela. Obviamente que associar mais cuidados poderia ter uma melhora significativa, mas aí iria sair do escopo da pesquisa”, comenta.

Outro desafio foram as doses. Em um primeiro momento, a pesquisa se propôs a utilizar uma dose fixa, algo que já pensam em mudar no projeto de doutorado. “Tem pacientes que não respondem à primeira dose, mas a outras mais altas. E isso não fizemos, mas queremos. Variar a dose ou aumentar até um determinado patamar em que o paciente possa responder”, disse Saulo Tadeu. A próxima etapa muda também o componente do tratamento: agora as testagens serão com óleo de cannabis, e não mais canabidiol.

Cannabis x Canabidiol: A cannabis é a planta com todas suas substâncias e compostos. O canabidiol é uma das substâncias químicas encontradas na cannabis que constitui uma parte dos compostos da planta.

 

Quais os critérios para participar

A parceria entre pesquisadores e as instituições que disponibilizaram o óleo de cannabis rendeu produtos suficientes para a sequência da experimentação no doutorado da discente. Além disso, o uso de canabidiol para a dermatite atópica canina já está registrado como projeto na Universidade e a ideia é que cada vez mais pessoas se integrem na pesquisa.

A continuidade da ação possibilita que mais tutores levem seus animais de estimação a este tratamento. Atualmente o projeto não está recrutando novos cães, isso porque a etapa de mestrado foi concluída. Para a etapa de doutoramento, estima-se ampliar o acesso. Como a seleção para o projeto é feita pela própria lista de pacientes do HVU, tutores que têm interesse em cadastrar seus pets na pesquisa já podem agendar consulta.

[caption id="attachment_62898" align="alignright" width="603"]Fotografia horizontal de uma pessoa. Centralizada na foto está Carollina. Ela é uma mulher branca, loira e usa um jaleco branco com o brasão da UFSM na manga. Carollina segura na mão esquerda um frasco de vidro marrom com detalhes azuis. Na mão direita Carollina segura um conta-gotas que está contendo o líquido amarelado. A parede ao fundo do cenário é branca. Carollina e o frasco do óleo de canabidiol[/caption]

O número de contato do Hospital é (55) 99161-7477. Ele fica localizado no 55BET Pro Sede da Universidade, prédio 97, após o Colégio Politécnico. Saulo, orientador do projeto, diz que a demanda é grande, pois a dermatite atópica é comum em cães. “Os animais cadastrados serão avaliados para saber se estão aptos a participar do estudo”, explica o professor. 

É a discente que seleciona os pets que entram. Para isso, alguns critérios são avaliados, entre eles: estar com dermatite atópica diagnosticada, controle de pulga e dieta hipoalergênica, estar com o dente limpo e não ser muito obeso. Além disso, é crucial que o tutor seja muito dedicado, pois é ele quem realiza o tratamento em casa e precisa estar em constante contato com a equipe do projeto para dar atualizações.

 

Estudos com cannabis tendem a crescer

Apesar dos benefícios já comprovados da cannabis, a venda dela e de substâncias derivadas não é legalizada no Brasil. Para conseguir este tipo de produto de forma excepcional, diversos documentos precisam ser autorizados com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Porém, a pesquisa com a cannabis é uma tendência nas universidades e nos centros médicos. 

Cada vez mais este medicamento é liberado por órgãos governamentais e os cientistas entendem os benefícios da planta para as áreas da saúde humana e animal. Conforme a Associação Brasileira da Indústria de Canabinóides, os pedidos de importação da cannabis medicinal aumentaram 110% em 2021, comparado com 2020.

“A gente sabe que ainda tem preconceito, o pessoal pensa na cannabis como ilícita. Não é essa parte, mas a medicinal e útil. Eu deixo como mensagem que os pesquisadores tentem trabalhar a cannabis, pois tem muito a explorar”, comentou o orientador. Apesar da reação negativa desta parte da sociedade, 79% das pessoas se declaram a favor do fornecimento gratuito de medicamentos feitos a partir da planta da maconha no Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o instituto de pesquisa DataSenado.

Apoiadores ou não, os tutores não demonstraram receio ao uso do óleo de canabidiol para auxiliar seus bichinhos. Os pesquisadores se alegram com o retorno e confiança no projeto: “A gente não teve nenhuma resistência de tutores aqui, realmente eles são muito 'cabeça aberta', o que a gente agradece muito”, diz Carollina. 

Ser pioneira nos testes clínicos do óleo de canabidiol em cães torna a Universidade referência em mais uma área da ciência e motiva que o estudo siga avançando em outros centros de ensino. Além disso, outros benefícios já são vistos, como instituições que manifestaram interesse em vínculos com a UFSM para parcerias no projeto, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

 

[caption id="attachment_62899" align="alignleft" width="632"]Fotografia horizontal de três pessoas centralizadas sorrindo. Uma delas, Carollina, está na ponta esquerda. Ela é uma mulher branca, loira e usa uma jaqueta azul. O segundo, Rafael, está no meio. Ele é um homem branco, com barba e cabelo curto marrom; usa uma camiseta com listras verticais. Ao lado dele, no canto direito, Saulo é um homem branco com cabelo curto e preto. Ele usa uma manta preta, jaqueta preta e blusão vermelho. Todos usam calças escuras. Na frente do trio, uma mesa com os óleos importados, dois expostos e os outros embalados. O cenário é de uma sala com plantas, com uma janela aberta atrás. Carollina Mariga, Saulo Tadeu e Rafael Minuzzi na entrega do óleo (Foto: Setor de Importações/Arquivo)[/caption]

Primeira importação de óleo de canabidiol na UFSM

Os resultados da pesquisa não seriam possíveis sem a contribuição do Setor de Importações da UFSM, que cuida de todas as tramitações legais para que itens sejam importados conforme a lei. O pedido também gerou um novo desafio para a equipe: por conta do projeto, no ano passado foi a primeira vez em que o óleo de canabidiol foi importado pela Universidade. Por se tratar de um produto sensível, as tramitações exigiram uma atenção dobrada.

Os cientistas fizeram questão de mencionar e elogiar a ajuda que tiveram para conseguir o principal produto da pesquisa. “Somos muito gratos a tudo que o setor fez para conseguirmos o óleo, porque tudo envolve muita burocracia e eles sempre se colocaram à disposição”, comentou o docente.

Em junho, a UFSM teve outra novidade no que tange à importação: a primeira do óleo de cannabis, doado por uma empresa do Arkansas, nos Estados Unidos. O processo iniciou ainda em 2022. Depois de uma grande demanda de autorizações, os produtos para o projeto de doutorado de Carollina chegaram.

“Foi necessária a emissão da autorização ao controle e guarda dos produtos e a autorização de importação junto à Anvisa. Ainda foi realizado o licenciamento de importação com a Receita Federal, que trata da anuência do órgão de controle e da autorização de embarque até o Brasil. Por fim, foi realizado o desembaraço aduaneiro em São Paulo e a entrega final na UFSM”, explicou Rafael Minuzzi, chefe do Setor de Importações.

Texto: Paula Appolinario e Gustavo Salin Nuh, estudantes de Jornalismo e estagiários da Agência de Notícias
Fotos: Gustavo Salin Nuh
Edição: Lucas Casali e Ricardo Bonfanti, jornalistas

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