UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Wed, 06 May 2026 15:41:30 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/04/07/horta-urbana-auxilia-no-enfrentamento-da-inseguranca-alimentar Tue, 07 Apr 2026 17:02:46 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72215 Foto horizontal colorida de uma área de cultivo em uma horta. No centro da imagem há um canteiro coberto por uma estrutura arqueada com tecido agrícola cinza, utilizado para proteger as plantas. Ao redor do canteiro, crescem diversas plantas, incluindo pés de milho com folhas verdes altas. Ao fundo, aparecem mais áreas de plantio, vegetação e algumas casas do bairro. O céu está nublado.
Horta urbana em atividade desde 2018 já chegou a reunir 20 famílias na produção

Com um sorriso no rosto e um jeito calmo de falar, Luiz Antônio Loreto, 52 anos, nos recebe entre os canteiros da horta agroecológica comunitária Neide Vaz,  localizada no loteamento Dom Ivo Lorscheiter, no bairro João Luiz Pozzobon. Mestre Militar, como é conhecido, guia nossa reportagem entre os canteiros em fase de replantio, depois de um verão quente que prejudicou a produção. “Aqui era um depósito de lixo”, conta enquanto nos mostra quais tipos de alimentos são plantados ali.

Alface, milho, couve, temperos e ervas medicinais estão entre os itens produzidos sem o uso de agrotóxicos na horta. Desde 2018, o espaço tem sido uma alternativa para os moradores terem acesso a alimentos frescos e saudáveis. Além disso, a iniciativa contribui para a geração de renda, já que o excedente é vendido entre os vizinhos. 

A horta quebra a paisagem da região, composta por 578 casas de porta e janela, de 39,8 metros quadrados cada. O loteamento tem poucas árvores em suas ruas principais. Construídas entre 2013 e 2015, com recursos do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal em parceria com a Prefeitura de Santa Maria, as moradias foram entregues por meio de sorteio para pessoas em vulnerabilidade social. 

Já a área de plantio surgiu por iniciativa dos moradores da comunidade, ligada a um projeto social de capoeira existente no bairro. “Nós estávamos em uma reunião, logo depois de assumirmos a associação comunitária. Naquele dia estava presente a irmã Lourdes Dill - coordenadora, na época, do Projeto Esperança/Cooesperança - , que nos apresentou ao Juarez, que é da UFSM”, conta. Com isso, a horta começou a receber auxílio técnico do programa de extensão “Hortas Comunitárias em Santa Maria - Segurança alimentar e economia solidária”, coordenado pelo zootecnista Juarez Felisberto, da UFSM. 

Militar nos apresenta Isabel Soares, empregada doméstica de 57 anos, nova integrante da Neide Vaz. Natural de Arroio do Sol, ela conta que está ansiosa para cultivar seu primeiro canteiro: “como a gente compra tudo no mercado, para nós vai ser uma vantagem muito boa. E outra coisa é que aqui não tem esses produtos com veneno. Direto daqui para casa, vai ser bem melhor”, afirma. 

Ao todo, são 17 canteiros divididos entre as dez famílias que cultivam no local. Cada canteiro é cuidado por uma família ou morador. E quando alguém da comunidade tem interesse, pode solicitar um espaço para o plantio. Durante a pandemia de Covid-19, a horta chegou a ter cerca de 20 famílias cultivando. 

 

Foto vertical colorida de um homem negro, de meia-idade e sorrindo. A imagem o mostra do peito para cima e olhando para o lado direito. Ele tem cabelos curtos e grisalhos, usa uma camiseta branca com a inscrição “Capoeira Berimbau” e um emblema colorido no peito. No pescoço, utiliza um colar de contas escuras. Suas mãos aparecem à frente do corpo, como se estivesse gesticulando enquanto fala. Ao fundo, desfocado, há vegetação verde alta. O céu aparece nublado acima da paisagem.
Luiz Antônio Loreto, conhecido como Mestre Militar, foi um dos fundadores da horta e atualmente é presidente da associação de moradores.

Mudança que se percebe no prato 

Mais do que garantir alimentos frescos, a horta Neide Vaz ajuda a mudar hábitos da comunidade. Segundo o Mestre Militar, muitas crianças do bairro João Luiz Pozzobon tinham uma alimentação baseada em produtos industrializados. “No começo, era muito macarrão instantâneo e salsicha. Verdura quase não entrava no prato das crianças”, lembra da realidade que tem se modificado. 

No local do empreendimento agroecológico, também funciona uma cozinha solidária semanal, que distribui refeições para moradores da comunidade e de bairros próximos, sempre utilizando alimentos que foram produzidos ali mesmo. 

A experiência da horta Neide Vaz não é um caso isolado. Em Santa Maria, iniciativas semelhantes de agricultura urbana têm crescido como alternativa para ampliar o acesso da população a alimentos de qualidade. Atualmente são quatro hortas comunitárias em atividade na cidade e outras três em processo de implementação. 

De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Marcelo Dalla Corte, Santa Maria foi selecionada como um dos municípios prioritários para a implementação do projeto Horta Mais Comunitária, devido aos indicadores de vulnerabilidade socioeconômica. No município, o projeto prevê a criação de duas novas hortas urbanas, que serão construídas nos bairros Nova Santa Marta e Carolina.

Mapa ilustrado da cidade de Santa Maria, em tons claros de bege e marrom, mostrando ruas e bairros da área urbana. No topo da imagem está o título “Hortas urbanas em atividade em Santa Maria”. Sobre o mapa são destacados quatro locais onde existem hortas urbanas. Cada horta aparece identificada por placas de madeira ilustradas com a palavra “horta”, acompanhadas de desenhos coloridos de alimentos como milho, cenoura, berinjela, tomate e alface. A primeira placa, em vermelho, está situada ao noroeste, e está identificada como sendo a Horta da Penitenciária Estadual de Santa Maria (PESM). No Oeste, uma placa verde indica a Horta Cipriano da Rocha, no bairro Pinheiro Machado. No Leste, duas placas situadas no bairro Diácono João Luíz Pozzobon. A primeira, em roxo, sinaliza a Horta Renova Vidas. A segunda, em laranja, aponta onde fica a Horta Neide Vaz.

Do campo à cidade 

De acordo com o Relatório Mundial de Cidades de 2022, da Organização das Nações Unidas (ONU), 68% da população mundial residirá em áreas urbanas até 2050. A projeção para o Brasil é de que a urbanização chegue a 92% para o mesmo período. Em 2022, esse percentual era de 87%, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Há cerca de 50 anos, menos de 60% das pessoas viviam nas cidades no Brasil. Hoje já temos quase 90% da população vivendo em áreas urbanas", destaca a professora e pesquisadora Rita Pauli, coordenadora do Grupo de Trabalho em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (GT-SSAN) da UFSM, sobre o processo de urbanização brasileira. 

A professora alerta que, com apenas 10% da população vivendo no campo, não é mais possível que a produção de alimentos fique concentrada em áreas rurais. “A agricultura urbana é essencial por diferentes fatores, principalmente pela preocupação com a segurança alimentar”, complementa. Conforme a prefeitura de Santa Maria, cerca de 11% da população da cidade sofre com algum nível de insegurança alimentar, seja ela leve, moderada ou grave, o que representa 29.835 pessoas, segundo levantamento de 2023.  

Rita defende que, além de combater a insegurança alimentar, é necessário pensar em segurança nutricional. “Não adianta ser qualquer tipo de alimento. É preciso que sejam saudáveis. Por isso a importância das hortas urbanas nesse contexto”, aponta. Segundo ela, a agricultura urbana também pode contribuir para a inclusão social e para melhorar a renda de famílias em vulnerabilidade. .

A primeira está situada ao noroeste, e está identificada com uma placa vermelha como sendo a Horta da Penitenciária Estadual de Santa Maria (PESM). No Oeste, uma placa verde indica a Horta Cipriano da Rocha, no bairro Pinheiro Machado. Ao Sul, uma placa em roxo sinaliza a Horta Renova Vidas, no bairro Diácono João Luiz Pozzobon. E, ao Leste, uma placa em laranja aponta onde fica a Horta Neide Vaz, no bairro Dom Ivo Lorscheiter.

Uma barreira contra os ultraprocessados 

No bairro João Luiz Pozzobon, a horta tem se tornado uma espécie de barreira contra o avanço do consumo de ultraprocessados, formulações industriais feitas de substâncias extraídas de alimentos, como óleos, gorduras, açúcar e proteínas. Os ultraprocessados contém pouco ou nenhum alimento inteiro. Em geral, são considerados prejudiciais à saúde por serem pobres nutrientes e ricos em gorduras saturadas e trans, açúcares, sódio e aditivos. Entre os exemplos estão os pratos prontos industrializados, os embutidos, os cereais matinais, as bolachas, os salgadinhos, os refrigerantes, os energéticos, os sucos de caixinha, os fast foods, os sorvetes, as barras de cereais e os molhos prontos. 

De acordo com o professor e pesquisador da área de Geografia da Alimentação, Cleder Fontana, as pessoas que vivem nas cidades estão com uma rotina cada vez mais corrida e, por isso, acabam recorrendo a ultraprocessados por praticidade.     

Além disso, o professor acredita que a publicidade voltada aos ultraprocessados acaba influenciando as pessoas a ingerirem esse tipo de alimento. De acordo com dados publicados por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) na revista inglesa Lancet, a participação de ultraprocessados na alimentação dos brasileiros mais que dobrou desde os anos 1980, passando de 10% para 23%. “As pessoas cada vez mais tem se tornado reféns daquilo que a mídia propaga e acabam consumindo alimentos prejudiciais para sua própria saúde”, salienta.  

No entanto, Cleder acredita que esse cenário pode se reverter. “As hortas têm um papel pedagógico, sobretudo para pessoas que já não têm mais uma convivência no dia a dia com a agricultura e não sabem como se produz um alimento. Produzir envolve muitos conhecimentos, desde a fertilidade do solo, as épocas do ano para plantio e o tempo entre plantar, o desenvolvimento da planta e a colheita”, elucida.

Para o pesquisador, as hortas comunitárias são uma barreira visível para o avanço dos ultraprocessados na alimentação dos brasileiros e um aliado na segurança alimentar. “Essas iniciativas podem auxiliar as pessoas a comerem menos alimentos ultraprocessados e a terem uma maior soberania alimentar, principalmente nas áreas periféricas, onde o poder aquisitivo é menor”, contextualiza o geógrafo. 

Texto: João Victor Souza, estudante de jornalismo e estagiário da Agência de Notícias

Fotos: Jessica Mocelin, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Artes gráficas: Daniel Michelon De Carli, designer

Edição: Maurício Dias, jornalista

Foto horizontal colorida de um cacho de frutas verdes pendendo de um galho de árvore. As frutas têm formato arredondado, semelhantes a laranjas ou limões ainda verdes. Elas estão agrupadas no centro da imagem e cercadas por folhas alongadas de cor verde. O fundo aparece desfocado.
Devido ao verão rigoroso, produção em 2025 gerou pouco itens, como frutos cítrícos
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/territorios-conectados-pela-sororidade Tue, 31 Mar 2026 14:14:35 +0000 http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/?page_id=609 Territórios conectados pela sororidade: boas práticas para acessibilidade em atravessamentos tecnológicos
Phillipp Dias Gripp e Carlise Schneider Rudnicki (organizadores)
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/03/23/fazenda-dentro-da-universidade-7-dia-de-campo-do-advanced-farm-360o-aproxima-ufsm-produtores-e-tecnologias-do-agro Mon, 23 Mar 2026 11:15:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72223 [caption id="attachment_72225" align="alignright" width="629"] Palestra de abertura teve como tema “Agricultura regenerativa na visão do produtor e da academia”[/caption]

O 7º Dia de Campo Advanced Farm 360º reuniu estudantes, pesquisadores, produtores rurais e comunidade na tarde de sexta-feira (20), na área agrícola do Colégio Politécnico da UFSM. Com programação voltada à apresentação de pesquisas e tecnologias para o agronegócio, o evento buscou aproximar a universidade da sociedade e difundir soluções aplicadas ao campo por meio de atividades práticas e estações temáticas.

A programação iniciou com a abertura oficial e um painel sobre agricultura regenerativa como ferramenta de sustentabilidade nos sistemas de produção. Ao longo da tarde, os participantes foram divididos em grupos para percorrer as estações técnicas, com momentos de explicação e espaço para perguntas.

Segundo a professora e colaboradora do projeto Jaqueline Sgarbosa, o dia de campo é pensado como uma estratégia de conexão direta com a sociedade. “É uma atividade desenvolvida com a finalidade de demonstrar para a comunidade o que estamos desenvolvendo de pesquisas, muitas delas em parceria com empresas, que atendem demandas reais dos produtores”, explica.

[caption id="attachment_72226" align="alignleft" width="307"] Professora Jaqueline Sgarbosa é uma das colaboradoras do projeto[/caption]

Ela destaca que o próprio conceito do projeto está ligado a essa integração. A proposta “360º” representa justamente o fechamento de um ciclo, conectando universidade, empresas e sociedade na construção de soluções para o setor agrícola. “Não basta desenvolver pesquisas, é preciso que elas sejam aplicadas e gerem recomendações mais assertivas para o produtor”, complementa. 

Tecnologias apresentadas no campo

Durante o roteiro técnico, os participantes passaram por cinco estações temáticas, que contemplaram diferentes áreas da produção agrícola:

  • Produção de arroz irrigado e manejo sustentável de áreas de várzea;
  • Tecnologias para a cultura da soja;
  • Tecnologias para a cultura do milho;
  • Agricultura digital e de precisão;
  • Inovações tecnológicas para o setor agropecuário.

A dinâmica permitiu que os grupos permanecessem em cada estação por cerca de 25 a 30 minutos, promovendo interação direta com os apresentadores e troca de experiências.

De acordo com a professora Magda Aita Monego, diretora do Departamento de Pesquisa e Extensão do Colégio Politécnico, o evento cumpre um papel fundamental ao difundir as tecnologias desenvolvidas na instituição para a comunidade. “A agricultura regenerativa conecta ciência, prática e visão de futuro no agro”, afirmou, durante a abertura.

Formação prática e integração com o mercado

Além da difusão de tecnologias, o dia de campo também se consolida como espaço de formação prática para os estudantes. Mais de 40 alunos dos cursos de Agronomia e técnicos de Agropecuária e Agricultura de Precisão participaram da organização da atividade, vivenciando desde o planejamento até a execução do evento.

Para Jaqueline Sgarbosa, esse é um dos pilares do projeto. A iniciativa funciona como uma “fazenda dentro da universidade”, permitindo que os estudantes tenham contato direto com práticas reais do campo. “Um dos nossos principais lemas é ensinar na prática, permitindo que os alunos coloquem em ação aquilo que aprendem em sala de aula”, afirma.

[caption id="attachment_72227" align="alignright" width="306"] Gabriela Câmpara e mais de 40 estudantes participaram da organização[/caption]

A relação com o setor produtivo também é um diferencial. Atualmente, o projeto conta com mais de 30 empresas parceiras, envolvendo áreas como sementes, fertilizantes, máquinas, tecnologias agrícolas e bioinsumos. Essa articulação, segundo a coordenadora, é fundamental para aproximar a universidade das demandas reais do campo.

A acadêmica de Agronomia Gabriela Câmpara, que atuou na organização, destaca justamente esse papel integrador. “O dia de campo faz essa conversa entre produtores, alunos e empresas. Todo mundo troca informação”, relata.

A experiência também impacta quem participa como visitante. A estudante do curso técnico em Agropecuária Gabriela Rodrigo Renzoni ressalta o aprendizado adquirido. “É muito proveitoso. São experiências novas e coisas que a gente pode usar no dia a dia e futuramente aplicar nas propriedades ou nas cooperativas”, afirma.

Troca de experiências e impacto na formação

A experiência também mobiliza egressos da instituição. Formada neste ano, Ana Lívia dos Santos Ribeiro retornou ao Colégio Politécnico para acompanhar a atividade. “É gratificante poder prestigiar os colegas e ver o esforço deles. Eu sei o quão importante é o desenvolvimento desse evento”, diz. Ela ainda reforça que a integração entre as áreas é um diferencial: “Sem a agricultura, a pecuária não sobrevive. É uma via de mão dupla”.

[caption id="attachment_72228" align="alignleft" width="306"] Acadêmico Marcos Dahmer participou como apresentador pela primeira vez[/caption]

Entre as apresentações, os próprios estudantes tiveram espaço para divulgar pesquisas. O acadêmico Marcos Rubens Dahmer, do terceiro semestre de Agricultura, participou como apresentador pela primeira vez, com um estudo sobre produtividade de arroz irrigado com uso de bioinsumos. O interesse pelo projeto surgiu após visitar a edição anterior do evento. “Quando participei no ano passado, percebi as possibilidades aqui dentro. Gostei e vi que era a área de campo que eu queria, então consegui me inserir no projeto”, conta.

Para a reitora da UFSM, Martha Adaime, também presente na abertura do 7º Dia de Campo Advanced Farm 360º, iniciativas como essa reforçam a qualidade da formação oferecida pela instituição. “Mais eficiente do que o número de estudantes é a qualidade dos estudantes. E aqui vemos a preocupação com ensino, pesquisa, extensão e inovação”, destacou.

Evento estratégico para o setor agrícola

Os dias de campo são realizados em momentos estratégicos do calendário agrícola – uma vez no verão e outra no inverno. Segundo Sgarbosa, a escolha do período está relacionada ao ciclo das culturas, permitindo que os participantes visualizem, na prática, os resultados das tecnologias aplicadas.

“É nesse momento que conseguimos observar se aquilo que foi desenvolvido apresenta resultado ou não. O produtor quer ver o que está sendo feito, quer visualizar”, explica.

A atividade sempre é aberta a diferentes públicos, incluindo estudantes, produtores, empresas e comunidade em geral. Nesta edição, houve maior adesão de participantes em relação aos anos anteriores: cerca de 500 participantes, reforçando o interesse crescente pelas discussões envolvendo inovação e sustentabilidade no agronegócio.

Realizado em uma tarde de altas temperaturas, o evento contou ainda com a distribuição gratuita de água para os participantes e foi encerrado com uma confraternização. A iniciativa reafirma o papel da universidade como espaço de produção e compartilhamento de conhecimento, aproximando teoria e prática no desenvolvimento do setor agrícola.

Confira mais imagens do evento:

Texto: Marina Brignol, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Giovanna Rist, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/24/projeto-flores-para-todos-realiza-dia-de-campo-sobre-floricultura-pela-primeira-vez-em-sao-vicente-do-sul Mon, 24 Nov 2025 11:22:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71445 [caption id="attachment_71446" align="alignright" width="627"] Dia de campo foi realizado em São Vicente do Sul[/caption]

Na quarta-feira (19), foi realizado o Dia de Campo sobre Floricultura para entrega dos resultados da 15ª e 16ª fases do Projeto Flores para Todos, em São Vicente do Sul (RS), município conhecido como a Terra Doce do Centro-Oeste gaúcho. O evento integrou o calendário nacional de 2025 do Flores para Todos, considerado o maior projeto inclusivo da floricultura brasileira.

A atividade ocorreu na propriedade Flores do Ibirocai, formada em 2025 durante a 15ª fase do projeto, e reuniu 45 participantes, entre produtores, extensionistas, consultores e tomadores de decisão de nove municípios do Rio Grande do Sul. Representando a UFSM, participaram três estudantes de graduação, dois estudantes de pós-graduação e o professor do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Rurais, Nereu Augusto Streck, coordenador nacional da Equipe PhenoGlad e do Projeto Flores para Todos. Eles atuaram como palestrantes nas estações técnicas de girassol de corte e statice, flores que compõem o projeto. O engenheiro agrônomo e estudante de pós-graduação Lucas Gomes, integrante da Equipe PhenoGlad da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), de Petrolina (PE), também participou como palestrante em uma das estações técnicas.

Segundo o professor Nereu, o Dia de Campo celebrou, pela primeira vez na história de São Vicente do Sul, um evento voltado à floricultura, marcando um momento significativo para o município e para o Projeto Flores para Todos. Ele destacou ainda que a iniciativa proporcionou uma valiosa troca de experiências entre produtores já formados pelo projeto e novos produtores que aguardam ingresso nas fases previstas para 2026 e 2027.

Durante o evento, Nereu recebeu a I Comenda Ibirocai, concedida pela família da propriedade Flores do Ibirocai, profissionalizada em 2025 pelo projeto, em reconhecimento à sua liderança nacional no Flores para Todos e à contribuição para o avanço da floricultura brasileira. Desde 2018, o projeto já profissionalizou quase 500 novos produtores de flores, difundindo técnicas internacionais de produção sustentável e lucrativa.

O nome da honraria remete às Esporas do Ibirocai, tradicional peça da indumentária gaúcha reconhecida pela qualidade e associada à região da Campanha Gaúcha, próxima à fronteira com o Uruguai. As esporas se popularizaram e foram imortalizadas na música Guri, do músico tradicionalista gaúcho César Passarinho.

O Dia de Campo em São Vicente do Sul foi uma parceria da Equipe PhenoGlad da UFSM com a Emater/RS-Ascar, a Prefeitura de São Vicente do Sul e a propriedade Flores do Ibirocai.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/05/salao-de-extensao-chega-a-20a-edicao Wed, 05 Nov 2025 18:22:32 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71270 Foto colorida horizontal de apresentação de trabalho. Ao fundo, um universitário em pé apresenta trabalho. À frente dele, grupo de estudante sentados em classes escolares. Alguns deles estão com notebook ligado.
20º Salão de Extensão conta com apresentações orais e em formato de banner

Na 40ª edição da Jornada Acadêmica Integrada (JAI), os trabalhos realizados com a comunidade ganham espaço para apresentações no 20° Salão de Extensão, promovido pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE), em paralelo à JAI da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Entre os dias 3 e 7 deste mês acontecem as apresentações em banner e as comunicações orais dos trabalhos extensionistas, dividimos em áreas temáticas. Sendo: saúde; trabalho, meio ambiente e tecnologia e produção; educação e direitos humanos; comunicação e cultura e arte. As sessões de apresentação em banner acontecem no hall e mezanino Centro de Convenções, já as sessões de apresentação oral acontecem no Centro de Ciências Rurais (CCR), no prédio 44. 

Estudantes compartilham os trabalhos durante Salão de Extensão

Na manhã desta quinta-feira (5), estudantes participaram das comunicaçãões orais das áreas de trabalho, meio ambiente e tecnologia e produção. Emily Santos Gervasio, estudante do 7º semestre de Química Industrial apresentou o trabalho "Elaboração de guia de coleta de amostras de relevância ambiental" que é “uma elaboração de um guia de amostragem de relevância ambiental, de solo e água, que mandamos ao laboratório para fazer análise de contaminantes”, destacou Emily. Este trabalho é desenvolvido no Centro SAMA, que integra o Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (LARP). Outro trabalho desenvolvido no Centro SAMA foi da acadêmica Daiane Nunes, do 4º semestre de Farmácia. Em sua primeira participação na JAI, a universitária levou o trabalho "Elaboração de cartilha de experimentos com solo para aplicação na educação básica". 

Estevão Nascimento de Matos, estudante do 5º semestre de Agronomia, participou do Salão de Extensão com o trabalho "Produtividade de cultivares de soja em ambientes de sequeiro e irrigado no Rio Grande do Sul", desenvolvido pela Equipe FieldCrops. Na apresentação, o Estevão trouxe os resultados de “dados de ambientes de sequeiro e de ambientes  de irrigado, que mostraram quanto cada cultivar produziu”, explicou. O estudante avaliou como positiva a primeira participação na JAI e destacou por despertar mais interesse pelo assunto dos trabalhos.

Além das apresentações no Salão de Extensão, a Jornada conta com apresentações do Salão de Ensino. As sessões orais deste eixo acontecem no Centro de Artes e Letras (CAL), no prédio 40. Já a mostra de banners ocorre no Centro de Convenções. As listas das apresentações estão online.  

A programação do 20º Salão de Extensão e da 40º JAI estão online.  

Texto: Milena Gubiani, estudante de Jornalismo e voluntária da Agência de Notícias

Fotos: Paulo Baraúna, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/24/docentes-e-estudantes-do-curso-de-enfermagem-da-ufsm-pm-realizam-acao-de-extensao-sobre-saude-materno-paterno-e-infantil Fri, 24 Oct 2025 17:13:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71113 [caption id="attachment_71114" align="alignleft" width="679"]Foto colorida horizontal de grupo de pessoas sentadas em pé. O grupo é formado por homens e mulheres que vestem roupas mais formais ou casuais Grupo de professores e estudantes de Enfermagem realizou atividade de extensão na Sala Interativa[/caption]

A Sala Interativa da Universidade Federal de Santa Maria 55BET Pro Palmeira das Missões foi local de ação de extensão promovida pelas docentes do Departamento de Ciências da Saúde (DCS), professoras Fernanda Beheregaray e Andressa da Silveira no dia 15 de outubro. A atividade teve parceria do enfermeiro Iuri Trezzi, egresso da UFSM e integrante do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família com Ênfase em Saúde da População do Campo, da Escola de Governo Fiocruz Brasília.

A ação “Saúde materno, paterno e infantil: elementos para pensar o cuidado na atenção primária” teve participação de profissionais das Equipes das Estratégias de Saúde da Família (ESF) Mutirão e Centro Social Urbano, da Rede Bem Cuidar, e estudantes do Curso de Graduação em Enfermagem.

O objetivo da iniciativa foi promover reflexões e trocas de experiências sobre o cuidado integral, ao abordar as especificidades e desafios do acompanhamento de gestantes, pais e crianças na atenção primária à saúde. A atividade reforçou o compromisso da UFSM-PM com a formação profissional voltada às demandas reais do Sistema Único de Saúde (SUS) e com o fortalecimento das práticas interdisciplinares de cuidado.

Divisão de Divulgação Institucional da UFSM-PM

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A produção de peixes requer  atenção a diversos fatores, como a qualidade da água, o conforto térmico, a higienização de tanques e a nutrição adequada por meio do trato de ração. Esses cuidados têm sido destaques de pesquisas já realizadas pelo Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da UFSM e serão usados no Projeto de Extensão ProgeAqua - Programa de Geração de Renda e Qualidade do Pescado.

 

A iniciativa, contemplada no último edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG), parte de pesquisas já publicadas e validadas, servindo como embasamento técnico e científico para orientar produtores de peixe namelhoria no manejo e produção. Para Rafael Lazzari, coordenador do projeto, a intenção é oferecer conhecimentos que contribuam para a expansão da atividade, com o objetivo de aumentar a renda. “A produção de peixe que estamos falando tem um  objetivo comercial - seja para a venda na Semana Santa, seja para a produção de filé em outros momentos do ano -,  de forma que os produtores familiares da nossa região tenham uma fonte de renda extra, com mais rentabilidade, e possam melhorar suas condições de vida e seus sistemas de produção”, explica Rafael.

Para o pesquisador, a piscicultura desponta como uma atividade com grande potencial de crescimento, especialmente por oferecer uma fonte de proteína saudável. “Um dos focos do projeto não é apenas estimular a produção, mas também incentivar as pessoas a consumir peixe, porque o pescado é uma proteína de boa qualidade, de fácil digestão, rica em vitamina e ácidos graxos que são importantes para a saúde das pessoas”, destaca o coordenador do ProgeAqua. 

Ele também observa que,  no norte do Rio Grande do Sul, os sistemas produtivos de piscicultura já estão mais consolidados. “E agora também queremos fortalecer essa alternativa para os agricultores familiares aqui na região de Santa Maria”. Neste momento, o ProgeAqua está em fase de preparação dos materiais com orientações técnicas para capacitar  as e os produtores. O próximo passo deve acontecer nos próximos meses: o contato com estas famílias por meio de visitas técnicas. “Incorporar as ações de extensão é também cumprir o papel da universidade, que é levar o conhecimento das nossas pesquisas, já gerado na nossa área, para a sociedade”, aponta Rafael.

Segurança alimentar e aumento de produtividade

Dois eixos norteiam o ProgeAqua: a segurança alimentar e o aumento da produtividade. Rafael Lazzari explica que a produção de um pescado de qualidade exige cuidados tanto sanitários (ou seja, boas condições de higiene) quanto sensoriais (relacionados ao sabor do peixe). “Isso passa muito pelos processos de criação. Essas práticas serão abordadas nas capacitações que oferecemos. Isso vai incentivar que os produtores, no dia a dia de manejo, consigam produzir um peixe de qualidade”, ressalta.

Os aspectos produtivos ligados à qualidade do pescado têm impacto direto na segurança alimentar e no aumento da produtividade. O pesquisador reconhece que a segurança alimentar costuma ser um tema complexo, mas destaca que oferecer um peixe de qualidade, criado em condições sanitárias adequadas, contribui para o aumento do consumo por crianças, jovens, adultos e idosos. Além disso, a segurança alimentar envolve a possibilidade de acesso aos produtos. “Nem sempre um peixe ou outro produto alimentar é produzido a um custo acessível. Mas se você produzir de forma mais eficiente, ajuda a diminuir o custo de produção, e consequentemente, vai chegar em uma condição melhor para os consumidores”, evidencia Rafael.

Já o aumento da produtividade está relacionado ao fortalecimento da piscicultura comercial e à possibilidade da expansão da renda de famílias da agricultura familiar. Rafael explica: “O que tratamos no projeto é como fazer piscicultura em condições técnicas de manejo adequadas, de cuidados intensivos”. Entre os temas abordados nas orientações estão desde a construção e manutenção de açudes, passando pelo monitoramento da qualidade da água, até estratégias adequadas de alimentação dos peixes. 

Além dos aspectos relacionados com o ambiente, o projeto também trata de questões gerenciais, que envolvem custo de produção, de manejo e de monitoramento de indicadores de qualidade da água e do próprio peixe. “A piscicultura comercial e intensiva envolve conhecimento técnico-científico para que se garanta índices de produção satisfatórios e o produtor obtenha boa rentabilidade”, frisa Rafael.

Manejo na produção de peixes

As capacitações do ProgeAqua são voltadas para o manejo dos peixes no período de inverno, uma vez que a diminuição da temperatura da água afeta o gasto energético e diminui a alimentação dos animais, o que interfere no ganho de peso. Atividades de manejo e monitoramento são necessárias para minimizar os efeitos decorrentes do frio. São exemplos o conforto térmico dos animais e temperatura da água, qualidade de água (valores de oxigênio e ph) e questões comportamentais dos peixes. 

Algumas das pesquisas que vão embasar os cursos que serão ofertados aos produtores pelo ProgeAqua estão registradas no e-book ‘Manejo de inverno para a piscicultura no sul do Brasil’, que pode ser acessado por meio deste link. Destacamos alguns elementos importantes:

Conforto térmico e temperatura da água: quando a água está com temperaturas muito elevadas ou muito baixas, o peixe tende a se movimentar menos para gastar menos energia, o que leva à diminuição da alimentação e do crescimento e ganho de peso do animal. Em extremos, pode ocorrer mortalidade. As faixas de conforto térmico variam conforme a espécie, o que deve ser considerado na criação. Carpas e tilápias, por exemplo, tem faixas de conforto térmico diferentes. Enquanto a carpa consegue se alimentar em temperaturas de água abaixo dos 15 graus, as tilápias têm mais dificuldades - por serem animais tropicais, com faixas de conforto térmico mais altas, entre 24 e 28 graus.

Infraestrutura e manejo da água: quedas bruscas de temperatura são comuns no território gaúcho - e isso pode provocar a queda da temperatura da água e afetar o conforto térmico dos peixes. Esse fator exige a preparação dos produtores para a chegada do inverno e de frentes frias, e envolve uma boa alimentação dos peixes antes da estação, a fim de melhorar sua imunidade para o estresse do frio e evitar possíveis doenças. Qualidade nutricional e da água são fundamentais para a saúde e sobrevivência dos animais.

Tamanho e posição dos tanques: popularmente chamados de açudes, os tanques de produção de peixes não podem ser muito pequenos, uma vez que volumes de água menores resfriam mais rápido. Também não podem ser muito profundos, para evitar a estratificação térmica da água. Esse é um fenômeno em que a água se divide em pelo menos duas camadas com diferentes temperaturas: no fundo do tanque, a água tende a ser mais fria porque os raios solares não chegam, o que provoca diferentes densidades que não se misturam. De acordo com Rafael, esse fenômeno é comum na época do inverno, mas, no caso de fortes chuvas, quando há estratificação térmica, a água e os materiais que estão no fundo do açude sobem para a superfície, o que traz matérias orgânicas tóxicas que promovem quedas drásticas no nível do oxigênio. O resultado pode ser uma mortalidade grande dos peixes. Esse fenômeno é chamado de inversão térmica.

O tamanho ideal dos tanques pode variar de acordo com a região. Para o Rio Grande do Sul, as recomendações são de açudes maiores do que 1000m² e com profundidade entre um a um metro e meio. A posição dos tanques também é essencial: não podem estar em locais próximos a áreas de morros e árvores - que podem provocar sombras e prejudicar a exposição ao sol - nem em áreas de baixadas - suscetíveis a geadas.

Uso de aeradores: ferramentas que podem ser usadas para homogeneizar a temperatura e densidade da água, o que pode evitar a estratificação e inversão térmicas. Podem ser chafarizes ou ter a forma de pás que se movimentam, e são movidos a energia elétrica, em sua maioria. Tem a função de compensar a diminuição do oxigênio da água em semanas com muito frio e pouco sol.

Captura de tela quadrada e colorida com quatro fotografias de aeradores em formato de chafariz. Elas estão organizadas em dua fileiras com duas fotos cada. As fotos 1, 2 e 3 mostram o aerador em movimento, com o chafariz que joga água para cima, no meio de um açude. Na foto 4, a estrutura do aerador chafariz, que é azul, e tem uma forma circular na base, que se estreita em um formato de cilindro com aberturas laterais. Abaixo das fotos, a legenda: "Figura 4. Aeradores chafariz em funcionamento e imagem de referência para este modelo de aerador. Fonte: (A, B e C) João A. Sampaio (arquivo pessoal), (D) Primato Cooperativa Agroindustrial ([2023])". O fundo é branco.
Aeradores em formato de chafariz. Fonte: Rotta et al, 2023.
Captura de tela de aeradores em formato de pá. São quatro fotografias organizadas em duas fileiras com duas fotos cada. Na parte superior, a primeira fotografia mostra três pontos de água esguichando. Na segunda, um aerador em formato de pá, com corpo azul e pás amarelas. A pá é formada por uma estrutura circular com várias lâminas. Na foto 2, as pás giram e jogam água para cima. Na foto 3, detalhe da água em movimento, para cima. Na foto 4, o aerador em pá parado. Abaixo das fotografias, a legenda: "Figura 3. Aeradores de pás em funcionamento e imagem de referência para este modelo de aerador. Fonte: (A e C) Trevisan Equipamentos Agroindustriais ([2023]), (B e D) Agricotec ([2023])". O fundo é branco.
Aeradores em formato de pá. Fonte: Rotta et al, 2023.

Experiências anteriores

Em 2015, uma primeira edição das capacitações do ProgeAqua foi aplicada na região noroeste do estado. Thamara Schneider é zootecnista e participou desta edição do projeto quando era estudante na UFSM em Palmeira das Missões. Ela conta que o projeto permitiu uma aproximação com a realidade das e dos produtores e favoreceu o diálogo entre o campo e a academia. “O ProgeAqua foi uma oportunidade de ampliar horizontes, conhecer diferentes realidades e dialogar com produtores de distintos perfis, enriquecendo minha formação profissional e pessoal”, relata Thamara.

Além das capacitações técnicas, também foram coletadas amostras de água, para avaliar em laboratório a qualidade físico-química. Os resultados das análises eram levados aos produtores junto com orientações técnicas de melhoria. Os cursos foram ministrados em 40 municípios, com enfoque em Palmeira das Missões, Sarandi, São Pedro das Missões, Jaboticaba, Novo Barreiro, Ronda Alta, Constantina, Sagrada Família, Frederico Westphalen, Seberi, Taquaruçu do Sul, Vicente Dutra, Iraí, Planalto, Nonoai e Trindade do Sul. Foram treinados mais de 800 produtores, que também receberam materiais de divulgação e orientações técnicas. O contato do projeto com os produtores foi feito por intermédio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Fotografia quadrada e colorida de um açude amplo em ambiente aberto, com gramas nas margens. Ao fundo, é possível ver algumas árvores de pinheiros, e o céu azul com nuvens arroxeadas.
Um dos açudes monitorados pelo ProgeAqua na edição de 2015.
Peixe tilápia em fase de crescimento. Ele é prateado com um leve tom de cobre. O peixe está na mão de alguém. O fundo é o chão com gramas esparsas.
Peixe tilápia em fase de crescimento.
Fotografia quadrada e colorida de cinco pessoas em pé ao lado de um açude. São três homens, uma mulher e uma criança. Elas estão em meio à uma grama fina mais alta. Ao fundo do terreno, algumas árvores. A grama se estende até o fundo da imagem. Na parte superior, o céu azul com algumas nuvens espalhadas.
Integrante do ProgeAqua e uma família de produtores ao lado do açude.

Reportagem: Samara Wobeto, jornalista

Edição: Luciane Treulieb, jornalista

Design: Evandro Bertol, designer

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/03/12/extensao-complexo-multicultural Wed, 12 Mar 2025 17:30:05 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68490

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), publicou o Edital 77/2024, que trata do credenciamento de ações para o Complexo Multicultural Antiga Reitoria. As inscrições devem ser feitas até o dia 7 de abril pelo acom.pre@55bet-pro.com.

O edital é destinado a professores, técnicos-administrativos em educação (TAEs) e representantes internos (docentes e TAEs) de convênios existentes com entidades externas à UFSM. 

O objetivo é credendiar ações de extensão que promovam a cultura, a educação e o desenvolvimento social a partir do Complexo Multicultural Antiga Reitoria. As propostas devem ser nas seguintes áreas:  cultura, arte, educação, tecnologia, saúde e meio ambiente. É necessário ter relação com um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (Agenda 2030).

Mais informações podem ser obtidas no edital.

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/12/18/exposicao-coletiva-corporalidades-e-aparicoes-na-pintura-pode-ser-visitada-ate-sexta-20 Wed, 18 Dec 2024 13:07:53 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67978

Até sexta-feira a comunidade em geral pode apreciar a mostra coletiva "Corporalidade a Aparições na Pintura" na Sala Cláudio Carridonde, prédio 40 do Centro de Artes e Letras, no campus sede. Organizada pela professora a Karine Perez, do Departamento de Artes Visuais, e pelo doutorando Marcelo Eugênio, do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, a exposição traz o resultado de pesquisas individuais feitas por estudantes da disciplina Processos Pictóricos, do Curso de Artes Visuais. O trabalho na disciplina envolveu ações de curricularização da extensão a partir de práticas artísticas para além da sala de aula. Também participam membros do Grupo de Pesquisa Processos Pictóricos, dentre eles estudantes do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais.

Os artistas participantes da mostra são; Adriana Antunes, Ana Julia Dotto Guaragni, Bianca Rosa Colpo, Camila V. Dias, Camila Koakutsu, Diego Rambo, Flavia Trevisan, Francine Furlan, Fred Rodriguez, Guilherme Vieira, Karine Perez, Lucas Devicari, Manuzita, Mar, Maria Eduarda Porto, Marcelo Eugenio, Michele Martines e Rafael Monteiro.

Conforme os curadores da mostra, as obras dos 18 artistas trazem em comum a ideia de corporalidades e aparições na pintura, seja por meio da aparição do próprio corpo e rosto humanos, ou da materialidade da tinta e outros elementos agregados a ela, na representação de  corporalidades presentes na natureza ou no imaginário de cada artista.  

Os horários de visitação da mostra são das 10h às 13h e das 14h às 18h. 

 

Texto curatorial: Corporalidades e Aparições da Pintura 

Temática presente na história da pintura desde os seus primórdios, o corpo encontra, na contemporaneidade, outros desdobramentos e problematizações que vão além da sua apresentação. De modo semelhante, compreendemos o conceito de aparição, no sentido de uma espécie de fantasmagoria que, na produção artística atual, faz-se presente por meio de obras cujo cerne são suas relações dialéticas entre o visível e o invisível.

Nesse sentido, corpo e aparição são terminologias que nos fazem refletir sobre a prática pictórica, a qual, a despeito da sua morte tantas vezes anunciada, sobrevive. E permanece não apenas no seu sentido tradicional, mas também na relação do artista com a corporalidade da matéria pictórica com a qual trabalha; no corpus que se amplia a outros campos do conhecimento; bem como na relação do próprio corpo do artista com o seu fazer pictórico. Tais questões podem ser encontradas no conjunto exposto, tendo em vista que algumas obras  instigam diferentes percepções a respeito do corpo; enquanto outras estão mais alinhadas com elementos visuais que, tal como em uma aparição, surgem e desaparecem, deixando seus vestígios.

Vale ressaltar que o conjunto de obras apresentadas é resultado de pesquisas individuais, realizadas na disciplina Processos Pictóricos, do Curso de Artes Visuais - UFSM. De caráter extensionista, ela agrega ações para além da sala de aula e, assim, a mostra constitui-se como uma dessas atividades. Ademais dos discentes da disciplina, esta exposição coletiva também conta com a participação de alguns membros do GPICTO - Grupo de Pesquisa Processos Pictóricos (UFSM/CNPQ), dentre eles discentes do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGART/UFSM).

Karine Perez e Marcelo Eugenio

Foto: Divulgação/CAL

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/25/cerimonia-de-abertura-da-39a-jai-premia-destaques-institucionais-da-ufsm Mon, 25 Nov 2024 16:50:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67683

Na manhã desta segunda-feira (25), na abertura da 39ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI), com o tema “Da Ciência à Resiliência”, realizada no Centro de Convenções do 55BET Pro Sede, a UFSM premiou os destaques institucionais nas categorias Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação.   A categoria Destaques do Ensino é focada em distinguir anualmente os projetos de ensino desenvolvidos com o apoio do programa Fundo de Incentivo ao Ensino (FIEn) e dos Programas de Licenciaturas (Prolicen), vinculados à Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). Estes programas desenvolvem ações que impactam positiva e relevantemente os processos de ensino, contribuindo para a melhoria do desempenho acadêmico nos cursos da UFSM, de maneira alinhada aos objetivos institucionais previstos no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e favorecendo a melhoria nos cursos de licenciatura.   O prêmio Pesquisador Destaque homenageia professores pela relevância de sua produção científica e pela contribuição significativa à pós-graduação e à pesquisa ao longo de sua carreira, com impacto no desenvolvimento institucional e da sociedade.    Nos Destaques da Extensão, são condecorados um docente, um técnico-administrativo em educação (TAE) e um representante da comunidade externa que tenham reconhecida trajetória de trabalho extensionista em prol da parceria entre a UFSM e a sociedade.   Já na categoria Destaques da Inovação há as subdivisões “Inovação no mercado”, para docente da UFSM que possua proteção de tecnologia licenciada; “Pesquisador na empresa”, para docente que coordene projetos de PD&I com empresas por meio de fundações de apoio; e “Startup Inovadora”, para empresa incubada na Pulsar da UFSM.   Neste ano, pela primeira vez, também foi concedida a premiação de Destaque na Imprensa, para condecorar o estudante ou servidor da UFSM que mais atendeu aos veículos de comunicação no último ano.  Rodrigo Temp Müller, paleontólogo e técnico de laboratório do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA), recebeu o Destaque Imprensa. “Eu fico muito feliz. Não é algo que a gente espera. Fazer paleontologia é algo que eu quero desde criança e receber um reconhecimento por isso, nos estimula a tentar fazer mais”, comentou. Müller atendeu meios de comunicação nacionais e internacionais, que vão da TV Globo ao The New York Times. O paleontólogo comentou sobre a importância do contato entre a comunicação e a ciência, “É a ponte que temos entre a nossa pesquisa e a população. Não adianta fazer uma pesquisa, encontrar um dinossauro e não transmitir isso para o público. E eu sozinho não iria conseguir, eu preciso da Comunicação da UFSM, trabalhamos juntos. É a tradução do nosso conhecimento científico para um público mais amplo”.     Confira os destaques institucionais:  

Ensino

  Fundo de Incentivo ao Ensino (FIEn): Fernanda Reis Favarin, docente do Departamento de Alimentos e Nutrição do 55BET Pro Palmeira das Missões, coordenadora do projeto Liga Acadêmica de Nutrição Clínica e Funcional, por sua contribuição significativa para o desenvolvimento e/ou adoção de novas práticas de ensino na UFSM. Doutora em Nanociências pela Universidade Franciscana (UFN), com período sanduíche na University College Cork (Irlanda), Fernanda coordena projetos de ensino, extensão, pesquisa e inovação nas áreas de nutrição clínica e funcional, nutrição hospitalar e nanotecnologia aplicada à área de alimentos.   Programa de Licenciaturas (Prolicen): Mitieli Seixas Da Silva, docente do Departamento de filosofia, coordenadora do projeto Grupo de Mulheres e Pessoas Trans: Explorando a Filosofia através da escrita, por sua contribuição significativa para o desenvolvimento e/ou adoção de novas práticas de ensino na UFSM. Doutora pela UFRGS, dedica-se à obra de Émilie du Châtelet, coordenando o Émilie: Grupo de Pesquisa e Tradução, e ao estudo da maternidade sob uma perspectiva filosófica. No ano de 2021 recebeu o Prêmio Elisabeth da Bohemia, concedido pelo Center for the History of Women Philosophers and Scientists (Paderbron University, Alemanha) por sua atuação para a inserção de mulheres filósofas no cânone.  

Pesquisa

  Pesquisador destaque: Marcio Antonio Mazutti, do Departamento de Engenharia Química. Doutor em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas, Mazutti atua no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química, focando no desenvolvimento de processos e produtos biotecnológicos com aplicação na agricultura. Já publicou cerca de 300 artigos em revistas científicas. Atuou como coordenador de Projetos Institucionais vinculado à Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (2014-2017) e como coordenador de Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia, vinculado à Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (2017-2018). Tem experiência docente em Engenharia de Bioprocessos, Fenômenos de Transporte, Processos Fermentativos Industriais e Processos Enzimáticos Industriais. Coordena a Rede Gaúcha para o Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia em Bionsumos (Redeitec Bioinsumos RS).  

Extensão

  Docente: Luciano Zucuni Pes, do Departamento de Ensino do Colégio Politécnico desde 2009, atuou em mais de dez projetos de extensão como coordenador somente nos últimos dez anos. Durante a graduação, foi um dos idealizadores do DTG Noel Guarany, que segue em atividades até hoje, focado na valorização das tradições gaúchas dentro do ambiente universitário. Como docente, guia a pesquisa Advanced Farm 360, que trabalha com o objetivo de potencializar a inovação na área de agricultura 4.0. Este trabalho tem três linhas de pesquisa específicas: agricultura de precisão, zootecnia de precisão e produção agropecuária sustentável.   TAE: Fernanda Mirasso Lemes atua como terapeuta ocupacional no Centro de Ciências da Saúde (CCS) desde 2015, com foco em ações extensionistas que atuam em demandas assistenciais, principalmente na área de saúde mental. Sua atuação está dirigida a públicos de regiões da cidade de Santa Maria em vulnerabilidade social, adaptando o tema à realidade, permitindo autonomia e protagonismo do público em seus próprios processos. No seu período de atuação, já mobilizou quase 50 estudantes de graduação e pós-graduação, oriundos de diversas formações da área da saúde.   Externo: Comunidade de Vale Vêneto, por sua significativa atuação e parceria com a UFSM em ações extensionistas, contribuindo para a transformação da realidade social.  

Inovação

  Invenção no mercado: Maurício Veloso Brun, docente do Departamento da Clínica de Pequenos Animais. Doutor em Medicina Veterinária pela UFSM, tem pós-doutorado no Centro de Cirugía de Mínima Invasión Jessús Usón (CCMIJU), na Espanha. Atua no Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária (PPGMV), é colaborador do CCMIJU/Espanha, bolsista Produtividade em Pesquisa do CNPq e vice-presidente do Colégio Brasileiro de Endoscopia e Videocirurgia Veterinária (CBEVV). Contemplado devido principalmente ao desenvolvimento de plataforma de tração multidirecional para a realização de cirurgias gasless, método que possibilita a realização de cirurgias minimamente invasivas sem a necessidade de insuflar o abdome do paciente com gás carbônico. A tecnologia foi licenciada pela empresa Bhio Supply e está em produção para comercialização. O professor possui ainda três pedidos de patentes nacionais e um pedido de registro de desenho industrial, todos vinculados à UFSM.   Pesquisador na empresa: Gustavo Brunetto, docente do Departamento de Solos. Com pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo (PPGCS) da UFSM, atua neste mesmo programa. Atualmente é coordenador substituto do PPG em Ciência do Solos e coordena o Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos (Gepaces). Contemplado com a premiação devido à atuação promovendo avanços científicos que melhoram a qualidade e a produtividade da produção de uvas e vinhos no RS. Por meio de parcerias com a Vinícola Salton e a Cooperativa Vinícola Aurora, ele desenvolveu recomendações de adubação e calagem que reduziram o uso de fertilizantes, geraram economia para os produtores e melhoraram a qualidade do vinho. Além disso, seus projetos contribuíram para a formação de mestres, doutores e pesquisadores, além de captar expressivos recursos para a UFSM e fortalecer a relação com o setor produtivo.   Startup inovadora: Farm 360, empresa incubada da UFSM que trabalha com prestação de serviços de assessoria em agricultura de precisão, oferecendo soluções inovadoras como taxa variável de insumos, mapeamento de compactação do solo e irrigação em várzeas. Sua contemplação na categoria se deve ao trabalho em aliar tecnologia geoespacial para criar mapas de colheita e práticas sustentáveis como mulching, fazendo com que a empresa contribua tanto para a eficiência produtiva quanto para a preservação ambiental. Sua colaboração com a UFSM em projetos de pesquisa fortalece o ecossistema de inovação local, gera empregos qualificados e apoia a formação acadêmica.  

Imprensa

  Rodrigo Temp Müller, servidor técnico-administrativo, técnico do Laboratório de Paleontologia no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (CAPPA/UFSM). Bacharel em Gestão Ambiental pela Universidade Federal do Pampa, Rodrigo é mestre e doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal pela UFSM, no qual hoje atua como orientador de mestrado e doutorado. Desde 2016, é técnico do CAPPA. Tem se dedicado ao estudo da biota Triássica, com ênfase na origem e diversificação dos dinossauros e grupos relacionados. Já descobriu e escavou diversos fósseis no Rio grande do Sul, incluindo os mais completos dinossauros do Brasil, e participou de expedições de prospecção na Argentina, onde coletou espécimes que hoje estão depositados em museus de Buenos Aires e Anillaco. Foi fonte em veículos de imprensa nacionais e internacionais, como TV Globo, Folha de S. Paulo, New York Times e National Geographic.

Fernanda Reis Favarin, destaque Fundo de Incentivo ao Ensino (FIEn)
Fernanda Reis Favarin, destaque Fundo de Incentivo ao Ensino (FIEn)
Mitieli Seixas Da Silva, destaque Programa de Licenciaturas (Prolicen)
Mitieli Seixas Da Silva, destaque Programa de Licenciaturas (Prolicen)
Fernanda Mirasso Lemes, destaque Extensionista TAE
Fernanda Mirasso Lemes, destaque Extensionista TAE
Luciano Zucuni Pes, destaque Extensionista Docente
Luciano Zucuni Pes, destaque Extensionista Docente
Neri Flávio Bortoluzzi e Vivaldina Bortoluzzi, representantes da comunidade de Vale Vêneto, destaque Extensionista Externo
Neri Flávio Bortoluzzi e Vivaldina Bortoluzzi, representantes da comunidade de Vale Vêneto, destaque Extensionista Externo
Marcio Antonio Mazutti, destaque Pesquisador
Marcio Antonio Mazutti, destaque Pesquisador
Maurício Veloso Brun, destaque Invenção no mercado
Maurício Veloso Brun, destaque Invenção no mercado
Gustavo Brunetto, destaque Pesquisador na empresa
Gustavo Brunetto, destaque Pesquisador na empresa
Farm 360, destaque Startup inovadora
Farm 360, destaque Startup inovadora
Rodrigo Temp Müller, destaque Imprensa
Rodrigo Temp Müller, destaque Imprensa

Solenidade de abertura

Durante a abertura, a vice-reitora, professora professora Martha Adaime, destacou o recorde de trabalhos inscritos. “Nós superamos o número de inscritos em um ano muito difícil, com enchentes e greve. Penso que estamos em um ascendente em relação a JAI”, avaliou a vice-reitora da UFSM.

A 39ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI) ultrapassou os números anteriores. “Ano passado, atingimos um recorde de trabalhos inscritos, sendo 5880. Isso é cerca de 38% a mais do ano de 2022. Este ano também batemos o recorde de inscritos, foram 6019 trabalhos submetidos”, comentou Leandro Souza da Silva, coordenador de pesquisa da Pró Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa.

A abertura da JAI teve apresentação do Duo de Flauta e Violão da Orquestra Sinfônica de Santa Maria, que trouxe música popular brasileira como “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa.  

  
Foto colorida horizontal. O destaque é o painel com 39ª JAI. Ao lado à direita, uma mulher ao microfone e outra no púlpito. Em segundo plano, a plateia
Solenidade de abertura da 39ª JAI
Apresentação musical ao início da 39ª JAI

Desigualdades sociais

A conferência de abertura da 39ª JAI teve como tema  “Retrato das desigualdades sociais no Brasil: internacionais, raça e decolonialidades”, com o  professor e pesquisador da Universidade de Brasilia (UnB) Kleber Aparecido da Silva. 
Ganhador do Prêmio Paulo Freire de Educação, o professor compartilhou suas vivências e demarcou a necessidade do pensamento anticolonial e antirracista. Kleber evidenciou a necessidade de explorar a vivência a partir do olhar do outro, isto é, com lentes decoloniais.
Professor Kleber Kleber da Silva, da UnB, falou sobre desigualdades e decolonialismo

Programação da 39ª JAI

As atividades da Jornada seguem até sexta (28) nos campi Santa Maria e Cachoeira do Sul. A programação geral inclui apresentações orais e de banners, JAI Performativa3ª JAI Mirim19º Salão de ExtensãoX Encontro de Flautistas do Rio Grande do SulMaratona de Inovação e a JAI Cachoeira do Sul. Estão previstos vários eventos-satélite, como simpósios, colóquios, fóruns, semanas acadêmicas, seminários, encontros, rodas de conversa e minicursos.  Mais informações na página do evento.

Texto: Ricardo Bonfanti, jornalista, e Jéssica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsita da Agência de Notícias

Fotos: Gabriel Escobar, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Ricardo Bonfanti, Mariana Henriques e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/22/orquestrando-arte-comemora-10-anos-em-espetaculo-no-centro-de-convencoes Fri, 22 Nov 2024 13:54:46 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67692
Espetáculo contou com integração de teatro, dança e música

Na noite desta quinta-feira (21), a Associação Orquestrando Arte realizou a apresentação “Fazendo Arte, Orquestrando a Festa” no Centro de Convenções da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), para comemorar os 10 anos da entidade.

O espetáculo integrou teatro, música, canto coral e dança para representar a elaboração de uma festa surpresa de aniversário para a Orquestrando Arte. A apresentação mostrou ao público o que é desenvolvido pela associação, como a oferta das oficinas. Ao final, a orquestra tocou o tradicional parabéns de aniversário e foi lançada a campanha para criação da sede própria da entidade.

Para “Fazendo Arte, Orquestrando a Festa”, o teatro destacou os preparativos de uma festa. As demais artes, participaram das comemorações. Assim, os integrantes das oficinas prepararam temáticas semelhantes, que pudessem ajudar a composição do espetáculo com 110 pessoas no palco. 

Mírian de Agostini Machado, assistente social e gestora da Orquestrando Arte explica que a escolha do tema é uma forma de celebrar a primeira década de atividades da associação. “É o momento de agradecer a comunidade que nos apoia, de comemorar que estamos juntos aqui e das pessoas que passaram pela associação, e, também, de vermos os frutos plantados durante esse tempo”.

 

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Bandeira do Orquestrando Arte foi agitada durante a apresentação no Centro de Convenções

Percepções dos artistas

 

Os irmãos Manuela, 16 anos, e Marcos, 12 anos, estão Orquestrando Arte desde 2022 e participaram do espetáculo como percussionistas. Manuela, que tocou na apresentação do ano passado, compara as duas: “foi uma experiência muito legal por conseguir perceber os dois universos de cada espetáculo e o quanto consegui evoluir”. Eles revelam que a preparação para o espetáculo começa no início do ano, com aulas nas quintas e sextas, além de ensino com a orquestra nos sábados. Ainda destacam a escolha das músicas para decidir o que passar ao público que assiste a apresentação.

Savine, 16 anos, está na associação há um ano e dançou no espetáculo deste ano e ajudou na organização. “Foi uma experiência ótima. As pessoas são acolhedoras. É uma grande família”.

Quem participa do programa, mas não se apresentou também gostou muito de acompanhar o espetáculo, como a Elisa, 8 anos, que toca piano e considerou o espetáculo muito legal. 

Final do espetáculo reuniu os 110 participantes no palco

Conheça o programa Orquestrando Arte

 

A Associação Orquestrando Arte é uma entidade beneficente, sem fins lucrativos, com o objetivo de promover a assistência social, educacional e cultural a crianças, adolescentes e jovens de Santa Maria. A entidade desenvolve o Programa Orquestrando Arte - Incubadora Sociocultural, que tem cunho socioeducativo com atividades no contraturno escolar. O programa oferece um espaço de prevenção, proteção e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, além de ser um espaço de promoção da arte e da cultura.

O Orquestrando Arte desenvolve, desde 2014, oficinas de música, dança, teatro e apoio pedagógico para crianças e adolescentes, além de oficinas de costura criativa, crochê e canto coral para adultos a partir dos 15 anos.

Mírian explica como é a atuação: “O programa sociocultural visa, através da música, da arte, da dança e do teatro, fortalecer o vínculo com as crianças, adolescentes e jovens. É uma ferramenta de trabalho que utilizamos para inclusão social e acesso à cultura e à arte, com viés social de garantir direitos”. A assistente social complementa que proposta promove "um espaço de conhecimento e gera novas descobertas e oportunidades para as pessoas”.

O programa também conta com apoio pedagógico para reforço do desempenho escolar, visto que para participar é necessário frequentar a escola.

“Fazendo Arte, Orquestrando a Festa” contou com teatro ...
...números de dança ...
... e apresentação da orquestra

Parceria com a UFSM

 

A sede da associação está localizada no Complexo Multicultural Antiga Reitoria, no centro de Santa Maria. O Orquestrando Arte é um campo da extensão, a partir de estágios curriculares e extracurriculares, e da pesquisa, por meio de estudos acadêmicos. Essa troca solidifica o trabalho das instituições e auxilia na visibilidade de ambas, sendo que elas têm o viés de trabalhar para e em prol da comunidade, como argumenta a gestora da entidade. 

 

Voluntariado no programa

 

Para a realização das atividades, o Orquestrando Arte conta com professores voluntários, que são estudantes ou egressos nas áreas das oficinas oferecidas e voluntários que contribuem com o brechó ou com a doação de alimentos para a preparação do lanche aos participantes do programa.

Quem deseja participar das oficinas ou auxiliar nas atividades pode conferir a disponibilidade na sede da entidade, no quarto andar da Antiga Reitoria da UFSM, e conferir mais no perfil no Instagram @orquestrandoarte

Quem deseja auxiliar na construção da sede própria da instituição pode fazer doações pela chave pix orquestrandoarte@gmail.com.

 

 

Texto: Milena Gubiani, estudante de jornalismo e estagiária da Agência de Notícias

Fotos: Gustavo Damascena, estudante de produção editorial e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/04/projeto-da-ufsmonumento-natural-alemoa Mon, 04 Nov 2024 13:21:58 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67377 Mapa com a localização do Monumento Natural da Alemoa
Monumento Natural da Alemoa está localizado entre o final da Av. João Pozzobon e o início da Av. Evandro Behr

Há milhões de anos, o lugar conhecido por Sítio da Alemoa ou Sanga da Alemoa, localizada nas proximidades do Trevo do Castelinho - entre o final da Avenida João Pozzobon e o início da Avenida Evandro Behr -, foi habitado por animais que viveram antes dos dinossauros. Com a finalidade de sensibilizar a comunidade sobre a importância de preservar o local, que tem relevância para a paleontologia mundial, o professor Átila da Rosa, do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Santa Maria, desenvolve um projeto de extensão desde 2023.

Este importante sítio fossilífero tem recebido iniciativas de preservação desde a década de 1960. Rico em fósseis e com uma história que remonta a descobertas significativas desde o início do século XX, o Monumento Natural da Alemoa se encontra sob proteção e em processo de valorização para fins educacionais e turísticos, de acordo com a Portaria nº 18/SMA, de 23 de dezembro de 2020, que instituiu o espaço como um ambiente especialmente protegido.

Riqueza paleontológica do sítio

 

De acordo com o professor Átila da Rosa, pelo menos nove espécies diferentes de fósseis foram identificadas, resultado de centenas de coletas no Monumento Natural da Alemoa. Entre as espécies encontradas estão cinodontes, rincossauros, pseudosúquios, herrerasaurídeos, lagerpetídeos, silessaurídeos e sauropodomorfos.

Os cinodontes são vertebrados relacionados aos répteis que deram origem aos mamíferos, enquanto os rincossauros são répteis herbívoros com crânios triangulares e bicos ósseos. Os pseudosúquios, geralmente carnívoros, são ancestrais dos dinossauros, pterossauros, crocodilos e tartarugas. Já os herrerasaurídeos são dinossauros primitivos, possíveis antecessores dos terópodes, incluindo o Tyrannosaurus rex. Os lagerpetídeos e silessaurídeos são considerados dinossauromorfos basais, associados, respectivamente, aos pterossauros e dinossauros ornitísquios. Por fim, os sauropodomorfos englobam os saurópodes, dinossauros quadrúpedes e herbívoros que, em suas formas basais, apresentavam hábitos e posturas diferentes.

Infográfico mostra animais pré-históricos encontrados no sítio da Alemoa

A luta pela preservação

 

Na década de 1960, a construção de um estádio de futebol na área foi interrompida graças à intervenção do então reitor da UFSM, professor José Mariano da Rocha. Posteriormente, em 1980, a criação da "Comissão Pró-Sítio da Alemoa" resultou na doação de 1,4 hectare para pesquisa paleontológica, em troca da aprovação de um loteamento na região. Ao longo dos anos, diversas escavações revelaram fósseis valiosos, como o dinossauro Staurikosaurus pricei, e a área foi oficialmente tombada em resposta a uma Ação Civil Pública em 2000.

Em 2022, a partir da Portaria nº 18/SMA, a área foi transformada em uma unidade de conservação (UC) de proteção integral na modalidade monumento natural. O local foi , denominado "Monumento Natural Paleontológico Sanga da Alemoa - MONAlemoa". Esse novo status legal reforça a importância do local para a educação e o turismo.

Foto colorida horizontal de que foca em um pequeno fragmento de fóssil sendo apontado
Fragmento de fóssil encontrado no Monumento Natural da Alemoa

O passado

O professor Átila destaca a relevância do Scaphonyx fischeri para o Museu Gama d'Eça, ao mencionar que “o rincossauro Scaphonyx fischeri foi escolhido como representante da seção de paleontologia após a doação de um esqueleto quase completo coletado por Atílio Munari”, além de um crânio completo que foi encontrado pelo padre Daniel Cargnin. Ambos foram paleontólogos amadores que contribuíram significativamente para o conhecimento da paleontologia em Santa Maria. As escavações continuam a revelar uma diversidade de vida antiga, incluindo as espécies já mencionadas, como os cinodontes e os rincossauros. Esses répteis da era Mesozóica têm evidências que datam do período Triássico.

Segundo o pesquisador da UFSM, sabe-se disso por dois tipos de datação: a relativa e a absoluta. A datação relativa está, baseada no conjunto de fósseis e em sua comparação com bacias sedimentares de outros lugares do mundo, e nesse caso a importante presença de rincossauros, que tiveram uma grande ascensão apenas na idade do Carniano (entre 237 e 227 milhões de anos atrás, no Triássico). Já a datação absoluta, quando amostras de rocha pertencentes aos blocos de onde foram extraídos o sauropodomorfo “Saturnalia tupiniquim” foram processadas em laboratório do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, para recuperação de cristais de zircão, um mineral que contém quantidades necessárias de urânio para a datação alcançada de 233 milhões de anos. Assim, as duas informações corroboram a ideia de que se trata deste intervalo específico de tempo.

Foto colorida horizontal de formação geológica com cor marrom
Área do Monumento Natural da Alemoa

Perspectiva para o turismo

Questionado sobre as estratégias de turismo do sítio, o pesquisador menciona os projetos significativos em desenvolvimento para impulsionar o turismo na região. “Existe um projeto de construção de dois espaços voltados à educação e turismo no sítio, um museu e um centro de recepção de visitantes, conectados por passarelas aos locais de escavação”, conta.

Átila enfatiza que as descobertas realizadas na Alemoa são vastas e impactantes. Desde os vestígios orgânicos encontrados em 1902, que levaram à identificação do primeiro réptil triássico da América do Sul, o Scaphonyx fischeri, até as coletas de fósseis por expedições internacionais, a área se consolidou como um importante laboratório natural. Além de Staurikosaurus pricei, os pesquisadores também identificaram novas espécies, como Saturnalia tupiniquim e o cinodonte Alemoatherium huebneri.

Preservação e educação

O Monumento Natural da Alemoa está sob a gestão da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, e temi uma área de escavação que representa uma ravina na borda norte do Cerro da Alemoa. Entretanto, todos os 20 hectares preservados apresentam a mesma rocha abaixo do nível atual do solo. O professor Átila lembra que, na década de 1960, toda essa região não tinha a vegetação que vemos hoje, caracterizava-se como um grande afloramento - exposição de rocha - a céu aberto, onde se podiam reconhecer ao menos oito locais de escavação. A maioria dos afloramentos foi soterrada pelo crescimento urbano e pela expansão de árvores exóticas, como Pinus sp - originário do hemisfério Norte - e Eucalyptus sp - originário da Austrália.

O sítio, portanto, se torna um verdadeiro laboratório natural. Além de fomentar o turismo da região, também abriga pesquisadores que estão empenhados em descobrir, a cada dia, espécies milenares, uma vez que a área é um testemunho de formas de vida que existiram há milhões de anos.

Texto: João Pedro Sousa, acadêmico de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Arte: Daniel Michelon De Carli

Fotos: Divulgação

Edição: Maurício Dias

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Fomentar a preservação da memória e conscientizar sobre o impacto das mudanças climáticas é o objetivo do projeto MEMORAR QC- Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia. A iniciativa foi uma das selecionadas pelo edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco e partiu do Programa de Pós-Graduação em Geografia, com apoio dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Patrimônio Cultural e em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo. 

Para compreender mais sobre o projeto, seus objetivos e como pretende impactar a comunidade, conversamos com o professor Adriano Severo Figueiró, coordenador da proposta. Confira a entrevista:

  1. Em que contexto o projeto MEMORAR QC foi desenvolvido?

Sabemos que não estamos vivendo um momento qualquer na história da humanidade. A aceleração do processo industrial pós segunda guerra não apenas acelerou a velocidade de produção e consumo de recursos no planeta, como estabeleceu uma nova ordem de significados e de valores para a forma como nos relacionamos com a natureza. Temos popularmente chamado de Antropoceno este momento tão controverso e de transformações bruscas na dinâmica da sociedade e nas dinâmicas da natureza. Uma das principais consequências do Antropoceno tem sido a mudança nos ritmos climáticos, com acentuação de eventos extremos como secas, inundações, anticiclones, etc., o que amplia exponencialmente a vulnerabilidade das comunidades, especialmente aquelas com baixa capacidade econômica e menor capacidade de resposta, além de sobrecarregar toda a estrutura de saúde, logística e infraestrutura do Estado.

  1. Como o projeto visa impactar a sociedade? 

O Rio Grande do Sul tem sido palco desse novo cenário de incertezas climáticas, e esse processo tende a se aprofundar nas próximas décadas. Isso exige da comunidade científica uma resposta forte, e que seja capaz de ultrapassar a mera indicação tecnológica de reconstrução. É preciso preparar a comunidade para a construção de um processo de resiliência, capaz de mitigar os efeitos desses fenômenos que virão, ao mesmo tempo em que buscamos uma mudança na trajetória desenvolvimentista desse modelo que nos trouxe para essa condição.

Dar início à construção de um processo de resiliência climática na comunidade da Quarta Colônia é a principal contribuição do nosso projeto. Buscamos a compreensão dos processos e as causas dos eventos que assolaram o território em maio de 2024, ao mesmo tempo em que se desenvolve a capacidade de refletir sobre as transformações pelas quais tem passado esse território nas últimas décadas e como poderemos enfrentar, reduzir e/ou mitigar o impacto dos eventos que teremos nas décadas seguintes. Todo esse processo pedagógico de alfabetização ecológica da comunidade traz como estratégia principal a montagem de um Memorial das Águas e da Resiliência Climática - um espaço educativo onde as escolas e as pessoas poderão se conectar com a ciência de uma forma mais lúdica e interpretativa.

  1. Por que isso é importante? 

Os impactos da tragédia climática sobre o território da Quarta Colônia assumem, nesse momento, relevância no cenário do Rio Grande do Sul, por conta das centenas de deslizamentos, dezenas de casas destruídas, perdas de infraestruturas viárias e de uma quantidade incalculável de solo fértil e pessoas afetadas. Também por se tratar de um Geoparque Mundial da Unesco, o que o torna um território que demanda um ordenamento voltado para a construção de estruturas mais resilientes e sustentáveis, incluindo processos de governança mais eficientes e assertivos. Infelizmente, não foi o que se verificou, e isso representa um grande desafio em termos da reconstrução a partir de um novo patamar de pensamento. Nesse sentido, o projeto tem por finalidade a construção de um espaço educativo e de memória das tragédias climáticas que assolaram a Quarta Colônia nos séculos 20 e 21, com vistas a refletir sobre o ordenamento do território, fortalecer o capital social da comunidade e subsidiar a criação de um processo de resiliência climática que garanta um modelo de desenvolvimento territorial mais sustentável a partir desse marco histórico de maio de 2024.

  1. Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira?

A atividade extensionista me acompanha desde o início da vida como docente na UFSM, em 1992. A minha grande angústia dentro da academia sempre foi perceber que uma fração muito pequena do conhecimento que produzimos acaba chegando nos espaços coletivos de organização da sociedade, como escolas, sindicatos, associações, prefeituras e empresas.  Não acho que a universidade exista apenas para resolver os problemas imediatos da sociedade, pois isso apenas reforçaria o aspecto tecnicista e instrumental do conhecimento, ao passo que o verdadeiro motivo de uma universidade está na capacidade de anunciarmos um novo mundo, de repensarmos nossa caminhada civilizatória. Portanto, fazer extensão, ou seja, usar o conhecimento produzido para estimular o movimento e fortalecer o capital social das comunidades, sempre foi algo que fez todo sentido com meu projeto de mundo e de sociedade.

  1. Qual é a importância de um edital como o PROEXT-PG UFSM Além do Arco para estimular a extensão na pós-graduação? 

Este é um começo, com grande vitalidade, de muitas expectativas, onde alunos de graduação e pós-graduação se somam aos docentes em busca de respostas reais (e não apenas teóricas) aos problemas enfrentados pelo território. Acho que a instituição universitária em geral ainda não está preparada para esse tipo de desafio, mas esse é um processo que necessariamente vai começar a forçar uma mudança na organização e no olhar interno dentro da instituição, e isso por si só, já é um tremendo sucesso.

  1. Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão? 

A atividade de extensão é a verdadeira fonte de validação do nosso conhecimento. Nossos experimentos, feitos em “condições controladas” de laboratório, ou operando apenas a partir da razão teórica, não são capazes muitas vezes de responder às necessidades concretas da sociedade, justamente porque nossos “algoritmos metodológicos” não costumam incorporar a complexidade dos processos reais que ocorrem quotidianamente na vida das comunidades. Todavia, quando vamos para a atividade extensionista, não há como eliminarmos os “ruídos” da complexidade, pois eles se colocam em nossa frente a cada passo e muitas vezes atropelam nossas teorias com muita facilidade. O trabalho extensionista é como, mal comparando, o desafio de se trabalhar em um pronto socorro, pois, por mais especialista que seja o médico, nunca se sabe que tipo de problema pode entrar por uma porta e, muitas vezes, diferentes problemas se entrecruzam na origem da urgência que se apresenta. Nesse cenário, a capacidade de compreensão sistêmica é muito mais resolutiva do que a hiperespecialização, e esse é o panorama da extensão, pois os extensionistas dialogam tanto com técnicos de prefeitura, ou professores de escolas, até agricultores com baixo nível de escolaridade ou crianças em processo de alfabetização. É preciso construir espaços de mediação, reinterpretar, conectar diferentes dimensões do humano e do conhecimento, para gerar uma comunicação que seja eficiente e eficaz em termos de construção de sinergias 

  1. Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto?

 Estamos iniciando um processo lento e longo de transformação de consciências na comunidade, para que consigam compreender que restaurar e conservar é a única resposta possível para reduzir o impacto de eventos futuros. Esperamos chegar em 2026 com a comunidade da Quarta Colônia discutindo ativamente os seus problemas e sendo capazes de protagonizar algumas pequenas ações que podem se tornar gigantescas ao longo do tempo, como a recuperação de matas ciliares, a conservação de nascentes, a realocação de estruturas e atividades em áreas de risco, etc. A principal contribuição do projeto não é a mudança do cenário, mas nas consciências que começarão a pensar os cenários do futuro.

Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de jornalismo

Revisão: Luciane Treulieb, jornalista

Ilustração: Evandro Bertol, designer 

Aluata Comunicação e Ciência

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/09/24/educamais Tue, 24 Sep 2024 16:00:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66923 Ação do projeto Educa Mais na escola de samba Vila Brasil[/caption] Encontros, oficinas, palestras e visitas às comunidades: todas essas ações fazem parte de projeto de extensão voltado ao letramento cultural e ao respeito à diversidade em ambientes acadêmicos. Coordenado pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) da Universidade Federal de Santa Maria, o projeto de extensão "Cultura Educa" trata de temas que impactam na vida dos estudantes, como opressão, racismo, xenofobia e preconceito contra a diversidade LGBTQIAPN+. O projeto tem apoio do Observatório de Direitos Humanos (ODH), da 8ª Coordenadoria Regional de Educação, da Secretaria de Educação de Santa Maria e da escola de samba Vila Brasil. A líder do "Cultura Educa", a coordenadora adjunta da Prae, a pedagoga Cassiana Marques, conta que a motivação surgiu a partir da escuta de relatos de casos de preconceito e discriminação no ambiente universitário. A proposta visa ressaltar as singularidades de cada cultura, destacar a importância de conviver com as diferenças, estimular o debate inclusivo e respeitoso, e promover a mudança social a partir da diversidade. Para Cassiana, a educação implica em envolver estudantes na construção de um ambiente mais acolhedor e plural. Por isso, o "Cultura Educa" também se preocupa com a formação de professores. “Precisamos formar os docentes para que eles levem para dentro das escolas a questão da diversidade”, comenta. Sobre a metodologia, a coordenadoria afirma: “A metodologia se adequa de acordo com a cultura dos grupos abordados no projeto. Por exemplo, ao trabalhar a educação física em uma aldeia indígena, a ação busca respeitar a realidade de cada grupo". O projeto de extensão tem 17 integrantes, incluindo estudantes de outros estados e países. Os acadêmicos ajudam a trazer a diversidade cultural para cada encontro e abordar cada assunto abordado de forma representativa: “É o indígena falando sobre sua cultura, a estudante trans comentando as questões de gênero, o estudante estrangeiro contando sua cultura e suas experiências”, pontua. Além de encontros, o "Cultura Educa" promove oficinas, como a de turbantes e tranças afro, e visitas para conhecimento das realidades, como as realizadas nas comunidades quilombolas em Restinga Seca e em Nova Palma. “É uma oportunidade que eles (os integrantes do projeto) têm de vivenciar experiências em Santa Maria”, comenta. Para 2025, o Cultura Educa deve ampliar o número de participantes e se voltar para ações no campus e em escolas municipais. Os encontros abertos à comunidade em geral são quinzenais, a nas quintas-feiras das 11h às 12h, ocorrem na Sala de Reuniões da Prae, no ´prédio 48D, no campus sede. Texto: João Pedro Sousa, acadêmico de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias  Edição: Maurício Dias Foto: PRAE/UFSM
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/08/13/viva-o-campus-dia-do-patrimonio-cultural-sera-no-domingo-18 Tue, 13 Aug 2024 12:03:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66540
A UFSM, por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), promove, no próximo domingo (18), o Viva o 55BET Pro especial Dia do Patrimônio Cultural, em comemoração ao Dia do Patrimônio Cultural. O evento acontece a partir das 15h no 55BET Pro Sede da Universidade.

O Viva o 55BET Pro Dia do Patrimônio Cultural terá a presença da Polifeira do Agricultor; do Jardim Botânico, com visitação aberta ao telhado verde e outras atrações; do Acervo Artístico, com as exposições “Natureza/ Organismo Vivo” e “Diversidades do Eu” e a atividade nova Caverna – Espaço Imersivo; do Planetário, com sessões de filmes; do Grupo Arte Além do Ofício, com exposição e venda de artesanato; e do projeto Cinema em Movimento, com a apresentação do filme Vãnh Gõ Tõ Laklãnõ.

A atração artística ficará por conta da banda Rock&RI, no Jardim Botânico.

O Viva o 55BET Pro é um programa da UFSM que busca incentivar a participação cultural e artística da comunidade, promovendo a conscientização e o cuidado com o meio ambiente ao trazer a sociedade para o 55BET Pro da Instituição. Realizado desde 2014, a ação tem ganhado espaço na agenda de Santa Maria, ressaltando as habilidades e as experiências movimentadas pela UFSM nas diversas áreas de atuação institucional.

Programação:

Atração artística:
16h – Rock&RI
Local: Jardim Botânico

Jardim Botânico
15h às 18h
  • Visitação ao telhado verde
  • Jardim sensorial
  • Exposição de animais taxidermizados
  • Trilha guiada - 15h
  • Apresentação da Banda Rock&RI - 16h
  • Visita ao viveiro de plantas carnívoras - das 16h às 17h
Planetário
Sessões de cúpula:
15h – "As aventuras de Zito e O Mundo Virtual de Arthur" (público infantil)
16h – "Estrelas dos Faraós"

Acervo artístico
15h às 18h
  • Exposição "Natureza/Organismo Vivo"
  • Exposição "Diversidades do Eu"
  • Caverna – Espaço Imersivo
Filme: "Vãnh Gõ Tõ Laklãnõ"
17h30
Local: Auditório do Prédio 67

Projeto Arte Além do Ofício
Local: Largo do Planetário

Presença da Polifeira do Agricultor.
 
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/08/05/cartilha-cuidado-em-rede Mon, 05 Aug 2024 15:33:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66477

O Programa de Extensão “Viva criança: ações colaborativas em rede voltadas à cronicidade e deficiência na infância”, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – 55BET Pro Palmeira das Missões lançou, no mês de julho, a cartilha Cuidado em rede para crianças e adolescentes: possibilidades na integração entre família, escola e saúde.

A cartilha foi elaborada de forma colaborativa por uma equipe multidisciplinar das áreas de educação e saúde de Palmeira das Missões e região, tendo como autoras a coordenadora do Programa, professora Neila Santini de Souza, acadêmicas dos cursos de Enfermagem e de Nutrição da UFSM-PM e profissionais das áreas da psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicopedagogia. 

O e-book tem o objetivo de contribuir com as práticas de educação em saúde junto às escolas, famílias e comunidade, levando informações que possam nortear práticas pedagógicas e orientar as famílias. Além disso, pode contribuir para minimizar as dificuldades enfrentadas pelas crianças e adolescentes que possuem algum tipo de deficiência, transtorno ou déficit em seu desenvolvimento e processo de ensino-aprendizagem, favorecendo a inclusão escolar e social, bem como socializa informações para facilitar o acesso aos serviços da rede de atenção à criança e ao adolescente, em Palmeira das Missões/RS e região.

O desenvolvimento infantil é considerado um processo que envolve várias dimensões, que inicia na gestação e que engloba o crescimento físico, a maturação do sistema nervoso, o desenvolvimento do comportamento, de como a criança sente e percebe o mundo, como fala, pensa e se comunica, assim como suas relações sociais e afetivas, tornando a criança capaz de responder às suas necessidades e as do seu meio, considerando seu contexto de vida no Brasil em 2012. Diante disso, os órgãos internacionais que orientam as práticas de saúde apontam a necessidade de se ter o conhecimento do desenvolvimento infantil típico, que servirá de base para comparação com alterações e doenças relacionadas. Dessa forma, na cartilha são abordados aspectos que possam dar suporte ao trabalho e acolhimento de crianças e adolescentes com algum tipo de deficiência, transtorno ou déficit em seu desenvolvimento e seu processo de ensino-aprendizagem. “A partir de ações de extensão junto às famílias e às escolas, constata-se que existem muitas dúvidas no cotidiano de como encaminhar, orientar, acolher e acompanhar estas crianças e adolescentes. Com intuito de contribuir com práticas educativas inclusivas nas escolas, informações mais acessíveis e claras que possam orientar as famílias destas crianças e adolescentes, que apresentam alguma dificuldade no processo educacional ou atraso de desenvolvimento, apresenta-se esta cartilha, que está dividida em seções para melhor compreensão do leitor, a partir das fases do desenvolvimento infantil”, afirmam as autoras. 

O livro é dividido nas seguintes seções:

Desenvolvimento na 1ª Infância: Seção que destaca que a partir dos marcos do desenvolvimento apresentados na carteira da criança, os profissionais de saúde, as famílias e a escola podem identificar atrasos, como sentar, engatinhar ou andar tardiamente, posturas inadequadas, atrasos na fala ou até mesmo suspeita de que a criança tenha alguma alteração auditiva, baixa visão, fatores estes que poderão estar associados futuramente com dificuldades no processo de aprendizagem e descobertas que fazem parte desta faixa etária. 

Desenvolvimento na 2ª Infância Seção aborda fatores relacionados à aprendizagem, como a criança aprende e sinais de alerta para que a família e a escola possam buscar auxílio e acompanhamento na rede de atenção, facilitando a inclusão e a estimulação precoce. 

Na Fase da Adolescência: Seção destacada alguns aspectos que podem influenciar de forma positiva ou negativa no desenvolvimento, no aprendizado e na inclusão escolar, como o autismo, seletividade alimentar, uso de comunicação adequada e acessível. 

Além disso, são apresentados alguns instrumentos que podem ser usados para avaliação de risco do desenvolvimento. Por fim, ao final na cartilha são apresentadas legislações de suporte à família, comunidade em geral e escola, além de serviços de referência regional da rede de atenção à criança e ao adolescente. 

A obra, que faz parte da Série Extensão realizada pela Pró-Reitoria de Extensão da UFSM, tem o apoio da Coordenadoria de Tecnologia Educacional também da UFSM e será lançada na 51ª Feira do Livro de Santa Maria, no dia 04 de setembro, às 18h. A cartilha pode ser adquirida de maneira gratuita clicando AQUI!

Assessoria de Comunicação UFSM-PM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/08/01/novo-fossil-descoberto-pela-ufsm-ja-esta-em-exposicao-no-museu-gama-deca Thu, 01 Aug 2024 14:57:55 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66437 [caption id="attachment_66439" align="alignright" width="602"]foto colorida horizontal de um fóssil (osso) sobre uma superfície branca Fóssil original do "Cornualbus primus" ficará em exposição até dezembro[/caption]

O Cornualbus primus, um fóssil inédito descoberto pela UFSM, foi apresentado a Santa Maria e ao mundo na noite desta quarta-feira (31) no Museu Gama D’Eça, onde estará em exposição desta quinta (1º) até dezembro. O espécime foi um pararéptil (grupo de animais que possui a mesma linhagem evolutiva dos répteis) de aproximadamente 30cm. Herbívoro, o animal provavelmente possuía hábitos noturnos e era um escavador que vivia em tocas. 

O fóssil pertence ao grupo dos procolofonóides, que eram semelhantes a lagartos e foram os últimos sobreviventes dos pararépteis no período Triássico, que ocorreu entre 250 e 200 milhões de anos atrás. 

[caption id="attachment_66442" align="alignleft" width="600"]foto colorida horizontal de pessoas aplaudindo e olhando para pedaços do fossil em uma pequena redoma de vidro Apresentação do novo fóssil ocorreu no Museu Gama d'Eça[/caption]

Descoberto na formação geológica Santa Maria, onde os arenitos possuem idade de 240 e 230 milhões de anos, o primus ajuda a preencher uma lacuna dos pararépteis do Triássico, pois ele viveu na parte que pode ser considerada como “o meio” desse período, enquanto os outros fósseis encontrados na região, como o Procolophon trigoniceps e o Soturnia caliodon, viveram no início e no final do Triássico, respectivamente.

A descoberta do fóssil ocorreu em 2017, no entorno do autódromo de Santa Maria, pelo professor Leopoldo Witeck Neto, e foi o tema da tese de doutorado em Biodiversidade Animal de Eduardo Silva Neves, que estudou a nova espécie. Parte da tese será publicada em um artigo na revista britânica Journal of Systematic Paleontology e tem como co-autores Átila Augusto Stock da Rosa (orientador, UFSM), Sean Modesto (Universidade Cape Breton, Canadá) e Sérgio Dias da Silva (UFSM).

“Esse artigo é fruto de muito trabalho e tempo dedicado, além dos desafios, como achar que as coisas não vão dar certo ou de que ele não é relevante o suficiente. Mas chegar hoje e ver o auditório do museu lotado dá a certeza de que valeu a pena”, destacou Neves. 

Após a exposição, o fóssil será substituído por uma réplica e o material original será objeto de novas pesquisas no Laboratório de Estratigrafia e Paleobiologia do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE). O material ainda passará pelo processo de datação para estimar a idade do animal de forma mais precisa com base em sua ossada.

[caption id="attachment_66440" align="alignright" width="600"]foto colorida horizontal de um homem em frente a um telão com o título da apresentação sobre o fóssil descoberto Pesquisador Eduardo Neves durante a apresentação da nova espécie de pararéptil[/caption]

Processo de descoberta de uma nova espécie

Eduardo conta que, quando recebeu as primeiras imagens do fóssil e a descrição da formação geológica onde ele foi descoberto, ficou empolgado imediatamente por saber que se tratava de uma nova espécie. Para comprovar isso, o pesquisador conta que começou a analisar fósseis semelhantes ao redor do mundo.

“O grupo dos procolofonóides está espalhado pelo mundo inteiro - África, Ásia, América, Europa, Oceania e até na Antártica. Com a comparação das características do fóssil e da formação geológica onde foi achado, que nos permite estimar a idade que o animal tem, comprovamos que era uma nova espécie”, detalha o pesquisador.

O material também passou por uma tomografia computadorizada, onde foi revelado que, além do crânio, havia dentro da rocha onde ele foi encontrado membros posteriores. Ainda foi possível analisar a sua dentição. “Seria muito perigoso fazer essa análise de forma mecânica, pois poderíamos danificar o fóssil. Sem a tomografia ou corremos esse risco, ou não realizamos a análise para preservar o material”, explica.

Durante a apresentação para a comunidade foi explicado que há poucos exemplares de procolofonóides no mundo com crânio tão completo.

O trabalho para manter o conhecimento e descobertas ao alcance da comunidade

[caption id="attachment_66441" align="alignleft" width="600"]foto colorida horizontal de pessoas em pé aplaudindo Público lotou o auditório do Museu Gama d'Eça[/caption]

“A Universidade produz muitas pesquisas que ficam restritas às suas áreas de conhecimento. O museu é um espaço de extensão e divulgação científica, onde o público em geral acessa o acervo e as pesquisas de forma acessível”, destaca o museólogo e diretor do Gama D’Eça, Bernardo Duque de Paula. Ele ainda destaca que o museu possui em seu acervo coleções de paleontologia, que contam com outros fósseis descobertos em Santa Maria, além das áreas de arqueologia, história e entomologia.

O museu está aberto para visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, sem fechar ao meio-dia. Em caso de visitas realizadas em grandes grupos de pessoas, como escolas, é necessário entrar em contato com o museu para a realização de um passeio guiado. O contato pode ser feito pelos números (55) 3220-9306 e (55) 3220-9308 ou pelo email museueducativogamadeca@55bet-pro.com.

A pró-reitora adjunta de Extensão, Jaciele Sell, afirmou que a descoberta inédita mostra a relevância do trabalho paleontológico feito pelos pesquisadores da UFSM. Ela também ressaltou a importância dos espaços museais como um espaço de acolhimento e conhecimento dentro da Universidade para a população de Santa Maria e da Região Central. 

Além do Gama D’Eça, a UFSM conta com espaço de pesquisa em paleontologia em São João do Polêsine, com o Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (Cappa), espaço de pesquisa e extensão que exibe fósseis descobertos e pesquisados na região da Quarta Colônia. “O Cappa recebe visitas de escolas e da população em geral. Além da divulgação científica, o centro apoiou a consolidação da Quarta Colônia como um geoparque mundial da Unesco”, destacou Jaciele.

Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Ana Alícia Flores, estudante de Desenho Industrial
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/07/12/conheca-a-caverna-espaco-imersivo-que-reune-historia-e-arte-rupestre-na-ufsm Fri, 12 Jul 2024 13:14:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66257 [caption id="attachment_66264" align="alignright" width="733"]foto colorida horizontal de pessoas em semicirculo Abertura oficial da Caverna ocorreu na quinta-feira (11)[/caption]

Inaugurada na manhã desta quinta-feira (11), a Caverna é um projeto multidisciplinar, que, através de elementos como tinta neon, luz negra e recursos sonoros, oferece uma imersão na era pré-histórica. As evidências históricas ajudaram o grupo responsável, liderado pelo administrador do Acervo Artístico, Rafael Happke, a retratar nas paredes de uma sala escura as artes rupestres encontradas nos diferentes continentes. Voltado principalmente para o público escolar, o projeto busca proporcionar aos estudantes que visitam o local o contato com a ciência de uma lúdica e interativa.

A Caverna já está aberta para a visitação do público em geral, durante o horário de funcionamento do Acervo Artístico (segunda a sexta-feira, das 9h às 18h). Para turmas, deve ser feito agendamento prévio através das redes sociais  ou pelo e-mail do Acervo Artístico.

Inauguração

O evento de abertura se dividiu em dois momentos. O primeiro foi um ato de solenidade, que deu as boas vindas às autoridades presentes, como a vice-reitora, Martha Adaime, o pró-reitor de Extensão (PRE), Flavi Ferreira Lisboa Filho, a coordenadora de Arte e Cultura da PRE, Vera Lúcia Vianna, e o vice-diretor do Centro de Educação, José Ribeiro, além de acadêmicos, bolsistas e voluntários participantes do projeto, que prestigiaram o evento. Já o segundo momento foi dedicado à primeira sessão imersiva da Caverna, que fez a alegria de outro grupo de convidados ilustres: a turma de 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Bernardino Fernandes. 

Mas, antes de embarcar na viagem pela pré-história, a vice-reitora direcionou sua fala aos pequenos, perguntando a forma como se comunicam hoje e citando as mudanças ao longo do tempo. “A universidade é um lugar onde se produz conhecimento. E nesse local, a gente precisa transformar esse conhecimento de forma acessível, inclusiva a toda comunidade. Vocês foram escolhidos para estarem aqui hoje pela primeira vez nesse espaço. A gente agradece por estarem aqui conosco”, concluiu Martha.

[caption id="attachment_66265" align="alignright" width="557"]foto colorida horizontal com adultos e crianças em uma sala escura com projeções coloridas nas paredes Primeira visita foi de alunos da Escola Bernardino Fernandes[/caption]

Crianças na Caverna

A turma de nove alunos foi convidada para estar presente graças ao contato em uma visita no Acervo no ano passado. Uma das professoras que acompanhou a turma, Carolina Noya, conta que a experiência com outra turma em uma exposição de fotografias havia sido muito positiva e criou um vínculo com a administração do Acervo. Agora, uma nova turma pôde visitar o local e aprender mais sobre a evolução da história. 

A professora veio trabalhando a temática na sala de aula ao longo dos dias, mas acredita que a experiência é um complemento essencial. “Além de gerar uma significância na aprendizagem do conteúdo, é uma vivência para a vida. É muito bonito, eles estão muito felizes, alegres e eufóricos. É muito importante também eles estarem na universidade e poderem transitar aqui”, destaca Carolina.

O idealizador do projeto, Rafael Happke, evidencia o papel educativo da Caverna de oferecer um espaço que muitas escolas não têm a oportunidade de criar, seja por falta de recursos ou espaço físico. Por isso, o local foi planejado, principalmente, para o público escolar, com opções de narração para turmas dos anos iniciais, ensino fundamental e ensino médio, com conteúdos apropriados para a faixa etária. 

Rafael afirma que para além de ofertar conhecimento, a equipe do Acervo também recebe em troca. "As crianças vêm visitar a universidade e aproveitam o espaço para aprender, compartilhar, ensinar. Eles nos ensinam, a cada visita que recebemos, a gente aprende bastante”, ressalta.

[caption id="attachment_66266" align="alignleft" width="570"]foto colorida horizontal com crianças em uma sala escura com projeções coloridas nas paredes Projeto oferece imersão na era pré-histórica por meio de artes rupestres nas paredes[/caption]

Surgimento do projeto

A ideia começou a partir de uma experiência feita pelo professor e coordenador do Laboratório de Arqueologia, Sociedade e Cultura das Américas (Lasca), André Luis Ramos Soares. Uma sala em desuso, tida como desinteressante por ser escura, foi o local perfeito para o professor introduzir um pouco da temática da arte rupestre para crianças que visitavam o acervo. A partir dessas experimentações, a equipe do Acervo se interessou pela ideia e resolveu fazer algumas melhorias no local, ainda com o apoio do Lasca, que, segundo Rafael, é fundamental para oferecer uma visita de maior qualidade.

Implementação 

O projeto da Caverna ainda está em andamento, e sua abertura para visitação marca o início de uma nova etapa. Mas, para torná-la possível, foi necessário o trabalho de uma equipe multidisciplinar, formada por alunos, bolsistas e voluntários, que foram responsáveis desde a parte de pesquisa das referências rupestres até a organização visual do espaço. As artes nas paredes foram feitas a partir da técnica de stencil, que facilita a pintura. O espaço escuro ganha vida com as cores neon, que brilham com o auxílio da luz negra. 

A iniciativa contou essencialmente com o apoio da PRE, que abraçou a ideia, além da parceria com o Núcleo de Rádios da UFSM, que também contribuiu com o projeto.

Texto: Júlia Weber, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias
Fotos: Ana Alícia Flores, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias, e Júlia Weber
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/06/28/inscricoes-para-o-edital-proext-pg-ufsm-alem-do-arco-encerram-na-proxima-semana Fri, 28 Jun 2024 21:27:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66165

As inscrições para o edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco terminam na próxima quinta-feira, dia 4 de julho. O objetivo principal do Programa é o fomento de ações transdisciplinares que tenham proposições com impacto na sociedade e transformação social. Para facilitar o processo de inscrição, as perguntas mais frequentes relativas ao edital foram respondidas pelo comitê gestor e, além disso, foram detalhados, a seguir, alguns tópicos que podem gerar dúvidas durante o processo. 

Cuidados que devem ser tomados pelos programas de pós-graduação proponentes: 

As propostas devem ser apresentadas por um programa de pós-graduação (PPG) stricto sensu da UFSM que tenha participado do I Fórum de Extensão na Pós-graduação da UFSM e deve envolver, no mínimo, outros dois programas de pós-graduação que também tenham participado do Fórum. A lista dos PPGs habilitados está disponível aqui.

[caption id="attachment_66167" align="alignright" width="477"]  Composição do grupo envolvido na proposta[/caption]

 

A participação do PPG em um projeto deve ser formalizada por meio da anuência de participação de no mínimo dois docentes permanentes e dois discentes do programa de pós-graduação proponente e, no mínimo, de um docente e um discente de cada PPG parceiro (termo de anuência dos participantes).

Os programas parceiros devem estar vinculados a uma grande área de avaliação da CAPES distinta do PPG proponente, a saber: Ciências Agrárias; Ciências Biológicas; Ciências da Saúde; Ciências Humanas; Ciências Sociais Aplicadas; Linguística, Letras e Artes; Ciências Exatas e da Terra; Engenharias; Multidisciplinar.

Cada programa de pós-graduação poderá apresentar apenas uma ideia como proponente. No entanto, é  ilimitado o número de participações de um PPG como parceiro em outras propostas. Cada participação, independente da modalidade, deverá ser homologada pelo colegiado do programa.



Estar alinhado a um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS):

A proposta deve estar alinhada a pelo menos um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Para saber mais sobre os ODSs, acesse aqui. 

 

Estar  alinhado ao Plano Estratégico de Desenvolvimento do Corede de abrangência da UFSM:

A proposta deve conter: uma das diretrizes ou estratégias elencadas nas dimensões do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Corede de abrangência da UFSM no qual a ação será desenvolvida; ou com uma das demandas prioritárias definidas para o território do Geoparque de atuação da UFSM no qual a ação será desenvolvida; ou constituir-se como uma ação de extensão relacionada à catástrofe climática que afetou o Rio Grande do Sul a partir de abril de 2024.

 

Estar alinhado ao Plano de Desenvolvimento Institucional da UFSM:

O projeto proposto deve estar alinhado ao Plano de Desenvolvimento Institucional 2016-2026 (PDI) da UFSM, que pode ser acessado aqui

 

Estar vinculada à Política de extensão da UFSM:

[caption id="attachment_66166" align="alignright" width="404"] Imagem: Flavi Lisboa Filho[/caption]

A proposta deve estar vinculada a uma das áreas temáticas estabelecidas na política de extensão da UFSM: comunicação, cultura e arte, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção e trabalho. 

Para a submissão da proposta é necessário ter projeto de extensão com a Situação: “Em trâmite para registro” ou “Em andamento” no Portal de Projetos. Em caso de aprovação da proposta, a assinatura do termo de concessão e liberação dos recursos só ocorrerá após a finalização do registro do projeto/programa de extensão no SIE/UFSM. 

 

Ter a participação de estudantes de pós-graduação:

A proposta precisa prever a participação de estudantes de pós-graduação, com plano de trabalho já presente na ficha de inscrição, que deverá ser descrito para todos os estudantes incluídos. 

 

Firmar contatos com parceiros externos:

Parcerias externas previstas para a ação somam até um ponto no edital. O número de parcerias externas são documentadas por meio de carta de anuência. Os parceiros externos são os atores beneficiados pela ação de extensão. 

Valor orçamentário e prazo de execução

O teto do valor de solicitação para as propostas é de 60 mil reais para ações alinhadas com demandas dos Coredes ou Geoparques e de 70 mil reais para ações de extensão relacionadas à catástrofe climática do Rio Grande do Sul. O início da execução das propostas será no dia 1º de agosto de 2024, com prazo de 24 meses de vigência.

 

As inscrições estão abertas até o dia 4 de julho e o resultado preliminar do edital estará disponível no dia 15 de julho. 

 

Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de jornalismo

Aluata Comunicação e Ciência

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/06/13/i-forum-de-extensao-na-pos-graduacao-busca-estimular-acoes-de-impacto-social Thu, 13 Jun 2024 21:15:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66051

Docentes e discentes dos programas de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Maria se reuniram ontem (12), no Auditório Wilson Aita, no Centro de Tecnologia, para o I Fórum de Extensão na Pós-Graduação. Os objetivos do evento foram promover a integração de programas de pós-graduação de diferentes áreas do conhecimento na concepção e execução das atividades de extensão, apresentar o edital do programa PROEXT-PG UFSM Além do Arco e sanar dúvidas dos proponentes de ações para o edital.

O comitê gestor do projeto esteve mobilizado para tirar dúvidas dos participantes.

Nos últimos anos, as ações de inserção social têm ganhado destaque na avaliação dos programas de pós-graduação no Brasil. No evento, o pró-reitor de extensão da UFSM, Flavi Lisboa Filho, destacou o percurso realizado na UFSM para a inclusão da extensão na pós-graduação. Ele enfatizou que, ainda em 2023, houve um primeiro edital interno com esse fim,  que foi lançado por meio da política de inovação da Universidade, com apoio da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (Proinova), Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) e Pró-Reitoria de Extensão (PRE). Para Flavi, este novo edital, uma iniciativa do Ministério da Educação com apoio da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), reitera o potencial transformador da extensão, pois visa fomentar ações da pós-graduação que estão alinhadas às reais necessidades da sociedade.  “Este evento marca um novo passo, agora com uma fonte de recursos maior, extremamente institucionalizada. É o Ministério da Educação, é a Capes, dizendo que o recurso deve ser investido na extensão na pós-graduação”, realçou o pró-reitor. “Cada vez mais, nossas pesquisas devem estar comprometidas socialmente”, complementou. Flavi ainda destacou a importância da indissociabilidade entre os eixos ensino, pesquisa, extensão e inovação, os ganhos da interdisciplinaridade e a contribuição da extensão universitária para o entendimento das demandas da sociedade.

O reitor da UFSM, Luciano Schuch, também esteve presente no evento e ressaltou a necessidade de levar para além do arco as ações desenvolvidas aqui: “A pesquisa, muitas vezes, fica restrita aos laboratórios, e este edital fomenta que o nosso estudante de pós-graduação ‘viva’ a comunidade, entenda os problemas reais. Nosso intuito é tocar as pessoas, para que elas também entendam a importância da Universidade para a sociedade”, enfatizou.

O Fórum contou também com a apresentação da marca do projeto e de seis ações da  Universidade que já trabalham com a pesquisa aliada à extensão. Ao fim, ocorreu um momento tira-dúvidas, em que os presentes puderam trazer questões. A pró-reitora substituta da PRPGP, Tatiana Emanuelli, frisou que os proponentes devem se atentar para a necessidade de as ações envolverem mais de um programa de pós-graduação e se conectarem aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS’s): “É necessária uma articulação de no mínimo três programas de pós-graduação e de pelo menos duas grandes áreas do conhecimento distintas. É preciso que esses projetos estejam alinhados também com demandas das regiões de inserção da UFSM ou com demandas relacionadas à calamidade climática”.


O edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco aceita inscrições até o dia 4 de julho e pode ser acessado aqui.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/06/13/curso-do-ctism-faz-reparo-de-eletroeletronicos-avariados-por-intemperies-em-bairro-de-santa-maria Thu, 13 Jun 2024 12:04:45 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66047

[caption id="attachment_66048" align="alignright" width="545"]foto colorida horizontal de rapazes, de costas, acompanhando um homem agachado fazendo reparos em um eletroeletrônico sobre uma mesa. O cenário é uma espaçosa oficina Grupo participou de um curso básico de reparos elétricos em refrigeradores, micro-ondas e máquinas de lavar[/caption]

Estudantes e professores do curso superior de Tecnologia em Eletrônica Industrial do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (Ctism) estão participando da ação de extensão “Manutenção de eletroeletrônicos em comunidade em situação de vulnerabilidade social”, vinculada ao programa de extensão “UFSM Solidária e Cidadã: esperança e reconstrução para o Rio Grande do Sul”, organizado pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE). Desde 28 de maio, o grupo vem desenvolvendo atividades de extensão junto à comunidade do Loteamento Brenner, localizado no bairro Divina Providência, em Manta Maria.

As atividades consistem, entre outras, de manutenção e reparo de eletroeletrônicos avariados por intempéries. Para habilitar os estudantes às ações, o ramo estudantil do IEEE/UFSM, formado por um grupo de estudantes que faz parte do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos, promoveu, no dia 7 de junho, o curso básico de reparos elétricos em refrigeradores, micro-ondas e máquinas de lavar.

Com a participação de professores e acadêmicos do terceiro semestre, o curso teve duração de três horas e contou com atividades que envolveram conhecimentos teóricos e práticos necessários para o reparo de máquinas de lavar roupa e fornos elétricos. Os instrutores foram os estudantes dos cursos de Engenharia Elétrica e Eletrônica Industrial Lucas Monteiro Ilha, Miguel Spagnolo Martins e Lucas Medeiros Costamilan. 

Foto: Rafael Adaime Pinto

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/09/ufsm-distribui-agua-e-disponibiliza-banheiros-para-atingidos-pelas-enchentes Thu, 09 May 2024 13:39:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65751
A UFSM está disponibilizando, no 55BET Pro Sede, dois serviços voltados à população atingida pelas enchentes. Um deles é a distribuição de água potável, realizada em pontos ao lado do Planetário e do prédio 74. Quem precisar pode comparecer nestes locais das 7h às 17h, levando consigo bombonas e outros recipientes limpos. A distribuição ocorre também durante os finais de semana e em dias de chuva.
 
Em caso de caminhões pipa, é necessário fazer contato pelo email proinfra@55bet-pro.com para combinar o local de retirada.
 
Outro serviço é a disponibilização de banheiros com chuveiro do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), no prédio 51 (estádio de futebol). Os banheiros estão abertos das 7h às 22h.
 
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/07/grupo-da-ufsm-conserta-gratuitamente-equipamentos-afetados-pelas-chuvas Tue, 07 May 2024 11:08:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65746
O IEEE UFSM Student Branch, uma organização sem fins lucrativos vinculada ao curso de Engenharia Elétrica e ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEE) da UFSM, está realizando até 17 de maio, das 9h às 17h30, a uma iniciativa voluntária de conserto gratuito de eletrodomésticos e eletrônicos danificados pelas fortes chuvas. 
 
Quem tiver equipamentos com problemas ocasionados pelos temporais pode levá-los ao hall do Centro de Tecnologia (CT) no 55BET Pro Sede, ou entrar em contato pelo Whatsapp (55) 9 9208-3655.
 
Os voluntários farão avaliação, conserto de equipamentos não especializados e darão dicas de manutenção pós-reparo. Porém, não será garantido o conserto de todos os equipamentos, e aqueles que exigem peças específicas ou conhecimento técnico avançado podem não ser reparáveis.
 
A prioridade é para os afetados pelas inundações e para equipamentos de necessidade básica, como geladeira, micro-ondas e lavadora de roupas. 

Mais informações no Instagram.
 
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/06/comunicado-sobre-agenda-do-centro-de-convencoes Mon, 06 May 2024 14:06:55 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65771

Comunicamos que o Centro de Convenções da Universidade Federal de Santa Maria está com sua agenda de programação de 2024 cancelada.

Precisamos realizar manutenção nas placas acústicas do teto e, por motivos de segurança, não realizaremos nenhuma atividade que envolva circulação e/ou acomodação de pessoas no espaço da plateia (plateia alta, plateia baixa e mezanino).

Por enquanto, os agendamentos de 2025 estão suspensos. Reabriremos quando tivermos a segurança necessária para bem receber vocês novamente.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/03/14/viva-o-campus-volta-as-aulas-acontece-no-proximo-domingo-17 Thu, 14 Mar 2024 13:48:28 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65435

No próximo domingo, 17 de março, acontece o Viva o 55BET Pro Volta às Aulas. O evento integra a programação da Recepção Institucional 2024.1 e marca a realização do primeiro Viva de 2024. As atividades são abertas a toda comunidade e acontecem das 15h às 19h. 

Esta edição conta com a participação da Polifeira do Agricultor; do Jardim Botânico, com a realização de trilha, exposição de animais taxidermizados e exposição de plantas carnívoras; Sessões no Planetário abertas ao público; Mostra Morfo do departamento de Morfologia e realização de oficinas e apresentação de projetos de extensão como: Semear Saúde (do curso de odontologia), Era Rede que me Faltava – roda de conversa para mulheres e Viva o Close, roda de conversa oferecido pela Casa Verônica. A atração artística ficará por conta da Banda Paetê e da Sambari Festival, no palco do Espaço Multiuso.

Programação:

Atração artística:

16h – Banda Paetê
17h – Sambari Festival
Local: Palquinho do Multiuso

Jardim Botânico

15h às 19h

  • Visitação ao Telhado Verde
  • Jardim Sensorial
  • Exposição de Plantas Carnívoras
  • Exposição de Animais Taxidermizados
  • Trilha Ecológica para todas as idades (15h30min)

Planetário

Sessões de Cúpula:
15h – Universo
16h – A questão da Vida

Mostra de Ciências Morfológicas

Aberta das 15h às 19h
Visitação ao acervo da Mostra, no prédio 19

Apresentação de Projetos:

15h às 19h

Junto à Polifeira e Bosque

  • TurisMapp
  • Semear Saúde (Curso de Odontologia) – Roda de Conversa
  • Viva o Close (Casa Verônica) – Roda de Conversa
  • Era Rede que me Faltava – Roda de Conversa

Presença da Polifeira do Agricultor

No Largo do Planetário

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