UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sun, 19 Apr 2026 16:37:52 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/guriastec/2026/03/29/guriastec-lanca-a-temporada-2026-do-seu-seu-podcast Sun, 29 Mar 2026 13:00:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/guriastec/?p=339 Hoje, 29, o Programa GuriasTec lançou o primeiro episódio da segunda temporada do guriastec podcast.  O programa tratou de liderança feminina nas engenharias e oportunidades para mulheres no mercado de trabalho. O episódio contou com a coordenadora do projeto e doutora em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental pela UFRGS e professora dos cursos de graduação de Engenharia Ambiental e Sanitária e Engenharia Civil da UFSM, Debora Missio Bayer. Também contou com a presença da Engenheira Ambiental pela ULBRA e primeira mulher eleita e reeleita presidente do CREA-RS, Nanci Walter.

Luciana Mendes, Debora Bayer e Nanci Walter

A segunda temporada do programa teve formato de roda de conversa e contou com a presença de egressas da UFSM das áreas de atuação do projeto, e integrantes do GuriasTec. A segunda temporada traz a participação de cientistas e inventoras das áreas de atuação do grupo, com apresentação da bolsista de divulgação científica do projeto e radialista, Luciana Mendes. Os episódios vão ao ar sempre na última semana de cada mês.

O episódio 6 já está disponível no Spotify e Deezer pelos links abaixo.

http://open.spotify.com/episode/0OQ9ymZ20i9HTFCRPTI4cr?si=9e3946ffff844da7

http://www.deezer.com/br/show/1001999481?host=6572464941&deferredFl=1

 

Ficha técnica:

Notícia e foto: Luciana Mendes

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No último dia 23 de janeiro, uma comitiva de alunos dos cursos de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo da UFSM, integrantes do Grupo de Estudos em Modelagem da Informação da Construção (GEMIC), realizou uma visita técnica a Porto Alegre. O objetivo foi a participação em minicursos voltados à gestão e execução de processos BIM (Building Information Modeling).

Interdisciplinaridade e Gestão de Dados

Estudantes do GEMIC na sede do LaBIM-RS em POA

A capacitação focou em dois temas centrais para a modernização do setor da construção: o Common Data Environment (CDE) e o BIM Execution Plan (BEP). A formação permitiu que os alunos das duas áreas compreendessem como a colaboração mútua é potencializada pelo uso de um ambiente comum de dados e pelo planejamento rigoroso de processos.

As atividades foram conduzidas pela arquiteta e urbanista Mirelly Dantas, do LABIM/RS (Laboratório de Estudos e Tecnologias BIM), órgão da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do RS (SPGG).

A Importância da Conexão com o Setor Público

Para o professor Eduardo Pachla, membro do Departamentp de Estruturas e Construção Civil e coordenador do GEMIC, a presença de alunos de ambos os cursos reforça o caráter colaborativo do BIM. "O BIM não é apenas sobre software, é sobre pessoas trabalhando juntas. Ver nossos alunos da Engenharia e da Arquitetura aprendendo sobre padrões de excelência aplicados pelo Estado é um passo enorme para a formação profissional de cada um deles", afirmou.

A equipe do GEMIC/UFSM, coordenada pelo professor Eduardo, foi composta por acadêmicos de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo: Izadora Petterini, João Lichtenecker, Pietra Anderle, Otávio Felix. Matheus Barreto, Enzo Rossi, Matheus Prevedello, Bruno Rodrigues e Diogo Racho.

Sobre o GEMIC: O Grupo de Estudos em Modelagem da Informação da Construção (GEMIC/UFSM) promove o desenvolvimento técnico e científico na área de BIM, integrando alunos e professores do Centro de Tecnologia em prol da inovação na construção civil.


Texto e fotos por GEMIC, com edição da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.
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Entre os dias 23 e 28 de novembro, ocorreu o XXVI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, promovido pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro), na cidade de Vitória, no Espírito Santo. O Grupo de Pesquisa em Modelagem Hidroambiental e Ecotecnologias, vinculado ao CT-UFSM, foi premiado em uma pesquisa em formato de apresentação oral, que recebeu o 3º lugar no Prêmio Jovem Pesquisador na categoria Mestrado. Outra pesquisa premiada foi a de Kauane Andressa Flach, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECAM). O estudo foi ganhador do Prêmio de Melhor Pôster na quarta sessão do evento.

Confira a seguir um pouco sobre os trabalhos premiados:

Classificação experimental de regimes de escoamento em canal de superfície livre com sensores ultrassônicos

A pesquisa “Classificação experimental de regimes de escoamento em canal de superfície livre com sensores ultrassônicos” traz a classificação dos regimes de escoamento como um importante ponto para entender turbulências e interações da água com estruturas, algo essencial em contextos como enchentes e colapso de pontes. Segundo Francisco, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECAM) e um dos pesquisadores, “no contexto atual do Rio Grande do Sul, com quedas de pontes e eventos extremos de chuva, entender o regime de escoamento dos rios é essencial para avaliar o comportamento da água em relação às estruturas”.

A ideia surgiu a partir da necessidade de classificar os regimes de escoamento em canais, definindo altura de água, inclinação e velocidade do fluxo. Métodos tradicionais de medição utilizam equipamentos caros, inacessíveis para muitas universidades. Por isso, os pesquisadores adaptaram a técnica do “objeto flutuante”, prevista em norma ISO 748 (2021), criando uma versão de baixo custo (cerca de 70 reais) que substitui o cronômetro humano por dois sensores ultrassônicos HC-SR04 de nível, conectados a um microcontrolador ESP32 programado com código aberto. Essa adaptação torna o procedimento mais preciso, reduz erros humanos e permite que qualquer instituição consiga replicá-lo, reforçando o caráter democrático da ciência.

Segundo Fabiana, doutoranda do PPGECAM e pesquisadora do projeto, um dos maiores desafios foi a validação dos resultados: “ninguém havia aplicado esse método antes. Estávamos afirmando que funcionava, mas sem referências de comparação”. O reconhecimento através da premiação “nos fez perceber que estamos no caminho certo”, relata Fabiana.

Produzido por Francisco Paim de Freitas Neto, Fabiana Campos Pimentel, Rodrigo Girardon Della Pace, Eliane Fischborn, Gabriel Sulzbach Pereira e Luize Baldoni de Oliveira, coordenado pela professora Rutinéia Tassi, vinculada ao Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental (DESA), e pelo professor Leandro Conceição Pinto, também vinculado ao DESA, o trabalho foi apresentado de forma oral.

Glossário

ISO 748 (2021): Estabelece métodos para medir o fluxo de líquidos em canais abertos (rios, córregos), focando na hidrometria (medição de água) usando o método de velocidade-área com medições pontuais.

 HC-SR04: Sensor ultrassônico o qual utiliza pulsos sonoros para determinar a distância para um objeto.

 ESP32: Microcontrolador de baixo custo e baixo consumo de energia.

Ganhadores do Prêmio Jovem Pesquisador na categoria Mestrado recebendo seus certificados (Foto: Divulgação do grupo Ecotecnologias)

Presença de Genes de Resistência a Antibióticos em Ambiente Aquático de Bacia Hidrográfica Agrícola no Sul do Brasil

O trabalho “Presença de Genes de Resistência a Antibióticos em Ambiente Aquático de Bacia Hidrográfica Agrícola no Sul do Brasil” investigou a presença de genes de resistência a antibióticos em uma bacia hidrográfica com uso agrícola intensivo no sul do Brasil. Amostras de água superficial foram coletadas em 12 pontos da bacia em novembro de 2024, e analisadas por PCR em tempo real para detectar os genes blaTEM, blaKPC, blaOXA e tetA. Pelo menos um desses genes foi encontrado em todos os pontos amostrados, indicando que atividades humanas exercem pressão sobre os ambientes aquáticos e favorecem a disseminação da resistência antimicrobiana. Os resultados oferecem evidências iniciais que podem apoiar ações de vigilância ambiental e políticas públicas para gestão hídrica e redução de riscos à saúde humana e ambiental.

O estudo foi motivado a partir da “crescente preocupação global com a disseminação da resistência aos antibióticos em ambientes naturais, especialmente em regiões influenciadas pela atividade agropecuária”, relata Kauane, uma das autoras do trabalho.

Para Kauane, um dos maiores desafios encontrados no desenvolvimento da pesquisa foi “fechar um protocolo bem definido e fazer a extração do DNA ambiental para que ele fosse viável [...] Os kits de extração de DNA são extremamente caros e eu executei todas essas análises genéticas lá em Lisboa, porque eles tinham todos os protocolos já bem definidos, e tinham todos os reagentes, os equipamentos necessários”.

A pesquisa foi produzida por Kauane Andressa Flach e Adriana Carolina Gamboa, com a coordenação de Genesio Mario da Rosa, professor no campus de Frederico Westphalen, e Andressa Oliveira Silveira, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental (DESA). O trabalho foi realizado em parceria com a Universidade de Lisboa, sob coordenação da professora Silvia Patricia Nunes Monteiro e do professor Ricardo Santos. 

Glossário

PCR (Reação em Cadeia da Polimerase): Técnica laboratorial fundamental utilizada para amplificar um segmento genético (DNA ou RNA) em um curto espaço de tempo.

BlaTEM: Gene que codifica enzimas beta-lactamase que conferem resistência bacteriana a antibióticos beta-lactâmicos (como penicilinas e cefalosporinas)

BlaKPC: Gene que codifica para a enzima KPC, uma carbapenemase (enzima produzida por bactérias que as torna resistentes a antibióticos) que confere resistência a antibióticos da classe dos carbapenêmicos (considerados antibióticos de "último recurso"), como meropenem e imipenem.

BlaOXA: Grupo de genes que codificam enzimas beta-lactamases do tipo OXA, responsáveis pela resistência a antibióticos, especialmente carbapenêmicos, em bactérias como Acinetobacter baumannii e Klebsiella pneumoniae.

tetA: Gene que confere resistência aos antibióticos da classe das tetraciclinas.

As premiações no XXVI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos destacam não apenas a excelência técnica dos trabalhos, mas também o esforço coletivo de estudantes, professores e instituições parceiras. As pesquisas reconhecidas demonstram como a integração entre inovação, método científico e sensibilidade aos problemas reais pode gerar soluções relevantes para o país. O desempenho no evento reafirma o papel do CT-UFSM como referência na formação de pesquisadores e no desenvolvimento de tecnologias voltadas à gestão sustentável dos recursos hídricos.

Kauane Andressa Flach recebendo o certificado de sua apresentação (Foto: Divulgação ABRHidro)

Texto por Emmanuelly Zini, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM
Fotos: Divulgação do grupo Ecotecnologias e Divulgação ABRHidro
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O Grupo de Pesquisa Geotecnia e Meio Ambiente (GEOMA) apresentou dois artigos técnicos desenvolvidos por seus integrantes no XIV GEOSUL (XIV Simpósio de Prática de Engenharia Geotécnica da Região Sul), e cinco artigos na COBRAE (IX Conferência Brasileira sobre Estabilidade de Encosta). Trata-se de dois dos principais eventos acadêmicos da área: O GEOSUL ocorre a cada dois anos e a COBRAE, a cada quatro anos. O grupo desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão com foco na engenharia e no meio Ambiente e atua nos cursos de graduação e pós-graduação de Engenharia Civil, Engenharia Ambiental, Engenharia Florestal e Geografia.

O evento conjunto COBRAE/GEOSUL 2025 aconteceu de 17 a 22 de novembro de 2025, em Garibaldi. O encontro reuniu especialistas, pesquisadores e profissionais para discutir temas ligados à estabilidade de encostas, gerenciamento de riscos geotécnicos, reconstrução pós-desastres e recuperação de infraestruturas afetadas por eventos climáticos. A programação incluiu minicursos, seminários, apresentação de artigos e relatos de casos, além de duas visitas técnicas a áreas atingidas por deslizamentos na enchente de maio de 2024.

Prof. Dr. Magnos Baroni, Deison Konzen , Dra. Paula Pascoal, Laura Tassinari e Lucas Eduardo Dornelles (Foto: Acervo GEOMA)

A participação do GEOMA nos eventos reforça a relevância do grupo na pesquisa geotécnica e ambiental, destacando estudos voltados à estabilidade de encostas, comportamento de solos e inovação no ensino. As contribuições apresentadas mostram o compromisso da UFSM em desenvolver soluções para desafios atuais, especialmente diante do aumento de eventos climáticos extremos e da necessidade de infraestruturas mais seguras e sustentáveis. Confira a seguir os trabalhos apresentados pelo GEOMA nos eventos:

Artigos apresentados no XIV GEOSUL

Os artigos apresentados pelo GEOMA, no XIV GEOSUL, são: “Comportamento Resiliente de um Solo Laterítico Estabilizado com Ácido Fosfórico e Cinza da Casca de Arroz”, produzidos por Lucas Eduardo Dornelles, Paula Pascoal, Deison Konzen, Laura Tassinari e Magnos Baroni; e o artigo “Impacto de Eventos Extremos no Desempenho de Camadas de Solos Compactados em Pavimentos Rodoviários”, produzido por Luiz Henrique Ferrador Ben, Artur Baratto, Paula Pascoal, Magnos Baroni e Luciano Specht.

A pesquisa “Comportamento Resiliente de um Solo Laterítico Estabilizado com Ácido Fosfórico e Cinza da Casca de Arroz” avalia a melhoria de um solo laterítico de Cruz Alta/RS por meio da adição de cinza de casca de arroz (CCA) e ácido fosfórico (H₃PO₄), alternativas mais sustentáveis ao cimento e à cal. Já a pesquisa “Impacto de Eventos Extremos no Desempenho de Camadas de Solos Compactados em Pavimentos Rodoviários” analisa como a variação de umidade após a compactação do solo afeta o desempenho estrutural de pavimentos flexíveis, diante do aumento de eventos climáticos extremos.

Participantes do GEOMA que apresentaram no evento (Foto: Acervo GEOMA)

Artigos apresentados na IX COBRAE

O artigo “Altura Crítica de Aterros sobre Solos Moles: Análise Comparativa entre Métodos Clássicos e Simulações Numéricas”, produzido por Dêreck Hummel Becher, José dos Santos, Leonardo Nascimento e Magnos Baroni, analisa a altura crítica de aterros sobre solos moles, comparando métodos empíricos e modelagem numérica.

A pesquisa “Probabilistic Assessment of Slope Stability Considering Uncertainties in Geotechnical Engineering” (Avaliação probabilística da estabilidade de taludes considerando incertezas em engenharia geotécnica), com autoria de Patrícia Rodrigues Falcão, Mariana Cirolini, Luiz Henrique Ferrador Ben e Magnos Baroni, analisa a confiabilidade da estabilidade de taludes de 5, 10 e 15 metros, em solos argilosos e arenosos, usando análises determinísticas e probabilísticas. O trabalho reforça a importância de considerar tanto o tipo de solo quanto a geometria do talude em avaliações de estabilidade.

O estudo “Além do Fator de Segurança: Investigação sobre a Influência das Variabilidades Inerentes à Estabilidade de Taludes”, produzido por Angelo Dotto Ragagnin Prior, Enzo Borin, Kauan Itau, Patricia Falcão e Magnos Baroni, traz uma análise de diferentes métodos de Equilíbrio Limite no software Slide, comparando superfícies de ruptura e fatores de segurança, além de avaliar a confiabilidade por técnicas probabilísticas como Monte Carlo, FOSM e Hipercubo Latino.

O artigo “Estudo Numérico da Estabilidade de Encostas sob Projeções Futuras de Chuvas Extremas sem Taludes Representativos no Sul do Brasil”, com os autores Leonardo Alberto Nascimento, Luigi Tavares, Dêreck Becher, Artur Modler e Magnos Baroni, faz uma análise por meio de modelagem numérica, como chuvas intensas afetam a estabilidade de encostas típicas da região central do Rio Grande do Sul.

O estudo “Gamificação na Engenharia Geotécnica: Estudo de Caso Aplicado ao Ensino de Mecânica dos Solos”, produzido por Lucas Eduardo Dornelles e Magnos Baroni, realiza uma análise sobre a aplicação da gamificação na disciplina de Mecânica dos Solos da UFSM, usando o Kahoot como ferramenta para revisões interativas. A experiência foi avaliada por alunos e pelo professor, que destacaram maior engajamento e eficácia na fixação dos conteúdos.

Patricia Falcão apresentando sua pesquisa (Foto: Acervo GEOMA)

Texto por Emmanuelly Zini, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM
Fotos: Acervo GEOMA
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As professoras e alunas da graduação em Engenharia Civil conduziram as atividade

O projeto realizou apresentações das grandes áreas do curso de Engenharia Civil e uma revisão de conceitos de matemática vistos em sala de aula no Ensino Fundamental que são úteis aos profissionais na solução de problemas práticos que envolvam o cálculo de áreas, perímetro, volume, transformação de escala, relações de proporcionalidade, entre outros. Depois disso, foi proposta uma atividade em que foram escolhidas áreas das escolas para medição das suas dimensões reais (comprimento, altura) e posterior construção de uma planta baixa em escala 1:50.

As bolsistas fizeram as medições das áreas das escolas e esboços

A segunda oficina do projeto está prevista para 2026 no Laboratório Fábrica da UFSM, e a ideia é que as alunas bolsistas, em conjunto com as alunas da graduação, participem do processo de impressão 3D da planta baixa proposta na primeira fase. O principal objetivo da iniciativa é tornar o aprendizado da matemática mais acessível e dinâmico, a partir da aplicação desses conceitos na solução de problemas práticos da Engenharia Civil.

Equipe do projeto na EMEF Adelmo Simas Genro
Equipe do projeto no CEEM Professora Edna May Cardoso

Expediente:

Notícia: Luciana Mendes

Imagens: Elisandra Maziero e Luciana Mendes

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As professoras e aluna da graduação em Engenharia Civil conduziram a atividade

O projeto realizou uma apresentação das grandes áreas do curso de Engenharia Civil e os conceitos de matemática vistos em sala de aula no Ensino Fundamental que são úteis aos profissionais na solução de problemas práticos que envolvam o cálculo de áreas, perímetro, volume, transformação de escala, relações de proporcionalidade, entre outros. Depois disso, foi proposta uma atividade em que foi escolhida uma área da escola para se medir as suas dimensões reais (comprimento, altura) para posterior construção de uma planta baixa em escala 1:50.

As alunas bolsistas fizeram a medição de uma área da escola e esboços

A segunda fase do projeto está prevista para 2026 no Laboratório Fábrica da UFSM, e a ideia é que as alunas bolsistas, em conjunto com as alunas da graduação, participem do processo de impressão 3D da planta baixa proposta na primeira fase. Para a professora Larissa Kirchhof, a ação tinha como principal objetivo tornar o aprendizado da matemática mais acessível e dinâmico, a partir da aplicação desses conceitos na solução de problemas práticos da Engenharia Civil.

Equipe do projeto na EMEF Pão dos Pobres Santo Antônio

Expediente:

Notícia e imagens: Luciana Mendes

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O Hall do Centro de Tecnologia (CT) da UFSM foi palco, na quarta-feira da semana passada (29/10), da primeira edição do Concurso de Pontes de Palito de Picolé. Organizado pelo Programa de Educação Tutorial (PET) de Engenharia Civil, o evento desafiou dez equipes a projetarem e construírem pontes em escala reduzida, utilizando apenas palitos de picolé e cola. A iniciativa buscou integrar a teoria das disciplinas de Estruturas e Resistência dos Materiais com a prática, estimulando a criatividade, o trabalho em equipe e a integração entre os estudantes.

A competição, que teve o apoio da coordenação do curso de Engenharia Civil e da professora Larissa Degliuomini Kirchhof (do Departamento de Estruturas e Construção Civil - DECC) premiou as duas estruturas com maior resistência à carga. A equipe vencedora recebeu quatro licenças do software TQS EPP3 (empresa patrocinadora do evento) e um prêmio em dinheiro de R$ 2 mil. Já a segunda colocada garantiu quatro assinaturas anuais do portal Projetou, uma plataforma online com mais de 90 cursos que também patrocinou a atividade.

Pontes de palito produzidas pelas equipes do concurso (foto: divulgação PET Civil)

Do Espaguete ao Palito de Picolé: A Evolução da Competição

O I Concurso de Pontes de Palito de Picolé marca uma nova fase nas tradicionais competições estruturais promovidas pelo PET Civil (grupo sob a tutoria do professor André Lübeck, também do DECC), que por anos realizou o Concurso de Pontes de Espaguete. A mudança de material foi uma estratégia para aumentar a acessibilidade e a participação dos alunos. O espaguete, item utilizado nas edições anteriores, possuía um custo elevado, o que acabava desestimulando a formação de equipes.

A ideia de utilizar palitos de picolé surgiu a partir de uma experiência bem-sucedida no Projeto "Engenheiros do Futuro", também desenvolvido pelo PET com alunos do Ensino Médio. O material se mostrou mais econômico, resistente e de fácil manuseio. No novo formato, o grupo oferece um kit de apoio contendo dois pacotes de palitos e uma cola de madeira, reduzindo significativamente o custo para os participantes e democratizando o acesso à competição.

Regras, Ensino e Aplicação Prática

Equipe "(des)Equilibradas" testando a resistência de sua ponte (foto: divulgação PET Civil)

Os protótipos de ponte, que deveriam ser indivisíveis e sem pintura, foram submetidos a rigorosos critérios: as dimensões precisavam estar entre 5 e 20 cm de largura, até 30 cm de altura, e conter um vão livre de 1 a 1,2 metro. O peso máximo permitido era de 800 gramas, sendo vedado o uso de qualquer tipo de fixação adicional, como roletes, fitas ou travas.

O momento decisivo do evento foi o teste de carga: em frente ao público atento, as pontes foram submetidas a uma carga crescente até a sua ruptura, permitindo avaliar o desempenho estrutural de cada projeto. A ponte da equipe vencedora, intitulada "(des)Equilibradas", atingiu o peso máximo disponível inicialmente (152 kg) sem apresentar sinais de ruptura. A fim de verificar o limite real de resistência da ponte, foram adicionadas novas cargas e a ponte atingiu a carga de ruptura com 176 kg. A equipe "(des)Equilibradas" foi formada pelas estudantes Ana Carolina Abadi de Moura, Ana Lúcia Atarão Horn, Caroline de Matos Vieira e Louise Ester de Campos. Em segundo lugar ficou a equipe "Força G", formada pelos estudantes Carolina Costa Canavezi, Gabriel Rontani Mittmann, Jonatan Poersch Ciotti e Victor
Brum Bauer, cuja ponte suportou um peso de 74kg.

Para os alunos matriculados na disciplina de Isostática, ministrada pela professora Larissa, a participação no concurso rendeu pontuação extra, reforçando a conexão direta entre os conceitos aprendidos em sala de aula e a sua aplicação em um contexto real.

Sucesso e Continuidade

O evento permitiu que os estudantes compreendessem, de forma experimental, o comportamento de estruturas submetidas a esforços reais, consolidando-se como uma ferramenta poderosa de aprendizado e integração. O sucesso da iniciativa, que deve ter continuidade em edições futuras, reafirma o compromisso do PET Civil UFSM e da coordenação do curso em promover atividades que valorizem a prática da engenharia e o protagonismo estudantil na organização e execução de projetos.

Estudantes do PET Civil UFSM, equipe organizadora do evento (foto: divulgação PET Civil)

Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações do PET Civil UFSM.

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Três cursos do CT foram receberam 5 estrelas (conceito "excelente"): Engenharia Acústica, Engenharia Civil e Engenharia Elétrica. Outros dez cursos receberam 4 estrelas (conceito "muito bom"): Arquitetura e Urbanismo, Ciência da Computação, Engenharia Aeroespacial, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia de Computação, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Produção, Engenharia de Telecomunicações, Engenharia Mecânica e Engenharia Química. O curso de Sistemas de Informação ficou "sem notas" pois não recebeu a quantidade mínima de avaliações válidas de docentes pareceristas. 

A presença dos cursos do CT entre os melhores avaliados do país é mais um reconhecimento do trabalho sério desenvolvido por servidores docentes, técnico-administrativos e pelos estudantes de graduação da nossa instituição. Parabéns a todos os envolvidos!

COMO É FEITA A AVALIAÇÃO
O Guia da Faculdade utiliza uma metodologia conhecida como "avaliação por pares" para analisar a qualidade de mais de 22 mil cursos superiores em todo o Brasil. Nesse processo, a equipe do Guia atua como um instituto de pesquisa, colhendo a opinião de milhares de professores que atuam no Ensino Superior. Entenda como funcionam as principais etapas desse trabalho:

Participação das Instituições de Ensino Superior
Todas as instituições de ensino superior cadastradas no Ministério da Educação (Universidades, Centros Universitários, Faculdades e Institutos) são convidadas a fazer parte do Guia da Faculdade.
As instituições, por meio de seus colaboradores, cadastram pela primeira vez ou atualizam as informações sobre os seus cursos e sobre os dados de divulgação e de contato das IES.

Cursos avaliados
Com base nessas informações, a equipe do Guia indica quais serão os cursos que participarão do processo avaliativo. Para serem analisados em 2025, eles precisaram atender aos seguintes critérios:
- Ter ao menos uma primeira turma com alunos já formados (até o final do ano de 2024);
- Ter ao menos uma turma em andamento.

O Guia da Faculdade seleciona os cursos de acordo com as cidades onde eles são oferecidos. Se a mesma instituição de ensino oferece o curso de Sistemas de Informação em várias cidades, por exemplo, cada um deles recebe uma nota específica. A única exceção é no caso de diferentes ofertas de um mesmo curso dentro da mesma cidade. Nessas situações, apenas o curso mais antigo da instituição naquela cidade será avaliado.

Informações utilizadas
A partir de abril deste ano, o(a) coordenador(a) de cada curso que foi avaliado recebeu um questionário onde pôde apresentar as principais características da sua graduação, com foco em três aspectos:
- Corpo docente: perfil dos professores vinculados ao curso e dados quantitativos;
- Projeto didático-pedagógico: características da proposta de ensino do curso;
- Infraestrutura: características sobre o espaço físico, materiais e equipamentos oferecidos
;
Esse questionário serviu de base para os avaliadores emitirem suas notas para os cursos.

Avaliadores
Em 2025 o Guia contou com cerca de 12.000 coordenadores e professores do Ensino Superior que se cadastraram voluntariamente para atuar como avaliadores do Guia da Faculdade.
Estes docentes são acionados para dar notas aos cursos das suas áreas de formação e de instituições prioritariamente localizadas na mesma região do país na qual atuam.
Eles são convidados a dar três notas (de 1 a 5) para cada curso:
- Para a qualidade do corpo docente
- Para a qualidade do projeto pedagógico
- Para a qualidade da infraestrutura

Cada curso é distribuído para a análise de seis professores e, caso um ou mais deles declare sua impossibilidade de avaliá-lo, o curso será encaminhado a um novo docente disponível para completar o quadro de seis pareceristas. Se mesmo após essa redistribuição não for possível colher seis notas, o curso ainda assim será considerado avaliado se conseguir reunir um número mínimo de quatro notas válidas. Abaixo disso, ele será considerado “sem notas” - foi o caso do curso de Sistemas de Informação do CT-UFSM.

Resultado final
O processo de tabulação dos resultados começa com o descarte da maior e da menor notas recebidas por cada curso. Das notas restantes, extrai-se a média numérica de cada curso em 2025.
O resultado numérico final de cada curso leva em conta ainda a média numérica que ele obteve nos dois últimos anos, com os seguintes pesos:
- Nota de 2025 - peso 3
- Nota de 2024 - peso 2
- Nota de 2023 - peso 1

Assim, a média das notas de 2025 (após o descarte) é somada à média das notas do curso em 2024 e em 2023, com a seguinte fórmula:
Resultado final 2025 = (Média 2025 x 3) + (Média 2024 x 2) + (Média 2023) / 6
Caso o curso tenha sido avaliado somente em 2025 e em 2024, o resultado dele é calculado com a seguinte fórmula:
Resultado final 2025 = (Média 2025 x 3) + (Média 2024 x 2) / 5
Caso o curso tenha sido avaliado somente em 2025 e em 2023, o resultado dele é calculado com a seguinte fórmula:
Resultado final 2025 = (Média 2025 x 3) + (Média 2023) / 4
Caso o curso não tenha sido avaliado em 2024 e em 2023, o resultado dele é totalmente baseado na nota de 2025.

Por fim, o resultado numérico final é transformado em estrelas de acordo com as seguintes faixas de conversão:
- Entre 5 e 4,50 - 5 estrelas
- menor que 4,50 a 3,50 - 4 estrelas
- menor que 3,50 a 2,50 - 3 estrelas
- menor que 2,50 - não-estrelado


Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações do Guia da Faculdade 2025 Estadão.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/24/professor-da-ufsm-e-painelista-em-um-dos-maiores-eventos-de-engenharia-do-brasil Fri, 24 Oct 2025 22:57:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71119 Foto horizontal. A imagem tem um fundo predominantemente lilás, sobre o qual está escrito o tema da palestra (“Caminhos para uma mobilidade urbana inclusiva e sustentável”) e projetada a foto do professor da UFSM. Sobre esse fundo há quatro pessoas de frente para o público, inclusive um cadeirante. O único em pé, à esquerda, é o professor Carlos Félix, que segura um microfone. Todos na foto, tanto espectadores quanto painelistas, estão usando fones de ouvido. Promovida pelo sistema Confea/Crea, a 80ª edição da Soea ocorreu em Vitória (ES)[/caption] Docente do Departamento de Transportes da UFSM, o professor Carlos José Antonio Kümmel Félix participou como painelista da 80ª edição da Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), que ocorreu de 6 a 9 de outubro em Vitória (ES), no Pavilhão de Carapina. Considerado um dos maiores eventos de tecnologia do país, a Soea é promovida pelo sistema Confea/Crea (conselhos federal e regionais de Engenharia e Agronomia) e pela Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea. Neste ano, a Soea teve como tema central “Engenharia, agronomia, geociências, sustentabilidade e transformação digital: projetando caminhos para o futuro do Brasil”. Realizado na tarde de 8 de outubro, o painel do qual Félix participou foi sobre “Mobilidade urbana e acessibilidade: desafios atuais e futuros para a inclusão da pessoa com deficiência (PCD)”. A sua palestra (assim como as dos outros integrantes do painel), está disponível no canal do Confea no Youtube.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/23/projeto-busca-reduzir-emissao-de-co%e2%82%82-em-concretos-usando-cinza-volante-de-termeletrica Thu, 23 Oct 2025 18:51:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71097 Pampa Sul Energia e a AT Consultoria. A pesquisa, que possui aporte financeiro de mais de R$ 170 mil, tem como principal objetivo analisar e reduzir a pegada de carbono gerada pela termelétrica da Pampa Sul, localizada no município de Candiota. Segundo o coordenador do projeto, professor Marcos Alberto Oss Vaghetti, o estudo visa substituir parcialmente o cimento Portland (responsável por altas emissões de CO₂ devido ao processo de fabricação) por cinza volante, testando proporções de 10% a 50% para avaliar a viabilidade técnica e o desempenho dos concretos. “O objetivo é equilibrar desempenho técnico e sustentabilidade ambiental, reduzindo significativamente a emissão de carbono”, explicou o pesquisador. O projeto envolve pesquisa experimental, relatórios técnicos e a produção de artigos científicos. Nos próximos seis meses, a equipe se concentrará na pesquisa experimental, enquanto que a segunda fase do projeto será dedicada à elaboração dos produtos resultantes, incluindo publicações acadêmicas. A parceria entre universidade e empresas traz benefícios mútuos, segundo Vaghetti. A universidade recebe financiamento e suporte técnico, além de oferecer oportunidades para bolsistas e alunos de graduação e pós-graduação desenvolverem pesquisas experimentais e teóricas. Para as empresas, o projeto contribui para a melhoria de processos de gestão e otimização das operações internas. Atualmente, dois bolsistas de graduação em Engenharia Civil e uma aluna de pós-graduação participam diretamente das atividades, sob supervisão de professores do Laboratório de Materiais de Construção Civil. Outros colaboradores auxiliam no projeto, sem vínculo de bolsa. O coordenador destacou ainda o impacto da pesquisa para a sociedade: “O mais relevante é a redução da pegada de carbono, contribuindo para processos mais sustentáveis e ambientalmente responsáveis”. O projeto também colabora com o desenvolvimento de materiais alternativos para a construção civil, permitindo a criação de concretos mais sustentáveis e o aprimoramento de técnicas construtivas. Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/09/26/curso-de-engenharia-civil-realiza-visita-a-usina-hidreletrica-de-itaipu Fri, 26 Sep 2025 19:04:42 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=7343

O curso de Engenharia Civil realizou a 7ª edição da visita técnica à Usina Hidrelétrica Itaipu, nos dias 17 e 18 de setembro. A viagem foi organizada pelo Programa de Educação Tutorial da Engenharia Civil (PET - Engenharia Civil), com transporte custeado pelo curso, que disponibilizou 31 vagas para estudantes de Engenharia Civil. 

O PET - Engenharia Civil teve seus trabalhos iniciados a 12 anos atrás, tendo como principal objetivo o estímulo dos hábitos de estudos dos alunos do curso além de melhorar a integração entre todos. O programa também é responsável pela organização das visitas técnicas até a Usina Hidrelétrica Itaipu. Maiara Heinrich, estudante do 9º semestre de Engenharia Civil e participante do PET-Civil, relata sua experiência durante a viagem. “ Essa [usina] é uma construção muito emblemática, não é uma que a gente vê com maior frequência, porque para nós na engenharia é diferente de você ir visitar uma casa, um prédio.”, a estudante ainda diz “Eu acho que é uma experiência muito rica para os alunos terem essa visão ampla de tudo.” 

O professor Silvio Lisboa Schuster, do Departamento de Transportes, pela primeira vez acompanhou os alunos na visita técnica. Para Silvio, o curso de Engenharia Civil é composto de disciplinas bastante distintas e a visita técnica ajuda os alunos a conectarem os diversos assuntos tratados em sala de aula. “Então, é uma experiência que possibilita que os alunos enxerguem isso também, essa visão holística que o aluno consegue ter, e ver que as coisas não são tão separadas” declara o professor. 

O aluno Vinicius Vieira, estudante do 7º semestre, relata que a visita foi uma experiência única: "Estar em um dos maiores empreendimentos de engenharia do mundo é algo que impressiona pela grandiosidade, pela complexidade das obras e pelo impacto positivo que [a usina] gera na matriz energética do Brasil”. O estudante ainda ressalta o aspecto de integração da atividade: N“A viagem foi ainda mais especial devido à parceria entre os amigos do curso, que tornou o longo trajeto mais leve”. 

Marcos Rodolfo, estudante do 10º semestre e participante do PET-Civil, foi um dos organizadores da viagem e afirma que “participar da organização pelo PET Civil também foi muito gratificante, pois possibilitou contribuir para que essa oportunidade chegasse a todos os colegas. Sem dúvida, atividades como essa ampliam nossa visão profissional e reforçam a importância de vivenciar na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula.” Quanto à experiência, relata: “Tivemos a oportunidade de conhecer de perto uma das maiores obras de engenharia do mundo, que integra praticamente todas as áreas que estudamos no curso”.

A Itaipu Binacional oferta visitas institucionais de forma gratuita. Para realizar o agendamento da visita, basta acessar o site.


Texto por Emmanuelly Zini, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM
Fotos: acervo pessoal prof. Silvio Lisboa Schuster
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Leonidas Augusto da Silva é o atual Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul. Natural de Horizontina, o jovem de 21 anos representa o Centro de Pesquisas Folclóricas (CPF) Piá do Sul e recebeu o posto no 36º Entrevero Cultural de Peões. Além disso, Leonidas é estudante do 8º semestre de Engenharia Civil no Centro de Tecnologia da UFSM.

O posto de Peão Farroupilha é outorgado anualmente para jovens tradicionalistas que, representando seu CTG (Centro de Tradições Gaúchas), disputam o posto em um concurso chamado Entrevero Cultural de Peões. Promovido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), o Entrevero Cultural de Peões busca selecionar jovens que possam representar a cultura gaúcha em diversas circunstâncias. O evento tem como principal objetivo perpetuar e valorizar a cultura do estado, incentivando crianças e jovens a se envolverem no meio tradicionalista. Os candidatos passam por diversas avaliações, como a prova escrita, que conta com questões de história, geografia e o tradicionalismo gaúcho; a prova artística, que envolve danças, declamação, canto e execução de instrumentos; a prova oral, que conta com temas sorteados e, por fim, a prova campeira, com o laço, encilha e outras demonstrações de habilidades rurais.

O 36º Entrevero Cultural de Peões foi realizado em Santa Maria no mês de Abril de 2025 e consagrou Leonidas com o Peão Farroupilha 2025/2026, posto mais alto do concurso. Leônidas atualmente concilia as atribuições de Peão Farroupilha com as de estudante de engenharia no CT.

Confira a seguir a entrevista realizada com ele que encontrou um tempo para conversar com a equipe da Comunicação do CT em plena Semana Farroupilha!

Peão Farroupilha 2025/2026 Leonidas Augusto (Foto de Deivis Bueno/Estampa da Tradição)

Entrevista com Leonidas Augusto da Silva, Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul 2025/2026 e estudante do Centro de Tecnologia da UFSM

Você pode se apresentar?

Bom, meu nome é Leonidas, eu tenho 21 anos e sou natural de Horizontina, e como muitos jovens do interior gaúcho, eu tinha o desejo de vir estudar na Universidade Federal de Santa Maria. Então, eu pude realizar esse sonho, cursando então agora Engenharia Civil aqui na Universidade (8º semestre).

Sou Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul, o que é uma alegria muito grande, porque faz parte de uma reapresentação que nós, peões e prendas do Rio Grande do Sul, temos com a juventude gaúcha. Então nós somos a figura do jovem tradicionalista, do jovem gaúcho, e é nosso dever levar a tradição (e cultuá-la) a todos os cantos do Estado.

Qual é, exatamente, a função do Peão Farroupilha?

A função do Peão Farroupilha é, como eu falei, servir de exemplo a outros jovens, inspirar outras crianças também a entrarem neste mundo, inserirem-se nos CTGs, onde aprendemos diversos hábitos, valores e princípios morais que auxiliam na nossa inserção e também no desenvolvimento dessa criança enquanto cidadão.

Importante também frisar os trabalhos que nós realizamos agora enquanto gestão de prendas e peões. Nós estamos desenvolvendo painéis cidadãos, que é uma pauta que nós trazemos para dentro do movimento, onde em cada evento que o MTG  (que é o Movimento Tradicionalista Gaúcho) promove, nós realizamos um painel que traz um problema social para dentro do movimento, porque nós também somos responsáveis por sanar e auxiliar o Estado na resolução desses problemas. Então já fizemos uma campanha de luta contra a violência infantil, a luta e o combate da violência contra a mulher, sobre doação de sangue, faremos sobre bullying, sobre bem-estar animal, HPV e outros tantos problemas que afetam a nossa sociedade.

Por que o nome do concurso que te elegeu Peão Farroupilha é Entrevero de Peões? 

A palavra entrevero basicamente quer dizer um encontro, uma mistura de diversas pessoas que se reúnem para cultuar essas tradições. Então, o entrevero de peões é esse encontro desses piás, guris e peões que vão até um lugar para desenvolver essas atividades culturais, artísticas e campeiras.

Como foi o preparo para realização do concurso?

O preparo foi bastante intenso, inclusive eu tive até que deixar umas cadeiras da faculdade pra trás e... Já tô colocando elas em dia!

Mas foi bastante intenso porque exige muito do concorrente a conciliação com a rotina além do concurso. Então, tinha que priorizar também os estudos da faculdade, a vida diária mesmo, com o estudo da parte prática, de declamação, de preparo de charque, churrasco, de andar a cavalo, de danças também, e o próprio estudo teórico que engloba o Entrevero, onde nós temos uma prova teórica de 20 questões.

Então é um concurso bastante abrangente, que exige e requer muito do candidato, e por isso a gente acaba, na reta final, se imergindo totalmente pra esse concurso.

Durante as provas, qual foi a maior dificuldade que você sentiu?

Eu acredito que a maior dificuldade e que talvez seja a maior dificuldade de muitos peões é a parte campeira. Porque dificilmente hoje nós vemos dentro desse concurso peões que de fato vivem a vida de campo. Porque os CTGs eles se encontram principalmente dentro dos grandes centros urbanos e naturalmente o pessoal que está participando, em dados momentos, é aquela criança, aquele jovem que nasceu na cidade e não teve contato com o campo.

Então, as maiores dificuldades para mim, do meu ponto de vista, foram as provas campeiras. Ao longo da minha vida eu fui também perdendo um pouco desse receio e criando um pouco mais de gosto e prazer mesmo com as atividades campeiras. E até mesmo meu treinador Gustavo, que me ajudava na preparação, falava que, diferentemente do curso que eu faço, que é exato, a parte campeira que envolve o animal, o equino, é uma questão também humana e de muita conexão. Então, também aprendi um pouco a me conectar com esse lado mais campeiro e também por isso consegui ter êxito nesse concurso.

O título “Peão Farroupilha” possui algum impacto ou função específica dentro da universidade? Qual?

Aqui dentro da universidade, diretamente, não. Claro que, enquanto eu estudava, eu trazia também alguns livros meus para ler durante as aulas. E aí, alguns colegas meus, sabendo da preparação, também me faziam umas perguntas, questionamentos: como que funcionava esse concurso, como que funcionava o CTG, essas atividades… E vendo também um pouco da minha rotina, eles acabavam, querendo ou não, conhecendo um pouco mais e se aproximando da cultura gaúcha.

Como você faz para conciliar as demandas do posto com as obrigações de estudante?

Claro, desde abril eu tomei uma decisão, né, de, ao final da minha bolsa de pesquisa, que finalizou agora, no GEPPASV (eu era a bolsista de iniciação científica no Laboratório de Pavimentação e Segurança Viária), eu optei por deixar o laboratório para conseguir, de fato, bem exercer minha função de estudante de graduação e também o posto de Peão Farroupilha.

Se você precisasse explicar a cultura gaúcha para alguém de fora do Rio Grande do Sul, o que você destacaria primeiro?

Cultura gaúcha, para mim, fala sobre legado e fala sobre família, porque dentro das nossas entidades, nós temos um ambiente propício para o bom convívio de gerações. Então, temos crianças, temos adultos e temos também os mais velhos, que permeiam o mesmo ambiente, trocam conhecimentos. Isso contribui para uma formação de uma sociedade mais coesa, E com certeza o legado dessas pessoas também é valorizado, porque todos aqueles que vieram antes de nós, que deram os primeiros passos em defesa do tradicionalismo são muito importantes, e são até hoje lembrados, valorizados, e a figura deles é muito importante para nós, que hoje levamos adiante as nossas raízes.

Para você, qual costume gaúcho corre o risco de ser esquecido?

Um costume que acaba sendo bastante esquecido, vem também ligado ao campo. Hoje a gente não vê tanto mais a presença do alambrador, por exemplo, o trabalho do guasqueiro também, que trabalha diretamente com o couro. Então, essas práticas mais artesanais, mais rústicas, campeiras mesmo, acabam sendo trocadas por modernismos que, por vezes, são mesmo melhores, mas que é importante que nós, nos centros de tradições gaúchas, valorizemos isso e nunca deixemos que seja esquecido.

Qual aspecto da tradição você menos se identifica? E por quê?

Bom, por questões de talento, acredito que é o próprio canto. Não é algo que eu me identifico muito dentro das tradições gaúchas, embora eu goste muito da música, não tenho esse dom. A parte campeira também, como eu comentei, é uma parte que estou um pouco mais distanciado, não tenho essa vivência, embora tenha me preparado para o concurso.

Como você vê a participação dos universitários no MTG?

Olha, eu acredito que, dado o momento da vida, muitos jovens deixam as entidades para priorizar a formação acadêmica. Muitos dos meus amigos que foram bastante atuantes dentro do movimento e também participavam de invernadas artísticas, Nesta fase da vida agora, estão um pouco mais afastados.

Mas, também acredito que participar nesta etapa da vida de um Centro de Tradições Gaúchas é muito importante. Até mesmo a própria universidade aqui tem o DTG Noel Guarany, que surgiu como projeto de extensão e hoje é um ponto de encontro de cultura e que faz com que diversos estudantes que vêm até mesmo de fora do estado possam encontrar ali acolhimento e também desenvolver diversas amizades.

Você vê alguma contradição entre ser tradicionalista em um ambiente que preza pela diversidade, como a universidade?

Bem, essa é uma questão que nós, enquanto gestão de prendas e peões, tentamos um pouco quebrar com esses painéis cidadãos, porque nós vemos ao longo dessas primeiras entrevistas que nós realizamos após concursos, que quando nós falávamos para jornalistas que o movimento também se preocupa com pautas sociais e ser cada vez mais igualitário e humano, eles ficavam um pouco espantados.

Então, claro, dentro de uma universidade nós teremos uma gama maior de culturas coexistindo. Quanto dentro de um centro de tradições gaúchas, nós temos sim a influência de várias etnias que auxiliaram na formação do gaúcho, mas sempre priorizando e deixando em destaque a figura do gaúcho.

Para você, o que significa ser Peão Farroupilha?

Para mim, ser Peão Farroupilha faz parte de uma escolha que eu tomei com 4 anos de idade quando iniciei no Centro de Tradições Gaúchas em Horizontina e hoje a gente vê como uma missão de levar a nossa cultura adiante, cultuá-la e difundi-la porque quem está dentro de um Centro de Tradições Gaúchas sabe do quão valioso e valoroso é estar ali para o bom desenvolvimento da pessoa que depois irá se inserir em comunidade.

Então, muitos jovens que ali participam conseguem se comunicar de uma forma mais clara, conseguem ser mais despojados, com certeza fazer mais amizades e isso também é muito importante e é um legado e aprendizado que eu tenho dentro do CTGs.

Que mensagem você gostaria de deixar para os demais colegas do CT que se interessam pelo tradicionalismo gaúcho? 

Eu acredito que o tradicionalismo tem espaço para todos que queiram participar. A cultura gaúcha é bastante abrangente e, de certa forma, ela prioriza e valoriza a figura do gaúcho. Por um dado momento do ano, setembro sendo o mês mais gaúcho do ano e da semana farroupilha, nós reforçamos o nosso orgulho de termos nascido aqui, das pessoas que vieram antes de nós, que muito lutaram e defenderam esse chão através de seus ideais. Então faz parte esse cultivo das tradições. Fica o convite também a todos que quiserem se aproximar de uma entidade, serão com certeza bem acolhidos e verão que ali terão uma segunda família e poderão ter pessoas que serão esteios para uma vida inteira.


Entrevista e texto por Manu Zini, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/08/projeto-de-extensao-da-ufsm-atua-em-alegrete-na-construcao-de-ponte-sobre-o-rio-ibirapuita Mon, 08 Sep 2025 23:02:41 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70256 Escritório Modelo de Engenharia da UFSM vai elaborar o projeto de construção de uma nova ponte na cidade de Alegrete, sobre o Rio Ibirapuitã. Ela será construída ao lado da ponte Borges de Medeiros (que liga as avenidas Alexandre Lisboa e Ibicuí), principal ponto de ligação entre o centro e a região leste da cidade. Essa região conta com locais importantes para o município, como o campus local da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), o Parque de Exposições Dr. Lauro Dornelles e supermercados. Estima-se que a nova ponte tenha entre 100 e 110 metros de comprimento, e altura de 1,5 a 2 metros acima da ponte atual. A obra vai permitir a duplicação do tráfego no local, auxiliando na redução do intenso trânsito de veículos em um dos trechos mais importantes da cidade. Atualmente o projeto está na fase de levantamentos. Os estudos hidrológicos, que levam em consideração aspectos como profundidade do rio, velocidade da água, níveis de chuva e altura atingida durante as cheias, já foram concluídos. Após a coleta dos registros de chuvas e imagens de satélite para conhecer as áreas de inundação do Rio Ibirapuitã, realiza-se uma extrapolação estatística para garantir que a ponte se mantenha funcional mesmo em níveis de chuvas tão elevados que ocorrem uma vez a cada cem anos. A ponte Borges de Medeiros já teve de ser interditada várias vezes, durante períodos de fortes chuvas, devido à cheia do rio. Após o levantamento hidrológico, ocorre o levantamento topográfico. Para projetar as fundações da ponte, a equipe da UFSM aguarda o trabalho de estudo do solo, que vai ser realizado por uma empresa contratada pela Prefeitura de Alegrete. Os levantamentos realizados pelo escritório de engenharia da UFSM também vão trazer dados mais precisos sobre o rio, por conta dos equipamentos avançados que a universidade possui, como o ADCP, que utiliza ondas sonoras para medir a velocidade da água. [caption id="attachment_70385" align="alignright" width="625"] Levantamentos hidrológicos realizados no Rio Ibirapuitã, com a ponte Borges de Medeiros ao fundo e, atrás dela, a ponte ferroviária[/caption] Em sequência, o Escritório Modelo atua na etapa de orçamentação do projeto, na qual o escritório elabora em conjunto com a prefeitura os documentos que serão utilizados no processo de licitação da obra. A duração estimada da elaboração desta parte documental é de aproximadamente 90 dias. As licitações para a seleção da empresa que vai construir a ponte devem ser realizadas em 2027. “A obra não vai ser muito complexa. Sem interferência externa, como fenômenos climáticos ou falta de recursos, ela deve ficar pronta em menos de um ano, mas isso depende também de como a empresa vencedora da licitação vai gerir os recursos, explica o professor André Lübeck, integrante do Escritório Modelo de Engenharia. Ainda de acordo com o professor, a elaboração do projeto da ponte, que abrange técnicas de construção e materiais utilizados, é pensada de acordo com as características do município, uma cidade de interior distante dos grandes centros. Sem este cuidado, a obra pode se tornar cara e complexa. A nova ponte será construída entre a ponte Borges de Medeiros e a ponte férrea ao lado, atualmente desativada. A via ferroviária foi palco de uma das batalhas mais marcantes da Revolução de 1923, travada na travessia do Ibirapuitã, onde ocorreu o choque entre chimangos e maragatos. As tropas na ocasião foram comandadas por dois dos maiores líderes militares da história gaúcha: Honório Lemes (maragato) e José Antônio Flores da Cunha (chimango). Lições trazidas pela emergência climática O professor explica que as ocorrências climáticas extremas já não são mais tratadas como crises na área de construção civil, mas sim como eventos recorrentes. “As enchentes de 2023 foram marcantes, mas já no ano seguinte algumas regiões tiveram chuvas em um nível muito próximo ao ano anterior. Então é muito provável que estes eventos extremos aconteçam de forma frequente”. Para projetar estruturas que resistam a estes eventos, os levantamentos hidrológicos são imprescindíveis por trazerem dados precisos baseados em estatística sobre a velocidade e a altura que a água pode atingir em volumes excepcionais de chuva. No entanto, Lübeck cita que estes levantamentos eram muitas vezes negligenciados pelo poder público. Por ser um estudo custoso, demorado e que demanda um conhecimento muito específico que poucas empresas fazem, ele geralmente está vinculado a universidades. [caption id="attachment_70438" align="alignleft" width="539"] A ponte sobre o Rio Toropi, entre os municípios de São Pedro do Sul e Quevedos, ruiu quatro vezes por conta da força da água, potencializada pelo relevo da região[/caption] Um exemplo de aplicação desse estudo está no projeto que o Escritório Modelo de Engenharia fez para uma ponte sobre o Rio Toropi, que liga os municípios de São Pedro do Sul e Quevedos. Neste trecho já ruíram quatro pontes construídas anteriormente. O levantamento hidrológico mostrou que, em situações de cheia, o nível do Rio Toropi ficava de sete a oito metros acima da ponte, enquanto que a velocidade da água variava de seis a sete metros por segundo. Esta velocidade, correspondente a mais que o dobro do estimado nas principais bibliografias sobre construção de pontes, ocorre por conta das condições únicas de relevo do local. “A velocidade causa uma pressão com intensidade elevada ao quadrado do valor da água. São pressões muito maiores do que as que temos registradas na bibliografia”, detalha o professor André Lübeck. Os acontecimentos recentes também impactam nas projeções estatísticas das grandes chuvas, com períodos de recorrência maiores para projetos cada vez mais resistentes. “Temos discutido projeções de tempo cada vez maiores porque algumas das pontes que foram danificadas nas enchentes de 2023 receberam volumes de água correspondentes a chuvas que ocorrem uma vez a cada 350, 400 anos”, aponta o professor. Projeto de extensão da UFSM, o Escritório Modelo de Engenharia auxilia órgãos públicos e entidades sem fins lucrativos na elaboração de projetos de engenharia, acompanhamento de obras, realização de cursos de capacitação, consultorias e assessoramentos técnicos, quando essas instituições têm dificuldades para realizar e contratar esses serviços. As atividades são realizadas por acadêmicos dos cursos de graduação e pós-graduação em Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo e áreas afins da UFSM, sob a supervisão de professores orientadores. A equipe que participou dos levantamentos foi a seguinte: professores André Lübeck, Rogerio Antocheves de Lima e Almir Barros do Santos Neto (docentes do Departamento de Estruturas e Construção Civil), do Escritório Modelo de Engenharia; Allan Klein, engenheiro técnico do Centro de Tecnologia (CT); e professores Rutineia Tassi, Daniel Allasia Piccilli e João Francisco Horn, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental. O projeto também conta com o apoio da Secretaria de Obras de Alegrete. Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias Arte Gráfica: Lisa de Mello, estudante de Desenho Industrial e estagiária da Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/guriastec/2025/08/31/guriastec-lanca-terceiro-episodio-de-podcast Sun, 31 Aug 2025 22:24:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/guriastec/?p=254 Hoje, 31 de agosto, o Programa GuriasTec lançou o terceiro episódio do guriastec podcast.  O programa tratou de temas como interdisciplinaridade, liderança, e projetos de pesquisa e extensão nas áreas da construção civil e arquitetura. O episódio contou com a presença de Jessica Anversa Venturini, graduada e mestra em Engenharia Civil pela UFSM, Ísis Portolan. Também participaram as integrantes do GuriasTec: a doutora e coordenadora substituta do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura, Paisagismo e Urbanismo da UFSM, e Evelyn Paniz Possebon, doutora em Engenharia Civil e professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSM. A gravação foi realizada de forma presencial e contou com apoio do Sistemas de Rádios da UFSM.

ep 3
A gravação do episódio foi feita de maneira presencial
podcast ep 3
Ísis Portolan, Luciana Mendes, Jessica Venturini e Evelyn Possebon

A primeira temporada do programa tem formato de roda de conversa e conta com a presença de egressas da UFSM das áreas de atuação do projeto, e integrantes do GuriasTec, com apresentação da bolsista de divulgação científica do projeto e radialista, Luciana Mendes. Os episódios vão ao ar sempre na última semana de cada mês.

O episódio 3 já está disponível no Spotify e Deezer pelos links abaixo.

http://open.spotify.com/episode/72Fs93grIF0MvfJSvanUio?si=033dd28165224a03

http://www.deezer.com/br/show/1001999481?host=6572464941&deferredFl=1

Expediente:

Notícia e fotos: Luciana Mendes

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/07/09/estudantes-de-engenharia-da-ufsm-entregam-projetos-de-melhoria-para-escola-de-camobi Wed, 09 Jul 2025 19:56:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69740 Estudantes e docentes da disciplina extensionista Engenharia e Sociedade junto da direção da EMEI Vila Jardim, no encerramento da disciplina[/caption] Ministrada pelos professores Tatiana Cureau Cervo, Alejandro Ruiz Padillo (ambos do Departamento de Transportes), Elisandra Maziero (do Departamento de Expressão Gráfica) e Vanessa Giacomelli (do Departamento de Química), a disciplina teve como objetivo integrar conhecimentos técnicos às demandas reais da comunidade. Ao longo do semestre, os estudantes visitaram a EMEI Vila Jardim para identificar necessidades, coletar dados e elaborar soluções personalizadas. Divididos em grupos mistos, com integrantes de ambas as engenharias, os estudantes desenvolveram sete projetos completos, cada um contendo memorial descritivo, pranchas técnicas, orçamento detalhado e apresentações. As propostas incluíram: - Plano de gerenciamento de resíduos sólidos e educação ambiental; - Reforma de banheiros e projeto hidrossanitário; - Sistema de drenagem para as praças externas e aproveitamento de água da chuva; - Planta baixa detalhada da escola e projeto de reforma do telhado; - Instalação de contêineres adaptados para novos ambientes; - Reforma de uma praça e implantação de um campinho de jogos; - Projeto elétrico e plano de prevenção contra incêndios. A iniciativa reforça o compromisso da universidade com a extensão e a responsabilidade social. Além de aplicar o conhecimento técnico, os estudantes vivenciaram a importância do diálogo com a comunidade e da construção coletiva de soluções sustentáveis. A diretoria da EMEI Vila Jardim recebeu os projetos e buscará formas de colocá-los em prática. A disciplina extensionista Engenharia e Sociedade, criada com a reestruturação curricular do Centro de Tecnologia (CT), foi ofertada pela quarta vez neste semestre e segue como exemplo de interação entre universidade e sociedade, alinhando formação acadêmica às necessidades locais. Novas edições devem ocorrer em semestres futuros, ampliando o impacto positivo gerado pelas engenharias da UFSM. Texto: Subdivisão de Comunicação do CT]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/07/08/estudantes-do-ct-entregam-projetos-de-melhoria-para-escola-de-educacao-infantil-em-atividade-extensionista Tue, 08 Jul 2025 19:02:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=7011

Na tarde desta terça-feira (8 de julho), estudantes dos cursos de Engenharia Civil e Engenharia Ambiental e Sanitária da UFSM participaram de um ato simbólico de conclusão da disciplina extensionista "Engenharia e Sociedade", com a entrega de projetos desenvolvidos para a Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Vila Jardim, localizada no bairro Camobi, em Santa Maria. A atividade contou com a presença da direção da escola, que agora poderá buscar formas de viabilizar a execução das propostas.

Ministrada pelos professores Tatiana Cureau Cervo, Alejandro Ruiz Padillo (ambos do Departamento de Transportes), Elisandra Maziero (Departamento de Expressão Gráfica) e Vanessa Giacomelli (Departamento de Química), a disciplina teve como objetivo integrar conhecimentos técnicos às demandas reais da comunidade. Ao longo do semestre, os estudantes visitaram a EMEI Vila Jardim para identificar necessidades, coletar dados e elaborar soluções personalizadas.

Estudantes e docentes da disciplina "Engenharia e Sociedade" junto da direção da EMEI Vila Jardim no encerramento da disciplina

Divididos em grupos mistos, com integrantes de ambas as engenharias, os estudantes desenvolveram sete projetos completos, cada um contendo memorial descritivo, pranchas técnicas, orçamento detalhado e apresentações. As propostas incluíram:

  • Plano de gerenciamento de resíduos sólidos e educação ambiental;
  • Reforma de banheiros e projeto hidrossanitário;
  • Sistema de drenagem para as praças externas e aproveitamento de água da chuva;
  • Planta baixa detalhada da escola e projeto de reforma do telhado;
  • Instalação de contêineres adaptados para novos ambientes;
  • Reforma de uma praça e implantação de um campinho de jogos;
  • Projeto elétrico e plano de prevenção contra incêndios.

A iniciativa reforça o compromisso da universidade com a extensão e a responsabilidade social: além de aplicar o conhecimento técnico, os estudantes vivenciaram a importância do diálogo com a comunidade e da construção coletiva de soluções sustentáveis. A diretoria da EMEI Vila Jardim recebeu os projetos e buscará formas de colocar os projetos em prática.

A disciplina extensionista "Engenharia e Sociedade", criada com a reestruturação curricular do CT, foi ofertada pela quarta vez neste semestre e segue como exemplo de interação entre universidade e sociedade, alinhando formação acadêmica às necessidades locais. Novas edições devem ocorrer em semestres futuros, ampliando o impacto positivo gerado pelas Engenharias da UFSM.


Por Subdivisão de Comunicação do CT-UFSM, com informações de Tatiana Cervo.
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Ana Paula Soares Müller, graduada em Engenharia Civil e mestre pelo PPGAUP do Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), acaba de ser selecionada para uma prestigiada bolsa de doutorado na Faculdade de Engenharia e Tecnologia da Informação da Universidade de Melbourne, na Austrália. O programa da universidade australiana, realizado em parceria com o Instituto de Equidade Social de Melbourne, apoia pesquisas que promovam equidade social através da tecnologia.

A pesquisa de Ana Paula, cujo título em inglês é "Defining accessibility metrics for equitable and inclusive micromobility: an approach based on needs and capabilities" visa desenvolver indicadores que incluam as necessidades de mobilidade de grupos marginalizados, como pessoas com deficiência, idosos e populações de baixa renda. A orientação será feita em colaboração internacional, entre a professora Patrícia Sauri Lavieri, do Departamento de Engenharia de Infraestrutura na Universidade de Melbourne, e o professor Alejandro Ruiz-Padillo, do Departamento de Transporte da UFSM.

Durante seu período na UFSM, Ana Paula atuou como colaboradora voluntária no Laboratório de Mobilidade e Logística (LAMOT), onde aprofundou estudos sobre acessibilidade pedestre – tema de seu mestrado – e publicou artigos relevantes na área. Mesmo no doutorado, Ana Paula mantém seu vínculo com o LAMOT; segundo o professor Alejandro, um dos coordenadores do LAMOT, trata-se de um passo importante na internacionalização das pesquisas, já Ana é a primeira doutoranda do grupo no exterior. Na graduação, a estudante realizou intercâmbio em Melbourne por meio do programa Ciência sem Fronteiras; naquela oportunidade, realizou estágio voluntário na empresa de engenharia Pitt&Sherry. Antes do doutorado, também lecionou no Instituto Federal Sul-Rio-Grandense, consolidando sua trajetória acadêmica em instituições públicas brasileiras.

Ana Paula no campus da Universidade de Melbourne (acervo pessoal)

O site do Instituto de Equidade Social de Melbourne realizou uma entrevista com Ana Paula, traduzida e transcrita a seguir:

Entrevista com Ana Paula Soares Müller

Antes de iniciar seu doutorado, qual era sua trajetória?
Antes do PhD, trabalhei principalmente como colaboradora voluntária no Laboratório de Mobilidade e Logística (LAMOT) da Universidade Federal de Santa Maria, no Brasil. No LAMOT, pude desenvolver minha pesquisa de mestrado sobre acessibilidade para pedestres com diferentes deficiências e publicar artigos relevantes nessa área. Antes disso, atuei como professora substituta no Instituto Federal Sul-Rio-Grandense, também no Brasil, onde tive a oportunidade de desenvolver habilidades importantes como docente e pesquisadora.

O que a motivou a escolher esse tema para o doutorado?
Compreender a importância da equidade e acessibilidade é algo que cresceu em mim desde cedo. Vivi em contextos de forte desigualdade social e vi as consequências da inacessibilidade ao longo da vida de pessoas. Minha trajetória acadêmica foi toda construída em escolas públicas, e minha melhor amiga de infância usa cadeira de rodas. Para mim, mobilidade acessível sempre foi sinônimo de qualidade de vida. À medida que amadureci e entendi meus privilégios em acessar lugares e oportunidades enquanto tantos ao meu redor não podiam, assumi como meta trabalhar por uma mobilidade mais equitativa, especialmente para os mais vulneráveis. Como pesquisadora, acredito que o doutorado é o próximo passo para alcançar esse objetivo.

Quais resultados você espera alcançar?
Realizar um doutorado em engenharia de transportes na Universidade de Melbourne é um sonho realizado. Acredito que isso me permitirá desenvolver habilidades para me tornar uma pesquisadora e profissional melhor. Espero que minha pesquisa contribua ativamente para uma micromobilidade mais justa, especialmente para quem mais precisa: pessoas com condições de mobilidade limitadas. Quero que meu trabalho ofereça aos gestores públicos e urbanistas insights valiosos para construir cidades mais acessíveis, atentas às percepções e capacidades individuais. Idealmente, pretendo contribuir para melhorias práticas nas condições de micromobilidade, tanto na Austrália quanto no Brasil. E certamente darei o meu melhor para chegar lá.


Com informações do Instituto de Equidade Social de Melbourne, do LAMOT e edição da Subdivisão de Comunicação do CT

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/06/06/ctnareconstrucao-da-solidariedade-a-engenharia-preventiva-para-um-novo-futuro Fri, 06 Jun 2025 12:12:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=6840 Você se lembra do que estava fazendo há um ano atrás, quando o Rio Grande do Sul enfrentava a maior catástrofe climática de sua história? A Subdivisão de Comunicação preparou uma série de reportagens intitulada #CTnaReconstrução, na qual você vai relembrar ou conhecer os projetos, servidores e estudantes do CT que atuaram na linha de frente, seja com iniciativas de apoio imediato à população, seja com projetos de recuperação e prevenção a médio e longo prazo de áreas atingidas pela tragédia climática no RS. Na quarta e última reportagem, destacamos como a ciência produzida pelos pesquisadores e especialistas do CT auxiliaram na emergência e apontam formas de prevenir danos futuros.

O diretor do Centro de Tecnologia, professor Tiago Marchesan, ao comentar as ações realizadas pela Unidade durante as enchentes, relembra que, em situações de tragédia, a primeira medida essencial é acolher. E foi justamente o que fez a comunidade acadêmica: professores, técnicos e estudantes organizaram mutirões para limpeza de casas, arrecadação de alimentos, de utensílios domésticos e construção de móveis para doação. Em meio aos primeiros momentos de acolhimento, a formação técnica e científica dos estudantes e docentes foi colocada em prática: professores especialistas em geotecnia foram chamados para ações cruciais como vistoriar áreas de risco em morros de Santa Maria e Quarta Colônia e avaliar a segurança de permanência dos moradores. 

Depois, com a situação emergencial amenizada, o foco dos pesquisadores começou a se voltar para a engenharia preventiva. Projetos que refletem sobre o impacto das chuvas nas estruturas urbanas e na sociedade ganharam espaço e protagonismo em função da emergência - desde projetos de simulação de fluxos hídricos e avaliação de regimes pluviais até outros que buscam o desenvolvimento de soluções urbanísticas para áreas alagadas. As atividades de pesquisa envolveram todos os cursos do CT — desde Engenharia Ambiental e Sanitária até Ciência da Computação, Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil.

Ao longo do último ano, o CT, além de ter organizado encontros próprios, que serviram de base para articulações com prefeituras, Defesa Civil e outras universidades, também participou de eventos e seminários que abordaram o tema. Um deles foi o Santa Summit - encontro realizado pela Agência de Desenvolvimento de Santa Maria, Sebrae, Inova Centro e Prefeitura Municipal de Santa Maria que reuniu setores privados e instituições públicas em junho do ano passado, no distrito criativo de Santa Maria, para discutir e pensar ações e projetos colaborativos para reconstruir e impulsionar a região central do Rio Grande do Sul.

Especialistas a campo na emergência

A atuação da universidade durante e após a tragédia também se deu no acompanhamento técnico das áreas atingidas. Professores e pesquisadores do Centro de Tecnologia, com experiência em diferentes áreas da engenharia, se mobilizaram de forma voluntária para atender demandas das prefeituras e da Defesa Civil, principalmente no interior do estado.

O professor Magnos Baroni, docente do Departamento de Transportes e especialista em Geotecnia, foi um dos que estiveram diretamente envolvidos nesse trabalho. Atuando com infraestrutura de contenção, fundações e estabilidade de encostas, Baroni explica que a dinâmica do desastre na região central do estado foi muito rápida, em função da geografia local: “Santa Maria e arredores são regiões com muitos morros e pequenas bacias hidrográficas. A velocidade das águas foi muito grande e grandes quantidades de água desceram pelos morros muito rapidamente, elevando os rios de forma absurda”, relata.

Após a enchente, as prefeituras passaram a lidar com outro problema: avaliar a segurança de áreas de risco e decidir se as famílias poderiam ou não retornar para suas casas. Segundo Baroni, muitas Defesas Civis municipais não tinham profissionais especializados para fazer esse tipo de vistoria. “O cargo de Defesa Civil é obrigatório, mas nem sempre quem ocupa o cargo tem a expertise necessária. E aí eles ficaram perdidos, sem saber se liberavam ou não as casas, se o terreno tinha estabilidade, se podia voltar ou não”, conta.

Sem pessoal técnico suficiente, as Defesas Civis locais recorreram à Defesa Civil estadual, que também estava sobrecarregada com a situação em Porto Alegre e no estado. Foi nesse contexto que docentes e pesquisadores da UFSM começaram a ser chamados. “Por nome, o pessoal sabia que existiam especialistas aqui. Então entravam em contato, perguntavam se podiam passar meu contato, se podiam indicar alguém. E a gente foi ajudando como dava”, lembra.

A logística das vistorias, na maioria das vezes, foi organizada de forma improvisada e voluntária. “A gente usava carro próprio pra chegar até as cidades e lá pegava os veículos da prefeitura. A universidade até disponibilizou caminhonetes, mas era difícil conseguir motorista e deslocamento oficial. Então, quase tudo foi na base da boa vontade mesmo”, comenta.

Auxílio aos
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técnicos da
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da Defesa Civil
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de Imigrante (fotos: arquivo Magnos Baroni)
de Imigrante (fotos: arquivo Magnos Baroni)
Auxílio aos
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Defesa Civil
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de Imigrante (fotos: arquivo Magnos Baroni)
de Imigrante (fotos: arquivo Magnos Baroni)

O grupo de atuação incluía, além de Baroni, os professores Daniel Allasia, Rutinéia Tassi e João Francisco Horn, todos ligados ao Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental e especialistas na área de recursos hídricos e geotecnia. Os trabalhos de campo foram realizados em diferentes cidades da região central, com avaliações de áreas afetadas, orientações para as Defesas Civis municipais e, sobretudo, conversas com a população, para explicar os riscos e a necessidade de desocupação de determinadas áreas. “A gente precisava conversar com as famílias, mostrar por que precisavam sair de casa, explicar os motivos técnicos e tranquilizar as pessoas também”, afirma Magnos.

Além das ações realizadas junto à Defesa Civil, os professores participaram de algumas atividades com os especialistas da área de estruturas, especialmente voltadas para a questão de infraestrutura viária, fundações e pontes. A situação climática exigiu, naturalmente, um trabalho multidisciplinar, com profissionais de diversas áreas técnicas. Magnos destaca que no entanto, o início dos atendimentos eram muito desalinhados: “quem podia ajudar, pegava o carro e ia até o local. Essa foi a realidade do primeiro momento, onde a urgência determinava a forma de atuação.” destaca o professor. 

A experiência prática nunca deixou de estar alinhada ao compromisso teórico e científico dos docentes, como se evidencia no artigo “O desastre hidrológico excepcional de abril-maio de 2024 no sul do Brasil”, publicado pela Revista Brasileira de Recursos Hídricos. O estudo, dimensionou, com dados técnicos e oficiais, a extensão do desastre hidrológico de 2024 no estado. O professor Daniel Allasia representou a UFSM ao lado de pesquisadores da UFRGS, da Univates, do Serviço Geológico do Brasil, da UFPEL e da FURG.

http://www.youtube.com/watch?v=gEiuJYJjots

Diagnóstico dos danos e apoio às prefeituras

Após as ações emergenciais, as prefeituras precisaram elaborar planos de trabalho para cadastramento oficial dos danos junto aos governos estadual e federal. Esse cadastro era necessário para viabilizar os recursos emergenciais, que seriam repassados via Defesa Civil. Nesse contexto, os especialistas voltaram a campo, mas não mais para avaliação de áreas de risco, e sim para realizar levantamentos técnicos: analisar e medir pontes destruídas, avaliar alternativas de solução e estimar valores de obra.

Os docentes relatam que muitas prefeituras não dispunham de toda a capacidade técnica necessária para fazer esse tipo de levantamento, especialmente em relação a encostas e deslizamentos. Em Santa Maria, por exemplo, os docentes e discentes atuaram na região da Estrada do Perau. Juntamente com a prefeitura, foi elaborado um anteprojeto e um plano de trabalho completo, que viabilizou a destinação de cerca de R$ 6 milhões em recursos. Esse apoio foi prestado de forma gratuita pela Universidade e reforçou o compromisso da UFSM com a comunidade. O valor foi liberado recentemente e atualmente a prefeitura dá andamento aos projetos executivos.

Ações semelhantes também aconteceram em outras cidades, como São Pedro do Sul e Candelária, especialmente em relação a pontes e acessos interrompidos. Em muitos casos, o grupo foi responsável pela vistoria, diagnóstico técnico e proposição preliminar de soluções.

Durante essas atividades, Magnos contou com o apoio de integrantes do GEOMA — Grupo de Pesquisa Geotecnia e Meio Ambiente. O grupo reúne discentes de graduação, mestrado e doutorado, mas boa parte dos que foram a campo com o docente são engenheiros civis formados, em processo de qualificação acadêmica. Baroni ressalta: “muitas vezes se usa o termo “aluno”, e a impressão que fica é que a universidade está deslocando estudantes em formação inicial para ações de grande responsabilidade técnica. Na prática, esses profissionais têm formação superior e atuam justamente na área dos problemas enfrentados”.

Em paralelo, outro grupo da UFSM, liderado pelo professor Rinaldo Jose Barbosa Pinheiro e composto por professores e estudantes da Geografia e Geologia, também atuou fortemente na região, especialmente em áreas como Silveira Martins e Júlio de Castilhos. Assim, havia dois grandes núcleos de trabalho geotécnico, que se dividiram para atender a demanda regional.

Magnos conta que o trabalho de campo sempre foi algo recorrente para o grupo de pesquisa, mas a magnitude das enchentes e a intensidade das atividades trouxeram uma experiência inédita. “Costumamos dizer que no GEOMA é difícil separar onde termina o ensino, onde começa a pesquisa e onde entra a extensão. Muitos pensam a extensão como um trabalho social mais elementar — como ensinar uma comunidade a construir um muro ou rebocar uma parede — mas, para nós, a extensão também é ir até uma encosta, monitorar o talude e contribuir para a segurança de uma rodovia, gerando impacto direto na vida da população.”

Orientações práticas para situações inesperadas

Desde 2009, o trabalho do professor Leandro Michels, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica, é focado em sistemas fotovoltaicos e na pesquisa aplicada à energia solar. Leandro é coordenador do laboratório do Instituto de Energia e Mobilidade (IEM, antigo INRI). Por meio do trabalho dos pesquisadores desenvolvido neste laboratório, a UFSM se tornou referência nacional no desenvolvimento e certificação de inversores fotovoltaicos, dispositivos essenciais para a conversão e segurança dos sistemas solares.

Quando as enchentes afetaram a região metropolitana, provocando alagamentos em residências com sistemas fotovoltaicos instalados, surgiram preocupações sobre os riscos de choque elétrico e sobre como proceder diante da situação inesperada de equipamentos submersos. O professor conta que, como esses equipamentos não foram projetados para operar imersos em água, sua equipe atuou para fornecer orientações técnicas essenciais ao governo e aos profissionais do setor, a fim de aumentar a segurança nas operações. Sua atuação, então, foi no sentido de aconselhar tecnicamente os órgãos de controle, como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), que o convidou para fazer palestras com orientações técnicas que pudessem ser difundidas entre os profissionais do setor elétrico.

O trabalho foi desenvolvido em equipe, com participação do professor Lucas Bellinaso e estudantes de doutorado do Laboratório de Ensaios Fotovoltaicos, que realizaram experimentos para entender melhor o problema e auxiliar no desenvolvimento de guias práticos. Leandro enfatiza que a atuação teve caráter voluntário e foi organizada dentro de um projeto de extensão da UFSM, buscando dar suporte técnico e prático em um momento de crise.

A receptividade das ações ficou evidente pela grande audiência das palestras: um dos vídeos alcançou 23 mil visualizações e contou com mais de mil pessoas assistindo simultaneamente, interagindo e tirando dúvidas. O professor destaca que, em eventos do setor, muitas empresas e técnicos relataram que adotaram suas recomendações para a recuperação dos sistemas afetados, e que muitas pessoas usaram as suas orientações como base para agir na recuperação e para evitar riscos nos sistemas alagados.

No aspecto acadêmico, embora a segurança já fosse um tema presente, o episódio reforçou a discussão teórica sobre a importância de planejar a instalação dos sistemas em locais adequados, longe de áreas sujeitas a inundações. Leandro explica que, dada a natureza dos equipamentos, “assim como aviões não são feitos para voar debaixo d’água”, não é viável projetá-los para funcionar submersos. Por isso, a principal lição foi a atenção à escolha dos locais de instalação dos equipamentos, para garantir segurança e durabilidade. Ele destaca que agora as pessoas estão mais preocupadas em evitar instalar fotovoltaicos em locais que possam ficar sujeitos a alagamentos, o que representa uma mudança importante no setor.

Leandro ressalta que a segurança elétrica é uma preocupação central em sua atuação, especialmente para proteger usuários e técnicos contra riscos de choque elétrico e incêndio. Ele explica que, além das pesquisas e palestras, sua equipe colaborou diretamente com órgãos reguladores como o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) para aprimorar normas técnicas e garantir maior segurança na operação dos sistemas.

Por fim, o professor salienta o caráter institucional do trabalho desenvolvido, que envolveu o conhecimento técnico e a infraestrutura do IEM da UFSM, além do esforço conjunto de pesquisadores e  estudantes em um momento de crise. O objetivo de minimizar danos e orientar a população e os profissionais para a reconstrução segura das instalações elétricas foi alcançado. Para ele, foi uma ação voluntária e institucional, feita com o conhecimento técnico da UFSM, que colaborou num momento tão complicado, ajudando a população e os profissionais a agir com segurança e responsabilidade.

http://www.youtube.com/live/xSkGoK44uBM?feature=shared

Balanço da Direção do CT um ano após as enchentes

A direção do Centro de Tecnologia, representada pelo professor Tiago Marchesan, fez, a convite da reportagem, um balanço da atuação da unidade em função das enchentes ao longo do último ano. Para ele, o compromisso social da instituição ficou patente: “Sempre que a comunidade chama, a gente não diz não. Eu sempre procuro ser dinâmico, montar rapidamente uma rede de contatos dentro e fora da universidade, e todos atendem. É bonito ver o quanto as pessoas se colocam à disposição”, enfatiza Marchesan. Para o diretor, esse engajamento coletivo faz do CT um espaço de ciência, pesquisa e — acima de tudo — solidariedade. “A gente se junta e ajuda. Esse é o espírito que nos move: contribuir com soluções técnicas, mas também com a mão estendida na hora mais difícil.”

 “Eu tenho uma teoria de que o ser humano só é completo se ele consegue vivenciar tudo que a cidade, onde ele vive, é capaz de proporcionar”, defende. Segundo ele, ao participar de ações sociais, projetos de pesquisa, atividades de extensão e da própria sala de aula, os estudantes ampliam sua visão de mundo e desenvolvem habilidades que vão além do conteúdo técnico. “Se você não vivencia todas as disparidades e diversidades da sociedade, você vive numa agulha. E não é legal viver numa agulha. A única forma de expandir seu conhecimento e sua visão de mundo é vivenciando o mundo”, completa.

Situações como a enchente que afetou o Rio Grande do Sul em maio de 2024 deixam aprendizados profundos não só quanto à necessidade de colaboração, mas também quanto à urgência de repensar o modelo de ocupação urbana e a relação com o meio ambiente. “Você pode ser um cientista super reconhecido, mas vai ter que ajudar a pessoa a tirar lama de dentro de casa. Isso é viver a integridade da vida”, resume.

O professor destaca que os especialistas do CT contribuíram com seu conhecimento na formulação de diretrizes técnicas para a reconstrução de pontes no estado. Atualmente, há exigência de estudos hidrológicos antes da elaboração dos projetos. “Toda prefeitura que precisa de um projeto de ponte é obrigada a fazer estudo de regime pluvial da região para definir altura e vão. E isso tem colaboração direta da UFSM, com o Escritório Modelo, com a Ambiental e Sanitária, Civil”, relata.

Um ano após a tragédia, o professor avalia que o principal desafio é evitar que o episódio caia no esquecimento. “O ser humano esquece rápido. Cabe à universidade relembrar. Relembrar que nós vamos ter que, na beira dos rios, manter mata ciliar, que há áreas onde não se pode ocupar, que o aquecimento global é uma realidade”, alerta. Ele destaca que a ciência e a universidade têm o papel de produzir conhecimento e de atuar como memória social, e prevenir que os erros do passado se repitam. “Se você passar lá daqui a um ano, vai estar tudo igual. Talvez isso fique só nos livros ou na história do avô, que vai contar que em 2024 foi a maior enchente da história. Mas se a gente não mudar, daqui a 10 anos pode vir outra ainda maior”, reflete.

Para Tiago, a formação universitária precisa preparar estudantes não apenas para o mercado de trabalho, mas para a vida em sociedade. “Quem se preocupa, se coloca no lugar do outro, vai ser um cidadão melhor depois. E a universidade está aqui para ensinar, mas também, como universidade pública, para formar cidadãos melhores, que transformem a sociedade”, conclui.

http://www.youtube.com/watch?v=UfoP9zlctgI

As ações relatadas acima são exemplos que reforçam o papel social da Universidade pública enquanto espaço de formação técnica e científica mas, acima de tudo, humana. Em momentos de crise, atuações como essas mostram que o conhecimento produzido dentro da academia pode e deve ser colocado a serviço da sociedade.

Esta é a quarta e última reportagem da série #CTnaReconstrução.

A primeira, #CTnaReconstrução: relembre os projetos do CT-UFSM em resposta às enchentes de 2024;

a segunda, #CTnaReconstrução: na emergência, Centro de Tecnologia virou fábrica de móveis e ponto de arrecadação de utensílios domésticos;

e a terceira, #CTnaReconstrução: Escritório Modelo de Engenharia recupera pontes em rodovias da região santamariense,  abordaram as principais ações dos grupos e projetos do CT que ampararam Santa Maria e região no auge das inundações.

Texto por Marina dos Santos, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.

Fotos: acervo pessoal dos professores. 

Vídeos: Canal Diário de Santa Maria e Canal Aranda Eventos

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Você se lembra do que estava fazendo há um ano atrás, quando o Rio Grande do Sul enfrentava a maior catástrofe climática de sua história? A Subdivisão de Comunicação preparou uma série de reportagens intitulada #CTnaReconstrução, na qual você vai relembrar ou conhecer os projetos, servidores e estudantes do CT que atuaram na linha de frente, seja com iniciativas de apoio imediato à população, seja com projetos de recuperação e prevenção a médio e longo prazo de áreas atingidas pela tragédia climática no RS. Na terceira reportagem, destacamos um projeto que auxiliou na recuperação dos estragos em rodovias do Rio Grande do Sul.

Conheça o Escritório Modelo

O Escritório Modelo de Engenharia é um projeto de extensão vinculado ao CT, desenvolvido pelos cursos de graduação e pós-graduação em Engenharia Civil. O projeto em seu formato atual existe desde 2021 e é coordenado pelo professor Almir Barros Santos com a colaboração direta dos docentes André Lubeck e Rogério Antocheves. O Escritório atua como um elo entre a universidade e a comunidade ao prestar serviços para órgãos públicos federais, estaduais e municipais, por meio da elaboração de projetos de engenharia, do acompanhamento de obras, da realização de cursos de capacitação, consultorias e assessoramentos técnicos. Quando os entes federados encontram dificuldades para realizar ou contratar tais atividades, eles podem dispor dos serviços do Escritório.

A origem do Escritório Modelo remonta à experiência dos professores na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), entre 2006 e 2017, onde atuaram desde os primeiros anos de funcionamento da instituição. Na época, como aquela universidade não dispunha de infraestrutura administrativa ou corpo técnico completos, os docentes recém-chegados acabaram por assumir múltiplas funções e aprender, na prática, como gerir obras e contratos públicos. Esse ambiente desafiador permitiu que eles acumulassem uma vivência profissional impulsionadora. A partir de 2017, quando os três docentes se reencontraram na UFSM, trouxeram consigo essa bagagem.

Card utilizado pelo projeto para divulgação dos serviços prestados

A ideia de criar o Escritório Modelo surgiu a partir de uma conversa com o professor Tiago Marchesan, diretor do CT. A proposta era estabelecer um projeto de extensão que pudesse apoiar a Pró-Reitoria de Infraestrutura (Proinfra) na elaboração de projetos estruturais e, futuramente, atender também a órgãos públicos externos.

Após início com atendimento exclusivo para as demandas da Proinfra, especialmente na área de estruturas da UFSM, o projeto ampliou seu alcance e passou a desenvolver projetos para prefeituras e outros órgãos públicos, principalmente em cidades pequenas, onde a falta de equipe técnica especializada é um obstáculo frequente.

O Escritório é remunerado pelos contratantes a partir de cada projeto desenvolvido. Os pagamentos são feitos à Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), responsável pela gestão administrativa e financeira, que distribui os recursos de acordo com as rubricas previstas — como bolsas, retribuições e remuneração aos profissionais envolvidos. Parte dos recursos também é destinada à Universidade e outra parte é reinvestida nos laboratórios do Centro de Tecnologia. Para assegurar a regularidade e a compatibilidade dos preços, os projetos seguem tabelas referenciais de órgãos públicos como Daer e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) - isso garante que os projetos estejam alinhados às exigências legais e os valores cobrados estejam dentro da realidade do mercado. O Escritório Modelo, portanto, presta um serviço de alta qualidade técnica a preços de mercado e com viés social, tanto para quem contrata quanto para quem trabalha nos projetos.

Além de auxiliar órgãos públicos na resolução de demandas emergenciais, como no caso das enchentes, o projeto proporciona aos estudantes de Engenharia Civil da UFSM a oportunidade de participar diretamente do desenvolvimento de projetos reais, e vivenciar os desafios da profissão antes mesmo de concluírem a graduação. A experiência prática, segundo os coordenadores, faz toda a diferença na formação dos futuros profissionais. “É muito diferente o aluno trabalhar com um projeto hipotético em sala de aula do que acompanhar a elaboração de um projeto de ponte que realmente será executado”, destaca André Lubeck. E foi essa experiência que foi posta à prova no momento de emergência vivido há um ano.

Logística da reconstrução

Quando as enchentes atingiram o Rio Grande do Sul, em maio de 2024, a equipe do Escritório Modelo de Engenharia se viu diante de uma demanda emergencial inédita. Diversos municípios da região, afetados pela destruição de pontes, passarelas e estradas vicinais, passaram a buscar apoio técnico para viabilizar projetos e acessar os recursos de recuperação disponibilizados pela Defesa Civil e pelo Governo Federal.

“Enxergamos a situação como uma oportunidade de ajudar, porque tínhamos estrutura e conhecimento para isso”, relata o professor André Lubeck. A relação prévia com a Prefeitura de Santa Maria, que já havia contado com os serviços do Escritório Modelo, foi decisiva para organizar os primeiros atendimentos. Na época, o município contabilizava aproximadamente 19 pontos críticos. “Eles nos perguntaram se teríamos condições de atender e nós falamos que não daria para fazer tudo, mas que poderíamos contribuir”, conta André.

Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte
Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte
Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte
Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte
Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte
Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte

A partir desse contato, a equipe do Escritório pautou seu trabalho pelas diretrizes do manual da Defesa Civil, que orientava a elaboração dos projetos e da documentação necessária para acessar os recursos de recuperação. A análise do material revelou a necessidade de estudos complementares de geotecnia e hidrologia, além dos projetos estruturais. “Brasília [governo federal] só libera o recurso se tudo atender à legislação. Emergência não é sinônimo de improviso”, reforça o professor.

Para ampliar a capacidade de atendimento, os coordenadores do Escritório articularam parcerias com outros professores da UFSM. Na geotecnia, contaram com o professor Magnos Baroni para os estudos de solo. Na área hidrológica, uniram-se ao grupo de Ecotecnologias, com os professores Daniel Allasia e João Francisco Horn. “Os professores trouxeram seus estudantes, organizamos as equipes e mostramos para Santa Maria o que conseguiríamos assumir”, detalha Rogerio Antocheves.

As demandas fizeram com que o Escritório fosse ampliado para agregar mais profissionais. Hoje, o Escritório Modelo entrega projetos completos, com orçamentos, especificações técnicas, Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e toda a documentação exigida pela Defesa Civil e por órgãos de controle. Este é um diferencial do projeto: reunir profissionais especializados em áreas específicas para realizar soluções técnicas, atributo que por vezes não é encontrado no mercado privado.

Santa Maria, então, reorganizou sua estratégia e repassou nove pontos críticos para o Escritório Modelo, enquanto buscava outras soluções para o restante. A experiência com a prefeitura — uma das maiores e mais organizadas da região — serviu como aprendizado e modelo para os atendimentos posteriores. “Quando vieram as demandas de municípios menores, como Quevedos, São Vicente e São Francisco de Assis, a gente já sabia como funcionava o processo e até os ajudamos a organizar a documentação e os procedimentos”, lembra André.

Para tentar organizar um atendimento coletivo, o Escritório Modelo chegou a enviar ofícios e propor reuniões junto a associações regionais, como a Quarta Colônia. Porém, diante da urgência e da complexidade da situação, cada município buscava sua solução como podia — alguns contratatavam empresas particulares, outros recorreram a profissionais internos.

Muitas prefeituras pequenas careciam de equipe ou conhecimento técnico até mesmo para solicitar os recursos emergenciais ou quais documentos precisavam apresentar. “Tivemos casos de prefeituras que, só depois, ficaram sabendo que oferecíamos esse serviço e lamentaram não ter procurado antes”, destaca Almir Barros.

Atualmente, todos os projetos assumidos pelo Escritório Modelo no contexto das enchentes já foram concluídos e enviados para análise da Defesa Civil em Brasília. Alguns retornaram com pedidos de ajustes ou complementações, prontamente atendidos pela equipe. Mais do que atender demandas técnicas, a atuação nesse período reforçou a importância de uma estrutura universitária pública capaz de responder a emergências e prestar serviços qualificados à comunidade.

Projeto em campo

O trabalho do Escritório Modelo de Engenharia Estrutural da UFSM vai muito além dos cálculos e projetos em escritório. Apesar de atuar principalmente com projetos técnicos para licitação, a equipe realiza visitas de campo para vistoriar as áreas afetadas — sempre após a estabilização da situação, para garantir a segurança e o levantamento preciso das necessidades.

“Nós só atuamos depois que o problema está formalmente registrado e definido pela prefeitura. Mas, claro, fomos a campo vistoriar os locais atingidos”, explica o professor André. Professores especialistas em geotecnia e hidrologia acompanharam as inspeções em áreas críticas, como encostas, para garantir que as condições estejam seguras para intervenções futuras. Os discentes da UFSM têm papel ativo em todo esse processo, sempre sob supervisão técnica rigorosa. Eles colaboram na elaboração de desenhos, orçamentos e especificações, com atenção especial à revisão, pois os projetos serão auditados por órgãos como tribunais de contas.

Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte
Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte
Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte
Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte
Equipes do Escritório do município de Quevedos
Equipes do Escritório do município de Quevedos
Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte
Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte
Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte
Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte

Nas vistorias em Santa Maria, mestrandos chegaram a trabalhar com água na altura da cintura para medir fundações de pontes. “São histórias que ficam para a formatura, qualificam muito a formação dos estudantes.” Os docentes lembram de um episódio marcante durante a entrega dos projetos para a Prefeitura de Cacequi: “Esperávamos uma reunião formal, mas era um evento com imprensa, secretários e vereadores. Dois alunos que participaram — a Giovana e o Felipe — tiveram que dar entrevistas. Para eles, foi o auge da graduação.”

Mas nem tudo são boas notícias. “Muitas pontes que caíram já apresentavam sinais antes. A enchente foi só o empurrãozinho final,” alerta André. Problemas comuns como bueiros entupidos e falta de manutenção adequada comprometem a infraestrutura. “Ficamos felizes em ajudar, mas também tristes por ver onde a engenharia e a manutenção pública estão faltando. Se isso não mudar, os problemas vão continuar,” conclui.

Na atuação do Escritório Modelo e na formação dos alunos da UFSM, um ponto é sempre reforçado: por trás de cada projeto de engenharia, existe uma questão social profunda. O professor Rogério conta a história de uma senhora feirante que mora próxima a uma das pontes em avaliação. “Ela nos disse que, com a falta daquela ponte, a rotina dela mudou totalmente. Tem que sair muito mais cedo, dar uma volta enorme. E, quando chove, fica impossível passar.” A ponte, para ela, não é apenas concreto ou cálculo — é conexão com o mundo, é qualidade de vida.

Pontes com projetos para reconstrução realizados pelo Escritório

Essa realidade é o que a equipe busca transmitir aos estudantes, o docente enfatiza: “Por trás de cada ponte, de cada prédio, tem pessoas que dependem dessas estruturas para trabalhar, estudar, viver. Esse olhar social precisa caminhar junto com a técnica, senão a engenharia perde o sentido.”

A ação relatada acima é exemplo que reforça o papel social da Universidade pública enquanto espaço de formação técnica e científica mas, acima de tudo, humana. Em momentos de crise, projetos como esses mostram que o conhecimento produzido dentro da academia pode e deve ser colocado a serviço da sociedade.

Esta é a terceira reportagem da série #CTnaReconstrução. A primeira e a segunda abordaram as principais ações dos grupos e projetos do CT que ampararam Santa Maria e região no auge das inundações. Acompanhe as próximas reportagens ao longo do mês de maio no site do CT!

Texto por Marina dos Santos, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.

Fotos por Escritório Modelo.

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O auditório do INPE estava lotado de estudantes, pesquisadores e servidores da UFSM para um evento marcante: na manhã de hoje (25/04), ocorreu a aula inaugural do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECAM). O novo PPG da UFSM é resultado da fusão dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC) e em Engenharia Ambiental (PPGEAmb).

O palestrante escolhido para a ocasião especial foi o Prof. Dr. Marx Chhay, pesquisador da Université Savoie Mont Blanc (França). Com doutorado em Mecânica pela La Rochelle Université e pós-doutorados na Paris-Sud (2009) e Universidade de Nantes (2010), Chhay atua desde 2011 no laboratório LOCIE, dedicado à otimização de projetos de engenharia ambiental. Sua aula abordará temas globais ligados à sustentabilidade e inovação tecnológica.

Na aula inaugural, o professor francês ministrou a palestra “Engineering Issues Related to the Environmental and Energy Transition” (“Desafios da Engenharia na Transição Ambiental e Energética”, em tradução livre). Apesar de sua origem, o professor Marx Chhay fala bem o português e deu a aula em nossa língua oficial. Além de abordar os assuntos técnicos que interessam aos estudantes, o professor apresentou sua universidade de origem e deu um panorama geral de suas pesquisa. À tarde, o prof. Chhay falou diretamente para os estudantes de diversos cursos de graduação do CT: a palestra "Oportunidades para Estudar na França na Graduação" foi voltada especialmente para aqueles que planejam participar dos editais de intercâmbio do BRAFITEC na França.

[caption id="attachment_6582" align="aligncenter" width="1024"] Prof. Marx Chhay e Profª Andressa Silveira (DESA)[/caption] [caption id="attachment_6583" align="aligncenter" width="1024"] Prof. Marx Chhay e Profª Elvis Carissimi (DESA)[/caption] [caption id="attachment_6584" align="aligncenter" width="1024"] Prof. Marx Chhay[/caption] [caption id="attachment_6585" align="aligncenter" width="1024"] Prof. Marx Chhay na Aula Inaugural do PPGECAM[/caption]

Com informações do PPGECAM – Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental da UFSM; fotos e edição por Subdivisão de Comunicação do CT-UFSM.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/04/24/centro-de-tecnologia-realiza-inedita-simulacao-de-evacuacao-por-incendio Thu, 24 Apr 2025 13:36:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=6543 O Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Santa Maria realizou, na quarta-feira (23), uma simulação de evacuação por incêndio, com o objetivo de capacitar docentes, discentes e brigadistas para possíveis situações de emergência. A ação teve início às 14h30min, quando uma aluna notificou a direção sobre um possível incêndio; às 14h35min, o alarme foi acionado e as primeiras medidas foram adotadas para a evacuação total dos prédios 07 e 09 da Unidade. Esses blocos abrigam o maior número de salas de aula e, consequentemente, reúnem a maior concentração de professores e estudantes. A liberação completa dos edifícios foi realizada em seis minutos, com a participação de aproximadamente 600 pessoas. A cronometragem foi encerrada após a confirmação dos brigadistas de que todos os corredores, banheiros, salas dos andares e a cafeteria haviam sido esvaziados. Às 14h51min, a simulação foi encerrada oficialmente, com a emissão dos avisos que informavam que a situação se tratava apenas de um treinamento de segurança e prevenção.

Ponto de encontro de evacuação do prédio 07
Ponto de encontro de evacuação do prédio 07
Simulação contou com luzes, ventiladores e máquinas de fumaça para criar um ambiente mais realista
Simulação contou com luzes, ventiladores e máquinas de fumaça para criar um ambiente mais realista
Evacuação de docentes, discentes e servidores do prédio 07
Evacuação de docentes, discentes e servidores do prédio 07
Últimas checagens realizadas pelos brigadistas
Últimas checagens realizadas pelos brigadistas
Avisos emitidos para informar que a ação era apenas um treinamento, conforme as normas de segurança, e para informar sobre o tempo de evacuação
Avisos emitidos para informar que a ação era apenas um treinamento, conforme as normas de segurança, e para informar sobre o tempo de evacuação

A demonstração foi coordenada pela Direção do CT, em parceria com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Engenharia de Segurança Contra Incêndios (GEPESCI), o Núcleo de Prevenção de Incêndios (NPI/PROINFRA) e a egressa do CT-UFSM, engenheira civil Janaína Steckel Retore, instrutora credenciada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS). Os coordenadores estiveram, a todo momento, em contato com os órgãos de segurança da Universidade e de Santa Maria. O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública de Santa Maria (CIOSP), o 4º Batalhão de Bombeiro Militar — por meio do primeiro-tenente Alexandre Sena do 3º Pelotão de Camobi —, o Serviço de Emergência Universitária (SEU) e o Núcleo de Vigilância da UFSM estiveram presentes desde o início do planejamento do evento e disponibilizaram todo o apoio necessário para a execução da simulação. O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), por meio do superintendente Humberto Moreira Palma, também foi informado sobre a atividade, em razão de possíveis transtornos durante o treinamento.

No estacionamento do Prédio 07, ambulância do SEU esteve à disposição para possíveis ocorrências

Preparativos

Como parte das iniciativas de acessibilidade, o Setor de Apoio Pedagógico (SAP-CT) comunicou previamente aos estudantes com deficiências ocultas sobre a realização da simulação, com o objetivo de prevenir possíveis crises durante a atividade. Além disso, estudantes com deficiência física ou mobilidade reduzida tiveram facilidade na saída do prédio graças ao sistema de distribuição de salas idealizado pela Infraestrutura do Centro,  o qual dá prioridade no ‘ensalamento’ para que suas disciplinas sejam preferencialmente alocadas no térreo ou em salas com acesso facilitado por elevadores. Esses estudantes também foram informados antecipadamente sobre a simulação pois, como deve ocorrer em situações reais de incêndio, os elevadores foram desligados durante a evacuação.

As preparações para o treinamento incluíram um curso de formação para brigadistas de incêndio, de nível intermediário, realizado em março. Essa capacitação seguiu as  diretrizes da RT-15 do CBMRS e também contemplou formação em primeiros socorros, com o apoio do PET Enfermagem, que, sob tutoria da professora Silvana Bastos Cogo, ministrou o projeto PET Socorre. Ambas as qualificações foram voltadas exclusivamente para servidores docentes e técnico-administrativos em educação (TAEs) do CT. No total, foram 25 brigadistas habilitados para atuar em ocorrências emergenciais. 

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Em paralelo ao curso, o GEPESCI disponibilizou materiais gráficos nas redes sociais do Centro, com o objetivo de destacar os principais itens de emergência contra incêndios e orientar sobre como agir em uma situação de emergência. A divulgação desses conteúdos contribuiu para manter as informações frescas na memória da comunidade acadêmica, e favorecer a resposta adequada durante a simulação.

Toda a preparação da simulação foi realizada de forma sigilosa, com detalhes conhecidos apenas pelos brigadistas, para garantir uma análise mais precisa sobre o comportamento do público acadêmico do CT em situações de incêndio. O objetivo dessa abordagem foi produzir material de avaliação para o GEPESCI e aprimorar ainda mais os planos de segurança e evacuação da Unidade. Para essa finalidade, uma central de monitoramento por câmeras foi instalada, com o intuito de auxiliar na análise da ação. Por isso a energia elétrica não foi totalmente desligada, o que aconteceria se fosse uma situação real de emergência por incêndio.

 

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Avaliação da simulação

 

Para o coordenador do GEPESCI, professor Rogério Antocheves, a atividade tem um valor simbólico e prático fundamental. Rogério possui pós-doutoramento em Segurança contra Incêndio e nunca havia participado de uma simulação em 15 anos de pesquisa e dedicação à cultura preventiva:  “É uma realização para mim porque é um assunto tão importante e a gente está lidando com vidas de pessoas. A exemplo, a Boate Kiss. Então, imagina o quanto é importante para nós que trabalhamos na área de prevenção conseguir envolver uma comunidade inteira, trazer esse conhecimento para nossa comunidade e também despertar esse assunto na sociedade.”

O treinamento também contou com a presença de Flávio Silva, pai de Andrielle (vítima na tragédia da Boate Kiss) e presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM). Flávio ressaltou a importância de ações como essa para preservar vidas e manter viva a memória do ocorrido: “tive o prazer de acompanhar uma atividade muito importante, que faz parte da prevenção contra incêndios, com duração de aproximadamente 6 minutos, um tempo muito bom para a primeira simulação. Parabéns ao professor Rogério que organizou e supervisionou essa brilhante atividade! Um exemplo a ser seguido por outros setores da UFSM, e também de outras instituições, pois a prevenção é que pode  salvar  vidas, quando acontece tragédias, principalmente nos incêndios, parabéns a todos que participaram da atividade”.

http://youtu.be/p_jTLRGUkcw?si=rzH8JXOreK7zTETA

A engenheira Janaína Retore destacou o tempo de evacuação — seis minutos — como um resultado positivo do conjunto de ações preventivas. “Isso só aconteceu nesse tempo tão bom graças à ação dos brigadistas e de todo esse conjunto de medidas que foram tomadas. Tanto a formação da brigada de incêndio quanto o plano de emergência, que foi amplamente divulgado por e-mail, redes sociais e vídeos orientativos. Tudo isso faz parte do que chamamos de medidas de prevenção contra incêndio. Portanto, essas medidas sempre se comprovam muito eficazes. Quando as pessoas observam e seguem, temos esse sucesso, com evacuação em um tempo tão reduzido. Isso me traz uma grande satisfação, ao ver que o objetivo foi alcançado.”

O diretor do Centro de Tecnologia, Tiago Marchesan, reforçou a importância da simulação para o aprimoramento sucessivo dos protocolos de segurança. “Esse simulado nos traz respostas. Essas respostas agora serão analisadas, com atenção aos pontos que precisam ser melhorados. Mas, sem dúvida, eu acredito que isso tenha que ser algo contínuo. Não sei ainda a periodicidade, eu vou conversar com os especialistas sobre isso, mas sim, ele tem que ser algo contínuo para que a gente possa cada vez mais trabalhar na prevenção. Isso é o fundamental da simulação: trabalhar na prevenção, para que numa situação real as pessoas saibam o que elas têm que fazer.” O primeiro-tenente Alexandre Sena complementa Tiago e ressalta: “É uma iniciativa nobre, que estimula o desenvolvimento contínuo de ações prevencionistas a longo prazo.”

Texto e fotos por Marina dos Santos, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.

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A análise detalhada do desempenho dos cursos do CT no ENADE 2023 foi feita pela equipe da Comissão Setorial de Avaliação do CT e está disponível no link: http://www.55bet-pro.com/app/uploads/sites/735/2025/04/InfoCSA-Abril2025-N.2-Enade.pdf 

O curso de Engenharia Civil da UFSM aparece em 1º lugar no RS, com CPC contínuo alto (4,361). A conquista foi celebrada pela coordenação do curso de Engenharia Civil. De acordo com o comentário das professoras Elisandra Maziero, coordenadora do curso, e Débora Missio Bayer, o resultado reflete o compromisso de docentes, discentes e técnicos na busca pela excelência acadêmica. Confira na íntegra o comentário das professoras:

"O curso de Engenharia Civil da UFSM recebe nota máxima em avaliação do MEC

Com 64 anos de história, o curso de graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Maria é um dos mais consolidados e reconhecidos nacionalmente. Atualmente, possui em média 380 estudantes matriculados sendo o maior curso do Centro de Tecnologia. Todos os anos, aproximadamente 70 profissionais são formados, prontos para contribuir com o desenvolvimento do país — o que é, sem dúvida, motivo de grande orgulho para toda a comunidade acadêmica.

Essa conquista é resultado do esforço coletivo e do comprometimento de todos os envolvidos na formação dos nossos engenheiros civis. Técnicos-administrativos em educação atuam diariamente nos laboratórios, nas secretarias, nas bibliotecas e demais espaços, oferecendo suporte essencial aos estudantes. Os docentes, por sua vez, mantêm constante dedicação à graduação, investindo em qualificação, inovação e ensino de qualidade. A instituição também desempenha papel fundamental, garantindo estrutura adequada, acesso à internet, laboratórios equipados e políticas de assistência estudantil.

Mas, é claro, nada disso seria possível sem a dedicação e o protagonismo dos nossos estudantes. Que além das atividades curriculares, se envolvem em projetos e iniciativas como o PET Engenharia Civil, a Base Jr., o Engenheiros Sem Fronteiras, grupos de pesquisa, ações extensionistas, estágios, entre outros.

Foi esse conjunto de esforços — múltiplas frentes de trabalho integradas — que nos levou a alcançar a nota máxima na avaliação do curso e isso nos traz a confirmação de que todo este trabalho realizado valeu muito. Passamos a ser referência em excelência no ensino superior da Engenharia Civil.

Orgulho de fazer parte desta equipe. Orgulho de ser Engenharia Civil. Orgulho de ser UFSM.

Nosso muito obrigada a todos!
Coordenação do Curso de Graduação em Engenharia Civil da UFSM."


Com informações da Coordenação do Curso de Engenharia Civil e da CSA-CT, com edição da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.

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[caption id="attachment_6496" align="alignright" width="263"] CT celebra bons resultados com 65 anos de Centro[/caption]

Os cursos de graduação do Centro de Tecnologia se destacaram por obterem nota máxima no Enade, CPC e IDD. Dentre os 15 cursos de graduação da UFSM que atingiram o conceito máximo no CPC 2023, cinco deles estão no CT: Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Elétrica, Engenharia Química e Engenharia de Computação.

Ainda no CPC 2023, alcançaram o conceito 4 os cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia Ambiental e Sanitária. 

No Enade, os cursos de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Elétrica alcançaram nota máxima.  Os cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Engenharia de Computação, Engenharia de Produção, Engenharia de Controle e Automação e Engenharia Ambiental e Sanitária atingiram o conceito 4 no exame.

No IDD, quatro cursos do CT alcançaram o conceito máximo: Engenharia Elétrica, Engenharia Civil, Engenharia Química e Engenharia de Computação. Os cursos de Engenharia Mecânica e Arquitetura e Urbanismo obtiveram conceito 4.

Resumo da Comissão Setorial de Avaliação:
Melhores Colocações no RS:
🥇Engenharia Civil e Engenharia Química aparecem em 1º lugar no RS, com CPC contínuo alto (4,361 e 4,277, ambos faixa 5).
🥈Engenharia de Computação e Engenharia Elétrica ficaram em 2º lugar no RS, com CPC também em faixa 5.
🥉Engenharia de Controle e Automação e Engenharia Mecânica ficaram em 3º lugar no RS, com CPC faixa 4.

Destaques Nacionais (CPC):
🏅Engenharia Química: 3º lugar no Brasil (entre 186 cursos)!
🏅Engenharia Civil: 9º no Brasil (de 917 cursos avaliados)!
🏅Engenharia de Computação e Engenharia Elétrica: ambos em 6º lugar nacional!

Veja a tabela completa em: http://55bet-pro.com/r-735-637

Entre os destaques da última avaliação está o curso de Engenharia Química, que apresentou evolução significativa em todos os seus índices. Nos resultados anteriores, havia obtido conceito 3 no Enade e no IDD, e conceito 4 no CPC. Em 2023, o curso alcançou nota máxima no CPC e no IDD, além do conceito 4 no Enade. Com esse desempenho, a Engenharia Química da UFSM posiciona-se entre os 6,5% dos cursos avaliados no Brasil que atingiram a nota máxima no CPC.

“O novo CPC coloca o curso em posição de destaque nacional. A repercussão imediata é um sentimento de pertencimento e orgulho por parte do nosso corpo discente. Nossa perspectiva para o próximo ENADE é trabalhar para alcançar o conceito 5 em todos os índices”, afirma o Coordenador do curso de Engenharia Química, professor Rodolfo Rodrigues.

O Colegiado do Curso começou a pensar em ações para o ENADE já no primeiro semestre de 2023. Além de preparar os alunos para o exame, a coordenação esteve presente no dia da aplicação da prova para transmitir maior confiança. Todas essas ações resultaram em um aumento de 32% da nota do conceito ENADE em relação à prova anterior de 2019.

Outros cursos como Engenharia Civil e Engenharia Elétrica alcançaram nota máxima em todos os Índices e também apresentaram uma evolução em comparação com os resultados anteriores. A coordenação de Engenharia Civil destaca: "Essa conquista é resultado do esforço coletivo e do comprometimento de todos os envolvidos na formação dos nossos engenheiros civis. Foi esse conjunto de esforços — múltiplas frentes de trabalho integradas — que nos levou a alcançar a nota máxima na avaliação do curso e isso nos traz a confirmação de que todo este trabalho realizado valeu muito."

O comentário da coordenação da Engenharia Civil sobre o resultado pode ser lido na íntegra em: http://55bet-pro.com/r-375-6516

Os conceitos atribuídos pelo Enade e refletidos no Índice Geral de Cursos (IGC) são essenciais para o CT-UFSM, uma vez que fortalecem o compromisso da instituição com a qualidade do ensino superior e contribuem para sua consolidação como universidade de excelência no cenário nacional.

Texto por Emilly Vargas Wacht, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.

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O recém-formado Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECAM) da UFSM realizará sua aula inaugural no dia 25 de abril, às 9h30, no auditório do prédio do INPE. O PPGECAM é fruto da fusão entre os Programas de Pós-Graduação, em Engenharia Civil – PPGEC e em Engenharia Ambiental – PPGEAmb. O palestrante para esta data especial será o Prof. Dr. Marx Chhay, pesquisador da Université Savoie Mont Blanc (França), que ministrará a palestra "Engineering Issues Related to the Environmental and Energy Transition" ("Desafios da Engenharia na Transição Ambiental e Energética", em tradução livre).

Com doutorado em Mecânica pela La Rochelle Université e pós-doutorados na Paris-Sud (2009) e Universidade de Nantes (2010), Chhay atua desde 2011 no laboratório LOCIE, dedicado à otimização de projetos de engenharia ambiental. Sua aula abordará temas globais ligados à sustentabilidade e inovação tecnológica.

Programação e inscrições
O evento terá abertura às 9h30, seguida da palestra principal às 10h. As inscrições são gratuitas, mas devem ser feitas antecipadamente pelo formulário online para garantir espaço adequado. Acesse aqui o formulário: http://forms.gle/5VwJbMT61MukqSvN6

Palestra para graduação
No mesmo dia, às 13h30, o professor Chhay fará uma apresentação voltada a estudantes de Engenharia do Centro de Tecnologia (CT), com o tema "Oportunidades para Estudar na França na Graduação". O debate incluirá informações sobre intercâmbios, duplo diploma e programas de mobilidade acadêmica no país europeu. Trata-se de excelente oportunidade para os estudantes interessados em participarem dos futuros editais do BRAFITEC.

Card de divulgação do evento, com foto do professor, do auditório do INPE e serviço do evento.

Serviço
O que: Aula Inaugural do PPGECAM
Quando: 25 de abril de 2025, às 9h30
Onde: Auditório do INPE – UFSM
Inscrições: Formulário online
Evento aberto à comunidade acadêmica e interessados no tema.


Com informações de Luciane Iop, PPGECAM - Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental da UFSM; edição por Subdivisão de Comunicação do CT-UFSM.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/01/31/projetos-brafitec-fortalecem-internacionalizacao-do-centro-de-tecnologia-da-ufsm Fri, 31 Jan 2025 12:44:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=6027 As oportunidades que se abrem para os estudantes do Centro de Tecnologia da UFSM não se restringem às fronteiras nacionais. Dentre as possibilidades de experiência internacional, destacam-se os projetos do BRAFITEC - sigla para Brasil France Ingénieur Technologie, programa financiado pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). O programa estimula a mobilidade de estudantes entre universidades brasileiras e francesas e possui dois projetos aprovados que englobam o CT-UFSM.

O programa

O BRAFITEC é um programa de cooperação bilateral entre o Brasil e a França que existe em âmbito nacional desde 2008, mas que tem suas bases alicerçadas desde o final da década de 1990. Inicialmente sob o título “Programa de Formação Integrada nas Escolas Francesas de Engenharia de Alunos-Engenheiros Brasileiros”, a iniciativa promoveu o intercâmbio de 100 estudantes entre os anos de 1999, 2000 e 2001. A partir de 2002, a cooperação ganhou novos ares e uma estrutura mais elaborada, o que permitiu a participação de cada vez mais pesquisadores da área de Engenharia. Um dos diferenciais do BRAFITEC é que o programa possibilita não apenas a mobilidade, mas abre possibilidades de dupla diplomação, de intercâmbio acadêmico entre as instituições de ensino e de criação de redes de pesquisa internacionais.

Os projetos do CT

O Centro de Tecnologia da UFSM já faz parte do programa BRAFITEC da CAPES desde 2022, com o projeto “Cooperação Brasil-França na Formação de Engenheiros para Exploração de Micro e Nanossatélite", coordenado 

[caption id="attachment_6117" align="alignleft" width="800"] Prof João Baptista e prof. Tiago, da UFSM, ao lado da prof. Nathalie Deltimple (Montpellier) e Prof. Jarbas, Prof. Mateus e Prof. Sandro, representantes da UFC e UNB, as demais Universidades parceiras no projeto coordenado pela UFSM[/caption]

em sua primeira fase pelo Prof. João Baptista Martins, do Departamento de Eletrônica e Computação, e em sua segunda fase pelo Prof. Tiago Marchesan, do Departamento de Eletromecânica e Sistemas de Potência, atual Diretor do Centro de Tecnologia. O objetivo do projeto é fomentar a formação e capacitação de engenheiros brasileiros e franceses, por meio da mobilidade de estudantes, bem como impulsionar a inovação na área de Engenharia. O projeto abrange estudantes de graduação do CT dos cursos de Engenharia Elétrica, Engenharia de Computação, Engenharia de Telecomunicações e Engenharia Aeroespacial, que são direcionados para as seguintes instituições francesas: École Nationale Supérieure Des Mines De Saint-Étienne, Université Grenoble Alpes, Université de Montpellier e Institut Polytechnique de Bordeaux. Os estudantes selecionados recebem bolsas de estudo de um ano concedidas pela CAPES, que incluem manutenção, seguro-saúde, passagens aéreas e auxílio-instalação; além disso, são isentas as taxas escolares na instituição francesa acolhedora. 

Desde o ano passado, o CT conta com mais um projeto aprovado no BRAFITEC. Trata-se do projeto "IDEE – Engenharia de Gestão Sustentável da Água e do Meio Ambiente”, coordenado pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e representado localmente pelo professor Elvis Carissimi, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental. O projeto é fruto dos contatos estabelecidos pelo Prof. Tiago quando da visita as Universidades Francesas em 2023, buscando potencializar mais projetos ao Centro de Tecnologia. Em parceria com a UFRGS, este projeto é voltado para a área de meio ambiente, especialmente aos assuntos hídricos. No primeiro edital, foram disponibilizadas quatro vagas para estudantes dos cursos de Engenharia Ambiental e Sanitária e Engenharia Civil, que foram direcionados para as instituições Polytech Montpellier, Polytech Tours e Polytech Annecy-Chambérry.

Visita técnica

No fim de 2024, o professor Elvis esteve na França em uma visita técnica às universidades parceiras do projeto. O docente acompanhou o andamento das mobilidades dos estudantes da UFSM que estão nas instituições francesas e relatou que eles estão bastante integrados nas atividades acadêmicas e "super motivados, felizes com a experiência". Na ocasião, o professor também divulgou os cursos de engenharia da UFSM, ressaltando não só a qualidade da formação ofertada aqui, mas também as virtudes da UFSM e de Santa Maria, os benefícios de viver e estudar aqui.

[caption id="attachment_6115" align="alignleft" width="800"] Prof. Elvis (UFSM) e Prof Maurício (UFRGS) no encontro para divulgação das instituições estrangeiras na Semana de Internacionalização da Universidade de Montpellier[/caption]

Elvis aproveitou para estimular os estudantes franceses interessados na mobilidade. Em sua visita a Montpellier, o professor participou de um evento de internacionalização onde pôde sanar dúvidas dos estudantes franceses quanto a questões de segurança, saúde e adaptação cultural. Na ocasião, estudantes franceses que já realizaram o intercâmbio no Brasil relataram suas experiências e enfatizaram o aspecto acolhedor do povo brasileiro e estimularam seus pares a realizar a mobilidade. Os estudantes franceses que vêm ao Brasil também recebem financiamento para passagens aéreas, instalação e custeio mensal.

Experiências dos acadêmicos

Maria Luiza Crixel Goulart, estudante de Engenharia Sanitária e Ambiental, é uma das intercambistas BRAFITEC do projeto IDEE. Ela está desde setembro estudando na Polytech de Montpellier e relata que, além de gratificante, a experiência de intercâmbio tem mudado sua percepção sobre o mundo, pelo contato com outras culturas. Segundo Luiza, a adaptação cultural pode ser um desafio, tanto no dia-a-dia quanto nas metodologias e no ambiente acadêmicos, mas isso não deixa a experiência menos interessante, pelo contrário: "Penso que o intercâmbio vai me tornar uma profissional muito melhor, justamente por ter eu visto as coisas de outro viés e ter tido disciplinas diferentes e aprofundadas no tratamento de água", afirma. Para além dos estudos, Luiza ressalta ainda que o intercâmbio também traz boas oportunidades de estágio na área.

O estudante francês Hugo Baldo, que passou dois meses como intercambista no Centro de Tecnologia da UFSM, descreveu sua experiência como enriquecedora e positiva. Ele destacou o ambiente acolhedor da cidade, a qualidade de vida e o custo de vida acessível, especialmente em comparação com a França. Apesar de mencionar a distância entre o bairro de Camobi e o centro como um ponto negativo, Baldo elogiou a dinâmica da vida estudantil na Universidade e a relevância do estágio que realizou. "Aprendi métodos que não tinha visto na França e tive uma primeira experiência valiosa no mundo da pesquisa científica", afirmou. O estudante ainda recomendou a outros franceses a oportunidade de estudar no CT-UFSM e viver em Santa Maria, não apenas pela experiência acadêmica ou profissional, mas também para desfrutar do ambiente único da cidade.

Dupla diplomação

Ao todo, desde a adesão do CT-UFSM ao programa, 16 estudantes já foram complementar seus estudos na França. Destes, 10 procederam com a dupla diplomação - ou seja, a dupla diplomação já é uma realidade para os participantes do primeiro projeto BRAFITEC do CT. A adesão do segundo projeto, vinculado à UFRGS, à possibilidade de dupla diplomação está em tratativas. As universidades francesas já manifestaram seu interesse e os ajustes formais devem ocorrer em 2025, com uma visita técnica do responsável francês pelo projeto à UFSM.

Novas oportunidades

O Programa BRAFITEC é um dos principais canais de internacionalização da UFSM e contribui substancialmente para a inserção da instituição em âmbito mundial, valorizando a ciência, a tecnologia e a inovação produzidas aqui. Acadêmicos interessados em participar do programa podem buscar mais informações com os professores coordenadores dos projetos e acompanhar o site do CT, onde serão publicados os futuros editais. Há previsão de novos editais do BRAFITEC para o primeiro semestre de 2025. Estudante do CT: fique ligado!


Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, fotos de arquivo pessoal.

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