UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 12 Mar 2026 23:16:24 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2025/10/07/busca-por-novas-perspectivas-para-o-carvao-vegetal Tue, 07 Oct 2025 12:01:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=12261

Um dos maiores municípios do Rio Grande do Sul em termos de território, com mais de 3 mil quilômetros quadrados, Encruzilhada do Sul aposta no carvão vegetal como nova forma de aproveitamento do seu potencial madeireiro. São mais de 75 mil hectares de área plantada de florestas, ocupando o primeiro lugar no ranking do Estado. O investimento iniciou há 20 anos, com plantações de pinus, e hoje há também eucalipto e acácia negra. As variedades têm sido matéria-prima para os cerca de 15 carvoeiros.
 
O produto é feito por agricultores familiares, em pequenas e médias propriedades, e vendido para empresas que empacotam e vendem ao mercado estadual. No município, já foram contabilizados cerca de 200 fornos, mas por conta de entraves, dificuldades e queda de mercado, hoje são cerca de 70. A quantidade varia de um produtor para outro – alguns possuem dois ou três e outros, 15 ou 20.
 
Atualmente, com o crescimento da demanda, principalmente pelo mercado internacional – como a Europa –, o setor quer se reorganizar, lançando mão de novas tecnologias e da regularização ambiental. Além disso, com o apoio do poder público municipal, a expectativa é de que programas de incentivo e de fomento auxiliem no processo.
 
A partir do auxílio da Prefeitura, por meio das Secretarias Municipais de Meio Ambiente e de Agricultura e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), através do curso de Engenharia Florestal, o projeto está estruturado em quatro frentes:
• Organização de uma associação de produtores;
• Criação de legislação municipal com protocolo de licenciamento ambiental;
• Transferência de tecnologia, com reengenharia dos fornos existentes para torná-los mais competitivos e eficientes;
• Criação de marca de identidade regional.
 
O potencial de produção no município e a necessidade de habilitação do carvão para exportação têm recebido atenção do professor Jorge Farias, do Departamento de Ciências Florestais da UFSM, que está realizando pesquisas e assessoramento aos envolvidos no projeto.
 
Segundo o professor Farias, a produção de carvão vegetal no Sul do Brasil é altamente compatível com o tamanho das propriedades familiares, contribuindo para aspectos sociais, econômicos e ambientais. “Ele é totalmente sustentável, utiliza apenas árvores de plantios comerciais. E com o passar do tempo, a partir de novas tecnologias, será o fixador de carbono no solo, estratégia importante para retirar da atmosfera e mitigar o aquecimento global e as mudanças climáticas”, explica.
 
O coordenador da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Lucas Selbach, enfatiza que o objetivo é organizar a cadeia, com Poder Público, carvoeiros e empresas de madeira. O tripé para estruturar o setor envolve conhecimento, tecnologia e investimento, explica ele. “Com escalas de produção bem consideráveis, o Município se debruça na habilitação do produto para exportação e na busca de formas de fomentar a estrutura dos carvoeiros.”
 
O acesso a novas tecnologias para a carbonização da madeira – como adaptações ao sistema forno-fornalha – é uma das metas desta parceria entre a UFSM, Município e produtores rurais. Essa tecnologia queima os gases nocivos gerados no processo, o que reduz em cerca de 95% a poluição e ainda apresenta ganhos em qualidade e rendimento do carvão.
 
Clóvis Halinski Cardoso, que trabalha com o auxílio de três pessoas na localidade de Caneleira, comenta que a infraestrutura afeta a produção e a qualidade do carvão e, por isso, essa mudança de tecnologia dos fornos agregaria muito no processo. “Hoje dependemos muito do clima. Em tempos de seca e de calor, a lenha carboniza mais fácil, o que exige menos fogo e gera menos fumaça. E isso tudo influencia também na qualidade do carvão.”
 
Dion Porto Ferraz, da localidade de Alto da Aviação, dedica-se à atividade há cerca de 16 anos. Na sua propriedade são 22 fornos, que mensalmente produzem de 30 a 50 mil quilos. Cada queima, por forno, dura em média 50 horas. Ele ainda destaca que seu objetivo é obter o selo verde (produto ecológico) para o pacote próprio. “Com utilização de 100% de madeira certificada, mais a regularização legal, vai ser possível alcançar esta meta”, acredita. “Claro, com a chegada desse apoio da Prefeitura e da UFSM as possibilidades de adequação das legislações, começamos a ver uma luz no fim do túnel.”
 

Outras opções para o mercado

Com a cadeia organizada, a categoria já visualiza alternativas além da produção do carvão. Derivado do processo de queima da madeira, o extrato pirolenhoso é utilizado na agricultura como fertilizante e adubo e na indústria alimentar como aditivo para gerar o sabor defumado. Outros usos estão no tratamento de água, na indústria química e na produção de cosméticos.
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2024/02/05/nova-tecnologia-sustentavel-para-producao-de-carvao-vegetal-desenvolvida-no-ccr-e-destaque-em-serie-especial-da-rbs-tv Mon, 05 Feb 2024 16:25:21 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=9484

Na última quinta-feira, uma reportagem da série especial "24 Ideias para 2024", veiculada pela RBS TV, mostrou uma inovação promissora para a produção sustentável de carvão vegetal. A matéria apresenta um projeto liderado pelo professor Jorge Farias, do Departamento de Ciências Florestais da UFSM, que está revolucionando a forma como o carvão é produzido.

A nova tecnologia desenvolvida pela Universidade Federal de Viçosa, em parceria com a UFSM, busca minimizar os impactos ambientais associados à produção de carvão vegetal, um processo historicamente relacionado à degradação florestal e emissões de gases de efeito estufa. A iniciativa, que segue dentro do modelo silvipastoril, não apenas visa reduzir esses impactos, mas também promover a conservação dos ecossistemas florestais.

O método inovador proposto pela equipe envolve o uso de resíduos agrícolas e florestais como matéria-prima principal para a produção de carvão vegetal. Além disso, o processo adota um sistema que permitem uma queima mais limpa e eficiente, resultando em menores emissões de poluentes atmosféricos.

O professor Jorge Farias, coordenador do projeto, ressalta a importância de investir em alternativas sustentáveis para suprir a demanda por carvão vegetal. "Nosso objetivo é mostrar que é possível conciliar a produção de carvão com a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico", afirma Farias.

O conteúdo completo da reportagem pode ser acessado clicando aqui.

Com a divulgação dessa inovação, espera-se que iniciativas como essa ganhem destaque e incentivem a adoção de práticas mais sustentáveis na produção de carvão vegetal, contribuindo para a construção de um futuro mais verde e consciente.

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Ocorreu ontem (10), em São Pedro do Sul, uma reunião com a Secretária de Agricultura, Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Sr.ª Regina Hernandes, com a participação do Professor Jorge Farias e do produtor de carvão vegetal Sr. Mauro Borin, para apresentar o projeto de formação de uma Cooperativa de Produtores de Carvão Vegetal da Fronteira Centro-Oeste.
 
Esta proposta é resultado do projeto de pesquisa "A integração cooperativa, crédito e produção como estratégias de agregração de valor e comercialização da produção florestal em sistemas silvipastoris em propriedades familiares", com apoio do CNPq.  A proposta de formação de Cooperativa apresentada é resultado do trabalho dos Professor Jorge Farias, do Departamento de Ciências Florestais e do Professor Vitor Reisdorfer, do Curso Superior de Gestão de Cooperativas, e também conta com o apoio da Emater.
 
A ideia da Cooperativa está alicerçada no potencial de produção de carvão vegetal para consumo doméstico e para exportação, tendo como fornecedora de lenha a pecuária familiar através dos sistemas silvipastoris ou integração floresta-pecuária. O estudo apresentado demonstra a viabilidade técnica e financeira do projeto, o seu caráter de desenvolvimento regional e o principal motivo da reunião foi solicitar auxílio da Prefeitura de São Pedro do Sul visando disponibilizar, provisoriamente, um prédio comercial para o início das atividades da Cooperativa. 
 
Atualmente o projeto envolve 30 produtores distribuídos em cinco municípios em torno de São pedro do Sul. O saldo da reunião foi muito positivo e foi estabelecida uma agenda positiva visando a implementação da proposta. Na opinião do Professor Jorge Farias, a UFSM tem um papel fundamental para auxiliar e promover o desenvolvimento regional, e esse projeto se constitui em um excelente exemplo de como a UFSM pode contribuir com esse propósito.
 
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/07/19/ufsm-participa-da-elaboracao-de-tecnologia-que-melhora-o-solo-a-partir-dos-residuos-da-uva Tue, 19 Jul 2022 13:16:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59142 [caption id="attachment_59143" align="alignright" width="566"]Foto colorida horizontal mostra quatro pessoas ao redor de uma mesa em um ambiente que lembra laboratório. Elas estão de jaleco branco, usam máscaras, e uma delas, o único homem, segura nas mãos dois pequenos recipientes. Sobre a mesa há outro terceiro recipiente. Ao fundo há equipamentos Carvão vegetal foi desenvolvido em parceria entre UPF e UFSM[/caption]

A UFSM está participando da criação de uma tecnologia que tem como objetivo aperfeiçoar a qualidade do solo utilizando os resíduos da uva. Essa ferramenta foi nomeada de “Imobilização de microrganismos em biochar de resíduos de uva para incorporação em fertilizante NPK” e o desenvolvimento dela é coordenado pelo professor da Universidade de Passo Fundo (UPF) Jeferson Piccin. O projeto é em parceria com a Secretaria Estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, conta com apoio de empresas, além da participação da instituição santa-mariense. Os professores do Departamento de Fitotecnia do CCR, Thomas Martin, e do Departamento de Engenharia Química do CCNE, Guilherme Dotto, ambos do 55BET Pro de Santa Maria, são os colaboradores institucionais do projeto.

A ideia da tecnologia é reservar os resíduos da uva que são descartados na produção de vinhos e sucos, como o bagaço - cascas e sementes -, e transformá-los em uma espécie de carvão vegetal, o biochar, valorizando-os. Isso se dá por meio do processo de pirólise, que ocorre quando a matéria orgânica é submetida a altas temperaturas em um ambiente desprovido de oxigênio, logo, se decompondo.

Após esta primeira etapa, microrganismos que auxiliam na promoção do crescimento de plantas são associados ao carvão formado. Assim, torna-se útil na substituição - ou na complementação - na adubação de culturas agrícolas e na qualificação dos solos para cultivo.

Participação da UFSM no projeto

De acordo com Martin, a UFSM é responsável por fazer os experimentos de campo da tecnologia, ou seja, selecionar os resíduos, misturar com microrganismos e aplicar no solo. “A gente já está fazendo na cultura do trigo para verificar o crescimento da planta, o sistema radicular e a produtividade de grãos de trigo”, contou o colaborador do projeto. Da mesma forma, seu colega de Instituição conta que a Universidade auxilia no desenvolvimento do biochar - o carvão vegetal.

O professor de Agronomia também explica a relevância do projeto para a comunidade, especialmente a ligada ao setor agrícola. “É um projeto bem interessante do ponto de vista sustentável. A gente entende que a sustentabilidade está vinculada a alguns eixos, como a preservação econômica, a social e a ambiental. Nesse sentido, encaixa perfeitamente porque pode reduzir custos de adubação da cultura, promover maior crescimento da planta, ser revertido em maior rentabilidade de grãos, e o agricultor ter o maior rendimento econômico dessa cultura”, declarou o docente.

O professor do Departamento de Engenharia Química cita que “formar mestres e doutores a partir do desenvolvimento do biochar e fortalecer relações com empresas do setor e a própria UPF” são maneiras que a Instituição se beneficia da colaboração na criação da tecnologia.

O projeto ainda está na fase inicial de pesquisas e a previsão é de que, no mínimo, em 2025 esta primeira etapa seja concluída.

Texto: Pedro Pereira, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Carla Vailatti/Assessoria de Imprensa da UPF
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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