UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 21 Mar 2026 02:24:02 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/filosofia-e-educacao-sustentabilidade-violencia-escolar-e-formacao-para-a-cidadania Mon, 03 Nov 2025 12:51:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/?page_id=597 Filosofia e educação: sustentabilidade, violência escolar e formação para a cidadania
Amarildo Luiz Trevisan, Elisete Medianeira Tomazetti, Noeli Dutra Rossatto (organizadores)
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/05/29/qualificacao-radios-comunitarias Thu, 29 May 2025 20:31:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=12704 O papel social desempenhado pelo rádio vai para além do entretenimento ou da informação. Seu alcance, por vezes, é amplo e plural, atingindo diversos grupos sociais e superando barreiras geográficas. Especialmente quando observamos a realidade do interior do Brasil, as rádios atuam como meios para a promoção de cidadania e cultura, construindo relações de pertencimento e acesso à democracia. 

No processo de criação de vínculos sociais, as rádios comunitárias exercem protagonismo em diversas regiões afastadas dos grandes centros urbanos. Por vezes, elas são as únicas formas de acesso à informação local, revelando-se fundamentais para o desenvolvimento regional. Desenvolve-se, nesta lógica de comunicação, o projeto “Qualificação para colaboradores de rádios comunitárias da região do Médio Alto Uruguai”, vinculado à UFSM campus Frederico Westphalen. A ação é coordenada pela professora e jornalista Mirian Redin de Quadros e conta com financiamento do Fundo de Incentivo à Extensão (FIEX) desde 2024.

[caption id="attachment_12706" align="alignleft" width="300"] Equipe da rádio comunitária de Caiçara.[/caption]

O projeto teve início a partir da demanda dos próprios comunicadores da região. Em 2023, com o projeto de extensão Agência da Hora, foi realizada uma ação de combate à desinformação por meio de rádios comunitárias no interior do estado gaúcho. As atividades eram centradas na produção e distribuição de materiais com checagem de informações, além de promover oficinas junto aos colaboradores, capacitando-os para identificar conteúdo desinformativo e trabalhar com esses tópicos no dia a dia profissional.

“A partir desse contato mais próximo, os colaboradores trouxeram algumas questões nas quais precisavam de auxílio. Uma delas era a formação de locutores e a preparação de pessoas para trabalharem nas rádios”, lembra Mirian. Com base nessas conversas, o projeto foi formatado para atender às demandas locais, focando na qualificação de colaboradores das rádios comunitárias da região do Médio Alto Uruguai. “Sabemos que muitas pessoas que fazem a comunicação comunitária têm experiência prática, mas não têm o conhecimento sobre o jornalismo e a comunicação de forma mais ampla. Enquanto universidade, entendemos que poderíamos contribuir para isso, reconhecendo a rádio comunitária como fundamental para a comunicação cidadã, especialmente aqui na região de Frederico Westphalen”.

Mirian lembra que muitos municípios da região são de pequeno porte, tendo como único veículo de comunicação da cidade uma rádio. Esses veículos, por sua vez, enfrentam diversas dificuldades para a obtenção de recursos – em parte devido à legislação brasileira –, o que impacta a sustentabilidade das rádios, assim como sua estrutura técnica e de pessoal. “Qualificar as pessoas que fazem essa comunicação é contribuir para o desenvolvimento social da nossa região”, ressalta a professora. 

[caption id="attachment_12705" align="alignright" width="300"] Participantes do encontro em Taquaruçu do Sul.[/caption]

Em 2024, o projeto recebeu apoio do Fundo de Incentivo à Extensão (FIEX), desenvolvendo oficinas de qualificação com equipes de quatro rádios comunitárias nos municípios de Frederico Westphalen, Caiçara, Taquaruçu do Sul e Erval Seco. Nas oficinas, aproximadamente 16 colaboradores participaram das atividades. As qualificações eram realizadas no período noturno ou aos sábados de manhã, tendo em vista que a maioria dos integrantes das equipes é voluntária.

“Para montar as oficinas, realizamos o diagnóstico de programação analisando as plataformas de mídia social e os programas sonoros que eles produziam. A partir disso, criamos oficinas personalizadas para cada rádio, entendendo as suas demandas. Apresentamos as propostas temáticas e os colaboradores das rádios escolheram dois temas para que trabalhássemos com eles”, pontua Mirian. Dessa forma, o projeto desenvolveu três formações.

Na oficina de fundamentos do jornalismo e radiojornalismo, foram abordadas questões relacionadas à formatação da notícia, à importância do relacionamento com fontes para verificação de informações, à responsabilidade profissional e à preparação do texto para veiculação em rádios. De acordo com a professora, “a oficina destaca os aspectos de checagem e apuração, além de apresentar fontes que podem ser utilizadas pelas equipes – como a Rádio Agência e a Agência Brasil. Essa é uma forma de fornecer maior diversidade informativa, ampliando a visão de mundo oferecida por meio de suas programações”.

 

Uma das oficinas mais solicitadas pelos colaboradores foi a de redes sociais. Nela, foram trabalhadas as diferenças entres as redes sociais, os formatos que podem ser pensados e as ferramentas disponíveis. Características de linguagens, identidade visual e análise de métricas e impactos também integraram os conteúdos programáticos da atividade. Ao final, a oficina resultou na elaboração de um manual para ampliar a presença dos veículos no espaço digital.

A terceira oficina foi voltada à prática de locução, pensada especificamente para pessoas que apresentam programas nas rádios comunitárias. No curso, foi discutida a importância da voz – desde técnicas de cuidados até seu potencial de criação de vínculos com a comunidade. No momento dedicado à prática, a oficina realizou exercícios de aquecimento vocal e aprimoramento da dicção.

Nesse processo de levar a Universidade para além de seus arcos, o intercâmbio de saberes possibilitou o desenvolvimento de novos conhecimentos técnicos e pessoais para os integrantes da ação. De acordo com a professora, estudantes que participaram das ações puderam conhecer na prática as condições de trabalho e o funcionamento de rádios comunitárias.

“Ao retornar, voltam com outro olhar tanto para o funcionamento quanto para o papel dessas rádios comunitárias nas comunidades. Quando estamos lá, ouvimos histórias sobre o relacionamento deles com a sociedade e com os ouvintes. Isso mostra outras realidades que não conseguimos trabalhar em sala de aula, uma comunicação mais cidadã”, ressalta Mirian.

Para a professora, as atividades extensionistas são fundamentais para que os estudantes possam compreender o vínculo entre universidade e comunidade. Muito além de um trabalho meramente formal, a extensão amplia a percepção de mundo e as conexões com diversas realidades, assim como propicia o desenvolvimento de habilidades de diálogo e responsabilidade com os locais onde os futuros profissionais atuarão.

Além das contribuições para a formação estudantil, a ação tem um papel ativo na construção da cidadania plena e no desenvolvimento regional. Mirian destaca que a comunicação comunitária está no centro de uma sociedade mais diversa e plural, contribuindo para o fortalecimento da democracia, do combate à desinformação e da educação popular.

[caption id="attachment_12708" align="alignleft" width="300"] Registro da ação na Rádio Comunitária de Erval Seco.[/caption]

A professora enfatiza que “o rádio é muito presente aqui na região Noroeste, então entendemos que ele tem a capacidade de furar bolhas – algo que não conseguimos nas redes sociais. Por meio do rádio, pode-se chegar a um público muito mais diverso, dialogando e levando questões importantes a ele. O projeto tem essa compreensão, e, por isso, queremos fortalecer a atuação das rádios comunitárias”.

Neste ano, o projeto também recebe apoio de recursos FIEX. O foco dos trabalhos continua sendo o fortalecimento da comunicação comunitária em diversos meios. “Em 2025, pretendemos trabalhar com a presença digital dos veículos. Algumas rádios têm dificuldades em ter um site, outras em manter sua página atualizada, e há também aquelas que não dispõem do conhecimento técnico necessário. Pretendemos auxiliá-las nesse aspecto.”

Aliado a esse trabalho, o projeto buscará desenvolver campanhas de valorização das próprias rádios comunitárias, produzindo conteúdo sonoro e digital para ressaltar a importância desses veículos e suas características. A ideia é enfatizar suas contribuições para o desenvolvimento da sociedade.

Texto: Wellington Hack, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Agenda 2030 na UFSM

A ação de extensão apresentada neste texto se alinha aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/2023/12/15/lancamento-da-12a-edicao Fri, 15 Dec 2023 13:00:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/?p=692

Comunicamos o lançamento da 12ª edição (2023) do periódico O QI - Revista Experimental do Curso de Produção Editorial sob a coordenação da professora Cláudia Bomfá, apresentando o dossiê temático “Design e cidadania: criatividade como instrumento social”.

Partindo da provocação “Para quem você faz design?”, lançamos um dossiê temático que trata da aplicação do design em diversas mídias e áreas do conhecimento, como instrumento social que facilita as vivências em sociedade. Assim, a edição busca compilar resultados provenientes de projetos experimentais, pesquisas e relatos profissionais que valorizem produções criativas desenvolvidas sobre os princípios da cidadania, inclusão e acessibilidade. 

A edição inclui no seu dossiê temático 2 originais, 1 ensaio, 3 relatos de produção e 3 resumos de monografia. Além da seção temática, a O QI possui uma seção de temas livres, que apresenta 4 artigos, 1 ensaio, 2 relatos de produção e 2 resenhas críticas. Dá-se destaque especial para o original de Clara Guedes Pinto, do projeto ColorADD (Portugal), abordando o Sistema de Identificação de Cores para Daltônicos.

Leia a versão digital aqui.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2023/08/04/ufsm-participa-de-mais-uma-edicao-do-projeto-rondon-operacao-sentinelas-avancadas-de-2023 Fri, 04 Aug 2023 13:00:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=8072 [caption id="attachment_8074" align="aligncenter" width="499"] Todos os estudantes da equipe estavam participando do Projeto Rondon pela primeira vez[/caption]

No último dia 20, o grupo que representou a UFSM no Projeto Rondon - Operação Sentinelas Avançadas de 2023 desembarcou no 55BET Pro de Frederico Westphalen após duas semanas em Castanheiras, Rondônia. O grupo atuou na categoria do Conjunto B, ministrando oficinas sobre o meio ambiente, comunicação, trabalho, tecnologia e produção. O Projeto Rondon desenvolve a cidadania entre estudantes universitários, empregando soluções sustentáveis para a inclusão social e a redução de desigualdades nas comunidades assistidas. A equipe desembarcou em Castanheiras, no dia 08 de julho, e ficou instalada na Escola Municipal de Ensino Fundamental Vasco da Gama. A equipe retornou no dia 20, após duas semanas ministrando oficinas na comunidade.

Nesta operação, a comitiva da UFSM foi formada pelos professores Gizelli Moiano de Paula e Edner Baumhardt, pelos estudantes de Engenharia Florestal Adriana Maria Iora, Amanda da Rosa, Marcelo Gabriel de Lima, Liandra da Silva Denardi, Lorena Gabrielle de Leles Silva Fernandes, Otávio de Jesus Batistas e Wellington Gomes Schmitt, e pela estudante de Relações Públicas Luciana Braatz. Com exceção dos professores, todos estavam participando do Projeto pela primeira vez. A estudante de Relações Públicas, Luciana Braatz, relata que a Operação foi inesquecível, “encontramos muitas pessoas que nos ajudaram e conhecemos muitas histórias que nos emocionaram e mudaram a nossa visão sobre a vida. Jamais iremos esquecer as pessoas com as quais trabalhamos, o sorriso de cada criança e a forma como a cidade nos acolheu”

As oficinas ministradas pela comitiva da UFSM eram voltadas para as áreas de comunicação, trabalho, meio ambiente, tecnologia e produção. Além de ensinar, a equipe também aprendeu muito com os participantes. Algumas vezes, precisaram alterar o cronograma em instantes, antes do início das oficinas, mas o desafio os deixou cada vez mais preparados e experientes. Algumas das atividades precisavam ser adaptadas para cada público, para que pudessem ser mais proveitosas. As oficinas com temas relacionados ao meio ambiente, por exemplo, foram ministradas de forma diferente para crianças, adolescentes e adultos. Este público diversificado tornou a experiência ainda mais abrangente, para a equipe e para a comunidade. 

A estudante de Engenharia Florestal, Liandra Denardi, conta que a experiência mais marcante da viagem foi a recepção da comunidade. O acolhimento do público e a imersão cultural despertou um misto de felicidade, empatia, doação e amizade. A estudante relata que teve a “sensação de se sentir realmente parte de uma família e amor por estar envolvida em algo tão grandioso. É difícil conter as emoções ao lembrar de tudo que vivemos nesses 20 dias. Com certeza essa operação será lembrada para sempre com muito amor e saudade”. Além da experiência positiva da equipe, eles também perceberam que as atividades foram muito proveitosas para o público. Eles realizaram uma pesquisa de satisfação, onde receberam uma resposta positiva, mas também puderam observar a interação dos participantes e a felicidade no rosto das crianças durante as atividades.

Após a operação, a sensação da equipe é de dever cumprido. “Orgulho e gratidão em ter a oportunidade de representar a nossa instituição e ter a certeza de que podemos fazer a diferença. A sementinha foi plantada com muito amor e dedicação e esperamos que futuramente cresça e floresça”, relatou a estudante de Engenharia Florestal, Liandra Denardi.

[caption id="attachment_8077" align="aligncenter" width="555"] A UFSM realizou a operação na cidade de Castanheiras, em parceria com uma equipe da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP).[/caption]

O Projeto Rondon

O Projeto Rondon é uma iniciativa do Ministério da Defesa que contribui com o desenvolvimento social e da cidadania nas comunidades e instituições participantes. Os envolvidos são instigados a pensar em soluções sustentáveis para promover a inclusão social e a redução da desigualdade em diferentes comunidades. A iniciativa surgiu em 1967, com a intenção de levar a juventude universitária para conhecer a realidade brasileira. Em 2004, o Projeto passou por uma reformulação e foi reativado nos moldes de hoje, enviando professores e alunos universitários de diferentes áreas do conhecimento para propor soluções de superação de demandas locais.


Texto por: Luísa Monteiro - Bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Eventos

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O projeto de pesquisa “A ficção televisiva brasileira como recurso de promoção da cidadania” foi uma das 190 propostas contempladas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na Chamada Pública Pró-Humanidades. Trata-se de um projeto coletivo, desenvolvido junto à Rede Obitel Brasil que, há mais de 15 anos, desenvolve pesquisas sobre a ficção televisiva brasileira. A proponente é a professora Maria Immacolata Vassallo de Lopes, coordenadora do CETVN (Centro de Estudos da Telenovela) e professora sênior do Departamento de Comunicações e Artes (CCA) da Universidade de São Paulo (USP). Integram a Rede Obitel Brasil dez equipes nacionais, com pesquisadores oriundos de diversas instituições.

O grupo sediado na UFSM é coordenado pelas professoras Sandra Depexe e Veneza Mayora Ronsini, do Poscom (Programa de Pós-Graduação em Comunicação), além das pós-doutoras Lúcia Loner Coutinho (egressa Poscom) e Camila da Silva Marques (egressa Poscom e docente na Universidade Federal da Integração Latino-Americana - UNILA). Ainda, fazem parte da equipe as mestrandas do Poscom Marina Judiéle dos Santos Freitas e Lavínia Neres Feronato.

São dois grandes eixos de investigação. No primeiro, a proposta é realizar uma metainvestigação sobre todas as pesquisas desenvolvidas pela Rede Obitel até o momento a fim de cartografar as metodologias, teorias e resultados obtidos em tais trabalhos, e evidenciar seus vínculos interseccionais com educação, cultura, juventude, sustentabilidade, entre outros. A partir da realização dessa metainvestigação, o objetivo é desenvolver e tornar pública uma plataforma multimídia da Rede Obitel Brasil.

No segundo eixo, a novela Pantanal, que foi ao ar em 2022 na TV Globo, é objeto de estudo da pesquisa. O projeto quer tomar a novela Pantanal, que alcançou bons índices de audiência e repercussão nas redes sociais, como um exemplo da tese de que a telenovela, no Brasil, é um recurso comunicativo fundamental na construção do espaço público nacional.

A partir do acervo de pesquisas da Rede Obitel, o projeto pretende sistematizar os temas que representam grandes desafios e problemas sociais brasileiros e que estão presentes nas tramas da teledramaturgia nacional. Com a análise da novela Pantanal, visa identificar quais são as temáticas cidadãs emergentes na sociedade brasileira, além de observar a relevância desse tipo de obra para a disseminação, debate e subsídio de políticas públicas relacionadas às questões sociais escolhidas. Além disso, o projeto prevê a elaboração de seminários e workshops a fim de debater a ideia da novela como recurso comunicativo para a promoção da cidadania.

O projeto teve seu início em dezembro de 2022 e terá cerca de 24 meses de duração, tendo a ECA e a USP como sua principal sede de execução, mas contando com a parceria de mais universidades como colaboradoras, entre elas a Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Anhembi Morumbi (UAM), Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

OBITEL BRASIL - A Rede Obitel Brasil é um braço do Observatório Ibero-Americano da Ficção Televisiva (Obitel), criado em 2005 e formado por 11 países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos hispânico, México, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela. A rede realiza o monitoramento da ficção televisiva e da teledramaturgia nesses países, promovendo pesquisas acadêmicas sobre o campo, em diálogo com o mercado e com o planejamento institucional, e ampliando o conhecimento de aspectos como a produção, o consumo e circulação da teleficção nas nações integrantes.

No Brasil, a Rede Obitel é composta por dez grupos de pesquisa, congregando pesquisadores sêniores e doutores de Programas de Pós-Graduação em Comunicação oriundos de 11 instituições diferentes com abrangência nacional.

Com informações da assessoria do projeto

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/06/15/ufsm-e-instituicao-apoiadora-de-congresso-de-pesquisadores-e-profissionais-de-educomunicacao Wed, 15 Jun 2022 19:07:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=58901

Em uma promoção do Núcleo Regional do Rio Grande do Sul da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPeducom), em parceria com a Rede Salesiana Brasil e a UFSM, ocorre de 22 a 24 de junho o 4º Educom Sul: Educomunicação para Democracia e Cidadania. As palestras serão ministradas de forma virtual (via Zoom), no horário das 19h às 21h. A abertura será realizada pela professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM e coordenadora do Núcleo RS da associação, Rosane Rosa, junto com a coordenadora de comunicação da Rede Salesiana, Maike Lopes.

No dia 22, o tema geral das palestras será “Educomunicação para a democracia”; no dia 23, “Educomunicação, direitos humanos e diversidade”; no dia 24, “Pluralidade de abordagens e práticas educomunicativas”. O mediador também muda a cada dia; no primeiro será a professora Cláudia Moraes, do Departamento de Ciências da Comunicação do 55BET Pro da UFSM em Frederico Westphalen. Entre os palestrantes, também constam docentes da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e Universidad de Huelva (da Espanha).

A programação completa, a relação dos palestrantes, o formulário de inscrição e outras informações sobre o evento constam na página eventos.rsb.org.br/educomsul-2022.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/cidadania-em-extensao-2 Mon, 23 May 2022 13:54:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9280 “É uma lição de vida e até de cidadania”. O trecho do poema escrito por Rômulo Chaves, compositor de Palmeira das Missões, descreve o lema do projeto Rondon. O poema foi um pedido do amigo, professor do Departamento de Ciências da Saúde da UFSM em Palmeira das Missões, Gianfábio Pimentel Franco, como forma de  homenagem à participação da Universidade na edição de 2019, da qual ele fez parte.

Colagem horizontal e colorida de três imagens. A primeira, na esquerda da imagem, em tamanho grande, é de um mapa do Brasil, em formato ilustrado. As cores da região Sul estão em tons de roxo, da região Sudeste em rosa, da região Centro-Oeste em laranja, da região Norte em verde e da região Nordeste em amarelo. Um ícone de avião está sobre os estados da região Sudeste. Uma linha pontilhada sai do Rio Grande do Sul e vai até Rondônia, em amarelo. A fotografia ilustrada está presa com um clip. Ao lado, duas Fotografias presas com fita azul. A primeira, na parte superior direita, onze pessoas em frente a uma van branca. Oito estão em pé, e três agachadas, que seguram uma bandeira da Universidade Federal de Santa Maria. Cinco são mulheres e seis são homens. O fundo é um céu azul com nuvens. Abaixo, fotografia horizontal de 21 pessoas que vestem colete amarelo sobre camiseta bege, ou camiseta amarela. Todos usam crachá, e alguns usam chapéu de tecido. Onze pessoas estão em pé, sendo seis mulheres e cinco homens. O último veste uniforme militar. Dez pessoas estão agachadas ou sentadas, sendo oito mulheres e dois homens. O ambiente é escuro e iluminado por luzes da rua. O fundo é branco com textura.

Criado em 1967 pelo Governo Federal, o projeto Rondon visa contribuir para o desenvolvimento sustentável de comunidades carentes. Isso é feito através de uma parceria entre diferentes ministérios, governos estaduais e municipais e instituições de ensino superior. A iniciativa envolve a participação de professores e estudantes na execução de ações que utilizam habilidades dos universitários para colaborar com o bem-estar social, a gestão pública e a qualidade de vida dos moradores do local onde elas ocorrem. Para os estudantes, além de favorecer a vida acadêmica, a experiência é uma oportunidade de vivenciar outras culturas e realidades, bem como desenvolver responsabilidade social e coletiva.

 

Nas duas primeiras décadas, o projeto Rondon envolveu 350 mil universitários em todas as regiões do país. Ainda em seus anos iniciais, ele se conecta com a história da UFSM de maneira muito direta: em 1969, José Mariano da Rocha Filho, criador da Universidade e reitor vigente da época, participou como conselheiro do projeto. Após, Mariano teve interesse em fazer com que as ações rondonistas fossem mais eficazes na região. Assim, criou o 55BET Pro Avançado de Boa Vista, em Roraima. Dessa forma, todo mês, acadêmicos da UFSM iam até o 55BET Pro Avançado trabalhar e dar continuidade aos serviços prestados, principalmente nas áreas de saúde e educação. Isso aconteceu até o fechamento da sede, em 1985, mas a parceria com o estado ficou registrada através do nome da “Avenida Roraima”, coluna espinhal do campus da UFSM Santa Maria.

Ilustração quadrada e colorida de uma imagem ilustrada de um mapa do Brasil. As cores da região Sul estão em tons de roxo, da região Sudeste em rosa, da região Centro-Oeste em laranja, da região Norte em verde e da região Nordeste em amarelo. Um ícone de avião está sobre os estados da região Sudeste. Uma linha pontilhada sai do Rio Grande do Sul e vai até Rondônia, em amarelo. A fotografia ilustrada está presa com um clip. O fundo é branco.

Em 1989, o projeto Rondon foi extinto e, posteriormente, retomado em 2004. Desde então, ocorreram mais de 80 operações, as quais contemplaram 1.213 municípios e envolveram 22.897 rondonistas e mais de dois milhões de beneficiados. Em 2019, entre os dias 11 e 28 de julho, dois professores do Departamento de Ciências da Saúde da UFSM Palmeira das Missões, acompanhados de oito acadêmicos dos cursos de Enfermagem, Pedagogia, Educação Especial, Direito e Dança, participaram da Operação João de Barro do Projeto Rondon, no município de Santa Rosa do Piauí. Como comentado antes, entre eles estava o professor Gianfábio, que conta, neste diário, como foi participar da última edição presencial da maior ação extensionista do país.

Nossos mestres têm destino de sair em empreitada*

Participar de um projeto dessa magnitude nos impõe diversas demandas – sejam pessoais e/ou profissionais. Em primeiro lugar, é árdua a tarefa de se dispor. Nos meses de julho, comumente as operações nacionais convergem com as férias escolares e universitárias – e, delas, abdica-se, para geralmente se deslocar para estados com condições sociais, econômicas, culturais e climatológicas opostas às nossas.

Dificilmente há tempo hábil de preparação, pois, a partir da seleção do edital da instituição e do Ministério da Defesa, há no máximo seis meses para organizar as oficinas, selecionar os professores, os coordenadores, os adjuntos e os estudantes, além de providenciar materiais de apoio e logística institucional. Quando o grupo não pertence ao mesmo campus, há ainda mais dificuldade. Em nosso caso, quatro membros são de Palmeira das Missões e seis de Santa Maria.

Ilustração quadrada e colorida de um kit rondoneiro, composto por uma mochila, uma garrafa, uma camiseta e um chapéu de tecido. A mochila é preta, grande, e tem, na parte superior, a logomarca do projeto Rondon, em amarelo, verde e azul. Na frente esquerda da mochila, garrafa de plástico branco com bico, com a logomarca do projeto. Na frente direita da mochila, camiseta amarela dobrada e, sobre ela, chapéu de tecido bege com a logomarca do projeto Rondon. O fundo é branco.

As tratativas administrativas, normalmente amparadas pela Pró-Reitoria de Extensão, aconteciam por via digital, telefônica, mas principalmente, com deslocamentos de mais de 460 quilômetros (ida e volta) – isso tudo em um único dia – para, no mínimo, uma reunião, assinatura de documentos, entrevistas, spots, dentre outras atividades.

 

Cada município participante da operação, juntamente com o professor que realizou a viagem precursora, criou o Comitê Rondon local, com vistas a organizar a logística e as articulações para a efetiva ocorrência da operação. São levantados pontos como alojamento, refeições, deslocamentos, locais das oficinas, dentre outras atribuições contidas no edital do Ministério da Defesa e no acordo de cooperação entre município e estado.

Cruzar rumos e culturas, sem receio da estrada

A viagem iniciou às 5h, em Palmeira das Missões, com deslocamento de três integrantes da equipe. Houve paradas em Ijuí e Santa Maria para agregar ao elenco os outros participantes. Em Porto Alegre, com outras instituições de ensino, embarcamos às 17h40 com destino a Brasília, onde às 21h fizemos conexão para Teresina. A aeronave estava repleta de rondonistas com suas camisetas personalizadas.

Chegamos em Teresina às 23h30. Éramos aguardados pelo 25º Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro, que nos direcionou ao quartel. Nos encontramos com a instituição parceira, a Universidade do Vale do Paraíba (Univap) e, após uma breve refeição, fomos descansar nos alojamentos com o apagar das luzes, à 1h25. Às 6h, com a alvorada festiva, fomos acordados e direcionados ao café da manhã. Após, retiramos os kits do rondonista, compostos por chapéu, mochila, squeeze, crachá, camisetas e coletes. À tarde, realizamos um passeio guiado por alguns pontos da capital piauiense. Já no quarto dia da experiência, fomos despertados com a alvorada festiva às 5h.

Ilustração horizontal e colorida, em tons de verde, marrom e azul, de uma paisagem do semiárido. Há vários pés de cactos grandes e com vários caules espalhados pela imagem. Também tem arbustos pequenos, em vários tons de verde. O chão é marrom. Ao fundo, montanhas em tons de marrom. O céu é azul com quatro nuvens pequenas.

Tomamos café e recebemos os catanhos (pequeno lanche para a viagem). Em ônibus fretados, duas equipes foram deslocadas, por volta das 7h20, para Santa Rosa do Piauí, a 287 quilômetros de Teresina. Uma viagem em torno de 5 horas, por estradas sinuosas, às vezes não pavimentadas, estreitas e desertas, mas com belas paisagens!

Gente que o tempo reuniu, com alegria, por ali

A recepção em Santa Rosa do Piauí foi fantástica. Fomos recebidos pela equipe de trabalho da prefeitura, liderada pela Secretária de Educação. A recepção aconteceu na escola municipal onde ficaríamos hospedados. Havia balões e cartazes de boas-vindas, uma verdadeira festa. Nos transpareceu naquele momento o desejo para que a operação fosse um sucesso. Cada integrante que descia do ônibus foi recebido com um abraço e encaminhado aos alojamentos que ficavam nas salas de aula. Havia três alojamentos (das meninas, dos meninos e dos professores), uma cozinha, um espaço comum para montagem das oficinas, uma secretaria para utilização de computador e impressora, três banheiros e uma quadra esportiva. Foram designadas equipes de cozinheiras que forneciam três refeições diárias. Quatro, às vezes. Uma verdadeira fartura.

Ilustração horizontal e colorida de uma paisagem em tons de verde, marrom e azul. Na parte esquerda da Ilustração, seis pessoas de camiseta amarela, calças caqui verde militar e chapéus de tecido bege caminham. Atrás, duas casas pequenas com paredes bege, janela e porta acinzentadas e telhado marrom. Atrás das casas, floresta de árvores verde escuros. Na parte central da imagem, arbustos em tons de verde, gramínea sobre chão marrom e fileira de árvores em verde escuro ao fundo. Na parte direita da imagem, três árvores e uma palmeira em destaque, em tons de verde. O chão é marrom e o céu é azul.

Na viagem precursora, foram levantadas necessidades de adequações na escola para que pudesse receber os rondonistas. Foram realizadas inúmeras mudanças, como a instalação de chuveiros nos banheiros. Todas as salas de aula – que se transformaram em quartos – contavam com climatização e ventiladores, o que amenizou muito o calor da cidade nessa época do ano.

Pra irradiar conhecimento pelo céu grande da vida!

A comunidade foi excelente anfitriã. Os líderes comunitários, bem como os agentes públicos, nos trataram com muito carinho e atenção. Tínhamos toda a estrutura necessária para deslocamento e qualquer atividade dentro ou fora do município. No total, foram realizadas aproximadamente 40 oficinas nas diferentes áreas do conjunto A (UFSM). Entre os conjuntos A e B (Univap), foram aproximadamente 53 oficinas. A população buscou participar da maior parte.

 

Uma oficina muito esperada e de grande repercussão foi a de eletrocardiograma (ECG). Santa Rosa do Piauí não conta com Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) nem serviço hospitalar de Pronto Atendimento. Nesse sentido, uma dificuldade encontrada pelos profissionais de saúde da cidade eram os atendimentos às urgências e emergências cardiológicas, pois possuíam apenas uma ambulância improvisada para transporte dos pacientes até a cidade de Oeiras, que fica a aproximadamente 50 quilômetros e é a mais próxima com Bombeiros, Samu e hospital.

 

Pensando na qualidade do atendimento, diagnóstico e manejo adequado, o município adquiriu um  eletrocardiógrafo, porém os profissionais não sabiam utilizá-lo. Com a oficina realizada pelos participantes do projeto Rondon, os profissionais da saúde receberam uma capacitação teórico-prática para o uso e interpretação básica do exame de ECG, possibilitando a implementação do serviço no município, o que qualificou a assistência.

Fotografia vertical e colorida de onze pessoas em frente a uma van branca. Oito estão em pé, e três agachadas, que seguram uma bandeira da Universidade Federal de Santa Maria. Cinco são mulheres e seis são homens. O fundo é um céu azul com nuvens.
Saída do grupo que representou a UFSM no projeto Rondon em 2019.
Fotografia horizontal e colorida de pessoas em uma sala aberta, uma sala de aula. Na parte direita da imagem, tem um quadro branco com bandeirolas coloridas, e uma frase "Viva São João". Em frente, três mulheres de pele branca, cabelos escuros; elas vestem camiseta amarela, calças jeans e chapéu de tecido. Em frente a elas, um grupo de crianças negras pequenas. Elas olham para a frente. As paredes da sala são brancas. O fundo é luminoso e tem árvores.
Estudantes de uma oficina com a comunidade.

Nossa gente é parecida, no que tem dentro de si

No décimo dia, alguns integrantes contraíram uma virose. As oficinas foram reorganizadas e os rondonistas foram medicados e ficaram em repouso. Em geral, o maior problema nas viagens e expedições como esta é a “diarréia do viajante”, uma situação transitória adaptativa alimentar que costuma ocorrer pela água ou alimentos – não necessariamente contaminados, mas diferentes. Entre professores e alunos, acredito que tenham sido uns cinco acometidos. Todos foram tratados e restabelecidos em sua saúde. Essa situação gerou baixa no efetivo, pois tivemos que realocar estudantes nas oficinas e adiar outras. Mas o cronograma foi cumprido na totalidade.

No décimo segundo dia (22/07), acordamos com uma situação desagradável: fomos vítimas de vandalismo. Roupas no varal foram furtadas, rasgadas e espalhadas pelo pátio. Apesar de a escola possuir um vigia em tempo integral e um militar, em algum momento noturno, houve a invasão do pátio. Foi algo bem pontual. Não havia nenhum tipo de resistência da comunidade. Na verdade, esse fato de pequeno potencial ofensivo foi para chamar a atenção da equipe, especialmente das meninas do grupo. Realizamos um boletim de ocorrência na cidade vizinha e, posteriormente, localizamos o infrator e os objetos furtados foram recuperados.

Amizade foi bandeira: a mais humana das conquistas

A heterogeneidade do grupo é aspecto importante nas relações interpessoais e multidisciplinares: há os medos, as expectativas, as frustrações, a primeira vez de muitos longe de casa e do conforto do lar, as manias. Seriam dezessete dias a mais de 3,7 mil quilômetros longe de casa.

Ser mediador desse turbilhão de emoções é o maior desafio dos coordenadores docentes, até porque eles mesmos estão suscetíveis à ebulição de sentimentos. Eu havia participado da Operação Catirina em 2010, em Arari, Maranhão. Atuei como professor-adjunto. Também havia participado como estudante na graduação, quando o projeto foi chamado Universidade/Juventude Solidária, na década de 1990. Ter participado em outras  operações facilitou principalmente na ambientação e nas adversidades do nordeste brasileiro – em relação ao clima, à comida e à cultura.

Como os estudantes estão mais próximos do final do curso, em geral acima do 7o semestre, eles já possuem uma bagagem teórica e prática significativa de sua graduação. O maior desafio foi que eles trabalhassem juntos de forma interdisciplinar. Para minha surpresa, a interação entre os membros do grupo da UFSM foi fantástica, bem como com os outros estudantes e professores da Univap. Eles amadureceram muito ao longo dos dias.

Os desafios impostos pela distância de casa e as novas realidades mexeram bastante com o físico e o emocional da equipe toda. A união e o trabalho colaborativo geraram um processo familiar no grupo. A insegurança inicial foi superada pela autonomia e a excelência na execução das tarefas. Certamente saíram mais cidadãos do que profissionais, mais aprendizes do que instrutores.

Alma linda e brasileira, obrigado Piauí!

Procuramos, dentro dos horários de trabalho ou de folga, participar das festividades e atividades do município, como uma forma de conhecer a culturalidade local e se integrar de forma efetiva e igualitária. O ponto forte do município era a noite, especialmente na praça central, onde havia vários estabelecimentos de bebida e comida. Outra particularidade da cidade e região são os carros e motos adaptados para os chamados “paredões e pancadões” de som, que tocam, em alto volume, músicas regionais.

O último dia do projeto culminou com a feira municipal anual, chamada de AgroRosa. Nesse dia, houve o   encerramento do projeto no município e a entrega de certificados e presentes. Recebemos uma bela homenagem da administração municipal, incluindo um certificado de Honra ao Mérito. Também presenteamos o município com um poema escrito por um amigo e compositor de Palmeira das Missões.

Ao término da operação João de Barro, fizemos um excelente vínculo com a comunidade, tanto que até hoje nos comunicamos e trocamos informações. A relação entre os integrantes da Univap e UFSM até hoje também perdura. Participaram dessa operação Jonata de Mello, Daiana Cristina Wickert, Renato Vargas Fernandes, Jéssica Reis, Clara Rossato Bohrz, Ana Júlia Rodrigues Nunes, Débora Pinheiro Pereira, Geovana Wertonge e Leonardo Bigolin Jantsch (coordenador adjunto).

Fotografia horizontal de 21 pessoas que vestem colete amarelo sobre camiseta bege, ou camiseta amarela. Todos usam crachá, e alguns usam chapéu de tecido. Onze pessoas estão em pé, sendo seis mulheres e cinco homens. O último veste uniforme militar. Dez pessoas estão agachadas ou sentadas, sendo oito mulheres e dois homens. O ambiente é escuro e iluminado por luzes da rua.
Representantes da UFSM no Projeto Rondon em Teresina, vestindo os uniformes do projeto e com o "anjo", militar que acompanhava o grupo.

*Os entretítulos dessa matéria são trechos retirados do poema “Ao Piauí”, escrito por Rômulo Chaves

Expediente: Reportagem: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo; Ilustração e diagramação: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial.
Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/cidadania-em-extensao Mon, 11 Apr 2022 13:42:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9054 “É uma lição de vida e até de cidadania”. O trecho do poema escrito por Rômulo Chaves, compositor de Palmeira das Missões, descreve o lema do projeto Rondon. O poema foi um pedido do amigo, professor do Departamento de Ciências da Saúde da UFSM em Palmeira das Missões, Gianfábio Pimentel Franco, como forma de  homenagem à participação da Universidade na edição de 2019, da qual ele fez parte.

Colagem horizontal e colorida de três imagens. A primeira, na esquerda da imagem, em tamanho grande, é de um mapa do Brasil, em formato ilustrado. As cores da região Sul estão em tons de roxo, da região Sudeste em rosa, da região Centro-Oeste em laranja, da região Norte em verde e da região Nordeste em amarelo. Um ícone de avião está sobre os estados da região Sudeste. Uma linha pontilhada sai do Rio Grande do Sul e vai até Rondônia, em amarelo. A fotografia ilustrada está presa com um clip. Ao lado, duas Fotografias presas com fita azul. A primeira, na parte superior direita, onze pessoas em frente a uma van branca. Oito estão em pé, e três agachadas, que seguram uma bandeira da Universidade Federal de Santa Maria. Cinco são mulheres e seis são homens. O fundo é um céu azul com nuvens. Abaixo, fotografia horizontal de 21 pessoas que vestem colete amarelo sobre camiseta bege, ou camiseta amarela. Todos usam crachá, e alguns usam chapéu de tecido. Onze pessoas estão em pé, sendo seis mulheres e cinco homens. O último veste uniforme militar. Dez pessoas estão agachadas ou sentadas, sendo oito mulheres e dois homens. O ambiente é escuro e iluminado por luzes da rua. O fundo é branco com textura.

Criado em 1967 pelo Governo Federal, o projeto Rondon visa contribuir para o desenvolvimento sustentável de comunidades carentes. Isso é feito através de uma parceria entre diferentes ministérios, governos estaduais e municipais e instituições de ensino superior. A iniciativa envolve a participação de professores e estudantes na execução de ações que utilizam habilidades dos universitários para colaborar com o bem-estar social, a gestão pública e a qualidade de vida dos moradores do local onde elas ocorrem. Para os estudantes, além de favorecer a vida acadêmica, a experiência é uma oportunidade de vivenciar outras culturas e realidades, bem como desenvolver responsabilidade social e coletiva.

 

Nas duas primeiras décadas, o projeto Rondon envolveu 350 mil universitários em todas as regiões do país. Ainda em seus anos iniciais, ele se conecta com a história da UFSM de maneira muito direta: em 1969, José Mariano da Rocha Filho, criador da Universidade e reitor vigente da época, participou como conselheiro do projeto. Após, Mariano teve interesse em fazer com que as ações rondonistas fossem mais eficazes na região. Assim, criou o 55BET Pro Avançado de Boa Vista, em Roraima. Dessa forma, todo mês, acadêmicos da UFSM iam até o 55BET Pro
Avançado trabalhar e dar continuidade aos serviços prestados, principalmente nas áreas de saúde e educação. Isso aconteceu até o fechamento da sede, em 1985, mas a parceria com o estado ficou registrada através do nome da “Avenida Roraima”, coluna espinhal do campus da UFSM Santa Maria.

Ilustração quadrada e colorida de uma imagem ilustrada de um mapa do Brasil. As cores da região Sul estão em tons de roxo, da região Sudeste em rosa, da região Centro-Oeste em laranja, da região Norte em verde e da região Nordeste em amarelo. Um ícone de avião está sobre os estados da região Sudeste. Uma linha pontilhada sai do Rio Grande do Sul e vai até Rondônia, em amarelo. A fotografia ilustrada está presa com um clip. O fundo é branco.

Em 1989, o projeto Rondon foi extinto e, posteriormente, retomado em 2004. Desde então, ocorreram mais de 80 operações, as quais contemplaram 1.213 municípios e envolveram 22.897 rondonistas e mais de dois milhões de beneficiados. Em 2019, entre os dias 11 e 28 de julho, dois professores do Departamento de Ciências da Saúde da UFSM Palmeira das Missões, acompanhados de oito acadêmicos dos cursos de Enfermagem, Pedagogia, Educação Especial, Direito e Dança, participaram da Operação João de Barro do Projeto Rondon, no município de Santa Rosa do Piauí. Como comentado antes, entre eles estava o professor Gianfábio, que conta, neste diário, como foi participar da última edição presencial da maior ação extensionista do país.

Nossos mestres têm destino de sair em empreitada*

Participar de um projeto dessa magnitude nos impõe diversas demandas – sejam pessoais e/ou profissionais. Em primeiro lugar, é árdua a tarefa de se dispor. Nos meses de julho, comumente as operações nacionais convergem com as férias escolares e universitárias – e, delas, abdica-se, para geralmente se deslocar para estados com condições sociais, econômicas, culturais e climatológicas opostas às nossas.

 

Dificilmente há tempo hábil de preparação, pois, a partir da seleção do edital da instituição e do Ministério da Defesa, há no máximo seis meses para organizar as oficinas, selecionar os professores, os coordenadores, os adjuntos e os estudantes, além de providenciar materiais de apoio e logística institucional. Quando o grupo não pertence ao mesmo campus, há ainda mais dificuldade. Em nosso caso, quatro membros são de Palmeira das Missões e seis de Santa Maria.

Ilustração quadrada e colorida de um kit rondoneiro, composto por uma mochila, uma garrafa, uma camiseta e um chapéu de tecido. A mochila é preta, grande, e tem, na parte superior, a logomarca do projeto Rondon, em amarelo, verde e azul. Na frente esquerda da mochila, garrafa de plástico branco com bico, com a logomarca do projeto. Na frente direita da mochila, camiseta amarela dobrada e, sobre ela, chapéu de tecido bege com a logomarca do projeto Rondon. O fundo é branco.

As tratativas administrativas, normalmente amparadas pela Pró-Reitoria de Extensão, aconteciam por via digital, telefônica, mas principalmente, com deslocamentos de mais de 460 quilômetros (ida e volta) – isso tudo em um único dia – para, no mínimo, uma reunião, assinatura de documentos, entrevistas, spots, dentre outras atividades.

 

Cada município participante da operação, juntamente com o professor que realizou a viagem precursora, criou o Comitê Rondon local, com vistas a organizar a logística e as articulações para a efetiva ocorrência da operação. São levantados pontos como alojamento, refeições, deslocamentos, locais das oficinas, dentre outras atribuições contidas no edital do Ministério da Defesa e no acordo de cooperação entre município e estado.

Cruzar rumos e culturas, sem receio da estrada

A viagem iniciou às 5h, em Palmeira das Missões, com deslocamento de três integrantes da equipe. Houve paradas em Ijuí e Santa Maria para agregar ao elenco os outros participantes. Em Porto Alegre, com outras instituições de ensino, embarcamos às 17h40 com destino a Brasília, onde às 21h fizemos conexão para Teresina. A aeronave estava repleta de rondonistas com suas camisetas personalizadas.

 

Chegamos em Teresina às 23h30. Éramos aguardados pelo 25º Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro, que nos direcionou ao quartel. Nos encontramos com a instituição parceira, a Universidade do Vale do Paraíba (Univap) e, após uma breve refeição, fomos descansar nos alojamentos com o apagar das luzes, à 1h25. Às 6h, com a alvorada festiva, fomos acordados e direcionados ao café da manhã. Após, retiramos os kits do rondonista, compostos por chapéu, mochila, squeeze, crachá, camisetas e coletes. À tarde, realizamos um passeio guiado por alguns pontos da capital piauiense. Já no quarto dia da experiência, fomos despertados com a alvorada festiva às 5h.

Ilustração horizontal e colorida, em tons de verde, marrom e azul, de uma paisagem do semiárido. Há vários pés de cactos grandes e com vários caules espalhados pela imagem. Também tem arbustos pequenos, em vários tons de verde. O chão é marrom. Ao fundo, montanhas em tons de marrom. O céu é azul com quatro nuvens pequenas.

Tomamos café e recebemos os catanhos (pequeno lanche para a viagem). Em ônibus fretados, duas equipes foram deslocadas, por volta das 7h20, para Santa Rosa do Piauí, a 287 quilômetros de Teresina. Uma viagem em torno de 5 horas, por estradas sinuosas, às vezes não pavimentadas, estreitas e desertas, mas com belas paisagens!

Gente que o tempo reuniu, com alegria, por ali

A recepção em Santa Rosa do Piauí foi fantástica. Fomos recebidos pela equipe de trabalho da prefeitura, liderada pela Secretária de Educação. A recepção aconteceu na escola municipal onde ficaríamos hospedados. Havia balões e cartazes de boas-vindas, uma verdadeira festa. Nos transpareceu naquele momento o desejo para que a operação fosse um sucesso. Cada integrante que descia do ônibus foi recebido com um abraço e encaminhado aos alojamentos que ficavam nas salas de aula. Havia três alojamentos (das meninas, dos meninos e dos professores), uma cozinha, um espaço comum para montagem das oficinas, uma secretaria para utilização de computador e impressora, três banheiros e uma quadra esportiva. Foram designadas equipes de cozinheiras que forneciam três refeições diárias. Quatro, às vezes. Uma verdadeira fartura.

Ilustração horizontal e colorida de uma paisagem em tons de verde, marrom e azul. Na parte esquerda da Ilustração, seis pessoas de camiseta amarela, calças caqui verde militar e chapéus de tecido bege caminham. Atrás, duas casas pequenas com paredes bege, janela e porta acinzentadas e telhado marrom. Atrás das casas, floresta de árvores verde escuros. Na parte central da imagem, arbustos em tons de verde, gramínea sobre chão marrom e fileira de árvores em verde escuro ao fundo. Na parte direita da imagem, três árvores e uma palmeira em destaque, em tons de verde. O chão é marrom e o céu é azul.

Na viagem precursora, foram levantadas necessidades de adequações na escola para que pudesse receber os rondonistas. Foram realizadas inúmeras mudanças, como a instalação de chuveiros nos banheiros. Todas as salas de aula – que se transformaram em quartos – contavam com climatização e ventiladores, o que amenizou muito o calor da cidade nessa época do ano.

Pra irradiar conhecimento pelo céu grande da vida!

A comunidade foi excelente anfitriã. Os líderes comunitários, bem como os agentes públicos, nos trataram com muito carinho e atenção. Tínhamos toda a estrutura necessária para deslocamento e qualquer atividade dentro ou fora do município. No total, foram realizadas aproximadamente 40 oficinas nas diferentes áreas do conjunto A (UFSM). Entre os conjuntos A e B (Univap), foram aproximadamente 53 oficinas. A população buscou participar da maior parte.

Uma oficina muito esperada e de grande repercussão foi a de eletrocardiograma (ECG). Santa Rosa do Piauí não conta com Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) nem serviço hospitalar de Pronto Atendimento. Nesse sentido, uma dificuldade encontrada pelos profissionais de saúde da cidade eram os atendimentos às urgências e emergências cardiológicas, pois possuíam apenas uma ambulância improvisada para transporte dos pacientes até a cidade de Oeiras, que fica a aproximadamente 50 quilômetros e é a mais próxima com Bombeiros, Samu e hospital.

Pensando na qualidade do atendimento, diagnóstico e manejo adequado, o município adquiriu um  eletrocardiógrafo, porém os profissionais não sabiam utilizá-lo. Com a oficina realizada pelos participantes do projeto Rondon, os profissionais da saúde receberam uma capacitação teórico-prática para o uso e interpretação básica do exame de ECG, possibilitando a implementação do serviço no município, o que qualificou a assistência.

Fotografia vertical e colorida de onze pessoas em frente a uma van branca. Oito estão em pé, e três agachadas, que seguram uma bandeira da Universidade Federal de Santa Maria. Cinco são mulheres e seis são homens. O fundo é um céu azul com nuvens.
Saída do grupo que representou a UFSM no projeto Rondon em 2019.
Fotografia horizontal e colorida de pessoas em uma sala aberta, uma sala de aula. Na parte direita da imagem, tem um quadro branco com bandeirolas coloridas, e uma frase "Viva São João". Em frente, três mulheres de pele branca, cabelos escuros; elas vestem camiseta amarela, calças jeans e chapéu de tecido. Em frente a elas, um grupo de crianças negras pequenas. Elas olham para a frente. As paredes da sala são brancas. O fundo é luminoso e tem árvores.
Estudantes de uma oficina com a comunidade.

Nossa gente é parecida, no que tem dentro de si

No décimo dia, alguns integrantes contraíram uma virose. As oficinas foram reorganizadas e os rondonistas foram medicados e ficaram em repouso. Em geral, o maior problema nas viagens e expedições como esta é a “diarréia do viajante”, uma situação transitória adaptativa alimentar que costuma ocorrer pela água ou alimentos – não necessariamente contaminados, mas diferentes. Entre professores e alunos, acredito que tenham sido uns cinco acometidos. Todos foram tratados e restabelecidos em sua saúde. Essa situação gerou baixa no efetivo, pois tivemos que realocar estudantes nas oficinas e adiar outras. Mas o cronograma foi cumprido na totalidade.

 

No décimo segundo dia (22/07), acordamos com uma situação desagradável: fomos vítimas de vandalismo. Roupas no varal foram furtadas, rasgadas e espalhadas pelo pátio. Apesar de a escola possuir um vigia em tempo integral e um militar, em algum momento noturno, houve a invasão do pátio. Foi algo bem pontual. Não havia nenhum tipo de resistência da comunidade. Na verdade, esse fato de pequeno potencial ofensivo foi para chamar a atenção da equipe, especialmente das meninas do grupo. Realizamos um boletim de ocorrência na cidade vizinha e, posteriormente, localizamos o infrator e os objetos furtados foram recuperados.

Amizade foi bandeira: a mais humana das conquistas!

A heterogeneidade do grupo é aspecto importante nas relações interpessoais e multidisciplinares: há os medos, as expectativas, as frustrações, a primeira vez de muitos longe de casa e do conforto do lar, as manias. Seriam dezessete dias a mais de 3,7 mil quilômetros longe de casa.

 

Ser mediador desse turbilhão de emoções é o maior desafio dos coordenadores docentes, até porque eles mesmos estão suscetíveis à ebulição de sentimentos. Eu havia participado da Operação Catirina em 2010, em Arari, Maranhão. Atuei como professor-adjunto. Também havia participado como estudante na graduação, quando o projeto foi chamado Universidade/Juventude Solidária, na década de 1990. Ter participado em outras  operações facilitou principalmente na ambientação e nas adversidades do nordeste brasileiro – em relação ao clima, à comida e à cultura.

 

Como os estudantes estão mais próximos do final do curso, em geral acima do 7o semestre, eles já possuem uma bagagem teórica e prática significativa de sua graduação. O maior desafio foi que eles trabalhassem juntos de forma interdisciplinar. Para minha surpresa, a interação entre os membros do grupo da UFSM foi fantástica, bem como com os outros estudantes e professores da Univap. Eles amadureceram muito ao longo dos dias.

 

Os desafios impostos pela distância de casa e as novas realidades mexeram bastante com o físico e o emocional da equipe toda. A união e o trabalho colaborativo geraram um processo familiar no grupo. A insegurança inicial foi superada pela autonomia e a excelência na execução das tarefas. Certamente saíram mais cidadãos do que profissionais, mais aprendizes do que instrutores.

Alma linda e brasileira, obrigado Piauí!

Procuramos, dentro dos horários de trabalho ou de folga, participar das festividades e atividades do município, como uma forma de conhecer a culturalidade local e se integrar de forma efetiva e igualitária. O ponto forte do município era a noite, especialmente na praça central, onde havia vários estabelecimentos de bebida e comida. Outra particularidade da cidade e região são os carros e motos adaptados para os chamados “paredões e pancadões” de som, que tocam, em alto volume, músicas regionais.

O último dia do projeto culminou com a feira municipal anual, chamada de AgroRosa. Nesse dia, houve o   encerramento do projeto no município e a entrega de certificados e presentes. Recebemos uma bela homenagem da administração municipal, incluindo um certificado de Honra ao Mérito. Também presenteamos o município com um poema escrito por um amigo e compositor de Palmeira das Missões.

Ao término da operação João de Barro, fizemos um excelente vínculo com a comunidade, tanto que até hoje nos comunicamos e trocamos informações. A relação entre os integrantes da Univap e UFSM até hoje também perdura. Participaram dessa operação Jonata de Mello, Daiana Cristina Wickert, Renato Vargas Fernandes, Jéssica Reis, Clara Rossato Bohrz, Ana Júlia Rodrigues Nunes, Débora Pinheiro Pereira, Geovana Wertonge e Leonardo Bigolin Jantsch (coordenador adjunto).

Fotografia horizontal de 21 pessoas que vestem colete amarelo sobre camiseta bege, ou camiseta amarela. Todos usam crachá, e alguns usam chapéu de tecido. Onze pessoas estão em pé, sendo seis mulheres e cinco homens. O último veste uniforme militar. Dez pessoas estão agachadas ou sentadas, sendo oito mulheres e dois homens. O ambiente é escuro e iluminado por luzes da rua.

*Os entretítulos dessa matéria são trechos retirados do poema "Ao Piauí", escrito por Rômulo Chaves

Expediente: Reportagem: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo; Ilustração e diagramação: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial.
Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/01/02/ufsm-recebe-recurso-para-investir-no-projeto-geoparque-quarta-colonia Thu, 02 Jan 2020 11:21:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=50930

A Universidade Federal de Santa Maria, por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), recebeu da Secretaria Nacional de Inclusão Social e Produtiva Urbana (Senisp), do Ministério da Cidadania, um Termo de Execução Descentralizada (TED) no valor de R$ 774.884,85 para ser investido em cursos de qualificação profissional e atividades empreendedoras de cultura e turismo vinculadas ao projeto estratégico da UFSM Geoparque Quarta Colônia.

O montante foi conquistado durante uma viagem a Brasília feita pela coordenadora de Desenvolvimento Regional e Cidadania da UFSM e também à frente do projeto Geoparque Quarta Colônia, Jaciele Carine Sell, acompanhada pelo prefeito de Nova Palma e presidente do Condesus, André Rossato, pela diretora de captação de recursos do Condesus, Valserina Maria Bulegon Gassen, e pelo prefeito de São João do Polêsine, Matione Sonego.

O plano de trabalho de investimento do recurso tem como mote a inclusão socioeconômica e produtiva de pessoas inscritas no programa Cadastro Único da Quarta Colônia (CAD Único), priorizando jovens de 18 a 29 anos, que não estudam e nem trabalham. Estima-se que cerca de três mil pessoas cadastradas no programa participarão das atividades, com carga horária entre 50 e 100 horas.

“Isso é resultado da articulação que as lideranças políticas da Quarta Colônia possuem com seus representantes em Brasília, mas é também em decorrência da competência técnica da universidade em desenvolver um projeto estratégico de desenvolvimento regional para os municípios e qualificação para poder receber esse recurso apresentando um plano de trabalho coeso, que dê segurança e garantia de execução à equipe ministerial”, explica Jaciele

Dentre os resultados esperados está a identificação das demandas de qualificação profissional associadas à atividade turística, cultural e geológica da região beneficiada. Além disso, em razão do público a ser atendido, a proposta visa disponibilizar monitores para cuidar dos filhos entre 0 e 6 anos das mães inscritas nos cursos. A proposta também tem como metas capacitar e incentivar jovens ao microempreendedorismo, qualificar os serviços oferecidos e promover a autonomia de famílias de baixa renda por meio de geração de empregos e renda à comunidade local.

De acordo com Sell, “qualificar a população é fundamental para que ela se sinta parte do projeto, assuma para si a iniciativa de conservar seu patrimônio natural e cultural e consiga gerar renda a partir do turismo, por exemplo”. Assim, essa qualificação auxiliará os moradores da região a criarem seus próprios negócios, ofertarem serviços de qualidade aos turistas e, consequentemente, a conservarem a sua memória e a sua história.

O próximo passo, agora, é uma reunião com as prefeituras dos municípios da Quarta Colônia, via Condesus, para elaboração do diagnóstico regional para oferta dos cursos.

Texto: Andréa Ortis, do Núcleo de Divulgação Institucional da PRE

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O Fórum do Movimento Tratado Cidadão está com inscrições abertas para apresentações de trabalhos na segundo edição. A submissão de artigos pode ser feita até 12 de outubro pelo site.

A Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) da UFSM é uma das apoiadoras da iniciativa, que visa estimular projetos acadêmicos que envolvam temáticas como cidadania, responsabilidade social, democracia, ética, transparência e inovação.

O fórum tem por objetivo a divulgação de trabalhos de universitários, orientados por um docente, que contemplem práticas cidadãs de interação da instituição de ensino com as organizações de produção e/ou prestação de serviços.

As apresentações do Fórum ocorrerão nos dias 25 e 26 de outubro no auditório da Prograd, que fica na sala 221 do prédio 48-D, no campus sede da UFSM.

O Movimento Tratado Cidadão surgiu em 2010, por iniciativa de um grupo de professores de ensino superior de Santa Maria, para fomentar o diálogo entre as Instituições de Ensino Superior, a sociedade e as organizações produtoras de bens ou prestadoras de serviço. O objetivo central é recriar o elo entre os saberes científicos e os saberes práticos, ressaltando a importância da formação não só de profissionais especializados e produtores de conhecimento, como também de cidadãos atentos às demandas sociais contemporâneas. O texto de apresentação do tratado pode ser acessado aqui.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail participe@tratadocidadao.com.br ou na página do projeto no Facebook.

Texto: Prograd

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