UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 25 Apr 2026 03:04:08 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/05/26/dag-produz-video-com-retrospectiva-do-alagamento-no-acervo-permanente-da-ufsm Mon, 26 May 2025 13:30:34 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69263

Durante o Circuito 10º Festival Arquivo em Cartaz em Santa Maria, realizado no Centro de Convenções da UFSM, o Departamento de Arquivo Geral (DAG) exibiu um vídeo com a retrospectiva dos acontecimentos relacionados ao alagamento do arquivo permanente da universidade, ocorrido no final de abril de 2024.

Produzido a partir de registros audiovisuais captados pelos próprios servidores durante as ações de resgate, o vídeo apresenta as etapas vivenciadas no enfrentamento da emergência e na posterior criação do Espaço Transdisciplinar (TRANSDOC). O local foi concebido para promover a recuperação dos acervos danificados da UFSM e tem atuado também no apoio a outras instituições por meio de convênios e parcerias.

O TRANSDOC se destaca como um polo de inovação na área de recuperação documental e posiciona a UFSM como referência nacional e internacional nesse campo.

http://www.youtube.com/watch?v=W462LjnasBk&ab_channel=DAG_UFSMDepartamentodeArquivoGeraldaUFSM]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/transdoc/2025/05/21/retrospectivatransdoc Wed, 21 May 2025 19:44:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/transdoc/?p=49

Durante a realização do CIRCUITO 10º FESTIVAL ARQUIVO EM CARTAZ EM SANTA MARIA que aconteceu no Centro de Convenções da UFSM, o Departamento de Arquivo Geral(DAG) exibiu um vídeo com a retrospectiva dos acontecimentos no final de Abril de 2024 que ocasionaram o sinistro no arquivo permanente da instituição.

O vídeo elaborado a partir de audiovisuais de autoria dos próprios servidores envolvidos durante o resgate, buscou demonstrar as etapas percorridas até a criação do Espaço Transdisciplinar (TRANSDOC) que promove a recuperação dos acervos da UFSM e também auxilia outras instituições por meio de convênios e parcerias.

O espaço destaca-se como um lugar de inovação na área de recuperação e torna a UFSM uma instituição de referencia nacional e internacional.

Confira o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=W462LjnasBk]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/05/15/ctnareconstrucao-na-emergencia-ufsm-virou-fabrica-de-moveis-e-ponto-de-arrecadacao-de-utensilios-domesticos Thu, 15 May 2025 15:01:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69118 Construção de móveis [caption id="attachment_69140" align="alignright" width="461"] O projeto “Móveis Solidários” começou com a produção de rodos, para a limpeza das casas atingidas pelas inundações[/caption] Foi durante a suspensão das atividades que uma ideia veio ao professor Rene Quispe Rodriguez, do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSM. Percebendo a mobilização de pessoas em diferentes cidades e universidades diante dos estragos causados pelas enchentes, o docente viu o exemplo de uma instituição que fabricava rodos para auxiliar na limpeza das casas atingidas e pensou que poderia fazer algo semelhante em Santa Maria. Acreditava que, com os recursos disponíveis, seria possível projetar no computador um modelo de rodo em madeira e contribuir de forma prática com a recuperação das áreas afetadas. A partir dessa ideia, tomou forma o projeto “Móveis Solidários”. No início, em meio ao caos, o professor relata que foi difícil encontrar apoio imediato. “Pensei: ‘não estou sozinho, vou conversar com meus alunos’”,  foi então que Marina Senhor Sattler, Felipe Augusto Alves e Luis Fernando Mealho, estudantes que haviam realizado a disciplina de Mecânica dos Sólidos com o docente, abraçaram a proposta e começaram a mobilizar outros colegas. O espaço utilizado para as atividades foi o Laboratório de Tecnologia Mecânica e Aeroespacial (Numae), cedido pelos professores responsáveis pelo local, que dispunha da estrutura necessária para a produção dos rodos e virou ponto de encontro para os voluntários. Embora o laboratório seja voltado principalmente para o trabalho com aço, a equipe percebeu que o espaço poderia ter outra função temporária. “A gente quis aproveitar [o espaço] para fazer alguma coisa por todo mundo”, conta Marina Sattler. A ideia era produzir os rodos em madeira, por ser mais fácil de manipular do que o aço. A dificuldade inicial, no entanto, foi a escassez de materiais. As primeiras tentativas de conseguir doações foram insuficientes. O professor Rene relata que chegou a negociar com uma madeireira, que ofereceu preços reduzidos, mas a burocracia para formalizar doações ou tramitar a compra tornaria inviável o atendimento à necessidade da população no tempo necessário. “A enchente estava acontecendo, as casas estavam sujas, era uma coisa imediata”, explica. Diante da urgência, Rene decidiu comprar, com recursos próprios, a madeira necessária para dar início ao trabalho. Assim que o material chegou ao Numae, os alunos se mobilizaram para começar a produção. As ferramentas, também precisaram ser improvisadas. Furadeiras, parafusadeiras e lixadeiras vieram das casas dos próprios estudantes e professores. No decorrer da produção, surgiram novas necessidades. Além das ferramentas de corte e montagem, a equipe percebeu que seria inviável lixar manualmente todos os rodos. A preocupação com a segurança também foi prioridade. “A gente se preocupou para não mandar um rodo todo áspero para a pessoa utilizar e acabar se machucando. Então, lixávamos, passávamos verniz — ficava bonito, mas, principalmente, seguro e mais durável”, conta Felipe Augusto. [caption id="attachment_69141" align="alignleft" width="541"] Carros oficiais da UFSM foram utilizados no transporte dos rodos fabricados até comunidades afetadas pelas enchentes[/caption] Aos poucos, a experiência adquirida na confecção dos rodos permitiu que o grupo aprimorasse o processo. Os primeiros protótipos eram pesados e difíceis de manusear. “No começo ele era muito fraco e muito pesado. A pessoa não conseguiria utilizar com facilidade”, recorda Rene. Aplicando conceitos das aulas, os estudantes e professores ajustaram o modelo, e otimizaram a sua estrutura. As melhorias incluíram a troca de pregos por parafusos, a redução de peças desnecessárias e o reforço em pontos estratégicos. Três protótipos diferentes foram produzidos até que a equipe chegasse a um modelo resistente, seguro e rápido de fabricar. No total, o grupo produziu 25 rodos, que foram distribuídos para moradores de áreas atingidas. A mobilização, que começou de forma improvisada, mostrou a importância da união e da iniciativa diante de situações de emergência. Da oficina às mãos de quem precisa Com os rodos prontos, o grupo precisou definir para onde encaminhar as doações. A prioridade foi atender as localidades mais afetadas, e Nova Palma foi o principal destino. Moradores da cidade entraram em contato diretamente com o professor Rene relatando a situação. “Falaram da necessidade que tinham lá –a cidade tinha sofrido muito. Muita casa suja. Os bombeiros tinham acabado de se mudar de local e estavam com muita demanda”, explica Rene. Para fazer os rodos chegarem às regiões atingidas, a equipe também enfrentou dificuldades logísticas. Foi quando a mobilização chamou a atenção da direção do Centro de Tecnologia (CT) e da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), que passaram a apoiar formalmente a ação. Com o apoio institucional, o grupo conseguiu acesso a veículos da UFSM para o transporte das doações. Em uma das remessas, dois estudantes, Felipe Augusto e Marcos, organizaram a carga e seguiram com uma caminhonete até Nova Palma. A situação encontrada na cidade foi de emergência e improviso. Os bombeiros, que haviam perdido o prédio recém-construído e equipamentos novos adquiridos, atuavam provisoriamente em outro espaço. “A gente chegou lá no Corpo de Bombeiros. Haviam recém terminado o prédio, comprado equipamentos novos – barcos, cintos, tudo novo – e perderam tudo”, relata Felipe Augusto. Os rodos foram entregues aos bombeiros, que se encarregaram de distribuir o material às famílias mais afetadas, já que conheciam melhor as áreas que mais precisavam. Dos rodos às camas [caption id="attachment_69142" align="alignright" width="560"] Após o sucesso com os rodos, o projeto evoluiu para a fabricação de camas[/caption] Com mais apoio institucional, foi possível o fornecimento de madeira sem burocracia por parte do CT e da PRE. Depois de produzir os rodos, o grupo coordenado pelo professor Rene Quispe Rodriguez decidiu seguir com o trabalho e ampliar a iniciativa. A ideia de produzir camas surgiu de forma natural, como uma continuidade ao trabalho dos rodos. “Pensamos em outras possibilidades, como estantes ou armários, mas a cama era a prioridade. É a primeira coisa que a pessoa precisa quando perde tudo: um lugar para dormir”, conta Rene. Assim como no projeto anterior, os alunos analisaram diferentes ideias e testaram protótipos até chegar a um modelo viável, seguro e resistente. A experiência adquirida na produção dos rodos ajudou na adaptação dos materiais disponíveis. O grupo passou a utilizar caibros – peças de madeira no formato retangular – para estruturar os pés das camas, substituindo soluções anteriores menos estáveis. O objetivo foi garantir durabilidade e segurança, considerando que muitas famílias, incluindo crianças, precisariam utilizar os móveis por tempo indefinido. A iniciativa cresceu rapidamente, com a captação de mais materiais disponíveis para fabricação dos móveis. Os estudantes se organizaram em equipes para otimizar a produção: enquanto alguns acompanhavam os projetos no computador, outros atuavam na montagem, no lixamento e no acabamento das peças. Com o tempo, o espaço do Numae, tradicionalmente voltado para projetos em aço, ganhou uma linha de produção improvisada, incluindo uma serra construída pelos próprios alunos e mesas de corte adaptadas para agilizar o trabalho. Além da contribuição prática para as comunidades afetadas, a atividade também serviu como oportunidade de integração entre estudantes e professores. “Já éramos amigos, e isso acabou nos aproximando ainda mais. Foi muito gratificante aplicar o que aprendemos em sala de aula em algo que realmente pudesse ajudar a comunidade”, destaca Luis Fernando. [caption id="attachment_69143" align="alignleft" width="564"] Camas fabricadas foram distribuídas para pessoas que não tinham onde dormir[/caption] Os estudantes também perceberam na atividade uma oportunidade de colocar em prática os conteúdos vistos em sala de aula. “A gente pode retribuir, fazer o bem e ainda colocar a teoria que a gente vê em aula em prática para ajudar”, comenta Luis Fernando, natural de Rio Pardo, onde também houve estragos pelas inundações. Para Marina, a motivação foi além da sala de aula. “A gente viu de perto todos os efeitos e achou uma ótima maneira de contribuir, de pelo menos tentar ajudar um pouco as pessoas que perderam praticamente tudo”, conta. Projeto em suspenso A logística para a entrega ágil das camas, maiores e mais pesadas que os rodos, também exigiu soluções criativas. Apesar do apoio da universidade e da visibilidade na mídia local, o ritmo do processo burocrático ainda dificultava a agilidade nas ações do projeto. Para contornar o problema, o estudante Felipe conseguiu organizar parte das entregas por conta própria. Por meio de contato com o pai de Felipe, a Cooperativa Agrícola Mista Nova Palma (Camnpal) disponibilizou um caminhão para levar as camas até a cidade. O material foi descarregado no quartel dos bombeiros, que novamente ficaram responsáveis pela distribuição às famílias afetadas. “Eles mandaram foto para a gente mostrando que tinha chegado tudo certinho”, lembra Rene. Mesmo com os desafios superados, a equipe de estudantes e professores da UFSM precisou interromper temporariamente a produção de camas de madeira destinadas às vítimas da enchente na região. “Conseguimos ficar ali por um tempo, falei com os professores e nos autorizaram. Mas depois de alguns dias, com o retorno total das aulas, tivemos que desocupar”, explicou Rene. Segundo o professor, o principal obstáculo para a continuidade do trabalho foi a falta de um espaço adequado. Como o Numae não é um ambiente próprio para trabalho com madeira, o uso do laboratório foi provisório. A equipe então se transferiu para uma área próxima à Fábrica do CT, mas a estrutura também não estava disponível por muito tempo. “Quando conseguíamos um lugar, a gente seguia o trabalho. Mas foram duas mudanças e, na última, o novo espaço logo entrou em reforma, e tivemos que parar”, relata. [caption id="attachment_69144" align="alignright" width="542"] O projeto “Nossa CAUsa” faz um trocadilho com a palavra “casa” e a sigla do curso de Arquitetura e Urbanismo[/caption] O professor conta que, apesar das dificuldades logísticas e do caráter emergencial da ação, o projeto poderia ter ido ainda mais longe. “Temos material suficiente para fabricar mais umas 15 camas. Parafusos, madeira, mão de obra – está tudo pronto”. O grupo segue disposto a reativar o projeto e a retomar a produção caso surja uma nova necessidade. “Deus queira que não, mas se acontecer outra emergência, agora a gente está preparado para atender”, afirma Rene. Arrecadação de utensílios domésticos Em meio à urgência e à vontade de ajudar, estudantes e professores do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSM também procuraram soluções criativas. Eles criaram o “Nossa CAUsa”, um projeto que se tornou referência pela mobilização em torno da arrecadação de utensílios domésticos de cozinha para famílias e estudantes afetados pelas enchentes na região de Santa Maria. O nome, um trocadilho carinhoso com a sigla do curso de Arquitetura e Urbanismo e a palavra causa, surgiu nas primeiras reuniões. “Queríamos um nome que representasse o nosso envolvimento, e que se conectasse com quem acompanha o nosso perfil. ‘Nossa CAUsa’ traduz esse sentimento de pertencimento e cuidado”, conta Anthonio Saraiva, acadêmico e participante ativo da iniciativa. A escolha também dialoga com o histórico do curso, que tradicionalmente se engaja em ações comunitárias e projetos de extensão voltados para o desenvolvimento social e urbano. Organização rápida e rede de apoio A primeira reunião do projeto aconteceu no dia 8 de maio, quando os voluntários definiram o funcionamento e a logística de arrecadação, os critérios de composição dos kits, a escolha dos pontos de coleta e a mobilização de parceiros externos. A preocupação, desde o início, foi oferecer não apenas utensílios básicos de cozinha, mas também pequenos gestos de afeto que pudessem transmitir acolhimento, igualmente necessários. No dia 13 de maio, as doações começaram a ser recebidas no átrio do prédio 9F do campus sede da UFSM, onde fica o curso de Arquitetura e Urbanismo, e em pontos organizados por apoiadores espalhados pela cidade. Segundo a professora Leonora Romano, o átrio se tornou um verdadeiro centro de encontro e solidariedade. “Era bonito ver pessoas chegando com caixas, sacolas, às vezes só com um prato ou uma caneca, mas sempre com a vontade de ajudar. Não importava a quantidade, tudo somava para fazer a diferença”, relembra. [caption id="attachment_69145" align="alignleft" width="449"] O átrio do prédio da Arquitetura foi transformado em uma central de doações de utensílios domésticos[/caption] Solidariedade com cultura e identidade Além dos itens básicos, muitas doações incluíram pequenos detalhes que tornavam os kits mais acolhedores, como jogos de xícaras ou conjuntos de talheres bem conservados. A montagem dos kits seguiu uma linha de produção organizada, com mesas separadas para pratos, copos e talheres, o que garantiu agilidade no processo. “Chegou um momento em que a quantidade era tão grande que precisávamos organizar tudo como se fosse uma fábrica solidária”, brinca Leonora. Entre os kits montados, alguns continham conjuntos de chimarrão, com cuia, bomba e erva-mate. Os itens típicos da cultura gaúcha se tornaram símbolos da campanha, não apenas pelo valor cultural, mas pela mensagem que carregavam. “O chimarrão tem um valor simbólico muito forte para a gente. Incluir isso nos kits era também uma forma de dizer: você ainda pertence, você ainda faz parte daqui”, destaca Anthonio. Prioridade às cidades mais atingidas Os kits foram destinados prioritariamente para famílias e estudantes de municípios da Quarta Colônia, como Silveira Martins, Agudo, Faxinal do Soturno, entre outros da região próxima a Santa Maria. A definição dos destinos foi feita com base em contatos locais e informações de voluntários da UFSM e prefeituras, que apontaram onde havia maior número de famílias carentes de utensílios domésticos. A distribuição das doações contou com o apoio logístico do Sesc Mesa Brasil, que auxiliou no transporte e na entrega dos kits em comunidades mais distantes e áreas de difícil acesso. Além disso, o Rotary de Santa Maria foi parceiro essencial na triagem de famílias beneficiadas e na organização da entrega em algumas cidades da região. “Era fundamental que nossa ajuda chegasse até lá, porque a logística era difícil e nem sempre as grandes campanhas conseguiam alcançar essas localidades. Sabíamos que nosso papel era justamente chegar onde outros não conseguiam”, explica Leonora. Texto: Marina dos Santos, estudante de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT Fotos: Arquivo Subdivisão de Comunicação do CT Edição: Agência de Notícias]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/05/09/ctnareconstrucao-relembre-os-projetos-do-ct-ufsm-em-resposta-as-enchentes-de-2024 Fri, 09 May 2025 11:07:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69026 Você se lembra do que estava fazendo há um ano atrás, quando o Rio Grande do Sul enfrentava a maior catástrofe climática desde 1941? As chuvas começaram no dia 27 de abril, ganharam força no dia 29 e assolaram o estado durante todo o mês de maio, em forma de enchentes e deslizamentos de terra. Segundo dados da Agência Gov, as inundações causaram danos em 484 dos 497 municípios gaúchos. Em 2024, o Rio Guaíba atingiu a marca de 5,37 metros acima do nível normal em Porto Alegre — 61 centímetros acima da marca da enchente histórica de 1941. Foram 184 vítimas fatais, além de 806 feridos e 25 pessoas até hoje desaparecidas.

Antes do pico registrado na capital gaúcha, Santa Maria foi a cidade com o maior volume de chuva no mundo no primeiro dia de maio, com cerca de 214 mm, de acordo com dados do site meteorológico Ogimet. O dado já era sentido na véspera na UFSM: no início da tarde de 30 de abril, diversos locais do campus foram tomados pela água, incluindo o subsolo da Reitoria — onde estava parte do arquivo permanente da instituição. O espaço ficou submerso com o rápido alagamento, e os documentos do Departamento de Arquivo Geral (DAG) seguem em processo de recuperação até hoje. No mesmo dia, as atividades acadêmicas foram suspensas e só retornaram em 20 de maio, focadas em ações de acolhimento e sem a aplicação de provas e trabalhos.

Na UFSM, foram diversas as iniciativas de apoio imediato à população e projetos de recuperação e prevenção a médio e longo prazo de áreas atingidas pela tragédia climática no RS.

Conserto de Eletrodomésticos

[caption id="attachment_69040" align="alignleft" width="500"] Mobilização reuniu diversos estudantes[/caption]

Foram semanas de chuvas intensas, cidades alagadas, famílias desabrigadas e estruturas públicas e privadas destruídas. Em meio a esse cenário, estudantes e professores do CT da UFSM se organizaram para oferecer apoio à população atingida. Uma das ações que se destacou nesse período foi a do IEEE Students Branch UFSM, organização estudantil formada por acadêmicos de Engenharia Elétrica, que colocou seu conhecimento técnico a serviço da comunidade.

A IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) é a maior sociedade profissional voltada aos engenheiros eletricistas no mundo, com atuação internacional e foco em conectar o meio acadêmico ao setor industrial. Para descentralizar sua gestão e ampliar a formação de estudantes, a organização mantém polos universitários, chamados de ramos estudantis. Na UFSM, o IEEE está presente desde 2016 e, além de integrar alunos interessados em engenharia elétrica e áreas afins, desenvolve atividades de pesquisa, extensão e formação profissional.

O principal objetivo do grupo é promover a profissionalização dos estudantes, oferecendo experiências que vão além da sala de aula, com a participação em projetos, eventos técnicos e iniciativas que aproximam os participantes do mercado de trabalho.

O grupo ofereceu assistência técnica gratuita para conserto de eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos danificados pelas águas (preferencialmente geladeiras, micro-ondas e lavadora de roupas).

O início de tudo: da indignação à ação

A ideia partiu de uma inquietação coletiva diante da tragédia. “A gente via nos noticiários e nos grupos de amigos o relato de muitas pessoas que tinham perdido não só suas casas, mas também os poucos eletrodomésticos que possuíam. Geladeiras, micro-ondas, ventiladores, máquinas de lavar, tudo que foi submerso pela água. E aí pensamos: a gente tem conhecimento técnico, ferramentas e vontade de ajudar, então por que não fazer isso?”, conta Antônio Brum Vieira, que na época era o presidente do IEEE Students Branch.

O grupo começou a se mobilizar no início de maio, período em que as aulas estavam suspensas. No domingo, o professor Cassiano Rech, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica, procurou os integrantes e questionou o que o ramo pretendia fazer. Na segunda-feira, 6 de maio, às 14h, mesmo sem energia elétrica e com sinal de internet instável, os estudantes realizaram uma reunião híbrida no campus. Durante o encontro, surgiu a ideia de usar os conhecimentos em eletroeletrônica e eletromecânica para ajudar a comunidade. Na terça-feira, 7, o grupo começou a se organizar e, na quarta-feira, 8, alinhou as ações e definiu os primeiros passos da iniciativa.

A partir dessas primeiras organizações, os integrantes se mobilizaram rapidamente para estruturar a ação. O hall do prédio 7 do CT foi ofertado como ponto de atendimento, por ser de fácil acesso e contar com a infraestrutura básica necessária. “A princípio, a gente começou de forma bem improvisada. Levamos algumas bancadas, ferramentas e fios, e fomos tentando organizar a triagem dos aparelhos que iam chegando”, relembra Maria Luiza Trevisan Kieling, integrante do projeto.

Organização e logística em meio ao caos

Para organizar o atendimento, o grupo criou um cadastro on-line, no qual as pessoas indicavam suas informações e qual equipamento precisava de manutenção. Essa medida ajudou a organizar a demanda e evitar aglomerações, considerando que o estado ainda enfrentava dificuldades com transporte e comunicação.

Outro desafio enfrentado foi a logística de materiais e peças. Com a falta de orçamento para peças específicas, o primeiro passo foi limpar os equipamentos. A obtenção de componentes para os reparos exigiu criatividade e solidariedade. “A gente começou limpando e torcendo para que funcionasse, depois contamos muito com as doações. Divulgamos uma chave Pix para arrecadar recursos e conseguimos apoio de colegas, professores e pessoas da comunidade”, explica Antônio Brum Vieira.

A atuação do grupo foi organizada em equipes, divididas entre a parte técnica, responsável pelos reparos dos equipamentos; o setor administrativo, que atendia telefonemas, respondia mensagens e realizava cadastros; e o time de campo, que buscava itens nas casas de quem não conseguia levá-los até o ponto de manutenção. Além disso, os estudantes contaram com o apoio da comunidade local, que ofereceu cursos de qualificação para o conserto de geladeiras, micro-ondas e máquinas de lavar. Profissionais da cidade, com anos de experiência, compartilharam técnicas e orientações fundamentais para o trabalho, ajudando na triagem de defeitos e fornecendo peças para os primeiros reparos. Esse envolvimento garantiu que o grupo pudesse atuar com segurança e eficiência, além de estabelecer uma rede de apoio para casos mais complexos.

Reparos: educação e segurança

[caption id="attachment_69039" align="alignright" width="377"] Grupo recebeu microscópio para conserto[/caption]

Enquanto realizavam os consertos, os voluntários perceberam que muitas pessoas não tinham orientação sobre como lidar com os eletrodomésticos após a enchente. Era comum que moradores tentassem religar os aparelhos logo depois que a água baixava, sem realizar qualquer tipo de limpeza ou avaliação técnica, o que aumentava o risco de acidentes e curtos-circuitos.

Por isso, o IEEE incorporou à iniciativa ações educativas, orientando os moradores sobre os cuidados necessários antes de utilizar novamente os equipamentos. “A gente explicava que era importante deixar secar, limpar bem, testar fora de casa antes de ligar na tomada. Muitos acidentes domésticos foram evitados só com essa conversa”, destaca Leonardo Felipe da Silva, atual presidente do projeto.

Embora o grupo tenha priorizado o recebimento de geladeiras, micro-ondas e máquinas de lavar – considerados itens essenciais para a rotina básica e de difícil reposição –, os voluntários acabaram recebendo todo tipo de equipamento. Entre os objetos estavam televisores, secadores de cabelo, lixas elétricas de unha, autoclaves e até microscópios. Um dos casos marcantes foi o de uma proprietária de salão de beleza, que perdeu todos os equipamentos na enchente e conseguiu recuperar quase tudo com a ajuda do grupo. Segundo os organizadores, praticamente qualquer aparelho que tivesse sido molhado foi levado até o ponto de coleta.

Impacto humano: solidariedade que vai além dos números

Embora o projeto tenha consertado dezenas de eletrodomésticos nas semanas que se seguiram, o presidente do IEEE Students Branch destaca que o maior resultado não pode ser contabilizado em números. “Cada geladeira que a gente consertava, cada micro-ondas que voltava a funcionar, era um pequeno passo para as famílias recomeçarem. Muitas vezes, mais do que o conserto em si, as pessoas precisavam de alguém que as escutasse, que se preocupasse com o que elas estavam passando”, reflete Leonardo Felipe da Silva.

Um dos momentos mais marcantes, segundo Antônio Brum Vieira, foi ver famílias emocionadas ao saber que seus aparelhos poderiam ter conserto gratuito. “Teve gente que veio chorando, dizendo que não tinha mais nada em casa, e só de saber que poderia recuperar pelo menos o fogão ou a geladeira, já se sentia um pouco mais aliviada”, relembra.

Além dos reparos realizados no campus, parte do grupo também foi até as localidades mais afetadas para atender quem não conseguia levar os equipamentos até o ponto de coleta. Nessas visitas, os voluntários se depararam com cenários devastadores, que lembravam zonas de guerra, com casas tomadas pelo barro e famílias tentando resgatar o que fosse possível. Em muitos casos, o atendimento ia além da assistência técnica e incluía apoio emocional. Um dos chamados aconteceu no Beco do Beijo, em Camobi, onde um senhor teve a casa completamente alagada. Em outra situação, na Nova Santa Marta, os voluntários insistiram em concluir o atendimento, mesmo sem transporte disponível, e retornaram satisfeitos por conseguirem ajudar.

Além disso, inúmeros pedidos de ajuda chegavam pelas redes sociais, com moradores enviando fotos e vídeos das perdas e, em meio ao desespero, pedindo auxílio. “A gente respondia com carinho. Foi algo muito importante, porque naquele momento as pessoas estavam pedindo socorro. Acho que foi a melhor coisa que a gente poderia ter feito, mesmo sem estar tão estruturado assim”, relatou Maria Luiza Trevisan Kieling.

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Bastidores de quem também sofreu

Apesar de estarem ajudando, alguns dos integrantes do projeto também foram afetados pelas enchentes. Estudantes perderam móveis, eletrodomésticos e viram suas casas invadidas pela água. Ainda assim, permaneceram na linha de frente, atendendo quem mais precisava.

“Tivemos integrantes que ficaram ilhados, que perderam coisas em casa, mas mesmo assim estavam ali, tentando ajudar. Isso fortaleceu muito nosso grupo e mostrou que, mesmo diante da dificuldade, a solidariedade fala mais alto”, comenta Antônio Brum Vieira.

Legado e novos planos

Os voluntários reconhecem que, embora o projeto não tenha sido o mais estruturado possível, ele foi suficiente para atender às necessidades daquele momento e serviu como impulso para outras iniciativas semelhantes. A ação realizada na UFSM inspirou universidades de diversas cidades, como Cachoeira do Sul, Porto Alegre e Caxias do Sul – e instituições como Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e Universidade de Caxias do Sul (UCS) –, que adotaram o modelo de organização e gestão criado de forma espontânea em Santa Maria.

“A gente começou antes de todo mundo, sem saber exatamente o que estava fazendo, só com a vontade de ajudar”, relembrou Leonardo Felipe da Silva. Segundo eles, o fato de já terem enfrentado os desafios iniciais ajudou as instituições que vieram depois a se organizarem com mais eficiência. O projeto também recebeu apoio e visibilidade de instituições de fora do estado, como a Universidade Federal da Bahia (UFBA), que compartilhou as ações nas redes sociais diariamente.

A mobilização deixou marcas importantes para o IEEE Students Branch. Além de consolidar o grupo como referência em ações de extensão e responsabilidade social, a iniciativa motivou a criação de um protocolo de atendimento emergencial para futuras situações de calamidade.

Com o encerramento do projeto emergencial das enchentes, surgiu a proposta de transformar a iniciativa em uma ação permanente, voltada a atender famílias de baixa renda. A ideia é oferecer, de forma contínua, um serviço de conserto de eletrodomésticos e equipamentos para pessoas que não têm condições de arcar com esse custo. O projeto será reestruturado em etapas, com uma equipe menor, mas mantendo o propósito social que marcou a atuação anterior. A proposta é seguir levando apoio e cuidado para quem mais precisa.

Universidade pública, gratuita e solidária

A ação do IEEE Students Branch UFSM reafirma o papel social da Universidade pública enquanto espaço de formação técnica, científica e humana. Em momentos de crise, projetos como esse mostram que o conhecimento produzido dentro da academia pode e deve ser colocado a serviço da sociedade. “A gente aprende na sala de aula a resolver problemas técnicos, mas essa experiência ensinou que o mais importante é resolver problemas de gente. Foi uma lição de solidariedade, empatia e compromisso social que vai ficar para sempre com a gente”, conclui Maria Luiza Trevisan Kieling.

Para os integrantes do projeto, devolver à comunidade parte do que recebem dentro da universidade sempre foi uma prioridade. Como espaço público mantido pela própria população, a UFSM pertence à comunidade, e retribuir esse apoio é, segundo os voluntários, não apenas uma obrigação, mas também um privilégio. A ação solidária durante as enchentes e os atendimentos posteriores mudaram a percepção de muitos estudantes sobre a realidade ao redor e reforçaram a importância de aproximar a instituição da vida das pessoas.

“Pouca gente sabe o que a gente faz aqui dentro da UFSM. E com esse projeto, conseguimos encurtar esse caminho e contribuir de verdade. Se parar pra pensar, a faculdade pública é mantida por essa mesma comunidade. Estar presente quando ela mais precisou foi o mínimo que poderíamos fazer”, destacou Antônio Brum Vieira. Para eles, a experiência transformou não só o senso de responsabilidade social, mas também a maneira de enxergar o papel da universidade em momentos de crise.

Na página do IEEE Branch UFSM no Instagram, o público pode conferir a prestação de contas e o balança final da campanha solidária.

Texto: Marina dos Santos, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.
Fotos: Arquivo Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM
Edição: Agência de Notícias

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Na Universidade, a resposta do Departamento de Arquivo Geral (DAG) foi rápida e, imediatamente, uma operação de resgate foi iniciada para a retirada desses materiais com a participação de professores, técnico-administrativos em educação, militares e alunos voluntários. 

12 mil caixas de documentos passam por processo de recuperação

A documentação recuperada está sendo armazenada em lugares provisórios

Logo no início do processo, já foi estabelecido contato com o Arquivo Nacional para entender como melhor proceder naquela situação, e também foram registradas todas as ações efetuadas no começo de um longo processo de recuperação. A partir dos registros, o DAG criou a Operação Recupera Arquivo UFSM, uma página com o propósito de divulgar ações e métodos empregados na recuperação dos documentos danificados. E, em conjunto com o Arquivo Nacional, efetuaram duas publicações: uma instrução de Ações Iniciais e um Guia Rápido para o Resgate de Acervos Danificados por Água, que também serviram como auxílio para as instituições da região que tiveram seus acervos atingidos. 

Desde então, o trabalho de recuperação que está sendo feito na UFSM ganhou reconhecimento do Arquivo Nacional, e se tornou referência no Brasil. Foi assim que as ações do DAG ganharam visibilidade no país e diversos meios de comunicação nacionais e regionais vieram entender o que estava sendo feito para recuperar o acervo arquivístico. “Se tornar referência foi devido às pessoas e como agimos. Chocou muito a forma como foi feito. A gente agiu muito rápido e de forma correta. Eu digo assim, a gente seguiu os protocolos de resgate rapidamente e com muitos voluntários. As pessoas são muito conectadas e ajudam aqui na UFSM”, diz a arquivista do DAG Daiane Regina Segabinazzi Pradebon. O destaque na mídia foi um portal para mostrar a importância da preservação e recuperação dos acervos alagados. Com a evolução do trabalho, a UFSM transformou o desastre climático em inovação e criou o Espaço Transdoc

Espaço Transdoc

O Transdoc é a primeira estrutura no Brasil dedicada à recuperação emergencial de grandes volumes documentais atingidos por enchentes. Ele atua como HUB transdisciplinar, reunindo especialistas de diversas áreas (Arquivologia, Química, Farmácia, Engenharias, Biologia e Tecnologia da Informação) e desenvolve pesquisas visando criar técnicas inovadoras de recuperação documental em larga escala. O Espaço TransDoc é vinculado a dois projetos - um de desenvolvimento institucional, chamado “Preservação do Patrimônio Documental: Estratégias para Recuperação do Acervo Arquivístico da UFSM atingido por inundação”, e outro de pesquisa, denominado “Desafios e Estratégias na Recuperação de Documentos Arquivísticos Danificados Pelas Enchentes Ocorridas no RS”. 

O projeto de pesquisa é utilizado como meio de captação de recursos. E até o momento, são várias as fontes de financiamento: investimento institucional, Ministério da Educação, Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e Ministério da Gestão e Inovação via Arquivo Nacional. O projeto com a FINEP, por exemplo, permitiu a compra de parte dos recursos de materiais permanentes. A arquivista do DAG conta que os fomentos servem para aumentar o nível de pesquisa do laboratório: “A gente está para receber mais R$ 2 milhões da FINEP para equipamentos. Vamos receber scanners super potentes para digitalização. Aqueles do tipo planetário, para digitalizar plantas e mapas, porque recebemos todas as plantas das rodovias e pontes do estado para restaurar”. Inclusive, o programa segue na busca ativa por projetos e financiamentos para expandir cada vez mais a atuação. “Para a estrutura física, a gente vai tentar outros órgãos de fomento. Para conseguir um prédio, um local específico, não só para trabalhar nesse laboratório, mas também para estruturar o nosso acervo que agora não vai mais voltar para o mesmo lugar. Precisamos de um prédio também para nós”, relata Daiane. 

Como o DAG não conta com um prédio próprio, os arquivos recuperados são alocados em lugares provisórios. A documentação recuperada está sendo armazenada no prédio 48-D, da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), e uma parte também vai para um pavilhão do DAG, no Centro de Eventos, do Parque Tecnológico, onde fica o acervo da Administração Superior. Além disso, o Espaço Multiuso é utilizado na rotina diária de trabalho do projeto.

O fluxo de trabalho do Departamento de Arquivo Geral se dá em seis etapas:

  • Retirada do acervo
  • Triagem e estabilização do acervo
  • Limpeza e higienização
  • Secagem
  • Digitalização 
  • Novo acondicionamento
[caption id="attachment_69028" align="alignright" width="614"] Atrás do Espaço Multiuso encontram-se as câmaras frias e de secagem[/caption]

Ainda no início do processo, foi recebida a verba inicial da calamidade para materiais permanentes. “A gente já aproveitou esse valor e compramos quatro contêineres refrigerados, que foram instalados atrás do prédio (Espaço Multiuso).  Porque a locação que nós estávamos fazendo com parceiros aqui da cidade se tornaria muito custosa a longo prazo. Já as salas de secagem própria para acervos, conseguimos aqui da própria UFSM. Eram contêineres que estavam parados no Parque Tecnológico, não estavam sendo utilizados e foram readaptados para a gente usar aqui. Usamos os contêineres como câmaras apropriadas de secagem com adaptação de temperatura e umidade”, afirma Daiane sobre os recursos utilizados para aprimorar algumas fases do fluxo de recuperação. 

Até o momento, cerca de 20 mil arquivos já foram digitalizados, o que totaliza mais de 100 mil páginas, por exemplo. “A gente também está fazendo a digitalização para a consulta, porque esse acervo foi contaminado, está frágil. Queremos que tenha menos acesso possível ao arquivo físico”, explica a arquivista do DAG, quanto à estratégia de conservação dos acervos atingidos. Mas ela conta que o principal movimento de conservação é o controle do ambiente, da umidade e da temperatura no novo acondicionamento. Não se pode devolver o documento para uma sala em que o ambiente é úmido, porque mesmo que seja feita a desinfestação, ainda há resíduos que podem voltar a proliferar fungos e bactérias que ficaram nesses arquivos.

Daiane destaca que nenhum arquivo foi perdido, nem mesmo os que pareciam mais difíceis: “Todos estão sendo recuperados. Inclusive, os que ficaram meses em Porto Alegre, no mesmo lugar. O nosso a gente recuperou muito rápido, tirou da enchente muito rápido. Congelamos, então não está tão degradado, quase nem está. Você pega ele parece que nem foi molhado. Nem sujo, nem nada. Mas os de Porto Alegre são um desafio. Porque tem uns que parecem que voltaram a ser um bloco de madeira. Ficaram muito blocados. Mas, por incrível que pareça, ele ficou mais superficial e nas bordas, conforme tu vai limpando, dando banho, fazendo os procedimentos de recuperação, a gente consegue recuperar mesmo esses que, de cara, parece que não dá. Mas é possível”.

A previsão para o término do trabalho envolvendo o acervo institucional é de 5 anos. A arquivista explica que o tempo total cobre não só a parte de recuperação, e por isso essa quantia: "Tem a parte da reindexação do acervo, da organização do acervo. Então, imagina, 12 mil caixas levaram desde 1990, desde que existe o Departamento de Arquivo Geral, para serem organizadas. Não vai ser em 5 anos que a gente vai reorganizar essas 12 mil caixas. O trabalho de recuperação, propriamente dito, de secagem, pode demorar muito menos. Mas o que pode demorar mais é essa reorganização do acervo, é montar o quebra-cabeça de novo”.

Parceria com o Arquivo Nacional 

A UFSM lidera uma iniciativa de recuperação de acervos arquivísticos de órgãos federais, em conjunto com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e com a parceria do Arquivo Nacional. O projeto visa recuperar o patrimônio documental afetado pelas enchentes, e desenvolver métodos inovadores para a recuperação de documentos arquivísticos danificados por inundações em instituições do Rio Grande do Sul, e dessa maneira, estabelecer e disseminar padrões de excelência que possam ser replicados na recuperação de acervos. Os órgãos abarcados pelo projeto são: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Banco Central; Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit); Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério da Saúde (MS), Serviço Geológico do Brasil (SGB) e UFSM. 

Carteiras de trabalho são alguns dos documentos revitalizados no projeto

A organização do programa é a seguinte: a coordenação geral fica na UFSM e equipes da UFRGS e do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) trabalham em Porto Alegre - tudo sob orientação técnica do Arquivo Nacional e com as unidades atuando de maneira integrada. No total, são cerca de 142 pessoas na equipe do projeto, com 33 cursos envolvidos - 24 de graduação, sete de pós-graduação e dois técnicos. Incluindo Porto Alegre, o número de bolsistas atuantes é de 71. O financiamento do Arquivo Nacional veio a partir de recursos descentralizados, por meio de Termos de Execução Descentralizada (TEDs), que somam aproximadamente R$ 7 milhões. O recurso é administrado pela Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (FATEC) e é utilizado para a manutenção de pessoas e serviços que envolvem restauração - resgate, secagem, higienização e desinfestação. 

O prazo para os documentos serem recuperados varia de acordo com cada órgão, mas a data limite geral é até dezembro de 2026.  São mais de 36 mil caixas para recuperação e cerca de 2 mil já foram recuperadas, computando mais de 87 mil folhas. Para acompanhar em tempo real o trabalho realizado, foi desenvolvido um painel de monitoramento na página do TransDoc.  “Conforme vamos recuperando, a gente faz uma prestação de contas. Criamos um painel de monitoramento de acervos recuperados, no qual dá para consultar todos os órgãos que a gente está trabalhando e qual é o status de cada um. E não só o status, colocamos arquivo por arquivo, qual foi recuperado. Porque daí eles conseguem online, em tempo real, acessar. Eles já podem nos consultar, solicitar, qualquer coisa a gente digitaliza e manda, se ainda não está finalizado”, conta a arquivista Daiane Regina Segabinazzi Pradebon. E ela complementa: “aqui a gente tem a identificação do processo: qual a caixa, qual o maço, se tem manchas, se tem páginas faltando, páginas coladas, rasgadas, danos por ferrugem acidificado e volume danificado. Nada disso quer dizer que foi perdido, tudo é possível restaurar. Se eu quiser ver só o que tá em bom estado, aparece; bem como as caixas que não estão.

TransDoc - Berço de inovação

O TransDoc é sinônimo de transdisciplinaridade. É um laboratório com diversas áreas de conhecimento atuando em conjunto na recuperação dos acervos, não só de Santa Maria, mas também de outras regiões que foram afetadas. Ele prima pela pesquisa por soluções inovadoras, e atualmente são cerca de seis linhas de pesquisa que visam desenvolver protocolos padronizados e produtos, que contribuam na inovação do âmbito arquivístico de recuperação. Daiane explica que “é quase um programa com vários projetos. Mas, por enquanto, cada projeto anda com o TransDoc como uma espécie de mãe”.

[caption id="attachment_69030" align="alignleft" width="411"] Estudo utiliza baterias de vape apreendidos pela Receita Federal (Foto: Marina Brignol)[/caption]

A primeira linha estuda o desenvolvimento de equipamentos em impressora 3D, para evitar o custo de compra. A arquivista conta que um desses materiais foi feito com baterias de vape apreendidas pela Receita Federal: “Em vez de eu fazer a aplicação do produto, o quaternário de amônio, para desinfestação manual no documento, passando algodão, a gente bota o produto aqui dentro, fecha, e ele tem um motorzinho daqueles desumidificadores de ambiente, sabe? E o bolsista da pós desenvolveu tudo isso aqui, com as baterias de vape. A gente pediu para a Receita Federal a doação de vapes apreendidos. A Receita tem nos ajudado bastante. As impressoras 3D, eles também nos doaram. As seladoras nós vamos pedir pra eles. Muita coisa que é aprendida, que eles não usam, e que a gente pode usar aqui na recuperação do acervo, a gente está usando. Eles nos doam. E isso é em parceria com o Departamento de Tecnologia dos Alimentos, professores que também estão nos auxiliando”.

Existe também um estudo que envolve o material que vai ser descartado, com prazo de guarda para descartar. Porque do acervo que foi atingido no ano passado, uma parte estava prevista para ser eliminada. “A gente já tinha aqui embaixo, no permanente, uma salinha que era só para material que já estava pronto para eliminar. Já estava aprovado pelo Arquivo Nacional, é um processo padrão, pronto para ser mandado para a reciclagem. Só que foi atingido. Aí como não vamos recuperar , colocamos lá na Usina-Escola de Laticínios (Uni), para fazer uma espécie de degradação desse material com enzimas de celulase para que isso decante e vire álcool”, explica Daiane, que complementa afirmando ser muito caro mandar para uma empresa por fora e esse material que está lá, mais capas, caixas de papelão, e materiais do gênero não podem ir para um lixo normal, porque é considerado um lixo químico, ou seja, não pode ir para reciclagem. Ela continua "estamos estudando na própria usina mesmo. Mesmo com ela desativada, tem toda uma estrutura de laboratório lá. A gente aplicou, inclusive, um pouco desse dinheiro lá na usina para reformar. Então, uma parte a gente vai transformar esse acervo em álcool para reutilizar aqui no projeto, e o que sobrar, vai para compostagem. Dessa forma, o projeto pretende transformar papel que não pode ser usado, nem restaurado, para fazer um retorno sustentável". 

Quem disponibilizou a usina para estudos do Espaço TransDoc foi a Chefe do Departamento de Tecnologia e Ciências dos Alimentos (DTCA) da UFSM Cláudia Kaehler Sautter. “A professora é responsável por aquele espaço e foi uma grande parceira. Nos disponibilizou quando estava desativada para nós usarmos para levar esse material para lá. A gente está reestruturando para usar, também, para receber material que vai ficar armazenado de Porto Alegre. É bem grande, tem câmaras frias desativadas que a gente pode tentar usar após a reforma”, conta a arquivista. A usina está com um projeto para reforma e para instalação de energia elétrica com a Pró-Reitoria de Infraestrutura (PROINFRA) que ainda não foi iniciado. “Quando tiver luz, trabalhar em um outro espaço de laboratório, ainda com a parte mais suja lá, seria ótimo. Porque a gente dá o primeiro banho na documentação, que está bem suja, nesse espaço adaptado por enquanto. Não podemos trazer esse material totalmente imundo pra cá (Espaço Multiuso)”.

Ainda relacionado a essa pesquisa, há um estudo vinculado para a testagem de porcentagens de produtos. “Quanto por cento de um produto químico que a gente vai usar aqui mata de fungo e bactéria no papel? Porque têm estudos sobre químicos e outros materiais, mas no papel, não são muitos estudos e testes ainda. Então, todos esses testes a gente está fazendo: de porcentagem, quantidade, quanto que mata, se ele vai degradar o papel ou não. Porque não é qualquer um que a gente pode usar. Estudos com os químicos, com os produtos e com o que vai acontecer depois que isso estiver limpo e seco”, comenta Daiane quanto ao pioneirismo em pesquisar reações de químicos no papel. 

Uma outra pesquisa que o Espaço TransDoc tem a intenção de fazer é um mapa dos acervos alagados do estado. “Queremos fazer para os órgãos que a gente está recebendo, e vários outros também, um mapa para saber quais são as áreas de risco, onde tem acervo. Lá em Porto Alegre foi feito um mapa, mas não inclui os arquivos. A gente quer incluí-los e mandar o plano ao governo, para eles publicarem quais são as áreas que têm arquivo e estão em risco. Porque o acervo é um patrimônio público. E se ele não for salvo, não for respeitado, isso é crime. Queremos pressionar, ‘olha, eles têm valor, esses arquivos não podem ficar aqui, estão em descaso com o acervo’”, argumenta Daiane, frisando que os arquivos não podem voltar para o mesmo local. Muitos dos órgãos com os quais eles trabalham, não têm onde colocar. Ela finaliza: “se não vier uma coisa de cima para baixo, vai voltar para o mesmo local’.

Mais uma etapa que estão estudando, são formas mais inovadoras de acondicionamento. “Como esse material foi afetado, ele ficou mais cheinho, né? Ele aumentou de volume. E aí o espaço vai aumentar. Pensamos que uma das formas de conservação desse acervo seria o selamento a vácuo. Ou seja, eu vou empacotar esses acervos secos, vou digitalizar para a consulta, e no seco eu vou fazer o vácuo. Eu vou prensar ele dentro de uma folha apropriada e passar em seladoras”, comenta a arquivista do DAG. Além de diminuir de tamanho até mais do que era antes, o processo vai até reduzir o espaço de armazenamento que, inclusive, não vai estar em contato com o ambiente. Ela completa: “Como muitos dos fungos são aeróbicos, eles dependem de oxigênio para proliferar misturado com a umidade do ambiente. Se eu não tiver nem um nem outro, ele vai estar totalmente seguro dentro do vácuo”.

Arquivo em Cartaz

O Departamento de Arquivo Geral está organizando um evento que faz parte da programação do Arquivo Nacional. Será no dia 19 de maio, no Centro de Convenções, às 16 horas. O evento vai prestar homenagem aos voluntários, com direito a exposições fotográficas de um ano da enchente. A arquivista do DAG Daiane Regina Segabinazzi Pradebon ressalta a importância da cerimônia como ferramenta para relembrar o que aconteceu e também para pensar em como proceder nas possíveis recorrências de desastres climáticos. “O futuro, os desafios agora são para entender como fazer para que isso não aconteça de novo. É uma gestão de risco, de crise. Ter um plano de contingência. Onde esses arquivos devem voltar? De que forma? Qual é o mais correto? É um desafio que a gente ainda vai enfrentar e que ainda está trazendo desafios. O que se fala mais é em desastres climáticos e em tentar trazer soluções inovadoras e práticas para esse tipo de evento. Como que se trabalha para isso não acontecer novamente, qual a melhor forma? E trazer isso de uma forma que seja prática e que outras pessoas consigam fazer também. Para que consigam replicar”, salienta Daiane.

Texto: Marina Brignol, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Paulo Baraúna, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/20/projeto-abas-arrecada-doacoes-de-absorventes-e-itens-essenciais-para-afetados-pelas-enchentes-no-rs Mon, 20 May 2024 11:57:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65856

Diante da crise climática enfrentada pelo Rio Grande do Sul nas últimas semanas, iniciativas foram levantadas por toda a UFSM para coletar doações. Uma delas, no Colégio Politécnico, foi proposta por um grupo de alunas e professoras, através do Projeto ABAS. Criado em 2023, na disciplina de Projetos Colaborativos, a iniciativa coordenada pelas professoras Cláudia do Amaral e Márcia Gehardt, e atualmente integrado pelas alunas Juliana Rohde Neves e Isabele Menezes, originalmente olha para questões relacionadas à pobreza menstrual. A principal ação é a distribuição de pontos de troca de absorvente, em que é possível pegar e repor o produto, para mantê-lo sempre disponível pelos banheiros do colégio.

Porém, a partir da identificação da necessidade de absorventes nos centros de distribuição de donativos de Santa Maria, desde o início do mês o grupo resolveu se mobilizar em uma ação para arrecadar doações e destiná-las para estes locais. Mesmo com o foco primário na arrecadação de absorventes, devido ao viés do projeto, também são aceitos outros itens essenciais, como alimentos, roupas (principalmente masculinas), água, materiais de limpeza e higiene pessoal - demandas constantes nos centros. Os pontos de coleta estão espalhados em quatro localidades do bairro Camobi: 

  • Hall do Colégio Politécnico
  • Supermercado Peruzzo (grande): Av. Pref. Evandro Behr, 6645.
  • Farmácia São João (rótula): Rod. Rst-287, 7760.
  • Rótula Papelaria e Presentes: Rod. Rst-287, 7715.

A primeira remessa de doações foi entregue no Centro Desportivo Municipal (CDM), que funciona como abrigo para cerca de 50 pessoas e como principal ponto de distribuição de donativos em Santa Maria. Além disso, o grupo também já realizou uma entrega na Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Camobi. A logística de distribuição ainda está sendo organizada, mas, até o momento, é feita sob demanda, onde é detectada maior necessidade.

A próxima entrega será feita no Projeto Esperança, com doações acumuladas na segunda coleta, que incluem, além de absorventes, outros produtos de higiene pessoal e roupas. As arrecadações continuam nos pontos de coleta por tempo indeterminado, enquanto houver necessidade.

Texto: Júlia Weber, estudante de jornalismo e estagiária da Agência de Notícias
Arte gráfica: Daniel de Carli
Edição: Mariana Henriques, jornalista 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/17/equipe-tecnica-da-ufsm-visita-sao-joao-do-polesine Fri, 17 May 2024 12:56:43 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65843

Uma equipe técnica formada por geólogos, geógrafos, biólogos, arquitetos e engenheiros visitou, na última quarta-feira (15), o distrito de Vale Vêneto, em São João do Polêsine. A iniciativa da Universidade Federal de Santa Maria busca realizar uma primeira avaliação dos deslizamentos que aconteceram na região da Quarta Colônia, em virtude das chuvas que atingiram o estado.  

A Quarta Colônia sofreu com mais de uma centena de deslizamentos nas últimas semanas. A mobilização da equipe de pesquisadores da Instituição é um primeiro passo para o trabalho de proposta de soluções para a região. A bióloga e assessora do Gabinete do Reitor, Sonia Zanini Cechin, conta que a atuação do grupo multidisciplinar de profissionais irá permitir uma reconstrução das cidades pensada para evitar futuros desastres: “a ideia foi trazer essa equipe de profissionais para uma primeira avaliação do que aconteceu, para, posteriormente, nos debruçarmos sobre isso e conseguirmos propor soluções que possam ajudar a minimizar os estragos que ocorreram na região”, conta.

Matione Sonego, prefeito de São João do Polêsine, destacou a importância do trabalho da Universidade junto aos municípios: “essa equipe técnica é muito importante porque nós não temos, aqui no município, um corpo técnico que possa fazer esse tipo de avaliação”, contou. O prefeito também enfatizou que os deslizamentos ocorridos em São João do Polêsine fizeram o poder público repensar toda a estrutura da cidade: “nós estamos reavaliando toda a nossa situação, todas as nossas áreas de ocupação, todas as nossas construções, porque muitas áreas que nós tínhamos como seguras foram inundadas ou houve desmoronamento”, relata. 

Resiliência Climática

Um dos tópicos pontuados pela equipe técnica é o necessário cuidado com as ações futuras. A engenheira florestal e professora da UFSM, Ana Paula Rovedder, destacou a necessidade das cidades estarem preparadas para futuros eventos climáticos extremos: “esperamos que de agora em diante o tema seja tratado com maior seriedade. É importante ouvir a comunidade científica para que nós possamos alcançar a resiliência climática”. A professora também explica o termo: “uma série de medidas, de políticas, de treinamentos e até mesmo de popularização do conhecimento, de conscientização da população, para reduzir danos nos próximos eventos”, conta.

Questionada sobre os processos de reconstrução e reflorestamento, Ana Paula destacou a necessidade de uma visão global, mas com adaptações locais: “temos locais como as várzeas dos grandes rios, onde o maior problema é a inundação, e locais como a Quarta Colônia, onde os principais problemas são os deslizamentos”, relata. A professora também destaca a qualificação das ações da UFSM: “nós temos toda a condição, enquanto Universidade, de trabalhar em tecnologias sociais e adaptativas para fazer o enfrentamento dessa situação”, enfatiza. 

Os especialistas que formaram a equipe foram: Andréa Nummer, Luís Eduardo Robaina, Romário Trentin, Augusto Nobre e César De David (Geógrafos e Geólogos); Ana Paula Rovedder e Fabrício Sutili (Engenheiros florestais); Sonia Zanini Cechin (Bióloga); Rinaldo Pinheiro (Engenheiro civil).

Saiba mais sobre a visita técnica na matéria produzida para a TV 55BET Pro.

http://www.youtube.com/watch?v=aPyRsZpv5p4

Confira alguns registros da visita técnica:

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AN1_8363
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Texto e fotos: Milene Aparecida Eichelberger - acadêmica de jornalismo e estagiária na Agência de Notícias 
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/17/alunos-da-ufsm-consertam-eletrodomesticos-afetados-pelas-chuvas Fri, 17 May 2024 11:00:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65838

Desde o dia 7 de maio, uma iniciativa liderada pelo IEEE PES UFSM Student Chapter reúne estudantes do Centro de Tecnologia - UFSM e voluntários, que estão realizando o reparo de equipamentos danificados pelas fortes chuvas.

Eles priorizam eletrodomésticos, como geladeiras, microondas, lavadora de roupas e televisões.

Os interessados devem enviar uma mensagem para o número (55) 99208 - 3655 para realizar um pré-cadastro ou comparecer no hall do Centro de Tecnologia. Após, o grupo começa a trabalhar no equipamento e retorna pelo WhatsApp para informar se houve conserto ou não. Além disso, uma equipe do grupo está indo até pessoas que não podem ir à UFSM.

Os voluntários recomendam que as pessoas não liguem os equipamentos molhados na tomada, pois o conserto fica mais difícil em situações como essa.

O serviço acontece das 9h às 17h30 e tem data de encerramento para 17 de maio, mas pode ser prorrogado. Quem quiser ajudar na compra de peças e deslocamento até áreas afetadas pode fazer uma doação para o PIX: ieeesb@55bet-pro.com

Saiba mais na matéria produzida pela TV 55BET Pro.

http://www.youtube.com/watch?v=rs3pn4-4YMU&t=4s&ab_channel=TV55BET ProUFSM]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/16/medicos-juntos-pelo-rs-conheca-o-projeto-apoiado-pela-ufsm-que-oferece-teleconsultas-medicas-gratuitas-aos-afetados-pelas-enchentes Thu, 16 May 2024 13:08:20 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65835 [caption id="attachment_65836" align="alignleft" width="500"] Fila para atendimento no motorhome[/caption]

O projeto Médicos Juntos pelo RS foi criado para assistir, de modo emergencial, socorristas e vítimas das enchentes que atingem o estado. A iniciativa disponibiliza teleconsultas médicas emergenciais de modo totalmente gratuito em todas as especialidades, e conta com mais de 50 médicos e demais profissionais da área da saúde em todo Brasil. 

Com o lema “Nascemos da necessidade de esperança!”, o propósito do Médicos Juntos pelo RS vai além das quatro paredes de um consultório. Orientação médica, suporte para tratamentos em andamento e avaliação de novos quadros clínicos e infecções que possam surgir devido ao contato com a água contaminada são alguns dos serviços prestados.

Em Santa Maria e nos municípios da Quarta Colônia, as atividades são realizadas no UFSM Móvel, motorhome da Instituição que, com internet e computadores, fornece apoio logístico para que as consultas online ocorram. A parceria entre o projeto e a UFSM une estudantes da graduação, da pós-graduação e servidores em prol dos afetados pelas fortes chuvas na região. 

Nesta semana, os voluntários envolvidos estão atuando nos municípios de Santa Maria, Dona Francisca, Agudo, Nova Palma e Itaara. O objetivo é, além de  ofertar as consultas online, arrecadar e distribuir em diversas localidades doações de alimentos, higiene, limpeza e de materiais escolares. 

Para quem precisa de atendimento médico, o agendamento de consultas está disponível neste link e mais informações podem ser obtidas no perfil do projeto no Instagram. Os profissionais interessados em colaborar com o Médicos Juntos pelo RS devem se cadastrar por meio dos formulários presentes nesta página.

 

Texto: Kemyllin Dutra, estudante de jornalismo e estagiária da Agência de Notícias
Fotos: Divulgação
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/13/colegio-politecnico-produz-sabao-liquido-para-as-vitimas-das-enchentes-do-rio-grande-do-sul Mon, 13 May 2024 15:56:20 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65816 [caption id="attachment_65818" align="alignleft" width="400"] Estimativa é que 500 litros sejam produzidos inicialmente[/caption]

Em apoio às vítimas das enchentes que ocorrem desde o fim de abril no Rio Grande do Sul, o Colégio Politécnico da UFSM está produzindo sabão líquido, através do reaproveitamento de óleo de cozinha usado, para doar a diversos pontos da Região Central. O projeto começou na última semana e está sendo realizado no Laboratório de Análises Ambientais do Colégio Politécnico. Uma vez que a capacidade diária da fabricação é de 60 litros, a estimativa é de que, em um primeiro momento, sejam produzidos um total de 500 litros do produto.

Até o momento, 240 litros já estão prontos para serem entregues a quem precisa. A remessa inicial, de cerca de 500 litros, será direcionada nesta quarta-feira (15) à região da Quarta Colônia. De acordo com o professor de Tecnologia em Gestão Ambiental da UFSM e coordenador da iniciativa, Filipe Donato, a ideia é que o trabalho continue enquanto houver o material necessário. Para a produção, são necessários, além do óleo residual: álcool etílico - que é fornecido pela Usina Piloto de Etanol do Colégio Politécnico -, soda cáustica e diferentes matérias-primas.

O corante utilizado no sabão líquido é doado pela loja Aproquímica, enquanto as embalagens foram doadas pelas empresas Centroplast e CVI Refrigerantes. Os recipientes fazem parte do conjunto que foi adquirido em 2020, quando a UFSM, na intenção de impedir a proliferação do COVID-19, produziu álcool em gel e líquido, também no Colégio Politécnico. Este projeto, inclusive, foi o que fez Donato ter a ideia de colaborar com a sociedade através da ciência, mais uma vez.

“Na pandemia nós ajudamos a comunidade interna e externa produzindo e disponibilizando álcool 70 e álcool glicerinado para assepsia das mãos. Agora, quando nos deparamos com todos os desastres provocados pelas enchentes, logo pensei em como poderíamos ajudar as pessoas mais necessitadas, que precisam limpar suas casas, roupas, entre outros. Além disso, e não menos importante, daremos um destino ambientalmente correto para um resíduo altamente poluente, como é o caso do óleo de cozinha usado”, explicou o professor.

[caption id="attachment_65819" align="alignright" width="499"] Primeiras unidades já estão prontas para serem disponibilizadas à comunidade[/caption]

O docente ainda revela que o Colégio Politécnico está em busca de mais recursos para seguir fomentando a iniciativa. Neste momento, o grupo por trás do trabalho é formado por Donato, dois alunos de graduação e dois técnicos-administrativos da área da Educação - contudo, há pessoas interessadas em contribuir com mão de obra e, deste modo, a equipe deve aumentar.

O aluno do curso de Engenharia Química da UFSM, Pedro Vieira, integra o projeto e relata de que maneira está utilizando o conhecimento que adquiriu na Universidade para “colocar a mão na massa”: “a produção do sabão líquido tem sido muito importante pra colocar em prática conceitos apresentados dentro de sala de aula. É essencial buscarmos formas de otimizar o processo, reduzir os custos da produção e buscar a melhor qualidade do produto final, além de ser gratificante poder ajudar as vítimas das enchentes com um suprimento que vai ser essencial neste momento”.

A UFSM segue com o objetivo de auxiliar a comunidade que foi diretamente afetada pelas fortes chuvas que assolam o Rio Grande do Sul. Entre as diversas iniciativas promovidas pela Universidade, estão sendo realizados, no espaço do projeto de extensão Pró-Saúde no Centro Desportivo Municipal, atendimentos de saúde às vítimas por alunos da instituição.

Texto: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Divulgação
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/13/mascotes-do-ccr-se-unem-para-trazer-momentos-de-lazer-para-criancas-da-ong-cipriano Mon, 13 May 2024 11:08:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65807 [caption id="attachment_65808" align="alignleft" width="332"] A solidariedade vem acompanhada de atos de carinho[/caption]

Na manhã da última sexta-feira (11), os mascotes do Centro de Ciências Rurais da UFSM proporcionaram momentos de alegria e diversão para as crianças atendidas pela ONG Cipriano, em Santa Maria. A ação envolveu recreação e distribuição de kits contendo doces, materiais educativos e itens essenciais de higiene pessoal.

A iniciativa foi coordenada pelo Diretório Acadêmico da Engenharia Florestal, pela Turma 105 da Agronomia e pela Coordenação do Curso Superior em Tecnologia de Alimentos, com apoio da Coordenação do Curso de Engenharia Florestal e do Curso de Agronomia.

Para auxiliar as ações deste grupo de voluntários entre em contato com o DAEF (Diretório Acadêmico da Engenharia Florestal da UFSM) ou ATA 105 (Turma 105 da Agronomia da UFSM)

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/13/equipe-da-ufsm-atua-na-producao-de-alimentos-para-destinacao-a-familias-afetadas-pelas-enchentes Mon, 13 May 2024 11:01:35 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65804 [caption id="attachment_65806" align="alignleft" width="312"] Equipe de voluntários juntamente com a professora Mari Sílvia preparando pães no dia 08[/caption]

O Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM), em parceria com o Departamento de Ciência e Tecnologia dos Alimentos da UFSM, está mobilizando esforços para oferecer conforto e apoio às famílias afetadas pelas recentes enchentes na região.

Na última sexta-feira, 10, a equipe composta pela professora Mari Silvia de Oliveira, Mariana Roman Dias, Suslin Raatz Thiel e Cássio Poerschke, preparou bolos de chocolate para serem distribuídos aos que necessitam. Dias antes, a equipe já havia feito o preparo de pães e, nesta semana, produzirá bolachas. 

Os produtos estão sendo distribuídos às famílias afetadas pelas enchentes. Tanto a recepção das demandas quanto a distribuição fica a cargo da equipe voluntária do CTISM.

A chave PIX para ajudar na compra de alimentos é o e-mail ajudasm.ctism@gmail.com.

Com informações da Subdivisão de Comunicação do CCR

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/10/roda-de-conversa-debate-saude-mental-em-situacoes-de-desastres Fri, 10 May 2024 14:45:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65796

Nesta sexta-feira (10), às 19 horas, acontece a roda de conversa" Cuidados com a saúde mental em situações de desastres”. O encontro será conduzido pelo professor Vitor Calegaro, do Grupo de Ensino, Pesquisa e Extensão COVIDPSIQ.

O evento é aberto ao público geral e acontecerá pelo Canal do YouTube da Prograd.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/10/podcast-mobiliza-cientistas-para-analisar-desastre-climatico-no-sul Fri, 10 May 2024 14:22:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65795

Na última terça-feira, 07, começou a ser veiculado diariamente o programa de rádio e podcast "Comunicação Universitária em Rede - Emergência Climática Rio Grande do Sul". Ao vivo, é ancorado a partir do estúdio da Rádio UFSCar, na cidade de São Carlos, em SP, e vai ao ar entre 17h e 17h30 (em 95,3 FM e www.radio.ufscar.br). Após, o conteúdo é disponibilizado no Spotify, no canal da Rádio UFSCar, em formato podcast.

O objetivo do projeto, idealizado por assessorias de comunicação, é fortalecer rede de solidariedade e para circulação de informações confiáveis.

O programa é fruto de parceria entre assessorias e outras estruturas de comunicação das universidades federais de São Carlos (UFSCar), da Fronteira Sul (UFFS), de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), de Santa Maria (UFSM), do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Pampa (Unipampa) e da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

O contato com a equipe de produção, para sugestões de pautas e outras informações, pode ser feito pelo e-mail culturacientifica@ufscar.br ou pelo WhatsApp (16) 3351-8120.

Produções já divulgadas:

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/10/docente-lidera-campanha-de-apoio-a-produtores-rurais-da-quarta-colonia Fri, 10 May 2024 14:00:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65790

O professor Gilson Antônio Pessoa, do Departamento de Clínica de Grandes Animais da UFSM, está liderando uma iniciativa importante para auxiliar aqueles que foram duramente atingidos pelas recentes enchentes na região. A situação crítica enfrentada pelos produtores rurais, especialmente os da Quarta Colônia, demanda um apoio especializado e abrangente. Por isso, o professor Gilson e equipe de voluntários está concentrando seus esforços em atender às necessidades específicas dessas comunidades, oferecendo assistência direta e prática.

Neste momento o grupo busca por insumos para os animais ou mesmo kits de subsistência, contendo aves poedeiras e ração. Além disso, qualquer tipo de doação é bem-vinda, como alimentos, produtos de limpeza, higiene pessoal e outros itens essenciais. Interessados em apoiar devem entrar em contato pelos perfis do Instagram @gilsonantoniopessoa@fernadesfernadomiranda e @g.busanello.avila. Quem deseja doar via PIX, a chave é o CPF 005.877.780-67

Com informações da Subdivisão de Comunicação do CCR

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/09/por-meio-do-pro-saude-ufsm-auxilia-abrigados-no-cdm-com-atendimentos-medicos Thu, 09 May 2024 19:12:10 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65757 [caption id="attachment_65758" align="alignleft" width="490"] Sala do Pró-Saúde, no CDM, é espaço para atendimentos médicos para abrigados no local[/caption]

No espaço do projeto de extensão Pró-Saúde, no Centro Desportivo Municipal (CDM), estão sendo realizados atendimentos de saúde às vítimas das fortes chuvas que assolam o Rio Grande do Sul desde a última semana. A iniciativa começou na quinta-feira passada (2) e, de acordo com a professora do Centro de Ciências da Saúde (CCS) e coordenadora da ação, Michele Saccol, a atividade segue enquanto houver pessoas abrigadas no local e, se necessário, posteriormente.

Ao todo, já foram realizados 34 atendimentos a dez pacientes diferentes - sendo a maioria crianças e adolescentes. Estão na equipe médica profissionais voluntários, como também docentes e acadêmicos da UFSM e da Universidade Franciscana, em escalas de dois turnos diários. A iniciativa começou a partir da fisioterapeuta da ala pediátrica do HUSM, Letícia Hermes, que decidiu iniciar os tratamentos com o objetivo de prevenir infecções respiratórias que poderiam acarretar a necessidade de atendimento no Hospital.

[caption id="attachment_65779" align="alignright" width="369"] Voluntários realizaram a limpeza da sala ocupada pelo Pró-Saúde[/caption]

Com a existência da sala do Pró-Saúde no CDM, o local foi disponibilizado para o seguimento dos trabalhos. Contudo, na terça-feira, dia 29, o espaço havia sido invadido pela água. Para que fosse possível a realização dos atendimentos, foi necessário que um grupo de alunos do curso de Fisioterapia da UFSM limpasse, na quinta-feira passada, para que, na sexta-feira (3), o local pudesse ser utilizado. Antes, os pacientes eram atendidos no ginásio.

Os materiais utilizados foram disponibilizados pelo Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas e pelo curso de Fisioterapia da UFSM, como também por doações voluntárias. Ainda, segundo Michele, a parceria com profissionais de pediatria e a Secretaria de Saúde de Santa Maria permitiu com que o trabalho tivesse um “cuidado maior” com as pessoas abrigadas.

O Pró-Saúde surgiu em 2018 através de uma parceria entre o Núcleo de Estudos em Medidas e Avaliação dos Exercícios Físicos e Saúde (NEMAEFS) da UFSM e a Prefeitura de Santa Maria, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer. A proposta do projeto é ofertar atividades gratuitas voltadas à manutenção da saúde da população.

 

Texto: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Divulgação
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/09/servidores-realizam-forca-tarefa-para-producao-e-distribuicao-de-alimentos-aos-desabrigados-pela-enchente Thu, 09 May 2024 13:41:55 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65759

Um grupo de servidores do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM/UFSM), de forma voluntária, organizou uma força tarefa para a produção e distribuição de comida aos desabrigados pela enchente.

Desde segunda-feira (06), 267 porções de comida distribuídas na forma de marmitex, além de 100 lanches. Cada marmitex acompanha um kit com bebida e uma porção de balas/pirulitos.

Os alimentos são produzidos nas próprias instalações do CTISM e são distribuídos nos centros comunitários de Santa Maria, que informam previamente a quantidade necessária. Este contato é importante para que não ocorra desperdícios ou sobreposição com outras ações no mesmo local.

O grupo “CTISM Ajuda”, composto por 50 servidores, organizou uma escala de trabalho para as atividades voluntárias de forma que todos pudessem contribuir com as atividades de compra de materiais, produção e logística, sem prejudicar as atividades administrativas dos setores.

Aos poucos, a rede de colaboradores está aumentando, permitindo utilizar os recursos das contribuições para a distribuição de kits de higiene e também de material escolar. Outras unidades e setores da UFSM aderiram à iniciativa fornecendo alimentos produzidos na UFSM pelos servidores e estudantes como leite, pães e doces, que são distribuídos nos lanches.

O objetivo do grupo é motivar a comunidade e ampliar a rede de colaboradores, permitindo aumentar a quantidade de porções e materiais distribuídos diariamente. Para isso, colaborações financeiras para a compra dos alimentos e materiais podem ser feitas via PIX pela chave do grupo “CTISM Ajuda” (e-mail) ajudasm.ctism@gmail.com . Para saber como participar da equipe como voluntário ou outras formas de apoio, é possível utilizar o mesmo e-mail ajudasm.ctism@gmail.com .

Alimentos distribuídos
Doce e pão para distribuição
Kits de higiene

Distribuições realizadas até o momento (08/05/2024):

06/05 – 74 marmitas – vila Lídia/Arco Íris
07/05 – 86 marmitas – vila Lídia/Arco Íris
08/05 – 107 marmitas – Cipriano da Rocha
08/05 – 100 lanches – ABAMF

Com informações e fotos do grupo CTISM Ajuda

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/03/nota-de-solidariedade-da-ufsm-ao-estado-do-rio-grande-do-sul Fri, 03 May 2024 18:25:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65728

Lamentamos a situação enfrentada pelo estado do Rio Grande do Sul e, em particular, nas nossas regiões de maior atuação e presença. Diante das recentes cheias e chuvas devastadoras, expressamos nossa solidariedade às famílias dos estudantes e servidores que foram diretamente afetados por essa tragédia.
Às autoridades engajadas, às equipes de resgate e aos voluntários nas diferentes frentes de ação: nossa gratidão pelo trabalho na prestação de assistência às vítimas e na busca por soluções para mitigar os danos causados por essa calamidade.

A UFSM soma-se à rede de solidariedade com uma campanha de arrecadação de donativos, com pontos de coleta Reitoria do 55BET Pro, em Camobi, e na Secretaria do Desenvolvimento Social (Rua Tuiuti, 1586, no Centro de Santa Maria) e apoio logístico à Prefeitura Municipal de Santa Maria, através da Secretaria de Desenvolvimento Social de entrega de doações. O projeto UFSM SOS COMUNIDADES está ativo e em contato com as autoridades locais para auxílio nas frentes que carecem de voluntários. Caso integrantes da comunidade acadêmica da UFSM queiram ingressar no projeto, basta encaminhar e-mail para ufsm.soscomunidades@gmail.com para mais orientações.

Compreendemos a dimensão nunca antes vivenciada deste desastre e, nesse sentido, reafirmamos o compromisso em acolher a todos os membros de nossa comunidade interna em seus próprios tempos. Estamos cientes de que cada indivíduo enfrenta esse momento de maneira única.

 

Gabinete do reitor da UFSM

03 de maio, às 15h30min

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Na manhã desta sexta-feira, 03 de maio, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) publicou uma nota de solidariedade à população do Estado do Rio Grande do Sul, mencionando inclusive as perdas irreparáveis de documentos importantes na UFSM. Confira: 

 

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) vem manifestar publicamente sua solidariedade à população do Rio Grande do Sul, que tem vivido uma verdadeira tragédia com as fortes chuvas que atingem o estado desde a última terça-feira (30).

Segundo a Defesa Civil, mais de 24 pessoas morreram e aproximadamente 15 mil estão desabrigadas ou desalojadas em 147 municípios. O Governo do Estado decretou situação de calamidade pública. 

O volume de chuvas foi causado pela combinação de fatores meteorológicos, como a temperatura recorde do planeta em abril, o aquecimento do Oceano Atlântico, a massa de ar seco e a onda de calor no centro do país. São eventos considerados atípicos e contabilizados como consequência das mudanças climáticas, já tão alertadas por nossos pesquisadores e instituições.

A ciência produzida em nossas universidades, centros tecnológicos e institutos emite alertas e também está à disposição das autoridades para colaborar na elaboração de políticas e na implementação de medidas que visem barrar o avanço dessas mudanças e diminuir os efeitos sobre toda a nossa sociedade e o planeta.

Neste momento de dificuldade, a Andifes lamenta profundamente a situação e se solidariza também com as comunidades acadêmicas do Rio Grande do Sul. Além de perdas irreparáveis de documentos importantes na UFSM e danos materiais em campi da Unipampa, muitos outros campi estão isolados e com riscos de falta de energia elétrica, o que ameaça também resultados de pesquisas e projetos de relevância para o Estado.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/04/30/nota-sobre-o-incidente-com-o-acervo-da-ufsm Tue, 30 Apr 2024 13:59:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65767

Devido às chuvas e alagamentos ocorridos na UFSM, o acervo da instituição ficou totalmente imerso pela água e, portanto, comprometido.

O Departamento de Arquivo Geral fica no subsolo do prédio da Reitoria. Assim que a água começou a entrar no prédio, montou-se uma força tarefa para a retirada dos materiais, mas o trabalho precisou ser interrompido para garantir a segurança dos servidores.

Neste momento, a UFSM trabalha para a retirada da água do subsolo. E a partir disso, uma nova força tarefa atuará na secagem e restauração dos materiais.

Todo o esforço necessário para a recuperação da história da UFSM será feito.

Sobre o funcionamento do Restaurante Universitário

O RU não reabrirá no dia 01 de maio. Em função disso, a UFSM adquiriu marmitas para o almoço e o jantar, que serão distribuídas para os moradores da Casa do Estudante no dia de amanhã, 01 de maio, em horário a ser informado posteriormente.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/04/30/ufsm-informa-sobre-funcionamento-do-ru Tue, 30 Apr 2024 13:58:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65766

A UFSM informa que, em razão das fortes chuvas em todo o Estado, os Restaurantes Universitários do campus sede ficarão fechados durante o jantar de hoje, 30, e o café da manhã de amanhã, 01.

Para os moradores da Casa do Estudante I e II serão distribuídos kits para ambas as refeições. O horário de retirada é das 16h30 às 17h30 e a entrega será feita no RU I em Camobi e na Casa do Estudante do Centro da cidade.

A gestão da UFSM entende que esta não é a situação ideal, mas foi a maneira de contornar a situação e não deixar nossos alunos sem alimentação. Esperamos retornar o funcionamento dos restaurantes assim que a energia elétrica for restabelecida e os servidores puderem voltar em segurança

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/04/30/ufsm-orienta-para-evacuacao-do-campus-e-suspensao-das-atividades-academicas-e-administrativas Tue, 30 Apr 2024 13:55:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65764

Devido às chuvas intensas, alagamentos e a segurança da comunidade acadêmica, informamos que as atividades acadêmicas e administrativas estão suspensas no campus de Santa Maria e Cachoeira do Sul. A segurança e o bem-estar da nossa comunidade são nossa prioridade, e estamos tomando todas as medidas necessárias para lidar com essa situação.

Nesse momento, a orientação da @defesacivil.santamaria é que sejam evitados deslocamentos não urgentes em razão do volume das chuvas

O atendimento do @ru.ufsm.sm está mantido no horário de almoço, porém, deve-evitar, na medida do possível, circular pelo campus, há locais perigosos, com grande acúmulo de água.

Atualizações e informações sobre a retomada das atividades serão divulgadas em momento oportuno.

Gabinete do Reitor, 30/04/2024

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