UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Mon, 23 Mar 2026 12:44:50 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/03/07/projeto-recruta-estudantes-de-graduacao-da-ufsm-para-pesquisa-sobre-estresse Fri, 07 Mar 2025 13:07:58 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68423

O projeto "Diz Aí, Universitário" está convidando estudantes de graduação da UFSM, maiores de 18 anos, bolsistas ou que pertençam a famílias beneficiárias do Bolsa Família, que estejam interessados em participar de uma pesquisa que avaliará o uso de uma intervenção grupal online para reduzir os sintomas de depressão e ansiedade entre estudantes universitários. O objetivo é entender como melhorar o engajamento na intervenção de forma que ela seja mais atraente para estudantes.

A participação é voluntária e as vagas são limitadas. Inscrições e mais informações no link.

O estudo será aplicado, neste momento, na UFSM, UFRGS, Unesc e UFS. Posteriormente, outras 20 universidades serão incluídas, sendo todas já aprovadas. Unifesp e Mackenzie são os centros coordenadores no Brasil.

A pesquisa foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, sob o parecer n 7.123.368. É possível desistir do estudo, mesmo que inicialmente concorde em participar. 

Para esclarecer dúvidas, pode-se entrar em contato com a equipe de pesquisa, por meio da professora Carolina Ziebold (carolina.ziebold@unifesp.br).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/03/21/inscricoes-para-congresso-de-stress-e-qualidade-de-vida-no-trabalho-encerram-no-dia-28-de-marco Tue, 21 Mar 2023 13:41:46 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=61565

Encerra no próximo dia 28 o período de submissão de resumos para apresentação no 23° Congresso de Stress da ISMA-BR, 25° Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho, 15° Encontro Nacional de Qualidade de Vida na Segurança Pública e 15° Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público. O evento acontece entre 20 a 22 de junho de 2023, no Plaza São Rafael Hotel, em Porto Alegre. 

O melhor resumo de trabalho oral em cada categoria (Acadêmica, Empresarial, Segurança Pública e Serviço Público) receberá um prêmio de reconhecimento e será publicado no site da ISMA-BR. Todos os trabalhos apresentados serão divulgados nos Anais do congresso e terão o código ISSN, concedido pelo IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia).

Além dos prêmios, os autores que enviarem trabalho para inclusão nos Anais do congresso, que obtiverem as notas mais altas, serão selecionados para fast track para publicação na Revista de Carreiras e Pessoas; Revista Economia e Gestão; Revista Gestão e Planejamento e Revista Pensar Acadêmico.

Destinadas a pesquisadores, acadêmicos, representantes de empresas públicas e privadas e profissionais liberais interessados em pesquisas e programas relacionados à qualidade de vida no trabalho, ao stress e à saúde, as apresentações objetivam examinar a teoria e a prática sobre questões atuais e de significativa relevância para a sociedade.

A apresentação de pôsteres digitais será disponibilizada na Feira de exposição, não requerendo a presença do autor.

Para palestrar no congresso, entre outros renomados profissionais, estão confirmados Irvin Schonfeld, PhD, MPH, professor emérito do City College e do Graduate Center da City University of New York, pesquisador da sobreposição de burnout-depressão e stress em trabalhadores. Codesenvolveu o Inventário de Depressão Ocupacional e o Inventário de Ansiedade na Pandemia, e a Ministra do TST Delaíde Arantes, coordenadora nacional do comitê gestor do Programa Trabalho Seguro.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/11/17/congresso-de-stress-e-qualidade-de-vida-no-trabalho-esta-com-periodo-aberto-para-submissoes-de-trabalhos Thu, 17 Nov 2022 13:01:32 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=60498

Está aberto o período de submissão de resumos para apresentação no 23° Congresso de Stress da ISMA-BR, 25° Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho, 15° Encontro Nacional de Qualidade de Vida na Segurança Pública e 15° Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público a ser realizado de 20 a 22 de junho de 2023, no Plaza São Rafael Hotel, em Porto Alegre. A submissão para trabalho oral, simpósio e pôster digital pode ser feita até 28 de março. A UFSM é apoiadora científica do evento. 

O melhor resumo de trabalho oral em cada categoria (Acadêmica, Empresarial, Segurança Pública e Serviço Público) receberá um prêmio de reconhecimento e será publicado no site da ISMA-BR. Todos os trabalhos apresentados serão divulgados nos Anais do congresso e terão o código ISSN, concedido pelo IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia).

Além dos prêmios, os autores que enviarem trabalho para inclusão nos Anais do congresso, que obtiverem as notas mais altas, serão selecionados para fast track para publicação na Revista de Carreiras e Pessoas; Revista Economia e Gestão; Revista Gestão e Planejamento e Revista Pensar Acadêmico.

Destinadas a pesquisadores, acadêmicos, representantes de empresas públicas e privadas e profissionais liberais interessados em pesquisas e programas relacionados à qualidade de vida no trabalho, ao stress e à saúde, as apresentações objetivam examinar a teoria e a prática sobre questões atuais e de significativa relevância para a sociedade.

A apresentação de pôsteres digitais será disponibilizada na Feira de exposição, não requerendo a presença do autor.

Para palestrar no congresso, entre outros renomados profissionais, estão confirmados Irvin Schonfeld, PhD, MPH, professor emérito do City College e do Graduate Center da City University of New York, pesquisador da sobreposição de burnout-depressão e stress em trabalhadores. Codesenvolveu o Inventário de Depressão Ocupacional e o Inventário de Ansiedade na Pandemia, e a Ministra do TST Delaíde Arantes, coordenadora nacional do comitê gestor do Programa Trabalho Seguro.

 

Com informações da Subdivisão de Comunicação do CCSH

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Está aberto o período de submissão de resumos para apresentação no 23° Congresso de Stress da ISMA-BR, 25° Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho, 15° Encontro Nacional de Qualidade de Vida na Segurança Pública e 15° Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público a ser realizado de 20 a 22 de junho de 2023, no Plaza São Rafael Hotel, em Porto Alegre. A submissão para trabalho oral, simpósio e pôster digital pode ser feita até 28 de março. A UFSM é apoiadora científica do evento. 

O melhor resumo de trabalho oral em cada categoria (Acadêmica, Empresarial, Segurança Pública e Serviço Público) receberá um prêmio de reconhecimento e será publicado no site da ISMA-BR. Todos os trabalhos apresentados serão divulgados nos Anais do congresso e terão o código ISSN, concedido pelo IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia).

Além dos prêmios, os autores que enviarem trabalho para inclusão nos Anais do congresso, que obtiverem as notas mais altas, serão selecionados para fast track para publicação na Revista de Carreiras e Pessoas; Revista Economia e Gestão; Revista Gestão e Planejamento e Revista Pensar Acadêmico.

Destinadas a pesquisadores, acadêmicos, representantes de empresas públicas e privadas e profissionais liberais interessados em pesquisas e programas relacionados à qualidade de vida no trabalho, ao stress e à saúde, as apresentações objetivam examinar a teoria e a prática sobre questões atuais e de significativa relevância para a sociedade.

A apresentação de pôsteres digitais será disponibilizada na Feira de exposição, não requerendo a presença do autor.

Para palestrar no congresso, entre outros renomados profissionais, estão confirmados Irvin Schonfeld, PhD, MPH, professor emérito do City College e do Graduate Center da City University of New York, pesquisador da sobreposição de burnout-depressão e stress em trabalhadores. Codesenvolveu o Inventário de Depressão Ocupacional e o Inventário de Ansiedade na Pandemia, e a Ministra do TST Delaíde Arantes, coordenadora nacional do comitê gestor do Programa Trabalho Seguro.

 

Serviço:

Tema: Viver melhor: trabalho, stress e saúde

Data: 20 a 22 de junho de 2023

Local: Plaza São Rafael Hotel, Porto Alegre RS

Submissões: CLIQUE AQUI

Informações: www.ismabrasil.com.br / stress@ismabrasil.com.br / (51) 3222.2441

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/04/29/oleo-de-abacate-ajuda-a-diminuir-estresse-cronico-aponta-pesquisa-da-ufsm%ef%bf%bc Fri, 29 Apr 2022 11:24:51 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=58401

Um estudo realizado pelo Laboratório de Biogenômica da UFSM identificou que o óleo de abacate ajuda a combater o estresse crônico, que é relacionado à pressão emocional sofrida ao longo dos anos. 

Com ação neuroprotetora, o alimento se torna uma alternativa à suplementação do ômega 3, mas, para seu consumo e para a manutenção de uma dieta equilibrada, o ideal é que haja recomendação nutricional.

Mais informações sobre a pesquisa, na matéria produzida pela TV 55BET Pro.

http://www.youtube.com/watch?v=fVauOAJ2J50

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/trabalho-noturno-influencia-sono-saude-profissionais-enfermagem Fri, 25 Mar 2022 11:55:05 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9134 Com a era industrial e o aumento das atividades, surgiu também a divisão do trabalho em turnos. Esse formato é uma forma de organizar o trabalho em jornadas, que podem ser em horários distintos do dia ou da noite, de maneira fixa ou em forma de rodízio. Na área da saúde, essa divisão é necessária para oferecer atendimento 24 horas - no entanto, estudos mostram que trabalhadores  do turno noturno podem ter sua saúde  e a vida pessoal comprometida.

Gif horizontal e colorido, que repete três imagens. A primeira é de um cirurgião em primeiro plano; é um homem de pele negra, olhos e sobrancelhas escuras; está com um aspecto cansado; usa touca e máscara cirúrgicas azul claro, e veste um scrubs azul de mangas compridas. Ao fundo, parece azul bebê, com um relógio preto e branco que marca 3h40min; ao lado direito do homem, balão de pensamento com o desenho de uma casa. A segunda imagem é de um enfermeiro que segura uma prancha de madeira; ele tem pele branca, olhos e sobrancelhas castanhas, cabelos lisos, curtos e castanhos e barba na mesma cor; usa máscara pff na cor azul claro e veste scrubs de manga comprida na cor verde acinzentado; nas mãos, uma prancheta e uma caneta. Ao fundo, parece cinza; cortina azul; janela de vidro com a cidade noturna ao fundo; e na parede, relógio digital horizontal que marca 4h50min. A terceira imagem é de uma médica; ela tem pele branca, olhos e sobrancelhas castanhas; cabelos lisos, castanho escuros e compridos; tem olheiras escuras abaixo dos olhos; usa máscara pff verde turquesa; veste scrubs de mangas compridas verde acinzentado; tem um estetoscópio preto ao redor do pescoço. Ao fundo, parede cinza médio, uma janela de vidro com a cidade noturna ao fundo, um relógio preto que marca 5h10min e uma planta no canto esquerdo.

Um estudo realizado em 2021 pela doutoranda em enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Ariane Cattani, constatou o predomínio de profissionais noturnos com má qualidade de sono e mais favoráveis ao surgimento de doenças.

 

A alternância do dia e da noite, denominada ritmo circadiano, é o que determina o ritmo biológico e realiza a oscilação satisfatória das funções corporais.. Como explica a doutoranda, que também participa do Grupo de Pesquisa em Saúde do Trabalhador, Trabalho e Bem Estar, esse ritmo é responsável pelos níveis elevados de atividade durante o dia, momento propício para maior disposição. O ciclo circadiano ainda é influenciado por fatores ambientais como a temperatura, clima e exposição luminosa, além de questões sociais como horário de serviço, horário de alimentação e outras atividades que fazem parte da vida cotidiana. 

Os enfermeiros, médicos e demais trabalhadores da saúde que atuam durante a noite têm seu ciclo alterado. Alguns conseguem adaptar-se facilmente, já outros não. Isso pode ser explicado pelo cronotipo: cada indivíduo tem um diferente, o que significa que algumas pessoas são mais ativas durante o dia, e outras, à noite.

Cronotipo matutino: o pico de produção de melatonina ocorre antes da meia-noite. São indivíduos que precisam ir para a cama cedo e são mais ativos nas primeiras horas do dia. Em geral, dormem entre as 22h e 6h da manhã.

Cronotipo vespertino: o pico acontece bem mais tarde, às 6h da manhã. São aquelas pessoas que rendem melhor à noite, mas precisam prolongar o descanso até o início da manhã. O horário de sono costuma ser entre 3h e 11h.

Cronotipo intermediário: O pico de melatonina ocorre às 3h da manhã. Dormem geralmente entre meia-noite e 8h da manhã, mas se adaptam bem aos diferentes turnos de trabalho.

Buscar compreender se você é matutino, vespertino ou intermediário pode ajudar a remediar efeitos do trabalho na vida pessoal. Ariane fala que a quebra do ciclo e a não adaptação aos horários podem elevar os níveis de cortisol – o hormônio do estresse -, o que gera consequências graves. Estressado, o profissional não atinge o desempenho esperado para sua função e aumenta as chances de erros ou acidentes de trabalho. 

 

O trabalho noturno exige a privação do sono. Para muitas pessoas, isso pode ser prejudicial, uma vez que nem sempre conseguem repor as horas não dormidas durante o dia. Como informa Rosangela Marion Da Silva, enfermeira e docente do curso de enfermagem na UFSM, o sono diurno não tem a mesma qualidade do noturno. Isso se explica principalmente por fatores como alta luminosidade e barulho intenso. A melatonina, hormônio que também induz o sono, é responsável por administrar essa energia humana. Ela é liberada no escuro e determina em que momento do dia o indivíduo é mais produtivo ou desperto. Por isso, se torna difícil suprir as horas de sono perdidas durante a noite. A enfermeira ressalta que pequenos intervalos para cochilos durante o plantão são necessários ao profissional para evitar a exaustão. 

Por que o sono é necessário?

Para Rosangela, dormir é fundamental para o correto desempenho das funções humanas: “Uma pessoa não consegue sobreviver sem dormir, esse descanso é indispensável e deve ser feito da forma adequada, criando uma rotina”. O sono é crucial para manter o equilíbrio psíquico, emocional e metabólico, restabelecendo a disposição para fazer as atividades do dia a dia. Segundo a docente, o sono é classificado como uma necessidade fisiológica. É por meio dele que o organismo consegue repor as energias para funcionar por completo.

Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de um cirurgião em primeiro plano; é um homem de pele negra, olhos e sobrancelhas escuras; está com um aspecto cansado; usa touca e máscara cirúrgicas azul claro, e veste um scrubs azul de mangas compridas. Ao fundo, parece azul bebê, com um relógio preto e branco que marca 3h40min; ao lado direito do homem, balão de pensamento com o desenho de uma casa.

O número ideal de horas de sono, suficiente para reparar as energias, costuma ser em média de seis a oito horas por dia. Para algumas pessoas, cinco horas são suficientes para enfrentar as tarefas diárias, mas outras passam o turno de trabalho cansadas se não dormirem o tempo adequado.

Consequências da falta de sono:

Mais que um horário diferente para as tarefas laborais, o turno da noite representa mudanças na secreção dos hormônios reguladores do sono e do estresse. De acordo com a doutoranda Ariane, que realizou sua pesquisa com trabalhadores do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), o indivíduo que não dorme pode apresentar sinais de cansaço, ansiedade, falta de disposição e nervosismo. Ariane também constatou que o descanso contribui para a alteração de humor, pois uma baixa qualidade do sono gera estresse e irritabilidade. Logo, o profissional sofre alterações no ciclo da melatonina, o que aumenta o risco de doenças graves. Isso acontece porque, ao trocar o dia pela noite, o ritmo biológico - relacionado à luz natural -  é contrariado.

Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de uma médica; ela tem pele branca, olhos e sobrancelhas castanhas; cabelos lisos, castanho escuros e compridos; tem olheiras escuras abaixo dos olhos; usa máscara pff verde turquesa; veste scrubs de mangas compridas verde acinzentado; tem um estetoscópio preto ao redor do pescoço. Ao fundo, parede cinza médio, uma janela de vidro com a cidade noturna ao fundo, um relógio preto que marca 5h10min e uma planta no canto esquerdo.

Ariane ressalta que todos os problemas gerados pela falta do descanso podem estar interligados, sejam eles físicos, mentais ou sociais. Dentre as consequências, ela destaca o aumento da vulnerabilidade a doenças coronarianas e cardiovasculares. O desenvolvimento dessas enfermidades gera danos aos principais vasos sanguíneos do coração, por isso requer atenção especial. Desconforto ou dor no peito e falta de ar podem ser sinais dessas doenças

 

O aumento de peso também é registrado em grande parte dos profissionais de enfermagem, como informa Ariane. Ela explica que, quando a pessoa está com sono, o corpo libera um hormônio chamado grelina, que estimula a fome e o consumo irregular de lanches durante a madrugada. Isso colabora para o aumento da massa de gordura. Em decorrência disso, a diabetes também é um problema recorrente nesse grupo de trabalhadores.

 

Sobre as alterações psicológicas, a doutoranda ressalta que a falta de sono afeta as funções cognitivas, que incluem a percepção, atenção, memória, pensamento, linguagem e aprendizagem. Essas funções estão localizadas no córtex frontal do cérebro, que é abastecido pelo sono. Com a falta deste, a cognição fica comprometida.

Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de um enfermeiro que segura uma prancha de madeira; ele tem pele branca, olhos e sobrancelhas castanhas, cabelos lisos, curtos e castanhos e barba na mesma cor; usa máscara pff na cor azul claro e veste scrubs de manga comprida na cor verde acinzentado; nas mãos, uma prancheta e uma caneta. Ao fundo, parece cinza; cortina azul; janela de vidro com a cidade noturna ao fundo; e na parede, relógio digital horizontal que marca 4h50min.

O ritmo acelerado e grande demanda de atenção exigidos ao profissional de enfermagem estimulam o estresse. Aliado a isso, a má qualidade do sono contribui para o aumento de cortisol, que facilita a irritabilidade. Os elevados níveis desse hormônio podem contribuir para a depressão, ansiedade e doenças cardiovasculares. Além disso, o cortisol em excesso também gera problemas de concentração e de memória, problemas digestivos, enxaqueca, aumento da pressão arterial, redução da libido sexual e fadiga.  

 

Diversas outras alterações hormonais podem ser registradas em trabalhadores noturnos, assim, as reações são diferentes em cada indivíduo. Por esse motivo, Ariane ressalta que, em vários casos, é comum que o profissional se torne mais suscetível a infecções e tenha sua imunidade comprometida.

Higiene do sono: como praticar?

Ariane explica que existem métodos que podem melhorar a qualidade do descanso. A higiene do sono contempla um conjunto de ações a serem praticadas pelos profissionais de saúde, bem como outras pessoas afetadas pelo mesmo problema. Para a doutoranda, há ações institucionais que podem repercutir em uma assistência que melhore a qualidade de vida do indivíduo, como “ofertar espaços para que os trabalhadores possam se informar e discutir sobre os fatores que podem comprometer a sua saúde, com o objetivo de instrumentalizá-los para o cuidado de si”.

 

Intervenções socioeducativas para mudança de hábitos podem ser adotadas nas diferentes instituições para auxiliar esses trabalhadores. A doutoranda explica que gerar um ambiente agradável na hora de dormir, com atenção para temperatura e luminosidade é essencial para recuperar as horas perdidas durante o trabalho. Outra dica é não ingerir bebidas estimulantes como café ou álcool antes de dormir. Técnicas de relaxamento, que incluem canções e meditação também são aliadas nesse momento.

Apesar de o sono noturno não se igualar ao diurno, Ariane afirma que dormir durante o dia é importante para equilibrar o ciclo do indivíduo. Por isso, ela também recomenda a criação de uma rotina equilibrada durante o dia, que consiste em recuperar o sono, cuidar da alimentação e praticar exercícios físicos constantemente.

A pesquisa na UFSM

Em entrevista à Arco, Ariane conta sobre sua pesquisa realizada com 139 profissionais de enfermagem que atuam no HUSM, localizado dentro do campus da UFSM. Destes, cerca de 80% relataram péssima qualidade do sono e afirmaram não conseguir recuperá-lo completamente. A doutoranda e demais co-autoras do trabalho utilizaram do Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh para avaliar os efeitos do trabalho noturno. Com isso, constatou-se que 56,9% dos enfermeiros apresentam adoecimento físico em decorrência de seu trabalho, já 23% apresentam sinais de adoecimento psicológico e 27,3% relataram ter problemas sociais, o que sugere um precoce adoecimento social.

 

 Rosangela Marion Da Silva  também fez parte da pesquisa e percebeu que a privação do sono afeta aspectos físicos e mentais, funções cognitivas e emocionais, pode deprimir o sistema imunológico e provocar distúrbios metabólicos. Além disso, a falta do descanso necessário aumenta a secreção de cortisol, contribuindo para distúrbios gastrointestinais, peso corporal, distúrbio de comportamento, hipertensão e osteoporose, situações que podem estar relacionadas ao comprometimento da saúde do trabalhador do turno noturno.

 

Outra questão levantada durante a pesquisa foi a sobrecarga atribuída às mulheres devido às atribuições domésticas e familiares ainda prevalentes. Ariane menciona que a maioria das mulheres entrevistadas relatou sentir-se esgotada com tantas tarefas diárias, o que, aliadas às poucas horas de sono, contribuem para o esgotamento físico e mental. A conclusão da pesquisa  foi de que a saúde do trabalhador que atua no turno noturno precisa ser (re)planejada por meio de ações institucionais e sociais que sensibilizem os profissionais para a importância do cuidado de si.

Expediente:

Reportagem: Tayline Alves Manganeli, acadêmica de Jornalismo e voluntária;

Design gráfico: Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;

Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e voluntária;

Relações Públicas: Carla Costa;

Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Edição geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.

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Está encerrando o período de submissão de resumos para apresentação no 22° Congresso de Stress da Isma-BR, seção brasileira da International Stress Management Association. O congresso ocorre de 21 a 23 de junho de 2022, no Plaza São Rafael Hotel, em Porto Alegre, simultaneamente ao 24° Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho, 14° Encontro Nacional de Qualidade de Vida na Segurança Pública e 14° Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público. A submissão para trabalho oral, simpósio e pôster digital deve ser feita até 22 de março. A UFSM é apoiadora científica do evento.

O melhor resumo de trabalho oral em cada categoria (Acadêmica, Empresarial, Segurança Pública e Serviço Público) receberá um prêmio de reconhecimento e será publicado no site da Isma-BR. Todos os trabalhos apresentados serão divulgados nos anais do congresso e terão o código ISSN, concedido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.

Além dos prêmios, os autores cujos trabalhos obtiverem as notas mais altas serão selecionados para fast track para publicação na Revista de Carreiras e Pessoas, Revista Economia e Gestão, Revista Gestão e Planejamento e Revista Pensar Acadêmico.

Destinadas a pesquisadores, acadêmicos, representantes de empresas públicas e privadas e profissionais liberais interessados em pesquisas e programas relacionados à qualidade de vida no trabalho, ao stress e à saúde, as apresentações objetivam examinar a teoria e a prática sobre questões atuais e de significativa relevância para a sociedade. A apresentação de pôsteres digitais será disponibilizada na feira de exposição, não requerendo a presença do autor.

Para palestrar no congresso, entre outros renomados profissionais, estão confirmados Sara Tamers (dos EUA), coordenadora de Desenvolvimento e Colaboração do Programa de Pesquisa do Programa Saúde Total do Trabalhador e da Iniciativa Futuro do Trabalho, ambos do Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional (Niosh), nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, e o desembargador Sebastião Geraldo de Oliveira, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 3ª Região e gestor nacional do Programa Trabalho Seguro, do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Mais informações pelo e-mail stress@ismabrasil.com.br, pelo telefone (51) 3222-2441 e na página www.ismabrasil.com.br.

Informações: Núcleo de Comunicação Institucional do CCSH

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UFSM é apoiadora científica do evento 

Está encerrando o período de submissão de resumos para apresentação no 22° Congresso de Stress da Isma-BR, seção brasileira da International Stress Management Association. O congresso ocorre de 21 a 23 de junho de 2022, no Plaza São Rafael Hotel, em Porto Alegre, simultaneamente ao 24° Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho, 14° Encontro Nacional de Qualidade de Vida na Segurança Pública e 14° Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público. A submissão para trabalho oral, simpósio e pôster digital deve ser feita até 22 de março. A UFSM é apoiadora científica do evento.

O melhor resumo de trabalho oral em cada categoria (Acadêmica, Empresarial, Segurança Pública e Serviço Público) receberá um prêmio de reconhecimento e será publicado no site da Isma-BR. Todos os trabalhos apresentados serão divulgados nos anais do congresso e terão o código ISSN, concedido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.

Além dos prêmios, os autores cujos trabalhos obtiverem as notas mais altas serão selecionados para fast track para publicação na Revista de Carreiras e Pessoas, Revista Economia e Gestão, Revista Gestão e Planejamento e Revista Pensar Acadêmico.

Destinadas a pesquisadores, acadêmicos, representantes de empresas públicas e privadas e profissionais liberais interessados em pesquisas e programas relacionados à qualidade de vida no trabalho, ao stress e à saúde, as apresentações objetivam examinar a teoria e a prática sobre questões atuais e de significativa relevância para a sociedade. A apresentação de pôsteres digitais será disponibilizada na feira de exposição, não requerendo a presença do autor.

Para palestrar no congresso, entre outros renomados profissionais, estão confirmados Sara Tamers (dos EUA), coordenadora de Desenvolvimento e Colaboração do Programa de Pesquisa do Programa Saúde Total do Trabalhador e da Iniciativa Futuro do Trabalho, ambos do Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional (Niosh), nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, e o desembargador Sebastião Geraldo de Oliveira, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 3ª Região e gestor nacional do Programa Trabalho Seguro, do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Mais informações pelo e-mail stress@ismabrasil.com.br, pelo telefone (51) 3222-2441 e na página www.ismabrasil.com.br.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/pandemia-bruxismo Mon, 27 Sep 2021 14:18:05 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8677 Em agosto de 2020, a estudante de Medicina da UFSM, Natália Della Flora, começou a sentir dores de cabeça com frequência. Ela suspeitou que aquelas dores eram consequência do estresse causado pela pandemia. Em dezembro, durante um almoço, a acadêmica se assustou ao perceber que havia quebrado um dente. Ao procurar um dentista, Natália descobriu que desenvolveu bruxismo e que a dor de cabeça, percebida quatro meses antes, era um dos sintomas dessa disfunção. 

O que aconteceu com Natália não é um caso isolado. Durante a pandemia de Covid-19, o bruxismo e as disfunções temporomandibulares (DTM) tiveram um aumento entre pessoas do mundo inteiro. A causa desse crescimento está relacionada às condições emocionais impostas pela crise sanitária, já que ambos problemas têm como um dos fatores desencadeantes - ou perpetuantes - os aspectos psicológicos. “Houve uma mudança significativa na rotina das pessoas, isolamento social, medo do contágio, medo de perder entes queridos. Isso gera muito estresse emocional”, explica Tatiana Bernardon Silva, professora do Departamento de Odontologia Restauradora da UFSM. 

Um estudo feito por cientistas da Polônia e de Israel, publicado no periódico científico Journal of Clinical Medicine, apontou para o agravamento de casos de bruxismo e DTM. Grande parte dos entrevistados relataram que tiveram significativa alteração na saúde mental durante a pandemia. Os fatores psicossociais, como ansiedade, depressão, medo de ser contaminado ou preocupações financeiras decorrentes do isolamento social, aumentaram a prevalência dessas disfunções nos grupos testados dos dois países. Isso aconteceu especialmente entre mulheres que estão mais vulneráveis ​​aos efeitos de situações inesperadas de estresse prolongado, segundo a publicação. 

Na UFSM, o grupo “DTM: prevenção e tratamento” comparou dados do período pré-pandêmico disponíveis em outros estudos com uma amostra atual composta por cirurgiões-dentistas, estudantes e docentes de odontologia de todo Brasil. "O que dá pra inferir é o agravamento de alguns aspectos psicológicos devido à pandemia de COVID-19 e seu potencial na etiologia [causas] do bruxismo e DTM", afirma a professora Tatiana. Assim como no estudo anterior, houve o aumento dos sintomas de estresse e ansiedade, além da piora na qualidade de sono e na qualidade de vida.

O que são bruxismo e DTM?

Antes de tudo, é importante saber que se tratam de duas condições diferentes. Segundo a Academia Americana de Dor Orofacial, as DTM são um grupo de desordens que envolvem os músculos da mastigação, a articulação temporomandibular (ATM) e as estruturas associadas, ou seja, é um termo utilizado para uma variedade de sinais e sintomas clínicos em estruturas do sistema mastigatório.

Já o bruxismo é caracterizado como uma atividade muscular mastigatória repetitiva caracterizada por apertar ou ranger os dentes e projetar a mandíbula. Há dois tipos de bruxismo: o do sono e o de vigília. O bruxismo do sono ocorre enquanto o indivíduo dorme, mais especificamente enquanto ocorrem os micros despertares gerados por dificuldades para dormir ou, em alguns casos, quando há alguma comorbidade como refluxo gastroesofágico e apneia do sono. Já o bruxismo de vigília ocorre enquanto os indivíduos estão acordados e é associado a fatores psicológicos. “A contração muscular sustentada dos músculos mastigatórios em vigília pode ser um mecanismo de defesa associado ao estresse e à ansiedade”, explica Eliane Corrêa, professora aposentada do Departamento de Fisioterapia e Reabilitação da UFSM.

No caso de Natália, o diagnóstico foi de bruxismo do sono, estimulado pelo aumento da tensão, ansiedade e estresse durante a pandemia. Eliane ressalta que pessoas com sintomas de estresse têm seis vezes mais chances de desenvolver essa condição. Além das questões psicológicas, são considerados desencadeantes desses problemas: uso de substâncias como álcool, tabaco e café; distúrbios do sono e o uso de determinados medicamentos.

Como é o tratamento?

Por se tratar de condições que podem ser causadas por diversos fatores, o ideal é que o paciente diagnosticado com DTM ou bruxismo consulte uma equipe multiprofissional, que inclui dentista, psicólogo, médico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e nutricionista. Cada um desses contribuirá com a sua avaliação e medidas terapêuticas para um tratamento mais adequado.

Após sentir os primeiros sintomas, deve-se procurar por um profissional dentista que utiliza tratamentos como placas interoclusais, que evitam o desgaste dental e protegem a ATM; laserterapia, que ajuda no manejo da dor; agulhamento com anestésicos em pontos de gatilho de dor; tratamentos farmacológicos; dentre outros. 

Concomitante ao tratamento odontológico, a fisioterapia pode auxiliar no tratamento destes pacientes. Existem diversas técnicas terapêuticas para o alívio da dor e a melhora do equilíbrio muscular. Algumas delas são a fototerapia, a terapia manual, a liberação miofascial, os exercícios mandibulares de alongamento muscular e de coordenação neuromuscular, a técnica de biofeedback, a correção postural e, ainda, instruções de autocuidado e exercícios domiciliares.

A consulta a profissionais de diferentes áreas é extremamente importante, já que o tratamento perpassa por questões que vão além do manejo da dor e do fortalecimento da musculatura da mastigação. “É preciso uma mudança de comportamento. A pessoa terá que modificar hábitos e melhorar sua qualidade de vida, e isso envolve uma melhora na saúde mental”, afirma a professora Tatiana.

Natália conta que o tratamento indicado para ela foi uso da placa odontológica para dormir e que esse método se mostrou muito efetivo contra os sintomas do bruxismo. Como se trata de uma opção de tratamento contínuo, a acadêmica permanece utilizando o equipamento para dormir mesmo após nove meses. 

Cuidados que ajudam na prevenção

De acordo com Eliane Corrêa, há algumas orientações para o dia-a-dia que podem ajudar a prevenir o desenvolvimento dessas disfunções.

  • Respire com o músculo diafragma (na região abdominal)
  • Evite o contato entre os dentes superiores e inferiores
  • Mantenha o posicionamento da cabeça neutro, com o queixo alinhado ao peito, e os ombros relaxados.
  • Não durma de bruços, mas preferencialmente na posição lateral e utilize um travesseiro em que a cabeça fique alinhada com a coluna.
  • Evite hábitos como roer unhas e mascar chicletes
  • Limite a abertura da boca ao bocejar e durante a alimentação.

Além desses cuidados específicos, manter hábitos de autocuidado como exercícios físicos, alimentação equilibrada e qualidade no sono são maneiras de cuidar da mente e do corpo que trazem muitos benefícios para o ser humano. Procurar acompanhamento psicológico também é uma das maneiras de evitar as DTMs e o bruxismo. 

O cenário após a pandemia

Se, por um lado, houve aumento dos casos de DTM e bruxismo durante a pandemia, por outro, com os avanços na vacinação e com a volta de muitas atividades ao normal, existiria a perspectiva de diminuição nos casos no período pós-pandêmico? Para a professora Tatiana Silva, a tendência é de não ter melhorias nessa área. Por se tratarem de condições que atuam no sistema nervoso central, são de difícil tratamento e controle. “Temos que analisar que, de maneira geral, o mundo levará tempo para se reestruturar e não será diferente para as pessoas com DTM e bruxismo, pois temos aí duas condições intimamente ligadas às condições psicossociais”. 

Ainda é preciso considerar que, em pacientes que tiveram Covid-19, as sequelas também atingem a musculatura, o que causa dores musculares e fadiga e piora o prognóstico destas patologias. Com o passar dos próximos meses, surgirão mais estudos que permitirão avaliar as possíveis consequências físicas e mentais da pandemia. “Os profissionais da saúde, de uma maneira geral, devem estar preparados para atender as demandas do período pós-pandemia”, complementa Tatiana. 

Na UFSM, o projeto de extensão do curso de Odontologia denominado “VoaDOR”, trata de pacientes com DTM, bruxismo e dor orofacial. O projeto, que está com as atividades paradas por conta das restrições sanitárias, pretende retomar os atendimentos a partir de março de 2022.

Expediente

Reportagem: Luís Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo e voluntário

Ilustração: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista

Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, estagiária de Jornalismo e bolsista; e Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/a-sobrecarga-invisivel-na-universidade Thu, 23 Aug 2018 23:03:05 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=4212 Esta matéria possui conteúdo que pode desencadear fortes emoções. Caso você esteja passando por um momento de maior sensibilidade tenha cautela ao prosseguir com a leitura. Se se sentir desconfortável interrompa a leitura e volte quando estiver mais forte emocionalmente.

“No dia em que entreguei a versão final da minha dissertação, voltei sozinha da Universidade pro centro. Quando cheguei perto do Theatro Treze de Maio, eu parei. Não sabia aonde estava indo. Entrei em pânico porque sabia que era uma crise e eu estava sozinha. Era pra ser um dia feliz, um dia de me sentir competente, mas eu fui engolida por essa coisa horrível”. Esse relato é de Luísa Greff, que cursa o doutorado em Letras na UFSM, mas também pode ser tomado como realidade próxima de outros tantos estudantes. Comumente, histórias parecidas expõem a pressão acadêmica e os altos níveis de estresse como parte da experiência universitária. Para algumas pessoas, entrar na universidade é um dos primeiros passos rumo à independência da família. Desde cedo, o jovem se depara com uma série de desafios, a começar pela preparação e ingresso em vestibulares e processos seletivos. Depois, sua capacidade de adaptação é posta à prova: grande parte das vezes envolve sair de casa, ambientar-se em uma cidade distinta, conhecer pessoas novas, inserir-se e ampliar o círculo de amigos. Junto a isso, há um processo maior, que compreende adaptar-se à vida acadêmica e conciliar os estudos com a vida pessoal. O conjunto de ações que antecedem e acompanham a nova rotina pode acarretar problemas físicos e/ou psicológicos até então inexistentes ou, ainda, piorar a situação daquelas pessoas que já possuem algum transtorno. O problema é visível, mas de onde ele vem? Por que os alunos estão adoecendo no ensino superior? O que faz com que a universidade seja, por vezes, apontada como culpada? Seriam os professores os “vilões” da história? O debate nas redes Nos últimos anos, o compartilhamento de relatos e experiências pessoais nas redes sociais foi um importante mecanismo para o assunto ganhar mais visibilidade. Frente a isso, estudantes de diversas universidades no país protagonizaram movimentos com o intuito de debater temas pertinentes à saúde mental do estudante e questionar as lógicas produtivistas do universo acadêmico. Em 2017, uma série de tentativas de suicídio entre alunos do quarto ano de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) chamou a atenção da mídia, e a expressão #EstamosJuntos mobilizou estudantes e professores de uma das melhores faculdades do país. Ainda, na mesma instituição, outro exemplo foi a campanha #NãoÉNormal, criada por alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e que possui mais de 30 mil curtidas na página do Facebook. A hashtag é seguida de frases como: "esperar entrar de férias para poder cuidar da saúde” e “ficar fazendo trabalho durante os feriados sem poder voltar para casa e rever a família". Paralelo a isso, o texto Eu não sou um mau aluno, de autoria desconhecida, viralizou nas redes sociais. A escrita faz menção a episódios da vida acadêmica: noites mal dormidas, notas baixas, afastamento dos amigos e da família. Muitos estudantes se identificaram com a narrativa e, apesar de questionarem a rotina exaustante, culpabilizavam-se: teriam se tornado maus alunos diante de uma série de fatores estruturais. A cientista social e antropóloga Rosana Pinheiro-Machado, atualmente professora titular visitante da UFSM no Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais, tem pesquisas relacionadas ao tema. No texto Depressão e sofrimento na pós-graduação: frescura catártica ou saúde pública?, publicado em abril de 2018, ela defende que “ainda há uma carência do tema no debate público”, pois é custoso para as pessoas admitirem falhas individuais. Apesar de a vida acadêmica ser permeada por momentos de escrita e produção – ações que, naturalmente, podem gerar ansiedade e agitação mental –, o fenômeno hoje atinge proporções inéditas. Portanto, deve ser encarado por uma rede ampla de profissionais que atuam no ensino superior. O entusiasmo desgastado Para além dos muros e das salas de aula das universidades, a rotina acadêmica é, muitas vezes, romantizada e idealizada. O estudante de Medicina da UFSM Geferson Pelegrini conta que, no período que antecede a faculdade, já é “natural” que aconteça a privação de elementos importantes da vida social para alcançar o objetivo tão sonhado. “Acredito que idealizamos os cursos que almejamos – foi assim comigo a respeito da Medicina – e quando estamos na universidade nos deparamos com um ambiente, na maioria do tempo, hostil, que nos padroniza e nos cobra sem pensar em nossa individualidade e em nossas necessidades”, relata o estudante. Na graduação, Geferson cursou a disciplina de Saúde do Estudante de Medicina e do Médico, que, contraditoriamente, fora ofertada ao meio-dia, no horário que tecnicamente deveria ser destinado ao almoço. Nesse sentido, o artigo Precisamos falar de vaidade na vida acadêmica, também escrito pela professora Rosana Pinheiro-Machado e publicado em 2016 pela revista CartaCapital, virou uma espécie de manifesto. A escrita problematiza o adoecimento das pessoas que passam pelo sistema acadêmico, devido às lógicas de produtividade e competitividade. “A formação de um acadêmico passa por uma verdadeira batalha interna em que ele precisa ser um gênio. As consequências dessa postura podem ser trágicas, desdobrando-se em dois possíveis cenários igualmente predadores: a destruição do colega e a destruição de si próprio”, descreve a pesquisadora. “O que você faz da meia-noite às seis?” A maior parte das reclamações vem do tempo, ou da falta dele. A acadêmica de Arquitetura da UFSM Isabela Moreira Braga relata que, já no primeiro semestre do curso, chegou a passar mais de cinquenta horas acordada para dar conta de um trabalho da faculdade. Isabela também teve a autoestima fortemente agredida, pois diante de todas as demandas tinha impressão de que nunca poderia ser uma boa aluna e futura profissional do ramo. Os agravamentos também tiveram impactos físicos: como evitava “gastar” o tempo com outras coisas que não fossem trabalhos da faculdade, acabou emagrecendo, e as longas horas que dedicava sobre as maquetes resultaram em problemas na coluna e nos músculos. “Houve dias, não muito raros, em que a dor se agravava e dificultava o desenvolvimento de um projeto e até mesmo o meu descanso”, conta a estudante, que teve de se submeter a tratamento psicológico e sessões de fisioterapia. Os prazos são curtos e quando não consegue finalizar uma tarefa, é provável que o aluno seja questionado pelo professor em tom de brincadeira: “O que você faz da meia-noite às seis?”. O acadêmico do curso de Arquitetura Jeison de Paula afirma já ter ouvido a frase diversas vezes, e a sua resposta é sempre a mesma: “Trabalho”. Para se manter na universidade, desde os primeiros semestres, buscou aliar o estudo ao trabalho e, por conta das demandas, acabou reprovando em uma disciplina. Na UFSM, essa discussão foi pauta de uma palestra em 2017. A iniciativa foi idealizada por estudantes de diferentes áreas que compunham a Liga Comum Unidade, que tem por objetivo abrir espaços de estudo e reflexão da atuação dos sistemas de saúde. No evento em questão, a psiquiatra e coordenadora do Espaço Nise da Silveira & AFAB Martha Noal avaliou o problema como consequência do modo como o ser humano opera em sociedade: “Nós é que normalizamos as coisas que não deveriam ser normais. Não é normal as pessoas não dormirem à noite para conseguirem dar conta das suas demandas do dia”. A ordem vem de cima Ao passo que os alunos encontram dificuldades para gerenciar o tempo para a resolução das tarefas, os professores têm a responsabilidade de fazer as ofertas. Para a professora do Departamento de Saúde Coletiva da UFSM Liane Righi, o problema reside no fato de as ofertas não estarem articuladas: “Não é ilegítimo que o professor exija da turma conteúdos que acrescentem para a qualidade da universidade. No entanto, se a pessoa faz 12 disciplinas, ela terá 12 fardos. São 12 professores achando que o conteúdo é exclusivo, tentando se legitimar”. Na visão de Liane, a estrutura departamental da universidade contribui para isolar as pessoas nas suas especialidades, fragmenta o trabalho docente, o aprendizado e as ofertas. Com isso, os acadêmicos também não aproveitam as demais oportunidades que a universidade oferece: oficinas, espaços de lazer, biblioteca e acesso à cultura. Segundo Martha Noal, um dos fatores causais é também a falta de preparação dos profissionais na área educativa. “No Centro de Educação, os profissionais das licenciaturas têm formações pedagógicas. Nas outras áreas isso é mais complicado: os professores aprendem a ser jornalistas e médicos, mas não aprendem, de fato, a serem professores”, problematiza a pesquisadora. Outros agravantes No entanto, as situações que podem gerar problemas psicológicos nem sempre surgem da relações entre alunos e professores. É comum encontrar casos em que estudantes são afastados de determinados grupos ou se sentem acuados por não se enquadrarem em certos “padrões” da turma. Além disso, a busca incessante por ter as melhores notas pode dificultar o relacionamento e acirrar a competitividade entre os colegas. Martha Noal afirma que é preciso acabar com a ideia de seleção natural. “Acreditamos que o bom aluno será um bom profissional, e não necessariamente vai ser assim”, reforça a psiquiatra. Ademais, as tensões no ambiente acadêmico podem ser motivadas por algum tipo de discriminação ou preconceito. A cientista social Rosana Pinheiro-Machado traz um dado interessante: enquanto a segmentação por gênero atinge homens cis em 31% e mulheres cis em 41%, na população transgênero o percentual sobe para 57% na academia. A pesquisadora salienta que, além do gênero, as vítimas da opressão têm sotaque e classe social. Neste universo, entram também questões raciais. Em 2017, Elisandro Ferreira, acadêmico do Direito da UFSM, passou por uma situação que nunca havia imaginado que passaria no universo acadêmico: foi julgado pela cor da sua pele. Ao chegar na sala do Diretório Acadêmico do Direito, viu o seu nome e o de uma colega escritos na parede, ao lado de manifestações de cunho racista. Naquele momento, sentiu-se extremamente impotente e, nos dias que seguiram, passou a desconfiar de todos aqueles que o cercavam. A saúde mental de Elisandro foi fortemente abalada e ele chegou a pensar em desistir do curso. Com o apoio emocional de amigos e familiares, permaneceu, e hoje milita ativamente pelo movimento Racismo, Basta! Para lidar de maneira mais saudável com as tensões do ambiente universitário, a professora Liane Righi orienta que os alunos passem a destacar prioridades, dentro de suas próprias limitações: “Destacar também é dizer: nesta disciplina, nesta área, eu não serei o melhor, isso me interessa menos”. Mas a deterioração da qualidade de vida pode se manifestar de maneiras distintas em cada indivíduo. No senso comum, existe também a ideia de colocar o suicídio como o único “extremo”. No entanto, casos graves de surtos etambém podem ser considerados como “extremos”. Um aumento significativo no sentimento de tristeza, apatia e reflexos em sintomas físicos – falta de vontade de se alimentar ou vontade de comer demais; dormir demais ou ter insônia – podem indicar problemas. Mesmo que não saiba explicar bem o motivo, basta que o estudante não se sinta bem para que busque ajuda. Esse é também o conselho de Luísa Greff, a doutoranda que abre esta reportagem. Ela, que ao longo de boa parte do tempo acadêmico, teve acompanhamento psicológico, alerta: “A gente quer fugir de dentro da nossa cabeça. E não dá. Não adianta viajar, o problema vai na bagagem. Não adianta beber o fim de semana inteiro, pois na segunda-feira o problema está lá. Como na música de Chico Buarque, ‘inútil dormir que a dor não passa’”. Reportagem: Tainara Liesenfeld  Diagramação e Lettering: Juliana Krupahtz Ilustração: Deirdre Holanda]]>