UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 30 Apr 2026 18:01:46 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/12/11/grupo-de-pesquisa-em-motores-combustiveis-e-emissoes-da-ufsm-apresenta-primeiro-veiculo-movido-a-hidrogenio-do-pais Thu, 11 Dec 2025 13:03:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=7628

Uma cena inusitada chamou a atenção de quem passou pelo hall do CT-UFSM nesta terça-feira (10/12): um carro estacionado no meio do hall do prédio 07, personalizado com adesivos verdes e marcas de empresas e agências financiadoras de pesquisa. Trata-se de um veículo de combustão a hidrogênio - o primeiro do Brasil a utilizar essa nova tecnologia - convertido no Laboratório de Motores do GPMOT, na UFSM, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica.

Primeiro veículo movido a hidrogênio do país, adaptado na UFSM

A conversão para propulsão a hidrogênio faz parte do trabalho de conclusão do estudante Augusto Graziadei Folletto, do curso de Engenharia Mecânica, intitulado "Adaptação e calibração de um veículo à combustão interna, usando hidrogênio como combustível". Augusto faz parte do Grupo de Pesquisa em Motores Combustíveis e Emissões da UFSM (GPMOT) e foi orientado pelo professor Mario Martins, e coorientado pelo Prof. Thompson Lanzanova, ambos do Departamento de Engenharia Mecânica. O veículo (modelo Fiat Siena) mantém todas as características de fábrica, mas sua fonte de energia é o hidrogênio, uma alternativa possível aos combustíveis convencionais. O veículo movido à hidrogênio adaptado na UFSM mostra que é possível alcançar um powertrain com emissões de poluentes virtualmente zero, cujo único subproduto é água ou vapor d’água no escapamento.

A pesquisa se insere no âmbito do Programa Rota 2030 - Mobilidade e Logística, parte da estratégia elaborada pelo Governo Federal para desenvolvimento do setor automotivo no país. O veículo convertido é resultado de vários projetos do GPMOT e teve financiamento de diversas instituições de pesquisa - CNPq, Finep, Fapergs -, em especial o projeto "Desenvolvimento de Motor Automotivo Movido a Biohidrogênio para o Mercado Brasileiro”, financiado pela Chamada Pública nº 3/2021 do Programa Rota 2030 da FUNDEP, em parceria com as empresas Marelli e TCA-HORIBA, coordenado pela professora Nina Paula Gonçalves Salau, do Departamento de Engenharia Química. Como o projeto está na vanguarda do setor de transportes, também contou com patrocínio de diversas empresas do setor automotivo, como Marelli e TCA-Horiba. Por meio de um acordo de cooperação técnica, a empresa Fueltech também apoiou de forma muito importante, dando suporte técnico e fornecendo o sistema de controle do motor.

O professor Mario Martins destaca que o hidrogênio, quando produzido de origem renovável (como o hidrogênio verde) é uma excelente alternativa em substituição aos combustíveis fósseis como gasolina, diesel e gás natural. Embora tecnicamente viável, tanto em células a combustível quanto em motores de combustão interna para hidrogênio, a presença no mercado de veículos movidos a hidrogênio ainda é limitada por fatores econômicos e estruturais. "A adoção em larga escala depende principalmente da expansão da produção, do armazenamento e da rede de distribuição do hidrogênio", afirma Mario. O professor acredita, entretanto, que veículos a hidrogênio poderão se tornar mais comuns entre 2030 e 2040, acompanhando a maturação tecnológica e o crescimento da oferta de hidrogênio renovável: "Nos próximos anos, espera-se uma forte expansão da chamada 'economia do hidrogênio', impulsionada pela descarbonização industrial e pelo uso crescente desse combustível em setores como siderurgia, transporte pesado e geração de energia. À medida que a infraestrutura se consolida e os custos de produção de hidrogênio verde diminuem, a tendência é que ele também avance no transporte leve e chegue a aplicações domésticas, como fogões e sistemas de aquecimento de água."

Após a conversão, segundo o professor Mário, há etapas subsequentes no desenvolvimento do veículo. O projeto já demonstrou que é possível a conversão de um modelo de veículo mais antigo (retrofitting), e o objetivo futuro é passar para a conversão de um veículo mais moderno.

A pesquisa desenvolvida no GPMOT é mais uma de diversas iniciativas do Centro de Tecnologia da UFSM que buscam contribuir para o desenvolvimento de alternativas aos combustíveis fósseis.  O CT possui uma equipe de competição de protótipos movidos a hidrogênio (Bombaja H2), projetos de geração de energia elétrica em células a combustível, movidas a hidrogênio, entre outras pesquisas premiadas e publicações na área.

Em estreita colaboração com a indústria automotiva nacional, as pesquisas do GPMOT impulsionam o setor automotivo e de mobilidade ao criar soluções veiculares mais eficientes e sustentáveis - como motores avançados, combustão limpa, hidrogênio e biocombustíveis - ao mesmo tempo em que oferecem à indústria dados técnicos, inovação aplicada e profissionais altamente qualificados. Essa integração entre ciência, experimentação e desenvolvimento tecnológico contribui diretamente para acelerar a transição para uma mobilidade limpa, de baixo impacto ambiental e competitiva para o transporte, a logística e setores estratégicos da economia.


Texto e fotos por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações do GPMOT.
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Protótipo BJ-22

 A equipe Bombaja UFSM garantiu o terceiro lugar geral na 22ª Competição Baja SAE Brasil – Etapa Sul, realizada de 21 a 23 de novembro no campus da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Com um protótipo totalmente renovado e uma equipe marcada pela mudança de lideranças, o grupo representou o CT-UFSM entre dezenas de equipes universitárias que competiram em provas dinâmicas e avaliações de engenharia típicas do off-road.

Criada para simular condições extremas de terreno e exigir desempenho real de veículos off-road estudantis, o Baja SAE reúne protótipos projetados e construídos por alunos de engenharia. Na etapa Sul, os carros passam por desafios como suspensão e tração, aceleração, manobrabilidade, provas de resistência e apresentações técnicas avaliadas por engenheiros da indústria.

Membros da equipe Bombaja 2025

Ao longo dos três dias de competição, o protótipo do Bombaja, nomeado BJ-22, demonstrou agilidade e consistência, fatores decisivos para o desempenho final. O piloto da equipe e acadêmico de Engenharia de Telecomunicações, Joel Schaedler, destaca que o comportamento do carro surpreendeu positivamente. “O carro estava muito bom, um dos mais ágeis que eu já vi”, afirma. Ele também recorda o momento mais tenso da competição, vivido na prova de Top Split. Nela, os veículos enfrentam um percurso mais exigente, pensado para avaliar ao máximo a combinação entre eficiência do projeto e habilidade do piloto: “Quando outro carro bateu na suspensão traseira direita, foi muito tenso, porque ali poderia ter acabado a competição para a equipe.”

Outro desafio significativo enfrentado pelo piloto surgiu no Enduro, a prova mais longa e exigente da etapa. “Após uma hora de prova, o barro acumulado nas rodas deixou a direção muito pesada, e o barro no volante dificultava segurar”, relata. Apesar disso, ele destaca que o carro apresentou seu melhor desempenho no Top Split: “Ali o BJ-22 mostrou que tem muita capacidade para ser o melhor carro da competição.”

Protótipo BJ-22

A preparação técnica da equipe, especialmente os ajustes finais na suspensão, influenciou diretamente no resultado. “Um dia antes da competição, mexeram nos amortecedores e o carro ficou muito mais esperto nas curvas”, conta o piloto. Para a próxima temporada, ele aponta melhorias pontuais: “O volante precisa ter uma pegada melhor, e o freio apresentou problemas que vamos corrigir.”

A renovação interna da equipe também marcou a edição deste ano. Rodrigo Júnior, o capitão do Bombaja destaca que o grupo superou as expectativas. “A equipe desempenhou muito bem na etapa Sul. Somos uma equipe nova, desde gerentes até a capitania, levando um protótipo novo e alcançando o terceiro lugar.” Ele explica que o maior desafio foi garantir que tudo estivesse pronto para a competição. “A preparação pré-competição foi intensa: deixar o BJ-22 pronto, organizar as apresentações de banners e manter a equipe alinhada.”

Para o capitão, o pódio representa um marco na trajetória do Bombaja. “O terceiro lugar representa algo que a equipe sempre buscou: performar entre os primeiros e demonstrar nossa capacidade, representando o CT-UFSM da melhor forma.” Segundo ele, a conquista também ajuda a orientar o trabalho para o próximo ciclo. “Vamos melhorar o protótipo, realizar mais testes e aperfeiçoar os conhecimentos dos nossos integrantes.”

O Bombaja UFSM encerra o Baja SAE – Etapa Sul 2025 celebrando não apenas o pódio, mas a consolidação de um novo ciclo interno, marcado por técnica, desempenho consistente e protagonismo em provas decisivas. Com 22 anos de existência, a equipe segue se renovando e mantém a competitividade e o engajamento em alta rotação.  Para o professor orientador do projeto, Thompson Lanzanova e docente do Departamento de Engenharia Mecânica, o resultado também reforça a seriedade do trabalho realizado. “O desempenho na etapa Sul mostrou que empenho, comprometimento e seriedade alinhados à técnica levam a resultados concretos. Vamos aproveitar esse ponto de partida, aprimorar o que precisa ser melhorado e seguir construindo uma equipe cada vez mais forte”, afirma.

Protótipo BJ-22

Texto por Lia Guerreiro, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM

Fotos: Lia guerreiro

Fonte: Site do CT-UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/10/31/cursos-de-graduacao-do-ct-ufsm-estao-entre-os-melhores-do-pais-no-guia-da-faculdade-estadao-2025 Fri, 31 Oct 2025 18:52:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=7455 Treze cursos de graduação do Centro de Tecnologia da UFSM foram estrelados no Guia da Faculdade Estadão 2025. O guia, publicado desde 2020, é uma parceria entre a startup Quero Educação e o jornal O Estado de S. Paulo e reconhece os melhores cursos de graduação do país a partir da avaliação de mais de 12.000 coordenadores e professores do Ensino Superior.

Três cursos do CT foram receberam 5 estrelas (conceito "excelente"): Engenharia Acústica, Engenharia Civil e Engenharia Elétrica. Outros dez cursos receberam 4 estrelas (conceito "muito bom"): Arquitetura e Urbanismo, Ciência da Computação, Engenharia Aeroespacial, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia de Computação, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Produção, Engenharia de Telecomunicações, Engenharia Mecânica e Engenharia Química. O curso de Sistemas de Informação ficou "sem notas" pois não recebeu a quantidade mínima de avaliações válidas de docentes pareceristas. 

A presença dos cursos do CT entre os melhores avaliados do país é mais um reconhecimento do trabalho sério desenvolvido por servidores docentes, técnico-administrativos e pelos estudantes de graduação da nossa instituição. Parabéns a todos os envolvidos!

COMO É FEITA A AVALIAÇÃO
O Guia da Faculdade utiliza uma metodologia conhecida como "avaliação por pares" para analisar a qualidade de mais de 22 mil cursos superiores em todo o Brasil. Nesse processo, a equipe do Guia atua como um instituto de pesquisa, colhendo a opinião de milhares de professores que atuam no Ensino Superior. Entenda como funcionam as principais etapas desse trabalho:

Participação das Instituições de Ensino Superior
Todas as instituições de ensino superior cadastradas no Ministério da Educação (Universidades, Centros Universitários, Faculdades e Institutos) são convidadas a fazer parte do Guia da Faculdade.
As instituições, por meio de seus colaboradores, cadastram pela primeira vez ou atualizam as informações sobre os seus cursos e sobre os dados de divulgação e de contato das IES.

Cursos avaliados
Com base nessas informações, a equipe do Guia indica quais serão os cursos que participarão do processo avaliativo. Para serem analisados em 2025, eles precisaram atender aos seguintes critérios:
- Ter ao menos uma primeira turma com alunos já formados (até o final do ano de 2024);
- Ter ao menos uma turma em andamento.

O Guia da Faculdade seleciona os cursos de acordo com as cidades onde eles são oferecidos. Se a mesma instituição de ensino oferece o curso de Sistemas de Informação em várias cidades, por exemplo, cada um deles recebe uma nota específica. A única exceção é no caso de diferentes ofertas de um mesmo curso dentro da mesma cidade. Nessas situações, apenas o curso mais antigo da instituição naquela cidade será avaliado.

Informações utilizadas
A partir de abril deste ano, o(a) coordenador(a) de cada curso que foi avaliado recebeu um questionário onde pôde apresentar as principais características da sua graduação, com foco em três aspectos:
- Corpo docente: perfil dos professores vinculados ao curso e dados quantitativos;
- Projeto didático-pedagógico: características da proposta de ensino do curso;
- Infraestrutura: características sobre o espaço físico, materiais e equipamentos oferecidos
;
Esse questionário serviu de base para os avaliadores emitirem suas notas para os cursos.

Avaliadores
Em 2025 o Guia contou com cerca de 12.000 coordenadores e professores do Ensino Superior que se cadastraram voluntariamente para atuar como avaliadores do Guia da Faculdade.
Estes docentes são acionados para dar notas aos cursos das suas áreas de formação e de instituições prioritariamente localizadas na mesma região do país na qual atuam.
Eles são convidados a dar três notas (de 1 a 5) para cada curso:
- Para a qualidade do corpo docente
- Para a qualidade do projeto pedagógico
- Para a qualidade da infraestrutura

Cada curso é distribuído para a análise de seis professores e, caso um ou mais deles declare sua impossibilidade de avaliá-lo, o curso será encaminhado a um novo docente disponível para completar o quadro de seis pareceristas. Se mesmo após essa redistribuição não for possível colher seis notas, o curso ainda assim será considerado avaliado se conseguir reunir um número mínimo de quatro notas válidas. Abaixo disso, ele será considerado “sem notas” - foi o caso do curso de Sistemas de Informação do CT-UFSM.

Resultado final
O processo de tabulação dos resultados começa com o descarte da maior e da menor notas recebidas por cada curso. Das notas restantes, extrai-se a média numérica de cada curso em 2025.
O resultado numérico final de cada curso leva em conta ainda a média numérica que ele obteve nos dois últimos anos, com os seguintes pesos:
- Nota de 2025 - peso 3
- Nota de 2024 - peso 2
- Nota de 2023 - peso 1

Assim, a média das notas de 2025 (após o descarte) é somada à média das notas do curso em 2024 e em 2023, com a seguinte fórmula:
Resultado final 2025 = (Média 2025 x 3) + (Média 2024 x 2) + (Média 2023) / 6
Caso o curso tenha sido avaliado somente em 2025 e em 2024, o resultado dele é calculado com a seguinte fórmula:
Resultado final 2025 = (Média 2025 x 3) + (Média 2024 x 2) / 5
Caso o curso tenha sido avaliado somente em 2025 e em 2023, o resultado dele é calculado com a seguinte fórmula:
Resultado final 2025 = (Média 2025 x 3) + (Média 2023) / 4
Caso o curso não tenha sido avaliado em 2024 e em 2023, o resultado dele é totalmente baseado na nota de 2025.

Por fim, o resultado numérico final é transformado em estrelas de acordo com as seguintes faixas de conversão:
- Entre 5 e 4,50 - 5 estrelas
- menor que 4,50 a 3,50 - 4 estrelas
- menor que 3,50 a 2,50 - 3 estrelas
- menor que 2,50 - não-estrelado


Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações do Guia da Faculdade 2025 Estadão.

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Entre os dias 6 e 8 de outubro ocorreu a 12ª Conferência Internacional de Inovação Tecnológica (12th International Conference Of Technological Innovation) na Universidade Francisco de Paula Santander (UFPSO), seção Ocaña, na Colômbia. A Conferência é um fórum realizado anualmente em Ocaña que reúne especialistas para intercâmbio de ideias, metodologias, avanços técnicos e inovações aplicadas que podem ter impacto em tecnologia, engenharia e desenvolvimento, tanto em nível regional quanto internacional. O CT esteve representado no evento pelo professor Marcelo Serrano Zanetti, do Departamento de Eletrônica e Computação (DELC).  

O convite veio partiu de um docente da UFPSO que conheceu a UFSM por meio do Programa de Intercâmbio Acadêmico Latinoamericano (PILA), consórcio de nove países da região do qual a UFSM é participante. O PILA visa promover o intercâmbio de estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e administradores de universidades e instituições de ensino superior, com o objetivo de enriquecer sua formação acadêmica e profissional, além de promover a internacionalização do ensino superior e fortalecer laços de cooperação.

Professor Marcelo Zanetti em frente ao prédio de engenharia da UFPSO (Foto: Marcelo Zanetti)

 O professor Zanetti apresentou a pesquisa "Aplicações de Aprendizado de Máquina em Engenharia". Trata-se de um artigo derivado do trabalho de conclusão de curso (TCC) do docente Guilherme Antonio de Faria Pereira. A pesquisa, segundo o professor, procura “aplicar o aprendizado de máquina para substituir o uso de Computational Fluid Dynamics (CFD), por uma metodologia baseada em Redes Neurais Convolucionais.”

 A Dinâmica de Fluidos Computacionais (CFD na sigla em inglês) é usada para simular como o ar, a água ou qualquer fluido se comporta. Mas esses cálculos são muito pesados: demoram horas, às vezes dias, e precisam de computadores potentes. Já as Redes Neurais Convolucionais (CNNs na sigla em inglês) são um tipo de inteligência artificial que aprende a reconhecer padrões em imagens. As CNNs podem ser treinadas para aprender o comportamento do fluido. Depois de aprender com vários exemplos gerados pela CFD, a rede neural consegue prever o resultado de uma nova simulação quase instantaneamente, sem precisar resolver as equações físicas. Segundo o professor Zanetti, se forem bem treinadas, as Redes Neurais Convolucionais podem executar a mesma tarefa - ou seja, trata-se de aprendizado de máquina que é uma das tecnologias associadas a inteligência artificial.

A participação do CT/UFSM no evento na Colômbia é mais uma ação de internacionalização da unidade, alinhada a seus objetivos estratégicos descritos no Plano de Desenvolvimento da Unidade - o PDU. Ações como esta ajudam a estreitar laços entre as universidades, não somente com o intercâmbio de discentes e docentes, mas também com a atuação conjunta em futuros projetos.


Texto por Emmanuelly Zini, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM

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Prova de aceleração Foto: Gabriele Mendes

O Formula UFSM estabeleceu um novo marco na história das competições de protótipos de carros ao atingir o menor tempo de aceleração já registrado por uma equipe no Brasil na Fórmula SAE que ocorreu durante os dias 30/07 a 01/08 em Piracicaba/SP. Ao percorrer 75 metros em apenas 3,706 segundos, o protótipo Ares FU-25, projetado por estudantes da UFSM e apresentado ao público recentemente, passa a liderar o ranking continental de desempenho na principal competição acadêmica da modalidade.

O resultado foi validado em ambiente oficial de competição, conforme os critérios técnicos da organização da Fórmula SAE, e posiciona a equipe da UFSM como referência em inovação e alta performance no continente americano. Apenas uma equipe austríaca detém tempo superior a UFSM no cenário mundial. O novo tempo de aceleração pode significar também um recorde continental; entretanto, a informação ainda não foi confirmada pela organização da competição.

A competição

A Fórmula SAE (FSAE) é uma competição internacional de engenharia para estudantes universitários, organizada pela Society of Automotive Engineers (SAE), que reúne estudantes de engenharia de diversas universidades do mundo. O desafio é projetar, construir e competir com protótipos de carros de corrida, aplicando conhecimentos técnicos, inovação e trabalho em equipe. No Brasil, a Fórmula SAE é reconhecida como a maior competição estudantil na área de mobilidade automotiva.

A prova de aceleração, na qual a equipe UFSM bateu o recorde, avalia o tempo que o veículo leva para percorrer um trecho de 75 metros, medindo sua capacidade de aceleração rápida e desempenho dinâmico. Cada equipe pode fazer duas tomadas com cada um dos dois pilotos inscritos para a prova, totalizando quatro tentativas. A prova demonstra a eficiência do motor, a tração, a aerodinâmica e a leveza do veículo, fatores que influenciam diretamente o desempenho nas pistas. 

Formula UFSM

Edição 21 Fórmula SAE Brasil Foto: Gabriele Mendes

O Formula UFSM é uma equipe de competição de protótipos automobilísticos baseada no Centro de Tecnologia (CT) da universidade. Fundado em 2010 sob coordenação do professor Mário Martins, do Departamento de Engenharia Mecânica, e co-orientação dos professores Fernando Bayer, do CTISM, Roberto Hausen, do Departamento de Expressão Gráfica, e Ronaldo Glufke, do Departamento de Desenho Industrial. Ao longo de sua trajetória, a equipe conquistou posições de destaque no cenário nacional. Em 2011, tornou-se a primeira equipe da região Sul a ficar no Top 10 nacional da Fórmula SAE Brasil, alcançando o 8º lugar. Em 2012, foi vice-campeã da competição nacional, o que lhe permitiu representar o Brasil na etapa internacional em Lincoln, nos Estados Unidos.

Formado por estudantes de diferentes cursos da UFSM, o Formula UFSM tem sua sede no Centro de Tecnologia e é responsável por todas as etapas do projeto, desde o planejamento e modelagem até a construção e testes do veículo. A presente conquista é fruto de anos de pesquisa aplicada, inovação tecnológica e trabalho multidisciplinar.

Relato dos participantes

Equipe Formula UFSM em Piracicaba/SP Foto: Gabriele Mendes

O acadêmico Luiz Coelho, estudante de Engenharia Mecânica e capitão da equipe durante a temporada, ressalta que a conquista é fruto de um esforço coletivo e antigo: “Dá muito orgulho falar que a UFSM tem o carro mais rápido do Brasil. O recorde veio como uma recompensa por todo o trabalho árduo que foi feito durante muitos anos".

O protótipo Ares foi conduzido nas provas por dois pilotos. Patrick Barcelos, acadêmico de engenharia elétrica e piloto da prova de aceleração, destaca que “Ares foi fruto da integração de todo o pessoal da equipe, todos os subsistemas trabalharam em conjunto. Eu acho que foi o diferencial desse projeto em específico”, “Nosso carro ter sido recordista foi indescritível, foi um espelho do nosso esforço e empenho com o projeto ”, diz Guilherme Moraes, acadêmico de tecnólogo de fabricação mecânica que também foi piloto da prova de aceleração.

Com o recorde nacional, a Universidade Federal de Santa Maria reforça sua posição de destaque na engenharia, evidenciando a excelência da formação técnica e o potencial transformador da pesquisa desenvolvida no ambiente acadêmico.


Texto por Lia Guerreiro, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM

Fotos: Gabriela Mendes

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/editais/001-2025-12 Wed, 23 Jul 2025 14:35:05 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?post_type=editais&p=7110 O LADIPP, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), torna público o presente edital de seleção de bolsista(s) da Bolsa de Assistência ao Estudante – BAE/PRAE, em conformidade com a Resolução UFSM nº 176/2024 e demais normativas institucionais vigentes.

  1. DAS VAGAS E DURAÇÃO
    1.1. Serão ofertadas duas vagas de bolsa BAE/PRAE para atuação no LADIPP.
    1.2. A bolsa tem valor mensal de R$ 400,00 (quatrocentos reais), para jornada de 16 horas semanais.
    1.3. A vigência da bolsa será de 04/08/2025 até 11/12/2025, correspondente ao segundo semestre letivo de 2025.
    1.4. O edital tem validade até o final do semestre letivo 2025/2 e poderá gerar banco de suplentes para chamadas futuras.
  2. DAS ATIVIDADES
    2.1 Os bolsistas desenvolverão atividades presenciais vinculadas ao LADIPP, tais como:
    2.1.1 Realizar ensaios com os seguintes equipamentos: projetor de perfil, máquina de medição tridimensional, metroscópio, microscópio ferramenteiro, microscópio universal, relógios comparadores, paquímetros, micrômetros, balanças, pesos padrão, blocos padrão, anel liso cilíndrico, termohigro-barômetro.
    2.1.2 Realizar manutenção nos equipamentos listados no item 2.1.1.
    2.1.3 Contatar empresas para identificação de necessidades de ensaios e calibrações nos equipamentos listados no item 2.2.1.
    2.1.4 Realizar contato com laboratórios para encaminhamento das calibrações dos equipamentos listados no item 2.1.1.
    2.1.5 Realizar atividades administrativas como gestão de e-mail, apoio na gestão da equipe e revisão de documentos do Sistema da Qualidade.
    2.1.6 Manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade do LADIPP de acordo com os requisitos da ABNT NBR ISO/IEC 17025.
    2.2 As atividades ocorrerão de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã ou tarde, conforme escala acordada com a chefia da unidade.
  3. DOS REQUISITOS PARA INSCRIÇÃO
    3.1 Matrícula ativa em curso de graduação em Engenharia Mecânica ou Engenharia de Produção da UFSM (não será aceito trancamento total);
    3.2 Aprovação em no mínimo 50% das disciplinas cursadas no semestre anterior;
    3.3 Não possuir vínculo com qualquer outra bolsa remunerada vigente na UFSM;
    3.4 Não ter ultrapassado em mais de dois semestres o tempo regular de integralização do curso, descontados trancamentos totais;
    3.5 Disponibilidade de 16 horas semanais para atuação presencial;
    3.6 Conta-corrente bancária ativa em nome e CPF próprios (não são aceitas contas conjuntas, poupança, conta fácil ou de terceiros);
    3.7 Ter dados atualizados no Portal Estudantil da UFSM.
  4. DAS INSCRIÇÕES
    4.1 Período: de 25 a 29/07/2025.
    4.2 Local: exclusivamente por e-mail, com assunto “EDITAL01/2025 – SELEÇÃO DE BOLSISTA BAE/PRAE LADIPP” para morganapizzolato@55bet-pro.com.
    4.3 Documentos obrigatórios:
    4.3.1 Histórico escolar atualizado;
    4.3.2 Comprovante de matrícula;
    4.3.3 Comprovantes de participação em projetos relacionados as atividades da seção 2.1;
    4.3.4 Documentação do BSE (se houver).
  5. DO PROCESSO SELETIVO
    5.1 A seleção será composta pelas seguintes etapas, organizadas pela comissão da unidade:
    [tabela no edital completo]
    5.2 Etapas previstas:
    5.2.1 Etapa 1 – Análise documental: eliminatória e classificatória.
    5.2.2 Etapa 2 – Entrevista: a ser realizada no dia 30/07/2025, de forma online pela plataforma Googlo Meet, em horário informado aos selecionados por e-mail.
    5.3 Critérios de avaliação e pontuação (máximo 10 pontos):
    [tabela no edital completo]
    5.4 Critérios de desempate:
    5.4.1 Ter BSE ativo;
    5.4.2 Participação na Brigada de Combate a Incêndio;
    5.4.3 Maior idade.
  6. DA DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS E DOS RECURSOS
    6.1 Os resultados preliminares de cada etapa e o resultado final serão divulgados:
    6.1.1 No site da unidade: http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/editais;
    6.1.2 Por e-mail enviado aos candidatos.
    6.2 Cronograma:
    6.2.1 Resultado da Etapa 1 (documental): 29/07/2025.
    6.2.2 Entrevistas: 01/08/2025
    6.2.3 Resultado da Etapa 2 (entrevista/prática): 03/08/2025
    6.2.4 Resultado final: 03/08/2025
    6.3 Recursos:
    6.3.1 Os(as) candidatos(as) terão até 24 horas após a publicação dos resultados para interpor recurso, via e-mail: morganapizzolato@55bet-pro.com.
    6.3.2 Os recursos serão analisados em até 24 horas, e o resultado será divulgado pelos mesmos canais.
  7. MONITORAMENTO E ACOMPANHAMENTO
    7.1 O(A) bolsista deverá entregar relatório final de atividades no término da vigência, com validação da chefia.
    7.2 A renovação dependerá da entrega do relatório e avaliação positiva.
    7.3 O não cumprimento das atividades implicará desligamento imediato.
  8. DO DESLIGAMENTO
    8.1 O(A) bolsista será desligado(a) nas seguintes situações:
    8.1.1 Solicitação formal do(a) bolsista;
    8.1.2 Justificativa formal da chefia por desempenho ou conduta;
    8.1.3 Descumprimento da carga horária e/ou regras deste edital;
    8.1.4 Não entrega do relatório final;
    8.1.5 Vinculação a outra bolsa incompatível.
  9. DISPOSIÇÕES FINAIS
    9.1 Este edital não gera vínculo empregatício com a UFSM.
    9.2 Casos omissos serão resolvidos pela Comissão de Seleção ou pela chefia da unidade.
    9.3 Este edital tem validade até o final do semestre letivo vigente (2025/02), podendo gerar cadastro de reserva.
    9.4 É obrigatória a leitura completa deste edital por todos(as) os(as) candidatos(as).
    9.5 Dúvidas devem ser encaminhadas ao e-mail: morganapizzolato@55bet-pro.com.

Edital completo em: http://www.55bet-pro.com/app/uploads/sites/375/2025/07/Edital-bolsa-BAE-PRAE-LADIPP-202502.pdf

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O LADIPP, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), torna público o presente edital de seleção de bolsista(s) da Bolsa de Assistência ao Estudante – BAE/PRAE, em conformidade com a Resolução UFSM nº 176/2024 e demais normativas institucionais vigentes.

  1. DAS VAGAS E DURAÇÃO
    1.1. Serão ofertadas duas vagas de bolsa BAE/PRAE para atuação no LADIPP.
    1.2. A bolsa tem valor mensal de R$ 400,00 (quatrocentos reais), para jornada de 16 horas semanais.
    1.3. A vigência da bolsa será de 04/08/2025 até 11/12/2025, correspondente ao segundo semestre letivo de 2025.
    1.4. O edital tem validade até o final do semestre letivo 2025/2 e poderá gerar banco de suplentes para chamadas futuras.
  2. DAS ATIVIDADES
    2.1 Os bolsistas desenvolverão atividades presenciais vinculadas ao LADIPP, tais como:
    2.1.1 Realizar ensaios com os seguintes equipamentos: projetor de perfil, máquina de medição tridimensional, metroscópio, microscópio ferramenteiro, microscópio universal, relógios comparadores, paquímetros, micrômetros, balanças, pesos padrão, blocos padrão, anel liso cilíndrico, termohigro-barômetro.
    2.1.2 Realizar manutenção nos equipamentos listados no item 2.1.1.
    2.1.3 Contatar empresas para identificação de necessidades de ensaios e calibrações nos equipamentos listados no item 2.2.1.
    2.1.4 Realizar contato com laboratórios para encaminhamento das calibrações dos equipamentos listados no item 2.1.1.
    2.1.5 Realizar atividades administrativas como gestão de e-mail, apoio na gestão da equipe e revisão de documentos do Sistema da Qualidade.
    2.1.6 Manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade do LADIPP de acordo com os requisitos da ABNT NBR ISO/IEC 17025.
    2.2 As atividades ocorrerão de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã ou tarde, conforme escala acordada com a chefia da unidade.
  3. DOS REQUISITOS PARA INSCRIÇÃO
    3.1 Matrícula ativa em curso de graduação em Engenharia Mecânica ou Engenharia de Produção da UFSM (não será aceito trancamento total);
    3.2 Aprovação em no mínimo 50% das disciplinas cursadas no semestre anterior;
    3.3 Não possuir vínculo com qualquer outra bolsa remunerada vigente na UFSM;
    3.4 Não ter ultrapassado em mais de dois semestres o tempo regular de integralização do curso, descontados trancamentos totais;
    3.5 Disponibilidade de 16 horas semanais para atuação presencial;
    3.6 Conta-corrente bancária ativa em nome e CPF próprios (não são aceitas contas conjuntas, poupança, conta fácil ou de terceiros);
    3.7 Ter dados atualizados no Portal Estudantil da UFSM.
  4. DAS INSCRIÇÕES
    4.1 Período: de 25 a 29/07/2025.
    4.2 Local: exclusivamente por e-mail, com assunto “EDITAL01/2025 – SELEÇÃO DE BOLSISTA BAE/PRAE LADIPP” para morganapizzolato@55bet-pro.com.
    4.3 Documentos obrigatórios:
    4.3.1 Histórico escolar atualizado;
    4.3.2 Comprovante de matrícula;
    4.3.3 Comprovantes de participação em projetos relacionados as atividades da seção 2.1;
    4.3.4 Documentação do BSE (se houver).
  5. DO PROCESSO SELETIVO
    5.1 A seleção será composta pelas seguintes etapas, organizadas pela comissão da unidade:
    [tabela no edital completo]
    5.2 Etapas previstas:
    5.2.1 Etapa 1 – Análise documental: eliminatória e classificatória.
    5.2.2 Etapa 2 – Entrevista: a ser realizada no dia 30/07/2025, de forma online pela plataforma Googlo Meet, em horário informado aos selecionados por e-mail.
    5.3 Critérios de avaliação e pontuação (máximo 10 pontos):
    [tabela no edital completo]
    5.4 Critérios de desempate:
    5.4.1 Ter BSE ativo;
    5.4.2 Participação na Brigada de Combate a Incêndio;
    5.4.3 Maior idade.
  6. DA DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS E DOS RECURSOS
    6.1 Os resultados preliminares de cada etapa e o resultado final serão divulgados:
    6.1.1 No site da unidade: http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/editais;
    6.1.2 Por e-mail enviado aos candidatos.
    6.2 Cronograma:
    6.2.1 Resultado da Etapa 1 (documental): 29/07/2025.
    6.2.2 Entrevistas: 01/08/2025
    6.2.3 Resultado da Etapa 2 (entrevista/prática): 03/08/2025
    6.2.4 Resultado final: 03/08/2025
    6.3 Recursos:
    6.3.1 Os(as) candidatos(as) terão até 24 horas após a publicação dos resultados para interpor recurso, via e-mail: morganapizzolato@55bet-pro.com.
    6.3.2 Os recursos serão analisados em até 24 horas, e o resultado será divulgado pelos mesmos canais.
  7. MONITORAMENTO E ACOMPANHAMENTO
    7.1 O(A) bolsista deverá entregar relatório final de atividades no término da vigência, com validação da chefia.
    7.2 A renovação dependerá da entrega do relatório e avaliação positiva.
    7.3 O não cumprimento das atividades implicará desligamento imediato.
  8. DO DESLIGAMENTO
    8.1 O(A) bolsista será desligado(a) nas seguintes situações:
    8.1.1 Solicitação formal do(a) bolsista;
    8.1.2 Justificativa formal da chefia por desempenho ou conduta;
    8.1.3 Descumprimento da carga horária e/ou regras deste edital;
    8.1.4 Não entrega do relatório final;
    8.1.5 Vinculação a outra bolsa incompatível.
  9. DISPOSIÇÕES FINAIS
    9.1 Este edital não gera vínculo empregatício com a UFSM.
    9.2 Casos omissos serão resolvidos pela Comissão de Seleção ou pela chefia da unidade.
    9.3 Este edital tem validade até o final do semestre letivo vigente (2025/02), podendo gerar cadastro de reserva.
    9.4 É obrigatória a leitura completa deste edital por todos(as) os(as) candidatos(as).
    9.5 Dúvidas devem ser encaminhadas ao e-mail: morganapizzolato@55bet-pro.com.

Edital completo em: http://www.55bet-pro.com/app/uploads/sites/375/2025/07/Edital-bolsa-BAE-PRAE-LADIPP-202502.pdf

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/07/18/formula-ufsm-apresenta-o-prototipo-que-celebra-os-15-anos-da-equipe-automobilistica Fri, 18 Jul 2025 21:58:33 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69871 Em 2025, a Fórmula UFSM retorna às suas cores originais: vermelho e preto[/caption] Em comemoração ao legado de 15 anos da equipe Fórmula UFSM, foi realizada a apresentação do protótipo FU-2025 na noite da quinta-feira (18), no auditório Wilson Aita, anexo C do Centro de Tecnologia (CT). No evento, a estética do carro foi revelada, bem como o nome do protótipo: Ares. O projeto Fórmula UFSM é uma equipe de competição universitária dedicada ao desenvolvimento de veículos de corrida. Fundado em 2010, o programa incentiva os estudantes a projetar, construir, testar e competir com seus próprios carros. O protótipo FU-25, o Ares, representará a UFSM na competição Fórmula SAE Brasil, que neste ano acontece de 30 de julho a 3 de agosto, no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), em Piracicaba (SP). A competição tem como objetivo oferecer aos estudantes de engenharia a oportunidade de aplicar, na prática, os conhecimentos adquiridos em sala de aula, por meio do desenvolvimento completo de um projeto, exatamente como o Fórmula UFSM desempenha. Em 2024, a equipe de Santa Maria conquistou o 4° lugar geral na competição nacional. Atualmente, a Fórmula UFSM conta com cerca de 32 integrantes, dos cursos de Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção, Fabricação Mecânica, Jornalismo e Química. O fundador e coordenador do Fórmula UFSM é o professor Mario Martins, e os professores coorientadores são Fernando Bayer, Roberto Hausen e Ronaldo Glufke. Nome e identidade – Todo ano é feito um processo de naming para decidir como será intitulado o novo protótipo, no qual participam todos os chefes dos subsistemas, junto da diretoria e dos professores. A partir do afunilamento de mais de cem nomes, chegaram a “Ares”, nome do deus grego da guerra. Coorientador da equipe e professor de Desenho Industrial, Ronaldo Glufke explica como funciona a identidade visual do protótipo. “O carro tem uma cara nova todo ano. Então, tem um nome novo e, a partir de alguns conceitos atribuídos a este nome, se define toda a questão característica visual dentro dos limites formais que o carro assume. Toda essa parte de grafismos, da cor, é muito em função da atribuição simbólica que o nome define.” [caption id="attachment_69874" align="alignleft" width="560"] O nome Ares (deus grego da guerra) e a identidade visual do carro remetem à ideia de agressividade[/caption] Uma diferença notória do FU-2025 para os últimos carros foi o retorno da cor vermelha ao protótipo. “Esse ano a equipe voltou a usar as cores vermelho e preto, que são as cores originais do Fórmula UFSM. Os últimos dois carros eram preto e dourado, porque era uma homenagem ao Ayrton Senna. Como são 15 anos, voltamos à identidade original da equipe”, conta Gabriele Mendes. Estudante de Jornalismo e coordenadora de comunicação da equipe, ela foi a responsável pela apresentação do protótipo durante a cerimônia. Diferenciais – Durante o evento, o diretor técnico e o capitão do Fórmula UFSM, Gabriel Mainardi e Luiz Coelho, respectivamente, explicaram as mudanças e melhorias do protótipo de 2025. De acordo com eles, o objetivo geral da temporada é que o FU-2025 seja o melhor em todas as provas dinâmicas. Ou seja, a ideia é que a cada ano o veículo se torne mais rápido, mais forte e mais leve. Eles também destacam algumas das inovações do Ares em comparação com os protótipos anteriores: hoops com geometria inclinada; sistema de combustível com regulador interno e linha de alimentação rígida; mangas de eixo e cubos de roda usinados em alumínio; eletroventilador com motor brushless; geometria de suspensão redesenhada e módulo de distribuição de potência. Entretanto, o grande diferencial do carro da Fórmula UFSM em 2025 foi na parte da validação, que é quando a manufatura do carro está pronta e se aplica o protótipo em testes efetivos. Foram mais de cem dias de validação, marca que há quatro anos não conseguiam replicar. Luiz Coelho comenta a relevância do feito. “É extremamente importante, porque realmente diz se o seu carro é confiável ou não. E quanto mais você consegue validar ele, atrelado a isso vem o refino, melhor setup de suspensão, melhor calibração de motor e melhor refinamento geral do carro”. [caption id="attachment_69875" align="alignright" width="607"] Professores e alunos integrantes do projeto posam junto ao carro[/caption] Para 2025, a Fórmula UFSM selou uma parceria com a Base Aérea de Santa Maria (Basm) para realizar as testagens de aceleração e skid pad (prova que avalia a aceleração lateral do protótipo). Lá foi possível definir o setup das provas e aprimorar pilotos. “As acelerações demandam um espaço muito amplo, limpo e seguro para fazer, devido realmente à didática da prova. A aceleração é uma prova em que o carro alcança a maior velocidade possível, e o skid pad é uma prova em que, por ser em uma curva de raio constante, a chance do carro escapar ou sair do percurso é muito grande”, explica Gabriel Mainardi quanto à importância da parceria com Basm. A Fórmula UFSM inovou ainda ao realizar um fim de semana de validação no Venâncio Kart Club, em Venâncio Aires. Essa parceria possibilitou validações extremas e a testagem do máximo potencial do carro. Foram 127 km rodados em Venâncio Aires, onde também foi concluída a seleção de pilotos. Foram selecionados: Patrick Baelz e Guilherme Moraes (na aceleração); Gabriel Mainardi e João Reschke (no skid pad); Luiz Coelho e Guilherme Moraes (no autocross); Luiz Coelho e Patrick Baelz (no enduro). Fórmula SAE – Docente do curso de Engenharia Mecânica e fundador da Fórmula UFSM, o professor Mario Martins esclarece que a competição não é apenas uma corrida automobilística. “É um misto de uma corrida, de um congresso, de uma feira de apresentação de produtos industriais. Os alunos têm que apresentar diversos aspectos dos carros e defender do ponto de vista do projeto para o juiz. Além de apresentar o comportamento dinâmico do veículo avaliado em diversas provas práticas, também têm que apresentar em provas que avaliam os aspectos conceituais do projeto e mercadológicos. Têm que conseguir vender o projeto e assim exercitam também habilidades de comunicação e de marketing[...] Os alunos estão lá se mostrando, e alguns saem efetivamente contratados. Porque a indústria está lá, assistindo, vendo, acompanhando os melhores trabalhos.” Texto: Marina Brignol, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias Fotos: Paulo Baraúna, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/07/10/ufsm-forma-equipe-para-desenvolver-carro-movido-a-hidrogenio-em-projeto-pioneiro-do-centro-de-tecnologia Thu, 10 Jul 2025 12:07:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=7064 A UFSM formou uma equipe voltada ao desenvolvimento de um veículo elétrico movido a hidrogênio. Trata-se da equipe Bombaja H2, projeto derivado do Bombaja, tradicional e premiada equipe de competição de veículos off-road da instituição, e que promove a integração entre ensino, pesquisa e extensão. A nova equipe, formada no CT, busca  adaptar um veículo já existente à propulsão por hidrogênio. O objetivo do projeto é participar da competição nacional da modalidade, a SAE H2, prevista para ocorrer de 30 de julho a 3 de agosto, em São Paulo.

A ideia surgiu no início de 2024, a partir da percepção de que a UFSM ainda não possuía equipes voltadas para a mobilidade elétrica ou para tecnologias de hidrogênio, diferentemente de outras universidades brasileiras. “Decidimos começar pelo hidrogênio, porque as universidades com tradição em inovação já tinham algo nessa área. Pegamos essa ideia e abraçamos a causa de criar uma equipe com esse foco”, explicou Leonardo Felipe dos Santos, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UFSM (PPGEE) e um dos integrantes do projeto.

O veículo utilizado na adaptação será o BJ-16, um carro antigo do Bombaja. A escolha se baseia em uma exigência da competição, que permite realizar adaptações mínimas em projetos já existentes. Enquanto o Bombaja foca no desempenho estrutural e dinâmico de seus veículos, a equipe Bombaja H2 prioriza o desenvolvimento da tecnologia de propulsão a hidrogênio.

Veículo BJ-16 do Bombaja será adaptado para propulsão a hidrogênio pelo Bombaja H2

Competição recente e tecnologia emergente

 A competição SAE H2 teve sua primeira edição presencial em 2022, depois de dois anos de realização no formato online devido à pandemia. Voltada para a pesquisa e inovação, a disputa exige que as equipes desenvolvam sistemas de propulsão a hidrogênio, com critérios que avaliam não apenas o desempenho do veículo, mas também a eficiência energética e o aproveitamento dos recursos. No Brasil, o diferencial da prova é a obrigatoriedade de converter o hidrogênio em eletricidade para alimentar o motor, o que aproxima a competição do contexto industrial nacional.

“O Brasil é hoje o maior produtor de hidrogênio verde do mundo, com pureza de 99,9%. No entanto, exporta quase toda a produção, e a infraestrutura para uso interno ainda é escassa. Esse tipo de projeto ajuda a preparar profissionais para essa nova demanda do mercado energético”, destacou Leonardo Felipe. 

Equipe multidisciplinar e desafios

Atualmente, a Bombaja H2 conta com 14 integrantes, número que deve chegar a 30 nos próximos meses, com a finalização do Processo Seletivo iniciado em junho. A equipe é composta por estudantes de graduação, pós-graduação e ensino técnico. Os cursos de graduação representados são: Ciência da Computação, Engenharia Aeroespacial, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica e Engenharia de Telecomunicações. “Abrimos o processo seletivo para o CTISM (Colégio Técnico Industrial de Santa Maria) e houve bastante interesse, principalmente pela proposta de trabalhar com energia limpa e sustentável”, contou Pedro Henrique Santos, discente de Engenharia Mecânica e gerente de marketing da equipe.

Além das vagas para as áreas técnicas do projeto, como estrutura, suspensão, freios, elétrica, entre outras, também foram abertas oportunidades para a área de gestão, que abrange marketing e setor administrativo. Essas vagas foram destinadas a acadêmicos de todos os cursos da UFSM, com prioridade para os cursos de Comunicação Social e Administração.

Por enquanto, a Bombaja H2 não possui um espaço próprio. As atividades vêm sendo realizadas em parceria com o Bombaja, na oficina mecânica do CT, além do espaço cedido por laboratórios como o Centro de Excelência em Energia e Sistemas de Potência (CEESP), o Grupo de Eletrônica de Potência e Controle (GEPOC) e o  Grupo de Estudo e Desenvolvimento de Reatores Eletrônicos (GEDRE). A equipe planeja conseguir um espaço fixo para realizar as pesquisas que possam ser utilizadas a longo prazo.

Extensão e qualificação

Além do desenvolvimento técnico do veículo, o projeto Bombaja H2 prevê a realização de ações de extensão e cursos de capacitação para estudantes e comunidade externa. Estão previstas oficinas sobre softwares de modelagem, como SolidWorks, sobre noções básicas de elétrica predial e minicursos de Matlab e HIL (Hardware-in-the-Loop), ferramentas que permitem simular o comportamento de inversores e sistemas de propulsão antes da montagem física.“Queremos levar o conhecimento de hidrogênio para as escolas, mostrar na prática o que é a engenharia e estimular os jovens a ingressarem na área. Sobram vagas no CT hoje, e isso é preocupante. Esse projeto também serve para divulgar a engenharia e a UFSM”, afirmou Leonardo Felipe.

Expectativa para a competição

Apesar do desejo de levar o carro para a competição ainda neste ano, a equipe enfrentou dificuldades de prazo para inscrição e envio de documentação. “Se tivéssemos começado dois meses antes, seria possível. O prazo para envio dos documentos terminou dia 10 e não conseguimos cumprir”, lamentou Pedro Henrique

Mesmo assim, os integrantes planejam ir a São Paulo para acompanhar o evento e estabelecer contatos com outras equipes e com a organização da SAE. A participação presencial é considerada estratégica para aprender sobre as exigências da competição e garantir melhores condições para a edição de 2026. “A ideia é pular etapas e chegar com um carro pronto. A SAE fornece a célula de hidrogênio e as baterias, mas o restante pretendemos produzir aqui na UFSM”, comentou Pedro Henrique.

Mobilização e financiamento

O projeto ainda busca financiamento para cobrir os custos de transporte, equipamentos e inscrição. Além do apoio da universidade, a equipe mantém negociações com empresas parceiras e elaborou propostas para entidades como o IEEE, com o objetivo de captar recursos e expandir as atividades de extensão.

“Nossa preocupação é que os alunos não precisem tirar dinheiro do próprio bolso para participar. Queremos viabilizar tudo por meio de parcerias e recursos externos”, ressaltou Pedro Henrique.

Formalização e perspectivas

Atualmente, a Bombaja H2 está vinculada ao projeto Bombaja, como uma subdivisão. A oficialização como subequipe deve ocorrer em breve, junto ao professor Thompson Lanzanova, do Departamento de Engenharia Mecânica, coordenador do Bombaja e ao docente Jonas Roberto Tibola, do CTISM, orientador do Bombaja H2. A expectativa dos integrantes é consolidar a equipe, desenvolver tecnologia própria para o setor e se tornar referência nacional na área de veículos movidos a hidrogênio.

Texto por Marina dos Santos, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM. 

Foto por Bombaja/Divulgação

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Acreditava que, com os recursos disponíveis, seria possível projetar no computador um modelo de rodo em madeira e contribuir de forma prática com a recuperação das áreas afetadas. A partir dessa ideia, tomou forma o projeto “Móveis Solidários”. No início, em meio ao caos, o professor relata que foi difícil encontrar apoio imediato. “Pensei: ‘não estou sozinho, vou conversar com meus alunos’”,  foi então que Marina Senhor Sattler, Felipe Augusto Alves e Luis Fernando Mealho, estudantes que haviam realizado a disciplina de Mecânica dos Sólidos com o docente, abraçaram a proposta e começaram a mobilizar outros colegas. O espaço utilizado para as atividades foi o Laboratório de Tecnologia Mecânica e Aeroespacial (Numae), cedido pelos professores responsáveis pelo local, que dispunha da estrutura necessária para a produção dos rodos e virou ponto de encontro para os voluntários. Embora o laboratório seja voltado principalmente para o trabalho com aço, a equipe percebeu que o espaço poderia ter outra função temporária. “A gente quis aproveitar [o espaço] para fazer alguma coisa por todo mundo”, conta Marina Sattler. A ideia era produzir os rodos em madeira, por ser mais fácil de manipular do que o aço. A dificuldade inicial, no entanto, foi a escassez de materiais. As primeiras tentativas de conseguir doações foram insuficientes. O professor Rene relata que chegou a negociar com uma madeireira, que ofereceu preços reduzidos, mas a burocracia para formalizar doações ou tramitar a compra tornaria inviável o atendimento à necessidade da população no tempo necessário. “A enchente estava acontecendo, as casas estavam sujas, era uma coisa imediata”, explica. Diante da urgência, Rene decidiu comprar, com recursos próprios, a madeira necessária para dar início ao trabalho. Assim que o material chegou ao Numae, os alunos se mobilizaram para começar a produção. As ferramentas, também precisaram ser improvisadas. Furadeiras, parafusadeiras e lixadeiras vieram das casas dos próprios estudantes e professores. No decorrer da produção, surgiram novas necessidades. Além das ferramentas de corte e montagem, a equipe percebeu que seria inviável lixar manualmente todos os rodos. A preocupação com a segurança também foi prioridade. “A gente se preocupou para não mandar um rodo todo áspero para a pessoa utilizar e acabar se machucando. Então, lixávamos, passávamos verniz — ficava bonito, mas, principalmente, seguro e mais durável”, conta Felipe Augusto. [caption id="attachment_69141" align="alignleft" width="541"] Carros oficiais da UFSM foram utilizados no transporte dos rodos fabricados até comunidades afetadas pelas enchentes[/caption] Aos poucos, a experiência adquirida na confecção dos rodos permitiu que o grupo aprimorasse o processo. Os primeiros protótipos eram pesados e difíceis de manusear. “No começo ele era muito fraco e muito pesado. A pessoa não conseguiria utilizar com facilidade”, recorda Rene. Aplicando conceitos das aulas, os estudantes e professores ajustaram o modelo, e otimizaram a sua estrutura. As melhorias incluíram a troca de pregos por parafusos, a redução de peças desnecessárias e o reforço em pontos estratégicos. Três protótipos diferentes foram produzidos até que a equipe chegasse a um modelo resistente, seguro e rápido de fabricar. No total, o grupo produziu 25 rodos, que foram distribuídos para moradores de áreas atingidas. A mobilização, que começou de forma improvisada, mostrou a importância da união e da iniciativa diante de situações de emergência. Da oficina às mãos de quem precisa Com os rodos prontos, o grupo precisou definir para onde encaminhar as doações. A prioridade foi atender as localidades mais afetadas, e Nova Palma foi o principal destino. Moradores da cidade entraram em contato diretamente com o professor Rene relatando a situação. “Falaram da necessidade que tinham lá –a cidade tinha sofrido muito. Muita casa suja. Os bombeiros tinham acabado de se mudar de local e estavam com muita demanda”, explica Rene. Para fazer os rodos chegarem às regiões atingidas, a equipe também enfrentou dificuldades logísticas. Foi quando a mobilização chamou a atenção da direção do Centro de Tecnologia (CT) e da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), que passaram a apoiar formalmente a ação. Com o apoio institucional, o grupo conseguiu acesso a veículos da UFSM para o transporte das doações. Em uma das remessas, dois estudantes, Felipe Augusto e Marcos, organizaram a carga e seguiram com uma caminhonete até Nova Palma. A situação encontrada na cidade foi de emergência e improviso. Os bombeiros, que haviam perdido o prédio recém-construído e equipamentos novos adquiridos, atuavam provisoriamente em outro espaço. “A gente chegou lá no Corpo de Bombeiros. Haviam recém terminado o prédio, comprado equipamentos novos – barcos, cintos, tudo novo – e perderam tudo”, relata Felipe Augusto. Os rodos foram entregues aos bombeiros, que se encarregaram de distribuir o material às famílias mais afetadas, já que conheciam melhor as áreas que mais precisavam. Dos rodos às camas [caption id="attachment_69142" align="alignright" width="560"] Após o sucesso com os rodos, o projeto evoluiu para a fabricação de camas[/caption] Com mais apoio institucional, foi possível o fornecimento de madeira sem burocracia por parte do CT e da PRE. Depois de produzir os rodos, o grupo coordenado pelo professor Rene Quispe Rodriguez decidiu seguir com o trabalho e ampliar a iniciativa. A ideia de produzir camas surgiu de forma natural, como uma continuidade ao trabalho dos rodos. “Pensamos em outras possibilidades, como estantes ou armários, mas a cama era a prioridade. É a primeira coisa que a pessoa precisa quando perde tudo: um lugar para dormir”, conta Rene. Assim como no projeto anterior, os alunos analisaram diferentes ideias e testaram protótipos até chegar a um modelo viável, seguro e resistente. A experiência adquirida na produção dos rodos ajudou na adaptação dos materiais disponíveis. O grupo passou a utilizar caibros – peças de madeira no formato retangular – para estruturar os pés das camas, substituindo soluções anteriores menos estáveis. O objetivo foi garantir durabilidade e segurança, considerando que muitas famílias, incluindo crianças, precisariam utilizar os móveis por tempo indefinido. A iniciativa cresceu rapidamente, com a captação de mais materiais disponíveis para fabricação dos móveis. Os estudantes se organizaram em equipes para otimizar a produção: enquanto alguns acompanhavam os projetos no computador, outros atuavam na montagem, no lixamento e no acabamento das peças. Com o tempo, o espaço do Numae, tradicionalmente voltado para projetos em aço, ganhou uma linha de produção improvisada, incluindo uma serra construída pelos próprios alunos e mesas de corte adaptadas para agilizar o trabalho. Além da contribuição prática para as comunidades afetadas, a atividade também serviu como oportunidade de integração entre estudantes e professores. “Já éramos amigos, e isso acabou nos aproximando ainda mais. Foi muito gratificante aplicar o que aprendemos em sala de aula em algo que realmente pudesse ajudar a comunidade”, destaca Luis Fernando. [caption id="attachment_69143" align="alignleft" width="564"] Camas fabricadas foram distribuídas para pessoas que não tinham onde dormir[/caption] Os estudantes também perceberam na atividade uma oportunidade de colocar em prática os conteúdos vistos em sala de aula. “A gente pode retribuir, fazer o bem e ainda colocar a teoria que a gente vê em aula em prática para ajudar”, comenta Luis Fernando, natural de Rio Pardo, onde também houve estragos pelas inundações. Para Marina, a motivação foi além da sala de aula. “A gente viu de perto todos os efeitos e achou uma ótima maneira de contribuir, de pelo menos tentar ajudar um pouco as pessoas que perderam praticamente tudo”, conta. Projeto em suspenso A logística para a entrega ágil das camas, maiores e mais pesadas que os rodos, também exigiu soluções criativas. Apesar do apoio da universidade e da visibilidade na mídia local, o ritmo do processo burocrático ainda dificultava a agilidade nas ações do projeto. Para contornar o problema, o estudante Felipe conseguiu organizar parte das entregas por conta própria. Por meio de contato com o pai de Felipe, a Cooperativa Agrícola Mista Nova Palma (Camnpal) disponibilizou um caminhão para levar as camas até a cidade. O material foi descarregado no quartel dos bombeiros, que novamente ficaram responsáveis pela distribuição às famílias afetadas. “Eles mandaram foto para a gente mostrando que tinha chegado tudo certinho”, lembra Rene. Mesmo com os desafios superados, a equipe de estudantes e professores da UFSM precisou interromper temporariamente a produção de camas de madeira destinadas às vítimas da enchente na região. “Conseguimos ficar ali por um tempo, falei com os professores e nos autorizaram. Mas depois de alguns dias, com o retorno total das aulas, tivemos que desocupar”, explicou Rene. Segundo o professor, o principal obstáculo para a continuidade do trabalho foi a falta de um espaço adequado. Como o Numae não é um ambiente próprio para trabalho com madeira, o uso do laboratório foi provisório. A equipe então se transferiu para uma área próxima à Fábrica do CT, mas a estrutura também não estava disponível por muito tempo. “Quando conseguíamos um lugar, a gente seguia o trabalho. Mas foram duas mudanças e, na última, o novo espaço logo entrou em reforma, e tivemos que parar”, relata. [caption id="attachment_69144" align="alignright" width="542"] O projeto “Nossa CAUsa” faz um trocadilho com a palavra “casa” e a sigla do curso de Arquitetura e Urbanismo[/caption] O professor conta que, apesar das dificuldades logísticas e do caráter emergencial da ação, o projeto poderia ter ido ainda mais longe. “Temos material suficiente para fabricar mais umas 15 camas. Parafusos, madeira, mão de obra – está tudo pronto”. O grupo segue disposto a reativar o projeto e a retomar a produção caso surja uma nova necessidade. “Deus queira que não, mas se acontecer outra emergência, agora a gente está preparado para atender”, afirma Rene. Arrecadação de utensílios domésticos Em meio à urgência e à vontade de ajudar, estudantes e professores do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSM também procuraram soluções criativas. Eles criaram o “Nossa CAUsa”, um projeto que se tornou referência pela mobilização em torno da arrecadação de utensílios domésticos de cozinha para famílias e estudantes afetados pelas enchentes na região de Santa Maria. O nome, um trocadilho carinhoso com a sigla do curso de Arquitetura e Urbanismo e a palavra causa, surgiu nas primeiras reuniões. “Queríamos um nome que representasse o nosso envolvimento, e que se conectasse com quem acompanha o nosso perfil. ‘Nossa CAUsa’ traduz esse sentimento de pertencimento e cuidado”, conta Anthonio Saraiva, acadêmico e participante ativo da iniciativa. A escolha também dialoga com o histórico do curso, que tradicionalmente se engaja em ações comunitárias e projetos de extensão voltados para o desenvolvimento social e urbano. Organização rápida e rede de apoio A primeira reunião do projeto aconteceu no dia 8 de maio, quando os voluntários definiram o funcionamento e a logística de arrecadação, os critérios de composição dos kits, a escolha dos pontos de coleta e a mobilização de parceiros externos. A preocupação, desde o início, foi oferecer não apenas utensílios básicos de cozinha, mas também pequenos gestos de afeto que pudessem transmitir acolhimento, igualmente necessários. No dia 13 de maio, as doações começaram a ser recebidas no átrio do prédio 9F do campus sede da UFSM, onde fica o curso de Arquitetura e Urbanismo, e em pontos organizados por apoiadores espalhados pela cidade. Segundo a professora Leonora Romano, o átrio se tornou um verdadeiro centro de encontro e solidariedade. “Era bonito ver pessoas chegando com caixas, sacolas, às vezes só com um prato ou uma caneca, mas sempre com a vontade de ajudar. Não importava a quantidade, tudo somava para fazer a diferença”, relembra. [caption id="attachment_69145" align="alignleft" width="449"] O átrio do prédio da Arquitetura foi transformado em uma central de doações de utensílios domésticos[/caption] Solidariedade com cultura e identidade Além dos itens básicos, muitas doações incluíram pequenos detalhes que tornavam os kits mais acolhedores, como jogos de xícaras ou conjuntos de talheres bem conservados. A montagem dos kits seguiu uma linha de produção organizada, com mesas separadas para pratos, copos e talheres, o que garantiu agilidade no processo. “Chegou um momento em que a quantidade era tão grande que precisávamos organizar tudo como se fosse uma fábrica solidária”, brinca Leonora. Entre os kits montados, alguns continham conjuntos de chimarrão, com cuia, bomba e erva-mate. Os itens típicos da cultura gaúcha se tornaram símbolos da campanha, não apenas pelo valor cultural, mas pela mensagem que carregavam. “O chimarrão tem um valor simbólico muito forte para a gente. Incluir isso nos kits era também uma forma de dizer: você ainda pertence, você ainda faz parte daqui”, destaca Anthonio. Prioridade às cidades mais atingidas Os kits foram destinados prioritariamente para famílias e estudantes de municípios da Quarta Colônia, como Silveira Martins, Agudo, Faxinal do Soturno, entre outros da região próxima a Santa Maria. A definição dos destinos foi feita com base em contatos locais e informações de voluntários da UFSM e prefeituras, que apontaram onde havia maior número de famílias carentes de utensílios domésticos. A distribuição das doações contou com o apoio logístico do Sesc Mesa Brasil, que auxiliou no transporte e na entrega dos kits em comunidades mais distantes e áreas de difícil acesso. Além disso, o Rotary de Santa Maria foi parceiro essencial na triagem de famílias beneficiadas e na organização da entrega em algumas cidades da região. “Era fundamental que nossa ajuda chegasse até lá, porque a logística era difícil e nem sempre as grandes campanhas conseguiam alcançar essas localidades. Sabíamos que nosso papel era justamente chegar onde outros não conseguiam”, explica Leonora. Texto: Marina dos Santos, estudante de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT Fotos: Arquivo Subdivisão de Comunicação do CT Edição: Agência de Notícias]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/05/13/ctnareconstrucao-na-emergencia-centro-de-tecnologia-virou-fabrica-de-moveis-e-ponto-de-arrecadacao-de-utensilios-domesticos Tue, 13 May 2025 20:10:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=6681 Você se lembra do que estava fazendo há um ano atrás, quando o Rio Grande do Sul enfrentava a maior catástrofe climática desde 1941? As chuvas começaram no dia 27 de abril, ganharam força no dia 29 e assolaram o estado durante todo o mês de maio, em forma de enchentes e deslizamentos de terra. Segundo dados da Agência Gov, as inundações causaram danos em 484 dos 497 municípios gaúchos. O Rio Guaíba atingiu a marca de 5,37 metros acima do nível normal em Porto Alegre — 61 centímetros acima da marca da enchente histórica de 1941. Foram 184 vítimas fatais, além de 806 feridos e 25 pessoas até hoje desaparecidas. 

Antes do pico registrado na capital gaúcha, Santa Maria foi a cidade com o maior volume de chuva no mundo no dia 1º de maio, com cerca de 214 mm, de acordo com dados do site meteorológico Ogimet. Na UFSM, esse dado já era sentido na véspera: no início da tarde de 30 de abril, diversos locais do campus foram tomados pela água. No mesmo dia, as atividades acadêmicas foram suspensas e só retornaram em 20 de maio, focadas em ações de acolhimento e sem a aplicação de provas e trabalhos.

A Subdivisão de Comunicação preparou uma série de reportagens intitulada #CTnaReconstrução, na qual você vai relembrar ou conhecer os projetos, servidores e estudantes que atuaram na linha de frente, seja com iniciativas de apoio imediato à população, seja com projetos de recuperação e prevenção a médio e longo prazo de áreas atingidas pela tragédia climática no RS. Na segunda reportagem, destacamos dois projetos emergenciais que fizeram a diferença na reconstrução das casas dos atingidos. 

Construção de móveis

Foi durante a suspensão das atividades que uma ideia veio ao professor Rene Quispe Rodriguez, do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSM. Percebendo a mobilização de pessoas em diferentes cidades e universidades diante dos estragos causados pelas enchentes, o docente viu o exemplo de uma instituição que fabricava rodos para auxiliar na limpeza das casas atingidas e pensou que poderia fazer algo semelhante em Santa Maria. Acreditava que, com os recursos disponíveis, seria possível projetar no computador um modelo de rodo em madeira e contribuir de forma prática com a recuperação das áreas afetadas. A partir dessa ideia, tomou forma o projeto Móveis Solidários.

No início, em meio ao caos, o professor relata que foi difícil encontrar apoio imediato. “Pensei: ‘Não estou sozinho, vou conversar com meus alunos’”,  foi então que Marina Senhor Sattler, Felipe Augusto Alves e Luis Fernando Mealho, estudantes que haviam realizado a disciplina de Mecânica dos Sólidos com o docente, abraçaram a proposta e começaram a mobilizar outros colegas.

O espaço utilizado para as atividades foi o Laboratório de Tecnologia Mecânica e Aeroespacial (Numae), cedido pelos professores responsáveis pelo local, que dispunha da estrutura necessária para a produção dos rodos e virou ponto de encontro para os voluntários. Embora o laboratório seja voltado principalmente para o trabalho com aço, a equipe percebeu que o espaço poderia ter outra função temporária. “A gente quis aproveitar [o espaço] para fazer alguma coisa por todo mundo”, conta Marina Sattler.

A ideia era produzir os rodos em madeira, por ser mais fácil de manipular do que o aço. A dificuldade inicial, no entanto, foi a escassez de materiais. As primeiras tentativas de conseguir doações foram insuficientes. O professor Rene relata que chegou a negociar com uma madeireira, que ofereceu preços reduzidos, mas a burocracia para formalizar doações ou tramitar a compra tornaria inviável o atendimento à necessidade da população no tempo necessário. “A enchente estava acontecendo, as casas estavam sujas, era uma coisa imediata”, explica. Diante da urgência, Rene decidiu comprar, com recursos próprios, a madeira necessária para dar início ao trabalho. Assim que o material chegou ao Numae, os alunos se mobilizaram para começar a produção. As ferramentas, também precisaram ser improvisadas. Furadeiras, parafusadeiras e lixadeiras vieram das casas dos próprios estudantes e professores. 

No decorrer da produção, surgiram novas necessidades. Além das ferramentas de corte e montagem, a equipe percebeu que seria inviável lixar manualmente todos os rodos. A preocupação com a segurança também foi prioridade. “A gente se preocupou para não mandar um rodo todo áspero para a pessoa utilizar e acabar se machucando. Então, lixávamos, passávamos verniz — ficava bonito, mas, principalmente, seguro e mais durável”, conta Felipe Augusto.

Aos poucos, a experiência adquirida na confecção dos rodos permitiu que o grupo aprimorasse o processo. Os primeiros protótipos eram pesados e difíceis de manusear. “No começo ele era muito fraco e muito pesado. A pessoa não conseguiria utilizar com facilidade”, recorda Rene. Aplicando conceitos das aulas, os estudantes e professores ajustaram o modelo, e otimizaram a sua estrutura.

As melhorias incluíram a troca de pregos por parafusos, a redução de peças desnecessárias e o reforço em pontos estratégicos. Três protótipos diferentes foram produzidos até que a equipe chegasse a um modelo resistente, seguro e rápido de fabricar. No total, o grupo produziu 25 rodos, que foram distribuídos para moradores de áreas atingidas. A mobilização, que começou de forma improvisada, mostrou a importância da união e da iniciativa diante de situações de emergência.

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Da oficina às mãos de quem precisa

Com os rodos prontos, o grupo precisou definir para onde encaminhar as doações. A prioridade foi atender as localidades mais afetadas, e Nova Palma foi o principal destino. Moradores da cidade entraram em contato diretamente com o professor Rene relatando a situação. “Falaram da necessidade que tinham lá — a cidade tinha sofrido muito. Muita casa suja. Os bombeiros tinham acabado de se mudar de local e estavam com muita demanda”, explica Rene.

Para fazer os rodos chegarem às regiões atingidas, a equipe também enfrentou dificuldades logísticas. Foi quando a mobilização chamou a atenção da direção do CT e da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), que passaram a apoiar formalmente a ação. Com o apoio institucional, o grupo conseguiu acesso a veículos da UFSM para o transporte das doações. Em uma das remessas, dois estudantes, Felipe Augusto e Marcos, organizaram a carga e seguiram com uma caminhonete até Nova Palma. 

A situação encontrada na cidade foi de emergência e improviso. Os bombeiros, que haviam perdido o prédio recém-construído e equipamentos novos adquiridos, atuavam provisoriamente em outro espaço. “A gente chegou lá no Corpo de Bombeiros. Haviam recém terminado o prédio, comprado equipamentos novos — barcos, cintos, tudo novo — e perderam tudo”, relata Felipe Augusto. Os rodos foram entregues aos bombeiros, que se encarregaram de distribuir o material às famílias mais afetadas, já que conheciam melhor as áreas que mais precisavam.

Dos rodos às camas

Com mais apoio institucional, foi possível o fornecimento de madeira sem burocracia por parte do CT e da PRE. Depois de produzir os rodos, o grupo, coordenado pelo professor Rene Quispe Rodriguez, decidiu seguir com o trabalho e ampliar a iniciativa.  

A ideia de produzir camas surgiu de forma natural, como uma continuidade ao trabalho dos rodos. “Pensamos em outras possibilidades, como estantes ou armários, mas a cama era a prioridade. É a primeira coisa que a pessoa precisa quando perde tudo: um lugar para dormir”, conta Rene. Assim como no projeto anterior, os alunos analisaram diferentes ideias e testaram protótipos até chegar a um modelo viável, seguro e resistente.

A experiência adquirida na produção dos rodos ajudou na adaptação dos materiais disponíveis. O grupo passou a utilizar caibros — peças de madeira no formato retangular — para estruturar os pés das camas, substituindo soluções anteriores menos estáveis. O objetivo foi garantir durabilidade e segurança, considerando que muitas famílias, incluindo crianças, precisariam utilizar os móveis por tempo indefinido.

A iniciativa cresceu rapidamente, com a captação de mais materiais disponíveis para fabricação dos móveis. Os estudantes se organizaram em equipes para otimizar a produção: enquanto alguns acompanhavam os projetos no computador, outros atuavam na montagem, no lixamento e no acabamento das peças. Com o tempo, o espaço do Numae, tradicionalmente voltado para projetos em aço, ganhou uma linha de produção improvisada, incluindo uma serra construída pelos próprios alunos e mesas de corte adaptadas para agilizar o trabalho.

Além da contribuição prática para as comunidades afetadas, a atividade também serviu como oportunidade de integração entre estudantes e professores. “Já éramos amigos, e isso acabou nos aproximando ainda mais. Foi muito gratificante aplicar o que aprendemos em sala de aula em algo que realmente pudesse ajudar a comunidade”, destaca Luis Fernando.

Os estudantes também perceberam na atividade uma oportunidade de colocar em prática os conteúdos vistos em sala de aula. “A gente pode retribuir, fazer o bem e ainda colocar a teoria que a gente vê em aula em prática para ajudar”, comenta Luis Fernando, natural de Rio Pardo, onde também houve estragos pelas inundações. Para Marina, a motivação foi além da sala de aula. “A gente viu de perto todos os efeitos e achou uma ótima maneira de contribuir, de pelo menos tentar ajudar um pouco as pessoas que perderam praticamente tudo”, conta.

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Projeto em suspenso

A logística para a entrega ágil das camas, maiores e mais pesadas que os rodos, também exigiu soluções criativas. Apesar do apoio da universidade e da visibilidade na mídia local, o ritmo do processo burocrático ainda dificultava a agilidade nas ações do projeto. Para contornar o problema, o estudante Felipe conseguiu organizar parte das entregas por conta própria. Por meio de contato com o pai de Felipe, a Campal — cooperativa de Nova Palma — disponibilizou um caminhão para levar as camas até a cidade. O material foi descarregado no quartel dos Bombeiros, que novamente ficaram responsáveis pela distribuição às famílias afetadas. “Eles mandaram foto para a gente mostrando que tinha chegado tudo certinho”, lembra Rene.

Mesmo com os desafios superados, a equipe de estudantes e professores da UFSM precisou interromper temporariamente a produção de camas de madeira destinadas às vítimas da enchente na região. “Conseguimos ficar ali por um tempo, falei com os professores e nos autorizaram. Mas depois de alguns dias, com o retorno total das aulas, tivemos que desocupar”, explicou Rene. Segundo o professor, o principal obstáculo para a continuidade do trabalho foi a falta de um espaço adequado. Como o Numae não é um ambiente próprio para trabalho com madeira, o uso do laboratório foi provisório.

A equipe então se transferiu para uma área próxima à Fábrica do CT, mas a estrutura também não estava disponível por muito tempo. “Quando conseguíamos um lugar, a gente seguia o trabalho. Mas foram duas mudanças e, na última, o novo espaço logo entrou em reforma, e tivemos que parar”, relata.

O professor conta que, apesar das dificuldades logísticas e do caráter emergencial da ação, o projeto poderia ter ido ainda mais longe. “Temos material suficiente para fabricar mais umas 15 camas. Parafusos, madeira, mão de obra — está tudo pronto”. O grupo segue disposto a reativar o projeto e a retomar a produção caso surja uma nova necessidade. “Deus queira que não, mas se acontecer outra emergência, agora a gente está preparado para atender”, afirma Rene.

Arrecadação de utensílios domésticos

Em meio à urgência e à vontade de ajudar, estudantes e professores do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSM também procuraram soluções criativas. Eles criaram o Nossa CAUsa, um projeto que se tornou referência pela mobilização em torno da arrecadação de utensílios domésticos de cozinha para famílias e estudantes afetados pelas enchentes na região de Santa Maria.

O nome, um trocadilho carinhoso com a sigla do curso de Arquitetura e Urbanismo e a palavra causa, surgiu nas primeiras reuniões. “Queríamos um nome que representasse o nosso envolvimento, e que se conectasse com quem acompanha o nosso perfil. Nossa CAUsa traduz esse sentimento de pertencimento e cuidado”, conta Anthonio Saraiva, acadêmico e participante ativo da iniciativa. A escolha também dialoga com o histórico do curso, que tradicionalmente se engaja em ações comunitárias e projetos de extensão voltados para o desenvolvimento social e urbano.

Organização rápida e rede de apoio

A primeira reunião do projeto aconteceu no dia 8 de maio, quando os voluntários definiram o funcionamento e a logística de arrecadação, os critérios de composição dos kits, a escolha dos pontos de coleta e a mobilização de parceiros externos. A preocupação, desde o início, foi oferecer não apenas utensílios básicos de cozinha, mas também pequenos gestos de afeto que pudessem transmitir acolhimento, igualmente necessários.

No dia 13 de maio, as doações começaram a ser recebidas no átrio do prédio 9F do campus sede da UFSM, onde fica o curso de Arquitetura e Urbanismo, e em pontos organizados por apoiadores espalhados pela cidade. Segundo a professora Leonora Romano, o átrio se tornou um verdadeiro centro de encontro e solidariedade. “Era bonito ver pessoas chegando com caixas, sacolas, às vezes só com um prato ou uma caneca, mas sempre com a vontade de ajudar. Não importava a quantidade, tudo somava para fazer a diferença”, relembra.

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Solidariedade com cultura e identidade

Além dos itens básicos, muitas doações incluíram pequenos detalhes que tornavam os kits mais acolhedores, como jogos de xícaras ou conjuntos de talheres bem conservados. A montagem dos kits seguiu uma linha de produção organizada, com mesas separadas para pratos, copos e talheres, o que garantiu agilidade no processo. “Chegou um momento em que a quantidade era tão grande que precisávamos organizar tudo como se fosse uma fábrica solidária”, brinca Leonora.

Entre os kits montados, alguns continham conjuntos de chimarrão, com cuia, bomba e erva-mate. Os itens típicos da cultura gaúcha se tornaram símbolos da campanha, não apenas pelo valor cultural, mas pela mensagem que carregavam. “O chimarrão tem um valor simbólico muito forte para a gente. Incluir isso nos kits era também uma forma de dizer: você ainda pertence, você ainda faz parte daqui”, destaca Anthonio.

Prioridade às cidades mais atingidas

Os kits foram destinados prioritariamente para famílias e estudantes de municípios da Quarta Colônia, como Silveira Martins, Agudo, Faxinal do Soturno, entre outros da região próxima a Santa Maria. A definição dos destinos foi feita com base em contatos locais e informações de voluntários da UFSM e prefeituras, que apontaram onde havia maior número de famílias carentes de utensílios domésticos.

A distribuição das doações contou com o apoio logístico do Sesc Mesa Brasil, que auxiliou no transporte e na entrega dos kits em comunidades mais distantes e áreas de difícil acesso. Além disso, o Rotary de Santa Maria foi parceiro essencial na triagem de famílias beneficiadas e na organização da entrega em algumas cidades da região. “Era fundamental que nossa ajuda chegasse até lá, porque a logística era difícil e nem sempre as grandes campanhas conseguiam alcançar essas localidades. Sabíamos que nosso papel era justamente chegar onde outros não conseguiam”, explica Leonora.

As ações relatadas acima são exemplos que reforçam o papel social da Universidade pública enquanto espaço de formação técnica e científica mas, acima de tudo, humana. Em momentos de crise, projetos como esses mostram que o conhecimento produzido dentro da academia pode e deve ser colocado a serviço da sociedade.

Esta é a segunda reportagem da série #CTnaReconstrução. A primeira abordou as principais ações dos grupos e projetos do CT que ampararam Santa Maria e região no auge das inundações. Acompanhe as próximas reportagens ao longo do mês de maio no site do CT!

Texto por Marina dos Santos, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.

Fotos por Móveis Sólidarios e Nossa CAUsa.

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Na pesquisa de Avaliação Ensino Aprendizagem referente ao primeiro semestre de 2024, enquanto a média de participação do CT foi de 48,70%, o curso de Engenharia Mecânica atingiu a marca de 67,20%. A Direção do CT e a CSA-CT reconhecem o esforço do professor Cesar Gabriel dos Santos, coordenador do curso, em divulgar a avaliação junto aos alunos do curso.

A coleta de avaliações ocorreu no início do segundo semestre de 2024, referente às disciplinas do primeiro semestre deste ano, por meio do Portal Estudantil da UFSM e do aplicativo UFSM Digital. A Direção do Centro de Tecnologia também entregou certificados para os docentes mais bem avaliados (confira a matéria clicando aqui).

[caption id="attachment_6089" align="aligncenter" width="768"] Professor Cesar recebe certificado de reconhecimento da Direção do CT e da CSA-CT[/caption]

Avaliação Ensino-Aprendizagem

A pesquisa de Avaliação do Processo de Ensino-Aprendizagem é disponibilizada semestralmente aos alunos de todos os níveis de ensino ao final do período letivo correspondente. Esse processo avaliativo teve início em 2016, com o nome Avaliação do Docente pelo Discente, uma vez que, àquela época, os docentes eram os sujeitos da avaliação. Esse modelo seguiu até o segundo semestre de 2019, sendo substituído em 2020 e 2021 pela avaliação do REDE, formulada com o objetivo de apurar a percepção dos docentes e discentes sobre o processo de ensino e aprendizagem durante o período da pandemia.

Instituído no primeiro semestre de 2022, o instrumento adotado atualmente foi construído por um grupo de trabalho formado por pesquisadores, analistas da Instituição e membros da CPA, tomando por base estudos estatísticos de pesquisadores do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH). O modelo atual avalia apenas três itens: a atuação docente, as estratégias de ensino e o conteúdo das disciplinas. Além disso, os respondentes também contam com um espaço para comentários.

A pesquisa referente ao segundo semestre de 2024 já está disponível no Portal Estudantil. Participe!
Com informações da Comissão Setorial de Avaliação do CT-UFSM e edição da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM Quer divulgar suas ações, pesquisas, projetos ou eventos no site? Acesse os serviços de Comunicação do CT-UFSM! Siga o CT nas redes sociais: Facebook e Instagram!]]>
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[caption id="attachment_67918" align="alignright" width="548"]foto colorida horizontal de dois homens de terno escuro, um deles, oriental, entrega para outro um objeto predominantemente vermelho, ao fundo um grande telão com logos da GAC e da UFSM Representante da GAC Motors e Eduardo Rizzatti, da UFSM[/caption]

A fabricante chinesa GAC Motors anunciou na semana passada um contrato de cooperação técnica com três universidades públicas brasileiras, sendo uma delas a UFSM, para pesquisa e desenvolvimento dos motores flex e híbridos flex de seus carros. O contrato de colaboração foi assinado entre Wei Haigang, presidente da GAC Internacional, divisão da montadora para mercados fora da China, o representante do Gabinete do Reitor da UFSM, professor Eduardo Rizzatti, e representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A parceria envolve investimento de R$ 120 milhões para as universidades, com foco em engenharia elétrica e mecânica. Pesquisadores da UFSM, UFSC e Unicamp atuarão no desenvolvimento de veículos, motores, autopeças e componentes para a futura produção nacional de motores flex e híbridos flex pela chinesa no Brasil. 

As universidades também vão coordenar projetos de ensino, pesquisa e extensão com incentivos técnicos e financeiros da GAC Motors. As parcerias incluem a promoção de estágios para estudantes e profissionais entre China e Brasil, além de programas de capacitação conjunta. A cooperação entre GAC Motors e as universidades acontecerá ao longo de cinco anos, prazo que pode ser renovado. 

Participação do GPMOT/CT

A aproximação com a GAC Motors para a assinatura do acordo foi intermediada pelo professor Amir Oliveira Jr., da UFSC, que estendeu o convite à equipe do Grupo de Pesquisa em Motores, Combustíveis e Emissões (GPMOT), do Centro de Tecnologia (CT), devido à experiência e relevância do grupo no trabalho com motores.

Segundo o professor Mario Martins, do Departamento de Engenharia Mecânica, por enquanto, há apenas o protocolo de intenções assinado. Está em discussão outro contrato, pois há o interesse que a equipe do CT-UFSM atue nos ensaios laboratoriais dos motores a combustão da GAC, dando suporte no desenvolvimento e na calibração dos motores, além de fornecer treinamentos especializados. Juntamente com a UFSC, a UFSM prestaria apoio às ações de homologação e demais necessidades de conformidade para a entrada dos produtos da GAC no mercado brasileiro.

[caption id="attachment_67920" align="alignleft" width="546"]foto colorida horizontal de um grupo de homens e uma mulher, todos de terno escuro, lado a lado em um ambiente bem iluminado Rizzatti e Mario (ao centro) representaram a UFSM na assinatura do protocolo de intenções[/caption]

O cronograma de trabalho já está em discussão e deverá ser confirmado assim que for assinado o novo contrato, nas próximas semanas. Como as necessidades da empresa chinesa são urgentes, conforme Mario, o início deverá ser já nos primeiros meses de 2025.

"A parceria firmada com a GAC Motor é de grande relevância estratégica para a UFSM e para a cidade, tanto do ponto de vista acadêmico quanto industrial. Este acordo fortalece a posição da Universidade como centro de excelência em pesquisa e desenvolvimento, especialmente em áreas como motores flex e híbridos. Além disso, representa uma oportunidade única para integrar o conhecimento técnico e científico brasileiro com o de uma das maiores montadoras chinesas, promovendo transferência de tecnologia, capacitação de profissionais e ampliação do impacto global da pesquisa nacional. A parceria é de suma importância e poderá vir a ser o início de um relacionamento de longo prazo", destaca Mario.

GAC Motors no Brasil

A fabricação pela GAC Motors no Brasil deverá ter início em 2026, atendendo também o mercado de outros países latino-americanos. No total, a empresa anunciou um pacote de investimento de R$ 6 bilhões para o país, incluindo os valores a serem destinados para as três universidades.

Nova no mercado nacional, a GAC Motors (Guangzhou Automobile Group Motor) é a quinta maior fabricante de carros da China, onde a companhia atua desde 1955. Naquele país, o grupo comercializou 2,52 milhões de carros apenas em 2023, e conta com 110 mil funcionários. Os planos da montadora envolvem alcançar 4,75 milhões de veículos comercializados e somar lucro de cerca de US$ 137 bilhões até 2030.

Com informações do portal G1

Fotos: Arquivo pessoal

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/12/06/ufsm-firma-parceria-com-a-gac-motors-para-pesquisa-e-desenvolvimento-com-motores-hibridos-flex Fri, 06 Dec 2024 18:20:34 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67875 A UFSM, junto com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), firmou na quinta-feira (5) um protocolo de intenções para acordo de cooperação técnica com a fabricante chinesa GAC Motors, para realizar pesquisa e desenvolvimento dos motores flex e híbridos flex de seus carros. O acordo prevê a transferência de conhecimento técnico e científico e capacitação de profissionais brasileiros.

Fundada em 1955 e incorporada em 1997, a GAC Motors – sigla para Guangzhou Automobile Group – é a quinta maior fabricante de carros chinesa, atuando no mercado com veículos próprios e também como produtora para as japonesas Mitsubishi, Honda e Toyota. A GAC Motors já atua em 39 países e deve entrar no mercado brasileiro no primeiro trimestre de 2025 com quatro a seis modelos de veículos, dentre eles os modelos elétricos Aion. A empresa anunciou pacote de investimentos de R$ 6 bilhões para fabricar carros no Brasil e desenvolver pesquisas com biocombustíveis, combustíveis de baixa emissão de carbono e formas alternativas de propulsão.

[caption id="attachment_67876" align="alignright" width="630"] Veículo elétrico GAC do modelo Aion Y (foto: divulgação)[/caption]

A partir de 2026, a montadora chinesa deve contar com uma fábrica de motores funcionando no Brasil, para atender à demanda nacional e de outros países da região – a empresa busca por uma estrutura fabril já existente que possa ser adaptada. Com esse aporte e a unidade fabril em solo brasileiro, a montadora estará próxima da capacidade de desenvolvimento de motores e carros que tem na China. Seu objetivo, a longo prazo, é ser a primeira montadora chinesa com uma linha completa de carros elétricos, híbridos e à combustão no Brasil, além de um centro de pesquisa e desenvolvimento.

O acordo de cooperação técnica para pesquisa e desenvolvimento dos motores terá duração de cinco anos e envolve investimento total de R$ 120 milhões para as três universidades. O protocolo de intenções foi assinado nesta quinta-feira, em São Paulo, com a presença do professor Eduardo Rizzatti, representante da UFSM; Alex Zhou, CEO da GAC Brasil; e Wei Haigang, presidente da GAC Internacional, divisão da montadora para mercados fora da China.

Os pesquisadores do Centro de Tecnologia (CT) da UFSM diretamente envolvidos no projeto são os docentes Mario Martins (coordenador) e Thompson Lanzanova, do Departamento de Engenharia Mecânica, e o professor Roberto Hausen, do Departamento de Expressão Gráfica. Eles trabalharão, em conjunto com os estudantes, no assessoramento e desenvolvimento de autopeças e componentes para a produção nacional de veículos com motores flex e híbridos flex. Além disso, os docentes vão coordenar projetos de ensino, pesquisa e extensão com incentivos técnicos e financeiros da GAC Motors. As parcerias incluem a promoção de estágios para estudantes e profissionais entre China e Brasil, além de programas de capacitação conjunta.

Na prática, a equipe do CT da UFSM vai atuar nos ensaios laboratoriais dos motores a combustão da GAC, dando suporte no desenvolvimento e na calibração dos motores, além de fornecer treinamentos especializados. Juntamente com a UFSC, a UFSM vai prestar apoio às ações de homologação e demais necessidades de conformidade para a entrada dos produtos da GAC no mercado brasileiro.

A aproximação com a empresa para a assinatura do acordo foi intermediada pelo professor Amir Oliveira Jr., do Laboratório de Combustão e Ciências Térmicas da UFSC. Ele estendeu o convite à equipe do Grupo de Pesquisa em Motores, Combustíveis e Emissões (GPMot) da UFSM, em função da experiência e relevância do grupo no trabalho com motores. Com mais essa parceria, o CT reforça sua posição de referência regional em assuntos de mobilidade elétrica.

Texto: Subdivisão de Comunicação do CT, com informações do G1 e Veja

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2024/12/06/ufsm-firma-parceria-com-gac-motors-para-testes-com-motores-hibridos-flex Fri, 06 Dec 2024 16:35:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=6029 A UFSM, junto com a UFSC e a Unicamp, firmou nesta quinta-feira (05/12) um protocolo de intenções para acordo de cooperação técnica com a fabricante chinesa GAC Motors para realizar pesquisa e desenvolvimento dos motores flex e híbridos flex de seus carros. O acordo de prevê a transferência de conhecimento técnico e científico e capacitação de profissionais brasileiros.

Fundada em 1955 e incorporada em 1997, a GAC Motors - sigla para Guangzhou Automobile Group - é a quinta maior fabricante de carros chinesa, atuando no mercado com veículos próprios e também como produtora para as japonesas Mitsubishi, Honda e Toyota. A GAC Motors já atua em 39 países e deve entrar no mercado brasileiro no primeiro trimestre de 2025 com quatro a seis modelos de veículos, dentre eles os modelos elétricos Aion. A empresa anunciou pacote de investimentos de R$ 6 bilhões para fabricar carros no Brasil e desenvolver pesquisas com biocombustíveis, combustíveis de baixa emissão de carbono e formas alternativas de propulsão. A partir de 2026, a montadora chinesa deve contar com uma fábrica de motores funcionando no Brasil, para atender à demanda nacional e de outros países da região - a empresa busca por uma estrutura fabril já existente que possa ser adaptada. Com esse aporte e a unidade fabril em solo brasileiro, a montadora estará próxima da capacidade de desenvolvimento de motores e carros que tem na China. Seu objetivo, a longo prazo, é ser a primeira montadora chinesa com uma linha completa de carros elétricos, híbridos e à combustão no Brasil, além de um centro de pesquisa e desenvolvimento. 

[caption id="attachment_6030" align="aligncenter" width="1024"] Veículo elétrico GAC do modelo Aion Y (divulgação)[/caption]

 O acordo de cooperação técnica para pesquisa e desenvolvimento dos motores terá duração de cinco anos e envolve investimento total de R$ 120 milhões para as três universidades. O protocolo de intenções foi assinado nesta quinta-feira, em São Paulo, com a presença do professor Eduardo Rizzatti, representante da UFSM; Alex Zhou, CEO da GAC Brasil; e Wei Haigang, presidente da GAC Internacional, divisão da montadora para mercados fora da China.

Os pesquisadores do Centro de Tecnologia da UFSM diretamente envolvidos no projeto são os docentes Mario Martins (coordenador) e Thompson Lanzanova, do Departamento de Engenharia Mecânica, e o professor Roberto Hausen, do Departamento de Expressão Gráfica. Eles trabalharão, em conjunto com os estudantes, no assessoramento e desenvolvimento de autopeças e componentes para a produção nacional de veículos com motores flex e híbridos flex. Além disso, os docentes vão coordenar projetos de ensino, pesquisa e extensão com incentivos técnicos e financeiros da GAC Motors. As parcerias incluem a promoção de estágios para estudantes e profissionais entre China e Brasil, além de programas de capacitação conjunta.

Na prática, a equipe do CT-UFSM vai atuar nos ensaios laboratoriais dos motores a combustão da GAC, dando suporte no desenvolvimento e na calibração dos motores, além de fornecer treinamentos especializados. Juntamente com a UFSC, a UFSM vai prestar apoio às ações de homologação e demais necessidades de conformidade para a entrada dos produtos da GAC no mercado brasileiro. 

A aproximação com a empresa para a assinatura do acordo foi intermediada pelo professor Amir Oliveira Jr. do Laboratório de Combustão e Ciências Térmicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ele estendeu o convite à equipe do Grupo de Pesquisa em Motores, Combustíveis e Emissões (GPMOT), em função da experiência e relevância do grupo no trabalho com motores. 

Com mais essa parceria, o Centro de Tecnologia reforça sua posição de referência regional em assuntos de mobilidade elétrica. As pesquisas e projetos práticos envolvendo veículos elétricos do CT ganham destaque na mídia. Confira aqui outras matérias sobre o tema!

[caption id="attachment_6031" align="alignleft" width="1024"] Representantes da UFSM, Unicamp, UFSC e GAC Motor durante a assinatura do protocolo de intenções[/caption]

Texto por Subdivisão de Comunicação do CT-UFSM, com informações do professor Mario Martins, G1 e Veja.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/19/ufsm-inicia-projeto-de-quase-r-1-milhao-para-avaliar-e-aprimorar-orteses-e-proteses Tue, 19 Nov 2024 19:07:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67663 know-how especializado, fundamental para o avanço da pesquisa. “Se trata de uma proposta multidisciplinar e que engloba as áreas de engenharia mecânica, engenharia elétrica, fisioterapia e ortopedia. Adicionalmente, precisamos de conhecimento de mercado e experiência com usuários de órteses e próteses, o que é fornecido pela empresa.” Além do know-how, o coordenador também destacou outros benefícios da parceria com a empresa. De acordo com ele, a estrutura do laboratório utilizado para a pesquisa foi ampliada, incluindo a aquisição de uma máquina de ensaios mecânicos, importada da Alemanha, no valor de R$ 540 mil. Nicolini afirmou que, com a aquisição da máquina, será possível testar as órteses e as próteses e avaliar o seu desempenho mecânico, o que é um passo fundamental para o desenvolvimento destes dispositivos. “Foi possível adaptar e reduzir o custo de aquisição da máquina de ensaios mecânicos devido ao know-how da equipe e das parcerias internacionais com laboratórios na Alemanha”, revela o coordenador. Ao final do projeto, a expectativa é de não apenas aprimorar as órteses e próteses disponíveis, mas também fortalecer a cooperação da UFSM com a indústria, abrindo o laboratório para novos testes de segurança e durabilidade de dispositivos. O coordenador concluiu explicando sua vontade de trazer esses dispositivos para um patamar com alto nível de evidência em relação a sua eficácia e eficiência em desempenhar suas funcionalidades e, consequentemente, melhorar a vida dos usuários de órteses e próteses. Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/30/ufsm-tera-estande-em-feira-de-mobilidade-eletrica-e-energias-renovaveis-em-caxias-do-sul Wed, 30 Oct 2024 21:47:40 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67463 2ª EletricMove – Feira de Veículos, Mobilidade Elétrica e Energias Renováveis. O evento acontece no Parque de Eventos da Festa da Uva, em uma promoção da Associação Serrana das Empresas de Reparação Veicular (Aserv) e da empresa FluxoSolar. Neste ano, a UFSM terá um estande próprio na feira, em uma organização que envolve as pró-reitorias de Inovação e Empreendedorismo (Proinova) e de Extensão (PRE), o Inovatec Parque Tecnológico, o Centro de Tecnologia (CT) e o Instituto de Redes Inteligentes (Inri). Além disso, a professora Luciane Neves, do Departamento de Eletromecânica e Sistemas de Potência da UFSM, vai participar do painel intitulado “O papel das universidades no desenvolvimento de tecnologias para mobilidade e descarbonização”. O painel está marcado para o dia 7, às 16h15min. Com uma programação constituída por painéis, palestras e apresentação de cases de sucesso, a feira é voltada para empresas com produtos ou serviços destinados à mobilidade elétrica, como: componentes e sistema elétrico; tecnologias de baterias e armazenamento de energia; equipamentos de recarga e estações de carregamento; inovações em design e materiais para veículos elétricos; sistemas de comunicação e segurança para mobilidade inteligente; soluções de sustentabilidade. No estande da UFSM, será apresentado o potencial da universidade nas áreas temáticas do evento, e haverá ainda uma área dedicada a reuniões com o público. Com informações da Assessoria de Comunicação da Proinova]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/25/alunos-de-cachoeira-do-sul-constroem-catapultas-medievais-em-projeto-da-engenharia-mecanica Fri, 25 Oct 2024 18:18:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67389 Catapultas projetadas e produzidas por integrantes do projeto[/caption] O 55BET Pro da UFSM em Cachoeira do Sul conta com um projeto diferente e inovador: a construção de catapultas medievais, e posteriormente uma competição entre equipes. O objetivo é desenvolver a capacidade de trabalho em equipe (característica essencial para futuros engenheiros), além de colocar em prática conhecimentos de teorias matemáticas, como cálculos que mostrem teorias de balística – ciência que estuda o movimento, comportamento e efeitos de projéteis lançados por armas – e resistência dos materiais. Os alunos constroem as catapultas utilizando martelo, serrote, pregos, parafusos, tocos de madeiras, aço e polímeros. Sobre o projeto Coordenado pelo professor Juan Galvarino Cerda Balcazar (que também é coordenador do curso de Engenharia Mecânica), o projeto foi idealizado na disciplina de Introdução à Engenharia Mecânica em 2015, e ocorre semestralmente e de acordo com a demanda de interesse. No começo, os participantes eram apenas os alunos de Engenharia Mecânica, mas atualmente qualquer estudante interessado pode se inscrever. Neste ano, a atividade ocorreu no Viva o 55BET Pro, no dia 21 de abril, e contou com três equipes competindo. Cada equipe pode ter no máximo cinco integrantes. De acordo com Juan, o projeto foi baseado em ideias primárias da engenharia. “Diversos pesquisadores da área de engenharia tinham como meta realizar projetos de armas, como catapultas, aríete, espadas, arco e flecha, dentre outros equipamentos. Pensei em algo que fosse visualmente atrativo, chamasse a atenção e englobasse conceitos básicos de projeto”, explica o professor. Ele ainda conta que os resultados atingidos pelos projéteis lançados pelas catapultas são bem diversos, variando de 30 a 100 metros de distância. As catapultas em si possuem cerca de 1,5 metro de altura, largura e comprimento, e os projéteis utilizados são bolas de tênis, padrão para todos os participantes. Enzo Reghelin é aluno de Engenharia Mecânica, e conta que começou a participar do projeto em 2023, quando estava no 2º semestre do curso. “Veio o anúncio do projeto de catapultas medievais, que por si só já é muito legal, mas alguns professores incentivaram com um pontinho em algumas disciplinas que tinham relação. Foi ali que começamos a pensar na estrutura mais otimizada e com quais materiais que conseguiríamos fazer a catapulta. Construímos do zero, com uma mínima noção de estruturas, resistência dos materiais, mas deu certo e vencemos a primeira edição que participamos.” Enzo comenta que, além de participar com frequência, ainda divulga a atividade para alunos de outros cursos. Relevância da competição para os estudantes Luan Pastuchenko, aluno do mesmo curso, atua em todo o processo de organização do evento, incluindo a regulamentação, inscrições, divulgação nas redes sociais, auxílio no acesso a ferramentas, organização do espaço e também na banca da competição. Ele explica que nunca participou de fato da atividade, mas que auxiliar no planejamento também contribui para sua experiência como estudante. “Principalmente na integração com os demais alunos, mas também ajudou a ter um maior senso de organização e responsabilidade, afinal no dia da competição não tem como tentar corrigir algo que não foi previamente planejado.” Sobre a importância do projeto, o coordenador Juan destaca que “a gestão de pessoas, de projetos, de tempos de produção, da inteligência emocional… Tudo isso é trabalhado quando tiramos os discentes da zona de conforto e colocamos os mesmos para realizar um projeto simples, mas com diversas peculiaridades”. Luan compartilha ainda que a atividade impacta alunos em diferentes momentos do curso. “Acho que é fundamental para motivar a permanência no curso. Alunos mais avançados participam para aproveitar o período da graduação ou ter a experiência que não conseguiram anteriormente, e alunos mais novos começam a pôr em prática alguns fundamentos básicos vistos em aula para conseguir melhorar a eficiência do protótipo criado, afinal é uma competição”, comenta. Para Enzo, a possibilidade de aplicar conhecimentos de sala de aula na prática é uma grande oportunidade que a competição proporciona. “O projeto contribui bastante na minha concepção real de engenharia mecânica aplicada. A cada semestre que passa, você vai vendo cada vez mais a fundo como as coisas funcionam, e isso estimula a nossa criatividade e incentiva a pensar na resolução de problemas que iremos encontrar no futuro”, relata o aluno. A competição ainda não tem previsão de ocorrer neste semestre, mas os alunos adiantam que a expectativa para a próxima edição é que o público externo também possa participar. Texto: Giulia Maffi, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias Fotos: arquivo pessoal de Luan Pastuchenko Arte gráfica: Daniel de Carli]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2024/10/18/equipe-spacelab-ufsm-e-tricampea-na-competicao-de-nanossatelites-cubedesign-2024 Fri, 18 Oct 2024 14:37:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=5765

A equipe SpaceLab UFSM conquistou o primeiro lugar na competição de nanossatélites CubeDesign 2024, organizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A equipe venceu na categoria CanSat, desenvolvendo um nanossatélite capaz de transmitir telemetria (dados do satélite) em tempo real para uma estação terrena, incluindo imagens capturadas durante o voo em um balão de sondagem. O CanSat foi composto pelos subsistemas de energia, estrutura, comunicação, computação de bordo, recuperação e carga útil. Além disso, também foi desenvolvida uma estação terrena para recebimento dos dados do satélite. O evento ocorreu nos dias 29 e 30 de agosto de 2024, em São José dos Campos, SP. 

[caption id="attachment_5766" align="alignnone" width="1024"]  Estudantes integrando o nanossatélite[/caption]

O CubeDesign é uma competição latino-americana promovida pelo INPE, por meio da Divisão de Pequenos Satélites (DIPST) e em parceria com a pós-graduação da instituição. A competição visa fomentar o desenvolvimento de sistemas espaciais miniaturizados, desafiando as equipes a conceberem, projetarem, fabricarem e operarem seus nanossatélites, atendendo a um conjunto de requisitos e restrições estabelecidas pela organização.

Esta foi a terceira vez que a equipe SpaceLab UFSM alcançou o primeiro lugar na competição, tendo vencido anteriormente em 2019 e 2022. Neste ano, a equipe se destacou pela rápida capacidade de resolução de problemas e pelo diferencial técnico de seu nanossatélite, que foi capaz de transmitir imagens em tempo real durante o voo, além de outros dados de telemetria. Além disso, o relatório técnico submetido como parte dos requisitos da competição recebeu elogios dos avaliadores pela metodologia de desenvolvimento e no gerenciamento do projeto. Esse feito reforça a excelência e organização da equipe, que tem utilizado a competição como uma plataforma para aplicar conceitos práticos de engenharia aeroespacial, além de colocar os alunos em contato direto com outros estudantes e profissionais do setor espacial, propiciando conexões profissionais e oportunidades de colaboração em futuros projetos.

[caption id="attachment_5768" align="alignnone" width="1024"] Verificação de requisitos pela banca avaliadora[/caption]

A equipe SpaceLab UFSM (@spacelabufsm) foi orientada pelo Prof. Eduardo Escobar Bürger, do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSM. Os alunos Felipe Pinto Vogel, José Guilherme Aparecido Ferreira e Matheus Klement Sebben, do curso de Engenharia Aeroespacial, foram responsáveis pelo desenvolvimento do CanSat vencedor. O apoio do Núcleo de Gestão Orçamentária do CT foi essencial para garantir o uso ágil dos recursos necessários à participação da equipe. Além disso, a participação foi viabilizada pelo financiamento da Pró-Reitoria de Extensão (PRE/UFSM), por meio do Edital Nº 040/2024, que ofereceu auxílio à representação institucional em eventos.

[caption id="attachment_5767" align="alignnone" width="1024"] Equipe apresentando o projeto para banca avaliadora[/caption]

A equipe SpaceLab UFSM faz parte do Projeto de Ensino nº 053818 - "SpaceLab UFSM - Desenvolvimento de Nanossatélites para competição", vinculada Centro de Tecnologia da UFSM, e é um braço de ensino do Grupo de Pesquisa em Engenharia de Sistemas e Complexidade - GPESC, sendo um projeto de destaque na formação de novos profissionais para o setor aeroespacial.

Há planos de expandir a equipe para competir em todas as categorias do CubeDesign no próximo ano (2025), dando continuidade ao legado de sucesso do projeto. O processo seletivo para novos membros está previsto para o final deste ano. Além disso, em parceria com um grupo de alunos da disciplina de CPIO II (Engenharia Aeroespacial) e com participação da COESU/INPE, o SpaceLab UFSM está desenvolvendo uma plataforma multimissão para sondagens estratosféricas, com lançamento previsto para 2025, a qual realizará duas missões científicas.


Texto por Eduardo Escobar Bürger, com edição da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/02/ufsm-inicia-projeto-de-quase-r-5-milhoes-para-aprimorar-matrizes-de-forjamento Wed, 02 Oct 2024 20:14:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67042 O que são matrizes de forjamento? Matriz de forjamento é um molde ou ferramenta que dá forma ao metal durante o processo de forjamento. O forjamento é um processo de deformação de metais que envolve a aplicação de calor e pressão para moldar o metal em uma forma desejada. Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/08/08/reconstrucao-rs-iniciativa-da-ufsm-produz-camas-para-vitimas-das-enchentes Thu, 08 Aug 2024 11:21:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66501 [caption id="attachment_66502" align="alignleft" width="497"] Iniciativa teve início com produção de rodos e depois passou para produção de camas – Foto: Divulgação/PRE[/caption]

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) está produzindo camas para ajudar as comunidades atingidas pelo desastre climático no Rio Grande do Sul. A iniciativa teve início com a confecção de rodos para auxiliar na limpeza de residências atingidas pelas enchentes do mês de maio no estado. O projeto integra a lista do Mapa da Extensão da UFSM e faz parte do programa UFSM Solidária e Cidadã.

A produção de camas conta com a participação de estudantes dos cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia Aeroespacial, do Centro de Tecnologia da UFSM. O objetivo está em ajudar pessoas que tiveram suas casas e móveis afetados pelo desastre. A coordenação do projeto, batizado de “Móveis Solidários”, é do professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSM, René Quispe Rodríguez.

De acordo com o docente, a iniciativa foi uma alternativa encontrada para auxiliar na recuperação das cidades. Segundo René, durante o período de emergência, diversos alunos se envolveram com a produção dos rodos e, depois, com a produção de camas, o que demonstra a resposta e disposição da Universidade em atender às necessidades da comunidade. 

Os rodos foram produzidos com madeira maciça, reforçados e envernizados, com uma área de contato maior com o chão para otimizar o trabalho de limpeza. Ao todo foram 25 peças produzidas, sendo a maioria enviada para o município de Nova Palma, localizado na microrregião da Quarta Colônia do RS. As doações das camas estão sendo organizadas pela também professora do Departamento de Engenharia Mecânica, Fernanda Signor. A iniciativa conta com a parceria externa da Madeireira Camobi.

Participação dos estudantes

Atualmente no 4° semestre de Engenharia Mecânica, Marina Senhor Sattler é uma das estudantes envolvidas com o projeto. “Estamos utilizando nossos recursos disponíveis para ajudar quem precisa e dando o nosso melhor para que cada um dos itens fabricados seja de qualidade e de fato contribuam com a sociedade”, descreve a estudante da UFSM.

A intenção de colaborar com a sociedade e com as pessoas também foi o que motivou Felipe Augusto dos Santos Alves, aluno do 6° semestre de Engenharia Mecânica, a ajudar na produção solidária. “Mesmo já passando alguns meses das cheias, muita gente ainda não tem onde se deitar durante a noite”, lembra Felipe, ao citar o impacto e importância do trabalho desenvolvido pelo projeto.

Texto: Subdivisão de Divulgação e Eventos

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O Trabalho de Conclusão de Curso do estudante Ivo Aleixo Pathek Junior, egresso do curso de Engenharia Mecânica em 2023, foi premiado na última edição do Prêmio da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas (ABCM). O trabalho, intitulado “Análise comparativa das características térmicas, químicas e mecânicas do PLA impresso com e sem reforço de fibra de carbono”, teve orientação do prof. Dr. Cristiano José Scheuer e recebeu menção honrosa na premiação.

Ao longo da graduação, Ivo participou do GMAT, Grupo de Tecnologia e Mecânica dos Materiais, que comemorou a conquista de seu egresso nas redes sociais. A pesquisa teve como objetivo avaliar os efeitos da adição de fibra de carbono sobre as características mecânicas, químicas e térmicas de amostras produzidas por impressão 3D. Ivo utilizou o polímero PLA, que é uma alternativa ecológica aos polímeros derivados do petróleo. A técnica de fabricação por filamento fundido permite a criação de peças com geometria complexa, mas estas frequentemente apresentam propriedades inferiores às produzidas por métodos tradicionais. O estudo focou em melhorar essas propriedades, através da adição de fibra de carbono, e em avaliar os efeitos de tratamentos térmicos nas peças produzidas. A pesquisa destacou-se por sua relevância na inovação e potencial de aprimorar a fabricação aditiva, uma área com necessidade crescente de estudos.

A Comissão de Avaliação do Prêmio ABCM 2023, composta pelos Professores Carlos José de Araújo, Leonardo Santos de Brito Alves, Luís Mauro Moura e Pedro Manuel Calas Lopes Pacheco, decidiu por reconhecer a pesquisa de Ivo e Cristiano dentre outros 10 TCCs. Ivo Junior também foi reconhecido com duas distinções de mérito acadêmico, emitidas pelo CREA/RS e pela CACISM, durante sua formatura no início deste ano. O egresso expressou sua gratidão ao receber a premiação, destacou a importância de obter o reconhecimento de toda a dedicação empenhada na realização do trabalho.

A ideia de Ivo é continuar sua trajetória acadêmica no mestrado em Engenharia Mecânica. No próximo ano, ele vai tentar uma vaga no PGMEC, no qual pretende dar continuidade à sua pesquisa sobre a impressão 3D de peças em PLA e os efeitos da adição de fibra de carbono, além de explorar os efeitos de tratamentos térmicos nesse processo. Para Ivo, o mestrado representará uma oportunidade para aprofundar o estudo na área e contribuir ainda mais para o desenvolvimento da manufatura aditiva e dos materiais utilizados.

[caption id="attachment_5325" align="aligncenter" width="576"] Ivo Junior no GMAT (foto: divulgação)[/caption]

Texto por Marina Ferreira dos Santos, acadêmica de jornalismo, sob supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.

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