UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 21 Apr 2026 18:29:15 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/03/21/coordenadora-do-curso-participa-de-treinamento-em-conferencia-internacional-da-uniao-europeia-e-fgv Sun, 22 Mar 2026 00:24:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1008

A professora Luciana Carvalho, coordenadora do curso de Jornalismo da UFSM - 55BET Pro Santa Maria e líder do Grupo de Pesquisa Desinfomídia (UFSM/CNPq), participou de um treinamento sobre ‘Manipulação e Interferência Estrangeira da Informação’, realizado de 17 a 19 de março, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em Brasília. 

Representantes da SECOM da Presidência, Nina Santos, e da AGU, Marcelo Almeida, abriram a conferência com o painel “O impacto da Inteligência Artificial e Tecnologias Emergentes no Processo Democrático”. Imagem: FGV COMUNICAÇÃO.

O curso integrou a programação da conferência internacional ‘Desinformação, Soberania e Democracia na Era da Inteligência Artificial’, realizada pela Delegação da União Europeia no Brasil e pela Escola de Comunicação da FGV, em parceria com a Debunk.org - think tank com sede na Lituânia focada em detectar e desmascarar campanhas de desinformação online. O treinamento foi ministrado por analistas da Debunk e pesquisadores da FGV a jornalistas, fact-checkers, pesquisadores, universidades e ONGs de várias regiões brasileiras. 


Professora Luciana Carvalho, do curso de Jornalismo da UFSM, com jornalistas e pesquisadores de todo o Brasil que participaram de treinamento na FGV Brasília durante evento da União Europeia. Imagem: FGV COMUNICAÇÃO.

Para a docente da UFSM, foi uma oportunidade de atualização sobre como identificar e enfrentar campanhas de desinformação que são promovidas por agentes externos visando atacar nossa democracia. “Foi um privilégio estar nesse curso e conhecer uma modalidade de desinformação que ainda não tinha estudado, sobretudo ter acesso a um conhecimento especializado que poderá ampliar a atuação do Desinfomídia. Além disso, foram dias de ótima convivência com colegas incríveis e de muito networking”, afirmou a professora Luciana.


O segundo painel da conferência abordou “Desafios da desinformação e interferência estrangeira no Brasil e na América Latina”, com a participação de Marcela Ríos Tobar (diretora para América Latina e Caribe do International IDEA) e Patricia Campos Mello (jornalista da Folha de São Paulo). A moderação foi de Beatriz Farrugia, analista sênior da Debunk.org.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/2025/03/14/educacao-midiatica-comunicadores-populares-combater-desinformacao-climatica Fri, 14 Mar 2025 17:15:10 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/?p=284 Quando as chuvas torrenciais transbordaram a Sanga da Restinga em 29 de abril de 2024, o município de Restinga Seca, no Rio Grande do Sul, sofreu alagamentos em casas, estabelecimentos comerciais e sociais. Localizada na região da Quarta Colônia e próxima a Santa Maria, a cidade foi uma das primeiras a ser atingida pelas enchentes de maio de 2024. Um dos locais alagados foi a Rádio Integração, em que Norton Ávila trabalha como jornalista. 


Além dos problemas imediatos, como a perda de bens materiais, mantimentos, abrigo e acesso a algumas localidades, a comunicação foi outro elemento afetado. A queda de energia elétrica prejudicou o sinal transmitido pelas torres de internet e, consequentemente, a possibilidade das pessoas se informarem pela televisão e mesmo por redes sociais. Neste momento, as ondas sonoras se tornaram essenciais. “O rádio era praticamente o único meio de comunicação aqui, ainda mais para o pessoal do interior”, relata Norton. Na ausência de luz, o rádio a pilha virou aliado. Na época, a UFSM integrou uma campanha liderada pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), que arrecadou pilhas e rádios para distribuição na região.

Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de um urso polar branco, que sorri em meio às mudanças climáticas. O urso usa um chapéu marrom, e está sentado em um bloco de gelo que derrete. Ao redor dele, focos de incêndio, e uma xícara de café sobre uma mesa redonda marrom. Ao lado esquerdo do urso, um balão de fala com o texto 'Tá tudo bem'. O bloco de gelo está no meio do mar, azul, que se estende no infinito. Na parte superior da imagem, nuvens em tom cinza escuro, e três raios que caem na direção do mar.

Em voga no debate sobre o cenário das mudanças climáticas, a desinformação também ganhou contornos reais durante o acontecimento. Norton conta que surgiram informações desencontradas que se potencializaram pelo compartilhamento em redes sociais e, com isso, acabaram por desinformar. “Qualquer coisa, pequena que fosse, devido ao tamanho da tragédia virava uma grande informação que muitas vezes não se confirmava, que não era verdade”, relembra.

Desinformação climática

Neste cenário, o fenômeno é nomeado como desinformação climática. Para a professora e pesquisadora Laura Storch, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM, a noção do conceito é complexa porque parte de um debate mais amplo, da desinformação e letramento comunicacional e digital, mas também compreende questões emergenciais sobre o clima. “Envolve tanto o conhecimento científico sobre as mudanças climáticas e sobre as transformações que a vida humana no planeta tem gerado para os sistemas ecológicos, mas também um conjunto de informações e desinformações vinculadas ao modo como as mudanças climáticas afetam as populações”, destaca Laura.

 

As desinformações podem ser classificadas em dois níveis, de acordo com Laura. O primeiro é o que valoriza o absurdo, cujas postagens envolvem teorias da conspiração, como as que dizem que as mudanças climáticas não existem. “E tem desinformações que são muito pelo modo como o próprio conhecimento científico é produzido, que no contexto de uma sociedade muito complexa se torna difícil de popularizar”, cita Laura. Para a pesquisadora, a ideia da divergência no pensamento científico contribui para a criação de questionamentos. “Esse tipo de dúvida que a ciência coloca é muito difícil de ser explicada em um contexto popular, e vai gerar um conjunto de ideias que podem alimentar as desinformações mais catastróficas, como o debate se existe aquecimento global”, explica.

 

Segundo Laura, a desinformação climática é perigosa de maneira palpável. “Ela também é capaz de gerar morte, de gerar perdas, de gerar destruição, porque ela é capaz de operar com o descaso, com a desorganização das comunidades. Ela é capaz de desarticular ações que já estavam em andamento”, expõe. A problemática é cívica, social e política, e afeta, inclusive, a democracia, porque ela depende também da participação e da confiança. Norton Ávila reflete que o fenômeno afeta seu dia-a-dia no trabalho, principalmente quando disseminado por pessoas que não verificam a informação. ‘Eu sinto na pele’, desabafa. Para o jornalista, a atenção com a questão ambiental ainda não é prioridade para a comunidade restinguense. “Eles estão mais preocupados com a solução, em ter esse bem restabelecido, quem foi atingido em casa, a ponte que apresentava defeitos e ainda não foi reconstruída”, avalia Norton.

 

Comunicação de Proximidade

As enchentes de maio de 2024 também sacudiram o grupo de pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM (Poscom). Com o acontecimento, veio a sensação de impotência. Além da coleta de doações, docentes, estudantes de graduação e pós-graduação participaram do projeto de arrecadação de pilhas e rádios a pilha para as áreas atingidas da Quarta Colônia. 

 

Mas uma pergunta continuou presente para as pesquisadoras: qual é o papel da comunicação nesse contexto? Laura conta que começaram a perceber que a atuação do campo não é emergencial, como a da área da saúde. “Ele acontece antes e depois. Deveria ter acontecido antes, deveria estar lá para ajudar essas comunidades a se organizar e a estar preparadas”, comenta.

 

É a partir da vontade de compartilhar as pesquisas com a comunidade que surgiu o projeto ‘Comunicação de Proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia’, liderado pelo Poscom e em parceria com os Programas de Pós-Graduação da Geografia (PPGeo), do Patrimônio Cultural (PPGPC), da Enfermagem (PPGEnf) e de Letras (PPGL). “A ideia do projeto nasceu desse desconforto, desse incômodo, de como a gente poderia atuar e gerar ações concretas para a comunidade”, explica Laura. O ‘Comunicação de Proximidade’ é uma das dez propostas contempladas pelo edital do Programa de Extensão 2024/2026.

 

O projeto parte do conceito que o nomeia para articular os debates de território e governança ao papel da política e do pertencimento regional em uma dinâmica comunicacional, que nasce na comunidade para a comunidade. “O papel da comunicação de proximidade é qualificar a informação e a discussão cívica para gerar protocolos de segurança e de alerta, e para gerar debates que fomentem políticas de prevenção”, destaca Laura. 

 

Para a pesquisadora, a questão do território é importante porque a desinformação climática afeta, de maneira mais contundente, os desertos de notícias, ou seja, locais em que há ausência de meios e veículos de comunicação especializados. A cobertura sobre as enchentes, por exemplo, começou pela Quarta Colônia por ser a primeira afetada, mas na medida em que a emergência climática e humanitária tomou proporções grandes na região metropolitana, a cobertura se deslocou e teve maior ênfase em Porto Alegre. 

 

Laura define o jornalismo como prática material, que existe no tempo e no espaço e, por isso, tem limitações do que consegue fazer.

“Então essas zonas de sombreamento são naturais. As desinformações vão acompanhar a lógica acontecimental, vão ser olhadas e estar em foco. Enquanto isso, as zonas de sombra informacional, em particular os desertos de notícias, vão gerar apagamentos maiores da possibilidade de desmentir, verificar e corrigir a informação”, evidencia Laura.

Educação midiática

Um dos braços do projeto é a educação midiática. As oficinas em escolas foram uma das formas encontradas para efetivar a extensão. Ministradas por estudantes de pós-graduação da Geografia e da Comunicação em novembro de 2024, as oficinas trataram sobre as características geográficas da Quarta Colônia, a compreensão de como aconteceram os deslizamentos e erosões, e da desinformação, por meio das notícias falsas. 

 

Vanessa Manfio é professora de geografia na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Cândida Zasso, que fica na área urbana de Nova Palma - RS. Esta é uma das escolas que receberam as oficinas. Estudantes do 6º e 7º ano puderam compreender mais sobre o clima na oficina da Geografia, e os do 8º e 9º aprenderam sobre desinformação. Além da parte teórica inicial, os estudantes puderam gravar vídeos e tirar fotos e interagir por meio de seus relatos de experiências. Vanessa conta que muitos dos alunos foram atingidos pela enchente: perderam casas, bens materiais e roupas. 

 

Para ela, a experiência foi significativa por permitir que pudessem identificar desinformações. “Circulava muitos vídeos sobre o ‘rompimento’ da barragem de Itaúba, da Usina Hidrelétrica de Nova Palma. Isso assustava muito a gente. Nossos alunos conseguiram perceber que algumas informações que circularam na época das enchentes não eram verdadeiras”, conta Vanessa. A professora avalia que o conhecimento é positivo, pois permite maior cuidado na percepção da origem da informação e, consequentemente, no seu compartilhamento. “Precisamos estar com um olhar atento e aberto de que nem tudo que circula na internet é verdadeiro. Precisamos buscar uma fonte de informações correta, e quando chega um material desse tipo não podemos sair divulgando sem saber se é verdade”, reflete.

 

Próximos passos

Além da educação midiática, o projeto ‘Comunicação de Proximidade’ tem mais dois braços. O primeiro é o da constituição do ecossistema comunicacional da região, que consiste no mapeamento de comunicadores populares que são referências para a informação de qualidade. E o segundo se refere à criação de grupos de discussão com a comunidade para o desenho de protocolos de comunicação de alerta e de segurança. A intenção é que a Quarta Colônia esteja mais preparada, em termos comunicacionais, caso emergências climáticas voltem a acontecer.

Expediente

Reportagem: Samara Wobeto, jornalista

Edição: Luciane Treulieb, jornalista

Design: Evandro Bertol, designer

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Em um mundo repleto de desinformação sobre influenciadores digitais e promessas de "fórmulas mágicas" de sucesso, o podcast "Não São Vozes da Minha Cabeça", idealizado por Caio Motta, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (Poscom) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), trata a influência digital de forma crítica e embasada. O programa derruba mitos da economia dos criadores de conteúdo com uma abordagem educativa. 

Ciência e mercado de mãos dadas 

O podcast nasceu da pesquisa que investigam os modelos de negócio dos criadores de conteúdo na economia digital. Cada episódio oferece análises aprofundadas e experiências reais, ao conectando teoria com a prática em discussões acessíveis sobre o universo dos influenciadores digitais. 

Convidados que atuam nos bastidores 

O "Não São Vozes da Minha Cabeça" conta com contribuições dos seguintes convidados:

  • Rafaela Lotto: CEO da Youpix, maior consultoria de influenciadores da América Latina.
  • Ana Paula Passarelli: Cofundadora de uma uma agência de influenciadores no Brasil. 
  • Deh Bastos: Comunicadora, publicitária, membra do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável da Presidência da República e criadora da iniciativa antirracista @CriandoCriançasPretas. 
  • Marcus Vinícius Freire: Medalhista olímpico e sócio da Play9, empresa de mídia criada com Felipe Neto e João Pedro Paes Leme. 

Criadores de Conteúdo 

Entre os criadores de conteúdo que já participaram dos episódios estão: 

  • Beatriz Guarezi: especialista em branding e criadora da newsletter "Bits to Brands", com mais de 50 mil leitores. 
  • Sofia Oliveira: escritora do livro "Acreditar em mim é a minha única possibilidade de existir" e criadora do "Colo de Amiga", podcasts sobre autoconhecimento. 
  • Cris Dias: podcaster do "Boa Noite Internet", com mais de 20 anos de experiência no setor de tecnologia e mídia. 

Onde ouvir

Disponível no Spotify e YouTube Podcasts. Acesse diretamente pelo link: Spotify ou YouTube

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O 1º Seminário de Desinformação e Saúde Mental, com o tema "O papel da comunicação na prevenção ao suicídio", será realizado terça (26) quinta (28), na Universidade Federal de Santa Maria, como evento satélite da 39ª JAI. O seminário, promovido pelo Grupo de Pesquisa Desinfomídia, é voltado a estudantes de graduação e pós, pesquisadores, profissionais, professores e demais pessoas interessadas no tema. 

Serão duas mesas temáticas, nas noites de amanhã (26) e quarta (27), que acontecerão no Auditório do CCSH, no prédio 74C do campus de Santa Maria; além de uma edição especial do Cine Mental, que será realizada na tarde de 28/11, no prédio da Antiga Reitoria, no centro da cidade. As duas mesas temáticas irão reunir especialistas para discutir o papel da comunicação na prevenção ao suicídio, integrando perspectivas transdisciplinares que visam fortalecer ações educativas e de apoio em saúde mental.

Na terça (26), a mesa terá como tema "Comunicação, Desinformação e Saúde Mental", e contará com o jornalista e doutor em Comunicação Rômulo Tondo, autor de tese sobre campanhas de prevenção ao suicídio, defendida na UFRGS; com a professora Luciana Carvalho, líder do grupo Desinfomídia; e com a psiquiatra e professora da UFSM, Martha Noal. A mediação será da jornalista do HUSM Mariângela Recchia. A proposta da mesa é fazer um panorama sobre a relação entre comunicação e saúde mental no atual cenário de desinformação nas mídias digitais.

Na quarta (27), a mesa será sobre "Saúde Mental e Desinformação em Contexto de Tragédia", com a participação do meteorologista e professor da UFSM Ernani Nascimento; do psiquiatra e professor da UFSM Vitor Calegaro; e da jornalista e doutora em Comunicação Juliana Motta. A mediação será da jornalista e pesquisadora Josemari de Quevedo. Essa mesa discutirá a importância do enfrentamento da desinformação em situações de tragédia, com alusão aos casos da Kiss e à questão climática.

Já a edição especial do Cine Mental, na tarde de quinta (28), é uma parceria do evento com ação integrante do Programa de Extensão Espaço Nise da Silveira & AFAB, que exibe filmes ligados à temática da saúde mental desde 2016, visando a reflexão e ampliação da visão de mundo dos participantes. A atividade tem exercido um papel de inclusão/reinserção social de pessoas em reabilitação. Após as exibições, um debate para o aprofundamento e troca de impressões sobre o filme será feito. A ação é coordenada pela médica psiquiatra e professora da UFSM Martha Noal. Nessa edição especial, o filme apresentado será ‘Alarme Silencioso’, dirigido por Ricardo Favilla. A obra conta a história de um grupo de jovens atores em seu processo de criação e pesquisa na realização de uma peça sobre o suicídio, entre os quais há quem sobreviveu à ideação.

As inscrições estão abertas gratuitamente no site. A presença dá direito a certificado com horas de Atividade Complementar de Graduação (ACG).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2024/07/31/mapa-da-extensao-grupo-da-ufsm-auxilio-no-combate-as-desinformacoes-climaticas Wed, 31 Jul 2024 12:58:19 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=10167 [caption id="attachment_10169" align="aligncenter" width="600"]Logo colorida do Desínfomídia. Em letras amarelas no centro da imagem aparecem as palavras Verdade ou Mentira, com polegares para cima do lado esquerdo e para baixo do lado direito. Fundo azul e logo de apoiadores na parte de baixo Projeto produz conteúdos para distribuição em rádios - Foto: Divulgação/Desinfomídia[/caption]

O Grupo de Pesquisa Desinfomídia, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), está produzindo conteúdos para auxiliar no combate às desinformações no contexto da calamidade pública no Rio Grande do Sul. O projeto faz parte do programa UFSM Solidária e Cidadã e da lista de mais de 90 do Mapa da Extensão da UFSM, levantamento feito pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE) que mostra as ações de extensão que surgiram  após o desastre climático de abril e maio no estado. 

Batizada de ‘Verdade ou Mentira?’, a série de programas leva checagens de fatos das principais agências do país sobre a crise climática no Rio Grande do Sul a emissoras de rádio parceiras. Coordenado pela professora do departamento de Comunicação, Luciana Menezes Carvalho, as ações envolvem docentes, técnicos e estudantes dos cursos de jornalismo dos campi de Santa Maria e Frederico Westphalen. 

A iniciativa conta com apoio da Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD) e do Observatório da Comunicação Pública, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Além disso, os conteúdos - com cerca de 2 minutos - ficam disponíveis em plataformas digitais de áudio e, mais recentemente, passaram a integrar a Rede Rubra da Associação das Rádios Universitárias do Brasil. 

Importância das informações

Durante o período das enchentes, diversas localidades ficaram sem energia elétrica e acesso a internet, recorda a professora Luciana, por isso, o rádio se tornou a alternativa viável para levar informações confiáveis para as pessoas. “Tinha lugares sem luz e internet, como que chegava a informação? Pelo rádio, foi quando começamos a pegar checagens que eram feitas e adaptamos”, descreve a docente.

Além disso, nos momentos mais críticos do desastre, também foram realizados bate-papos on-line para orientar as pessoas a como buscar informações, as atividades envolveram um grupo de mulheres da zona Sul de Porto Alegre e uma outra palestra está prevista para ser realizada em um centro espírita de Santa Maria.

Em relação à recepção das rádios e comunidades, Luciana conta que percebeu uma abertura maior para o trabalho de checagem. Ela compara a situação com o que foi vivido durante a pandemia de Covid-19. “Como era muito material, sobre água entrando em casas, doações, abrigos, as informações e as desinformações chegavam muito rápido, afetando o dia-a-dia das pessoas. Percebemos que as pessoas estavam mais interessadas em saber o que era fato ou boato”, destaca Luciana. 

Até o momento, a série está sendo reproduzida por rádios de cidades como Santa Maria, Frederico Westphalen, Dona Francisca, Taquaruçu do Sul, Caiçara, entre outras. Segundo Luciana, emissoras interessadas podem entrar em contato por e-mail para passar a receber os conteúdos: luciana.carvalho@55bet-pro.com. Os programas em áudio já produzidos podem ser conferidos neste link.

Texto: Micael dos Santos Olegário, Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE

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Desde julho de 2023, a região do Médio Alto Uruguai conta com uma nova atração em algumas rádios locais, que tem como objetivo levar à comunidade informações confiáveis sobre Mídia, Ciência e Política. É o ‘Da Hora na Rua’, programete de rádio produzido pelo projeto de extensão da ‘Agência da Hora’, desenvolvido no curso de Jornalismo do 55BET Pro da Universidade Federal de Santa Maria em Frederico Westphalen (UFSM-FW), sob coordenação das professoras Mirian Redin de Quadros e Luciana Menezes Carvalho, com financiamento do Fundo de Incentivo à Extensão da UFSM - FIEX. O objetivo principal do projeto é ajudar a combater a desinformação por meio da educação midiática.

Com episódios curtos, o ‘Da Hora na Rua’ traz respostas objetivas e de fácil compreensão para perguntas ligadas ao universo da cidadania. Como em um bate-papo entre amigos, a iniciativa tem o objetivo de esclarecer, de forma simples, conceitos complexos, ajudando os ouvintes a desmistificar alguns conceitos que, por meio da desinformação que circula na internet, acabam distorcendo os fatos.

Os apresentadores do programa são estudantes de Jornalismo da UFSM, contando com participações especiais de especialistas, que ajudam a entender de uma forma mais prática alguns conceitos. Em alguns episódios, os alunos vão às ruas das cidades para realizar perguntas e trazer dúvidas dos moradores, garantindo que os assuntos tenham relevância para a comunidade local e estejam dentro da realidade da região. Essa abordagem permite conquistar uma conexão mais próxima com a comunidade e incentiva a participação no combate à desinformação.

O ‘Da Hora na Rua’ vai ao ar nas emissoras comunitárias de Frederico Westphalen, Taquaruçu do Sul, Palmitinho, Erval Seco e Caiçara. Além do programete, o projeto contará com oficinas de combate à desinformação nas rádios parceiras.

Ouça aqui alguns dos programetes já finalizados.

 

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Recentemente, o Projeto Taura: não te mixa para os fatos, vivente!,
desenvolvido pelo mestrando do POSCOM Wellington Hack, foi selecionado para
receber aporte financeiro e mentoria do programa Acelerando a Transformação
Digital. A ação visa combater a desinformação durante as Eleições Gerais de 2022,
atuando com foco nos candidatos da região de Santa Maria que concorrerão ao
legislativo gaúcho.
O projeto Taura, apoiado pelo International Center for Journalists (ICFJ),
Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) e Meta Journalism
Project, foi construído a partir de um olhar local, aproximando o processo de
verificação de informações da cultural gaúcha.

A ação atua com três gaúchetas para classificações de informações: “Bah,
essa informação é tri!”, para informações verdadeiras; “Campeia essa informações
direito aí”, para dados duvidosos; e “Mas, tchê, bem capaz!", para informações
falsas.
A ação vem sendo trabalhada desde 2019, quando um projeto inicial foi
finalista do FactCheck Lab, promovido pela Agência Lupa e pela Embaixada dos
EUA no Brasil. No início deste ano, o discente também participou da Residência do
projeto Comprova, um projeto colaborativo que reúne veículos de imprensa de todo
o Brasil na verificação de informações.
As verificações e mais informações podem ser acessadas na página do
Facebook, Instagram ou LinkedIn do projeto.

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Os últimos meses foram marcados pela pandemia da Covid-19, que trouxe diversos novos desafios para a população. Um deles foi aprender a lidar com o excesso de informações falsas presentes na internet. Um estudo realizado pela Avaaz revelou que cerca de 110 milhões de pessoas acreditaram em pelo menos uma fake news sobre a pandemia no Brasil. O número corresponde a sete em cada dez brasileiros.

A Organização Panamericana de Saúde utiliza o termo infodemia, que significa um grande aumento no volume de informações associadas a um assunto específico, com um grande potencial de multiplicação. Com isso, surgem rumores e desinformação com esses fatos, com a possibilidade da manipulação dessas informações, com intenções negativas, o que acontece com facilidade com o uso das redes sociais. 

Com o intuito de conscientizar os servidores das bibliotecas da Universidade, a Biblioteca Central da UFSM convidou, ainda em junho de 2020, a professora Laura Storch, do Departamento de Ciências da Comunicação, do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), para proferir uma palestra online com o objetivo de despertar um olhar mais cuidadoso às notícias, informações e fontes, e abordar a responsabilidade de disseminar informações não verdadeiras. Foram abordados temas como a desinformação e de que modo é possível percebê-la na história da comunicação de massa, quais as suas características e como podemos reconhecê-la no cotidiano. 

Campanhas de conscientização foram baseadas em pesquisas

A palestra com a professora de Comunicação Social foi o passo inicial de um trabalho de pesquisa e conscientização que estava iniciando. Através das redes sociais da Biblioteca Central, ocorreu o compartilhamento de campanhas de conscientização quanto à checagem de informações (canais, sites, serviços de checagem de fake news), de informação útil sobre o correto uso de equipamentos de proteção, da importância do cuidado na utilização de transporte público, nos ambientes, na higienização pessoal. Tudo baseado em muita pesquisa.

O servidor do Setor de Referência da Biblioteca Central José Pedro Etchepare Cassol realizou pesquisas envolvendo as diferentes vacinas (à época ainda em fase de testes), diferenças entre os tipos de máscaras, testes rápidos, cuidado com a automedicação, ansiedade, estresse e depressão em tempos de isolamento social.

Ele relata que, pelo fato de a Covid-19 ser uma doença muito recente, foi difícil a procura de fontes confiáveis, o que é essencial para uma pesquisa que vai servir de informação para um grande número de pessoas e ainda conta com o nome da Biblioteca Central. Ele estudou materiais disponibilizados pela Anvisa, Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais da Saúde, entre outras fontes. Todo esse trabalho foi para evitar o compartilhamento de alguma informação equivocada.

O servidor analisa que, como consta na Constituição, o ensino, a pesquisa e a extensão são indissociáveis. Dessa forma, as universidades têm o papel de produzir e compartilhar o conhecimento com a comunidade. “Foi muito gratificante, pois demonstra que o trabalho realizado foi além do objetivo esperado, que era fornecer a informação correta a respeito de uma doença nova, de uma forma mais fácil para compreensão por diversos grupos de leitores”, comenta José.

"A Biblioteca Central decidiu ser protagonista"

Segundo Fernando Leipnitz, atual gerente da Biblioteca Central, o trabalho foi desenvolvido em etapas simultâneas e complementares. Tudo isso para que a comunidade pudesse ter contato com a Biblioteca, mesmo que à distância. “Todos trabalharam de maneira conjunta para produzir material confiável e útil para as pessoas. A campanha provocou interação e diversos compartilhamentos das informações nas redes sociais, mostrando preocupação com a saúde da população, em alertar que o momento que estávamos passando era uma questão de saúde pública, mostrou nossa preocupação e integração social”, explica.

Fernando destaca que a intenção é que a Biblioteca Central seja um canal de interação e de indicação de fontes confiáveis. “A Biblioteca Central decidiu ser protagonista e trabalhar para ser autoridade na veiculação de informações de fontes fidedignas, um dos princípios da construção do conhecimento de qualidade. Por isso acreditamos que a campanha foi pensada em prol da sociedade, e esperamos ter contribuído na prevenção ao contágio, com informação útil para diminuir o sofrimento de famílias”, comenta.

Trabalho realizado pela BC é destacado em artigos 

Em função deste trabalho desenvolvido pelas equipes de servidores da Biblioteca Central, recentemente dois artigos científicos foram publicados, citando a biblioteca da UFSM. O primeiro artigo, "As bibliotecas universitárias no combate à infodemia”, de autoria do bibliotecário Alex Serrano de Almeida (UFPel), apresenta uma prospecção de como as bibliotecas universitárias podem auxiliar no combate desta "pandemia informacional", especialmente ao se identificar barreiras que impedem ou limitam as ações promovidas pelas bibliotecas universitárias brasileiras. O artigo buscou ressaltar que as redes sociais podem servir para a divulgação de informações fidedignas, buscando aproximar as pessoas da biblioteca, como uma autoridade na disseminação de informação confiável, e despertar nas pessoas criticidade nas certezas que as bolhas informacionais veiculam. 

O segundo artigo, "Bibliotecas universitárias: uso de estratégias comunicacionais de combate à desinformação no contexto da pandemia Covid-19", de autoria da bibliotecária Shana Catiusca Dornelles Vidarte Velasco, e da assistente em administração Vanessa Cristiane Dornelles Vidarte, ambas da UFSM, realizou um mapeamento nos sites e mídias sociais de algumas bibliotecas universitárias, no período de paralisação das atividades presenciais, a fim de verificar quais estratégias comunicacionais foram utilizadas para reduzir a desinformação.

Dentre as bibliotecas universitárias estudadas, a Biblioteca Central da UFSM destacou suas redes sociais com a estratégia de publicar conteúdos informativos sobre temáticas relacionadas à pandemia e de divulgação de fontes de pesquisa confiáveis. Verificou-se que essas estratégias comunicacionais promovem a visibilidade midiática dos conteúdos e serviços da Biblioteca Central e auxiliam os usuários a avaliar criticamente as informações recebidas. 

As autoras do artigo levaram cerca de três meses para terminar a pesquisa, e contam que encontraram dificuldades ao realizar a pesquisa nas redes sociais das bibliotecas universitárias, pois são poucas bibliotecas que utilizam as redes sociais para combater a desinformação. Elas explicam que essa pesquisa pode dar mais visibilidade à biblioteca como uma unidade com poder informacional, bem como incentivar os alunos a utilizar os conteúdos e serviços da biblioteca. “Os docentes e pesquisadores podem fortalecer a parceria com as bibliotecas e contribuir para o desenvolvimento de projetos e capacitações no uso de recursos e fontes de informação, além de colaborar na divulgação desses e, desse modo, minimizar a desinformação”, comentam. 

"Precisamos reconhecer e desconfiar de informações"

Quando o assunto é reconhecer uma fake news, a professora Laura Storch relata que não existe uma regra definitiva. Para evitá-la, é necessário prestar atenção em alguns aspectos do conteúdo, e as fontes indicadas são importantes. Com o avanço da tecnologia, atualmente é possível fazer edições de vídeos, inserindo informações falsas em um vídeo que realmente existe. São os chamados deep fakes, e pode ser muito difícil diferenciá-lo de um conteúdo verdadeiro. 

Para ajudar na tarefa de analisar as notícias recebidas, ela indica as formas mais comuns da lista de fake news. Uma delas é chamada de "falsa conexão", quando você lê uma informação no título da matéria mas, ao acessar o conteúdo, percebe que as conclusões da matéria são diferentes daquilo que o título mostrava. Também existe o "falso contexto", que acontece quando quem distribui a informação está tentando confundir o leitor, e cria um contexto estranho para aquela situação que não é verdadeira. Por exemplo, dizer que uma determinada situação aconteceu agora, quando na verdade aconteceu no passado. Outra forma bastante popular é o "conteúdo impostor". Nesse exemplo, quem criou a fake news diz coisas que simplesmente não são verdadeiras sobre pessoas, marcas ou acontecimentos reais. 

O processo para combater as fake news é lento e pode demorar um pouco até que a população compreenda como elas são produzidas, observa Laura. Ao longo dos últimos anos estamos acostumados a ouvir sobre fake news, robôs que publicam mensagens de forma massiva, entre tantos exemplos. É algo muito particular desse momento que estamos vivendo, e precisamos aprender cada vez mais. “Nosso principal desafio é a educação para a mídia. Precisamos falar sobre o tema e ensinar as pessoas a reconhecer e desconfiar de informações que recebemos. Isso sempre foi importante, e agora é ainda mais”, acrescenta.

Campanhas como a realizada pela BC da UFSM são extremamente importantes para despertar esse sentimento de dúvida e criar o hábito de checagem de informações em todos aqueles que usam das redes sociais, sites e qualquer outro tipo de ferramenta online para obter informação.

A Biblioteca Central da UFSM segue com campanhas, que abordam diversos outros assuntos, em suas redes sociais: Instagram e Facebook

Texto: Vitória Parise, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias da UFSM
Arte: Luis Ricardo Kaufmann, acadêmico de Produção Editorial, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista da Agência de Notícias

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/06/28/aula-magna-do-poscom-debatera-desinformacao-na-crise-da-covid-19 Mon, 28 Jun 2021 22:02:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=56162

A Aula Magna 2021 do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (POSCOM/UFSM) ocorrerá nesta quinta, dia 1º de julho, a partir das 15 horas. A Aula será ministrada pela Profa. Dra. Raquel Recuero (UFPel e PPGCOM/UFRGS), com o tema “Desinformação, Mídia Social e Covid-19”. A mediação ficará a cargo da coordenadora do POSCOM/UFSM, Profa. Dra. Sandra Rúbia da Silva. Antes da exposição da conferencista convidada, terá uma breve cerimônia em comemoração aos 15 anos do POSCOM/UFSM.

Estamos vivendo, como tem sido discutido por inúmeros especialistas, uma infodemia, além de uma pandemia. O trabalho de pesquisa da Profa. Raquel destaca-se como uma contribuição relevante do campo da Comunicação para a compreensão desse fenômeno. A Aula Magna versará sobre a pesquisa mais recente da professora, desenvolvida junto ao laboratório de pesquisa Mídia, Discurso e Análise de Redes Sociais (MIDIARS), do qual é coordenadora, que investigou os elementos de  desinformação sobre a pandemia na mídia social brasileira. Além de sistematizar um ano (2020) de pesquisas sobre o assunto, o mais novo relatório, lançado em maio deste ano, também sugere possíveis formas de combate ao fenômeno com base no trabalho.

O Link para a live já está disponível no canal do Youtube

Mais informações sobre o currículo da conferencista:
Raquel Recuero é Doutora em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2006), Mestre em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2002) e possui graduação em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Universidade Católica de Pelotas (1998) e graduação em Direito pela Universidade Federal de Pelotas (1999). É coordenadora do Laboratório de pesquisa Mídia, Discurso e Análise de Redes Sociais (MIDIARS) e professora e pesquisadora do Centro de Letras e Comunicação da Universidade Federal de Pelotas e pesquisadora do Programa de Pós Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Raquel é referência na pesquisa brasileira em Comunicação, principalmente sobre os temas redes sociais na internet e mídia social. Dentre outros, é autora do livro Redes Sociais na Internet e coautora dos livros Métodos de Pesquisa para Internet e Análise de Redes para Mídia Social.

Acesse o documento Desinformação, mídia social e COVID-19 no Brasil – relatório, resultados e estratégias de combate.

Informações do Programa de Pós-Graduação em Comunicação 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2020/12/15/a-extensao-no-combate-a-desinformacao Tue, 15 Dec 2020 14:08:22 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=5110 Tivemos de mudar nossos hábitos com a pandemia de covid-19. Desde que o primeiro infectado foi noticiado, em 26 de fevereiro, toda a sociedade teve de se reinventar. Voos cancelados, o futebol também parou, escolas e universidades fechadas. Poucas atividades essenciais tiveram de manter seus serviços por um bem maior: a segurança de todos os brasileiros.

Moldada a situação, tivemos de nos adaptar ao novo normal, às novas formas de nos comunicar e de como nos relacionar com os demais. Ao passo que novos casos foram surgindo, uma velha conhecida do brasileiro estava cercando novamente o debate público: a desinformação.

O crescimento das redes sociais possibilitou que mais pessoas tivessem acesso à informação. Ao mesmo instante em que muitas informações foram distorcidas, interpretadas de maneiras incoerentes e, em certos casos, negligenciadas. Em um âmbito nacional, os meios de comunicação, mesmo com um histórico crescente e um constante processo de desvalorização devido a diversos ataques infindáveis de âmbito político, prestaram um papel necessário à prevenção e ao combate tanto à covid-19 quanto à desinformação.

A partir de junho deste ano, o poder público optou por mudar o horário de divulgação dos dados, o que passou das 17h para as 19h e, ao fim, às 22h, o que fez com que as informações do Ministério da Saúde ficassem fora de circulação de diversos jornais do país.

Em 4 de junho, o principal portal que continha informações sobre o avanço da pandemia no Brasil ficou fora do ar por 19 horas e, quando retornou, diversas informações foram retiradas, o que prejudicou a análise qualitativa por parte dos meios de comunicação.

Devido a esses contratempos e prezando pela informação eficiente e ágil para a comunidade, grandes nomes da comunicação e do jornalismo nacional formaram um convênio, a fim de proporcionar maior transparência nas informações voltadas à covid-19.

Em um âmbito local, a desinformação pode ser ainda mais prejudicial à segurança e à saúde da população. Muitas vezes, notícias com credibilidade demoram a chegar às pequenas cidades, por vezes sendo falta de investimento em jornais locais para obtenção de ferramentas necessárias para potencializar sua produção. Nessa situação, a Universidade Federal, a partir da Extensão, passou a contribuir de forma mais incisiva.

A Extensão Universitária tem seu trabalho firmado na sociedade a qual faz parte, desse modo, colaborar em suas necessidades é um dos pilares da atividade extensionista. A fim de combater a desinformação e levar produções qualificadas, com credibilidade e, principalmente, com embasamento verídico, a Agência da Hora, agência experimental de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria campus Frederico Westphalen, junto ao Departamento de Comunicação UFSM FW e com apoio da Pró-Reitoria de Extensão, desenvolveu o projeto “Agência Da Hora no combate à desinformação: jornalismo colaborativo, checagem de fatos e curadoria de informações durante a pandemia”, durante três meses, no início da pandemia.

A ideia surgiu da professora coordenadora da Agência da Hora, Luciana Carvalho, ao notar a grande circulação de materiais com informações falsas. Ela viu, ali, uma necessidade de proporcionar, à sociedade, material qualificado, crítico e de credibilidade. O projeto contou com a participação de demais docentes, técnicos e discentes do Departamento de Comunicação.

A atividade desenvolvida proporcionou, ao público, checagem de informações, desmistificação de boatos e notícias falsas que circularam pelas redes sociais e demais meios de transmissão. O conteúdo foi divulgado em audiocasts disponibilizados no site criado para o Projeto no domínio da UFSM-FW, no spotify e em programas de rádio da região, assim como nas redes sociais da agência e em listas de e-mail, nas quais foram produzidas newsletters semanais. Levando em conta as circunstâncias, todo o trabalho foi desenvolvido de forma remota e dividido em grupos, a fim de organizar todo o material produzido e encaminhá-los para os diferentes portais.

Segundo Igor Mussolin, bolsista da Agência da Hora, o trabalho remoto não foi um problema. Foi, ainda, uma ótima experiência de produção, já que os profissionais da área estariam, em sua maioria, trabalhando de forma remota. Um desafio apontado pelo discente de Jornalismo foi a dificuldade de engajamento do público estimado para com o Projeto. Algo que pode ter interferido, de certa forma, na distribuição das informações apuradas para um maior número de pessoas.

O projeto, além de ter sido destaque no combate à desinformação na região, foi premiado. Recebeu o prêmio de Menção Honrosa, junto a demais universidades do país, no segmento de divulgações científicas, no I Prêmio Rubra de Rádio Universitário, premiação, criada durante a pandemia, para destacar o trabalho de divulgação e difusão científica durante esses tempos atípicos. Hoje o projeto não está mais em atividade, mas há intenção em retomar seus serviços com outros encaminhamentos, segundo Igor.

O trabalho desenvolvido pela Agência da Hora demonstra como a sociedade e, em especial, o jornalismo teve de se adaptar às novas formas de trabalho e interação. Adaptação é uma das potências na atividade jornalística e, tendo como exemplo a atividade qualificada, segura e tão importante que foi desenvolvida para a comunidade local, faz com que o jornalismo seja ressignificado a cada dia.

 

Redação: Wagner Stan/ Estagiário Pró-Reitoria de Extensão

Revisão: Erica Medeiros/ Pró-Reitoria de Extensão

Agenda 2030 na UFSM

A ação de Extensão apresentada neste texto atende aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Acesse as imagens para saber mais sobre cada um deles.

ODS 3
ODS 4
ODS 17
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/06/01/projeto-de-extensao-da-ufsm-fw-vai-combater-noticias-falsas-sobre-a-covid-19 Mon, 01 Jun 2020 12:11:26 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=52372

Beber água a cada 15 minutos elimina o novo coronavírus do organismo? Tomar vitaminas e chás pode curar a Covid-19? Essas são algumas dúvidas que surgem a partir da quantidade de informações que recebemos diariamente em nossas redes sociais. Muitas delas são boatos, fatos sem comprovação ou inverdades, que atrapalham o combate à pandemia.

Para ajudar a comunidade da região a separar os fatos dos boatos, será lançado nesta segunda-feira (1º) o projeto de extensão "Agência Da Hora No Combate À Desinformação: jornalismo colaborativo, checagem de fatos e curadoria de informações durante a pandemia", uma iniciativa do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM 55BET Pro Frederico Westphalen com apoio da Pró-Reitoria de Extensão da UFSM.

A partir desta semana, serão veiculados boletins informativos em rádios da região, criadas listas de e-mails e Whatsapp para envio de newsletters com informações a quem manifestar interesse, além da publicação de notícias e reportagens nas páginas da Agência Da Hora da UFSM-FW nas mídias sociais. Também foi criado um site específico para o projeto.

O cadastro para receber por e-mail a newsletter do projeto pode ser feito no link. O e-mail do projeto é checagemdahora@gmail.com. Para acompanhar os conteúdos, siga as páginas da Agência Da Hora nas redes sociais: Facebook, Instagram e Twitter.

Se preferir receber notícias pelo celular, adicione o Whatsapp nos seus contatos e envie mensagem para (55) 99985-0580.

Texto: Assessoria de Comunicação da UFSM-FW

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/a-ingestao-de-alcool-pode-matar-o-coronavirus Thu, 21 May 2020 18:49:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6217 água. Qualquer indicação de bebida, alimento ou receita caseira para prevenir ou combater o vírus não faz sentido.  Para além disso, é preciso atentar para males que podem surgir com o consumo do álcool, inclusive de procedência duvidosa. 

Alerta da OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou posicionamento, em seu site, no dia 16 de abril. A entidade manifestou preocupação diante da vulnerabilidade de crença do público em relação a qualquer informação que possa parecer verdadeira para si, sem apuração ou comprovações científicas.  De acordo com a OMS, o uso de qualquer tipo de bebida alcoólica representa um risco à saúde, mas, principalmente, caso tenha sido adulterado com metanol, tornando as consequências mais graves ao organismo, podendo levar à morte.  A entidade, ainda, foi contra a liberação total de bebidas com teor alcoólico em todos países, limitando o consumo para a população. Tal afirmação relacionadas à ampla ingestão da substância, está associada a uma gama de doenças crônicas e transtornos mentais, além do possível comprometimento do sistema imunológico. 

Mais de 700 iranianos morrem de intoxicação por metanol

Apavorados com o avanço da doença no Oriente Médio, os iranianos ajudaram a espalhar a notícia falsa de que o álcool ajudaria a combater o novo coronavírus. Milhares de pessoas recorreram à ingestão da substância.  Conforme matéria publicada pela rede Al-Jazeera, em 27 de abril, com base em números oficiais do Irã, 728 pessoas morreram entre 20 de fevereiro e 7 de abril de intoxicação por metanol - tipo de álcool utilizado em solventes. Ainda conforme a reportagem, 90 iranianos tiveram perda da visão ou outro tipo de dano nos olhos após ingerirem álcool adulterado. Até o dia 21 de maio, o Irã registrou 129.341 casos e 7.249 mortes, conforme a Universidade de Hopkins.

Presidente de Belarus recomenda vodka 

O presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, aconselhou a população que tomasse de vodka se proteger da doença. O presidente daquele país concedeu entrevista ao jornal inglês The Times, publicada no dia 29 de março, em que recomenda o consumo da bebida, o trabalho no campo e a visita à sauna, como métodos de combate ao novo coronavírus.  É importante salientar que Lukashenko mantém uma postura negacionista em relação à pandemia, e Belarus não adotou até o momento nenhum tipo de medidas preventivas. Belarus registrou 33371 casos e 185 mortes até o dia 21 de maio, segundo a Universidade de Hopkins. Mitômetro Coronavírus é um projeto de checagem de fatos da revista Arco voltado para a temática da pandemia com o objetivo de combater a desinformação. O projeto é desenvolvido pela equipe da revista e tem a colaboração de egressos do curso de Jornalismo da UFSM e de estudantes da disciplina de Checagem de Dados e Eleições, do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana. Compreenda os selos: Comprovado – fato com evidências científicas e que pode ser explicado a partir de relatórios, documentos e pesquisas confiáveis e com metodologias factíveis.  É possível – selo para uma checagem com elementos reais. Não há comprovação 100% em função de determinados indícios, detalhes ou situações. Depende – é o meio termo entre o que é mito e a verdade. Não existe um consenso entre as fontes e os especialistas. Também usado para quando faltam evidências ou para destacar que o fato pode ocorrer em uma determinada situação.  Improvável – refere-se a uma situação com pouquíssima possibilidade de ser real.  Mito – não existe possibilidade alguma de ser verdade. Existem evidências que provam o contrário. Enquadram-se aqui as teorias da conspiração, as lendas da internet e as noticias falsas.]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/alimentos-alcalinos-ajudam-combater-coronavirus Wed, 15 Apr 2020 17:21:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6204 A pesquisa que deu origem à mensagem  De acordo com o site Africa Check, um estudo publicado no Jornal de Virologia, da Sociedade Americana de Microbiologia, em 1991, foi o responsável por parte das informações disseminadas na mensagem. O trabalho, intitulado “Alteração da dependência do pH da fusão celular induzida por coronavírus: efeito de mutações na glicoproteína Spike”, não estudou o novo coronavírus, conhecido como SARS-CoV-2. A pesquisa analisou, na época, o coronavírus responsável pela hepatite em camundongos, ou hepatite murina, o MHV4. E, mais, em nenhum momento avaliou a questão associada ao organismo humano. Além disso, o artigo é bastante claro: não pretende descobrir qual o nível de pH do vírus.  O objetivo do estudo era compreender o que acontece quando “células murinas suscetíveis” (células de ratos ou camundongos) são infectadas pelo MHV4 em um ambiente de pH “de 5,5 a 8,5”. No entanto, vale ressaltar que o “tipo” de coronavírus analisado pelo estudo não é o mesmo que causa a Covid-19. E, embora a mensagem espalhada nas redes sociais faça uma referência ao estudo de 1991, é preciso atentar para o caráter vago e fora de contexto. Nenhuma outra informação sobre a "Revista de Virologia" é citada na mensagem.

Afinal, o que é pH?

O pH ou potencial hidrogeniônico é uma escala de 0 a 14 que mede a concentração de íons de hidrogênio, e serve para avaliar o grau de acidez, neutralidade ou alcalinidade de uma substância ou uma solução. A professora Giovana Stefanello explica que “quimicamente falando, temos como classificar algumas substâncias em relação ao seu potencial hidrogeniônico. Quanto mais próxima de 0, mais ácida é a substância. Mais próxima de 7, diz-se que é neutra. E mais próxima de 14, mais básica”.

O pH dos alimentos e do vírus 

Na mensagem que checamos, o abacate e o dente de leão, citados como bons alimentos para combater o vírus, são listados com pH entre 15,6 e 22,7, respectivamente. E, como informa Giovana Stefanello, isso é cientificamente impossível, já que a escala que mede o potencial hidrogeniônico vai até 14.  A postagem tem outros erros graves, como o suposto pH do próprio coronavírus. Para o virologista Rômulo Nery, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, “esse pH de 5,5 não é próprio do vírus, mas é o que ele precisa encontrar no ambiente celular para se propagar”. Além disso, ressalta que esse fato não pode ser mudado pela alimentação.

Desinformação

Ainda, segundo a professora de química, não é possível mudar o pH da garganta para o pulmão - onde chega o vírus - devido à alimentação ser mais ácida ou mais básica. Assim, mesmo que fortaleça o organismo, a ingestão dos alimentos listados pela mensagem, assim como tantos outros, não é eficiente no combate ao vírus. Portanto, a mensagem com supostas dicas de alimentação para combater o vírus é uma desinformação. Há vários erros científicos. Mitômetro Coronavírus é um projeto de checagem de fatos da revista Arco voltado para a temática da pandemia com o objetivo de combater a desinformação. Compreenda os selos: Comprovado – fato com evidências científicas e que pode ser explicado a partir de relatórios, documentos e pesquisas confiáveis e com metodologias factíveis.  É possível – selo para uma checagem com elementos reais. Não há comprovação 100% em função de determinados indícios, detalhes ou situações. Depende – é o meio termo entre o que é mito e a verdade. Não existe um consenso entre as fontes e os especialistas. Também usado para quando faltam evidências ou para destacar que o fato pode ocorrer em uma determinada situação.  Improvável – refere-se a uma situação com pouquíssima possibilidade de ser real.  Mito – não existe possibilidade alguma de ser verdade. Existem evidências que provam o contrário. Enquadram-se aqui as teorias da conspiração, as lendas da internet e as noticias falsas.]]>