UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 05 Mar 2026 00:21:30 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgsc/2025/11/14/docente-e-discente-do-ppgsc-ufsm-participam-da-elaboracao-do-guia-de-integridade-da-informacao-no-contexto-da-crise-climatica-no-rs Fri, 14 Nov 2025 17:19:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgsc/?p=303 A docente Edi Franciele Ries e a discente Gabriela do Nascimento Toniolo Bertolo, ambas vinculadas ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Maria (PPGSC/UFSM), participaram da elaboração do Guia de Integridade da Informação no Contexto da Crise Climática no Rio Grande do Sul, publicado no Portal da ONU Brasil no dia 10 de novembro de 2025.

O documento surge a partir das experiências vivenciadas durante a crise climática de 2024 no sul do Brasil, considerada uma das maiores catástrofes ambientais da história recente do país. A publicação propõe um marco de referência voltado ao fortalecimento da integridade da informação em cenários de emergência, transformando respostas emergenciais em uma base estruturada de confiança, prevenção, coordenação institucional e resiliência social.

O Guia é uma realização conjunta da Fiocruz, Embrapa, ONU (UNIC Rio) e da Secretaria de Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul (SECOM/RS), com apoio de dez universidades brasileiras. Com mais de 200 páginas, reúne contribuições de 55 especialistas, consolidando protocolos, diretrizes e boas práticas voltadas à integridade informacional, a partir da abordagem de Uma Só Saúde (One Health).

No âmbito da UFSM, a professora Edi Franciele Ries e a mestranda Gabriela do Nascimento Toniolo Bertolo, em parceria com outros(as) pesquisadores(as) da UFSM e da UFRGS, são autoras do Capítulo 7.3 – “Impactos da Desinformação nas Operações de Resposta”, que analisa como a circulação de informações falsas ou distorcidas afeta diretamente as ações de resposta a desastres climáticos, com foco específico na experiência do Rio Grande do Sul.

O Guia dialoga com os princípios da Iniciativa Global das Nações Unidas para a Integridade da Informação sobre a Mudança do Clima, articulando ciência, comunicação e governança pública sob a perspectiva da Uma Só Saúde, ao reconhecer a desinformação como um fenômeno sistêmico, capaz de impactar simultaneamente dimensões humanas, animais e ambientais. Nesse sentido, o documento traduz diretrizes globais em práticas aplicáveis à gestão pública, à comunicação social e à educação científica.

Reconhecimento internacional

A publicação foi selecionada pela ONU para integrar o Mutirão Global pela Integridade da Informação sobre a Mudança do Clima, no âmbito da Agenda de Ação da COP30, e será apresentada no Celeiro de Soluções, em Belém (PA), em novembro de 2025. O reconhecimento evidencia o protagonismo do Brasil e do Rio Grande do Sul no desenvolvimento de soluções inovadoras para o enfrentamento da desinformação climática e reafirma o compromisso das instituições envolvidas com os Princípios Globais de Integridade da Informação das Nações Unidas.

Segundo Gustavo Buss, PhD, Coordenador Geral e Editorial do Guia, a publicação representa um avanço estratégico no enfrentamento dos desafios contemporâneos relacionados à crise climática:
“O Guia vai além de um documento técnico, constituindo-se como uma infraestrutura de confiança, que busca transformar conhecimento científico em cooperação, comunicação qualificada em coordenação e informação em resiliência social.”


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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2025/07/31/projeto-da-ufsm-seleciona-profissional-com-nivel-superior-para-bolsa-de-pesquisa-sobre-mudancas-climaticas Thu, 31 Jul 2025 14:20:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=11835

O projeto de pesquisa “Monitoramento das emissões de gases de efeito estufa e estoques de carbono visando mitigação e adaptação às mudanças climáticas em sistemas agropecuários e florestais do Rio Grande do Sul”, sediado na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e aprovado no Edital 05/2023 da FAPERGS, está com processo seletivo aberto para uma bolsa de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PDTI-4).

A bolsa tem duração de 12 meses, com valor mensal de R$ 2.520,00. O profissional selecionado atuará no monitoramento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e dos estoques de carbono (C) em sistemas agropecuários e florestais no Rio Grande do Sul, incluindo áreas de produção de grãos, pecuária, sistemas integrados e culturas perenes.

Cronograma do processo seletivo

  • Lançamento do edital: 31 de julho de 2025

  • Período de inscrições: de 31 de julho a 7 de agosto de 2025

  • Seleção (análise de documentos e entrevista): 8 de agosto de 2025

  • Divulgação dos resultados: 8 de agosto de 2025

  • 55BET Pro Brasil – Site Oficial de Apostas Online das atividades: 11 de agosto de 2025

Requisitos para candidatura

  • Formação em Agronomia, Engenharia Ambiental, Engenharia Florestal ou áreas afins

  • Residir no estado do Rio Grande do Sul durante a vigência da bolsa

  • Não possuir vínculo empregatício nem outra bolsa

  • Ter currículo Lattes atualizado e disponibilidade mínima de 32 horas semanais, preferência 40 horas semanais

  • Apresentar perfil compatível com as atividades propostas

Documentação exigida

  • Carta de intenções (máximo 1 página)

  • Documento de identidade e comprovante de residência

  • CNH (se possuir)

  • Diploma de graduação

  • Currículo Lattes completo

As inscrições devem ser feitas exclusivamente por e-mail, com envio de toda a documentação para monitora.gee.rs@gmail.com até 7 de agosto de 2025.

A seleção será realizada em duas etapas: análise da carta de intenções e do currículo Lattes. Se necessário, os candidatos serão convocados para entrevista presencial ou on-line. A nota final será composta pela avaliação da carta (20%), do currículo (50%) e da entrevista (30%).

O projeto é coordenado pelo Laboratório de Análises de Carbono e Nitrogênio (C e N) da UFSM, e busca contribuir com estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas no setor agropecuário e florestal gaúcho.

Confira o Edital completo clicando aqui.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/05/30/palestras-sobre-apoio-psicossocial-e-apresentacao-de-trabalhos-sao-destaque-no-segundo-dia-do-conbrascc Fri, 30 May 2025 19:46:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69334

Desde quinta-feira (29), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sedia o Congresso Brasileiro sobre Catástrofe (ConBrasCC). Com isso, o Centro de Convenções da UFSM se tornou palco de palestras ministradas por pesquisadores e especialistas, em especial aqueles que atuam em serviços de saúde, para abordar o novo contexto de mudanças climáticas e suas repercussões sociais.

Conferências abordam acolhimento psicossocial e estratégias de Atenção Primária em Saúde (APS)

Na manhã desta sexta-feira (30), o ciclo de conferências foi aberto pela doutora em saúde coletiva Liane Beatriz Righi, com a palestra “Atenção Primária em Saúde (APS) em tempos de catástrofes climáticas: capacidade de gestão e reconfiguração de redes e territórios afetados”. Em sua fala, Liane destacou a necessidade de uma estruturação metodológica para atuar em situações de emergência. “Precisamos de um modelo de atenção integral e fortalecer os protocolos de APS. Além de estabelecer uma capacitação eficaz para as equipes de atenção primária”, argumenta.

Enquanto refletia sobre os serviços de APS, a palestrante frisou a importância da adaptabilidade para esses setores. “É necessário que as equipes de gestão revisem suas metodologias, a fim de se adaptar às mudanças climáticas e suas consequências, e não retroceder suas táticas a ponto de não aprender com esses eventos de desastres”, alertou.

Na sequência, a conferência sobre “Intervenção psicológica em catástrofes: abordagens práticas no primeiro acolhimento emocional”, foi ministrada pela psicóloga da Força Tarefa do Sistema Único de Saúde (SUS), Débora Noal. Em paralelo à fala de Liane, a palestrante apontou a necessidade de estabelecer um acolhimento sistemático e pré-estabelecido. “Quando há uma crise, os órgãos de gestão recebem uma enxurrada de psicólogos voluntários que, após a calmaria, descontinuam o auxílio. Isso traz consequências ao emocional, já que o paciente para de receber a atenção apropriada e corre o risco de sentir-se abandonado”, explica. 

Com essa preocupação, Débora apresentou aos presentes a metodologia utilizada pela Força Tarefa SUS para resposta a emergências em saúde pública. Além disso, a psicóloga reforçou aspectos que profissionais do acolhimento psicossocial devem prestar mais atenção, caso venham atuar em situações emergenciais. “O entendimento do contexto social de um ser humano, sua cultura e meio que está inserido são de extrema importância para o profissional elaborar uma estratégia de atendimento eficaz”, descreve.

[caption id="attachment_69336" align="alignright" width="551"] Débora Noal é psicóloga na Força Tarefa SUS e trouxe suas perspectivas sobre o acolhimento psicossocial em tempos de desastres[/caption]

Débora ainda apontou que o Congresso traz visibilidade para a temática do acolhimento psicossocial, e permite uma grande troca de experiências entre gestores, profissionais de saúde e estudantes. “As pessoas aqui, hoje, vivem em um estado onde a questão climática é sensível. Então, ter uma população mais qualificada em gestão de crises pode garantir a maior segurança da população com um todo”, finaliza a palestrante.

Pela tarde, o evento seguiu com a mesa redonda “Desastres não escolhem fronteiras: A Importância interinstitucional na Resposta Humanitária”, ministrada por Eduardo Fernando de Souza, enfermeiro e membro do Comitê Nacional de Enfermagem em Desastres e Emergências de Saúde Pública do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), por Melissa Haigert Couto Moraes, psicóloga Fundadora da RAP (Rede de Apoio Psicossocial), especialista em Emergências e Desastres, e Ismael Pereira, presidente da Cruz Vermelha do Rio Grande do Sul.

Em seu discurso de abertura da roda, Ismael apresentou um panorama sobre os eventos extremos de 2024. Segundo ele, devemos reconhecer que os desastres não foram apenas hidrológicos e geológicos, mas também biológicos, já que a incidência de certas doenças foi agravado após as chuvas. O palestrante ainda reforçou a importância de uma resposta emergencial interdisciplinar para lidar com catástrofes climáticas.

Após Ismael, o enfermeiro Eduardo Fernando de Souza trouxe para debate a importância de cuidar dos profissionais da enfermagem que atuam em situações extremas. Em sua fala, Eduardo comentou que, após os eventos de maio, o Cofem criou o “Comitê Nacional de Enfermagem em Desastres, Catástrofes e Emergências de Saúde Pública”, na intenção de mapear e acolher enfermeiros. Na sequência, o palestrante ainda apontou que a falta de comunicação e coordenação das instituições governamentais prejudica a eficiência da resposta em momentos emergenciais.

O momento foi encerrado com a fala da psicóloga Melissa Couto, que em meio a relatos pessoais e profundos de sua atuação no acolhimento psicossocial em situações extremas, reforçou a necessidade inserir cada vez mais essa temática no universo acadêmico. “Em toda a minha carreira, eu nunca tive a oportunidade de oferecer uma disciplina que aborde técnicas de acolhimento psicológico em desastres. Felizmente, agora, está se criando uma abertura para esse tema”, contextualiza. Melissa ainda afirmou que “acontecer eventos como esse, dentro de uma instituição que forma profissionais para uma atuação prática, promove a troca de experiências e reforça que nossas ações não são, nem devem ser, isoladas”.

Ismael Pereira retomou os eventos extremos de maio de 2024
Eduardo Fernando de Souza (à esquerda) e Melissa Couto (à direita) reforçaram a importância da integralidade na atuação em situação de desastres

Congressistas apresentam trabalhos no Centro de Convenções

Além das conferências, o Congresso abriu espaço para apresentações de trabalhos sobre experiências relacionadas ao enfrentamento de desastres climáticos, ambientais e outras catástrofes. A comissão organizadora considerou os formatos de relato, pesquisa original e/ou pesquisa bibliográfica. Ao total, o evento recebeu um total de 124 submissões, nas quais 14 delas concorrerão a prêmios. 

Natalie Pereira Soares apresentou trabalho sobre fontes jornalísticas em meio ao desastre climático

A jornalista e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (POSCOM) da UFSM, Natalie Pereira Soares, e a jornalista Taís Schakofski Busanello, trouxeram ao Congresso o artigo “Fontes jornalísticas em meio ao desastre climático”. Natalie, que foi responsável pela apresentação do banner,  descreve a temática do trabalho: “Esse trabalho é um recorte de um artigo que escrevemos, dessa vez nós focamos nos tipos de fontes utilizadas por um veículo jornalístico e identificamos que havia poucas fontes testemunhais, ou seja, carece de humanização”, explica a estudante.

Bruna Rezende Martins apresentou o trabalho desenvolvido junto às colegas Ana Beatriz Panzera e Hawane Lopes

Vindas de fora dos portões da UFSM, as estudantes Bruna Rezende Martins, doutoranda de Enfermagem na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Ana Beatriz Panzera, graduanda de Psicologia na Unisc, e a graduanda de Enfermagem pela Universidade do Vale Taquari (Univates), Hawane Lopes, também apresentaram trabalhos (em totem) no evento. “Nós apresentamos uma análise sobre a 28ª região de saúde, no Vale do Rio Pardo, verificando a incidência de dengue, número de desaparecidos e óbitos dessa região”, comentou Bruna.

Ceura Beatriz de Souza Cunha trouxe relatos do Núcleo de Imunizações de Porto Alegre

No segundo andar do Centro de Convenções, acontecia a apresentação de trabalhos na modalidade oral. A técnica de enfermagem Ceura Beatriz de Souza Cunha compartilhou um relato de experiência da equipe do Núcleo de Imunizações de Porto Alegre durante a época das enchentes de maio de 2024. Ceura relembrou que devido a enxurrada, o Núcleo sofreu alagamentos e a equipe precisou se adaptar a situação, além de continuar o oferecimento de apoio social no setor de imunização. “Tínhamos que dar suporte ao município e, ao mesmo tempo, fazer a entrega das vacinas, fazer capacitações com a população e campanhas de vacinação, tendo em vista que na época o Ministério da Saúde buscou imunizar quem estava na linha de frente do desastre”, pontua. 

Congresso promoverá oficinas pós-evento

O Congresso encerrará o ciclo de conferências e mesas redondas nesta sexta-feira (30), mas o evento segue até sábado (31), com cursos e oficinas práticas sobre as temáticas abordadas. Demais informações sobre as oficinas podem ser encontradas na página oficial do ConBrasCC.

Mais detalhes sobre o primeiro dia do ConBrasCC podem ser conferidos na reportagem produzida pela Agência de Notícias.

 

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Vinícius Maeda, estudante de Jornalismo e estagiário na Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/05/30/um-ano-das-enchentes-a-importancia-do-monitoramento-continuo-da-meteorologia-da-ufsm Fri, 30 May 2025 12:14:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69321

Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou uma das maiores catástrofes climáticas de sua história. As enchentes afetaram 478 cidades, deixando mais de 600 mil pessoas desabrigadas, e mais de 180 mortes. No dia 1° de maio, Santa Maria foi registrada como a cidade com o maior volume de chuva no mundo, chegando a 214 milimetros em apenas 24 horas. 

Durante esse período, o curso de Meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em conjunto com a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades (REVOT), desempenhou um papel crucial na produção e disseminação de informações meteorológicas. Professores, estudantes, técnicos administrativos e voluntários colaboraram em uma força tarefa que atuou de maio até junho de 2024. O grupo se reunia diariamente para elaborar e fornecer boletins e previsões do tempo, auxiliando assim, as defesas civis da região central do estado a planejar suas ações. 

O professor Vagner Anabor, um dos coordenadores do Grupo de Modelagem Atmosférica da UFSM, lembra que as previsões meteorológicas apontavam acumulados de chuva entre 100 e 150 milímetros para a região central. Na manhã do desastre, já haviam sido registrados 30 milímetros — um sinal preocupante, considerando que esse volume representa quase um terço da média mensal da região. “Decidimos entrar em contato com a Reitoria. A UFSM, então, adotou providências para conter o fluxo de pessoas no campus, minimizando riscos. Pouco depois, estabelecemos um canal direto com a Defesa Civil regional”, relatou.

A partir desse contato, foi montado um Serviço Emergencial de Previsão do Tempo e Monitoramento de Fenômenos Severos, com atuação de professores, alunos da graduação e pós-graduação e integrantes da REVOT. Anabor destaca: “Nós monitoramos a intensidade da chuva nas barragens da região, os volumes acumulados mais críticos e também a possível intensificação ou enfraquecimento do sistema.” A equipe trabalhou de forma contínua por aproximadamente um mês, fornecendo boletins meteorológicos diários.

O professor de meteorologia e coordenador da REVOT, Ernani de Lima Nascimento, destacou que houve um esforço de organização interna para garantir a atuação coordenada entre o curso e os projetos de extensão: “Existia esse cuidado, pois essa ação junto à Defesa Civil era algo bem do curso de Meteorologia. E quando havia alguma sobreposição com o tipo de previsão do projeto REVOT, em um evento que era mais voltado ao granizo e vendaval, sempre tinha alguém do projeto que entrava naquele dia e dava sua contribuição. A ação foi mais ampla por conta da forma da demanda.” Ele também salientou a importância dessa atuação emergencial e impacto para os estudantes: “Esse foi um caso verdadeiramente operacional. Os alunos puderam colocar a mão na massa, participando de uma situação de crise e dando a sua contribuição para reduzir o impacto daquilo, então a gente percebia esse sentimento neles” afirmou.

[caption id="attachment_69323" align="alignleft" width="690"] Radar meteorológico da UFSM[/caption]

Os boletins meteorológicos eram emitidos diariamente, com um resumo dos ocorridos nas últimas 24 horas e uma previsão das próximas 72 horas. Além da análise contínua do volume de chuvas, o grupo monitorava as condições atmosféricas para identificar a possibilidade de vendavais e granizo — fenômenos que poderiam comprometer ações de resgate e provocar novos danos, como destelhamentos. A equipe também prestava suporte logístico às operações aéreas, emitindo previsões para o pouso seguro de aeronaves que transportavam mantimentos ao estado. “Auxiliamos equipes que transportaram quase 3 mil quilos de insumos. Esse apoio meteorológico foi essencial para garantir segurança nos voos em meio a condições climáticas adversas”, afirma Anabor.

Vagner Anabor, destacou também destacou a importância da utilização dos novos equipamentos e do investimento feito na área, com destaque para a instalação, em 2023, de um radar meteorológico de dupla banda X-Ka, fruto de um acordo com o Instituto de Física Atmosférica de Pequim e a Agência Espacial Chinesa. O radar permite o monitoramento detalhado de nuvens de tempestade em um raio de até 100 quilômetros. “Esse radar tem uma função muito específica: observar internamente as nuvens de tempestade. Ele é fundamental para fazermos observações de longo prazo e entender como as mudanças climáticas estão afetando as características dessas tempestades, especialmente no Rio Grande do Sul. Isso é essencial para compreender fenômenos extremos como os que vivenciamos em 2024”, enfatiza.

Monitoramento contínuo e preparação para o futuro

Atualmente, o projeto segue atuando na UFSM auxiliando com previsões. Em maio de 2025, Santa Maria passou por um novo episódio de chuvas intensas e o grupo novamente forneceu suporte através do trabalho desenvolvido. Em contato com a reitoria da UFSM, forneceu boletins desde as primeiras horas do dia, auxiliando na antecipação de riscos e decisões operacionais.

De acordo com o Meteorologista, Murilo Lopes, Santa Maria chegou a acumular 200 mililitros em um período de dois dias. “Estamos sempre atentos para estes cenários. O contato com a reitoria é direto, para que todas as decisões possam ser tomadas com antecedência, evitando que alguma situação mais grave ocorra no campus” , comentou. 

Murilo também apontou a relevância do conhecimento científico como ferramenta contra a ansiedade climática: “O conhecimento ajuda a preparar as pessoas. Se a pessoa não estiver capacitada ela vai ter uma certa temeridade em relação a fenômenos atmosféricos, e isso leva ao pânico, leva a ações ruins. Agora, se elas tiverem este conhecimento, elas vão saber como agir em uma situação extrema, então isso é super importante. Além de claro o conhecimento científico para além da universidade.”

Para ele, os eventos extremos dos últimos anos demonstram que as universidades têm não apenas o saber, mas também o potencial de oferecer respostas concretas à sociedade em momentos de crise. “A situação de 2024 envolveu toda a equipe da Meteorologia. Isso mostrou que temos capacidade de propor soluções e aplicar métodos que realmente funcionam. Se esses eventos se tornarem mais comuns, temos um modelo de atuação pronto para ser replicado”, concluiu.

O que é a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades? (REVOT)

A Rede Voluntária de Observadores de Tempestades (REVOT) é uma iniciativa do curso de Meteorologia da UFSM, criada em 2010. O projeto busca capacitar a comunidade, através de treinamentos, em que voluntários aprendem a observar as mudanças climáticas, sabendo antecipar situações de risco. Os treinamentos — presenciais e remotos — abordam desde conceitos básicos de meteorologia até técnicas de observação de nuvens, rajadas de vento e granizo.

Desde 2022, cerca de 200 pessoas já participaram das formações. As observações climáticas são registradas em um formulário online, que qualquer pessoa pode responder, porém, os cursos buscam, através dos treinamentos, garantir registros mais padronizados. 

A REVOT atua em parceria com a Cruz Vermelha Brasileira de Santa Maria, a Defesa Civil do estado de Santa Catarina, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas e com a  Organização Internacional de Emergências Terrestres, Aéreas e Marítimas do Brasil.

 

Texto: Ellen Schwade, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Design gráfico: Daniel De Carli
Foto: Ana Alicia Flores

Edição: Mariana Henriques

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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) se prepara para sediar o Congresso Brasileiro sobre Catástrofes Climáticas (ConBrasCC), que ocorrerá de 29 a 31 de maio. O evento reunirá especialistas, gestores e profissionais para discutir os impactos e as soluções relacionadas a enchentes e desmoronamentos, um ano após os desastres climáticos que atingiram o Rio Grande do Sul. As inscrições estão abertas até 29 de maio, pelo site www.conbrascc.com.br, com opções e valores diferenciados para participação presencial e online.

O congresso é organizado pela UFSM e pelo Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM-UFSM), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A expectativa é reunir cerca de mil participantes, fomentando discussões alinhadas à Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde. Segundo a gerente de Atenção à Saúde do HUSM e coordenadora do congresso, Tânia Magnago, “o ConBrasCC é uma iniciativa importante para discutir e encontrar soluções para os desafios impostos pelas catástrofes climáticas, promovendo a colaboração entre diferentes setores, níveis de governo e serviços de saúde. Todos os preparativos estão sendo realizados com muito carinho para receber cada participante”.

A conferência de abertura será conduzida pelo vice-presidente da Ebserh, Daniel Beltrammi, que abordará os desafios da gestão em saúde diante das mudanças climáticas. Gestores dos três hospitais universitários federais do Rio Grande do Sul, vinculados à estatal, também compartilharão suas experiências durante as enchentes de 2024. Entre os temas do congresso estão: gestão em saúde em situações de catástrofes climáticas, saúde mental em desastres, adaptação dos serviços às mudanças do clima, uso de inovação e tecnologia em emergências e comunicação para o combate à desinformação.

Complementando a programação, haverá a apresentação de 122 trabalhos acadêmicos resultantes de pesquisas, relatos, reflexões, revisões e/ou sistematizações de experiências exitosas. “Ficamos muito contentes com o quantitativo e, principalmente, com a qualidade dos trabalhos científicos submetidos. Os temas englobam diferentes áreas do conhecimento e expressam tanto as experiências e vivências dos participantes no enfrentamento da situação emergencial quanto o levantamento de evidências da literatura. As apresentações desses trabalhos serão uma importante oportunidade de networking e de compartilhamento de conhecimentos”, detalhou Tânia.

O ConBrasCC é um dos seis projetos aprovados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O objetivo é capacitar gestores e profissionais para enfrentar emergências climáticas e promover melhorias na saúde pública. Além disso, os valores arrecadados com as inscrições serão destinados ao Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul, fortalecendo ações solidárias.

 

Com informações da Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh

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Durante o Circuito 10º Festival Arquivo em Cartaz em Santa Maria, realizado no Centro de Convenções da UFSM, o Departamento de Arquivo Geral (DAG) exibiu um vídeo com a retrospectiva dos acontecimentos relacionados ao alagamento do arquivo permanente da universidade, ocorrido no final de abril de 2024.

Produzido a partir de registros audiovisuais captados pelos próprios servidores durante as ações de resgate, o vídeo apresenta as etapas vivenciadas no enfrentamento da emergência e na posterior criação do Espaço Transdisciplinar (TRANSDOC). O local foi concebido para promover a recuperação dos acervos danificados da UFSM e tem atuado também no apoio a outras instituições por meio de convênios e parcerias.

O TRANSDOC se destaca como um polo de inovação na área de recuperação documental e posiciona a UFSM como referência nacional e internacional nesse campo.

http://www.youtube.com/watch?v=W462LjnasBk&ab_channel=DAG_UFSMDepartamentodeArquivoGeraldaUFSM]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/05/09/ctnareconstrucao-relembre-os-projetos-do-ct-ufsm-em-resposta-as-enchentes-de-2024 Fri, 09 May 2025 11:07:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69026 Você se lembra do que estava fazendo há um ano atrás, quando o Rio Grande do Sul enfrentava a maior catástrofe climática desde 1941? As chuvas começaram no dia 27 de abril, ganharam força no dia 29 e assolaram o estado durante todo o mês de maio, em forma de enchentes e deslizamentos de terra. Segundo dados da Agência Gov, as inundações causaram danos em 484 dos 497 municípios gaúchos. Em 2024, o Rio Guaíba atingiu a marca de 5,37 metros acima do nível normal em Porto Alegre — 61 centímetros acima da marca da enchente histórica de 1941. Foram 184 vítimas fatais, além de 806 feridos e 25 pessoas até hoje desaparecidas.

Antes do pico registrado na capital gaúcha, Santa Maria foi a cidade com o maior volume de chuva no mundo no primeiro dia de maio, com cerca de 214 mm, de acordo com dados do site meteorológico Ogimet. O dado já era sentido na véspera na UFSM: no início da tarde de 30 de abril, diversos locais do campus foram tomados pela água, incluindo o subsolo da Reitoria — onde estava parte do arquivo permanente da instituição. O espaço ficou submerso com o rápido alagamento, e os documentos do Departamento de Arquivo Geral (DAG) seguem em processo de recuperação até hoje. No mesmo dia, as atividades acadêmicas foram suspensas e só retornaram em 20 de maio, focadas em ações de acolhimento e sem a aplicação de provas e trabalhos.

Na UFSM, foram diversas as iniciativas de apoio imediato à população e projetos de recuperação e prevenção a médio e longo prazo de áreas atingidas pela tragédia climática no RS.

Conserto de Eletrodomésticos

[caption id="attachment_69040" align="alignleft" width="500"] Mobilização reuniu diversos estudantes[/caption]

Foram semanas de chuvas intensas, cidades alagadas, famílias desabrigadas e estruturas públicas e privadas destruídas. Em meio a esse cenário, estudantes e professores do CT da UFSM se organizaram para oferecer apoio à população atingida. Uma das ações que se destacou nesse período foi a do IEEE Students Branch UFSM, organização estudantil formada por acadêmicos de Engenharia Elétrica, que colocou seu conhecimento técnico a serviço da comunidade.

A IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) é a maior sociedade profissional voltada aos engenheiros eletricistas no mundo, com atuação internacional e foco em conectar o meio acadêmico ao setor industrial. Para descentralizar sua gestão e ampliar a formação de estudantes, a organização mantém polos universitários, chamados de ramos estudantis. Na UFSM, o IEEE está presente desde 2016 e, além de integrar alunos interessados em engenharia elétrica e áreas afins, desenvolve atividades de pesquisa, extensão e formação profissional.

O principal objetivo do grupo é promover a profissionalização dos estudantes, oferecendo experiências que vão além da sala de aula, com a participação em projetos, eventos técnicos e iniciativas que aproximam os participantes do mercado de trabalho.

O grupo ofereceu assistência técnica gratuita para conserto de eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos danificados pelas águas (preferencialmente geladeiras, micro-ondas e lavadora de roupas).

O início de tudo: da indignação à ação

A ideia partiu de uma inquietação coletiva diante da tragédia. “A gente via nos noticiários e nos grupos de amigos o relato de muitas pessoas que tinham perdido não só suas casas, mas também os poucos eletrodomésticos que possuíam. Geladeiras, micro-ondas, ventiladores, máquinas de lavar, tudo que foi submerso pela água. E aí pensamos: a gente tem conhecimento técnico, ferramentas e vontade de ajudar, então por que não fazer isso?”, conta Antônio Brum Vieira, que na época era o presidente do IEEE Students Branch.

O grupo começou a se mobilizar no início de maio, período em que as aulas estavam suspensas. No domingo, o professor Cassiano Rech, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica, procurou os integrantes e questionou o que o ramo pretendia fazer. Na segunda-feira, 6 de maio, às 14h, mesmo sem energia elétrica e com sinal de internet instável, os estudantes realizaram uma reunião híbrida no campus. Durante o encontro, surgiu a ideia de usar os conhecimentos em eletroeletrônica e eletromecânica para ajudar a comunidade. Na terça-feira, 7, o grupo começou a se organizar e, na quarta-feira, 8, alinhou as ações e definiu os primeiros passos da iniciativa.

A partir dessas primeiras organizações, os integrantes se mobilizaram rapidamente para estruturar a ação. O hall do prédio 7 do CT foi ofertado como ponto de atendimento, por ser de fácil acesso e contar com a infraestrutura básica necessária. “A princípio, a gente começou de forma bem improvisada. Levamos algumas bancadas, ferramentas e fios, e fomos tentando organizar a triagem dos aparelhos que iam chegando”, relembra Maria Luiza Trevisan Kieling, integrante do projeto.

Organização e logística em meio ao caos

Para organizar o atendimento, o grupo criou um cadastro on-line, no qual as pessoas indicavam suas informações e qual equipamento precisava de manutenção. Essa medida ajudou a organizar a demanda e evitar aglomerações, considerando que o estado ainda enfrentava dificuldades com transporte e comunicação.

Outro desafio enfrentado foi a logística de materiais e peças. Com a falta de orçamento para peças específicas, o primeiro passo foi limpar os equipamentos. A obtenção de componentes para os reparos exigiu criatividade e solidariedade. “A gente começou limpando e torcendo para que funcionasse, depois contamos muito com as doações. Divulgamos uma chave Pix para arrecadar recursos e conseguimos apoio de colegas, professores e pessoas da comunidade”, explica Antônio Brum Vieira.

A atuação do grupo foi organizada em equipes, divididas entre a parte técnica, responsável pelos reparos dos equipamentos; o setor administrativo, que atendia telefonemas, respondia mensagens e realizava cadastros; e o time de campo, que buscava itens nas casas de quem não conseguia levá-los até o ponto de manutenção. Além disso, os estudantes contaram com o apoio da comunidade local, que ofereceu cursos de qualificação para o conserto de geladeiras, micro-ondas e máquinas de lavar. Profissionais da cidade, com anos de experiência, compartilharam técnicas e orientações fundamentais para o trabalho, ajudando na triagem de defeitos e fornecendo peças para os primeiros reparos. Esse envolvimento garantiu que o grupo pudesse atuar com segurança e eficiência, além de estabelecer uma rede de apoio para casos mais complexos.

Reparos: educação e segurança

[caption id="attachment_69039" align="alignright" width="377"] Grupo recebeu microscópio para conserto[/caption]

Enquanto realizavam os consertos, os voluntários perceberam que muitas pessoas não tinham orientação sobre como lidar com os eletrodomésticos após a enchente. Era comum que moradores tentassem religar os aparelhos logo depois que a água baixava, sem realizar qualquer tipo de limpeza ou avaliação técnica, o que aumentava o risco de acidentes e curtos-circuitos.

Por isso, o IEEE incorporou à iniciativa ações educativas, orientando os moradores sobre os cuidados necessários antes de utilizar novamente os equipamentos. “A gente explicava que era importante deixar secar, limpar bem, testar fora de casa antes de ligar na tomada. Muitos acidentes domésticos foram evitados só com essa conversa”, destaca Leonardo Felipe da Silva, atual presidente do projeto.

Embora o grupo tenha priorizado o recebimento de geladeiras, micro-ondas e máquinas de lavar – considerados itens essenciais para a rotina básica e de difícil reposição –, os voluntários acabaram recebendo todo tipo de equipamento. Entre os objetos estavam televisores, secadores de cabelo, lixas elétricas de unha, autoclaves e até microscópios. Um dos casos marcantes foi o de uma proprietária de salão de beleza, que perdeu todos os equipamentos na enchente e conseguiu recuperar quase tudo com a ajuda do grupo. Segundo os organizadores, praticamente qualquer aparelho que tivesse sido molhado foi levado até o ponto de coleta.

Impacto humano: solidariedade que vai além dos números

Embora o projeto tenha consertado dezenas de eletrodomésticos nas semanas que se seguiram, o presidente do IEEE Students Branch destaca que o maior resultado não pode ser contabilizado em números. “Cada geladeira que a gente consertava, cada micro-ondas que voltava a funcionar, era um pequeno passo para as famílias recomeçarem. Muitas vezes, mais do que o conserto em si, as pessoas precisavam de alguém que as escutasse, que se preocupasse com o que elas estavam passando”, reflete Leonardo Felipe da Silva.

Um dos momentos mais marcantes, segundo Antônio Brum Vieira, foi ver famílias emocionadas ao saber que seus aparelhos poderiam ter conserto gratuito. “Teve gente que veio chorando, dizendo que não tinha mais nada em casa, e só de saber que poderia recuperar pelo menos o fogão ou a geladeira, já se sentia um pouco mais aliviada”, relembra.

Além dos reparos realizados no campus, parte do grupo também foi até as localidades mais afetadas para atender quem não conseguia levar os equipamentos até o ponto de coleta. Nessas visitas, os voluntários se depararam com cenários devastadores, que lembravam zonas de guerra, com casas tomadas pelo barro e famílias tentando resgatar o que fosse possível. Em muitos casos, o atendimento ia além da assistência técnica e incluía apoio emocional. Um dos chamados aconteceu no Beco do Beijo, em Camobi, onde um senhor teve a casa completamente alagada. Em outra situação, na Nova Santa Marta, os voluntários insistiram em concluir o atendimento, mesmo sem transporte disponível, e retornaram satisfeitos por conseguirem ajudar.

Além disso, inúmeros pedidos de ajuda chegavam pelas redes sociais, com moradores enviando fotos e vídeos das perdas e, em meio ao desespero, pedindo auxílio. “A gente respondia com carinho. Foi algo muito importante, porque naquele momento as pessoas estavam pedindo socorro. Acho que foi a melhor coisa que a gente poderia ter feito, mesmo sem estar tão estruturado assim”, relatou Maria Luiza Trevisan Kieling.

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Bastidores de quem também sofreu

Apesar de estarem ajudando, alguns dos integrantes do projeto também foram afetados pelas enchentes. Estudantes perderam móveis, eletrodomésticos e viram suas casas invadidas pela água. Ainda assim, permaneceram na linha de frente, atendendo quem mais precisava.

“Tivemos integrantes que ficaram ilhados, que perderam coisas em casa, mas mesmo assim estavam ali, tentando ajudar. Isso fortaleceu muito nosso grupo e mostrou que, mesmo diante da dificuldade, a solidariedade fala mais alto”, comenta Antônio Brum Vieira.

Legado e novos planos

Os voluntários reconhecem que, embora o projeto não tenha sido o mais estruturado possível, ele foi suficiente para atender às necessidades daquele momento e serviu como impulso para outras iniciativas semelhantes. A ação realizada na UFSM inspirou universidades de diversas cidades, como Cachoeira do Sul, Porto Alegre e Caxias do Sul – e instituições como Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e Universidade de Caxias do Sul (UCS) –, que adotaram o modelo de organização e gestão criado de forma espontânea em Santa Maria.

“A gente começou antes de todo mundo, sem saber exatamente o que estava fazendo, só com a vontade de ajudar”, relembrou Leonardo Felipe da Silva. Segundo eles, o fato de já terem enfrentado os desafios iniciais ajudou as instituições que vieram depois a se organizarem com mais eficiência. O projeto também recebeu apoio e visibilidade de instituições de fora do estado, como a Universidade Federal da Bahia (UFBA), que compartilhou as ações nas redes sociais diariamente.

A mobilização deixou marcas importantes para o IEEE Students Branch. Além de consolidar o grupo como referência em ações de extensão e responsabilidade social, a iniciativa motivou a criação de um protocolo de atendimento emergencial para futuras situações de calamidade.

Com o encerramento do projeto emergencial das enchentes, surgiu a proposta de transformar a iniciativa em uma ação permanente, voltada a atender famílias de baixa renda. A ideia é oferecer, de forma contínua, um serviço de conserto de eletrodomésticos e equipamentos para pessoas que não têm condições de arcar com esse custo. O projeto será reestruturado em etapas, com uma equipe menor, mas mantendo o propósito social que marcou a atuação anterior. A proposta é seguir levando apoio e cuidado para quem mais precisa.

Universidade pública, gratuita e solidária

A ação do IEEE Students Branch UFSM reafirma o papel social da Universidade pública enquanto espaço de formação técnica, científica e humana. Em momentos de crise, projetos como esse mostram que o conhecimento produzido dentro da academia pode e deve ser colocado a serviço da sociedade. “A gente aprende na sala de aula a resolver problemas técnicos, mas essa experiência ensinou que o mais importante é resolver problemas de gente. Foi uma lição de solidariedade, empatia e compromisso social que vai ficar para sempre com a gente”, conclui Maria Luiza Trevisan Kieling.

Para os integrantes do projeto, devolver à comunidade parte do que recebem dentro da universidade sempre foi uma prioridade. Como espaço público mantido pela própria população, a UFSM pertence à comunidade, e retribuir esse apoio é, segundo os voluntários, não apenas uma obrigação, mas também um privilégio. A ação solidária durante as enchentes e os atendimentos posteriores mudaram a percepção de muitos estudantes sobre a realidade ao redor e reforçaram a importância de aproximar a instituição da vida das pessoas.

“Pouca gente sabe o que a gente faz aqui dentro da UFSM. E com esse projeto, conseguimos encurtar esse caminho e contribuir de verdade. Se parar pra pensar, a faculdade pública é mantida por essa mesma comunidade. Estar presente quando ela mais precisou foi o mínimo que poderíamos fazer”, destacou Antônio Brum Vieira. Para eles, a experiência transformou não só o senso de responsabilidade social, mas também a maneira de enxergar o papel da universidade em momentos de crise.

Na página do IEEE Branch UFSM no Instagram, o público pode conferir a prestação de contas e o balança final da campanha solidária.

Texto: Marina dos Santos, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.
Fotos: Arquivo Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM
Edição: Agência de Notícias

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/05/08/um-ano-apos-as-enchentes-no-rs-o-trabalho-de-recuperacao-de-arquivos-realizado-pelo-dag-ufsm Thu, 08 May 2025 11:54:19 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69016 No dia 30 de abril de 2024, o arquivo permanente da UFSM ficou completamente submerso devido às enchentes que acometeram o Rio Grande do Sul. O lago, que fica ao lado do prédio da Reitoria, transbordou e, por meio de uma rampa, a água conseguiu acessar o subsolo, onde se encontrava o arquivo permanente da Instituição. O arquivo continha 12 mil caixas de documentos históricos. O ocorrido precedeu o que viria a acontecer com mais de 100 arquivos e cerca de 238 mil caixas de documentos no estado. 

Na Universidade, a resposta do Departamento de Arquivo Geral (DAG) foi rápida e, imediatamente, uma operação de resgate foi iniciada para a retirada desses materiais com a participação de professores, técnico-administrativos em educação, militares e alunos voluntários. 

12 mil caixas de documentos passam por processo de recuperação

A documentação recuperada está sendo armazenada em lugares provisórios

Logo no início do processo, já foi estabelecido contato com o Arquivo Nacional para entender como melhor proceder naquela situação, e também foram registradas todas as ações efetuadas no começo de um longo processo de recuperação. A partir dos registros, o DAG criou a Operação Recupera Arquivo UFSM, uma página com o propósito de divulgar ações e métodos empregados na recuperação dos documentos danificados. E, em conjunto com o Arquivo Nacional, efetuaram duas publicações: uma instrução de Ações Iniciais e um Guia Rápido para o Resgate de Acervos Danificados por Água, que também serviram como auxílio para as instituições da região que tiveram seus acervos atingidos. 

Desde então, o trabalho de recuperação que está sendo feito na UFSM ganhou reconhecimento do Arquivo Nacional, e se tornou referência no Brasil. Foi assim que as ações do DAG ganharam visibilidade no país e diversos meios de comunicação nacionais e regionais vieram entender o que estava sendo feito para recuperar o acervo arquivístico. “Se tornar referência foi devido às pessoas e como agimos. Chocou muito a forma como foi feito. A gente agiu muito rápido e de forma correta. Eu digo assim, a gente seguiu os protocolos de resgate rapidamente e com muitos voluntários. As pessoas são muito conectadas e ajudam aqui na UFSM”, diz a arquivista do DAG Daiane Regina Segabinazzi Pradebon. O destaque na mídia foi um portal para mostrar a importância da preservação e recuperação dos acervos alagados. Com a evolução do trabalho, a UFSM transformou o desastre climático em inovação e criou o Espaço Transdoc

Espaço Transdoc

O Transdoc é a primeira estrutura no Brasil dedicada à recuperação emergencial de grandes volumes documentais atingidos por enchentes. Ele atua como HUB transdisciplinar, reunindo especialistas de diversas áreas (Arquivologia, Química, Farmácia, Engenharias, Biologia e Tecnologia da Informação) e desenvolve pesquisas visando criar técnicas inovadoras de recuperação documental em larga escala. O Espaço TransDoc é vinculado a dois projetos - um de desenvolvimento institucional, chamado “Preservação do Patrimônio Documental: Estratégias para Recuperação do Acervo Arquivístico da UFSM atingido por inundação”, e outro de pesquisa, denominado “Desafios e Estratégias na Recuperação de Documentos Arquivísticos Danificados Pelas Enchentes Ocorridas no RS”. 

O projeto de pesquisa é utilizado como meio de captação de recursos. E até o momento, são várias as fontes de financiamento: investimento institucional, Ministério da Educação, Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e Ministério da Gestão e Inovação via Arquivo Nacional. O projeto com a FINEP, por exemplo, permitiu a compra de parte dos recursos de materiais permanentes. A arquivista do DAG conta que os fomentos servem para aumentar o nível de pesquisa do laboratório: “A gente está para receber mais R$ 2 milhões da FINEP para equipamentos. Vamos receber scanners super potentes para digitalização. Aqueles do tipo planetário, para digitalizar plantas e mapas, porque recebemos todas as plantas das rodovias e pontes do estado para restaurar”. Inclusive, o programa segue na busca ativa por projetos e financiamentos para expandir cada vez mais a atuação. “Para a estrutura física, a gente vai tentar outros órgãos de fomento. Para conseguir um prédio, um local específico, não só para trabalhar nesse laboratório, mas também para estruturar o nosso acervo que agora não vai mais voltar para o mesmo lugar. Precisamos de um prédio também para nós”, relata Daiane. 

Como o DAG não conta com um prédio próprio, os arquivos recuperados são alocados em lugares provisórios. A documentação recuperada está sendo armazenada no prédio 48-D, da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), e uma parte também vai para um pavilhão do DAG, no Centro de Eventos, do Parque Tecnológico, onde fica o acervo da Administração Superior. Além disso, o Espaço Multiuso é utilizado na rotina diária de trabalho do projeto.

O fluxo de trabalho do Departamento de Arquivo Geral se dá em seis etapas:

  • Retirada do acervo
  • Triagem e estabilização do acervo
  • Limpeza e higienização
  • Secagem
  • Digitalização 
  • Novo acondicionamento
[caption id="attachment_69028" align="alignright" width="614"] Atrás do Espaço Multiuso encontram-se as câmaras frias e de secagem[/caption]

Ainda no início do processo, foi recebida a verba inicial da calamidade para materiais permanentes. “A gente já aproveitou esse valor e compramos quatro contêineres refrigerados, que foram instalados atrás do prédio (Espaço Multiuso).  Porque a locação que nós estávamos fazendo com parceiros aqui da cidade se tornaria muito custosa a longo prazo. Já as salas de secagem própria para acervos, conseguimos aqui da própria UFSM. Eram contêineres que estavam parados no Parque Tecnológico, não estavam sendo utilizados e foram readaptados para a gente usar aqui. Usamos os contêineres como câmaras apropriadas de secagem com adaptação de temperatura e umidade”, afirma Daiane sobre os recursos utilizados para aprimorar algumas fases do fluxo de recuperação. 

Até o momento, cerca de 20 mil arquivos já foram digitalizados, o que totaliza mais de 100 mil páginas, por exemplo. “A gente também está fazendo a digitalização para a consulta, porque esse acervo foi contaminado, está frágil. Queremos que tenha menos acesso possível ao arquivo físico”, explica a arquivista do DAG, quanto à estratégia de conservação dos acervos atingidos. Mas ela conta que o principal movimento de conservação é o controle do ambiente, da umidade e da temperatura no novo acondicionamento. Não se pode devolver o documento para uma sala em que o ambiente é úmido, porque mesmo que seja feita a desinfestação, ainda há resíduos que podem voltar a proliferar fungos e bactérias que ficaram nesses arquivos.

Daiane destaca que nenhum arquivo foi perdido, nem mesmo os que pareciam mais difíceis: “Todos estão sendo recuperados. Inclusive, os que ficaram meses em Porto Alegre, no mesmo lugar. O nosso a gente recuperou muito rápido, tirou da enchente muito rápido. Congelamos, então não está tão degradado, quase nem está. Você pega ele parece que nem foi molhado. Nem sujo, nem nada. Mas os de Porto Alegre são um desafio. Porque tem uns que parecem que voltaram a ser um bloco de madeira. Ficaram muito blocados. Mas, por incrível que pareça, ele ficou mais superficial e nas bordas, conforme tu vai limpando, dando banho, fazendo os procedimentos de recuperação, a gente consegue recuperar mesmo esses que, de cara, parece que não dá. Mas é possível”.

A previsão para o término do trabalho envolvendo o acervo institucional é de 5 anos. A arquivista explica que o tempo total cobre não só a parte de recuperação, e por isso essa quantia: "Tem a parte da reindexação do acervo, da organização do acervo. Então, imagina, 12 mil caixas levaram desde 1990, desde que existe o Departamento de Arquivo Geral, para serem organizadas. Não vai ser em 5 anos que a gente vai reorganizar essas 12 mil caixas. O trabalho de recuperação, propriamente dito, de secagem, pode demorar muito menos. Mas o que pode demorar mais é essa reorganização do acervo, é montar o quebra-cabeça de novo”.

Parceria com o Arquivo Nacional 

A UFSM lidera uma iniciativa de recuperação de acervos arquivísticos de órgãos federais, em conjunto com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e com a parceria do Arquivo Nacional. O projeto visa recuperar o patrimônio documental afetado pelas enchentes, e desenvolver métodos inovadores para a recuperação de documentos arquivísticos danificados por inundações em instituições do Rio Grande do Sul, e dessa maneira, estabelecer e disseminar padrões de excelência que possam ser replicados na recuperação de acervos. Os órgãos abarcados pelo projeto são: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Banco Central; Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit); Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério da Saúde (MS), Serviço Geológico do Brasil (SGB) e UFSM. 

Carteiras de trabalho são alguns dos documentos revitalizados no projeto

A organização do programa é a seguinte: a coordenação geral fica na UFSM e equipes da UFRGS e do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) trabalham em Porto Alegre - tudo sob orientação técnica do Arquivo Nacional e com as unidades atuando de maneira integrada. No total, são cerca de 142 pessoas na equipe do projeto, com 33 cursos envolvidos - 24 de graduação, sete de pós-graduação e dois técnicos. Incluindo Porto Alegre, o número de bolsistas atuantes é de 71. O financiamento do Arquivo Nacional veio a partir de recursos descentralizados, por meio de Termos de Execução Descentralizada (TEDs), que somam aproximadamente R$ 7 milhões. O recurso é administrado pela Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (FATEC) e é utilizado para a manutenção de pessoas e serviços que envolvem restauração - resgate, secagem, higienização e desinfestação. 

O prazo para os documentos serem recuperados varia de acordo com cada órgão, mas a data limite geral é até dezembro de 2026.  São mais de 36 mil caixas para recuperação e cerca de 2 mil já foram recuperadas, computando mais de 87 mil folhas. Para acompanhar em tempo real o trabalho realizado, foi desenvolvido um painel de monitoramento na página do TransDoc.  “Conforme vamos recuperando, a gente faz uma prestação de contas. Criamos um painel de monitoramento de acervos recuperados, no qual dá para consultar todos os órgãos que a gente está trabalhando e qual é o status de cada um. E não só o status, colocamos arquivo por arquivo, qual foi recuperado. Porque daí eles conseguem online, em tempo real, acessar. Eles já podem nos consultar, solicitar, qualquer coisa a gente digitaliza e manda, se ainda não está finalizado”, conta a arquivista Daiane Regina Segabinazzi Pradebon. E ela complementa: “aqui a gente tem a identificação do processo: qual a caixa, qual o maço, se tem manchas, se tem páginas faltando, páginas coladas, rasgadas, danos por ferrugem acidificado e volume danificado. Nada disso quer dizer que foi perdido, tudo é possível restaurar. Se eu quiser ver só o que tá em bom estado, aparece; bem como as caixas que não estão.

TransDoc - Berço de inovação

O TransDoc é sinônimo de transdisciplinaridade. É um laboratório com diversas áreas de conhecimento atuando em conjunto na recuperação dos acervos, não só de Santa Maria, mas também de outras regiões que foram afetadas. Ele prima pela pesquisa por soluções inovadoras, e atualmente são cerca de seis linhas de pesquisa que visam desenvolver protocolos padronizados e produtos, que contribuam na inovação do âmbito arquivístico de recuperação. Daiane explica que “é quase um programa com vários projetos. Mas, por enquanto, cada projeto anda com o TransDoc como uma espécie de mãe”.

[caption id="attachment_69030" align="alignleft" width="411"] Estudo utiliza baterias de vape apreendidos pela Receita Federal (Foto: Marina Brignol)[/caption]

A primeira linha estuda o desenvolvimento de equipamentos em impressora 3D, para evitar o custo de compra. A arquivista conta que um desses materiais foi feito com baterias de vape apreendidas pela Receita Federal: “Em vez de eu fazer a aplicação do produto, o quaternário de amônio, para desinfestação manual no documento, passando algodão, a gente bota o produto aqui dentro, fecha, e ele tem um motorzinho daqueles desumidificadores de ambiente, sabe? E o bolsista da pós desenvolveu tudo isso aqui, com as baterias de vape. A gente pediu para a Receita Federal a doação de vapes apreendidos. A Receita tem nos ajudado bastante. As impressoras 3D, eles também nos doaram. As seladoras nós vamos pedir pra eles. Muita coisa que é aprendida, que eles não usam, e que a gente pode usar aqui na recuperação do acervo, a gente está usando. Eles nos doam. E isso é em parceria com o Departamento de Tecnologia dos Alimentos, professores que também estão nos auxiliando”.

Existe também um estudo que envolve o material que vai ser descartado, com prazo de guarda para descartar. Porque do acervo que foi atingido no ano passado, uma parte estava prevista para ser eliminada. “A gente já tinha aqui embaixo, no permanente, uma salinha que era só para material que já estava pronto para eliminar. Já estava aprovado pelo Arquivo Nacional, é um processo padrão, pronto para ser mandado para a reciclagem. Só que foi atingido. Aí como não vamos recuperar , colocamos lá na Usina-Escola de Laticínios (Uni), para fazer uma espécie de degradação desse material com enzimas de celulase para que isso decante e vire álcool”, explica Daiane, que complementa afirmando ser muito caro mandar para uma empresa por fora e esse material que está lá, mais capas, caixas de papelão, e materiais do gênero não podem ir para um lixo normal, porque é considerado um lixo químico, ou seja, não pode ir para reciclagem. Ela continua "estamos estudando na própria usina mesmo. Mesmo com ela desativada, tem toda uma estrutura de laboratório lá. A gente aplicou, inclusive, um pouco desse dinheiro lá na usina para reformar. Então, uma parte a gente vai transformar esse acervo em álcool para reutilizar aqui no projeto, e o que sobrar, vai para compostagem. Dessa forma, o projeto pretende transformar papel que não pode ser usado, nem restaurado, para fazer um retorno sustentável". 

Quem disponibilizou a usina para estudos do Espaço TransDoc foi a Chefe do Departamento de Tecnologia e Ciências dos Alimentos (DTCA) da UFSM Cláudia Kaehler Sautter. “A professora é responsável por aquele espaço e foi uma grande parceira. Nos disponibilizou quando estava desativada para nós usarmos para levar esse material para lá. A gente está reestruturando para usar, também, para receber material que vai ficar armazenado de Porto Alegre. É bem grande, tem câmaras frias desativadas que a gente pode tentar usar após a reforma”, conta a arquivista. A usina está com um projeto para reforma e para instalação de energia elétrica com a Pró-Reitoria de Infraestrutura (PROINFRA) que ainda não foi iniciado. “Quando tiver luz, trabalhar em um outro espaço de laboratório, ainda com a parte mais suja lá, seria ótimo. Porque a gente dá o primeiro banho na documentação, que está bem suja, nesse espaço adaptado por enquanto. Não podemos trazer esse material totalmente imundo pra cá (Espaço Multiuso)”.

Ainda relacionado a essa pesquisa, há um estudo vinculado para a testagem de porcentagens de produtos. “Quanto por cento de um produto químico que a gente vai usar aqui mata de fungo e bactéria no papel? Porque têm estudos sobre químicos e outros materiais, mas no papel, não são muitos estudos e testes ainda. Então, todos esses testes a gente está fazendo: de porcentagem, quantidade, quanto que mata, se ele vai degradar o papel ou não. Porque não é qualquer um que a gente pode usar. Estudos com os químicos, com os produtos e com o que vai acontecer depois que isso estiver limpo e seco”, comenta Daiane quanto ao pioneirismo em pesquisar reações de químicos no papel. 

Uma outra pesquisa que o Espaço TransDoc tem a intenção de fazer é um mapa dos acervos alagados do estado. “Queremos fazer para os órgãos que a gente está recebendo, e vários outros também, um mapa para saber quais são as áreas de risco, onde tem acervo. Lá em Porto Alegre foi feito um mapa, mas não inclui os arquivos. A gente quer incluí-los e mandar o plano ao governo, para eles publicarem quais são as áreas que têm arquivo e estão em risco. Porque o acervo é um patrimônio público. E se ele não for salvo, não for respeitado, isso é crime. Queremos pressionar, ‘olha, eles têm valor, esses arquivos não podem ficar aqui, estão em descaso com o acervo’”, argumenta Daiane, frisando que os arquivos não podem voltar para o mesmo local. Muitos dos órgãos com os quais eles trabalham, não têm onde colocar. Ela finaliza: “se não vier uma coisa de cima para baixo, vai voltar para o mesmo local’.

Mais uma etapa que estão estudando, são formas mais inovadoras de acondicionamento. “Como esse material foi afetado, ele ficou mais cheinho, né? Ele aumentou de volume. E aí o espaço vai aumentar. Pensamos que uma das formas de conservação desse acervo seria o selamento a vácuo. Ou seja, eu vou empacotar esses acervos secos, vou digitalizar para a consulta, e no seco eu vou fazer o vácuo. Eu vou prensar ele dentro de uma folha apropriada e passar em seladoras”, comenta a arquivista do DAG. Além de diminuir de tamanho até mais do que era antes, o processo vai até reduzir o espaço de armazenamento que, inclusive, não vai estar em contato com o ambiente. Ela completa: “Como muitos dos fungos são aeróbicos, eles dependem de oxigênio para proliferar misturado com a umidade do ambiente. Se eu não tiver nem um nem outro, ele vai estar totalmente seguro dentro do vácuo”.

Arquivo em Cartaz

O Departamento de Arquivo Geral está organizando um evento que faz parte da programação do Arquivo Nacional. Será no dia 19 de maio, no Centro de Convenções, às 16 horas. O evento vai prestar homenagem aos voluntários, com direito a exposições fotográficas de um ano da enchente. A arquivista do DAG Daiane Regina Segabinazzi Pradebon ressalta a importância da cerimônia como ferramenta para relembrar o que aconteceu e também para pensar em como proceder nas possíveis recorrências de desastres climáticos. “O futuro, os desafios agora são para entender como fazer para que isso não aconteça de novo. É uma gestão de risco, de crise. Ter um plano de contingência. Onde esses arquivos devem voltar? De que forma? Qual é o mais correto? É um desafio que a gente ainda vai enfrentar e que ainda está trazendo desafios. O que se fala mais é em desastres climáticos e em tentar trazer soluções inovadoras e práticas para esse tipo de evento. Como que se trabalha para isso não acontecer novamente, qual a melhor forma? E trazer isso de uma forma que seja prática e que outras pessoas consigam fazer também. Para que consigam replicar”, salienta Daiane.

Texto: Marina Brignol, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Paulo Baraúna, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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O Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Erosão e Hidrologia de Superfície (GIPEHS) da UFSM promoverá, no dia 15 de abril, um evento especial em comemoração ao Dia da Conservação do Solo e da Água. A programação inclui palestras no período da manhã e uma tarde de campo na Bacia do Rio Guarda Mor, proporcionando uma experiência prática sobre a importância da conservação dos recursos naturais.

Manhã: As atividades terão início às 07h40 no Auditório do Centro de Ciências Rurais (CCR) - Prédio 42, UFSM, onde especialistas discutirão estratégias para a conservação do solo e da água, abordando desafios e soluções para a sustentabilidade ambiental.

Tarde: A partir das 13h, os participantes seguirão para a Bacia do Rio Guarda Mor, onde serão realizadas atividades de campo, permitindo a observação de práticas de manejo sustentável e análise das condições ambientais da região.

O evento tem o apoio do Departamento de Solos e do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Solo da UFSM. As vagas são limitadas. Interessados podem se inscrever gratuitamente até o dia 10 de abril clicando aqui.

O evento representa uma oportunidade única para estudantes, pesquisadores e profissionais da área aprofundarem seus conhecimentos teóricos e práticos sobre a preservação dos recursos hídricos e do solo, fundamentais para a manutenção dos ecossistemas e da produção agrícola sustentável.

A programação completa pode ser visualizada clicando aqui.

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O Grupo de Estudos em Pedometria (GEPED) da UFSM realiza, nesta sexta-feira, um dia de pesquisa de campo com coleta de dados sobre a infiltração de água em uma lavoura com solos pedregosos no município de Ivorá, RS.

A atividade tem como objetivo avaliar o comportamento da infiltração da água em áreas agrícolas e os dados coletados serão utilizados para escolher o manejo do solo e estratégias para otimizar o uso da água na região.

A pesquisa conta com a participação de estudantes e do professor Fabrício Pedron do GEPED, que realizam medições utilizando infiltrômetros e outros instrumentos específicos para análise da taxa de infiltração, permitindo uma melhor compreensão dos processos hidrológicos nesses tipos de solos.

O estudo faz parte das iniciativas do GEPED/UFSM para aprimorar o conhecimento sobre o manejo sustentável dos recursos hídricos no meio rural, contribuindo para práticas agrícolas mais eficientes e resilientes às variações climáticas.

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Na última sexta-feira (14), o professor Gustavo Brunetto, do Departamento de Solos da UFSM, participou do evento RS Resiliência & Sustentabilidade - Seminário Científico, realizado no Salão de Atos da UFRGS, em Porto Alegre.

O professor Gustavo Brunetto foi expressivamente aplaudido pelo público presente ao apresentar sua contribuição ao projeto, trazendo não apenas o conhecimento técnico construído ao longo dos anos, mas também experiências práticas atuais que reforçam a importância da ciência aplicada na reconstrução e sustentabilidade do estado. Sua participação destacou a relevância do trabalho desenvolvido pela UFSM, consolidando a instituição como um polo de referência em estudos sobre solos e sobre sustentabilidade.

O evento é fruto do projeto RS: Resiliência & Sustentabilidade, promovido por meio de um acordo de cooperação entre a Secretaria Extraordinária de Reconstrução do RS, do Governo Federal, e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, com apoio da Open Society Foundations. O projeto resultou na publicação de artigos desenvolvidos por pesquisadores de universidades federais do Rio Grande do Sul, sendo os conteúdos de relevância perante a crise climática.

A participação do professor Gustavo Brunetto reforça a relevância da UFSM no cenário acadêmico e científico do estado, contribuindo para soluções sustentáveis e resiliência ambiental em um momento crucial para o Rio Grande do Sul.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2025/02/06/oportunidade-de-pos-doutorado-gipehs-seleciona-pesquisador-para-projeto-sobre-conservacao-do-solo-e-adaptacao-as-mudancas-climaticas Thu, 06 Feb 2025 13:53:51 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=11150 [caption id="attachment_11151" align="alignright" width="384"] Monitoramento realizado pelo GIPEHS de evento de chuva na Bacia Hidrográfica do Rio Guarda Mor em junho de 2021[/caption]

O Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Erosão e Hidrologia de Superfície (GIPEHS) está selecionando pesquisador(a) para participar do Projeto “Estratégias de conservação de solo e de água em bacias rurais para a adaptação dos sistemas produtivos às mudanças climáticas”. O estudo é financiado pela FAPERGS por intermédio do EDITAL FAPERGS 06/2024 - PROGRAMA DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO VOLTADO A DESASTRES CLIMÁTICOS.

O projeto será desenvolvido na região central do RS pelo Laboratório de Pesquisa em Erosão e Hidrologia de superfície da UFSM, com a participação do IFF 55BET Pro São Vicente, UERGS 55BET Pro Cachoeira do Sul, UFFS 55BET Pro Cerro Largo, EMBRAPA Trigo, e EMATER/RS-ASCAR e bacia experimental do rio Guarda Mor, sob a supervisão do professor Jean Minella (CCR/UFSM).

A pesquisa envolve conhecimentos em Conservação do Solo e da Água, Extensão Rural, Monitoramento e Modelagem Ambiental. Caso tenha interesse, envie o seu currículo e uma carta de motivação para o e-mail: jean.minella@55bet-pro.com, até 12 de fevereiro de 2025. As entrevistas serão realizadas pela plataforma Google Meet nos dias 13 e 14 de fevereiro, conforme disponibilidade dos candidatos e dos avaliadores. As notas do currículo e da entrevista terão o mesmo peso.

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O sétimo Fórum de Direitos Humanos teve como tema principal a discussão acerca da crise climática. Para contribuir com o debate, estiveram presentes na Mesa Redonda o jornalista, professor e especialista em segurança pública Marcos Rolim, e a advogada e professora de Direito Janaína Soares Schorr.

Percepções e análises dos convidados

Durante suas falas, ambos os profissionais destacaram a importância de discutir o impacto das ações humanas no futuro do meio ambiente. “As mudanças climáticas são um tema central no mundo inteiro e vão sempre atingir de forma mais rápida e violenta as pessoas mais fragilizadas socialmente. Então, é preciso repensar a luta pelos direitos humanos diante das emergências climáticas e pensar nas populações mais fragilizadas como sendo aquelas que devem merecer os cuidados emergenciais”, comentou o ativista Marcos Rolim, que propôs a reflexão sobre “Políticas públicas com base em evidências: Caminhos para a superação do negacionismo”.

A professora Janaína trouxe uma perspectiva sobre “Agenda 2030: um olhar necessário sobre o planeta e os direitos humanos”. Durante sua apresentação, ela possibilitou uma análise sobre como as pessoas devem agir em relação ao meio ambiente para que seja possível alcançar um planeta sustentável para as próximas gerações.

O coordenador de Desenvolvimento Regional e Cidadania, Victor de Carli Lopes, foi um dos responsáveis pela organização do evento, que já está em sua sétima edição. Ele destacou que esta é uma oportunidade para discutir assuntos relacionados aos direitos dos cidadãos junto a personalidades importantes, outras universidades e instituições, além de proporcionar interação com a comunidade.


Texto: Myreya Antunes, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração– PRE

Revisão: Valéria Luzardo, Subdivisão de Divulgação e Editoração – PRE.

Imagens: Myreya Antunes

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/07/mostra-audiovisual-internacional Mon, 07 Oct 2024 11:58:45 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67093

Cartaz escuro vertical sobre a mostra de audiovisual. Em destaque o nome da mostra "Proyectar el cambio" e 10 de outobroA Mostra Audiovisual Internacional "Proyectar el Cambio" será realizada no miniauditório do Centro de Artes e Letras (CAL), na sala 1203, nesta quinta-feira (10), às 14h30. Essa é a segunda edição da exposição itinerante, composta por 17 peças audiovisuais de artistas da Espanha, do México e da Colômbia. Entre os destaques esta a cineasta ecofeminista espanhola Mariola Olcina Alvarado, diretora do curta Tierra Firme

"Proyectar el cambio" tem como objetivo provocar a reflexão sobre os desafios colocados pela crise ecossocial e a necessidade de mudança de visão de mundo para o enfrentamento desses problemas. As produções têm formatos e narrativas variadas, como vídeos documentais, ativistas, performativos, ensaios audiovisuais, curtas de animação e poemas visuais. 

A mostra surgiu a partir de uma oficina de criação audiovisual seguida de um concurso para seleção das obras na Universidade Politécnica de Valência (UPV). A exposição foi inaugurada na Casa Encendida, de Madri, e já passou por outros lugares da Espanha, como Tenerife e Valência, e por outros países, como México e País de Gales.

No Brasil, a UFSM foi escolhida em função de uma parceria que a instituição mantém com a UPV. A professor Helga Corrêa, do Departamento de Artes Visuais, atuou como docente visitante naquela universidade espanhola por meio do programa Capes PrInt.

Durante a abertura da mostra itinerante em Santa Maria, os curadores espanhóis Lorena Mattalía e José Albelda, ambos da UPV, participarão de diálogo online. A entrada é gratuita.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/09/17/laboratorio-da-ufsm-tem-aumento-na-demanda-por-mudas-para-areas-degradadas-pelas-chuvas Tue, 17 Sep 2024 11:27:53 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66844 [caption id="attachment_66845" align="alignright" width="602"]foto colorida horizontal de duas moças agachadas em meio a um viveiro de mudas, uma delas mede uma planta com uma régua e outra anota em uma planilha Júlia e Maria Luiza estão entre os bolsistas que têm auxiliado nas atividades[/caption]

As chuvas torrenciais de maio devastaram grandes extensões de áreas ribeirinhas a cursos d'água. Não é preciso sair do 55BET Pro Sede da UFSM para constatar o estrago deixado pelas enxurradas. Em toda a região, não foi diferente. São quilômetros e quilômetros de áreas a serem recuperadas. Desta forma, tem aumentado a demanda por mudas junto ao Laboratório de Silvicultura (LABSILVI) e Viveiro Florestal da UFSM. Porém, não há mudas suficientes. E o processo de produção pode levar até dois anos.

A professora Maristela Machado Araújo, do Departamento de Ciências Florestais, explica que, para o reflorestamento de áreas degradadas pelas chuvas, são indicadas mudas de espécies arbóreas e arbustivas florestais, em especial as reófitas, que são adaptadas à condição de fluxo rápido da água em beiras de rios. Só que a produção destas mudas é complexa e demorada. E por isso, é pouco comum, principalmente em viveiros comerciais - daí o aumento da demanda ao LABSILVI.

A dificuldade inicial está na coleta de propágulos e sementes a partir de árvores matrizes selecionadas, um trabalho árduo que é feito por Maristela e por alunos da Engenharia Florestal na beira de rios e córregos. "As reófitas têm uma semente raríssima. Muitas vezes temos que nos apoiar nas árvores ribeirinhas para a coleta de materiais", relata.

A partir disso, já com os propágulos no LABSILVI, têm início as fases de produção (enraizamento ou germinação), de crescimento e rustificação da muda (prática de transição entre o viveiro e plantio). É um trabalho que demanda mão de obra e recursos para insumos (substratos, fertilizantes, fitoreguladores, recipientes, entre outros) e equipamentos (sopradores, mesas suspensas). As estufas, recentemente danificadas por ventos fortes, também carecem de reparos.

[caption id="attachment_66846" align="alignleft" width="603"]foto colorida horizontal com 3 corredores de mudas, cada um deles com plantas em diferentes estágios de crescimento, de pequenos caules até plantas já crescidas Mudas produzidas recentemente foram destinadas a demandas no 55BET Pro Sede[/caption]

A professora estima que, na região, sejam necessárias atualmente milhares de mudas de dezenas de espécies, as quais apresentam comportamento diferente em relação ao crescimento, demanda hídrica, nutricional e lumínica, além das diferentes técnicas necessárias para sua obtenção. Uma vez enraizadas, as reófitas são espécies que formam abundante sistema radicular e ramos flexíveis, se espalhando e estabilizando os taludes das margens com maior flutuação das águas fluviais.

Atualmente, o LABSILVI está com os estoques de mudas praticamente zerados, especialmente de reófitas. As mudas produzidas recentemente foram destinadas a demandas da Pró-Reitoria de Infraestrutura (PROINFRA). A intenção é contribuir com as iniciativas do projeto “Engenharia natural: recomposição da vegetação ciliar, otimização hidráulica e controle de erosão nas áreas afetadas pelos eventos meteorológicos extremos no Rio Grande do Sul”, vinculado ao Comitê de Apoio para Eventos Extremos e Emergências (CARE) da UFSM.

Maristela acredita ser necessária a realização de cursos de capacitação de produtores sobre produção de mudas e formação de pequenos viveiros florestais, visando ampliar o suprimento de mudas de qualidade utilizadas em práticas de restauração de áreas. O ideal seria que os próprios produtores se apropriassem das tecnologias e, em suas propriedades, multiplicassem plantas para restabelecer áreas.

Preparação para início de reflorestamento

Maristela explica que a produção de mudas representa o início de um reflorestamento com objetivo comercial ou ambiental. Cada planta deve apresentar qualidade genética, física, fisiológica e sanitária, sendo capaz de se estabelecer no campo sem os cuidados recebidos no viveiro (que é um "berçário" para a semente germinar e ter seu desenvolvimento inicial). Desse modo, cada pequena planta produzida no viveiro somente existe porque houve planejamento e ações, desde a coleta do material utilizado na propagação, semeio e, posteriormente, o manejo, cujo tempo varia de oito a 24 meses, dependendo do porte da muda e da espécie.

Daí a importância de um trabalho profissional e bem executado, como desenvolvido no LABSILVI. Localizado próximo à várzea, no 55BET Pro Sede, o laboratório e viveiro conta atualmente com área de produção de mudas, local para equipamentos e insumos e espaço didático para capacitação teórica e prática. O trabalho é conduzido por professores, oito alunos de graduação, dois de mestrado e três de doutorado.

[caption id="attachment_66847" align="alignright" width="511"]foto colorida horizontal de pessoas, aparecendo somente braços e joelhos agachados, medindo plantas e anotando em planilha Produção de mudas envolve várias etapas e pode levar até 24 meses[/caption]

A importância do trabalho de acadêmicos

Além da mão de obra e de recursos disponíveis, são cada vez mais necessárias pesquisas relacionadas ao acesso aos propágulos, armazenamento, à conservação e multiplicação de plantas. Enfim, estudos que otimizem a produção de mudas, especialmente de espécies reófitas. É nisso que pesquisadores e acadêmicos de graduação e pós-graduação em Engenharia Florestal do Centro de Ciências Rurais (CCR) estão empenhados. Alguns alunos, por exemplo, têm ajudado tanto nas coletas na beira de cursos d´água quanto no trabalho no viveiro.

Júlia Luiza Stahl, mestranda, e Maria Luiza Bertanha, graduanda em Engenharia Florestal, estão entre os bolsistas que acompanham os processos com as mudas nos espaços do LABSILVI. "É muito importante para nós esta prática, porque proporciona experiência profissional ao mesmo tempo em que aplica ensino, pesquisa e extensão", comenta Júlia.

Texto e fotos: Ricardo Bonfanti, jornalista da Agência de Notícias

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/08/06/projeto-da-ufsm-visa-estabelecer-um-sistema-de-alerta-eficaz-para-riscos-climaticos Tue, 06 Aug 2024 12:07:21 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66465 [caption id="attachment_66488" align="alignright" width="795"]foto horizontal colorida com um grupo de pessoas em frente a uma casinha branca com grandes antenas tipo parabólicas em cima, em um campo aberto em dia de sol Pesquisadores na estação meteorológica da UFSM[/caption]

Em resposta às devastadoras enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul, o Comitê de Apoio para Eventos Extremos e Emergências (CARE) da UFSM foi criado com a missão de implementar iniciativas e projetos voltados para a gestão de eventos extremos e emergências. Um dos destaques dessa atuação é o Projeto Integrado de Monitoramento e Previsão Climática, Hidrológica e Geotécnica, que visa estabelecer um sistema de alerta eficaz para riscos climáticos.

Através da combinação de modernos sistemas de monitoramento e modelos meteorológicos, hidrológicos e geotécnicos, o projeto tem como objetivo prever os impactos de fenômenos climáticos extremos em pequenas bacias hidrográficas, buscando mitigar os efeitos devastadores dessas situações sobre as comunidades afetadas.

Atualmente, a UFSM conta com sistemas computacionais de alto desempenho que, de acordo com o coordenador principal do projeto, Vagner Anabor, precisam ser aprimorados, além de estações científicas de observação meteorológica. No entanto, é necessário ampliar esses recursos para que se possa ter um monitoramento equivalente em nível regional. Há previsão de aquisição de novas estações meteorológicas para o projeto.

O projeto conta com três coordenadores: Vagner Anabor, do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia da UFSM, lidera a coordenação principal; a parte de Geotecnia é supervisionada pelo professor do Departamento de Engenharia Civil Magnos Baroni; e a parte hidrológica está sob a responsabilidade do professor Daniel Allasia, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil. 

Rede de monitoramento

“A proposta consiste em desenvolver uma rede de monitoramento meteorológico e hidrológico de alta resolução em pequenas bacias, ou seja, em bacias hidrográficas como a do Rio Soturno e rios da Quarta Colônia”, afirma Anabor. Segundo ele, essas áreas geralmente não são mapeadas nem monitoradas pelos sistemas hidrológicos nacionais, que priorizam grandes bacias. O Rio Soturno será monitorado pelo projeto, assim como os principais rios da Quarta Colônia.

Além de prever chuvas intensas, o projeto também permitirá prever condições de tempestades severas que produzem granizo, danos por ventos, e funcionará como sistema de monitoramento contínuo. De acordo com o professor, essas informações são fundamentais para o desenvolvimento regional, sobretudo de atividades relacionadas à agricultura, uma vez que podem ser usadas para um planejamento agrícola e previsões de secas.

O projeto começa com o monitoramento meteorológico e hidrológico, que fornece uma base de comparação com as previsões meteorológicas de chuvas de até sete dias. Essas previsões e os dados observados ajudam a prever quais serão os volumes de chuva. Então, essas informações entram no modelo hidrológico, que transforma os dados em nível de rio, velocidade da água, mancha de inundação e outras variáveis.

Da mesma forma, esses conhecimentos também são importantes para a parte de geotecnia, uma vez que as informações sobre chuvas são fundamentais para a estabilização de terrenos e encostas, permitindo se prever o impacto das chuvas tanto nos rios quanto na possibilidade de deslizamentos.

Informações para a Defesa Civil e comunidade

O projeto, com duração de dois anos, disponibilizará os dados coletados às comunidades por meio de um aplicativo e redes sociais. Como ainda está em fase de implementação, existe a previsão de instalação de sistemas e, posteriormente, a integração dos dados e a divulgação dessas informações via aplicativo. Esses serviços deverão estar disponíveis também para a Defesa Civil, órgão responsável por um conjunto de ações preventivas, de socorro, assistenciais e reconstrutivas, destinadas a evitar ou minimizar desastres naturais e acidentes tecnológicos, preservar a moral da população e restabelecer a normalidade social. Anabor enfatiza que o papel do projeto é informar a população para sua própria proteção, mas, sobretudo, amparar o trabalho da Defesa Civil.

O projeto está na fase de obtenção de recursos, por meio de contatos com prefeituras. Após o período de dois anos, o sistema deverá estar estruturado e poderá ser assumido de forma cooperativa com outras parcerias públicas ou privadas.

Texto: João Pedro Sousa, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Artes gráficas: Daniel Michelon De Carli, designer
Foto: Arquivo pessoal

Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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Programa de Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social e Reurbanização de Assentamentos Humanos Precários da UFSM, vinculado ao curso de Arquitetura e Urbanismo, promove nesta quarta-feira (31) o 9° Diálogo Temático ATHIS/REURB, com o tema "Uma Santa Maria resiliente às mudanças climáticas: impactos e possíveis cenários". Será a partir das 14h, no auditório do CAU, prédio 9F do 55BET Pro Sede. A programação pode ser conferida na imagem ao lado.

O evento tem por objetivo provocar reflexões sobre o tema e, se for do interesse dos participantes, dar início a um processo de construção de um projeto colaborativo entre os poderes públicos municipais, a UFSM e a sociedade civil organizada de Santa Maria.

A inscrição é aberta a todos os interessados na temática.

Programação

14h: Abertura | Acadêmica de Arq. e Urb. Lara Leites Schibulski 

14h10min: Defesa Civil e mudanças climáticas |  Bel. Adão Claiton de Souza Lemos Ex-coordenador Municipal de Proteção de Defesa Civil 

14h25min: Espacialização das áreas de risco em Santa Maria | Acadêmicas de Arq. e Urb. Elisa Procopio Brito e Luísa Xavier Pairé

14h35min: Plano municipal de redução de riscos (PMRR - Santa Maria/RS) | Profª. Drª. Geol. Andrea Valli Nummer

14h50min - Escorregamentos de encostas: um problema a ser enfrentado |  Prof. Dr. Eng. Civil Rinaldo Jose Barbosa Pinheiro

15h05min - Integrando soluções baseadas na  natureza (sbn) ao planejamento urbano para redução de inundação e alagamentos |  Profª. Drª. Engª. Civil Rutineia Tassi

15h20min - Estratégias de resiliência urbana para Santa Maria  |  Prof. Dr. Arq. e Urb. Edson Luiz Bortoluzzi da Silva

15h35min - Reflexões e encerramento

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2024/07/29/irga-e-ufsm-promovem-simposio-sobre-impacto-das-enchentes-nas-areas-de-arroz Mon, 29 Jul 2024 15:19:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=10270 [caption id="attachment_10271" align="alignleft" width="544"] Da esquerda para a direita, autoridades da mesa de abertura: Flávia Tomita - representante do IRGA, professor Alessandro Dal'Col Lúcio - diretor do CCR e professora Martha Adaime - vice Reitora da UFSM[/caption]

Inicia hoje (29), o evento organizado pelo Irga e pela Universidade Federal de Santa Maria, que é o simpósio “Impacto das enchentes: propostas de recuperação e a próxima safra”. O evento ocorrerá no auditório do Centro de Ciências Rurais da UFSM. As palestras são abertas ao público e as inscrições podem ser feitas clicando aqui.

O primeiro dia do evento está disponível clicando aqui.

“Após os eventos climáticos severos que atingiram o Rio Grande do Sul, no final de abril e maio deste ano, a região Central do Estado, caracterizada por intensiva atividade orizicola, foi fortemente impactada pelas enchentes. Diante dessa situação, estamos organizando esse simpósio. Considerando a importância científica e técnica desse evento para a cadeia orizícola, convidamos a todos para participar”, comenta a diretora técnica do instituto, Flávia Tomita. 

Confira a programação:

DIA 29/07

  • 13h30 – Abertura: com o reitor da UFSM, Luciano Schuch, e o presidente do Irga, Rodrigo Machado
  • 14h/14h45 – Palestra de Abertura: Como o El Niño de 2023/2024 impactou o RS, e o que esperar para a próxima safra? Com Dra. Jossana Cera (Irga)
  • 14h45/15h – Discussão

PAINEL 1: DIAGNÓSTICO DE IMPACTOS E AÇÕES EM ANDAMENTO

  • 15h/15h40 – Palestra 1: Diagnóstico dos impactos causados pelas enchentes em áreas arrozeiras. Com Luiz Fernando Siqueira (Irga)
  • 15h40/16h10 – Palestra 2: Proposta da sequência das ações no processo de recuperação das áreas atingidas. Com Adalton Siqueira (engenheiro agronômo) e Sanderlei Pereira (engenheiro agronômo)
  • 16h10/16h40 – Palestra 3: O que o produtor pode fazer e no que é necessário ajuda? Com Jair Buske (produtor rural)
  • 16h40/17h – Discussão: Moderador Alan Kochenborg (engenheiro agronômo)

PAINEL 2 - AÇÕES PARA RECUPERAÇÃO DO SOLO PARA AS ÁREAS ATINGIDAS PELAS ENCHENTES

  • 17h20/17h50 – Palestra 1: Práticas para recuperação do solo. Com Dr. Ibanor Anghinoni (Irga)
  • 17h50/18h20 – Palestra 2: Manejo da biologia do solo para apressar a recuperação. Com Dra. Emanuele Junges (IF Farroupilha)
  • 18h20/18h40 – Discussão: Moderador Dr. Filipe Selau Carlos (UFPel) 

DIA 30/07

PAINEL 3 - AÇÕES ESTRUTURANTES PARA UMA ATIVIDADE AGRÍCOLA MAIS RESILIENTE

  • 8h30/9h – Palestra 1: Uma visão macro da bacia do Jacuí: origem e consequências das enchentes. Com Dr. Anderson Ruhoff (IPH - UFRGS)
  • 9h/9h30 – Palestra 2: Serviços agroecossistêmicos nas propriedades de terras baixas: áreas de amortecimento (efeito esponja) para prevenção de enchentes. Com Dr. Fernando Meirelles (IPH - UFRGS)
  • 9h30/10h – Palestra 3: Planejamento conservacionista de água e solo em bacias hidrográficas, visando o controle de enchentes de processos erosivos. Com Dr. Jean Minella (UFSM)
  • 10h/10h30 – Discussão: Moderador Enio Coelho (Irga)
  • 11h/11h45 – Palestra: Segurança jurídica nas atividades de reconstrução. Com Marcelo Camardelli Rosa (secretário de Estado Adjunto do Meio Ambiente e Infraestrutura)

PAINEL 4 - NOVAS TECNOLOGIAS PARA CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS EM ARROZ IRRIGADO: APRENDIZADOS E ORIENTAÇÕES PARA A PRÓXIMA SAFRA

  • 13h45/14h35 – Palestra 1: Manejo de resistências de plantas daninhas em sistemas de produção com arroz. Com Dr. Aldo Merotto (UFRGS)
  • 14h35/14h55 – Basf - Sistema ProvísiaTM
  • 14h55/15h15 – RiceTec - Sistema Max-AceTM
  • 15h15/15h45 – Discussão: Moderador MSc. Carlos Mariot (Irga)
  • 15h45/16h30 – Palestra: Agronegócio Brasileiro: Economia, Preservação Ambiental e Impacto Social. Antônio da Luz (economista chefe da Farsul)
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/07/25/ciclo-de-palestras-clima-e-sociedade-divulga-pesquisas-e-arrecada-recursos-para-o-rs Thu, 25 Jul 2024 11:32:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66380

Mobilizados pela necessidade imperativa de contribuir para a reconstrução do RS, devastado pelas enxurradas de abril e maio deste ano, professores do Departamento de Filosofia da UFSM, com o apoio da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (Anpof), tiraram do campo das ideias e transformaram em projeto de extensão acadêmica e acessível a todos o ciclo de palestras beneficente online Clima e Sociedade.

Desde 15 de junho até 15 de setembro, mais de 60 palestrantes das ciências humanas, naturais, líder comunitários, políticos e de povos originários integram a programação de modo voluntário, com a intenção de compartilhar suas pesquisas, conhecimentos e saberes ancestrais que, de alguma maneira, se relacionam com os eventos climáticos extremos que têm acontecido em diferentes pontos do planeta. 

Entre os convidados que já palestraram estão o filósofo de Harvard Michael Sandel, o ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro, a líder comunitária Negra Jaque e a filósofa Márcia Tiburi. Também confirmaram participação a física e recém-eleita reitora da UFRGS Márcia Barbosa, o Lama Padma Samten (9 de agosto, 19h) e a filósofa Katiúscia Ribeiro (7 de setembro, 19h).

Neste primeiro momento, todas as palestras são disponibilizadas ao vivo, na plataforma, mediante aquisição do pacote completo, com mais de 60 encontros, ou das trilhas, segmentadas conforme as semanas em que ocorrem as transmissões. A próxima etapa do projeto será disponibilizar os conteúdos de maneira avulsa, em data a ser definida.   

O ciclo é composto por 13 trilhas, que podem ser adquiridas individualmente, a R$ 75,00, ou em formato combo, por R$ 650,00. Todo o valor líquido arrecadado com as vendas dos ingressos será destinado a projetos de assistência a comunidades atingidas pelas cheias do RS. O processo será auditado. 

Coordenadora da iniciativa, a professora Mitieli Seixas da Silva, do Departamento de Filosofia da UFSM, explica que o curso Clima e Sociedade se tornou um projeto de extensão a partir da necessidade de institucionalizá-lo. “Percebemos que estávamos diante de algo muito grandioso para ficar restrito a um grupo pequeno de pessoas e que a melhor maneira de mobilizarmos a comunidade filosófica em nível nacional era tornar o curso uma iniciativa da UFSM. Acreditamos que a UFSM agiu muito rápido em resposta à crise climática que se abateu sobre o RS e que, enquanto curso de Filosofia, também queríamos contribuir com a onda de solidariedade, promovendo formação de excelência para uma comunidade mais ampla, o que foi possível pelo apoio da Anpof, através da criação da plataforma, mas também ajudando aquelas pessoas e comunidades que ficaram mais vulneráveis ainda depois da crise através da campanha de arrecadação”, detalha Mitieli. 

O apoio institucional é do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) e Pró-Reitoria de Extensão da UFSM, programas de pós-graduação em Filosofia da UFPel, UFRGS, UCS, PUCRS, UFSM, Unisinos, Programa de Pós-Graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens (PPGEHL) da UFN e do IFRS

Próximas palestras previstas (Trilha 7):

  • 27 de julho, 19h - Alexandre Araújo Costa (Física/UECE): “Aceleração do aquecimento global e eventos extremos”;
  • 28 de julho, 19h - Rualdo Menegat (Paleontologia/UFRGS): “O desastre hidrogeoclimático no RS: como chegamos até aqui?”;
  • 29 de julho, 19h - Solange Binoto Fagan (Nanotecnologia/UFN): “A Nano(Ciência) frente aos desafios ambientais”;
  • 30 de julho, 19h - Douglas Jacinto da Rosa (Antropologia e Gestão Ambiental/Sesai): “Retomadas, Clima e Bem-viver: Perspectivas Kaingang”;
  • 1º de agosto, 19h - Michael Marder (Filosofia, Universidade do País Basco): “The Fabrication of Nature: From the Veil of Isis to Mechanical Wonder” ("A fabricação da natureza: do véu de Ísis à maravilha mecânica", em tradução livre).

Inscrições e mais informações pelo link.

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[caption id="attachment_66374" align="alignright" width="485"]foto colorida quadrada mostra em detalhe dois vasos transparentes pendurados em um galho de árvore, dentro deles há algo que se assemelha a palha de ninho de pássaros "Tillandsia usneoides" está sendo utilizada como biomonitor[/caption]

O Centro de Apoio a Ações Integradas para Garantia do Consumo Seguro de Alimentos e Conservação do Meio Ambiente (SAMA) da UFSM, apoiado pelo Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (LARP), iniciou nesta semana a sua participação em uma pesquisa relacionada ao monitoramento da qualidade do ar no Rio Grande do Sul após as enchentes. Este estudo é coordenado pelo Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e conta com a colaboração da Fiocruz, FURG, IF-RS campus Caxias do Sul e da UFSM para sua execução.

Para realizar esse monitoramento, os pesquisadores estão utilizando um biomonitor. Para os cientistas, um biomonitor pode ser qualquer ser vivo (vegetal ou animal) utilizado para avaliar a qualidade ambiental do local escolhido. Os biomonitores são usados em estudos de ecologia e toxicologia ambiental para avaliar a qualidade da água, do ar, do solo e outros componentes do meio ambiente.

No estudo que começou a ser desenvolvido, a Tillandsia usneoides, mais conhecida como “barba de velho” ou “barba de pau”, está sendo utilizada como biomonitor da qualidade do ar. A pesquisa está sendo realizada com a participação de pesquisadores voluntários e em escolas públicas e privadas de 15 cidades do RS (Porto Alegre, Cachoeirinha, Gravataí, Eldorado do Sul, Caxias do Sul, Santa Maria, São João do Polêsine, Itaara, Rio Grande, Pelotas, Lajeado, Estrela, Bom Retiro do Sul, Taquari e Venâncio Aires). Em todos esses locais, os amostradores com o biomonitor foram instalados em áreas externas, ficando expostos por 15 e 45 dias. Após estes períodos, os biomonitores serão recolhidos e enviados à UFRJ para avaliar a poeira e metais fazendo uso de diferentes técnicas de análise.

Essa mesma pesquisa já foi realizada pela equipe do Instituto de Biofísica da UFRJ anteriormente, na cidade de Brumadinho (MG), para monitorar a qualidade do ar após o acidente ambiental que ocorreu naquela cidade em janeiro de 2019. Os resultados das análises permitiram aos pesquisadores observar um aumento de casos de doenças respiratórias e cardiovasculares na região de Brumadinho após a tragédia ambiental.

Mais informações sobre a pesquisa no Instagram do SAMA

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/07/24/ufsm-promove-acoes-do-reconstrucao-rs-em-comunidade-quilombola-do-rincao-dos-martimianos Wed, 24 Jul 2024 12:47:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66366 [caption id="attachment_66367" align="alignleft" width="600"] Estudantes da UFSM ajudaram em plantio de horta comunitária[/caption]

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) desenvolveu no mês de julho, ações para apoiar a reconstrução e o desenvolvimento sustentável da comunidade quilombola do Rincão dos Martimianos, em Restinga Seca (RS). As atividades fazem parte do programa UFSM Solidária e Cidadã e integram a chamada humanitária “Reconstrução RS”, criada para auxiliar municípios e comunidades atingidas pelo desastre climático no Rio Grande do Sul.

As equipes multidisciplinares passaram dois dias no território quilombola, onde moram 54 famílias em uma área de 98 hectares. As ações de apoio possuem três frentes principais: saúde e assistência básica, agricultura e alimentação e infraestrutura. Como parte das atividades, professores e estudantes do Colégio Politécnico da UFSM ajudaram no plantio de uma horta comunitária, levaram orientações sobre saúde sexual e reprodutiva, além de realizarem testes rápidos de saúde com membros da comunidade. As equipes foram coordenadas pelos professores Guilherme Emanuel Weiss Pinheiro e Cindy Menezes Silva.

Também nesta etapa, o professor do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM), José Abílio Freitas, fez um levantamento das demandas da comunidade relacionadas à infraestrutura elétrica das casas e instalações. O objetivo foi levantar informações para uma próxima visita, junto com estudantes, para realizar as reformas e melhorias necessárias na infraestrutura da comunidade. Participaram também da visita estudantes de cursos de graduação e pós-graduação de áreas como Direito, Economia, Relações Internacionais e Serviço Social.

De acordo com o coordenador de cidadania daPró-Reitoria de Extensão da UFSM (PRE), Victor Lopes, a Universidade possui um histórico de cooperação com os quilombolas do Rincão dos Martimianos. Por isso, após o desastre dos meses de abril e maio, uma visita foi realizada em junho para compreender os impactos das fortes chuvas no território e ouvir demandas da comunidade, o que levou à construção dos planos de trabalho que estão sendo executados.

“Essas comunidades sempre estiveram em uma situação de vulnerabilidade, então, a participação da Universidade na construção sustentável e cidadã, junto a essas pessoas, sempre foi fundamental. Agora, depois do desastre socio-climático, torna-se ainda mais importante fazer nossas ações e uma extensão de fato, atravessando os muros acadêmicos”, afirma Victor Lopes.

Recepção da comunidade

[caption id="attachment_66368" align="alignright" width="600"] Participantes realizaram oficina sobre aproveitamento integral dos alimentos[/caption]

Presidente da Associação da Comunidade Quilombola Rincão dos Martimianos, Clédis Resende de Souza destaca o desejo de estabelecer cada vez mais parcerias para desenvolver a agricultura familiar no território, uma demanda antiga pelo resgate das tradições e pela sustentabilidade. “A comunidade tem esse anseio de ter autonomia produtiva, de desenvolver algumas culturas e resgatar nossa ancestralidade”, comenta a líder comunitária.

Todas as ações realizadas pela UFSM foram desenvolvidas a partir das demandas e do diálogo com as lideranças da comunidade. Assim como Clédis, a vice-presidente da Associação, Teresinha Aparecida Lopes Paim, conta sobre os desafios de cuidar da terra e voltar a produzir, após sofrer os impactos das enchentes, que trouxeram graves consequências para o solo e prejudicaram o cultivo de certos alimentos como mandioca, batata e arroz. “Essa articulação com a Universidade é muito boa para reivindicar direitos”, complementa Teresinha.

Outras ações e parcerias

Em conjunto com as ações desenvolvidas pela UFSM no Rincão dos Martimianos, a Emater RS/Ascar e diferentes secretarias municipais de Restinga Seca estiveram no território. Equipes do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Programa Primeira Infância Melhor (PIM) e da Unidade Básica de Saúde (UBS) fizeram palestras e tiraram dúvidas da comunidade. Já as equipes da Emater-RS ajudaram no plantio da horta e promoveram oficinas de aproveitamento integral de alimentos, além de coletar amostras do solo para análise e estimular o cultivo de plantas medicinais.

Saiba mais sobre a chamada humanitária “Reconstrução RS”

Com informações e fotos da Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/07/23/projeto-da-ufsm-foca-na-engenharia-natural-para-recuperar-areas-degradadas-pelas-chuvas Tue, 23 Jul 2024 11:19:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66353 [caption id="attachment_66360" align="alignright" width="671"]imagem colorida horizontal mostra, em três linhas horizontais, a evolução de uma área, na imagem de cima, seca e sem vegetação; na imagem do meio, já com bastante verde; e na foto de baixo, mato já consolidado. Amostra de intervenção realizada pela equipe da UFSM no Rio Pardinho, em Santa Cruz do Sul, em parceria com a Corsan[/caption]

Os eventos climáticos extremos deste ano causaram danos significativos nas áreas ribeirinhas de rios e córregos na região e em outras áreas do Rio Grande do Sul, sendo necessárias ações para mitigar os impactos ambientais e preparar a vegetação ciliar para eventos futuros. Alinhado à proposta da UFSM de desenvolver projetos relacionados ao enfrentamento da crise climática, por meio do Comitê de Apoio para Eventos Extremos e Emergências (CARE), surge o projeto "Engenharia natural: recomposição da vegetação ciliar, otimização hidráulica e controle de erosão nas áreas afetadas pelos eventos meteorológicos extremos no Rio Grande do Sul”.

O coordenador do projeto, Fabricio Sutili, professor do Departamento de Ciências Florestais, explica que a ideia surgiu após as enchentes de abril e maio. A partir de experiências anteriores da UFSM, ele afirma que é possível desenvolver projetos de engenharia natural específicos para revegetar e estabilizar áreas afetadas pelas enchentes.

A engenharia natural utiliza técnicas vegetativas, também chamadas de biotécnicas, para controle da erosão do solo, estabilização de margens fluviais e, até certo ponto, a estabilização de encostas e taludes. Integrando ecologia, biologia e engenharia, a engenharia natural emprega plantas, solo e materiais inertes para criar estruturas sustentáveis e resilientes. Estas soluções são consideradas eficazes e proporcionam um método natural e duradouro para a preservação ambiental e recuperação de áreas degradadas.

Ações serão realizadas durante dois anos

Diversas ações estão previstas para serem desenvolvidas até setembro de 2026. A começar pela elaboração de projetos para a recuperação de áreas afetadas, por meio de levantamentos de dados e topografia, e posterior seleção das técnicas adequadas para cada situação, resultando na elaboração de projetos. Inicialmente, deverão ser contempladas áreas afetadas no 55BET Pro Sede da UFSM e na região de abrangência do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável (Condesus) da Quarta Colônia.

Outro objetivo é o treinamento de pessoal para a produção de mudas de espécies nativas ripárias não comuns em viveiros comerciais. Espécies nativas ripárias são plantas que crescem naturalmente nas margens dos rios e córregos. Elas estabilizam o solo, reduzem a erosão, protegem as áreas agrícolas adjacentes, melhoram a qualidade da água e fornecem habitats para a fauna local. "Neste projeto, damos atenção especial às plantas reófilas, um subgrupo de ripárias que são as mais eficazes na estabilização fluvial e oferecem os melhores resultados hidráulicos durante eventos climáticos extremos", explica Sutili, ressaltando que serão utilizadas exclusivamente espécies nativas. Um outro projeto, focado na produção destas mudas na UFSM e complementar a esta iniciativa, também deverá ser executado por meio do CARE.

Serão oferecidos dois tipos de cursos: capacitação na elaboração, acompanhamento e implantação de projetos de engenharia natural e cursos sobre a produção de mudas de espécies reófilas nativas, um conhecimento ainda pouco difundido entre viveiristas e profissionais da área. As capacitações começarão no segundo semestre deste ano, com datas específicas a serem divulgadas em breve.

O projeto conta atualmente com a parceria de prefeituras do Condesus Quarta Colônia e da Emater. "Temos a intenção de ampliar essa colaboração durante a fase de treinamentos para incluir outros órgãos governamentais, entidades de classe e empresas de engenharia e consultoria ambiental", afirma Sutili.

Equipe com experiência

Além do professor Sutili, responsável pelo planejamento estratégico e supervisão técnica, a equipe técnica do projeto é composta por Rita S. Souza, especialista em técnicas de engenharia natural, responsável pela seleção de espécies vegetais e técnicas de plantio, elaboração dos projetos e treinamentos técnicos, e Junior Dewes, coordenador de campo, responsável pela implementação das ações e coletas de informações, elaboração dos projetos e treinamentos técnicos.

A equipe tem experiência em projetos de engenharia natural, com capacidade técnica em restauração ecológica e controle de erosão em ambientes fluviais, por meio de projetos já implementados no estado e em outras regiões do país. "A UFSM é pioneira e referência nacional nessa área", afirma Sutili. Alguns dos projetos já executados foram em parceria com empresas como Petrobras, Transpetro e Corsan.

Iniciativa multidisciplinar

Além de professores e acadêmicos da Engenharia Florestal, o projeto tem potencial para incluir outros cursos no futuro. Inclusive há a intenção de incluir temas ligados à engenharia natural nos currículos de graduação e pós-graduação da UFSM, capacitando os futuros profissionais e pesquisadores. "A combinação de conhecimentos em ecologia, engenharia e gestão ambiental torna o projeto atrativo para profissionais com diferentes formações", observa o coordenador.

Sutili destaca a urgência na recuperação rápida e sustentável dos ecossistemas afetados, e acredita que a iniciativa será fundamental para isso, aumentando a resiliência tanto ecológica como hidráulica das margens, reduzindo, com isso, a vulnerabilidade das áreas a eventuais futuros eventos climáticos extremos. 

Ele também destaca a importância do vínculo com o CARE/UFSM, que proporciona uma estrutura de apoio e colaboração. "O CARE facilita o diálogo entre os professores e diversas fontes de financiamento. Além disso, serve como um aval oficial da Reitoria, o que confere credibilidade e segurança às iniciativas, potencializando o sucesso e a obtenção de recursos", afirma.

A Agência de Desenvolvimento de Santa Maria (ADESM) e o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável (Condesus) da Quarta Colônia são algumas das entidades que estão articulando em busca de financiamento para os projetos do CARE/UFSM.

Artes gráficas: Daniel Michelon De Carli/Agência de Notícias

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Uma ação de extensão da UFSM está levando checagens de fatos sobre a crise climática no Rio Grande do Sul a emissoras de rádio, com a série "Verdade ou Mentira?". A iniciativa faz parte de uma força-tarefa da Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD) e é vinculada ao programa "UFSM Solidária e Cidadã", que reúne as ações voltadas à reconstrução do Estado após as enchentes. O projeto tem a parceria da AletheiaFact.org - movimento para a democratização da checagem de fatos no país - e da Rede de Rádios Universitárias do Brasil (Rrubra) - que reúne 31 emissoras e 18 webrádios ligadas a universidades, 19 projetos ou núcleos de produção e 30 pesquisadores.

Até o início de julho, haviam sido produzidas e enviadas para veiculação mais de 20 edições da série, composta por programetes de dois minutos que esclarecem o que é fato ou boato sobre as enchentes que atingiram o RS no mês de maio. Já foram desmentidos boatos sobre uma lista falsa com nomes de crianças que estariam sozinhas em um abrigo, fake news sobre caminhões impedidos de transportar doações, informações enganosas sobre corpos boiando, além de confirmações de conteúdos que são verdadeiros.

O conteúdo é selecionado a partir de checagens feitas pelas principais agências de fact checking do país, passa por uma adaptação para a linguagem radiofônica, é roteirizado, gravado e distribuído às emissoras. A ação já conta com a parceria de 13 rádios - comunitárias, públicas e comerciais – em oito municípios gaúchos: Santa Maria, Restinga Seca, Faxinal do Soturno, São Pedro, Itaara, Frederico Westphalen, Erval Seco, Taquaruçu e Caiçara. Os programetes também podem ser ouvidos no canal do projeto no Spotify.

A ação é realizada pelos projetos Observatório de Comunicação Pública (OBCOMP/UFSM-FW), Mão na Mídia (UFSM-FW), Desinformação no Ecossistema Midiático (UFSM/SM) e Plataformização do Som (UFSM/SM). Além dos professores coordenadores dos projetos e colaboradores, a ação conta estudantes bolsistas de extensão e voluntários.

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O reitor Luciano Schuch e representantes do Comitê de Apoio para Eventos Extremos e Emergências (CARE) da UFSM participaram da reunião com o vice-governador do Estado, Gabriel Souza, sobre o Plano Rio Grande para reconstrução, adaptação e resiliência em desastres climáticos, como a enchente de maio. O encontro ocorreu na quinta-feira (11) à tarde, na Câmara de Vereadores de Restinga Sêca. A UFSM já apresentou nove propostas de projetos para a reconstrução do estado, nas áreas de ciências rurais, engenharia e meteorologia.

Antes do início dos trabalhos da Câmara Temática, o coordenador do CARE, Júlio César Cossio Rodriguez, e pesquisadores do comitê se reuniram com o secretário-executivo do Plano Rio Grande, Paulo Salerno, para falar sobre as propostas que já foram submetidas para análise do governo com a explicação dos pesquisadores envolvidos em cada projeto. Ao todo, a iniciativa já possui 19 projetos para prevenção, mitigação e recuperação de emergências climáticas que podem ser encontradas em sua página

Em sua fala, o reitor destacou a importância de a região ser considerada não só em relação as suas demandas, mas também na proposição de soluções e como um destino de investimento para projetos que muitas vezes ficam restritos à capital e região metropolitana. O objetivo institucional da Universidade é auxiliar na promoção de políticas de desenvolvimento sustentável que possam se tornar referência em âmbito nacional e também mundial, como no caso dos Geoparques da Quarta Colônia e Caçapava do Sul, reconhecidos pela Unesco.

[caption id="attachment_66270" align="alignleft" width="549"]foto colorida horizontal de um homem em pé com um telão claro Coordenador do CARE, Júlio César Cossio Rodriguez[/caption]

Dos 12 projetos apresentados para o comitê científico do Plano Rio Grande, nove foram apresentados pela UFSM. “Esse número mostra a capacidade da nossa Universidade para colaborar junto ao poder público em diferentes áreas, como o monitoramento meteorológico, hidrologia, agricultura e na preservação e recuperação dos biomas”, afirmou.

Como destacado por Rodriguez, os projetos dos pesquisadores do CARE são pesquisas desenvolvidas há anos na Universidade e têm resultados comprovados, o que destaca a capacidade da Universidade de contribuir de forma ativa na reconstrução e melhorias do estado através do seu conhecimento técnico. 

Durante a reunião, o executivo estadual apresentou as análises da extensão dos danos do desastre climático à economia do estado, com previsão de prejuízos de R$ 5 a R$ 10 bilhões somente neste ano com perdas na arrecadação do ICMS. De acordo com as projeções apresentadas, em um cenário de rápida recuperação econômica até 2027, o Estado deve deixar de arrecadar mais de R$ 120 bilhões. Caso a recuperação seja mais lenta, o prejuízo pode passar dos R$ 300 bilhões no mesmo período.

Texto e fotos: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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A UFSM promove no próximo final de semana, durante a Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop), o seminário “Mudanças climáticas e os desafios na reconstrução de sistemas alimentares sustentáveis”. O objetivo é discutir ações que estimulem a agricultura familiar, a agricultura urbana e periurbana, a agricultura praticada pelos povos tradicionais, indígenas e quilombolas para garantir a segurança alimentar sustentável, especialmente após emergência climática que acometeu o Rio Grande do Sul.

A abertura do seminário será na sexta-feira (12), às 14h, no palco principal da Feicoop, no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, com a presença do ministro-chefe da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, e do Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Também irão compor a mesa oficial o reitor da UFSM, Luciano Schuch, o pró-reitor de Extensão da UFSM e moderador da abertura, Flavi Ferreira Lisboa Filho, e a professora Rita Inês Paetzhold Pauli, organizadora do seminário.

Após a abertura oficial, o seminário terá continuidade no domingo, das 8h30 às 11h30, no Lonão Autogestão. Estarão em discussão os temas "agricultura urbana e periurbana sustentável, qualidades nutricionais dos alimentos, hortas comunitárias, prisionais e escolares".

O evento será aberto ao público, sem necessidade de inscrição prévia.

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