UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 07 Mar 2026 19:09:06 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/02/09/vice-nos-jugs-vitoria-no-projeto-equipe-de-futebol-de-campo-da-ufsm-mostra-evolucao Mon, 09 Feb 2026 13:56:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71971 [caption id="attachment_71973" align="alignright" width="600"] Eduardo Redel é estudante de Educação Física e responsável por comandar os atletas[/caption]

A UFSM é medalhista de prata nos Jogos Universitários Gaúchos (JUGs) de Futebol de 2026. A equipe da Universidade recebeu o time da IDEAU, de Passo Fundo, no último sábado (7), para decidir o título da competição estadual e a vaga aos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) da modalidade e acabou derrotada por 1 a 0. O confronto aconteceu no campo do Estádio Tarso Dutra, como é batizada a estrutura que abriga o Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), no 55BET Pro Sede.

A partida foi realizada durante a tarde e foi a única de toda a competição, que é organizada e promovida pela Federação Universitária Gaúcha de Esportes (FUGE). Antes, a UFRGS, de Porto Alegre, havia inscrito um time para o torneio que, então, seria disputado no formato triangular - “todos contra todos” e o elenco que somasse mais pontos seria declarado campeão. Contudo, de última hora, os representantes da capital desistiram de participar. O meio-campista Mauro Júnior marcou o gol da vitória dos visitantes, no segundo tempo.

Eduardo Redel, estudante de Educação Física e treinador do time de futebol de campo da UFSM, avalia o desempenho dos guris da Federal e dá detalhes sobre o que faltou para o esquadrão sair vencedor do embate. “Faltou a finalização. Nós acabamos lateralizando o jogo, não usando o meio de campo e, infelizmente, não criamos oportunidades para marcar o gol”, evidenciou o técnico.

Este não é o único compromisso da equipe da Universidade na temporada. Como os JUBs da modalidade acontecem no primeiro semestre do ano - diferente dos JUBs “tradicionais”, que ocorrem na segunda metade -, a ideia é que os JUGs de 2027 aconteçam ainda em 2026. O zagueiro e capitão do elenco, como também estudante de Engenharia Civil, Otávio Félix, garante: “vamos trabalhar o dobro agora porque, no final do ano, vamos fazer história”.

[caption id="attachment_71974" align="alignleft" width="550"] UFSM foi derrotada por 1 a 0 pela IDEAU, de Passo Fundo, na decisão dos JUGs[/caption]

Futebol de campo na UFSM

O projeto de futebol de campo da UFSM não é uma novidade. A iniciativa foi idealizada pelo professor Antônio Schmitz ainda na década passada e chegou a disputar edições dos JUGs. Entretanto, após certo tempo, o time foi descontinuado. Em 2024, o professor Gabriel Pranke retomou o grupo e, desde 2025, o atual coordenador é o professor Frederico Lima.

O docente que hoje está à frente do trabalho destaca o sucesso nesta nova fase, apesar do vice-campeonato contra a IDEAU, e enfatiza que o grupo é formado exclusivamente por alunos da Universidade. “Nós conseguimos superar a colocação anterior nos JUGs, que era de um 3º lugar. Ficamos em 2º e isso mostra o empenho de toda a equipe de atletas e a comissão técnica, que é totalmente composta por acadêmicos”.

Ao todo, foram quase duas temporadas somente com treinamentos, sem competições disputadas pelo time da UFSM. O autor do gol da vitória, Mauro Júnior, um dos protagonistas da equipe de Passo Fundo define os donos da casa como respeitosos e muito bem treinados e, com uma visão de dentro de campo, aponta o que pode ter sido um problema na decisão dos JUGs: “dá pra ver que os meninos tinham um bom entrosamento, eles pecaram em alguns detalhes que eles podem corrigir. Como não houve outros jogos, isso pode ter prejudicado. Treinar sem jogar pode não mostrar o suficiente para entender como é na realidade”.

Heróis acessíveis

Dezenas de pessoas estiveram presentes nas arquibancadas do Estádio Tarso Dutra no sábado para acompanhar a reestreia oficial do time de futebol da Universidade. Entre eles, os acadêmicos de Educação Física, João Gabriel Segabinazzi e Laurien Lis Schuster. Ambos tem o costume de apoiar as equipes da Instituição independente da modalidade e convivem com essa realidade – muito por conta da profissão que escolheram.

Na visão de Segabinazzi, o município de Santa Maria carece de representantes realmente competitivos no cenário estadual dos esportes, o que pode ser positivo para que a UFSM assuma o protagonismo na área. “Se a gente conseguir, dentro da Universidade, onde temos um espaço público e de qualidade, oferecer o esporte à comunidade, seria muito interessante. Hoje é o futebol, mas tem também o basquete, o handebol, o vôlei que tem um projeto que tá se expandindo para o Estado… É muito importante”, afirmou o aluno.

[caption id="attachment_71975" align="alignright" width="600"] Otávio Félix (no centro), capitão da equipe, afirma: “vamos trabalhar o dobro agora porque, no final do ano, vamos fazer história”[/caption]

Laurien Lis segue na mesma linha do quão essencial é realizar esse investimento na Instituição e ainda adiciona: “o esporte não é só a questão da saúde e do benefício do corpo, mas também da integração. O pessoal vem torcer, admirar o esporte. Os atletas das equipes da UFSM são mais palpáveis, são os ídolos que a gente tem acesso”.

Tem mais por vir

O vice-campeonato gaúcho foi apenas uma vírgula na história do projeto de futebol da UFSM. O treinador Redel valoriza o esforço colocado nas três semanas que tiveram de “pré-temporada” para os JUGs: “para mim, é um orgulho fazer parte disso. Nós lutamos bastante para estar aqui, para podermos treinar. Conseguir os materiais é muito difícil. É muito satisfatório ver os atletas entrando em campo e disputando um título, ainda mais na nossa casa”.

De acordo com o coordenador da iniciativa, o grupo terá folga até o início de março, quando começa o primeiro semestre letivo de 2026 na UFSM. Na sequência, o trabalho já será retomado uma vez que está nos planos da FUGE promover os JUGs de 2027 ainda nesta temporada, justamente para “evitar correrias”.

Além disso, Lima conta que há o planejamento de desenvolver uma competição envolvendo outras três equipes de instituições de ensino superior a fim de movimentar o cenário universitário de futebol de campo no Rio Grande do Sul. Félix, o capitão, assegura que o trabalho não para por aqui. “Não é nenhum demérito nosso o resultado do sábado, até porque o nosso projeto é a longo prazo. Estamos recém começando, então agora vamos trabalhar mais porque nos próximos JUGs estaremos aqui de novo”.

Texto: Pedro Pereira, jornalista

Fotos: Paulo Baraúna, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/02/04/radar-esportivo-volta-a-transmitir-o-gauchao-de-futebol-apos-sete-anos-longe-das-cabines Wed, 04 Feb 2026 11:56:05 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71944 [caption id="attachment_71947" align="alignright" width="650"] Grupo da iniciativa acompanhou a equipe da cidade nos seis jogos da fase inicial do Estadual[/caption]

Depois de sete temporadas longe das transmissões radiofônicas do Campeonato Gaúcho Série A, o Gauchão, o projeto de extensão dos cursos de Comunicação Social da UFSM, Radar Esportivo voltou em 2026 aos gramados para narrar os jogos do Inter de Santa Maria na elite. A retomada acontece de forma simbólica: ao mesmo tempo em que o clube retorna à primeira divisão estadual, o grupo universitário reconquista um espaço que não ocupava desde 2019.

O movimento marca uma nova fase do projeto, que desde 2024 vinha realizando coberturas esportivas exclusivamente pelas redes sociais, por meio do Instagram, com lances das partidas, entrevistas com atletas e dirigentes, artes para atualização de placar e bastidores. Nesse período, o Radar, que é coordenado pela professora do Departamento de Ciências da Comunicação, Viviane Borelli, acompanhou modalidades e equipes como UFSM Futsal e UFSM/Dallas Futsal (time feminino), futebol americano com o Santa Maria Soldiers, o próprio Inter-SM e eventos como o Festival Paralímpico e o Festival Internacional LGBTQIAPN+ de Voleibol.

Agora, em 2026, o retorno às coberturas em rádio amplia o alcance dessas ações e recoloca os estudantes em transmissões ao vivo de grande porte. Essa volta foi possível também em função do apoio da Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos, que forneceu gratuitamente aos estudantes as credenciais para acesso aos estádios. Segundo a coordenadora de Comunicação Social da UFSM, Solange Prediger, o apoio institucional foi decisivo para viabilizar as jornadas esportivas. A Universidade ofereceu transporte para as coberturas, além de suporte técnico e logístico.

Ela explica que a Coordenadoria atua em parceria constante com os cursos da área: “nosso compromisso sempre é dar suporte para que iniciativas como essa sejam desenvolvidas e aconteçam da melhor maneira possível”.

Para Solange, a volta do clube à Série A foi o principal gatilho para a retomada específica das transmissões no Gauchão. Ainda assim, ressalta que outras coberturas já vinham ocorrendo com apoio da UFSM e destaca a postura dos estudantes: “É importante destacar a proatividade da equipe envolvida com esse projeto. A iniciativa e o comprometimento deles é o fator principal para que o projeto tenha êxito”.

Ela também observa o impacto formativo e institucional da ação: “para a UFSM, é uma alegria imensa ver nossos estudantes e servidores envolvidos em um projeto de tamanha grandeza. A experiência adquirida em um evento desses é única e gera um impacto positivo para a visibilidade da Universidade na cidade e na região”.

Na avaliação da coordenadora, a presença da UFSM no campeonato dialoga com o papel da comunicação pública. “Grande parte da cidade se mobilizou com a retomada do Inter para a Série A e nada mais justo do que a maior universidade da nossa cidade se envolver também. O rádio chega a grande maioria dos lares e é o elo que leva informação para os mais diversos públicos. Além disso, falar de esporte é falar de saúde física e mental”, completa.

Estrutura técnica e protagonismo estudantil

Pela Rádio UniFM 107.9, a volta das transmissões exigiu reorganização interna e readaptação de processos. O responsável pelo Núcleo de Rádios, Jonathan Ferreira, explica que, após o hiato provocado pela pandemia e pela redução de equipes técnicas, a articulação foi retomada integrando diretamente os estudantes à operação.

Entre os principais desafios, ele aponta limitações orçamentárias, atualização tecnológica e formação técnica dos alunos para operar equipamentos complexos. A solução passou por simplificar a estrutura: adaptar e configurar materiais que fossem fáceis de transportar e manusear, garantindo autonomia às equipes tanto em Santa Maria quanto fora da cidade.

Jonathan destaca que, embora o Radar Esportivo tenha cerca de 30 anos e histórico de premiações, a grande novidade desta fase é o protagonismo discente. Hoje, os processos técnicos e operacionais, antes conduzidos por profissionais da casa, estão sob responsabilidade direta dos estudantes.

Para a programação da UniFM, a retomada também tem peso estratégico. “A volta das transmissões tira a rádio do estúdio e a leva para o ‘chão do estádio’, onde o veículo demonstra sua maior força: o ao vivo. Isso gera audiência, movimenta a grade e cumpre o papel extensionista da UFSM ao oferecer informação local gratuita à comunidade”, afirma.

Ele acrescenta que a cobertura do Gauchão pela rádio pública envolve três dimensões principais: pedagógica, ao funcionar como laboratório real para os alunos; social, ao democratizar o acesso ao esporte regional; e institucional, ao reafirmar o compromisso da Universidade com a extensão.

[caption id="attachment_71946" align="alignleft" width="600"] Pedro Pereira atua como repórter e é responsável por coordenar a equipe de transmissões (Foto: Renata Medina/Inter-SM)[/caption]

O retorno começou antes da bola rolar

O jornalista da UFSM Pedro Pereira foi um dos responsáveis por coordenar o retorno das transmissões e lembra que o convite surgiu poucas semanas após o acesso do Inter-SM. Antigo integrante do projeto de extensão e atual apresentador do programa UniFM Esporte Clube, para ele, o processo foi tão empolgante quanto exaustivo, principalmente por causa das questões estruturais.

“Não foi nem a quantidade de coisas para fazer, mas a dor de cabeça com transporte, alimentação e arrecadação de dinheiro para conseguir recursos”, relata. Para complementar os custos, os próprios estudantes organizaram uma ação entre amigos com a venda de rifas para arrecadar recursos destinados a despesas adicionais das viagens e das transmissões.

Ele também menciona a dificuldade para organizar escalas e logística em fins de semana específicos, como quando uma partida coincidiu com o vestibular da Universidade. Apesar disso, Pedro destaca o caráter formativo da experiência. Durante os jogos, a orientação constante aos estudantes se transformou em reuniões, conversas e avaliações pós-transmissão, com foco em identificar erros, acertos e possibilidades de evolução individual e coletiva.

Segundo ele, a proposta da UFSM se diferencia de rádios comerciais ao levar equipes maiores aos estádios e permitir rodízio de funções. No total, chegaram a atuar onze estudantes de Jornalismo, que passaram por papéis como narrador, repórter, comentarista, técnico, além de três acadêmicos de Relações Públicas, que exerceram a função de plantonista.

“É levar qualidade e informação para quem está ouvindo, mas também o desenvolvimento profissional de cada um dos estudantes”, resume. Para Pedro, ter alunos a partir do terceiro semestre participando de uma Série A estadual representa um diferencial expressivo na formação e no currículo.

O jornalista também reconhece o desafio de equilibrar exigência profissional e caráter pedagógico. Ele diz que errar faz parte do processo, mas não pode ser justificativa para estagnação. “A evolução é nítida transmissão a transmissão”, observa, destacando que muitos estudantes voltaram mais preparados nos jogos seguintes, com menos nervosismo e maior domínio técnico.

O simbolismo da retomada também chama atenção. Pedro lembra que o Radar Esportivo nasceu nos anos 1980 e acompanhou equipes da região por décadas. Voltar justamente no ano do retorno do Alvirrubro à primeira divisão, após mais de uma década fora da elite, reforça esse peso histórico. “É a porta de entrada perfeita. Não poderia ser melhor essa abertura”, define.

Aprender no ar: formação dentro do estádio

Narrador das partidas, o estudante Gabriel Ferraz, do terceiro semestre de Jornalismo, conta que imaginava que o maior obstáculo seria financeiro. Contudo, logo percebeu que os desafios se espalhavam por credenciais, equipamentos, articulação com a rádio e, principalmente, a necessidade de um grupo disposto a fazer acontecer.

Fã de narração esportiva desde criança, ele revela que jamais imaginou estrear no Gauchão. O primeiro jogo foi marcado por medo e tensão; depois, veio a adaptação ao ritmo do rádio, onde o silêncio vira inimigo e a improvisação se torna essencial. 

No início do segundo ano do curso, Gabriel ainda não cursou disciplinas específicas de radiojornalismo, mas não teve medo de assumir a função de narrar as partidas. A experiência, acompanhada de perto por profissionais da rádio e integrantes mais antigos do projeto, transformou-se em uma imersão prática na rotina do jornalismo esportivo.

Com experiência prévia em equipamentos por, além do estudo, dividir uma carreira musical com a irmã, o aluno precisou também aprender as especificidades técnicas do meio de comunicação e destaca a parceria com Jonathan Ferreira durante a preparação. “Dedicamos manhãs e tardes só para simular a montagem de tudo. Além de evoluir, fiz um amigo”, confessa.

Para ele, narrar o duelo entre Inter-SM e Internacional no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, foi inesquecível. Mesmo torcedor do clube da capital, fez questão de manter a imparcialidade no ar e guarda a experiência como um marco pessoal e profissional. Gabriel acredita que a cobertura permite vivenciar a rotina real do jornalismo esportivo, com erros e correções ao vivo, contato com grandes profissionais e pressão constante.

Participar do Radar, segundo ele, também envolve responsabilidade histórica: integrar uma linhagem de comunicadores que há décadas privilegiam o esporte regional. Seu conselho aos futuros integrantes é direto: empenho, constância e estudo. “Em breve, transmissões como essa vão ser só mais uma história do passado. O diferencial será como os novos membros lidarão com esses fatos”.

[caption id="attachment_71949" align="alignright" width="555"] Marina dos Santos é uma das alunas de Jornalismo que integram o Radar Esportivo[/caption]

Um sonho antigo concretizado

Uma das integrantes mais antigas da atual formação, a estudante Marina dos Santos, do sétimo semestre de Jornalismo e bolsista do projeto, lembra que a ideia de voltar a transmitir o Inter-SM circulava desde 2023, muito antes da confirmação do acesso. Ela explica que a viabilidade foi construída aos poucos, com uma força-tarefa envolvendo rádio, Coordenadoria de Comunicação Social da UFSM e apoios institucionais. A confirmação definitiva, diz, só veio no dia da primeira viagem para Porto Alegre, quando a equipe partiu para a estreia fora de casa.

“Foi a realização de um sonho”, sintetiza. Para quem acompanhou a fase pós-pandemia, marcada por perda de recursos e retração das atividades presenciais, a volta ao rádio representa um divisor de águas. Marina lembra que, nesse período, o Radar Esportivo se reinventou nas redes sociais para continuar presente na comunidade, até que as transmissões voltaram a se tornar realidade.

Ela descreve o nervosismo das primeiras jornadas, a pressão do ao vivo e a adrenalina das viagens, mas conta que, depois do início, tudo passou a fluir. Para Marina, pisar nas cabines, entrar nos estádios e saber que a transmissão chegava à população de Santa Maria reforçou o sentido extensionista do projeto.

Comparando com programas regulares de rádio e coberturas digitais, ela reitera que os jogos exigem improviso constante e leitura rápida de campo. “São 90 minutos de intensidade, muito diferentes do que a gente faz no dia a dia. Isso nos desenvolve para trabalhar sob pressão”, afirma.

A estudante vê o legado da experiência ligado à palavra “retomada”: para a cidade, para o clube e para os próprios alunos. “são 14 anos longe da primeira divisão. É uma retomada para Santa Maria e para nós podermos participar ativamente disso”, diz, torcendo para que as coberturas tenham continuidade nos próximos anos.

Entre os momentos mais marcantes, Marina cita a estreia fora de casa contra o São José e também a partida no Beira-Rio, quando foi repórter de campo e sentiu a vibração das torcidas durante a narração de um gol. “Deu um arrepio nos braços”, recorda. Experiências como essa, segundo ela, ajudam a dimensionar o impacto formativo da retomada das transmissões – que não se resume aos resultados em campo, mas ao aprendizado vivido jogo a jogo pelos estudantes da UFSM.

No mesmo ano em que a cidade volta a ouvir o Inter-SM na Série A, volta também a escutar, pelas ondas do rádio, uma nova geração de narradores, repórteres e comentaristas formados dentro da Universidade. Mesmo com a não classificação do Alvirrubro às quartas de final, o grupo segue transmitindo as partidas do time no quadrangular do rebaixamento pela rádio UniFM 107.9 e desenvolvendo esse papel extensionista do projeto, estreitando as relações com a comunidade externa.

As transmissões retornam já nesta quinta-feira (5), contra o Avenida, de Santa Cruz do Sul, em casa, no Estádio Presidente Vargas, às 21h30min. Em algumas partidas, a cobertura também pode ser acompanhada ao vivo pelo canal do Radar Esportivo no YouTube, além das atualizações e bastidores publicados no Instagram do projeto.

Foram sete anos para o Radar Esportivo voltar às transmissões radiofônicas do Gauchão e 14 para o Inter-SM reencontrar a elite. Em comum, as duas histórias compartilham a persistência: o Radar nunca deixou de planejar o retorno às cabines e, agora, cabe ao clube e à torcida, por mais seis jogos, se agarrar ao verbo que move o futebol – acreditar.

Texto: Marina Brignol, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Arquivo pessoal

Edição: Pedro Pereira, jornalista

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/03/radar-esportivo-conheca-o-projeto-de-extensao-da-ufsm-que-esta-realizando-a-transmissao-do-campeonato-gaucho-2026 Tue, 03 Feb 2026 14:22:52 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14830  

No ar desde 1981, o Radar Esportivo é um dos projetos de comunicação mais tradicionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Atualmente estruturado como Radar Esportivo em Multiplataforma, o projeto de extensão, vinculado aos cursos de Comunicação do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), tem como objetivo promover e dar visibilidade ao esporte local e regional, além de ampliar o espaço para modalidades que historicamente recebem menor atenção da mídia, como o esporte universitário.

Em 2026, o projeto integra a cobertura do Campeonato Gaúcho às suas atividades, realizando a transmissão dos jogos do Inter de Santa Maria na competição. A iniciativa ocorre em parceria com as Rádios UFSM e com o programa UniFM Esporte Clube, unindo ensino, extensão e prestação de serviço à comunidade por meio da comunicação esportiva. As transmissões do Gauchão marcam a retomada de uma experiência que não acontecia desde antes da pandemia, com a última cobertura realizada em 2019, ampliando novamente a presença da UFSM em grandes eventos esportivos do estado.

Integrantes do Radar Esportivo / Foto: Jessica Mocellin
Pedro na transmissão de São José x Inter-SM em Porto Alegre / Foto: Patrício de Freitas/Divulgação

Para o jornalista Pedro Pereira, egresso do projeto e do curso de Jornalismo da UFSM e, atualmente, produtor e apresentador do UniFM Esporte Clube, a experiência tem sido marcante tanto no âmbito profissional quanto pessoal. Segundo ele, “essa experiência está sendo gratificante e, de certa forma, inacreditável”, especialmente por ter escolhido permanecer em Santa Maria após a graduação. O jornalista destaca que muitos colegas optam por deixar a cidade em busca de oportunidades em centros maiores, mas que a decisão de ficar possibilitou vivenciar uma cobertura de alto nível. “Estou tendo essa oportunidade justamente por ter tomado essa decisão”, afirma.

Pedro também ressalta a dimensão institucional da cobertura, que leva o nome da UFSM para diferentes regiões do estado. “Nós estamos tendo a oportunidade de cobrir e levar o nome da UFSM estado afora. Fomos para Porto Alegre duas vezes e para Bagé; na segunda fase devemos conhecer outras cidades, ou até voltar para Porto Alegre”, relata. Para ele, essa vivência é especialmente significativa por envolver estudantes que estão no início da formação profissional, muitos deles ainda nos primeiros semestres do curso.

LABORATÓRIO DE FORMAÇÃO EM COMUNICAÇÃO

Com mais de quatro décadas de trajetória, o Radar Esportivo consolidou-se como um importante laboratório de prática profissional para estudantes da área da Comunicação. Atualmente, o projeto conta com 15 integrantes, sendo 11 estudantes do curso de Jornalismo, três de Relações Públicas e um de Produção Editorial, além da coordenação e orientação da professora Viviane Borelli.

Ao longo das atividades, os estudantes participam de todas as etapas do processo jornalístico, incluindo pauta, apuração, produção, redação, edição, locução e apresentação. Durante as transmissões do Gauchão, os alunos atuam como narradores, comentaristas, repórteres de campo, repórteres de torcida, plantonistas e técnicos, vivenciando na prática a rotina do jornalismo esportivo em multiplataforma.

Pedro Pereira destaca a relevância dessa experiência para a formação acadêmica dos estudantes. Ele observa que muitos profissionais formados anteriormente não tiveram acesso a esse tipo de vivência durante a graduação. “Eu e mais alguns colegas saímos competentes da faculdade sem ter essa experiência, mas vemos alunos do Radar entrando no terceiro semestre. Ou seja, eles estão tendo essa oportunidade já no primeiro ano de faculdade. Pensa o quão melhores e mais preparados eles vão estar ao fim da graduação”, avalia.

O jornalista também destaca o aprendizado técnico envolvido nas transmissões, ressaltando que cada função apresenta desafios específicos. “Aqui, na rádio, nós temos vários eventos, mas participar da transmissão de um jogo é muito diferente. Muitos alunos estão tendo essa oportunidade pela primeira vez agora. Nós fazemos comentários nos programas do Radar, mas fazer comentários, ao vivo, de uma partida é muito diferente”, comenta, citando o trabalho de narradores, comentaristas e repórteres ao vivo como uma experiência fundamental para o desenvolvimento profissional.

 

VIVÊNCIA EXTENSIONISTA E CRESCIMENTO COLETIVO

A estudante Marina Ferreira dos Santos, bolsista do projeto e aluna do sétimo semestre do curso de Jornalismo, também destaca o caráter formativo e coletivo da experiência. Para ela, a atuação do Radar Esportivo em parceria com a Casa de Comunicação, a Coordenadoria de Comunicação, a rádio UniFM 107.9 e o programa UniFM Esporte Clube representa um diferencial na formação acadêmica. Marina afirma que vê a experiência “como algo enriquecedor”, ressaltando que, apesar de o termo ser frequentemente usado como clichê, ele traduz com precisão o impacto do projeto.

Segundo a estudante, a vivência contribui não apenas para a formação profissional, mas também para o crescimento pessoal dos participantes. Ela ressalta que a participação em transmissões longas, com mais de 90 minutos de duração, oferece uma experiência que dificilmente seria possível fora do ambiente universitário. “É um completo diferencial ter participado de transmissões de pelo menos 90 minutos de jogo, que nós não teríamos em nenhum outro lugar e em nenhum outro momento que não fosse agora, enquanto estudantes”, destaca.

Marina na transmissão de Internacional x Inter-SM em Porto Alegre / Arquivo pessoal

Marina também enfatiza a importância de acompanhar todo o processo de construção das transmissões, desde as etapas iniciais até a realização final. Como bolsista, ela relata que acompanhar o desenvolvimento do projeto desde o início permite visualizar os resultados concretos do trabalho coletivo. “A gente consegue ver os colegas crescendo, a gente consegue ver a gente próprio crescendo, a gente consegue ver o fruto de todo o trabalho, de todas as discussões e reuniões e conversas que a gente teve para isso acontecer, que agora dá um fruto real”, afirma.

Gabriel na transmissão de Internacional x Inter-SM em Porto Alegre / Arquivo pessoal

O estudante Gabriel Ferraz, aluno do terceiro semestre do curso de Jornalismo da UFSM e narrador das partidas transmitidas pelo projeto, também destaca o impacto formativo da experiência no Radar Esportivo. Segundo ele, participar das transmissões do Campeonato Gaúcho tem sido algo inédito em sua trajetória acadêmica.

Para o estudante, a vivência prática proporcionada pelo projeto representa algo raro dentro da formação universitária. “É muito difícil nós termos uma real experiência de como é atuar no mercado de trabalho durante os quatro anos de formação”, destaca. Ele cita como exemplo uma das transmissões realizadas no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, quando teve contato direto com profissionais já conhecidos do jornalismo esportivo. “Eu sentei ao lado da equipe do Diário de Santa Maria e atrás de mim estava o pessoal da Rádio Gaúcha numa cabine, incluindo o Guerrinha. Enfim, profissionais consagrados que trabalham com isso constantemente”, relata.

Mesmo atuando com menos recursos técnicos em comparação com grandes emissoras, Gabriel afirma que a experiência é altamente motivadora. “Só a chance, a possibilidade de poder fazer uma transmissão melhor que a deles, mesmo com muito menos recursos, é algo que me motiva de uma maneira sem precedentes”, afirma. Ele compara as estruturas profissionais com a realidade do projeto e destaca o esforço coletivo envolvido. “Eles têm técnico de som e têm quatro, cinco, seis pessoas envolvidas só em uma função, nós não. No nosso caso, é todo mundo fazendo tudo por si; todo mundo fazendo um pouquinho para que no final o Radar Esportivo ganhe com isso”.

PROGRAMAS NO RÁDIO E ATUAÇÃO NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

Além da transmissão do Campeonato Gaúcho, o Radar Esportivo mantém uma programação semanal de dois programas fixos na grade da UniFM, produzida e apresentada por acadêmicos dos cursos de Comunicação. São eles: o Radar na Rodada, um programa de debates sobre o esporte local, nacional e mundial, exibido às quartas-feiras, às 14h; e o Radar Entrevista, veiculado às sextas-feiras, às 14h, que recebe convidados envolvidos com o esporte de Santa Maria e região.

O projeto também atua de forma intensa nas plataformas digitais, com produção de conteúdos jornalísticos para o Instagram. Entre os conteúdos produzidos, estão as coberturas realizadas nos stories, em tempo real, de eventos esportivos da cidade, como os jogos

Cobertura de jogo da UFSM Futsal na Série Ouro de 2025 / Arquivo pessoal

da UFSM Futsal na Série Ouro, partidas do Inter de Santa Maria, o Festival Paralímpico da UFSM, a Superliga de Futsal Pró de Santa Maria e os jogos do Santa Maria Soldiers, ampliando o alcance das informações esportivas junto à comunidade. 

EXTENSÃO, PESQUISA E IMPACTO SOCIAL

Ao longo de sua trajetória, o Radar Esportivo passou por diferentes transformações, acompanhando as mudanças nas práticas jornalísticas e nos modos de consumo de conteúdo esportivo. O projeto também se destaca pela articulação entre ensino, pesquisa e extensão, com participação frequente em eventos acadêmicos como a Jornada Acadêmica Integrada (JAI) e o Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), onde são apresentados relatos e pesquisas sobre as práticas desenvolvidas.

Por meio de parcerias com equipes, entidades esportivas e projetos da UFSM e região, o Radar Esportivo contribui para a visibilização de modalidades, atletas e iniciativas que muitas vezes não encontram espaço na mídia comercial. Dessa forma, o projeto reafirma seu compromisso com a formação acadêmica, a divulgação científica e o acesso da sociedade a uma informação esportiva de qualidade, plural e independente.

Equipe das oficinas da escola / Arquivo Pessoal

Em 2025, o projeto também passou a desenvolver ações educativas por meio da iniciativa Radar Esportivo Multiplataforma: Extensão nas Escolas, com a realização de oficinas para estudantes do ensino médio em uma escola de Camobi. As atividades ocorreram em duas visitas, com turmas do 1º ano do Ensino Médio Integral do Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso, em Santa Maria. A proposta combinou abordagens teóricas e práticas, voltadas à educação popular, ao protagonismo estudantil e à comunicação comunitária. Durante as oficinas, foram trabalhados conceitos sobre comunicação como direito e instrumento de cidadania, além de noções básicas de produção de conteúdo em áudio, incluindo estrutura de roteiro e técnicas de gravação utilizando o celular.

A retomada das transmissões de jogos do Inter-SM após o período de paralisação provocado pela pandemia é apontada como um marco importante para o projeto. Para Marina, voltar a realizar transmissões tanto pelo Radar Esportivo quanto pela UniFM representa um momento significativo de reconstrução e fortalecimento. Ela destaca o envolvimento coletivo e a expectativa de continuidade: “é muito legal ver que vai ter mais gente querendo entrar no Radar Esportivo e dar continuidade ao projeto da forma que ele tem que ser e que essa experiência é, para os estudantes, o mais autêntica e maximalista possível.”

Pedro Pereira reforça esse sentimento ao destacar o orgulho de representar a UFSM e o próprio Radar Esportivo em um evento de grande visibilidade. Ele afirma que é simbólico ver o projeto novamente presente ao lado de emissoras tradicionais da cidade. “É muito legal viver e ficar no gramado, estando ao lado da Rádio CDN e da Rádio Imembuí, tradicionais da cidade, e ali junto entre os microfones estar o laranja das Rádios UFSM”, comenta, ressaltando a importância histórica dessa presença.

EQUIPE DE COBERTURA DO GAUCHÃO

A cobertura do Campeonato Gaúcho 2026 realizada pelo projeto Radar Esportivo em conjunto com as Rádios da Universidade, envolve 15 estudantes dos cursos de Comunicação Social da UFSM, que atuam de forma integrada nas funções de narração, comentário, reportagem de campo, reportagem de torcida, plantão e técnica, além do apoio profissional do jornalista Pedro Pereira, do programa UNIFM Esporte Clube. A escala da primeira fase das coberturas contou com os seguintes integrantes e atribuições:

  • Andrya Lima Nielsen (Jornalismo) – Comentarista e repórter de campo;
  • Arthur Aires Dal Rosso (Relações Públicas) – Plantonista;
  • Clara Antonelo Basso (Jornalismo) – Comentarista e técnica;
  • Gabriel Martelet Ferraz (Jornalismo) – Narrador;
  • Gabriela Carvalho Bina (Relações Públicas) – Plantonista;
  • Gabriela dos Santos Alves (Jornalismo) – Comentarista, plantonista e técnica;
  • Gabriele Araujo Mendes (Jornalismo) – Comentarista e repórter de campo;
  • Isadora Juliatto Piovesan (Jornalismo) – Comentarista, plantonista e repórter de torcida;
  • Jaíne Kraetzig Cristofari (Jornalismo) – Comentarista;
  • João Victor Barbat Barros (Jornalismo) – Comentarista, repórter de campo e repórter de torcida;
  • Júlia Martins Moura (Relações Públicas) – Plantonista;
  • Leonardo Koehler (Jornalismo) – Comentarista e repórter de campo;
  • Maria Eduarda Jahn Marques (Produção Editorial) – Organizadora das coberturas;
  • Marina Brignol de Llano Einhardt (Jornalismo) – Repórter de campo e técnica;
  • Marina Ferreira dos Santos (Jornalismo) – Comentarista, repórter de campo, repórter de torcida e organizadora das coberturas;
  • Pedro Pereira (Jornalista do UNIFM Esporte Clube) – Repórter de campo e organizador das coberturas.

As transmissões do Radar Esportivo em parceria com as Rádios UFSM seguem agora para a segunda fase do Campeonato Gaúcho 2026, acompanhando os próximos confrontos do Inter-SM na competição. 

Os jogos previstos são: 05/02 (quinta-feira), às 21h30min, Inter-SM x Avenida, no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria; 08/02 (domingo), às 16h, Monsoon x Inter-SM, no Estádio Francisco Novelletto, em Porto Alegre; 15/02 (domingo), sem horário definido, Guarany x Inter-SM, no Estádio Estrela D’Alva, em Bagé; 22/02 (domingo), sem horário definido, Inter-SM x Guarany, no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria; 01/03 (domingo), sem horário definido, Inter-SM x Monsoon, no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria; e 08/03 (domingo), sem horário definido, Avenida x Inter-SM, no Estádio dos Eucaliptos, em Santa Cruz do Sul. 

Para acompanhar a cobertura, conferir conteúdos exclusivos ou obter mais informações, o público pode seguir o Radar Esportivo nas redes sociais, especialmente no Instagram e no YouTube, além de acessar os links das Rádios UFSM, onde são realizadas as transmissões das partidas.

 

Texto: Gabriele Mendes, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/13/enlaces-conversa-com-wagner-virago Thu, 13 Nov 2025 17:31:34 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71380 Foto colorida horizontal de Wagner, homem jovem. Ele está sentando do lado esquerdo. Atrás dele, a pista olímpica do CEFD, que tem um piso cor de telha com marcações em branco.
Wagner Virago treina na pista olímpica do CEFD e sonha com as Paraolimpíadas de Los Angeles

Militar há 16 anos, Wagner Virago recentemente iniciou sua carreira como atleta profissional. Desde criança, convive com familiares policiais militares e desejava ser como eles. Quando cresceu, prestou o serviço militar obrigatório e decidiu que era lá que queria continuar. Hoje, Wagner atua na Brigada Militar de Santa Maria. 

Na infância, praticou diversos esportes, como futebol e judô. Na vida adulta, participou de corridas e lutas. Até que um acidente de moto aos 22 anos o fez perder o movimento do pé esquerdo. Inicialmente, Wagner teve dificuldade para lidar com a situação. Contudo, o esporte o ajudou a recuperar a motivação e, neste ano, ingressou no atletismo paralímpico como velocista de 100 e 200 metros na categoria T44. 

Nossa entrevista foi realizada na pista olímpica do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), no campus sede da UFSM. Debaixo de forte sol, o atleta nos contou sua história de superação. 

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Como você ingressou na carreira militar?

WAGNER VIRAGO - Eu venho de uma família de militares. Meu pai e meus primos são todos policiais militares. E eu sempre fui motivado a ingressar nesse meio por parte do meu pai. 

Em 2006, quando prestei o serviço obrigatório, tive uma proposta de emprego. Era entrar nesse emprego ou servir no exército. Eu conversei com meu pai e ele falou: “vai para o exército. Tem que passar por essa experiência. Eu passei, tu tem que passar. Vai ser bom para ti”. E eu entrei no exército e gostei daquele ambiente. Na época, não me via fazendo outra coisa. Eu gosto de farda e coturno. Desde então, queria seguir carreira na unidade. Fiquei três anos no 4° BLog [Batalhão Logístico em Santa Maria]

Na época, comecei a estudar para a ESA [Escola de Sargentos e Armas], para me efetivar na carreira. Estudei durante dois anos e reprovei na redação. Como já estava bem afiado nos estudos, fiz o concurso da brigada. Passei bem classificado e consegui ficar aqui na região. Desde 2009, sou policial militar aqui na cidade. 

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - A carreira militar já exige exercícios físicos, como que o esporte entrou na sua vida? 

WAGNER - A carreira militar exige muita disciplina e resiliência. Você tem que estar bem preparado fisicamente. Sempre levei isso muito a sério. 

No final do meu curso, quando entrei na Brigada Militar, sofri um acidente de moto. Esse acidente foi bem feio, quase amputei a perna abaixo do joelho. Fiquei com uma lesão, uma deficiência permanente na perna. No meu pé, eu não tenho os movimentos de tornozelo, de reversão e inversão. 

Após o acidente, engordei mais de 30 quilos. Fiquei um tempo depressivo, porque era muito novo, não sabia lidar com aquela situação. Eu tinha muita ansiedade, comia muito, não conseguia gastar energia e engordei. O esporte começou a entrar nessa fase da minha vida, como reabilitação, porque passei por cirurgias na perna. Eu comecei a correr, fazer musculação e estudar nutrição. Dei a volta por cima, emagreci 30 quilos, comecei a treinar e percebi que o esporte mudou minha vida de um jeito. Eu voltei a ser aquele cara motivado e empenhado. 

Na época eu participei de algumas competições mesmo com a deficiência, como corridas de rua e rústica. E eu ia bem classificado, ponteava e, em algumas, era campeão. O esporte me traz bem-estar e vontade de seguir.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Quais foram os desafios que você enfrentou para se tornar atleta paralímpico? 

WAGNER - Eu sou muito novo no atletismo, mas já participei de outras modalidades do esporte antes. Lutas, corridas de rua e corridas com obstáculos. Nesse universo de paratleta, sempre fui um atleta amador. Agora estou me profissionalizando no atletismo. Entrei em março e estou aprendendo muito com meus professores, com a universidade, com todo o apoio que eu tenho da minha associação, o RS Paradesporto, que represento. Essa associação tem parceria com a Universidade.

No início, tudo é muito difícil. Às vezes tu não sabes se estás no caminho certo. Eu agradeço a Deus, porque tenho uma equipe muito forte e uma estrutura no meu entorno que me direciona na Universidade, na minha família e na minha associação. Graças a eles eu estou me direcionando ao esporte.

Estou conquistando meu espaço. Eu participei só de três competições oficiais. Então tenho muito para aprender. Apesar das dificuldades, eu, como bom militar, sigo firme, com resiliência. Toda rotina como militar, como atleta, não é fácil. Sou pai também. Então envolve muita coisa. Mas tu tem que fazer o melhor.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Você sempre gostou mais do atletismo ou pensou em outros esportes também? 

WAGNER - Eu comento que sou um cara multiesportista. Eu já pratiquei várias modalidades. Quando eu era pequeno, jogava futebol e fui atacante do Santos. Eu fui pro judô. Tenho uma história na luta de braço. Fui campeão gaúcho da luta de braço. Depois, fui pra rústica e corridas de rua. Também participei de provas de OCR, que são com obstáculos. Fiquei em quarto lugar no Sul Americano de OCR no ano passado. Agora, vou focar nessa carreira, que é o mundo das velocidades. Pista, atletismo, 100 metros e 200 metros. 

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS- Como você chegou até a Universidade? 

WAGNER -  Eu sou acadêmico de Educação Física. No final do ano passado, estava estudando uma disciplina que falava sobre educação física inclusiva e tinha a história das Paralimpíadas, que surgiram na Segunda Guerra Mundial como forma de reabilitação. No final, essa disciplina fazia referência ao Comitê Paralímpico Brasileiro, o CPB. No domingo à noite, eu já acessei o site do comitê e tinha ali: “quero ser um paratleta”. Ali havia as cidades que trabalhavam com a iniciação do esporte adaptado. Não tinha Santa Maria, mas tinha em Porto Alegre. Então, eu mandei uma mensagem no Whatsapp para a RS Paradesporto. Expliquei que eu tinha uma deficiência e praticava o esporte, mas não sabia se essa deficiência me habilitava a participar como um atleta profissional. E ela foi receptiva, me passou para o técnico deles e marcou um treinamento em Porto Alegre. Eu fui lá, fiz um teste, ele gostou muito. Daí começou a minha história no para-atletismo. 

Só que eu tinha uma questão: eu não tinha onde treinar. Porque a pista olímpica mais próxima era em Porto Alegre, o que ficava inviável. Daí, a própria presidente me falou sobre a UFSM: “lá tem uma pista muito boa”. Então, ela fez um ofício para a Universidade para solicitar que fizesse meus treinamentos aqui na pista. E aí começou a parceria da RS Paradesporto com o NAEEFA [Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada]. Estou treinando hoje com o apoio deles.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Como é a sua rotina de treino?

WAGNER - É uma rotina que começou muito bagunçada e está um pouco melhor agora. Eu ainda não estou treinando como gostaria, por ter a rotina de militar, de pai, marido e atleta. Tudo muito corrido, mas eu tento me adaptar conforme as demandas vão chegando. Eu não consigo me organizar muito, pois trabalho no batalhão de choque, que tem muita demanda. Às vezes não consigo encaixar com os treinos.

Minha atividade principal é a militar e o paradesporto está entrando agora. O NAEEFA é bem flexível. Eu espero me organizar melhor ano ano que vem e encaixar melhor os treinos. 

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS- Qual foi a sua conquista mais significativa, para você, no esporte? 

WAGNER - Eu tive três competições oficiais. A minha primeira competição foi em março. Agora realmente sou paratleta, sou federado e rankeado. 

A competição mais importante foi a última em que participei do meeting paralímpico. Depois da primeira fase do nacional, a segunda foi bem marcante para mim. Eu fui vice-campeão brasileiro. Eu não esperava, porque estava na correria do dia-a-dia, não vinha treinando fielmente. Essa foi muito marcante para mim, para a minha associação e para a Universidade também. 

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS- O que mais te motiva hoje? 

WAGNER - A minha família, minha filha e Deus. Eu tenho uma filha com síndrome de Down, a Selena. Ela tem dois aninhos e vejo o esforço dela desde muito novinha. Ela sempre tem questões de fonoaudiologia e fisioterapia. Ela me motiva muito. A minha família é a minha base e o meu apoio. O que eu faço, os meus esforços, é pensando neles. 

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Quais são os seus próximos objetivos? 

WAGNER - Quero seguir na minha carreira militar, visando a evolução. Eu me orgulho muito de ser militar.

No esporte, quero me tornar um campeão e estou me preparando para o Campeonato Brasileiro, que será daqui a três semanas. É o campeonato mais importante para mim. Lá vão estar os melhores atletas do Brasil. É uma competição que vale bolsa atleta para quem ficar entre os três primeiros. É bem acirrada e um nível muito alto. 

Eu quero ser campeão e quero executar uma corrida melhor que na última. Eu sempre converso com o pessoal do NAEEFA aqui e com a minha associação: o ano que vem promete muita coisa, muitas competições. Em 2027, tem os Mundiais de Atletismo e o Parapan. Ano que vem quero treinar bem para, em 2027, eu representar Santa Maria nessas competições internacionais. 

Quem sabe, em 2028, o sonho de todo atleta que são as Paralimpíadas, que serão em Los Angeles. É o meu sonho: representar Santa Maria e Rio Grande do Sul nas Paralimpíadas de Los Angeles. 

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS- O que o atletismo é para você? 

WAGNER - O atletismo é a minha vida. O esporte é sinônimo de superação, resiliência, foco e determinação. A minha mãe me contava que quando eu era moleque, com 5 ou 6  anos, meu pai tinha uma pensão de militares. Ele alojava mais de 30 militares e eu fui criado no meio desses milicos. Nós tínhamos uma casinha lá e eu ficava nas pensões brincando. 

A minha mãe me contava que os milicos saiam para fazer atividade física. Fazer barra, flexão, correr e alongamento ali no pátio mesmo. Eu ficava no meio deles fazendo as mesmas coisas. Eu corria, fazia flexão. Os milicos suavam bastante e eu, por ser pequeno, não suava. Eu chegava no tanque, me molhava e falava: “estou todo suado”. Eu sempre estive nesse meio. E o esporte é isso, ele me traz uma versão melhor a cada dia.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS- Para finalizar, a gente sempre deixa os entrevistados escolherem o lugar para a nossa conversa. Por que você escolheu a pista do CEFD?

WAGNER - Porque aqui é onde eu estou transformando minha vida no esporte. Eu tenho que ser grato a Deus por me apresentar às pessoas certas. Se eu estou aqui é porque tem alguém por trás disso fazendo acontecer. À professora Luciana, que é a coordenadora que me colocou aqui dentro, à minha associação que fez contato com a Universidade e fechou parceria para eu treinar. Então, nada melhor que essa pista para fazer essa entrevista. É o lugar onde eu sofro bastante com esse sol, mas é onde me supero todos os dias. E é através dessa pista que eu vou conquistar bons resultados lá fora.

A Série Enlaces entrevista pessoas ligadas à UFSM. É um especial dos 65 anos da instituição produzido pela Agência de Notícias para o site e para o Instagram.

Entrevista e texto: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias 
Fotos e vídeo: Paulo Baraúna, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias 
Edição: Maurício Dias, jornalista da Agência de Notícias

Supervisão geral: Mariana Henriques, jornalista e chefe da Agência de Notícias

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/cefd/2025/10/16/handebol-feminino-da-ufsm-abre-seletiva-para-novos-integrantes-da-comissao-tecnica Thu, 16 Oct 2025 10:33:42 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/cefd/?p=3205 Seletiva Handebol UFSM - Reprodução: Instagram @handebolfemininoufsm Seletiva Handebol UFSM - Reprodução: Instagram @handebolfemininoufsm[/caption]

O projeto Handebol Feminino da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) está com inscrições abertas para a seletiva de novos membros da Comissão Técnica, com o objetivo de fortalecer ainda mais a estrutura do grupo para o ano de 2026.

A seleção contempla diferentes áreas de atuação, incluindo Auxiliar Técnico(a), Treinador(a) de Goleiras, Preparador(a) Físico(a), Fisioterapeuta, Psicólogo(a), Nutricionista, Comunicação, Organização/Gestão de Equipe, Apoio Logístico e de Quadra, além da possibilidade de propor outras funções, mediante descrição no formulário de inscrição.

De acordo com a responsável técnica do Handebol Feminino UFSM, Ysadora de Freitas Mazzardo, o momento marca um novo passo na consolidação do projeto:

“Como responsável pelo projeto do Handebol Feminino da UFSM, é uma grande satisfação anunciar a abertura do nosso seletivo de novos membros. Estamos realizando essa seleção agora, no final de 2025, já pensando na formação e no treinamento da nova comissão ainda neste ano, para que em 2026 possamos iniciar a temporada com uma estrutura cada vez mais sólida e organizada.”

O projeto vem em constante expansão. Em 2025, foi criada a categoria de base, que já conta com uma equipe técnica diversificada, assim como a equipe adulta. Ambas as frentes são estruturadas de forma multidisciplinar, o que potencializa o trabalho e fortalece o desenvolvimento esportivo e humano das atletas.

[caption id="attachment_3207" align="alignright" width="340"]Ysadora de Freitas Mazzardo - Handebol Feminino UFSM Ysadora de Freitas Mazzardo - Handebol Feminino UFSM[/caption]

“O objetivo dessa seletiva é abrir espaço para acadêmicos e profissionais formados que desejam colaborar com o projeto — seja na área técnica, científica ou de apoio. Nosso foco é o rendimento, mas também valorizamos a formação acadêmica e profissional, a extensão e a pesquisa”, explica Ysadora.

Com o olhar voltado para o próximo ano, a equipe projeta novas categorias e ampliação de atividades, o que demanda o engajamento de mais pessoas interessadas em contribuir com o crescimento do handebol feminino dentro da Universidade.

“Para o próximo ano, a tendência é ampliar ainda mais o projeto, com novas categorias e, consequentemente, a necessidade de mais pessoas envolvidas. Por isso, estamos em busca de profissionais e acadêmicos comprometidos, que queiram contribuir com o crescimento do handebol feminino da UFSM, com muito profissionalismo e dedicação”, ressalta.

A responsável técnica reforça que todas as áreas do conhecimento são bem-vindas para colaborar:

“As portas estão abertas para todas as áreas — nutrição, medicina, fisioterapia, comunicação, marketing, jornalismo, educação física (bacharelado e licenciatura), e tantas outras que possam somar ao nosso trabalho. A ideia é seguirmos crescendo juntos, sempre buscando excelência em tudo que fazemos.”

Para realizar sua candidatura, preencha o formulário da seletiva. Acompanhe o Handebol Feminino UFSM acessando o perfil @handebolfemininoufsm no Instagram.

 

Texto: Régis Augusto Albanese Diniz/Subdivisão de Comunicação do CEFD.
Colaboração: Ysadora de Freitas Mazzardo/Handebol Feminino UFSM

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/10/ufsm-recebe-neste-fim-de-semana-a-2a-edicao-dos-jogos-universitarios-indigenas-da-regiao-sul Sat, 11 Oct 2025 02:15:12 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70955 Pelo segundo ano consecutivo, a UFSM recebe em seu campus sede, nas instalações do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), estudantes indígenas de universidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Integrando esporte e confraternização, ocorre neste sábado (11) e domingo (12)  a 2ª edição dos Jogos Universitários Indígenas da Região Sul (Juirs). A solenidade de abertura será no sábado, às 8h, e as competições começam logo após, às 9h. Para quem quiser assistir aos jogos, as modalidade são abertas a todos que quiserem acompanhá-las, sejam indígenas ou não indígenas. Arco e flecha, corrida do maracá, arremesso de lança, arremesso de peso, corrida com tora, bodoque, luta corporal, cabo de guerra, vôlei misto e futsal são as modalidades que serão disputadas por alunos indígenas da UFSM e de outras instituições, como as universidades federais de Pelotas (UFPel), do Rio Grande (Furg), do Rio Grande do Sul (Ufrgs), do Pampa (Unipampa), da Fronteira Sul (UFFS), de Santa Catarina (UFSC) e do Paraná (UFPR), além de integrantes de territórios indígenas convidados. Haverá ainda atividades culturais e festivas, incluindo a escolha das mais bela atleta. Os jogos contam com o apoio das pró-reitorias de Assuntos Estudantis (Prae) e Extensão (PRE), e de órgãos como o Gabinete do Reitor e o Observatório de Direitos Humanos (ODH), bem como da Federação Universitária Gaúcha de Esportes (Fuge). Durante sua estada na UFSM, os estudantes indígenas de outras universidades vão receber alimentação no Restaurante Universitário e alojamento nos ginásios do campus. Os Juirs do ano passado também ocorreram em outubro, tendo reunido cerca de 300 participantes. Para este ano, a expectativa dos organizadores é igualar ou superar essa marca. Outras informações constam no perfil dos Juirs no Instagram.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/11/ufsm-futsal-enfrenta-a-afa-neste-sabado-pelas-oitavas-de-final-da-serie-ouro Thu, 11 Sep 2025 19:00:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70440 site ou aplicativo Corujas, ao preço de R$ 15,00, R$ 20,00 ou R$ 25,00 (dependendo do lote). Outras informações constam no perfil da UFSM Futsal no Instagram. Texto: Com informações da Assessoria de Comunicação da UFSM Futsal]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/16/1a-corrida-da-causa-animal-de-santa-maria-une-atividade-fisica-e-zelo-pelos-animais Mon, 16 Jun 2025 18:17:12 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69530

O campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi palco, no último domingo (15), da 1ª Corrida da Causa Animal, evento que uniu esporte, solidariedade e conscientização. Com provas nas modalidades de dois quilômetros de caminhada e cinco quilômetros de corrida, a atividade reuniu cerca de 700 participantes — entre corredores, caminhantes e amantes dos animais — em torno de dois grandes objetivos: incentivar a prática de exercícios físicos e arrecadar recursos para o Projeto Zelo, iniciativa educacional da UFSM dedicada ao cuidado e tratamento de animais abandonados enquanto aguardam adoção.

Conexão entre saúde e solidariedade

[caption id="attachment_69531" align="alignleft" width="524"] (medalhas em formato de cachorro distribuídas pela participação na corrida[/caption]

O idealizador do evento, professor e vereador Luiz Fernando Cuozzo Lemos, celebrou o sucesso da estreia: “Fico muito feliz em conseguir conectar as pautas do exercício físico com a solidariedade e o cuidado com os animais, unindo corredores que por vezes ainda não pensam na causa animal, bem como amantes da causa animal que não têm o hábito de praticar exercícios físicos.”

Segundo Cuozzo, o planejamento da segunda edição já está em andamento. A próxima corrida deve ocorrer em outubro, mês em que se celebra a causa animal em Santa Maria. Enquanto as medalhas da primeira edição foram produzidas no formato de cachorro, a ideia para a próxima é homenagear os felinos.

Arrecadação e apoio ao Projeto Zelo

Para além do número expressivo de participantes, o organizador destacou o valor arrecadado: R$ 9 mil, doados ao Projeto Zelo por meio da clínica veterinária que presta serviços à iniciativa.

De acordo com a coordenadora do Zelo, professora Fabiana Stecca, o evento é relevante tanto para o financiamento das atividades quanto para a conscientização sobre o abandono de animais, prática comum no campus da UFSM.

Ela reforça a importância das doações recebidas para manter o atendimento veterinário aos animais acolhidos, como o famoso Silveira, que faz tratamento através do projeto. “Para nós, o evento é muito importante, alinhando o atual destaque à saúde, por meio do cuidado com o corpo e a mente, com a causa animal. Penso que esses participantes podem também ser futuros voluntários, estando sensibilizados com a causa”, pontua Fabiana.

O Zelo também mantém um brechó solidário no Colégio Politécnico da UFSM, que recebe doações de roupas, calçados e acessórios. Toda a renda arrecadada é revertida em benefício dos animais. Além disso, o projeto aceita doações diretas de ração ou valores via Pix, disponível no Instagram @zeloufsm.

Corrida, saúde e conscientização

A largada aconteceu por volta das 8h30 da manhã, no Largo do Planetário da UFSM. O primeiro competidor a cruzar a linha de chegada foi João Vitor da Silva Ferreira, que completou o percurso em 18 minutos e 48 segundos. Praticante de corrida desde 2016, ele destacou a importância de iniciativas como esta, que aproximam pessoas do meio esportivo com a causa, aliando saúde e cuidado com os animais. Além disso, o corredor acrescentou que é muito bom ser o primeiro, resultado de seus treinos e em apoio a importante causa.

[caption id="attachment_69532" align="alignright" width="379"] Nina Freire e sua mãe Milena caminharam junto ao seu cão Otto (Foto: Rafael Rintzel)[/caption]

Pódio da corrida 5 km

Feminino
Êndelyn Cesar Luts
Cláudia Rosane de Castro
Angelita Braga

Masculino
João Vitor da Silva Ferreira
José Artur Oliveira da Silva
Anderson Messias Rodrigues

Presença de todas as idades (e espécies)

Quem também fez questão de participar do evento foi a pequena Nina Freire, de oito anos, que correu junto com sua mãe Milena Freire e o cachorro da família Otto, todos uniformizados. 

Em sua primeira corrida junto ao pet, Nina viu no evento uma ótima ideia para contribuir com a causa animal. Sua mãe, Milena, acrescenta que ambas as atividades se complementam: o aumento no estímulo da prática de atividades físicas e visibilidade ao projeto Zelo, especialmente agora, com o destaque recente do pró-reitor de assuntos caninos, o Silveira.

Texto e foto: Rafael Rintzel, estudante de Jornalismo e estagiário da Agência de Notícias
Fotos: Paulo Baraúna, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/16/viva-volei Mon, 16 Jun 2025 13:17:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69520 Foto colorida horizontal de duas equipes jovando vôlei. Na imagem, dois jogadores, um de cada lado da rede, estão no ar. Um deles arremessa a bola e o outro tenta defender.
Jogadores da equipe do Viva Vôlei em quadra no Centro Desportivo Municipal

Neste sábado (14) e neste domingo (15), Santa Maria sediou a quarta edição do Festival Internacional LGBTQIAPN+ de Voleibol. O evento aconteceu no Centro Desportivo Municipal (CDM) e reuniu quinze equipes para celebrar o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+ com esporte, respeito, diversidade e inclusão.

Presença de Tifanny Abreu

A madrinha do festival, Tifanny Abreu, esteve presente nesta edição. A multicampeã de voleibol, atleta do Osasco Voleibol Clube é a primeira atleta transexual na Superliga Feminina. Tifanny destacou a importância da realização de eventos como este para que a comunidade também tenha acesso ao esporte, possa se reunir e se divertir. “O voleibol é um esporte de muita inclusão e está sempre aberto a todas as pessoas”, comentou a atleta.

Apoio da Universidade

O organizador do evento, Jean-Pierre Chagas Avila, ressaltou a importância da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) na realização do evento. “O apoio é fundamental na comunicação interna junto aos alunos, professores e servidores para estarem presentes e apoiando um evento totalmente inclusivo, que leva o nome de Santa Maria e da UFSM para o mundo inteiro”, disse

A equipe Viva Vôlei, de Santa Maria, conquistou o campeonato deste ano. A Green Volley, de Porto Alegre, ficou com o vice-campeonato. Os Galáticos, também de Porto Alegre, ficaram em 3°Lugar. 

Texto: Milena Gubiani, estudante de Jornalismo e voluntária da Agência de Notícias

Fotos: Paulo Baraúna, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias, jornalista

Foto colorida horizontal de mulher trans em frente a um banner do evento, que tem as cores da bandeira LGBT em uma bola de vôlei e uma mão espalmada
Madrinha do festival, a multiatleta Tifanny Abreu
Foto colorida horizontal de grupo de jogadores de vôlei em posando para foto
Viva Vôlei, de Santa Maria, venceu o 4º Festival Internacional LGBTQIAPN+ de Voleibol
]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/16/apesar-da-chuva-festival-paralimpico-movimenta-a-ufsm Mon, 16 Jun 2025 12:09:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69510 [caption id="attachment_69512" align="alignleft" width="556"] Arremesso de disco foi uma das atividades adaptadas do atletismo[/caption]

Nem mesmo a chuva impediu a realização da primeira edição do Festival Paralímpico de 2025 na UFSM. Logo na chegada ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), voluntários seguravam grandes guarda-chuvas para proteger os participantes, que desciam de ônibus e vans vindos de diferentes localidades.

Ainda na entrada, o Esquadrão da Alegria, ONG de palhaços que realiza visitas em hospitais de Santa Maria, recepcionava o público com a presença da Doutora Chapolina e da Doutora Pipoca, da Pipolândia. Essa foi a segunda participação da ONG no evento e a Doutora Chapolina comenta: “Nossa, é uma experiência muito boa, é revigorante ver a energia deles. Mesmo num dia chuvoso como hoje, a galera foi muito receptiva conosco. Então eu acho que é muito gratificante passar a ter essas experiências”. A Doutora Pipoca complementa: “Como doutora Pipoca, é muito lindo ver isso, mas como a minha amiga Karolinny, que é professora de Inclusão da Educação Especial, é muito mais lindo ainda, porque é ver um sonho realizado aqui”. Karolinny Moysés é quem dá vida a personagem Doutora Pipoca e, mesmo ao se referir a si mesma, mantém o tom lúdico, sem sair do papel.

Evento já é tradição na UFSM

Promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o Festival acontece simultaneamente em 124 cidades do país e proporciona a crianças e adolescentes, com e sem deficiência, de 7 a 20 anos, o contato recreativo com modalidades paralímpicas. Em Santa Maria, é realizado pelo Centro de Referência Paralímpico Brasileiro UFSM (CRPB UFSM) em parceria com o Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (Naeefa). A UFSM sedia o evento pelo quarto ano consecutivo.

A primeira edição de 2025 ocorreu no sábado (14), nos ginásios 1 e 2 do CEFD, com 312 inscritos de cidades como Júlio de Castilhos, Panambi, Restinga Seca e Santa Maria. As modalidades ofertadas foram atletismo, parabadminton e, a estreante, goalball.

[caption id="attachment_69514" align="alignright" width="553"] Os participantes eram divididos em grupos de acordo com a cor da sua fitinha[/caption]

Adaptação em meio à chuva

Por conta das condições climáticas, nem todos os inscritos puderam comparecer, e a pista de atletismo não pôde ser utilizada. A organização, no entanto, já havia se preparado.
"Como foi toda a semana com previsão de chuva, começamos com antecedência a mobilização para adaptar todas as atividades para os ginásios", explicou Luciana Palma, coordenadora do Naeefa.

Durante a primeira parte da manhã, as dinâmicas de parabadminton e goalball  foram praticadas, cada uma em um ginásio. Depois, ambos os espaços receberam as atividades de atletismo adaptado.

Parcerias fortalecem a inclusão

A edição deste semestre contou com cerca de 60 voluntários dos cursos de Educação Física, Bacharelado e Licenciatura, e com a colaboração de instituições parceiras. Pela primeira vez, entidades que já apoiavam o evento também participaram da organização e execução das atividades, como a Escola e Clínica Antônio Francisco Lisboa, a Associação Colibri, a Associação Bem Viver e a Apae de Santa Maria.

“Viemos nessa organização há longos três meses. Pensamos todo o evento, as modalidades, como organizar tudo com muito carinho. Tem esse grupo maravilhoso de voluntários, os professores, que durante esses meses se organizaram para criar esses materiais. Essas nossas parceiras puderam, também, participar nesta criação”, diz a Supervisora do Centro de Referência Paralímpico Brasileiro UFSM Marcele Dorneles.

No parabadminton, por exemplo, as raquetes foram confeccionadas pelos próprios participantes das instituições parceiras. "Eles também fizeram a confecção das camisetas nas instituições. Eles nos auxiliaram, porque a gente não recebe tantos tamanhos grandes", acrescenta Marcele.

Pessoas de diferentes cidades da região vieram participar do Festival Paralímpico
Nesta edição, participantes puderam praticar atletismo, parabadminton e goalball

Estreia do goalball, interação e reconhecimento

Entre as instituições presentes, a Apae de Santa Maria esteve novamente no Festival. A coordenadora pedagógica Tatiane Marques ressaltou a relevância da participação: "É um momento maravilhoso, tanto para nós, professores, quanto, principalmente, para nossos alunos. Eles vivenciam atividades diferentes, com colegas de outras escolas. Isso é muito rico" .
Tatiane também celebrou a novidade desta edição: "Eles estão bem animados com os jogos novos e se divertindo bastante com o goalball."

O evento também contou com a participação da vice-diretora do CEFD Daniela Lopes, e do secretário municipal de Esporte e Lazer, Gilvan Ribeiro. “Nós ficamos muito orgulhosos de Santa Maria estar nesse roteiro dos festivais e de termos essa parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro. Eu, enquanto membro do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), sei a importância de trazer essa excelência dos órgãos que gerem o esporte nacional”, avalia o secretário.

Algumas famílias também acompanham os filhos até o Festival Paralímpico. É o caso do paratleta  Wagner Virago, que participou de todas as modalidades com a filha no colo. Wagner ingressou no paratletismo este ano e é pai da Selena, de apenas um ano e oito meses, que participou pela primeira vez do Festival.

“Eu acredito que o esporte tem o poder de transformar vidas. Transformou a minha e, por isso, desde cedo, quero que minha filha tenha esse contato. O esporte ensina disciplina, resiliência e gera saúde”, afirma o paratleta. Wagner atualmente compete nos 100 e 200 metros na categoria T44 pela R.S. Paradesporto, em Porto Alegre, e realiza seus treinos em parceria com o Naeefa na UFSM. 

Texto: Marina Brignol, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Paulo Baraúna, estudante de desenho industrial e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/05/05/caminhada-internacional-da-natureza-ocorre-no-interior-de-jaguari-no-dia-18-de-maio Tue, 06 May 2025 00:16:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69002 O município de Jaguari, na região central do Rio Grande do Sul, conhecida como a Terra das Belezas Naturais, será palco de mais uma edição da Caminhada Internacional na Natureza, no dia 18 de maio. Com saída prevista para as 8h, na Reserva Cerro Chapadão, a atividade integra o circuito da Rota Nostra Colônia e busca valorizar o meio rural, a cultura italiana e o turismo sustentável na região. O evento é promovido pela UFSM, por meio do Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (Progeater), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS) e a Secretaria de Turismo e Cultura de Jaguari. As inscrições para a caminhada estão abertas até o dia 15 de maio, podendo ser feitas também no local de saída, momentos antes do início da caminhada, caso as 200 vagas disponíveis não sejam preenchidas antecipadamente. Os interessados devem se inscrever pelo site Ecobooking para garantir sua vaga. Atrações – O trajeto terá 8 km, percorrendo trilhas e estradas rurais, com passagem por propriedades familiares e pontos turísticos da Rota Nostra Colônia, como a Reserva Cerro Chapadão, o Mirante Baccin, a charmosa Casa Bortolo, o belíssimo Mirante Vó Úrsula e o histórico Clube Internacional do Chapadão, onde haverá feira de produtos coloniais e almoço típico italiano por adesão (ao custo de R$ 35,00). Durante o percurso, haverá três pontos de apoio, além de carro de apoio e ambulância no local. Para quem desejar, o café da manhã será servido às 7h30min na Reserva Cerro Chapadão, pelo valor de R$ 20,00, com um cardápio variado de pães, cucas, bolos, chás e geleias artesanais. ODS – Mais do que um evento de lazer, a Caminhada Internacional na Natureza contribui diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU. A iniciativa fortalece o ODS 3 (Saúde e Bem-Estar, ao incentivar práticas de atividade física em meio natural), o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis, ao valorizar o patrimônio cultural e natural local) e o ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis, ao estimular o consumo de produtos coloniais e artesanais produzidos pelas famílias de agricultores da região). Para mais informações, os interessados podem acessar as redes sociais do projeto (@caminhadasufsm). Também podem entrar em contato com a Secretaria de Turismo e Cultura de Jaguari, pelo telefone (55) 9.9903-5482 e pelo e-mail turismo@jaguari.rs.gov.br, ou com a Emater/RS, pelo e-mail emjagua@emater.tche.br.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/05/05/times-masculinos-de-futsal-da-ufsm-terminam-o-fim-de-semana-com-vitorias-em-santa-maria Mon, 05 May 2025 10:16:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68992
No sábado, guris da Federal venceram a SER Triunfo por 6 a 4 pela elite estadual

Fim de semana de glórias para os guris da Federal. No sábado (3), a UFSM Futsal/Grupo Felice, equipe principal da Universidade, estreou em casa pelo Campeonato Gaúcho - Série Ouro com vitória por 6 a 4 sobre a SER Triunfo. No domingo (4), o time universitário, composto exclusivamente por acadêmicos da instituição, disputou a primeira rodada do Superliga SM de Futsal Pro e venceu o Elite por 1 a 0.

Os dois jogos foram sediados no ginásio A do Centro Desportivo Municipal (CDM). Pelo Estadual, o confronto foi marcado por conflitos dentro e fora de quadra, como também pelo apoio da torcida santa-mariense. Comandados pelo professor do Centro de Educação Física e Desportos, Gabriel Pranke, os seguintes atletas balançaram as redes: Alysson (duas vezes), Pepo, Léo Willers, Tariq e Artur. Pela competição municipal, o estudante de Direito, Filipe Garcia, marcou o gol que garantiu o resultado.

A UFSM Futsal/Grupo Felice volta a jogar pela Série Ouro neste sábado (10), contra a Sercesa, de Carazinho, fora de casa, a partir das 20h. O elenco universitário entra em quadra novamente apenas no dia 29 de maio diante do conterrâneo Atalanta, pela Superliga SM de Futsal Pro. Antes, neste domingo (11), acontece a estreia da UFSM/Dallas, divisão feminina da Universidade, pelo campeonato da cidade, às 19h, contra o Resenha, também no CDM.

Texto: Pedro Pereira, jornalista

Foto: Inácio Boelter/UFSM Futsal

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/04/10/estudantes-da-ufsm-vao-disputar-campeonato-brasileiro-de-atletismo-sub-23 Thu, 10 Apr 2025 20:05:14 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68781 A equipe da UFSM espera trazer bons resultados do campeonato nacional sub-23[/caption] Desta sexta-feira (11) até domingo (13), a equipe de atletismo da UFSM vai competir no Campeonato Brasileiro Interclubes Loterias Caixa Sub-23 de Atletismo, na cidade de Bragança Paulista (SP). Esta é a maior competição de atletismo do Brasil para essa faixa de idade, na qual atletas de alto nível de todos os estados do Brasil disputam o título. A equipe da UFSM é composta por cinco atletas, todos vindo de ótimos resultados nos Jogos Universitários Gaúchos (JUGs) no último fim de semana. Os representantes da universidade no campeonato são os seguintes: • Maria Rita Piekas – nos 100 e 200 metros rasos; • Matheus Silva Caetano Costa – nos 100 e 200 metros rasos; • Érick Kettermann Garcia – nos lançamentos de disco e dardo; • Felipe Andrei Muller – no arremesso do peso e lançamento do martelo; • Gabriel Klein – no salto com vara Coordenando a equipe está o docente da UFSM Luiz Fernando Cuozzo Lemos. De acordo com ele, “estar presente nessa competição mostra o grande desenvolvimento do projeto de atletismo da UFSM, que vem tendo êxito em cada competição que disputa. Sabemos da dificuldade e do alto nível do evento, e portanto essa participação é muito importante no desenvolvimento pessoal, atlético, acadêmico e futuramente profissional de nossos atletas. Estamos confiantes na possibilidade de trazer resultados expressivos, figurando em algumas finais e, por que não, beliscando algumas medalhas”.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/04/09/equipe-de-atletismo-da-ufsm-e-vice-campea-dos-jogos-universitarios-gauchos-2025 Wed, 09 Apr 2025 19:55:05 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68764 A equipe de atletismo da UFSM conquistou ao todo 23 medalhas nos JUGs 2025[/caption] A equipe de atletismo da UFSM conquistou o vice-campeonato dos Jogos Universitários Gaúchos (JUGs) 2025, realizados no último domingo (6) na Sociedade de Ginástica de Porto Alegre (Sogipa). A delegação comandada pela professora Gabriela Ribeiro, do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), chegou em segundo lugar nas classificações masculina e feminina, bem como na classificação geral, conquistando três medalhas de ouro, nove medalhas de prata e 11 medalhas de bronze. O atletismo da UFSM ficou atrás apenas da Sogipa, equipe que “jogava em casa”. A competição contou com a participação de equipes de 11 instituições de ensino superior de todo o estado. O professor Luiz Fernando Lemos, docente do CEFD e vice-presidente da Federação Universitária Gaúcha de Esportes (Fuge), destaca a realização bem-sucedida dos JUGs. “O evento foi um sucesso, sendo o primeiro coordenado pela nova gestão. Em breve estaremos convocando os atletas do Rio Grande do Sul que representarão o estado nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) e com certeza, dentre eles, contaremos com atletas da Universidade Federal de Santa Maria.” A UFSM agora volta os olhares para as convocações relativas aos JUBs. A previsão é que as seletivas ocorram entre os dias 26 de maio e 1º de junho, em Brasília.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/03/21/professor-da-ufsm-assume-a-vice-presidencia-da-federacao-universitaria-gaucha-de-esportes Fri, 21 Mar 2025 22:25:13 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68612 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/12/10/gurias-da-ufsm-dallas-vao-disputar-a-final-da-superliga-sm-de-futsal Tue, 10 Dec 2024 20:48:35 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67911 Texto: Assessoria de Imprensa da UFSM Futsal]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/12/02/ufsm-recebe-mais-uma-edicao-do-festival-paralimpico-no-proximo-sabado Mon, 02 Dec 2024 20:16:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67826 Instagram.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/12/02/gurias-da-ufsm-dallas-classificam-se-para-a-semifinal-da-superliga-sm-de-futsal Mon, 02 Dec 2024 18:13:45 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67823 Texto: Assessoria de Imprensa da UFSM Futsal]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/29/equipe-ufsm-evolucao-esta-disputando-o-campeonato-estadual-de-futsal-na-categoria-sub-11 Fri, 29 Nov 2024 19:47:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67808 UFSM/Evolução 7 x 9 Sananduva Gols: Dudu (2), Netinho (2), Levy (2) e Vinícius UFSM/Evolução 6 x 6 SER Santiago Gols: Dudu (2), Jonas, Levy, Davi e gol contra Texto: Assessoria de Imprensa da UFSM Futsal]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/27/gurias-da-ufsm-dallas-sao-campeas-municipais-de-futsal Wed, 27 Nov 2024 23:03:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67769 Jogadoras campeãs municipais e comissão técnica[/caption] Uma vitória com imposição e autoridade. Assim pode ser definida a partida jogada pela UFSM/Dallas na final do Campeonato Municipal de Futsal. A vitória por 7 a 0 sobre o Projeto Futuro coroou uma campanha impecável, repleta de goleadas, e que premiou o esforço de todo o grupo ao longo do ano e durante a maratona de jogos que movimentaram as últimas semanas. O título também consolida a união entre a UFSM Futsal e o Dallas (que já havia conquistado três títulos citadinos, mas nenhum Campeonato Municipal organizado pela Liga Santamariense), em um primeiro ano de resultados e atuações consistentes, tanto nas competições locais como nas estaduais. Após o jogo, o coordenador da equipe, William Tier (que comandou o time em quadra em virtude da suspensão do técnico), se mostrou feliz pela conquista, que o Dallas perseguia há três anos (em 2023, perdeu na final). Sobre o jogo, ele afirmou que está “mais que provado que o trabalho vem dando resultado, nossa marcação foi muito bem, o ataque e as jogadas ensaiadas funcionaram, e conseguimos sair daqui vitoriosos”. A equipe vinha de um resultado bem amargo no último domingo (24), na partida que encerrou a participação na Série Ouro do Estadual, quando foi derrotada pelo Malgi por 15 a 0, em Pelotas. Mas em quadra, as gurias não apresentaram abatimento. Para Diozer Irajá, técnico da equipe, “o Futsal é incrível por isso, viemos de uma derrota como a de domingo e hoje estamos comemorando o título”. O técnico, que chegou à equipe em dezembro do ano passado, atribuiu os bons resultados ao empenho das atletas, chamando-as de guerreiras, pois considera dificultoso para elas conciliarem a rotina profissional com os treinamentos. “A gente se doa ao máximo e, por isso, estamos colhendo os frutos”, declarou. Já a ala Nathalia, considerada a destaque da partida e autora de três gols em um intervalo de dois minutos na final, comentou: “Foi um reflexo do nosso trabalho do ano inteiro. Foi difícil, pois participamos de outras competições, teve choques de datas, mas precisávamos sair com essa vitória hoje. Precisávamos disso após uma derrota que foi dolorida. Estou muito honrada e foi importante para mim, por já estar num clima de despedida.” A campanha teve seis jogos. Foram cinco vitórias e um empate (com posterior vitória nos pênaltis), com 42 gols marcados e seis gols sofridos. A equipe teve a defesa menos vazada e a artilheira do campeonato, a ala Gabyzinha (com 13 gols). Texto e foto: Assessoria de Imprensa da UFSM Futsal]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/19/meninas-do-ufsm-dallas-saem-em-desvantagem-na-semifinal-da-serie-ouro-do-estadual-de-futsal Tue, 19 Nov 2024 20:42:10 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67670 Texto: Assessoria de Imprensa da UFSM Futsal]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/22/ufsm-conquista-um-ouro-e-um-bronze-nos-jogos-universitarios-brasileiros Tue, 22 Oct 2024 20:37:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67341 Aluna do curso de Sistemas de Informação da UFSM, Maria Rita Piekas recebe no pódio a medalha de campeã do salto com vara[/caption] No último sábado (19), chegou ao fim a 71ª edição dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), com participação de equipes da UFSM. Neste ano, a competição aconteceu em Brasília e contou com a presença de 7 mil estudantes de todo o país. A delegação da universidade foi formada por 71 pessoas, entre atletas, treinadores e responsáveis técnicos. Representou Santa Maria e o Rio Grande do Sul em sete esportes: atletismo feminino e masculino, modalidade acadêmica, basquete feminino, futsal masculino, handebol masculino, voleibol masculino e tênis de mesa feminino, masculino e misto. A estudante Maria Rita Piekas, do curso de Sistemas de Informação da UFSM, conquistou a medalha de ouro no salto com vara. No entanto, o grupo santa-mariense de atletismo acabou em 12º geral nos dois naipes. Nos esportes coletivos, o time masculino de handebol da UFSM foi o único a chegar ao pódio neste ano. Com vitórias sobre o Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau), do Rio de Janeiro, e a Universidade Vila Velha (UVV), do Espírito Santo, além do empate com o Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran), do Mato Grosso do Sul, os guris da UFSM avançaram à semifinal. Entretanto, a equipe foi derrotada na revanche contra os capixabas e conquistou a medalha de bronze da 3ª divisão com mais um triunfo sobre os sul-mato-grossenses. O elenco feminino de basquete, campeão da 3ª divisão dos JUBs na temporada passada, terminou a 2ª divisão deste ano em 4º lugar. Na modalidade acadêmica, a universidade ficou de fora da lista de classificação final entre instituições de ensino superior. No tênis de mesa, tanto os mesa-tenistas individualmente quanto as duplas ficaram nas últimas colocações da tabela. No voleibol masculino, a UFSM acabou na 7ª posição da 3ª divisão e, no futsal masculino, a equipe de Santa Maria terminou em 7º lugar, perdendo a vaga na 1ª divisão dos JUBs. Dessa forma, o time que representar o Rio Grande do Sul na modalidade na edição do campeonato em 2025 terá de disputar a 2ª divisão. O professor e diretor do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), Rosalvo Sawitzki, foi um dos responsáveis técnicos da delegação neste ano. O docente afirma que, antes de falar sobre o desempenho dos elencos da instituição nos JUBs, é necessário fazer uma análise contextualizada sobre o panorama da competição. “A UFSM, uma universidade pública, gratuita e de qualidade, é uma das poucas universidades públicas que participam dos jogos com uma quantidade significativa de estudantes, que frequentam o campus ativamente”. Somando os Jogos Universitários Gaúchos, que tiveram etapas sediadas em Santa Maria em 2024, mais de 200 acadêmicos participaram das disputas. As instituições privadas, conforme explica o diretor do CEFD, funcionam de maneira diferente. “Nelas, não há uma participação maciça no sentido de envolver os seus alunos nas diversas modalidades. Elas simplesmente contratam jogadores para a participação nos JUBs. No futsal, por exemplo, nós jogamos contra basicamente o time do Corinthians, que disputa a Liga Nacional de Futsal (1ª divisão da modalidade no país). Nós mantemos, sim, a nossa integridade enquanto instituição que participa dos JUBs dentro de uma questão ética e do princípio do direito das pessoas participarem”, destacou. Entre instituições públicas, além do time masculino de handebol da UFSM, medalhista de bronze, apenas a equipe masculina de basquete da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) chegou ao pódio, uma vez que garantiu o título da 2ª divisão e, consequentemente, a vaga do Estado à elite. “Os JUBs, para os nossos universitários, também é sobre a expansão, a dimensão de conhecer outras realidades, outros locais e estruturas técnicas e táticas de jogo. Acredito que a qualificação profissional dos nossos atletas da UFSM aumentou bastante no sentido de expandir o conhecimento e as relações deles, que é um dos papéis da universidade”, afirmou Sawitzki. Texto: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/16/na-ufsm-jogos-universitarios-indigenas-da-regiao-sul-engrandecem-a-cultura-de-diferentes-etnias Wed, 16 Oct 2024 10:23:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67240 [caption id="attachment_67241" align="alignleft" width="499"] Primeira edição dos JUIRS contou com coletivos do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná[/caption]

Aconteceu nos últimos sábado (12) e domingo (13) a primeira edição dos Jogos Universitários Indígenas da Região Sul (JUIRS), no 55BET Pro Sede da UFSM. O evento reuniu acadêmicos de diversas etnias de instituições de ensino superior do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, como também territórios convidados. As atividades foram realizadas na pista de atletismo e nos ginásios do Centro de Educação Física e Desportos.

A UFSM foi declarada campeã, mas também fizeram parte da disputa coletivos das seguintes instituições, nos dois dias: Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal da Fronteira Sul, Universidade Federal do Pampa, Universidade Federal do Rio Grande, Universidade Federal de Pelotas e Universidade Federal do Rio Grande do Sul. De fora das salas de aula, estiveram presentes as comunidades de Nonoai, Guarita, Kaingang e Guarani.

Os JUIRS foram realizados com o apoio do Gabinete do Reitor e da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), além do Ministério dos Povos Indígenas. O estudante do curso de Enfermagem da UFSM, Leonardo Kaingang, integrou a organização dos JUIRS exercendo a função de diretor-geral e explica: “os Jogos não são simplesmente a prática de esportes, mas sim toda a cultura que a gente traz dos territórios para dentro da universidade”.

Os primeiros JUIRS

[caption id="attachment_67242" align="alignright" width="501"] Com oito medalhas de ouro conquistadas, time que representou a UFSM foi declarado campeão[/caption]

A motivação para promover o evento se deu com a participação da delegação da UFSM no Acampamento Terra Livre, considerado a maior Assembleia dos Povos e Organizações Indígenas do Brasil, em abril deste ano. Em uma roda de conversa, que envolveu acadêmicos situados em Santa Maria e discentes de toda a Região Sul, foi determinada a necessidade de colocar em prática as ideias e, em meados do mês de maio, o processo de fazer com que os jogos acontecessem começaram.

A pró-reitora de Assuntos Estudantis, Gisele Guimarães, revela que, quando o setor recebeu a proposta, seus olhos brilharam. “A PRAE, como grande parceira dos estudantes e, neste caso, especialmente dos estudantes indígenas, se encantou com o projeto. É um orgulho para a nossa Universidade. Somos referência em assistência estudantil no país, com muitos desafios a serem enfrentados, mas com os indígenas protagonizando muito do que acontece aqui”, destacou.

A acadêmica de Medicina da UFSM, Ligea Kaingang, também fez parte da organização dos JUIRS e define a experiência: “é incrível estar participando deste momento que, para nós, estudantes indígenas da Região Sul, é um momento histórico”. Ela não esconde o fato que desenvolver a iniciativa foi desafiador, mas garante que o comprometimento valeu a pena. “Ver todas essas pessoas que atenderam ao nosso chamado, de nos reunirmos, de trazerem suas culturas, suas vestimentas tradicionais, traz muita alegria”.

O reitor da Universidade, Luciano Schuch, também marcou presença na primeira edição do evento e reitera o apoio da instituição às causas indígenas. Em 2018, o 55BET Pro Sede recebeu a primeira Casa do Estudante Indígena do país, que hoje é moradia de indígenas de mais de 15 etnias distintas. “Os Jogos Universitários Indígenas têm como objetivo defender a cultura indígena. Essa diversidade é o que mais nos enriquece”, afirmou.

Na pista e nas quadras

[caption id="attachment_67243" align="alignleft" width="509"] Na visão do reitor, Luciano Schuch, a UFSM tem papel importante na luta ao lado das causas indígenas[/caption]

Entre o sábado e o domingo, foram disputadas nove modalidades nos naipes feminino e masculino: arco e flecha, corrida da tora, corrida do maracá, lançamento de lança, corrida de 100 metros, arremesso de peso, voleibol, futsal e bodoque, como também foi eleita a “atleta mais bela” da edição. Com oito medalhas de ouro, a UFSM foi declarada campeã dos JUIRS de 2024, à frente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que terminou em segundo lugar, com quatro medalhas de ouro.

Leonardo revela que a escolha dos esportes foi uma das partes mais fáceis no processo de organização, visto que foram selecionadas atividades tradicionais dos povos indígenas como também jogos conhecidos no país. Foram reunidas aproximadamente 300 pessoas somando todas as provas. “Inicialmente, pensávamos que se chegássemos a 100 convidados presentes seria um sucesso. Teve gente querendo participar que, infelizmente, não conseguimos comportar”, admitiu.

O estudante do curso de Medicina da UFSM, Albert Silva, foi o primeiro campeão dos JUIRS, na corrida de 100 metros. Ele conta que esta foi sua estreia em competições, mas, em sua aldeia, atividades parecidas acontecem habitualmente. “Esse evento é muito importante para trazer visibilidade para a cultura e para a vivência dos povos indígenas”, assegurou. Já a acadêmica de Serviço Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e, também atleta, Jennifer Vergueiro, diz que as atividades foram um pouco difíceis, embora tenham valido a pena pela experiência, e segue na mesma linha de raciocínio do representante de Santa Maria: “é bem importante porque é uma forma de mostrar um pouco da nossa cultura e mostrar que a gente também está aqui, que estamos vivos”.

Em casa

Diferente dos Jogos Universitários Gaúchos, chancelados pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário, os JUIRS não foram disputados apenas por estudantes. O diretor geral do evento explica que o convite a territórios foi feito com a intenção de mostrar aos povos o trabalho que está sendo realizado na UFSM, principalmente pensando nos mais jovens. “A nossa maior alegria foi quando desceram muitas crianças das vans e dos ônibus. Eles estavam praticamente cheios de crianças. Para nós, povos indígenas, a criança é tudo. Não adianta você ter bens materiais, financeiros, ser bem-sucedido, se você não pensa nas crianças. Aqui, tudo é passageiro. Temos que deixar um legado para eles”, contou Leonardo.

Schuch reafirma que o papel da instituição é lutar ao lado das causas indígenas: “quando a gente começa a mostrar o nosso campus, também com estudantes de outras universidades, nós mostramos que aqui é o lugar para eles estarem estudando e trazendo suas famílias”. O objetivo do grupo por trás do evento é torná-lo fixo no mês de outubro e sediar outras vezes em Santa Maria para que, no futuro, seja realizada também uma etapa nacional das competições.

Texto: Kemyllin Dutra e Pedro Pereira, estudantes de Jornalismo
Fotos: Taiane Wendland, estudante de Produção Editorial e bolsista da TV 55BET Pro
Edição: Mariana Henriques, jornalista

 

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/09/27/ufsm-futsal-joga-neste-sabado-a-primeira-partida-das-oitavas-de-final-de-serie-ouro Fri, 27 Sep 2024 21:08:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66988 Canal Joga, no Facebook. “Temos uma expectativa bem alta, pois temos qualidade e capacidade de ir lá e fazer um bom jogo”, afirma o ala/pivô Lorenzo, que tem ganhado oportunidades nos últimos jogos do campeonato. Como as duas equipes já se conhecem e podem neutralizar o que a outra já fazia, o jogador enfatiza que é necessário ter pé no chão e cabeça fria. “Agora é mata-mata e não vai ser fácil. Eles também têm qualidade, jogam bem, jogam firme”, acrescentou ele. Lorenzo, que tem apenas 18 anos e integrou o elenco sub-20 da UFSM Futsal em 2022 (quando foi vice-campeã estadual), também comenta sobre o crescimento e amadurecimento que está tendo ao jogar a Série Ouro e ao enfrentar equipes de ponta, como foi o caso do último jogo contra o Atlântico. “É muito importante para mim treinar com o adulto e jogar a Série Ouro é outro tipo de experiência. Ao enfrentar equipes como o Atlântico, acabamos evoluindo muito mais rápido. Uma coisa é ver de fora. Outra é jogar contra eles, ver as questões técnicas de dentro da quadra.” Agora, junto com outros atletas jovens do elenco da UFSM Futsal, Lorenzo acrescentará ao currículo jogar uma fase de mata-mata da “maior Série Ouro de todos os tempos”, como a competição é chamada pela federação. A UFSM entra nesta fase do campeonato procurando manter a escrita de sempre chegar, ao menos, na fase de quartas de final (etapa alcançada em 2019, 2021 e 2023; em 2022, a equipe conseguiu chegar na semifinal). Texto: Assessoria de Imprensa da UFSM Futsal]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/09/19/ufsm-dallas-se-divide-para-encarar-dois-compromissos-no-proximo-domingo Thu, 19 Sep 2024 11:33:16 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66867
No próximo domingo, dia 22, a UFSM/Dallas terá que se dividir em duas frentes, para encarar dois difíceis desafios. Ao mesmo tempo em que irá estrear na Série Ouro da FGFS em Erechim, a equipe treinada por Diozer Irajá sediará a etapa que definirá as duas equipes finalistas da Série Prata da Liga Sul-Riograndense de Futsal. 
 
O compromisso de Erechim, contra as donas da casa (Palestra), começa às 14h. No segundo jogo, entram em quadra o Imigrante (de Bento Gonçalves) e a SER Nevoeiro (de Rio Grande), que também integram o Grupo C e que serão as adversárias da Federal na rodada do dia 20 de outubro. As três primeiras colocadas de cada um dos três grupos passam para a 2ª Fase.
 
Enquanto isso, em Santa Maria, no ginásio Pinheirão, outra parte do elenco buscará uma vaga na final da Série Prata da LSRDF. Quatro equipes se enfrentam a partir das 9h da manhã (veja os horários abaixo) e as duas primeiras se classificam para a decisão. Duas das três oponentes já estiveram no caminho da Federal nas etapas anteriores. Na 1ª Fase, a UFSM/Dallas empatou com a Arena Liverpool em Tupanciretã. Na 3ª Fase, disputada em agosto em Sarandi, as gurias do time santa-mariense perderam a invencibilidade no certame no jogo contra o Fênix, time mandante daquela etapa.
]]>