UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 17 Mar 2026 00:37:40 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/12/13/pos-doutorando-da-ufsm-cria-proposta-pioneira-no-pais-de-classificacao-acustica-de-habitacoes Fri, 13 Dec 2024 11:55:46 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67926 [caption id="attachment_67927" align="alignright" width="515"]foto colorida horizontal de um homem de barba e camisa escura manuseando um equipamento que parece um microfone estreito apoiado em um pedestal em uma sala com luz amarelada Willian ajusta o microfone capacitivo, que capta a energia sonora[/caption]

Conforto acústico. Foi pensando nesse quesito, muitas vezes negligenciado na construção de imóveis, que o pós-doutorando no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC) do Centro de Tecnologia (CT) da UFSM Willian Magalhães de Lourenço criou uma proposta de classificação acústica de habitações brasileiras baseada na percepção dos usuários. O resultado, além de ser um guia pioneiro no país, lhe rendeu uma premiação nacional: sua tese de doutorado sobre o tema conquistou o prêmio da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (Antac), na categoria “Conforto Ambiental e Eficiência Energética”.

Willian vem trabalhando com acústica de edificações desde a graduação em Arquitetura, na Universidade Regional Integrada 55BET Pro Santiago. Durante o mestrado, já no PPGEC, trabalhou especificamente com medições em laboratório sobre desempenho acústico, mas percebia, principalmente por ser arquiteto, que apenas mensurar os valores de desempenho acústico de materiais na construção civil ainda era pouco prático para confluir com a qualidade do projeto arquitetônico.

Foi quando convenceu-se da necessidade de desenvolver uma pesquisa alinhada com seu principal propósito como pesquisador: melhorar a qualidade do projeto de arquitetura por meio do conforto ambiental. "Um dia comprei um eletrodoméstico e me deparei com o selo Procel de eficiência energética, aquele que define o quão eficiente o eletrodoméstico é sobre consumo energético, e pensei, 'por que não um selo que classificasse a qualidade acústica de habitações?' E assim surgiu a ideia que foi desenvolvida na tese", relata.

Qualidade acústica: de A a F

A proposta classifica a qualidade acústica de habitações a partir de um método matemático que relaciona todas as variáveis acústicas que compõem e corroboram na sensação benéfica ou maléfica do usuário em sua habitação, classificando-a em A (melhor qualidade) até F (pior qualidade). Diversos aspectos de qualidade acústica são levados em consideração, como isolamento de fachadas, entre unidades habitacionais (sistemas de vedação vertical internas, sistemas de pisos), disposição arquitetônica (como o projeto é configurado espacialmente), contexto urbano em que a habitação está inserida (referente à poluição sonora incidente) e também relativo aos ruídos de equipamentos (elevadores, bombas pressurizadoras) e o ruído nas circulações condominiais.

[caption id="attachment_67929" align="alignleft" width="466"]foto colorida horizontal de uma mão manuseando um equipamento pequeno apoiado em um pedestal, acoplado por um cabo, com tela iluminada e algumas teclas Sonômetro é o aparelho utilizado para "medir o som"[/caption]

Primeiramente, Willian precisou se debruçar sobre os 11 métodos de classificações já existentes no mundo, para poder compreender como foram concebidos e como corroborá-los, de forma a criar um método adaptado ao Brasil, com suas diversidades tecnológicas e construtivas e, também, à realidade sociocultural dos brasileiros.

Foram questionadas mais de 2,2 mil pessoas de todos os estados do país, com o intuito de estabelecer relações estatísticas confiáveis para mensurar o desconforto da população brasileira, para então propor um modelo matemático baseado nesta experiência dos usuários. De modo geral, o ruído aéreo e o ruído de impacto são os mais incomodativos, seguidos do ruído externo em edificações, para a amostra avaliada. "A percepção dos usuários é fundamental para que o método seja propriamente brasileiro, pois a partir da percepção dos usuários é que foi possível atribuir valores que compõem o modelo matemático de classificação, e assim, ser fidedignamente apropriado para todo o território", explica.

No momento, está em tramitação um registro de software para aplicação do método de classificação - este é o trabalho de Willian no pós-doutorado. A previsão é de que seja disponibilizado a partir de janeiro de 2025.

Garantia de qualidade acústica

A intenção é que a proposta do pós-doutorando contribua para o conforto ambiental. Como o método de classificação propõe utilizar valores de isolamento sonoro das materialidades, ele pode confluir para o aperfeiçoamento do projeto arquitetônico - prevendo, por exemplo, os elementos mais frágeis e que influenciam negativamente na classificação. Assim, o projetista poderá rever aspectos do projeto para objetivar melhores classificações. Além disso, a proposta também serve para edificações já construídas, permitindo uma análise de quais aspectos são mais importantes serem repensados para ter uma melhoria na qualidade acústica da habitação.

"A expectativa é que a classificação sirva para os usuários como uma garantia de qualidade acústica, visto que, atualmente, a maioria das pessoas que compra unidades habitacionais possui problemas de acústica em suas habitações. Além disso, que sirva para o mercado da construção civil como um aspecto de valoração de venda, sendo a unidade habitacional projetada e construída com classificação 'A', mais valorizada pelos compradores, servindo como um alvo de interesse para compra. Por fim, que a classificação possibilite aos projetistas o repensar do projeto e da execução, refinando o resultado final e a aproximação com um projeto que objetiva uma qualidade acústica", destaca.

[caption id="attachment_67930" align="alignright" width="498"]foto colorida horizontal de um laboratório com luz fraca amarela, canos e quadros na parede, em primeiro plano um equipamento que parece um octágono Fonte omnidirecional do Laboratório de Termoacústica[/caption]

Reconhecimento ao trabalho do PPGEC

A elaboração da proposta de classificação acústica agregou ainda mais know how ao PPG Engenharia Civil da UFSM, que já tem uma trajetória com acústica sedimentada, por meio do trabalho de professores como Gihad Mohamad, do Departamento de Estruturas e Construção Civil, que foi o orientador da tese de doutorado premiada.

Espaços como o Laboratório de Termoacústica (LaTa), onde Willian desenvolve parte de seus estudos, disponibilizam estrutura e equipamentos adequados, como o medidor de nível de pressão sonora, ou sonômetro, que "mede o som"; microfone capacitivo, que capta a energia sonora e manda a informação para o sonômetro realizar as análises dos estudos; e fonte omnidirecional, ou dodecaédrica, que pressuriza a sala com energia sonora.

"Mesmo sendo arquiteto e urbanista, fui abraçado pelo PPGEC desde 2018, quando iniciei minha carreira como pesquisador. O caráter multidisciplinar do Programa proporcionou trocas de experiências muito benéficas para minha formação, e acredito que também o inverso", avalia o pós-doutorando. A tese de doutorado premiada foi defendida em novembro de 2023. O autor destaca a importância da orientação do professor Gihad. "Foi fundamental para que a tese tivesse o êxito que teve. Ele sempre me motivou a desenvolver o estudo", diz Willian, que é professor da Arquitetura e Urbanismo do 55BET Pro Sede.

No próximo semestre, Willian deverá ofertar uma disciplina de projeto, simulação e classificação acústica de habitações, visando difundir o estudo no meio acadêmico e para profissionais da área.

Fotos: Laurent Keller, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/lar-sustentavel-lar Tue, 07 Jan 2014 19:34:57 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=1659
Um sonho. Talvez seja essa a melhor definição de uma casa popular para quem, depois de muitos planos e economias, consegue finalmente ter a sua casa própria. Para Marcos Vaghetti, professor do Departamento de Estruturas e Construção Civil da UFSM, uma simples casa popular serviu como inspiração para um grande projeto. Sonho de uns, inspiração de outros, a ideia se consolidou como projeto e, hoje, a Casa Popular Eficiente: um benefício ambiental aliado a um custo mínimo impulsiona grande pesquisa na área de tecnologias sustentáveis na Universidade. O projeto nasceu em 2008, idealizado por Marcos Vaghetti, então professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Ulbra. “Destinado a um público de baixa renda, o diferencial era uma casa onde fossem utilizados materiais sustentáveis em sua construção”, explica o professor. O foco do projeto era minimizar os danos ao meio ambiente a partir de materiais alternativos na construção, mas sem perder de vista a qualidade de vida dos moradores. A partir daí, um ano foi destinado à pesquisa de materiais que causassem o menor impacto ao meio ambiente. Então, chegou-se às mais diversas alternativas sustentáveis para compor a casa, desde as telhas tetra pak construídas a partir de caixas de leite, até o piso de PVC reciclado. Atualmente, a construção civil é responsável por grande parte da emissão de resíduos que causam poluição, como o cimento, além de contribuir para o efeito estufa com a emissão de gases. O projeto da Casa Popular Eficiente promove essa mudança na lógica de produção, necessária para a preservação do ambiente.

EXPANDINDO SABERES

Com a vinda do professor para a UFSM, o projeto ganhou um novo caráter. A parceria com os cursos de Engenharia possibilitou que a casa se tornasse ainda mais ecologicamente correta. Além dos materiais sustentáveis, diferentes tecnologias, como a captação da água da chuva para utilização doméstica, passaram a ser pesquisadas para serem inseridas no projeto. “Além de fazer um produto sustentável para a sociedade, o projeto busca transmitir para esses futuros profissionais essa cultura ambiental”, considera Vaghetti. Hoje a Casa Popular Eficiente é um dos projetos integrantes do Grupo de Estudo e Pesquisa em Tecnologias Sustentáveis, coordenado pelos professores Marcos Vaghetti e Elvis Carissimi. Compõem o grupo cerca de 30 alunos de graduação divididos em subgrupos. As engenharias Acústica, Civil, Elétrica, Sanitária e Ambiental e o curso de Arquitetura e Urbanismo se dividem, cada um em sua área específica, para agregar ao projeto as chamadas soluções sustentáveis. As soluções sustentáveis são maneiras desenvolvidas para aproveitar os recursos naturais, como, por exemplo, a utilização da energia solar para produção de energia elétrica para a própria casa, e até mesmo o tratamento da água do chuveiro para reaproveitá-la para regar plantas. Outro diferencial do projeto é que ele foi produzido pensando no microclima da região. Os sistemas de aquecimento e ventilação foram planejados de acordo com os fatores climáticos de Santa Maria, onde o calor predomina na maior parte do ano. O projeto ainda permite ampliações, tanto para os lados quanto para cima, facilitando uma possível reforma, o que é comum em casas populares. Já em 2012, a possibilidade de construir a casa de fato, levantando o projeto do papel, impulsionou os estudos da casa, que tem 55 m² divididos em dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço. “Uma coisa é estudar um projeto, outra coisa é ter a materialidade, a casa construída”, destaca o professor. A construção da casa, no Centro de Eventos da UFSM, terminou em maio de 2013 e, a partir daí, os materiais e tecnologias empregados puderam ser analisados e testados. Por se tratar de um projeto de pesquisa, devem ser necessários mais alguns anos para que o projeto esteja pronto para ser executado. Segundo Vaghetti, a Casa Popular Eficiente poderá servir de modelo para a construção de uma vila ecológica. “Além de gerar pesquisa dentro da universidade, é uma maneira de transferir pra sociedade uma casa sustentável, sem deixar de lado a qualidade de vida da população”, finaliza. Infografia de casa sustentável
Repórter: Natascha Carvalho
Infografia: Projetar
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/na-minha-casa-sempre-chove Tue, 07 Jan 2014 19:32:03 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=1657
*Referência baseada no poema Chove? Nenhuma chuva cai de Fernando Pessoa
Começa a chover e você já aproveita para tirar o carro da garagem e lavá-lo, enquanto as crianças vão para o gramado refrescar-se com um banho de chuva. A piscina vai enchendo – ou se monta a de mil litros – e a alegria está garantida. A vizinha vai para a janela olhar o jardim se abrindo para receber as gotas de água do céu, e o cheiro de terra molhada invade o ambiente. Se for no verão santa-mariense, logo a chuva passa e o sol e o calor retornam. Mas já pensou poder aproveitar essa mesma chuva por mais tempo? Foi o que propôs Roberval Bresolin em seu mestrado em Engenharia de Produção na Universidade Federal de Santa Maria. A dissertação, Aproveitamento de água de chuva sem tratamento em uma residência, defendida em 2010, apresentou alternativas para a captação da água da chuva e seu uso sem investimento em beneficiamento. A ideia do projeto surgiu quando Bresolin começou a planejar a construção de sua casa. A preocupação com questões ambientais, somada a necessidades básicas – e custosas – de utilização da água, como irrigação da horta e do jardim, levou-o a pensar em construir também um sistema de captação da água da chuva. De acordo com Bresolin, o objetivo principal da pesquisa é mostrar que cada um pode e deve fazer a sua parte para a preservação ambiental, pensando globalmente e agindo localmente: “Com a simples ação de captar a água da chuva na nossa residência, nós podemos contribuir para a preservação da água e para demonstrar a importância da conscientização ambiental”.

DO PLANEJAMENTO À CONSTRUÇÃO 

Antes de formular e construir o projeto, Bresolin pesquisou outros sistemas de captação de água da chuva, comparando-os com o referencial teórico, a fim de identificar possíveis falhas e fazer melhorias no sistema a ser instalado em sua própria residência. A partir desse estudo e levantamento prévio, seguiu-se a etapa de calcular as dimensões de cada item do projeto, na qual foram estimados, por exemplo, a área do telhado e o tamanho que o reservatório deveria ter, de acordo com o número de moradores e as necessidades de água da residência. Nessa etapa, calculou-se que para uma residência com cinco pessoas, necessita-se de uma cisterna com 10m³, que é capaz de abastecer as atividades que usam água da chuva na casa por uma média de 36 dias. “Isso quer dizer que com um reservatório de água de 10m³, em uma residência com cinco pessoas, pode ficar até 36 dias sem chover na cidade que eu vou ter água, seja para molhar a horta, encher a piscina ou usar no vaso sanitário”, explica o pesquisador. O cálculo foi feito considerando também as especificidades do clima santa-mariense, onde a média de tempo sem chuva é de 22 dias. Assim, a probabilidade de ficar sem água no reservatório é mínima. Após o dimensionamento dos itens, é chegada a etapa da construção do sistema. Nessa fase, é importante buscar materiais alternativos para diminuir os custos da obra. Filtros industrializados, por exemplo, utilizados para a retenção de folhas e pequenos galhos que vêm junto com a água do telhado, são vendidos por valores muito elevados no Brasil. Em 2010, custavam aproximadamente R$ 920,00, mas o estudo mostra que é possível construir um filtro alternativo com um cano de PVC e uma tela por apenas R$ 24,00, reduzindo consideravelmente o custo final do sistema. Bresolin destaca a importância de trabalhar com materiais alternativos não somente para diminuir os custos, como também para despertar na população o interesse pela captação de água da chuva, já que com os materiais industrializados os valores ainda ficam muito elevados.

APROVEITE (MAIS) A CHUVA

Após a construção do sistema de captação planejado no mestrado, contendo, simplificadamente, calhas, tubulação, filtros e cisterna, a água da chuva está pronta para ser utilizada. No projeto de Bresolin, o reservatório é subterrâneo. “Como ela é armazenada em um local fechado, lacrado, sem pegar sol, não tem perigo de a água estragar ou apodrecer com o tempo – ela fica bem transparente e sem cheiro algum”, explica. A água da chuva, assim captada, pode ser aproveitada em vários usos que não exigem água tratada, como na irrigação da horta e do jardim, na lavagem do carro e de calçadas, na piscina ou na descarga do vaso sanitário. De acordo com Bresolin, esses usos somados correspondem a cerca de 45% do consumo de água de uma residência, ou seja, com o sistema de captação de água pode-se reduzir em média 45% também da conta de água da moradia. “Em longo prazo, o investimento que você faz reflete na economia da casa, com uma redução bastante significativa do que se gasta normalmente em água. Em alguns anos, paga-se o investimento e o resto é economia”, afirma Bresolin. O pesquisador coloca, no entanto, que o fundamental mesmo para definir a construção de um sistema de captação de água da chuva não é a questão financeira, e sim a questão ambiental. “Um projeto de captação tem que ser focado ambientalmente, porque o retorno financeiro, apesar de certo, só vem em longo prazo. Mas é a tranquilidade de saber que você está contribuindo para a preservação da água e do ambiente, que você está fazendo sua parte”. O professor orientador da dissertação, João Hélvio Righi de Oliveira, também destaca a necessidade de encarar o custo dos equipamentos necessários para a construção do projeto de captação de água da chuva como um “investimento social em nível de cidadão”. Acrescenta ainda que o aproveitamento da água da chuva é necessário enquanto conscientização e compromisso com as gerações futuras.
[caption id="" align="aligncenter" width="888"]Algumas possibilidades de uso da água da chuva Algumas possibilidades de uso da água da chuva[/caption]

UM ‘OBRIGADO’ DO FUTURO

Problemas relacionados à água são cada vez mais frequentes nos noticiários. Inundações, secas, contaminação, escassez. As notícias raramente são positivas. Alguns países já vivem situações bastante críticas e estudos recentes afirmam que 2/3 da população mundial sofrerão com escassez de água para consumo humano até 2050. Nesse contexto, a captação da água da chuva pode ser uma alternativa simples e prática de contribuir para a questão ambiental. Bresolin acredita que assim cada um pode contribuir um pouco para a preservação do ambiente, mas acrescenta que também são fundamentais ações mais amplas com esse propósito, como políticas públicas e educação ambiental nas escolas. “Ensinando desde o primário a necessidade da preservação, nós podemos pouco a pouco mudar a mentalidade da população”, corrobora. Apesar das vantagens e da simplicidade da captação da água da chuva, o sistema ainda não é muito utilizado. Conforme Bresolin, o principal entrave do projeto é o desconhecimento dos benefícios que ele pode proporcionar. Pensando nisso, a dissertação inclui também uma proposta de cartilha informativa para explicar à população e às instituições públicas os passos para a construção de uma cisterna para armazenamento da água da chuva e de como essa água poderia ser utilizada na residência, de forma a economizar a água tratada. O professor João Hélvio lembra também do potencial de socialização da informação e dos benefícios que as pesquisas científicas podem trazer à sociedade, desempenhando um papel de conscientização do cidadão. “O leitor poderá ter a noção exata do custo necessário e a certeza que o investimento terá retorno e que teremos feito a nossa parte para a sustentabilidade do planeta”, finaliza.
Repórter: Camila Marchesan Cargnelutti
Ilustrações: Projetar
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