UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Wed, 13 May 2026 18:23:31 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/empoderamento-feminino-no-campo Fri, 11 Nov 2022 14:28:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9535 No campo, na lida com o gado, na gestão técnica ou na supervisão de lavouras, as mulheres quebraram o tabu no universo agrícola. Esse ambiente, que antes era dominado por homens, agora também tem mulheres no comando. 

Os resultados gerados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, no final de 2017, das 18 milhões de pessoas ligadas ao agronegócio no Brasil, havia cerca de 11,9 milhões (65,8%) de homens e apenas 6,2 milhões (34,2%) de mulheres. Um número pequeno, mas que representa um avanço de 13% em comparação ao levantamento anterior, feito no início do século 21. 

Apesar dos desafios que persistem, as estatísticas mostram que a presença feminina cresce na agricultura brasileira e mundial. Ao analisar a participação feminina, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) constatou que, atualmente, cerca de 60 milhões de mulheres da América Latina trabalham no campo e cumprem papel central no abastecimento de insumos. A FAO considera que pelo menos 60% a 80% dos alimentos são produzidos pelas mãos de mulheres.

Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida em tons de rosa e roxo com duas mulheres no centro e em primeiro plano. A da esquerda da imagem tem cabelos cacheados e escuros, pele escura, olhos pretos; veste camiseta de manga comprida em tom de salmão e segura, nas mãos, um controle remoto preto com uma luz azul acesa na extremidade. A mulher do lado direito da imagem tem cabelos ondulados, compridos e escuros, pele clara, olhos escuros; veste camiseta listrada em tons de roxo e segura, nas mãos, um tablet que emite uma luz azulada. Ela está com a cabeça abaixada. Ao fundo, plantação em duas montanhas que se encontram no centro da imagem. No céu, um drone roxo que emite uma luz azulada. O céu é rosa bebê.

(R)evolução

O trabalho no campo é, normalmente, influenciado por questões familiares. Pais agricultores tendem a incentivar os filhos a prosseguir com o trabalho. É o caso de Daiane Ross, que cresceu no meio rural e cursou a faculdade de Agronomia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com o objetivo de se qualificar para  seguir vivendo da agricultura. Daiane comenta que, mesmo com receio, adaptou-se ao meio e buscou espaço na agricultura digital. Hoje ela presta suporte a produtores rurais que estão implementando tecnologias no campo. É pelo trabalho dela que muitos homens e mulheres aprendem a fazer a gestão da propriedade rural, aumentar a produtividade das culturas e otimizar o tempo. 

 

Daiane vê o futuro no agro como promissor. Apesar dos preconceitos ainda enfrentados, ela acredita que é possível conquistar um espaço igualitário no agronegócio. O crescente número de estudantes mulheres em cursos de ciências rurais representa, para ela, um avanço. 

Jéssica Boelter é outro exemplo de quem buscou espaço no agro. Também formada em Agronomia pela UFSM, ela decidiu seguir as novas tendências do mundo agro através do geoprocessamento - uma análise de dados e informações geográficas, por meio de cálculos e softwares específicos. Hoje, ela é analista digital. Responsável pelas ferramentas digitais da empresa que trabalha, Jéssica oferece suporte técnico no campo para milhares de outras mulheres que, assim como ela, sonham com o reconhecimento.

Ellas no Comando

Para incentivar a valorização do trabalho da mulher no ambiente agrícola, a UFSM realizou, em agosto de 2022, o evento Ellas no Comando. A atividade  reuniu acadêmicas dos cursos das Ciências Rurais e também outras mulheres para discutir a participação feminina na agricultura de precisão. O evento teve duração de dois finais de semana e contou com palestras e oficinas que mostraram exemplos de mulheres que hoje são protagonistas na área. Juntas, elas conversaram sobre drones na agricultura, maquinários, automação agrícola e plataformas digitais. 

 

Segundo a comissão da Crop Júnior - empresa vinculada ao curso de Agronomia da UFSM e organizadora do evento, o Ellas no Comando surgiu com a ideia de incentivar mulheres a serem protagonistas das soluções sustentáveis do agronegócio. Para a empresa, há um aumento significativo no número de graduandas interessadas em pautas que envolvem tecnologias. A ação foi pensada como forma de incentivo ao mercado, que tende a exigir o conhecimento sobre as principais tendências.


Jéssica e Daiane participaram do Ellas no Comando como palestrantes. Para elas, as atividades foram importantes para promover trocas de experiências. "Discussões como essa realmente trazem um sentido diferente para a agricultura. Trazer essa visão para as alunas foi bom para acalmar as dúvidas e a preocupação de como se inserir no mercado”, afirma Jéssica.

Representatividade e inspiração

Um passo importante para entender o papel da mulher na transformação da agropecuária no Brasil é perceber que, ao incluir a força feminina nos trabalhos do campo, abrem-se espaços para novas formas de pensar e agir. “A nossa participação no campo estimula mais meninas a seguirem o mesmo caminho, a repensarem e verem esperanças no agro.”, afirma Daiane.

 

A mulher sofreu e ainda sofre discriminação nas várias áreas em que se insere na sociedade. Relatos de abuso psicológico, moral e sexual ainda são comuns nos ambientes de trabalho. Para Jéssica e Daiane, novas políticas públicas podem ser importantes para o fomento ao empreendedorismo feminino e para facilitar o acesso à tecnologia no campo.

Donas do Agro

Outra iniciativa realizada por e para elas é o evento Donas do Agro. Em sua 5ª edição, realizada em 19 de outubro, o evento reuniu cerca de 70 pessoas. Sete mulheres fizeram parte da banca de palestrantes. O Donas do Agro é realizado anualmente e promovido pelo grupo Encorte UFSM. Durante a programação, foram discutidas práticas de sucesso no agronegócio e a importância da participação feminina no universo agro.

Expediente:Reportagem: Tayline Alves Manganelli, acadêmica de Jornalismo e voluntária;Design gráfico: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;Edição geral: Luciane Treulieb, jornalista.]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/01/02/chamada-publica-seleciona-aluno-da-ufsm-para-fazer-obra-artistica-no-centro-de-educacao Thu, 02 Jan 2020 11:57:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=50931

O Centro de Educação (CE) divulga chamada pública para selecionar aluno da UFSM que fará produção artística no 3º andar do prédio 16B, no campus sede. O objetivo é tornar acolhedor o espaço destinado ao aleitamento materno, bem como promover o empoderamento feminino. 

Mais informações disponíveis na chamada pública.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/03/08/campanha-do-dia-da-mulher-aborda-luta-por-igualdade-de-genero-no-brasil Fri, 08 Mar 2019 18:57:04 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=46778
Peça de divulgação traz Mariell Franco, vereadora carioca assassinada em março de 2018

O dia 8 de março é conhecido mundialmente por ser o Dia Internacional da Mulher. A data é lembrada como um dia para reivindicar igualdade de gênero e com manifestações ao redor do mundo. Pensando nisso, a Pró-Reitoria de Extensão da UFSM (PRE) desenvolveu campanha, divulgada no Facebook e no Instagram - e compartilhada em diversas redes sociais ligadas à instituição. A proposta tem o intuito de dar visibilidade para a luta que as mulheres enfrentam todo o dia e não apenas no dia 8 de março.

As campanha aborda vários assuntos relacionados ao meio feminino. Como feminismo, brasileiras que fizeram história, políticas de gênero da UFSM e tipos e índices de violência contra as mulheres.

A ideia surgiu a partir de um diálogo com o Observatório de Direitos Humanos da UFSM, que atua em diferentes frentes, entre elas ações com foco em aspectos de gênero.

Segundo as organizadoras, a campanha também é trabalhada em um momento real de necessidade. No Brasil, os números de violência têm aumentado a cada ano. A cada 7,2 segundos, uma mulher é vítima de violência física, 164 são estupradas por dia. É o 5º país que mais mata mulheres no mundo. Portanto, na visão das servidoras que organizaram a campanha, não é um dia para ser comemorado, é para refletir a luta, e a Universidade dialogar com a comunidade ao mostrar que a luta é de todos.

Idealização e recepção da proposta

A campanha surgiu dentro do Núcleo de Divulgação Institucional da PRE de forma coletiva, entre as mulheres. Todo o processo de criação foi feito a partir da troca de experiências, relatos, referências e necessidades. “Nós estamos vivendo um período complicado para tratar de algumas temáticas, então nossa escolha foi construir uma campanha que contasse trajetórias e trouxesse informações que pudessem sensibilizar as pessoas para a causa, que auxiliasse na compreensão do tema de forma simples. Muita gente ainda não entende o que é o feminismo, onde está a desigualdade, e que a violência de gênero é uma questão estrutural”, destaca Mariana Henriques, coordenadora do NDI da PRE. Também integram o núcleo Andréa Ortis, bolsista de jornalismo e Vitória Rorato, bolsista de Publicidade e Propaganda.

História de vida de Carolina Maria de Jesus é uma das compartilhadas na campanha

A partir da campanha, a PRE tenta aproximar esses conceitos e essas realidades das pessoas. Busca, ainda, ser o mais abrangente possível, destacando as várias formas de luta das mulheres, as mulheres negras, indígenas e trans.

Para as organizadoras da campanha, a sociedade é machista e todas as referências culturais são definidas pelo masculino. Romper com essa lógica é uma forma de mudar a realidade. Para isso, é necessário apresentar novas referências e contar outras histórias de mulheres brasileiras para que se tenha uma sociedade mais justa e igualitária. Assim, o feminismo é necessário.

Segundo a PRE, a recepção do público está sendo muito boa. As publicações tiveram alcance de aproximadamente 70 mil pessoas - e não apenas no Brasil. “O retorno está sendo muito positivo. Essa é uma temática latente que precisava ser abordada. As pessoas estão muito felizes e orgulhosas pela Universidade se posicionar e abordar um tema assim. Estão se sentindo representadas e isso é fundamental”, aponta Mariana.

As ações da campanha seguirão durante todo mês. O trabalho mais intensivo segue até esta sexta, com publicações de conteúdos diários. Entretanto, ao longo de março ainda serão abordados outros tópicos. Além disso, a UFSM preparou uma programação especial, com oficinas, rodas de conversa e bate-papos. A programação pode ser conferida abaixo.

Mês da Mulher na UFSM

Oficina de Discotecagem para mulheres

Dia: 12/03/19

Hora: 14h

Local: Espaço Multiuso   

Oficina de Rima para mulheres

Dia: 12/03/19

Hora: 15h

Local: Espaço Multiuso

Oficina de Beatbox para mulheres

Dia: 12/03/19

Hora: 15h

Local: Espaço Multiuso

Roda de conversa Ambiente Laboral e Qualidade de Vida

Dia: 14/03

Hora:9h30min

Local: Auditório da CQVS

Oficina de Mecânica Automotiva para mulheres

Dia: 19/03/19

Hora: 14h às 17h

Local: sala 218 - Reitoria

Oficina de Elétrica para mulheres

Dia: 22/03

Hora: 15:30

Local: Laboratório de Instalações Elétricas - CTISM

Oficina de Defesa Pessoal para mulheres

Dia: 27/03/19

Hora: 14h30min às 16h30min

Local: Espaço Alternativo, prédio 48C, PROGEP (ao lado do prédio da reitoria)

Roda de conversa Saúde da Mulher

Dia 27/03

Hora: 9h

Local: Auditório da CQVS

Bate-papo Mulheres Empreendedoras

Dia: 28/03

Hora: 10h

Local: Auditório do 74 C

Texto: Laura Coelho de Almeida, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias

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