UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Fri, 24 Apr 2026 00:16:25 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/04/17/projetos-de-extensao-da-ufsm-colaboram-com-a-seguranca-cibernetica-de-prefeituras-gauchas Fri, 17 Apr 2026 20:54:01 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72544 phishing, a elaboração de materiais educativos e a realização de treinamentos em parceria com prefeituras do Rio Grande do Sul. As atividades resultaram na produção de relatórios técnicos destinados ao intercâmbio de conhecimento, ao aprimoramento das defesas digitais e à redução da superfície de ataque das instituições envolvidas. Esses documentos descrevem as lacunas de segurança identificadas e apresentam recomendações de medidas mitigatórias. As ações extensionistas são viabilizadas por meio de acordos de cooperação técnica entre a UFSM e as prefeituras, sem aporte financeiro entre as partes. Os convênios fundamentam-se na colaboração mútua, na troca de experiências e na geração de benefícios institucionais recíprocos. Prefeituras municipais e outros órgãos públicos do Rio Grande do Sul têm sido, nos últimos anos, alvos cada vez mais frequentes de incidentes cibernéticos. A partir da coleta de informações publicamente disponíveis e da análise por meio de inteligência de fontes abertas (open-source intelligence), é possível identificar uma ampla variedade de ocorrências. Entre elas estão transferências indevidas de recursos dos cofres públicos, ataques de ransomware acompanhados de exigência de pagamento de resgate, campanhas de phishing bem-sucedidas, indisponibilidade de canais oficiais de comunicação e de serviços essenciais prestados à população, além do envio de mensagens fraudulentas que utilizam indevidamente a identidade visual das prefeituras para enganar contribuintes. Também são recorrentes os casos em que sites institucionais têm seu conteúdo modificado, removido ou substituído por mensagens falsas deixadas por cibercriminosos, bem como vazamentos de dados sob responsabilidade do poder público e ataques distribuídos de negação de serviço (distributed denial-of-service). Em grande parte desses episódios, observa-se a ausência de informações claras sobre a real extensão dos danos causados aos sistemas de informação, assim como a falta de esclarecimentos quanto à possível exposição de dados da população. Esse cenário evidencia fragilidades na defesa cibernética das instituições públicas gaúchas e sugere a inexistência ou a baixa efetividade de planos de resposta a incidentes, além de possíveis violações à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Entre os diferentes tipos de ataque observados, o phishing merece atenção especial por ser frequentemente bem-sucedido em função de falhas humanas. Trata-se de uma técnica de engenharia social executada por meio de e-mails, mensagens de texto, chamadas telefônicas ou páginas fraudulentas na internet, nas quais cibercriminosos se passam por fontes legítimas e confiáveis. O objetivo é enganar as vítimas e induzi-las a fornecer informações sensíveis ou realizar ações indevidas. A redução da efetividade desse tipo de ataque depende, sobretudo, da capacitação contínua de servidores e colaboradores, com foco na conscientização e na adoção de boas práticas de segurança. Essa estratégia está alinhada à perspectiva de que medidas preventivas tendem a ser mais eficazes e economicamente vantajosas do que ações corretivas após a ocorrência de incidentes, conforme destacado no Cost of a Data Breach Report 2025, publicado pela IBM. Para obter mais informações sobre os projetos de extensão universitária mencionados ou acerca de oportunidades de colaboração técnica na área de cibersegurança, recomenda-se entrar em contato com o professor Luiz Fernando Freitas-Gutierres, por meio do e-mail institucional luiz.gutierres@55bet-pro.com ou via LinkedIn. Texto: Luiz Fernando Freitas-Gutierres, com revisão da Subdivisão de Divulgação e Editoração da Pró-Reitoria de Extensão]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/02/10/projeto-da-ufsm-utiliza-tecnologia-lidar-para-otimizar-o-desempenho-de-aerogeradores-eolicos Tue, 10 Feb 2026 21:35:52 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71982 yaw em aerogeradores utilizando Lidars em ambiente relevante” está em desenvolvimento pela UFSM em parceria com a Engie Brasil Energia S.A. e com apoio da Fundação Delfim Mendes Silveira (FDMS). A pesquisa é coordenada pelo professor Claiton Moro Franchi, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM, e tem como objetivo otimizar o desempenho de parques eólicos por meio da correção do desalinhamento dos aerogeradores em relação à direção do vento. A iniciativa busca solucionar um problema recorrente na geração eólica: o desalinhamento causado por medições imprecisas do sensor de direção do vento, conhecido como biruta. Segundo o coordenador, quando esse sensor não está corretamente calibrado, o aerogerador deixa de se posicionar de forma ideal. “O desalinhamento ocorre quando o sensor não identifica com precisão a direção do vento, comprometendo o desempenho do equipamento”, explica Franchi. Para corrigir essa falha, o projeto utiliza um equipamento Lidar (sigla em inglês para “light detection and ranging”), capaz de medir a direção do vento com maior precisão. A proposta é empregar o Lidar de forma estratégica, instalando-o temporariamente em um aerogerador para coletar dados e, a partir disso, desenvolver um algoritmo de inteligência artificial que permita corrigir e calibrar as medições da biruta. “A inovação está justamente na criação desse algoritmo, que permite corrigir o sensor e repetir o processo em outros aerogeradores”, destaca o coordenador. Atualmente, o projeto encontra-se na fase de alocação de recursos e mobilização da equipe. Participam da pesquisa docentes do departamento e estudantes de pós-graduação, incluindo mestrandos e doutorandos bolsistas. As atividades incluem a logística de transporte do equipamento, a instalação do Lidar e a realização das medições em um parque eólico localizado no interior da Bahia. “É um projeto de grande complexidade e com prazo curto, o que exige uma logística bastante cuidadosa”, ressalta Franchi. A execução envolve ainda treinamentos específicos, como cursos de trabalho em altura, já que a instalação ocorre em aerogeradores com cerca de 80 metros. Parte da capacitação contará com o apoio de uma equipe internacional, responsável por orientar os pesquisadores antes das atividades em campo. A parceria com a Engie Brasil Energia S.A. é fundamental tanto para o financiamento de bolsas quanto para o acesso à infraestrutura necessária. De acordo com o coordenador, a colaboração com empresas é essencial, especialmente em uma área que depende de dados industriais. “O acesso aos dados e à fazenda eólica comercial é algo de enorme valor para a pesquisa”, afirma. Além do apoio financeiro, a parceria permite a instalação do equipamento em um ambiente real de operação, o que amplia a relevância dos resultados. O projeto marca também a primeira instalação, no Brasil, de um Lidar da fabricante ZX em um parque eólico, reforçando o caráter inovador da iniciativa. Os benefícios esperados vão além do avanço científico. A correção do desalinhamento dos aerogeradores pode aumentar a geração de energia em até 2%, tornando a operação dos parques mais eficiente. “Esse ganho representa um impacto significativo, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental”, explica Franchi, ao destacar a contribuição do projeto para a descarbonização e para o fortalecimento das fontes renováveis de energia. Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2026/01/16/parcerias-com-universidades-alemas-ampliam-oportunidades-de-pesquisa-e-formacao-em-engenharia-eletrica-no-ct Fri, 16 Jan 2026 13:50:49 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=7635
Apresentação do programa de dupla diplomação para os estudantes da Alemanha

O Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Santa Maria (CT/UFSM), por meio do Instituto de Energia e Mobilidade, vem ampliando e consolidando parcerias estratégicas com universidades e centros de pesquisa da Alemanha, fortalecendo a internacionalização e o desenvolvimento científico na área do curso de Engenharia Elétrica.

As cooperações internacionais foram reforçadas a partir de visitas técnicas e institucionais realizadas em dezembro, que envolveram reuniões acadêmicas, visitas a laboratórios e alinhamento de agendas de pesquisa com instituições alemãs de referência. A iniciativa fortalece parcerias já desenvolvidas e abre novas frentes de colaboração científica, com impacto direto na formação de estudantes e na atuação de pesquisadores do CT.

Visita aos Laboratórios da OVGU

Segundo o professor Vitor Bender, do Departamento de Eletrônica e Computação, uma das parcerias já desenvolvidas é com a Otto-von-Guericke Universität Magdeburg (OVGU), que possibilita, entre outras iniciativas, programas de dupla diplomação em Engenharia Elétrica. “As parcerias da UFSM com universidades alemãs fortalecem a Engenharia Elétrica ao ampliar a internacionalização, criar programas de dupla diplomação, abrir novas linhas de pesquisa em áreas estratégicas e gerar oportunidades concretas para estudantes e pesquisadores”, destaca.

Além da cooperação com a OVGU, há outras universidades e centros de pesquisa alemães envolvidos em ações conjuntas ou em fase de negociação, com perspectivas de ampliação dos acordos acadêmicos e científicos. O objetivo é alinhar agendas de pesquisa em temas estratégicos e consolidar parcerias de longo prazo.

Visita na universidade de Dresden

Durante as visitas realizadas no mês de dezembro, houve um fortalecimento institucional das relações entre o CT/UFSM e as instituições alemãs. “As reuniões e visitas a laboratórios permitiram um alinhamento entre estruturas acadêmicas e linhas de pesquisa, além do contato direto com professores e estudantes alemães, criando novas oportunidades de colaboração científica e abrindo frentes de pesquisa de interesse mútuo”, explica o professor.

Entre as áreas de pesquisa que se destacam nessas cooperações estão a microeletrônica, com foco no desenvolvimento de chips, a eletrônica de potência e os semicondutores de potência, áreas nas quais a UFSM já possui protagonismo no cenário nacional. Também ganham relevância os estudos no setor de energia, que proporcionam aos pesquisadores contato com diferentes realidades de geração, transmissão e distribuição.

 

Reunião com o Reitor da OVGU de Magdeburg

As parcerias internacionais ampliam as oportunidades de internacionalização para estudantes de graduação e pós-graduação, por meio de dupla diplomação, intercâmbios acadêmicos e projetos de pesquisa conjuntos. Essas experiências contribuem para uma formação acadêmica diferenciada e fortalecem o currículo dos estudantes.

Os próximos passos incluem o envio de estudantes brasileiros para a Alemanha e a recepção de alunos alemães na UFSM já em 2026, além da formalização de novos acordos de pesquisa. A expectativa é ampliar as cooperações para outras universidades e centros tecnológicos alemães, fortalecendo ainda mais a inserção internacional do CT/UFSM.


Texto por Lia Guerreiro, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM. Com informações de Vitor Bender (vitor.bender@55bet-pro.com)

Fotos: Arquivo pessoal do professor Vitor Bender

Fonte: Site do CT-UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/12/03/ufsm-desenvolve-tecnologia-inedita-no-brasil-para-acionar-motores-eletricos-de-altissima-rotacao Wed, 03 Dec 2025 18:30:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71555 A UFSM está desenvolvendo um projeto inédito no Brasil para criar um sistema capaz de acionar motores elétricos que giram em velocidades extremamente altas, chegando a 30 mil rotações por minuto. O estudo, coordenado pelo professor Rodrigo Padilha Vieira, é realizado em parceria com a empresa Imobrás e conta com apoio da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec), responsável pela gestão financeira.

O objetivo é construir um equipamento que controle esse tipo de motor de forma eficiente, segura e precisa. Para isso, a equipe está criando um novo modelo de inversor (o dispositivo que “liga e comanda” o motor), usando componentes mais modernos e rápidos. Esses componentes, feitos de carbeto de silício, permitem que o motor trabalhe em velocidades maiores e com menos perdas de energia. Hoje, não existe no mercado brasileiro um equipamento desse tipo para motores da faixa de potência que o projeto pretende atender. Como explica Vieira, “estamos desenvolvendo um produto que hoje não existe no Brasil, uma solução especializada que servirá para aplicações que exigem muita velocidade e muita potência”.

Segundo o coordenador, essa parceria entre universidade e empresa traz benefícios para todas as partes. A Imobrás investe no desenvolvimento de um novo produto que pretende comercializar no futuro. Já a UFSM recebe bolsas de estudo para alunos, ganha equipamentos para o laboratório e aproxima estudantes e pesquisadores de tecnologias avançadas. Vieira destaca que “os alunos têm contato com pesquisas de ponta, comparáveis às que são feitas em países desenvolvidos, o que ajuda a formar profissionais qualificados”.

No momento, o projeto está testando os primeiros protótipos do sistema. A expectativa é que, até o final de 2027, seja entregue um modelo totalmente funcional, capaz de competir com tecnologias internacionais. A equipe acredita que o resultado terá alta eficiência e poderá ser usado em diferentes áreas da indústria. Entre os ganhos esperados estão a criação de métodos mais modernos para controlar motores, a validação de novos tipos de inversores e a formação de mão de obra especializada.

Além de fortalecer a pesquisa e o ensino, o projeto contribui para o desenvolvimento tecnológico nacional, já que a empresa escolheu investir em uma solução brasileira em vez de importar equipamentos prontos. Para Vieira, essa decisão é estratégica: “quando a tecnologia é desenvolvida aqui, o país ganha autonomia e fortalece sua capacidade de inovação”.

Texto: Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo

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O hall do prédio 07 do Centro de Tecnologia da UFSM (CT) transformou-se em um palco de criatividade e inovação na tarde desta segunda-feira, 1º de dezembro, durante a realização da 5ª edição da Mostra de Protótipos CDIO. O evento, que já se consolidou no calendário acadêmico, reuniu acadêmicos, professores e a comunidade para apresentar soluções concretas elaboradas a partir da metodologia CDIO (Conceber, Projetar, Implementar e Operar). Nesta edição, um total de 18 grupos inscreveram seus projetos, demonstrando a abrangência e a adesão à iniciativa.

A exposição aberta ao público destacou o resultado do trabalho desenvolvido em diversas disciplinas do currículo dos cursos do CT, em especial as disciplinas de Projeto Integrador I, II e III, parte integrante da estrutura curricular reformulada. Nesta edição, a mostra contou também com a participação de estudantes da disciplina de Dispositivos de Micro-ondas (ministrada pela professora Candice Müller), do curso de Engenharia de Telecomunicações, e de quatro projetos finais de curso - ampliando assim a diversidade tecnológica em exibição

A mostra foi coordenada pelo professor Vitor Cristiano Bender (DELC) em conjunto com os professores Roberto Hausen e André Bender (ambos do DEG), Renan Duarte e Hamilton Sartori (do DPE) e Mario Evangelista (DEPS). 

Os protótipos em exibição deram bons exemplos de como a integração entre teoria e prática prepara os futuros engenheiros para os desafios profissionais. Das soluções para atividades cotidianas até dispositivos de automação e controle, passando por componentes de micro-ondas e sistemas, os trabalhos refletiram não apenas o domínio técnico, mas também habilidades essenciais como trabalho em equipe, criatividade e capacidade de resolver problemas complexos. Para além do aspecto técnico, os estudantes também foram desafiados a desenvolverem habilidades extra, envolvendo, por exemplo a simulação de uma empresa que pretende comercializar o protótipo. Os estudantes realizaram um estudo para calcular custos, margem de lucro e aplicação do produto no mercado, pensando em formas de cativar potenciais clientes futuros.

Como parte da dinâmica do evento, os visitantes foram convidados a interagir votando em seu protótipo favorito. Ao final da tarde, o grupos mais votados pelo público foi o grupo 8, composto por Alencar Farias, Diego Rosa, Nicole Ueno e Vitor Erpen, que desenvolveram um datalogger de temperatura no âmbito da disciplina de Projeto Integrador 3 da Engenharia Elétrica. O prêmio simbólico reconhece o mérito técnico e a capacidade de aplicação teórico-prática dos estudantes.

Grupo mais votado com professor Vitor Bender

A 5ª Mostra CDIO reafirmou, mais uma vez, o compromisso do CT/UFSM com uma educação engenharia de excelência, formando profissionais alinhados com as demandas da sociedade e do mercado.

Confira aqui a lista de trabalhos apresentados na mostra, seus autores e disciplinas.

Confira a seguir a galeria de imagens da 5ª Mostra de Protótipos CDIO do CT-UFSM:


Por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações do professor Vitor Bender.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/06/tecnologia-desenvolvida-na-ufsm-permite-o-desligamento-e-religamento-remotos-da-energia-eletrica Thu, 06 Nov 2025 20:13:16 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71287 Foto horizontal. Mostra um aparelho de cor predominantemente cinza, em formato de caixa retangular O dispositivo pode operar com sistemas monofásicos, bifásicos e trifásicos, com corrente de até 120 amperes[/caption] O professor Carlos Henrique Barriquello, um dos inventores da tecnologia, explicou que o diferencial do dispositivo está na possibilidade de realizar não só a leitura remota dos dados, como também o desligamento e o religamento da energia. “Hoje, para cortar ou religar a energia, é necessário que uma equipe vá até o local. Com esse sistema, a concessionária pode fazer isso remotamente, de forma muito mais rápida e com economia de recursos”, afirma. O tempo da operação, segundo o professor, é de cerca de um minuto. O sistema funciona com um dispositivo de comunicação instalado junto ao medidor, que envia as informações à concessionária por meio de uma rede de longa distância chamada LoRaWAN. “É semelhante ao Wi-Fi, mas com alcance muito maior, ideal para áreas remotas”, detalhou Barriquello. Um dos diferenciais do sistema é sua capacidade de operar com sistemas monofásicos, bifásicos e trifásicos, com corrente de até 120 amperes. “Ele pode realizar o corte e religamento em todas as fases, inclusive no neutro, o que garante segurança e confiabilidade”, completou. A Fox IoT foi a responsável por transformar o protótipo em um produto viável para o mercado. Para Filipe Carloto, representante da empresa, a parceria com a universidade foi essencial. “A interação com os pesquisadores da UFSM foi fundamental. A partir da base científica desenvolvida no projeto, conseguimos ajustar o sistema às demandas técnicas e regulatórias do setor elétrico”, afirmou. Carloto também ressaltou a atuação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (Proinova) no processo de licenciamento. “O suporte da Proinova foi muito assertivo. Tivemos uma comunicação clara e objetiva desde o início, o que facilitou o avanço do processo. Esse tipo de apoio é essencial para empresas que estão em fase de crescimento, como a nossa”, disse. A Coordenadoria de Transferência de Tecnologia e Propriedade Intelectual da Proinova foi responsável pelo processo, desde a proteção até o licenciamento da tecnologia, por meio dos núcleos que a compõem. A proteção foi conduzida pelo Núcleo de Propriedade Intelectual; a negociação e valoração ficaram a cargo do Núcleo de Prospecção e Valoração; e a formalização do processo de licenciamento foi realizada pelo Núcleo de Apoio a Projetos. Segundo o professor, a parceria também trouxe benefícios acadêmicos. “Tivemos a formação de mestres e bolsistas de iniciação científica ao longo do projeto. Além disso, publicamos artigos científicos, mostrando que é possível unir pesquisa de qualidade com aplicação prática”, afirmou. Ele destacou que a colaboração entre universidade e setor produtivo é o caminho para a inovação. “Esse tipo de parceria mostra que o conhecimento gerado dentro da universidade pode e deve ser colocado em prática para resolver problemas reais da sociedade”. Com o licenciamento das tecnologias, a expectativa é que o sistema seja expandido para novos mercados, beneficiando não apenas empresas do setor elétrico, mas também consumidores, que terão acesso a um serviço mais eficiente, ágil e seguro. Assessoria de Comunicação da Proinova]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/engenharia-eletrica/2025/11/04/nosso-curso-e-5-estrelas-guia-da-faculdade Tue, 04 Nov 2025 12:01:45 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/engenharia-eletrica/?p=1079

O Curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Santa Maria recebeu nota máxima (5 estrelas) na avaliação Guia da Faculdade, fruto da parceria entre a Quero Educação e o jornal O Estado de S. Paulo.

Como é feita a avaliação:

O Guia da Faculdade utiliza uma metodologia conhecida como "avaliação por pares" para analisar a qualidade de mais de 22 mil cursos superiores em todo o Brasil. Nesse processo, a equipe do Guia atua como um instituto de pesquisa, colhendo a opinião de milhares de professores que atuam no Ensino Superior. Todas as instituições de ensino superior cadastradas no Ministério da Educação (Universidades, Centros Universitários, Faculdades e Institutos) são convidadas a fazer parte do Guia da Faculdade. As instituições, por meio de seus colaboradores, cadastram pela primeira vez ou atualizam as informações sobre os seus cursos e sobre os dados de divulgação e de contato das IES.

Cursos avaliados
Com base nessas informações, a equipe do Guia indica quais serão os cursos que participarão do processo avaliativo. Para serem analisados em 2025, eles precisaram atender aos seguintes critérios:
. Ter ao menos uma primeira turma com alunos já formados (até o final do ano de 2024);
. Ter ao menos uma turma em andamento.


O Guia da Faculdade seleciona os cursos de acordo com as cidades onde eles são oferecidos. Se a mesma instituição de ensino oferece o curso de Administração em várias cidades, por exemplo, cada um deles recebe uma nota específica. A única exceção é no caso de diferentes ofertas de um mesmo curso dentro da mesma cidade. Nessas situações, apenas o curso mais antigo da instituição naquela cidade será avaliado.

Informações utilizadas
A partir de abril deste ano, o(a) coordenador(a) de cada curso que foi avaliado recebeu um questionário onde pôde apresentar as principais características da sua graduação, com foco em três aspectos:
. Corpo docente: perfil dos professores vinculados ao curso e dados quantitativos;
. Projeto didático-pedagógico: características da proposta de ensino do curso;
. Infraestrutura: características sobre o espaço físico, materiais e equipamentos oferecidos
;
Esse questionário serviu de base para os avaliadores emitirem suas notas para os cursos.

Avaliadores
Em 2025 contamos com cerca de 12.000 coordenadores e professores do Ensino Superior que se cadastraram voluntariamente para atuar como avaliadores do Guia da Faculdade. Estes docentes são acionados para dar notas aos cursos das suas áreas de formação e de instituições prioritariamente localizadas na mesma região do país na qual atuam. Eles são convidados a dar três notas (de 1 a 5) para cada curso:
. Para a qualidade do corpo docente
. Para a qualidade do 
projeto pedagógico
. Para a qualidade da 
infraestrutura

Cada curso é distribuído para a análise de seis professores e, caso um ou mais deles declare sua impossibilidade de avaliá-lo, o curso será encaminhado a um novo docente disponível para completar o quadro de seis pareceristas. Se mesmo após essa redistribuição não for possível colher seis notas, o curso ainda assim será considerado avaliado se conseguir reunir um número mínimo de quatro notas válidas. Abaixo disso, ele será considerado “sem notas”.

Resultado final
O processo de tabulação dos resultados começa com o descarte da maior e da menor notas recebidas por cada curso. Das notas restantes, extrai-se a média numérica de cada curso em 2025.

O resultado numérico final de cada curso leva em conta ainda a média numérica que ele obteve nos dois últimos anos, com os seguintes pesos:
. Nota de 2025 - peso 3
. Nota de 2024 - peso 2
. Nota de 2023 - peso 1


Assim, a média das notas de 2025 (após o descarte) é somada à média das notas do curso em 2024 e em 2023, com a seguinte fórmula: Resultado final 2025 = (Média 2025 x 3) + (Média 2024 x 2) + (Média 2023) / 6

Caso o curso tenha sido avaliado somente em 2025 e em 2024, o resultado dele é calculado com a seguinte fórmula: Resultado final 2025 = (Média 2025 x 3) + (Média 2024 x 2) / 5

Caso o curso tenha sido avaliado somente em 2025 e em 2023, o resultado dele é calculado com a  seguinte fórmula:Resultado final 2025 = (Média 2025 x 3) + (Média 2023) / 4

Caso o curso não tenha sido avaliado em 2024 e em 2023, o resultado dele é totalmente baseado na nota de 2025. Por fim, o resultado numérico final é transformado em estrelas de acordo com as seguintes faixas de conversão:
. Entre 5 e 4,50 - 5 estrelas
. menor que 4,50 a 3,50 - 4 estrelas
. menor que 3,50 a 2,50 - 3 estrelas
. menor que 2,50 - não-estrelado

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/10/31/cursos-de-graduacao-do-ct-ufsm-estao-entre-os-melhores-do-pais-no-guia-da-faculdade-estadao-2025 Fri, 31 Oct 2025 18:52:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=7455 Treze cursos de graduação do Centro de Tecnologia da UFSM foram estrelados no Guia da Faculdade Estadão 2025. O guia, publicado desde 2020, é uma parceria entre a startup Quero Educação e o jornal O Estado de S. Paulo e reconhece os melhores cursos de graduação do país a partir da avaliação de mais de 12.000 coordenadores e professores do Ensino Superior.

Três cursos do CT foram receberam 5 estrelas (conceito "excelente"): Engenharia Acústica, Engenharia Civil e Engenharia Elétrica. Outros dez cursos receberam 4 estrelas (conceito "muito bom"): Arquitetura e Urbanismo, Ciência da Computação, Engenharia Aeroespacial, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia de Computação, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Produção, Engenharia de Telecomunicações, Engenharia Mecânica e Engenharia Química. O curso de Sistemas de Informação ficou "sem notas" pois não recebeu a quantidade mínima de avaliações válidas de docentes pareceristas. 

A presença dos cursos do CT entre os melhores avaliados do país é mais um reconhecimento do trabalho sério desenvolvido por servidores docentes, técnico-administrativos e pelos estudantes de graduação da nossa instituição. Parabéns a todos os envolvidos!

COMO É FEITA A AVALIAÇÃO
O Guia da Faculdade utiliza uma metodologia conhecida como "avaliação por pares" para analisar a qualidade de mais de 22 mil cursos superiores em todo o Brasil. Nesse processo, a equipe do Guia atua como um instituto de pesquisa, colhendo a opinião de milhares de professores que atuam no Ensino Superior. Entenda como funcionam as principais etapas desse trabalho:

Participação das Instituições de Ensino Superior
Todas as instituições de ensino superior cadastradas no Ministério da Educação (Universidades, Centros Universitários, Faculdades e Institutos) são convidadas a fazer parte do Guia da Faculdade.
As instituições, por meio de seus colaboradores, cadastram pela primeira vez ou atualizam as informações sobre os seus cursos e sobre os dados de divulgação e de contato das IES.

Cursos avaliados
Com base nessas informações, a equipe do Guia indica quais serão os cursos que participarão do processo avaliativo. Para serem analisados em 2025, eles precisaram atender aos seguintes critérios:
- Ter ao menos uma primeira turma com alunos já formados (até o final do ano de 2024);
- Ter ao menos uma turma em andamento.

O Guia da Faculdade seleciona os cursos de acordo com as cidades onde eles são oferecidos. Se a mesma instituição de ensino oferece o curso de Sistemas de Informação em várias cidades, por exemplo, cada um deles recebe uma nota específica. A única exceção é no caso de diferentes ofertas de um mesmo curso dentro da mesma cidade. Nessas situações, apenas o curso mais antigo da instituição naquela cidade será avaliado.

Informações utilizadas
A partir de abril deste ano, o(a) coordenador(a) de cada curso que foi avaliado recebeu um questionário onde pôde apresentar as principais características da sua graduação, com foco em três aspectos:
- Corpo docente: perfil dos professores vinculados ao curso e dados quantitativos;
- Projeto didático-pedagógico: características da proposta de ensino do curso;
- Infraestrutura: características sobre o espaço físico, materiais e equipamentos oferecidos
;
Esse questionário serviu de base para os avaliadores emitirem suas notas para os cursos.

Avaliadores
Em 2025 o Guia contou com cerca de 12.000 coordenadores e professores do Ensino Superior que se cadastraram voluntariamente para atuar como avaliadores do Guia da Faculdade.
Estes docentes são acionados para dar notas aos cursos das suas áreas de formação e de instituições prioritariamente localizadas na mesma região do país na qual atuam.
Eles são convidados a dar três notas (de 1 a 5) para cada curso:
- Para a qualidade do corpo docente
- Para a qualidade do projeto pedagógico
- Para a qualidade da infraestrutura

Cada curso é distribuído para a análise de seis professores e, caso um ou mais deles declare sua impossibilidade de avaliá-lo, o curso será encaminhado a um novo docente disponível para completar o quadro de seis pareceristas. Se mesmo após essa redistribuição não for possível colher seis notas, o curso ainda assim será considerado avaliado se conseguir reunir um número mínimo de quatro notas válidas. Abaixo disso, ele será considerado “sem notas” - foi o caso do curso de Sistemas de Informação do CT-UFSM.

Resultado final
O processo de tabulação dos resultados começa com o descarte da maior e da menor notas recebidas por cada curso. Das notas restantes, extrai-se a média numérica de cada curso em 2025.
O resultado numérico final de cada curso leva em conta ainda a média numérica que ele obteve nos dois últimos anos, com os seguintes pesos:
- Nota de 2025 - peso 3
- Nota de 2024 - peso 2
- Nota de 2023 - peso 1

Assim, a média das notas de 2025 (após o descarte) é somada à média das notas do curso em 2024 e em 2023, com a seguinte fórmula:
Resultado final 2025 = (Média 2025 x 3) + (Média 2024 x 2) + (Média 2023) / 6
Caso o curso tenha sido avaliado somente em 2025 e em 2024, o resultado dele é calculado com a seguinte fórmula:
Resultado final 2025 = (Média 2025 x 3) + (Média 2024 x 2) / 5
Caso o curso tenha sido avaliado somente em 2025 e em 2023, o resultado dele é calculado com a seguinte fórmula:
Resultado final 2025 = (Média 2025 x 3) + (Média 2023) / 4
Caso o curso não tenha sido avaliado em 2024 e em 2023, o resultado dele é totalmente baseado na nota de 2025.

Por fim, o resultado numérico final é transformado em estrelas de acordo com as seguintes faixas de conversão:
- Entre 5 e 4,50 - 5 estrelas
- menor que 4,50 a 3,50 - 4 estrelas
- menor que 3,50 a 2,50 - 3 estrelas
- menor que 2,50 - não-estrelado


Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações do Guia da Faculdade 2025 Estadão.

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Receber o título de mestre em duas instituições ao mesmo tempo - uma brasileira e uma estrangeira - já é uma possibilidade real para os estudantes de pós-graduação do Centro de Tecnologia (CT) da UFSM. Na próxima quarta-feira, 05 de novembro, o CT promoverá um encontro para divulgar e tirar dúvidas sobre essa oportunidade. Trata-se do evento "Meet & Talk with the DeBraIA team", um bate-papo presencial com cinco professores da Universidade Otto-von-Guericke de Magdeburg (OVGU), na Alemanha. No encontro, os representantes alemães e brasileiros apresentarão os caminhos para o Mestrado com Dupla Diplomação entre as duas instituições, parte integrante do projeto chamado DeBraIA - DEutsch-BRAsilianische IngenieursAkademie (Academia de Engenharia Alemanha-Brasil).

O encontro, que ocorrerá das 9h às 12h, na Sala 355 do CT Anexo A, é voltado especialmente para alunos de graduação e mestrado em Engenharia, com ênfase para as áreas de Engenharia Elétrica, Controle e Automação, Telecomunicações e correlatas, que tenham interesse em realizar parte de sua formação no exterior. Durante o evento, os participantes poderão esclarecer dúvidas sobre o formato do projeto DeBraIA, as áreas de pesquisa contempladas e as possibilidades de mobilidade internacional na Alemanha. A comitiva de representantes da OVGU contempla algumas das principais áreas de foco do programa:

  • Andreas Lindemann, Prof. Dr.-Ing.: Eletrônica de Potência

  • Fabian Lurz, Prof. Dr.-Ing.: Sistemas Eletrônicos Integrados

  • Martin Wolter, Prof. Dr.-Ing.-habil.: Redes de Energia Elétrica e Energia Renovável

  • Nicole Ghering, Prof. Dr.-Ing.: Teoria de Sistemas e Controle Automático

  • Ralf Vick, Prof. Dr.-Ing.: Compatibilidade Eletromagnética

Sobre o DeBraIA

A proposta do projeto DeBraIA, ao envolver estudantes do mestrado na dupla diplomação, se destaca por sua característica inovadora e abrangente. O programa oferecerá uma formação híbrida, combinando atividades presenciais e online, além de mobilidade acadêmica obrigatória de pelo menos 6 meses na universidade parceira.

A dupla diplomação é parte do projeto DeBraIA. Trata-se de uma iniciativa conjunta da UFSM com a OVGU que faz parte do programa “Transnationale Bildung (TNB)”, ou Formação Transnacional, promovido pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), que visa promover a formação internacional de engenheiros e fortalecer a cooperação científica entre Brasil e Alemanha. O projeto tem financiamento de aproximadamente 500 mil euros e duração inicial prevista de quatro anos, com possibilidade de extensão.

A parceria, embora recente, não é novidade: em março deste ano, o Prof. Dr. Martin Wolter e o pesquisador Dr. Mauro dos Santos Ortiz estiveram no CT acompanhados de uma comitiva de estudantes alemães para tratar do DeBraIA. O projeto expandiu para o nível de Mestrado uma colaboração entre as instituições já consolidada no Doutorado, por meio de programas sanduíche e de dupla titulação via PROBRAL/CAPES-DAAD. O pesquisador Mauro é um dos exemplos dessa colaboração: egresso do CT, ele concluiu seu doutorado em Engenharia Elétrica em regime de cotutela entre UFSM e OVGU em 2024.

Em março, CT recebeu representantes da OVGU

A participação no evento é gratuita, aberta a todo o público do Centro de Tecnologia e da UFSM, e não requer inscrição prévia.

Serviço:

  • O quê: Evento “Meet & Talk with the DeBraIA team”

  • Quando: 05 de novembro, quarta-feira, das 9h às 12h

  • Onde: Sala 355, CT Anexo A

  • Informações: Mauro Ortiz (mauro.dossantosortiz@ovgu.de) e João Pedro Cipriani (joao.cipriani@ovgu.de)



Texto e foto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações de João Pedro Scherer Cipriani.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/29/em-sua-5a-edicao-captainova-vai-abordar-o-programa-de-pd-da-aneel Wed, 29 Oct 2025 21:42:13 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71134 O Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que visa a impulsionar o avanço tecnológico do setor elétrico brasileiro, será o tema da 5ª edição do evento Capta&Inova. Promovido pelas pró-reitorias de Gestão de Pessoas (Progep) e de Inovação e Empreendedorismo (Proinova) da UFSM, o encontro ocorre na próxima terça-feira (4), às 10h, no Espaço Collab InovaTec, localizado no prédio 61H do campus sede. Na ocasião, o tema será abordado pelo diretor do Instituto de Energia e Mobilidade (IEM), professor Vitor Bender. Projetos que buscam soluções sustentáveis, seguras e eficientes são apoiados pelo programa de P&D da Aneel. Para as universidades, o programa representa uma oportunidade única de integração entre a pesquisa acadêmica e as demandas da indústria. Ele estimula a produção científica aplicada, a formação de profissionais qualificados e o desenvolvimento de tecnologias que transformam o futuro da energia. Os servidores interessados em participar do 5º Capta&Inova podem se inscrever por meio do Portal de Capacitação.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/10/16/conversor-desenvolvido-por-estudante-do-ct-e-utilizado-como-ferramenta-de-ensino Thu, 16 Oct 2025 19:21:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=7419

Um projeto desenvolvido como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na Engenharia de Controle e Automação do Centro de Tecnologia está transformando o estudo de eletrônica de potência dentro das salas de aula. O estudante Milton Brenner, egresso do Curso de Engenharia de Controle e Automação e atualmente mestrando no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEE) do CT, criou um kit didático composto por um conversor CC-CC Buck, dispositivo que converte e regula a energia elétrica de forma segura e controlada. O conversor servirá como ferramenta prática para o aprendizado de conceitos teóricos da disciplina.

O TCC, intitulado “Desenvolvimento de um kit didático composto por um conversor CC-CC Buck para ensino de Eletrônica de Potência e Controle Digital de Sistemas”, foi desenvolvido sob orientação do professor Rafael Beltrame, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica, que orienta pesquisas nesta linha desde o ano de 2014.

Do problema à solução didática

A motivação do projeto surgiu de uma carência enfrentada pelo CT e por muitas instituições de ensino: a falta de equipamentos acessíveis para a prática em eletrônica de potência. Atualmente, a formação nessa área ocorre, em grande parte, com base em simulações computacionais.

Segundo o professor Beltrame, responsável pela disciplina de Fundamentos de Eletrônica de Potência, os  kits disponíveis no mercado apresentam limitações para fins educacionais. Alguns modelos escondem os componentes, o que dificulta a compreensão do funcionamento real dos circuitos. Outros, são miniaturizados em excesso, tornando inviável a visualização e a realização de medições didáticas. O kit desenvolvido por Milton surge como uma alternativa intermediária: “Ele permite ao estudante visualizar os componentes, realizar medições com instrumentos de laboratório e compreender, na prática, o funcionamento do circuito”, explica o docente.

Desenvolvimento e primeira aplicação

O projeto do conversor é fruto de um trabalho contínuo desenvolvido por diferentes turmas ao longo dos anos, pelo menos desde 2014, até chegar à versão atual, totalmente funcional e integrada. A contribuição de Milton foi reprojetar a primeira versão do conversor, tornando-o mais profissional e com potencial de comercialização. O circuito, fabricado externamente, foi desenhado para ser robusto, seguro e didático: possui proteções contra erros comuns de montagem e permite que os alunos testem suas hipóteses sem risco de danificar o equipamento. Milton destaca que o diferencial do seu projeto está na combinação entre acessibilidade e aplicabilidade. “Os kits comerciais que existem são caros. O nosso é simples, didático e permite que o aluno visualize, programe e entenda o que está acontecendo”, comenta.

O conversor foi utilizado pela primeira vez em aula prática no Laboratório de Eletrônica neste semestre, marcando um momento histórico para o ensino da disciplina. Diversas placas foram disponibilizadas para os alunos, que puderam manipular e analisar os circuitos de forma inédita.

Reconhecimento nacional

A pesquisa de Milton obteve o 3º lugar nacional no concurso de TCCs defendidos no ano de 2024, promovido pela Sociedade Brasileira de Eletrônica de Potência (SOBRAEP).

A premiação ocorreu em conjunto ao 18º Congresso Brasileiro de Eletrônica de Potência (COBEP), realizado entre os dias 5 e 8 de outubro de 2025, em Vitória (ES). O Engenheiro Milton esteve presente no evento tanto para receber seu prêmio quanto para apresentar o artigo “Design and Implementation of an Educational DC-DC Buck Converter”. Atualmente, o mestrando emprega o kit desenvolvido em suas pesquisas na área de modelagem/simulação de conversores estáticos no PPGEE, sob a orientação da Profª. Fernanda de Morais Carnielutti, com coorientação do Prof. Beltrame.

A conquista reforça o potencial do projeto dentro e fora da universidade. Para Beltrame, o reconhecimento é resultado de uma trajetória de pesquisa contínua. “Esse kit representa o esforço de vários alunos ao longo de anos. Ver o material sendo usado em aula e premiado nacionalmente mostra o impacto que a pesquisa universitária pode ter no ensino”, destaca o professor.


Texto por Lia Guerreiro, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM
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No Centro de Tecnologia (CT) da UFSM, diferentes grupos estudantis vêm apostando em um formato que tem dado certo: a oferta de minicursos abertos à comunidade acadêmica.

Neste semestre, três projetos se destacaram nessa iniciativa: a Escola Piloto de Engenharia Aeroespacial (EP-Aero), o Programa de Educação Tutorial em Ciência da Computação (PET-CC) e o Programa de Educação Tutorial em Engenharia Elétrica (PET-EE). Cada um contribui para ampliar os horizontes dos estudantes e fortalecer a integração entre graduação, pesquisa e extensão. Dois deles já concluíram as formações neste semestre, mas um ainda está com inscrições abertas. Confira a seguir!

EP-Aero: formação de aluno para aluno

Criada há cerca de três anos, a EP-Aero surgiu para aproximar estudantes de Engenharia Aeroespacial dos conteúdos e softwares exigidos durante a graduação, mas que muitas vezes não são explorados em profundidade nas disciplinas regulares. Um dos objetivo do EP-Aero, assim como dos PETs, é proporcionar aprendizado prático e complementar a formação acadêmica, criando oportunidades para que os estudantes aprofundem seus conhecimentos em projetos que vão além da sala de aula.

Na edição mais recente, foram ofertados minicursos variados, desde softwares e linguagens como SolidWorks, Python, MATLAB, XFLR5, Metrologia, Overleaf até formações sobre como se preparar para entrevistas de emprego. Para a gerente da Semana de Minicursos da EP-Aero, Nátaly Schmidt, o diferencial da iniciativa é que “é aluno ensinando aluno, porque a gente sabe as dificuldades que os colegas enfrentam e tentamos tornar o aprendizado mais leve, sem medo de perguntar”.

Ela destaca ainda que a procura não se limitou à Engenharia Aeroespacial, já que houve inscritos de cursos como Geografia e Relações Internacionais. Isso reforça o potencial de crescimento da proposta. “Nos próximos anos, queremos também atrair pessoas de fora da universidade”, acrescenta.

PET-CC: tecnologias emergentes e inovação

O PET de Ciência da Computação (PET-CC) também apostou no formato, trazendo minicursos voltados a temas como desenvolvimento web, inteligência artificial aplicada e ferramentas de versionamento de código.

Segundo a integrante do PET-CC, Giovana Borelli, o objetivo vai além da capacitação técnica: “queremos incentivar a inovação e aproximar os alunos das possibilidades da área de computação, criando um espaço para experimentar e trocar experiências”.

A ideia é que o contato com diferentes tecnologias permita que os estudantes ampliem seu repertório e encontrem novas áreas de interesse dentro e fora da graduação.

PET-EE: integração com grupos de pesquisa

Já o PET-EE vai promover a 15ª edição da tradicional Jornada de Minicursos, realizada desde 2011, que neste ano traz uma novidade: a parceria com outros grupos de pesquisa do CT. As inscrições começam dia 1º de outubro de 2025 e podem ser realizadas neste link.

Serão oferecidas capacitações em Python, ANSYS Maxwell, Git/GitHub, Typhoon HIL e Easy EDA, proporcionando aos alunos ferramentas utilizadas em projetos de ponta. Para o líder da Jornada, Luiz Dorneles, a iniciativa “é uma forma de os alunos conhecerem de perto os grupos de pesquisa e enxergarem novas possibilidades dentro da universidade, já que muitos acabam se aproximando desses núcleos depois de participar dos minicursos”.

Ele reconhece que assumir a organização está sendo desafiador, mas que iniciativas como a Jornada recompensam: “No início eu tive medo de lidar com tantas pessoas e grupos diferentes, mas isso faz parte do treinamento que o PET proporciona. Hoje vejo como a Jornada é fundamental para diluir conhecimento e fortalecer conexões”, afirma.

Formação além da sala de aula

Apesar de organizados por grupos distintos, os três eventos têm algo em comum: a proposta de oferecer aprendizados que ultrapassam os limites da sala de aula, que sirvam como formação complementar em um ambiente mais colaborativo e próximo dos estudantes.

Como resume Luiz, do PET-EE, “os minicursos mostram que o protagonismo estudantil é essencial para enriquecer a formação acadêmica, porque criam novas pontes entre ensino, pesquisa, extensão e sociedade”.


Texto por Lia Guerreiro, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/19/o-maior-carro-solar-do-mundo-faz-uma-parada-em-santa-maria Fri, 19 Sep 2025 22:29:35 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70559 Fotografia colorida e horizontal que mostra dois homens fazendo sinal de positivo para a câmera. O homem à esquerda utiliza uma camisa azul e uma calça preta, enquanto o homem à direita utiliza um colete branco sobre uma camisa azul e calça cinza. Ao fundo é possível ver o trailer, que na sua parte frontal conta com olhos desenhados e antenas decorativas representando uma borboleta. A cor predominante da carroceria do trailer é preta e, sobre ela, há detalhes grafitados nas cores vermelha, verde, azul, laranja e branca. Simon Hoffman e Reto Baumann vão percorrer mais de quatro mil quilômetros para chegar à COP 30 em Belém[/caption] O tour pela América do Sul começou em Montevidéu e tem como principal destino Belém, onde entre os dias 10 e 21 de novembro ocorre a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP 30. “Todos os políticos do mundo estarão reunidos. Nós gostaríamos de apresentar a eles o projeto Solar Butterfly, mostrar as iniciativas que encontramos para mostrar que as soluções já estão aqui. É hora de parar de falar e começar a agir”, afirma Simon Hoffman, diretor de marketing do projeto Solar Butterfly. O Solar Butterfly já percorreu mais de 86 mil quilômetros em 44 países desde que a equipe responsável pelo projeto partiu da Suíça, há quatro anos. Durante as viagens foram encontradas mais de 200 soluções sustentáveis para combater o aquecimento global, como sistemas de geração de energia e aquecimento em regiões frias, soluções em agricultura e outras práticas sustentáveis que não envolvem o consumo de combustíveis fósseis. Sustentabilidade dentro da UFSM A visita foi articulada pela docente do curso de Engenharia Elétrica Fernanda Carnielutti, para mostrar para os estudantes e professores algumas das soluções sustentáveis que o projeto tem encontrado em todo o mundo e que também podem ser encontradas na UFSM. “Aqui no Centro de Tecnologia, principalmente nos programas de pós-graduação, nós temos diversas linhas de pesquisa que trabalham com fontes de energia renováveis”, destaca a professora. O Grupo de Eletrônica de Potência e Controle (Gepoc), do qual a docente é uma das integrantes, realiza projetos com veículos elétricos e fontes de energia, tanto solar quanto eólica. O Instituto de Energia e Mobilidade (IEM) trabalha na otimização da geração de energia e da eficiência energética. [caption id="attachment_70561" align="alignleft" width="584"]Foto horizontal que mostra um trailer rebocado por um veículo, ambos de cor predominantemente preta. Um dos integrantes do projeto (vestindo boné verde, calças cinza e um colete branco sobre uma camiseta azul) encontra-se de costas sob um dos painéis laterais do trailer. O trailer é decorado com antenas e olhos de borboleta, animal símbolo do projeto. Chamam atenção também as suas “asas”, que consistem em painéis solares nas laterais[/caption] Outros exemplos são o Grupo de Estudos e Desenvolvimento de Reatores Eletrônicos (Gedre), que trabalha com eficiência energética e desenvolvimento tecnológico em sistemas de iluminação, e o Centro de Excelência em Energia e Sistemas de Potência (Ceesp), com projetos na área de geração, distribuição e transmissão de energia elétrica. A UFSM conta ainda com os projetos Rota Elétrica Mercosul e Eletrovias Inteligentes, que proporcionam rotas rodoviárias com estações de abastecimento para veículos elétricos no Rio Grande do Sul. Lar móvel e 100% sustentável O veículo é uma casa sobre rodas, equipada com seis camas, cozinha e banheiro. O veículo foi fabricado principalmente com plástico reciclado retirado do oceano. Foram mais de 800 kg de garrafas PET reutilizadas. A água da chuva é captada e purificada e pode ser utilizada na realização das atividades domésticas e também para consumo. Suas asas não possuem apenas função conceitual, também são importantes para a alimentação do veículo. Quando abertas, elas aumentam a área de painéis solares em 40 m², o que amplia a área de captação para 80 m². Ao todo, o veículo pode produzir 120 kWh de energia, o suficiente para alimentar a casa, especialmente em áreas frias que exigem um sistema de aquecimento, e fazer com que o veículo que a carrega, um Tesla Model X, percorra até 220 km por dia. Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias Fotos: Paulo Baraúna, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/17/projeto-da-ufsm-desenvolve-sistemas-de-iluminacao-de-alto-desempenho-para-cidades-inteligentes Wed, 17 Sep 2025 19:54:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70530 O que é TRL? TRL significa Technology Readiness Level, ou Nível de Maturidade Tecnológica, em português. É uma escala criada pela Nasa (agência espacial norte-americana) e amplamente usada por agências de pesquisa, universidades e empresas para medir o estágio de desenvolvimento de uma tecnologia, produto ou inovação. Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/09/15/estudantes-do-ppgee-da-ufsm-ampliam-horizontes-com-experiencias-internacionais Mon, 15 Sep 2025 18:39:14 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=7292 O Centro de Tecnologia da UFSM tem se destacado ao proporcionar aos seus estudantes oportunidades de experiências internacionais que vão além da sala de aula. Os acadêmicos e pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEE) estão ampliando fronteiras acadêmicas e levando a produção científica da instituição para o cenário internacional. Estudantes da universidade e visitantes estrangeiros vêm participando de congressos da área com pesquisas inovadoras e realizando intercâmbios - consolidando, assim, seu aprendizado, ampliando o networking e vivenciando culturas diversas. Vamos conhecer alguns exemplos a seguir!

Os doutorandos do PPGEE Paulo Henrique Alves da Silva e Leonardo Viera vivenciaram recentemente a experiência de participar de congressos internacionais. Paulo Henrique, de 28 anos, destaca que a sua primeira viagem ao exterior foi para Chicago, em 2024, onde apresentou trabalho sobre inversores de frequência veicular. Esse primeiro contato abriu portas para uma segunda viagem, desta vez à Tunísia, onde participou de palestras, atividades e visitas a indústrias de veículos elétricos, fortalecendo seu engajamento acadêmico e seu networking internacional. “Participar desses eventos permite desenvolver habilidades linguísticas, interagir com diferentes culturas e expandir a visão sobre pesquisa e inovação”, afirma. O estudante ressalta ainda que “representar a UFSM e o PPGEE é uma responsabilidade e um orgulho, mostrando a capacidade de inovação e criatividade da pesquisa brasileira no cenário global”.

Acadêmicos Paulo Henrique Alves da Silva e Leonardo Vieira no congresso da Tunísia

Outra história inspiradora é a de Lucas Rossato, pós-doutorando e professor substituto, que se prepara para sua primeira conferência internacional fora do Brasil, a IECON 25 (Industrial Electronics Annual Conference), em Madrid, Espanha. Lucas vai apresentar pesquisas desenvolvidas durante seu mestrado e doutorado, focadas em algoritmos de controle para motores elétricos de veículos, buscando melhorias em eficiência e confiabilidade.

Lucas Rossato irá dividir espaço na Espanha com os colegas Emmanuel Moura, Pedro Löbler, Ademir Toebe e Joshua Rauber Neusser, que também conquistaram a bolsa de viagem pelo PPGEE para a conferência, com todas as despesas de viagem custeadas. O evento permitirá que os acadêmicos do CT apresentem seus trabalhos, compartilhem experiências com pesquisadores de diferentes países e absorvam conhecimentos avançados na área de Engenharia Elétrica.

Lucas destaca a importância do apoio financeiro pois, sem o auxílio do próprio congresso e do PPGEE da UFSM, a viagem seria inviável. Além da parte acadêmica, ele valoriza a troca cultural e pretende compartilhar elementos da cultura brasileira, como o chimarrão, além de aprender sobre a vida e costumes de outros países. Para ele, a experiência abre portas para futuras colaborações, doutorados “sanduíche”, dupla diplomação e novos projetos internacionais. Lucas deixa uma mensagem para aqueles que têm o mesmo sonho: “Vão conseguir, se quiserem. É possível para qualquer aluno que acredite no próprio potencial e trabalhe com dedicação”

O Programa do PPGEE/UFSM possuí o conceito sete desde 2022, a nota máxima da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). O apoio prestado pelo Escritório de Assuntos Internacionais do CT tem sido fundamental para promover a internacionalização da unidade, oferecendo suporte aos estudantes interessados em vivências no exterior e garantindo o acompanhamento de cada etapa do processo. Os convênios firmados com universidades estrangeiras ampliam as possibilidades acadêmicas, permitindo iniciativas como cotutela, doutorado sanduíche e dupla diplomação. Como destaca Tatiana Stradiotto, responsável pelo escritório: “O compromisso com a internacionalização é o que tem levado o programa a alçar voos tão altos”.

Entre os membros internacionais da comunidade do CT está Ali Ahmed, mestrando oriundo do Paquistão, que iniciou seus estudos na UFSM em 2025. Apesar das dificuldades iniciais com a barreira linguística, Ali elogia a recepção calorosa e o apoio recebido: “Santa Maria é maior e mais bonita do que eu imaginava, e a UFSM oferece laboratórios muito bem equipados e professores dedicados”, comentou. Sua pesquisa concentra-se em medições de temperatura, umidade e voltagem utilizando Arduino, ESP32 e Raspberry Pi. Ali tem o objetivo de publicar artigos que beneficiem tanto a universidade quanto seu país de origem. Casado e pai de uma filha de dois anos, pretende retornar ao Paquistão após o mestrado, mas descreve a experiência no Brasil como uma memória marcante.

Acadêmico Ali Ahmed na entrada da universidade

Para todos os participantes, a experiência internacional vai além da academia: é uma oportunidade de crescimento pessoal, cultural e profissional. O contato com outras culturas, a prática de idiomas e a construção de redes de contato consolidam competências que fazem diferença na carreira. Essas vivências internacionais ilustram como o PPGEE da UFSM investe na formação integral de seus alunos, preparando-os para desafios acadêmicos e profissionais em escala mundial, e incentivando a troca de conhecimento entre Brasil e outros países.

Entrevista e texto por Lia Guerreiro, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM
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ep 4 podcast
A gravação do episódio foi feita de maneira presencial
gravação 4
Renata Rojas, Martha Adaime, Nilza Zampieri, Luciana Mendes e Jaqueline Kegler

As convidadas foram recepcionadas pela coordenadora do projeto, a professora Renata Rojas Guerra e a coordenadora do Gurias_Com, a professora Jaqueline Quincozes Kegler. Na ocasião, foram entregues as camisetas e as canecas do projeto. 

As participantes do episódio destacaram ações como essa na valorização da participação feminina na ciência e tecnologia. Para a Martha, é essencial que as meninas e mulheres se posicionem nas suas carreiras: “Não há idade para a gente inibir sonhos”, destacou. Nilza ressaltou a importância da confiança feminina no trabalho: “Acreditar que é possível fazer sim”.

A primeira temporada do programa tem formato de roda de conversa e conta com a presença de egressas da UFSM das áreas de atuação do projeto e integrantes do GuriasTec, com apresentação da bolsista de divulgação científica do projeto e radialista, Luciana Mendes. Os episódios vão ao ar sempre na última semana de cada mês.

O episódio 4 estará disponível no dia 26 de setembro no Spotify e Deezer pelos links abaixo.

http://open.spotify.com/show/21QsgaNYUndWPpglf9MX3X

http://www.deezer.com/br/show/1001999481?host=6572464941&deferredFl=1

Expediente:

Notícia e fotos: Luciana Mendes

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O RS Talentos fornecerá 10 bolsas por curso, no valor de R$2.000 mensais, durante 18 meses, para estudantes que ingressaram no primeiro ou segundo semestre de 2025 nos cursos de graduação em Ciência da Computação, Engenharia de Computação, Engenharia Elétrica (campus sede e Cachoeira do Sul) e Engenharia Química, totalizando 50 bolsas.

O programa RS Talentos é uma ação do Governo do Estado que seleciona universidades públicas localizadas nos ecossistemas regionais de inovação, diretamente afetados pelo desastre climático de maio/2024, para promover o desenvolvimento econômico e social por meio da formação e manutenção de recursos humanos em áreas estratégicas.

A UFSM teve sua proposta aprovada no edital do RS Talentos em 19 de agosto. A proposta da universidade envolve parcerias com laboratórios, incubadoras, hubs de inovação e empresas que fortalecem o atendimento às demandas do programa. Ao todo, serão distribuídos R$ 1,8 milhão em bolsas para estudantes.

A escolha dos cursos e semestres abarcados na proposta foi feita pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul (SICT), no Edital SICT 05/2025. Os estudantes selecionados para receber as bolsas precisam atender a uma série de requisitos prévios e observar as contrapartidas previstas no edital.

Para mais informações e inscrições, acesse o site.


Texto por Manu Zini, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM

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As bolsas foram oferecidas para os seguintes cursos: Ciência da Computação ou de Dados, Engenharia de Computação ou de Software, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia Elétrica ou Eletrônica, Engenharia Mecânica e Engenharia Química.

Benefícios para a UFSM

A UFSM recebeu recursos para os cursos de:

• Engenharia Elétrica, no campus sede;

• Engenharia Elétrica, no 55BET Pro de Cachoeira do Sul;

• Engenharia de Computação;

• Engenharia Química;

• Ciência da Computação.

Do total de 50 bolsas de estímulo à inovação concedidas para a UFSM, 10 serão direcionadas a cada curso contemplado. As bolsas terão o valor de R$ 2 mil e serão voltadas para estudantes do primeiro ano das graduações beneficiadas, que deverão realizar as atividades por 18 meses.

Coordenadora do projeto e docente do Departamento de Eletromecânica e Sistemas de Potência, a professora Suelen Cristiane Freitag conta que o programa busca ter impactos positivos na UFSM e região. “Visamos reduzir a evasão dos alunos nesses cursos, aumentar a inserção deles, principalmente no nosso setor produtivo. Fomentar pesquisas, soluções inovadoras, que estão voltadas principalmente à sustentabilidade, à ativação econômica do nosso estado.”

Ainda, a formação de profissionais preparados para lidar com situações de catástrofes climáticas e criar soluções inovadoras, desenvolvendo o talento de estudantes, é uma ideia reforçada pela coordenadora.

Além da coordenação acadêmica, a articulação institucional também foi fundamental para a participação da UFSM no edital. A analista de negócio do Núcleo de Prospecção e Valoração da Proinova (NPV), Marta Elisa Vargas, destaca o papel do setor: “Fomos parceiros desde o início com a divulgação do edital, das reuniões com professores e junto à Secretaria de Inovação. Toda a parte de documentação para envio do edital também contou com nosso apoio. Toda a articulação estratégica foi feita pelo NPV e pelo professor Daniel Bernardon.”

O processo seletivo para as bolsas

O processo de seleção dos novos bolsistas ainda não começou, mas já possui alguns pré-requisitos:

• Estar matriculado no primeiro ano do curso de graduação presencial da UFSM contemplado por este projeto;

• Ter realizado uma das cinco edições mais recentes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obtido, em pelo menos uma delas, nota mínima de 500 pontos;

• Estar cursando, no semestre vigente, um mínimo de 20 créditos;

• Comprometer-se a cumprir os requisitos de frequência e desempenho acadêmico previstos no regulamento do Programa RS Talentos;

• Não ter sido desligado de programas de bolsas similares por descumprimento de normas;

• Estar disponível para firmar o termo de compromisso do Programa RS Talentos, caso selecionado;

• Ter disponibilidade para se engajar em atividades de iniciação científica, tecnológica e de inovação;

• Comprometer-se a interagir com o setor produtivo ao longo de sua formação, por meio de estágios, vivências e outras formas de aproximação com a economia do Rio Grande do Sul;

• Comprometer-se a permanecer no Rio Grande do Sul por, no mínimo, dois anos após a conclusão e diplomação no curso de graduação, visando contribuir para o desenvolvimento econômico e social do estado.

Acompanhamento da execução

A evolução da bolsa será acompanhada pela SICT. Durante os 18 meses vigentes de atividades da bolsa, a universidade deverá se comunicar com a secretaria para informar sobre o andamento do bolsista. Segundo a coordenadora Suelen Freitag, um relatório técnico semestral será enviado à SICT informando o que foi realizado, incluindo a participação dos alunos no projeto e em estágio, e com relação a atividades voltadas a resiliência, ciência climática, sustentabilidade e ativação econômica no Rio Grande do Sul.Por fim, Suelen comenta que o bolsista deverá realizar publicações acadêmicas, como na Jornada Acadêmica Integrada (JAI). “Até comentamos com os coordenadores dos cursos que vamos buscar colocar um salão somente para o RS Talentos no próximo ano”, prevê.

Texto: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Lucas Casali

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/07/18/formula-ufsm-apresenta-o-prototipo-que-celebra-os-15-anos-da-equipe-automobilistica Fri, 18 Jul 2025 21:58:33 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69871 Em 2025, a Fórmula UFSM retorna às suas cores originais: vermelho e preto[/caption] Em comemoração ao legado de 15 anos da equipe Fórmula UFSM, foi realizada a apresentação do protótipo FU-2025 na noite da quinta-feira (18), no auditório Wilson Aita, anexo C do Centro de Tecnologia (CT). No evento, a estética do carro foi revelada, bem como o nome do protótipo: Ares. O projeto Fórmula UFSM é uma equipe de competição universitária dedicada ao desenvolvimento de veículos de corrida. Fundado em 2010, o programa incentiva os estudantes a projetar, construir, testar e competir com seus próprios carros. O protótipo FU-25, o Ares, representará a UFSM na competição Fórmula SAE Brasil, que neste ano acontece de 30 de julho a 3 de agosto, no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), em Piracicaba (SP). A competição tem como objetivo oferecer aos estudantes de engenharia a oportunidade de aplicar, na prática, os conhecimentos adquiridos em sala de aula, por meio do desenvolvimento completo de um projeto, exatamente como o Fórmula UFSM desempenha. Em 2024, a equipe de Santa Maria conquistou o 4° lugar geral na competição nacional. Atualmente, a Fórmula UFSM conta com cerca de 32 integrantes, dos cursos de Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção, Fabricação Mecânica, Jornalismo e Química. O fundador e coordenador do Fórmula UFSM é o professor Mario Martins, e os professores coorientadores são Fernando Bayer, Roberto Hausen e Ronaldo Glufke. Nome e identidade – Todo ano é feito um processo de naming para decidir como será intitulado o novo protótipo, no qual participam todos os chefes dos subsistemas, junto da diretoria e dos professores. A partir do afunilamento de mais de cem nomes, chegaram a “Ares”, nome do deus grego da guerra. Coorientador da equipe e professor de Desenho Industrial, Ronaldo Glufke explica como funciona a identidade visual do protótipo. “O carro tem uma cara nova todo ano. Então, tem um nome novo e, a partir de alguns conceitos atribuídos a este nome, se define toda a questão característica visual dentro dos limites formais que o carro assume. Toda essa parte de grafismos, da cor, é muito em função da atribuição simbólica que o nome define.” [caption id="attachment_69874" align="alignleft" width="560"] O nome Ares (deus grego da guerra) e a identidade visual do carro remetem à ideia de agressividade[/caption] Uma diferença notória do FU-2025 para os últimos carros foi o retorno da cor vermelha ao protótipo. “Esse ano a equipe voltou a usar as cores vermelho e preto, que são as cores originais do Fórmula UFSM. Os últimos dois carros eram preto e dourado, porque era uma homenagem ao Ayrton Senna. Como são 15 anos, voltamos à identidade original da equipe”, conta Gabriele Mendes. Estudante de Jornalismo e coordenadora de comunicação da equipe, ela foi a responsável pela apresentação do protótipo durante a cerimônia. Diferenciais – Durante o evento, o diretor técnico e o capitão do Fórmula UFSM, Gabriel Mainardi e Luiz Coelho, respectivamente, explicaram as mudanças e melhorias do protótipo de 2025. De acordo com eles, o objetivo geral da temporada é que o FU-2025 seja o melhor em todas as provas dinâmicas. Ou seja, a ideia é que a cada ano o veículo se torne mais rápido, mais forte e mais leve. Eles também destacam algumas das inovações do Ares em comparação com os protótipos anteriores: hoops com geometria inclinada; sistema de combustível com regulador interno e linha de alimentação rígida; mangas de eixo e cubos de roda usinados em alumínio; eletroventilador com motor brushless; geometria de suspensão redesenhada e módulo de distribuição de potência. Entretanto, o grande diferencial do carro da Fórmula UFSM em 2025 foi na parte da validação, que é quando a manufatura do carro está pronta e se aplica o protótipo em testes efetivos. Foram mais de cem dias de validação, marca que há quatro anos não conseguiam replicar. Luiz Coelho comenta a relevância do feito. “É extremamente importante, porque realmente diz se o seu carro é confiável ou não. E quanto mais você consegue validar ele, atrelado a isso vem o refino, melhor setup de suspensão, melhor calibração de motor e melhor refinamento geral do carro”. [caption id="attachment_69875" align="alignright" width="607"] Professores e alunos integrantes do projeto posam junto ao carro[/caption] Para 2025, a Fórmula UFSM selou uma parceria com a Base Aérea de Santa Maria (Basm) para realizar as testagens de aceleração e skid pad (prova que avalia a aceleração lateral do protótipo). Lá foi possível definir o setup das provas e aprimorar pilotos. “As acelerações demandam um espaço muito amplo, limpo e seguro para fazer, devido realmente à didática da prova. A aceleração é uma prova em que o carro alcança a maior velocidade possível, e o skid pad é uma prova em que, por ser em uma curva de raio constante, a chance do carro escapar ou sair do percurso é muito grande”, explica Gabriel Mainardi quanto à importância da parceria com Basm. A Fórmula UFSM inovou ainda ao realizar um fim de semana de validação no Venâncio Kart Club, em Venâncio Aires. Essa parceria possibilitou validações extremas e a testagem do máximo potencial do carro. Foram 127 km rodados em Venâncio Aires, onde também foi concluída a seleção de pilotos. Foram selecionados: Patrick Baelz e Guilherme Moraes (na aceleração); Gabriel Mainardi e João Reschke (no skid pad); Luiz Coelho e Guilherme Moraes (no autocross); Luiz Coelho e Patrick Baelz (no enduro). Fórmula SAE – Docente do curso de Engenharia Mecânica e fundador da Fórmula UFSM, o professor Mario Martins esclarece que a competição não é apenas uma corrida automobilística. “É um misto de uma corrida, de um congresso, de uma feira de apresentação de produtos industriais. Os alunos têm que apresentar diversos aspectos dos carros e defender do ponto de vista do projeto para o juiz. Além de apresentar o comportamento dinâmico do veículo avaliado em diversas provas práticas, também têm que apresentar em provas que avaliam os aspectos conceituais do projeto e mercadológicos. Têm que conseguir vender o projeto e assim exercitam também habilidades de comunicação e de marketing[...] Os alunos estão lá se mostrando, e alguns saem efetivamente contratados. Porque a indústria está lá, assistindo, vendo, acompanhando os melhores trabalhos.” Texto: Marina Brignol, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias Fotos: Paulo Baraúna, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/07/10/ufsm-forma-equipe-para-desenvolver-carro-movido-a-hidrogenio-em-projeto-pioneiro-do-centro-de-tecnologia Thu, 10 Jul 2025 12:07:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=7064 A UFSM formou uma equipe voltada ao desenvolvimento de um veículo elétrico movido a hidrogênio. Trata-se da equipe Bombaja H2, projeto derivado do Bombaja, tradicional e premiada equipe de competição de veículos off-road da instituição, e que promove a integração entre ensino, pesquisa e extensão. A nova equipe, formada no CT, busca  adaptar um veículo já existente à propulsão por hidrogênio. O objetivo do projeto é participar da competição nacional da modalidade, a SAE H2, prevista para ocorrer de 30 de julho a 3 de agosto, em São Paulo.

A ideia surgiu no início de 2024, a partir da percepção de que a UFSM ainda não possuía equipes voltadas para a mobilidade elétrica ou para tecnologias de hidrogênio, diferentemente de outras universidades brasileiras. “Decidimos começar pelo hidrogênio, porque as universidades com tradição em inovação já tinham algo nessa área. Pegamos essa ideia e abraçamos a causa de criar uma equipe com esse foco”, explicou Leonardo Felipe dos Santos, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UFSM (PPGEE) e um dos integrantes do projeto.

O veículo utilizado na adaptação será o BJ-16, um carro antigo do Bombaja. A escolha se baseia em uma exigência da competição, que permite realizar adaptações mínimas em projetos já existentes. Enquanto o Bombaja foca no desempenho estrutural e dinâmico de seus veículos, a equipe Bombaja H2 prioriza o desenvolvimento da tecnologia de propulsão a hidrogênio.

Veículo BJ-16 do Bombaja será adaptado para propulsão a hidrogênio pelo Bombaja H2

Competição recente e tecnologia emergente

 A competição SAE H2 teve sua primeira edição presencial em 2022, depois de dois anos de realização no formato online devido à pandemia. Voltada para a pesquisa e inovação, a disputa exige que as equipes desenvolvam sistemas de propulsão a hidrogênio, com critérios que avaliam não apenas o desempenho do veículo, mas também a eficiência energética e o aproveitamento dos recursos. No Brasil, o diferencial da prova é a obrigatoriedade de converter o hidrogênio em eletricidade para alimentar o motor, o que aproxima a competição do contexto industrial nacional.

“O Brasil é hoje o maior produtor de hidrogênio verde do mundo, com pureza de 99,9%. No entanto, exporta quase toda a produção, e a infraestrutura para uso interno ainda é escassa. Esse tipo de projeto ajuda a preparar profissionais para essa nova demanda do mercado energético”, destacou Leonardo Felipe. 

Equipe multidisciplinar e desafios

Atualmente, a Bombaja H2 conta com 14 integrantes, número que deve chegar a 30 nos próximos meses, com a finalização do Processo Seletivo iniciado em junho. A equipe é composta por estudantes de graduação, pós-graduação e ensino técnico. Os cursos de graduação representados são: Ciência da Computação, Engenharia Aeroespacial, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica e Engenharia de Telecomunicações. “Abrimos o processo seletivo para o CTISM (Colégio Técnico Industrial de Santa Maria) e houve bastante interesse, principalmente pela proposta de trabalhar com energia limpa e sustentável”, contou Pedro Henrique Santos, discente de Engenharia Mecânica e gerente de marketing da equipe.

Além das vagas para as áreas técnicas do projeto, como estrutura, suspensão, freios, elétrica, entre outras, também foram abertas oportunidades para a área de gestão, que abrange marketing e setor administrativo. Essas vagas foram destinadas a acadêmicos de todos os cursos da UFSM, com prioridade para os cursos de Comunicação Social e Administração.

Por enquanto, a Bombaja H2 não possui um espaço próprio. As atividades vêm sendo realizadas em parceria com o Bombaja, na oficina mecânica do CT, além do espaço cedido por laboratórios como o Centro de Excelência em Energia e Sistemas de Potência (CEESP), o Grupo de Eletrônica de Potência e Controle (GEPOC) e o  Grupo de Estudo e Desenvolvimento de Reatores Eletrônicos (GEDRE). A equipe planeja conseguir um espaço fixo para realizar as pesquisas que possam ser utilizadas a longo prazo.

Extensão e qualificação

Além do desenvolvimento técnico do veículo, o projeto Bombaja H2 prevê a realização de ações de extensão e cursos de capacitação para estudantes e comunidade externa. Estão previstas oficinas sobre softwares de modelagem, como SolidWorks, sobre noções básicas de elétrica predial e minicursos de Matlab e HIL (Hardware-in-the-Loop), ferramentas que permitem simular o comportamento de inversores e sistemas de propulsão antes da montagem física.“Queremos levar o conhecimento de hidrogênio para as escolas, mostrar na prática o que é a engenharia e estimular os jovens a ingressarem na área. Sobram vagas no CT hoje, e isso é preocupante. Esse projeto também serve para divulgar a engenharia e a UFSM”, afirmou Leonardo Felipe.

Expectativa para a competição

Apesar do desejo de levar o carro para a competição ainda neste ano, a equipe enfrentou dificuldades de prazo para inscrição e envio de documentação. “Se tivéssemos começado dois meses antes, seria possível. O prazo para envio dos documentos terminou dia 10 e não conseguimos cumprir”, lamentou Pedro Henrique

Mesmo assim, os integrantes planejam ir a São Paulo para acompanhar o evento e estabelecer contatos com outras equipes e com a organização da SAE. A participação presencial é considerada estratégica para aprender sobre as exigências da competição e garantir melhores condições para a edição de 2026. “A ideia é pular etapas e chegar com um carro pronto. A SAE fornece a célula de hidrogênio e as baterias, mas o restante pretendemos produzir aqui na UFSM”, comentou Pedro Henrique.

Mobilização e financiamento

O projeto ainda busca financiamento para cobrir os custos de transporte, equipamentos e inscrição. Além do apoio da universidade, a equipe mantém negociações com empresas parceiras e elaborou propostas para entidades como o IEEE, com o objetivo de captar recursos e expandir as atividades de extensão.

“Nossa preocupação é que os alunos não precisem tirar dinheiro do próprio bolso para participar. Queremos viabilizar tudo por meio de parcerias e recursos externos”, ressaltou Pedro Henrique.

Formalização e perspectivas

Atualmente, a Bombaja H2 está vinculada ao projeto Bombaja, como uma subdivisão. A oficialização como subequipe deve ocorrer em breve, junto ao professor Thompson Lanzanova, do Departamento de Engenharia Mecânica, coordenador do Bombaja e ao docente Jonas Roberto Tibola, do CTISM, orientador do Bombaja H2. A expectativa dos integrantes é consolidar a equipe, desenvolver tecnologia própria para o setor e se tornar referência nacional na área de veículos movidos a hidrogênio.

Texto por Marina dos Santos, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM. 

Foto por Bombaja/Divulgação

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/engenharia-eletrica/?p=1046 Mon, 07 Jul 2025 18:43:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/engenharia-eletrica/?post_type=teses-e-dissertacoes&p=1046 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/26/projeto-testa-uso-de-sensores-acoplados-a-drones-para-inspecao-de-linhas-de-alta-tensao Thu, 26 Jun 2025 18:52:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69622 Diferentes tecnologias são acopladas aos drones para a inspeção das linhas de alta tensão[/caption] Segundo o coordenador do projeto, professor Aécio de Lima Oliveira, do Departamento de Eletromecânica e Sistemas de Potência da UFSM, o objetivo da pesquisa é criar metodologias sistematizadas para atingir a padronização de inspeções de linhas. A inovação está no uso combinado de ferramentas comerciais e algoritmos de processamento de sinais que permitem avaliar a condição dos isoladores, elementos que garantem a segurança e o funcionamento do sistema elétrico. “O ineditismo está no uso dessas ferramentas acopladas ao drone em uma aplicação real no Brasil. Embora existam experimentos no exterior, esta é a primeira vez que se utilizam esses tipos de sensores para inspeção de linhas de transmissão”, afirmou o coordenador. Entre os dispositivos utilizados na pesquisa está um sensor de medição ultrassônica acoplado ao drone, voltado à detecção de descargas parciais nos isoladores, fenômeno que indica degradação da capacidade de isolamento. Um dos desafios enfrentados foi o ruído gerado pelo próprio drone, que interfere na captação dos sinais ultrassônicos. “A gente pretendia desenvolver um equipamento que não existia comercialmente, mas, no meio do caminho, surgiu um fabricante chinês com um modelo com características similares ao do nosso projeto. Ainda assim, é uma tecnologia muito nova, que precisa de validação antes de ser incorporada ao dia a dia das concessionárias”, explicou. O projeto também emprega uma câmera que detecta fótons emitidos por descargas parciais na faixa do ultravioleta, fornecida por um fabricante israelense, além de ferramentas computacionais que interpretam os dados obtidos nas inspeções. Esse desenvolvimento é considerado essencial, já que as concessionárias ainda não possuem experiência no uso desse tipo de tecnologia. “O objetivo da metodologia é detectar, com antecedência, sinais que indiquem uma possível degradação da isolação, possibilitando a realização de manutenções preventivas antes que ocorram falhas críticas que causem desligamentos e prejuízos para consumidores e concessionárias”, destacou o pesquisador. A equipe do projeto é formada por professores, doutorandos, mestrandos e bolsistas de iniciação científica da UFSM e da UFPA. Os ensaios experimentais estão sendo realizados no Laboratório de Alta e Extra Alta Tensão da UFPA, com validação da metodologia em linhas de transmissão de 230 kV do centro do estado do Rio Grande do Sul. Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/06/instituto-de-redes-inteligentes-altera-nome-para-instituto-de-energia-e-mobilidade Fri, 06 Jun 2025 19:05:22 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69418 O instituto foi fundado em 2017 como uma subunidade do CT, por um grupo de pesquisadores do Departamento de Processamento de Energia Elétrica, para aproximar o conhecimento científico da indústria. Em 2020, tornou-se uma unidade credenciada da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Instituição associada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a empresa tem como objetivo promover a realização de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltados para setores industriais. O IEM é dirigido pelo professor Victor Cristiano Bender, do Departamento de Eletrônica e Computação, tendo como vice-diretor o administrador Daniel Arenhardt. Na UFSM, o instituto tem parcerias com a Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (Proinova), o Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia (InovaTec), e o Sistema de Gestão de Laboratórios (SGLab) do CT. A unidade conta com oito laboratórios para a realização de pesquisas e serviços técnicos especializados. “Os laboratórios desenvolvem atividades nas áreas de recursos energéticos distribuídos, transformadores de potência, altas correntes, alta tensão, simulações em tempo real, conversores de potência, engenharia assistida por computador e mobilidade elétrica”, explica o diretor. Os laboratórios são coordenados por pesquisadores de diferentes departamentos, amparados por um gerente técnico. Ademais, seis grupos de pesquisa da universidade, vinculados ao CT, colaboram com o instituto: o Centro de Excelência em Energia e Sistemas de Potência (Ceesp), o grupo Inteligência em Iluminação (Gedre), o Grupo de Eletrônica de Potência e Controle (Gepoc), o Grupo de Pesquisa em Motores, Combustíveis e Emissões (GPMot), o Núcleo de Inovação e Competitividade (NIC), e o Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento em Sistemas Elétricos e Computacionais (Gsec). De acordo com o diretor, a mudança de nome reflete o compromisso do instituto com as evoluções e transformações observadas no mercado de energia. “Em 2025 o instituto reconheceu a necessidade de uma mudança estratégica significativa. As transformações no mercado de energia, os novos direcionamentos da pesquisa em nível nacional e internacional, além da expansão das áreas de atuação de nossos pesquisadores e laboratórios, nos levaram a refletir sobre o futuro do instituto. A crescente transição das redes elétricas tradicionais para redes baseadas em recursos energéticos distribuídos, somada aos desafios e avanços na área da mobilidade, reforçou a urgência de reposicionarmos nossa identidade”, comenta Victor. Texto: Giulia Maffi, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/06/06/ctnareconstrucao-da-solidariedade-a-engenharia-preventiva-para-um-novo-futuro Fri, 06 Jun 2025 12:12:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=6840 Você se lembra do que estava fazendo há um ano atrás, quando o Rio Grande do Sul enfrentava a maior catástrofe climática de sua história? A Subdivisão de Comunicação preparou uma série de reportagens intitulada #CTnaReconstrução, na qual você vai relembrar ou conhecer os projetos, servidores e estudantes do CT que atuaram na linha de frente, seja com iniciativas de apoio imediato à população, seja com projetos de recuperação e prevenção a médio e longo prazo de áreas atingidas pela tragédia climática no RS. Na quarta e última reportagem, destacamos como a ciência produzida pelos pesquisadores e especialistas do CT auxiliaram na emergência e apontam formas de prevenir danos futuros.

O diretor do Centro de Tecnologia, professor Tiago Marchesan, ao comentar as ações realizadas pela Unidade durante as enchentes, relembra que, em situações de tragédia, a primeira medida essencial é acolher. E foi justamente o que fez a comunidade acadêmica: professores, técnicos e estudantes organizaram mutirões para limpeza de casas, arrecadação de alimentos, de utensílios domésticos e construção de móveis para doação. Em meio aos primeiros momentos de acolhimento, a formação técnica e científica dos estudantes e docentes foi colocada em prática: professores especialistas em geotecnia foram chamados para ações cruciais como vistoriar áreas de risco em morros de Santa Maria e Quarta Colônia e avaliar a segurança de permanência dos moradores. 

Depois, com a situação emergencial amenizada, o foco dos pesquisadores começou a se voltar para a engenharia preventiva. Projetos que refletem sobre o impacto das chuvas nas estruturas urbanas e na sociedade ganharam espaço e protagonismo em função da emergência - desde projetos de simulação de fluxos hídricos e avaliação de regimes pluviais até outros que buscam o desenvolvimento de soluções urbanísticas para áreas alagadas. As atividades de pesquisa envolveram todos os cursos do CT — desde Engenharia Ambiental e Sanitária até Ciência da Computação, Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil.

Ao longo do último ano, o CT, além de ter organizado encontros próprios, que serviram de base para articulações com prefeituras, Defesa Civil e outras universidades, também participou de eventos e seminários que abordaram o tema. Um deles foi o Santa Summit - encontro realizado pela Agência de Desenvolvimento de Santa Maria, Sebrae, Inova Centro e Prefeitura Municipal de Santa Maria que reuniu setores privados e instituições públicas em junho do ano passado, no distrito criativo de Santa Maria, para discutir e pensar ações e projetos colaborativos para reconstruir e impulsionar a região central do Rio Grande do Sul.

Especialistas a campo na emergência

A atuação da universidade durante e após a tragédia também se deu no acompanhamento técnico das áreas atingidas. Professores e pesquisadores do Centro de Tecnologia, com experiência em diferentes áreas da engenharia, se mobilizaram de forma voluntária para atender demandas das prefeituras e da Defesa Civil, principalmente no interior do estado.

O professor Magnos Baroni, docente do Departamento de Transportes e especialista em Geotecnia, foi um dos que estiveram diretamente envolvidos nesse trabalho. Atuando com infraestrutura de contenção, fundações e estabilidade de encostas, Baroni explica que a dinâmica do desastre na região central do estado foi muito rápida, em função da geografia local: “Santa Maria e arredores são regiões com muitos morros e pequenas bacias hidrográficas. A velocidade das águas foi muito grande e grandes quantidades de água desceram pelos morros muito rapidamente, elevando os rios de forma absurda”, relata.

Após a enchente, as prefeituras passaram a lidar com outro problema: avaliar a segurança de áreas de risco e decidir se as famílias poderiam ou não retornar para suas casas. Segundo Baroni, muitas Defesas Civis municipais não tinham profissionais especializados para fazer esse tipo de vistoria. “O cargo de Defesa Civil é obrigatório, mas nem sempre quem ocupa o cargo tem a expertise necessária. E aí eles ficaram perdidos, sem saber se liberavam ou não as casas, se o terreno tinha estabilidade, se podia voltar ou não”, conta.

Sem pessoal técnico suficiente, as Defesas Civis locais recorreram à Defesa Civil estadual, que também estava sobrecarregada com a situação em Porto Alegre e no estado. Foi nesse contexto que docentes e pesquisadores da UFSM começaram a ser chamados. “Por nome, o pessoal sabia que existiam especialistas aqui. Então entravam em contato, perguntavam se podiam passar meu contato, se podiam indicar alguém. E a gente foi ajudando como dava”, lembra.

A logística das vistorias, na maioria das vezes, foi organizada de forma improvisada e voluntária. “A gente usava carro próprio pra chegar até as cidades e lá pegava os veículos da prefeitura. A universidade até disponibilizou caminhonetes, mas era difícil conseguir motorista e deslocamento oficial. Então, quase tudo foi na base da boa vontade mesmo”, comenta.

Auxílio aos
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técnicos da
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da Defesa Civil
da Defesa Civil
de Imigrante (fotos: arquivo Magnos Baroni)
de Imigrante (fotos: arquivo Magnos Baroni)
Auxílio aos
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Defesa Civil
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de Imigrante (fotos: arquivo Magnos Baroni)
de Imigrante (fotos: arquivo Magnos Baroni)

O grupo de atuação incluía, além de Baroni, os professores Daniel Allasia, Rutinéia Tassi e João Francisco Horn, todos ligados ao Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental e especialistas na área de recursos hídricos e geotecnia. Os trabalhos de campo foram realizados em diferentes cidades da região central, com avaliações de áreas afetadas, orientações para as Defesas Civis municipais e, sobretudo, conversas com a população, para explicar os riscos e a necessidade de desocupação de determinadas áreas. “A gente precisava conversar com as famílias, mostrar por que precisavam sair de casa, explicar os motivos técnicos e tranquilizar as pessoas também”, afirma Magnos.

Além das ações realizadas junto à Defesa Civil, os professores participaram de algumas atividades com os especialistas da área de estruturas, especialmente voltadas para a questão de infraestrutura viária, fundações e pontes. A situação climática exigiu, naturalmente, um trabalho multidisciplinar, com profissionais de diversas áreas técnicas. Magnos destaca que no entanto, o início dos atendimentos eram muito desalinhados: “quem podia ajudar, pegava o carro e ia até o local. Essa foi a realidade do primeiro momento, onde a urgência determinava a forma de atuação.” destaca o professor. 

A experiência prática nunca deixou de estar alinhada ao compromisso teórico e científico dos docentes, como se evidencia no artigo “O desastre hidrológico excepcional de abril-maio de 2024 no sul do Brasil”, publicado pela Revista Brasileira de Recursos Hídricos. O estudo, dimensionou, com dados técnicos e oficiais, a extensão do desastre hidrológico de 2024 no estado. O professor Daniel Allasia representou a UFSM ao lado de pesquisadores da UFRGS, da Univates, do Serviço Geológico do Brasil, da UFPEL e da FURG.

http://www.youtube.com/watch?v=gEiuJYJjots

Diagnóstico dos danos e apoio às prefeituras

Após as ações emergenciais, as prefeituras precisaram elaborar planos de trabalho para cadastramento oficial dos danos junto aos governos estadual e federal. Esse cadastro era necessário para viabilizar os recursos emergenciais, que seriam repassados via Defesa Civil. Nesse contexto, os especialistas voltaram a campo, mas não mais para avaliação de áreas de risco, e sim para realizar levantamentos técnicos: analisar e medir pontes destruídas, avaliar alternativas de solução e estimar valores de obra.

Os docentes relatam que muitas prefeituras não dispunham de toda a capacidade técnica necessária para fazer esse tipo de levantamento, especialmente em relação a encostas e deslizamentos. Em Santa Maria, por exemplo, os docentes e discentes atuaram na região da Estrada do Perau. Juntamente com a prefeitura, foi elaborado um anteprojeto e um plano de trabalho completo, que viabilizou a destinação de cerca de R$ 6 milhões em recursos. Esse apoio foi prestado de forma gratuita pela Universidade e reforçou o compromisso da UFSM com a comunidade. O valor foi liberado recentemente e atualmente a prefeitura dá andamento aos projetos executivos.

Ações semelhantes também aconteceram em outras cidades, como São Pedro do Sul e Candelária, especialmente em relação a pontes e acessos interrompidos. Em muitos casos, o grupo foi responsável pela vistoria, diagnóstico técnico e proposição preliminar de soluções.

Durante essas atividades, Magnos contou com o apoio de integrantes do GEOMA — Grupo de Pesquisa Geotecnia e Meio Ambiente. O grupo reúne discentes de graduação, mestrado e doutorado, mas boa parte dos que foram a campo com o docente são engenheiros civis formados, em processo de qualificação acadêmica. Baroni ressalta: “muitas vezes se usa o termo “aluno”, e a impressão que fica é que a universidade está deslocando estudantes em formação inicial para ações de grande responsabilidade técnica. Na prática, esses profissionais têm formação superior e atuam justamente na área dos problemas enfrentados”.

Em paralelo, outro grupo da UFSM, liderado pelo professor Rinaldo Jose Barbosa Pinheiro e composto por professores e estudantes da Geografia e Geologia, também atuou fortemente na região, especialmente em áreas como Silveira Martins e Júlio de Castilhos. Assim, havia dois grandes núcleos de trabalho geotécnico, que se dividiram para atender a demanda regional.

Magnos conta que o trabalho de campo sempre foi algo recorrente para o grupo de pesquisa, mas a magnitude das enchentes e a intensidade das atividades trouxeram uma experiência inédita. “Costumamos dizer que no GEOMA é difícil separar onde termina o ensino, onde começa a pesquisa e onde entra a extensão. Muitos pensam a extensão como um trabalho social mais elementar — como ensinar uma comunidade a construir um muro ou rebocar uma parede — mas, para nós, a extensão também é ir até uma encosta, monitorar o talude e contribuir para a segurança de uma rodovia, gerando impacto direto na vida da população.”

Orientações práticas para situações inesperadas

Desde 2009, o trabalho do professor Leandro Michels, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica, é focado em sistemas fotovoltaicos e na pesquisa aplicada à energia solar. Leandro é coordenador do laboratório do Instituto de Energia e Mobilidade (IEM, antigo INRI). Por meio do trabalho dos pesquisadores desenvolvido neste laboratório, a UFSM se tornou referência nacional no desenvolvimento e certificação de inversores fotovoltaicos, dispositivos essenciais para a conversão e segurança dos sistemas solares.

Quando as enchentes afetaram a região metropolitana, provocando alagamentos em residências com sistemas fotovoltaicos instalados, surgiram preocupações sobre os riscos de choque elétrico e sobre como proceder diante da situação inesperada de equipamentos submersos. O professor conta que, como esses equipamentos não foram projetados para operar imersos em água, sua equipe atuou para fornecer orientações técnicas essenciais ao governo e aos profissionais do setor, a fim de aumentar a segurança nas operações. Sua atuação, então, foi no sentido de aconselhar tecnicamente os órgãos de controle, como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), que o convidou para fazer palestras com orientações técnicas que pudessem ser difundidas entre os profissionais do setor elétrico.

O trabalho foi desenvolvido em equipe, com participação do professor Lucas Bellinaso e estudantes de doutorado do Laboratório de Ensaios Fotovoltaicos, que realizaram experimentos para entender melhor o problema e auxiliar no desenvolvimento de guias práticos. Leandro enfatiza que a atuação teve caráter voluntário e foi organizada dentro de um projeto de extensão da UFSM, buscando dar suporte técnico e prático em um momento de crise.

A receptividade das ações ficou evidente pela grande audiência das palestras: um dos vídeos alcançou 23 mil visualizações e contou com mais de mil pessoas assistindo simultaneamente, interagindo e tirando dúvidas. O professor destaca que, em eventos do setor, muitas empresas e técnicos relataram que adotaram suas recomendações para a recuperação dos sistemas afetados, e que muitas pessoas usaram as suas orientações como base para agir na recuperação e para evitar riscos nos sistemas alagados.

No aspecto acadêmico, embora a segurança já fosse um tema presente, o episódio reforçou a discussão teórica sobre a importância de planejar a instalação dos sistemas em locais adequados, longe de áreas sujeitas a inundações. Leandro explica que, dada a natureza dos equipamentos, “assim como aviões não são feitos para voar debaixo d’água”, não é viável projetá-los para funcionar submersos. Por isso, a principal lição foi a atenção à escolha dos locais de instalação dos equipamentos, para garantir segurança e durabilidade. Ele destaca que agora as pessoas estão mais preocupadas em evitar instalar fotovoltaicos em locais que possam ficar sujeitos a alagamentos, o que representa uma mudança importante no setor.

Leandro ressalta que a segurança elétrica é uma preocupação central em sua atuação, especialmente para proteger usuários e técnicos contra riscos de choque elétrico e incêndio. Ele explica que, além das pesquisas e palestras, sua equipe colaborou diretamente com órgãos reguladores como o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) para aprimorar normas técnicas e garantir maior segurança na operação dos sistemas.

Por fim, o professor salienta o caráter institucional do trabalho desenvolvido, que envolveu o conhecimento técnico e a infraestrutura do IEM da UFSM, além do esforço conjunto de pesquisadores e  estudantes em um momento de crise. O objetivo de minimizar danos e orientar a população e os profissionais para a reconstrução segura das instalações elétricas foi alcançado. Para ele, foi uma ação voluntária e institucional, feita com o conhecimento técnico da UFSM, que colaborou num momento tão complicado, ajudando a população e os profissionais a agir com segurança e responsabilidade.

http://www.youtube.com/live/xSkGoK44uBM?feature=shared

Balanço da Direção do CT um ano após as enchentes

A direção do Centro de Tecnologia, representada pelo professor Tiago Marchesan, fez, a convite da reportagem, um balanço da atuação da unidade em função das enchentes ao longo do último ano. Para ele, o compromisso social da instituição ficou patente: “Sempre que a comunidade chama, a gente não diz não. Eu sempre procuro ser dinâmico, montar rapidamente uma rede de contatos dentro e fora da universidade, e todos atendem. É bonito ver o quanto as pessoas se colocam à disposição”, enfatiza Marchesan. Para o diretor, esse engajamento coletivo faz do CT um espaço de ciência, pesquisa e — acima de tudo — solidariedade. “A gente se junta e ajuda. Esse é o espírito que nos move: contribuir com soluções técnicas, mas também com a mão estendida na hora mais difícil.”

 “Eu tenho uma teoria de que o ser humano só é completo se ele consegue vivenciar tudo que a cidade, onde ele vive, é capaz de proporcionar”, defende. Segundo ele, ao participar de ações sociais, projetos de pesquisa, atividades de extensão e da própria sala de aula, os estudantes ampliam sua visão de mundo e desenvolvem habilidades que vão além do conteúdo técnico. “Se você não vivencia todas as disparidades e diversidades da sociedade, você vive numa agulha. E não é legal viver numa agulha. A única forma de expandir seu conhecimento e sua visão de mundo é vivenciando o mundo”, completa.

Situações como a enchente que afetou o Rio Grande do Sul em maio de 2024 deixam aprendizados profundos não só quanto à necessidade de colaboração, mas também quanto à urgência de repensar o modelo de ocupação urbana e a relação com o meio ambiente. “Você pode ser um cientista super reconhecido, mas vai ter que ajudar a pessoa a tirar lama de dentro de casa. Isso é viver a integridade da vida”, resume.

O professor destaca que os especialistas do CT contribuíram com seu conhecimento na formulação de diretrizes técnicas para a reconstrução de pontes no estado. Atualmente, há exigência de estudos hidrológicos antes da elaboração dos projetos. “Toda prefeitura que precisa de um projeto de ponte é obrigada a fazer estudo de regime pluvial da região para definir altura e vão. E isso tem colaboração direta da UFSM, com o Escritório Modelo, com a Ambiental e Sanitária, Civil”, relata.

Um ano após a tragédia, o professor avalia que o principal desafio é evitar que o episódio caia no esquecimento. “O ser humano esquece rápido. Cabe à universidade relembrar. Relembrar que nós vamos ter que, na beira dos rios, manter mata ciliar, que há áreas onde não se pode ocupar, que o aquecimento global é uma realidade”, alerta. Ele destaca que a ciência e a universidade têm o papel de produzir conhecimento e de atuar como memória social, e prevenir que os erros do passado se repitam. “Se você passar lá daqui a um ano, vai estar tudo igual. Talvez isso fique só nos livros ou na história do avô, que vai contar que em 2024 foi a maior enchente da história. Mas se a gente não mudar, daqui a 10 anos pode vir outra ainda maior”, reflete.

Para Tiago, a formação universitária precisa preparar estudantes não apenas para o mercado de trabalho, mas para a vida em sociedade. “Quem se preocupa, se coloca no lugar do outro, vai ser um cidadão melhor depois. E a universidade está aqui para ensinar, mas também, como universidade pública, para formar cidadãos melhores, que transformem a sociedade”, conclui.

http://www.youtube.com/watch?v=UfoP9zlctgI

As ações relatadas acima são exemplos que reforçam o papel social da Universidade pública enquanto espaço de formação técnica e científica mas, acima de tudo, humana. Em momentos de crise, atuações como essas mostram que o conhecimento produzido dentro da academia pode e deve ser colocado a serviço da sociedade.

Esta é a quarta e última reportagem da série #CTnaReconstrução.

A primeira, #CTnaReconstrução: relembre os projetos do CT-UFSM em resposta às enchentes de 2024;

a segunda, #CTnaReconstrução: na emergência, Centro de Tecnologia virou fábrica de móveis e ponto de arrecadação de utensílios domésticos;

e a terceira, #CTnaReconstrução: Escritório Modelo de Engenharia recupera pontes em rodovias da região santamariense,  abordaram as principais ações dos grupos e projetos do CT que ampararam Santa Maria e região no auge das inundações.

Texto por Marina dos Santos, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.

Fotos: acervo pessoal dos professores. 

Vídeos: Canal Diário de Santa Maria e Canal Aranda Eventos

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/05/ufsm-firma-acordo-de-transferencia-de-tecnologia-com-gigante-brasileira-do-setor-eletrico Thu, 05 Jun 2025 23:10:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69408 know-how com foco na simulação de transitórios de alta frequência, fenômeno que afeta o desempenho e a confiabilidade desses equipamentos. Esse projeto é financiado pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). [caption id="attachment_69409" align="alignright" width="369"] Protótipo de transformador de potência[/caption] A tecnologia consiste em um sistema de simulação que permite prever e analisar transitórios elétricos nos transformadores. A ferramenta será integrada ao software da Weg, otimizando o desenvolvimento e a fabricação dos equipamentos. Segundo Tiago Bandeira Marchesan, professor do Departamento de Eletromecânica e Sistemas de Potência da UFSM e um dos responsáveis pela tecnologia, “o sistema está cada vez mais interconectado, e essas conexões ocorrem por meio de dispositivos de rápida ação, que geram transitórios elétricos. Esses fenômenos precisam ser calculados com precisão para garantir a confiabilidade dos transformadores e reatores”. A UFSM possui um transformador protótipo que permite a realização de testes e possibilita medições detalhadas dos transitórios. Esse diferencial permite que a UFSM forneça à Weg um modelo elétrico aprimorado, trazendo mais precisão para os cálculos e mais segurança para os equipamentos. Para a Weg, essa parceria representa um avanço importante, afinal, a ampliação do conhecimento técnico nesse tema é uma necessidade latente do mercado de transmissão e distribuição de energia. Com a implementação deste projeto, haverá mais agilidade na resposta aos clientes e mais eficiência na análise dos fenômenos elétricos que impactam os equipamentos. Além de aproximar a UFSM da indústria, a parceria também beneficia a formação de alunos de graduação e pós-graduação envolvidos no projeto. “Os estudantes que participam do projeto não saem apenas com conhecimento teórico, mas também acompanham a fabricação dos equipamentos na Weg e vivenciam essa experiência na prática”, ressaltou Marchesan. Essa proximidade tem reflexos diretos na formação de profissionais qualificados. Na unidade de negócios de transmissão e distribuição da Weg, por exemplo, muitos ex-alunos da UFSM hoje são colaboradores e seguem construindo suas carreiras técnicas e evoluindo profissionalmente. O contrato foi viabilizado com apoio da Coordenadoria de Transferência de Tecnologia da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (Proinova), que auxiliou na valoração da tecnologia e nos trâmites administrativos para a formalização do acordo. A agilidade da UFSM no processo foi um diferencial importante. Desde as primeiras discussões até a assinatura do contrato, as equipes envolvidas trabalharam em sinergia. Isso facilitou a definição do escopo e a resolução das questões jurídicas. Marchesan ressaltou que essa parceria fortalece a competitividade da Weg no cenário global, ao mesmo tempo em que valoriza o conhecimento gerado no Brasil. “Estamos contribuindo com tecnologia nacional para que uma empresa brasileira tenha ainda mais força no mercado mundial. Em resumo, é a tecnologia do Brasil para o Brasil e para o mundo.” A pró-reitora adjunta de Inovação e Empreendedorismo, Lauren Peres Lorenzoni, também destacou a importância desse tipo de contrato. “A assinatura do acordo de parceria com a Weg, que prevê a transferência de know-how, representa um marco estratégico para a UFSM. Essa colaboração fomenta a inserção no setor produtivo das pesquisas e inovações desenvolvidas no ambiente acadêmico e, assim, reforça o papel da universidade como agente catalisador de mudanças e de desenvolvimento econômico e social.” A Weg já tem uma trajetória consolidada de parceria com a UFSM em projetos de pesquisa e desenvolvimento, e a expectativa é que novas colaborações sejam estabelecidas. A proximidade entre as equipes de engenharia da companhia e os membros do Instituto de Energia e Mobilidade – anteriormente conhecido como Instituto de Redes Inteligentes (Inri) – criará oportunidades para novos estudos e projetos. O que é? Um transformador de potência é um equipamento elétrico utilizado para elevar ou reduzir a tensão elétrica em sistemas de transmissão e distribuição de energia. Ele é um dos principais componentes do sistema que permite que a eletricidade seja transportada a longas distâncias com eficiência e segurança, minimizando perdas de energia. Texto: Assessoria de Comunicação da Proinova]]>