UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Wed, 18 Mar 2026 19:34:40 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/cte/2026/03/02/cte-disponibiliza-a-partir-de-02-3-2026-o-mooc-acolhimento-de-estudantes-do-hospital-universitario-de-santa-maria Mon, 02 Mar 2026 12:39:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/cte/?p=7940

A Universidade Federal de Santa Maria disponibiliza à comunidade o curso Acolhimento de Estudantes do Hospital Universitário de Santa Maria. O curso foi desenvolvido pela Gerência de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário de Santa Maria (GEP/HUSM-UFSM) com apoio da Coordenadoria de Tecnologia Educacional (CTE/Prograd-UFSM).

Veja, a seguir, as informações do curso:

  • Tipo de curso: Massive Open Online Course - MOOC, que significa curso massivo, aberto, on-line. O curso é gratuito e autoinstrucional (sem interação com professores).
  • Plataforma de ensino: Moodle Capacitação da UFSM.
  • Carga horária: 10 horas.
  • Público: Estudantes de ensino técnico, graduação e pós-graduação que realizam atividades práticas de Ensino, Pesquisa e Extensão no HUSM.
  • Certificado: Disponível aos concluintes aprovados no curso.
  • Inscrições: Sistema de autoinscrição, a partir da página do Portal de Cursos Livres e Abertos da UFSM ou da página da CTE. Para realizar a inscrição, o interessado precisa ter ou criar uma conta de usuário no Moodle Capacitação da UFSM e depois se inscrever, usando a chave “cursoaberto”.

Para conhecer o conteúdo programático do curso e outras informações, leia o Informativo e, para se inscrever, clique AQUI.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail: equipecapacitacao@cead.55bet-pro.com

Confira todos os cursos com inscrições abertas no site da CTE e no Portal de Cursos Livres e Abertos da UFSM.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/2026/01/12/projeto-da-ufsm-amplia-atuacao-com-a-comunidade-montanha-russa Mon, 12 Jan 2026 23:40:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/?p=406 Em meados de 2025, Daiane Ribas dos Santos — moradora da comunidade Montanha Russa e, à época, cozinheira da escola da região — fez um pedido à equipe do Coletivo Fluir: que o trabalho realizado com as crianças dentro da escola também chegasse aos demais moradores. A associação comunitária da qual ela fazia parte poderia ser o local para esses encontros. A partir dessa demanda, o projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria passou a ocupar novos espaços.

Criado em 2024, o Coletivo Fluir é um projeto de extensão desenvolvido por professores e estudantes da UFSM, voltado à defesa das infâncias em contextos de vulnerabilidade social. Inicialmente, a iniciativa atuava em três instituições da rede pública municipal, com foco na formação da comunidade escolar e no cotidiano das crianças pequenas.

A presença regular dos universitários nesses territórios — em especial na Escola Municipal de Educação Infantil Montanha Russa — fez com que as ações desenvolvidas com as crianças começassem a repercutir para além do ambiente escolar. “A proposta de aproximação surgiu da necessidade que a comunidade tem de troca de conhecimento e desenvolvimento”, afirma Daiane.

[caption id="attachment_408" align="aligncenter" width="800"] Integrantes do Coletivo Fluir em diálogo com moradores da comunidade Montanha Russa[/caption]

Território Andarilho: escuta antes da ação

A partir desse pedido, o Coletivo Fluir passou a estruturar o Território Andarilho da Comunidade Montanha Russa, um desdobramento do projeto que deslocou parte das ações para fora da escola e passou a concentrar encontros, oficinas e atividades na sede da associação comunitária.

Na prática, o Território Andarilho se consolidou como uma forma de atuação baseada na escuta da comunidade e na presença continuada da universidade no bairro. Desde o início, a equipe optou por não chegar ao território com propostas fechadas. O primeiro passo foi apresentar o Coletivo e ouvir os moradores.

“Nós fomos dialogar com as pessoas, apresentar o projeto — como a Dai nos pediu —, mas, ao mesmo tempo, queríamos ouvir quais eram as demandas e dificuldades da comunidade”, explica Taciana Segat, professora da UFSM e coordenadora do Coletivo Fluir.

Segundo ela, o contato inicial com a comunidade também foi marcado por incertezas sobre como o projeto poderia contribuir naquele contexto. “A gente foi um tanto sem saber exatamente como poderia ajudar”, afirma.

Com o avanço dos encontros e das conversas com moradores e lideranças locais, novos desafios começaram a emergir — muitos deles não visíveis a partir da experiência restrita ao espaço escolar. “Existia mais vulnerabilidades do que a gente imaginava”, relembra Leandra Possa, docente da UFSM e integrante do Fluir.

Cuidar das crianças exige olhar para o entorno

O contato direto com a comunidade levou os integrantes do projeto a rever alguns dos seus pressupostos. A equipe percebeu que a atuação centrada nos bebês e crianças pequenas não seria suficiente para enfrentar situações de vulnerabilidade mais amplas. “Trabalhar com crianças envolve trabalhar com adultos”, reconhece Taciana.

Ao aprofundar o diálogo no território, o coletivo percebeu que muitos dos adultos que hoje cuidam das crianças também viveram infâncias marcadas por vulnerabilidade. “São adultos que tiveram infâncias vulneráveis e que hoje participam da formação de crianças que vivem situações semelhantes. Isso foi complexificando o projeto”, explica Leandra.

A partir dessa compreensão, o Fluir reorganizou sua atuação: as crianças seguem no centro do projeto, mas passaram a ser pensadas em relação com as famílias, os adultos e as condições de vida do território. Essa leitura ampliada fez com que o projeto passasse a operar em diferentes frentes ao mesmo tempo. Enquanto aprofundava a atuação no território, o Fluir manteve as ações nas escolas e a disciplina de extensão em funcionamento. Para o grupo, o trabalho com as infâncias não se restringe a um único espaço. “A gente está pensando em como transformar os lugares onde as crianças vivem e moram em espaços mais seguros para crianças e adultos”, afirma a coordenadora do Fluir.

Ações no território: presença, escuta e construção coletiva

As ações do Território Andarilho da Comunidade Montanha Russa se estruturam a partir da presença contínua do Coletivo Fluir no bairro. Entre as atividades estão oficinas coletivas, momentos de convivência e escutas com moradores de diferentes idades, realizadas principalmente no espaço da associação comunitária.

[caption id="attachment_409" align="alignleft" width="400"] Caminhada realizada pelo território[/caption]

Além dos encontros, a aproximação com a comunidade incluiu uma caminhada junto com moradores. A proposta era conhecer o território a partir de quem vive ali, percorrendo ruas, acessos e trajetos cotidianos que organizam a vida das famílias. Segundo Taciana Camera Segat, a parceria com as professoras da escola foi decisiva para que a atividade acontecesse. “Sem esse trabalho conjunto, não teria sido possível.”

Durante a caminhada pelo bairro, a equipe identificou obstáculos enfrentados pelas famílias que não se evidenciam no ambiente escolar.“Quando a gente subiu o morro, ficou muito mais claro o que uma mãe precisa enfrentar para levar uma, duas, três crianças, mochila, guarda-chuva, para chegar até a escola”, relata Márcia Cardona, egressa da UFSM e integrante do Coletivo Fluir. Segundo ela, a experiência reforçou a necessidade de compreender as infâncias para além da escola. “Só dentro da escola, a gente tem uma abrangência muito pequena da vida das crianças.”

Outra ação de destaque realizada pelo Coletivo Fluir foi uma oficina para a criação da marca da comunidade Montanha Russa. Conduzida por Andrei Lopes, doutorando integrante do projeto, a atividade reuniu crianças, jovens, adultos e idosos em torno da construção coletiva de uma identidade visual para a vila.

[caption id="attachment_410" align="alignright" width="400"] Moradores participam de uma oficina oferecida pelo Fluir para discutir a logo da comunidade[/caption]

Ao longo dos encontros, a proposta se ampliou. Entre lápis de cor, desenhos e pinturas, os participantes passaram a compartilhar memórias e histórias do bairro, transformando a oficina também em um espaço de escuta e troca coletiva.

A aproximação com os moradores também revelou entraves burocráticos que dificultavam a organização comunitária. Um deles era a situação da Associação de Moradores, que não possuía CNPJ formalizado. A partir dessa demanda, o projeto articulou o contato com estudantes do curso de Direito da UFSM, que passaram a auxiliar a associação na compreensão dos trâmites legais necessários para a regularização.

Segundo Taciana, esse tipo de ação evidencia um papel assumido pelo projeto ao longo do processo: o de mediação entre as demandas da comunidade e os acessos institucionais que a Universidade possui. “A gente tem oportunidades de formação, de trânsito e de acesso que muitas pessoas da comunidade não têm. Nosso papel é construir essa ponte a partir da Universidade com a sociedade”, afirma a coordenadora do Fluir.

O semestre de atividades culminou, no início de dezembro, com uma grande festa comunitária realizada na Associação de Bairro, reunindo cerca de 300 pessoas. O evento funcionou como momento de encontro, devolutiva das ações e convivência.

Quando o território transforma a universidade

A experiência no Território Andarilho também produziu efeitos dentro da própria Universidade, especialmente na formação dos estudantes envolvidos no projeto. Ao lidar com demandas que não cabem em respostas prontas, o trabalho no território passou a tensionar modos tradicionais de fazer extensão e a forma como o conhecimento é construído e compartilhado.

Para Leandra Possa, o impacto do Território Andarilho não se dá apenas no sentido da Universidade em direção à comunidade. “A gente fala muito do impacto da universidade na comunidade. Mas o que esse projeto tem mostrado é o impacto da comunidade na Universidade, na nossa formação”, afirma.

Segundo as integrantes do Coletivo Fluir, esse impacto aparece de forma direta no percurso formativo dos alunos, que passam a confrontar, no território, os limites do que aprendem em sala de aula. “Um projeto como esse impacta inclusive nas nossas aulas e na nossa possibilidade de dialogar com os estudantes universitários sobre o que vivemos no bairro”, relata Taciana. 

Nesse processo, a extensão deixa de ser entendida como aplicação de um saber pronto e passa a exigir escuta, negociação e construção conjunta. Para o grupo, assumir esse lugar implica reconhecer limites e aceitar o caráter experimental da extensão. Para as participantes, esse é o papel da universidade pública: criar condições, sustentar diálogos e construir junto, mesmo quando os caminhos não estão dados de antemão.

Próximos passos: dados, políticas públicas e continuidade

Para 2026, o Coletivo Fluir prevê a continuidade das ações nas escolas, da disciplina de extensão e das atividades no território. Ao mesmo tempo, a equipe identificou a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre a realidade da Comunidade Montanha Russa a partir da produção de dados mais sistematizados.

“Agora a gente percebeu a necessidade de construir um instrumento de levantamento de dados, de ir casa a casa, conversar com as pessoas, para entender o que a universidade pode fazer e o que é responsabilidade do poder público”, explica Leandra.

A proposta é que esse levantamento possa subsidiar tanto ações da Universidade quanto a formulação de políticas públicas, a partir do diálogo com a prefeitura e a Câmara de Vereadores.

Reportagem: Luciane Treulieb

Fotografias: Coletivo Fluir

 

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/01/06/projeto-linguas-no-campus-desenvolve-materiais-didaticos-colaborativos-para-qualificar-o-ensino-de-ingles-em-escolas-publicas Tue, 06 Jan 2026 14:49:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14725 Um projeto de extensão iniciado na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) no ano de 2025 tem como foco a produção colaborativa de materiais didáticos para o ensino de inglês como língua adicional no contexto da escola pública. Intitulado Línguas no 55BET Pro: desenvolvimento de material didático para qualificação do acesso à educação em inglês como língua adicional, o projeto integra um programa de extensão já consolidado na Universidade e aposta na articulação entre formação inicial de professores, docentes da educação básica e pesquisa acadêmica.

A iniciativa está vinculada ao Programa Línguas no 55BET Pro, que atua há quase três décadas na UFSM, completando 30 anos em 2027. Segundo a coordenadora do projeto, professora Roseli Gonçalves do Nascimento, o programa tem como eixos centrais a formação de professores, especialmente da área de Letras, e a capacitação linguística da comunidade. “É um programa de formação de professores, qualificação da formação de profissionais de Letras, principalmente Letras em Inglês, e a capacitação em línguas para a comunidade externa”, explica.

 

Produção colaborativa como estratégia formativa

 

O projeto surgiu a partir da participação em um edital do Fundo de Incentivo à Extensão (FIEX), com o objetivo de desenvolver materiais didáticos de forma colaborativa, voltados ao ensino de inglês como uma língua adicional na educação básica da região. A proposta envolveu estudantes de Letras em formação inicial e professores que já atuam na rede básica de ensino, em um processo mediado por docentes da UFSM e por um doutorando que atuou como mentor.

De acordo com a coordenadora, o foco do projeto está na qualificação da produção de materiais didáticos, compreendidos como o elemento central da prática pedagógica no ensino de línguas. “O material didático é o principal mediador da ação pedagógica desses profissionais da educação. É ali que a gente seleciona o insumo de linguagem, os textos em áudio, vídeo ou escrito, e as atividades que vão dar acesso às línguas adiconais”, afirma.

A qualidade desse material, segundo Roseli, não pode ser entendida de uma forma genérica. “Não é um conceito abstrato. Um material de qualidade é aquele adequado ao contexto de ensino: à faixa etária, à série, aos interesses e às necessidades daquele grupo específico de estudantes”, pontua a professora.

 

Encontro do projeto para definição de atividades

Formação crítica e autonomia docente

 

Ao longo do projeto, foram desenvolvidas unidades didáticas específicas para o contexto de atuação de cada professor participante. Esse processo ocorreu por meio de encontros semanais de trabalho chamados de design sessions, nos quais as equipes analisaram, discutiram e reformularam os materiais em conjunto.

Roseli destaca que mudar a forma de produzir material didático envolve uma transformação mais profunda da prática docente. “Mudar a maneira como você desenvolve material didático e como você dá aula não é algo que se faz com umas simples técnicas. É um processo de mudança de visão do que é a linguagem e de como se ensina essa linguagem e que leva tempo”, ressalta.

Nesse contexto, o papel dos bolsistas do projeto foi considerado fundamental. “O trabalho das bolsistas que atuaram nessa mediação foi crucial, porque elas faziam reuniões semanais com as professoras para realmente olhar para o material e discutir como poderiam melhorar”, relata. Além de duas bolsistas financiadas pelo edital, o projeto contou ainda com a atuação de duas assistentes voluntárias.

 

Democratização do acesso ao inglês como direito

 

Um dos pilares conceituais do projeto é a compreensão da língua inglesa como um direito, e não como um conhecimento restrito a determinados grupos sociais. A coordenadora explica que a equipe adota a noção de “língua adicional” justamente para reforçar essa perspectiva.

“A gente entende que a língua inglesa, assim como outras línguas estrangeiras, é um direito do cidadão, assim como o acesso à educação, à saúde e à moradia”, comenta a coordenadora. Para ela, o domínio de uma língua adicional amplia as possibilidades de participação social, de interlocução e de exercício da cidadania.

Nesse sentido, a democratização do acesso ocorre de forma indireta, mas estruturante: ao qualificar a formação e a prática de professores da educação básica, o impacto do projeto se estende a um número muito maior de estudantes. De acordo com Roseli, “se a gente qualifica a formação de um professor, quando ele entra em sala de aula esse trabalho se expande, porque ele vai atingir diversos alunos”.

 

Financiamento, resultados e próximos passos

 

Em 2025, o projeto contou exclusivamente com recursos do FIEX para a concessão de bolsas, o que viabilizou a dedicação das estudantes envolvidas. No entanto, a coordenadora aponta que a continuidade e a ampliação das ações dependem de novos apoios, especialmente para a etapa de revisão, edição e divulgação dos materiais produzidos.

A proposta inicial do projeto prevê a produção, aplicação, avaliação e publicização dos materiais didáticos. Caso não haja recursos para impressão, a equipe pretende disponibilizar os conteúdos através do formato digital. “A nossa ideia é disponibilizar publicamente, seja em versão impressa ou como e-book”, explica a coordenadora.

 

Desafios na articulação com a educação básica

 

Entre os principais desafios enfrentados, Roseli destaca as dificuldades de comunicação com os professores da rede básica de ensino e a intensa rotina de trabalho desses profissionais. A coordenadora relata que, apesar do interesse inicial, alguns docentes precisaram desistir da participação devido à sobrecarga de atividades.

“A rotina de um professor da educação básica é extremamente puxada. Muitas vezes, mesmo com interesse e engajamento, não conseguem manter a participação”, afirma a coordenadora. Ainda assim, a adoção do formato híbrido permitiu a participação de professores de diferentes municípios do Rio Grande do Sul, ampliando o alcance do projeto.

Integração com ensino, pesquisa e extensão

O projeto integra um laboratório e um programa de extensão mais amplo, que reúne diferentes frentes de atuação em ensino, pesquisa e extensão. Entre elas estão estudos sobre letramentos acadêmicos, translinguagem, ensino bilíngue, suficiência linguística na pós-graduação e eventos voltados à divulgação científica em língua inglesa, como o Symposium of Academic Exchange.

Para Roseli, essa diversidade de ações reforça o papel da universidade na formação crítica de professores e na aproximação com a sociedade. “É um trabalho lento, de médio e longo prazo, mas que tem potencial de intervir de forma consistente na qualidade do ensino e no acesso ao conhecimento”, conclui.

Para acompanhar as ações, publicações e novidades do projeto, é possível acessar o perfil no Instagram: @linc_ufsm.  Mais informações sobre o laboratório que integra o programa de extensão também estão disponíveis no site do Laboratório LabLER, clicando aqui!

 

Texto: Gabriele Mendes, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM). 

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/13/egresso-do-ppge-ufsm-recebe-premio-andre-berten-2025-por-tese-sobre-violencia-e-reconhecimento Thu, 13 Nov 2025 18:01:26 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71382

No dia 10 de novembro de 2025, o  egresso do Curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal de Santa Maria e orientador educacional no 55BET Pro Bagé do Instituto Federal Sul-rio-grandense, Alexandre Oliveira Silva, foi contemplado com o Prêmio André Berten de Teses e Dissertações 2025. A pesquisa foi desenvolvida no PPGE, sob orientação do professor Amarildo Luiz Trevisan e defendida em 2024.

O Prêmio André Berten reconhece trabalhos nas áreas de filosofia, educação e estudos interdisciplinares, como direito e sociologia, que utilizam o pensamento de Jürgen Habermas como principal referência teórica. A cerimônia de premiação ocorreu durante o III Simpósio Internacional Jürgen Habermas, realizado em Londrina (PR) entre os dias 10 e 13 de novembro, promovido pela Universidade Estadual de Londrina, com apoio da Universidade Federal de Santa Catarina, da Universidade Federal da Paraíba e da Rede Interdisciplinar de Estudos sobre Violências (RIEV), da UFPB.

Na tese premiada, intitulada “Reificação ou reconhecimento? Um diálogo entre Educação e Opinião Pública sobre a Violência”, Alexandre Oliveira Silva investiga, com base na Teoria do Agir Comunicativo, a possibilidade de incluir o reconhecimento de si e do outro como uma quinta pretensão de validade discursiva, somando-se às quatro já formuladas por Habermas. O estudo também dialoga com a Teoria Social do Reconhecimento, de Axel Honneth, e com a Crítica da Sociedade, de Theodor Adorno.

A pesquisa argumenta que esse incremento conceitual pode ser construído por meio de um diálogo hermenêutico reconstrutivo entre educação e opinião pública, voltado à formação de uma Cultura de Paz. Em termos práticos, o trabalho indica que tal diálogo pode se efetivar com a participação mais ativa de educadores em plataformas e redes sociais, contribuindo para debates sobre as múltiplas formas de violência.

Situada em uma perspectiva de Educação contra a Barbárie, a tese se posiciona ética e politicamente “para que Auschwitz não se repita”, propondo uma virada linguística voltada ao enfrentamento da crescente reificação, compreendida como uma das principais causas da violência na sociedade contemporânea.

O trabalho completo está disponível no Manancial UFSM.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/anais-vii-senafe-e-iii-seinfe Mon, 03 Nov 2025 12:56:40 +0000 http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/?page_id=596 Anais VII SENAFE, III SEINFE
Elisete Medianeira Tomazetti, Dulce Mörschbächer, Vitória Albert Sauzem (organizadores)
]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/guriastec/2025/09/05/guriastec-realiza-minicurso-para-professores-do-ensino-fundamental-e-medio Fri, 05 Sep 2025 14:36:39 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/guriastec/?p=262 Nesta semana, 01, o programa GuriasTec realizou um minicurso de apresentações no canva voltado para professores e alunas bolsistas das escolas parceiras do projeto, mediada pelas estudantes do curso de Engenharia Aeroespacial da UFSM: Beatriz Henriques (bolsista do GuriasTec) e Bruna Garcia (voluntária). O minicurso foi estruturado em três etapas. Na primeira, as alunas apresentaram uma breve exposição sobre a ferramenta, destacando suas principais funcionalidades. Em seguida, os participantes desenvolveram uma atividade “hands on”, explorando o Canva ao elaborar apresentações a partir de um roteiro pré-estabelecido ou de suas próprias necessidades. Por fim, houve a socialização dos trabalhos produzidos, acompanhada de troca de experiências entre os participantes.

minicurso canva
Participantes do projeto conduziram a atividade
atividade canva
Foram expostas as ferramentas do Canva

A ação contou com a supervisão da professora Candice Müller, do curso de Engenharia de Telecomunicações, Departamento de Eletrônica e Computação/UFSM, e surgiu a partir da demanda das docentes em criar apresentações com recursos visuais atrativos de forma prática e acessível. O minicurso foi realizado de maneira remota.

participantes canva
O minicurso teve um momento de troca entre os participantes

Expediente:

Notícia: Luciana Mendes

Imagens: Candice Müller

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/07/10/coletivo-fluir-movimenta-a-educacao-em-defesa-das-infancias Thu, 10 Jul 2025 18:01:16 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69750 Às quartas-feiras, o movimento é intenso para um grupo de professores, doutorandas, mestrandas e graduandas do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Entre salas da Universidade e escolas municipais, o vai e vem é constante, reflexo das ações do projeto Fluir, que busca refletir sobre a educação e as aprendizagens de crianças em contextos de vulnerabilidade. Contemplada pelo edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG UFSM Além do Arco), a iniciativa tem como base um compromisso coletivo com a infância. “No princípio de formação do Coletivo temos um objetivo muito claro, um posicionamento radical, que é essa defesa das crianças em situação de vulnerabilidade. Essa é a espinha dorsal”, afirma Fabiane Bridi, professora do Departamento de Educação Especial da UFSM e atual coordenadora do projeto.

Ir e vir

Os encontros se alternam entre escolas e Universidade. Em uma das semanas, o grupo - formado por aproximadamente 134 integrantes da UFSM - se divide em três frentes, cada uma direcionada a uma Escola Municipal de  Educação Infantil (EMEI) de Santa Maria: Chácara das Flores, Montanha Russa e Monte Bello. No espaço da escola, são montados os territórios educativos intersetoriais, com o objetivo de proporcionar espaços onde a brincadeira é entendida como forma de aprendizagem para as crianças.

 

Espaços onde as professoras possam discutir problemas da escola, possibilidades de mudanças e planejar ações. Onde monitoras e estagiárias podem refletir sobre suas atuações. E onde  funcionárias - como faxineiras e cozinheiras - tenham espaço para  compartilhar dores e desafios do ambiente escolar. “É um espaço de construção, de invenção, de criatividade - para nós e para as crianças”, define Fabiane.

Na semana seguinte, o encontro acontece na Universidade: uma sala ampla do Centro de Educação se enche de vozes, de abraços e de pessoas à medida que as professoras - tanto das escolas quanto da UFSM - chegam para um espaço de formação. A disciplina de extensão ‘Territórios Educativos Intersetoriais: práticas extensionistas em contextos de vulnerabilidade’ é dedicada à discussão sobre educação e as infâncias. Para os pós-graduandos, ela também integra o processo de pesquisa.

Denise Ferreira da Rosa, doutoranda em Educação e integrante do projeto, explica que a disciplina é uma oportunidade de integração entre acadêmicos e professoras das escolas: “É um espaço de escuta e de troca de experiências”, assinala. Ao mesmo tempo em que oportuniza esse diálogo e o compartilhamento de dificuldades entre as professoras das escolas, também representa para elas a chance de retomar o contato com a Universidade. É o caso de Juliana Cezimbra, professora e gestora na EMEF Chácara das Flores, que ressaltou a  volta aos estudos e a reaproximação com a Universidade como um dos principais motivos para frequentar o espaço da disciplina ofertado pelo Fluir.

Vulnerabilidades das infâncias

Entre o final de abril e o início de maio de 2024, chuvas torrenciais atingiram o estado do Rio Grande do Sul e provocaram uma das maiores tragédias climáticas, sociais e políticas do país. A cidade de Santa Maria foi uma das primeiras afetadas. Na região leste, ocorreram deslizamentos de terra no Morro do Canário, no bairro Itararé. 

Priscila Arruda Barbosa, professora na EMEI Criança Cidadã e moradora do bairro, lembra que, diante da tragédia, a preocupação com as crianças desabrigadas se tornou urgente. “Começamos a perceber que a educação sozinha não daria conta. As crianças precisavam de assistência, de abrigos, de novas casas, de novos locais para morar, de equipamentos, de mobiliários, de saúde, de alimentação, de nutrição, de estar bem fisicamente e emocionalmente”, destaca Priscila. 

Foi nesse contexto que a UFSM se movimentou para responder às demandas sociais. Taciana Camera Segat, professora do Departamento de Metodologia de Ensino no Centro de  Educação da UFSM,  conta que o Coletivo Fluir surge a partir dessa calamidade climática e da iniciativa de um grupo de professoras comprometidas com as infâncias, que passaram a visitar abrigos, buscando compreender tanto o impacto vivido pelas crianças quanto o papel da Universidade diante dessa realidade.

“A partir deste lugar, que é um lugar de encontro com as crianças e de entendimento de como elas viviam esse afastamento de seus lares, entendemos que existia uma demanda. Era necessário reconhecer esse lugar de vulnerabilidade das infâncias”, explica Taciana.

Apesar da angústia e da dor de ver as crianças desabrigadas naquele período, Priscila guarda com carinho o início do projeto, que hoje ela considera uma mola propulsora. “Ali começa esse movimento muito grande, que depois a professora Taciana dá o nome de Coletivo Fluir. Eu vi nela uma necessidade de servir socialmente - pelo curso do qual ela é formadora, um curso de pedagogia que é uma ciência da educação e que trabalha com crianças”, destaca. Priscila pontua que foi um estreitamento de laços: “Não é olhar a Universidade de lá e a sociedade de cá. É um olhar da Universidade sobre o que eu posso fazer pela minha sociedade”.

Fluir

O que surgiu como ação pontual se transformou em demanda, virou projeto e foi contemplado no edital do Proext-PG. O primeiro passo foi a criação de territórios para as crianças: espaços de brincadeiras, de diversão, de convivência uns com os outros. São organizados a partir de objetos diversos, que podem ser tanto brinquedos quanto aquilo que as educadoras chamam de materiais não estruturados: galhos, folhas, caixas de ovo, bacias, caixas de remédio, esmaltes, géis de cabelo, secadores, alimentos coloridos, objetos de cozinha e outros itens que, mesmo não sendo brinquedos, provocam e incentivam o brincar.

Nesses espaços, crianças e adultos trocam conhecimento. Taciana afirma que o foco não está no ensino, mas na aprendizagem. “Não é sobre como ensinamos, porque não queremos ir lá ensinar. Queremos criar espaços em que as crianças possam se movimentar, transitar e viver experiências que oportunizem aprendizagens. Que elas construam conhecimento. A ideia é oportunizar espaços de aprender”, explica. Em cada escola, são pelo menos cem crianças, desde bebês até crianças de seis anos, que participam dos encontros. “São um milhão de possibilidades de aprendizagem”, define Taciana.

 

A partir da formação deste primeiro território, voltado às crianças, surge um segundo. Fabiane explica que, ao propor o projeto às escolas, receberam a demanda da contrapartida de diálogo com as professoras, que sentiam necessidade de formação continuada - nem sempre suprida pelo Estado. “A partir dali se estabelece uma relação de construção de demanda, que é algo que é construído coletivamente, mas também de construção de vínculo”, pontua Fabiane. Para Taciana, esse movimento traduz o conceito que dá nome ao projeto: “Ele parte das crianças, aí flui para os professores, vai para a gestão e então abraça esse quarto território, destinado a processos de formação mais pontuais com professores”, reflete. Esse quarto território é a disciplina de extensão.

Dores da educação pública

Juliana Cezimbra sente que a gestão em escola pública é, por vezes, um trabalho solitário. “Quando tu vê os professores sobrecarregados, sem ânimo para trabalhar porque faltam horas para planejamento, faltam professores e não tem quem substitua, isso nos desmotiva, nos deixa entristecidos”, desabafa. Para ela, a educação básica deveria ser prioridade de todos os governos, como política pública.

“Muitas vezes, fica só nos discursos dos governantes, de que é a prioridade, que precisamos favorecer a base. Mas o que se vê? A falta de investimentos financeiros, a falta de recursos humanos. Isso desmotiva e atrapalha o nosso trabalho”, destaca Juliana.

Essa percepção também é de Priscila, que cita ainda a saúde mental dos professores como preocupação decorrente da precarização dos espaços educativos.

“Eu sempre digo que é como se fosse um balão, sabe? Inflamos com as nossas forças, com nossas potências, com o que gostaríamos de fazer. Temos vontade de fazer muitas coisas, o tempo inteiro. Mas esse balão vai murchando com cada uma das nossas fraquezas, das nossas mazelas, que diminuem a força desse balão aos pouquinhos. Temos que cuidar para que ele não estoure, para que a gente não viva um tempo em que eu não tenha mais vontade de fazer. Isso é o que mais tem me preocupado”.

Esperançar a educação

O projeto se constitui também a partir de perspectivas freireanas da educação, adaptadas às realidades atuais e às infâncias. “O nosso projeto é muito freireano. Não estamos lá para ensinar verdades absolutas, mas para oportunizar que as crianças aprendam”, pontua Taciana. 

 

Para Fabiane, trata-se de seguir o princípio de Paulo Freire de que o conhecimento não está apenas com o professor: crianças, adolescentes, adultos e idosos também sabem - sobre suas realidades, seus contextos, suas experiências. Cabe ao educador valorizar esse conhecimento e promover o diálogo, em uma troca em que o professor ensina aprendendo e o estudante aprende ensinando.

“O movimento do pensamento dele nos habita: nas hipóteses que as crianças fazem, acolher o que elas dizem, aquilo que elas trazem para nós, isso é uma forma de escuta atenta às crianças, às suas professoras, às demandas escolares. Isso se torna matéria-prima para pensar em outras intervenções”, considera Fabiane.

Juliana destaca que o projeto enxerga a criança de forma ampla e integral: ainda que em situação de vulnerabilidade, ela é atravessada por sentimentos, por relações sociais e familiares.

Impactos

Embora o foco esteja nas infâncias, os impactos do Coletivo Fluir se estendem para além delas. Denise Ferreira da Rosa observa que, em uma das escolas, colaboradoras, monitoras e estagiárias também têm sido mobilizadas pelas formações realizadas nos territórios, ganhando visibilidade e reconhecimento pela importância de suas ações e compreensões sobre o cuidado, as infâncias e os processos educativos. Esse caráter formativo e transformador não atinge apenas os profissionais da escola. Para acadêmicos e acadêmicas da graduação e da pós-graduação, Denise define o Coletivo Fluir como um espaço de vivência, pesquisa e extensão, o que contribui para o amadurecimento acadêmico e profissional.

A repercussão das ações se reflete ainda em outros âmbitos. Há uma crescente demanda por participação no projeto — atualmente presente em três escolas, mas procurado por outras instituições, inclusive de fora de Santa Maria. Mais do que o grupo consegue atender, de acordo com Taciana.

Para Fabiane, o Fluir não transforma somente as escolas, por meio das professoras, das crianças e das funcionárias, mas também os modos de fazer docência e pesquisa. “Isso começa a habitar o teu cotidiano. Você passa a falar muito sobre isso, a citar exemplos, a experienciar, a colher informações, a observar também”, explica Fabiane. 

Esse movimento reverbera também no interesse pela Universidade: houve aumento na procura por vagas da pós-graduação pelas professoras das escolas públicas, além da ampliação de encontros e debates com gestores educacionais, tanto do município quanto da região. Fabiane acredita que a maior expectativa do projeto seja contribuir para alterar políticas públicas e propor novas formas de se pensar a educação. “Eu acho que esse é o nosso movimento: quanto mais pessoas conseguirmos envolver, maior a rede, maior a proteção, mais a defesa das crianças”, conclui Taciana.

Próximos passos

As atividades nas escolas e na disciplina de extensão continuam durante o ano. As ações do Coletivo Fluir podem ser acompanhadas pelo instagram (acesse neste link).

Reportagem e fotografias: Samara Wobeto, jornalista

Edição de texto: Luciane Treulieb, jornalista

Colagem de capa: Evandro Bertol, designer 

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/2025/07/10/coletivo-fluir-movimenta-a-educacao-em-defesa-das-infancias Thu, 10 Jul 2025 17:22:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/?p=322 Às quartas-feiras, o movimento é intenso para um grupo de professores, doutorandas, mestrandas e graduandas do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Entre salas da Universidade e escolas municipais, o vai e vem é constante, reflexo das ações do projeto Fluir, que busca refletir sobre a educação e as aprendizagens de crianças em contextos de vulnerabilidade. Contemplada pelo edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG UFSM Além do Arco), a iniciativa tem como base um compromisso coletivo com a infância. “No princípio de formação do Coletivo temos um objetivo muito claro, um posicionamento radical, que é essa defesa das crianças em situação de vulnerabilidade. Essa é a espinha dorsal”, afirma Fabiane Bridi, professora do Departamento de Educação Especial da UFSM e atual coordenadora do projeto.

Ir e vir

Os encontros se alternam entre escolas e Universidade. Em uma das semanas, o grupo - formado por aproximadamente 134 integrantes da UFSM - se divide em quatro frentes. Três delas são direcionadas a uma escolas municipais de Santa Maria: a de Ensino Fundamental, EMEF Chácara das Flores, e as de Ensino Infantil, EMEIs Montanha Russa e Monte Bello. Além disso, o grupo atua também no Lar de Joaquina. No espaço da escola, são montados os territórios educativos intersetoriais, com o objetivo de proporcionar espaços onde a brincadeira é entendida como forma de aprendizagem para as crianças.

Espaços onde as professoras possam discutir problemas da escola, possibilidades de mudanças e planejar ações. Onde monitoras e estagiárias podem refletir sobre suas atuações. E onde  funcionárias - como faxineiras e cozinheiras - tenham espaço para  compartilhar dores e desafios do ambiente escolar. “É um espaço de construção, de invenção, de criatividade - para nós e para as crianças”, define Fabiane.

Território Educativo Intersetorial (TEI) com objetos do universo da cozinha
Território Educativo Intersetorial de professoras
Território Educativo Intersetorial de estagiárias e monitoras.

Na semana seguinte, o encontro acontece na Universidade: uma sala ampla do Centro de Educação se enche de vozes, de abraços e de pessoas à medida que as professoras - tanto das escolas quanto da UFSM - chegam para um espaço de formação. A disciplina de extensão ‘Territórios Educativos Intersetoriais: práticas extensionistas em contextos de vulnerabilidade’ é dedicada à discussão sobre educação e as infâncias. Para os pós-graduandos, ela também integra o processo de pesquisa.

Grupos de discussão pensaram a materialização das forças e fraquezas das escolas.

Denise Ferreira da Rosa, doutoranda em Educação e integrante do projeto, explica que a disciplina é uma oportunidade de integração entre acadêmicos e professoras das escolas: “É um espaço de escuta e de troca de experiências”, assinala. Ao mesmo tempo em que oportuniza esse diálogo e o compartilhamento de dificuldades entre as professoras das escolas, também representa para elas a chance de retomar o contato com a Universidade. É o caso de Juliana Cezimbra, professora e gestora na EMEF Chácara das Flores, que ressaltou a  volta aos estudos e a reaproximação com a Universidade como um dos principais motivos para frequentar o espaço da disciplina ofertado pelo Fluir.

Vulnerabilidades das infâncias

Entre o final de abril e o início de maio de 2024, chuvas torrenciais atingiram o estado do Rio Grande do Sul e provocaram uma das maiores tragédias climáticas, sociais e políticas do país. A cidade de Santa Maria foi uma das primeiras afetadas. Na região leste, ocorreram deslizamentos de terra no Morro do Canário, no bairro Itararé. 

Priscila Arruda Barbosa, diretora na EMEI Criança Cidadã e moradora do bairro, lembra que, diante da tragédia, a preocupação com as crianças desabrigadas se tornou urgente. “Começamos a perceber que a educação sozinha não daria conta. As crianças precisavam de assistência, de abrigos, de novas casas, de novos locais para morar, de equipamentos, de mobiliários, de saúde, de alimentação, de nutrição, de estar bem fisicamente e emocionalmente”, destaca Priscila. 

Foi nesse contexto que a UFSM se movimentou para responder às demandas sociais. Taciana Camera Segat, professora do Departamento de Metodologia de Ensino no Centro de  Educação da UFSM,  conta que o Coletivo Fluir surge a partir dessa calamidade climática e da iniciativa de um grupo de professoras comprometidas com as infâncias, que passaram a visitar abrigos, buscando compreender tanto o impacto vivido pelas crianças quanto o papel da Universidade diante dessa realidade.

“A partir deste lugar, que é um lugar de encontro com as crianças e de entendimento de como elas viviam esse afastamento de seus lares, entendemos que existia uma demanda. Era necessário reconhecer esse lugar de vulnerabilidade das infâncias”, explica Taciana.

Apesar da angústia e da dor de ver as crianças desabrigadas naquele período, Priscila guarda com carinho o início do projeto, que hoje ela considera uma mola propulsora. “Ali começa esse movimento muito grande, que depois a professora Taciana dá o nome de Coletivo Fluir. Eu vi nela uma necessidade de servir socialmente - pelo curso do qual ela é formadora, um curso de pedagogia que é uma ciência da educação e que trabalha com crianças”, destaca. Priscila pontua que foi um estreitamento de laços: “Não é olhar a Universidade de lá e a sociedade de cá. É um olhar da Universidade sobre o que eu posso fazer pela minha sociedade”.

Fluir

O que surgiu como ação pontual se transformou em demanda, virou projeto e foi contemplado no edital do Proext-PG. O primeiro passo foi a criação de territórios para as crianças: espaços de brincadeiras, de diversão, de convivência uns com os outros. São organizados a partir de objetos diversos, que podem ser tanto brinquedos quanto aquilo que as educadoras chamam de materiais não estruturados: galhos, folhas, caixas de ovo, bacias, caixas de remédio, esmaltes, géis de cabelo, secadores, alimentos coloridos, objetos de cozinha e outros itens que, mesmo não sendo brinquedos, provocam e incentivam o brincar.

Nesses espaços, crianças e adultos trocam conhecimento. Taciana afirma que o foco não está no ensino, mas na aprendizagem. “Não é sobre como ensinamos, porque não queremos ir lá ensinar. Queremos criar espaços em que as crianças possam se movimentar, transitar e viver experiências que oportunizem aprendizagens. Que elas construam conhecimento. A ideia é oportunizar espaços de aprender”, explica. Em cada escola, são pelo menos cem crianças, desde bebês até crianças de doze anos, que participam dos encontros. “São um milhão de possibilidades de aprendizagem”, define Taciana.

A partir da formação deste primeiro território, voltado às crianças, surge um segundo. Fabiane explica que, ao propor o projeto às escolas, receberam a demanda da contrapartida de diálogo com as professoras, que sentiam necessidade de formação continuada - nem sempre suprida pelo Estado. “A partir dali se estabelece uma relação de construção de demanda, que é algo que é construído coletivamente, mas também de construção de vínculo”, pontua Fabiane. Para Taciana, esse movimento traduz o conceito que dá nome ao projeto: “Ele parte das crianças, aí flui para os professores, vai para a gestão e então abraça esse quarto território, destinado a processos de formação mais pontuais com professores”, reflete.

São quatro os Territórios Educativos Intersetoriais (TEIs):

1 - Crianças, famílias, escola e comunidade local

2 - Formação da comunidade escolar

3 - Gestão educacional e políticas públicas

4 - Andarilho: Coletivo Fluir em Movimento

Taciana explica: "Iniciamos a construção dos primeiros territórios de brincar nos abrigos. Após algumas semanas de inserção, diálogo, escuta e brincadeiras, as crianças retornam para as escolas, e neste momento seguimos com elas". Com isso, após encontros com as gestões das escolas, o grupo de docentes da UFSM recebeu a solicitação de colaboração nos processos formativos das equipes. "Assim nasce o TEI2, que trata da formação da comunidade escolar. Já o surgimento da TEI3 se deve à necessidade de articulação do projeto de extensão a um programa de pós-graduação", enfatiza a docente. Ou seja, os três primeiros territórios são articulados com o projeto submetido ao edital do Proext-PG. Por fim, o quarto território vem como consequência: "O Andarilho surge da procura do projeto por municípios e escolas que não eram contemplados até o momento", explica Taciana.

Dores da educação pública

Juliana Cezimbra sente que a gestão em escola pública é, por vezes, um trabalho solitário. “Quando tu vê os professores sobrecarregados, sem ânimo para trabalhar porque faltam horas para planejamento, faltam professores e não tem quem substitua, isso nos desmotiva, nos deixa entristecidos”, desabafa. Para ela, a educação básica deveria ser prioridade de todos os governos, como política pública.

“Muitas vezes, fica só nos discursos dos governantes, de que é a prioridade, que precisamos favorecer a base. Mas o que se vê? A falta de investimentos financeiros, a falta de recursos humanos. Isso desmotiva e atrapalha o nosso trabalho”, destaca Juliana.

Essa percepção também é de Priscila, que cita ainda a saúde mental dos professores como preocupação decorrente da precarização dos espaços educativos.

“Eu sempre digo que é como se fosse um balão, sabe? Inflamos com as nossas forças, com nossas potências, com o que gostaríamos de fazer. Temos vontade de fazer muitas coisas, o tempo inteiro. Mas esse balão vai murchando com cada uma das nossas fraquezas, das nossas mazelas, que diminuem a força desse balão aos pouquinhos. Temos que cuidar para que ele não estoure, para que a gente não viva um tempo em que eu não tenha mais vontade de fazer. Isso é o que mais tem me preocupado”.
O desafio das professoras foi pensar em como materializar as dificuldades enfrentadas pelas escolas públicas em que atuam.
Finalização do primeiro dia da disciplina: professoras da UFSM e das escolas, estudantes de graduação e de pós-graduação participaram do espaço.

Esperançar a educação

O projeto se constitui também a partir de perspectivas freireanas da educação, adaptadas às realidades atuais e às infâncias. “O nosso projeto é muito freireano. Não estamos lá para ensinar verdades absolutas, mas para oportunizar que as crianças aprendam”, pontua Taciana. 

 

Para Fabiane, trata-se de seguir o princípio de Paulo Freire de que o conhecimento não está apenas com o professor: crianças, adolescentes, adultos e idosos também sabem - sobre suas realidades, seus contextos, suas experiências. Cabe ao educador valorizar esse conhecimento e promover o diálogo, em uma troca em que o professor ensina aprendendo e o estudante aprende ensinando.

“O movimento do pensamento dele nos habita: nas hipóteses que as crianças fazem, acolher o que elas dizem, aquilo que elas trazem para nós, isso é uma forma de escuta atenta às crianças, às suas professoras, às demandas escolares. Isso se torna matéria-prima para pensar em outras intervenções”, considera Fabiane.

Juliana destaca que o projeto enxerga a criança de forma ampla e integral: ainda que em situação de vulnerabilidade, ela é atravessada por sentimentos, por relações sociais e familiares.

Impactos

Embora o foco esteja nas infâncias, os impactos do Coletivo Fluir se estendem para além delas. Denise Ferreira da Rosa observa que, em uma das escolas, colaboradoras, monitoras e estagiárias também têm sido mobilizadas pelas formações realizadas nos territórios, ganhando visibilidade e reconhecimento pela importância de suas ações e compreensões sobre o cuidado, as infâncias e os processos educativos. Esse caráter formativo e transformador não atinge apenas os profissionais da escola. Para acadêmicos e acadêmicas da graduação e da pós-graduação, Denise define o Coletivo Fluir como um espaço de vivência, pesquisa e extensão, o que contribui para o amadurecimento acadêmico e profissional.

A repercussão das ações se reflete ainda em outros âmbitos. Há uma crescente demanda por participação no projeto — atualmente presente em três escolas, mas procurado por outras instituições, inclusive de fora de Santa Maria. Mais do que o grupo consegue atender, de acordo com Taciana.

Para Fabiane, o Fluir não transforma somente as escolas, por meio das professoras, das crianças e das funcionárias, mas também os modos de fazer docência e pesquisa. “Isso começa a habitar o teu cotidiano. Você passa a falar muito sobre isso, a citar exemplos, a experienciar, a colher informações, a observar também”, explica Fabiane. 

Esse movimento reverbera também no interesse pela Universidade: houve aumento na procura por vagas da pós-graduação pelas professoras das escolas públicas, além da ampliação de encontros e debates com gestores educacionais, tanto do município quanto da região. Fabiane acredita que a maior expectativa do projeto seja contribuir para alterar políticas públicas e propor novas formas de se pensar a educação. “Eu acho que esse é o nosso movimento: quanto mais pessoas conseguirmos envolver, maior a rede, maior a proteção, mais a defesa das crianças”, conclui Taciana.

Parte do Coletivo Fluir em atividade na EMEI Montanha Russa.

Próximos passos

O projeto é liderado pelo Centro de Educação da UFSM, mas também tem integrantes do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), por meio do curso de Psicologia, e do Centro de Tecnologia (CT), por meio do curso de Arquitetura e Urbanismo.

As atividades nas escolas e na disciplina de extensão continuam durante o ano. As ações do Coletivo Fluir podem ser acompanhadas pelo instagram (acesse neste link).

Reportagem e fotografias: Samara Wobeto, jornalista

Edição de texto: Luciane Treulieb, jornalista

Colagem de capa: Evandro Bertol, designer 

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/05/14/jogos-como-instrumentos-pedagogicos-projeto-da-ufsm-cachoeira-do-sul-incentiva-habilidades-por-meio-xadrez Wed, 14 May 2025 18:51:43 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=12619 As dinâmicas sociais exigem diversas capacidades dos indivíduos. Seja na resolução de questões complexas, na aquisição de novas habilidades de raciocínio ou na socialização, todos os dias somos confrontados com desafios que demandam respostas rápidas e inovadoras. Aliado a isso, estudantes também precisam desenvolver novas técnicas para a construção de conhecimentos científicos, fundamentais para a circulação de outros saberes na sociedade. É a partir desse cenário que o projeto Incentivo da prática do jogo de xadrez nas escolas de Cachoeira do Sul, coordenado pelo professor Vanderlei Manica, é desenvolvido. 

A ação teve início em 2018 e surgiu durante o próprio ingresso do docente na instituição. “A ideia é antiga, pois desde criança eu e meus irmãos jogávamos xadrez incentivados pela nossa mãe. Quando ingressei na UFSM, em 2016, tinha como objetivo uma ação para ensinar crianças habilidades enxadristas. A prática me ajudou, e ainda ajuda, no desenvolvimento da atenção e do raciocínio lógico, afinal o xadrez é uma ferramenta pedagógica muito forte”, comenta Vanderlei.

Em 2024, o projeto atuou com estudantes da Escola Estadual Dr. Liberato Salzano e do Colégio Totem, além de desenvolver encontros de forma aberta à comunidade no campus da UFSM Cachoeira do Sul. A ação de extensão trabalha com o ensino de tópicos do jogo e atividades práticas, nas quais estudantes aplicam os conceitos anteriormente discutidos. Os encontros ainda são um espaço para conversar sobre a universidade e os cursos oferecidos.

“Nós passamos em salas de aula apresentando e convidando para o projeto. Começamos questionando se as crianças já assistiram Kung Fu Panda, e mostramos alguns tabuleiros de xadrez com temática asiática – que tem o dragão, por exemplo. Elas acham o máximo isso. Nossa proposta, agora, é conversar com a Coordenadoria Regional de Educação (CRE) para levar o projeto às escolas que estão com turno integral”.

A ação extensionista tem como foco estudantes do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano. Ao trabalhar com práticas de xadrez, o projeto desenvolve tanto capacidades cognitivas de raciocínio e lógica, melhorando as competências de assimilação de conteúdos escolares, como habilidades de socialização e de comunicação interpessoal. “Temos vários relatos de crianças que começaram a jogar xadrez em casa, com seus amigos e irmãos, deixando de lado as telas. É um desenvolvimento coletivo. Também já temos a presença de ex-participantes do projeto que, hoje, estão no ensino superior na própria UFSM”.

A contribuição do projeto vai para além dos estudantes do ensino fundamental, participando ativamente da formação estudantil de nível superior. Para o professor Vanderlei, as atividades desenvolvidas pelo bolsista do projeto ao longo de 2024 acompanharam a evolução nas suas atividades acadêmicas. Tanto em habilidades enxadrísticas como em trabalhos científicos, a importância do apoio estudantil é visível para o docente.

“Vivemos em um cenário educacional cada vez mais desafiador. Nossa proposta é introduzir o xadrez como uma estratégia no processo de ensino-aprendizagem. Existe um conhecimento na prática de enxadristas que nem os mais avançados computadores do mundo conseguiram atingir completamente. Isso é um estímulo para se engajar com problemas desafiadores. Com o projeto, é possível observar que o xadrez é um aliado muito importante no desenvolvimento de crianças e adolescentes, sendo uma ferramenta para o desenvolvimento educacional e social”, finaliza Vanderlei.

Texto: Wellington Hack, Subdivisão de Divulgação e Editoração PRE

Revisão: Valéria Luzardo, Subdivisão de Divulgação e Editoração PRE

Fotos: Arquivo Projeto

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/03/18/reuniao-da-pre-discute-propostas-para-jornadas-de-formacao-de-professores-nos-geoparques-quarta-colonia-e-cacapava Tue, 18 Mar 2025 12:07:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=11330

A Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizou, na terça-feira, 11 de março, um encontro com representantes dos Geoparques da região para discutir propostas para a VI Jornada Interdisciplinar de Formação de Professores em Educação Patrimonial do Quarta Colônia Geoparque Mundial da UNESCO e para a I Jornada Interdisciplinar de Formação de Professores em Educação Patrimonial do Caçapava Geoparque Mundial da UNESCO.

A intenção da Subdivisão de Geoparques da UFSM é descentralizar os eventos, promovendo as atividades nos territórios dos geoparques. Ambas as jornadas são realizadas em parceria com docentes e discentes do Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural (PPGPC) e do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGGEO) da UFSM.

Como resultado do primeiro encontro entre os proponentes e responsáveis, definiu-se a criação de uma comissão organizadora das jornadas de formação de professores. Esse grupo ficará responsável por definir as datas, em conjunto com as secretarias de educação dos municípios, e estruturar o cronograma de atividades. 

O tema “Ambiente e Sociedade” foi uma das sugestões para os eventos e programações. O objetivo dessa abordagem temática é explorar as relações entre o patrimônio material e imaterial e as comunidades, considerando as mais diversas formas de relacionamento entre o ser humano e o ambiente.

[caption id="attachment_11333" align="alignnone" width="1024"]Foto colorida de pessoas reunidas em volta de uma mesa Primeira reunião debateu organização dos eventos (Foto: Divulgação/PRE)[/caption]

Texto: Micael dos Santos Olegário, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/03/13/sedufsm-promove-oficina-de-musica-na-ufsm-nesta-quinta-feira Thu, 13 Mar 2025 12:30:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68505

Como parte da programação de acolhimento aos docentes e da Jornada de Lutas, a Sedufsm promove, nesta quinta-feira, 13 de março, uma atividade cultural especial: a Oficina de Música da UFSM, com coordenação do professor Daniel Morales. O evento ocorre a partir das 13h30 no Centro de Educação (CE), prédio 16B, no campus da UFSM Santa Maria, e é aberto a toda a comunidade acadêmica.

A Oficina de Música, coordenada por Morales, é um projeto de extensão com mais de 30 anos de atuação em diversos municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Uruguai e Argentina. O repertório abrange a música popular latino-americana, com gêneros como samba, chacarera, candombe e milonga, refletindo a diversidade cultural da região do Prata. Segundo o professor Daniel Morales, a proposta do grupo é interpretar a musicalidade de um 'país de milonga', conceito que ultrapassa fronteiras políticas e une territórios e tradições.

Dentre as músicas que serão apresentadas, destacam-se "Semeadura", de Vitor Ramil e José Fogaça, trazendo o estilo moderno gaúcho; "Km 11", do argentino Tránsito Cocomarola; e "Todo Cambia", composta por Julio Numhauser, integrante de um grupo chileno exilado na Europa durante a ditadura de Pinochet, canção que traduz a resistência e transformação e que foi composta por Numhauser durante seu exílio na Suécia. 

Os arranjos da Oficina buscam mesclar elementos clássicos e contemporâneos, utilizando instrumentos como piano, contrabaixo e violão, para dialogar com diferentes públicos, incluindo o mais jovem. Ao lado de Daniel Morales (piano), integram a apresentação os músicos Igor Fuchs (contrabaixo), Gabriel Jardim Pinto (violão) e a cantora Luiza Gomes.

A atividade ocorre no mesmo período em que a Sedufsm dialoga com as e os docentes sobre o cumprimento do acordo da greve do ano passado, incluindo a questão do reajuste salarial que segue pendente. A música, portanto, chega como um momento de encontro e cultura em meio a esse período de luta, mobilização e acolhimento. Para mais informações sobre a Jornada de Lutas dos docentes na UFSM, leia aqui.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Sedufsm

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/01/24/ufsm-pm-reforca-parceria-com-a-escola-estadual-tecnica-celeste-gobbato Fri, 24 Jan 2025 14:35:41 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68170 [caption id="attachment_68171" align="alignright" width="703"] Comitiva da UFSM-PM visitou Escola Técnica Celeste Gobbato[/caption]

Nesta quinta-feira (23), uma comitiva da UFSM-PM visitou a Escola Estadual Técnica Celeste Gobbato de Palmeira das Missões com o objetivo de fortalecer as relações institucionais entre as duas instituições. Participaram da visita o professor Luiz Carlos Cosmam, diretor da Escola Estadual Técnica Celeste Gobbato; os professores Cristian Faturi, Jaqueline Schneider Lemes e Elísio De Camargo Debortoli, do Departamento de Zootecnia e Ciência Biológicas; e os diretores Adriano Lago e Luciana Christofari.

A visita teve como propósito renovar o acordo de cooperação já existente entre a UFSM campus Palmeira das Missões e a Escola Estadual Técnica Celeste Gobbato, além de prospectar novas parcerias em pesquisa, ensino e extensão. “Desde a criação do campus da UFSM em Palmeira das Missões, as duas instituições mantêm colaboração em diversas frentes, e a intenção é potencializar essas ações e ampliar a integração”, salientou Adriano.

Durante a visita, os professores que ainda não conheciam a estrutura da Escola Agrícola de Palmeira das Missões tiveram a oportunidade de conhecer seus diversos setores, sua infraestrutura e capacidades, abrindo espaço para planejar novas iniciativas conjuntas. Um dos focos é tornar o campus da UFSM uma alternativa para a continuidade dos estudos dos alunos da Escola Técnica.

Entre as ações já realizadas em parceria estão atividades de pesquisa conjunta, experimentos em ambas as instituições, uso compartilhado de máquinas agrícolas e atividades práticas do curso de Zootecnia na Escola Agrícola. Além disso, já foram promovidos cursos de formação em áreas de interesse comum, sempre pautados no entendimento e colaboração mútua.

A visita também reforça o compromisso da UFSM-PM com o desenvolvimento regional, ao buscar maneiras de integrar ainda mais as atividades acadêmicas com as demandas e oportunidades locais. A expectativa, segundo os docentes, é de que as relações institucionais sejam ainda mais estreitadas, resultando em projetos e ações conjuntas que beneficiem ambas as partes e a comunidade como um todo.

Texo e foto: Assessoria de Comunicação UFSM-PM

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/01/24/ufsm-pm-e-secretaria-de-educacao-de-palmeira-das-missoes-fortalecem-parcerias-para-o-desenvolvimento-educacional-do-municipio Fri, 24 Jan 2025 14:30:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68168

Direção do campus Palmeira das Missões recebeu Secretaria de Educação do municípioNesta terça-feira (21), o campus da UFSM em Palmeira das Missões recebeu a visita do secretário de Educação do município, Alfredo Ávila, acompanhado de Márcia Menegazzo, coordenadora pedagógica, e Márcia Cavalheiro, secretária adjunta. A reunião teve como objetivo estreitar as relações institucionais entre a universidade e a área de educação do município, a partir da articulação de ações conjuntas e discussão de demandas de ambas as partes.

O encontro foi solicitado pelo secretário, que apresentou demandas da Secretaria de Educação à universidade, enquanto a UFSM trouxe propostas e possibilidades de colaboração. Estiveram presentes na reunião o professor Adriano Lago, diretor do campus, a professora Luciana Christofari, vice-diretora, a professora Tanea Garlet, coordenadora do curso de Ciências Biológicas - único curso de licenciatura do campus -, em virtude de sua ligação direta com a área da educação.

Entre os pontos discutidos, destacaram-se:

  1. Organização de visitas ao campus: Ficou acordado que será estruturado um roteiro de visitas guiadas para escolas municipais, incluindo temas a serem abordados. Essa iniciativa busca intensificar e fortalecer a prática de visitas de alunos e professores às instalações da universidade, que já ocorre, mas que será ampliada.

  2. Formação continuada de professores: A demanda por capacitação para os educadores da rede municipal será articulada com o Centro de Educação da sede da UFSM, buscando atender às necessidades complementares de formação continuada.

  3. Continuidade de projetos existentes: Entre as iniciativas mencionadas está o projeto conduzido pela professora Tanea Garlet sobre plantas medicinais, por meio do jardim medicinal. Além disso, foi reafirmada a importância das atividades de estágio e práticas de licenciatura dos alunos do curso de Ciências Biológicas.

  4. Fortalecimento das parcerias: A iniciativa também busca contribuir para a melhoria dos índices escolares de Palmeira das Missões, por meio da colaboração e do desenvolvimento de novas parcerias entre a universidade e o município.

A reunião reforça o compromisso da UFSM-PM com a educação e o desenvolvimento regional, buscando integrar ainda mais a universidade com a comunidade local por meio de projetos e ações que impactem positivamente a formação educacional e o fortalecimento institucional.

Texto e foto: Assessoria de Comunicação UFSM-PM

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/2025/01/08/fortalecer-as-infancias-para-transformar-territorios Wed, 08 Jan 2025 17:00:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/?p=275

A defesa das infâncias envolve a criação de políticas que valorizem a diversidade e a inclusão social. O projeto ‘Coletivo Fluir: territórios educativos intersetoriais de ações e políticas em defesa das crianças em contextos vulneráveis’  busca articular ações que fortaleçam o trabalho colaborativo entre a Universidade e a comunidade, com foco na criação de espaços de escuta e acolhimento em territórios de vulnerabilidade. 

A iniciativa  foi contemplada pelo Edital Proext-PG UFSM Além do Arco e é coordenado por Taciana Camera Segat, professora do Departamento de Metodologia do Ensino e do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Gestão Educacional da UFSM. Para compreender mais sobre os impactos sociais esperados e a relevância da extensão universitária na formação acadêmica, conversamos com a coordenadora do projeto, que compartilha suas reflexões e perspectivas nesta entrevista.

  1. Como o projeto visa impactar a sociedade? 

Este projeto reafirma o compromisso com a defesa dos direitos das crianças e das infâncias, organizando o trabalho a partir da criação de territórios que se estruturam na potência e na multiplicidade das relações entre espaço, tempo, sujeitos e formação. São territórios educativos intersetoriais (TEI) que evidenciam as situações de vida/existência reveladas pelas crianças, tomando-as como referência para construir resistências e lutas coletivas. Essas lutas incluem práticas formativas, políticas, educativas e de gestão educacional e intersetorial do cotidiano.

Exemplos disso são as ações realizadas pelo Coletivo Fluir durante a calamidade climática no Rio Grande do Sul em 2024, que foram ganhando concretude nas relações com crianças, famílias, professores, gestores e outros setores da sociedade, sempre em uma perspectiva intersetorial. O projeto se compromete com ações e políticas que possam fazer resistência à exclusão, promovam inclusão social e fortaleçam uma cultura política educacional que defende a diversidade e as diferenças, vendo as infâncias como possibilidades de futuro.

  1. Por que isso é importante? 

A preocupação deste coletivo com a defesa das infâncias se movimenta pela possibilidade de criar ações, articuladas a partir da Universidade, que promovam políticas intersetoriais em defesa das crianças em situação de vulnerabilidade. Essas ações buscam criar, nos territórios, espaços de escuta e acolhida. Parte-se do princípio de que as formas de compreensão das crianças e das infâncias não podem ser entendidas como naturais e universais. Essas diferentes infâncias são produzidas de forma heterogênea, em diferentes lugares e de diferentes formas, tendo como base diferentes contingentes educacionais, psicológicos, culturais, sociais, políticos, regionais e econômicos. 

É nesse contexto, marcado por fragilidades, que se encontram as crianças e suas famílias, e também as escolas, gestores/as, professores/as e profissionais que participam de diálogos e projetos intersetoriais. É um cenário marcado por tensões, problematizações e indagações e que tem mobilizado o pensamento e a atitude de resistência do Coletivo Fluir em defesa das infâncias. Acreditamos que é importante a criação de ações e políticas que têm como base princípios educativos, éticos, estéticos e criativos, corresponsáveis pelo futuro das crianças e pela construção de uma cidade educadora.

  1. Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira? 

Permitiu que eu compreendesse como a produção de conhecimentos entre a universidade e a comunidade se fortalece no processo de investigação e do trabalho colaborativo.

  1. Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação? 

Um edital desta natureza é de extrema importância, considerando que tem impulsionado de forma significativa a participação dos alunos da pós-graduação nas ações de extensão, redimensionando o processo formativo dos alunos e vinculando estes percursos formativos às necessidades educacionais e sociais da comunidade local e regional. Além disso, reforça a estreita relação das ações de ensino, pesquisa e extensão. 

  1. Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão? 

A participação de estudantes em projetos de extensão possibilita a criação de espaços criativos para problematizar e construir conhecimentos. Esses espaços oportunizam a compreensão e a mobilização de perspectivas profissionais, além de fortalecer processos de interação dialógica que conectam os estudantes às demandas reais da sociedade. 

  1. Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto?

 Em 2026, imaginamos:

  • O “desemparedamento” das crianças
  • O fortalecimento do trabalho colaborativo entre coletivos de professoras das escolas de Educação Infantil
  • A implementação de disciplinas extensionistas na pós-graduação, com práticas pedagógicas voltadas para a interação transformadora com as comunidades externas.

Os impactos sociais serão considerados quando atingirmos também a construção de acervos material e tecnológico para a produção e constituição de Territórios Educativos Intersetoriais à disposição do trabalho com as infâncias e a ampliação da população-alvo no que se refere a escolas participantes, crianças, famílias e comunidades envolvidas, além de profissionais em formação.

Texto: Luciane Treulieb, jornalista

Ilustração: Evandro Bertol, designer 

Aluata Comunicação e Ciência

 

 

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2024/11/26/reconstrucao-rs-projeto-da-ufsm-propicia-contato-de-estudantes-do-ensino-medio-com-o-empreendedorismo Tue, 26 Nov 2024 14:42:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=10827

Desenvolvido pela professora Debora Bobsin, o projeto “Educação empreendedora e negócios de impacto no novo ensino médio” surgiu durante a pandemia. Na época, Debora foi convidada para palestrar sobre empreendedorismo social para os estudantes e, ao final do ano, recebeu outro convite para palestrar sobre Geoparque e Empreendedorismo. Durante esse evento, Debora recebeu queixas dos diretores da escola sobre as dificuldades de implementar os conteúdos do novo ensino médio. Assim, em 2021, nasceu o projeto que busca levar a educação empreendedora até escolas rurais de Caçapava do Sul.

Metodologias e práticas

Durante 2022 e 2023, a ação atendeu duas escolas piloto da implementação do novo Ensino Médio, na zona rural de Caçapava: Escola Antônio José Lopes Jardim e Escola Nossa Senhora da Assunção. Atualmente, as ações contemplam a escola Professora Gladi Machado Garcia, nas Minas do Camaquã, e são responsáveis por viabilizar a interação entre os adolescentes com questões ligadas ao empreendedorismo e à tecnologia. A coordenação do projeto conta com o apoio do professor de geografia André Borba e do fotógrafo Rafael Happke, que auxiliam os alunos em oficinas práticas. Uma das oficinas realizadas é a de roteiro, na qual os estudantes desenvolvem documentários sobre a reconstrução de um monumento simbólico da comunidade das Minas do Camaquã. A produção de vídeos não é novidade para os alunos, que já desenvolveram três curtas baseados em contos de suas próprias autorias, apresentados em um festival cultural e literário ofertado na escola Gladi Garcia.

O projeto oferece diversas oficinas de capacitação para alunos e professores, visando facilitar a aprendizagem de conteúdos práticos relacionados ao empreendedorismo, previstos nos itinerários formativos dos alunos dos anos finais do ensino médio. Além disso, busca promover a valorização do contexto local, social e histórico. “Hoje em dia, o projeto também envolve outros desafios, mas a questão do empreendedorismo continua porque ela permeia tudo – mas hoje falamos disso sem falar necessariamente em empreendedorismo. Nós buscamos discutir empreendedorismo para que os alunos valorizem a identidade da comunidade na qual estão inseridos”, explica Débora.


Texto: Myreya Antunes, da Subdivisão de Divulgação e Editoração– PRE

Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, Subdivisão de Divulgação e Editoração – PRE.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/13/compartilhando-saberes-conecta-os-ensino-basico-e-superior-para-repensar-a-educacao Wed, 13 Nov 2024 11:22:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67609 Seminário contou com a participação de representantes das Coordenadorias Regionais de Educação e secretaria estadual da Educação[/caption] Tendo como tema geral as “Conexões entre educação básica e superior”, a edição 2024 do Compartilhando Saberes debateu nesta terça-feira (12) no Centro de Convenções da UFSM os desafios do ensino nas escolas e a formação de professores nas universidades. Realizado anualmente desde 2017, o seminário contou com um formato novo neste ano, com espaço para representantes das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) e da Secretaria Estadual da Educação (Seduc/RS) realizarem debates, além de relatar desafios e apresentar projetos. O evento deste ano foi pensado em um formato diferente das edições anteriores, com mais espaço para a participação ativa das CREs secretarias municipais e Seduc/RS. Além de relatarem seus desafios e apresentarem projetos, os representantes da rede básica também contribuíram na reflexão sobre as competências que devem ser aprimoradas durante o processo de formação dos novos professores. Neste ano, o Ministério da Educação atualizou as Diretrizes Curriculares Nacionais de formação no ensino superior para atuação na educação básica. Agora todos os estudantes de licenciatura devem ter a vivência escolar desde o primeiro semestre. Para a modalidade remota, passa a ser exigido que 50% da carga horária do curso seja presencial. Essas alterações também vão modificar a estrutura do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) para as licenciaturas. Agora serão realizadas anualmente avaliações teóricas e práticas de todos os cursos de licenciatura. “O objetivo do evento é pensar a educação conectada como um todo. A educação básica deve estar em contato com o ensino superior durante todo o processo de aprendizagem, não apenas nos anos finais. Da mesma forma, a educação superior precisa refletir os desafios e vivências do ensino básico, para que ela não seja algo descolado da realidade”, destacou o pró-reitor de Graduação da UFSM, Jerônimo Tybusch. Programação com aprendizados para profissionais em formação e já formados [caption id="attachment_67613" align="alignright" width="597"] Apresentações artísticas marcaram o início da programação da manhã e tarde do evento[/caption] Pela manhã, a programação enfatizou as discussões voltadas para a educação elementar. Antes dos debates, a banda marcial do Colégio Estadual Manoel Ribas fez uma apresentação artística durante a abertura do evento. Após a apresentação, o diretor-geral da Seduc/RS, André Domingues, e a superintendente pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Santa Maria, Joele Baumart, falaram sobre “Programas e ações em favor da aprendizagem, da permanência escolar e de articulações entre educação básica e superior”. Em seguida, o pró-reitor de Graduação apresentou as formas de ingresso na UFSM para os participantes. À tarde, a programação iniciou-se com a participação do Coro de Câmara da UFSM, regido pelo professor Cláudio Antonio Esteves, acompanhado pelo violonista Renato Serrano, ambos professores dos cursos de Música. Após a apresentação, houve um debate sobre “Novas diretrizes do Enade para os cursos de licenciatura / Programa de Estágio Nosso Docente”. Participaram da mesa dois representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep): Patrício Marinho, coordenador-geral de elaboração dos exames da educação superior, e Davi Toledo, coordenador de gestão do Enade. Também participou a mentora da equipe diretiva do Centro de Desenvolvimento dos Profissionais da Educação (órgão da Seduc/RS), Mely Paula Cimadevila. Para quem não pôde participar do seminário, é possível assistir no Youtube (no canal da Pró-Reitoria de Graduação) às palestras e mesas de discussão do Compartilhando Saberes 2024. Cristina Venites é professora de ciências da natureza na Escola Estadual de Ensino Médio Afonso Maurer, no município de Toropi, e estudante da Especialização em Educação Ambiental da UFSM. Para ela, o Compartilhando Saberes é outra forma de continuar a sua capacitação como docente. “O debate sobre educação muitas vezes se resume a dados. Aqui é o espaço para contextualizar esses dados e utilizá-los para discutir a realidade e o que pode ser feito para melhorá-la”, afirma. A estudante Rafaella Viera, do 6º semestre da Licenciatura em Letras, compareceu ao seminário para entender as alterações na metodologia de avaliação do Enade para os cursos de licenciatura e o novo formato de estágio previsto nas Diretrizes Curriculares Nacionais. A discente espera que essas novas determinações criem uma estrutura que possa dar mais suporte aos futuros professores em suas primeiras experiências nas escolas. “A sala de aula muda a nossa percepção sobre o ato de lecionar e nos aprimora profissionalmente. Tornar esse processo mais supervisionado é proveitoso tanto para a formação enquanto professor quanto para a aprendizagem dos alunos”, avalia. Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias Fotos: Gustavo Damascena, estudante de Produção Editorial e bolsista da Agência de Notícias]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/29/kairos-seminario Tue, 29 Oct 2024 11:22:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67416

O Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Trabalho, Educação e Políticas Públicas Kairós promove o 5º Seminário de Pesquisa com encontros presenciais e virtuais entre outubro e dezembro. Os interessados em participar devem se inscrever pelo formulário online.

O primeiro encontro do grupo, ligado ao Programa de Pós-Graduação em Educação, será nesta quarta-feira (30) às 9h. O tema o será "Sentidos do Feminino: análise sobre a divisão sexual do trabalho pedagógico na Educação Profissional Tecnológica", qualificação de mestrado de Luisa Palma Menezes. Os demais encontros do seminário do Grupo Kairós abordam assuntos como discurso na educação básica e na pós-graduação, as primeiras leis de diretrizes e bases e a educação técnica e profissional na Primeira República.

Mais informações pelo e-mail kairos@55bet-pro.com.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/radio/2024/10/11/gritos-do-silencio-saude-mental-academica-pressao-e-rotina-atribulada-podem-causar-ansiedade-depressao-e-ate-sindrome-de-burnout Fri, 11 Oct 2024 12:45:04 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/radio/?p=7855
Foto: Kemyllin Dutra

Como você se sente em relação a si mesmo é um fator que influencia em todos os aspectos da vida: relacionamentos, vida pessoal, profissional e até mesmo nos estudos. Conforme mapeamento da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e do Instituto Ayrton Senna, aplicado na volta às aulas de 2021 em 642 mil estudantes paulistas, 18,8% dos entrevistados se sentiam totalmente esgotados e sob pressão e 13,6% relataram perda de confiança em si, dificuldade para se concentrar e sentimentos de tristeza. 

No contexto de pandemia, esses altos números podem ser explicados devido ao isolamento social que aumentou os índices de problemas emocionais, principalmente entre os jovens. Entretanto, a problemática não se resume a esse aspecto e não ficou para trás com o fim do período de combate à Covid-19 e suas complicações. 

Uma pesquisa realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) entre 2022 e 2023 com 76.406 estudantes universitários norte-americanos apontou que 41% tinham sintomas de depressão e 36% de transtorno de ansiedade. Em 2023, a Revista Eletrônica Acervo Saúde publicou um levantamento que identificou prevalência da síndrome de Burnout em 60% dos 250 acadêmicos de medicina de uma universidade particular do Maranhão consultados. O estudo concluiu que a rotina acadêmica pode causar estresse crônico e, por consequência, o distúrbio.

Estudante de residência integrada em saúde na Escola de Saúde Pública (ESP), a psicóloga Ariane Minuzzi avalia o período de estudos como uma fase que pode gerar ou intensificar questões psicológicas. Para ela, a rotina pesada vivenciada durante a residência, a distância da família e a carga horária semanal elevada são agentes prejudiciais à saúde mental dos residentes. 

Além disso, a psicóloga cita que, em nosso sistema social, o valor dos indivíduos é ligado ao seu nível de produtividade, o que alavanca a sensação de mal-estar nas pessoas. “A escola, a residência e o meio acadêmico não fogem dessa lógica de que é preciso produzir, então é muito difícil quebrar esse paradigma, ele já está instituído”, declara.

Pressão por aprovação

O psicólogo clínico Rudinei Brum conta que atende muitos estudantes que estão se preparando para enfrentar maratonas de vestibulares e ENEM para adentrar a universidade. Segundo ele, uma das principais queixas desse público é a pressão por aprovação e a maioria dos diagnósticos aponta ansiedade.

Brum menciona que, por vezes, mesmo após conquistar a aprovação, o aluno ainda sente-se pressionado e a ansiedade é associada à necessidade de validação acadêmica e de destaque. O profissional elenca a distância da família e dos amigos e a falta de pertencimento como elementos que podem acarretar, além da ansiedade, depressão e síndrome de burnout ao longo do processo universitário.

Ele explica que a ansiedade gerada pela pressão pode levar à procrastinação. “Sentir um mal-estar que paralisa, não sentir-se bem consigo mesmo e não dar conta [de fazer as atividades] são sintomas de que a pressão está gerando uma ansiedade tão grande que tu fica preso e começa a procrastinar. A procrastinação é um sintoma da ansiedade, é um sinal vermelho”, alerta. 

O psicólogo recomenda que, ao notar esses sinais, o estudante busque ajuda profissional ou converse com alguém que talvez possa o auxiliar. “Procure uma pessoa para alcançar esse braço de ajuda e te tirar desse nervosismo que te acompanha diariamente no mundo dos estudos, seja pela pressão do resultado do cursinho ou já na vida acadêmica mesmo”, indica Brum.

Maneiras de fortalecer a saúde mental

Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE 2024) aponta que a saúde emocional está diretamente relacionada à qualidade de vida, à sensação de bem-estar e à capacidade de resolver problemas no dia a dia. Contrariando essa definição, a mesma pesquisa - feita com 180 países - revela que os estudantes brasileiros ocupam o segundo lugar no ranking de mais ansiosos.

Para amenizar os sentimentos de insuficiência e ansiedade, Brum entende que o primeiro passo é falar sobre o assunto. “É preciso que existam grupos de apoio dentro das universidades, com momentos e pessoas que acolham os estudantes. Espaços de conversa são essenciais para que eles possam expressar seus sentimentos e essa pressão de que é tudo novo para ele”, explica.

O psicólogo comenta, ainda, sobre a importância dos alunos conseguirem ter tempo livre para descansar e como isso auxilia no tratamento da ansiedade. Brum considera que atividades de relaxamento e autocuidado ajudam a tirar o foco dos resultados e das notas e a valorizar a interação entre os acadêmicos. 

Sobre o papel das instituições, o profissional sugere que sejam ofertadas oficinas de gestão de tempo para que o estudante não se sobrecarregue e saiba destinar um tempo para ficar com a família e amigos. Ademais, o psicólogo frisa que a psicoterapia faz bem a todos. “ Ela é como uma medicação: talvez tu nem acredite na medicação, mas se tu estiver exposto à medicação ela vai funcionar. A terapia é um suporte para o aluno manter a saúde mental durante os estudos”, conclui.

 

Myreya Antunes

Repórter do Gritos do Silêncio, estudante de Jornalismo pela UFSM. Contato: myreya.antunes@acad.55bet-pro.com

Edição e publicação: Kemyllin Dutra, repórter do Gritos do Silêncio, estudante de Jornalismo pela UFSM. 

Contato: kemyllin.dutra@acad.55bet-pro.com

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/cte/2024/10/03/cte-ufsm-e-ppgeci-ufrgs-disponibilizam-a-partir-de-04-10-2024-curso-mooc-sobre-inteligencia-emocional-e-inteligencia-artificial Thu, 03 Oct 2024 18:02:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/cte/?p=7752

A Universidade Federal de Santa Maria, por meio da Coordenadoria de Tecnologia Educacional (CTE) e parceria com o Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências (PPGECI) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, disponibiliza à comunidade o MOOC Inteligência Emocional e Inteligência Artificial: um debate para o futuro da educação.

O curso visa refletir sobre as estratégias e meios de enfrentar os desafios presentes na era da inteligência artificial em consonância com a educação socioemocional.

Veja abaixo informações sobre o curso ou clique na imagem:

- Curso on-line aberto e massivo (Massive Open Online Course - MOOC), autoinstrucional.
- Plataforma de ensino: Moodle Capacitação da UFSM.
- Carga horária de 80h.

- Inscrições permanentes, pelo tempo em que estiver disponível no site.
- Público indicado: profissionais da educação e demais interessados na temática.
- Certificado de conclusão aos concluintes.
- Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail: equipecapacitacao@cead.55bet-pro.com.

Para se inscrever em qualquer curso MOOC promovido pela CTE, o interessado precisa criar uma conta no Moodle Capacitação. Caso já tenha um cadastro, basta escolher o curso e solicitar a autoinscrição.

Para ler o informativo completo do curso, CLIQUE AQUI.

Conheça outros cursos MOOCs com inscrições abertas!

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/09/02/estudantes-da-ufsm-farao-palestras-em-evento-da-universidade-federal-do-tocantins Mon, 02 Sep 2024 14:00:16 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66692

Estudantes de pós-graduação da UFSM foram convidados pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) para ministrar palestras pelo ciclo "Os ventos do norte não movem moinhos: leituras sobre o pensamento latino-americano".

Janaina Betto, estudante de pós-doutorado em Extensão Rural, vai explanar sobre "O chamado ao reflorestar: mulheres indígenas e a luta política em defesa da Amazônia e demais biomas" na quinta-feira (5), às 19h, no Auditório do Warã, no 55BET Pro de Miracema. A palestra poderá ser acompanhada pelo YouTube.

Além de promover o debate sobre a defesa da Amazônia e a importância da atuação das mulheres indígenas, a palestra visa reforçar a conscientização sobre a preservação dos biomas brasileiros e as lutas políticas associadas a essas causas.

Marcos Britto Corrêa, pós-doutorando em Educação e integrante da comissão de organização do evento, e Micaela Severo da Fonseca, mestranda em Ciências Sociais, também farão palestras, em datas a serem divulgadas posteriormente.

O ciclo de palestras oferece uma certificação de 30 horas para os participantes. As inscrições podem ser realizadas através do preenchimento do formulário.

O evento conta com o apoio da UFSM e da Associação Tocantinense dos Biólogos (Atobio) e está aberto a todos os interessados em ampliar o conhecimento sobre as questões ambientais e sociais que impactam a Amazônia e o restante do país.

 
]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prpgp/editais/024-2024 Mon, 02 Sep 2024 03:00:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prpgp/?post_type=editais&p=17624 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/08/22/seminario-nacional-e-internacional-de-filosofia-e-educacao-confluencias-sera-em-novembro Thu, 22 Aug 2024 12:49:53 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66591

O Centro de Educação (CE) da UFSM promoverá o 7º Seminário Nacional (Senafe) e o 3º Seminário Internacional (Seinfe) de Filosofia e Educação: Confluências de 25 a 27 de novembro. Completando 20 anos de existência, o evento terá como tema "Sustentabilidade, Violência e Educação".

A organização reservou 80 vagas gratuitas para professores da educação básica da região de abrangência da 8ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE).

O evento será realizado em formato híbrido. O prazo de submissão de trabalhos na modalidade online vai até 30 de agosto.

Inscrições, programação e mais informações no site do Senafe/Seinfe.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/frederico-westphalen/jornalismo-bacharelado/2024/07/12/disciplinas-de-introducao-a-pesquisa-e-historia-do-jornalismo-promoveram-uma-serie-de-palestra-sobre-temas-e-pesquisas-em-comunicacao Sat, 13 Jul 2024 02:46:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/frederico-westphalen/jornalismo-bacharelado/?p=847 As disciplinas de Introdução à Pesquisa e História do Jornalismo, ministradas pela Profa. Dra. Janaína Gomes e Profa. Dra. Claúdia, em parceria com a Agência Íntegra, promoveram uma série de palestras sobre temas e pesquisas em comunicação nos dias 9, 10 e 11 de julho. 

No dia 9 de julho, a Profa. Dra. Alice Bianchini Pavanello, criadora do canal do YouTube Além do Lattes, ministrou uma palestra sobre Jornalismo Alternativo na cobertura de desastres.

Em 10 de julho, o Prof. Dr. Cassio dos Santos Tomaim, do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM e pesquisador no POSCOM, abordou a História e memória do/no cinema documentário brasileiro.

No dia 11 de julho, dois dias antes do Dia Mundial do Rock, a Profa. Dra. Caroline Govari, egressa da UFSM-FW e professora/coordenadora da Graduação Tecnológica em Produção Fonográfica da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), apresentou a palestra Rock Studies: perspectivas possíveis na área da Comunicação.

Os eventos foram transmitidos pelo canal do YouTube dos cursos de Relações Públicas e Jornalismo da UFSM e estão disponíveis aqui.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/03/21/egressa-da-ufsm-e-premiada-por-pesquisa-na-area-de-jornalismo-de-educacao Thu, 21 Mar 2024 18:01:24 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65499 [caption id="attachment_65500" align="alignright" width="508"] Durante a pesquisa, Eduarda participou de aulas e dialogou com alunos e professores[/caption]

A egressa do curso de Jornalismo da UFSM, Eduarda de Medeiros Paz, teve o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) premiado em primeiro lugar no 5º Edital de Jornalismo de Educação, iniciativa da Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca) em parceria com a Fundação Itaú. Em seu estudo, Eduarda desenvolveu o projeto multimídia Educação em Trilha, defendido em 2023. 

Jornalismo de Educação e o Novo Ensino Médio

Eduarda explica que a ideia de trabalhar com esse assunto surgiu no ano de 2020, quando participou de um projeto de jornalismo local, o Boca Jornalismo, em que produziu uma série de podcast e uma das temáticas abordadas foi o Novo Ensino Médio e os desafios que seriam enfrentados nos próximos anos. Daquele momento em diante, a então estudante de jornalismo pensou que gostaria de levar o assunto adiante, aprofundando a discussão e viu no Trabalho de Conclusão de Curso uma oportunidade de dar continuidade ao tema.

Com orientação do professor do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM, Maicon Elias Kroth, inicialmente, Eduarda analisou matérias sobre o tema publicadas nos sites G1, Nexo e Folha de São Paulo e percebeu que a abordagem tinha foco no relato temporal das mudanças, justificativas e impactos. No entanto, poucos conteúdos contemplavam a visão dos professores e estudantes. “Depois dessa pesquisa surgiu a ideia de ir nas escolas e entender como estava o cenário em Santa Maria”, explica a jornalista.

O estudo foi feito na Escola Estadual de Educação Básica Professora Margarida Lopes, localizada no bairro Camobi, em Santa Maria, nas turmas do 1º e 2º ano e EJA, através do diálogo com alunos e professores. Além deles, Eduarda também conversou com especialistas e estudiosos da temática e com representantes da Coordenadoria Regional de Educação. O objetivo foi entender as mudanças, as legislações vigentes, o impacto na vida de estudantes e professores e de que forma as escolas estavam organizadas e preparadas para o novo cenário do Ensino Médio.

[caption id="attachment_65501" align="alignleft" width="401"] Identidade Visual do Educação em trilha, desenvolvida pelo designer gráfico Noam Wurzel[/caption]

Com os resultados da pesquisa foram desenvolvidos 3 produtos: um podcast de 3 episódios, o Educação em Trilha, com foco na realidade local; um perfil no Instagram, o @educaemtrilha, que além dos conteúdos locais traz a pauta em um contexto estadual e nacional; e uma reportagem longform, ou seja, de tamanho ampliado, que debate sobre as escolas em tempo integral e o impacto do Novo Ensino Médio no Enem.

Eduarda destaca a importância do reconhecimento recebido refletindo sobre a cobertura do jornalismo de educação no Brasil. “De forma geral, a cobertura jornalística da educação não é muito aprofundada. Hoje precisamos de jornalistas focados em temas que vão além do ‘volta às aulas’ ou ‘entrega de uniformes’, precisamos falar da educação indígena ou das escolas rurais, por exemplo, precisamos conversar in loco com os envolvidos. E foi isso que eu tentei fazer no meu trabalho. Então, receber esse reconhecimento de uma Associação que atua nessa área me deixa muito orgulhosa”, finaliza.

Ao todo, foram 83 TCCs recebidos para a avaliação do Jeduca, de mais de 20 estados brasileiro. Em segundo lugar ficou Bárbara Lima, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, e em 3º lugar Larissa Lopes, da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/01/29/ufsm-esta-representada-na-conferencia-nacional-de-educacao-em-brasilia Mon, 29 Jan 2024 12:54:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65076
[caption id="attachment_65077" align="alignright" width="649"]foto colorida horizontal de um grande auditório, pessoas aparecem de costas, sentadas, e à frente um grande telão de fundo azul com a sigla conae 2024 , um logotipo da bandeira do Brasil sobre um livro, e á frente do telão uma mesa oficial com pessoas em pé, voltadas ao público Evento discute o Plano Nacional de Educação 2024-2034[/caption] A UFSM está representada na etapa nacional da Conferência Nacional de Educação (Conae 2024), que ocorre em Brasília (DF) deste domingo (28) até terça-feira (30). A técnica-administrativa em educação Rosana Brettas, que atua na secretaria dos cursos do 55BET Pro Cachoeira do Sul, e o discente Guilherme Baumann, doutorando em Educação no 55BET Pro Sede, foram eleitos delegados na etapa estadual, realizada em novembro passado, representando os segmentos de TAE de ensino superior e de estudante de ensino superior federal, respectivamente.
 
Promovida pelo Ministério da Educação (MEC), a conferência tem como tema o “Plano Nacional de Educação 2024-2034: Política de Estado para garantia da educação como direito humano com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável”. 
 
Do Rio Grande do Sul, participam aproximadamente 80 delegados. 
 
Foto: Arquivo pessoal
 
]]>