UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Wed, 04 Mar 2026 18:42:30 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/11/20/caminhada-pelo-diabetes-sera-realizada-na-ufsm-no-proximo-sabado-25 Mon, 20 Nov 2023 14:16:16 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64573

O Departamento de Clínica Médica do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFSM e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD-RS) promovem a Caminhada pelo Diabetes no sábado (25), às 9h, em frente ao Hospital Universitário (HUSM). Alusiva ao Novembro Diabetes Azul, a atividade é aberta a todos os interessados em participar.

São apoiadores do evento a UFSM, HUSM, Liga Acadêmica de Medicina do Exercício e do Esporte e Centro de Educação Física e Desporto (CEFD).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/10/26/ufsm-global-2023-1-seminario-de-internacionalizacao-orientou-pesquisadores-a-captar-recursos-europeus Thu, 26 Oct 2023 12:35:58 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64283 [caption id="attachment_64285" align="alignright" width="695"] Professora do Instituto de La Grasa apresentou os programas disponíveis para universidades brasileiras[/caption]

Integrando a programação da 38ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI), foi realizado na quarta-feira (25) o UFSM Global 2023 - 1º Seminário de Internacionalização, que teve como foco debater a internacionalização da Universidade. No Salão Imembuí, foram debatidas as experiências em captação de recursos em agências financiadoras internacionais.

Os palestrantes que expuseram as suas experiências foram os professores María Roca e Antonio Pérez-Gálvez, do Instituto de La Grasa/CSIC de Sevilha, Espanha, e o professor do Departamento de Clínica Médica da UFSM Alexandre Vargas Schwarzbold. 

Na apresentação do evento, estiveram à frente a professora do Departamento de Tecnologia e Ciências do Alimento, Leila Zepka, e o diretor adjunto da Secretaria de Apoio Internacional (SAI), professor Júlio César Cossio Rodriguez. Ele comentou que a experiência internacional é muito importante para que as pesquisas possam captar recursos fora das agências nacionais. “É importante que todos os Centros da UFSM tenham uma rede de colaboração efetiva internacional, para que consigam captar recursos e avançar na internacionalização”, afirmou Júlio.

Cooperação Brasil-Espanha

As exposições do tema foram feitas em espanhol e português. Primeiramente, a professora María Roca falou sobre a colaboração entre o Brasil e a Espanha nas pesquisas técnicas e científicas para o financiamento europeu. Ela apresentou os programas disponíveis para as universidades brasileiras, como o European Research Council, EURAXESS, Water 4all, Bella, entre outros. Explicou que algumas áreas são mais suscetíveis a terem um financiamento aprovado, pois são de interesse dos europeus, como mudanças climáticas e água. Um ponto de destaque para os recursos europeus é que o aporte financeiro é grande e as informações são fáceis de serem acessadas.

[caption id="attachment_64286" align="alignleft" width="465"] María Roca e Antonio Pérez-Gálvez[/caption]

María destacou que já são quase 10 anos de colaboração com os pesquisadores e professores, e que é uma experiência enriquecedora, pois cada um tem as suas ideias e formas que irão agregar ao projeto. “Os pesquisadores do Brasil contribuem com uma infraestrutura que não temos na Espanha, e nós contribuímos com um conhecimento e uma infraestrutura que não temos aqui, e é uma forma de crescer incrível e única”, comentou a professora. 

Na segunda parte do seminário, o professor Antonio Pérez-Gálvez, que também é docente do Instituto de La Grasa, abordou a ética nas avaliações de pesquisas científicas. Ele apresentou a Declaration on Research Assessment (DORA), uma avaliação de pesquisa que pretende diminuir a prática de correlacionar o fator de impacto de um periódico ao cientista e suas métricas. O objetivo é melhorar o uso dos índices e criar currículos narrativos dos pesquisadores não apenas mostrando os índices, que podem ser manipulados.

“A importância da colaboração entre os dois países é importante, pois cada um contribui com a sua especialidade e conhecimento. Reconhecemos que não podemos conhecer tudo e ser especialistas em tudo e a única maneira de avançar cientificamente é colaborando com os nossos companheiros”, afirmou Antonio. Ele ainda comentou que quando trabalham com países de culturas diferentes é muito mais enriquecedor, pois as perspectivas são muito diferentes em cada país.

Experiência brasileira

Por último, o professor do Departamento de Clínica Médica da UFSM Alexandre Vargas Schwarzbold falou sobre a experiência de captar recursos para a área da saúde, dando como exemplo um caso de um centro de pesquisa clínica. Ele comentou a importância das redes de pesquisa, enfatizando a relevância dessa relação de parceria entre os pares para compartilhar o conhecimento entre os pesquisadores. Segundo ele, as redes de colaboração internacional necessitam também qualificar as pessoas a nível local, os docentes e estudantes, como também a infraestrutura física. 

[caption id="attachment_64287" align="alignright" width="623"] Seminário foi realizado no Salão Imembuí, no prédio da Reitoria[/caption]

O que impulsionou as pesquisas clínicas na área da saúde foi a pandemia de Covid-19, quando foi necessária a colaboração de muitos países para o desenvolvimento da vacina. “O grande objetivo dessas cooperações internacionais é qualificar o nosso nível local e gerar conhecimento e uma maior capacidade de responder às populações, que vão gerar produtos como a vacina, métodos de diagnóstico, novos métodos para controlar doenças”, afirmou Alexandre.

Internacionalização das pesquisas 

A UFSM tem como um dos principais focos do seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) a internacionalização. O diretor adjunto da SAI, Júlio César Cossio Rodriguez, comentou que a experiência dos professores convidados para o evento é importante para ajudar a demonstrar que é possível captar recursos internacionais. “O que falta às vezes é conhecimento do melhor caminho para captar recursos, porque por muito tempo na Universidade se focou muito na mobilidade de professores e estudantes, e não necessariamente nas pesquisas conjuntas”, salientou. 

A UFSM ainda tem desafios para percorrer, mas a SAI e outros órgão da Universidade têm feito esforços para informar aos pesquisadores sobre as oportunidades de bolsas e cooperação entre diversos países, conforme foi destacado durante o seminário.

Texto: Mariane Machado, estudante de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias
Fotos: Ana Alicia Flores, estudante de Desenho Industrial, bolsista
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/01/17/laboratorio-referencia-em-monitoramento-do-coronavirus Tue, 17 Jan 2023 13:23:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=60948 [caption id="attachment_60949" align="alignright" width="575"]foto colorida horizontal com oito mulheres em uma sala, uma delas, com roupa verde e de máscara, faz uma selfie, aparecendo em primeiro plano, e as demais atrás, em pé em volta de uma mesa Laboratório de Biologia Molecular e Bioinformática Aplicadas à Microbiologia Clínica é composto por docentes, alunos e profissionais[/caption]

O Laboratório de Biologia Molecular e Bioinformática Aplicadas à Microbiologia Clínica (Labiomic) da UFSM vem se destacando no cenário nacional com suas contribuições no monitoramento genômico do coronavírus desde que ingressou na RedeVírus, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), em junho de 2021, especificamente no subprojeto "Corona-ômica MCTIC: Rede nacional de genomas, exoma e transcriptoma de Covid-19 para identificação de fatores associados à dispersão da epidemia e severidade".

Uma das principais descobertas foi a emergência da subvariante BQ.1 e BQ1.1 da variante Ômicron do coronavírus em Santa Maria. O alerta foi divulgado por meio do Informe Corona-Ômica nº 24.2022, em 25 de novembro de 2022. Neste levantamento, foram 157 amostras coletadas, entre 2 de agosto e 16 novembro, em laboratórios públicos e privados de Santa Maria que realizam teste PCR para o coronavírus. Após, os genomas sequenciados foram analisados por meio da plataforma online Nextclade.

Priscila Trindade, professora do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da UFSM, conta que, ao receber a coleta dos centros clínicos, sua equipe extrai o material genético da amostra e realiza as etapas subsequentes. Ela explica: “Basicamente, o RNA viral é transformado em cDNA (DNA complementar), que por sua vez será amplificado para termos a quantidade de material genético necessária para sequenciar”. A seguir, essas moléculas de DNA amplificadas são submetidas a mais etapas até que estejam prontas para serem inseridas no sequenciador, o qual varia de acordo com o volume de amostras e a disponibilidade dos reagentes. Uma vez sequenciado o genoma do vírus, passa-se às análises bioinformáticas, quando se tem o resultado, que é divulgado ao público nos boletins.

Alertas e orientações

A respeito do último resultado divulgado, de novembro, a docente diz que a detecção da subvariante BQ.1 na região, embora fosse um fato esperado, é importante para que a sociedade siga vigilante, uma vez que essa subvariante está causando um aumento expressivo do número de casos em todo território nacional. Priscila pondera: “A princípio, apesar do aumento expressivo no número de casos, o número de internações e óbitos não tem acompanhado essa tendência. Não se pode dizer que não é preocupante esse aumento de casos. Entretanto, a vacinação provavelmente está ajudando, e muito, para que a maioria dos casos seja leve”.

Com isso, a pesquisadora sinaliza que as orientações de prevenção ao vírus seguem as mesmas, como usar máscara bem ajustada ao rosto (cobrindo nariz e boca) em ambientes fechados e transporte público, evitar aglomerações, buscar testagem em caso de sintomas gripais e evitar trabalhar nessa situação, estar com a vacinação em dia, cuidar a higiene das mãos, dentre outros.

Sendo assim, Priscila ressalta a importância de seguir o monitoramento com a vigilância genômica. “Surgirão outras variantes e subvariantes, porque isso faz parte da evolução do genoma viral. Informar e auxiliar as autoridades de saúde na tomada de decisões e implementação de medidas de prevenção e controle da Covid-19 em tempo hábil é o que pode fazer toda a diferença no acompanhamento de uma nova onda epidêmica e na resposta das pessoas aos tratamentos”, acredita a professora.

O impacto da Rede Corona-Ômica na UFSM

O trabalho do Laboratório da UFSM junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações começou em junho de 2021, após a chegada de todos os equipamentos e reagentes necessários para executar a técnica. Assim, o Labiomic foi estruturado, em termos de equipamentos, a partir da pandemia. “Antes disso, embora cientes da importância da realização de tipagem e da identificação molecular de agentes etiológicos de doenças infecciosas, conseguíamos apenas realizar os experimentos in silico, ou seja, a parte de bioinformática, muito devido às dificuldades financeiras para a realização da técnica de sequenciamento de genoma total desses organismos”, relata a professora. Ela ainda esclarece que, embora a realização das análises bioinformáticas requer menos investimento em termos de recursos de capital e de custeio – pois há muitos softwares gratuitos e dados de sequenciamento disponíveis em bases de dados públicas -, sem os equipamentos não haveria como ter os dados locais.

Inicialmente, o Laboratório conseguiu recursos destinados ao enfrentamento da pandemia da Covid-19 provenientes da própria UFSM. O projeto dos estudos clínicos de vacinas para a Covid-19, coordenado pelo professor Alexandre Schwarzbold, do Departamento de Clínica Médica, foi fundamental em termos de aporte financeiro para a contratação de recursos humanos, treinamentos e compra de equipamentos e insumos.

Uma vez com os trabalhos iniciados e gerando dados de vigilância genômica, o coordenador da Rede Corona-Ômica, professor Fernando Spilki, entrou em contato com o Labiomic para saber do interesse em colaborar com a rede. Além da Corona-Ômica, os pesquisadores ingressaram na fase 2 do projeto Laboratórios de Campanha, também financiado pelo MCTI. A partir disso, ambos os projetos garantem o aporte financeiro para a compra de reagentes, permitindo que o sequenciamento genético continue sendo realizado.

Reforço ao ensino, à pesquisa e à geração de conhecimento

Em relação aos benefícios para a UFSM, Priscila entende que esse investimento viabiliza a realização de outras técnicas e estudos a serem realizados na Instituição, inclusive aplicados a cenários de surtos, epidemias e pandemias causadas por microrganismos emergentes e reemergentes que possam ocorrer.

A docente acrescenta ainda que a realização do sequenciamento de forma descentralizada, isto é, em regiões interioranas, propicia uma agilidade na obtenção de resultados e, consequentemente, na tomada de decisões, o que não seria possível se as amostras tivessem que ir para um grande centro. “Isso também reforça o papel social da UFSM, visto que os dados gerados são informados à vigilância em saúde do município, que pode então instaurar medidas de controle da doença com celeridade, beneficiando a sociedade”, diz.

Não obstante, com essa parceira há também a capacitação de recursos humanos, a fim de reforçar o ensino, pesquisa e a geração de conhecimento. As técnicas realizadas no laboratório estão alinhadas ao que é realizado nas melhores universidades do país e do mundo, relata Priscila. As sequências são depositadas em bancos de dados públicos, sendo disponibilizadas para que outros pesquisadores também tenham acesso.

Atualmente, a equipe do Laboratório está composta por dois docentes, Priscila Trindade e Alexandre Schwarzbold. Da parte discente, há uma aluna de pós- doutorado contratada por bolsa Desenvolvimento Tecnológico Industrial (DTI-A) do projeto Corona-Ômica (MCTI), uma aluna de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, três alunos de iniciação científica do curso de Farmácia, uma biomédica e uma farmacêutica – essas duas últimas profissionais também contratadas por projeto de pesquisa.

Texto: Gabrielle Pillon, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista
Foto: Divulgação

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/08/11/ufsm-abre-5-vagas-em-concurso-publico-para-docentes Thu, 11 Aug 2022 17:52:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59382

A Universidade Federal de Santa Maria informa que estão abertas, entre 11/08 e 09/09,  as inscrições para Concursos Público para Professor da Carreira de Magistério Superior. 

As vagas serão para Santa Maria na seguinte área:

Edital N. 151/2022

- Ciências da Saúde/Medicina/ Clínica Médica.

Edital N. 152/2022

- Ciências Sociais Aplicadas/Administração/Ciências Contábeis;
- Ciências da Saúde/ Farmácia/ Farmacognosia (ênfase em Química Farmacêutica);
- Ciências Biológicas/Microbiologia/Biologia e Fisiologia dos Microoganismos.

As informações detalhadas sobre a área do Concurso, número de vagas, regime de trabalho, remuneração e exigências complementares encontram-se disponíveis nos respectivos editais. 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/09/15/com-reconhecimento-nacional-ufsm-participa-de-estudos-de-nova-vacina-contra-a-covid-19 Wed, 15 Sep 2021 13:18:21 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=56736

A Universidade Federal de Santa Maria, desde o início da pandemia de Covid-19, vem se destacando como uma das instituições brasileiras que mais tem contribuído em pesquisas relacionadas a vacinas contra o coronavírus. O primeiro trabalho neste sentido foi voltado à vacina AstraZeneca, desenvolvida pela farmacêutica britânica em parceria com a Universidade de Oxford.

O empenho do médico infectologista e professor do Departamento de Clínica Médica do Centro de Ciências da Saúde (CCS) Alexandre Vargas Schwarzbold foi destacado em reportagem de revista de circulação nacional publicada em agosto: o professor da UFSM é apresentado como "um dos sete cientistas brasileiros no coração do estudo da vacina de Oxford".

Passado um ano e meio do início da pandemia, a UFSM segue contribuindo para estudos de vacinas contra a Covid-19. Depois da AstraZeneca, uma segunda vacina, desenvolvida pela farmacêutica Clover Biopharmaceuticals, também conta com a participação da UFSM em seus testes. Ambas fazem parte da iniciativa Covax Facility, criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para distribuir as vacinas de modo mais equitável no mundo.

Atualmente, a vacina da Clover Biopharmaceutical está com os testes da segunda dose em andamento. Os dados preliminares se aproximam de 90% de eficácia. A vacina contém uma proteína recombinante que simula o funcionamento do coronavírus na infecção para criar anticorpos. O Brasil já possui 42 milhões de doses adquiridas pelo consórcio Covax Facility e conta com 12,1 mil voluntários para avaliar a eficácia da vacina, com centros localizados em Santa Maria, Porto Alegre, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que um bilhão de pessoas sejam vacinadas com a Clover em todo o mundo.

A expectativa é de que nas próximas semanas os dados dos resultados preliminares estarão prontos. A Clover se destaca por ser uma vacina que apresenta poucos efeitos colaterais, o que abre a possibilidade para a aplicação em crianças no futuro. O professor comentou, no primeiro episódio do podcast "Compartilha CCS!", que a equipe se frustrou com a demora, por parte da Anvisa, para autorizar o início do ensaio. A liberação ocorreu apenas em abril, com o início do ensaio em maio. O processo envolve diversas questões, como procedimentos de rigor científico e de segurança. 

“O Brasil foi um país importantíssimo para que essa vacina saísse"

Sobre o estudo referente à vacina AstraZeneca, cuja participação da UFSM é reconhecida nacionalmente, Alexandre relata que a oportunidade de integrar a equipe surgiu a partir do contato com a coordenadora do estudo no Brasil, Sue Ann Clemens. O primeiro contato foi realizado no início de 2020, assim que surgiu a informação do estudo da vacina de Oxford. O projeto já estava em desenvolvimento na Unifesp, em São Paulo, e houve a necessidade de abertura de novos centros para atingir o número necessário para a análise de eficácia da vacina. 

Cerca de um mês depois, Alexandre teve o desafio de identificar novos centros. O tempo era curto e as vacinas desenvolvidas em Oxford já estavam disponíveis para serem testadas. Depois disso, o centro de pesquisa do professor foi validado e incorporado no grupo mundial de pesquisa, chamado "Oxford trial". “O Brasil foi um país importantíssimo para que essa vacina saísse, porque nós tivemos o maior número de pacientes inscritos, foram 10.300 participantes no tempo recorde de quatro semanas. Com isso se conseguiu fazer uma análise de eficácia. Hoje ela é a vacina mais utilizada no mundo, são mais de 172 países e mais de um bilhão de pessoas que utilizam a vacina de Oxford”, comenta Alexandre. 

Ele relata que o principal desafio no desenvolvimento deste estudo foi a questão do tempo recorde para recrutar milhares de pessoas sem erro de protocolo e procedimento, garantindo segurança para os participantes. No início do protocolo, cada participante ficava quase uma hora com a equipe, com o acompanhamento próximo de uma série de procedimentos, desde medida de sinais vitais, preenchimento de questionários, coleta de sangue, entre outros.

"Identificar mais de mil pessoas, em quatro semanas, com uma equipe de 50 pessoas, foi desafiador para a equipe", relembra. A análise de eficácia da vacina é feita a partir do número de pessoas que foram acompanhadas e que, durante o estudo, testaram positivo. Ou seja, o número de participantes infectados comparados com participantes não infectados, que mostra a eficácia da mesma na comparação dos grupos controles e que tomaram a vacina. Tudo isso é feito numa base de dados com milhares de pessoas, e a partir disso se faz uma análise estatística.  

O estudo foi desenvolvido com as variantes originais do coronavírus, como a alfa e, por um período, a gama. A variante delta não estava no país durante uma boa parte do estudo, mas está sendo estudada nesse momento. O professor garante que isso não teve impacto do ponto de vista de análise de eficácia, o que é dúvida de muitas pessoas.

Para professor, potencial da UFSM está documentado

Alexandre salienta que o reconhecimento da UFSM como centro potencial para aplicação de estudos de vacinas é o maior ganho do ponto de vista da Instituição, principalmente pelo vínculo criado com a Universidade de Oxford, proporcionando uma possível participação futura em pesquisas e ensaios, já que o potencial da Universidade está documentado.

No podcast "Compartilha CCS!", Alexandre explicou como funciona o processo relacionado às vacinas. Para desenvolver um ensaio clínico, é necessário que uma equipe seja montada e coordenada por um profissional com expertise em boas práticas clínicas de pesquisa clínica. O investigador principal fica encarregado de supervisionar toda a equipe, identificar a correção de todos os procedimentos realizados, os prazos, e garantir que tudo está ocorrendo de modo adequado e seguro. Uma série de aspectos clínicos, éticos e de tomada de decisões, visando à segurança dos pacientes, é levada em conta. Esse pesquisador fica responsável por supervisionar cada detalhe do processo, desde o momento da seleção dos participantes no estudo, da aplicação da vacina nos voluntários, até o acompanhamento pós-procedimento. 

Texto: Vitória Parise, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias da UFSM
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista
Fotografia: Rafael Happke 

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O Departamento de Clínica Médica do Centro de Ciências da Saúde da UFSM comunica, com pesar, o falecimento do professor Luis Augusto Peukert Bassi, ocorrido neste domingo (15). O corpo foi cremado. Ele era docente na Universidade desde 1998.

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O Programa de Educação Socioambiental da UFSM realiza no dia 23 de julho, às 19h, o seminário virtual "Diabéticos e o coronavírus: como é possível precaver-se?", que terá a participação da professora Maristela de Oliveira Beck, do Departamento de Clínica Médica do Centro de Ciências da Saúde (CCS).

A atividade online é aberta a toda a comunidade e poderá ser acompanhada pelo Farol.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/06/02/forca-tarefa-permitiu-realizacao-de-960-exames-moleculares-no-husm-em-um-mes Tue, 02 Jun 2020 20:03:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=52403 [caption id="attachment_52404" align="alignright" width="317"] Biomédicas preparam master mix da PCR, que contém todos os reagentes necessários para o teste[/caption]

Em mais uma ação liderada pela UFSM no combate à Covid-19, uma força-tarefa integrada pela Universidade, com seus pesquisadores e laboratórios, e pelo Hospital Universitário de Santa Maria (Husm/EBSERH) completa seu primeiro mês com a realização de 1560 exames moleculares (RT-PCR). Na Região Centro, 960 testes foram aplicados, e na Zona da Produção e na Região Celeiro, 600.

A iniciativa, que contou com recursos da Prefeitura de Santa Maria, por meio de destinação do Ministério Público do Trabalho, e união de esforços também com o Ministério Público Federal e a 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (4ª CRS), permitiu a redução significativa no tempo de espera pelo resultado, que leva de 24 a 48 horas. 

Ao permitir a detecção do vírus no começo da doença, o teste molecular é fundamental para o rápido diagnóstico, isolamento dos casos e contatantes e início imediato do tratamento do paciente, já que nesta fase a carga viral é maior. "É o teste padrão ouro para diagnóstico de infecções por coronavírus. Possui alta especificidade e sensibilidade, se coletado entre o terceiro e o sétimo dia dos sintomas", afirma o farmacêutico Elehu Moura de Oliveira, chefe do Setor de Apoio Diagnóstico do Husm.  

Santa Maria 

De 30 de abril até 31 de maio, foram realizados 960 testes moleculares para SARS-CoV-2, sendo que 41 (4,27%) deram positivos e 919 (95,73%), negativos. Do total de exames, 170 foram de pacientes (16 positivos) e 790 de trabalhadores da saúde (25 positivos). "Estes exames realizados foram imprescindíveis para o diagnóstico de pacientes e trabalhadores da saúde, o que agiliza o isolamento, o tratamento e o retorno ao trabalho", afirma Elehu. 

A prioridade para aplicação dos testes moleculares, conforme acordado pelo Conselho Estratégico de Santa Maria para o Enfrentamento à Covid-19, é para pacientes sintomáticos graves, pacientes sintomáticos leves e profissionais de saúde que atuam no combate ao novo coronavírus em instituições de saúde de Santa Maria e região. A capacidade foi estimada em 100 exames ao dia, podendo ser ampliada. Por enquanto, o trabalho transcorre conforme planejado. Houve um aumento na demanda na segunda e na terceira semana de aplicação. No momento, a demanda é menor que a capacidade diária. 

Palmeira das Missões

Os exames moleculares (RT-PCR) também são realizados na UFSM 55BET Pro Palmeira das Missões. O trabalho foi iniciado em 22 de abril, após um mês de preparação, e até o momento foram aplicados 600 testes, dos quais 12% resultaram positivos. São contemplados todos os municípios da Região da Zona da Produção e parte dos municípios da Região Celeiro. 

O trabalho é realizado nos laboratórios de Genética Evolutiva e de Microbiologia, envolvem três professores, um técnico-administrativo e 10 alunos e egressos. Segundo o professor de Biologia Molecular Daniel Sganzerla Graichen, a realização dos exames na UFSM-PM possibilita a tomada de decisões subsidiada em dados para todos os municípios contemplados. 

Como são feitos os testes

[caption id="attachment_52405" align="alignleft" width="317"] Após o preparo do master mix da PCR, é colocado o RNA extraído das amostras. Este procedimento é feito em local separado ao preparo do mix.[/caption]

O Laboratório de Análises Clínicas (LAC) do Husm tem a responsabilidade técnica para a Secretaria Estadual da Saúde do RS pela análise das amostras coletadas no hospital e nas demais unidades de saúde de referência no município e na região da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), abrangendo o recebimento formal das amostras, o processamento e a liberação dos laudos por meio de um sistema de vigilância laboratorial da SES.

Inicialmente, um profissional de saúde coleta amostra com swab (um tipo de cotonete colocado na boca e no nariz) de um paciente internado ou de um profissional suspeito, internado ou não, para a realização do teste molecular. A coleta é rápida e indolor e a amostra conservada em frasco em temperatura adequada.

Já no hospital, após o recebimento do LAC, a amostra é encaminhada ao Laboratório do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), que conta com uma cabine de segurança biológica. Nela, os profissionais realizam a extração do RNA do SARS-CoV-2. Em seguida, o material é encaminhado ao Setor de Virologia do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, do Centro de Ciências Rurais (CCR), para o restante do procedimento e investigação do vírus pela técnica de RT-PCR. O resultado é encaminhado ao Laboratório de Biologia Molecular do LAC/Husm para análise e liberação do laudo. Todo o processo ocorre em até 48 horas.

Os resultados são encaminhados às instituições solicitantes, secretarias de saúde e órgãos de saúde do trabalhador, que, por sua vez, adotam as medidas de acordo com seus protocolos estabelecidos. Os casos relacionados ao Husm são notificados à Vigilância do Município, responsável pela divulgação dos resultados. Os testes foram validados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen/RS).

Teste molecular foi "divisor de águas" no Husm

A testagem molecular impactou de forma positiva na rotina dos profissionais da saúde, na avaliação da superintendente do Husm, Elaine Verena Resener. Antes do teste, se um funcionário tivesse sintoma, tinha que ficar até 14 dias afastado do trabalho. Agora, o resultado já sai no mesmo dia. Isso trouxe segurança e confiança para o funcionário permanecer no hospital. "No Husm, representou um verdadeiro 'divisor de águas', visto que trouxe oportunidade de testagem aos trabalhadores e monitoramento seguro para os pacientes, além do reconhecimento institucional da qualidade de nossos laboratórios pelo Lacen/RS", salienta Elaine.

[caption id="attachment_52406" align="alignright" width="488"] Interpretação dos resultados e liberação dos laudos[/caption]

Segundo ela, em menos de um mês, reduziu-se em 361 dias a necessidade de afastamentos do trabalho. Todos os profissionais com sintomas gripais são testados com teste rápido e, se positivo, complementado com o teste molecular. "O afastamento desnecessário resulta um significativo impacto funcional, econômico e psicológico, além de restabelecer um clima de segurança e confiança na abordagem e enfrentamento da pandemia da Covid-19", observa a superintendente.  

Mobilização institucional 

A realização de exames moleculares pela UFSM/Husm só foi possível graças a uma mobilização liderada pelo reitor, Paulo Afonso Burmann, e que envolveu diferentes setores internos. Uma equipe multiprofissional, integrada por docentes, servidores técnicos da área laboratorial e estudantes de pós-graduação, assumiu a tarefa, considerada essencial como uma das estratégias para controle da epidemia. 

O Husm, por meio do LAC, iniciou estudos técnicos e de orçamento para realizar os exames moleculares, mas foi preciso uma mobilização maior, institucional. "O professor Burmann criou um grupo, intermediou reuniões para a efetividade das ações, que permitiram suprir um gargalo de exames para Santa Maria e região", relata o farmacêutico Elehu. O início dos trabalhos foi viabilizado com a destinação de recursos pelo Ministério Público do Trabalho, no montante de cerca de R$ 600 mil, utilizados para aquisição de equipamentos e insumos suficientes para a realização de seis mil testes iniciais para toda a região.  

Trabalho interdisciplinar

A iniciativa se destaca também pela interdisciplinaridade e envolve diferentes laboratórios da UFSM. O professor Alexandre Vargas Schwarzbold, do Departamento de Clínica Médica, do CCS, médico infectologista que chefia a Unidade de Pesquisa Clínica no Husm, trouxe do Conselho Estratégico da Covid-19 o chamamento da necessidade de testagem. Essa ação gerou a estruturação da força-tarefa mobilizadora laboratórios que já trabalhavam com a técnica de RT-PCR em seus programas. A participação de cada laboratório da UFSM foi essencial. O laboratório das professoras Marli Matiko Anraku de Campos e Priscila de Arruda Trindade, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, por exemplo, permitiu um nível de biossegurança (NB-2) mais adequado à extração do material genético do vírus que não poderia ter sido obtido no Husm e em nenhum outro local da Universidade. 

Outro elo imprescindível desta cadeia é Laboratório de Virologia, do CCR, que já trabalhava com a técnica de RT-PCR e se adaptou à demanda urgente causada pela epidemia. "Essa força-tarefa, com coordenação do Burmann, foi essencial, na hora certa. Quando começaram os casos, não havia estrutura de diagnóstico montada, os diagnósticos eram enviados para o Lacen/RS, que foi ficando saturado, e demorava até 10, 12 dias para sair o resultado", destaca o professor Eduardo Furtado Flores, do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva do CCR. A iniciativa da UFSM, também adotada por outras universidades, vem dando conta de praticamente toda a demanda por exames moleculares, aliviando o Lacen/RS.   

Em toda esta cadeia, atuam professores, técnicos do Husm-EBSERH e da UFSM, pós-graduandos e estagiários, que atuam em escalas diferentes. "Já se trabalhava com estas técnicas em vários locais da UFSM, havia expertise, só foi preciso articulá-las e estabelecer uma parceria nas ações", comenta o professor Alexandre. No total, são cerca de 30 pessoas diretamente envolvidas nas diferentes etapas. O professor Eduardo destaca o empenho de todos os envolvidos, em especial de mestrandos e doutorandos, que deixaram seus afazeres para auxiliar no trabalho, sob a supervisão de técnicos e professores. "Toda esta força-tarefa é conduzida de forma voluntária, ninguém ganha nada a mais por isso. O que estamos conseguindo fazer neste momento é exemplo de esforço conjunto", salienta. 

Iniciativa deve seguir rendendo frutos

Para o professor Alexandre, foi só com a formação da força-tarefa, a partir do chamamento, que se viabilizou a execução deste trabalho. "Tínhamos a necessidade de diferentes expertises e das estruturas laboratoriais para viabilizar a técnica de RT-PCR aplicada ao diagnóstico do SARS-Cov-2, e isso pode ser um bom legado para ações conjuntas futuras em saúde pública. Após o pico da epidemia, vamos provavelmente seguir com projetos comuns nas diferentes áreas do conhecimento, entre elas o emprego de outras técnicas diagnósticas e sequenciamento gênico, por exemplo", afirma Alexandre. Alguns destes projetos já foram apresentados para órgãos financiadores. Para o professor, este trabalho desenvolvido durante a epidemia, além de capacitar recursos humanos e gerar conhecimento, desvela outro elemento importante a ser desenvolvido na Universidade, a interdisciplinaridade.

As expectativas para os próximos meses, no que se refere aos exames moleculares, estão relacionadas à evolução dos casos de Covid-19. A previsão é de que há kits para testes suficientes até agosto ou setembro. Em relação aos insumos necessários, um termo de cooperação entre a UFSM e o Lacen/RS prevê a continuidade no fornecimento dos itens assim que a capacidade atual esgotar: a Secretaria Estadual da Saúde entra com o material necessário, e a UFSM, com recursos humanos e know how. "Isso é importante porque não teremos o risco de parar os exames por falta de verba", afirma o professor Alexandre.

Para ele, a grande experiência é possibilitar ações conjuntas futuras, para que se possa dar respostas locais mais efetivas, sem que seja preciso depender do Lacen/RS ou Fiocruz, por exemplo. "Ter respostas locais é sempre o ideal para se tomar ações mais rápidas", afirma. 

Texto: Agência de Notícias da UFSM
Fotos: Assessoria de Imprensa do Husm

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