UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 25 Apr 2026 17:40:33 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/02/02/jardim-botanico-promove-atividades-para-criancas-e-acompanhantes-durante-as-ferias-escolares Mon, 02 Feb 2026 21:32:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71934 Várias crianças confeccionam brinquedos com materiais recicláveis, uma mulher de cabelo loiro e jaqueta jeans as ajuda. Crianças participam de oficina de confecção de brinquedos com materiais recicláveis[/caption] Durante a época das férias escolares, o Jardim Botânico da UFSM promove a atividade “Exploradores do Jardim Botânico – Férias na Natureza”, realizada ao longo de duas semanas, para aproximar a comunidade de Santa Maria da universidade e do meio ambiente. A primeira semana ocorreu nos dias 26, 27 e 28 de janeiro, e a segunda teve início nesta segunda-feira (2) e segue na terça (3) e quarta-feira (4). A programação é a mesma nas duas semanas, e inclui trilha, oficina sobre plantas suculentas, oficina sobre plantas carnívoras, atividade sobre reciclagem, brincadeiras com água e uma caça ao tesouro. Crianças participaram de trilhas e oficinas sobre plantas nesta manhã Em meio a diversas perguntas e interações das crianças, os monitores do Jardim Botânico conduzem as atividades e sanam as muitas dúvidas que surgem ao longo da manhã. “As crianças são muito curiosas, e a maioria nunca veio aqui no Jardim, então é muita pergunta. Semana passada foi muito bom, inclusive algumas crianças vieram semana passada e vieram de novo essa semana”, comenta Luana Rossi Guareschi, que está no último semestre do curso de Biologia e há dois anos é monitora do Jardim Botânico. Luana também conta que, dentre as atividades que as crianças mais curtiram na primeira semana, estão a caça ao tesouro e as brincadeiras com água. “Acho que a caça ao tesouro, que vai acontecer amanhã, chama muito a atenção deles, e também a brincadeira com água, que acontece na quarta. Quarta passada foi um arraso, até porque choveu junto, então foi banho de balde, de bexiga, de mangueira, e banho de chuva tudo junto, e elas amaram, foi maravilhoso.” [caption id="attachment_71936" align="alignleft" width="553"]Em um auditório, várias crianças estão sentadas de costas em cadeiras pretas, observando dois adultos de frente para elas, usando camisetas verdes e mostrando plantas em uma mesa. Monitores do Jardim Botânico da UFSM ministram oficina para as crianças[/caption] Na manhã desta segunda-feira (2), foi realizada uma trilha, uma oficina sobre plantas suculentas e uma atividade de confeccionar brinquedos com materiais recicláveis, como o bilboquê. Os monitores Vinícius dos Santos Borges e Muriel Brandt, ambos discentes do 5º semestre do curso de Engenharia Florestal, ministraram a oficina sobre plantas suculentas. Vinícius explica que a oficina ensina as crianças a cuidar das plantas, e também de si mesmas e do planeta. “É uma experiência muito gratificante saber que estamos contribuindo para o aprendizado e futuro das crianças. Agora fizemos uma atividade sobre como cuidar das plantas, que elas precisam de água, nutrientes e sol, e também sobre como cuidar de nós mesmos, que também precisamos disso, mas que há outros cuidados, como com a mente. E que a natureza toda é conectada, estamos tentando passar essa mensagem para eles”, conta Vinícius. Muriel, que também faz parte do projeto “Reino Encantado das Plantas – Aprendendo Botânica no Jardim Botânico da UFSM”, ministra as oficinas sobre plantas suculentas e carnívoras. “A educação ambiental é essencial em todos os âmbitos, e é muito bom fazer parte disso e poder ensinar o que aprendemos no curso e aqui no Jardim. Nesta atividade apresentamos as plantas que temos aqui, nós somos responsáveis pelas plantas suculentas e carnívoras, e ensinamos como cuidar e cultivar elas. Amanhã temos uma oficina para desmistificar mitos e verdades sobre plantas carnívoras”, comenta Muriel. Jardim Botânico promove a integração da comunidade com a natureza Segundo a diretora do Jardim Botânico, Simone Messina Gomez, as atividades são voltadas para crianças na faixa etária de 5 a 10 anos, e cerca de 40 crianças têm participado por dia. Por volta de cem crianças participaram da primeira semana. Além disso, neste ano os pais e acompanhantes também podem participar da programação, que agora conta com atividades voltadas para eles: trilha, pilates e meditação guiada. [caption id="attachment_71937" align="alignright" width="607"]Uma menina loira, usando roupas roxas claras e com uma faixa verde na cabeça, está olhando para baixo e tocando uma planta. Por meio de atividades lúdicas, acervo de plantas do Jardim Botânico da UFSM é apresentado às crianças[/caption] Simone explica que, por meio destas atividades, o público é incentivado a vir para a universidade e para o Jardim. “É uma maneira de trazer o público, principalmente nessa época de férias em que as crianças estão em casa sem ter o que fazer, muitas vezes ficam só nas telas, então a ideia é trazer a criançada para cá. É muito democrático, porque qualquer pessoa pode se inscrever, dentro daquela faixa etária, e pelo valor ser baixo, então fica mais fácil para as pessoas terem acesso a essa oportunidade”, comenta a diretora. O projeto “Férias na Natureza” é uma ação extensionista do Jardim Botânico que ocorre há cerca de cinco anos. Nela, são realizadas atividades com caráter lúdico, mas também educacional, em que as crianças aprendem sobre diversas temáticas relacionadas ao meio ambiente. “Os monitores vão instigando as crianças sobre a natureza, vão trazendo informações, e são todos alunos de graduação de cursos como Engenharia Florestal, Geografia, Biologia. São pessoas que são dessa área ambiental, e que têm esse conhecimento do Jardim, sobre quais são as principais árvores, o que são as plantas carnívoras, como cuidar de uma horta. Ao mesmo tempo que as crianças estão ali brincando, elas também estão aprendendo e absorvendo novos conhecimentos”, relata Simone. Para participar, é necessário preencher um formulário online. O valor dos três dias é R$ 60,00, dois dias são R$ 50,00, e um dia custa R$ 25,00. O valor cobrado pelas inscrições será utilizado para auxiliar na manutenção do Jardim. As atividades ocorrem pela manhã, das 8h às 12h. As inscrições ainda estão abertas para a terça (3) e quarta-feira (4). Outras informações constam no perfil do Jardim Botânico da UFSM no Instagram: @jardimbotanicodaufsm. Texto: Giulia Maffi, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias Fotos: Paulo Baraúna, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/04/como-o-uso-de-inteligencias-artificiais-consome-agua Thu, 04 Sep 2025 15:00:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70398

O dicionário de Oxford define a palavra “tecnologia” da seguinte forma: “conhecimento, ferramentas e processos utilizados para resolver problemas e melhorar a vida das pessoas, por meio da aplicação do conhecimento científico em atividades práticas”. Porém, o que acontece quando o uso dessas ferramentas gera consequências ao meio ambiente e, com isso, afeta a humanidade?

Esse questionamento evidenciou um debate inesperado: o aumento de consumo de água doce devido ao uso de inteligências artificiais (IA). Por mais inofensivas que pareçam, as respostas, as imagens ou os vídeos gerados automaticamente por ferramentas como Chat GPT, Google Gemini ou Deep Seek, movem uma série de mecanismos que exigem o uso de energia e, por consequência, água.

Tudo isso acontece nos “data centers”, em português: centros de processamento de dados (CPD), locais, muitas vezes grandes pavilhões, onde os sistemas computacionais de uma empresa, organização ou instituição de ensino, armazenam informações. Ao contrário do que muitos pensam, as inteligências artificiais não “vivem” em dispositivos como celulares e computadores, mas sim em um data center, o “cérebro” responsável por gerar o que pedimos às IAs.

O egresso do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e especialista em Gestão de Tecnologia de Informação (TI), Marcelo Henrique Casali, apontou que os data centers são estruturas essenciais na era digital e são considerados uma base invisível que sustenta quase tudo que fazemos no mundo virtual. “Eles funcionam como grandes centrais de processamento e armazenamento de dados, garantindo que serviços digitais como redes sociais, e-mails, sistemas corporativos, streaming e agora também as inteligências artificiais estejam sempre disponíveis e operando com eficiência”, explica.

Foto em preto e branco horizontal. Sala com grandes painéis de cabos e circuitos do Integrador Numérico Eletrônico e Computador ocupando toda a parede. Dois profissionais trabalham, um homem à esquerda e uma mulher à direita, ambos próximos às máquinas.
Equipe de programadores operando o Integrador Numérico Eletrônico e Computador, o Eniac (Fonte: ARL Technical Library / U.S. Army/Reprodução)
Foto colorida horizontal. Interior de data center com várias fileiras de servidores prateados alinhados. Cabos pretos e azuis estão organizados nas estruturas.
Imagem interna do Server Blade, data center da Microsoft (Fonte: Microsoft/Reprodução)
Foto colorida horizontal. Vista aérea de pavilhões brancos de data center alinhados lado a lado, cercados por ruas asfaltadas e carros estacionados. Mais ao fundo, uma área verde extensa com árvores e, à direita, uma torre de água branca.
Visão externa dos pavilhões de data center da Microsoft (Fonte: Microsoft/Reprodução)

Data centers e o gasto de água

O primeiro data center surgiu ainda em 1945 - ao fim da Segunda Guerra Mundial - com a criação do Mainframe, uma instalação,  na  Universidade da Pensilvânia nos Estados Unidos, para armazenar o Integrador Numérico Eletrônico e Computador (Eniac), o primeiro sistema computacional eletrônico e digital. Na época, utilizado para fins militares, o sistema inteiro pesava 27 toneladas e ocupava 27 metros quadrados de espaço.

Com o tempo, os limites da engenharia foram desafiados até que empresas como Google, Apple, Microsoft e Meta, as Big Techs, tornaram-se proprietárias dos maiores centros existentes no mundo e os grandes responsáveis pelo consumo exagerado de energia e água no setor da tecnologia, mesmo antes da fama chegar às IAs. 

Para exemplificar, os data centers da Google possuem, hoje em dia, aproximadamente, um padrão de 100 mil metros quadrados de extensão. Nessa linha, apenas em 2021, conforme pesquisa feita pela Faculdade de Engenharia Bourns, os CPDs da empresa, nos Estados Unidos, consumiram cerca de 12,7 bilhões de litros de água doce. 

Em paralelo a isso, o Relatório de Sustentabilidade da Microsoft de 2022 evidenciou que o consumo de água nos CPDs da empresa cresceu 34%, em relação a 2021, devido à implementação de IAs no sistema. Em números mais expressivos, o aumento foi de 6,4 milhões de litros, cerca de 2.500 piscinas olímpicas. Outro estudo desenvolvido pela Universidade da Califórnia Riverside, publicado em abril de 2023, apontou que o treinamento completo do GPT‑3 em data centers da Microsoft consumiu cerca de 700 mil litros de água potável. 

Além disso, dados da pesquisa realizada pela Universidade Riverside, nos Estados Unidos, também revelaram que a cada 20 a 50 interações de uso pessoal das IAs utilizam, aproximadamente, 500ml de água. Tendo isso em mente, um levantamento do site Exploding Topics (2025) apontou que o ChatGPT, desenvolvido pela Open IA, possui cerca de 800 milhões de usuários ativos por semana e mais de 122 milhões de acessos diários, somando mais de 1 bilhão de interações por dia. Com base nessas estimativas, isso representaria um consumo de 10 a 25 milhões de litros de água diariamente.

Infográfico colorido horizontal .Título: “Consumo em Dados”. À esquerda, texto sobre aumento de uso de água pela Microsoft em 6,4 milhões de litros, equivalente a 2.500 piscinas olímpicas. Ao centro, texto indicando que a cada 20 a 50 interações com IA, 500ml de água são consumidos. À direita, informação de que mais de 1 bilhão de interações diárias com o ChatGPT representam de 10 a 25 milhões de litros de água consumidos por dia.

Imagens geradas com IA exigem 30 vezes mais água

Outro ponto relevante, é o tipo de interação. Recentemente, os feeds das redes sociais têm sido tomados por imagens e vídeos gerados por ferramentas de inteligências artificiais, bem como o programa de auditório fictício Marisa Maiô, produção desenvolvida pelo artista brasileiro Raony Phillips, com o uso do Veo 2, IA geradora de vídeos da Google. 

Uma pesquisa realizada pelo MIT Technology Review revelou que o uso de IAs generativas de imagens podem consumir 30 vezes mais energia e, portanto, utilizam mais água nesse processo.

O professor Leonardo Emmendörfer, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM, explica que o consumo por parte das inteligências artificiais varia de acordo com o tipo de conteúdo processado - como textos, imagens ou vídeos. Isso acontece por causa das diferentes “dimensionalidades” desses arquivos.

Foto colorida vertical de Marisa Maiô, que sorri segurando um celular para selfie, cercada por três homens sorridentes que a acompanham. Um deles segura microfone, outro está com fones e câmera, e o terceiro também sorri próximo ao grupo.
Programa de auditório fictício Marisa Maiô, desenvolvido com a IA geradora de vídeos Veo 2, da Google (Fonte: Instagram/Reprodução)

No caso dos textos, antes de serem interpretados pela IA, eles são convertidos em uma sequência de elementos chamados “tokens”. “Em geral, cada palavra é transformada em um token, o que cria uma estrutura unidimensional, ou seja, uma linha de dados que a IA consegue ler e processar com mais facilidade”, explica.

Já as imagens são mais complexas. Elas são formadas por milhões de “pixels” organizados em duas dimensões (altura e largura), o que exige maior capacidade de processamento. E os vídeos são ainda mais exigentes: além da imagem, é preciso considerar o tempo de duração, o que transforma o arquivo em uma estrutura tridimensional. “Como o processamento por IA depende da análise de todas essas dimensões para identificar padrões, arquivos como vídeos e imagens acabam exigindo muito mais energia do que os textos”, resume o professor.

Mas afinal, por que os data centers, e as IAs, utilizam a água?

Sabemos que as IAs não se alimentam de água diretamente. O seu consumo está atrelado a outra questão: o resfriamento dos data centers. Na prática, quando os computadores processam as perguntas feitas a uma IA, milhares de cálculos são realizados, atividade que consome energia elétrica, aquece as estruturas do sistema e compromete a eficiência do computador. 

Leonardo explica que, atualmente, os data centers utilizam duas formas de resfriamento. Segundo ele, sistemas mais simples são baseados no uso de ar condicionado. “Por meio desta abordagem, o efeito de resfriamento se dá por meio da troca de calor resultante do contato entre os circuitos e o ar resfriado.  O funcionamento é baseado na refrigeração por meio do uso de compressores”, conta.

O outro modelo mais utilizado realiza o resfriamento dos circuitos se dá por meio de serpentinas - tubos, geralmente de cobre ou alumínio que otimizam a transferência de calor - nas quais circula a água resfriada. “Tal abordagem em sistemas de resfriamento é motivada pelo princípio físico de que os líquidos são condutores de calor muito mais eficientes do que o ar, de um modo geral”, afirma Leonardo.

Marcelo Casali é autor do trabalho “Uma pesquisa descritiva para compreender aspectos de sustentabilidade ambiental em tecnologia da informação”. Nesse estudo, ele destacou que o consumo de recursos naturais por data centers é uma discussão antiga. “Em minha pesquisa, foi mostrado que, mesmo antes da IA, o consumo já era preocupante. Agora, com o crescimento acelerado dessas tecnologias, a eficiência operacional e a sustentabilidade ambiental desses centros se tornaram ainda mais estratégicas, exigindo ações concretas das empresas e uma discussão mais ampla na sociedade sobre os impactos ambientais da transformação digital”, elucida o especialista.

Foto colorida horizontal de um prédio sistema de resfriamento com grades metálicas largas, de onde saem várias colunas de vapor branco em direção ao céu. Ao fundo, colinas escuras.
Torres de resfriamento de data center do Google em Oregon, Estados Unidos (Fonte: Google/Reprodução)

Brasil, data centers e a crise hídrica

No Brasil, o mercado dos data centers ainda está em expansão. Esse cenário retoma uma reflexão feita por Marcelo: “embora tenhamos uma legislação ambiental relativamente robusta em temas como uso da água, energia e licenciamento ambiental, falta uma abordagem mais direcionada aos desafios específicos da infraestrutura digital e aos impactos causados pelos data centers”, denuncia.

Conforme ele, atualmente, os data centers operam em uma espécie de “zona cinzenta” regulatória, onde as exigências ambientais ainda não acompanham o avanço e a escala da transformação digital. “Não há normas específicas que obriguem os operadores a divulgar o consumo hídrico ou a adotar tecnologias mais eficientes do ponto de vista ambiental”, exemplifica.

Outra questão apontada pelo pesquisador é a falta políticas públicas mais integradas, que incentivem a construção de data centers sustentáveis. “Essa falta de investimento para o uso de energias renováveis, reaproveitamento de calor ou alternativas ao resfriamento por água é evidente. Também é necessário investir em capacitação técnica e institucional, para que os órgãos reguladores consigam acompanhar a complexidade e o crescimento desse setor”, reforça Marcelo.

O uso exagerado da água retoma outra questão: a crise hídrica. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 4 bilhões de pessoas já enfrentam escassez severa de água durante, pelo menos, um mês ao ano. Em contraponto a isso, a demanda global por água deve aumentar entre 20% a 30% até 2050, conforme dados da ONU-Água, setor responsável por coordenar ações relacionadas à água em nível global. 

Ao observar esses levantamentos, o professor Pedro Kemerich, do Departamento de Geociências da UFSM,  ressalta que a escassez de água não se limita à ausência de chuvas, mas resulta de fatores combinados, como o crescimento populacional acelerado, urbanização desordenada e má gestão dos recursos.

Segundo o professor, “a distribuição desigual da água, a poluição dos mananciais e a superexploração de aquíferos são componentes críticos que agravam esse cenário”. Ele alerta ainda para os efeitos das mudanças climáticas: “O aumento das temperaturas, a irregularidade das chuvas e a evaporação intensificada afetam diretamente a disponibilidade hídrica e os ciclos naturais da água”.

Apesar da fama de país com grande disponibilidade de água doce, o docente reforça que “a distribuição hídrica no Brasil é profundamente desigual”. Ele pontua que “enquanto a região Norte concentra a maior parte da água superficial, o Sudeste e o Nordeste sofrem com escassez devido à alta densidade populacional e à intensa atividade econômica”. 

Tendo em vista essas desigualdades ressaltadas pelo docente, vale apontar que os data centers existentes no Brasil estão concentrados em regiões que sofrem com intensa escassez hídrica. De acordo com dados da Associação Brasileira de Data Centers, há, atualmente, 162 estruturas no país, sendo 110 na região Sudeste, 27 no Sul, 15 no Nordeste, 8 no Centro-oeste e 2 no Norte. Esses dados representam os centros de empresas externas como Amazon, Microsoft e Google.

Pedro reforça que “a crise hídrica é resultado de fatores interconectados e exige ações integradas entre diferentes setores da sociedade”. Para ele, só será possível garantir o acesso à água no futuro “com políticas públicas fortalecidas, tecnologias eficientes e uma mudança no comportamento social frente ao uso dos recursos naturais”.

Alternativas sustentáveis

Ao observar essa realidade, em sua pesquisa, Marcelo buscou reunir e sintetizar práticas sustentáveis nas relações humanas com a tecnologia. Segundo ele, uma das alternativas para redução do uso de água seria: “adotar  sistemas de resfriamento com menor uso de água, como os baseados em ar ou circuitos fechados. Além disso, instalar data centers em regiões com clima naturalmente frio pode reduzir drasticamente a necessidade de refrigeração ativa”, sugere .

Nessa linha, Leonardo aponta os sistemas de resfriamento por imersão líquida como uma possível alternativa. “Nesse modelo, o equipamento do servidor é imerso em um líquido não condutor de eletricidade. Esta alternativa permite reduzir ou, até mesmo, eliminar a necessidade de utilização de água”, pontua. O professor ainda acrescenta: “esta solução, ambientalmente mais responsável, demanda um custo financeiro mais elevado para os investidores”.

Outra possibilidade destacada por Marcelo é a utilização de inteligências artificiais para otimizar o funcionamento dos sistemas de refrigeração. “Uma alternativa é usar as IAs para  distribuir a carga computacional, reduzindo o pico de consumo energético e, consequentemente, a necessidade de resfriamento com a água”, explica.

De acordo com o pesquisador, a conscientização popular sobre os impactos ambientais  gerados pelo uso das IAs é cada vez mais urgente. “No meu trabalho, analiso justamente como a sustentabilidade precisa ser incorporada às decisões em TI, e isso vale também para o comportamento dos usuários e a forma como a sociedade entende a tecnologia”, conta Marcelo.

“Hoje, usamos IA com naturalidade e até com certa banalização, pedimos respostas, geramos imagens, automatizamos tarefas sem refletir”, alerta o autor.

Para Marcelo, a educação ambiental digital deve ser parte da formação de novos profissionais, usuários e tomadores de decisão. “É necessário ensinar que o uso de tecnologia tem custo ambiental, e que escolhas mais conscientes, como otimizar tarefas, evitar uso excessivo e cobrar transparência das empresas, fazem parte de um novo tipo de cidadania digital. A tecnologia não é neutra, e seu impacto pode ser positivo ou negativo, dependendo da forma como a usamos e entendemos o seu papel no mundo”, conscientiza.

Os desafios para integrar tecnologia e sustentabilidade

Para a professora Rutineia Tassi, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, integrar tecnologia e sustentabilidade é um dos grandes desafios do século XXI. “Os avanços tecnológicos podem contribuir significativamente para o desenvolvimento de práticas mais sustentáveis, mas, às vezes, essa conciliação enfrenta diferentes desafios que são complexos e interdependentes, afetando os componentes ambiental, social e econômico”, avalia a pesquisadora.

Ela também chama atenção para a origem dos componentes tecnológicos. “Os dispositivos eletrônicos demandam minerais como lítio e cobalto, que são recursos naturais extraídos do meio ambiente, geralmente com impactos ambientais significativos”, alerta.

Além disso, a obsolescência programada e o descarte inadequado de lixo eletrônico agravam o cenário. “O descarte inadequado desses materiais pode causar a contaminação do solo e da água, além de representar uma perda de recursos que poderiam ser reciclados”, acrescenta Rutineia.

Outro ponto levantado pela professora é a desigualdade de acesso às tecnologias sustentáveis. “Algumas soluções tecnológicas como a energia solar ou sistemas de reaproveitamento de água ainda são caros, e inacessíveis para grande parte da população”, aponta. Essa barreira econômica, aliada à ausência de regulamentações específicas e políticas públicas atualizadas, acaba dificultando o avanço sustentável da inovação.

Diante desse cenário alarmante, Marcelo reforça que a questão é de responsabilidade corporativa e ambiental. “Se a transformação digital quer ser, de fato, sustentável, ela precisa considerar não só o avanço tecnológico, mas o equilíbrio com os recursos do planeta. O impacto ambiental das tecnologias digitais pode ser significativo, mas com responsabilidade e inovação, é possível equilibrar desempenho e preservação ambiental”, frisa.

Leonardo também reflete sobre o papel das universidades no atual contexto: “Devemos, por meio de projetos de extensão, por exemplo, evidenciar e abordar aspectos relacionados ao uso consciente da IA, promovendo uma maior consciência ambiental nesta área”. 

Em concordância com o pensamento de Marcelo e Leonardo, Rutineia conclui: “É necessário desenvolver políticas de uso ético e sustentável da tecnologia, com critérios transparentes de avaliação ambiental, metas de eficiência energética e compromisso com a justiça climática”.

Essa reportagem integra a série “Inteligência Artificial em Pauta”, uma iniciativa da Agência de Notícias que busca refletir os desafios, oportunidades e consequências das IAs em diferentes contextos.

Texto e artes gráficas: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias, jornalista

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O Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Erosão e Hidrologia de Superfície da UFSM - GIPEHS - promoveu, neste sábado (09), o segundo encontro presencial do projeto de extensão voltado à Educação Ambiental, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Escola Alfredo Lenhardt, da Secretaria Municipal de Educação de Itaara (SMED).

A atividade teve como tema a qualidade da água e foi dividida em duas etapas. A primeira parte foi conduzida pelo professor Danilo Rheinheimer dos Santos (UFSM), com abordagem teórica sobre o assunto. Na sequência, Paulo Bairros (UFSM) ministrou a segunda parte, com enfoque prático, trazendo exemplos e orientações de forma acessível aos participantes.

A iniciativa integra ações de ensino, pesquisa e extensão, reforçando o compromisso da UFSM com a difusão de conhecimento científico e a formação cidadã por meio da educação ambiental.

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Nos dias 4, 6 e 11 de fevereiro, o Jardim Botânico da UFSM promoveu atividades de férias para 70 participantes, de 6 a 11 anos de idade. As atividades, que incluíram trilha guiada, visita ao jardim sensorial, exposição de plantas carnívoras e diversas brincadeiras com água, proporcionaram momentos de aprendizado e diversão para as crianças e suas famílias, promovendo a educação ambiental e a interação com a natureza.

A recepção dos participantes foi calorosa, com os monitores interagindo e enturmando as crianças, que foram divididas em equipes coloridas: verde, rosa e amarelo. A equipe do Jardim Botânico apresentou as regras e conduziu exercícios de aquecimento, preparando todos para as atividades.

A trilha guiada, liderada pelos monitores Isabela e Vinícius, levou os participantes a explorar os atrativos do Jardim, incluindo o jardim sensorial. Durante a trilha, as crianças puderam exercitar os sentidos e aprender sobre a natureza de forma divertida e interativa.

[caption id="attachment_68296" align="alignleft" width="471"]foto horizontal colorida de crianças ouvindo um monitor em frente a uma tenda do jardim sensorial Atividades foram coordenadas por monitores[/caption]

Uma das atividades mais aguardadas foi a apresentação "Mitos e verdades sobre as plantas carnívoras", conduzida pela monitora Rebeca. Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer a coleção de plantas carnívoras do Jardim e se divertiram com perguntas e respostas sobre esses fascinantes vegetais.

Após um intervalo para descanso e lanche, as crianças participaram de uma animada gincana com água. As equipes competiram para encher o balde de sua cor o mais rápido possível em um circuito onde tinham que escorregar na lona. A atividade promoveu trabalho em equipe e muita diversão sob o sol.

Fotos: Divulgação

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Ainda restam vagas disponíveis para as turmas de quinta (8) e de sexta-feira (9), quando a programação será finalizada. Cada dia é voltado a uma faixa etária distinta e tem práticas próprias para cada idade. De acordo com a diretora do Jardim Botânico, Simone Messina, as atividades foram definidas deste modo para que fossem organizadas da forma mais adequada possível a cada classe de jovens participantes. O evento começa às 8h30min e vai até as 11h45min. Cada responsável deve fazer a inscrição das crianças individualmente através do formulário. A equipe do órgão recomenda o uso de repelente e protetor solar, como também de roupas confortáveis. Segundo Simone, a programação deste verão estava sendo idealizada desde dezembro de 2023, ano em que assumiu a direção do Jardim. Entretanto, a primeira edição de uma iniciativa promovida neste sentido aconteceu em 2020, antes do isolamento em função da pandemia de Coronavírus. “A gente conseguiu fazer a ‘Colônia de Férias’ e foi um super sucesso. Trabalhamos com oficinas de jardinagem, trilhas, caças ao tesouro, e deu tudo certo”, relembrou a servidora. [caption id="attachment_65137" align="alignleft" width="549"] Pais e responsáveis participam das atividades junto com as crianças[/caption] Contudo, o distanciamento social dificultou a realização da atividade por quatro anos. A diretora do órgão conta que o projeto só foi possível por conta do apoio da PRE e da CCNE, que acreditaram no sucesso da proposta e concederam bolsas para que alunos de graduação pudessem ajudar. “Tem sido um sucesso. Os pais agradecem muito à nossa equipe pela iniciativa. Eu vejo que a comunidade foi positivamente surpreendida com essa oportunidade. Teve uma mãe que me disse: ‘que bom que vocês estão nos ajudando a tirar um pouco as crianças das telas durante as férias’. Aqui elas estão tendo contato com a natureza, respirando um ar puro”, declarou a servidora. A diretora do Jardim Botânico ressalta que não há muitas áreas verdes para serem exploradas na cidade. A UFSM, dessa forma, acaba por ser uma experiência diferente na vida de muitos. “O Passeio de Férias não é só recreativo, mas também de aprendizado. As crianças saem com mais conhecimento sobre plantas, sobre animais, sobre ecologia, sobre a importância de conservar o meio ambiente. E o evento é um sucesso por isso: por ampliar a mente e trazer uma nova percepção para essas crianças. É um lugar onde elas aprendem brincando”, afirmou Simone. Famílias e crianças – Eliza Stefanon é mãe de Pedro e levou seu filho e o amigo Vicente, ambos de 7 anos, ao Passeio de Férias do Jardim Botânico nesta terça-feira. Para ela, é essencial que os jovens sejam incentivados a conviver com o meio ambiente desde o início da vida. “As crianças, desde pequenas, devem aprender a respeitar e a conhecer a natureza. Isso instiga a educação ambiental junto”, contou. Formada em Farmácia pela UFSM, Eliza revela que tinha o costume de visitar o espaço do órgão na década de 1990, quando era apenas uma estudante, e fica feliz de ver a situação da área atualmente. “Como é bom voltar aqui e ver que está diferente, mais bonito. Eu acho essa iniciativa da universidade muito boa para a população”. Vicente, que nunca havia visitado o Jardim Botânico, destaca que conhecer as plantas foi a melhor parte do evento: “elas são muito bem cuidadas. É bem bonito”. [caption id="attachment_65138" align="alignright" width="545"] Para o bolsista Davi Sulzbach, é possível “explicar uma grande variedade de coisas para as crianças” por conta da atividade[/caption] O casal Ariane e Daniel Fortes levou o filho Davi e o amigo Rafael para participar de Passeio. Segundo os responsáveis, a atividade é uma grande oportunidade para que as crianças consigam, de forma tranquila, se divertir longe das telas, além de adquirir conhecimento sobre a natureza. De acordo com ambos, faltam lugares seguros, como o Jardim Botânico, em Santa Maria. Oportunidade para estudantes – Davi Sulzbach, encarregado de mostrar as plantas aquáticas e microalgas no Passeio de Férias, é estudante do curso de Ciências Biológicas e bolsista do órgão. O aluno salienta a importância dos jovens terem a oportunidade de conhecer aspectos da ecologia ainda novos. “É muito bonito o espaço. A gente consegue explicar uma grande variedade de coisas para as crianças. Quando eu era pequeno, não tive tanto contato com a natureza. Fui me apaixonar mais agora na graduação. Mas eu tenho certeza que, se eu tivesse tido um incentivo logo cedo, talvez soubesse até mais coisas hoje.” Para a também bolsista Luísa Cerentini, graduanda do curso de Gestão Ambiental, a ideia é a mesma. “O Jardim Botânico tem tudo a ver com o que estudo, tanto sobre educação ambiental e botânica, mas também sobre legislação da área, as nascentes, entre outros. As tarefas também me ajudam na minha vida pessoal, como a perder o medo do público e a vivência com outras pessoas, de outros cursos e cidades, que levam ao meu crescimento pessoal e profissional”, declarou. Leitores interessados em visitar o espaço não precisam realizar agendamento prévio. Basta comparecer no local nos horários indicados nas redes sociais do órgão. Neste período de recesso das aulas da UFSM, os horários são reduzidos: das 7h às 13h. Texto: Pedro Pereira, estudante de jornalismo e estagiário da Agência de Notícias Foto: Ana Alícia Flores, estudante de desenho industrial e bolsista da Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2023/10/25/projeto-olha-o-passarinho-promove-atividade-de-observacao-de-aves-na-escola-municipal-de-ensino-lourenco-dalla-corte Wed, 25 Oct 2023 19:23:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=9224

Nesta sexta-feira, dia 20 de outubro, as bolsistas Maria Eduarda Cardoso e Ketlin Centa, que fazem parte do projeto "Olha o Passarinho!", promoveram uma empolgante atividade de observação de aves na Escola Municipal de Ensino Lourenço Dalla Corte.

[caption id="attachment_9227" align="alignright" width="349"] Phimosus infuscatus - popularmente conhecido como Tapicuru [/caption]

Os alunos da escola se uniram aos bolsistas para uma manhã de aprendizado e descobertas. Durante a atividade, os participantes saíram a campo para observar as aves locais. Equipados com binóculos, eles exploraram os arredores da escola em busca das diversas espécies de pássaros que habitam a nossa região.

A experiência não apenas proporcionou um contato mais próximo com a natureza, mas também permitiu que os alunos desenvolvessem habilidades de observação e identificação de aves. No final da manhã, todos se reuniram para compartilhar suas descobertas. Com entusiasmo, os alunos contaram o número de aves que avistaram durante a atividade. Ao todo, foram identificadas 14 espécies diferentes, variando de pássaros comuns a algumas espécies de aparição mais rara.

A diversidade de aves encontradas reflete a riqueza da fauna local, proporcionando uma experiência educativa valiosa para todos os envolvidos. Os bolsistas do projeto "Olha o Passarinho!" expressaram sua satisfação com a participação ativa dos alunos da escola, destacando a importância de atividades práticas como essa para promover o interesse pela natureza e pela conservação das aves.

Esta iniciativa não apenas enriquece o aprendizado dos alunos, mas também fortalece a conexão da comunidade escolar com o meio ambiente. O projeto "Olha o Passarinho!" continua a desempenhar um papel importante na promoção da educação ambiental e na sensibilização para a conservação da biodiversidade.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/10/19/enchentes-e-desastres-naturais-dissertacao-de-mestrado-da-ufsm-auxilia-na-previsao-e-estimula-o-preparo-para-novas-ocorrencias Thu, 19 Oct 2023 12:38:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64152

Ao longo de setembro e também em outubro, o Rio Grande do Sul vem acompanhando os desastres causados em diversas cidades do estado por conta de enchentes pouco antes vistas na história local. Infelizmente, pesquisas apontam que eventos catastróficos como estes se tornarão comuns com o passar do tempo, despertando na sociedade, além de medo, uma preocupação: como estabelecer formas de conviver com enchentes, sem que pessoas morram e cidades inteiras sejam destruídas a cada nova inundação? Na tentativa de responder a essa questão, uma dissertação de mestrado da UFSM buscou desenvolver um modelo de data science capaz de prever com maior eficácia a ocorrência de enchentes.

Atualmente, já existem sensores que realizam o monitoramento de rios e chuvas em variadas localidades, por meio de órgãos públicos como a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Defesa Civil, conforme explica o mestre em Gestão de Organizações Públicas e autor da dissertação ‘’desenvolvimento de um modelo data science para prevenção de enchentes’’, Daniel de Barcelos.

Nesse sentido, é possível saber se choverá acima do esperado para determinada época do ano com até três dias de antecedência, se houver as estruturas e equipes adequadas para desempenhar essa análise, o que geralmente não acontece. Inclusive, o docente em Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento da Universidade Estadual Paulista (UNESP) Edson Piroli expõe que, no caso das cheias de Muçum, Roca Sales e Lajeado, era presumível a ocorrência de uma enchente horas antes de ela se efetuar, devido ao alto volume de chuva e a notificação de outras cidades que já haviam registrado estragos. “Neste caso, faltou um sistema de alerta eficiente para que as pessoas deixassem todas as áreas de risco em que estavam’’, relata Piroli.

Somada à esta observação, o docente em Meteorologia da UFSM Vagner Anabor comenta que indicadores climáticos de 2022 apontavam para a ocorrência de um El Niño potente, fenômeno que aumenta a quantidade de chuvas no sul do Brasil, para o segundo semestre de 2023, demonstrando que a ciência possui a competência de prever esse tipo de evento, mas a sociedade como um todo ainda não tem a capacidade de lidar com eventos climáticos desastrosos como os ocorridos durante setembro.

Então é possível impedir novas enchentes?

Infelizmente não, haja vista que inundações são processos naturais de acontecer com qualquer rio do planeta, com sua grandiosidade variando de acordo com o tamanho do próprio rio. O grande problema é que enchentes não deveriam provocar as destruições que têm sido registradas recentemente. Porém, com as ocupações de áreas próximas aos cursos d'água, se torna inevitável a ocorrência de desastres. Isso porque as construções ocupam regiões que, naturalmente, são alagadas em períodos de cheia, e as interferências nos solos provocam impermeabilidade da água da chuva. 

Contudo, vale destacar que, apesar de ser um processo natural, a quantidade de inundações tem aumentado nos últimos anos, justamente em consequência de um processo de ocupação urbana acelerada, sem planejamento prévio nem fiscalização de infraestrutura. Segundo dados apresentados na dissertação de Daniel de Barcelos, “o registro de inundações, enxurradas e alagamentos quase triplicou no Brasil no período de 2002 a 2012 em relação ao intervalo anterior, chegando a 9.712 ocorrências, contra 3.522 registradas entre 1991 e 2001’’. Para se ter uma ideia, Anabor cita os números ligados às chuvas de setembro no RS: apenas na primeira quinzena do mês, os volumes acumulados de chuva foram duas ou até três vezes maiores que o esperado para o período no estado. A estimativa de precipitação para a época é de 180 a 200 mm de chuva, mas em meio mês se alcançou 450mm. Em outubro, a situação segue preocupante.

Portanto, o que cabe à sociedade é estabelecer melhores formas de reagir aos alertas de possíveis enchentes e monitorar mais adequadamente o nível dos rios e as previsões de precipitação. É nesse sentido que o estudo do mestre em Gestão de Organizações Públicas desenvolveu um framework que auxilia no mapeamento de locais suscetíveis a enchentes, a partir de uma metodologia de design research e técnicas de data science, métodos que diferenciam este estudo dos demais já produzidos, conforme conta Barcelos.

No campo da computação, um framework “é um conjunto estruturado de conceitos, ferramentas e bibliotecas que fornecem uma base para o desenvolvimento de software, oferecendo uma estrutura que permite aos desenvolvedores criar aplicativos com mais facilidade, fornecendo abstrações’’, segundo informações da dissertação. Logo, é um dispositivo que colabora na realização de uma série de atividades que devem ser executadas para solucionar um problema de modo mais eficiente que os modelos de monitoramento atuais, no campo do acompanhamento de enchentes.

Conforme explica o acadêmico, o sistema funciona através de um algoritmo que aprende a fazer o monitoramento dos níveis de chuva e dos rios por meio dos dados fornecidos a ele, que, depois, são armazenados em uma planilha automaticamente, permitindo que o framework indique quando pode acontecer uma enchente em tempo real. 

Contudo, Barcelos não sabe informar, até o momento, com quanta antecedência o dispositivo é capaz de prever uma inundação, visto que o trabalho acadêmico só pôde utilizar dados antigos. Mas ele informa que, com os próximos avanços do framework, entraves como este devem ser resolvidos.

O autor da dissertação indica já estar em contato com algumas prefeituras, tanto do Rio Grande do Sul, quanto de Santa Catarina, para aprofundar os estudos com dados mais recentes e, assim, aprimorar a inteligência do algoritmo para o colocar em prática efetivamente.

Como amenizar o problema?

Se não é possível impedir que uma enchente ocorra, os estudiosos propõem medidas que possibilitem um convívio menos desastroso com ela. Quem explica em mais detalhes quais ações adotar é o professor aposentado da UFSM, que atuava principalmente com Educação Ambiental e na área de Recursos Florestais e Meio Ambiente, José Rocha. Segundo ele, primeiramente, seria necessário desentupir o fundo dos rios nos locais em que o leito costuma subir, a partir da identificação dos pontos de estrangulamento (áreas mais rasas com muitos resíduos no fundo), onde as enchentes tendem a invadir mais o território, já que a água corre pelas laterais do rio devido a sua falta de profundidade. Assim, essas regiões, que geralmente inundam, demorariam mais tempo para encher da mesma maneira que antes da limpeza.

Já pensando a longo prazo, o que Rocha sugere é que seja feito o plantio de árvores nas “coroas’’ de proteção de nascentes (regiões mais elevadas do percurso do leito), com o intuito de que a água infiltre no lençol freático, fazendo com que a água atinja o fundo do rio e, consequentemente, remova o depósito de dejetos dele, tornando-o limpo seguindo a mesma lógica que uma calha no telhado de casa, conforme analogia usada pelo docente. Tal providência não é algo inovador nem novidade, contudo o especialista afirma que a medida não é feita por conta do seu custo elevado e pela demora de, em média, cinco anos para que os resultados apareçam.

Outra medida imprescindível para que haja o controle em torno da situação dos rios é o manejo integrado de bacias hidrográficas, monitorando os solos, as florestas, as pastagens e o direcionamento das águas ligadas às bacias, por meio da coordenação de um comitê permanente. Deste modo, é possível reduzir o escoamento superficial e retardar inundações, além de mapear áreas de risco e impedir que sejam ocupadas.

Todavia, tais medidas devem ser tomadas junto ao acompanhamento dos sensores de monitoramento, como o framework desenvolvido por Daniel de Barcelos, realmente levando em consideração esses dados, o que para Edson Piroli só se efetivará se for criada uma cultura de convívio com condições ambientais extremas, reconhecendo os limites que a natureza oferece. Nessa lógica, o primeiro passo a ser tomado é reconhecer quais são as áreas suscetíveis a enchentes, a fim de estabelecer formas de reduzir prejuízos quando uma inundação acontecer nessas regiões, já que é difícil tornar viável a desocupação de tais localidades onde não deveriam haver moradias, comércios e demais ocupações permanentes.

Somado a isso, Piroli indica ser preciso educar a população sobre os perigos de residir em localidades suscetíveis a enchentes e sobre como proceder em uma situação de risco. ‘’Para onde ir? O que levar? Por qual caminho ir? Que estrutura haverá no local, e assim por diante. [Fornecer essas informações] é papel da Defesa Civil, dos bombeiros e do Estado, que precisa ter uma rede robusta de previsão de tempo integrada com monitoramento da distribuição das chuvas e dos efeitos destas nos rios de cada grande bacia do seu território. Esta rede precisa contar com equipes de especialistas capacitados e treinados. Tanto para as ações técnicas, quanto para as ações junto à população, preparando-a para episódios extremos’’, reforça o docente da UNESP.

Enquanto não são tomadas providências para que se reduzam os riscos de novas enchentes, resta ajudar as cidades que ainda sofrem as consequências das inundações de setembro. Para se voluntariar ou fazer alguma doação, entre em contato com a Pró-Reitoria de Extensão (PRE), por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento Regional e Cidadania, por meio do e-mail coderc.pre@55bet-pro.com

Texto: Laurent Keller, acadêmica de Jornalismo e voluntária da Agência de Notícias
Infográfico: Daniel Michelon De Carli (foto de base: Agência Brasil - Defesa Civil do Ceará)

Arte capa: Daniel Michelon De Carli (foto da enchente: Agência Brasil - Fernando Mainardi-SEMA RS)
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2023/10/18/professora-josita-soares-monteiro-discute-projeto-educa-floresta-na-radio-universidade-800-am Wed, 18 Oct 2023 17:05:28 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=9161

Hoje (18), às 16 horas, os ouvintes da Rádio Universidade 800 AM terão a oportunidade de mergulhar no mundo da preservação florestal com a professora Josita Soares Monteiro, coordenadora do curso de Engenharia Florestal da UFSM (campus sede). A professora estará no ar para compartilhar detalhes empolgantes sobre o projeto Educa Floresta, uma iniciativa inovadora que visa educar e inspirar as futuras gerações sobre a importância vital das florestas.

Os ouvintes terão a oportunidade de aprender sobre as ações do Educa Floresta até o momento, bem como sobre os planos futuros para expandir o alcance do projeto e aumentar seu impacto na comunidade local e além.

Se você está interessado em saber mais sobre como a educação pode ser uma ferramenta poderosa na proteção de nossas florestas, não perca a entrevista com a professora Josita na Rádio Universidade 800AM, às 16 horas de hoje.

Para mais informações sobre o projeto Educa Floresta entre em contato pelo Instagram.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/10/16/time-enactus-ufsm-desenvolve-acoes-de-educacao-ambiental-em-escola-de-santa-maria Mon, 16 Oct 2023 20:07:58 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64111 Em junho deste ano, a docente Debora Bobsin, do Departamento de Ciências Administrativas, formalizou o time Enactus UFSM. O time pretende trabalhar com ações que contribuam para a comunidade por meio do viés econômico, ambiental e social. “A ideia, como time Enactus, é que tenhamos ações que precisam ser consolidadas, e desta forma, possam ser replicadas para outros lugares. Para que possam resolver problemas similares em outros contextos”, explica Debora. Atualmente o projeto desenvolve ações vinculadas à temática ambiental, com turmas do primeiro ao quarto ano na Escola Augusto Ruschi, de Santa Maria. Conta com uma equipe interdisciplinar de 23 estudantes dos cursos de Administração, Agronomia, Engenharia Civil, Física, Gestão Ambiental, Química Industrial e Pedagogia, e discentes da pós-graduação, além do apoio dos professores conselheiros Jordana Kneipp, Roberto Bichuetti e Luciana Traverso. O que é a Enactus A Enactus é uma organização internacional sem fins lucrativos que atua em 33 países, incentivando a criação de ambientes em que universitários possam desenvolver ações empreendedoras com viés social. Busca impulsionar os acadêmicos a trazer soluções às demandas da comunidade, por meio dos princípios da inovação e negócios. Segundo Debora, a Enactus busca a consolidação dos projetos. “Eles trabalham em projetos de longo prazo, que tenham continuidade e possam ser aplicados, para que se transformem em um negócio social ou em uma política pública.” [caption id="attachment_64113" align="alignleft" width="499"] Em uma das visitas à escola, o time Enactus abordou a separação do lixo, estimulando as crianças a criarem lixeiras a partir de materiais recicláveis[/caption] No Brasil, a organização conta com mais de 3 mil participantes, que formam 127 times, impactando mais de 83 mil pessoas. “Atualmente no Rio Grande do Sul são três times: a UFSM, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc)”, relata a docente. De acordo com Debora, no período da pandemia um aluno propôs a formação de um time Enactus na universidade. A partir disso, a docente procurou a organização e informou-se sobre o processo de entrada. Em junho de 2023, após a apresentação do projeto e capacitação dos participantes do time, o projeto foi formalizado pela Enactus. Segundo a docente, na UFSM o projeto já foi registrado como ação de extensão e “agora vamos buscar um acordo de cooperação entre a Enactus e a UFSM. Para nós é interessante a oficialização pelas duas frentes”. Em agosto, o Time Enactus UFSM realizou uma visita à Unisc, para troca de experiências entre os projetos e para conhecer a estrutura da organização Enactus. Segundo Debora, o time Enactus Unisc trabalha com a construção de uma horta nas escolas, e por meio dessa ação explora e incentiva os sonhos dos alunos. O discente em Administração e participante do projeto Charlys Carrilio comenta sobre a experiência: “a visita foi incrível, eles são um time com poucos membros, mas extremamente engajados, com uma realidade de trabalhar e estudar parecida com a nossa. Além disso, a própria experiência que eles tiveram de viajar para o encontro nacional da Enactus e a participação e possibilidades da rede nos deu uma visão da oportunidade que temos e a vontade de aproveitá-la”. A primeira ação desenvolvida A ação de extensão trabalha a sustentabilidade com 180 crianças das turmas do primeiro ao quarto ano da Escola Augusto Ruschi, buscando estimular os alunos a permanecer no ambiente escolar. Está desenvolvendo atividades sobre a educação ambiental, o que inclui a conscientização dos funcionários e da comunidade escolar para a separação de resíduos. [caption id="attachment_64114" align="alignright" width="675"] Time Enactus realizou no dia 7 de outubro um mutirão de limpeza no pátio da Escola Augusto Ruschi, com vistas à instalação de uma horta[/caption] Em abril de 2023 o time Enactus UFSM realizou uma visita à escola para entender as demandas que a equipe escolar possuía. A partir disso, com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que conduzem as ações de extensão da universidade, o projeto decidiu trabalhar a temática da educação ambiental nessa escola. A ação começa a ser desenvolvida em agosto, com atividades lúdicas sobre educação ambiental. Busca principalmente consolidar o sentimento de pertencimento dos alunos na escola. “Queremos incentivar a permanência das crianças na escola, que elas tenham vontade de ir para a escola e paixão por ela”, afirma a coordenadora. Atualmente o grupo está começando a montar uma horta no ambiente escolar, em que os alimentos produzidos serão utilizados nas refeições dos alunos. “Nossa ideia é expandir (as ações) para a comunidade. Os alimentos da horta poderão ser usados na refeição das crianças, e o excedente poderá ser vendido para a própria comunidade a um preço acessível, e assim gerar um retorno para sustentabilidade do projeto”, afirma Debora. De acordo com Charlys Carrilio, a ação pretende conectar a horta com a Feira dos Empreendedores, que acontece na escola uma vez por mês, envolvendo as famílias com negócios na região. “A escola é aberta para comunidade aos sábados, assim, queremos conseguir gerar alguma renda para ser revertida para a própria escola”, relata o estudante. A ação também incentiva a aproximação dos alunos dessa escola com a universidade. “Começamos a plantar sementinhas nessas crianças, para que no futuro eles possam entender que a universidade está aqui e que é para todos nós, como um espaço para eles.”, afirma a docente. Outras informações constam na página do time Enactus UFSM no Instagram. Texto: Júlia Almeida, estudante de jornalismo e bolsista da Subdivisão de Comunicação do Centro de Ciências Sociais e Humanas Fotos: arquivo do time Enactus UFSM]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2023/06/12/projeto-olha-o-passarinho-visita-duas-turmas-do-5-ano-da-escola-olavo-bilac Mon, 12 Jun 2023 16:42:41 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=8402

Hoje, dia 12 de junho, o Instituto Estadual de Educação Olavo Bilac recebeu uma visita especial que deixou alunos e professores encantados. Os acadêmicos do CCR João Pedro Lopes e Maria Eduarda Cardoso compareceram à escola para apresentar o Projeto "Olha o passarinho!" para duas turmas do 5° ano.

A iniciativa tem como objetivo despertar o interesse das crianças pela natureza e estimular a observação de aves, promovendo a conscientização sobre a importância da preservação ambiental. O projeto consiste em aulas teóricas e práticas, abordando temas como a diversidade de espécies de aves, seus habitats e hábitos.

Durante a manhã produtiva, os acadêmicos compartilharam conhecimentos e curiosidades sobre as aves com os alunos, utilizando recursos audiovisuais e materiais didáticos interativos. Em seguida, todos saíram para o pátio da escola, onde foi montada uma estação de observação de aves. 

As crianças e professoras participaram ativamente da atividade, munidas de binóculos. Foi um momento de descoberta e encantamento, à medida que observavam as aves em seu habitat natural, identificavam as espécies com auxílio dos bolsistas do projeto e registraram as características e os comportamentos.

Os acadêmicos João Pedro e Maria Eduarda demonstraram habilidade em transmitir o conhecimento de forma lúdica e acessível, despertando a curiosidade das crianças e incentivando a preservação ambiental desde cedo. O projeto FIEX "Olha o passarinho!" continuará a ser desenvolvido ao longo do ano letivo, com atividades que visam aprofundar o conhecimento das crianças sobre as aves.

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/cte/2023/03/28/inscricoes-abertas-para-tutores-do-curso-de-especializacao-em-educacao-ambiental-ead Tue, 28 Mar 2023 16:24:08 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/cte/?p=6891

A Coordenadoria de Tecnologia Educacional da Pró-Reitoria de Graduação da UFSM (CTE/PROGRAD), informa que estão abertas, até o dia 23 de abril de 2023, as inscrições de bolsistas para atuação como tutores do curso de Especialização em Educação Ambiental na modalidade de Educação a Distância, no âmbito UAB/UFSM.

As vagas ofertadas são para cadastro de reserva, com bolsa no valor de R$1.100,00 ao mês, para atuar por 20 horas semanais para tutoria em curso acadêmico em nível de especialização. É necessário possuir formação de nível superior e no mínimo um ano de experiência no Magistério Básico ou Superior, com preferência por graduados nas grandes áreas de Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Ciência da Computação e Engenharias.

Para mais informações sobre cronogramas, requisitos, regras, anexos e outras disposições, acesse o EDITAL.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2022/12/20/visita-da-alcateia-henrique-dias-ao-museu-de-solos-do-rio-grande-do-sul Tue, 20 Dec 2022 13:37:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=7162

O Museu de Solos do Rio Grande do Sul recebeu a visita da Alcateia Henrique Dias (22RS) nesta segunda-feira (19). O Professor Fabrício Pedron, Professor do Departamento de Solos da UFSM e responsável pelo Museu, recebeu os "lobinhos" para um tour educativo, um encontro repleto de informações.

Saiba mais sobre o Museu de Solos e agende visitas clicando aqui.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/10/27/espaco-pachamama-da-ufsm-promove-a-sensibilizacao-de-criancas-a-educacao-ambiental Thu, 27 Oct 2022 11:39:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=60165 [caption id="attachment_60167" align="alignright" width="664"]Foto retangular de uma sala de aula. No chão, almofadas verdes estão espalhadas em forma de círculo sobre um tatame nas cores azul e preto. Na lateral, mesas uma ao lado da outra ocupam a parte inferior da parede. Todas estão cobertas por um pano verde, em tons claros e escuros. Em cima das mesas, jogos e maquetes. Na parte superior da parede, janelas verticais. A sala está pintada na cor bege. No teto da sala, estão pendurados bonecos com tampa de garrafa pet e dobraduras de papel. Atividades são realizadas na sala do projeto, localizada no Colégio Politécnico[/caption]

Localizado no Colégio Politécnico da UFSM, o Espaço Pachamama é um local para educação ambiental na prática que aborda a temática de forma lúdica, por meio de jogos, maquetes, desenhos e pinturas. As atividades são voltadas para alunos das séries iniciais até o 5º ano do ensino fundamental, e realizadas de acordo com a faixa etária.

A sala do Espaço Pachamama existe desde 2020, mas as visitas começaram neste ano, por conta da pandemia. Em 2022, já foram mais de 80 alunos, de quatro escolas. Outras turmas estão agendadas até dezembro.

Cada escola indica a temática de interesse a ser trabalhada, como alimentação, resíduos ou biodiversidade, e as atividades são planejadas a partir dela. “Essa é a função, ser um espaço educativo onde a gente possa trazer a comunidade para dentro da Universidade. E que as crianças possam fazer isso de forma lúdica”, destaca a professora Suzimary Specht, coordenadora do projeto ao lado da servidora técnico-administrativa Doneide Kaufmann Grassi.

Todas as atividades são feitas a partir do reuso de materiais, que buscam trabalhar as três formas de percepção: visual, auditiva e sensitiva. Além da sala do Espaço Pachamama, as turmas também têm a oportunidade de conhecer os laboratórios parceiros do projeto. No Laboratório de Práticas Alimentares, coordenado pela professora Ana Paula Daniel, os alunos são sensibilizados para a questão da alimentação, através de atividades como “análise sensorial misteriosa”, em que as crianças são convidadas a experimentar os alimentos com uma venda.

Já nas visitas ao Laboratório de Espécies Nativas e Práticas Ambientais (Lenpa), coordenado pelo professor Renato Travian, a ideia é mostrar os frutos e flores nativas, bem como a forma de germinação das sementes e a importância da preservação desse tipo de espécie. Segundo a coordenadora, o intuito dessa abordagem é trazer a magia do brincar para um processo de sensibilização ambiental. “Assim, as crianças se tornam cidadãs com o olhar sensível para essa questão, para entender que não existe planeta B e que não existe jogar fora”, afirma.

As visitas ocorrem de segunda a quinta-feira, durante a tarde, a partir de agendamento prévio que pode ser realizado via formulário no site do Colégio Politécnico. São aceitos até 35 alunos por atividade. A previsão é que em 2023 também tenha atendimento pela manhã. Além de receber escolas públicas e privadas de Santa Maria e região, em janeiro o projeto vai abrir visitas para turmas menores, de 4 a 10 anos, de forma individual. Dessa forma, crianças da comunidade em geral podem ser atendidas no período de férias escolares.

[caption id="attachment_60168" align="alignleft" width="665"]Foto retangular de objetos espalhados no chão de uma sala de aula. Ao centro, a maquete de uma casa. Ao redor dela, materiais feitos de papel, pedras, folhas e colagens. Todos estão sobre um tatame nas cores azul e preto. Ao fundo, almofadas uma ao lado da outra, formando um meio círculo atrás dos objetos. A parte inferior da sala é pintada de preto e parte superior é bege. São abordadas diferentes temáticas da educação ambiental, como alimentação, resíduos e biodiversidade[/caption]

O ensino da educação ambiental para séries iniciais

A Política Nacional de Educação Ambiental, criada em 27 de abril de 1999, prevê que a educação ambiental é um tema transversal. Ou seja, nas escolas não existe uma disciplina específica de educação ambiental, o que se propõe é que a temática seja trabalhada em diferentes disciplinas. A partir disso, Suzimary afirma que trabalhar a questão ambiental por meio de brincadeiras, jogos educativos e experimentação em laboratórios da Universidade faz com que a aprendizagem seja maior. “Ninguém conscientiza ninguém, porque não temos o poder de entrar no nível de consciência de outra pessoa. O que fazemos é dar informação e tentar sensibilizar. Quando a criança se torna sensível, ela apreende aquela informação, tem uma tomada de consciência e posteriormente uma mudança de atitude”, destaca.

Essa sensibilização pode ser observada a partir do feedback das crianças. Suzimary conta que após uma das visitas ao Lenpa, os alunos foram fazer um piquenique no gramado do Colégio Politécnico. Na hora do lanche, fizeram um processo de reflexão a partir do que aprenderam sobre alimentação. Com feedbacks como esse, as coordenadoras avaliam de forma positiva o projeto, mesmo que ainda em processo inicial, especialmente no que diz respeito ao ensino da educação ambiental para além da sala de aula. “A criança cobra das pessoas em seu entorno. Por isso é importante ter esse espaço de acolhida para pensar a questão ambiental e potencializar o processo educativo”, comenta.

[caption id="attachment_60169" align="alignright" width="565"]Foto retangular de três caixas retangulares feitas de papel. Todas estão com olhos, boca e cabelos. A temática é trabalhada de forma lúdica a partir de jogos, maquetes, desenhos, pintura e teatro[/caption]

Espaço de pesquisa, ensino e extensão 

O projeto é um espaço de aprendizado não só para alunos das séries iniciais, mas também para professores, bolsistas e voluntários. Atualmente, as atividades são organizadas e planejadas pelas coordenadoras, pela bolsista Helena Souza Schirmer e pelos alunos que participam da disciplina de Educação Ambiental Prática, do curso de Gestão Ambiental, que montam os materiais utilizados. Além disso, o espaço também é apoiado pelos professores Ana Paula Daniel, Renato Trevisan, María Silvia Pardi La Cruz, Ísis Pasquali, Roni Blume e Maurício Tratsch, que têm formação e área de atuação múltipla.

Dessa forma, a coordenadora vê o projeto como um espaço de aprendizagem e construção do conhecimento para alunos, professores e visitantes. Outro ponto avaliado de forma positiva é o envolvimento no ensino, na pesquisa e na extensão. “É um projeto de extensão voltado ao ensino, mas que também vai gerar material de pesquisa com os primeiros resultados”, relata. A visita ao Espaço Pachamama também é o momento de apresentar a Universidade aos alunos e fazer o convite para o ingresso na UFSM. “Todos vocês podem ser nossos alunos e estudar aqui”, afirma Suzimary às crianças ao final das atividades lúdicas.

Texto e fotos: Thais Immig, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/03/10/expodireto-seberi Thu, 10 Mar 2022 21:15:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=57944
Lindomar Zimmermann apresentou jogo utilizado em proposta de educação ambiental

A UFSM 55BET Pro Frederico Westphalen desenvolve projeto de educação ambiental em escolas do noroeste do Rio Grande do Sul que integram o Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos (CIGRES). A iniciativa foi apresentada à comunidade, no estande da Universidade, durante a 22ª Expodireto, uma das maiores feiras de inovação e tecnologia voltadas ao agronegócio, realizada em Não Me Toque, entre os dias 7 e 11 deste mês.

Até agora, o projeto "Aperfeiçoamento das Práticas para o Correto Destino dos Resíduos Sólidos Domésticos Produzidos pelos Municípios Consorciados ao CIGRES – Estudo de Caso de Seberi – RS" já atendeu cerca de 1,6 mil estudantes e levou à redução de cerca de 40 toneladas de resíduos sólidos orgânicos por meio da compostagem. Antes, os resíduos eram destinados aos aterros sanitários daquele município.

Responsável pela apresentação do projeto na Expodireto, o estudante de Engenharia Ambiental e Sanitária da UFSM, Lindomar Zimmermann, aponta que os resíduos sólidos orgânicos respondem por cerca de 50% do peso dos materiais normalmente destinados aos aterros sanitários. Assim, além do benefício ao meio ambiente, a compostagem também gera economia aos municípios, ao reduzir o custo da coleta seletiva. 

O estudante da UFSM considera que os resultados obtidos pelo projeto demonstram que educar uma nova geração de crianças e de adolescentes, mais preocupados com as questões ambientais, é mais fácil e vantajoso do que fazer campanhas para reeducar adultos, que já têm uma visão de mundo cristalizada e são mais avessos às mudanças de comportamento.

Como estratégia pedagógica para ampliar o diálogo com os estudantes das escolas e facilitar a compreensão da importância da compostagem e da destinação correta dos resíduos domésticos, Lindomar desenvolveu um jogo de tabuleiro com 50 casas. No jogo, os alunos lançam um dado e avançam ou recuam espaços, conforme os resultados obtidos. 

Reportagem e fotografia: Ciro Oliveira, jornalista do Núcleo de Rádios da UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/educacao-ambiental-para-criancas Wed, 25 Aug 2021 13:28:05 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8636 Em 2019, Emergência Climática (Climate Emergency) foi eleita a “Palavra do Ano” pelo dicionário Oxford. A expressão significa, segundo o texto britânico, “uma situação em que uma ação imediata é necessária para reduzir ou parar as mudanças climáticas e prevenir danos graves e permanentes ao meio ambiente”. A escolha do termo se divide em dois processos: inicialmente, os lexicógrafos do dicionário observam milhões de palavras em inglês para identificar as mais utilizadas e pesquisadas na internet a cada ano. Os vocábulos selecionados são, então, debatidos por um júri, que analisa o impacto cultural para, finalmente, definir aquele(s) que represente(m) o ano. De acordo com a equipe do Oxford, o uso da palavra escolhida para o ano de 2019 aumentou cerca de cem vezes desde o ano anterior.  Anualmente, a Global Footprint Network realiza uma projeção para comparar a capacidade do planeta de gerar recursos ecológicos em doze meses com o consumo que a humanidade faz desses no mesmo período. A data que marca o momento em que os seres humanos utilizam mais recursos naturais do que o planeta é capaz de renovar em um ano é chamada de Dia da Sobrecarga da Terra. Em 2021, esse dia chegou em 29 de julho, o que significa que, nos cinco últimos meses, o planeta estará em déficit ecológico. A emergência climática perpassa ações e comportamentos individuais e coletivos que potencializam as emissões de poluentes na Terra e a degradação do ecossistema. Os altos números de exploração de recursos naturais - como o aumento do desmatamento -, a poluição de mares e rios, o baixo índice de reciclagem - que no Brasil é de apenas 2.1%, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) - são algumas das ações que afetam diretamente a preservação ambiental.

EducaFloresta: preservação e Ensino Fundamental

Incluir a preservação ambiental no dia a dia das pessoas significa desenvolver iniciativas teóricas e práticas que aproximem as pessoas da natureza. A lei Nº 9.795, criada em 1999, prevê que a educação ambiental “é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal”. Porém, mesmo havendo esforços legais para a integração da sociedade com o meio ambiente, ainda se observa um distanciamento entre o discurso e a prática.  Ao analisar as relações entre a natureza e os seres humanos, o jornalista André Trigueiro observou, em seu livro Meio ambiente no século 21, que grande parte da população brasileira não se considera parte integrante do meio ambiente. Diante de tal cenário, o autor destaca a necessidade de desenvolver a consciência de que o meio ambiente e os seres humanos vivem em constante interação, de forma interdependente. A partir dessa problemática, a professora Damáris Gonçalves Padilha, do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), reflete sobre a necessidade de incorporar a sensibilização ambiental e o uso racional dos recursos naturais na vida das pessoas desde cedo. Junto a docentes dos departamentos de Ciências Florestais e de Engenharia Rural da UFSM, Damáris coordena o projeto de extensão EducaFloresta. Com início em 2019, o projeto trabalha a educação ambiental com estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental Padre Nóbrega, localizada no bairro Nossa Senhora das Dores, em Santa Maria/RS. Damáris explica a importância de aprender sobre a problemática ambiental e entender que qualquer consequência para o meio ambiente, positiva ou negativa, é influenciada pelo ser humano: “Se tu não se entende como parte daquele meio, daquela sociedade, tu dificilmente vai prezar para mantê-lo”. Pensando nisso, o EducaFloresta desenvolve atividades e aborda temas relacionados à preservação da biodiversidade com estudantes do Ensino Fundamental. De acordo com Damáris, por não ser comumente abordada na formação escolar, a educação ambiental é uma questão que demora a amadurecer nas pessoas.  Assim, a fim de facilitar a compreensão dos conceitos relacionados ao meio ambiente pelas crianças, os integrantes do projeto priorizam a ludicidade na abordagem dos conteúdos - ensinando a importância e os benefícios das árvores, do solo e da água através de atividades teóricas e práticas. “O projeto preza mostrar para as crianças que nós podemos usar os recursos ambientais de uma forma sustentável e racional, que a legislação nos permite, que têm populações que vivem do uso da floresta”, explica Damáris.  O projeto desenvolve atividades com turmas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, e um dos desafios iniciais foi adaptar os conteúdos para cada faixa etária. Por isso, além do constante estudo sobre a abordagem da questão ambiental com crianças, a participação dos professores da escola Padre Nóbrega foi essencial para a compreensão das diferentes necessidades de cada turma. Damáris ressalta que a educação ambiental é um processo lento e que, principalmente para as crianças, é preciso dar exemplos positivos para que desenvolvam hábitos saudáveis.
Alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Padre Nóbrega participando do EducaFloresta durante o período presencial, em 2019 (primeira e segunda fotos), e também no período remoto (da terceira à sexta foto).

Desafios da educação ambiental na pandemia

O projeto foi realizado durante um ano de forma presencial. Nesse período, os integrantes do EducaFloresta desenvolveram e distribuíram uma cartilha didática sobre a importância das florestas. Também foram realizadas atividades práticas como observação da vegetação da escola, medição e avaliação de árvores, além de relatórios nos quais os alunos podiam expressar o que pensaram de cada atividade e qual a importância do que aprenderam. No entanto, novos desafios surgiram quando o projeto teve de se adaptar ao ensino remoto, implementado em março de 2020 devido à pandemia do vírus Covid-19. Para se ajustar ao ensino virtual, o EducaFloresta desenvolveu novos materiais em formato digital e as atividades passaram a ser enviadas via e-mail. A reformulação das propostas teve de ser planejada para possibilitar a realização dos exercícios no ambiente doméstico dos estudantes. Com o auxílio dos pais e/ou responsáveis, os alunos realizaram atividades práticas como a fabricação de papel reciclado. O projeto também passou a compartilhar o seu conteúdo nas redes sociais, transformando a página no Facebook e o perfil no Instagram em um caderno didático digital.  Além da reorganização do projeto, também se observou que o alcance dos conteúdos diminuiu no período remoto, já que alguns alunos não possuem acesso à internet. O aumento das desigualdades sociais se intensificou durante a pandemia, período de grande aumento do desemprego e elevação dos preços de produtos de alimentação e outros serviços básicos.  Diante do cenário de retomada gradual de alguns setores da sociedade ao modo presencial, Damáris Padilha explica que a prioridade do projeto é garantir a sua adaptação a qualquer formato de ensino: presencial, híbrido ou remoto; oferecendo aos alunos diferentes possibilidades para aprender sobre o meio ambiente. O EducaFloresta também está expandindo a sua atuação e inicia as suas atividades em mais uma instituição de ensino. A Escola Marista da Nova Santa Marta, localizada no bairro Nova Santa Marta, em Santa Maria - RS, é a nova parceira do projeto e a faixa etária foi expandida, agora contemplando estudantes dos seis aos 15 anos.
Expediente Repórter: Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária Ilustrador: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista Mídia Social: Samara Wobeto e Eloíze Moraes, acadêmicas de Jornalismo e bolsistas Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/observadores-de-tempestade Fri, 20 Aug 2021 12:51:41 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8630

Tempestades estão entre os fenômenos atmosféricos que mais causam desastres naturais no Brasil. Os processos de mudanças climáticas têm provocado eventos mais frequentes e intensos. Ao levar isso em conta, o curso de Meteorologia da UFSM lançou a iniciativa ReVOT - Rede Voluntária de Observadores de Tempestades, que visa treinar a comunidade para identificação de tempo severo e com potencial de causar calamidades. 

De acordo com o professor Ernani de Lima Nascimento, coordenador do projeto e integrante do grupo de Modelagem Atmosférica da UFSM, a ação é inspirada em redes similares que acontecem em alguns poucos países: “Fiz meu doutorado nos Estados Unidos e lá eu conheci uma rede voluntária de observadores. A Skywarn, já existe há décadas e é uma iniciativa muito importante. Logo me veio a inspiração de trazer isso para o Brasil - a América do Sul e a América Latina não tinham esse tipo de ação. Então existe um pioneirismo no que nós estamos fazendo” . 

Desse modo, em parceria com a Organização Internacional de Desastres Marítimos, Aéreos e Terrestres, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), a Defesa Civil de Santa Catarina e a Cruz Vermelha Brasileira de Santa Maria, a iniciativa oferece cursos de treinamento para formação de observadores de tempestades. Eles são entusiastas de fenômenos atmosféricos que se colocam à disposição para colaborar voluntariamente no relato de ocorrências de eventos extremos associados a tempestades.

Os cursos se baseiam no método científico crowd science - em português, ‘ciência feita por multidão’ -, que consiste na participação de voluntários na geração de dados e análises para ajudar o descobrimento, o estudo e a pesquisa científica. No curso os aspirantes a observadores aprendem como as tempestades se formam, seus diferentes tipos e como classificá-las. Também são ensinados a identificar características visuais da atmosfera que antecedem fenômenos meteorológicos para relatar, de forma precisa, ocorrências de tempo severo e enviar para os órgãos de análise. 

Existem várias formas de identificar a aproximação de tempestades, uma delas é a partir da observação das nuvens. Ernani destaca a formação de um tipo de nuvem específico, as nuvens “shelf”, também conhecidas como nuvens em cunha ou nuvem prateleira. Essas nuvens se formam em baixa altitude e indicam que rajadas de vento, possivelmente intensas, estão se aproximando  e serão seguidas por chuva.  

http://youtu.be/7_dAkXLLTec

Aproximação de uma nuvem “shelf” em vídeo acelerado feito pelo professor Ernani no campus da UFSM em 2014.

Segundo o professor, a rede é de grande importância para os estudos de meteorologia, pois, mesmo com satélites, radares e estações meteorológicas, os eventos atmosféricos, muitas vezes, podem passar despercebidos. 

Por isso, os relatos dos observadores são importantes, pois ajudam os especialistas a traçarem uma série histórica da ocorrência de fenômenos. Assim, é possível identificar quais foram as condições atmosféricas que levaram àquelas ocorrências e os pesquisadores podem entender por que aqueles fenômenos aconteceram. Dessa forma, tais informações podem ser transformadas em ferramentas práticas de previsão do tempo cada vez melhores. 

"À medida que a gente aumenta a quantidade de registros, as falhas na série histórica, causadas por eventos não registrados, vão sendo preenchidas. Por isso, a gente se dispõe a treinar voluntários que reportarão os fenômenos de maneira segura e responsável”, explica o professor. 

Os relatos podem ser feitos por qualquer pessoa, mas o projeto busca, com o treinamento, melhorar a qualidade dos registros e padronizá-los. Entretanto, o professor salienta que o envio de informações sobre tempo severo por pessoas que não receberam treinamento deve ser feito de forma detalhada, informando a cidade, o bairro e o horário da ocorrência. É possível reportar o acontecimento através da página do projeto no Twitter, @prevots_svr, que conta com o apoio da iniciativa Plataforma de Registros de Tempestades Severas (PRETS), a qual emite previsões diárias sobre ocorrência de tempestades. 

A ReVOT também procura promover educação ambiental a respeito de fenômenos atmosféricos. Um dos seus objetivos é reduzir as consequências de desastres naturais e conscientizar a sociedade sobre as ameaças relacionadas a tempestades, como o aumento do risco de inundações, deslizamentos de terra, queda de granizo, tornados e vendavais. O professor complementa: “É importante as pessoas estarem cientes que o Brasil tem, sim, seus desastres naturais e a grande maioria deles é de origem atmosférica. Portanto, uma faceta adicional do projeto é fazer com que as pessoas estejam cientes que esses fenômenos são relativamente comuns no nosso país; e você saber antecipar essas ocorrências é uma maneira de ter uma sociedade melhor preparada para lidar com isso”.

A primeira edição do curso ocorreu em junho deste ano e o próximo está previsto para setembro, antes do início da primavera, por esse ser o período de maior ocorrência de tempestades. Ronimar Costa dos Santos, diretor do departamento de Gestão de Riscos e Desastres da Cruz Vermelha de Santa Maria, participou do treinamento da ReVOT e o considera fundamental e extremamente interessante. “O curso é muito amplo e com uma base curricular muito boa, então mesmo que a pessoa não conheça quase nada de meteorologia, ela vai aprender bastante. Até porque não é um curso difícil, qualquer um pode fazer”, disse. 

Ronimar conta que já realizou diversas observações, entre elas uma precipitação de granizo na cidade de Itaara (RS), na qual ele conseguiu medir as pedras de granizo e relatar o acontecimento. Para ele, os observadores de tempestades são essenciais e é necessário ampliar a rede cada vez mais.  

O curso é intensivo - tem de quatro a cinco horas de duração - e é oferecido de forma totalmente online, gratuita e aberta a todos os públicos. As inscrições serão divulgadas nas redes sociais do projeto e, para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo perfil @prevots_svr no Twitter.

Expediente

Repórter: Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Ilustrador: Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário

Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Eloíze Moraes estagiária de Jornalismo

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/05/21/projeto-bolsa-de-sementes-18-anos-trabalhando-na-valorizacao-de-especies-florestais-nativas Fri, 21 May 2021 14:00:45 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=55848 [caption id="attachment_55851" align="alignright" width="473"]Foto colorida horizontal mostra, de cima, crianças analisando sementes em uma mesa, ao ar livre Projeto envolve alunos de escolas de três estados[/caption]

Completando 18 anos de trajetória, o projeto Bolsa de Sementes é uma iniciativa de extensão universitária da UFSM que visa contribuir com a educação ambiental, voltada ao desenvolvimento sustentável das comunidades rurais onde estão inseridas as escolas parceiras do projeto Verde é Vida, localizadas nos três estados da região Sul do Brasil. 

Nas ações a partir das sementes, o objetivo é despertar e desenvolver nos estudantes e comunidades envolvidas o senso de pertencimento e de responsabilidade à conservação do meio ambiente. Desse modo, além da dedicação para o desenvolvimento das etapas, a Bolsa de Sementes possibilita experiências de extensão para acadêmicos e disponibiliza gratuitamente sementes de espécies florestais nativas à comunidade em geral no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. 

Todo esse trabalho conta com a participação de alunos de graduação do curso de Engenharia Florestal do Centro de Ciências Rurais (CCR) da UFSM, que são bolsistas do projeto e atuam diretamente na realização das atividades, auxiliados por pós-graduandos e sob orientação da professora coordenadora Maristela Machado Araujo. Conta-se também com a efetiva colaboração da professora Suelen Aimi, do Herbário do Departamento de Ciências Florestais. 

Como o programa surgiu

A Bolsa de Sementes, que faz parte do Verde é Vida, Programa de Educação Ambiental da Associação de Fumicultores do Brasil (Afubra), foi criada em 2002 e teve como mentores o professor Juarez M. Hoppe (In memorian), juntamente com a equipe do projeto Verde é Vida, Adalberto Huve, José Leon Fernandes e Jorge Farias, hoje professor na UFSM. Apoiados pelo presidente da Associação, Haisi Gralow (In memorian), um ativista e entusiasta das questões ambientais, desejavam dar continuidade a uma ação conjunta que produziu a “Série Ecologia”, uma coleção de cinco livros ilustrados, dos quais foram distribuídos 85 mil exemplares gratuitamente a 922 escolas e bibliotecas.

Desde sua fundação, a iniciativa teve o apoio e contribuição da UFSM, sendo coordenado pelos professores Juarez e Mauro Schumacher. A partir de 2006, passou a ser coordenado pela professora Maristela Machado Araujo, com apoio de pós-graduandos e graduandos do curso de Engenharia Florestal, vinculados ao Laboratório de Silvicultura e Viveiro Florestal (LabSilvi).

[caption id="attachment_55852" align="alignleft" width="423"] Atividades da Bolsa de Sementes contam com o apoio e a assistência técnica da UFSM e da Afubra[/caption]

Como funciona o projeto

A professora Maristela conta que as escolas participantes estudam as espécies florestais sob a orientação dos professores, que posteriormente selecionam as árvores matrizes, coletam e processam os frutos para extração e beneficiamento das sementes. Em seguida, pequenos lotes são embalados, identificados e quantificados, geralmente em gramas de sementes. Depois disso, são encaminhados às filiais, depois à sede da Afubra, em Santa Cruz do Sul, que em seguida encaminha para o Laboratório de Silvicultura e Viveiro Florestal da UFSM, localizado no 55BET Pro Sede. 

Nesse local, são realizadas as análises visuais e de conteúdo para verificação do estado morfológico e sanitário das sementes e do potencial para armazenamento, bem como o lote é conferido quanto à identificação das espécies realizada pelas escolas, que recebem o parecer técnico de acordo com seu estado. Os lotes de sementes que recebem o parecer viável são reembalados e armazenados em câmara fria e úmida, ficando disponíveis para doação. Informações como espécie e quantidade são registradas no nome da escola, formando um banco de dados que será revertido na pontuação.

No final de cada ano, com base na diversidade de espécies e quantidade de sementes, as escolas são bonificadas e premiadas, conforme seu desempenho, por meio de um cheque-bônus para aquisição de materiais e equipamentos. De forma complementar, dados parciais gerados são utilizados para elaboração de trabalhos acadêmicos que são publicados em eventos com temática relacionada à educação ambiental, visando divulgar essa iniciativa à sociedade.

O foco do projeto são sementes de espécies florestais nativas da região Sul do Brasil, ou seja, que ocorrem naturalmente nas florestas. Atualmente, a lista é composta por 135 espécies cadastradas, englobando, por exemplo: Araucária (Araucaria angustifolia), Pitangueira (Eugenia uniflora), Ipê-roxo (Handroanthus heptaphyllus), Grápia (Apuleia leiocarpa), Erva-mate (Ilex paraguariensis), Cabreúva (Myrocarpus frondosus) e Araçá (Psidim cattleianum), entre outras. 

Todas as atividades desenvolvidas na Bolsa de Sementes contam com o apoio e a assistência técnica das equipes da Afubra e da UFSM. As 185 escolas participantes contam com um professor responsável e integrador, e em todos os endereços da Afubra há pelo menos um funcionário responsável pela Bolsa, os quais são capazes de esclarecer dúvidas ou contatar as equipes do Verde é Vida ou da UFSM. Considerando o elevado número de espécies, os questionamentos abordam desde a identificação de espécies e período de maturação aos procedimentos adequados para coleta dos frutos e extração das sementes, entre outros. 

Planos futuros em meio a incertezas

Em decorrência da pandemia, as atividades presenciais nas escolas foram suspensas desde março de 2020. Apesar disso, não foi observada redução expressiva na quantidade de sementes recebidas. No Laboratório de Silvicultura e Viveiro Florestal da UFSM, as atividades relativas à Bolsa de Sementes continuam sendo realizadas, seguindo os protocolos sanitários, com distanciamento social, uso de máscara e álcool gel. Desse modo, os pedidos de doação continuam sendo atendidos, mudando apenas o modo de realizar as solicitações, que agora são feitas pelo site ou e-mail.

Paralelamente, a equipe da UFSM e da Afubra estão trabalhando na elaboração de videoaulas sobre temas relacionados à valorização de espécies florestais nativas, identificação de espécies, coleta, processamento e armazenamento de sementes e atividades realizadas no projeto Bolsa de Sementes. O material produzido será utilizado para realização de um curso de formação em Educação Ambiental destinado aos professores das escolas parceiras e, posteriormente, divulgado no YouTube para o público geral. Além disso, estão sendo discutidas outras iniciativas visando o aprimoramento e a expansão da ação.

A solicitação de sementes pode ser feita pela comunidade em geral no site da Afubra, por meio do envio de e-mail para bolsadesementes@gmail.com ou presencialmente no LabSilvi/UFSM.

Resultados obtidos em 2020 

Com o objetivo de compartilhar os resultados alcançados com o projeto, a Afubra transmitiu uma live no seu canal do YouTube, conduzida por José Leon Fernandes, Adalberto Huve e Romeu Schneider. Nos últimos 18 anos, o programa Verde é Vida, juntamente com as escolas participantes, coletou mais de 26,9 mil kg de sementes, abrangendo até 285 escolas. Durante esse período, houve 2.074 pedidos de escolas, entidades e viveiros interessados em produzir mudas a partir das sementes coletadas pelas escolas.

O ano ambiental do projeto sempre termina no mês de abril, e em 2019/2020, foram coletados 881,5 kg de sementes. Nos últimos oito meses de 2020, foram coletados 428,7 kg de sementes. A redução do número não foi drástica, pois diversas escolas permanecem realizando o envio, já que a coleta dos frutos e a extração das sementes são realizadas pelos estudantes e seus familiares em casa, o que permitiu a continuidade das atividades mesmo durante a pandemia. 

Além disso, foi abordado que a cada quatro anos o projeto entra em um novo ciclo de parceria com as escolas, com mudanças que estão ligadas com a administração municipal. Esses e outros detalhes apresentados, incluindo imagens do projeto sendo desenvolvido na UFSM, podem ser conferidos na íntegra da live.

Texto: Vitória Faria Parise, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista
Fotos: Reprodução/site da Afubra
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Comunicamos, com pesar, o falecimento do professor aposentado Jorge Orlando Cuéllar Noguera, ocorrido na noite desta terça (16), em Florianópolis (SC), devido a complicações relacionadas à Covid-19.

Ele foi coordenador do curso de especialização em Educação Ambiental presencial e a distância por vários anos, mas era lotado no Departamento de Engenharia Química da UFSM. Deixa a esposa e dois filhos. 

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O I Curso de Formação de Professores em Educação Ambiental e Educação do Campo, que iniciou no mês de setembro, está chegando ao fim. No dia 8 de dezembro será realizado o último encontro, com a temática “Convergências e Divergências: inter-relação entre campo e cidade”.

Com quatorze encontros organizados ao longo de quatro meses e com muitos convidados de diferentes partes do Brasil e da América Latina e diversos parceiros, foi possível promover o debate e a aprendizagem sobre educação ambiental e educação do campo. No dia 15 de setembro, a transmissão de abertura teve mais de 3 mil visualizações na página do evento no Facebook e mais de 3 mil e seiscentas no Youtube.

O primeiro encontro contou com a presença do Professor Doutor Dermeval Saviani, que recebeu o título de Professor Honoris Causa pela UFSM em 2019 e é um professor, filósofo e pedagogo referência no país. A Professora Doutora Anna Christine Ferreira Kist, organizadora do evento, articulou a educação ambiental crítica e a educação do campo em sua tese de doutorado, intitulada "Territórios em Resistência - Educação Ambiental Crítica em Escolas do Campo: Uma análise a partir do Curso de Extensão Escolas Sustentáveis e Com Vida/UFSM". A sua orientadora e diretora do Centro de Educação, Professora Doutora Ane Carine Meurer, conta que a partir da tese de Anna foi possível pensar nesse evento. Partindo dessa pesquisa, Anna organizou o curso ao longo de cerca de três meses.

O planejamento do evento já iniciou sendo pensado para o formato virtual. Apesar de ser um sucesso, a execução de um curso online traz desafios "porque não somos formados pra fazer todas essas transmissões online", conta a Profª. Drª. Ane Carine Meuer. "Eu penso que as expectativas foram superadas em muitos aspectos. Muito embora as questões presenciais, as questões relacionadas a todas essas interações que a gente normalmente tem nos cursos, as conversas, conhecer pessoas, não está acontecendo da forma como nós fazíamos sempre no presencial. Mas estamos conseguindo fazer de uma outra forma, na forma da possibilidade do momento", explica Ane, que salienta que em um curso presencial seria possível reunir, no máximo, 500 pessoas, e no virtual foi possível atingir mais de 3000 pessoas. Os conteúdos dos encontros já realizados e dos dois próximos podem ser acessados no Youtube e no Facebook do evento.

Texto: NDI do Centro de Educação da UFSM

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A Revista Monografias Ambientais divulgou edital de seleção para o cargo de editor-chefe. A publicação é voltada a trabalhos científicos em Educação Ambiental, com três linhas temáticas: Sociedade, Educação e Cultura, Problemas Ambientai e Práticas em Educação Ambiental.

As inscrições são de 1º a 21 de agosto (até às 23h59min) e a seleção de 24 a 28 de agosto. A inscrição deverá ser feita de forma online, com envio de documentação para o e-mail marcelo.b.rosa@55bet-pro.com. Informações sobre pré-requisitos, documentos necessários e outras informações devem ser conferidos no edital.

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A Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) divulga o edital de seleção interna para docentes interessados em ministrar a disciplina Tópicos Transversais na Formação Docente II (TRV 002), no segundo semestre letivo de 2019, para os cursos de licenciatura da UFSM.

Serão selecionados pelo menos três docentes da Instituição para atuação em turma única no campus sede, em local a ser definido pela Pró-Reitoria. A disciplina segue as diretrizes da Instrução Normativa 01/2019/Prograd, exigindo dos candidatos produção científica e/ou atuação comprovada a respeito de pelo menos um dos componentes curriculares: diversidade étnico-racial, de gênero, sexual; diversidade religiosa; educação ambiental e sustentabilidade.

Para concorrer às vagas, é necessário ser professor do quadro permanente ou temporário da UFSM (em efetivo exercício), ou professor visitante (regularmente vinculado a programa de pós-graduação da Instituição) ou, ainda, professor voluntário, nos termos da regulamentação institucional para a matéria.

As inscrições seguem até quarta-feira (24). O Edital N. 040/2019, com o cronograma de seleção e demais requisitos, está disponível em www.55bet-pro.com/prograd.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3220-8872 e pelo e-mail cade.prograd@55bet-pro.com.

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A Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) divulga o edital de seleção interna para docentes interessados em ministrar a disciplina Tópicos Transversais na Formação Docente II (TRV 002), no segundo semestre letivo de 2019, para os cursos de licenciatura da UFSM.

Serão selecionados pelo menos três docentes da instituição para atuação em turma única no campus sede, em local a ser definido pela Pró-Reitoria. A disciplina segue as diretrizes da Instrução Normativa 01/2019/Prograd, exigindo dos candidatos produção científica e/ou atuação comprovada a respeito de pelo menos um dos componentes curriculares: diversidade étnico-racial, de gênero, sexual; diversidade religiosa; educação ambiental e sustentabilidade.

Para concorrer às vagas, é necessário ser professor do quadro permanente ou temporário da UFSM (em efetivo exercício), ou professor visitante (regularmente vinculado a Programa de Pós-Graduação da instituição) ou, ainda, professor voluntário, nos termos da regulamentação institucional para a matéria.

O prazo para inscrição vai de 12 a 24 de julho. O Edital N. 040/2019, com o cronograma de seleção e demais requisitos, está disponível em www.55bet-pro.com/prograd.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3220-8872 e pelo e-mail cade.prograd@55bet-pro.com.

 
 
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/03/20/curso-de-formacao-em-educacao-socioambiental-e-oferecido-a-professores-da-rede-publica Wed, 20 Mar 2019 22:38:41 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=47013 formulário de inscrição on-line até o dia 26 de março. Na realização do curso, o Programa de Educação Socioambiental também conta com a parceria da Pró-Reitoria de Extensão, Unidade de Apoio Pedagógico (UAP) do Centro de Ciências Rurais (CCR), Jardim Botânico da UFSM, Programa Municipal de Formação em Educação Ambiental (Promfea), Rede Municipal de Educadores Ambientais (Remea), 8ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e 2º Batalhão Ambiental da Brigada Militar. Outras informações sobre o curso constam em seu material de divulgação. Dúvidas podem ser esclarecidas com a coordenação do programa, pelo e-mail socioambientalufsm2010@gmail.com, ou com a secretaria municipal, pelo telefone (55) 3921-7269 e pelo e-mail edusocioambiental.smed@gmail.com.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/10/09/ufsm-sedia-nesta-quarta-10-a-9a-jornada-municipal-de-educacao-ambiental Tue, 09 Oct 2018 14:44:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=44992
Arte com informações e programação do evento

A 9ª Jornada Municipal de Educação Ambiental ocorre nesta quarta-feira (10), a partir das 8h, no Auditório Flavio Miguel Schneider, prédio 42 do campus de Santa Maria.

O público-alvo são professores e gestores em educação dos diversos níveis de ensino, estudantes e comunidade em geral. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local.

A palestra de abertura será com o educador Phd Genebaldo Dias, da Universidade Católica de Brasília, que abordará a temática da inclusão da educação ambiental nos currículos através da análise das concepções e metodologias vigentes e/ou possíveis.

Programação e mais informações no cartaz ao lado.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2016/04/27/%e2%80%8beducacao-consumo-consciente-e-meio-ambiente Wed, 27 Apr 2016 10:45:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/2016/04/27/%e2%80%8beducacao-consumo-consciente-e-meio-ambiente/ Momento de entrega de kits nas escolas

“Pensar e viver uma escola sustentável é inverter a lógica do sistema econômico-mercantil hegemônico vigente e envolver toda a comunidade escolar para repensar a respeito de nossa responsabilidade com a natureza”. Com essa frase, estampada na apresentação do livro de relatos de experiências, compreende-se o objetivo do curso de extensão “Educação Ambiental: Escolas sustentáveis e Com-Vida”.

Realizado nos anos de 2014 e 2015 nas cidades de São Gabriel, Júlio de Castilhos e Santa Maria, o projeto pretendia revitalizar a iniciativa federal do Com-Vidas, que consiste
em um material enviado para as escolas pelo MEC para incentivar a discussão a respeito de questões ambientais, muito mais do que apenas o lixo no lugar certo. No entanto, muitas vezes esse material, que deveria ser trabalhado pelos professores, é deixado de lado.

Reconhecendo a importância do projeto do MEC, as professoras do Centro de Educação da UFSM Márcia da Paixão e Ane Carine Meurer solicitaram, por meio de um edital, verba para realização do curso de extensão, que teve seu início em abril de 2014.

“Nós precisamos refletir sobre tudo que envolve o processo de produção. Se eu quero comprar uma roupa, eu preciso saber o material que ela é feita, em quais condições aqueles trabalhadores fabricaram a peça, preciso ter consciência de tudo que envolve o processo de produção”, afirma a professora Ane Carine. Para trazer esse esclarecimento não apenas aos alunos, mas a toda a comunidade escolar, as atividades eram feitas através da plataforma de cursos online Moodle. Porém, para obter acesso à plataforma, é preciso ter conexão com rede wireless. Esta foi uma das dificuldades encontradas pela equipe, uma vez que no campo as redes de internet não tinham um bom sinal.

Além disso, a intenção inicial do projeto era trabalhar com alunos do ensino médio das escolas do campo. No entanto, poucas escolas rurais tinham nível médio. Então, a opção das professoras foi trabalhar com os estudantes do ensino fundamental com idade mais avançada.

Integrantes da equipe do projeto

A equipe

Para a aplicação do curso, as professoras contaram com uma equipe qualificada para a missão. A escolha dos bolsistas e voluntários foi feita através de um processo seletivo, no qual foi avaliado não apenas o currículo dos candidatos, mas também sua afinidade com atividades de educação ambiental, bem como sua pró-atividade e desejo de envolvimento para com as escolas do campo. Assim, a equipe como um todo foi de extrema importância para a efetiva realização do projeto.

A equipe contou com formadores, tutores e voluntários, sendo boa parte estudantes mestrandos ou doutorandos. “Os tutores têm uma função muito importante, grande parte dos alunos contou com ajuda deles. Numa escola do campo, diferente da cidade, há um envolvimento maior por parte dos funcionários”, comenta Ane Carine. Tal envolvimento foi essencial para a boa repercussão do projeto. Além do próprio curso, a equipe também conseguiu comprar kits de material escolar com a verba do projeto para as escolas que participaram.

Arte exposta em uma das escolas participantes do projeto

Os resultados

Dentre os resultados do curso estão a publicação do livro “Educação Ambiental: Escolas Sustentáveis e Com-Vida – Relatos de Experiências Santa Maria e Região”, que se constitui de uma parte teórica e outra prática, na qual as professoras relatam as ações realizadas nas escolas envolvidas. Para adquirir o livro, basta entrar em contato com Márcia ou Ane Carine, no Centro de Educação.

Apesar de todas as dificuldades encontradas durante o percurso, a professora Ane Carine ressalta que foi uma experiência engrandecedora. “O processo de educação é lento e contínuo. Eu, como educadora, tenho noção disso, mas eu tenho que fazer minha parte, não posso deixar para as futuras gerações essa responsabilidade. É uma responsabilidade minha comigo mesma, com os outros e com o futuro. Não tem como educar se eu não tiver esperança”, comenta.

A realização do projeto em outras escolas depende da verba disponibilizada pelo governo. Além disso, a equipe precisa da disponibilidade de um carro para o transporte até o campo, bem como de um polo para a execução das atividades, que foi oferecido, nesse caso, pela parceria com o IFF e a Unipampa. Apesar disso, com tantas vivências construtivas, a professora do Centro de Educação não descarta a possibilidade de uma nova edição do curso de extensão.

Taísa Medeiros, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Divulgação

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