UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 23 Apr 2026 16:09:43 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/02/14/projeto-da-ufsm-busca-auxiliar-quilombolas-em-meio-a-estiagem-no-estado Tue, 14 Feb 2023 11:06:13 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=61207

Segundo dados da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, o estado alcançou, no último sábado (11), 272 decretos municipais de situação de emergência relativos à estiagem. São diversos os impactos gerados pela seca, que tem entre os seus principais efeitos a insegurança alimentar e a dificuldade de sobrevivência de animais e de seres humanos. Reconhecendo a gravidade dos impasses que atingem, principalmente, aqueles que vivem no campo, o Projeto Pilão discute atividades que possam auxiliar neste período.

Pilão: Presença Negra no Campo está entre os dez projetos de extensão da UFSM que integram o Espaço de Ações Comunitárias e Empreendedoras (Antiga Reitoria). Há cerca de 17 anos, a iniciativa promove atividades de incentivo à inclusão social e cultural de comunidades quilombolas residentes na região central do Rio Grande do Sul. Nesse território, atua nos quilombos de Arnesto Penna Carneiro – Palma, do 8º Distrito de Santa Maria; Cerro do Louro, Estância do Meio e Timbaúva, em Formigueiro; e Barro Vermelho, Passo da Serraria, Silêncio e Rincão dos Martimianos, em Restinga Sêca. 

O número de decretos presentes no relatório da Defesa Civil do estado corresponde a mais da metade das cidades gaúchas. Formigueiro e Restinga Sêca foram incluídas na lista recentemente, enquanto Santa Maria permanece desde dezembro, considerando o biênio 2022/2023. Em meio a esse cenário, o Pilão participou de uma reunião remota com os quilombolas de Formigueiro, que solicitaram o apoio do projeto devido à falta de água potável em suas regiões. Em 2010, com apoio da Fundação Cultural Palmares, a equipe já havia perfurado um poço artesiano que atende diversas famílias em Cerro do Louro, mas é limitado à população presente nas áreas mais próximas.

No início deste mês de fevereiro, o projeto encontrou o parceiro e deputado estadual Valdeci Oliveira, em uma reunião presencial que abordou as solicitações realizadas pelas comunidades e que discutiu as ações necessárias para atravessar os problemas resultantes da estiagem. Na ocasião, os representantes se comprometeram a tomar providências, começando com a criação de uma documentação a ser encaminhada às demais instâncias responsáveis por assegurar o direito humano de acesso à água potável e ao saneamento básico, com foco em atender às demandas dos quilombos localizados em Formigueiro.

Texto: Pró-Reitoria de Extensão

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgef/2023/02/13/sistema-silvipastoril-auxilia-pastagens-e-animais-neste-periodo-de-estiagem Mon, 13 Feb 2023 14:56:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgef/?p=1206

“Estou salvando meu gado nesta seca”, comemora o produtor rural Laurindo Beling, de Agudo, se referindo à utilização do sistema silvipastoril, que propicia a integração lavoura-pecuária-floresta. Na propriedade de 59 hectares onde cria angus e planta soja, ele tem duas áreas de plantio de eucaliptos que totalizam 15 hectares. Segundo ele, as árvores protegem tanto do calor quanto do frio, com faixas de sombreamento.

Já a produtora Sandra Gomes Brum, de Tupanciretã, destaca que nas duas áreas que têm com este sistema, totalizando cinco hectares, buscou a recuperação do solo e sombra para os animais. “Nós presenciamos nestes dias muito quentes os animais na sombra e isto é uma proteção. E no inverno também, as acácias protegem o gado dos ventos frios e da geada”, declara. Além dos animais, o pasto também fica protegido tanto do sol quanto da geada, afirma. Sandra optou pelo plantio da acácia negra, porque auxilia no aumento da matéria orgânica do solo e tem crescimento rápido.

[caption id="attachment_7329" align="alignright" width="300"] Propriedade em Tupanciretã desenvolve sistema silvipastoril há 23 anos com o uso da acácia negra – Foto: Fernando Dias/Seapi[/caption]

O produtor de Barra do Ribeiro, Pedro Feijó, implantou o sistema silvipastoril há dois anos em uma área de sete hectares. “Esse sistema eu acredito que não tenha mais volta com esta integração, porque o animal fica comendo na sombra, num lugar que traz benefícios pra ele”, afirma. A ideia do produtor é ampliar em mais um hectare com plantio de eucaliptos.

“É uma grande oportunidade para o produtor minimizar os efeitos da estiagem, porque se cria um microclima na parte do sub-bosque, que reduz em média oito graus a temperatura, trazendo o bem-estar para os animais e alívio para a pastagem. Além disso, é um sistema com enorme potencial de sequestro de carbono devido à presença de árvores”, diz o Engenheiro Florestal Jackson Brilhante, coordenador do Comitê Gestor Estadual do Plano ABC+ da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O plano tem como objetivo promover a adaptação à mudança do clima e o controle das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) na agropecuária brasileira, com aumento da eficiência e resiliência dos sistemas produtivos.

A coordenação do Comitê Gestor Estadual do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC+), juntamente com a Emater e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), esteve visitando, no final de janeiro, produtores de três municípios da região central do estado que utilizam o sistema silvipastoril. O objetivo da visita foi avaliar e discutir com os produtores rurais o desempenho deste sistema neste período de seca.

[caption id="attachment_7330" align="alignleft" width="300"] Pastagens crescem, mesmo durante a estiagem, em função do sistema silvipastoril desenvolvido em propriedade de Barra do Ribeiro – Foto: Fernando Dias/Seapi[/caption]

O Professor do Curso de Engenharia Florestal da UFSM, Jorge Farias, constata que “o que estamos observando é a perfeita harmonia de crescimento de árvores e de pastos, com ganhos para ambos. Crescimento muito acima da média das árvores, crescimento de qualidade da pastagem e agora neste ano em que estamos passando pelo terceiro ano de estiagem no Rio Grande do Sul, o produtor tem relatado que onde o pasto está menos degradado, menos sofrido, é no sistema silvipastoril”.

Para Farias, vários conceitos estão sendo revistos com a adoção deste sistema. “O que nós estamos vendo, na prática, é que a floresta não prejudica a pastagem, que a floresta maximiza o uso do solo sem prejuízo da pastagem, que o sistema garante um melhor fluxo de renda, que é possível a manutenção da pecuária mesmo durante a estiagem e que as florestas representam carbono”. O trabalho é desenvolvido pela UFSM em parceria com a Embrapa e a Emater.

A regional de Santa Maria da Emater atende hoje 40 propriedades com este sistema silvipastoril. O primeiro município a implantar este sistema foi Nova Esperança, em 2005. “Produtores rurais, técnicos e pesquisadores vêm observando a persistência da pastagem verde e crescendo, mesmo com muitos dias de falta de chuvas, resultando reserva de forragem em pé para os animais se alimentarem satisfatoriamente e persistirem na produção de leite e engorda, mesmo em momentos de crise como a que vivemos desde novembro de 2022”, destaca o engenheiro florestal da Emater, Gilmar Deponti. Além da Emater Santa Maria, outras 12 regionais vêm desenvolvendo trabalhos de incentivo à implantação do sistema silvipastoril.

“Os produtores que visitamos estão muito satisfeitos, pois o sistema além de minimizar os impactos da estiagem na produção de leite e de carne, também contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor agropecuário gaúcho”, destaca Jackson. Segundo ele, o estado deve incentivar a adoção desse sistema de produção como uma estratégia de médio e longo prazo para minimizar o impacto da estiagem na produção pecuária gaúcha.

Notícia elaborada pela jornalista MARIA ALICE LUSSANI.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2023/02/13/sistema-silvipastoril-auxilia-pastagens-e-animais-neste-periodo-de-estiagem Mon, 13 Feb 2023 14:53:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=7328

“Estou salvando meu gado nesta seca”, comemora o produtor rural Laurindo Beling, de Agudo, se referindo à utilização do sistema silvipastoril, que propicia a integração lavoura-pecuária-floresta. Na propriedade de 59 hectares onde cria angus e planta soja, ele tem duas áreas de plantio de eucaliptos que totalizam 15 hectares. Segundo ele, as árvores protegem tanto do calor quanto do frio, com faixas de sombreamento.

Já a produtora Sandra Gomes Brum, de Tupanciretã, destaca que nas duas áreas que têm com este sistema, totalizando cinco hectares, buscou a recuperação do solo e sombra para os animais. “Nós presenciamos nestes dias muito quentes os animais na sombra e isto é uma proteção. E no inverno também, as acácias protegem o gado dos ventos frios e da geada”, declara. Além dos animais, o pasto também fica protegido tanto do sol quanto da geada, afirma. Sandra optou pelo plantio da acácia negra, porque auxilia no aumento da matéria orgânica do solo e tem crescimento rápido.

[caption id="attachment_7329" align="alignright" width="300"] Propriedade em Tupanciretã desenvolve sistema silvipastoril há 23 anos com o uso da acácia negra - Foto: Fernando Dias/Seapi[/caption]

O produtor de Barra do Ribeiro, Pedro Feijó, implantou o sistema silvipastoril há dois anos em uma área de sete hectares. “Esse sistema eu acredito que não tenha mais volta com esta integração, porque o animal fica comendo na sombra, num lugar que traz benefícios pra ele”, afirma. A ideia do produtor é ampliar em mais um hectare com plantio de eucaliptos.

“É uma grande oportunidade para o produtor minimizar os efeitos da estiagem, porque se cria um microclima na parte do sub-bosque, que reduz em média oito graus a temperatura, trazendo o bem-estar para os animais e alívio para a pastagem. Além disso, é um sistema com enorme potencial de sequestro de carbono devido à presença de árvores”, diz o Engenheiro Florestal Jackson Brilhante, coordenador do Comitê Gestor Estadual do Plano ABC+ da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O plano tem como objetivo promover a adaptação à mudança do clima e o controle das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) na agropecuária brasileira, com aumento da eficiência e resiliência dos sistemas produtivos.

A coordenação do Comitê Gestor Estadual do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC+), juntamente com a Emater e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), esteve visitando, no final de janeiro, produtores de três municípios da região central do estado que utilizam o sistema silvipastoril. O objetivo da visita foi avaliar e discutir com os produtores rurais o desempenho deste sistema neste período de seca.

[caption id="attachment_7330" align="alignleft" width="300"] Pastagens crescem, mesmo durante a estiagem, em função do sistema silvipastoril desenvolvido em propriedade de Barra do Ribeiro - Foto: Fernando Dias/Seapi[/caption]

O Professor do Curso de Engenharia Florestal da UFSM, Jorge Farias, constata que “o que estamos observando é a perfeita harmonia de crescimento de árvores e de pastos, com ganhos para ambos. Crescimento muito acima da média das árvores, crescimento de qualidade da pastagem e agora neste ano em que estamos passando pelo terceiro ano de estiagem no Rio Grande do Sul, o produtor tem relatado que onde o pasto está menos degradado, menos sofrido, é no sistema silvipastoril”.

Para Farias, vários conceitos estão sendo revistos com a adoção deste sistema. “O que nós estamos vendo, na prática, é que a floresta não prejudica a pastagem, que a floresta maximiza o uso do solo sem prejuízo da pastagem, que o sistema garante um melhor fluxo de renda, que é possível a manutenção da pecuária mesmo durante a estiagem e que as florestas representam carbono”. O trabalho é desenvolvido pela UFSM em parceria com a Embrapa e a Emater.

A regional de Santa Maria da Emater atende hoje 40 propriedades com este sistema silvipastoril. O primeiro município a implantar este sistema foi Nova Esperança, em 2005. “Produtores rurais, técnicos e pesquisadores vêm observando a persistência da pastagem verde e crescendo, mesmo com muitos dias de falta de chuvas, resultando reserva de forragem em pé para os animais se alimentarem satisfatoriamente e persistirem na produção de leite e engorda, mesmo em momentos de crise como a que vivemos desde novembro de 2022”, destaca o engenheiro florestal da Emater, Gilmar Deponti. Além da Emater Santa Maria, outras 12 regionais vêm desenvolvendo trabalhos de incentivo à implantação do sistema silvipastoril.

“Os produtores que visitamos estão muito satisfeitos, pois o sistema além de minimizar os impactos da estiagem na produção de leite e de carne, também contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor agropecuário gaúcho”, destaca Jackson. Segundo ele, o estado deve incentivar a adoção desse sistema de produção como uma estratégia de médio e longo prazo para minimizar o impacto da estiagem na produção pecuária gaúcha.

Notícia elaborada pela jornalista MARIA ALICE LUSSANI.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/02/13/sistema-silvipastoril-auxilia-pastagens-e-animais-no-periodo-de-estiagem Mon, 13 Feb 2023 12:28:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=61203 [caption id="attachment_61204" align="alignright" width="800"]foto colorida horizontal mostra um gramado com animais pastando e ao fundo árvores altas em um terreno levemente ondulado Sistema de integração lavoura-pecuária-floresta desenvolvido em Agudo reduz as áreas de calor[/caption]

A UFSM, por meio do curso de Engenharia Florestal, em parceria com a Embrapa e a Emater, vem desenvolvendo um trabalho voltado à utilização do sistema silvipastoril, que propicia a integração lavoura-pecuária-floresta. O sistema vem dando ótimos resultados, especialmente em um período de estiagem, porque permite a criação de um microclima na parte do sub-bosque que reduz em média oito graus a temperatura, trazendo bem-estar para os animais e alívio para a pastagem. Além disso, é um sistema com enorme potencial de sequestro de carbono devido à presença de árvores. 

O professor do curso de Engenharia Florestal da UFSM, Jorge Farias, constata que “o que estamos observando é a perfeita harmonia de crescimento de árvores e de pastos, com ganhos para ambos. Crescimento muito acima da média das árvores, crescimento de qualidade da pastagem e agora, neste ano em que estamos passando pelo terceiro ano de estiagem no Rio Grande do Sul, o produtor tem relatado que onde o pasto está menos degradado, menos sofrido, é no sistema silvipastoril”.

Para Farias, vários conceitos estão sendo revistos com a adoção deste sistema. O que se está vendo, na prática, é que a floresta maximiza o uso do solo sem prejuízo da pastagem, que o sistema garante um melhor fluxo de renda, que é possível a manutenção da pecuária mesmo durante a estiagem e que as florestas representam carbono. 

"O trabalho tem tido um resultado fantástico, especialmente em relação ao pasto, isto é, o consórcio proposto entre floresta e pastagem não prejudica em nada a produção de pasto, ou seja, a floresta passa a ser um plus no fluxo de caixa da propriedade. Além disso, nesse período de estiagem, se confirmou que o consórcio traz benefícios à pastagem e aos animais. Seguimos analisando os aspectos financeiros do sistema, as formas de maximizar esse consórcio e, especialmente, como o sistema silvipastoril pode contribuir para mitigar as mudanças climáticas e até criar uma nova fonte de renda para esses proprietários, via pagamento por serviços ambientais", destaca o professor, para quem, com este trabalho, a UFSM assume um importante protagonismo nessa área e se destaca em nível nacional.
 
Farias, que integra o Comitê Gestor do Plano ABC+ no estado desde maio de 2022, relata que o projeto mescla a extensão e a pesquisa, com áreas de observação em Cacequi, São Francisco de Assis, São Pedro do Sul, Dilermando de Aguiar, Santa Maria e em Agudo. Alunos de graduação e de pós-graduação da Engenharia Florestal realizam pesquisas sobre o tema.
 
Recentemente, a coordenação do Comitê Gestor Estadual do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC+), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), que tem como objetivo promover a adaptação à mudança do clima e o controle das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) na agropecuária brasileira, com aumento da eficiência e resiliência dos sistemas produtivos, visitou produtores de municípios da região central do estado que utilizam o sistema silvipastoril. O objetivo da visita, que também contou com representantes da UFSM e da Emater, foi avaliar e discutir com os produtores rurais o desempenho deste sistema neste período de seca. A regional de Santa Maria da Emater atende hoje 40 propriedades com o sistema silvipastoril.
 
Com informações da Assessoria de Comunicação da Seapi
Fotos: Fernando Dias/Seapi
 
]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2023/02/08/mais-da-metade-dos-municipios-do-rs-decretam-situacao-de-emergencia-devido-a-estiagem Wed, 08 Feb 2023 12:46:52 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=7314

A estiagem em 39 municípios da região central resulta em decretos de situação de emergência. Mais da metade dos municípios do RS já publicaram seus decretos, e muitos também estão levando água potável para famílias da zona rural.  Os prejuízos na agricultura e na pecuária do RS já ultrapassam 3 bilhões de Reais, principalmente na produção de soja e na criação de animais para corte.

Com o reconhecimento da situação de emergência, os municípios passam a receber recursos estaduais e uma verba federal para o combate à seca e no auxílio às famílias atingidas pela estiagem. "É uma das maiores estiagem dos últimos 15, 20 anos", afirma o secretário da Agricultura, Valmir Miliorança.

Outra consequência da estiagem são as queimadas. O aumento exponencial ocorre normalmente no período de verão, mas é bem maior com a seca. Ocorrendo a estiagem, a vegetação fica seca e se torna um combustível mais fácil para a deflagração do fogo, as causas são desde a ação humana, com o descarte irregular de lixo, de garrafas de vidro e bitucas de cigarro, até efeitos da natureza, como ocorreu na Reserva Ecológica do Taim, em dezembro, onde um raio atingiu uma vegetação seca e causou um incêndio de grandes proporções, que levou vários dias para ser controlado. Quando a vegetação está úmida é menor a possibilidade. 

Os modelos meteorológicos mostram que as temperaturas máximas podem ficam próximas dos 40ºC no Rio Grande do Sul nos próximos dias. Segundo informações da MetSul, a baixa umidade relativa do ar também vai contribuir para o aquecimento no estado. 

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/estiagem Mon, 06 Feb 2023 17:08:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9638 A falta de chuva e as altas temperaturas registradas nos últimos meses já levaram 235 municípios do Rio Grande do Sul a decretarem situação de emergência junto à Defesa Civil Estadual. A estiagem tem causado prejuízos para a agricultura, pecuária e deixado famílias rurais sem acesso a água. Segundo dados da Emater, a região de Santa Maria é a que enfrenta as maiores dificuldades nas lavouras, seguida pelas áreas de Ijuí, Santa Rosa e Frederico Westphalen.

Conforme Murilo Machado Lopes, meteorologista na UFSM e integrante do Grupo de Meteorologia, o principal fator responsável por esse problema são os índices de chuva que se mantiveram abaixo do esperado durante todo o último trimestre. “Quando a chuva ocorre é de forma muito irregular, apenas alguns locais tiveram alguma precipitação e outros não tiveram nada. Isso leva à condição de déficit hídrico”, afirma.

Murilo também explica que a estiagem vivenciada nos últimos três anos foi intensificada pelo La Niña. O fenômeno natural provoca um resfriamento das águas do Oceano Pacífico causando mudanças significativas nos padrões de precipitação e temperaturas. O evento está diretamente relacionado com uma mudança nas condições dos ventos que sopram com mais intensidade e movimentam a superfície da água. Em períodos de La Niña, costuma ser mais chuvoso na região Nordeste e mais seco no Sul do Brasil.

Contribuição da Universidade

Na UFSM, o Grupo de Meteorologia vinculado ao Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) tem divulgado um boletim climático mensal com informações detalhadas mês a mês sobre precipitação, temperatura e ocorrência de fenômenos climáticos no estado. O trabalho é resultado de um esforço conjunto do Laboratório de Hidrometeorologia (LHMET), do Grupo de Modelagem Atmosférica (GruMA) e do Grupo de Pesquisas em Clima (GPC). O professor e coordenador do curso de Meteorologia, Jônatan Dupont Tatsch, explica que o grupo surgiu em setembro de 2022 com dois objetivos: aproximar estudantes, pós-graduandos e Técnicos Administrativos em Educação e gerar informações para a sociedade a partir de conhecimentos na área. A previsão climática é realizada  em uma reunião mensal e sempre traz informações sobre o trimestre seguinte. A previsão se dá por consenso, isto é, o resultado surge de uma análise compartilhada por vários profissionais especializados na área. 

O primeiro passo é reunir dados de previsões climáticas confiáveis disponíveis para o sul do Brasil, tanto de centros mundiais como regionais - cerca de 15 centros diferentes. A partir disso, cria-se um panorama geral sobre o cenário climático futuro. Os integrantes também analisam a situação atual e o que ocorreu nos últimos meses. “Como estão as condições atuais do solo, da atmosfera, umidade, temperatura e precipitação. Então, juntando todas essas informações, a gente coloca para discussão e gera uma previsão por consenso do grupo”, explica Jônatan.

De acordo com o docente, essa é uma técnica utilizada por grande parte dos centros de meteorologia. Assim, o diferencial do trabalho na UFSM está no olhar local que os profissionais agregam à previsão. O objetivo é fornecer informações mais precisas sobre o contexto regional e, para isso, é preciso adaptar os modelos meteorológicos que servem de referência para os profissionais.

Modelos meteorológicos

Para prever o tempo, são utilizados modelos meteorológicos que são conjuntos de equações que descrevem o comportamento da atmosfera no passado, presente e futuro. Eles são criados e lidos a partir de algoritmos matemáticos. Atualmente, existem diversos modelos desenvolvidos por agências e organizações que se dedicam ao estudo da meteorologia e que se tornam referências globais para os meteorologistas gerarem suas previsões. Entre eles está o Sistema de previsão global da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF).

Adaptação

Os modelos globais são simplificados, porque buscam simular o clima de forma ampla para todo o mundo. Por isso, para se ter um modelo que represente melhor as condições locais, é preciso modificar as equações, ou seja, aperfeiçoá-lo. Com esse objetivo, novas informações são inseridas dentro dos modelos por meio de códigos computacionais. 

Alguns dados que podem ser inseridos para melhorar a capacidade de previsão local são utilizar um mapa que caracteriza o solo do Rio Grande do Sul, em vez de um mapa de solo global, ou então inserir a vegetação do Bioma Pampa, por exemplo. O professor ressalta que informações como essas são produzidas na própria UFSM, por meio de pesquisas científicas de campo.

Resultados

Para fevereiro, o boletim climático indica tempo similar ao de janeiro, com chuvas abaixo da média e de fraca intensidade. Conforme o meteorologista Murilo, o estado também continuará enfrentando bastante calor com temperaturas acima dos 30°C. No que diz respeito ao La Niña, há um enfraquecimento do fenômeno, porém a chuva ainda deve seguir irregular, fazendo com que as consequências da estiagem ainda sejam sentidas por um longo período.

Informações sobre o tempo e o clima são importantes em diversos setores da sociedade, como a agricultura e o meio ambiente. Diante da problemática da estiagem vivenciada no Rio Grande do Sul, as previsões do Grupo de Meteorologia da UFSM contribuem para a tomada de decisões públicas especialmente na região central. O professor Jônatan explica que, ao ter acesso a dados que mostrem a quantidade de chuva para os próximos meses, as autoridades passam a criar ações como forma de mitigar os efeitos da seca. “As informações são usadas para toda a logística da distribuição de água, construção de reservatórios e cisternas para hidratação animal e até dos próprios agricultores que estão passando por essa situação crítica”, afirma. 

O grupo também participa de espaços como o Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), que reúne entidades públicas estaduais e federais ligadas à agricultura ou ao clima para disponibilizar previsões oficiais a cada estação.

Expediente:
Reportagem: Caroline Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária;
Foto: Elizabeth Lie, disponível em Unsplash
Edição geral: Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/03/03/professores-e-alunos-da-ufsm-participam-nesta-quarta-3-de-evento-virtual-sobre-a-estiagem-no-rs Wed, 03 Mar 2021 11:20:34 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=55212

Nesta quarta-feira (3), às 14h, ocorre uma mesa-redonda com o tema "Estiagens no RS: o que podemos fazer para prevenir ou minimizar impactos"? Entre os participantes estarão professores e alunos da UFSM. 

A atividade faz parte do projeto Casa do Plantio Direto, que acontece anualmente durante a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque. Neste ano, com o cancelamento da feira devido à pandemia, a programação está sendo realizada no formato online. 

O evento é gratuito e aberto ao público em geral. Transmissão e inscrições pelo link

]]>