UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Fri, 13 Mar 2026 17:14:34 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/editais/025-2026 Tue, 10 Mar 2026 15:44:01 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?post_type=editais&p=4282 O Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas (NEABI), vinculado ao Observatório de Direitos Humanos, por meio da Coordenadoria de Cidadania e da Pró-Reitoria de Extensão, tornam pública a abertura de inscrições de bolsistas, acadêmicas/os a partir do 7º semestre de Graduação e ou Pós-Graduação em Comunicação, matriculadas/os na Universidade Federal de Santa Maria, para atuarem no período de quatro meses na edição dos vídeos e materiais já gravados para o desenvolvimento de registro de memórias e difusão de conhecimento de notório saber; criar e postar conteúdos nas redes sociais sobre o projeto; produzir releases e/ou textos de difusão das atividades do projeto.

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O Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas (NEABI), vinculado ao Observatório de Direitos Humanos, por meio da Coordenadoria de Cidadania e da Pró-Reitoria de Extensão, tornam pública a abertura de inscrições de bolsistas, acadêmicas/os a partir do 7º semestre de Graduação e ou Pós-Graduação em Comunicação, matriculadas/os na Universidade Federal de Santa Maria, para atuarem no período de quatro meses na edição dos vídeos e materiais já gravados para o desenvolvimento de registro de memórias e difusão de conhecimento de notório saber; criar e postar conteúdos nas redes sociais sobre o projeto; produzir releases e/ou textos de difusão das atividades do projeto.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/03/03/ufsm-promove-viva-o-campus-especial-dia-das-mulheres-8 Tue, 03 Mar 2026 22:07:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=15064

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Coordenadoria de Cultura e Arte e do Observatório de Direitos Humanos, ambos ligados à Pró-Reitoria de Extensão (PRE), promove, neste domingo, 8 de Março, o Viva o 55BET Pro Especial Dia das Mulheres. O evento faz parte da programação que será realizada ao longo do mês de março, pensada nesse tema tão relevante, principalmente, nos dias de hoje. As atividades são abertas a toda a comunidade e acontecem das 15h às 19h.

Essa edição contará com a presença dos parceiros do Viva o 55BET Pro: a Polifeira do Agricultor; o Jardim Botânico, a Mostra Morfo; o Projeto Arte Além do Ofício; o Acervo Artístico e uma programação especial e repleta de atividades em parceria com a Casa Verônica da UFSM, juntamente com o Coletivo Editorial Taú, Programa de Extensão em Gênero, Interseccionalidade e Direitos Humanos (GIDH/UFSM), DTG Noel Guarany 13ª Região, Liga Acadêmica de Saúde da Mulher (LIASM) e Incubadora Social. Serão oferecidas oficinas como defesa pessoal, leitura, esportes campeiros para mulheres, oficina e campeonato de truco gaudério, Tertafe (Tejo, Tava, Argola e ferradura), oficina de assoalho pélvico e exercícios para gestantes, além da presença da Feira Incubadora Social Mulheres Empreendedoras. 

O Viva promete atrações artísticas diversificadas, passando pelo rock, música gaúcha, música brasileira e música eletrônica, tudo por conta das apresentações de mulheres potentes nas vozes e talentos da AG Rock, DTG Noel Guarany 13ª Região, Luiza Morais e Zara Steinbrenner.

Viva o 55BET Pro 

O Viva o 55BET Pro busca incentivar a participação cultural e artística da comunidade, promovendo a conscientização e o cuidado com o Meio Ambiente ao trazer a sociedade para o campus da Instituição. Realizado desde 2014, a ação tem ganhado espaço na agenda de Santa Maria, ressaltando as habilidades e as experiências movimentadas pela UFSM nas diversas áreas de atuação institucional. 

PROGRAMAÇÃO 

PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA

  • 15h às 19h - Largo do Planetário 
  • 15h30 - AG Rock 
  • 16h30 - DTG Noel Guarany e 13ª Região Tradicionalista - Mirella Sydol, na gaita e Clara Pivetta, solista vocal 
  • 17h - Luiza Morais - Música Brasileira 
  • 18h - Zara Steinbrenner: Set de música House, Groove Disco, Música Eletrônica

PARCEIROS FIXOS 

  • POLIFEIRA DO AGRICULTOR 
  • 15h às 19h 
  • Largo do Planetário 
  • JARDIM BOTÂNICO 
  • 15h às 19h 
  • 16h Recepção e visita livre 
  • 17h yoga ao ar livre: Equilíbrio e gravidade: corpo em alinhamento 
  • 18h30 Palestra: mulheres pioneiras na Astronomia 
  • 19h oficina de observação de constelações e meditação guiada 
  • ACERVO ARTÍSTICO 
  • 15h às 19h 
  • Exposição Não Estou Lá, de Victor Hugo Cecatto 
  • Arte Rupestre na Caverna Espaço Imersivo 
  • 17h - Oficina Textil - Tramas Femininas (inscrições prévias via formulário)
  • PROJETO ARTE ALÉM DO OFÍCIO 
  • 15h às 19h 
  • Largo do Planetário 
  • MOSTRA MORFO 
  • 15h às 19h 
  • Prédio 19

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL CASA VERÔNICA

Casa Verônica 

  • 17h — Conversa sobre o serviço
  •  17h — Oficina de defesa pessoal (Bosque em frente ao planetário)

Coletivo Editorial Taú 

  •  16h–17h — Oficina de leitura: "O Monstro não mora aqui (Ele escreve)" — Leitura crítica de contos de horror contemporâneos e técnicas de Escrita Criativa (Bosque próximo à pracinha) 

GIDH — Mariana Selister 

  • 17h–18h — Oficina de leitura: "Roda de Histórias: Mulheres Inspiradoras, de Bertha Lutz a você" (Bosque próximo à pracinha) 

DTG Noel Guarany (13ª Região) 

  • 16h–18h — Oficinas de esportes campeiros para mulheres 
  • A partir das 16h — Oficina e campeonato de Truco Gaudério, Peteca e Vaca Parada 
  • A partir das 17h — Oficina de Tetarfe (Tejo, Tava, Argola e Ferradura)

LIASM 

  • 15h — Oficina para assoalho pélvico (Bosque em frente ao planetário)
  • 16h — Oficina de exercícios para gestantes (Bosque em frente ao planetário) 

Feira Incubadora Social 

  • Mulheres empreendedoras
Post do evento - @extensaoufsm

Texto: Coordenadoria de Cultura e Arte/Pró-Reitoria de Extensão

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/02/24/curso-de-extensao-em-lingua-veneta-abre-inscricoes-na-ufsm Tue, 24 Feb 2026 16:02:58 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72034

Estão abertas as inscrições para o Curso de Extensão em Língua Vêneta, promovido pelo Projeto de Extensão “História, Língua e Cultura de Imigração Italiana na Quarta Colônia”, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica do CTISM (PPGEPT), a Academia de ła Łengua Veneta e o Projeto Nightwind.

O curso é voltado a estudantes e servidores da UFSM, além de membros da comunidade externa, e disponibiliza 20 vagas. A carga horária total será de 45 horas, sendo 15 horas na modalidade a distância (EaD). As aulas presenciais ocorrerão no Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM), no campus da UFSM, sempre às quartas-feiras, das 13h30 às 15h30, com início em 4 de março.

As inscrições podem ser realizadas até 2 de março, por meio de formulário eletrônico. A seleção será feita por ordem de inscrição.

A lista de selecionados e suplentes será divulgada no dia 3 de março, na página do CTISM, e também enviada aos e-mails informados no momento da inscrição.

Mais informações podem ser solicitadas pelo e-mail quartacolonia@ctism.55bet-pro.com.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/24/confira-a-programacao-da-edicao-do-viva-o-campus-de-volta-as-aulas-que-acontece-nesse-domingo-01 Tue, 24 Feb 2026 11:34:51 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14986 A Universidade Federal de Santa Maria, por meio da Pró-Reitoria de Extensão UFSM, através da Coordenadoria de Cultura e Arte, promove, neste domingo, 01 de Março, o Viva o 55BET Pro Volta às Aulas. O evento é o primeiro de 2026 e vai recepcionar os alunos para o início do ano letivo. As atividades são abertas a toda comunidade e acontecem das 16h às 20h.

Essa edição contará com a presença dos parceiros do Viva o 55BET Pro: a Polifeira do Agricultor; o Jardim Botânico, Mostra Morfo; Projeto Arte Além do Ofício; Projeto Hangar Aero Espacial e teremos a presença da Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD), da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE); da Pró-Inova; da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação (PRPGP), além do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e da Associação de Pós Graduandos da UFSM (APG), oferecendo ações para o público e muitas informações.

 

A atração artística do Viva vai ficar por conta da apresentação do VouC E-Culture Free @ UFSM, com a performance dos DJs Callil, Sound Of Versailles, Victor Emannuel e Cah Pinheiro, tocando diferentes vertentes da música eletrônica, como: Indie Dance, House Music, trazendo um clima de sunset ao evento.

O Viva o 55BET Pro busca incentivar a participação cultural e artística da comunidade, promovendo a conscientização e o cuidado com o Meio Ambiente ao trazer a sociedade para o campus da Instituição. Realizado desde 2014, a ação tem ganhado espaço na agenda de Santa Maria, ressaltando as habilidades e as experiências movimentadas pela UFSM nas diversas áreas de atuação institucional.

PROGRAMAÇÃO:


ATIVIDADE ARTÍSTICA:

  • 18h às 19h30
  • Largo do Planetário
  • VouC E-Culture Free @ UFSM
  • Performance com Callil DJ, Sound Of Versailles DJ, Victor Emannuel DJ e Cah Pinheiro DJ, tocando diferentes vertentes da música eletrônica

PARCEIROS FIXOS:

  • POLIFEIRA DO AGRICULTOR
    16h às 20h
    Largo do Planetário
  • JARDIM BOTÂNICO

16h às 20h

Visita livre ao telhado verde

Visita livre ao jardim sensorial

Exposição de animais taxidermizados

17h Trilha guiada

  • PROJETO HANGAR AEROESPACIAL
    16h às 20h
    Simulador de voo e Apresentações gerais
  • PROJETO ARTE ALÉM DO OFÍCIO
    16h às 20h
    Largo do Planetário
  • MOSTRA MORFO
    16h às 20h
    Prédio 19

PARCERIAS:

  • Pró-Reitoria de Graduação
  • Pró-Reitoria Pesquisa e Pós Graduação
  • Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis
  • Diretório Central dos Estudantes - DCE
    Associação de Pós
  • Graduandos da UFSM - APG
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4 (1)
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/20/seminario-de-integracao-da-pro-reitoria-de-extensao Fri, 20 Feb 2026 16:54:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14948

Com o objetivo de promover o reconhecimento interno, fortalecer a integração entre equipes e alinhar as ações institucionais, no dia 12 de fevereiro a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizou o Seminário de Integração da PRE. O encontro reuniu cerca de 40 servidores das diferentes coordenadorias e marcou o início da nova gestão.

A Pró-Reitora de Extensão Adjunta, Angela Righi, explica que a iniciativa surgiu da necessidade de aproximar as equipes após a mudança de gestão e do crescimento significativo da estrutura nos últimos anos. “Às vezes as pessoas se conhecem, mas não se reconhecem no que fazem, nas atividades que desenvolvem. Então pensamos esse momento para que todos possam se ver, entender o papel de cada setor e enxergar a pró-reitoria como um todo”, destaca.

A programação do primeiro semestre prevê dois momentos centrais: o Seminário de Integração, realizado agora no início das atividades; e um Seminário de Planejamento, já agendado para abril. 

Na primeira etapa, cada uma das quatro coordenadorias apresentou sua equipe, suas atribuições e as ações desenvolvidas, sempre articuladas à Política de Extensão e às responsabilidades institucionais da pró-reitoria. A proposta foi oferecer uma visão macro da extensão universitária, permitindo que os servidores compreendessem como os setores organizam suas ações, quem são os responsáveis por cada atividade e como se dá o fluxo de trabalho. “Todas as nossas ações são pensadas para atender às atribuições previstas na política de extensão. Ao trazer isso para o grande grupo, conseguimos visualizar melhor como cada coordenadoria contribui para o funcionamento da PRE”, reforça Angela.

Para a Pró-Reitora de Extensão, Milena Carvalho, encontros como esse têm uma natureza muito específica dentro da rotina administrativa da Universidade. “Na extensão, o nosso propósito é comum: a relação com a sociedade, a promoção de transformações sociais e a formação humana dos estudantes. Mas somos uma pró-reitoria espalhada geograficamente e com coordenadorias que têm naturezas distintas, como desenvolvimento regional, cultura e arte e cidadania. Muitas vezes o grupo não se encontra no cotidiano”, explica.

Milena destaca que, além da dispersão física — com equipes atuando em diferentes espaços, como o Planetário, o Centro de Convenções, a Antiga Reitoria e Silveira Martins —, há também a diversidade de públicos e projetos, o que torna ainda mais necessário um momento coletivo de alinhamento. “Quando nos enxergamos, conseguimos identificar possibilidades de complementaridade, apoio mútuo e até reconhecer desafios comuns. Isso fortalece o sentimento de integração, que é o principal propósito”, afirma.

Abertura do seminário

Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão

A equipe da Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão (CAFE) apresentou sua estrutura e suas principais frentes de atuação, evidenciando o papel estratégico que desempenha no fortalecimento das ações extensionistas da instituição.

A coordenadoria é responsável por gerir recursos destinados a editais e programas institucionais. Também atua no acompanhamento da curricularização da extensão, processo obrigatório desde 2018, que determina a inserção de, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação em atividades extensionistas. Desse modo, passou a acompanhar de forma mais sistemática como essas horas estão sendo implementadas nos currículos, seja por meio de disciplinas obrigatórias, disciplinas optativas ou ações de extensão vinculadas aos cursos.

A equipe também foi responsável pela organização do Fórum de Extensão, que, no último ano, realizou quatro edições, reunindo aproximadamente 300 participantes apenas no 55BET Pro Sede. Os encontros promovem a troca de experiências entre coordenadores de projetos, estudantes e representantes das comunidades atendidas, evidenciando os impactos sociais das ações desenvolvidas.

Coordenadoria de Cultura e Arte

A Coordenadoria de Cultura e Arte (CCA) atua de forma transversal, articulando cultura, educação, direitos humanos, inclusão social e ações afirmativas. “Não existe atividade cultural que não esteja inserida na natureza extensionista”, reforçou Raquel Guerra, coordenadora da CCA.

Centro de Convenções e Viva o 55BET Pro

Entre os principais espaços culturais está o Centro de Convenções da UFSM, considerado um dos maiores teatros do interior do Rio Grande do Sul. O espaço é frequentemente associado diretamente à coordenadoria, já que é o principal palco das ações culturais promovidas pela Universidade.

A programação do Centro é definida por um comitê gestor que reúne representantes de diferentes setores institucionais. As atividades são organizadas por meio do portal de agendamentos e de editais específicos, inclusive para locações externas, com recursos gerenciados pela fundação de apoio da Universidade. Parte desses recursos é destinada à manutenção do teatro, que exige constante investimento técnico e estrutural.

Outro destaque é o projeto Viva o 55BET Pro, criado em 2014. A iniciativa consolidou o 55BET Pro Sede da UFSM como um dos principais espaços culturais da cidade de Santa Maria. Desde 2017, o projeto registra média anual de público que gira em torno de 100 mil pessoas, mesmo considerando períodos de pandemia, reformas e adversidades climáticas. Somente em 2025, já foram realizadas sete edições, reunindo mais de 100 mil participantes e oferecendo cerca de 149 atividades.

Divisão de Museus e espaços de memória

O Museu Gama D’Eça, fundado em 1913, é um dos mais antigos do estado e possui acervo reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Desde 2023, o espaço já recebeu mais de 40 mil visitantes, número expressivo mesmo diante de desafios estruturais. O museu, que atualmente está fechado em razão de uma obra, desenvolve exposições temáticas, atividades educativas e um intenso trabalho de catalogação e preservação do acervo.

O Laboratório de Arqueologia atua com pesquisa, preservação e democratização do acesso ao patrimônio arqueológico, promovendo exposições, visitas mediadas, oficinas e publicações educativas.

Planetário e popularização da ciência

O Planetário da UFSM, que completa 55 anos em 2026, atende cerca de 20 mil visitantes por ano. Além das sessões presenciais de cúpula, realiza transmissões virtuais para escolas de diferentes estados brasileiros. O espaço conta com exposições permanentes, atividades de observação astronômica, oficinas e participação em eventos como o Descubra UFSM.

Entre as exposições recentes, destacam-se iniciativas voltadas à valorização da ciência e da presença feminina na produção científica, em diálogo com instituições parceiras como o Planetário do Rio de Janeiro.

Coordenadoria de Desenvolvimento Regional

A Coordenadoria de Desenvolvimento Regional (CODER), consolida-se como um dos principais braços institucionais na promoção do desenvolvimento territorial sustentável no Centro e Oeste do Rio Grande do Sul. Com foco na articulação de atores locais, no apoio a políticas públicas e na valorização do patrimônio natural e cultural, a coordenadoria atua diretamente nos territórios dos geoparques e em municípios parceiros.

Atuação nos geoparques

A principal ferramenta de trabalho da CODER é a atuação territorial estruturada, especialmente nos territórios dos seguintes geoparques mundiais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO): o Geoparque Quarta Colônia e o Geoparque Caçapava. O Brasil possui atualmente seis geoparques reconhecidos pela UNESCO, sendo três no Rio Grande do Sul.

Esses territórios são reconhecidos por revelar a memória geológica da Terra e estruturam suas ações em três pilares: educação, geoturismo e desenvolvimento sustentável. A CODER atua no acompanhamento dos processos de certificação e revalidação junto à UNESCO, oferecendo suporte técnico, científico e extensionista para que os territórios atendam aos critérios internacionais.

O trabalho envolve viagens constantes, reuniões com prefeituras, secretarias de educação, gestores municipais e comitês gestores dos geoparques.

Expansão e novos espaços

Em Silveira Martins, a CODER também coordena o Espaço Multidisciplinar Silveira Martins. O local abriga feiras de ciência, eventos culturais, seminários e ações interdisciplinares em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. A proposta é ampliar a ocupação do espaço pela comunidade acadêmica e regional, promovendo pertencimento e integração.

Desenvolvimento que nasce da articulação

A CODER reforça o papel da extensão universitária como instrumento de desenvolvimento regional. A estratégia está baseada na escuta das comunidades, no direcionamento de editais a demandas específicas e na construção coletiva de soluções.

Ao articular universidade, poder público e sociedade civil, a coordenadoria contribui para que os territórios avancem não apenas na certificação internacional, mas na consolidação de redes sustentáveis de educação, cultura, turismo e geração de oportunidades.

Coordenadoria de Cidadania 

A Coordenadoria de Cidadania (COCID), consolida-se como um dos principais eixos de atuação social da instituição. Com projetos voltados à população em situação de vulnerabilidade, a COCID desenvolve suas ações em diferentes espaços estratégicos

A COCID articula políticas de direitos humanos, igualdade de gênero, relações étnico-raciais e inovação social sob uma mesma perspectiva: promover dignidade, acesso e permanência.

Ao integrar acolhimento institucional, formação crítica, geração de renda e fortalecimento comunitário, a coordenadoria reafirma o papel da extensão universitária como instrumento de transformação social, ampliando o alcance da UFSM para além dos muros do campus.

Observatório de Direitos Humanos

O Observatório de Direitos Humanos (ODH) coordena cerca de 60 projetos organizados em Grupos de Trabalho, que atuam em áreas como estudos afro-brasileiros e indígenas, segurança alimentar e nutricional, deficiência e acessibilidade e extensão prisional.

Entre suas atribuições, estão:

  • promover diálogo com a comunidade sobre direitos humanos;
  • articular acordos com instituições escolares e sociais;
  • fomentar editais e eventos voltados à temática.

O ODH também atua na consolidação de parcerias com organizações comunitárias da região, buscando fortalecer projetos territoriais e responder a demandas sociais concretas.

Casa Verônica

Criada a partir da Política de Igualdade de Gênero aprovada em 2021, a Casa Verônica é um espaço de acolhimento, orientação e articulação institucional para promoção da igualdade de gênero e enfrentamento às violências. O nome homenageia Verônica Oliveira, mulher trans e ativista social de Santa Maria, assassinada em 2019, reconhecida pelo trabalho comunitário que realizava.

O serviço oferece:

  • atendimento psicológico e jurídico (via profissionais contratadas com recursos de emenda parlamentar);
  • orientação social para estudantes, servidores e terceirizados;
  • ações educativas e grupos temáticos;
  • capacitações para docentes e servidores;
  • articulação com rede municipal de enfrentamento à violência (Juizado da Violência Doméstica, Ministério Público e serviços de assistência).

Além do acolhimento individual, a Casa Verônica desenvolve ações de formação e campanhas institucionais, como atividades alusivas ao Dia Internacional das Mulheres e capacitações sobre prevenção ao assédio.

Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) atua na promoção das relações étnico-raciais dentro e fora da Universidade. Estruturado como programa de extensão, o núcleo articula ações com movimentos sociais, escolas e instituições públicas.

Entre as iniciativas desenvolvidas estão:

  • cursos de geração de renda em comunidades e no sistema prisional;
  • projetos de inclusão digital em parceria com universidades de outros estados;
  • Novembro Negro, com programação cultural e acadêmica;
  • concurso literário com escolas da rede pública;
  • formação sobre cultura indígena e afro-brasileira nas escolas;
  • realização do Congresso Brasileiro de Pesquisadores(as) Negros(as).

Um avanço recente foi a aprovação da resolução dos Notórios Saberes, permitindo que mestres e mestras de saberes tradicionais possam atuar como docentes convidados, reconhecendo epistemologias historicamente invisibilizadas no ambiente acadêmico.

O NEABI também atua no acolhimento e permanência de estudantes negros e indígenas, oferecendo suporte acadêmico e institucional.

Incubadora Social

A Incubadora Social da UFSM é considerada a primeira incubadora pública de inovação social vinculada a uma universidade federal no Brasil. Seu objetivo é gerar trabalho, renda e impacto social por meio do fortalecimento de empreendimentos comunitários. Sua atuação é estruturada em três frentes: compartilhamento, mercado e conexão. 

Atualmente, a incubadora acompanha 12 empreendimentos incubados e prepara nova chamada pública para ampliação do número de projetos atendidos. O trabalho é realizado com apoio de bolsistas de graduação e pós-graduação. Os empreendimentos apoiados atuam em áreas como economia circular, negócios de impacto, geração de renda e sustentabilidade.

O chefe da Incubadora Social, Lucas Avila, destaca o papel dela como espaço estratégico de articulação com o ecossistema de inovação e impacto social de Santa Maria. “É vital estarmos aqui para que esse conjunto de ações possa se integrar e ganhar ainda mais força”, pontua.

Integração e confraternização 

A segunda parte do seminário foi dedicada a uma dinâmica de integração entre as coordenadorias. Após um momento de confraternização, os participantes foram organizados em grupos mistos, reunindo servidores de diferentes setores. A atividade propôs o mapeamento de inter-relações e possibilidades de cooperação, incentivando a reflexão sobre como uma coordenadoria pode apoiar a outra, seja no planejamento, na execução ou no suporte operacional das ações.

Para a coordenadora da CCA, Raquel Guerra, o momento tem sido produtivo e estratégico. “Acho que está sendo um momento em que estamos podendo nos conhecer melhor, entender como cada setor trabalha. É muito importante ver o trabalho que os colegas realizam, se identificar com ele e pensar possíveis parcerias com outras coordenadorias”, destaca. Segundo ela, o seminário cumpre seu propósito de promover integração entre as equipes.

A articulação entre áreas também é apontada como fundamental pelo chefe da Incubadora Social, Lucas Avila. Para ele, o encontro é essencial para o processo de gestão universitária, especialmente no campo da extensão. “Estamos falando de várias coordenadorias e inúmeros projetos sendo desenvolvidos. Esse é o espaço em que as equipes podem conhecer o trabalho umas das outras, verificar como é possível criar conexões e fortalecer a sinergia entre as ações”, afirma.

Avila ressalta que o seminário também evidencia o crescimento da extensão na Universidade. “A cada ano e a cada semestre, a extensão vem se desenvolvendo e ampliando suas conexões com a sociedade, com organizações e com os cursos. A pós-graduação, por exemplo, hoje precisa estar conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), da Agenda 2030”, explica, referindo-se à Organização das Nações Unidas (ONU) e aos compromissos globais assumidos pelas instituições de ensino.

O seminário ocorre em um momento de projeção para 2026, ano que será marcado por transição de gestão na Universidade e por novos desafios institucionais e sociais. “Será um ano de mudanças, com eleições e grandes eventos no cenário nacional. Precisamos estar preparados para aproveitar as oportunidades e fortalecer cada vez mais a extensão”, reforça Avila.

Texto: Laura Severo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) participou, nos dias 5 e 6 de fevereiro de 2025, do 1º Seminário Internacional “Universidades e Agricultura Familiar”, realizado na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia. O encontro reuniu cerca de 40 especialistas convidados do Brasil e do exterior, incluindo representantes da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai, México e Portugal, no âmbito da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

O evento foi organizado pela UFG em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e teve como foco a integração entre ensino, pesquisa e extensão universitária como estratégia para fortalecer a soberania e a segurança alimentar e nutricional. Com ênfase na América Latina, especialmente nos países do Mercosul, o seminário promoveu o mapeamento de ações acadêmicas voltadas à agricultura familiar, a sistematização de políticas públicas, a elaboração de recomendações técnicas para gestores e o fortalecimento de redes de cooperação internacional.

A abertura contou com a presença do Ministro Wellington Dias (MDS) e da Reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves. O painel inaugural, “Universidades, Agricultura Familiar e Políticas Públicas no Combate à Fome e à Pobreza”, foi mediado pelos professores da UFG Adriano Rodrigues de Oliveira e Fabiana Thomé da Cruz (Grupo de Trabalho (GT) Cooperação Acadêmica MDS), com participação de João Paulo de Faria Santos (GT Cooperação Acadêmica MDS), Charllote Bilo (Mecanismo de Suporte da Aliança Global), Pablo Rush (Grupo de Investigadores em Políticas Públicas para a Agricultura Familiar (GIPPAF) – Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (REAF) – Argentina) e Gabriel Isola (REAF – Uruguai).

 

Aliança Global e Cesta de Políticas

A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza constitui uma abordagem inovadora para acelerar a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 1 ( Erradicação da Pobreza) 2 (Fome Zero). A iniciativa busca manter impulso político contínuo, mobilizar recursos públicos e privados e apoiar políticas baseadas em evidências, priorizando países e populações em situação de vulnerabilidade.

No centro da Aliança está a Cesta de Políticas, considerada seu núcleo estruturante. Trata-se de um conjunto de instrumentos e programas que podem ser adotados integralmente ou adaptados por governos, contando com suporte técnico e financeiro dos membros da Aliança. Para integrar essa cesta, as iniciativas devem apresentar escopo claro, viabilidade de implementação governamental, base empírica consistente, foco prioritário em pessoas em situação de fome e pobreza e contribuição direta para os ODS 1 e 2.

 

Caminhada Internacional na Natureza: ATER, turismo rural e geração de renda

No Grupo de Trabalho 04 (Assistência Técnica e Extensão Rural Participativa), o professor Ezequiel Redin apresentou a experiência da Caminhada Internacional na Natureza, desenvolvida pela UFSM com apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), por meio do edital Território Imembuy – Geoparques, em colaboração com a Emater-RS/Ascar e as prefeituras municipais da Região Central do Rio Grande do Sul.

 

A iniciativa articula turismo rural, agricultura familiar e Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), promovendo geração de renda, fortalecimento dos sistemas alimentares locais e inclusão produtiva de agricultores familiares e comunidades quilombolas. A proposta foi debatida como exemplo de ação com potencial de política pública em escala ampliada, atendendo aos critérios da Cesta de Políticas.

 

Os resultados apresentados evidenciam impactos concretos: entre 2023 e 2025, foram realizadas mais de 18 caminhadas em 13 municípios da Região Central do RS, com 2.694 participantes efetivos e 155 expositores locais. No período, a iniciativa gerou mais de 500 mil reais em movimentação econômica. Somente em 2025, foram 69 mil reais em vendas diretas, envolvendo cafés, almoços e feiras da agricultura familiar e quilombola. Ao todo, 917 pessoas participaram da organização dos eventos, integrando comunidade acadêmica, gestores públicos e comunidades rurais.

O projeto também alcançou reconhecimento institucional ao integrar, em 2026, uma questão do vestibular da UFSM, ampliando sua visibilidade acadêmica. A experiência está baseada em evidências científicas, com a produção de vários resumos, artigos e capítulos de livros publicados com a operacionalização do movimento do turismo rural na Região Central do RS.

Ao final do encontro, realizado no Auditório da Escola de Música, 55BET Pro Samambaia da UFG, a experiência da Caminhada foi citada e destacada na plenária de encerramento como referência de articulação entre universidade, extensão rural, poder público municipal e desenvolvimento territorial sustentável.

Em breve, a iniciativa deverá constar na plataforma oficial da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza:
http://globalallianceagainsthungerandpoverty.org/pt-br/

Turistas na Caminhada Internacional na Natureza – Raízes do Mirim em Toropi (RS), realizada em 30 de agosto de 2025
Café da manhã e representantes das comunidades quilombolas em Restinga Sêca durante o evento Caminhando com os Quilombolas: história e ancestralidade, realizado em 09 de agosto de 2025

Representação do Colégio Politécnico e articulação nacional

Representaram a UFSM, pela área de Extensão Rural do Colégio Politécnico, os professores Gustavo Pinto da Silva e Ezequiel Redin. O professor Gustavo apresentou a experiência de formação de extensionistas rurais por meio da disciplina Vivências em Fruticultura. Embora a proposta não tenha avançado como política de abrangência regional ou nacional, a participação reforçou a presença da UFSM em debates internacionais estratégicos sobre desenvolvimento social e rural sustentável.

Os docentes também participaram da defesa da inclusão da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária (PNATER) na Cesta de Políticas da Agenda Global, ampliando o diálogo entre experiências locais e diretrizes nacionais.

A participação no seminário reafirma o protagonismo da UFSM, da Emater-RS/Ascar e dos municípios parceiros na construção de soluções inovadoras voltadas ao combate à fome e à pobreza, alinhadas à agenda global dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Para mais informações, os interessados podem acessar as redes sociais do projeto @caminhadasufsm ou na comunidade de avisos do WhatsApp

Texto e fotos: PROGEATER

Revisão e edição: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM) e Gabriele Mendes, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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No ar desde 1981, o Radar Esportivo é um dos projetos de comunicação mais tradicionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Atualmente estruturado como Radar Esportivo em Multiplataforma, o projeto de extensão, vinculado aos cursos de Comunicação do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), tem como objetivo promover e dar visibilidade ao esporte local e regional, além de ampliar o espaço para modalidades que historicamente recebem menor atenção da mídia, como o esporte universitário.

Em 2026, o projeto integra a cobertura do Campeonato Gaúcho às suas atividades, realizando a transmissão dos jogos do Inter de Santa Maria na competição. A iniciativa ocorre em parceria com as Rádios UFSM e com o programa UniFM Esporte Clube, unindo ensino, extensão e prestação de serviço à comunidade por meio da comunicação esportiva. As transmissões do Gauchão marcam a retomada de uma experiência que não acontecia desde antes da pandemia, com a última cobertura realizada em 2019, ampliando novamente a presença da UFSM em grandes eventos esportivos do estado.

Integrantes do Radar Esportivo / Foto: Jessica Mocellin
Pedro na transmissão de São José x Inter-SM em Porto Alegre / Foto: Patrício de Freitas/Divulgação

Para o jornalista Pedro Pereira, egresso do projeto e do curso de Jornalismo da UFSM e, atualmente, produtor e apresentador do UniFM Esporte Clube, a experiência tem sido marcante tanto no âmbito profissional quanto pessoal. Segundo ele, “essa experiência está sendo gratificante e, de certa forma, inacreditável”, especialmente por ter escolhido permanecer em Santa Maria após a graduação. O jornalista destaca que muitos colegas optam por deixar a cidade em busca de oportunidades em centros maiores, mas que a decisão de ficar possibilitou vivenciar uma cobertura de alto nível. “Estou tendo essa oportunidade justamente por ter tomado essa decisão”, afirma.

Pedro também ressalta a dimensão institucional da cobertura, que leva o nome da UFSM para diferentes regiões do estado. “Nós estamos tendo a oportunidade de cobrir e levar o nome da UFSM estado afora. Fomos para Porto Alegre duas vezes e para Bagé; na segunda fase devemos conhecer outras cidades, ou até voltar para Porto Alegre”, relata. Para ele, essa vivência é especialmente significativa por envolver estudantes que estão no início da formação profissional, muitos deles ainda nos primeiros semestres do curso.

LABORATÓRIO DE FORMAÇÃO EM COMUNICAÇÃO

Com mais de quatro décadas de trajetória, o Radar Esportivo consolidou-se como um importante laboratório de prática profissional para estudantes da área da Comunicação. Atualmente, o projeto conta com 15 integrantes, sendo 11 estudantes do curso de Jornalismo, três de Relações Públicas e um de Produção Editorial, além da coordenação e orientação da professora Viviane Borelli.

Ao longo das atividades, os estudantes participam de todas as etapas do processo jornalístico, incluindo pauta, apuração, produção, redação, edição, locução e apresentação. Durante as transmissões do Gauchão, os alunos atuam como narradores, comentaristas, repórteres de campo, repórteres de torcida, plantonistas e técnicos, vivenciando na prática a rotina do jornalismo esportivo em multiplataforma.

Pedro Pereira destaca a relevância dessa experiência para a formação acadêmica dos estudantes. Ele observa que muitos profissionais formados anteriormente não tiveram acesso a esse tipo de vivência durante a graduação. “Eu e mais alguns colegas saímos competentes da faculdade sem ter essa experiência, mas vemos alunos do Radar entrando no terceiro semestre. Ou seja, eles estão tendo essa oportunidade já no primeiro ano de faculdade. Pensa o quão melhores e mais preparados eles vão estar ao fim da graduação”, avalia.

O jornalista também destaca o aprendizado técnico envolvido nas transmissões, ressaltando que cada função apresenta desafios específicos. “Aqui, na rádio, nós temos vários eventos, mas participar da transmissão de um jogo é muito diferente. Muitos alunos estão tendo essa oportunidade pela primeira vez agora. Nós fazemos comentários nos programas do Radar, mas fazer comentários, ao vivo, de uma partida é muito diferente”, comenta, citando o trabalho de narradores, comentaristas e repórteres ao vivo como uma experiência fundamental para o desenvolvimento profissional.

 

VIVÊNCIA EXTENSIONISTA E CRESCIMENTO COLETIVO

A estudante Marina Ferreira dos Santos, bolsista do projeto e aluna do sétimo semestre do curso de Jornalismo, também destaca o caráter formativo e coletivo da experiência. Para ela, a atuação do Radar Esportivo em parceria com a Casa de Comunicação, a Coordenadoria de Comunicação, a rádio UniFM 107.9 e o programa UniFM Esporte Clube representa um diferencial na formação acadêmica. Marina afirma que vê a experiência “como algo enriquecedor”, ressaltando que, apesar de o termo ser frequentemente usado como clichê, ele traduz com precisão o impacto do projeto.

Segundo a estudante, a vivência contribui não apenas para a formação profissional, mas também para o crescimento pessoal dos participantes. Ela ressalta que a participação em transmissões longas, com mais de 90 minutos de duração, oferece uma experiência que dificilmente seria possível fora do ambiente universitário. “É um completo diferencial ter participado de transmissões de pelo menos 90 minutos de jogo, que nós não teríamos em nenhum outro lugar e em nenhum outro momento que não fosse agora, enquanto estudantes”, destaca.

Marina na transmissão de Internacional x Inter-SM em Porto Alegre / Arquivo pessoal

Marina também enfatiza a importância de acompanhar todo o processo de construção das transmissões, desde as etapas iniciais até a realização final. Como bolsista, ela relata que acompanhar o desenvolvimento do projeto desde o início permite visualizar os resultados concretos do trabalho coletivo. “A gente consegue ver os colegas crescendo, a gente consegue ver a gente próprio crescendo, a gente consegue ver o fruto de todo o trabalho, de todas as discussões e reuniões e conversas que a gente teve para isso acontecer, que agora dá um fruto real”, afirma.

Gabriel na transmissão de Internacional x Inter-SM em Porto Alegre / Arquivo pessoal

O estudante Gabriel Ferraz, aluno do terceiro semestre do curso de Jornalismo da UFSM e narrador das partidas transmitidas pelo projeto, também destaca o impacto formativo da experiência no Radar Esportivo. Segundo ele, participar das transmissões do Campeonato Gaúcho tem sido algo inédito em sua trajetória acadêmica.

Para o estudante, a vivência prática proporcionada pelo projeto representa algo raro dentro da formação universitária. “É muito difícil nós termos uma real experiência de como é atuar no mercado de trabalho durante os quatro anos de formação”, destaca. Ele cita como exemplo uma das transmissões realizadas no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, quando teve contato direto com profissionais já conhecidos do jornalismo esportivo. “Eu sentei ao lado da equipe do Diário de Santa Maria e atrás de mim estava o pessoal da Rádio Gaúcha numa cabine, incluindo o Guerrinha. Enfim, profissionais consagrados que trabalham com isso constantemente”, relata.

Mesmo atuando com menos recursos técnicos em comparação com grandes emissoras, Gabriel afirma que a experiência é altamente motivadora. “Só a chance, a possibilidade de poder fazer uma transmissão melhor que a deles, mesmo com muito menos recursos, é algo que me motiva de uma maneira sem precedentes”, afirma. Ele compara as estruturas profissionais com a realidade do projeto e destaca o esforço coletivo envolvido. “Eles têm técnico de som e têm quatro, cinco, seis pessoas envolvidas só em uma função, nós não. No nosso caso, é todo mundo fazendo tudo por si; todo mundo fazendo um pouquinho para que no final o Radar Esportivo ganhe com isso”.

PROGRAMAS NO RÁDIO E ATUAÇÃO NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

Além da transmissão do Campeonato Gaúcho, o Radar Esportivo mantém uma programação semanal de dois programas fixos na grade da UniFM, produzida e apresentada por acadêmicos dos cursos de Comunicação. São eles: o Radar na Rodada, um programa de debates sobre o esporte local, nacional e mundial, exibido às quartas-feiras, às 14h; e o Radar Entrevista, veiculado às sextas-feiras, às 14h, que recebe convidados envolvidos com o esporte de Santa Maria e região.

O projeto também atua de forma intensa nas plataformas digitais, com produção de conteúdos jornalísticos para o Instagram. Entre os conteúdos produzidos, estão as coberturas realizadas nos stories, em tempo real, de eventos esportivos da cidade, como os jogos

Cobertura de jogo da UFSM Futsal na Série Ouro de 2025 / Arquivo pessoal

da UFSM Futsal na Série Ouro, partidas do Inter de Santa Maria, o Festival Paralímpico da UFSM, a Superliga de Futsal Pró de Santa Maria e os jogos do Santa Maria Soldiers, ampliando o alcance das informações esportivas junto à comunidade. 

EXTENSÃO, PESQUISA E IMPACTO SOCIAL

Ao longo de sua trajetória, o Radar Esportivo passou por diferentes transformações, acompanhando as mudanças nas práticas jornalísticas e nos modos de consumo de conteúdo esportivo. O projeto também se destaca pela articulação entre ensino, pesquisa e extensão, com participação frequente em eventos acadêmicos como a Jornada Acadêmica Integrada (JAI) e o Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), onde são apresentados relatos e pesquisas sobre as práticas desenvolvidas.

Por meio de parcerias com equipes, entidades esportivas e projetos da UFSM e região, o Radar Esportivo contribui para a visibilização de modalidades, atletas e iniciativas que muitas vezes não encontram espaço na mídia comercial. Dessa forma, o projeto reafirma seu compromisso com a formação acadêmica, a divulgação científica e o acesso da sociedade a uma informação esportiva de qualidade, plural e independente.

Equipe das oficinas da escola / Arquivo Pessoal

Em 2025, o projeto também passou a desenvolver ações educativas por meio da iniciativa Radar Esportivo Multiplataforma: Extensão nas Escolas, com a realização de oficinas para estudantes do ensino médio em uma escola de Camobi. As atividades ocorreram em duas visitas, com turmas do 1º ano do Ensino Médio Integral do Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso, em Santa Maria. A proposta combinou abordagens teóricas e práticas, voltadas à educação popular, ao protagonismo estudantil e à comunicação comunitária. Durante as oficinas, foram trabalhados conceitos sobre comunicação como direito e instrumento de cidadania, além de noções básicas de produção de conteúdo em áudio, incluindo estrutura de roteiro e técnicas de gravação utilizando o celular.

A retomada das transmissões de jogos do Inter-SM após o período de paralisação provocado pela pandemia é apontada como um marco importante para o projeto. Para Marina, voltar a realizar transmissões tanto pelo Radar Esportivo quanto pela UniFM representa um momento significativo de reconstrução e fortalecimento. Ela destaca o envolvimento coletivo e a expectativa de continuidade: “é muito legal ver que vai ter mais gente querendo entrar no Radar Esportivo e dar continuidade ao projeto da forma que ele tem que ser e que essa experiência é, para os estudantes, o mais autêntica e maximalista possível.”

Pedro Pereira reforça esse sentimento ao destacar o orgulho de representar a UFSM e o próprio Radar Esportivo em um evento de grande visibilidade. Ele afirma que é simbólico ver o projeto novamente presente ao lado de emissoras tradicionais da cidade. “É muito legal viver e ficar no gramado, estando ao lado da Rádio CDN e da Rádio Imembuí, tradicionais da cidade, e ali junto entre os microfones estar o laranja das Rádios UFSM”, comenta, ressaltando a importância histórica dessa presença.

EQUIPE DE COBERTURA DO GAUCHÃO

A cobertura do Campeonato Gaúcho 2026 realizada pelo projeto Radar Esportivo em conjunto com as Rádios da Universidade, envolve 15 estudantes dos cursos de Comunicação Social da UFSM, que atuam de forma integrada nas funções de narração, comentário, reportagem de campo, reportagem de torcida, plantão e técnica, além do apoio profissional do jornalista Pedro Pereira, do programa UNIFM Esporte Clube. A escala da primeira fase das coberturas contou com os seguintes integrantes e atribuições:

  • Andrya Lima Nielsen (Jornalismo) – Comentarista e repórter de campo;
  • Arthur Aires Dal Rosso (Relações Públicas) – Plantonista;
  • Clara Antonelo Basso (Jornalismo) – Comentarista e técnica;
  • Gabriel Martelet Ferraz (Jornalismo) – Narrador;
  • Gabriela Carvalho Bina (Relações Públicas) – Plantonista;
  • Gabriela dos Santos Alves (Jornalismo) – Comentarista, plantonista e técnica;
  • Gabriele Araujo Mendes (Jornalismo) – Comentarista e repórter de campo;
  • Isadora Juliatto Piovesan (Jornalismo) – Comentarista, plantonista e repórter de torcida;
  • Jaíne Kraetzig Cristofari (Jornalismo) – Comentarista;
  • João Victor Barbat Barros (Jornalismo) – Comentarista, repórter de campo e repórter de torcida;
  • Júlia Martins Moura (Relações Públicas) – Plantonista;
  • Leonardo Koehler (Jornalismo) – Comentarista e repórter de campo;
  • Maria Eduarda Jahn Marques (Produção Editorial) – Organizadora das coberturas;
  • Marina Brignol de Llano Einhardt (Jornalismo) – Repórter de campo e técnica;
  • Marina Ferreira dos Santos (Jornalismo) – Comentarista, repórter de campo, repórter de torcida e organizadora das coberturas;
  • Pedro Pereira (Jornalista do UNIFM Esporte Clube) – Repórter de campo e organizador das coberturas.

As transmissões do Radar Esportivo em parceria com as Rádios UFSM seguem agora para a segunda fase do Campeonato Gaúcho 2026, acompanhando os próximos confrontos do Inter-SM na competição. 

Os jogos previstos são: 05/02 (quinta-feira), às 21h30min, Inter-SM x Avenida, no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria; 08/02 (domingo), às 16h, Monsoon x Inter-SM, no Estádio Francisco Novelletto, em Porto Alegre; 15/02 (domingo), sem horário definido, Guarany x Inter-SM, no Estádio Estrela D’Alva, em Bagé; 22/02 (domingo), sem horário definido, Inter-SM x Guarany, no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria; 01/03 (domingo), sem horário definido, Inter-SM x Monsoon, no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria; e 08/03 (domingo), sem horário definido, Avenida x Inter-SM, no Estádio dos Eucaliptos, em Santa Cruz do Sul. 

Para acompanhar a cobertura, conferir conteúdos exclusivos ou obter mais informações, o público pode seguir o Radar Esportivo nas redes sociais, especialmente no Instagram e no YouTube, além de acessar os links das Rádios UFSM, onde são realizadas as transmissões das partidas.

 

Texto: Gabriele Mendes, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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No dia 15 de janeiro, estudantes da Licenciatura Intercultural Indígena Guarani Mbya (UFSM/Parfor Equidade) participaram de um encontro formativo concebido pelos professores Patrícia Ferreira, Odailso Berté e Vítor Jochims Schneider, no Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria.

A atividade reuniu alunos da Licenciatura Guarani Mbya e dos cursos de Dança da UFSM e teve como base o projeto extensionista “De terra seus corpos”, desenvolvido entre 2018 e 2019 pelo curso de Dança – Licenciatura, em parceria com a Escola Indígena Igineo Romeu Ko’enju, da Tekoá Ko’enju, e a Prefeitura Municipal de São Miguel das Missões. O projeto promoveu um processo artístico-pedagógico que resultou na remontagem e em apresentações do macroespetáculo a céu aberto “Som e Luz em Corpos”, encenação coreográfica do tradicional espetáculo de Som e Luz realizado junto às ruínas do Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo.

Durante o encontro, os professores Patrícia Ferreira e Odailso Berté, juntamente com os bailarinos egressos do curso de Dança Crystian Castro, Paula Silveira, Estela Mesquita e Luiza Pereira, integrantes do elenco original do espetáculo, compartilharam experiências relacionadas à interação entre estudantes Guarani e não indígenas em uma vivência artística e pedagógica realizada no mesmo espaço onde se desenvolveu a história missioneira. Entre os principais aprendizados destacados estão a construção de uma perspectiva crítica sobre narrativas históricas hegemônicas, a ocupação protagonista dos Mbyá-Guarani nos espaços de patrimônio cultural e o aprendizado recíproco entre diferentes culturas.

Inspiradas nessas vivências, também foram realizadas dinâmicas corporais da dança contemporânea e da dança-teatro com os estudantes da Licenciatura Intercultural Indígena Guarani Mbya, no jardim interno do Centro de Educação.

Com informações e foto da Coordenação do curso Mbya Guarani Educação Intercultural Indígena

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Criado em 2024, o Coletivo Fluir é um projeto de extensão desenvolvido por professores e estudantes da UFSM, voltado à defesa das infâncias em contextos de vulnerabilidade social. Inicialmente, a iniciativa atuava em três instituições da rede pública municipal, com foco na formação da comunidade escolar e no cotidiano das crianças pequenas.

A presença regular dos universitários nesses territórios — em especial na Escola Municipal de Educação Infantil Montanha Russa — fez com que as ações desenvolvidas com as crianças começassem a repercutir para além do ambiente escolar. “A proposta de aproximação surgiu da necessidade que a comunidade tem de troca de conhecimento e desenvolvimento”, afirma Daiane.

[caption id="attachment_408" align="aligncenter" width="800"] Integrantes do Coletivo Fluir em diálogo com moradores da comunidade Montanha Russa[/caption]

Território Andarilho: escuta antes da ação

A partir desse pedido, o Coletivo Fluir passou a estruturar o Território Andarilho da Comunidade Montanha Russa, um desdobramento do projeto que deslocou parte das ações para fora da escola e passou a concentrar encontros, oficinas e atividades na sede da associação comunitária.

Na prática, o Território Andarilho se consolidou como uma forma de atuação baseada na escuta da comunidade e na presença continuada da universidade no bairro. Desde o início, a equipe optou por não chegar ao território com propostas fechadas. O primeiro passo foi apresentar o Coletivo e ouvir os moradores.

“Nós fomos dialogar com as pessoas, apresentar o projeto — como a Dai nos pediu —, mas, ao mesmo tempo, queríamos ouvir quais eram as demandas e dificuldades da comunidade”, explica Taciana Segat, professora da UFSM e coordenadora do Coletivo Fluir.

Segundo ela, o contato inicial com a comunidade também foi marcado por incertezas sobre como o projeto poderia contribuir naquele contexto. “A gente foi um tanto sem saber exatamente como poderia ajudar”, afirma.

Com o avanço dos encontros e das conversas com moradores e lideranças locais, novos desafios começaram a emergir — muitos deles não visíveis a partir da experiência restrita ao espaço escolar. “Existia mais vulnerabilidades do que a gente imaginava”, relembra Leandra Possa, docente da UFSM e integrante do Fluir.

Cuidar das crianças exige olhar para o entorno

O contato direto com a comunidade levou os integrantes do projeto a rever alguns dos seus pressupostos. A equipe percebeu que a atuação centrada nos bebês e crianças pequenas não seria suficiente para enfrentar situações de vulnerabilidade mais amplas. “Trabalhar com crianças envolve trabalhar com adultos”, reconhece Taciana.

Ao aprofundar o diálogo no território, o coletivo percebeu que muitos dos adultos que hoje cuidam das crianças também viveram infâncias marcadas por vulnerabilidade. “São adultos que tiveram infâncias vulneráveis e que hoje participam da formação de crianças que vivem situações semelhantes. Isso foi complexificando o projeto”, explica Leandra.

A partir dessa compreensão, o Fluir reorganizou sua atuação: as crianças seguem no centro do projeto, mas passaram a ser pensadas em relação com as famílias, os adultos e as condições de vida do território. Essa leitura ampliada fez com que o projeto passasse a operar em diferentes frentes ao mesmo tempo. Enquanto aprofundava a atuação no território, o Fluir manteve as ações nas escolas e a disciplina de extensão em funcionamento. Para o grupo, o trabalho com as infâncias não se restringe a um único espaço. “A gente está pensando em como transformar os lugares onde as crianças vivem e moram em espaços mais seguros para crianças e adultos”, afirma a coordenadora do Fluir.

Ações no território: presença, escuta e construção coletiva

As ações do Território Andarilho da Comunidade Montanha Russa se estruturam a partir da presença contínua do Coletivo Fluir no bairro. Entre as atividades estão oficinas coletivas, momentos de convivência e escutas com moradores de diferentes idades, realizadas principalmente no espaço da associação comunitária.

[caption id="attachment_409" align="alignleft" width="400"] Caminhada realizada pelo território[/caption]

Além dos encontros, a aproximação com a comunidade incluiu uma caminhada junto com moradores. A proposta era conhecer o território a partir de quem vive ali, percorrendo ruas, acessos e trajetos cotidianos que organizam a vida das famílias. Segundo Taciana Camera Segat, a parceria com as professoras da escola foi decisiva para que a atividade acontecesse. “Sem esse trabalho conjunto, não teria sido possível.”

Durante a caminhada pelo bairro, a equipe identificou obstáculos enfrentados pelas famílias que não se evidenciam no ambiente escolar.“Quando a gente subiu o morro, ficou muito mais claro o que uma mãe precisa enfrentar para levar uma, duas, três crianças, mochila, guarda-chuva, para chegar até a escola”, relata Márcia Cardona, egressa da UFSM e integrante do Coletivo Fluir. Segundo ela, a experiência reforçou a necessidade de compreender as infâncias para além da escola. “Só dentro da escola, a gente tem uma abrangência muito pequena da vida das crianças.”

Outra ação de destaque realizada pelo Coletivo Fluir foi uma oficina para a criação da marca da comunidade Montanha Russa. Conduzida por Andrei Lopes, doutorando integrante do projeto, a atividade reuniu crianças, jovens, adultos e idosos em torno da construção coletiva de uma identidade visual para a vila.

[caption id="attachment_410" align="alignright" width="400"] Moradores participam de uma oficina oferecida pelo Fluir para discutir a logo da comunidade[/caption]

Ao longo dos encontros, a proposta se ampliou. Entre lápis de cor, desenhos e pinturas, os participantes passaram a compartilhar memórias e histórias do bairro, transformando a oficina também em um espaço de escuta e troca coletiva.

A aproximação com os moradores também revelou entraves burocráticos que dificultavam a organização comunitária. Um deles era a situação da Associação de Moradores, que não possuía CNPJ formalizado. A partir dessa demanda, o projeto articulou o contato com estudantes do curso de Direito da UFSM, que passaram a auxiliar a associação na compreensão dos trâmites legais necessários para a regularização.

Segundo Taciana, esse tipo de ação evidencia um papel assumido pelo projeto ao longo do processo: o de mediação entre as demandas da comunidade e os acessos institucionais que a Universidade possui. “A gente tem oportunidades de formação, de trânsito e de acesso que muitas pessoas da comunidade não têm. Nosso papel é construir essa ponte a partir da Universidade com a sociedade”, afirma a coordenadora do Fluir.

O semestre de atividades culminou, no início de dezembro, com uma grande festa comunitária realizada na Associação de Bairro, reunindo cerca de 300 pessoas. O evento funcionou como momento de encontro, devolutiva das ações e convivência.

Quando o território transforma a universidade

A experiência no Território Andarilho também produziu efeitos dentro da própria Universidade, especialmente na formação dos estudantes envolvidos no projeto. Ao lidar com demandas que não cabem em respostas prontas, o trabalho no território passou a tensionar modos tradicionais de fazer extensão e a forma como o conhecimento é construído e compartilhado.

Para Leandra Possa, o impacto do Território Andarilho não se dá apenas no sentido da Universidade em direção à comunidade. “A gente fala muito do impacto da universidade na comunidade. Mas o que esse projeto tem mostrado é o impacto da comunidade na Universidade, na nossa formação”, afirma.

Segundo as integrantes do Coletivo Fluir, esse impacto aparece de forma direta no percurso formativo dos alunos, que passam a confrontar, no território, os limites do que aprendem em sala de aula. “Um projeto como esse impacta inclusive nas nossas aulas e na nossa possibilidade de dialogar com os estudantes universitários sobre o que vivemos no bairro”, relata Taciana. 

Nesse processo, a extensão deixa de ser entendida como aplicação de um saber pronto e passa a exigir escuta, negociação e construção conjunta. Para o grupo, assumir esse lugar implica reconhecer limites e aceitar o caráter experimental da extensão. Para as participantes, esse é o papel da universidade pública: criar condições, sustentar diálogos e construir junto, mesmo quando os caminhos não estão dados de antemão.

Próximos passos: dados, políticas públicas e continuidade

Para 2026, o Coletivo Fluir prevê a continuidade das ações nas escolas, da disciplina de extensão e das atividades no território. Ao mesmo tempo, a equipe identificou a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre a realidade da Comunidade Montanha Russa a partir da produção de dados mais sistematizados.

“Agora a gente percebeu a necessidade de construir um instrumento de levantamento de dados, de ir casa a casa, conversar com as pessoas, para entender o que a universidade pode fazer e o que é responsabilidade do poder público”, explica Leandra.

A proposta é que esse levantamento possa subsidiar tanto ações da Universidade quanto a formulação de políticas públicas, a partir do diálogo com a prefeitura e a Câmara de Vereadores.

Reportagem: Luciane Treulieb

Fotografias: Coletivo Fluir

 

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Durante os dias 5 e 6 de dezembro, aconteceu o “Viva Silveira Martins – Ciência, Arte, Cultura e Literatura em Movimento”, realizado no Espaço Multidisciplinar Silveira Martins. O evento teve como foco aproximar a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) da comunidade de Silveira Martins, reforçando os vínculos institucionais e territoriais por meio de ações culturais, educativas, científicas e sociais. A programação reuniu, em um mesmo espaço, atividades de extensão universitária, arte, patrimônio, saúde e interação comunitária, promovendo a integração entre a universidade e a população local.

O evento reuniu cerca de 200 pessoas, compostas por estudantes e docentes da educação básica e do ensino superior, além de integrantes da comunidade em geral. Entre os participantes, estiveram autoridades municipais, pais e familiares de estudantes da educação básica, reforçando o caráter integrador e comunitário da iniciativa. A ação buscou valorizar o território e estimular o diálogo entre saberes acadêmicos e conhecimentos construídos pela comunidade, ampliando a participação social. Com isso, o Espaço Multidisciplinar Silveira Martins (EMSM) foi consolidado como um espaço dinâmico de convivência, aprendizagem e integração regional, reafirmando seu papel como ponto de encontro entre diferentes áreas do conhecimento e a comunidade.

A preparação do espaço ocorreu de forma colaborativa, envolvendo a equipe do Espaço Multidisciplinar Silveira Martins e a Secretaria Municipal de Educação, que atuou diretamente na organização, ambientação e disposição das atividades. O trabalho conjunto garantiu acolhimento ao público e funcionalidade aos diferentes ambientes expositivos e interativos ao longo do evento.

Programação

Com mais de 40 atrações, o Viva Silveira Martins 2025 contou com a participação de projetos vinculados ao edital Território Imembuy e apresentou uma programação ampla e integrada ao longo de dois dias. As atividades envolveram as áreas de educação, cultura, ciência, literatura e saúde, reunindo diferentes públicos em um mesmo espaço de troca e aprendizagem.

A programação incluiu exposições de trabalhos, relatos de experiências de escolas e projetos de extensão, oficinas temáticas nas áreas de literatura, nutrição, economia criativa, jogos populares e esporte de orientação, além de lançamentos do Centro de Documentação e Memória, ações de promoção da saúde, biblioteca itinerante, visitas guiadas e apresentações culturais.

Extensão em ação 

O evento destacou-se pela relevância no âmbito das ações de extensão universitária, ao concretizar o papel social da UFSM na aproximação com a comunidade de Silveira Martins e da região. Ao reunir, em um mesmo espaço, atividades culturais, educativas, científicas e sociais, a iniciativa ampliou a circulação de conhecimentos e facilitou o acesso da população às ações acadêmicas, promovendo diálogo, participação e sentimento de pertencimento.

A interação direta entre universidade e comunidade evidenciou o compromisso institucional com o desenvolvimento territorial, a valorização da cultura local e a formação cidadã. Além disso, o evento fortaleceu redes de cooperação entre universidade, escolas, poder público e projetos comunitários, consolidando o Espaço Multidisciplinar Silveira Martins como um ambiente vivo, aberto e integrador. Ao dar visibilidade às iniciativas de extensão e estimular a troca entre saberes acadêmicos e comunitários, a ação contribuiu para a construção de vínculos duradouros, ampliou o impacto social das atividades desenvolvidas e abriu caminho para novas parcerias que qualificam a presença da UFSM no território.

Destaques da edição 

Esta edição do evento destacou-se pela ampliação das parcerias institucionais, especialmente com a Secretaria Municipal de Educação, e pela forte presença dos projetos vinculados ao Território Imembuy, que qualificaram a programação e reforçaram a identidade territorial da iniciativa. A proposta apresentou uma programação mais diversificada, com atividades culturais, educativas e comunitárias voltadas ao patrimônio, à saúde, à arte, à ciência e à participação social, ampliando o alcance junto à população e consolidando o Espaço Multidisciplinar Silveira Martins (EMSM) como um espaço vivo de integração entre universidade e comunidade.

Um dos principais destaques foi a integração do Viva Silveira Martins com dois eventos de grande relevância para o município: a Feira Municipal de Ciências e a Feira Municipal do Livro. A Feira de Ciências garantiu protagonismo às escolas, valorizando as produções estudantis, incentivando a cultura investigativa e fortalecendo o diálogo entre a educação básica e a universidade. Já a Feira do Livro agregou um importante componente cultural e educativo, estimulando a leitura, a formação de leitores e o acesso à literatura por meio de estandes, exposições e atividades formativas. A união dessas três iniciativas potencializou a programação, diversificou o público participante e consolidou o EMSM como um espaço articulador de saberes, cultura, ciência e integração comunitária.

Confira as fotos do evento

Texto: Laura Severo, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista de Revisão Textual da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Fotos: Espaço Multidisciplinar Silveira Martins

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/12/23/caminhada-internacional-na-natureza-consolida-expansao-historica-em-2025-e-se-destaca-como-referencia-na-regiao-central-do-rs-em-turismo-rural-sustentavel Tue, 23 Dec 2025 14:30:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14638 Crescimento consistente coloca a Região Central do RS entre as principais referências em turismo rural comunitário

A Região Central do Rio Grande do Sul registrou, entre 2023 e 2025, um crescimento contínuo e expressivo na Caminhada Internacional na Natureza, iniciativa que integra Extensão Rural, turismo sustentável e desenvolvimento comunitário. O ano de 2025 marcou o maior salto da série histórica, com recordes de participação, envolvimento comunitário e movimentação econômica, alavancando o protagonismo do território no cenário brasileiro de ações integradas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

De 2023 a 2025, o projeto acumulou 3.428 pré-inscritos, 2.694 participantes efetivos, 1.195 cafés, 2.310 almoços, 376 pessoas na organização, 541 integrantes das comunidades e 155 expositores locais, consolidando-se como uma das iniciativas mais robustas de integração entre agricultura familiar, turismo, educação e desenvolvimento territorial no estado. Esses números refletem a capacidade de mobilização e o fortalecimento das redes de cooperação entre municípios, agricultores familiares, empreendimentos locais e instituições públicas.

2025: o grande salto da consolidação regional

O ano de 2025 apresentou o avanço mais expressivo desde o início da série, tornando-se um marco para o fortalecimento do turismo rural na região. Com 1.819 pré-inscritos e 1.470 participantes, distribuídos em nove municípios, o projeto atingiu níveis inéditos de engajamento comunitário e visibilidade institucional.

As caminhadas mobilizaram 201 organizadores, 352 membros das comunidades e 42 expositores, movimentando mais de R$ 69 mil em vendas de produtos locais — como agroindústrias familiares, artesanatos, hortaliças, panificados e itens típicos da cultura regional. Além disso, foram servidos 623 cafés e 1.054 almoços, reforçando o papel das comunidades na oferta gastronômica e na geração de renda.

O aumento expressivo desses indicadores demonstra não apenas a ampliação das atividades, mas o fortalecimento de processos formativos, culturais, econômicos e sociais que envolvem agricultores, estudantes, técnicos, gestores e famílias rurais.

 

Extensão Rural, ODS e universidade: um tripé de transformação territorial

A iniciativa do Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROGEATER) —- ação Caminhada Internacional na Natureza — se alinha de forma direta a diversos ODS, como o ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), ODS 4 (Educação de Qualidade), ODS 5 (Igualdade de Gênero), ODS 8 (Trabalho Decente), ODS 10 (Redução das Desigualdades), ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), ODS 12 (Consumo Responsável), ODS 13 (Ação Climática) e ODS 15 (Vida Terrestre).

Cada caminhada é um espaço de educação ambiental e patrimonial, de fortalecimento de redes sociais locais, estímulo econômico e valorização de práticas sustentáveis no meio rural. Tais aspectos são centrais nos princípios de Extensão Universitária definidos pelo Fórum de Pró-Reitores de Extensão.

A UFSM, por meio do Programa de Extensão Rural PROGEATER, desempenha papel estruturante no planejamento, execução e avaliação das ações, unindo ensino, pesquisa e extensão para promover o desenvolvimento territorial sustentável. Além de fomentar metodologias participativas com agricultores e comunidades, a universidade fortalece a formação de estudantes e professores, integra saberes tradicionais e científicos e amplia a visibilidade do turismo rural no estado.

Ao mesmo tempo, a ação reforça o papel da Extensão Rural pública, conduzida pela Emater/RS-Ascar, que atua na mobilização das comunidades, na valorização dos saberes locais, no apoio à produção agroindustrial e na organização dos roteiros.

Colaboração institucional que se torna referência nacional

O sucesso crescente da Caminhada Internacional na Natureza resulta da articulação entre prefeituras municipais, Emater/RS-Ascar e UFSM, constituindo um modelo de governança colaborativa raro no Brasil.

Nos territórios do Geoparque Quarta Colônia, do Projeto Geoparque Raízes de Pedra e em regiões vizinhas, essa cooperação cria uma rota estruturada de turismo de base comunitária, envolvendo escolas, empreendedores, comunidades e setores públicos em um processo que coloca o desenvolvimento local no centro da agenda.

O conjunto das ações faz do projeto um caso exemplar de como a Extensão Rural, quando articulada à Extensão Universitária e aos ODS, pode gerar impactos concretos, mensuráveis e sustentáveis. Com o avanço significativo de 2025, a Região Central do Rio Grande do Sul consolida-se como referência nacional na integração entre turismo rural, políticas públicas e desenvolvimento comunitário.

Um projeto que transforma e projeta o futuro dos territórios

Com o expressivo avanço de 2025 e os resultados acumulados entre 2023 e 2025, a Caminhada Internacional na Natureza reafirma seu papel como uma das iniciativas mais relevantes em Extensão Rural e turismo sustentável no Brasil. Além de integrar comunidades, qualificar territórios e gerar oportunidades, o projeto demonstra que políticas públicas articuladas com universidades e serviços de extensão podem produzir impactos reais e duradouros.

A expansão consolidada na Região Central do RS aponta para a continuidade do trabalho e para novas possibilidades de inovação, pesquisa e articulação regional, fortalecendo ainda mais a presença da UFSM, da Emater/RS-Ascar e das prefeituras na construção de territórios mais sustentáveis, educadores e resilientes.

A UFSM, por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e do Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROGEATER), registrado no Colégio Politécnico e na Pró-Reitoria de Extensão da UFSM, apoia e participa desta iniciativa, em conjunto com a Emater-RS/Ascar, a gestão pública municipal, agricultores e demais representantes das comunidades rurais.

Para mais informações, os interessados podem acessar as redes sociais do projeto (@caminhadasufsm) ou a comunidade de avisos no WhatsApp

Texto: Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROGEATER) e Gabriele Mendes, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista de Revisão Textual da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/12/23/viva-campus-celebra-65-anos-da-ufsm Tue, 23 Dec 2025 11:24:08 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14618

No domingo (14), o Viva 55BET Pro teve como objetivo celebrar os 65 anos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A edição especial integrou a programação comemorativa promovida pela instituição e reuniu a comunidade no campus para uma tarde de atividades culturais, educativas e de lazer.

A UFSM, que já tem tradição em receber o público nos finais de semana, mais uma vez abriu suas portas para a comunidade, que encontrou no campus um espaço de convivência, entretenimento e lazer junto a familiares e amigos. Para garantir que o evento transcorresse com tranquilidade, os setores de trânsito e segurança da Universidade atuaram de forma integrada durante toda a programação.

A edição comemorativa foi promovida pela UFSM, por meio da Coordenadoria de Cultura e Arte (CCA) da Pró-Reitoria de Extensão (PRE). As atividades, gratuitas e abertas ao público, ocorreram das 15h às 19h e fizeram parte de uma série de ações realizadas pela Universidade em celebração aos seus 65 anos de história.

Cerca de dez atividades integraram a programação do Viva 55BET Pro. Entre os destaques estiveram as ações desenvolvidas pelo Jardim Botânico da UFSM, que ofereceu atividades especiais adaptadas ao clima quente, como visitas livres ao telhado verde, ao jardim sensorial, à horta mandala e a exposições educativas e ações voltadas ao público infantil. Outra atração de grande destaque foi a exposição de carros antigos promovida pela Associação de Veículos Antigos de Santa Maria (AVASM) e Amigos do Fusca, que levou ao campus uma seleção de exemplares históricos, chamando a atenção de visitantes de diferentes idades.

A última edição de 2025 também contou com a presença dos parceiros do Viva 55BET Pro, como a Polifeira do Agricultor, que, excepcionalmente, devido às altas temperaturas, foi realizada no bosque em frente ao Planetário, oferecendo produtos locais em um espaço mais arborizado e acolhedor.

Ao longo dos anos, o Viva 55BET Pro consolidou-se como um importante elo entre a Universidade e a comunidade, contribuindo para o fortalecimento dessa relação. Ao abrir os espaços universitários para a população, o projeto transforma o campus em um ambiente de convivência, cultura, esporte e educação, promovendo a inclusão social e a troca de experiências entre a UFSM e a sociedade.

Confira fotos do evento

Texto: Laura Severo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Fotos: Coordenadoria de Cultura e Arte

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No dia 14 de novembro, o 55BET Pro da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), em Caçapava do Sul, recebeu mais uma edição do GeoDia, reunindo estudantes, professores e visitantes ao longo de um dia inteiro de atividades educativas, culturais e interativas. A coordenação do evento ficou a cargo da Subdivisão de Geoparques da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

A programação contou com oficinas, exposições e experiências práticas. Entre as atividades, estiveram a oficina “Pequenos Paleo-Artistas”, com pintura de fósseis, ministrada pela equipe do Serviço Geológico do Brasil (SGB), a sessão historiada “Uma Vida de Preguiça”, a Exposição de Minerais e Rochas, a Trilha das Plantas Ameaçadas do Pampa, o projeto “ODS em Ação: Pensar Global, Agir Local” e a oficina “As cores do Geoparque Caçapava”, que envolveu a produção de tintas naturais

Também fizeram parte da programação a visita guiada ao Jardim da Geodiversidade, mostra fotográfica, muro de escalada, jogo de memória, oficinas com lã no “Caminhos da Lã”, Sandbox, uso de óculos de realidade virtual, entre outras atrações que despertaram o interesse de públicos de todas as idades.

No período da tarde, alunos e professores participaram de atividades como “Investigadores da Natureza”, Corrida de Orientação, ações do Projeto Te Acolhe – APAE e da apresentação “Tambores de Sopapo: arte e ancestralidade”, que encantou os participantes ao valorizar a cultura e a ancestralidade afro-gaúcha. Durante todo o evento, uma equipe de monitores esteve distribuída pelos espaços, garantindo organização e uma experiência qualificada para o público.

Dando continuidade às ações, o GeoDia — Edição Minas do Camaquã chegou à sua 4ª edição no dia 11 de dezembro, sendo realizado na Escola Gladi Machado. O evento reuniu alunos, professores e membros da comunidade em um dia repleto de atividades educativas e oficinas interativas, fortalecendo o vínculo entre escola, universidade e território.

As atividades foram ministradas por alunos e servidores da UFSM e da Unipampa, com coordenação da Subdivisão de Geoparques da UFSM, promovendo a integração entre as universidades e o território do Geoparque. A programação incluiu a Trilha das Plantas Ameaçadas do Pampa, as mostras fotográficas “Aves do Geoparque Caçapava”, de Thomas Michel Ambiel, e “Céu Noturno do Geoparque Caçapava”, com registros de Vinícius Tavares, cedidos pela Tuna Ecoturismo.

Atividades como “Investigadores da Natureza” animaram as crianças, que puderam explorar o ambiente natural de forma lúdica. Oficinas do “Caminhos da Lã”, o Cine Kids — que apresentou os bastidores e o processo criativo do livro Geoaventuras em Caçapava do Sul —, o projeto ODS em Ação e a exposição de minerais e rochas do Geoparque Caçapava completaram a programação.

Antes do evento, os ministrantes participaram de um city tour pelas Minas do Camaquã, conhecendo de perto a riqueza natural, histórica e cultural da região. A edição contou ainda com a presença da subprefeita das Minas do Camaquã, Vitória Godinho, reforçando o apoio institucional às ações do Geoparque.

Texto: Laura Severo, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).
Revisão: Valéria Luzardo, bolsista de Revisão Textual da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Fotos: @geoparquecacapava

 

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No início de novembro, a Jornada Acadêmica Integrada Mirim (JAI Mirim) recebeu pequenos cientistas do ensino infantil e fundamental no Museu do Conhecimento da UFSM. Dentre os projetos presentes no evento, um dos destaques foi o Memorar - Memorial das Águas e da Resiliência Climática da Quarta Colônia. Foi a estreia de totens digitais interativos, adquiridos com recursos do Pró-Equipamentos, projeto parceiro financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (Capes). Por meio dos totens, as crianças puderam visualizar e interagir com histórias em quadrinhos, quizzes, imagens das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul e mapas que mostram o movimento das águas no estado.

Criança interage com totem durante JAI Mirim, na UFSM.

O professor Adriano Figueiró é do Departamento de Geografia da UFSM e coordena o projeto Memorar. Segundo ele, mais de 300 pessoas, entre crianças e professores, passaram e interagiram com os totens. “Todo mundo ficou bastante impactado e surpreso com o conteúdo que observaram. Eu acho que isso cumpriu um primeiro objetivo [do projeto], que é justamente a sensibilização”, afirma Adriano.

 

Os totens funcionam como ferramentas de divulgação científica e difusão do conhecimento sobre mudanças e resiliência climática, pois permitem compreender, visualizar e interagir com explicações sobre causas e efeitos dos eventos climáticos extremos, que estão cada vez mais frequentes. “A partir da mudança climática, nós transformamos o extraordinário em ordinário”, declara Adriano. Para o professor, esse entendimento é importante para sensibilizar e conscientizar diferentes gerações. Crianças, adolescentes e jovens, que no momento são os públicos-alvo do projeto, têm mais facilidade de compreender a seriedade do fenômeno por terem nascido imersos nesta complexidade. Consequentemente, tem mais possibilidade de incorporar práticas sustentáveis no seu dia a dia.

 

Por outro lado, por não ter presente a vivência da memória de eventos climáticos extremos que já aconteciam no século passado, a noção de urgência e de planejamento de ações a longo prazo encontra mais dificuldades. Já para os adultos, essa mesma característica dificulta a compreensão da mudança climática, uma vez que enchentes, estiagens, chuvas de granizo e vendavais já causavam destruição em décadas passadas. “Mas a partir do momento em que eles começam a compreender que a mudança climática é, na verdade, a intensificação dos fenômenos extraordinários que sempre aconteceram, eu diria que eles são parceiros mais fáceis de serem incorporados, porque têm uma noção  de mundo que os jovens não têm”, explica Adriano.

 

Foram adquiridos dez totens que atualmente estão no Museu do Conhecimento da UFSM. No entanto, de acordo com Adriano, futuramente alguns deles podem ser instalados no Memorial da Resiliência Climática, objetivo principal do projeto e que está em fase de planejamento.

Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho

A fim de ampliar a visibilidade do projeto, o Memorar QC inaugurou na semana passada a mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’ no hall do Centro de Ciências Naturais e Exatas. “O nosso objetivo é tentar partir de diferentes instrumentos para sensibilizar diferentes grupos da comunidade”, diz Adriano. São 20 fotos das enchentes de 2024 selecionadas a partir de materiais midiáticos, que também são dados coletados pelo projeto. Estas fotografias representam a tragédia. Por outro lado, Adriano afirma que a ideia da mostra surgiu para fazer uma espécie de contrapeso, já que a atuação no projeto exige reviver a catástrofe e rememorar a tragédia. Por isso, criaram um concurso fotográfico para selecionar fotos de paisagens da Quarta Colônia, que significam o Sonho. “[Serve] para que as pessoas possam perceber o potencial dessas paisagens para construir a vida”, declara.

“A paisagem da Quarta Colônia é excepcionalmente linda. Mas quando você confronta essas duas realidades, ou seja, uma paisagem linda e uma paisagem submetida a uma catástrofe, nós percebemos que a passagem de uma paisagem linda para uma de perigo, morte e destruição, é uma passagem muito rápida, que pode se dar num tempo muito curto. Por isso temos que criar estratégias para tentar evitar que o impacto seja tão grande como foi em 2024”. - Adriano Figueiró, coordenador do projeto.

Para Adriano, este comparativo demonstra que, para além da tragédia, aquela paisagem tem capacidade de resiliência e recuperação. A mostra fotográfica é itinerante e será levada para diferentes espaços da UFSM, de escolas e da Quarta Colônia em 2026.

Mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’, no Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE).
Mostra fotográfica reúne imagens das paisagens da Quarta Colônia antes e depois das enchentes de 2024.

Memória como ferramenta para o futuro

O nome do projeto já informa um de seus objetivos: transformar a enchente em memória. Adriano explica que, apesar de ser um processo doloroso, rememorar as paisagens e consequências das enchentes de 2024 é necessário. “Costumamos dizer que a memória é a única coisa que efetivamente consegue ligar o passado ao presente, para construir o futuro”, declara. Por isso ela se torna ferramenta de conscientização: permite compreender a noção da passagem do tempo. “[Ela] nos permite ter a noção de onde as coisas vieram, de como chegaram até aqui, do que aconteceu lá atrás, porque esse processo se repete no tempo. E se não temos a memória, não temos a compreensão de repetição”, conta Adriano. Isso é importante para compreender, inclusive, a intensificação de fenômenos climáticos extremos. 

“Esse é o princípio para nós. Vivemos um momento, na sociedade planetária, submetido a um modo de produção capitalista, em que a memória tende a ser sistematicamente apagada porque quando temos um indivíduo sem memória, ele é mais vulnerável para o processo do consumo, da construção de imaginários que não são reais”, finaliza Adriano.

Um dos instrumentos para a preservação da memória das enchentes será o Memorial da Resiliência Climática, cuja previsão de instalação é para o próximo ano.

Reportagem: Samara Wobeto, jornalista

Fotografias: Memorar Quarta Colônia

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/12/18/ufsm-encerra-comemoracoes-dos-50-anos-da-pre Thu, 18 Dec 2025 13:11:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14571

Na tarde de segunda-feira (15), foi realizado o principal evento comemorativo dos 50 anos da Pró-Reitoria de Extensão (PRE). Com início às 14h, a programação ocorreu no Salão Imembuí, no segundo andar da Reitoria. O encontro marcou o encerramento das comemorações, destacando a trajetória, as conquistas e a relevância da Pró-Reitoria ao longo de seus 50 anos de atuação.

A atividade foi organizada em três momentos: apresentação do livro dos 50 anos, exposição do Relatório de Gestão 2022–2025 e entrega de homenagem simbólica aos ex-pró-reitores de extensão, com destaque para a presença do primeiro Pró-Reitor de Extensão da UFSM, Valter Antoninho Bianchini, hoje com 81 anos.   

Público presente no evento

O atual Pró-Reitor de Extensão, Flavi Ferreira Lisboa, realizou a abertura do evento ao lado da Pró-Reitora de Extensão Adjunta, Jacielle Carine Vidor Sell, e dos coordenadores da equipe. Na ocasião, o pró-reitor agradeceu à PRE pela parceria ao longo de sua gestão, iniciada em 2018. Emocionado, Flavi despediu-se do cargo, pois seguirá para uma nova trajetória na Universidade, deixando a Pró-Reitoria de Extensão.

Durante a cerimônia, Flavi convidou a futura equipe de gestão a se levantar, apresentando quem assumirá seu cargo e os novos coordenadores. Em seguida, destacou sua admiração por todos os ex-pró-reitores que já passaram pela PRE e agradeceu a oportunidade de recebê-los no evento.

“Todas as pessoas que nos antecederam contribuíram, cada uma à sua maneira, para que pudéssemos chegar onde a Universidade está hoje: reconhecida mundialmente. É nesse sentido que pensamos neste evento, para encerrar o nosso ciclo e celebrar essa trajetória de 50 anos”, comentou Flavi.

Relatório de Gestão 2022–2025 apresenta ações e investimentos em extensão

A programação teve início com a apresentação do Relatório de Gestão 2022–2025, com resultados de políticas e iniciativas desenvolvidas no período. Entre os destaques, a gestão apontou ações de fomento e editais, atividades de articulação com comunidades e o fortalecimento da institucionalização da extensão nos cursos.

No eixo de desenvolvimento regional, o coordenador Leandro Nunes Gabbi destacou o papel da UFSM em processos ligados aos territórios de Geoparques, mencionando a continuidade do trabalho de fomento e ações nos territórios e atividades como formação, oficinas e projetos vinculados à extensão.

Ele relata alguns feitos da coordenadoria: “O trabalho estruturado nos Geoparques intensificou-se a partir de 2019, após a certificação dos territórios em 2013. Entre as principais ações, destaca-se a Jornada de Formação de Professores, iniciada em 2020 na Quarta Colônia e expandida em 2025 para Caçapava, com recorde de participação, reunindo mais de 750 professores em 45 oficinas. A JAI Mirim também se consolidou, com 196 trabalhos apresentados, ampliando sua atuação da Quarta Colônia para o território Imembuí e fortalecendo a articulação regional entre cerca de 40 municípios".

Além de mencionar, também, as iniciativas vinculadas ao território Imembuí, entendido como área de atuação na região central, com articulação municipal e ações extensionistas voltadas ao desenvolvimento territorial. “Temos o projeto Caminhadas na Natureza que é fomentado e ativado pelo Poder de Segurança Regional, com o objetivo de promover o desenvolvimento e a valorização do território de forma acessível, por meio de caminhadas que envolvem produtores locais, comunidades e a sociedade em geral. As ações são construídas em diálogo com a comunidade, a partir da identificação das demandas que podem ser atendidas pelo Estado, consideradas prioritárias para o fortalecimento e o fomento do território Imembuí”, explica o coordenador.

No campo da articulação e fomento, a Pró-Reitora de Extensão Adjunta e coordenadora da Coordenadoria de Articulação e Fomento a Extensão (CAFE), Jacielle Carine Vidor Sell, destaca a importância de mecanismos de financiamento e organização de demandas comunitárias, com ênfase em editais, fóruns e ações que aproximam a Universidade de entidades externas.

A CAFE desempenhou, entre 2022 e 2025, papel estratégico na consolidação da política de extensão da UFSM, atuando como elo entre as demandas da sociedade e os mecanismos institucionais de fomento. Conforme apresentado no Relatório de Gestão, a CAFE é responsável por mapear demandas comunitárias, articular agentes extensionistas e viabilizar ações por meio de editais e fundos de incentivo.

Segundo Jacielle, uma das iniciativas de maior destaque no período foi o fortalecimento da extensão na pós-graduação, considerada uma ação inovadora no cenário nacional. Desenvolvida em parceria com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) e a Pró-Reitoria de Inovação (PROINOVA), essa política ampliou o reconhecimento da extensão como dimensão formativa também na pós-graduação. Por meio de editais específicos, como o PROEXT-PG, financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), foram fomentadas ações com foco no impacto social, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), consolidando a extensão como prática articuladora entre produção científica e transformação social.

Outro eixo central de atuação da CAFE foi a organização dos Fóruns Permanentes de Extensão, tanto na graduação quanto na pós-graduação. “Esses espaços de diálogo promoveram a escuta ativa das comunidades, entidades externas e parceiros institucionais, permitindo que as demandas sociais fossem sistematizadas e transformadas em chamadas públicas e ações extensionistas. Os fóruns reforçaram o caráter territorializado da extensão e qualificaram o planejamento institucional das ações desenvolvidas nos diferentes campi da UFSM” relata a coordenadora Jacielle.

Além disso, entre os principais instrumentos de fomento à extensão na UFSM está o Fundo de Incentivo à Extensão (FIEX), considerado o maior mecanismo de financiamento contínuo da área. Por meio do FIEX, a Universidade fomentou, anualmente, mais de 200 ações extensionistas. Em 2025, foram contempladas 187 ações, com investimento superior a um milhão de reais, com recursos descentralizados para as unidades acadêmicas. Tanto o relatório quanto a coordenadora da CAFE apontam que há previsão de ampliação desses valores nos próximos anos, em função do reajuste das bolsas de extensão.

A programação também evidenciou o papel da extensão no acesso à cultura e na preservação do patrimônio universitário. A coordenadora da Coordenadoria de Cultura e Arte (CCA), Vera Lúcia Portinho Vianna, apresentou ações vinculadas a museus, planetário e acervos, ressaltando o desafio contínuo de preservar e ampliar o acesso público a esses patrimônios.   

No âmbito dos equipamentos culturais, a CCA passou a agregar formalmente diversos espaços estratégicos. Entre eles estão o Museu Gama d’Eça, o mais antigo da UFSM; o Planetário, integrado à política museal; o Laboratório de Arqueologia e Sociedades Culturais das Américas (LASCA); o Museu de Arte, Ciência e Tecnologia (MACT); além de outros acervos científicos e culturais distribuídos pela Universidade, como coleções de arqueologia, mineralogia, solos e áreas técnicas. A coordenadoria também passou a atuar de forma articulada com novos espaços museais e acervos em consolidação.

Outro eixo relevante da atuação da CCA foi a gestão cultural do Centro de Convenções da UFSM. “Após períodos de fechamento, o espaço retomou, em 2024 e 2025, com uma programação intensa e diversificada, recebendo espetáculos nacionais e grandes eventos artísticos, culturais e acadêmicos, consolidando-se como referência regional e motivo de orgulho institucional” , comenta Vera.

Segundo dados do relatório, a coordenadoria manteve e ampliou projetos culturais voltados à ocupação dos espaços universitários pela comunidade, com apresentações artísticas, musicais e atividades culturais abertas ao público. Concertos da Orquestra Sinfônica, da Banda Sinfônica e de grupos ligados às tradições gaúchas reforçaram a UFSM como espaço cultural acessível, com destaque para o aumento significativo de público após a utilização do Centro de Convenções.

A coordenadora explica que, no campo do reconhecimento cultural, foi consolidado o “Destaque Cultural UFSM", uma premiação anual voltada a pessoas e coletivos que se destacaram nas atividades culturais da Universidade. Ao longo da gestão, foram homenageadas personalidades com trajetória significativa na cultura institucional, valorizando o trabalho artístico e cultural desenvolvido no âmbito universitário e fortalecendo a identidade cultural da UFSM.

Flavi Ferreira Lisboa, Vera Lúcia Portinho Vianna, Jacielle Carine Vidor Sell e Leandro Nunes Gabbi durante a apresentação do relatório

Livro registra cinco décadas de extensão universitária na UFSM

Em sequência, ocorreu o lançamento do livro “50 anos da Pró-Reitoria de Extensão UFSM: conexões que transformam”, obra que resgata a história da extensão universitária na instituição desde a criação da PRE, em 1975. A publicação reúne entrevistas com ex-pró-reitores de extensão e apresenta um panorama das coordenadorias que compõem a Pró-Reitoria: Coordenadoria Cultura e Arte (CCA); Coordenadoria Articulação e Fomento à Extensão (CAFE); Coordenadoria de Cidadania (COCID); e Coordenadoria de Desenvolvimento Regional (CODER), evidenciando a diversidade de ações e projetos desenvolvidos ao longo de cinco décadas. 

A produção da obra contou com a atuação de Micael dos Santos Olegário, mestrando pelo programa de pós-graduação em comunicação da UFSM. Desde o período das enchentes do ano passado até a metade deste ano, Micael atuou como jornalista na Subdivisão de Divulgação e Editoração (SDE) da CAFE, sendo responsável pela realização das entrevistas que compõem a publicação comemorativa.     

Segundo o jornalista, o livro foi construído, em grande medida, a partir de um processo de escuta atenta e sensível, eixo central do trabalho desenvolvido pela CAFE e pela SDE. A proposta foi ouvir aqueles que fizeram parte da caminhada da extensão universitária e que contribuíram diretamente para a construção dessa trajetória ao longo de cinco décadas.

“O diálogo com quem construiu essa história foi fundamental. A obra busca compartilhar um pouco desse processo de escuta e da construção coletiva da extensão”, destaca Micael. Para ele, o conteúdo apresentado no relatório de gestão e nas entrevistas evidencia a potência transformadora da extensão, não apenas para as comunidades com as quais a Universidade se relaciona, mas também para a própria UFSM.

Micael ao decorrer da apresentação do livro 

Homenagem aos ex-pró-reitores marca continuidade histórica da extensão

O encerramento do evento foi marcado por um momento de homenagem e reconhecimento. Durante a cerimônia, uma placa simbólica foi entregue aos ex-pró-reitores de extensão, valorizando as gestões que, ao longo de cinco décadas, estruturaram e fortaleceram a extensão universitária na instituição. Foram homenageados os ex-pró-reitores presentes no evento, como  Valter Antoninho Bianchini, João Luiz de Oliveira Roth — cuja esposa recebeu a placa em seu lugar —, Ailo Valmir Saccol e Teresinha Heck Weiller.

A homenagem destacou o papel histórico e transformador desses gestores na construção de uma extensão sólida, capaz de integrar a Universidade à sociedade e gerar impactos significativos nas comunidades. O momento simbolizou não apenas gratidão, mas também a continuidade do compromisso da UFSM com a extensão como ferramenta de conhecimento e transformação social.

Após o recebimento de sua placa simbólica, o primeiro Pró-Reitor de Extensão, Valter Antoninho Bianchini, emocionou os presentes ao refletir sobre a trajetória da Universidade e da extensão. Bianchini, que tem uma longa história ligada à instituição, destacou a relevância do trabalho desenvolvido ao longo das décadas e o impacto transformador da extensão universitária na sociedade.

“Estudem o máximo que puderem, mas nunca deixem de viver, de construir uma vida feliz e de amar esta grande Universidade”, afirmou. Ele contou ainda que foi convocado pelo então reitor Hélios Homero Bernardi para criar a Pró-Reitoria de Extensão, exigência do Ministério da Educação e Cultura (MEC) à época. “Naquele momento, fui ao Maranhão para entender do que se tratava. Ainda não compreendia totalmente a proposta, mas foi o início de uma trajetória que me trouxe muita satisfação”, lembrou.

Bianchini reforçou que a extensão universitária é fundamental para o amadurecimento da universidade e para a integração com a sociedade. “A extensão realimenta a universidade, conecta a instituição com o futuro e nos transforma continuamente. Quando conseguirmos integrar a extensão aos mesmos moldes do ensino e da pesquisa, estaremos ainda mais preparados para transformar a sociedade em uma comunidade mais justa, humana e feliz”, declarou.

Valter Antoninho Bianchini durante seu discurso

Em fala voltada à importância histórica do momento, a vice-reitora e futura reitora da UFSM, Martha Adaime, saudou os ex-dirigentes e reforçou a continuidade do trabalho como missão institucional, destacando que os resultados apresentados são fruto de uma construção coletiva. 

Martha também sintetizou um dos sentidos centrais do evento ao afirmar que “a extensão é o nosso contrato com a comunidade”, chamando atenção para a necessidade de a sociedade reconhecer o alcance das ações e investimentos feitos pela Universidade. 

Ex-pró-reitores, atuais e futuros pró-reitores de Extensão da UFSM.

Texto: Maria Lúcia Homrich Gotuzzo e Laura Waechter Severo, bolsistas de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).
Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Entre os dias 22 e 25 de novembro de 2025, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sediou o 56º Encontro Nacional do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras (FORPROEX). Com o tema "Extensão nas Políticas Públicas: democracia e justiça social”, o encontro reuniu 146 gestores e gestoras de extensão de 76 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões do país.

O evento culminou na divulgação da Carta de Belo Horizonte, documento que sistematiza debates, posicionamentos e encaminhamentos estratégicos destinados a orientar o fortalecimento da extensão no Brasil nos próximos anos. O texto reafirma o papel da extensão como dimensão formadora, prática transformadora e instrumento essencial para a construção de políticas públicas comprometidas com os direitos sociais e a democracia.

A programação institucional e política discutiu temas estratégicos para o futuro da extensão no Brasil, com destaque para o financiamento da extensão, a integração à Política Nacional de Educação Superior (PNEDS), as relações entre extensão e políticas públicas e a internacionalização da extensão. O Encontro teve início com uma atividade simbólica no Memorial Brumadinho, reafirmando o compromisso da extensão com memória, direitos humanos e justiça socioambiental. Além disso, prestou-se homenagem à extensionista Maria das Dores Pimentel Nogueira (“Marizinha”).

Durante o evento, foi aprovada a criação da Associação FORPROEX, ampliando a capacidade de articulação estratégica do Fórum. As mesas temáticas enfatizaram a necessidade de ampliar recursos, consolidar a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, fortalecer a relação com os territórios e garantir a inclusão explícita da extensão em editais das Fundações de Amparo à Pesquisa.

Na Carta de Belo Horizonte, é possível encontrar 14 encaminhamentos prioritários para o fortalecimento da extensão universitária. Entre eles: defesa da democracia, valorização dos saberes territoriais, sustentabilidade financeira, internacionalização solidária, articulação com poderes públicos, comprometimento com a Agenda 2030 da ONU e consolidação da extensão como política pública estratégica.

Confira a carta

Carta de Belo Horizonte _Forproex 25-11-2025Baixar

Texto: Laura Severo, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM). Revisão: Catharina Viegas, revisora da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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A produção de erva-mate começa a ganhar novos desdobramentos na região de Palmeira das Missões – município do noroeste do Rio Grande do Sul reconhecido como “berço da erva-mate” por uma lei estadual. O que antes era visto principalmente como atividade agrícola passou a ser entendido como oportunidade de desenvolvimento regional.

“A nossa região tem muita capacidade para o turismo”, afirma a professora Rosani Marisa Spanevello, do Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas da UFSM-PM. O projeto de extensão que ela coordena, chamado “Estratégias e Alternativas para o Desenvolvimento Regional Sustentável”, tem a proposta de transformar o ciclo da erva-mate (plantio, colheita, beneficiamento e usos culturais) em experiência para os visitantes. A iniciativa envolve uma rede formada pela Universidade, Secretaria de Cultura e Turismo de Palmeira das Missões, Emater e pela recém-criada Associação dos Ervateiros.

Diagnóstico no campo revela potencial

Equipe da UFSM percorre as propriedades junto aos produtores de erva-mate

Durante o segundo semestre de 2025, professores e estudantes da UFSM percorreram as propriedades das seis famílias de produtores de erva-mate que aceitaram participar do projeto para conversar com os agricultores, observar áreas de cultivo e identificar vocações para o turismo de cada lugar.
Os relatórios desenvolvidos após as visitas apontaram potencial para caminhadas entre ervais, demonstrações de colheita, degustação de chimarrão e atividades relacionadas à memória da produção da erva-mate. Pretende-se valorizar a história local e abrir novas alternativas de renda.
Para alguns produtores, o processo já provocou mudanças na percepção sobre a própria terra. “Mudou o modo de enxergar nossa propriedade”, relata Vera Lucia Friderich da Cruz, da Ervateira Gurizinho. “Para nós, que trabalhamos aqui diariamente, é só o nosso trabalho. A UFSM e a Emater nos fizeram ver que existem muitas possibilidades.”
Ao longo do ano, a UFSM e a Emater ofereceram capacitações sobre temas como hospitalidade rural, turismo de natureza e organização da propriedade. A conversa com especialistas ajudou a romper a ideia de que o turismo dependeria de grandes investimentos e obras complexas. Para muitas propriedades, ajustes simples, como manejo do lixo, roçada das trilhas e placas de identificação, possibilitam a criação de atividades turísticas de baixo custo e alto valor cultural.
De acordo com a professora Rosani, a lógica é semelhante a qualquer outra atividade econômica: produzir morangos, ovos ou laranjas também exige investimento. No turismo, a diferença está em aproveitar o que a propriedade já oferece: o ambiente natural, as histórias da família e a relação com a erva-mate.

Primeiros roteiros começam a tomar forma 

Com base nos diagnósticos, a equipe da UFSM está ajudando os produtores a imaginar diferentes usos turísticos para cada propriedade. Para isso, utiliza ferramentas de design e imagens criadas com apoio de inteligência artificial, simulando trilhas, mirantes, casas na árvore, balanços e outros elementos. Há propriedades com ervais sombreados por árvores centenárias e outras com vocação para gastronomia, que produzem bolos e sagus com erva-mate.

“O mais interessante é o ar puro, o sossego, a sombra boa e a paisagem linda”, descreve Vera, da ervateira Gurizinho. A expectativa é oferecer aos visitantes um ambiente de simplicidade, descanso e acolhimento. “A gente espera mostrar que existe um lugar de refúgio, onde tudo é simples, mas muito bonito — e, claro, espera ter retorno financeiro”, afirma.

A produtora rural Vera da Cruz junto a bolos e sagu feitos com erva-mate
 
"Trilha do erval" é uma das propostas de turismo rural. Imagem criada por Inteligência Artificial. 

Indicação geográfica: reconhecimento que pode fortalecer o setor

Outra frente do projeto é a discussão sobre a indicação geográfica (IG) da erva-mate produzida em Palmeira das Missões. Concedida pelo INPI, a IG funciona como um selo de origem que certifica características únicas do produto — sabor, cor, qualidade e história associadas ao território.
Para apresentar a ideia aos agricultores, foi realizada uma visita a Machadinho, cidade que já possui registro de IG de erva-mate. A comparação permitiu que os produtores visualizassem a potência local. “Eles perceberam, ao ver de perto, que Palmeira também têm muito potencial”, conta Rosani.
A professora recorre a um exemplo conhecido do público gaúcho para explicar o conceito: “O vinho pode ser produzido em vários lugares. Mas o vinho do Vale dos Vinhedos tem um sabor, uma cor, uma qualidade e uma história que são daquele território.”
Segundo ela, a erva-mate de Palmeira pode trilhar caminho semelhante, conquistando reconhecimento por atributos próprios. O processo, porém, exige articulação coletiva — por isso a Universidade tem apoiado os produtores na compreensão e preparação para uma futura candidatura. 

Próximos passos 

Com os diagnósticos concluídos e as primeiras capacitações realizadas, o próximo semestre será dedicado ao planejamento das atividades experimentais. A proposta é que, durante o Festival do Carijo, que vai ser realizado em maio de 2026, a Secretaria de Cultura e Turismo promova visitas-piloto às propriedades participantes. Será uma oportunidade para testar fluxos, observar a recepção dos primeiros grupos e ajustar a estrutura para roteiros futuros.
Até lá, as propriedades devem realizar os pequenos ajustes sugeridos nas devolutivas elaboradas pela UFSM. A expectativa é construir um circuito inicial que permita aos visitantes vivenciar o cultivo da erva-mate e compreender a importância desse patrimônio para o território.

Repórter: Luciane Treulieb

Imagens cedidas pelo projeto

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Na tarde da última quinta-feira (04/12), ocorreu no Largo do Planetário, ao lado da Polifeira, o evento que marcou o início das comemorações pelos 50 anos da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM. A atividade, aberta ao público acadêmico, reuniu mais de 80 pessoas para parabenizar a Extensão e compartilhar o bolo comemorativo, com mais de 1 metro de comprimento, produzido especialmente para a data pelo Colégio Politécnico da Universidade.

Pró-Reitor de Extensão Flavi Lisboa, vice-reitora Martha Adaime, Pró-Reitora Adjunta Jaciele Sell e o reitor Luciano Schuch.

O encontro contou com a presença da atual gestão da UFSM e também da futura equipe administrativa, que assumirá a instituição em 2026. Entre as autoridades estavam o reitor Luciano Schuch e a atual vice-reitora e futura reitora, Martha Adaime. Também participaram o Pró-Reitor de Extensão, Flavi Ferreira Lisboa, e a Pró-Reitora Adjunta, Jaciele Sell, além de servidores das diversas coordenadorias que integram a PRE.

A nova gestão marcou forte presença no evento, representada pelo futuro vice-reitor, Thiago Marchesan; pela futura Pró-Reitora de Extensão, Milena Carvalho; e pela futura Pró-Reitora Adjunta de Extensão, Ângela Weber Righi, bem como pelas futuras coordenadoras da PRE.

Foto da atual e futura gestão PRE/UFSM

O bolo que simboliza a história da Extensão na UFSM

Um dos grandes destaques da celebração foi o bolo comemorativo, elaborado por uma equipe do Laboratório de Panificação, Frutas e Hortaliças do Colégio Politécnico da UFSM, coordenado pela professora Magda Monego. Sob sua orientação, as bolsistas Amanda Soares, Lidiane Lemos e Luciane Priebe, dedicaram quatro dias de trabalho, aproximadamente 30 horas de preparo intensivo.

Equipe responsável pelo bolo.

Segundo a professora Magda Monego, a produção foi dividida em etapas cuidadosamente planejadas: preparo dos recheios; execução dos pão-de-ló, totalizando 32 unidades; montagem das camadas; e período de maturação em câmara fria, garantindo textura e estabilidade, espatulação do glacê e decoração final. “Não tivemos maiores dificuldades, a maior preocupação era com o tipo de cobertura e o calor. Optamos pelo glacê que apresenta boa estrutura e tem excelente aceitação pelo público. Outra grande preocupação era o transporte do bolo do laboratório até o planetário, que foi realizado de forma muito cuidadosa pelo Sr. Sidnei Sangoi e Cristiano Dotto, coordenador da Politeira”, relata a professora. 

Bolo do evento sendo servido á comunidade

Com aproximadamente 40 kg, o bolo rendeu cerca de 850 a 900 fatias bem servidas, podendo chegar a 1.200 porções caso fossem cortadas em tamanho reduzido, quantidade suficiente para atender a todos os presentes e celebrar, de forma coletiva, meio século de práticas extensionistas na Universidade.

Equipe PRE.

Inovação e extensão na Polifeira

Ao lado da celebração, na Polifeira, o público também pôde conhecer uma iniciativa desenvolvida pelo curso de Fruticultura do Colégio Politécnico: uma bicicleta adaptada como espremedor de laranjas, capaz de preparar suco fresco a partir do movimento de pedalar.

Segundo a formanda, estudante do 4º semestre do curso, Margareth Kirinus, o projeto nasceu da combinação entre duas paixões que ela compartilha com a professora Magda Monego, do setor de Processamentos: o curso de Fruticultura e o ciclismo. “A turma é muito próxima e engajada. Nós nos apaixonamos pelo curso e pensamos em deixar nossa marca”, relata.

Turma 2024/2025 do curso de Fruticultura.

O equipamento foi idealizado para ser utilizado em eventos extensionistas, como o Descubra UFSM, aproximando a comunidade das atividades práticas do curso e mostrando, de forma lúdica, como o processamento de frutas pode ser apresentado ao público. “Desde o início falávamos em montar uma bicicleta que pudesse ajudar o curso em outros eventos, chamar a atenção e motivar as pessoas. Fomos atrás do projeto e conseguimos idealizá-lo para a Fruticultura”, explica Margareth.

Texto: Maria Lúcia Homrich Gotuzzo, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Localizado na Rua Vitélio Zago, nº 442, no centro do município de Silveira Martins (RS), o EMSM integra a estrutura da PRE e tem como objetivo fortalecer iniciativas de extensão universitária articuladas ao território da Quarta Colônia.

Quem pode participar?

Podem submeter propostas:

  • Coordenadores(as) de ações de extensão da UFSM (docentes ou técnicos-administrativos);
  • Representantes internos de convênios com entidades externas;
  • Representantes externos de instituições conveniadas à UFSM, desde que vinculados(as) a plano de trabalho coordenado por servidor(a) da universidade.
  • Ações já desenvolvidas no espaço e que desejam manter suas atividades devem realizar o recredenciamento conforme as exigências do edital.

Inscrições

  • Período: 01/12/2025 a 30/01/2026.
  • Local: Via formulário eletrônico (Google Forms) disponível no edital, ou clicando aqui.

As propostas devem ser enviadas exclusivamente em formato PDF, com todos os anexos preenchidos: ficha de inscrição, relatório de certificação do Portal de Projetos da UFSM, ficha de contrapartida e plano de trabalho preliminar.

Seleção e critérios:

A análise das propostas será realizada por comissão avaliadora da PRE, considerando aspectos como:

  • Alinhamento ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2016–2026);
  • Conformidade com a missão institucional da UFSM;
  • Pertinência com a Política de Extensão (Resolução 006/2019);
  • Justificativa para uso do EMSM;
  • Relação com a comunidade da Quarta Colônia, em especial com Silveira Martins;
  • Propostas de uso compartilhado dos espaços (coworking);
  • Adequação à Agenda 2030 e estímulo a soluções sustentáveis e inovadoras.

São ofertadas 12 vagas de ocupação de espaços físicos, podendo haver ampliação conforme disponibilidade.

Cronograma

  • Inscrições: 01/12/2025 a 30/01/2026
  • Homologação das inscrições: 02/02/2026
  • Avaliação das propostas: 09 a 20/02/2026
  • Resultado final: 27/02/2026
  • 55BET Pro Brasil – Site Oficial de Apostas Online das atividades: A partir de 02/03/2026
  • Ocupação dos espaços: Até 01/04/2026

Informações adicionais

O prazo de permanência das ações no EMSM será de dois anos, com necessidade de recredenciamento ao final do período. Projetos selecionados deverão apresentar relatórios semestrais e cumprir o Termo de Compromisso de uso do espaço.

Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail: secretariaexecutivasilveira@55bet-pro.com

 

 

Texto: Gabriele Mendes, Bolsista de Jornalismo da da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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O projeto de extensão BioSom, vinculado à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), integrou oficialmente a programação da COP Local UFSM 2025 com a realização da Oficina de Fact-checking Jornalístico, uma atividade voltada à verificação de informações ambientais e ao combate à desinformação. O encontro ocorreu em 11 de novembro, no Laboratório de Informática 4400, localizado no Prédio 74C da UFSM.

A oficina foi ministrada por Fabiola Nicoletti, acadêmica do 4º semestre do curso de Jornalismo da UFSM e integrante do BioSom. Ela guiou os participantes pelos principais métodos e ferramentas utilizados no fact-checking. A proposta buscou aproximar estudantes e comunidade acadêmica das práticas de checagem aplicadas ao contexto ambiental, um dos campos mais afetados pela circulação de notícias falsas e dados imprecisos.

Para Fabiola, a experiência teve um significado especial. A acadêmica relata que sua trajetória dentro do BioSom começou justamente a partir de um curso de checagem de fatos, realizado no início do ano. “Foi por meio da checagem que eu entrei no Biosom. Fiz esse curso despretensiosamente e poder, a partir disso, oferecer oficinas, é muito gratificante, porque me possibilita ensinar outras pessoas”, afirma. 

Ela destaca que tanto as oficinas internas do grupo quanto a realizada durante a COP Local despertaram grande interesse do público: “Ver as pessoas entendendo o que eu estava repassando foi muito legal para mim como pessoa”. A acadêmica relata que a checagem tem o intuito de democratizar o acesso à informação de qualidade, então poder transmitir esse conhecimento é muito significativo, tanto para para ela quanto para o projeto.

Durante a atividade, foram apresentadas técnicas para identificar fontes confiáveis, rastrear informações, analisar evidências científicas e compreender como a desinformação impacta debates públicos. Os participantes também realizaram um exercício prático, simulando rotinas de apuração jornalística e examinando conteúdos frequentemente propagados nas redes sociais envolvendo mudanças climáticas, preservação ambiental e políticas públicas.

A oficina integrou a programação da COP Local da UFSM, que, neste ano, adotou o tema “Transformando o global em local: iniciativas sustentáveis com impacto regional”. A proposta da COP Local é aproximar a comunidade universitária dos grandes desafios climáticos globais, destacando ações locais capazes de gerar impacto significativo na região.

Texto: Laura Severo, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Fotos: Gabriele Mendes, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/11/24/chamada-para-avaliadores-externos-de-acoes-de-extensao-para-2026 Mon, 24 Nov 2025 14:58:20 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14378 A Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Cariri (PROEX-UFCA) abriu chamada pública para integrantes da comunidade externa interessados(as) em compor a Comissão Avaliadora dos Editais 02/2025/PROEX (Programa Protagonismo Estudantil – PROPE) e 03/2025/PROEX (Ampla Concorrência). Os editais são voltados à concessão de bolsas de extensão e terão suas propostas analisadas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

A iniciativa busca ampliar a participação social na avaliação das ações extensionistas, fortalecendo o Banco de Avaliadores da PROEX para o próximo ano.

Quem pode participar

Podem se inscrever pessoas com título mínimo de graduação, preferencialmente com experiência em extensão universitária. Os(as) avaliadores(as) atuarão na análise das propostas submetidas nos dois editais, seguindo orientações e critérios estabelecidos pela PROEX.

Avaliadores(as) que atuaram em 2025

Quem já fez parte do corpo avaliador neste ano deve apenas confirmar sua disponibilidade para 2026, preenchendo o formulário eletrônico disponível clicando aqui.

Novos(as) avaliadores(as) ou quem precisa recuperar acesso

 

Novos(as) participantes, ou aqueles que precisam recuperar o acesso ao sistema, devem realizar ou atualizar o cadastro no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA) através do link: http://sig.ufca.edu.br/sigaa/public/extensao/acesso.jsf

Cronograma

  • Inscrições e confirmações: 19 de novembro a 15 de dezembro de 2025
  • Período de avaliações: 15 de dezembro de 2025 a 31 de janeiro de 2026

Materiais de apoio

Para orientar o processo de cadastro e avaliação, a PROEX disponibiliza materiais explicativos, incluindo um tutorial em vídeo que está disponível no canal do Youtube da Extensão da UFCA ou clicando aqui! 

Um documento orientador também  será enviado posteriormente aos inscritos.

Certificação e participação no Banco de Avaliadores

Todos(as) os(as) avaliadores(as) receberão certificação pela participação. Os(as) inscritos(as) também passarão a integrar o Banco de Avaliadores da PROEX, podendo ser convidados(as) para novas avaliações ao longo de 2026.

Dúvidas e esclarecimentos podem ser enviados para o email: acoes.proex@ufca.edu.br

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/2025/11/21/para-o-envelhecimento-saudavel-da-populacao-a-aposta-e-no-cuidado-integrativo-dizem-pesquisadores Fri, 21 Nov 2025 21:22:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/?p=386 O cuidado com a população idosa é uma preocupação necessária, visto que, em 25 anos, o número de idosos no Brasil vai dobrar. Estes dados são do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), que também afirma que o número de idosos vai superar o de crianças até 2031. Um dos fatores desse aumento é o crescimento da expectativa de vida da população brasileira. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2024 a média de idade que uma pessoa idosa pode atingir é de 76,4 anos. Em comparação com a medição de 1940 - primeiro dado do tipo registrado -, a média era de 45,5 anos, o que representa um aumento de 30,9 anos. 

 

 No início do mês, o tema ganhou discussão ao pautar a redação do Enem com os desafios do envelhecimento da sociedade brasileira. Para Melissa Medeiros Braz, professora do Mestrado em Gerontologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a temática do envelhecimento é uma preocupação necessária. Ela envolve falar de cuidado, de saúde e tratamento de doenças, mas também de saúde mental e cognitiva, socialização, alimentação, atividade física e acessibilidade de espaços e cidades. Melissa também é coordenadora do projeto Feliz(c)idade, que surgiu com o objetivo de promover ações de extensão voltadas para pessoas idosas.

Idosos em momento de prática de exercício físico, no projeto Feliz(c)Idade

O projeto também significa a continuidade de outros, como o Núcleo Integrado de Estudos da Terceira Idade (Niati), que está em funcionamento desde os anos 1980. Seu coordenador, Gustavo Duarte, professor do Centro de Educação Física e Desporto (CEFD) da UFSM, afirma que falar sobre o envelhecer é fundamental. “É um fenômeno global e também brasileiro. Já que no Rio Grande do Sul nós temos a maior taxa de longevidade do Brasil, toda sociedade precisa se preparar”, reitera. Para Gustavo, deve ser uma preocupação de todos, desde crianças e jovens até adultos e idosos. “Não precisa ser idoso para trabalhar e se preparar para o [envelhecimento]”, diz. A aposta é em uma educação permanente e gerontológica, de diálogo intergeracional.

Para pensar, é preciso se mover: os benefícios da atividade física

A imagem que se tem de pessoas idosas está em mudança: não são mais apenas as de pessoas velhas, com cabelos grisalhos e pele flácida, com dificuldades de locomoção e inúmeras doenças. Estas características ainda definem este grupo, mas o perfil é diverso. Uma pessoa é considerada idosa a partir dos 60 anos, de acordo com os parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), também elencados no Estatuto do Idoso do Brasil. Uma reportagem publicada pelo Estadão em 2024 aborda o treinamento físico para idosos, que é tendência fitness no país. O texto traz dados de levantamento feito pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte, que pesquisa o assunto a partir de profissionais do setor. Nas redes sociais, cresceram perfis de ‘vovós’ na academia ou no pilates, que alcançam números altos de visualizações, curtidas e comentários.

 

Gustavo afirma que a busca pelo envelhecimento saudável é compartilhada: “Na qualidade de vida, podemos destacar a condição física, as capacidades funcionais, de força, de equilíbrio, de coordenação, de agilidade. O corpo é a nossa casa, nós somos esse corpo. E tudo é a partir do corpo”. Melissa explica que, nessa fase, é comum haver perda de massa muscular e óssea, o que pode afetar o equilíbrio, o deslocamento e a mobilidade. Síndromes metabólicas e doenças cardiovasculares também são mais frequentes em idosos. “O exercício aeróbico também tem um papel fundamental na prevenção e no tratamento dessas disfunções”, afirma.

Atividades de musculação e fortalecimento cognitivo.
Aividades de estimulação cognitiva.

 

Para Melissa, no entanto, este não é o único benefício do exercício físico. No Feliz(c)idade, a dança, os exercícios de musculação, de fisioterapia e as atividades de estimulação cognitiva são realizadas em grupos, o que assume o papel da socialização, de uma rede de encontros. 

“É uma fase de perdas ou de ressignificação dos papéis sociais. Antes a pessoa trabalhava e agora tá se aposentando. Muitas mulheres, mães, tinham os filhos em casa. Agora que eles saíram, elas se vêem em um papel diferente. Muitas, até por questões físicas, tem algumas limitações nas atividades sociais. Então, o papel do grupo é fundamental para ajudar a ressignificar essas perdas”. - Melissa Medeiros Braz, coordenadora do projeto Feliz(c)Idade.

Além do fortalecimento físico e muscular - que ajudam a prevenir quedas -, as atividades auxiliam na prevenção da demência, da depressão e da ansiedade, ou seja, atuam no fortalecimento da saúde mental. Outros benefícios do exercício físico incluem o aumento da vascularização cerebral, que ajuda na memória e nas funções cognitivas. Para Gustavo, a atividade física é a base do que ele chama de ‘educação do movimento’. “Nós planejamos exercícios e atividades de interação em duplas em trios, de resolução de problemas, de interação com materiais. Além do movimento, os idosos também têm que responder questões da atualidade. O movimento é intrínseco: precisa pensar para se mover”, explica.

Atividade física, mas não somente: o papel do cuidado integrativo

O cuidado com o envelhecimento deve ser integrativo, afirma a professora Melissa Braz. Isso significa que é preciso ter, além do fortalecimento e diversos benefícios da atividade física, atenção à alimentação, à socialização, à saúde mental, ao desenvolvimento e fortalecimento cognitivo, à acessibilidade das casas e dos espaços e cidades. Com a perda da força muscular e do equilíbrio, pessoas idosas se tornam mais propensas à quedas. 

 

Ruas esburacadas e irregulares não são inacessíveis apenas para pessoas com deficiência, como aquelas usuárias de cadeira de rodas e pessoas cegas, que usam bengalas. São inacessíveis também para pessoas idosas, que estão com mobilidade reduzida, com maior risco de quedas e, consequentemente, torções ou fraturas. “Não podemos pensar somente na saúde, mas também na estrutura das cidades. Temos calçadas super irregulares, não somos uma cidade amiga da pessoa idosa. Quanto mais áreas esse conhecimento abranger, para poder garantir a acessibilidade para as pessoas idosas, melhor”, declara Melissa.

 

É uma abordagem multidisciplinar, de acordo com Gustavo. “Os mesmos idosos passam por nutricionistas, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, fisioterapeutas. Aprendem em oficinas e atividades esse cuidados, de uma maneira integrativa, mais holística, do corpo como um todo em todas as suas dimensões”, descreve.

O projeto se divide em núcleos:

  • Corpo Mais: acontece no CEFD e trabalha atividades cardiovasculares com música, ginástica, capacidade aeróbica e cardiorrespiratória, exercícios de força, mobilidade e equilíbrio. Também tem o grupo de dança.

  • Cognito: grupo que trabalha a estimulação cognitiva, tanto na prevenção de demência quanto com pessoas que já têm a doença. Trabalha com atividades de memória, de reminiscência e de jogos. 

  • Pacto: projeto que se juntou ao Feliz(c)idade e que dedica atenção aos cuidadores de pessoas idosas, que muitas vezes também são idosos. Trabalha temáticas de cuidado, das doenças, mas também da saúde mental de quem cuida.

  • Mexe Coração: acontece na Antiga Reitoria da UFSM e trabalha com exercícios e atividades de educação em saúde, como cuidados, alimentação saudável e hábitos de vida.

  • Renascer: grupo de mulheres sobreviventes do câncer de mama. Também realiza atividades de promoção e educação em saúde, não apenas na relação com as consequências ou possíveis sequelas da doença, mas com atividades que ultrapassam essa dimensão: pilates, dança, atividades comemorativas, viagens e passeios. Na última Feira do Livro, por exemplo, o grupo esteve presente para conhecer as oficinas.

  • Villa Itagiba: atende um grupo de 60 homens, com atividades de educação em saúde e exercícios em grupo associados à ludicidade, como dançaterapia e artes.

Aividades na Vila Itagiba
Atividades do Grupo Cognito

2º FelizIdade

Evento realizado pelo projeto para o público idoso

Quando: 22 de novembro

Onde: Antiga Reitoria da UFSM

Grupos parceiros: Corpo Mais, Mexe Coração e Vila Itagiba

Apoio: SESC e Conselho Municipal do Idoso (COMID)

 

 I Encontro da RIEDE - Rede Internacional de Estudos em Dança e Envelhecimento

Quando: 28 de novembro

Onde: Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Parceiros: Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Expediente:

Reportagem: Samara Wobeto, jornalista

Fotografias: Divulgação

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Na tarde do dia 03/11, ocorreu a abertura oficial do Salão de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), evento que integrou a programação da Jornada Acadêmica Integrada (JAI) 2025 e destacou os melhores trabalhos extensionistas da instituição. A cerimônia começou com um espetáculo musical e reuniu docentes, técnicos, estudantes e autoridades acadêmicas no auditório Imembuy, localizado no segundo andar do prédio principal da Reitoria.

“A pró-reitoria não faz extensão: quem faz extensão são os extensionistas”

A abertura das falas institucionais ficou a cargo do Pró-Reitor de Extensão, professor Flavi Lisboa, que iniciou convidando ao palco colegas da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), entre eles Leandro Gabbi, Victor de Carli Lopes e Vera Lúcia Portinho, em reconhecimento ao trabalho conjunto ao longo dos últimos anos.

Vera Lúcia Portinho, Victor de Carli Lopes, , Leandro Gabbi e Flavi Ferreira Lisboa.

Em tom emocionado, Flavi relembra sua trajetória desde 2018, quando foi convidado pelo então vice-reitor e atual reitor, Luciano Schuch, para assumir a pró-reitoria. Ele destaca a essência do trabalho extensionista: A Pró-Reitoria de Extensão não faz extensão; quem faz extensão são os extensionistas”. Segundo Flavi, em 2018, havia apenas oito pessoas atuando com ele na PRE e hoje são quase cinquenta servidores. O professor também reforça que essa transformação foi possível, pois “a extensão se faz de maneira dialógica”. Durante sua fala, agradeceu a todos e enalteceu o trabalho daqueles que atuaram com ele desde o início da gestão e celebrou a ampliação da estrutura da PRE.

O Pró-Reitor durante sua fala.

Esse crescimento institucional, segundo ele, reflete o investimento da UFSM para que a extensão exista “em sua concretude”, fortalecendo o compromisso social da Universidade: “Quem faz extensão não está fazendo caridade. Caridade fazemos de outras formas. Na extensão, buscamos transformação social, pois, quando vamos às comunidades, não é para ensinar ninguém; vamos para partilhar”. A fala também exaltou o reconhecimento dos trabalhos extensionistas premiados na JAI 2025, chamados ao palco como forma de valorização das práticas realizadas nos territórios.

Além disso, o evento contou com a apresentação artística de música clássica por estudantes do curso de Música, a apresentação da nova marca da Editora PRE, produzida pelos alunos de Publicidade e Propaganda, e o lançamento de 15 obras da Editora.

O reitor Luciano Schuch deu sequência à cerimônia, reafirmando a importância da extensão na UFSM. Em uma fala leve e descontraída, destacou que o momento não representava um encerramento, mas sim uma continuidade: “Não é uma despedida, é uma transição”. Ele também celebrou a oportunidade de participar da premiação e declarou seu vínculo pessoal com a área: “Eu sou apaixonado pela extensão. É através da extensão que a gente pode transformar a vida das pessoas”.

No canto esquerdo o Pró-Reitor Flavi Lisboa, ao centro o atual Reitor Luciano Schuch e no canto direito, a futura Reitora Martha Adaime.

Nova marca da Editora PRE é apresentada

Após as falas das autoridades, os estudantes do 6° semestre do curso de Publicidade e Propaganda, Tariell Ramos Matos, Brenda Charão Munique, Lucas Haigert e Andrea Nicole, apresentaram a nova identidade visual da Editora PRE, desenvolvida na disciplina de Agência Experimental.

Na esquerda Lucas Haigert, ao centro Tariell Matos e na direita Brenda Charão.

A equipe explicou o conceito, o símbolo, a paleta de cores e a linha de comunicação da marca, criada para reforçar a extensão como ponte entre universidade e sociedade. A proposta tem como foco o orgulho em ser extensionista, evidenciando o protagonismo do autor-extensionista, a democratização do acesso ao conhecimento e a importância de tornar visível o que a UFSM produz em diálogo com a comunidade.

Lançamento de 15 obras da Editora PRE

Foram lançadas 15 obras de 2024 no salão. Segundo a equipe da Editora, as obras haviam sido finalizadas em meados de 2024; no entanto, por conta dos eventos climáticos, elas não haviam sido oficialmente lançadas antes.
São elas:

 

    • 1 - Educação postural e ergonomia para a saúde do estudante e do professor 

    • 2 - Guia educacional sobre riscos relacionados às ocupações no entorno das ferrovias

    • 3 - Arte/Educação Ambiental: tintas naturais na UFSM

    • 4 - Xô #fakenews: verdades e mentiras do cotidiano contadas no laboratório

    • 5 - Coleção de receitas: sabores da Quarta Colônia

    • 6 - Cartilha de biossegurança em Medicina Veterinária

    • 7 - Transtorno do Processamento Auditivo Central: o que é, como diagnosticar e tratar

    • 8 - Comunicação inclusiva: estratégias para se comunicar com pessoas com deficiência auditiva

    • 9 - Pequenos grandes empreendedores do Geoparque Caçapava

    • 10 - As árvores da minha vida

    • 11 - O mundo encantado do xixi e do cocô: um guia prático sobre o Sistema Urinário e Gastrointestinal para crianças de 5 a 11 anos

    • 12 - Plantas suculentas: cultivo e curiosidades

    • 13 - Aspectos didático-pedagógicos para o ensino tático-técnico do padel

    • 14 - Disfagia: orientações para equipe multiprofissional

    • 15 - Ruído na comunicação: vamos prestar atenção!

Giséli Bastos, Vera Lucia Vianna, Leandro Gabbi, Victor Lopes e Flávi Lisboa parabenizando as obras.

Entrega dos certificados 

Em seguida, foram entregues os certificados aos melhores trabalhos da JAI 2024, contemplando projetos de diferentes unidades da UFSM. 
Seguem eles:

 

    • 55BET Pro Palmeira das Missões - “Assistência perioperatória de enfermagem ao adulto na perspectiva da Rede de Atenção à Saúde”

    • 55BET Pro Frederico Westphalen - “Aproximando a UFSM/FW das escolas públicas de ensino médio por meio da experimentação química”

    • O Centro de Artes e Letras - “Musicuriosos: um podcast interativo de informações e conhecimentos musicais – Fase 2”

    • Centro de Ciências Naturais e Exatas - “Ensino de Ciências para crianças através de experimentos sobre transformações da natureza”

    • Centro de Ciências Rurais - “Planejamento forrageiro: espécies de leguminosas hibernais utilizadas na Região Sul”

    • Centro de Ciências da Saúde - “Trabalho e vida digna: ações com as mulheres recicladoras e catadoras de lixo (descarte) no Município de Santa Maria/RS/Brasil”.

    • Centro de Ciências Sociais e Humanas - “Ação de extensão ‘verdade ou mentira?’: o rádio no combate à desinformação”

    • Centro de Educação - “Coletivo Fluir: acionando territórios na produção de circunstâncias de aprendizagens”.

    • Centro de Educação Física e Desportos - “Programa Brinca+UFSM: lazer e cultura popular em movimento na Universidade”

    • No Centro de Tecnologia, o certificado foi entregue ao trabalho “Progredir Santa Maria: capacitação e inclusão para transformar vidas”

    • Colégio Politécnico - “Deficiência visual: recursos para acessibilidade digital”.

    • Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM) -  “Robótica nas Escolas: curso de robótica para alunos da Escola Municipal Dezidério Fuzer de Restinga Sêca (RS)”

Encerrando a lista, a Reitoria foi contemplada com o trabalho “como podemos criar ambientes/espaços/contextos para as crianças? Trocas de experiências entre docentes da educação infantil”.

Na sequência da solenidade, foram entregues os certificados de Menção Honrosa Destaque Extensionista 2025 às servidoras e aos servidores indicados pelas unidades da UFSM ao edital desta edição. As homenagens contemplaram profissionais de diferentes campi e centros de ensino: do 55BET Pro Cachoeira do Sul, receberam a distinção a docente Deise Maria Cirolini Milbradt e a TAE Rosana Brettas da Silva; do 55BET Pro Palmeira das Missões, foram reconhecidos a docente Terimar Facin Ruoso e o TAE Danilo Freitas da Silva, e, do 55BET Pro Frederico Westphalen, a docente Jaqueline Ineu Golombieski. 

Também foram destacados, no Centro de Artes e Letras (CAL), o docente André Krusser Dalmazzo; no Centro de Ciências da Saúde (CCS), a docente Kayla Araújo Ximenes Aguiar Palma e a TAE Gisiê Mello Balsamo; no Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), a docente Andréa Valli Nummer; e, no Centro de Educação (CE), a docente Ana Cláudia Oliveira Pavão e a TAE Gléce Kurzawa Cóser

O Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) reconheceu a docente Angela Araujo da Silveira Espindola e o TAE Raone Somavilla; o Colégio Politécnico homenageou o docente Ezequiel Redin e o TAE Cristiano de Avila Dotto. Por fim, o Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM) destacou o docente Saul Azzolin Bonaldo. A cerimônia foi encerrada com agradecimentos aos presentes e às pessoas homenageadas.

O pessoal com os certificados ao fim do evento.

Texto: Maria Lúcia Homrich Gotuzzo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).


Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

 

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Futebol de Robôs

Fundada no ano de 2013, a equipe Taura Bots foi criada com o objetivo de aplicar os conhecimentos dos cursos de tecnologia por meio de projetos de robótica competitiva. Inicialmente dedicada ao futebol de robôs humanoides, a equipe diversificou suas áreas de atuação com o passar dos anos, participando de competições internacionais, projetos de carros autônomos e modalidades como tiro com arco, na qual chegou a ser campeã mundial. Após um período de descontinuidade causado pela pandemia, o grupo passou por uma reconstrução e retomou suas atividades, no início de 2024, com o objetivo de participar da competição.

Atualmente coordenada pelo professor Anselmo Rafael Cukla, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica (DPEE), a equipe Taura Bots conta com cerca de 20 membros distribuídos entre suas subequipes, que abrangem robôs de futebol das categorias Small Size League (SSL) e Very Small Size Soccer (VSSS), além do desenvolvimento de drones autônomos. O projeto reúne estudantes de diferentes cursos — como Engenharia de Controle e Automação, Engenharia da Computação, Ciência da Computação, Sistemas de Informação e Engenharia Aeroespacial — que atuam de forma integrada nos setores de mecânica, software, eletrônica e comunicação.

 

Robôs autônomos e estratégias de jogo: como é a competição

A categoria Small Size League – Entry Level consiste em partidas de futebol de robôs totalmente autônomos, nas quais times formados por três robôs competem entre si em uma dinâmica semelhante ao futebol tradicional. Os robôs — pequenos veículos com rodas capazes de se deslocar, driblar e chutar a bola — recebem comandos a partir de um sistema de visão computacional. Uma câmera instalada acima do campo identifica a posição de cada robô e da bola, enquanto um software processa essas informações e envia, via rádio, instruções de movimento e tomada de decisão. “Os robôs jogam sozinhos. A partir do momento em que a partida começa, ficamos apenas assistindo”, explicaram os integrantes. Com dois tempos de cinco minutos e regras específicas, como faltas, substituições e pedidos de time out, a competição exige precisão técnica, estratégia e controle rigoroso do comportamento dos robôs durante as partidas.

Segundo os integrantes Gabriel Niederauer, René Gargano Ferrari e Maria Rita Piekas, que representaram a equipe na competição, este é um dos principais desafios técnicos: integrar visão computacional, tomada de decisão e controle de movimento, ajustando tudo em tempo real no ambiente da competição. Muitos testes precisaram ser feitos no local para compensar variáveis como escorregamento das rodas, atraso na comunicação entre os robôs e diferenças entre o simulador e o campo real.

“Nós aprendemos a não desistir no primeiro problema que aparecer. Precisamos confiar no trabalho que fizemos”, afirma Gabriel, capitão da equipe e acadêmico de Engenharia de Controle e Automação. Ele destaca que a conquista foi resultado da persistência da equipe e da capacidade de identificar soluções rápidas entre uma rodada e outra. 

A integrante Maria Rita Piekas reforça essa percepção ao recordar o desempenho da equipe durante a competição: “A gente perdeu o primeiro jogo e depois fomos até o final. Depois que a gente perdeu o primeiro jogo, a gente focou muito em consertar os pontos fracos e, depois disso, até esse momento do final, a gente ganhou todos”. Para o grupo, o pódio simboliza justamente essa evolução coletiva e o amadurecimento técnico alcançado ao longo do processo.

A edição deste ano contou com nove universidades na categoria Entry Level (categoria de entrada), representando diferentes estados brasileiros. A Taura Bots avançou até a semifinal, na qual enfrentou o time favorito, mais forte do campeonato. Apesar da derrota impedir o acesso à final, a equipe venceu os demais confrontos e garantiu seu lugar no pódio.

 

Trajetória e formação interdisciplinar

Ao longo dos anos, a Taura Bots participou de intercâmbios com laboratórios na Alemanha, competições internacionais e eventos científicos. Parte das pesquisas desenvolvidas pelos estudantes já resultou em artigos apresentados na Jornada Acadêmica Integrada (JAI) da UFSM e no Simpósio Brasileiro de Robótica, incluindo trabalhos sobre drones autônomos e estruturas mecânicas proprietárias.

A reconstrução recente da equipe também envolveu o desenvolvimento de novos robôs criados totalmente do zero. Segundo Maria Rita e René, esse processo fortaleceu a integração entre cursos e ampliou o caráter formativo do projeto. “O laboratório é um espaço onde diferentes áreas se encontram. Cada estudante aprende com a área do outro, e isso cria um ambiente muito de desenvolvimento técnico e pessoal”, destacam.

Além das competições, o laboratório da Taura Bots também serve de suporte para atividades práticas de disciplinas de engenharia e computação, oferecendo infraestrutura e equipamentos que permitem aos estudantes participantes do projeto aplicar conteúdos do curso em projetos reais.

Parcerias e desafios de financiamento

Embora conte com apoio institucional para deslocamentos e inscrições na competição, a equipe não recebe verba direta da universidade para o desenvolvimento dos robôs. Por isso, depende de parcerias com empresas e do uso eficiente do laboratório.

Atualmente, a Taura Bots possui apoio de empresas como SolidWorks, Allegro e tecnologias da NVIDIA, que fornecem licenças, componentes eletrônicos e unidades de processamento. Os estudantes explicam que, mesmo sem um apoio financeiro, esses recursos são essenciais para manter o nível técnico dos projetos.

Planos para 2026

Após o pódio em Vitória, a equipe já concentra seus esforços em aprimorar os robôs da categoria Small Size League – Entry Level. Segundo os integrantes, o principal objetivo para 2026 é aumentar a velocidade dos robôs, hoje considerada baixa para competir em condições mais desafiadoras. Isso exigirá uma reformulação do projeto mecânico e eletrônico, com a adoção de ajustes nos sistemas de controle.

Com os robôs atualmente funcionando de forma estável, a equipe destaca que o próximo ciclo de desenvolvimento será mais eficiente, pois agora é possível testar melhorias diretamente em campo, diferentemente do período inicial, em que as partes eram desenvolvidas separadamente e em simuladores.

Para acompanhar o desenvolvimento dos projetos, os bastidores da preparação para as próximas competições e demais atividades do grupo, a Taura Bots divulga atualizações em seu Instagram: @taurabots

 

Texto: Gabriele Mendes, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista de Revisão Textual da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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