UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 28 Apr 2026 01:04:02 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/08/22/curso-de-arquitetura-e-urbanismo-oferece-primeira-disciplina-integralmente-ministrada-em-ingles Fri, 22 Aug 2025 19:00:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=7209

O curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro de Tecnologia da UFSM oferta, pela primeira vez, uma disciplina ministrada integralmente em inglês. A disciplina complementar de graduação “Estudos em Detalhamento Construtivo (DAU1127)”, conduzida pela professora Isis Portolan dos Santos, marca a estreia do curso em atividades acadêmicas na língua inglesa.

Estudantes aprendem termos técnicos aplicados ao ambiente profissional (foto: divulgação)

A iniciativa foi fomentada pelo Escritório de Assuntos Internacionais do CT e pela Diretoria de Relações Internacionais da UFSM (DRI), que incentiva o uso do EMI (English as a Medium of Instruction) como estratégia de internacionalização, ampliando a presença do idioma nas práticas pedagógicas.

Por se tratar de uma disciplina optativa, não há oferta em português neste semestre. O componente curricular foi selecionado por utilizar terminologia relativamente acessível, com foco em termos arquitetônicos e recursos visuais de detalhamentos construtivos, o que facilita a compreensão.

Atualmente, 30 estudantes estão matriculados. A disciplina tem carga horária de 30h e as aulas partem do conhecimento prévio dos acadêmicos sobre inglês e desenho técnico. Como apoio, é utilizado o site Archidict, que auxilia no reconhecimento de vocabulário e técnicas de construção.

A professora Isis destaca que sua motivação para lecionar em inglês surgiu tanto do interesse institucional de internacionalização do CT quanto de um objetivo pessoal: aprimorar a prática linguística. Com fluência no idioma, experiência em intercâmbio e mais de 10 anos de produção científica em inglês, a docente uniu formação pessoal à proposta da Universidade.

Prof. Isis Portolan orienta estudantes em inglês como estratégia de internacionalização (foto: Emilly Wacht)

Entre os estudantes, a surpresa inicial deu lugar à receptividade. Muitos não sabiam que a disciplina seria ofertada em inglês, mas ressaltaram a flexibilidade da professora em explicar novamente os conteúdos em português quando necessário. Apesar do susto, a turma avalia a experiência como positiva, destacando a oportunidade de associar o aprendizado técnico ao desenvolvimento da linguagem.

O acadêmico Anthonio Saraiva, do curso de Arquitetura e Urbanismo, avalia: “Acho que essa oportunidade que vai além do conteúdo que a gente vai aprender, sobre detalhamento, que é uma etapa difícil na parte de projeto: a gente vai aprender também o inglês técnico.”

A oferta da disciplina em inglês reforça o compromisso do Centro de Tecnologia da UFSM com a internacionalização, além de oportunizar aos estudantes o contato direto com termos técnicos da área e contribuindo para sua inserção no mercado de trabalho e na produção científica.


Texto por Emilly Vargas Wacht, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/08/14/12o-seminario-internacional-projetar-2025-anuncia-pre-evento-virtual-e-convida-para-participacao Thu, 14 Aug 2025 18:05:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=7173 O 12º Seminário Internacional PROJETAR 2025 será realizado de 14 a 17 de outubro de 2025, em Pelotas (RS), e reunirá instituições de ensino de Arquitetura e Urbanismo do extremo sul do país. Antes do encontro presencial, a comissão organizadora preparou um pré-evento virtual para o dia 27/08.

Após 11 edições regulares, o PROJETAR consolidou-se como um evento que tradicionalmente abrange estudos, ações e reflexões críticas na área de Projeto de Arquitetura e Urbanismo, por meio de três grandes eixos: Ensino, Pesquisa e Prática. A esses eixos, soma-se agora o eixo da Extensão, que vem assumindo um papel protagonista no diálogo entre Academia e Sociedade.

A organização é fruto da parceria entre a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAURB) e o Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (PROGRAU) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel); o Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Católica de Pelotas (UCPel); o Programa de Pós-graduação em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo (PPGAUP) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); e o Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Franciscana (UFN), também sediada em Santa Maria. O evento também conta com a coorganização do Grupo Projetar, do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), instituição de origem da iniciativa.

O tema central desta edição é "Reexistir no mundo contemporâneo", que se desdobra em três eixos de reflexão: "Interpretar", "Conservar" e "Transformar". Esses eixos abordam como arquitetos e urbanistas dialogam, na contemporaneidade, com as transformações sociais, culturais e ambientais do mundo. Além disso, o evento terá um Eixo Especial, "Mitigar", voltado para questões de desenvolvimento sustentável e justiça climática.

Como parte da programação, haverá um pré-evento virtual que apresentará ao público os propósitos e os principais temas das oficinas que ocorrerão durante o evento principal. Trata-se de reoda de conversa com representantes de diversas instituições parceiras. A atividade será realizada no dia 27 de agosto de 2025 (quarta-feira), às 18h30 (horário de Brasília), de forma síncrona e transmitida pelo canal do PROGRAU/UFPel no YouTube: http://www.youtube.com/@prograufaurbufpel5279 

A participação é aberta e gratuita, com emissão de certificado aos ouvintes.

Mais informações: http://www.even3.com.br/projetar2025/ 

Instagram: @projetar2025

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Por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações de Comissão Organizadora do Pré-evento Virtual "Projetar 2025". Quer divulgar suas ações, pesquisas, projetos ou eventos no site? Acesse os serviços de Comunicação do CT-UFSM! Siga o CT nas redes sociais: Facebook e Instagram!]]>
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Nos dias 29 e 30 de maio , o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU/RS) promove em Santa Maria mais uma edição do Rumos da Arquitetura e Urbanismo — evento itinerante que percorre diferentes cidades do estado com o objetivo de fomentar reflexões e ações distintas aos principais temas da profissão. Toda a programação é gratuita e aberta à comunidade. A ação acontece no LabCriativo e Edutech - Mercado da Vila Belga (Rua Manoel Ribas, 2038 – Centro).

A programação completa pode ser encontrada no site e as inscrições são gratuitas, basta retirar ingressos no Sympla.

Criado para aproximar o CAU/RS de profissionais, estudantes e da sociedade no interior do estado, o Rumos propõe discussões sobre patrimônio, planejamento urbano, exercício profissional, ética, ensino, novas tecnologias e os desafios contemporâneos da Arquitetura e Urbanismo. Em 2024, o evento passou por Capão da Canoa, Porto Alegre, Pelotas e Passo Fundo.

A edição de Santa Maria 2025 contará com uma participação internacional: a arquiteta e urbanista Adriana Piastrellini , fundadora da AdbA – Art Déco Buenos Aires , é referência internacional na preservação, valorização e inovação no campo do Art Déco , com atuação reconhecida em toda a América Latina. Ela participará do painel “Experiências de Gestão em Patrimônio Art Déco” , que marca a palestra de abertura do evento.

A escolha do tema para Santa Maria não é por acaso: a cidade abriga um dos maiores e mais bem preservados acervos de arquitetura Art Déco do Rio Grande do Sul. A proposta é promover o reconhecimento e a valorização desse patrimônio, por meio da troca de experiências entre especialistas e agentes locais.

Além da presença internacional, a programação inclui debates sobre ética e as armadilhas da profissão, oficinas práticas de fotografia e estruturas para arquitetos, ações de orientação profissional, palestras técnicas e a tradicional Caminhada do Patrimônio , que convida o público a redescobrir edificações emblemáticas da cidade, reforçando a importância da memória urbana.

O evento conta com o apoio de: FeNEA, SAERGS, AAI Brasil-RS, AsBEA, IAB RS, CAU-UFSM , Câmara de Vereadores de Santa Maria, Ulbra, UFN, Prefeitura Municipal de Santa Maria.

 

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Antes do pico registrado na capital gaúcha, Santa Maria foi a cidade com o maior volume de chuva no mundo no dia 1º de maio, com cerca de 214 mm, de acordo com dados do site meteorológico Ogimet. Na UFSM, esse dado já era sentido na véspera: no início da tarde de 30 de abril, diversos locais do campus foram tomados pela água. No mesmo dia, as atividades acadêmicas foram suspensas e só retornaram em 20 de maio, focadas em ações de acolhimento e sem a aplicação de provas e trabalhos.

A Subdivisão de Comunicação preparou uma série de reportagens intitulada #CTnaReconstrução, na qual você vai relembrar ou conhecer os projetos, servidores e estudantes que atuaram na linha de frente, seja com iniciativas de apoio imediato à população, seja com projetos de recuperação e prevenção a médio e longo prazo de áreas atingidas pela tragédia climática no RS. Na segunda reportagem, destacamos dois projetos emergenciais que fizeram a diferença na reconstrução das casas dos atingidos. 

Construção de móveis

Foi durante a suspensão das atividades que uma ideia veio ao professor Rene Quispe Rodriguez, do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSM. Percebendo a mobilização de pessoas em diferentes cidades e universidades diante dos estragos causados pelas enchentes, o docente viu o exemplo de uma instituição que fabricava rodos para auxiliar na limpeza das casas atingidas e pensou que poderia fazer algo semelhante em Santa Maria. Acreditava que, com os recursos disponíveis, seria possível projetar no computador um modelo de rodo em madeira e contribuir de forma prática com a recuperação das áreas afetadas. A partir dessa ideia, tomou forma o projeto Móveis Solidários.

No início, em meio ao caos, o professor relata que foi difícil encontrar apoio imediato. “Pensei: ‘Não estou sozinho, vou conversar com meus alunos’”,  foi então que Marina Senhor Sattler, Felipe Augusto Alves e Luis Fernando Mealho, estudantes que haviam realizado a disciplina de Mecânica dos Sólidos com o docente, abraçaram a proposta e começaram a mobilizar outros colegas.

O espaço utilizado para as atividades foi o Laboratório de Tecnologia Mecânica e Aeroespacial (Numae), cedido pelos professores responsáveis pelo local, que dispunha da estrutura necessária para a produção dos rodos e virou ponto de encontro para os voluntários. Embora o laboratório seja voltado principalmente para o trabalho com aço, a equipe percebeu que o espaço poderia ter outra função temporária. “A gente quis aproveitar [o espaço] para fazer alguma coisa por todo mundo”, conta Marina Sattler.

A ideia era produzir os rodos em madeira, por ser mais fácil de manipular do que o aço. A dificuldade inicial, no entanto, foi a escassez de materiais. As primeiras tentativas de conseguir doações foram insuficientes. O professor Rene relata que chegou a negociar com uma madeireira, que ofereceu preços reduzidos, mas a burocracia para formalizar doações ou tramitar a compra tornaria inviável o atendimento à necessidade da população no tempo necessário. “A enchente estava acontecendo, as casas estavam sujas, era uma coisa imediata”, explica. Diante da urgência, Rene decidiu comprar, com recursos próprios, a madeira necessária para dar início ao trabalho. Assim que o material chegou ao Numae, os alunos se mobilizaram para começar a produção. As ferramentas, também precisaram ser improvisadas. Furadeiras, parafusadeiras e lixadeiras vieram das casas dos próprios estudantes e professores. 

No decorrer da produção, surgiram novas necessidades. Além das ferramentas de corte e montagem, a equipe percebeu que seria inviável lixar manualmente todos os rodos. A preocupação com a segurança também foi prioridade. “A gente se preocupou para não mandar um rodo todo áspero para a pessoa utilizar e acabar se machucando. Então, lixávamos, passávamos verniz — ficava bonito, mas, principalmente, seguro e mais durável”, conta Felipe Augusto.

Aos poucos, a experiência adquirida na confecção dos rodos permitiu que o grupo aprimorasse o processo. Os primeiros protótipos eram pesados e difíceis de manusear. “No começo ele era muito fraco e muito pesado. A pessoa não conseguiria utilizar com facilidade”, recorda Rene. Aplicando conceitos das aulas, os estudantes e professores ajustaram o modelo, e otimizaram a sua estrutura.

As melhorias incluíram a troca de pregos por parafusos, a redução de peças desnecessárias e o reforço em pontos estratégicos. Três protótipos diferentes foram produzidos até que a equipe chegasse a um modelo resistente, seguro e rápido de fabricar. No total, o grupo produziu 25 rodos, que foram distribuídos para moradores de áreas atingidas. A mobilização, que começou de forma improvisada, mostrou a importância da união e da iniciativa diante de situações de emergência.

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Da oficina às mãos de quem precisa

Com os rodos prontos, o grupo precisou definir para onde encaminhar as doações. A prioridade foi atender as localidades mais afetadas, e Nova Palma foi o principal destino. Moradores da cidade entraram em contato diretamente com o professor Rene relatando a situação. “Falaram da necessidade que tinham lá — a cidade tinha sofrido muito. Muita casa suja. Os bombeiros tinham acabado de se mudar de local e estavam com muita demanda”, explica Rene.

Para fazer os rodos chegarem às regiões atingidas, a equipe também enfrentou dificuldades logísticas. Foi quando a mobilização chamou a atenção da direção do CT e da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), que passaram a apoiar formalmente a ação. Com o apoio institucional, o grupo conseguiu acesso a veículos da UFSM para o transporte das doações. Em uma das remessas, dois estudantes, Felipe Augusto e Marcos, organizaram a carga e seguiram com uma caminhonete até Nova Palma. 

A situação encontrada na cidade foi de emergência e improviso. Os bombeiros, que haviam perdido o prédio recém-construído e equipamentos novos adquiridos, atuavam provisoriamente em outro espaço. “A gente chegou lá no Corpo de Bombeiros. Haviam recém terminado o prédio, comprado equipamentos novos — barcos, cintos, tudo novo — e perderam tudo”, relata Felipe Augusto. Os rodos foram entregues aos bombeiros, que se encarregaram de distribuir o material às famílias mais afetadas, já que conheciam melhor as áreas que mais precisavam.

Dos rodos às camas

Com mais apoio institucional, foi possível o fornecimento de madeira sem burocracia por parte do CT e da PRE. Depois de produzir os rodos, o grupo, coordenado pelo professor Rene Quispe Rodriguez, decidiu seguir com o trabalho e ampliar a iniciativa.  

A ideia de produzir camas surgiu de forma natural, como uma continuidade ao trabalho dos rodos. “Pensamos em outras possibilidades, como estantes ou armários, mas a cama era a prioridade. É a primeira coisa que a pessoa precisa quando perde tudo: um lugar para dormir”, conta Rene. Assim como no projeto anterior, os alunos analisaram diferentes ideias e testaram protótipos até chegar a um modelo viável, seguro e resistente.

A experiência adquirida na produção dos rodos ajudou na adaptação dos materiais disponíveis. O grupo passou a utilizar caibros — peças de madeira no formato retangular — para estruturar os pés das camas, substituindo soluções anteriores menos estáveis. O objetivo foi garantir durabilidade e segurança, considerando que muitas famílias, incluindo crianças, precisariam utilizar os móveis por tempo indefinido.

A iniciativa cresceu rapidamente, com a captação de mais materiais disponíveis para fabricação dos móveis. Os estudantes se organizaram em equipes para otimizar a produção: enquanto alguns acompanhavam os projetos no computador, outros atuavam na montagem, no lixamento e no acabamento das peças. Com o tempo, o espaço do Numae, tradicionalmente voltado para projetos em aço, ganhou uma linha de produção improvisada, incluindo uma serra construída pelos próprios alunos e mesas de corte adaptadas para agilizar o trabalho.

Além da contribuição prática para as comunidades afetadas, a atividade também serviu como oportunidade de integração entre estudantes e professores. “Já éramos amigos, e isso acabou nos aproximando ainda mais. Foi muito gratificante aplicar o que aprendemos em sala de aula em algo que realmente pudesse ajudar a comunidade”, destaca Luis Fernando.

Os estudantes também perceberam na atividade uma oportunidade de colocar em prática os conteúdos vistos em sala de aula. “A gente pode retribuir, fazer o bem e ainda colocar a teoria que a gente vê em aula em prática para ajudar”, comenta Luis Fernando, natural de Rio Pardo, onde também houve estragos pelas inundações. Para Marina, a motivação foi além da sala de aula. “A gente viu de perto todos os efeitos e achou uma ótima maneira de contribuir, de pelo menos tentar ajudar um pouco as pessoas que perderam praticamente tudo”, conta.

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Projeto em suspenso

A logística para a entrega ágil das camas, maiores e mais pesadas que os rodos, também exigiu soluções criativas. Apesar do apoio da universidade e da visibilidade na mídia local, o ritmo do processo burocrático ainda dificultava a agilidade nas ações do projeto. Para contornar o problema, o estudante Felipe conseguiu organizar parte das entregas por conta própria. Por meio de contato com o pai de Felipe, a Campal — cooperativa de Nova Palma — disponibilizou um caminhão para levar as camas até a cidade. O material foi descarregado no quartel dos Bombeiros, que novamente ficaram responsáveis pela distribuição às famílias afetadas. “Eles mandaram foto para a gente mostrando que tinha chegado tudo certinho”, lembra Rene.

Mesmo com os desafios superados, a equipe de estudantes e professores da UFSM precisou interromper temporariamente a produção de camas de madeira destinadas às vítimas da enchente na região. “Conseguimos ficar ali por um tempo, falei com os professores e nos autorizaram. Mas depois de alguns dias, com o retorno total das aulas, tivemos que desocupar”, explicou Rene. Segundo o professor, o principal obstáculo para a continuidade do trabalho foi a falta de um espaço adequado. Como o Numae não é um ambiente próprio para trabalho com madeira, o uso do laboratório foi provisório.

A equipe então se transferiu para uma área próxima à Fábrica do CT, mas a estrutura também não estava disponível por muito tempo. “Quando conseguíamos um lugar, a gente seguia o trabalho. Mas foram duas mudanças e, na última, o novo espaço logo entrou em reforma, e tivemos que parar”, relata.

O professor conta que, apesar das dificuldades logísticas e do caráter emergencial da ação, o projeto poderia ter ido ainda mais longe. “Temos material suficiente para fabricar mais umas 15 camas. Parafusos, madeira, mão de obra — está tudo pronto”. O grupo segue disposto a reativar o projeto e a retomar a produção caso surja uma nova necessidade. “Deus queira que não, mas se acontecer outra emergência, agora a gente está preparado para atender”, afirma Rene.

Arrecadação de utensílios domésticos

Em meio à urgência e à vontade de ajudar, estudantes e professores do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSM também procuraram soluções criativas. Eles criaram o Nossa CAUsa, um projeto que se tornou referência pela mobilização em torno da arrecadação de utensílios domésticos de cozinha para famílias e estudantes afetados pelas enchentes na região de Santa Maria.

O nome, um trocadilho carinhoso com a sigla do curso de Arquitetura e Urbanismo e a palavra causa, surgiu nas primeiras reuniões. “Queríamos um nome que representasse o nosso envolvimento, e que se conectasse com quem acompanha o nosso perfil. Nossa CAUsa traduz esse sentimento de pertencimento e cuidado”, conta Anthonio Saraiva, acadêmico e participante ativo da iniciativa. A escolha também dialoga com o histórico do curso, que tradicionalmente se engaja em ações comunitárias e projetos de extensão voltados para o desenvolvimento social e urbano.

Organização rápida e rede de apoio

A primeira reunião do projeto aconteceu no dia 8 de maio, quando os voluntários definiram o funcionamento e a logística de arrecadação, os critérios de composição dos kits, a escolha dos pontos de coleta e a mobilização de parceiros externos. A preocupação, desde o início, foi oferecer não apenas utensílios básicos de cozinha, mas também pequenos gestos de afeto que pudessem transmitir acolhimento, igualmente necessários.

No dia 13 de maio, as doações começaram a ser recebidas no átrio do prédio 9F do campus sede da UFSM, onde fica o curso de Arquitetura e Urbanismo, e em pontos organizados por apoiadores espalhados pela cidade. Segundo a professora Leonora Romano, o átrio se tornou um verdadeiro centro de encontro e solidariedade. “Era bonito ver pessoas chegando com caixas, sacolas, às vezes só com um prato ou uma caneca, mas sempre com a vontade de ajudar. Não importava a quantidade, tudo somava para fazer a diferença”, relembra.

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Solidariedade com cultura e identidade

Além dos itens básicos, muitas doações incluíram pequenos detalhes que tornavam os kits mais acolhedores, como jogos de xícaras ou conjuntos de talheres bem conservados. A montagem dos kits seguiu uma linha de produção organizada, com mesas separadas para pratos, copos e talheres, o que garantiu agilidade no processo. “Chegou um momento em que a quantidade era tão grande que precisávamos organizar tudo como se fosse uma fábrica solidária”, brinca Leonora.

Entre os kits montados, alguns continham conjuntos de chimarrão, com cuia, bomba e erva-mate. Os itens típicos da cultura gaúcha se tornaram símbolos da campanha, não apenas pelo valor cultural, mas pela mensagem que carregavam. “O chimarrão tem um valor simbólico muito forte para a gente. Incluir isso nos kits era também uma forma de dizer: você ainda pertence, você ainda faz parte daqui”, destaca Anthonio.

Prioridade às cidades mais atingidas

Os kits foram destinados prioritariamente para famílias e estudantes de municípios da Quarta Colônia, como Silveira Martins, Agudo, Faxinal do Soturno, entre outros da região próxima a Santa Maria. A definição dos destinos foi feita com base em contatos locais e informações de voluntários da UFSM e prefeituras, que apontaram onde havia maior número de famílias carentes de utensílios domésticos.

A distribuição das doações contou com o apoio logístico do Sesc Mesa Brasil, que auxiliou no transporte e na entrega dos kits em comunidades mais distantes e áreas de difícil acesso. Além disso, o Rotary de Santa Maria foi parceiro essencial na triagem de famílias beneficiadas e na organização da entrega em algumas cidades da região. “Era fundamental que nossa ajuda chegasse até lá, porque a logística era difícil e nem sempre as grandes campanhas conseguiam alcançar essas localidades. Sabíamos que nosso papel era justamente chegar onde outros não conseguiam”, explica Leonora.

As ações relatadas acima são exemplos que reforçam o papel social da Universidade pública enquanto espaço de formação técnica e científica mas, acima de tudo, humana. Em momentos de crise, projetos como esses mostram que o conhecimento produzido dentro da academia pode e deve ser colocado a serviço da sociedade.

Esta é a segunda reportagem da série #CTnaReconstrução. A primeira abordou as principais ações dos grupos e projetos do CT que ampararam Santa Maria e região no auge das inundações. Acompanhe as próximas reportagens ao longo do mês de maio no site do CT!

Texto por Marina dos Santos, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.

Fotos por Móveis Sólidarios e Nossa CAUsa.

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Nesta sexta-feira (09), encerrou-se a 17ª Oficina Transdisciplinar do Curso de Arquitetura e Urbanismo. O evento integrou alunos de diferentes semestres através de atividades, treinamentos e palestras. 

Neste ano, a oficina abordou a arquitetura hospitalar, visando a elaboração de um hospital pediátrico a ser implantado no campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), integrando o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Os estudantes tiveram a oportunidade de participar de todas as etapas do processo projetual, desde a concepção inicial até a apresentação final.

Para criação do partido arquitetônico do hospital pediátrico, os estudantes foram divididos em grupos de 10 a 13 pessoas de diferentes semestres, inclusive com estudantes da pós-graduação que auxiliam o grupo com a experiência de um arquiteto formado. Esse formato já se mantém há algumas edições; neste ano, a novidade foi os espaços de palco livre e apresentação musical durante os intervalos de criação.

O tema de arquitetura hospitalar, embora seja uma área importante para o curso e para os futuros profissionais, trouxe dificuldades extras para os participantes da oficina: a complexidade e as particularidades da temática tornaram o trabalho dos estudantes mais desafiador. Mesmo com orientação de profissionais, os acadêmicos tiveram de se esforçar para levar em conta em seu projeto todas as especificidades de um hospital pediátrico.

A equipe organizadora da Oficina começou a elaborar a cartilha e fluxogramas que orientaram os participantes ainda em novembro do ano passado. Para a professora Évelyn Paniz, umas das organizadoras do evento, a participação dos docentes e a integração entre graduação e pós graduação é fundamental. “É muito legal, porque ficamos em contato direto com os alunos. Então é gratificante ver os alunos que trabalham”, afirma a docente.

As mestrandas do PPGAUP Bruna Huth e Daisy Jung, que participaram da organização do evento e da produção da cartilha, acreditam que a oportunidade de contato com arquitetura hospitalar ainda durante a graduação é essencial. “Acho que é uma oportunidade, para nós também, de entrar de cabeça; por mais que eu já tenha o contato do mestrado, foi um contato diferente agora, com o projeto”, afirmam as discentes.  

Já para os alunos da graduação, a oficina é uma oportunidade para adquirir conhecimentos que talvez não sejam abordados ao longo do curso. A estudante do primeiro semestre de Arquitetura e Urbanismo, Ana Cristina Kieling, afirma que está gostando da sua primeira experiência na oficina: “A gente tá conseguindo se reunir para juntar tudo de uma forma que fica melhor e deu para ver que tá todo mundo trabalhando bastante em equipe. Apesar de ser um trabalho muito extenso, tá sendo bem legal.”

A estudante do terceiro semestre, Mirella Neubauer, que participa pela segunda vez da oficina, compara: “em comparação à oficina passada, eu acho que ela está sendo bem mais complexa porque a gente tem o mesmo tempo para criar uma coisa muito maior, toda muito diferente. Eu acho que ela é muito boa para a gente conseguir conhecer as habilidades de cada aluno também e integrar com o resto do curso”.

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Apresentações dos partidos arquitetônicos

Ao todo, dez partidos arquitetônicos foram apresentados na manhã de sexta no auditório do prédio 9F. Os trabalhos apresentados pelos estudantes contavam com maquetes, plantas baixas e explicações acerca dos conceitos e referências que inspiraram os partidos. O exercício agregou um repertório importante aos estudantes, que ultrapassa a sala de aula.

Além dos participantes e organizadores da oficina, o evento de encerramento contou com representantes do HUSM, que fizeram o papel de “clientes” para as apresentações dos estudantes: as médicas Dra. Marinez Casarotto, pediatra e chefe da divisão médica; Dra. Maria Clara Valadão, pediatra e docente do curso de medicina da UFSM; Dra. Crisiane Danieli, intensivista pediátrica. 

Embora se trate de uma simulação com fins educacionais, há uma sonho de que os projetos saiam do papel e se tornem concretos. Isso porque a equipe do hospital do poderá dispor dos materiais produzidos no âmbito da oficina para pleitear novas estruturas hospitalares no campus. 

Equipes

Comissão organizadora

Evelyn Paniz Possebon - Coordenação geral

Vanessa Goulart Dorneles - Coordenação geral

Bruna Fuzzer - Coordenação geral

Daisy Jung – 3D, mapas, cartilha, organização das pastas e geral do evento

Eduardo Campestrini Caurio – Mapas e imagens do terreno

Helena Pettermann Cargnelutti – Programa de necessidades, fluxogramas, cartilha

Jean Clair Oses – Maquete física, cartilha

Izadora Petterini – Maquete física, credenciamento, espaço físico

Vitória Taschetto – Maquete física

Izadora Lemes Rocha – Comunicação e divulgação

Tayna de Franceschi – Maquete física

Raquel Ribeiro Narvaes – Maquete física

Mirella Berger – Maquete física, credenciamento, Oficina IQUE, montagens

Arthur da Silveira – Credenciamento, espaço físico

Gabriel Mustafa Ourique – Auxílio durante a oficina, 3D, mapas, organograma, apresentação da cartilha, levantamento

Nati Castro Fernandes – Fotografias, ornamentação paisagística, credenciamento

Gabrieli Rosa Nicola – Maquete física, cartão de agradecimento

Alícia Bassan Ilha – Apresentação (Canva), organização do espaço, orientação durante a oficina

Mylena Roehrs – Cartilha, orientação durante a oficina

Bruna Gabriela Huth Teixeira – Programa de necessidades, fluxogramas, áreas, cartilha, organização geral

Janaíne Taiane Perini – Auxílio durante a oficina, certificados

Marthina Orsolin da Silva – Intermédio com a Proinfra durante as palestras

Anthonio Gabriel Saraiva dos Santos – Comunicação, organização geral

Marcus Molina - Criação das artes e papelarias

Clarissa Manske - Criação das artes

Fotos da cobertura - Emilly Vargas Wacht; fotos das equipes - Izadora Lemes (divulgação/CAU)

Texto por Emilly Vargas Wacht, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.

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O Curso de Arquitetura e Urbanismo (CAU) da UFSM, entre os dias 05 e 09 de maio, terá uma programação especial para seus estudantes. A 17ª Oficina Transdisciplinar, busca promover a integração dos estudantes por meio de atividades, treinamentos e palestras que acontecerão no prédio do CAU (9F).

Em 2025, a Oficina Transdisciplinar terá como abordagem a arquitetura hospitalar. Com o objetivo de integrar alunos de diferentes semestres para aprender e desenvolver, de forma colaborativa, o partido arquitetônico de um hospital pediátrico a ser implantado no campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), integrando o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Um partido arquitetônico é o conjunto de decisões e diretrizes que um arquiteto toma para dar forma a um projeto, desde a ideia inicial até a execução final.

A oficina busca estimular a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade, permitindo que os alunos participem de todas as etapas do processo projetual, desde a concepção inicial até a apresentação final. Nesta edição, a Oficina recebeu 120 inscrições, tanto da graduação quanto da pós-graduação.

Durante a Oficina, haverá diversas palestras sobre os temas que envolvem a arquitetura hospitalar. Dentre os palestrantes está o arquiteto e urbanista Gustavo Seferin, sócio-diretor da Seferin Saúde e pós-graduado em Arquitetura hospitalar, que falará sobre Hospitais e Centros de Saúde. 

Confira a programação completa:

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Acompanhe detalhes do evento pelo Instagram do CAU @cau_sm_ufsm e pelo instagram do Centro de Tecnologia @ctufsm..

Com informações da Profª Évelyn Paniz; texto por Emilly Vargas Wacht com supervisão de Subdivisão de Comunicação do CT-UFSM.

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Ao longo da próxima semana, em paralelo à programação da 39ª JAI, o Curso de Arquitetura e Urbanismo (CAU) da UFSM terá uma programação especial para seus estudantes. Trata-se da 16ª Oficina Transdisciplinar do CAU, um evento curricular que, de dois em dois anos, promove a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade entre todos os semestres do curso por meio de atividades presenciais que desafiam os estudantes à reflexão e à ação, em um tempo e tema determinados.

Em 2024, a Oficina Transdisciplinar do CAU chega a sua 16ª edição. Neste ano, o tema escolhido para a oficina foi Historicidade. Em uma perspectiva temporal e espacial, a temática "desembarca" no território do Distrito Criativo Centro-Gare, com a proposta de desenvolvimento de uma estrutura portátil, que sirva de lugar para a promoção da economia criativa e da memória cultural da cidade de Santa Maria - objetivo fim do Distrito Criativo. A estrutura, além de comportar atividades culturais e de inovação, exposições, feiras e shows, deverá revelar a identidade do Distrito Criativo Centro-Gare, destacando-o em escala e personalidade, em três estações previamente definidas, a saber: Gare, Vila Belga e Praça Saldanha Marinho.

Entre os dias 25 e 29 de novembro, das 8h às 18h, no prédio do CAU (9F), haverá palestras sobre os assuntos de expressão gráfica, estruturas leves e design gráfico, que auxiliarão os estudantes na consecução das atividades propostas pela oficina. Dentre os oficineiros, os arquitetos e urbanistas Angélica Berleze e Carlos André Fraga; a professora da FURG, Ana Júlia Socal; a engenheira civil Débora Bretas e o TAE e desenhista industrial Marcus Molina. Nos horários de intervalo, ocorrerão os "Momentos Historicidade", com diversas atrações artísticas e culturais no átrio do prédio 9F.

Átrio do prédio 9F se transforma em sala de aula durante as oficinas

Átrio do prédio 9F se transforma em sala de aula durante as oficinas

Átrio do prédio 9F se transforma em sala de aula durante as oficinas

Além das atividades da Oficina, quem passar pelo prédio do CAU poderá visitar duas exposições especiais: "Registros de Vivências" e "A Atemporalidade da Obra Artística e Arquitetônica de José Luiz Rossato Dalcin (in memorian)". A exposição "Registros de Vivências" apresenta croquis das viagens e urban sketches produzidos nas viagens de estudos realizadas entre 2010 e 2023 no âmbito do projeto de mesmo nome - tanto o projeto como a exposição homenageiam em seus títulos o livro homônimo do renomado arquiteto e urbanista Lucio Costa. Já a exposição "A Atemporalidade da Obra Artística e Arquitetônica de José Luiz Rossato Dalcin (in memorian)" homenageia o talentoso trabalho de Zeca Dalcin, artista plástico, arquiteto e designer de interiores santa-mariense, egresso do CAU, que viveu entre 1984 e 2023. A abertura de ambas as exposição ocorrerá na segunda-feira, às 16h.

EDIT: Confira no Instagram do CT e do CAU a vídeocobertura da oficina clicando aqui!

A Oficina Transdisciplinar é uma promoção do Curso de Arquitetura e Urbanismo do campus sede da UFSM. Confira o cronograma completo nas imagens abaixo. Acompanhe detalhes do evento pelo Instagram do CAU @cau_sm_ufsm


Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações e imagens do Departamento de Arquitetura e Urbanismo; vídeo do Instagram produzido por Débora Loro.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2024/11/18/academicas-de-arquitetura-e-urbanismo-representam-ct-em-evento-no-uruguai Mon, 18 Nov 2024 15:26:53 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=5886 Entre os dias 06 e 08 de novembro, ocorreu em Montevideo, Uruguai, a 31ª edição das Jornadas de Jóvenes Investigadores (JJI), organizada pela AUGM - Asociación de Universidades Grupo Montevideo - e sediada pela Universidad de la Republica – UDELAR. O curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro de Tecnologia da UFSM esteve representado no evento por meio de apresentações orais de trabalhos feitas por bolsistas integrantes de projetos do curso.

Destaca-se o trabalho "Arquitetura e Escola: Despertando a Imaginação Infantil através da Extensão Universitária", que foi apresentado dentro do eixo "Extensão Universitária" do evento e engloba dois projetos, ambos sob orientação da professora Josicler Orbem Alberton, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo. Um dos projetos é de extensão, intitulado "Arquitetura, Escola e Formação Humana: Sobre Habitar as Possibilidades da Imaginação"; o outro é o projeto de pesquisa "Ensino de Projeto no Curso de Arquitetura e Urbanismo: Imaginários, Procedimentos Metodológicos e Experimentações". 

A estudante Maisa Gabrieli de Souza apresentou os resultados do projeto de extensão referentes ao ano de 2023, do qual foi bolsista com financiamento do Fundo de Incentivo à Extensão (FIEX). Neste ano de 2024, Maisa atua como bolsista do projeto de pesquisa, financiado pelo Fundo de Incentivo à Pesquisa (FIPE). A acadêmica representou a equipe de voluntários do projeto, suas orientadoras Josicler Orbem Alberton, Évelyn Paniz Possebon e Débora Bretas Silva, sendo acompanhada das coautoras do trabalho, Débora Lopes Loro e Julia Pozebon. A apresentação na jornada enfocou na divulgação das ações e resultados do projeto de extensão, o qual visa divulgar a profissão de arquiteto e urbanista nas escolas parceiras e conceber dinâmicas (oficinas, cursos, jogos, etc.) voltadas à comunidade da escola, tendo como foco as crianças.

[caption id="attachment_5887" align="alignright" width="690"] Acadêmicas do CAU na 31ª JJI da AUGM[/caption]

Segundo Maisa, a participação no evento revelou-se uma experiência enriquecedora e recompensadora: "A apresentação do nosso projeto, que integra atividades de extensão e pesquisa no eixo temático da extensão, possibilitou-me compartilhar o trabalho desenvolvido ao longo do ano por mim e pela equipe com um público diverso e engajado. Adicionalmente, foi inspirador conhecer iniciativas de outras universidades, tanto brasileiras quanto internacionais, que compartilham o mesmo compromisso com a promoção do impacto social por meio da educação e do envolvimento comunitário. O intercâmbio de ideias e o contato com variadas perspectivas fortaleceram minha percepção sobre a relevância da extensão universitária e trouxeram novas inspirações para o aperfeiçoamento do nosso projeto”.

Criada em 1993, as Jornadas são um espaço anual que reúne centenas de jovens investigadores das diferentes universidades membros da AUGM. Destinadas a promover integração e relações acadêmicas entre jovens cientistas dos países da região, as JJI propiciam a formação de redes interpessoais e científico-acadêmicas, fundamentando a constituição de grupos regionais de investigação científica. A 31ª edição da Jornada teve como lema "Educação Superior, Bem-Estar Coletivo e Convivência Democrática". Participaram estudantes de graduação e pós-graduação, professores em formação e bolsistas de pesquisa de universidades associadas à AUGM que apresentaram resultados parciais ou totais de pesquisas relacionadas aos temas propostos nos eixos temáticos. 

Mais informações sobre os projetos apresentados podem ser obtidas pelo e-mail naimee@55bet-pro.com.


Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações da acadêmica Maisa Gabrieli de Souza; foto: divulgação. 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2024/10/15/cau-recebe-estudantes-de-escola-municipal-para-uma-visita-ao-ct-ufsm Tue, 15 Oct 2024 18:40:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=5740 Estudantes do EMAI visitando instalações do CT  I Foto: Reprodução/Débora Bretas
Estudantes do EMAI visitando instalações do CT  I Foto: Reprodução/Débora Bretas
Estudantes do EMAI visitando instalações do CT  I Foto: Reprodução/Débora Bretas
Estudantes do EMAI visitando instalações do CT  I Foto: Reprodução/Débora Bretas

Na sexta-feira (04/10), o CT-UFSM recebeu a visita de 29 estudantes do Ensino Médio da Escola Municipal de Aprendizagem Industrial (EMAI) no curso de Arquitetura e Urbanismo. 

A iniciativa tem o objetivo de apresentar o ensino superior gratuito e de qualidade do CT-UFSM a fim de motivar os alunos para estudarem aqui no futuro. Além disso, a visita tem o interesse de divulgar a produção tecnológica da universidade e aproximar a comunidade local da comunidade acadêmica.

Durante a visita os estudantes puderam conhecer diversas instalações do prédio, incluindo a Maquetaria, o Canteiro Experimental, o Ateliê de Projeto, a Sala de Desenho e as salas de aula com murais. Os visitantes também puderam conhecer o contêiner do professor Macklini Dalla Nora, com experimentos na área de STEAM, e o Fábrica CT, cujo técnico Adriano realizou um tour guiado com direito a simulação de impressão 3D e de corte a laser.

Para os acadêmicos do CT que apresentaram seus cursos, a iniciativa foi muito enriquecedora, já que eles demonstraram as possibilidades de atuação de arquitetos e engenheiros para os estudantes da EMAI. Através da proximidade com a comunidade, os acadêmicos do CT tiveram a oportunidade de praticar suas habilidades comunicacionais, que complementam a sua formação técnica.

Já para os alunos da EMAI é um momento fora do habitual, para desbravar novos lugares, novas possibilidades e conhecerem as oportunidades que o CT-UFSM oferece a eles. A professora Débora Bretas comenta que os estudantes terminaram  a visita muito encantados com as instalações e possibilidades que o CT apresenta.

Essa visita foi fruto de uma iniciativa conjunta do Grupo de Estudos em Modelagem da Informação da Construção (GEMIC), sob a orientação da professora Débora Bretas e do Núcleo de Estudos de Arquitetura e Experimentações (NAIMEE Escola), sob a orientação das professoras Josicler Orbem e Évelyn Possebon. 

A atividade também contou com a colaboração dos alunos Anthonio Saraiva, Caetano Vianna, Valentina Ceretta e Yasmin Husein, do curso de Arquitetura e Urbanismo e Felipe Zappe do curso de Engenharia Civil, que participaram ativamente na recepção dos visitantes.

Existe em ambos os grupos projetos de extensão que visam a atuação conjunta com escolas da rede pública de Santa Maria, tanto para ir até a comunidade escolar quanto para trazê-los ao CT-UFSM. A ideia é que essas visitas se tornem recorrentes e que haja mais parcerias com outras escolas.

Com informações e fotos de Débora Bretas, docente do Centro de Tecnologia.

Texto por Emilly Vargas Wacht, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM

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A estudante Andressa dos Reis Ferreira, aluna do sétimo semestre do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSM, foi selecionada para representar o Brasil nos encontros de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas. Andressa fará parte do Global Youth Ambassadors, um grupo de jovens de diferentes países com o objetivo de acabar com a crise educacional em âmbitos global e local. A equipe, formada por de oito jovens lideranças, busca diminuir a desigualdade e aumentar a representatividade nas decisões globais por meio da presença juvenil.

[caption id="attachment_5488" align="alignright" width="328"] Andressa dos Reis Ferreira I Foto: Reprodução/Andressa Ferreira[/caption]

Em setembro deste ano acontecerá a 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU). O evento reúne líderes políticos mundiais, empresários e ativistas para debater os objetivos da ONU para 2030. A estudante participará ativamente e de diversas maneiras das discussões de alto nível do evento, a convite da Theirworld - organização sem fins lucrativos com sede em Londres que atua globalmente em prol da educação.

Andressa atuará na Assembleia como representante brasileira da Theirworld. Sua função, assim como as dos demais embaixadores juvenis globais, envolve discursar em eventos, participar de reuniões com dignitários e líderes mundiais e debater sobre a necessidade de financiamento educacional para milhões de crianças em países em desenvolvimento. 

Durante o evento, Andressa terá encontros com outras delegações juvenis, participará de eventos paralelos à AGNU como o jantar de alto nível do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 da ONU (educação de qualidade) e dará uma palestra em simpósio (Act for Early) e evento (Summit of the Future) organizado pela Theirworld. 

Além da Assembleia Geral das Nações Unidas, Andressa também está participando do programa United People Global no estado do Maine, nos Estados Unidos, ao lado de 20 líderes que são destaque em seus países, representando a UFSM em ambos os eventos.


Texto por Emilly Vargas Wacht, acadêmica de jornalismo, sob supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.

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Programa de Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social e Reurbanização de Assentamentos Humanos Precários da UFSM, vinculado ao curso de Arquitetura e Urbanismo, promove nesta quarta-feira (31) o 9° Diálogo Temático ATHIS/REURB, com o tema "Uma Santa Maria resiliente às mudanças climáticas: impactos e possíveis cenários". Será a partir das 14h, no auditório do CAU, prédio 9F do 55BET Pro Sede. A programação pode ser conferida na imagem ao lado.

O evento tem por objetivo provocar reflexões sobre o tema e, se for do interesse dos participantes, dar início a um processo de construção de um projeto colaborativo entre os poderes públicos municipais, a UFSM e a sociedade civil organizada de Santa Maria.

A inscrição é aberta a todos os interessados na temática.

Programação

14h: Abertura | Acadêmica de Arq. e Urb. Lara Leites Schibulski 

14h10min: Defesa Civil e mudanças climáticas |  Bel. Adão Claiton de Souza Lemos Ex-coordenador Municipal de Proteção de Defesa Civil 

14h25min: Espacialização das áreas de risco em Santa Maria | Acadêmicas de Arq. e Urb. Elisa Procopio Brito e Luísa Xavier Pairé

14h35min: Plano municipal de redução de riscos (PMRR - Santa Maria/RS) | Profª. Drª. Geol. Andrea Valli Nummer

14h50min - Escorregamentos de encostas: um problema a ser enfrentado |  Prof. Dr. Eng. Civil Rinaldo Jose Barbosa Pinheiro

15h05min - Integrando soluções baseadas na  natureza (sbn) ao planejamento urbano para redução de inundação e alagamentos |  Profª. Drª. Engª. Civil Rutineia Tassi

15h20min - Estratégias de resiliência urbana para Santa Maria  |  Prof. Dr. Arq. e Urb. Edson Luiz Bortoluzzi da Silva

15h35min - Reflexões e encerramento

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/11/23/docente-da-ufsm-participa-da-alianca-pela-paisagem Thu, 23 Nov 2023 17:36:43 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64607 Com o objetivo de mobilizar a sociedade civil e organizada e discutir a necessidade de uma “Lei da Paisagem” para o Brasil, foi criada a Aliança pela Paisagem. A ação, que é coordenada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA) e pela Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), tem o apoio e participação de diversas entidades. De acordo com professor do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura da UFSM, Ricardo Rocha, a Aliança pela Paisagem se faz importante uma vez que toma como referência discussões que estão sendo abordadas no século XXI e contribui com a preservação de paisagens a partir de uma visão dinâmica.

A ação é dividida em dois grupos e busca, também, elaborar material de apoio ao Poder Público para trabalhar com o tema usando os instrumentos legais já existentes. O Grupo de Trabalho Jurídico é responsável por pesquisar e entender quais são as leis mundiais sobre o assunto. Segundo o professor, esse grupo trabalha na articulação para levantamento dos documentos existentes sobre o tema para elaborar uma minuta inicial a ser discutida no âmbito da Aliança. Já o Grupo de Trabalho de Mobilização e Capacitação atua na elaboração de estratégia de capacitação e difusão relativa à busca de locais, no Brasil ou em outros países, onde já há legislação sobre paisagem e os desafios de sua aplicação.

Lei da Paisagem

Para explicar o que é paisagem, o professor cita o escritor argentino, Jorge Luis Borges, que fala sobre a existência de muitas paisagens, “há a possibilidade de estabelecer classificações infinitas, há um conjunto de referências de paisagem mais ou menos estabilizado na bibliografia e que servem de base comum para que a gente se entenda minimamente.” diz Ricardo. De maneira geral, o professor comenta os tipos de paisagem mais amplas: paisagem cultural que é a inter-relação entre o natural e a cultura; paisagem natural que é aquela em que o ambiente ainda não sofreu processos culturais; paisagem produtiva, que está associada alguma produção; paisagem rural, que é o encontro entre os processos naturais e humanos; e paisagem urbana que é composta por questões da cidade. 

De acordo com Ricardo, a grande referência mundial no assunto é a Convenção Europeia da Paisagem, um instrumento que objetiva promover a proteção, gestão e planeamento das paisagens daquela região. O professor explica que a Lei da Paisagem é um marco legal, construído de maneira democrática, que serve como instrumento de identificação acerca do que deve ser protegido e fomentado, do que tem capacidade de desenvolvimento e que pode transformar a vida das pessoas. Esse marco legal indica alguns caminhos e, de acordo com ele, “as mudanças que vão ocorrer nas legislações municipais e estaduais, nos planos diretores, no planejamento estratégico do estado, entre outros” diz. Ele explica, também, que após a criação da lei as próximas gerações de planos diretores vão começar a incorporar esse novo marco legal , então, será possível ver a ação na prática.

Entre as estratégias da Aliança para o desenvolvimento desse material estão: mobilização, por meio de entidades, órgãos governamentais, órgãos do terceiro setor, academia e estudiosos da paisagem, para discussão do conteúdo de uma “Lei da Paisagem”, seguindo-se na linha do modelo europeu, com adaptação à realidade brasileira; Elaboração de uma minuta de projeto de lei que possa ser apresentada ao Congresso Nacional e, também, às Assembleias Legislativas Estaduais; Sensibilização e capacitação para o tema, com realização de palestras, seminários, eventos e congressos; Analisar modelos já existentes em outros países para discuti-los e adaptá-los à realidade nacional; Participação na “LALI – Iniciativa Latinoamericana del Paisaje”, que busca mobilizar os países da América Latina para criação de um Convênio Latino-Americano de Paisagem; e a elaboração de Manual, Cartilha ou Nota Técnica que chamem a atenção para a inclusão da temática da paisagem nos instrumentos de planejamento e de controle já existentes na legislação brasileira (zoneamentos, planos diretores, planos de bacia, licenciamento ambiental, licenciamento urbanístico, dentre outros), para ser adotado pelos membros do Ministério Público e outros servidores públicos. 

Sobre a sua contribuição na ação, Ricardo destaca a importância da Aliança pela Paisagem como ferramenta de colaboração com o seu Grupo de Pesquisa na UFSM, e a positiva repercussão em sala de aula. O professor afirma também, “a paisagem se transforma e isso faz parte do processo de construção da cultura. É importante a discussão sobre o tema. O papel da Universidade é contribuir  com a melhora da sociedade.” finaliza.

Próximos passos

Ricardo explica que neste momento os dois grupos estão trabalhando em suas frentes de atuação, organizando documentos, materiais, realizando entrevistas e redigindo a primeira versão da minuta com sugestões. A perspectiva é que uma primeira versão da minuta de lei seja finalizada até a metade de 2024.

Texto: Gabriela Leandro, estudante de Jornalismo e voluntária da Agência de Notícias
Arte: Daniel Michelon de Carli, designer
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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