UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 25 Apr 2026 17:40:33 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/01/31/ufsm-e-reconhecida-oficialmente-como-centro-de-referencia-paralimpico Wed, 31 Jan 2024 22:48:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65096 O reitor Luciano Schuch (ao centro, de camisa branca) recebeu representantes do CEFD para a assinatura do acordo de cooperação técnica com o Comitê Paralímpico Brasileiro[/caption] Com o acordo, a UFSM passa a poder sediar competições oficiais de modalidades inclusivas, como o goalball e o basquete em cadeira de rodas (esportes em que a instituição dispõe de equipes), como também outras iniciativas, tal qual o Festival Paralímpico. Em 23 de abril de 2024, o Naeefa, núcleo responsável por promover as atividades para pessoas com deficiência, completa 30 anos de existência. A coordenadora do grupo expressou, em sua manifestação, a importância da assinatura do acordo. “Acredito que a transformação em Centro de Referência Paralímpico é um momento histórico e de reconhecimento de todo o trabalho percorrido ao longo de todos esses anos, seja na extensão, principalmente, que é um dos nossos grandes caminhos, na pesquisa e no ensino”, declarou Luciana, que é, além de docente, graduada pela UFSM. Além da professora, assinaram o termo o diretor do CEFD e o reitor. Segundo Schuch, a universidade receber esta chancela do CPB é essencial para exibir à comunidade que o trabalho realizado pela instituição é voltado para todos. “A gente consegue mostrar para a sociedade a importância das pessoas com deficiência estarem convivendo através do esporte competitivo e do esporte casual, que estão usufruindo da mesma infraestrutura”. Para Sawitzki, “a importância dessa assinatura é que a sociedade saiba que nós somos referência no assunto e estamos com condições de atender a comunidade, respaldados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro”. Antes de oficialmente se tornar um Centro de Referência, a UFSM passou por outras duas etapas: a candidatura, realizada via carta de intenções, e a visita técnica, em que são analisados critérios como estrutura, acessibilidade ao espaço e procura por esportes paralímpicos. [caption id="attachment_65098" align="alignleft" width="622"] A professora da UFSM Luciana Palma é coordenadora do Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (Naeefa)[/caption] Benefícios e metas Somada à visibilidade que o acordo deve proporcionar, Luciana crê que a potencialidade de desenvolvimento da UFSM no universo dos esportes adaptados será intensificada. Para ela, a história mostra isso: “já são pelo menos 30 anos em que o Centro de Educação Física e Desportos vem desenvolvendo atividades relacionadas ao desporto paralímpico. Os benefícios não são só para a instituição, mas para todos os professores envolvidos na formação acadêmica, os estudantes que irão se envolver e as pessoas com deficiência”. A coordenadora do Naeefa ainda garante que os jovens e suas famílias terão papel fundamental na participação das novas iniciativas que poderão ser realizadas em função da transição para um Centro de Referência. “Desde as crianças, visto que temos projetos vinculados ao desenvolvimento juvenil, até o alto rendimento. As pessoas poderão passar por todas essas etapas tendo interesse, vontade e disponibilidade”. “Também é muito importante resgatar o envolvimento da família, no que diz respeito ao contexto social dessas pessoas. A gente acaba fazendo o que é de suma importância: desenvolver sempre a inclusão social”, continuou a professora. Até o momento, não há alterações na infraestrutura da UFSM confirmadas. Entretanto, para Luciana, a intenção é que melhorias sejam implementadas – não apenas no que diz respeito a questões de ordem estrutural, mas também organizacional. “Tudo que nós conseguirmos melhorar em termos de acessibilidade será sempre bem-vindo”. Oportunidade para acadêmicos Marcele Dornelles e Felipe Gaspary são acadêmicos do Bacharelado em Educação Física e integrantes do Naeefa. Para a aluna do CEFD, o acordo será essencial para que estudantes de diferentes cursos além da Educação Física, como Fisioterapia e Terapia Ocupacional, possam ter a possibilidade de trabalhar com modalidades paralímpicas. “Essa transformação só tem a engrandecer o conhecimento da comunidade acadêmica”, relatou Marcele. [caption id="attachment_65100" align="alignright" width="643"] O CEFD já recebeu três edições do Festival Paralímpico, que neste ano ocorre em 21 de setembro[/caption] De acordo com Gaspary, a transição para Centro de Referência pode instigar o interesse dos estudantes no envolvimento com as práticas paradesportivas. “A gente espera que agora estudos e novas ferramentas venham se somar ao que a gente já trabalha. Isso faz com que se desperte a curiosidade sobre o desenvolvimento de esportes para pessoas com deficiência.” Próximos passos Com o acordo, a UFSM pode sediar torneios oficiais de modalidades paralímpicas. Conforme anunciado pela coordenadora do Naeefa, o próximo torneio realizado no CEFD será a segunda etapa da Copa Gaúcha de Goalball, no dia 13 de julho. A rodada de abertura será em maio, na cidade de Porto Alegre, e a terceira em Rio Grande, no mês de outubro. A UFSM, que dispõe de uma equipe na modalidade, recebeu goleiras e traves do esporte através de uma doação do Comitê Paralímpico Brasileiro. O tradicional Festival Paralímpico, que já teve três edições promovidas pela instituição, já tem data para acontecer neste ano: 21 de setembro, um sábado. De acordo com Luciana, “é um compromisso assumido, agora enquanto Centro de Referência, desenvolver o Festival Paralímpico todos os anos”. Texto: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo e estagiário da Agência de Notícias Fotos: Ana Alícia Flores, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/05/23/sorrisos-diversao-e-muito-esporte-marcam-mais-uma-edicao-do-festival-paralimpico-na-ufsm Tue, 23 May 2023 13:23:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=62320 [caption id="attachment_62321" align="alignleft" width="551"] Com a arquibancada cheia, os organizadores deram às boas-vindas aos participantes[/caption]

No Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), a manhã do último sábado, 20, foi marcada por alegria, integração e muito esporte com mais uma edição do Festival Paralímpico Loterias Caixa. Pelo segundo ano consecutivo, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi sede do evento que ocorreu simultaneamente em outras 118 localidades do país, proporcionando a prática de modalidades paralímpicas para mais de 21 mil crianças e jovens de todo o Brasil. Tudo isso de forma lúdica, divertida e inclusiva.

O setor responsável pela realização do evento na UFSM é o Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA), coordenado pela professora Luciana Palma. Para a docente, o principal objetivo é a inclusão social que o evento proporciona às crianças. “Eu acredito que nós mobilizamos essas crianças, esses adolescentes, essas pessoas com deficiência visando a inclusão social, mas também com o sentido de pertencer a esse espaço”, comenta Luciana, que destaca ainda sobre a importância de estimular a prática do esporte paralímpico nas crianças, para que elas tenham essa vivência e experiência.

[caption id="attachment_62322" align="alignright" width="550"] Basquete em cadeira de rodas foi a modalidade preferida de alguns participantes[/caption]

Identificados com fitas nas cores azul, amarelo, verde, roxo, laranja e vermelho, os quase 300 participantes foram divididos em grupos para a prática dos esportes - que aconteceram nos Ginásios Didáticos 1 e 2 e na Pista de Atletismo do CEFD. Nesta edição, foram ofertadas quatro modalidades: basquete em cadeira de rodas, vôlei sentado, atletismo e bocha. 

No basquete em cadeira de rodas, o desafio vai para além do arremesso na cesta. No evento, os participantes puderam experienciar a locomoção com a cadeira de rodas e entender as regras do jogo. A modalidade foi a preferida do pequeno Eduardo Rodrigues, da Escola José da Silva Xavier, que falou com entusiasmo da participação em mais uma edição do Festival. “Foi 'dificilzinho’ mas eu achei bem legal, gostei bastante”, revela.

Outra modalidade foi o vôlei sentado. Divididos em duas equipes, o objetivo foi jogar os inúmeros balões coloridos para o lado adversário. Já o atletismo, realizado na pista, foi dividido em duas modalidades: a tradicional corrida e o arremesso - em que o desafio foi acertar pequenas bolas em circunferências redondas colocadas no chão.

[caption id="attachment_62323" align="alignleft" width="549"] O arremesso foi uma das modalidades praticadas na pista do CEFD[/caption]

A novidade dessa edição foi a bocha. A modalidade foi divida em três espaços. Na primeira cancha, o objetivo era acertar a bola em quadrados de diferentes tamanhos que estavam sob a quadra. No espaço ao lado, a bocha deveria passar por diferentes obstáculos na cancha. E por fim, jovens e crianças também puderam ter a experiência da prática da bocha tradicional olímpica - competição que consiste em lançar as bolas coloridas o mais perto possível de uma branca, chamada bolim. 

Voluntários por si e pelos outros

Quem auxiliou os participantes na prática da bocha foi a Lenice de Fátima Cadó. Formada em Educação Física pela UFSM, ela volta à instituição como voluntária em mais um Festival Paralímpico. “Todos os anos é uma experiência diferente, com crianças diferentes. Na bocha, deu pra perceber a alegria deles em participar”, revela. Assim como Leonice, dezenas de voluntários auxiliaram na prática das modalidades, ao mesmo tempo que contribuíram com sua trajetória profissional a partir da experiência.

Selena Cáceres Rossi, acadêmica de Educação Física, conta que o interesse pelos esportes adaptados surgiu em uma disciplina sobre necessidades especiais na graduação. Agora, com o Festival, ela pode ter o contato prático com as modalidades. “Essa experiência contribui muito porque a partir dessa disciplina e dessas práticas, eu quero trabalhar com pessoas especiais. É um público que merece atenção”, completa.

[caption id="attachment_62324" align="aligncenter" width="713"] Selena, voluntária à esquerda com a camiseta roxa, auxiliou os participantes no atletismo[/caption]

Integração entre escolas e associações

Os protagonistas do evento foram jovens e crianças, com ou sem deficiência, vindas de escolas, instituições e associações de diferentes municípios como Agudo, Júlio de Castilhos, São Sepé e Panambi, além de Santa Maria. A professora Ana Cristina Krauspenhar trouxe os alunos da Escola Municipal Renato Zimmermann e o filho Cristian Krauspenhar Eggres, que tem paralisia cerebral, pela segunda vez no evento. Para ela, é um espaço de integração muito importante que deveria ser mais frequente nas escolas, já que é uma prática que faz bem aos alunos. “Meu filho, por exemplo, espera por esse dia. Geralmente é bem difícil para ele acordar cedo, mas hoje só precisei chamar uma vez”, brinca. 

[caption id="attachment_62325" align="alignleft" width="549"] Juliano e Ana aproveitaram a manhã para praticar as modalidades oferecidas, dentro e fora de quadra[/caption]

Quem também esteve presente foi a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, a APAE de Santa Maria. Tatiane Marques foi quem trouxe os alunos da associação, como a Ana Caroline da Cruz e o Juliano Silveira que possuem deficiência intelectual. Eles contaram animados sobre o evento, principalmente a experiência na corrida. “Tudo aqui é muito interessante. A gente correu na pista e fez outras atividades”, relata Juliano. 

Já o Paulo Weber trouxe os alunos da APAE Júlio de Castilhos que participaram do evento e conheceram a UFSM pela primeira vez. “Eles têm atividades na nossa instituição mas acaba que não têm o contato com outras crianças. E a gente percebe que eles ficam muito felizes com essa integração ", afirma. 

 

Momento de muitas “primeiras vezes”

Para diversas crianças, foi o primeiro encontro com os esportes adaptados. A pequena Valentina, de 5 anos, veio acompanhada da mãe Vivian Pinto, e contou animada sobre a experiência com os “balõezinhos” (vôlei sentado). Vivian conta que além da prática das atividades, o evento é importante para que as crianças percebam que ser diferente é normal: “Eu procuro incentivar ela desde cedo, para que ela tenha esse tipo de contato e possa entender a importância dessa integração de pessoas com e sem deficiência”.

[caption id="attachment_62326" align="alignright" width="551"] Grupo de crianças e jovens na modalidade de vôlei sentado[/caption]

Para outros, o evento significou a continuidade de uma prática que já está presente no cotidiano. Samuel Augusto Seiffert participou do primeiro evento sobre esportes paralímpicos em 2015, quando foi convidado para ingressar do NAEEFA pela professora Luciana - projeto em que permanece até hoje. “Eu conheci o esporte adaptado em eventos como esse, por isso que a iniciativa é importante. Porque o esporte é qualidade de vida, inclusão e proporciona a nossa inserção na sociedade”, afirma. 

O atleta de goalball, Daverlan Dalla Lana Machado, também esteve presente no evento e participou da corrida junto às crianças. Ele é deficiente visual e destaca a importância que o esporte tem em sua vida, porque traz motivação até mesmo para melhorar a alimentação e os cuidados com a saúde. Daverlan ainda comenta que não teve contato com o esporte adaptado em sua época escolar e que só foi possível a partir do momento em que ingressou no curso de pedagogia da UFSM, em 2011. Por isso, possibilitar que as crianças tenham essa oportunidade é muito importante para sua formação e integração social. 

Um “até logo”

No final da manhã, os participantes voltaram a se encontrar na arquibancada do Ginásio Didático 2 para o encerramento das atividades. A coordenadora do Festival Paralímpico na UFSM, Luciana Palma, agradeceu a presença de todos em mais uma festa da inclusão. 

E nessa despedida, um “até logo”. Isso porque a próxima edição do evento já tem data marcada: 23 de setembro. A data foi escolhida em homenagem ao Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência e ao Dia Nacional do Atleta Paralímpico, comemorados em 21 e 22 de setembro, respectivamente.

Texto: Andreina Possan da Rosa e Thais Immig, estudantes de jornalismo e voluntárias da Agência de Notícia
Fotos: Ana Alicia Flores, estudante de desenho industrial e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/07/18/equipe-feminina-de-goalball-da-ufsm-e-campea-sul-brasileira-2019 Thu, 18 Jul 2019 18:46:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=48774 [caption id="attachment_48775" align="alignright" width="450"]Na foto, seis mulheres e três homens posam para o registro. Todos estão em pé. As mulheres, uniformizadas, seguram cartazes com os nomes Naeefa e Acergs Equipe feminina de Goalball conquistou o campeonato em Florianópolis[/caption]

O Goalball é um esporte em que cegos e pessoas com baixa visão arremessam, deitadas, bolas no gol adversário. Na Universidade, o Núcleo de apoio e estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA), do CEFD, tem um Projeto de Goalball em conjunto com a Associação de Cegos do Rio Grande do Sul (Acergs). Neste ano, a UFSM conquistou o campeonato e o quarto lugar, respectivamente, no feminino e no masculino da Copa Sul de Goalball, em Florianópolis. A competição ocorreu entre 12 e 14 de julho.

Os atletas Daverlan Dalla Lana Machado e Rafael Giuliane foram destaques na competição e os acadêmicos Mateus Manchini Rodrigues, João Vitor Zibell e Felipe de Lima Gaspary, do Curso de Educação Física – Bacharelado, integraram a comissão técnica das equipes feminina e masculina da Delegação das Equipes de Goalbal da Acergs.

[caption id="attachment_48776" align="alignleft" width="350"]Na imagem, seis homens com vendas, seguram cartazes com nomes das associações. Eles estão acompanhados de outras quatro pessoas que integram a comissão técnica Atletas da UFSM se destacaram na competição de Goalball[/caption]

“A participação do gupo de acadêmicos/professores e atletas, do Projeto Goalball do NAEEFA, foi muito importante para todos os integrantes como forma de estímulo e motivação, além do reconhecimento do trabalho que vem sendo desenvolvido no CEFD. Outra questão importante é a visibilidade e a representação da UFSM no esporte paralímpico brasileiro”, afirma a coordenadora do projeto, professora Luciana Erina Palma, do Departamento de Métodos e Técnicas Desportivas.

Com informações do NDI do CEFD

]]>