UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 12 May 2026 00:31:20 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/frederico-westphalen/relacoes-publicas/2023/04/25/professores-do-curso-de-relacoes-publicas-criam-observatorio-da-comunicacao-de-crise Tue, 25 Apr 2023 18:32:49 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/frederico-westphalen/relacoes-publicas/?p=648

Em fevereiro de 2023, foi implementado no âmbito do Curso de Relações Públicas da UFSM o Observatório da Comunicação de Crise (OBCC), dispositivo institucional inédito no país dedicado aos seguintes temas: risco, crise, gestão de risco, gestão de crise e comunicação de crise - especificamente na área de Comunicação Organizacional e Relações Públicas. Pensado para ser um repositório de acesso público que contribua e inspire pesquisas acadêmicas, práticas profissionais, atividades em sala de aula e outros estudos, o OBCC é fruto da colaboração de pesquisadores de Instituições de Ensino Superior brasileiras (UFSM, UFRGS, USP, Cásper Líbero e Faccat) e portuguesas (UMinho e UBI).   O Observatório da Comunicação de Crise (OBCC) surge de uma lacuna no que se refere à memória, à historicidade e aos aprendizados oriundos de situações críticas, tendo dois objetivos principais: 1. Sistematizar o conhecimento produzido no Campo da Comunicação no que se refere a temas científicos como risco, crise, comunicação de crise, gestão de crise e comunicação de risco no âmbito das organizações (empresas, personalidades, marcas, instituições, ONGs, governos). Dessa forma, atua na direção de realizar o mapeamento contínuo da produção sobre os temas em livros, capítulos de livro, artigos em periódicos científicos e anais de eventos acadêmicos, teses e dissertações, filmes, séries e documentários; 2. Monitorar situações de risco e crise no contexto das organizações, através do acompanhamento das estratégias comunicacionais empreendidas, das práticas implementadas por profissionais da área nesse cenário e da observação dos desdobramentos midiáticos.   A partir disso, o observatório busca mapear pesquisas, monitorar cenários, categorizar os dados, analisar à luz do conhecimento científico tensionando com as teorias, e disponibilizar conteúdos de referência à sociedade. Assim, contribui para a popularização da Ciência, oferecendo conteúdo acessível e gratuito para o público numa única plataforma. Além disso, oferece subsídios para as práticas profissionais voltadas ao gerenciamento/à gestão de risco e crise no âmbito da comunicação organizacional. Do mesmo modo, vislumbra que o conhecimento disponível aqui se multiplique e se amplifique através da atuação de professores e estudantes de graduação e pós-graduação em sala de aula. E, nesse sentido, também almeja dar visibilidade para a subárea de estudos em Comunicação de Crise, da área de Relações Públicas e Comunicação Organizacional, contribuindo para a sua legitimação enquanto um campo de estudo sólido e robusto.   Para disponibilizar as informações e o conhecimento, o portal do OBCC está organizado em duas seções principais: Materiais para consulta (produção bibliográfica e acadêmico-científica: dissertações, teses e artigos; eventos, cursos, textos em sites/jornais/revistas, entrevistas, filmes, séries, podcasts e documentários, relatórios internacionais e links) e Notícias (artigos de opinião, análises de casos e acontecimentos atuais envolvendo situações de risco e crise).   Fazem parte da equipe do OBCC os seguintes pesquisadores: Prof. Dr. Jones Machado (UFSM/Coordenação-geral), Profª Drª Patrícia Milano Pérsigo (UFSM/Coordenação de Pesquisa), Profª Drª Daiane Scheid (UFSM/Coordenação de Monitoramento), Profª. Drª. Carolina Frazon Terra (Faculdade Cásper Líbero/Coordenação de Conteúdo), RP Dr. Jean Felipe Rossato (UFRGS/Coordenação de Comunicação), Acad. Francisco Ernesto Carvalho Soares (UFSM/Iniciação Científica). Figuram como conselheiros os seguintes professores: Profª Drª Andreia Athaydes (FACCAT), Profª Drª Gisela Gonçalves (UBI – Portugal), Prof. Me. João José Ferreira Forni (Comunicação & Crise), Prof. Dr. Jorge Duarte (USP/Embrapa), Prof. Dr. Luiz Alberto de Farias (USP), Profª Drª Marlene Regina Marchiori (UEL), Prof. Dr. Paulo Nassar (USP/Aberje), Prof. Dr. Rudimar Baldissera (UFRGS), Profª Drª Teresa Ruão (UMinho – Portugal), e Prof. Dr. Wilson da Costa Bueno (USP).   Portal do Observatório da Comunicação de Crise: http://www.55bet-pro.com/projetos/institucional/observatorio-crise    E-mail: observatorio.crise@55bet-pro.com    Linkedin: http://shre.ink/cHd5 ]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/o-direito-internacional-e-as-crises-de-saude-publica-2 Fri, 29 Apr 2022 16:18:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9220 Até pouco tempo atrás, a ligação entre as áreas do direito e da saúde parecia incompreensível para muitas pessoas. Mas, em 2020, a pandemia de Covid-19 mostrou ao mundo que as ciências jurídicas e as crises emergenciais de saúde global têm mais em comum do que se imaginava. A jurista Deisy Ventura, graduada em Direito pela UFSM em 1989, estuda a relação entre pandemias e o direito internacional desde 2008 e é uma das vanguardistas na área da regulamentação internacional da saúde. Atualmente, Deisy é professora e coordenadora do doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade na USP.

Ilustração horizontal e colorida de mulher sentada em frente a um microfone. Ela tem pele branca, rosto redondo, nariz e boca médios. Tem cabelos curtos, na altura do ombro, encaracolados e na cor castanho escuro. Tem sobrancelhas grossas e usa um delineado vermelho. Usa brinco de argola vermelha e colar com pingente de argola vermelha. Veste camisa cinza sobre decote vermelho. Está atrás de uma mesa com tampo marrom, em frente a um microfone cinza em um tripé na mesma cor. Está com as mãos para o alto, aos lados do microfone. O fundo é branco.

Ainda na UFSM, entre os anos de 1994 e 1996, Deisy fez o mestrado em Integração Latino-Americana, temática que estava em alta na época, pois se tratavam dos anos iniciais do Mercosul. A professora conta que esse mestrado multidisciplinar, que envolvia principalmente as áreas de Direito, Economia e História, possibilitou que ela descobrisse a área da integração regional, na qual acabou trabalhando por mais de 15 anos. “O mestrado na UFSM me abriu os olhos para um processo que estava acontecendo na região e no mundo e me deu a base para que eu pudesse me candidatar ao processo seletivo na Sorbonne. Foi definitivo para mim”, conta a jurista. Na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, localizada na França, Deisy concluiu um segundo mestrado e um doutorado em Direito Internacional.

Após a finalização do doutorado, Deisy trabalhou durante três anos na Secretaria do Mercosul, em Montevidéu, no Uruguai. Foi ali, lidando com as negociações do bloco, que a jurista conheceu os negociadores da saúde. Na época, algumas questões sobre normas de circulação de alimentos na Europa surgiram, devido à encefalopatia espongiforme bovina, doença cerebral que acometeu diversos rebanhos de bovinos adultos. Os seres humanos adquiriam a doença por meio da ingestão de produtos de carne contaminada. Com isso, a relação entre o direito e a saúde passou a ser mais valorizada, e foi a partir daí que Deisy começou a pesquisar sobre o tema, o que já faz há mais de 20 anos.

A jurista decidiu dedicar seus estudos plenamente a questões sanitárias quando foi aprovada como docente na USP, onde trabalhou inicialmente com temas de integração regional e saúde, sobre o princípio da precaução e as crises sanitárias. Então, em 2008, quando houve a pandemia de H1N1, a professora se envolveu com os aspectos jurídicos da gripe. O seu primeiro artigo sobre pandemias foi publicado em 2009. Em 2012, Deisy fez sua livre-docência em direito internacional sobre a gripe H1N1 na USP. “Muita gente não entendia o que era isso, aliás acho que a maior parte das pessoas entendeu mesmo o que eu pesquisava agora, todo mundo entendeu o impacto enorme que a pandemia tem sobre o direito e particularmente sobre os direitos humanos”, conta a egressa da UFSM.

OS DIREITOS NA PANDEMIA
Durante a crise sanitária de Covid-19, Deisy se tornou uma voz muito potente na mídia no que se refere aos direitos da população. Ela é uma das articuladoras do Projeto Direitos na Pandemia, que tem como objetivo avaliar o impacto do coronavírus sobre os direitos humanos e, particularmente, analisar as normas jurídicas, a jurisprudência do Tribunal de Contas da União, do Supremo Tribunal Federal e ajudar a entender as consequências desse excesso de leis em relação à pandemia. São analisadas todas as normas, federais e
estaduais, não apenas aquelas relacionadas explicitamente à saúde, visando detectar os possíveis impactos negativos, para que nenhuma medida normativa seja excessiva e que a proteção dos direitos da população seja garantida.
Expediente:Reportagem: Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo;Diagramação e ilustração: Filipe Duarte, acadêmico de Desenho Industrial
Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/11/03/pesquisadoras-da-ufsm-participam-de-pesquisa-sobre-a-comunicacao-da-crise-da-covid-19 Tue, 03 Nov 2020 20:10:36 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=54320

À convite da Profª. Drª. Andreia Athaydes (FACCAT) representante da European Public Relations Education and Research  (EUPRERA) no Brasil, as professoras do Departamento de Ciências da Comunicação (DECOM)  Drª. Lana D’Ávila Campanella e a Drª. Karen Cristina Kraemer Abreu, que atuam no campus Frederico Westphalen da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participam das atividades do grupo gestor da pesquisa internacional promovida pela EUPRERA, que busca identificar como os brasileiros percebem as informações midiatizadas sobre a pandemia do Covid-19 no país.

A pesquisa promovida pela EUPRERA está sendo realizada simultaneamente em diversos países, entre eles: China, Turquia, Portugal, Espanha e Eslovênia, além do Brasil. Utilizando-se dos mesmos critérios e questões objetivas, a investigação  visa que os resultados nacionais possam ser comparados posteriormente a fim de identificar como se deu a crise de comunicação governamental da pandemia do coronavírus,  além de compreender as diferentes visões populacionais nos países pesquisados com o intuito de propor futuras melhorias na eficácia das práticas da comunicação.  

A primeira fase da investigação coletou as informações dos dados disponíveis nas Redes Sociais oficiais do governo brasileiro, do Ministério  e dos Ministros da Saúde e do Presidente da República. A segunda busca a compreensão dos modos como a população brasileira, em suas mais diversas características regionais (etnia, renda, localidade, e gênero e sexualidade), percebe as ações governamentais no combate à Covid-19. O questionário online é anônimo e pode ser respondido por brasileiros maiores de 18 anos.

Além da FACCAT  e da UFSM, outras Instituições de Ensino Superior brasileiras participam desta investigação, como a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, de São Paulo (FECAP). A execução das atividades de pesquisa conta com a participação de sete estudantes da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Há também parceria com a Universidade de Girona, na Espanha, para a aproximação e adequação linguística das perguntas do questionário online, garantindo que perguntas próximas ou idênticas estejam conduzindo na investigação.

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/crise-no-mercado-de-trabalho Mon, 30 Apr 2018 20:50:44 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=3512 Crise e o Novo (e Precário) Mundo do Trabalho: o Brasil no século 21, proferida por Giovanni Alves, professor dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Unesp e da Unicamp. A atividade integrou as comemorações dos dez anos do PPGCS e trouxe reflexões em torno das condições e relações  de trabalho frente à crise econômica mundial.   Sendo um dos primeiros cursos de pós-graduação na área das Ciências Sociais no interior do Rio Grande do Sul, ao longo de uma década o PPGCS contabilizou 115 defesas de dissertações de Mestrado. Atualmente, tramita na Capes a proposta de implementação do curso de Doutorado em Ciências Sociais da UFSM.   O palestrante convidado é coordenador da Rede de Estudos do Trabalho e autor de vários livros sobre trabalho e sociabilidade, entre eles O novo (e precário) mundo do trabalho: reestruturação produtiva e crise do sindicalismo e Trabalho e subjetividade: O espírito do toyotismo na era do capitalismo manipulatório.   Analisar a conjuntura do mercado de trabalho atual exige mais do que dados e estatísticas. Por isso, estudiosos têm se dedicado a pensar a estrutura produtiva do próprio mercado de trabalho e questionar as suas lógicas. Confira a entrevista que a nossa equipe fez com o professor  Giovanni Alves logo após a aula inaugural:   ARCO: Alguns pesquisadores destacam que estamos vivendo uma terceira grande crise mundial. O que isso significa, na prática, no âmbito do trabalho?   Giovanni Alves: Não é a primeira vez que essa ofensiva neoliberal acontece. A principal característica é a reação do sistema diante desta terceira longa depressão do capitalismo mundial, pois não se trata meramente de uma crise. Uma depressão não quer dizer que o sistema não possa crescer: pode crescer, mas em taxas pequenas. Entretanto, uma economia que não cresce de forma sustentável, não consegue resolver, por exemplo, o problema do desemprego. A nova ofensiva neoliberal faz também com que se tenha a redução do custo do trabalho, o que é, logicamente, bom para o capitalista. Há uma superexploração da força do trabalho e, evidentemente, isso impacta na própria dinâmica social: a massa salarial é reduzida e isso diminui o consumo das massas populares, o que gera também um impacto nas indústrias que produzem para o mercado interno.  É um círculo vicioso: se não há crescimento, não há emprego. Se não há emprego, não há consumo. Se não há consumo, não se criam incentivos para a produção.  O que o governo está fazendo então? Jogando nas costas dos trabalhadores– o ônus da crise através da Reforma Trabalhista e da Reforma da Previdência, por exemplo. Portanto, o aumento da taxa de exploração é resultado desta crise estrutural.   ARCO: Quais as implicações disso no âmbito acadêmico, na lógica de produção das universidades públicas brasileiras?   Giovanni Alves: Temos um aspecto triplo. Primeiro, com a questão do desmonte da universidade pública e a terceirização dos setores. O segundo ponto é, internamente, com a dificuldade da própria universidade de valorizar a residência estudantil. Isso causa problemas na distribuição das bolsas de iniciação científica, das bolsas-formação, na questão das residências e assistência estudantil, por exemplo. Tratam-se de direitos dos indivíduos que compõem a comunidade acadêmica que vão sendo cortados. E o terceiro ponto é a necessidade de os estudantes buscarem uma formação crítica capaz de dar uma resposta à altura do que está acontecendo. É necessário que essa reação seja consciente, que cada um invista mais em estudar e ter uma perspectiva crítica para  evitar uma outra ofensiva neoliberal no Brasil.   ARCO: Atualmente, a qualificação profissional, nem sempre, é sinônimo de emprego certo ou realização no mercado de trabalho. A tecnologia e a automação também são uma constante.  Se pode dizer que o valor do trabalho tomou outras dimensões?   Giovanni Alves: O problema não é exatamente a tecnologia, mas sim como ela é utilizada. Evidentemente, o capital a utiliza para baratear o preço da força de trabalho. Então, tem-se hoje uma desvalorização da força do trabalho mais qualificada, que é desvalorizada por conta da lógica do sistema de aumentar a taxa de exploração. Trata-se de uma necessidade do capitalismo, não é que as pessoas sejam más. Isso tem a ver com a lógica da acumulação.   ARCO: Na sua fala na palestra, o senhor identificou a conjuntura política como “historicamente inédita” e os brasileiros como “privilegiados” para a criação de movimentos sociais. Por quê?   Giovanni Alves: É inédita porque nunca o capitalismo esteve tão nu. Somos privilegiados porque aqui no Brasil essa realidade está mais exposta. Falamos de um país que está entre os mais desiguais do mundo e onde se explora há muito tempo. Temos presente essa contradição: desde o trabalho escravo, até aquilo que de mais tecnológico existe. Ao mesmo tempo em que existe empresas como a Uber – modernas e tecnológicas – tem-se 40 milhões de pobres e miseráveis que passam fome. É possível solucionar isso dentro desse sistema?  É uma grande questão, já que outros países desenvolvidos também estão indo nessa direção: a desigualdade tem crescido de forma alarmante em economias como a dos Estados Unidos, França, Reino Unido e China.   ARCO: Em um ano de eleições, quais os desafios que a classe trabalhadora deve enfrentar para lidar com as estratégias de manipulação midiática?   Trata-se de uma guerrilha midiática. A luta ideológica se dá também no campo da informação. Se cada um de nós, grupos e coletivos não criamos canais de informação e formação independente, nós não iremos vencer. Aquilo que Gramsci já falava sobre aparelhos privados de hegemonia cultural, hoje é uma necessidade. Temos muitas possibilidades para fazer isso nas redes sociais e espaços alternativos para produção de conteúdos. Não sei se realmente teremos eleições neste ano, não temos democracia efetiva no país. Temos que ter cuidado para votar em candidatos que tentem retomar a luta por um Brasil socialmente melhor. O fundamental do “fazer político” é organizar a luta, estar nas ruas. Só o que pode mudar esse cenário é a indignação e o manifesto da população.     Texto: Tainara Liesenfeld Foto: Rafael Happke  ]]>