UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 23 Apr 2026 13:27:44 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/06/proinfra-trabalha-na-restauracao-da-energia-do-hospital-veterinario Mon, 06 Oct 2025 15:54:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70898

Devido ao rompimento de um cabo de energia, parte do campus está sem luz na manhã desta segunda (6). O problema se estende do Hospital Veterinário Universitário (HVU) até a Usina de Laticínios.

A equipe técnica da Pró-Reitoria de Infraestrutura (Proinfra) está trabalhando no reparo para que o fornecimento de energia seja restaurado o mais breve possível.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/06/24/centro-de-tecnologia-inaugura-sistema-de-simulacoes-digitais-para-subestacoes-de-distribuicao Mon, 24 Jun 2024 19:45:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66111 [caption id="attachment_66112" align="alignleft" width="589"] Professor Adriano de Morais apresenta o Sistema de Simulações Digitais para Subestações de Distribuição (foto: Yuri Lima/CT-UFSM)[/caption]

Ocorreu na tarde desta segunda-feira (14) a inauguração do Sistema de Simulações Digitais para Subestações de Distribuição, que está instalado no Instituto de Redes Inteligentes (INRI) do CT-UFSM. O Sistema visa desenvolver uma ferramenta de proteção centralizada para subestações digitais e permite às subestações de energia atuarem com automação total, gerando mais controle, proteção e confiabilidade no fornecimento de energia.

O evento celebrou os frutos da parceria entre um consórcio de universidades públicas (UFSM, UFTPR e UFSC) e sociedade civil (CPFL/RGE e a startup Fox IoT) sob as diretrizes da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O Sistema de Simulações Digitais para Subestações de Distribuição, desenvolvido nos laboratórios do INRI com a atuação de diversos pesquisadores e professores do CT, teve financiamento do Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da CPFL Energia, seguindo o projeto de pesquisa e desenvolvimento do órgão responsável pela regulação do setor de energia elétrica. Trata-se de um projeto de pesquisa e inovação gera benefícios diversos: avanços técnicos às universidades, ganhos comerciais às empresas e maior segurança aos consumidores.

O Pró-Reitor de Inovação e Empreendedorismo, Daniel Bernardon, afirmou que o projeto do Sistema representa um ciclo virtuoso do trabalho realizado na Universidade, que vai desde a teoria científica até a validação social das soluções desenvolvidas.

O professor Tiago Marchesan, Diretor do CT, agradeceu à empresa pela confiança no trabalho da Universidade e destacou a sinergia docente e técnica efetivada no projeto, cujo resultado é um produto eficiente.

O Reitor da Universidade, Luciano Schuch, participou da segunda parte da atividade de inauguração, a visita técnica aos laboratórios do INRI. Estiveram presentes no evento, ainda, os representantes da CPFL Energia, Eduardo Henrique da Silva e Giulianno Bolognesi Archilli, além do professor Adriano Morais, representando os docentes e pesquisadores participantes do projeto.

Texto: Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM

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Considerado um dos maiores eventos de inovação e tecnologia da América Latina, o Rio Innovation Week retornou ao Pier Mauá no Rio de Janeiro entre os dias 3 e 6 de outubro. Nesta terceira edição, a FOX IoT, startup da Pulsar Incubadora vinculada ao InovaTec UFSM - Parque Tecnológico, esteve presente e representada por seu co-fundador e CEO Filipe Carloto.

O evento contou com mais de 20 espaços com diferentes temáticas abordadas, que iam desde desenvolvimento econômico, empreendedorismo, novidades tecnológicas do mercado esportivo, até projetos de impacto social e ambiental. No palco Energy Hub, os principais agentes de inovação e tomadores de decisão debateram tópicos críticos do setor de energia e, foi  onde Filipe Carloto junto com o CEO da Media Glass Flávio A. França, o Coordenador do LabrInTOS/COPPE/UFRJ Marcus Vinicius Fonseca e o CEO da Enermatch Vitor Delphim, apresentaram o Painel “Soft Techs e Deep Techs no setor de energia”, fazendo uma análise sobre a interseção entre tecnologias convencionais e de ponta no contexto energético, explorando a aplicação de soluções inovadoras, desde softwares avançados até tecnologias de vanguarda para impulsionar a eficiência, a sustentabilidade e a resiliência no setor de energia.

Durante os 4 dias de palestras, conferências e exposições, com a presença de investidores e compradores nacionais e internacionais e a possibilidade de novas conexões com agentes de diferentes áreas, Carloto contou sobre sua experiência e de como aconteceu o convite para participar do evento. “Participei do painel falando um pouquinho da atuação da Fox, de tecnologias que trazem uma disrupção um pouco mais profunda, normalmente ligada a altos investimentos, desenvolvimento mais prolongados, como o desenvolvimento de hardware e de algoritmos de inteligência artificial, que é o que a gente faz. Então, levamos um pouco da nossa visão, do que a gente tem visto de inovação para o setor elétrico que a gente tem feito também, para a digitalização do setor distribuição em cima da parte de medição de energia, que é a solução que a gente tem, medição inteligente de energia”. Segundo o CEO da startup, o evento oportuniza a conexão com investidores, potenciais parceiros e corporate ventures, conexões com fluxos de investimento e conexões com grandes corporações do setor.

Participaram do evento nomes como Marc Randolph, cofundador e primeiro CEO da Netflix, o físico e ganhador do prêmio Templeton Marcelo Gleiser e Alex Osterwalder, idealizador do “Business Model Canvas”. Figuras conhecidas de diversos setores também estiveram presentes, como a cantora e empresária  Anitta, a artista Xuxa Meneghel e o apresentador Luciano Huck. 

 

Sobre a FOX IoT

A FOX é uma startup sediada em Santa Maria (RS), especializada em tecnologia para Smart Grids, Smart Metering e setor elétrico. Seu foco principal é fornecer soluções de telemedição, Smart Metering, monitoramento inteligente de transformadores e Smart Grids para melhorar a eficiência do sistema, combatendo perdas e garantindo qualidade de energia.

Texto: Izadora Lemes Rocha, estagiária do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

Revisão: Luana Giazzon, bolsista Assessora de Comunicação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

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Durante os desligamentos poderão ocorrer oscilações na rede elétrica de todo o 55BET Pro e desligamentos emergenciais sem prévio aviso.
A energia poderá voltar antes do horário final informado, e para segurança da comunidade acadêmica, a mesma deve ser considerada energizada mesmo durante o horário programado para manutenção.
Por questões climáticas, acidentes ou eventos emergenciais, a programação poderá ser cancelada sem aviso prévio.
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O projeto “Os sistemas de produção pecuários na Bacia do Rio Ibirapuitã e suas relações com a água e a energia na produção de alimentos – Nexus Pampa” da UFSM, financiado pelo CNPq, por meio de chamada referente à pesquisa e desenvolvimento em ações integradas e sustentáveis para a garantia da segurança hídrica, energética e alimentar nos biomas Pampa, Pantanal e Mata Atlântica, foi concluído recentemente.

O projeto se constituiu de quatro eixos de ações, sendo três ligados diretamente ao foco "Água, energia e alimento" e um quarto que trabalhou inicialmente na perspectiva do Método Mesmis (Marco de Evaluación de Sistemas de Manejo Incorporando Indicadores de Sustentabilidade), integrando as ações geradas em cada eixo. Assim, surgiu a metodologia Nexus – Mesmis, que está descrita no livro do projeto.

Como balanço do projeto, foi divulgada a segunda edição do livro "Os sistemas de produção pecuários na Bacia do Rio Ibirapuitã e suas relações com a água e a energia na produção de alimentos – Nexus Pampa" e o vídeo final do projeto.

O livro e o vídeo com os resultados também estão disponíveis em inglês na página do projeto.

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O projeto Nexus Pampa da UFSM está lançando o e-book "Os sistemas de produção pecuários na Bacia do Rio Ibirapuitã e suas relações com a água e a energia na produção de alimentos - Nexus Pampa". 

A metodologia adotada no projeto e a relação dos indicadores do projeto com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) são apresentados no e-book, que é editado pela Editora CRV e de livre acesso, sendo somente necessário o cadastro no site da editora.

O link para acesso e mais informações estão disponíveis no site do projeto.

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Dando continuidade ao projeto de extensão "Desafios, novas ideias e discussões sobre as energias renováveis e a sustentabilidade na atualidade e para o futuro", o Grupo de Pesquisas Centro de Estudos em Energia e Sistemas de Potência (Ceesp), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica, do Centro de Tecnologia (CT), promove nesta terça-feira (7), às 20h30, no canal do Ceesp no YouTube, a palestra com o engenheiro Cássio Giuliani Carvalho, coordenador geral da Expansão do Sistema Elétrico do Ministério das Minas e Energia, sobre os impactos da pandemia na expansão do Sistema Interligado Nacional.

Já na quarta (8), às 20h, ocorrerá a palestra "Operação do Sistema Interligado Nacional: principais questões e desafios", com o engenheiro Décio Nunes Teixeira Jr., que tem 30 anos de experiência na normatização e operação em tempo real do Operador Nacional do Sistemas Elétrico.

O projeto de extensão "Desafios, novas ideias e discussões sobre as energias renováveis e a sustentabilidade na atualidade e para o futuro", que tem como foco os novos desafios para o abastecimento de energia elétrica, conta com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Geração Distribuída (INCT-GD).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/10/30/convenio-entre-ufsm-e-eletrocar-e-assinado Wed, 30 Oct 2019 13:21:46 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=50172

No dia 24 de outubro, aconteceu a assinatura do convênio entre a Universidade Federal de Santa Maria e a Eletrocar, empresa fornecedora de energia, para a execução conjunta do projeto "Modelagem para a previsão e monitoramento da evasão de unidades consumidoras, devido à expansão da geração distribuída fotovoltaica". A solenidade de assinatura contou com a presença do reitor, Paulo Burmann, do vice-reitor, Luciano Schuch, representantes da Eletrocar, da Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia da UFSM (AGITTEC) e da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (FATEC).

 O objetivo da parceria é desenvolver projetos de pesquisa na área da gestão energética, por meio de um sistema para monitoramento e análise antecipada da evasão do consumo de energia e seus impactos econômicos e financeiros decorrentes da expansão da geração distribuída nas concessionárias de energia elétrica. O projeto pode ser utilizado em todas as distribuidoras de energia elétrica e sua aplicabilidade será validada através de testes realizados em tempos pré-definidos, comparando previsões com observações reais. 

Com a parceria, espera-se que o projeto possa auxiliar na identificação de indicadores e na geração de informações relevantes que possam contribuir para as políticas públicas do setor elétrico. 

Texto: Laura Coelho de Almeida, bolsista de jornalismo na Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor

Foto: Solange Prediger, Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/combustivel-que-move-a-universidade Wed, 13 Jun 2018 21:30:34 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=3742 De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o Brasil consumiu 136 bilhões de litros de combustíveis em 2017, um aumento de 0,4% em relação ao ano anterior, que registrou a venda de 135,4 bilhões de litros nas bombas de combustíveis. A pesquisa aponta também um aumento do consumo de biocombustíveis - fontes de energia consideradas alternativas, de caráter renovável e baixos índices de emissão de poluentes. Em decorrência do aumento da frota de veículos no país, há uma preocupação cada vez maior sobre a produção de energia limpa. Na UFSM, algumas iniciativas já vêm sendo propostas neste sentido, a exemplo da Usina Piloto de Etanol do Colégio Politécnico. Agora, outro projeto está prestes a sair do papel: a Usina de Biocombustível de maior capacidade sustentável. Usina de Etanol O projeto iniciou em 2009 com a produção do etanol a partir de amiláceas, sendo a primeira usina com esta finalidade no Rio Grande do Sul. Um ano depois, uma parceria com a Receita Federal foi firmada e a usina passou a produzir etanol a partir de materiais líquidos apreendidos pela receita, como whiskys e perfumes . Até 2018, a UFSM recebeu 176.316 litros de produtos apreendidos pela Receita Federal que geraram em torno de 17.631 litros de etanol, à graduação 95°C GL. [caption id="attachment_3784" align="aligncenter" width="1024"] Parte do processo de produção de etanol a partir de amiláceas na Usina Piloto[/caption] Inicialmente, a maior parte do etanol produzido no campus servia para abastecimento de veículos oficiais e higienização. Segundo o professor e coordenador da usina, Cícero Nogueira, atualmente o combustível é usado majoritariamente nos trabalhos desenvolvidos em laboratórios, sendo o principal deles o Laboratório de Motores, vinculado ao curso de Engenharia Mecânica. [caption id="attachment_3783" align="aligncenter" width="1024"] Veículo institucional abastecido com etanol[/caption] Antes de 2010, toda a bebida apreendida pela Receita Federal de Santa Maria ia para a Estação de Tratamento de Esgoto do município, o que causava um grande impacto ambiental. Frente aos avanços e aos resultados positivos, o projeto recebeu premiação em 2016, no Concurso Inovação, realizado pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Usina de Biodiesel A produção de etanol despertou na equipe responsável o desejo de também produzir biodiesel. Foi então que, em 2013, surgiu a ideia de reutilizar os óleos de fritura de restaurantes e lanchonetes da Universidade para a produção deste combustível. No ano seguinte, uma miniusina já trabalhava a todo vapor no Colégio Politécnico, porém sua eficiência sustentável não era alta: muita água era descartada na produção, devido ao processo de lavagem e purificação dos óleos. [caption id="attachment_3788" align="aligncenter" width="1024"] Antiga usina de biodiesel do Colégio Politécnico[/caption] O projeto Mobilidade gerada pela sustentabilidade foi então elaborado pelo doutorando Antonio Fantinel e pelos professores Cícero Nogueira e Sérgio Luiz Jahn e apontou que são descartados cerca de 1500 litros de óleo de fritura residual por mês na UFSM, sendo somente o Restaurante Universitário e o Husm responsáveis por cerca de 850 litros. O projeto objetiva a produção de biodiesel a partir de óleo de fritura para abastecimento de veículos a diesel da instituição, facilitando a mobilidade intra-campus. Custos e impactos ambientais do Biodiesel “Estávamos sendo duplamente sustentáveis, pela transformação de um subproduto altamente poluidor ao meio ambiente e pela produção de um combustível renovável. No entanto, toda produção precisa ser economicamente sustentável, daí a análise econômica da pesquisa”, reflete Antonio Fantinel. [caption id="attachment_3790" align="aligncenter" width="1024"] Armazenamento do óleo de cozinha na usina[/caption] O pesquisador resolveu então avaliar a viabilidade econômica e ambiental da produção de biodiesel em uma pequena unidade industrial, empregando óleos e gorduras residuais como matéria-prima. A dissertação, defendida em 2016, apontou que os custos relativos à produção de biodiesel em pequena escala foram superados e que as vantagens com a utilização dessa matéria-prima poderiam ser ampliadas, se observada sob a perspectiva da sustentabilidade. Além disso, as conclusões da pesquisa ressaltaram os benefícios da produção de biocombustível na esfera ambiental, já que este previne que os óleos sejam descartados na rede de esgotos e em rios, e reduz a emissão de gases poluentes; e, na esfera social e econômica, pois pode gerar emprego e renda com a articulação da cadeia de coleta e reciclagem. Coleta da matéria prima do biodiesel Neste ano, a empresa Recóleo, que fazia a coleta do óleo de cozinha na UFSM, suspendeu as atividades.  Em fevereiro, o Colégio Politécnico recebeu a instalação da usina de biodiesel com maior capacidade e, até então, o processo passa por alguns ajustes. A ideia, segundo o professor Cícero, é que a usina esteja em pleno funcionamento já a partir do segundo semestre e, possa fazer uso de todo o óleo de cozinha do campus que a Recóleo coletava anteriormente. De acordo com Fantinel, com a instalação da usina de biodiesel será possível produzir aproximadamente 1.400 litros de biodiesel ao mês com o óleo de fritura descartado dentro da UFSM. Ele salienta, no entanto, que a produção pode ser muito maior se houver adesão da população acadêmica: “Numa perspectiva que cada pessoa descarte aproximadamente 0,2 litros de óleo de soja ao mês e mais de 25 mil pessoas entre docentes, servidores técnico-administrativos e alunos que transitam diariamente dentro da UFSM, a oferta ia se elevar para 5 mil litros de óleo de fritura.” Dessa forma, segundo o pesquisador seria possível aumentar a produção de biodiesel para mais de 5 mil litros de biodiesel ao mês, sendo possível alimentar o BUFSM - ônibus que  faz o transporte interno dos alunos. [caption id="attachment_3787" align="aligncenter" width="1024"] Sala que deve receber a usina de biodiesel no próximo semestre[/caption] Os desafios do cenário atual e os biocombustíveis Segundo relatório divulgado em 2017 pela Agência Internacional de Energia, o consumo mundial de combustíveis fósseis deve seguir aumentando até o ano de 2040. Atualmente, a matriz de transportes no mundo utiliza 95%  de derivados do petróleo; as estimativas para daqui a mais de 20 anos é de que este percentual caia para 88%. Os problemas causados pelo seu uso intensivo do petróleo e seus derivados preocupam estudiosos e reafirmam a necessidade de pensar alternativas. De acordo com o professor Cícero Nogueira, a maioria (98%) do etanol utilizado no Rio Grande do Sul vem de fora do Estado e isso se reflete fortemente no valor do produto: “O transporte é feito pelas rodovias e o etanol vem de estados como Paraná, São Paulo e Mato Grosso. O Rio Grande do Sul, por questões climáticas, não é muito favorável à produção cana-de-açúcar mas, em contrapartida, é rico em fontes amiláceas como o arroz.” Quase a totalidade do etanol advindo de outros estados é utilizado para abastecer a indústria petroquímica e, na visão de Cícero, o Rio Grande do Sul teria grandes vantagens econômicas ao incentivar mais a produção do biocombustível para abastecer os pólos petroquímicos. Além disso, o professor aponta que a produção local de biocombustível poderia ser uma saída para momentos de crise de abastecimento, como os vivenciados no mês de abril devido à greve dos caminhoneiros. Fantinel acredita ser necessário investir mais na produção de biodiesel, já que “a maioria dos biocombustíveis produzidos é de primeira geração, utilizando em seu processo de produção partes comestíveis de plantas como fonte de matéria-prima, e isso faz emergir calorosas discussões relacionadas à segurança alimentar.” Nesta perspectiva, estaria de acordo ao amplo investimento na produção de biocombustíveis utilizando óleo de fritura, por exemplo: “Mantém-se a produção de combustíveis renováveis e também minimiza-se os problemas ambientais pelo descarte impróprio de óleo de fritura”. Reportagem: Tainara Liesenfeld Fotografia: Rafael Happke Ilustração: Pollyana Santoro e Juliana Krupahtz]]>