UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Mon, 20 Apr 2026 12:51:06 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2026/04/16/pela-primeira-vez-em-frederico-westphalen-pint-of-science-aproxima-sociedade-da-producao-cientifica Thu, 16 Apr 2026 11:43:16 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/frederico-westphalen/?p=14111

O 55BET Pro da UFSM em Frederico Westphalen (UFSM/FW) anuncia a chegada do Pint of Science 2026. O festival internacional de divulgação científica ocorre de 18 a 20 de maio na Vitrola e no Maudito Gastro Pub, no centro da cidade. O evento acontece anualmente em 27 países durante o mês de maio e tem como objetivo fomentar a divulgação científica em ambientes descontraídos.

O Pint of Science traz cientistas para compartilhar com a comunidade suas pesquisas mais recentes. É uma oportunidade em que as pessoas podem debater pesquisas com os próprios pesquisadores, sem a necessidade de conhecimento prévio sobre o assunto.

Por que participar?

Aberto ao público em geral e com entrada gratuita, o Pint of Science ajuda a população a compreender a importância da pesquisa científica para o enfrentamento de desafios sociais e para o fortalecimento do desenvolvimento local. A atividade é um momento da comunidade conhecer as pesquisas que estão sendo desenvolvidas na região.

"Ao aproximar ciência e sociedade em espaços informais de convivência, o projeto busca estimular o interesse público pela produção científica, promovendo o pensamento crítico e a valorização da ciência como bem coletivo", explica a professora do Departamento de Ciências da Comunicação, Patrícia Persigo, idealizadora da edição local. Segundo a docente, o evento "busca contribuir para o fortalecimento da divulgação científica no contexto local e regional, integrando a cidade a um movimento internacional, reafirmando o compromisso com uma ciência mais acessível e democrática".

Sobre o evento

A iniciativa teve início em 2012 quando os dois cientistas ingleses, Praveen Paul e Michael Motskin, do Imperial College London, criaram e organizaram um evento chamado "Conheça os Pesquisadores", que levava pessoas aos seus laboratórios para mostrar o tipo de pesquisa que realizavam. A partir disso surgiu a ideia de levar os cientistas até as pessoas. Em maio de 2013, realizaram o primeiro festival Pint of Science em apenas três cidades do Reino Unido, mas rapidamente o festival se espalhou pelo mundo e agora ocorre em cerca de 500 cidades.

Com o Pint of Science ocorrendo simultaneamente em centenas de locais ao redor do mundo, em 2025 o evento congregou 27 países com 512 cidades participantes, atingindo mais de 130 mil pessoas. A iniciativa chegou ao Brasil em 2015, por meio do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo - USP. Em 2025, o festival contou com a adesão de 145 cidades brasileiras.

Em breve mais informações com a programação completa.

SERVIÇO

O quê: Pint of Science 2026
Quando: 18, 19 e 20 de maio de 2026
Onde: Vitrola e Maudito Gastro Pub, Centro/ Frederico Westphalen
Evento gratuito e aberto ao público em geral
Mais informações: @ufsmfw

Promoção:
Comitê Descentralizado de Internacionalização (CoDInter) da UFSM/FW.

Patrocínio:
Sicredi
Maudito Gastro Bar
Speed
Criare Camisetaria
Vitrola
Complexo 34

Apoio:
SRS Digital
Cotrifred
Unna
Empório - produtos
gourmet
Ecológica Jr.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/03/16/pesquisador-da-universidade-do-porto-debate-gestao-da-ciencia-em-palestra-na-ufsm Mon, 16 Mar 2026 15:37:14 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72185 A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) abriu suas portas para receber o professor Vladimiro Miranda, da Universidade do Porto, em Portugal, para a palestra sobre gestão da ciência e inovação nas políticas de pesquisa, na manhã desta segunda-feira (16). Realizada no Espaço Collab InovaTec, o momento iniciou por volta das 10h e contou com a presença de estudantes, servidores e pesquisadores. 

Reconhecido pela Stanford University como um dos cientistas mais influentes do mundo, Vladimiro Miranda foi membro do Conselho de Administração do Inesc Tec (Portugal), uma organização privada sem fins lucrativos de pesquisa e desenvolvimento reconhecida pelo Ministério da Ciência e com a Universidade do Porto como principal associado. Hoje, ele é presidente do Inesc P&D Brasil.

À Agência de Notícias, Vladimiro destaca os principais pontos abordados na palestra. Para ele, as pessoas precisam focar nas organizações. Segundo o pesquisador, no Brasil ainda predomina um modelo em que os investimentos em pesquisa são direcionados a pesquisadores individuais, quando o ideal seria fortalecer as estruturas institucionais que dão suporte à produção científica.

Ele defende que a gestão da ciência seja reconhecida como parte essencial do próprio processo científico. Na avaliação do pesquisador, é preciso construir uma cultura de gestão da pesquisa, envolvendo pesquisadores, dirigentes e também o poder público. Um dos desafios, segundo ele, é conscientizar os próprios cientistas sobre a importância desse tema, além de incentivar lideranças institucionais e governos a prestarem mais atenção à forma como os recursos e projetos científicos são administrados.

Durante a palestra, Vladimiro também falou sobre o livro “Gestão de Pesquisa – Políticas e Realidades” que escreveu sobre o tema. Segundo ele, a obra não foi pensada para o público em geral, mas especialmente para pesquisadores, com o objetivo de provocar reflexão sobre o cenário atual da ciência e a forma como a pesquisa é organizada. O autor afirma que procurou condensar ideias e apontar caminhos para ampliar a compreensão sobre a importância da gestão da ciência, defendendo que mudanças nesse campo são essenciais para tornar o sistema de pesquisa mais eficiente. 

Foto horizontal e colorida de alguns exemplares do livro Gestão de Pesquisa – Políticas e Realidades empilhados em uma mesa branca
Vladimiro Miranda lançou o livro “Gestão de Pesquisa – Políticas e Realidades”
Foto horizontal e colorida do perfil de Vladimiro Miranda. Ele segura um microfone enquanto fala ao quórum presente na palestra
Da Universidade de Porto, Vladimiro abordou a gestão da ciência e inovação nas políticas de pesquisa

O vice-reitor da UFSM, Tiago Marchesan, também esteve presente na palestra. Ele afirma conhecer o pesquisador há muitos anos, pois foi diretor de inovação do Inesc P&D Brasil.“A UFSM faz parte do Inesc. Fui diretor de inovação do instituto por dois anos”, afirmou. De acordo com ele, a presença do palestrante na universidade se deve justamente à experiência acumulada ao longo de sua trajetória internacional e às contribuições que pode trazer para o debate sobre gestão da ciência.

[caption id="attachment_72188" align="alignright" width="597"]Foto horizontal e colorida de Tiago Marchesan discursando na palestra O vice-reitor da UFSM, Tiago Marchesan, destacou a importância da palestra[/caption]

Sobre os benefícios da palestra, Marchesan destacou que o encontro abre espaço para avaliar e aprimorar os processos internos de pesquisa. Segundo ele, uma gestão mais estruturada permite que os pesquisadores encontrem o suporte e a dinâmica necessários para que os projetos avancem e se concretizem.

Além disso, o professor Luciano Schuch, gestor do InovaTec Parque Tecnológico da UFSM, também participou do encontro. Segundo ele, o professor Vladimiro trabalha com a gestão da inovação e dos processos que envolvem o desenvolvimento de projetos.

De acordo com Schuch, o convidado apresenta uma metodologia que busca dar mais valor aos projetos e às formas como os investimentos chegam até eles. “Por trás da inovação existe uma rede de pessoas, e conectar tudo isso é um grande desafio”, destacou.

Para o gestor do parque tecnológico, as perspectivas e experiências compartilhadas pelo professor podem servir de inspiração para aprimorar os processos de inovação dentro da universidade e fortalecer a articulação entre pesquisa, desenvolvimento e investimento.

Sobre o palestrante

Vladimiro nasceu em Porto. Ele se formou em Engenharia Elétrica em 1977 e recebeu o PhD em Engenharia Elétrica pela Faculdade de Engenharia da Universidade de Porto em 1982. Ao longo da carreira, participou da criação e do desenvolvimento de institutos de investigação científica na Europa, na China e na América do Sul. É conselheiro científico e técnico de várias organizações internacionais na Europa, África, Ásia e América do Sul e tem uma extensa obra técnica como autor e coautor de publicações científicas. 

 

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Ana Bacovis, estudante de Jornalismo e bolsista do InovaTec Parque Tecnológico
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/03/12/72166 Thu, 12 Mar 2026 14:14:39 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72166

card colorido foto de um homem, capa de um livro e texto com título da palestra, data e local.A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Pró-reitoria de Inovação em Empreendedorismo (Proinova), promove no dia 16 de março um encontro com o professor Vladimiro Miranda, pesquisador reconhecido internacionalmente na área de energia e referência em gestão da ciência e inovação. A atividade ocorrerá às 10h, no Espaço Collab InovaTec (Prédio 61H), e será gratuita e aberta à comunidade. Não é necessário fazer inscrição prévia.

No encontro, o professor ministrará a palestra “Pesquisa e Gestão da Ciência: Realidades e Inovação nas Políticas”, na qual discutirá os desafios contemporâneos relacionados às políticas de pesquisa e aos modelos de gestão científica. A proposta é promover uma reflexão sobre o cenário atual da ciência, bem como sobre caminhos para fortalecer a inovação e a organização da pesquisa nas universidades.

Após a palestra, será realizado o lançamento do livro “Gestão de Pesquisa – Políticas e Realidades”.

A atividade busca ampliar o debate sobre o futuro da gestão científica e das políticas de pesquisa, aproximando a comunidade acadêmica de experiências internacionais e de reflexões estratégicas para o fortalecimento da ciência e da inovação.

Sobre o palestrante

Reconhecido pela Stanford University como um dos cientistas mais influentes do mundo na área de energia, Vladimiro Miranda é professor emérito da Universidade do Porto, Fellow do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) e presidente do INESC P&D Brasil. Ao longo da carreira, participou da criação e do desenvolvimento de institutos de investigação científica na Europa, na China e na América do Sul. É conselheiro científico e técnico de várias organizações internacionais na Europa, África, Ásia e América do Sul e tem em uma extensa obra técnica como autor e coautor de publicações científicas. 

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/03/02/ciencia-acima-da-polarizacao-agencia-de-noticia-entrevista-a-pesquisadora-ana-bonassa Mon, 02 Mar 2026 15:51:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72075 Foto horizontal colorida de uma mulher branca, adulta, com cabelos longos e lisos na cor ruivo. Ela está sentada em uma cadeira preta, em frente a uma parede clara e lisa. Veste uma blusa sem mangas de cor branca e um lenço colorido no pescoço. No braço, há várias tatuagens coloridas visíveis. A imagem tem enquadramento médio, focado do peito para cima.
Bióloga e youtuber Ana Bonassa, do canal Nunca Vi um Cientista, foi a convidada da recepção institucional da UFSM

A bióloga e doutora em Ciências Ana Bonassa defende que a ciência precisa ultrapassar os muros da universidade e conversar diretamente com a sociedade. Cofundadora do canal Nunca Vi 1 Cientista”, ao lado da bioquímica Laura Marise, ela reúne quase 1 milhão de seguidores nas redes sociais ao abordar temas como vacinação, mudanças climáticas e desinformação científica.

Criado em 2018, o canal trata de temas que estão em alta no debate público a partir de evidências científicas, mas com tom descontraído. A  proposta é aproximar o público geral do conhecimento produzido dentro da universidade.    

Ana também é autora do livro "Super-Heróis da Ciência: 52 cientistas e suas pesquisas transformadoras", voltado para o público infanto-juvenil. No texto, a pesquisadora e youtuber apresenta grandes nomes da ciência brasileira e explica, de forma acessível, o que é fazer ciência.   

Na manhã desta segunda-feira (2), Ana atraiu mais de mil estudantes e servidores ao Centro de Convenções da Universidade Federal de Santa Maria. Todos vieram conferir a palestra “Você não é confiável, por isso a ciência existe”, que integra a programação institucional da recepção estudantil. Na ocasião, ela concedeu uma entrevista à Agência de Notícias. 

Agência de Notícias: Você começou sua trajetória como pesquisadora na área de fisiologia e metabolismo. Em que momento você percebeu que produzir ciência já não era suficiente, que era preciso também comunicar ciência por meio das redes sociais?

Ana Bonassa: Se apaixonar pela ciência é muito fácil, né? Mas, com o passar do tempo, a gente percebe que falar sobre ciência nas redes sociais é uma necessidade muito grande da sociedade. Isso é muito importante, porque as pessoas estão vulneráveis, caindo em fake news e em desinformação. Isso pode prejudicar a própria saúde delas. Então, fomos percebendo isso e pensamos: vamos usar todo o conhecimento que estamos aprendendo aqui para explicar à sociedade o que é o método científico e deixá-la mais protegida contra a desinformação.

Agência de Notícias: O canal de vocês surgiu em 2018, durante um período marcado pela desinformação científica no Brasil. Como você enxerga o papel dos seus conteúdos para tentar mudar esse contexto nos dias de hoje?

Ana Bonassa: Olha, em 2018 a gente viu uma polarização muito forte. E eu acho que a ciência chega justamente para dizer que está um pouco acima dessa disputa. Não deveria ser pauta de um lado ou de outro, mas das pessoas. As pessoas precisam entender a ciência e não se deixar levar por manipulações. A gente tenta dizer: coloca um pouco de lado aquilo em que você acredita, sai dessa caixinha e tenta compreender. Ciência não é uma questão de acreditar ou não. Eu não acredito em vacina, eu entendo a vacina e a importância dela. Acho que a nossa função é oferecer ferramentas para que a sociedade consiga se proteger.

Agência de Notícias: No perfil de vocês tem uma afirmação que diz “vai ter piada ruim sim e até interpretação de novela mexicana”. Como funciona o processo de criação de conteúdo que também utiliza de humor para chamar a atenção das pessoas no meio desse mar de conteúdos que são as redes sociais?

Ana Bonassa: Acho que parte muito do princípio de que nós também somos consumidoras das redes sociais. Então, o que gostaríamos de ver? Há público e espaço para aulas mais formais. Mas, quando estamos nas redes, nem sempre queremos isso. Às vezes, buscamos entretenimento, queremos esbarrar em um conteúdo leve e sair dali aprendendo alguma coisa. Pensando nisso, tentamos sempre trazer algo mais descontraído, com humor nem sempre dá, claro. Mas produzimos como consumidoras do tipo de conteúdo que gostaríamos de encontrar nas redes. E eu acho que tem dado certo.

Agência de Notícias: Você chegou a ser processada por desmentir informações falsas na internet. Como esse processo impactou você, não apenas como cientista, mas como comunicadora que decidiu ocupar o espaço público? 

Ana Bonassa: Eu fiquei mais nervosa que a Laura. Ela dizia: ‘não, está tudo bem, relaxa’. Mas eu fiquei bastante abalada. Quando veio a condenação foi um choque para mim. Eu realmente fiquei mal. Ao mesmo tempo, todo esse processo acabou nos dando mais gás, mais energia. Recebemos tanto apoio da mídia, de jornalistas, dos nossos pares e da população, que isso virou combustível para continuarmos. Pensamos não vamos arredar o pé. Não vamos baixar o tom, vamos subir o tom, porque é preciso. Depois conseguimos uma jurisprudência favorável, o que nos deu mais segurança. Mas nós poderíamos ter simplesmente pago o dano moral, apagado o vídeo e encerrado ali. Mas uma decisão desfavorável seria ruim para todos os divulgadores científicos. Então fomos até o fim para reverter isso. E acho que essa vitória foi importante para toda a comunidade.

Agência de Notícias: Pela sua vivência no ambiente acadêmico e como divulgadora científica, você considera que pesquisadores e pesquisadoras entendem a importância de comunicar o que estão produzindo?

Ana Bonassa: Acho que cada vez mais os pesquisadores estão entendendo essa importância, sim. Mas ainda há muita gente que mantém o conhecimento dentro dos muros da universidade. É difícil, porque ao longo da carreira acadêmica aprendemos a construir nossa comunicação muito mais voltada aos pares e especialistas do que à população em geral. Então, ainda há quem não compreenda a importância de levar para fora todo o conhecimento que é produzido dentro das universidades. Mas esse cenário está mudando. Principalmente quando os pesquisadores percebem que a população fica vulnerável e que isso traz consequências reais, como a queda na vacinação ou a adesão a tratamentos sem comprovação científica. Talvez essa mudança aconteça devagar, talvez ainda aquém do necessário. Mas estamos caminhando. Cada vez mais precisamos de divulgadores científicos e quanto mais tivermos, melhor.

Agência de Notícias: Se você pudesse dizer algo para estudantes que estão começando agora na universidade, o que seria?

Ana Bonassa: “Eu acho que vocês precisam se jogar. Se apaixonem pelo curso, se apaixonem pelas disciplinas  é uma fase muito gostosa da vida. Nem todos vão seguir carreira acadêmica, porque a gente nunca sabe o que a vida reserva. Mas quem decidir fazer pesquisa científica precisa levar em consideração que, mesmo sem se tornar divulgador científico, deve saber explicar muito bem o próprio trabalho. É preciso conseguir contar a sua pesquisa para a sua avó, para a sua mãe, para uma criança, para um idoso para qualquer pessoa que não seja da área.

E quem não for seguir a carreira acadêmica, aproveite do mesmo jeito. A universidade é uma época maravilhosa, sensacional e merece ser vivida intensamente.”

Você pode acompanhar o trabalho da Ana nas redes sociais: 

Instagram: @aanabonass e @nuncavi1cientista

Youtube: @nuncavi1cientista

Tik Tok: @nuncavi1cientista

X: @_NV1C

Entrevista: João Victor Souza, estudante de Jornalismo e estagiário na agência de notícias. 

Fotos: Daniel Michelon De Carli, designer, e Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias

Edição e supervisão: Maurício Dias, jornalista 

Foto colorida horizontal de mulher ruiva com blusa branca e lenço vermelho. Ela está de lado e segura um microfone. Atrás dela uma projeção colorida. A foto mostra a mulher de lado e do peito para cima.
Cientista e youtuber conversou com estudantes e servidores da UFSM
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/12/04/professoras-da-ufsm-sao-vencedoras-do-17o-premio-de-incentivo-em-ciencia-tecnologia-e-inovacao-para-o-sus Thu, 04 Dec 2025 16:47:55 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71561 [caption id="attachment_71562" align="alignright" width="451"]Foto vertical e colorida de duas mulheres e um homem em frente a um painel de apresentação Marli Matiko Anraku de Campos (à dir.) e Vanessa Ramos Kirsten (à esq.) na cerimônia de entrega dos troféus em Brasília[/caption]

Duas professoras da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foram vencedoras do 17º Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Sistema Único de Saúde (SUS). As indicações haviam sido divulgadas em julho deste ano pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e a cerimônia de entrega dos troféus ocorreu na última terça-feira (2), no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília. Entre as universidades indicadas, a UFSM foi a única instituição gaúcha premiada.

Marli Matiko Anraku de Campos, docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas e do Mestrado Profissional em Ciências da Saúde, conquistou o primeiro lugar na categoria Produtos e Inovação em Saúde com o “Teste Molecular Rápido para Tuberculose”. Já a professora Vanessa Ramos Kirsten, dos Programas de Pós-Graduação em Saúde e Ruralidade e em Gerontologia, recebeu o terceiro lugar na categoria Experiências Exitosas do Programa Pesquisa para o SUS, com o trabalho “Qualificação da Vigilância Alimentar e Nutricional: uma proposta de educação permanente em saúde para melhoria da qualidade da atenção à saúde nos municípios do Rio Grande do Sul”.

O Teste Rápido para Tuberculose

O Teste Rápido para Tuberculose é uma iniciativa do Laboratório de Micobacteriologia da UFSM, coordenado por Marli, e busca otimizar o diagnóstico e facilitar o tratamento da doença. Para a docente, a conquista do primeiro lugar representa o reconhecimento de um trabalho desenvolvido ao longo de sua carreira. “Esse teste pode contribuir para a saúde pública no Brasil. É muito positivo para a UFSM também, já que nós representamos a universidade em diferentes locais e eventos relacionados à saúde”, reforça. A pesquisadora acrescenta que “está aprimorando a tecnologia para facilitar a manutenção da metodologia utilizada”.

Apesar de o tratamento para tuberculose ser ofertado gratuitamente pelo SUS, a lentidão no diagnóstico ainda é um desafio. Em média, o tempo total entre o início dos sintomas e o início do tratamento é de 11 semanas, isso é causado por dois fatores: o atraso do paciente em reconhecer os sintomas e o atraso do próprio sistema de diagnósticos e consultas. Esses dados foram publicados em levantamento realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pela Johns Hopkins University.

Marli destaca que a principal estratégia para o combate à doença é o início precoce do tratamento e, para ela, o Teste tem grande potencial. “Hoje em diaa, quando se suspeita de tuberculose, o protocolo é pedir um raio-X e a cultura do escarro. Esse segundo procedimento consiste em pegar a amostra e aplicar em um ambiente propício para o crescimento do bacilo, caso haja bactéria. Porém, esse crescimento demora em torno de 20 a 60 dias, o que é incompatível com as necessidades do paciente. O Teste surge como uma alternativa a esses métodos tradicionais”, explica.

A pesquisa sobre Qualificação da Vigilância Alimentar e Nutricional

A pesquisa conduzida por Vanessa iniciou em 2021, quando foi aprovada em edital de fomento do SUS. Conforme a docente, o recebimento do prêmio representa a valorização de uma temática que, muitas vezes, não recebe destaque entre as pesquisas. “Muitos trabalhos são voltados para tratamento e diagnóstico de doenças, o que é importante, mas a nossa pesquisa trata do processo de trabalho e do monitoramento da situação alimentar e nutricional da população brasileira”, explica.

A professora reforça que o trabalho premiado contribui para a instrumentalização no combate às problemáticas relacionadas à saúde nutricional. “As pessoas precisam registrar esses dados para identificarmos quais problemas existem nesse âmbito”, afirma. Sobre o desenvolvimento da pesquisa, Vanessa conta que os envolvidos realizaram chamadas públicas para que profissionais da saúde que atuam na vigilância alimentar compartilhassem suas experiências, além de desenvolver um chatbot para auxiliar esses trabalhadores “Recolhemos essas experiências, produzimos e-books e montamos um chatbot que tira dúvidas sobre os processos de trabalho de qualificação da vigilância alimentar e nutricional”, pontua.

Em relação às expectativas para o futuro da pesquisa, Vanessa revela que está sendo realizado um levantamento de dados sobre a vigilância alimentar dos municípios gaúchos, a fim de identificar quais têm interesse em aprofundar conhecimentos relacionados à temática nutricional. “Com esses levantamentos, estamos marcando capacitações. Queremos fazer isso em nível estadual, nas coordenadorias de saúde. Nossa expectativa para 2026 é essa: fortalecer a extensão e a capacitação”, reforça.

Sobre o Prêmio

O Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS é uma parceria do CNPq com o Ministério da Saúde com o objetivo de reconhecer o mérito de pesquisadores, professores e profissionais de todas as áreas do conhecimento cujos trabalhos tenham contribuído de forma relevante para o SUS, em consonância com a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde.

O Prêmio é dividido em cinco categorias:

  • Tese de Doutorado

  • Dissertação de Mestrado

  • Produtos e Inovação em Saúde

  • Experiências Exitosas do Programa Pesquisa para o SUS

  • Trabalho Publicado em Revista Indexada

Informações sobre próximas edições podem ser acompanhadas no site do Governo Federal.

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias
Fotos: arquivo pessoal de Marli Anraku
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/19/aeroespacial-emilly-rodrigues Wed, 19 Nov 2025 18:06:45 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71438 Duas fileiras de pessoas. As pessoas da fileira da frente estão sentadas. Todos utilizam camiseta preta com a logo da Agência Espacial Francesa.
Estudante da UFSM (segunda sentada da esquerda para a direita) na foto oficial da equipe completa do estágio no CNES, a agência espacial francesa

A acadêmica Emilly Raiane Rodrigues, 24 anos, do curso de Engenharia Aeroespacial da UFSM, foi a vencedora da região Sul no Prêmio Na Prática: Protagonismo Universitário 2025. A distinção reconhece estudantes e recém-formados com trajetórias de impacto científico, social e educacional em todo o país. Entre os mais de 1,6 mil candidaturas, somente 15 jovens chegaram à etapa final, realizada em São Paulo, no dia 3 de novembro.

Emilly conta que a viagem com tudo pago para a capital paulista, por uma semana, com direito a cursos e outras atividades com pesquisadores do Brasil inteiro, já havia sido o seu prêmio. Tanto que nem chegou a formular o discurso de aceitação. “Falei: ‘eu não vou ser aceita. Nem vou me preparar". Aí, quando fui chamada, o primeiro sentimento foi um choque, gaguejei bastante, mas também senti orgulho de ver que todo o esforço e toda a dedicação que eu tinha colocado estavam tendo reconhecimento”, revela.

Para a estudante da UFSM, o prêmio representa mais do que uma distinção acadêmica: ele abre portas. Desde o anúncio, a estudante recebeu convites para aprimorar projetos que já coordena e propostas de colaborações. “Foram contatos e caminhos que eu não imaginava. Acho que isso vai ser muito importante para as minhas ambições no futuro”, relata.

Trajetória científica iniciada na UFSM

A jornada de Emilly na ciência começou ainda no primeiro semestre da graduação, quando integrou uma equipe de competição aeronáutica. A experiência despertou seu interesse por outro âmbito: a espacial. Ela faz parte da sexta turma da faculdades, e por isso, participou do processo de consolidação do curso na UFSM. A universitária encontrou na Engenharia Aeroespacial um ambiente de incentivo ao protagonismo estudantil. Ela lembra que os professores reforçaram que “o curso não era apenas para os alunos, mas feito por eles”. O exemplo dos veteranos que criavam projetos do zero a motivou a buscar iniciativas em computação e sistemas espaciais - áreas que mais tarde se tornariam o centro da sua carreira.

O salto seguinte veio com uma iniciação científica remota no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), onde desenvolveu algoritmos para previsão orbital. A proximidade com pesquisadores de referência, “às vezes, os mais importantes do país na área”, aprimorou sua formação.

Da sala de aula aos centros de pesquisa internacionais

O alto desempenho acadêmico combinado à ampla participação em atividades extracurriculares a levou ao programa Brafitec, para atuar no Centre National d'Études Spatiales (CNES), a agência espacial francesa. Lá, Emilly participou do projeto de nanosatélite e trabalhou no sistema de recuperação autônoma do computador de bordo. 

A proposta da missão era demonstrar que as equipes estudantis conseguem produzir sistemas espaciais funcionais. A solução que desenvolveu, explicada de forma breve, consistia em registrar, segundo a segundo, o comportamento interno do satélite para permitir um reinício mais rápido e inteligente após falhas. O resultado foi expressivo: a disponibilidade operacional aumentou em 98% e o tempo de inicialização caiu em 85%.

A rotina na agência espacial francesa também revelou o contraste de infraestrutura. “Cada estagiário tinha seu próprio kit eletrônico completo para testes”, conta. Ela avalia que essa autonomia e a ausência de barreiras burocráticas foram decisivas para o ritmo acelerado de aprendizado.A experiência possibilitou ainda aprender diretamente com profissionais da Agência Espacial Europeia (ESA) e da NASA.

Foto colorida horizontal de seis jovens segurando troféus em formatos circulares. O grupo é composto por quatro mulheres e dois homens. Todos usam roupas sociais. Atrás deles um painel azul com a marca do evento
Emilly Rodrigues (à esquerda), do curso de Engenharia Aeroespacial, com os demais vencedores do Protagonismo Universitário

Inovação para além da pesquisa: impacto social na educação

Apesar das experiências internacionais, foi no Brasil que Emilly encontrou o propósito que hoje define sua trajetória: tornar a ciência mais acessível. Ela é cofundadora da Escola Piloto de Engenharia Aeroespacial (EP AERO), programa que oferece minicursos, palestras e projetos de extensão que conectam estudantes ao setor aeroespacial e à indústria.

A ideia surgiu da percepção de que a Engenharia Aeroespacial carecia de projetos que aproximassem o aprendizado em sala de aula das demandas do mercado de trabalho. A proposta central da EP AERO é unir estudantes de diferentes semestres em projetos conjuntos e promover a troca de experiências e a interação com profissionais. Com isso, gera um ciclo de continuidade dentro do grupo.

A vertente extensionista da iniciativa busca democratizar o ensino de ciência e tecnologia entre jovens. Um dos projetos é Minifoguetes em Escolas Públicas, criado durante a pandemia, quando a evasão escolar se tornou uma grande preocupação. Inspirados em uma disciplina da graduação, integrantes da equipe levaram oficinas de construção de minifoguetes e, mais recentemente, de aeronaves, a estudantes de regiões vulneráveis de Santa Maria. A ideia não é formar futuros engenheiros, mas mostrar que existem caminhos possíveis da ciência e da educação.

A vencedora da região sul do Prêmio Na Prática: Protagonismo Universitário acredita que faltam espaços acessíveis para que estudantes experimentem ciência de forma aplicada: “O projeto tem um papel muito importante nessa problemática, porque a gente consegue de fato mostrar o que está acontecendo em um lugar de privilégio, que é o ambiente acadêmico, para um lugar que, querendo ou não, tem muita escassez de oportunidades”.

O que começou como uma tentativa de aproximar teoria e prática, logo ganhou outra dimensão. Emilly percebeu que muitos alunos buscavam a EP AERO não apenas para se qualificar, mas para fazer parte de uma comunidade com impacto social. “Foi quando a gente teve um clique de: ‘Meu Deus, estamos criando um ambiente que as pessoas de fato vão tentar retribuir um pouco para a sociedade, ajudar na democratização da ciência’”, desabafa.

Segundo a universitária, combater a evasão escolar exige mostrar que oportunidades existem e são alcançáveis. Na opinião de Emilly, muitos jovens desistem porque não enxergam um caminho possível entre a realidade deles e as grandes conquistas que veem nos outros. Assim, o programa apresentar exemplos, criar pontes e oferecer experiências concretas é uma das maneiras mais eficazes de devolver esperança: “Tentamos mitigar a questão da falta de esperança que é causada pela falta de oportunidade”.

Em paralelo, pesquisadora integrou o Webservatório, projeto criado para enfrentar a desmotivação estudantil durante a pandemia. Pelo Youtube, promoveram observações astronômicas online e conversas com cientistas e astronautas da ESA. O grupo também acompanhou o lançamento do telescópio James Webb com pesquisadoras brasileiras envolvidos no projeto, o que aproximou a ciência avançada de estudantes de escolas públicas.

Segundo Emilly, um dos maiores desafios em projetos extensionistas é engajar os acadêmicos para iniciativas de impacto social, especialmente porque exigem tempo e dedicação sem retorno financeiro.

A Escola Piloto de Engenharia Aeroespacial já impactou mais de 3 mil estudantes e mantém parcerias com instituições como NASA, ESA, Boeing, Embraer e Airbus. 

O reconhecimento e o futuro

Como vencedora da região Sul, Emilly participará de imersão internacional na China para conhecer o ecossistema de inovação e empreendedorismo. Ela encara a viagem como uma oportunidade de aprendizagem. “Entender como eles tentam resolver os problemas, a metodologia que utilizam. Tentar conversar também com pessoas que criaram empresas lá, porque o meu objetivo no futuro é empreender. Quem sabe conseguir uma oportunidade de colaboração?”, comenta.

A visibilidade do prêmio reforçou um compromisso pessoal: incentivar mais mulheres a ingressarem no setor espacial e tecnológico. “Essa vontade, querer mostrar para mais mulheres que tem essa possibilidade de você trabalhar com tecnologia, uma tecnologia complexa e que, o fato de você ser ou não mulher, não vai mudar a sua capacidade de estar fazendo boas contribuições”, pondera.

Agora, prestes a concluir a graduação, Emilly planeja usar o próximo ano para trazer novas parcerias e eventos para a UFSM, devolvendo à universidade parte das oportunidades que recebeu. No futuro, quer empreender na área espacial, seja no Brasil ou no exterior. “O objetivo é construir uma trajetória que me aproxime cada vez mais da minha próxima grande missão”, diz.

De Santa Maria para a França, das escolas públicas ao reconhecimento nacional, Emilly Raiane Rodrigues cria caminhos para que outros também possam alcançar o espaço.

Demais vencedores do Prêmio Na Prática: Protagonismo Universitário

Região Centro-Oeste: Gabriela Santos Mendanha, 24 anos, estudante de Medicina da PUC Goiás.

No Ver Hospital dos Olhos, vinculado à PUC, criou um algoritmo de IA para interpretar tomografias de córnea no pré-operatório de cirurgias refrativas — um dos maiores desafios da oftalmologia. O modelo atingiu mais de 80% de acurácia, reduziu 70% dos custos de triagem e gerou economia média de R$ 37 mil. Esse trabalho foi reconhecido pelo Bascom Palmer Eye Institute (EUA). Gabriela também dá aulas e prepara jovens para competições como a Olimpíada Brasileira de Física e a International Young Physicists’ Tournament, alcançando recordes.

Região Norte: Hugo Santos Maia, 23 anos, estudante de Engenharia de Energia da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Como estagiário em Logística e Supply Chain na Suzano, desenvolveu um sistema de gestão de armazém que reduziu em 50% as divergências de estoque e em 60% o tempo de devoluções, sendo replicado para outras unidades. Se envolveu em projetos de pesquisa em energias renováveis, incluindo hidrogênio verde. Foi responsável pela fundação do primeiro Centro Acadêmico de Engenharia de Energia da Região Norte e bolsista administrativo na UFPA, além de reunir participações em iniciativas sociais, como o programa Formare e o projeto Mão na Roda.

Região Nordeste: Naomi Nascimento Ferreira, 23 anos, estudante de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Como fundadora e presidente da Missão Mulher Saudável, liderou uma iniciativa inédita que levou educação sexual, planejamento familiar e inserção de DIUs a comunidades do interior do Ceará. O projeto já beneficiou mais de 300 mulheres, capacitou 60 profissionais da atenção básica e alcançou cerca de 1.000 estudantes com ações educativas sobre saúde menstrual, dor pélvica e contracepção. Também criou e presidiu a Liga Acadêmica de Ginecologia Minimamente Invasiva (MIGS/UFC) e teve papel estratégico na Expedição Cirúrgica USP–UFC.

Região Sudeste: empate entre dois vencedores.

Narayane Ribeiro Medeiros, 23 anos, aluna de Engenharia Aeroespacial do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Narayane liderou o projeto GeoPredict, que aplicava IA e processamento de imagens para análises ambientais e climáticas. A iniciativa conduzida por ela foi finalista global de uma competição da NASA em 2024 (International Space Apps Challenge), entre mais de 10 mil projetos. Venceu o Prêmio Carolina Bori “Ciência & Mulher”, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. É pesquisadora da FAPESP em parceria com a Embraer no projeto FLYMOV, que simula a “montagem colaborativa multifuncional de aeronaves”, além de presidente da ITACube e master researcher da ITAndroids.

Pedro Henrique Docema Rodrigues, 21 anos, aluno de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

À frente da refundação da Bandeira Científica da USP, coordenou expedições humanitárias de saúde que realizaram mais de 5 mil atendimentos a populações em vulnerabilidade em 15 especialidades médicas, e mobilizaram mais de R$300 mil em recursos. Em 2024, liderou ações emergenciais no Rio Grande do Sul, estabelecendo parcerias com instituições e com a Força Aérea Brasileira para garantir atendimento em regiões isoladas. Fundou ainda a Liga de Saúde Humanitária, primeira do tipo no Brasil, e com ela participou de diversas expedições pelo país.

Vencedora Nacional: Gabriela Mendanha, representante do Centro-Oeste.

Texto: Marina Brignol, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Eduardo Frazão/Divulgação

Edição: Maurício Dias

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/05/4a-edicao-da-jai-mirim-abre-as-portas-da-ufsm-aos-pequenos-cientistas Wed, 05 Nov 2025 17:37:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71262 Foto colorida horizontal de grupo de percursão se apresentando ao centro do Museu do Conhecimento. Além de instrumentos de percussão, o grupo tem um violinista. A platéia está posicionada na arquibanca circular
Abertura da JAI Mirim 2025 foi marcada pela apresentação do JOCA, Grupo de Percussão do Centro Social Lar de Joaquina

O recém inaugurado Museu do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi tomado por estudantes da educação infantil e ensino fundamental, na manhã e tarde desta quarta-feira (5), durante a 4ª edição da Jornada Acadêmica Integrada (JAI) Mirim. Alinhada aos objetivos da JAI, a modalidade mirim também busca abrir os espaços da Universidade para que as crianças possam compartilhar suas ideias e experiências com a ciência.

Durante a abertura do evento, realizada pela manhã, a atual vice-reitora e futura reitora da UFSM, Martha Adaime, salientou o potencial de divulgação científica promovido pela JAI Mirim. “Essas crianças são multiplicadoras. Elas levam os conhecimentos daqui para suas casas e espalham ciência e credibilidade. É uma forma da Universidade se abrir e se mostrar”, frisou.

Em 2025, temas como mudanças climáticas, educação ambiental, saúde, cidadania, empreendedorismo, territórios e comunidades foram destaque na JAI Mirim.  Com um recorde de 165 trabalhos inscritos, cerca de 67 escolas, distribuídas entre as regiões de Cachoeira do Sul, Frederico Westphalen, Palmeira das Missões, Santa Maria, Geoparques Mundiais da Unesco Caçapava e Quarta Colônia participaram com seus pequenos cientistas no evento.

Foto colorida horizontal de sete pessoas atrás da mesa de um evento. Do grupo, seis estão sentados e um está em pé . Ainda, o terceiro sentado, o professor Flavi, está com as mãos levantandas. Todos estão sorrindo.
Mesa de abertura contou com a presença de Morgana Mello, Leandro Gabby, Flavi Lisboa, Martha Adaime, Cristina Nogueira, Maria Medianeira e Susana Reis (da esquerda para a direita, respectivamente)

Cientistas do futuro compartilham soluções ambientais na UFSM

De Santa Maria, estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental do Colégio Franciscano Sant’Anna participaram da JAI Mirim com a “Mini Estufa Natural”. O grupo formado por Isadora Kuhn, de 13 anos, Cecília de Freitas, 13, Lucas Haigert Lenz, 12, Pedro Navarro, 12, Tarsila Barbosa, 13, e Eduarda Tocchetto,13, explicou que o objetivo da estufa, composta por canos PVC e madeira, é mostrar o funcionamento da estrutura sem o uso de agrotóxicos. Além disso, a estufa montada pelos alunos tem um sistema de irrigação para evitar o desperdício do recurso natural. Outro ponto destacado no trabalho foi a valorização da agricultura natural em produções alimentícias. “Com esse trabalho, queremos mostrar como podemos utilizar os recursos naturais sem prejudicar o meio ambiente”, reforçou Lucas. 

O trabalho da mini estufa foi orientado pela professora de Ciências, Juliana Guarize Medeiros. Segundo ela, a ideia do projeto foi criada e desenvolvida pelos próprios alunos. “Eles que montam o projeto, o trabalho, o resumo. Nós acompanhamos, mediamos, auxiliamos naquilo que eles precisam. É importante que eles tenham autonomia e busca ativa durante as pesquisas”, afirmou.

Foto colorida horizontal de pequena estufa criada por estudantes. A estrutura pequena branca tem algumas plantas. Atrás da estufa, uma menina organiza as plantas. No entorno, outras crianças
Mini Estufa Natural é desenvolvida por alunos do sétimo ano do Colégio Franciscano Sant’Anna

Acessibilidade e inclusão são temas de trabalhos na JAI Mirim

Do outro lado do salão, o estudante Davi de Rossi Triaca, 10 anos, do 5º ano da Escola Estadual de Arroio Grande, apresentava o trabalho “O xadrez como estratégia pedagógica de ensino, aprendizagem e inclusão escolar”. Davi, um aluno superdotado e apaixonado pelo jogo de tabuleiro, desenvolveu o trabalho após sua experiência como orientador de oficinas de xadrez em sua escola. “Nós tínhamos alguns períodos livres e eu ajudei alguns alunos a aprender a jogar xadrez. Eu aprendi depois a ganhar um livro de uma professora e fui aprimorando meus conhecimentos em casa”, contou Davi.

O trabalho apresentado pelo jovem enxadrista foi orientado por Fabiane dos Santos Ramos, educadora especial, e pelo professor Gabriel Germany, de Educação Física. Conforme Fabiane, Davi ficou muito empolgado com o evento e se dedicou na organização do material. “É a primeira vez que ele participa de um evento desse gênero e ficou muito feliz em trazer o trabalho para a JAI. Ele organizou o espaço do banner, a mesa, o tabuleiro e estava animado para o dia”, revelou a professora.

Foto colorida horizontal de dois meninos jogando xadrez. O menino que está do lado esquerdo está com a mão levantada em movimento direcionado ao tabuleiro. O menino da direita está com o olhar voltado para lado contrário ao tabuleiro. No tabuleiro, poucas peças. Dos lados, peças brancas e pretas.
Trabalho apresenta jogo de xadrez como estratégia de ensino e inclusão

Valorização cultural e saberes tradicionais na JAI Mirim

Vindos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Santo Inácio, em Nova Palma, os estudantes Camila Alves, de 10 anos, Arthur Portella, 8, e Isabelli Silva, 7, levaram arte e história por meio do trabalho “Cultura Afro: aprendizagem através da arte”. Ao lado de panos de prato estampados com pinturas, o grupo, composto por alunos do segundo ao quinto ano, explicou que a ideia do trabalho surgiu como forma de valorizar a cultura e a origem do povo africano. 

Durante a JAI Mirim, Patrícia Telles, diretora da EMEF Santo Inácio, compartilhou o sentimento de observar os estudantes abordando a temática citada. “Nossa escola está inserida no Quilombo Vovó Isabel de Nova Palma. Então, ver eles trazerem esse tema representa a história, os sentimentos e as vivências deles na sua comunidade. É de fundamental importância incentivar essa valorização da própria identidade”, pontuou.

Foto colorida horizontal de conjunto de panos de prato com pinturas à mão. As imagens dos panos retratam mulheres negras com anornos nos cabelos.
Panos de prato estampados foram produto do trabalho apresentado pelos estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental Santo Inácio

Projetos sobre resiliência climática integram a programação

Dentro do salão lotado pelos banners, cinco totens digitais e interativos trouxeram conteúdos educacionais sobre resiliência climática, como histórias em quadrinhos, questionários e curiosidades científicas sobre a geografia do Rio Grande do Sul. A estrutura e os conteúdos presentes do totem foram desenvolvidos por cinco projetos vinculados aos programas de pós-graduação em Comunicação, Geografia e Ciências do Solo da UFSM.

Conforme Adriano Figueiró, coordenador do Memorar Quarta Colônia, um dos projetos envolvidos na criação do totem, o objetivo da presença dos conteúdos na JAI Mirim é manter viva a memória da catástrofe climática que atingiu o estado em 2024. “Nosso projeto está caminhando para no futuro montarmos um grande acervo dessa memória. Hoje, no evento, trazemos os primeiros conteúdos, como a história em quadrinhos, imagens de satélite das áreas alagadas, para que essas comunidades infantojuvenis continuem pensando sobre a sua realidade e seu território sem que isso as traumatize”, explicou.

Foto colorida horizontal de menino posicionado ao lado esquerdo. Ele acessa um totem digital que está inclinado e mostra a imagem da HQ Quando a rua enche
Público presente pode interagir livremente com os totens durante a JAI Mirim realizada no Museu do Conhecimento da UFSM

Organização, múltiplas atividades e parcerias do evento

Grande parte da organização da JAI Mirim ficou a cargo de Morgana Mello Bevilacqua, assistente administrativa da Pró-Reitoria de Extensão (PRE). Para ela, a atual edição representa os frutos de todo o investimento no evento ao longo dos anos. “Nós tivemos uma divulgação muito ampla e, com isso, atingimos um recorde no número de inscritos. Acredito que a educação precisa ser multidisciplinar e tentar levar isso foi um desafio para a organização”, contou.

Morgana ainda destacou a diversidade da programação e recursos oferecidos durante a JAI Mirim. “Tivemos uma linda apresentação musical durante a abertura, conseguimos uma visita ao Planetário da UFSM para que os participantes pudessem visitar, além de termos apoio do Laboratório de Panificação, Frutas e Hortaliças do Colégio Politécnico com lanches e dos projetos relacionados ao Memorar, que trouxeram os totens digitais e interativos”, salientou.

Sobre a JAI Mirim

Criada em 2022 pela professora Maria Medianeira Padoin, do Departamento de História, a JAI Mirim ocorre em paralelo à JAI e recebe estudantes da educação infantil, os anos iniciais e anos finais do ensino fundamental. Na época, a proposta foi sugerida pela Comissão de Educação Cultura e Comunicação do projeto Quarta Colônia Geoparque Mundial da Unesco, na intenção de criar um espaço de divulgação e valorização dos trabalhos relacionados à Educação Patrimonial do Território.

Para Maria Medianeira, o fato da construção do evento ter sido realizada em contato com a comunidade externa à UFSM representa uma grande conquista extensionista. “A JAI Mirim veio da comunidade para que a Universidade abrisse espaço para que esses trabalhos do ensino básico fossem vistos e valorizados. Existem trabalhos construídos de maneira coletiva e com soluções incríveis e, por vezes, não recebem a devida atenção”, refletiu.

Atualmente, o evento é desenvolvido pela Coordenadoria de Desenvolvimento Regional da PRE em parceria com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Para Leandro Gabbi, coordenador de Desenvolvimento Regional da PRE, a JAI Mirim “oportuniza uma conexão entre as produções científicas e os saberes das comunidades e da UFSM, além de divulgar, valorizar e incentivar a continuidade dos trabalhos voltados à Educação Patrimonial das Escolas”.

Nas primeiras três edições, a JAI Mirim foi realizada nas dependências do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH). Em 2025, a ocupação do Museu do Conhecimento foi necessária devido ao aumento de inscrições. “Neste ano, foram 13 municípios e mais de 60 escolas com trabalhos apresentados. Para o próximo ano, a expectativa é de que mais municípios e escolas se somem a esse evento”, informou Leandro.

A vice-reitora ainda reforçou o compromisso da JAI Mirim com a inserção de estudantes na Universidade. “Eles precisam estar nesse contexto para entender que chegar aqui é possível. É o papel da instituição dar um suporte acadêmico e científico para recebê-los”. A professora Martha Adaime ainda compartilhou suas expectativas para o futuro: “Precisamos fortalecer esse evento e expandi-lo a outras regiões e escolas”, previu.

Informações sobre a JAI Mirim podem ser acompanhadas no site da Jornada Acadêmica Integrada.

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias

Fotos: Daniel Michelon De Carli, designer

Edição: Maurício Dias, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/31/museu-do-conhecimento-se-prepara-para-receber-4a-jai-mirim Fri, 31 Oct 2025 16:41:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71189 Foto colorida horizontal de sala escura com projeções em textso em verdes no teto e nas paredes. No canto direito da sala escura, um homem em uma mesa controla as projeções
Projeções digitais no Museu do Conhecimento no campus sede
Foto colorida horizontal de mulher jovem tocando em tela de painel
Totem digital é usado como suporte para exposições

Após a cerimônia de entrega de chaves, realizada na tarde de 24 de outubro, que reuniu diversas lideranças acadêmicas e equipes de pesquisa, o Museu do Conhecimento se prepara para sediar a 4ª edição da Jornada Acadêmica Integrada Mirim (JAI Mirim). 

A solenidade da semana passada marcou um novo e importante espaço para a educação museológica e a ciência na região. O ato contou com a presença do reitor, professor Luciano Schuch, e da vice-reitora, professora Martha Adaime, de pró-reitores, de diretores de unidades de ensino, coordenadores de cursos, chefias de departamentos, docentes e discentes que presenciaram a inauguração das placas e a entrega oficial das chaves do Museu, seguidos das exposições. 

Os pesquisadores dos Laboratórios Multiusuários do Museu apresentaram exposições e apresentações de seus projetos e produtos distribuídos em seis totens digitais. A atividade ainda contou com encenação com roteiro baseado nas Bruxas de Salem, de  Arthur Miller. A esquete dirigida pela professora Dulce Mörschbächer e encenada por estudantes da Escola de Artes Eduardo Trevisan, EMAET, no átrio, destacou a importância da cultura, da arte de ciência andarem juntas. 

O reitor destacou a vocação do novo espaço para unir a comunidade e o conhecimento: “Este espaço é a concretização do nosso compromisso em levar a ciência para além dos muros da Universidade. É um lugar de encontro, de descoberta e de democratização do conhecimento. Sua inauguração representa um passo gigantesco para a popularização da ciência e para o impacto social da UFSM.”

JAI Mirim

A JAI Mirim será realizada na próxima quarta-feira (5) e terá 109 projetos desenvolvidos por estudantes. A diversidade de temas e a participação recorde marcam a edição deste ano, que reunirá trabalhos de 67 escolas. 

A equipe do Museu do Conhecimento reforça a essência deste novo espaço: 'Tornar a ciência visível e acessível é o primeiro passo para formar futuros pesquisadores. O Museu será um laboratório vivo, potencializando a qualidade do ensino e a formação de nossos estudantes e professores, desde a educação básica até a pós-graduação.”

Texto: Fabiane Gomes - Mestranda PPGTER/UFSM 

Registros Fotográficos: Bianca Petry Bortoluzzi - Bolsista do Museu

Foto colorida horizontal de grupo de pessoas à frente de uma parede com uma placa coberta por um tecido azul
Descerramento da placa durante a inauguração do Museu do Conhecimento
Foto colorida horizontal de grupo de pessoas sentadas em uma escadaria circular que preenche boa parte do espaço
Novo espaço de exposições da UFSM receberá JAI Mirim
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/08/01/duas-professoras-ufsm-finalistas-sus Fri, 01 Aug 2025 16:35:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69969

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou nesta quinta (31), em seu site, os finalistas do 17º Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Sistema Único de Saúde (SUS). Na listagem de indicados, duas professoras da Univerisade Federal de Santa Maria (UFSM).

O prêmio é uma parceria do CNPq com o Ministério da Saúde com a finalidade de reconhecer o mérito de pesquisadores, professores e profissionais de todas as áreas do conhecimento, cujos trabalhos tenham contribuído de forma relevante para o SUS, em consonância com a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (PNCTIS). O Prêmio tem cinco categorias: Tese de Doutorado; Dissertação de Mestrado; Experiências Exitosas do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS); Trabalho Publicado em Revista Indexada e Produtos e Inovação em Saúde. O anúncio dos vencedores será realizado em cerimônia de premiação, a ser realizada em Brasília, em data e local ainda não divulgados. 

A professora Marli Matiko Anraku de Campos, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas e do Mestrado Profissional em Ciências da Saúde, foi indicada na categoria Produtos e Inovação em Saúde com o Teste Molecular Rápido Para Tuberculose. 

Já a professora Vanessa Ramos Kirsten, dos Programas de Pós-Graduação em Saúde e Ruralidade e em Gerontologia, recebeu indicação na categoria Experiências Exitosas do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) com o trabalho "Qualificação da Vigilância Alimentar e Nutricional:  uma proposta de educação permanente em saúde  para melhoria da qualidade da atenção à saúde nos   municípios do Rio Grande do Sul".

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/05/14/pint-of-science-acontece-na-proxima-semana-em-santa-maria Wed, 14 May 2025 20:22:04 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=12625 Nos dias 19, 20 e 21 de maio acontece, em Santa Maria, o maior festival de divulgação científica do mundo. O Pint of Science é realizado, simultaneamente, em mais de 400 cidades em 123 países, levando ao público não especializado temas científicos atuais a fim de difundir a ciência de modo descontraído e sem linguagem especializada.

Em Santa Maria, o evento receberá convidados de diversas áreas, explorando temas emergentes no debate científico. Os organizadores e cientistas participam voluntariamente, com o objetivo de derrubar intermediários entre a ciência e a sociedade, promovendo um canal direto de diálogo. A atividade conta com apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM e não tem fins lucrativos. 

A edição local do Pint of Science irá acontecer no Bulldog Barn, localizado na  Rua Floriano Peixoto, 1797, no centro da cidade, a partir das 19h. O evento é gratuito e aberto ao público, sendo cobrado apenas o que for consumido.

Confira a programação do evento:

 

Segunda-feira (19)

  • Mariana Bender – “Histórias de pescador adaptadas para o bar”;
  • Anderson Frare – “Um em cada três dados é inventado na hora: será que esse é um deles?”.

Terça-feira (20)

  • Alexandre Zamberlan – UFN – “A IA nas quadras de Padel”;
  • Fernando Copetti – “Avaliação motora infantil: aplicativo Fundamental Motor Skills”.

Quarta-feira (21)

  • Dyana – “100 anos depois e Einstein acertou de novo: ondas gravitacionais e a nova janela para observação do universo”;
  • Luiz Nicolini – “Menos pessoas, mais cadáveres: biomecânica com quem não reclama!”.

Texto: Wellington Hack, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/26/segundo-dia-jai Tue, 26 Nov 2024 16:44:14 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67750
Apresentações de banners começaram neste terça (26) com trabalhos das Ciências Agrárias, Letras, Linguística e Artes

A segunda manhã da 39ª edição da Jornada Acadêmica Integrada teve como destaque as apresentações de banners das  Ciências Agrárias e da área de Linguística Artes e Letras, bem como das comunicações orais do Salão de Extensão. Neste dia, os pôsteres ocorreram no Centro de Convenções e as comunicações orais nos prédios 74 A, 74 C e 60 A. As apresentações de banners e as comunicações orais seguem até sexta (29).

Apresentações das Ciências Agrárias

Entre os trabalhos no bloco de Medicina Veterinária e Ciência dos Alimentos esteve o de Maria Eduarda Dias, do 6º semestre e que está pela segunda vez na JAI. Ela apresentou trabalho sobre um cão que atendeu no Hospital Veterinário. “Meu trabalho fala sobre a leucemia linfoide aguda em cães. É um relato de caso realizado no corpo clínico do Hospital Veterinário, em que atendemos esse canino, e como, sou da área de Patologia Clínica, realizamos exames hematológicos e mielograma”, conta.

A bolsista Laís Teixeira, do curso de Medicina Veterinária, esteve pela primeira vez na JAI e compartilhou um estudo sobre leishmaniose em Santa Maria. “Eu participo realizando amostras de fezes, sangue e soro de diversos animais”, conta. Sobre a experiência, ela comentou: “estava nervosa, mas foi melhor do que eu esperava”.

Ana Carolina, acadêmica do 2º semestre de Agronomia da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai (URI), campus em Santiago, contou como foi apresentar em Santa Maria. “Estava nervosa, mas foi muito legal, uma grande oportunidade”, revelou. A estudante explicou que seu trabalho é um estudo sobre as ovelhas da raça Dorper, que, diferente das outras, acabam dando à luz a filhotes em vários meses durante o ano.

Apresentações de Linguística, Artes e Letras

Entre as apresentadoras da área de Linguística, Artes e Letras, esteve Milena Soares dos Santos, estudante do 2º semestre do curso de Dança Licenciatura. O trabalho da bolsista do UFSM Cia de Dança conta um dos projetos do Programa, que tem o objetivo de levar o protagonismo às pessoas pretas, ao facilitar o acesso dos dançarinos pretos que moram em periferias com um espaço mais acessível. Existe uma parceria com o Theatro Treze de Maio para a cedência do espaço.

 

Nycolas Tasca da Silva, aluno do 4º semestre de Letras, analisou o quanto as personagens femininas nos contos de João Simões Lopes Neto representam as mulheres gaúcha. Ele conta que estava nervoso por ser sua primeira vez na JAI, mas que sua avaliadora o acalmou. “Foi muito enriquecedor, porque ela trouxe muitas coisas boas para refletir sobre as temáticas do trabalho, senti que fiquei nervoso a toa”, comenta.

 

A discente do 8º semestre de Letras Licenciatura, Paloma Stein, elaborou banner sobre a “Jornada do Letramento Literário”, organizado por ela e outros colegas. A atividade, realizada online em setembro, discutiu práticas do letramento literário nas escolas. Participaram alunos de Letras da UFSM e também de outras instituições como da Universidade de Santa Cruz do Sul  (Unisc) e da Universidade de Passo Fundo (UPF).

Maria Eduarda Dias apresentou banner sobre atendimento feito no Hospital Veterinário
Paloma Stein compartilhou experiência da Jornada de Letramento Literário
Descubra especial traz mostra de programas de pós-graduação na semana da JAI

Primeira edição do Descubra Pós-Graduação

 

Além da programação geral da JAI, neste ano outro evento acontece simultaneamente: a primeira edição do Descubra UFSM para a Pós-Graduação. Ao todo, 36 programas se apresentam na entrada do Centro de Convenções com o objetivo de aumentar a visibilidade da Pós-Graduação da Universidade. 

 

Conforme a pró-reitora substituta da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), Tatiana Emanuelli, a proposta é atrair estudantes e pesquisadores, e mostrar a qualidade da Pós-Graduação. “Esta edição especial do Descubra é feita justamente para o público da JAI, que são os estudantes de graduação e mestrado. Nos últimos anos, houve um crescimento do número de programas e a oferta é grande. Mostrar o que é feito aqui contribui não só para a formação dos estudantes em si, mas também para que tenhamos pesquisadores qualificados produzindo ciência de qualidade na UFSM”, explica.

 

Durante a manhã desta terça (26), os PPG’s de Agrobiologia, Ciência e Tecnologia dos Alimentos e Medicina Veterinária estiveram com seus estandes. Pela tarde, das 13h30 às 15h30, estarão presentes os programas de Ciências Sociais, Educação Profissional Tecnológica e Tecnologias Educacionais em Rede. 

 

As mestrandas do PPG em Medicina Veterinária, Valentina Berté e Helena Wessely, comentam os materiais que expuseram no estande para chamar a atenção dos alunos: recipientes com cálculos renais, um feto de buio e parascaris, um verme que parasitam cavalos. Para os interessados, elas  explicam como é o ingresso no PPG, quais são as áreas e também suas experiências pessoais. 

 

Nesta manhã, também ocorreu a atividade “Ciência em Vídeo”, programação da Pró-Reitoria de Extensão voltada à popularização da ciência produzida na pós-graduação. A mostra de vídeos reuniu os meslhores feitos sobre teses e dissertações. Na quinta-feira (28), às 14h será realizada a mesa redonda “Popularização da Ciência”, e, por volta das 15h, mais vídeos do “Ciência em Vídeo" serão apresentados.

 

As atividades da JAI continuam até sexta-feira (29) nos campi Santa Maria e Cachoeira do Sul. Mais informações no site

 

Texto: Giulia Maffi, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Gustavo Damascena, estudante de produção editorial e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias

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O professor Jean Paolo Minella, do Departamento de Solos, da Universidade Federal de Santa Maria, será um dos convidados do seminário “A Ciência no Enfrentamento ao Desastre de 2024 no RS: da Emergência à Reconstrução”. O seminário, organizado pela Secretaria para Apoio à Reconstrução, com colaboração de instituições de pesquisa e entidades federais, será realizado no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, nos dias 3 e 4 de dezembro.

O docente da UFSM participará do primeiro painel, que tratará de "Mudanças climáticas e análise multidimensional do desastre: vulnerabilidades e riscos", marcado para as 10h15 do dia 3. Minello e o professor Fernando Fan, da UFRGS, abordarão o enfoque: "Aspectos hidrológicos do desastre: os caminhos e descaminhos das águas do planalto à região lagunar do RS". O painel terá ainda outros quatro tópicos, com pesquisadores da UFPel, UFRGS, Univates e Embrapa Clima Temperado.

O seminário discutirá 12 eixos temáticos, que incluem aspectos ambientais, sociais, econômicos, estruturais e tecnológicos. A proposta é fomentar uma análise multidimensional dos impactos do desastre e promover articulações entre ciência e política. A partir disso,  será possível desenvolver soluções para a reconstrução sustentável do Rio Grande do Sul, ao prevenir outros episódios e buscar equilíbrio entre a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico.

Mais informações na página do seminário

 

 

 

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Na manhã desta segunda-feira (25), na abertura da 39ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI), com o tema “Da Ciência à Resiliência”, realizada no Centro de Convenções do 55BET Pro Sede, a UFSM premiou os destaques institucionais nas categorias Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação.   A categoria Destaques do Ensino é focada em distinguir anualmente os projetos de ensino desenvolvidos com o apoio do programa Fundo de Incentivo ao Ensino (FIEn) e dos Programas de Licenciaturas (Prolicen), vinculados à Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). Estes programas desenvolvem ações que impactam positiva e relevantemente os processos de ensino, contribuindo para a melhoria do desempenho acadêmico nos cursos da UFSM, de maneira alinhada aos objetivos institucionais previstos no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e favorecendo a melhoria nos cursos de licenciatura.   O prêmio Pesquisador Destaque homenageia professores pela relevância de sua produção científica e pela contribuição significativa à pós-graduação e à pesquisa ao longo de sua carreira, com impacto no desenvolvimento institucional e da sociedade.    Nos Destaques da Extensão, são condecorados um docente, um técnico-administrativo em educação (TAE) e um representante da comunidade externa que tenham reconhecida trajetória de trabalho extensionista em prol da parceria entre a UFSM e a sociedade.   Já na categoria Destaques da Inovação há as subdivisões “Inovação no mercado”, para docente da UFSM que possua proteção de tecnologia licenciada; “Pesquisador na empresa”, para docente que coordene projetos de PD&I com empresas por meio de fundações de apoio; e “Startup Inovadora”, para empresa incubada na Pulsar da UFSM.   Neste ano, pela primeira vez, também foi concedida a premiação de Destaque na Imprensa, para condecorar o estudante ou servidor da UFSM que mais atendeu aos veículos de comunicação no último ano.  Rodrigo Temp Müller, paleontólogo e técnico de laboratório do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA), recebeu o Destaque Imprensa. “Eu fico muito feliz. Não é algo que a gente espera. Fazer paleontologia é algo que eu quero desde criança e receber um reconhecimento por isso, nos estimula a tentar fazer mais”, comentou. Müller atendeu meios de comunicação nacionais e internacionais, que vão da TV Globo ao The New York Times. O paleontólogo comentou sobre a importância do contato entre a comunicação e a ciência, “É a ponte que temos entre a nossa pesquisa e a população. Não adianta fazer uma pesquisa, encontrar um dinossauro e não transmitir isso para o público. E eu sozinho não iria conseguir, eu preciso da Comunicação da UFSM, trabalhamos juntos. É a tradução do nosso conhecimento científico para um público mais amplo”.     Confira os destaques institucionais:  

Ensino

  Fundo de Incentivo ao Ensino (FIEn): Fernanda Reis Favarin, docente do Departamento de Alimentos e Nutrição do 55BET Pro Palmeira das Missões, coordenadora do projeto Liga Acadêmica de Nutrição Clínica e Funcional, por sua contribuição significativa para o desenvolvimento e/ou adoção de novas práticas de ensino na UFSM. Doutora em Nanociências pela Universidade Franciscana (UFN), com período sanduíche na University College Cork (Irlanda), Fernanda coordena projetos de ensino, extensão, pesquisa e inovação nas áreas de nutrição clínica e funcional, nutrição hospitalar e nanotecnologia aplicada à área de alimentos.   Programa de Licenciaturas (Prolicen): Mitieli Seixas Da Silva, docente do Departamento de filosofia, coordenadora do projeto Grupo de Mulheres e Pessoas Trans: Explorando a Filosofia através da escrita, por sua contribuição significativa para o desenvolvimento e/ou adoção de novas práticas de ensino na UFSM. Doutora pela UFRGS, dedica-se à obra de Émilie du Châtelet, coordenando o Émilie: Grupo de Pesquisa e Tradução, e ao estudo da maternidade sob uma perspectiva filosófica. No ano de 2021 recebeu o Prêmio Elisabeth da Bohemia, concedido pelo Center for the History of Women Philosophers and Scientists (Paderbron University, Alemanha) por sua atuação para a inserção de mulheres filósofas no cânone.  

Pesquisa

  Pesquisador destaque: Marcio Antonio Mazutti, do Departamento de Engenharia Química. Doutor em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas, Mazutti atua no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química, focando no desenvolvimento de processos e produtos biotecnológicos com aplicação na agricultura. Já publicou cerca de 300 artigos em revistas científicas. Atuou como coordenador de Projetos Institucionais vinculado à Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (2014-2017) e como coordenador de Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia, vinculado à Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (2017-2018). Tem experiência docente em Engenharia de Bioprocessos, Fenômenos de Transporte, Processos Fermentativos Industriais e Processos Enzimáticos Industriais. Coordena a Rede Gaúcha para o Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia em Bionsumos (Redeitec Bioinsumos RS).  

Extensão

  Docente: Luciano Zucuni Pes, do Departamento de Ensino do Colégio Politécnico desde 2009, atuou em mais de dez projetos de extensão como coordenador somente nos últimos dez anos. Durante a graduação, foi um dos idealizadores do DTG Noel Guarany, que segue em atividades até hoje, focado na valorização das tradições gaúchas dentro do ambiente universitário. Como docente, guia a pesquisa Advanced Farm 360, que trabalha com o objetivo de potencializar a inovação na área de agricultura 4.0. Este trabalho tem três linhas de pesquisa específicas: agricultura de precisão, zootecnia de precisão e produção agropecuária sustentável.   TAE: Fernanda Mirasso Lemes atua como terapeuta ocupacional no Centro de Ciências da Saúde (CCS) desde 2015, com foco em ações extensionistas que atuam em demandas assistenciais, principalmente na área de saúde mental. Sua atuação está dirigida a públicos de regiões da cidade de Santa Maria em vulnerabilidade social, adaptando o tema à realidade, permitindo autonomia e protagonismo do público em seus próprios processos. No seu período de atuação, já mobilizou quase 50 estudantes de graduação e pós-graduação, oriundos de diversas formações da área da saúde.   Externo: Comunidade de Vale Vêneto, por sua significativa atuação e parceria com a UFSM em ações extensionistas, contribuindo para a transformação da realidade social.  

Inovação

  Invenção no mercado: Maurício Veloso Brun, docente do Departamento da Clínica de Pequenos Animais. Doutor em Medicina Veterinária pela UFSM, tem pós-doutorado no Centro de Cirugía de Mínima Invasión Jessús Usón (CCMIJU), na Espanha. Atua no Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária (PPGMV), é colaborador do CCMIJU/Espanha, bolsista Produtividade em Pesquisa do CNPq e vice-presidente do Colégio Brasileiro de Endoscopia e Videocirurgia Veterinária (CBEVV). Contemplado devido principalmente ao desenvolvimento de plataforma de tração multidirecional para a realização de cirurgias gasless, método que possibilita a realização de cirurgias minimamente invasivas sem a necessidade de insuflar o abdome do paciente com gás carbônico. A tecnologia foi licenciada pela empresa Bhio Supply e está em produção para comercialização. O professor possui ainda três pedidos de patentes nacionais e um pedido de registro de desenho industrial, todos vinculados à UFSM.   Pesquisador na empresa: Gustavo Brunetto, docente do Departamento de Solos. Com pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo (PPGCS) da UFSM, atua neste mesmo programa. Atualmente é coordenador substituto do PPG em Ciência do Solos e coordena o Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos (Gepaces). Contemplado com a premiação devido à atuação promovendo avanços científicos que melhoram a qualidade e a produtividade da produção de uvas e vinhos no RS. Por meio de parcerias com a Vinícola Salton e a Cooperativa Vinícola Aurora, ele desenvolveu recomendações de adubação e calagem que reduziram o uso de fertilizantes, geraram economia para os produtores e melhoraram a qualidade do vinho. Além disso, seus projetos contribuíram para a formação de mestres, doutores e pesquisadores, além de captar expressivos recursos para a UFSM e fortalecer a relação com o setor produtivo.   Startup inovadora: Farm 360, empresa incubada da UFSM que trabalha com prestação de serviços de assessoria em agricultura de precisão, oferecendo soluções inovadoras como taxa variável de insumos, mapeamento de compactação do solo e irrigação em várzeas. Sua contemplação na categoria se deve ao trabalho em aliar tecnologia geoespacial para criar mapas de colheita e práticas sustentáveis como mulching, fazendo com que a empresa contribua tanto para a eficiência produtiva quanto para a preservação ambiental. Sua colaboração com a UFSM em projetos de pesquisa fortalece o ecossistema de inovação local, gera empregos qualificados e apoia a formação acadêmica.  

Imprensa

  Rodrigo Temp Müller, servidor técnico-administrativo, técnico do Laboratório de Paleontologia no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (CAPPA/UFSM). Bacharel em Gestão Ambiental pela Universidade Federal do Pampa, Rodrigo é mestre e doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal pela UFSM, no qual hoje atua como orientador de mestrado e doutorado. Desde 2016, é técnico do CAPPA. Tem se dedicado ao estudo da biota Triássica, com ênfase na origem e diversificação dos dinossauros e grupos relacionados. Já descobriu e escavou diversos fósseis no Rio grande do Sul, incluindo os mais completos dinossauros do Brasil, e participou de expedições de prospecção na Argentina, onde coletou espécimes que hoje estão depositados em museus de Buenos Aires e Anillaco. Foi fonte em veículos de imprensa nacionais e internacionais, como TV Globo, Folha de S. Paulo, New York Times e National Geographic.

Fernanda Reis Favarin, destaque Fundo de Incentivo ao Ensino (FIEn)
Fernanda Reis Favarin, destaque Fundo de Incentivo ao Ensino (FIEn)
Mitieli Seixas Da Silva, destaque Programa de Licenciaturas (Prolicen)
Mitieli Seixas Da Silva, destaque Programa de Licenciaturas (Prolicen)
Fernanda Mirasso Lemes, destaque Extensionista TAE
Fernanda Mirasso Lemes, destaque Extensionista TAE
Luciano Zucuni Pes, destaque Extensionista Docente
Luciano Zucuni Pes, destaque Extensionista Docente
Neri Flávio Bortoluzzi e Vivaldina Bortoluzzi, representantes da comunidade de Vale Vêneto, destaque Extensionista Externo
Neri Flávio Bortoluzzi e Vivaldina Bortoluzzi, representantes da comunidade de Vale Vêneto, destaque Extensionista Externo
Marcio Antonio Mazutti, destaque Pesquisador
Marcio Antonio Mazutti, destaque Pesquisador
Maurício Veloso Brun, destaque Invenção no mercado
Maurício Veloso Brun, destaque Invenção no mercado
Gustavo Brunetto, destaque Pesquisador na empresa
Gustavo Brunetto, destaque Pesquisador na empresa
Farm 360, destaque Startup inovadora
Farm 360, destaque Startup inovadora
Rodrigo Temp Müller, destaque Imprensa
Rodrigo Temp Müller, destaque Imprensa

Solenidade de abertura

Durante a abertura, a vice-reitora, professora professora Martha Adaime, destacou o recorde de trabalhos inscritos. “Nós superamos o número de inscritos em um ano muito difícil, com enchentes e greve. Penso que estamos em um ascendente em relação a JAI”, avaliou a vice-reitora da UFSM.

A 39ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI) ultrapassou os números anteriores. “Ano passado, atingimos um recorde de trabalhos inscritos, sendo 5880. Isso é cerca de 38% a mais do ano de 2022. Este ano também batemos o recorde de inscritos, foram 6019 trabalhos submetidos”, comentou Leandro Souza da Silva, coordenador de pesquisa da Pró Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa.

A abertura da JAI teve apresentação do Duo de Flauta e Violão da Orquestra Sinfônica de Santa Maria, que trouxe música popular brasileira como “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa.  

  
Foto colorida horizontal. O destaque é o painel com 39ª JAI. Ao lado à direita, uma mulher ao microfone e outra no púlpito. Em segundo plano, a plateia
Solenidade de abertura da 39ª JAI
Apresentação musical ao início da 39ª JAI

Desigualdades sociais

A conferência de abertura da 39ª JAI teve como tema  “Retrato das desigualdades sociais no Brasil: internacionais, raça e decolonialidades”, com o  professor e pesquisador da Universidade de Brasilia (UnB) Kleber Aparecido da Silva. 
Ganhador do Prêmio Paulo Freire de Educação, o professor compartilhou suas vivências e demarcou a necessidade do pensamento anticolonial e antirracista. Kleber evidenciou a necessidade de explorar a vivência a partir do olhar do outro, isto é, com lentes decoloniais.
Professor Kleber Kleber da Silva, da UnB, falou sobre desigualdades e decolonialismo

Programação da 39ª JAI

As atividades da Jornada seguem até sexta (28) nos campi Santa Maria e Cachoeira do Sul. A programação geral inclui apresentações orais e de banners, JAI Performativa3ª JAI Mirim19º Salão de ExtensãoX Encontro de Flautistas do Rio Grande do SulMaratona de Inovação e a JAI Cachoeira do Sul. Estão previstos vários eventos-satélite, como simpósios, colóquios, fóruns, semanas acadêmicas, seminários, encontros, rodas de conversa e minicursos.  Mais informações na página do evento.

Texto: Ricardo Bonfanti, jornalista, e Jéssica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsita da Agência de Notícias

Fotos: Gabriel Escobar, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Ricardo Bonfanti, Mariana Henriques e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/25/guriastec Mon, 25 Nov 2024 12:25:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67684 Foto colorida horizontal de grupo de 14 mulheres. Elas estão posicionadas em frente a um painel colorido e estilizado com uma mulher e um sol. Do grupo, seis estão sentadas e oito estão em pé, atrás das que estão sentadas.
Na foto, sentadas, da esquerda para a direita, as servidoras Ísis Portolan dos Santos, Ana Lúcia Souza Silva Mateus, Dyana Duarte, Natália Daudt, Vanessa Sari e Rosane Brum Mello. Em pé, da esquerda para a direita, as servidoras Simoni Timm Hermes, Larissa Kirchhof, Débora Missio Bayer, Vanessa Schmidt Giacomelli, Tatiana Cureau Cervo, Candice Muller, Elisandra Maziero e Renata Guerra. Participantes não presentes na foto: Carmen Vieira Mathias (CCNE) e Nilza Zampiere (CT).

O projeto GuriasTec, idealizado por docentes e técnicas administrativas em educação (TAEs) do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) e do Centro de Tecnologia (CT) da UFSM, foi contemplado na chamada pública Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação (Camada CNPq Nº 31/2023), divulgada no dia 9. A proposta, submetida pela professora Renata Rojas Guerra, conta com 23 colaboradoras em sua elaboração, incluindo servidoras do CCNE, CT, Centro de Educação (CE), Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) e Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED). 

 

A Chamada do CNPq apoia iniciativas que contribuem de modo significativo para o desenvolvimento científico-tecnológico e a inovação no Brasil por meio do estímulo ao ingresso, à formação, à permanência e à ascensão de meninas e mulheres nas carreiras de Ciências Exatas, Engenharias e Computação. O programa tem como objetivo viabilizar experiências construtivas e democratizar a ciência, e se destina a estudantes de escolas públicas, especialmente as que vivem em situação de vulnerabilidade. 

 

Com vigências de três anos, o projeto prevê a oferta de 20 bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) para estudantes de Ensinos Fundamental e Médio. Professoras da educação básica e discentes de iniciação científica, pós-doutorado e divulgação científica de escolas também concorrem. A seleção será feita pelas instituições de ensino participantes mediante edital, com critérios a serem estabelecidos conjuntamente. Estão reservadas 40% das vagas para meninas negras ou indígenas.

 

Para quem já está no Ensino Superior, haverá ações e oportunidades específicas na UFSM, com espaços coletivos de acolhimento e discussão sobre gênero, assédio, racismo, violência, entre outras temáticas. No pós-doutorado, o plano de trabalho abarca o mapeamento da desigualdade de gênero e raça em nível regional. Essas questões serão estudadas e disseminadas pela divulgadora científica escolhida pelo edital.

 

Estão envolvidos no planejamento, ainda, o Núcleo de Tecnologia Educacional Municipal de Santa Maria, o Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso e as escolas municipais de Ensino Fundamental (EMEF) Diácono João Luiz Pozzobon, Adelmo Simas Genro e Pão dos Pobres Santo Antônio. Para cada escola, serão destinadas cinco bolsas e a tutela de um(a) docente. Além das bolsistas, todas as meninas serão incluídas em atividades a serem desenvolvidas.

 

Conforme a professora Débora Missio Bayer, integrante do projeto e associada ao Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental (DESA) do CT, essa é uma chance de mudar o cenário da ciência e da educação superior. “As áreas das ciências exatas, engenharia e computação possuem minoria feminina, que fica menor ainda se pensarmos em mulheres negras e indígenas. Muito disso se deve a não noção de pertencimento que as meninas têm nesses ambientes”, afirma. 

 

Débora ressalta que essa minoria feminina fica ainda mais destacada quanto às mulheres negras e indígenas e que, nesse contexto, o projeto representa uma vitória significativa para mulheres, docentes e TAEs da UFSM. “Ao criar oportunidades de desenvolver essas habilidades e confiança nas meninas, por meio de uma parceria com escolas públicas, especialmente em regiões de vulnerabilidade social, conseguiremos estimular esses potenciais. Esperamos que, a médio e longo prazo, mais mulheres ocupem e liderem esses espaços, contribuindo para um futuro mais diverso e inclusivo”, conclui.

 

Texto: Kemyllin Dutra, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Maria Eduarda Pedroso/ Arquivo Pessoal

Edição: Maurício Dias, jornalista

Foto colorida horizontal de grupo de seis mulheres posicionadas em frente a um quadro com vários símbolos da Universidade, como o Jardim Botânico e o Cappa. Do grupo, duas estão sentadas mais à frente e as outras quatro estão sentadas atrás das primeiras.
Na foto, da primeira fila, da esquerda para a direita, as servidoras Eliane Cristina Amoretti e Lais Helen Loose. Na segunda fila, da esquerda para a direita, Evelyn Paniz Possebon, Marcia Pasin, Andrea Schwertner Charão e Jaqueline Quincozes da Silva Kegler
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/editais/134-2024 Thu, 03 Oct 2024 12:40:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?post_type=editais&p=10542 A Pró-Reitoria de Extensão (PRE), a Pró-reitoria de Pós-graduação e Pesquisa (PRPGP) e a Coordenadoria de Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) tornam público o presente edital para seleção de vídeos sobre as pesquisas de dissertações e teses vinculadas aos Programas de Pós-Graduação para divulgação durante a 39ª Jornada Acadêmica Integrada.

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A Pró-Reitoria de Extensão (PRE), a Pró-reitoria de Pós-graduação e Pesquisa (PRPGP) e a Coordenadoria de Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) tornam público o presente edital para seleção de vídeos sobre as pesquisas de dissertações e teses vinculadas aos Programas de Pós-Graduação para divulgação durante a 39ª Jornada Acadêmica Integrada.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/08/07/ufsm-lanca-edital-com-mais-de-r-35-milhoes-para-investimento-na-pos-graduacao Wed, 07 Aug 2024 17:17:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66499 [caption id="attachment_66500" align="alignleft" width="505"] Apresentação de edital foi acompanhada pela comunidade acadêmica, presencial e de forma online (Foto: Julia Cervo)[/caption]

Aconteceu na manhã desta quarta-feira (07) o lançamento da chamada para Fortalecimento e Redução de Assimetrias da Pós-graduação da UFSM. O evento foi no  miniauditório do CTE, com transmissão pelo YouTube da UFSM. O edital representa uma mudança na forma de fomento à pesquisa na Universidade.

Na abertura do encontro, o reitor da UFSM, Luciano Schuch, explicou que essa mudança visa fortalecer os Programas de Pós-Graduação (PPGs), já que os editais passam a ser vinculados ao Programa, e não aos pesquisadores em específico.  Com isso, o gestor acredita ser possível incentivar a permanência de estudantes de graduação e pós-graduação e qualificar os PPGs, alinhados com as políticas nacionais de ensino, pesquisa e extensão e com o entendimento da importância da Universidade cada vez mais presente na sociedade. “Poucas instituições fizeram investimentos nessa ordem. É uma mudança na forma de investir, e essa mudança transforma! Mudam indicadores, garante a permanência e qualifica o trabalho desenvolvido. Esse recurso investido é para a comunidade, para nossos Programas e pesquisadores”, afirmou o reitor. 

Cristina Nogueira, pró-reitora de Pós-graduação e Pesquisa, destacou que esse é um momento muito importante para a Pró-Reitoria de Pós-graduação e Pesquisa (PRPGP) e para a UFSM, já que esta mudança está alinhada com uma política da Instituição e poder destinar recursos à pesquisa de forma planejada trará inúmeros benefícios para a Universidade. Esse ponto também foi trazido por Tatiana Emanuelli, pró-reitora substituta da PRPGP, que ressaltou a importância do planejamento por parte dos PPGs: “Essa mudança fará com que os Programas planejem seu futuro, e é isso que esse edital deseja incentivar”.

Fortalecimento e redução de assimetrias na pós-graduação

O edital apresentado prevê um recurso de R$ 3.522.000 para estimular a absorção e renovação de docentes; reduzir assimetrias intercampi; promover a consolidação dos PPGs; induzir a consolidação dos PPGs Stricto sensu; e contribuir para atendimento das metas do PDI. Desse recurso, R$ 2 milhões estão previstos ainda para o segundo semestre de 2024.

A chamada prevê fomento em três linhas: 

Linha 1: Fusão e Reestruturação

A linha é destinada, inicialmente, para três programas que já se fundiram na UFSM, o PPG em Ciência do Movimento e Reabilitação, PPG em Engenharia Civil e Ambiental e PPG em Administração e Ciências Contábeis. A finalidade é valorizar e induzir a fusão de PPGs que possuam sobreposição ou afinidade de áreas de concentração, linhas de pesquisa e/ou corpo docente. O recurso destinado é de R$ 1.240.800.

Linha 2: PG Interunidades (fora de sede)

A segunda linha tem como objetivo a interiorização da pós-graduação através do fomento à inserção de docentes vinculados às unidades de ensino fora do campus Sede em PPGs do campus Sede, com a estruturação de PPGS interunidades. Além disso, visa oportunizar e aproveitar potencialidades de docentes que ainda não atuam na pós-graduação. O recurso previsto é de R$ 1.496.400.

Linha 3: Inclusão de docentes na PG

A terceira linha objetiva, através do financiamento de pesquisas, incentivar e promover a renovação do corpo docente dos PPGs da UFSM. Para essa frente de atuação, está previsto um recurso de R$ R$ 822.000.

Novas oportunidades 

O próximo edital, com foco na Inovação e gestão pública, está previsto para ser lançado em breve.

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Na última segunda-feira (15) aconteceu um evento significativo sobre os desafios agrícolas enfrentados no maior cultivo de soja do Brasil. Intitulado "Nutrição e Água em Soja: uma abordagem ecofisiológica", o seminário atraiu a presença de mais de 300 participantes, incluindo estudantes, representantes empresariais, produtores rurais e pesquisadores renomados dos Estados Unidos e da Argentina. Esses países são reconhecidos por sua expertise no tema. O evento é importante pois o Brasil lidera o ranking dos maiores produtores mundiais de soja. Foram 156 milhões de toneladas do grão na safra 2022/2023 – 42% de toda a soja produzida mundialmente. O país se destaca também como maior exportador mundial da oleaginosa.

http://youtu.be/kdVRjBibjnk
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A Equipe Phenoglad e o Projeto Flores Para Todos promoveram três palestras com pesquisadores internacionais, que estiveram na UFSM no fim de março deste ano. Os palestrantes puderam compartilhar suas experiências com a comunidade e conheceram uma propriedade rural em Arroio Grande, que é parceira da Equipe Phenoglad há mais de 10 anos.

http://www.youtube.com/watch?v=owKVYGBmpGs&t=84s
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Os casos de dengue no Brasil já chegam em quase dois milhões de registros e as mortes confirmadas passaram de 600, conforme dados do mês de março de 2024. No Rio Grande do Sul foi decretado estado de emergência devido à doença. Apenas neste ano o estado já contabiliza mais de 34 óbitos. Até o dia 20 de março, Santa Maria já tinha registrado mais de 180 casos confirmados de dengue. 

Para auxiliar no combate à doença, pesquisas sobre o tema têm se multiplicado, em diferentes frentes de atuação. Uma delas conta com o auxílio da Inteligência Artificial (IA) para prever, com cerca de um mês de antecedência, um novo surto de dengue. O estudo é do mestrando no  Pós-Graduação em Ciência da Computação, Pedro Henrique Pinto Leão, que desenvolve uma pesquisa que possibilita identificar em qual região de Santa Maria irá ocorrer o próximo surto. 

Para isso, o pesquisador utiliza dados locais anteriores relacionados a temperatura, chuvas e umidade, além dos registros das ocorrências de casos de dengue. Esses dados são disponibilizados pela Prefeitura de Santa Maria, além de serem retirados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Com essas informações, se torna possível antever com 30 dias de antecedência qual será a região da cidade que terá o próximo surto. Os dados da Prefeitura, sobre a ocorrência de dengue nos bairros de Santa Maria são primordiais, pois são eles que possibilitam maior precisão no resultado. Afinal, como destacado por Pedro, cada local é uma situação: “A situação em Camobi não será a mesma que no bairro Tancredo Neves”, explica.

Pedro comenta que a parceria com a Prefeitura deu acesso a dados dos últimos cinco anos. Essas informações serão cruzados com dados meteorológicos da época. “Nós conseguimos dados de dengue desde 2017. Vamos cruzar esses dados com os meteorológicos do município, separados por bairros”, ressalta. Dessa forma, é possível identificar por que determinada região possui um maior número de casos e, por consequência, evitar esse aumento. 

A estimativa de previsão de 30 dias é o tempo necessário para que os agentes de saúde da cidade possam intervir. “Se eu passar de 30 dias já vira meio futurologia, chute. E se eu prever que amanhã vai ter um caso não adianta, porque a equipe deles trabalha com um calendário de ação que dura em torno de 3 meses”, explica o mestrando. 

Avanços com a Inteligência Artificial

Estudos que identificam quais regiões são mais propícias para desenvolver o mosquito da dengue já existem antes mesmo da Inteligência Artificial. A diferença é que agora um trabalho que antes era feito manualmente e demandava uma grande equipe, pode ser feito apenas por um computador. 

“Com a inteligência artificial a gente consegue fazer esses cruzamentos muito mais rápido, [a inteligência artificial] consegue fazer com que nós tenhamos um tempo hábil de ação. A gente poderia pegar cinco anos atrás, só que aí ficaria pronto daqui cinco anos, se a gente colocar ali no computador o computador já faz”, explica Pedro. De acordo com o mestrando, o uso da IA possibilita prever o que vai acontecer com base em resultados anteriores. A respeito da margem erro Pedro comenta: “ainda não foram definidas pois dependemos da análise de todos os dados e ver quais tem mais relevância para a previsão, como ainda temos dados por receber da Prefeitura, esses dados podem impactar bastante na variação”.

Para o professor orientador do estudo, Daniel Welfer, o uso de Inteligência Artificial nesse tipo de pesquisa é de extrema importância. “A predição de casos de dengue utilizando inteligência artificial é de extrema relevância para a saúde pública pois pode prever surtos de dengue com antecedência, auxiliando no combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti em municípios ou bairros. Dessa forma, é possível melhorar as respostas dos sistemas de saúde locais através da implementação de medidas preventivas e gerenciando de forma otimizada os impactos da doença”, relata Daniel.

Resultado na mão

Pedro explica que a pesquisa vai ser qualificada esse ano e por isso os resultados ainda não são precisos. Até poucas semanas atrás, ele utilizava dados do município de Porto Alegre, pois ainda não tinha acesso aos dados específicos de Santa Maria, dessa forma, os resultados preliminares são baseados lá. “Porto Alegre tem um clima parecido e uma densidade também parecida, dadas as proporções. Nós temos bairros muito pouco densamente povoados e temos bairros muito densos. Então, estava dando em torno de 73%, 74% de acerto. A gente quer aumentar isso. Agora, trabalhando com os dados daqui, o que vier vai ser mais assertivo”, explica Pedro. 

O mestrando explica que quanto mais específicos os dados forem para cada região melhor é. Por exemplo, a metodologia e estudos realizados no Rio de Janeiro não proporcionam a mesma eficácia, afinal o clima de lá é tropical o ano inteiro enquanto aqui encontra-se um clima subtropical. Além disso, Pedro identifica que resultados abaixo de 70% são achismos e não devem ser utilizados: “A gente busca trabalhar entre 70% e 90%”.

Daniel comenta sobre a importância desses estudos chegarem em outras cidades: “Há grande possibilidade de que esses estudos de predição de casos de dengue usando inteligência artificial se expandam para outras cidades. Trabalhos do estado da arte na literatura recente já demonstram isso. A ideia central é adaptar o modelo de IA que foi treinado para outras localidades permitindo assim melhorar a resposta dos sistemas de saúde”.

Futuramente, quando Pedro terminar o mestrado, objetiva entregar os resultados do estudo para os agentes de saúde de Santa Maria, de forma que possa contribuir para evitar novos surtos. Além disso, os resultados também podem auxiliar na conscientização da população no geral. “Temos poucos agentes de saúde, então se conseguirmos fazer com que eles trabalhem melhor e consigam eliminar mais focos, a situação vai melhorar para toda a comunidade”, finaliza o pesquisador.

Texto: Gabriel Escobar, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/03/19/planetario-ufsm-um-espaco-de-lazer-e-aprendizado Tue, 19 Mar 2024 15:09:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65465

Atração para todos, desde entusiastas da área da astronomia a simples curiosos do universo, o Planetário da UFSM é um dos  principais pontos turísticos do 55BET Pro Sede. Com seis filmes em exibição no momento (confira no fim do texto), o espaço, aberto à toda a comunidade, pode servir tanto para o entretenimento quanto para o aprendizado.

As sessões acontecem de segunda a sexta-feira, de manhã e de tarde. Os horários disponíveis são os seguintes: 9h, 10h, 11h, 13h30min, 14h30min e 15h30min. Para assistir a uma das obras, que tem duração de cerca de 40min e são livres para todas as faixas-etárias, é necessário realizar um agendamento via email: planetario.agendamento@gmail.com. O grupo interessado deve ser formado por pelo menos 10 pessoas. A entrada para estudantes é no valor de R$ 2, enquanto para não-estudantes é R$ 4.

Embora instituído exatos 11 anos após a fundação da UFSM, em 14 de dezembro de 1971, o Planetário teve seu pré-projeto montado em 1958, com base em modelos de instituições de ensino superior da América do Norte e da Europa. O espaço foi idealizado pelo professor Mariano da Rocha Filho, fundador e primeiro reitor da Instituição, e elaborado pelo arquiteto Oscar Valdetaro, a partir de um esboço iniciado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, conhecido por ser um dos responsáveis pelo desenvolvimento da capital nacional, Brasília.

O Planetário da Universidade é o 6º do país e o 1º do Estado, além de ser pioneiro em cidades do interior do Brasil. Jaqueline do Carmo Trentim Machado é a atual diretora do órgão, que faz parte da Divisão de Museus da UFSM, da Pró-Reitoria de Extensão. 

Para demais dúvidas, é possível fazer contato via e-mail - planetario@55bet-pro.com - ou telefone - 55 3220-8226.

Filmes em exibição (veja a sinopse de cada obra clicando aqui)

  • Da Terra ao Universo
  • Dois Pedacinhos de Vidro
  • Estrela dos Faraós
  • Maravilhas do Universo
  • Universo
  • A Questão da Vida

 

Este texto compõe uma série de reportagens especiais que têm como objetivo explicar as formas de desfrutar de alguns setores da UFSM. Confira informações sobre o Restaurante Universitário. Nas próximas matérias serão abordados o programa Esporte Universitário, e as formas de se informar sobre o que acontece na Instituição

 

Texto: Pedro Pereira, estudante de jornalismo e estagiário da Agência de Notícias
Design Editorial: Daniel de Carli
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/tvcampus/2024/03/11/dia-do-paleontologo-escavar-pesquisar-e-divulgar-ciencia Mon, 11 Mar 2024 11:54:41 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/tvcampus/?p=3322

Estudar os fósseis e vestígios do passado requer tempo e paciência, afinal, cada etapa é importante!

🦕 Em 7 de março é comemorado o Dia Do Paleontólogo, profissional que, com muito trabalho, ajuda a responder perguntas sobre a evolução dos seres vivos que há séculos intrigavam a humanidade.

🦖 Na UFSM, o CAPPA desenvolve atividades paleontológicas na região da Quarta Colônia, onde estão localizados os dinossauros mais antigos do mundo.

🏛️ No local, uma exposição apresenta ao público um pouco da vida há milhões de anos. E essa é justamente a nossa parada: a exposição do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica, em São João do Polêsine. Confere só!

 

http://youtu.be/cWVYt3A9ASg?si=PZGyG2S8NCBbCXP4
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/tvcampus/2024/03/05/ufsm-e-fiocruz-contra-a-dengue-tv-campus-entrevista Tue, 05 Mar 2024 19:10:35 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/tvcampus/?p=3320

Em 2023, o número de casos de dengue em Santa Maria chegou a mais de 7.700, um índice 44 vezes maior em relação ao ano anterior. O surto na cidade chamou a atenção dos especialistas e a UFSM desenvolveu um curso em parceria com a Fiocruz para preparar os agentes de saúde contra as arboviroses.

Neste TV 55BET Pro Entrevista a conversa é com dois responsáveis pelo curso, que reforçam a importância dos cuidados contra doenças, como a dengue. Além disso, eles comentam sobre a parceria entre as duas instituições, que deve possibilitar pesquisas em conjunto, além de ações de conscientização.

http://www.youtube.com/watch?v=-wyItGA3ydY&t=2400s
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/01/30/descoberta-paleontologica-no-municipio-de-dona-francisca-revela-novo-capitulo-na-evolucao-dos-ancestrais-dos-mamiferos Tue, 30 Jan 2024 13:09:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65088 [caption id="attachment_65089" align="alignleft" width="598"] Cranio de Paratraversodon[/caption]

A descoberta de uma nova espécie de cinodonte, animal antepassado dos mamíferos, em Dona Francisca, na região central do estado, foi publicada na segunda-feira (29) na revista científica norte-americana The Anatomical Record. O estudo foi realizado por uma equipe de pesquisadores liderada pelo paleontólogo Leonardo Kerber, do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Universidade Federal de Santa Maria.

As informações agora divulgadas são referentes a um achado de 2009, feito pelos paleontólogos Lúcio Roberto-da-Silva e Sérgio Cabreira, no município de Dona Francisca. No local, situado em camadas de rocha sedimentar formadas durante o Período Triássico, entre 241-236 milhões de anos atrás, foi encontrado um crânio completo, acompanhado de mandíbula. A descoberta ocorreu nas terras da Família Bortolin, em uma área que se tornou crucial para entender o passado distante da região. O crânio pertencia a um cinodonte, um elo evolutivo entre “répteis” e mamíferos, que habitou a região antes mesmo do surgimento dos dinossauros. Espécimes tão completos deste intervalo de tempo são raros, o que tornou o achado ainda mais valioso. Entretanto, por anos, não se sabia exatamente quem era aquele animal.

Mais de uma década após a coleta, os pesquisadores retomaram os estudos sobre o fóssil. A identificação precisa da espécie exigiu comparações minuciosas com dezenas de fósseis de coleções científicas no Brasil, Alemanha e Inglaterra. O processo incluiu ainda a tomografia do espécime por meio de um microtomógrafo de alta resolução, proporcionando uma visão de estruturas anatômicas não visíveis externamente. Os resultados mostraram que o animal apresentava características únicas que não se alinhavam com nenhuma espécie conhecida de cinodonte.

[caption id="attachment_65090" align="alignright" width="659"] Reconstrução artistica de Paratraversodon (Por Júlia D'Oliveira)[/caption]

Paratraversodon franciscaensis

Em homenagem ao município onde foi encontrado, os pesquisadores batizaram a nova espécie de Paratraversodon franciscaensis. Esta designação não apenas reconhece a importância do local, mas também destaca a singularidade do achado.

O animal era um herbívoro, do grupo dos Traversodontidae. O estudo revelou ainda que diferentemente dos mamíferos atuais, é provável que o fosse um animal ectotérmico, ou seja, tivesse "sangue frio", assemelhando-se aos comportamentos térmicos observados em lagartos e crocodilos. Naquela época, durante o Triássico, a maioria dos animais possuía esse tipo de metabolismo, já que as temperaturas eram muito mais elevadas do que as de hoje em dia. Além disso, as evidências sugerem que esses animais não possuíam um corpo coberto por pêlos, diferindo das características típicas dos mamíferos modernos.

Com informações e foto do CAPPA

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/12/13/docentes-da-ufsm-passam-a-integrar-academia-brasileira-de-ciencias Wed, 13 Dec 2023 13:16:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64825 Foi divulgado, na última semana, o resultado das eleições para a Academia Brasileira de Ciências (ABC). No pleito, duas docentes da Universidade Federal de Santa Maria foram eleitas para integrar a Academia a partir do próximo ano: Cristina Wayne Nogueira, como membra titular na área de Ciências Químicas, e Renata Rojas Guerra, como membra afiliada na área de Ciências Matemáticas. 

Os mandatos passam a valer a partir de janeiro de 2024. Porém, os diplomas dos membros titulares serão entregues apenas em maio, durante uma Reunião Magna, que acontecerá no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Já a diplomação dos membros afiliados será associada aos simpósios científicos de cada região, no caso da região sul, está previsto para ocorrer na segunda quinzena de outubro de 2024.

Importância e significado da conquista

Cristina, pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da Instituição, que ganhou o posto de membra titular, destaca a alegria em receber o título. “É uma honra receber este reconhecimento. Me sinto profundamente grata por fazer parte desta Academia ao lado de brilhantes pesquisadores e pesquisadoras cujas contribuições significativas têm enriquecido o conhecimento científico. Minha expectativa é seguir contribuindo para a formação de recursos humanos qualificados e para o desenvolvimento da ciência no país.”

Para Renata, professora do Departamento de Estatística, ser uma afiliada da Academia é um incentivo para seguir com o trabalho. “A ABC é uma das mais prestigiadas sociedades científicas honoríficas do Brasil, ou seja, é uma organização que reconhece e homenageia pesquisadores que alcançaram destaque em suas áreas de estudo. Assim, sob uma perspectiva individual, integrar a ABC é um reconhecimento do meu mérito acadêmico e também uma oportunidade de fortalecer a pesquisa realizada na UFSM”, comenta.

Representatividade na pesquisa

Cristina entende a importância da conquista, como mulher, em um cenário científico dominado por homens e a representatividade que carrega ao levar a UFSM a ocupar espaços como esse. “Sou a primeira mulher [da UFSM] eleita Membra Titular da ABC, me somo aos professores João Batista Teixeira da Rocha e Gilson Zeni, colegas do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica Toxicológica. Nossa presença nos quadros da ABC confere visibilidade à UFSM, referenda a ciência de qualidade produzida na instituição e nos possibilita colaborar na construção de políticas que visam o desenvolvimento científico, tecnológico e social do país. Minha eleição para a ABC também colabora para mudar o cenário masculinizado da Academia e para inspirar jovens pesquisadoras a buscar ou permanecer na carreira científica”, afirma a docente. 

Essa representatividade feminina carrega um peso ainda maior em uma eleição em que a maioria dos membros eleitos foram mulheres, com 60% das posições ocupadas. Segundo a ABC, esses números refletem a tendência da organização rumo à igualdade de gênero no topo da carreira científica, que é cada vez mais perceptível nos quadros da Academia. A organização também divulgou o alcance da equidade entre os membros afiliados, que já atingiu os 50%.

Renata chama a atenção para o protagonismo feminino da UFSM nas indicações e demonstra admiração pela colega de Instituição. “Nossa universidade possui muitos pesquisadores de alto nível. Inclusive, uma grande felicidade que tive ao receber a notícia da eleição é que a professora Cristina foi eleita este ano como Membra Titular da ABC. Em uma realidade de disparidade de gênero nos níveis mais altos da carreira científica, há um certo simbolismo no fato de as duas representantes da UFSM na lista de novos membros da ABC serem mulheres. Acompanho o trabalho da professora Cristina na PRPGP, e ela é uma grande inspiração para mim. Espero que agora eu também possa inspirar outras mulheres e meninas a confiarem em suas capacidades para contribuir para o avanço científico e tecnológico”.

Ambas acreditam que, aos poucos, participações e reconhecimento como os delas vão contribuir para uma mudança positiva no cenário científico.

Sobre a ABC

Fundada em 1916 no Rio de Janeiro, a ABC - na época chamada de Sociedade Brasileira de Sciencias - é uma organização independente, sem fins lucrativos e não governamental. A entidade reconhece o trabalho de cientistas que contribuem para o crescimento da pesquisa brasileira, por meio de estudos relevantes para o cenário nacional e auxilia no repasse de subsídios científicos que incentivem a criação de políticas públicas. O financiamento da organização vem de contribuições de membros individuais e corporativos, além do apoio financeiro de agências governamentais. Prestigiada por sua tradição, a Academia possui atualmente mais de 900 membros.

Atuação dos membros

A ABC possui cinco tipos de membresia, que contemplam pesquisadores de diferentes perfis, para desempenharem diferentes papéis na Academia. O membro titular tem como atribuição colaborar com o desenvolvimento científico, tecnológico e social do país. Além disso, os titulares representam a comunidade científica brasileira dentro do país e fora dele, visando a implementação de uma política de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) que possibilite o desenvolvimento de uma ciência socialmente benéfica, mobilize a comunidade científica para atuar em consonância aos poderes e contribua para o avanço científico, tecnológico e inovador. 

Já o membro afiliado também contribui para a promoção da ciência no Brasil por meio da participação em iniciativas de divulgação científica, de educação e de engajamento público com a ciência. Essas iniciativas incluem reuniões anuais e simpósios científicos regionais da ABC, onde os membros expõem seus trabalhos acadêmicos e discutem, junto aos demais membros da Academia, os desafios e oportunidades da ciência no país. Também é possível ao afiliado integrar grupos que trabalham na elaboração de recomendações para políticas públicas em prol da população brasileira, bem como, sugerir propostas de estudos sobre temas de importância social. 

Eleições ABC

Os candidatos a membros titulares são de indicação exclusiva dos membros titulares já eleitos. Cada candidato pode ser indicado por no máximo dois membros, através do preenchimento de um questionário, que deve destacar a atuação notória e o papel de liderança nacional na área do candidato. Esses formulários são enviados para membros titulares da mesma área do indicado que avaliam a candidatura com notas escaláveis, em que 1 é não recomendável e 5 é muito recomendável para integrar a ABC. 

Já os candidatos a membros afiliados são de indicação exclusiva dos membros titulares da mesma região geográfica do candidato (definidas pela ABC, como Norte, Nordeste e ES, RJ, MG e Centro-Oeste, SP e Sul) para cumprir o mandato de cinco anos. Para a candidatura, o perfil procurado é de jovens pesquisadores, com até 40 anos de idade, de carreira promissora. Por ter um limite de idade definido, essa categoria abre exceção para as mulheres mães, adicionando um ano para cada filho, sendo biológico ou não. Ou seja, mulheres com três filhos, podem ser indicadas até 43 anos ou menos, por exemplo.

Texto: Júlia Weber, estudante de jornalismo e estagiária da Agência de Notícias e Mariana Henriques, jornalista
Design gráfico: Daniel Michelon de Carli

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/09/04/programa-que-incentiva-alunas-e-professoras-de-ensino-medio-nas-ciencias-esta-com-inscricoes-abertas Mon, 04 Sep 2023 11:51:43 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=63565

O Futuras Cientistas é um programa do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), unidade vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), que promove o contato entre alunas (do 2º ano do Ensino Médio) e professoras de Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino com as áreas STEM (sigla na língua inglesa formada pelas iniciais das palavras Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Através da aproximação com instituições de ensino e pesquisa parceiras, o objetivo é estimular a inserção de mulheres nessas áreas - que apresentem apenas 31% de ocupação feminina, segundo dados da Unesco - e contribuir para a equidade de gênero no mercado profissional. 

O programa, criado em 2012 pela pesquisadora Giovanna Machado, inicialmente atendia apenas aos estados de Pernambuco, Paraíba e Sergipe, mas em 2022 ganhou alcance nacional. Neste ano, serão ofertadas 470 bolsas de auxílio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no valor de R$ 600,00, distribuídas para participantes dos 26 estados e Distrito Federal. 

O Futuras Cientistas é dividido em quatro etapas, que consistem em: imersão científica, mentoria, banca de estudos para o Enem e estágio supervisionado. As participantes são organizadas em grupos de trabalho, que incluem monitoras e especialistas das unidades de pesquisas parceiras de todas as regiões do Brasil. Os dados registrados pelo programa apontam que 70% das participantes são aprovadas no vestibular e, dentre elas, 87% escolhe cursos nas áreas STEM.

A UFSM é uma das unidades parceiras da Região Sul, e oferece vagas em dois projetos, ambos na modalidade semipresencial, com atividades que ocorrerão durante o mês de janeiro de 2024. Um dos projetos, intitulado “Xô #fakenews: verdades e mentiras do cotidiano contadas no laboratório”, que tem o objetivo de esclarecer conceitos químicos relacionados a situações cotidianas envolvendo alimentos, higiene e questões ambientais, receberá duas alunas e uma professora. Já o outro, intitulado “A química dos perfumes”, que visa chamar atenção sobre como a química atrelada à perfumaria é uma área central na indústria de insumos cosméticos, farmacêuticos e de uso geral, receberá quatro alunas e uma professora.

Podem se candidatar às vagas alunas do 2º ano do Ensino Médio de escolas públicas estaduais e professoras de Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino. As interessadas devem preencher o formulário de inscrição até o dia 11 de setembro.

Mais informações sobre o processo de inscrição podem ser encontradas nas redes sociais do programa e no Edital.

Texto: Júlia Maciel Weber, acadêmica de Jornalismo, estagiária da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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