UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 14 Mar 2026 14:04:52 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/12/15/centro-de-educacao-da-ufsm-lanca-e-book-sobre-ensino-remoto Wed, 15 Dec 2021 12:35:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=57498

A Comissão de Avaliação Institucional do Centro de Educação (CE) da UFSM realiza nesta quarta-feira (15), às 16h, pelo YouTube, o lançamento do e-book "(Des)Encontros no Ensino e na Aprendizagem Remotos em Tempos de Distanciamento Social".

A obra é resultante do 3º Ciclo Institucional Permanente sobre a Docência na UFSM (Ciped 2020) e foi organizada pelas professoras Tania Micheline Miorando e Aruna Noal Correa, do Centro de Educação da UFSM. 

O e-book, escrito em português e inglês, apresenta uma contextualização da travessia da pandemia de Covid-19, com estratégias de enfrentamento de questões que se aproximam da avaliação, inseridos na dinâmica do Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (REDE) da UFSM.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/distanciamento-social-e-autoconhecimento Mon, 16 Aug 2021 13:40:33 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8626 “Dispersar” pode ser o verbo das ruas. Isso porque ele possui dois principais sentidos: o de “distrair” e o de “espalhar”. Se, antes, o primeiro era o mais evidente, hoje o segundo se destaca. Em um contexto de distanciamento social, a rua já não é mais vista como espaço para se distrair, mas sim para espalhar (o vírus da Covid-19). A redução dessa possibilidade de distração revelou que, se por um lado, as ruas viabilizam a livre circulação de pessoas, por outro, interferem na livre circulação de pensamentos. Afinal, para muitos dos que puderam cumprir o isolamento social, estar em casa significou refletir mais sobre a própria vida. Segundo o psicanalista Paulo Gleich, o maior convívio das pessoas consigo mesmas colocou uma lente de aumento sobre questões que antes eram minimizadas pelo maior número de distrações disponíveis. Dar atenção ao que se evitava pensar significou, para muitos, sofrimento.

Em pesquisa, o Ministério da Saúde divulgou dados sobre a saúde mental da população brasileira durante a pandemia. Como resultado, no rastreio de transtornos, foi observado 74% de ansiedade na sua forma estado, 26,8% de depressão na sua forma moderada e 12,3% na sua forma grave, bem como 34,8% de transtorno de estresse pós-traumático. Além disso, outras informações do estudo revelam que 29,3% da população procurou ajuda profissional por questões relacionadas à saúde mental, enquanto 34,2% informou que, apesar de não ter buscado suporte, gostaria de ter apoio psicológico, principalmente para lidar com a ansiedade (78%) e o estresse (51,9%). 

Recomendações psicossociais e de saúde mental na pandemia têm sido frequentes em sites de órgãos de saúde oficiais. Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reconhecendo os impactos da pandemia na saúde mental, elencam em cartilha algumas indicações. Eles destacam que, para melhor se adequar à realidade do distanciamento social, um modo de produzir estabilização emocional de forma autônoma é adotar algumas estratégias. Dentre elas, salientam a atenção aos próprios sentimentos e necessidades, que pode favorecer a adaptação aos desafios impostos por este momento. Isso se justifica pela ideia de que observar limites e angústias é um movimento necessário para traçar estratégias de aliviamento. A mesma indicação é feita em um documento publicado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Perspectivas como essa, que defendem a observação sobre si mesmo, permitem ressignificar a recorrente queixa de estar “pensando demais”, principalmente neste período que amplia determinadas reflexões. Isso porque abrir espaço para o autoconhecimento é também um convite para pensar mais, afinal, é através do ímpeto de refletir, questionar e dialogar que descobrimos mais sobre nós mesmos. Gleich ressalta: “Em meio a um mal-estar como o que a pandemia provoca, é interessante se propor ao exercício de pensar”. Para auxiliar nisso, campos que estimulam a reflexão, como o da própria Psicanálise e também o da Filosofia, podem ser grandes aliados, ajudando a produzir interpretações sobre o “Eu”.

Vida de interrogação

“O que é o homem?”. O professor de Filosofia da UFSM, Marcelo Fabri, descreve que tudo o que se desenvolveu no percurso filosófico ocidental, mesmo que de modo implícito, foi justamente com o intuito de responder a essa pergunta. A respeito disso, acrescenta: “Sócrates é o exemplo mais notável. Ele não oferece uma definição explícita do homem, mas insiste que a vida filosófica é vida de interrogação”. Portanto, o interesse da área é instigar o pensamento, dispondo de perguntas como principal ferramenta para buscar entender o Eu.

Essa perspectiva, além de apaziguar o “pensar demais”, também ajuda a pacificar a angústia da incerteza, tão presente neste período de pandemia. Isso porque propõe enxergar a dúvida não mais como algo que para, mas que movimenta. Afinal, questionar e refletir permite facilitar o reconhecimento de posicionamentos, desejos e caminhos pessoais. Desse modo, é possível visualizar a si com mais clareza e agir a partir disso.

Em um período propício ao “recolhimento”, a busca pelo Eu se torna ainda mais disponível e vantajosa. Fabri expressa que “só há um caminho que nos leva à pergunta por nós mesmos: valorizar o que nos pertence absolutamente, isto é, nossa consciência, a vida psíquica que nos permite o recolhimento em nós mesmos para descobrir o que efetivamente nos pertence e quais as nossas potencialidades”. Logo, podemos entender que, além de pressupor questionamentos e reflexões, o autoconhecimento também requer a valorização da consciência. 

A consciência da não-consciência

O consciente e o inconsciente, termos fundamentais para a Psicanálise, são determinantes para a construção do Eu. Considerando isso, Paulo Gleich distingue duas formas de pensar o encontro consigo: através do “autoconhecimento” e do “autodesconhecimento”. Enquanto a primeira perspectiva é limitada e contempla somente o consciente, a segunda é ilimitada e contempla o inconsciente. “Autoconhecimento todo mundo tem, em alguma medida. Quando perguntam ‘quem é você?’, há algumas coisas para responder sobre isso. Mas o autoconhecimento que interessa à Psicanálise é o ‘autodesconhecimento’. O quanto, na verdade, sem saber, conhecemos muito pouco acerca de nós mesmos”, explica.

O que o psicanalista faz é um convite à saída do senso comum. Fora dele, descobrimos que o autoconhecimento tem limites e que, por isso, há muito sobre nós que não conhecemos e que, inclusive, nunca sequer entenderemos. “Autodesconhecimento é reconhecer a dimensão do inconsciente. A gente não consegue tornar o inconsciente consciente, mas é possível saber que ele existe, prestar atenção a ele e dar espaço a ele. E isso paradoxalmente é um certo tipo de consciência e autoconhecimento”, aponta Gleich.

Compreender essa barreira nos permite refletir e questionar muito mais, explorando o Eu com maior profundidade. Ao assumir que o desconhecimento é infinito, há uma abertura verdadeira para as perguntas sobre nós mesmos, que são capazes de expandir nossos pensamentos e a nossa experiência de vida - sobretudo neste período conflituoso. Cercados por tantas incertezas, admiti-las é o primeiro passo para, então, acolhê-las. Pois falta de certeza é dúvida. E é a partir de perguntas que encontramos respostas.

Saída do senso comum

Gleich expressa que a ideia que existe no senso comum quando se fala em autoconhecimento é de um conhecimento do Ego. Essa palavra, recorrente tanto no campo da Psicanálise quanto da Filosofia, vem do latim e se traduz como “Eu”. Na teoria psicanalítica, o Ego faz parte do nosso aparelho psíquico e tem a função essencial de lidar com a realidade externa.

Nas palavras do psicanalista, o Ego é um conjunto de verdades no qual nos apoiamos para nos apresentarmos ao mundo: “o problema da ideia do autoconhecimento voltada somente para o Ego [do senso comum] é que ela deixa de fora tudo aquilo que o Ego desconhece ao criar todas essas verdades para si próprio”.

Mais frequente, essa perspectiva é a que costumamos tomar para nos descrever de um modo mais vago. “O Ego é como a roupa que a gente veste para sair na rua. É ‘eu sou assim’, ‘eu tenho tais características’. O problema do Ego é que a gente tende a confundir essa roupa que a gente precisa vestir, como se ela fosse a nossa própria pele”, explica. 

Para ele, como uma roupa, o Ego nos apresenta, nos expõe e nos protege. Ele é tão fundamental quanto superficial. Afinal, através da apresentação e exposição, o sujeito diz quem é, mas diante da proteção excessiva se vê incapaz de entender o porquê de ser: “O Ego é uma falsa ideia de autoconhecimento. Ao se questionar, esse primeiro autoconhecimento se desmancha e a pessoa percebe que não sabe de muita coisa”.

Para sair do senso comum, é preciso estar disposto a “pensar demais”, ou, pelo menos, “pensar mais”, para ir além do que é habitual. Avançar nesse sentido requer reflexão e questionamento acerca do que é desconhecido. “Esse tipo de autoconhecimento, que parte do autodesconhecimento, permite pensar, enxergar e sentir coisas que o autoconhecimento do Ego, que é muito cheio de certezas, não permite. Então ele amplia a experiência de vida de uma pessoa”, sustenta Gleich.

Logo, para o psicanalista, se desfizermos alguns “nós” da “roupa do Ego”, tornamos as perspectivas sobre o Eu mais ricas: “Poder implodir esse autoconhecimento que restringe e limita é uma forma de autoconhecimento que vai em direção ao autodesconhecimento. E essa é uma grande vantagem, eu penso, em relação a uma vida empobrecida pela estreiteza de algumas certezas, ideias e sensações”.

Refletir, questionar e dialogar

A palavra “demais” pode representar excesso – exagero – ou demasia – intensidade. Quando o sentido que damos à expressão “pensar demais” parte do excesso, ele pode receber e revelar um tom negativo de algo que requer atenção. Mas quando significamos a partir da demasia, entendemos a importância de “pensar demais”. Afinal, pensar em autoconhecimento sob a perspectiva da Filosofia e da Psicanálise é “pensar demais”, visto que sugere pensar intensamente e sobre um raciocínio que, em sua totalidade, não tem fim. 

Segundo André Oliveira Costa, “‘o pulso ainda pulsa’. Estamos o tempo todo em movimento, sem cessar. O autoconhecimento nunca vai se fechar”. O professor convidado do Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFSM é autor do artigo “A construção do Eu nas narrativas de vida”, com participação de Karen Worcman. Na pesquisa, o foco é a constituição do Eu e o modo como a produção de uma narrativa de vida pode significar, para quem narra, o exercício de construção.

Ao analisarem relatos, os autores não colocam o “fato” por trás da história narrada como ponto principal. O foco é o próprio indivíduo e a forma como lida com sua memória e produz o seu relato individual a partir dela. O que importa é a organização e tradução que se faz, para o outro, daquilo que se viveu e conheceu. Além da pesquisa minuciar ainda mais a construção do Eu, ela também conversa, de certo modo, com as perspectivas de Marcelo Fabri e Paulo Gleich, ao passo que destaca a importância do diálogo.

Para Marcelo Fabri, a vida implica o contato entre os sujeitos, que gera o diálogo e o confronto necessários para tentar responder à questão “quem é o homem?”. O contato que Paulo Gleich considera importante nesta busca é, em especial, o da análise, através da fala e da escuta que, com tempo, atenção e dedicação, trazem efeitos à descoberta pessoal. Refletir, questionar e dialogar. Essas são as principais palavras para ressignificar o “pensar demais” e, também, para considerar o autoconhecimento – ou autodesconhecimento. 

A lente de aumento colocada sobre o Eu, durante a pandemia, permitiu que muitos saíssem da distração para a atenção e, assim, dessem o primeiro passo em direção a uma busca por um entendimento de si. Sem fim, o autoconhecimento também não se limita a esse período, mesmo que represente uma maneira de atravessá-lo. 

Contemplar perspectivas que sugerem reflexão, como as que André Costa, Marcelo Fabri e Paulo Gleich expressam - do contato com a Filosofia e a Psicanálise - pode originar uma série de descobertas. Essas, por sua vez, não dizem só sobre o presente, mas sobre o passado e, de certo modo, influenciam o futuro. Segundo Paulo Gleich: “Sei, pelos testemunhos de muitos colegas e pela minha própria prática clínica, que muitas pessoas procuraram ajuda nesse momento. Embora algumas delas tenham alegado as questões da pandemia, com um tempo de trabalho [de análise] elas vão poder se ocupar das questões que, na verdade, já estavam lá muito antes, mas que a situação de isolamento empurrou para um aumento de sintomas”.

O recolhimento e o conhecimento interno não prometem estancar sofrimentos, mas possibilitam encontrar interpretações mais preparadas para lidar com os antigos, presentes e futuros sentimentos e necessidades. Aqui, considerando em especial aqueles que foram, estão sendo ou serão despertados durante a pandemia. Logo, esses movimentos podem ser alternativas para responder, inclusive, a uma das estratégias de enfrentamento dos impactos negativos do distanciamento social elencadas pela Fiocruz, que consiste em dar atenção a si e observar limites e angústias com o fim de aliviamento. Outras recomendações da instituição envolvem realizar exercícios cognitivos, cursos online e leitura, buscar conteúdos e práticas que reestabeleçam a confiança em si mesmo, realizar exercícios físicos e de relaxamento, participar de grupos de apoio online ou buscar apoio especializado. 

Enquanto a pandemia de Covid-19 ainda é uma realidade, as ruas não perdem por completo o verbo “dispersar” – afinal, o sentido de “espalhar” (o vírus) permanece presente. Porém, reconhecer a importância de se manter atento já é uma forma de contrariar o sentido de “distrair” – e, com isso, permitir a entrada de uma série de importantes percepções e interpretações sobre o Eu e sobre o mundo.

Expediente

Repórter: Anna Júlia da Silva, acadêmica de Jornalismo (UFSM campus Frederico Westphalen) e estagiária

Ilustrador: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista

Mídia Social: Samara Wobeto e Eloíze Moraes, acadêmicas de Jornalismo e bolsistas

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/pos-graduacao/santa-maria/mpcs/2021/02/27/ufsm-segue-orientacoes-do-governo-do-rs-e-se-adapta-a-bandeira-preta Sat, 27 Feb 2021 18:33:51 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/pos-graduacao/santa-maria/mpcs/?p=313

Conforme Modelo de Distanciamento Controlado do RS, o Rio Grande do Sul registrou situação de extrema gravidade, determinando bandeira preta em todo o Estado, sendo a medida válida por uma semana, de sábado (27/02) até o próximo domingo (7/03).

Diante disso, a UFSM reitera as orientações da Portaria Normativa UFSM n. 019, de 26/02/2021, que suspende as atividades acadêmicas e administrativas presenciais até 31 de março de 2021. E lembra que, conforme a Instrução Normativa 001_2020-PROGEP, em seu Art. 1º, não haverá atendimento ao público em nenhum dos ambientes administrativos das unidades acadêmicas e da Universidade, com exceção dos serviços essenciais.

No que se refere ao § 2º deste artigo e acompanhando a orientação do governo do Estado, deverá haver redução no número máximo permitido de servidores presentes ao mesmo tempo no ambiente de trabalho, dos serviços públicos não essenciais, restrito a 25% dos servidores. Assim, deve-se observar, nos ambientes de trabalho da UFSM, o limite máximo de servidores presentes, o uso obrigatório de máscaras, a higiene frequente das mãos, o distanciamento mínimo de 1,5 metros entre as pessoas e ainda a atenção para a ventilação do ambiente.

Salienta-se ainda que o servidor em atividades domiciliares ou virtuais poderá comparecer a unidade para realização de diligências ou ações que exijam sua presença mediante requisição da chefia imediata, garantida sua segurança e o distanciamento físico necessários ao enfrentamento da pandemia, excetuados, neste caso, os servidores pertencentes aos grupos de risco. Recomenda-se que, mesmo aqueles servidores pertencentes aos grupos de risco que tenham preenchido o TCLE, evitem o trabalho presencial ou presencial esporádico enquanto perdurar a bandeira preta no Estado. 

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/02/26/pro-reitoria-de-assuntos-estudantis-informa-sobre-a-moradia-estudantil-nas-condicoes-de-bandeira-preta-no-rs Fri, 26 Feb 2021 22:15:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=55192

Diante do crescimento exponencial de contágio  do coronavírus e do pico de internações em leitos hospitalares, levando o sistema de saúde à beira de um colapso, reiteramos que a Instrução Normativa 004/2020 da PRAE está vigente, proibindo pernoites, retornos e VISITAS, principalmente de pessoas de fora e entre moradores.

Para preservar a saúde e a vida de todas e todos é fundamental que as medidas previstas na IN sejam respeitadas, assim como as orientações do protocolo de segurança para a bandeira preta, o qual prevê  que locais públicos de condomínios sejam utilizados somente para circulação, o distanciamento interpessoal seja respeitado  e o uso obrigatório e correto de máscara seja feito por todas e todos.

É importante reforçar que os hospitais, inclusive o HUSM, estão no último nível do Plano de Contingência Hospitalar e, caso haja necessidade de um atendimento, não temos serviço de transporte para isso.

Somente os serviços de urgência da manutenção/infraestrutura das CEUs  poderão ser realizados enquanto essa situação perdurar.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/02/26/ufsm-segue-orientacoes-do-governo-do-rs-e-se-adapta-a-bandeira-preta Fri, 26 Feb 2021 16:23:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=55182

Conforme Modelo de Distanciamento Controlado do RS, o Rio Grande do Sul registrou situação de extrema gravidade, determinando bandeira preta em todo o Estado, sendo a medida válida por uma semana, de sábado (27/02) até o próximo domingo (7/03).

Diante disso, a UFSM reitera as orientações da Portaria Normativa UFSM n. 019, de 26/02/2021, que suspende as atividades acadêmicas e administrativas presenciais até 31 de março de 2021. E lembra que, conforme a Instrução Normativa 001 2020 - PROGEP , em seu Art. 1º, não haverá atendimento ao público em nenhum dos ambientes administrativos das unidades acadêmicas e da Universidade, com exceção dos serviços essenciais.

No que se refere ao § 2º deste artigo e acompanhando a orientação do governo do Estado, deverá haver redução no número máximo permitido de servidores presentes ao mesmo tempo no ambiente de trabalho, dos serviços públicos não essenciais, restrito a 25% dos servidores. Assim, deve-se observar, nos ambientes de trabalho da UFSM, o limite máximo de servidores presentes, o uso obrigatório de máscaras, a higiene frequente das mãos, o distanciamento mínimo de 1,5 metros entre as pessoas e ainda a atenção para a ventilação do ambiente.

Salienta-se ainda que o servidor em atividades domiciliares ou virtuais poderá comparecer a unidade para realização de diligências ou ações que exijam sua presença mediante requisição da chefia imediata, garantida sua segurança e o distanciamento físico necessários ao enfrentamento da pandemia, excetuados, neste caso, os servidores pertencentes aos grupos de risco. Recomenda-se que, mesmo aqueles servidores pertencentes aos grupos de risco que tenham preenchido o TCLE, evitem o trabalho presencial ou presencial esporádico enquanto perdurar a bandeira preta no Estado. 

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/11/20/campus-sede-da-ufsm-segue-fechado-para-visitantes Fri, 20 Nov 2020 22:46:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=54595
 

Tendo em vista a divulgação do mapa preliminar do Distanciamento Controlado do Rio Grande do Sul, que apresenta a região de Santa Maria novamente na bandeira vermelha, o 55BET Pro Sede da UFSM permanecerá fechado para visitantes. Como foi divulgado anteriormente, a reabertura estará sempre condicionada à definição das bandeiras da região. 

A divulgação do mapa foi feita hoje pelo Governo Estadual e traz 13 regiões em bandeira vermelha (risco epidemiológico alto), entre elas a região de Santa Maria. As demais oito regiões Covid estão na bandeira laranja (risco epidemiológico médio).

O mapa definitivo será divulgado após análise dos recursos pelo Gabinete de Crise, na tarde de segunda-feira (23/11), por meio de notícia publicada no site do governo do Estado. Enquanto isso, a UFSM mantém o campus sede fechado para visitantes. 

 

 

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/08/18/projeto-cc-palco-online-apresenta-espetaculo-de-danca-sofrida-solidao-nesta-quarta-19 Tue, 18 Aug 2020 11:05:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=53296

O Centro de Convenções da UFSM recebe, na quarta-feira (19), às 20h, o espetáculo de dança "(So)Frida Solidão", do artista Crystian Castro. Inspirado em Frida Kahlo — artista mexicana conhecida mundialmente —, o espetáculo traz ao público a reflexão, através da dança, sobre o momento de distanciamento social que vivenciamos. Em "(So)Frida Solidão", o bailarino busca apresentar a sua (so)Frida solidão coletiva. A produção é de Crystian Castro Cia de Dança. Classificação: livre. Esta, que é a sétima apresentação do projeto CC Palco Online, será transmitida ao vivo, através do canal da TV 55BET Pro UFSM no YouTube.

O projeto CC Palco Online, que faz parte das comemorações dos 60 anos da UFSM, é uma iniciativa do Centro de Convenções da UFSM junto à Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec). Ao longo de 10 semanas, artistas de Santa Maria trazem, ao público, apresentações de dança, música e teatro, que são transmitidas, ao vivo, direto do Centro de Convenções UFSM. O projeto CC Palco Online conta com o apoio da TV 55BET Pro UFSM, do Centro de Processamento de Dados (CPD) e do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE).

A agenda completa dos eventos que fazem parte do projeto CC Palco Online pode ser acessada no site do Centro de Convenções.

Acompanhe os espetáculos também na TV

Além de transmitidos ao vivo pelo canal no YouTube da TV 55BET Pro UFSM, os espetáculos do projeto CC Palco Online podem ser acompanhados pela TV Câmara (canal 18.2) e pela NET TV Santa Maria (canal 15). As iniciativas são frutos de parcerias entre a UFSM, a Câmara de Vereadores e a TV 55BET Pro UFSM, para a promoção da cultura local.

As exibições no Canal 15 da NET, via TV 55BET Pro UFSM, acontecem às sextas, às 20h; aos sábados, às 16h e às 21h; e aos domingos, às 17h.

Na TV Câmara de Santa Maria (canal 18.2), as exibições são realizadas aos sábados, às 11h, às 15h e às 00h; aos domingos, às 11h e às 00h; e às segundas-feiras, às 17h e às 23h.

Texto: Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/06/19/observatorio-de-dados-e-importancia-do-distanciamento-social-foram-temas-em-debate-na-jornada-multidisciplinar-de-enfrentamento-da-covid-19 Fri, 19 Jun 2020 17:27:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=52609

Na última quinta-feira (18), a 1ª Jornada Multidisciplinar de Enfrentamento da COVID-19 debateu a importância a importância de levantamento e divulgação de dados e estratégias para o combate da pandemia da Covid-19. O evento acontece na modalidade online até esta sexta-feira (19), com transmissão pelo Farol UFSM, onde as palestras já estão disponíveis.

A primeira palestra, “Observatório de Dados do COVID-19 e seu comprometimento em produção de informações e estudos em saúde: o durante e o pós-pandemia”, foi ministrada pelo doutor Jessye Melgarejo do Amaral Giordani professor de Odontologia da UFSM e coordenador do Observatório de Dados da UFSM. Criado no dia 31 de março, 14 dias após o primeiro caso confirmado de Covid-19 em Santa Maria, o Observatório surgiu para responder a um chamamento do Ministério Público Federal à comunidade acadêmica. Um grupo foi criado com a tarefa de realizar projeções e elaborar propostas científicas, que são disponibilizadas à sociedade e aos gestores públicos encarregadas da tomada de decisão acerca das medidas de contenção da pandemia. Seus quatro objetivos principais são: o monitoramento constante de casos; apoio à gestão; produção de conhecimento e informação para a população.

A equipe do observatório é composta por profissionais de quatro unidades de ensino: Centro de Ciências da Saúde, Centro de Ciências Naturais e Exatas, Centro de Ciências Sociais e Humanas e Centro de Tecnologia, com o auxílio da unidade de apoio Centro de Processamento de Dados da UFSM. Os colaboradores são docentes, vinculados a dez departamentos diferentes, alunos de pós-graduação  e técnico-administrativos em educação da universidade, divididos em nove Grupos de Trabalho: Estatística e Georreferenciamento, Pesquisa Qualitativa, Projetos e Editais, Apoio à Gestão e Site.

Observatório conta com o auxílio das 4ª e 10ª Coordenadorias Regionais de Saúde, Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul e da Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria, mais especificamente da vigilância epidemiológica, com o qual há uma relação de interdependência: os dados são fornecidos pela vigilância e o observatório os organiza, interpreta e tornam em conhecimento para o público. A comunidade em geral também tem participação significativa, por meio de dúvidas e feedback enviados pelo e-mail disponível no site.

Após apresentar e contextualizar o Observatório, o professor demonstrou aos espectadores como utilizar o observatório, quais as suas funções e como acessá-las.De acordo com Jessye, a expectativa é que, no futuro pós-pandemia, o Observatório continue com um trabalho de acompanhamento em outras áreas da saúde pública, além de continuar contribuindo para a produção de conhecimento, monitoramento e apoio à gestão. 

Distanciamento social ainda é a principal medida para o enfrentamento da pandemia

A segunda palestra da noite foi a “Relação entre as medidas restritivas e de distanciamento social e  a mitigação do processo de enfrentamento do COVID-19”, apresentada pelo professor e médico infectologista Alexandre Vargas Schwarzbold.

O professor abordou inicialmente a importância da testagem, o número de testes realizados no Brasil, mostrou tabelas comparativas, provenientes da pesquisa feita pela Imperial College (Londres - Reino Unido), entre a quantidade de casos, número de testes e mortalidade no Brasil em relação a outros países também gravemente afetados pela pandemia. 

De acordo com Schwarzbold, os dados demonstram que os países mais afetados não adotaram um isolamento social rigoroso, sendo esse países os Estados Unidos, Brasil, Rússia, Espanha e Itália, em ordem decrescente de número de casos.  O médico explicou também o caminho de transmissão do coronavírus no Brasil, que começa em um caso importado no mês de fevereiro, passa para uma etapa intermediária (em grupamentos relacionados) e chega à etapa atual, que é a transmissão comunitária, onde não há contato com o primeiro caso. 

Schwarzbold elucidou conceitos científicos para o público, tais como R0 e Rt, parâmetros altamente dinâmicos que traduz a quantidade de pessoas infectadas através de um caso. Esses conceitos serviram como base para comparar o isolamento social horizontal e o vertical, duas possibilidades que permeiam as decisões de governos dos países afetados. O professor explicou que, em  isolamento vertical, apenas pessoas que são de grupo de risco ficariam isoladas e o restante estaria exposto, buscando a “imunidade de rebanho”. Para que esta estratégia funcione, no mínimo 30% da população deveria ser infectada. Um artigo publicado por um grupo da Universidade de São Paulo mostra que através desse modelo, 200 mil pessoas do grupo de risco ainda estariam infectadas.

Já o isolamento social horizontal, próximo ao que foi adotado no Brasil, provou ser mais eficiente. Conforme um estudo feito na região metropolitana de São Paulo, a restrição social fez com que o Rt, número de reprodução em função do tempo, caísse dramaticamente. Ultimamente, a melhor forma de enfrentamento seria o achatamento da curva, alcançado pelo distanciamento social, junto com testagem em larga escala e mapeamento de contato.

Com relação aos efeitos econômicos do isolamento social causado pela pandemia, problema muito debatido, sobretudo pelas autoridades governamentais, Schwarzbold lembrou de estudo feito na Dinamarca, de comparação entre as economias deste país com a da Suécia. Embora ambos tenham sofrido recessão, a Dinamarca, que realizou um isolamento horizontal, apresenta um melhor quadro de recuperação do que a Suécia, que optou por não adotar a medida.

Reportagem: Ana Laura Iwai, bolsista de jornalismo da Agência de Notícias da UFSM.
Edição: Davi Pereira

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/distanciamento-fisico-saude-mental Tue, 02 Jun 2020 12:22:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6222 Além de transformar a rotina, isolamento pode causar ou agravar problemas psicológicos

Confinamento, distanciamento social, perda da rotina, redução nas atividades físicas. Em 2020 vimos nossa realidade ser transformada pela pandemia do novo coronavírus. Doença contagiosa e letal, sem vacinas e tratamentos eficazes até o momento, a principal recomendação dos órgãos de saúde é a quarentena. Além disso, ela também é importante para evitar a contaminação em massa e a superlotação dos hospitais. 

O vírus SARS-CoV-2 pode causar diversos danos em nosso corpo, principalmente no sistema respiratório. Mas, para além dos sintomas físicos, os efeitos da covid-19 e da quarentena podem acarretar problemas psicológicos. O grande número de mortos pela pandemia, o distanciamento social, o medo de contrair o vírus, o luto, a crise financeira, a falta de suprimentos, o excesso de informação e o tédio são alguns dos estressores que podem causar ou agravar doenças mentais. 

A curto prazo as consequências começam pelo aumento do estresse. O que é normal numa situação como a atual. Mas o professor do Departamento de Neuropsiquiatria da UFSM, Vitor Crestani Calegaro, explica que algumas pessoas podem ter um comprometimento psíquico além do esperado, que pode ocasionar transtornos como o de estresse agudo, de adaptação, de ansiedade, do pânico, aumento do consumo de substâncias, depressão, entre outros.

 Já a longo prazo o doutor destaca que pode haver um cenário mais otimista e um mais pessimista. Mesmo assim, em ambos é esperado um aumento nos transtornos mentais. “Se houver realmente um grande número de mortes, somado ao isolamento social, à crise econômica, mais a questão das revoltas que podem surgir, tanto revoltas populares, quanto a questão da agressividade doméstica, violência urbana, pode aumentar o número de assaltos. Isso tudo pode vir como consequência social da pandemia, dependendo da maneira como ela for conduzida ao longo do tempo no país”, declara. 

Importância de manter a rotina

O distanciamento do ambiente escolar ou de trabalho e, por consequência, o aumento do tempo em casa provocou duras alterações em nossa rotina. Diante de uma pandemia e as várias sensações que ela desperta, tentar seguir a vida normalmente pode ser uma tarefa difícil. Se manter os velhos hábitos já não é mais possível, criar novos é uma boa alternativa. 

“Quando a gente não tem uma organização da rotina, é mais fácil também a gente se desorganizar em termos emocionais. Manter uma rotina também mantém uma certa estrutura na nossa vida. Nos mantém ocupados, com uma função, e isso é importante”, observa. O psiquiatra recomenda a adaptação a um cotidiano temporário, novas formas de trabalho e de lazer e, futuramente, se for o caso, retornar aos hábitos anteriores. 

Enquanto alguns podem ter dificuldades em realizar suas atividades, outros as utilizam para ocupar totalmente seu tempo. O médico afirma a importância de manter o trabalho de segunda à sexta, sem se sobrecarregar, com períodos para descansar e fazer atividades de lazer. Criar uma rotina equilibrada ajuda a reduzir a ansiedade provocada pela quebra dos hábitos cotidianos. 

Outra recomendação do professor para mantermos a saúde mental durante a quarentena é quanto à necessidade que temos de informação e ao acesso dela que fazemos de maneira excessiva. Ele sugere assistir ao noticiário ou ler um jornal uma vez por dia, já que a abundância de informações talvez não nos deixe mais preparados para lidar com a situação, mas sim cause um aumento no nível de estresse e ansiedade. 

Equilíbrio emocional em tempos de crise

“Vai ter um antes e um depois, com certeza”, enfatiza o psiquiatra Vitor, a respeito do desenvolvimento de problemas psicológicos ao longo do tempo devido à quarentena. Para ele, é possível que, quando a pandemia do novo coronavírus passar, nossa sociedade tenha que lidar com um outro grande problema: os transtornos mentais que surgiram a partir disso na vida de muitas pessoas. 

Embora as perspectivas sejam de aumento do estresse, desenvolvimento de sintomas e transtornos mentais, o professor comenta maneiras para enfrentar o momento atual e preservar o equilíbrio emocional. Algumas delas são: viver o presente sem se prender a pensamentos negativos do que foi perdido durante a pandemia; focar em novas habilidades e no desenvolvimento criativo; colocar em prática atividades que já havia planejado mas não tinha tempo para realizar; manter uma regularidade de sono; praticar exercícios físicos; buscar se aproximar afetivamente das pessoas e, mesmo que isolado fisicamente, manter a comunicação. 

Nesse âmbito comunicacional, as redes sociais e, principalmente, as chamadas e conferências em vídeo ganharam destaque durante o surto do novo coronavírus. A doutora em Comunicação e professora da UFSM, Eugenia Barichello, ressalta como a utilização de vídeos e a possibilidade de ouvir a voz do outro têm sido aliados neste período de distanciamento físico. 

“É possível observar que em isolamento temos mais tempo, as conversas são mais longas e conseguimos sentir o outro pela voz, além das expressões e gestos”, destaca. Ela também compartilha sua experiência durante o período, com participação mais intensa em grupos online de amigos, ex-alunos, colegas e familiares, além de conversas mais longas e aprofundadas. 

E as videochamadas não só auxiliam nas relações afetivas como também permitem adaptarmos uma rotina escolar ou profissional. Elas desempenham papel fundamental para que escolas, universidades e empresas funcionem, mesmo que a distância. “Estas interações já ocorriam muito nas interações afetivas, e estavam sendo cada vez mais introduzidas no mundo do trabalho. O que a pandemia fez foi acelerar as possibilidades, potencializar o uso destas interações por não haver alternativa e acredito que esta mudança de patamar do uso de tecnologias de informação e comunicação veio para ficar e evoluir”, complementa Eugenia.

A saúde mental quando faltam recursos básicos mínimos 

Como se preocupar com o equilíbrio emocional quando a geladeira está vazia? Quando as contas chegam e a crise escancara, mais uma vez, a desigualdade social de nosso país? Como “ficar em casa” quando não se tem uma? 

Se as angústias sobre o futuro afligem a muitos e são causadoras de doenças mentais, a realidade daqueles que vivem o problema no presente pode ser ainda mais dura. Eles já estão no meio da situação estressora e precisam lidar com ela no momento. “É difícil uma pessoa pensar em realização profissional quando ela não tem o que comer”, enfatiza o psiquiatra Vitor Calegaro. 

A melhor estratégia de saúde mental para ser usada com essa população, segundo ele, viria a partir das instituições e do governo. “É uma coisa política, estratégica, de manejo da pandemia. O governo precisa ter um jeito de lidar com essas pessoas justamente para que elas tenham um conforto mínimo de subsistência, que não precisem entrar em desespero pela falta de alimento, cometer delitos em função disso”, complementa.

Nesse sentido, também se pode buscar ajuda de grupos, organizações que promovem manifestações de solidariedade, que fazem doações...o que não é recomendado é que, em meio à crise, essas pessoas se isolem ainda mais. Dividir as preocupações possibilita procurar e encontrar soluções em conjunto. 

Pesquisa de monitoramento de problemas psicológicos durante a pandemia

A evolução de sintomas de estresse, ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático durante a pandemia é monitorada por um grupo de pesquisa em psiquiatria da UFSM, coordenado pelo professor doutor Vitor Calegaro. O estudo CovidPsiq é realizado por meio de questionários online que podem ser respondidos por qualquer pessoa que more no Brasil, ou por brasileiros que residam no exterior, desde que tenham mais de 18 anos e acesso à internet. 

Os questionários serão preenchidos em quatro etapas, no decorrer de seis meses. A partir das respostas a equipe observará se existe o aumento dos problemas de saúde mental ao longo do tempo e quais são os grupos mais vulneráveis a isso. Após essa identificação e dos fatores que estão relacionados, poderão ser pensadas estratégias eficazes para o manejo da situação em nível coletivo, explica Vitor. 

O grupo de pesquisadores é formado por 15 acadêmicos do curso de Medicina, quatro psiquiatras, dois psicólogos, um educador físico e um matemático estatístico. Bianca Lorenzi Negretto é aluna do 11º semestre de Medicina e bolsista do projeto. Ela avalia a sua participação como “uma oportunidade de experiência para a vida e treinamento para o futuro”. Quase no final da graduação, sua principal opção de especialidade é na área da psiquiatria. 

Para que a pesquisa tivesse adesão nacional, Bianca conta que o grupo entrou em contato com pesquisadores de diferentes partes do país, a fim de buscar respostas que realmente representem a maior parcela possível da população. Dentre os problemas apontados por ela estão a dificuldade em atingir um público mais diversificado, com adesão de pessoas que não estejam em suas redes de contatos, e a necessidade de habilidade digital que a pesquisa exige, o que faz com que informações de parcelas importantes da população não estejam presentes no estudo. 

A primeira fase da pesquisa já foi concluída e alguns resultados puderam ser observados. Dos respondentes, 85,9% afirmaram realizar a quarentena e 14,1% não. Quando questionados sobre a saúde mental durante esse período de distanciamento físico, 18,31% assinalaram “piorou muito”; 46,61% marcaram a opção “piorou um pouco”; 27,34% “nem piorou, nem melhorou”; 5,86% “melhorou um pouco”; e 1,88% relatou que “melhorou muito”. 

Reportagem: Melissa Konzen, acadêmica de Jornalismo

Ilustrações: Beatriz Dalcin, acadêmica de Publicidade e Propaganda

Mídias Sociais: Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas

Edição: Maurício Dias, jornalista

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/04/15/projeto-da-ufsm-oferece-materiais-de-apoio-a-cuidadores-de-idosos-durante-o-periodo-de-distanciamento-social Wed, 15 Apr 2020 11:15:10 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=51813

Durante o período de distanciamento social que vivenciamos, um dos grupos que precisam de maior atenção são os idosos — não apenas por estarem no grupo de risco do novo coronavírus (covid-19), mas também por precisarem de cuidados especiais com a saúde e com as tarefas cotidianas. Tendo em vista o convívio entre cuidadores de idosos e a terceira idade, o Programa de Extensão Pacto-UFSM vem desenvolvendo uma série de materiais e atividades de escuta e orientação profissional como forma de auxiliar neste momento, que se mostra tão difícil para grande parte da população.

O Pacto – Programa de Apoio aos Cuidadores da Terapia Ocupacional, ação de extensão vinculada ao curso de Terapia Ocupacional do Centro de Ciências da Saúde da UFSM, atua desde 2018 com trabalhos voltados aos cuidadores de idosos formais (que atuam nas Instituições de Longa Permanência para Idosos, ou ILPIs) e informais (na sua maioria familiares do idoso). Coordenado pela professora Kayla Araujo Ximenes Aguiar Palma, o programa desenvolve mini capacitações dentro das ILPIs, além de encontros com cuidadores de idosos que sofrem com o Mal de Alzheimer — doença que afeta, prioritariamente, a região da memória do paciente —, dando suporte a esses cuidadores através de atividades de relaxamento, de escuta, assim como palestras.

Durante o período de distanciamento social ocasionado pela pandemia de covid-19, na qual foram suspensas as ações presenciais de extensão da UFSM, o projeto continua atendendo virtualmente esses cuidadores, através de materiais informativos enviados via redes sociais digitais. Entre os materiais encaminhados pelo grupo de extensionistas, produzidos em parceria com os alunos da disciplina Terapia Ocupacional em Gerontologia II, de  estão algumas informações sobre os cuidados a serem tomados durante este período, atividades para o estímulo cognitivo e emocional do idoso, sugestões de organização da rotina cotidiana e também cuidados com a saúde do cuidador. O programa de extensão também divulga, nas redes sociais, materiais com sugestões de atividades para serem desenvolvidas em casa.

A professora do departamento de Terapia Ocupacional e coordenadora do Pacto-UFSM, Kayla Araujo Ximenes Aguiar Palma, reforça que, nesse período que vivenciamos, é fundamental redobrar os cuidados com os idosos e com os cuidadores. “Os cuidadores familiares, que estão 24h em contato com esse cuidado, precisam se cuidar para que não desenvolvam estresse crônico”, comenta a professora. A terapeuta ocupacional destaca que o cuidador também precisa dedicar alguns momentos de lazer para si, praticando atividades que goste, assistindo um filme ou dormindo.

Uma das dicas do programa, para reduzir os impactos desse período, é tentar manter, ao máximo, a rotina do idoso. “Se tomavam café juntos, continuem tomando; se praticavam caminhadas, façam algum exercício físico pela casa; se faziam terapia ocupacional ou fisioterapia, tentem fazer alguma das indicações do T.O. ou do fisioteapeuta. Tentem estimular a capacidade cognitiva e funcional do idoso o mais perto do habitual”, destaca Kayla. A professora finaliza lembrando a importância de seguir tanto as orientações de higiene e cuidado repassados pela mídia quanto as atividades com idosos, para que eles não fiquem focados apenas nas notícias, “deprimindo-se, já que se fala tanto na morte do sujeito idoso pela doença”.

Para ter acesso ao material ou conversar com os participantes do projeto, os interessados podem entrar em contato através do Facebook e do Instagram do Programa.

Texto: Wellington Felipe Hack, do Núcleo de Divulgação Institucional da PRE

]]>