UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 25 Apr 2026 03:04:08 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/05/26/professores-da-ufsm-sao-classificados-como-membros-de-comites-tecnicos-da-farmacopeia-brasileira Wed, 26 May 2021 12:23:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=55891

Os professores dos departamentos de Química, Érico Marlon de Moraes Flores, de Tecnologia e Ciência dos Alimentos, Juliano Smanioto Barin, e de Farmácia Industrial da UFSM, Clarice Madalena Bueno Rolim, foram novamente reconduzidos como membros dos Comitês Técnicos Temáticos da Farmacopeia Brasileira da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). A divulgação ocorreu em 18 de maio.

Os três docentes da UFSM estão entre os 80 profissionais de todo o país classificados para os 13 Comitês Técnicos Temáticos da Farmacopeia Brasileira. Ao contrário das demais composições dos Comitês, que eram feitos por indicação da Anvisa, desta vez houve um Edital de Chamamento Público, que estabeleceu critérios objetivos, como experiência comprovada e nível de titulação.

Para o professor Érico, classificado em 5º lugar entre mais de 300 candidatos, a nomeação para continuar participando da Farmacopeia Brasileira reflete o alto nível de exigência para os candidatos selecionados. Com mais esse mandato, o professor Érico completará duas décadas de trabalhos junto à Anvisa, o que reflete a contribuição que a UFSM tem dado para o estabelecimento dos métodos analíticos e dos padrões de qualidade dos fármacos comercializados no país.

O professor Juliano, classificado em 20° lugar geral, ressalta a importância da participação da UFSM nas atividades da Farmacopeia Brasileira, contribuindo significativamente para o desenvolvimento de substâncias químicas de referência que podem ser usadas não apenas para o controle da qualidade de fármacos e medicamentos, mas também alimentos e produtos veterinários.

A professora Clarice Madalena Bueno Rolim, classificada em 14° lugar geral, foi designada para assessorar a Anvisa na revisão das monografias de Especialidades Farmacêuticas para a Farmacopeia Brasileira. Esta indicação também evidencia o protagonismo dos professores do Departamento de Farmácia Industrial nesta área, os quais vêm contribuindo para a disponibilização de metodologias analíticas validadas, visando elevar a confiabilidade da avaliação da qualidade dos produtos farmacêuticos.

Farmacopeia Brasileira

A Farmacopeia Brasileira é o Código Oficial Farmacêutico seguido no Brasil, cuja primeira edição foi lançada em 1929. Tem como função principal estabelecer os requisitos mínimos de qualidade de medicamentos e outras formas farmacêuticas para uso em saúde. 

Os colegiados da Farmacopeia Brasileira têm por objetivo assessorar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária na revisão e atualização periódica dos compêndios e produtos da Farmacopeia Brasileira. A participação nos Comitês Técnicos Temáticos é considerada atividade de relevância pública e não remunerada. A quantidade máxima de vagas por comitê pode ser conferida no Edital de Chamamento Público

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/outras-formas-de-testar-o-botox Sat, 15 Sep 2018 13:30:25 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=4575 Ao ouvir o termo “botox”, é normal que venha à mente um rosto estático sem expressões faciais. E, de fato, a toxina botulínica é capaz de suavizar a aparência das linhas de expressão, levantar os cantos da boca e deixar a pessoa com uma aparência mais jovial. Inclusive, segundo dados do último relatório da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (2016), o Brasil é o segundo país do mundo que mais usa a toxina botulínica, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.   Mas, para além dos fins cosméticos, existem outras formas de utilizar a substância. Alguns exemplos são os tratamentos para movimentos involuntários excessivos, como espasmos musculares, doença de Parkinson, dor, enxaqueca, suor excessivo e, até mesmo, estrabismo. Basicamente, a toxina pode ser aplicada para qualquer tratamento que necessite da paralisação de um músculo ou glândula para ser realizado. A estudante do Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas Bruna Xavier desenvolveu sua pesquisa de mestrado, dentro do Centro de Desenvolvimento de Testes e Ensaios Farmacêuticos (CTEFAR), sobre a avaliação de potência e teor da toxina botulínica.   Essa avaliação consiste no controle de qualidade das marcas que comercializam a toxina, já que existem outras além do Botox, mas todas com a mesma finalidade cosmética e terapêutica de uso profissional. Ela analisa se a quantia de toxina botulínica indicada na embalagem é realmente a que está presente no produto e se a substância não oferece riscos para a saúde do paciente, que vão desde a paralisia até o óbito.   Esse teste é necessário porque não há um padrão internacional, e cada marca utiliza a quantidade específica de unidades da toxina misturada com excipientes (diluidores para estabilizar e proteger a proteína). “As análises são baseadas em um padrão, mas cada empresa possui o seu próprio padrão. Por isso, 10 unidades de um produto não têm o mesmo efeito que 10 unidades de outra marca”, explica Bruna.   O diferencial proposto na dissertação, defendida no início do mês de agosto, é dar a opção para que o ensaio seja feito in vitro, ou seja, utilizando modelos celulares, ao invés de testes in vivo, realizados em camundongos. Baseado no conceito dos 3Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), busca-se fazer a substituição, o aprimoramento e a redução do uso de animais em testes científicos.   Como funcionam os métodos alternativos? Para a realização da pesquisa, dois tipos de ensaios in vitro são realizados e ambas as técnicas são combinadas com testes in vivo. Um deles é o físico-químico, que utiliza HPLC, uma máquina que faz a separação, avaliação e detecção das atividades estruturais da molécula. O segundo método consiste em cultivar células em uma garrafa para que se desenvolvam e se reproduzam. No dia do ensaio, uma quantia é retirada da garrafa, contabilizada e colocada para incubação por 24 horas. Depois é aplicada a toxina botulínica em cada célula e se observa o quanto inibiu das proliferação mesmas. Quanto mais inibe, maior a potência da toxina para seu uso cosmético e clínico, como, por exemplo, para o tratamento do câncer (ainda estão sendo realizadas pesquisas sobre o uso da toxina no tratamento do câncer de mama e de estômago).   Na atualidade, não é possível adotar apenas o método in vitro, porque o teste em camundongos é uma exigência da Anvisa. Por isso, Bruna elucida que realiza estudos com métodos alternativos para que possa sugerir novos procedimentos que sejam aplicados não em substituição, mas em conjunto. A expectativa, segundo a pesquisadora, é de que “no futuro, possa substituir o uso de animais.”   O método ainda está sendo aprimorado, já que é totalmente inovador no mundo da ciência relacionada à toxina botulínica. Porém, Bruna tem a previsão de que até o final de seu doutorado, em 2022, a técnica seja validada pelo laboratório como precisa e reprodutível.   Reportagem: Paola Jung, acadêmica de Jornalismo Edição: Andressa Motter e Tainara Liesenfeld, acadêmicas de Jornalismo Fotografia: Rafael Happke]]>