UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Fri, 20 Mar 2026 18:17:27 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/22/dia-da-defesa-da-fauna-projetos-da-ufsm-fortalecem-a-conservacao-da-biodiversidade Mon, 22 Sep 2025 14:00:43 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70567

O Dia Nacional da Defesa da Fauna, celebrado em 22 de setembro, foi instituído em 1980 por meio do Projeto de Lei nº 3.558, com o objetivo de reforçar a importância da conservação da vida animal. Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a fauna brasileira é a mais diversa do mundo: são mais de 100 mil espécies de animais, entre vertebrados e invertebrados, catalogadas no país. Apesar dessa riqueza, 1.173 espécies brasileiras correm risco de desaparecer da natureza, conforme aponta o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, publicado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em 2018.

Grande parte dessa fauna é endêmica, ou seja, só ocorre em território nacional, o que amplia a relevância da conservação. A preservação, no entanto, não depende apenas de pesquisas científicas ou de políticas públicas: qualquer cidadão pode colaborar. Esse é o princípio da ciência cidadã, que tem se consolidado como aliada fundamental na proteção da biodiversidade.

Em abril de 2025, ocorreu a 10ª edição do Desafio da Natureza Urbana (City Nature Challenge), que reúne mais de 700 cidades em todo o mundo, sendo 19 brasileiras. A iniciativa convida pessoas de todas as idades a observar e registrar a biodiversidade ao seu redor por meio do aplicativo iNaturalist, compartilhando informações com a comunidade científica global. O esforço coletivo mostra que cada registro, por menor que pareça, contribui para compreender e preservar a vida natural. Em Santa Maria, a UFSM segue nessa direção com projetos próprios que incentivam a comunidade a mapear a fauna local.

eFauna

O aplicativo eFauna, lançado em novembro de 2024 pela UFSM, busca formar uma rede de voluntários para catalogar a biodiversidade por meio de um banco de dados fotográfico das espécies vertebradas que habitam o campus. Com base nos princípios da ciência cidadã, qualquer pessoa pode participar: estudantes, servidores, professores, terceirizados ou frequentadores ocasionais. A única exigência é que os registros sejam feitos dentro dos limites do campus.

Disponível gratuitamente na Playstore, o aplicativo reúne abas como Fauna em números, Conhecendo a fauna, Novo registro, Mapa de avistamentos e, em sua atualização mais recente, a opção Novo registro – acidentes com a fauna, voltada a ocorrências como atropelamentos e colisões em vidraças.

O número de espécies catalogadas cresceu no último ano, chegando a 355. Segundo a coordenadora do projeto, professora Marilise Krügel, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, o aumento foi mais expressivo entre as aves, que passaram de 232 para 247 espécies. “Quanto mais pessoas estiverem atentas aos animais que vivem no campus, mais informações serão obtidas e armazenadas em um banco de dados. Isso é o princípio da ciência cidadã. Que as pessoas formem uma rede de cidadãos ativos, colaborativos e voluntários em prol de uma causa, gerando conhecimento que pode se traduzir em ciência”, afirma.

Entre os registros mais comuns nos primeiros meses do app estão a seriema e o teiú, maior lagarto do Rio Grande do Sul. Alguns avistamentos, no entanto, marcaram a biodiversidade local, como o primeiro registro em Santa Maria do caminheiro-de-barriga-amarela (Anthus hellmayri), feito pela acadêmica de Biologia Roberta Rödel em julho de 2025. Também se destacam as capturas da marreca cri-cri (Spatula versicolor), da marreca caucau (Nomonyx dominicus) e de um gato-maracajá (Leopardus wiedii), infelizmente atropelado na área nova da UFSM. O avistamento mais recente foi o do gavião-pernilongo (Geranospiza caerulescens), registrado nas imediações da ponte seca, mas sem tempo hábil para fotografia.

Foto horizontal colorida. No centro da imagem, está uma marreca cri-cri com peito amarelado coberto por manchas escuras, bico azul claro e cabeça com coloração preta e branca. Ele está em pé sobre uma vegetação baixa e verde. Da esquerda para a direita, há galhos finos e folhas desfocadas. De cima para baixo, o fundo desfocado mostra tons amarelados e marrons. Da frente para o fundo, o pato está entre vegetações verdes.
Marreca Cri-cri (Foto: Roberta Rodël)
Foto horizontal colorida. No centro da imagem, há duas marrecas cau cau nadando lado a lado em um corpo d’água. A da esquerda tem plumagem mais acinzentada e a da direita tem coloração marrom avermelhada. Há vegetação aquática dispersa. De cima para baixo, o reflexo dos patos aparece suavemente na água.
Marreca Caucau (Foto: Roberta Rodël)
Foto horizontal colorida. Centralizado está um gavião-pernilongo cinza com peito rajado que está pousado em um galho seco. O galho se estende com algumas ramificações. Um céu azul claro ocupa quase todo o fundo.
Gavião Pernilongo (Foto: Dante Meller)
Foto horizontal colorida. Um gato-maracajá está centralizado sobre a grama. Ele é de porte médio. Sua coloração é amarelo queimado com manchas pretas e tem olhos pretos e redondos.
Gato Maracajá (Foto: Felinos do Pampa)
Foto horizontal colorida. Um caminheiro-de-barriga-amarela é um pássaro. Ele está centralizado sobre uma base de pedra envelhecida e com musgo. Ele é pequeno, tem coloração marrom claro com pintas e uma cauda marrom escura, além de pernas e patas laranjas claras.
Caminheiro de barriga acanelada (Foto: Roberta Rodël)

Além de estimular os registros, a professora Marilise lembra da importância de alguns cuidados. Não alimentar os animais e evitar aproximações excessivas são medidas essenciais, especialmente nos meses de reprodução. O caso recente das seriemas reforça o alerta. “Com paciência e mantendo distância, é possível observar e fotografar sem causar incômodos”, explica.

Para ela, iniciativas como o eFauna têm grande potencial de sensibilizar e podem resultar em pessoas mais atuantes em prol da conservação das espécies e de seus ambientes. “Apresentar conteúdo sobre a fauna do campus é algo necessário porque temos que falar sobre a coexistência com a fauna. O campus da UFSM não é só dos humanos e dos animais domésticos, outras 355, incluindo espécies de anfíbios, répteis, aves e mamíferos compartilham o espaço conosco. E, ainda, não estamos falando das espécies vegetais”, acrescenta.

PET Bio

O Programa de Educação Tutorial de Ciências Biológicas (PET Bio) também atua na preservação e divulgação da biodiversidade por meio de um levantamento da fauna do campus. A iniciativa difere do eFauna principalmente na forma de armazenamento e disponibilização dos dados, além de incluir registros de invertebrados.

O projeto oferece certificado de 20 horas de Atividade Complementar de Graduação (ACG) aos 10 alunos que mais enviarem fotografias de espécies ao perfil do PET Bio no Instagram. Para participar, basta registrar os animais dentro do campus, garantindo imagens de boa qualidade para a identificação.

Segundo o PET Bio, além de contribuir para a ciência cidadã, os registros poderão subsidiar futuras pesquisas na UFSM.

@faunaufsm

O perfil Fauna UFSM, no Instagram, é gerenciado por Arlei Antunes, integrante da equipe de vigilância noturna da Universidade e apaixonado por Biologia. Ele criou a página para popularizar a biodiversidade do campus por meio das redes sociais. “Percebo que sem a página, essas espécies não teriam ocorrência conhecida no campus, e elas são importantes para mostrar a relevância da conservação e da preservação da natureza daqui”, diz.

Arlei explica que várias pessoas participam de grupos de observação de aves, ou registram animais por hobby e acabam por não divulgar as imagens. Por isso, a página do Fauna UFSM surge para engajar um público mais amplo e gerar visibilidade para a causa da biodiversidade. Ele conta que conseguiu, em um ano, aumentar a lista oficial de registros de espécies no campus, com espécies relevantes como tamanduá-mirim e o veado catingueiro — este último, ameaçado de extinção.

Pica-pau-verde-barrado próximo da piscicultura (Foto: Arlei Antunes, no Instagram Fauna UFSM)
Pica-pau-verde-barrado próximo da piscicultura (Foto: Arlei Antunes, no Instagram Fauna UFSM)
Capivara o açude da estrada do Jardim  Botânico (Foto: Arlei Antunes, no Instagram Fauna UFSM)
Capivara o açude da estrada do Jardim Botânico (Foto: Arlei Antunes, no Instagram Fauna UFSM)
Urubu-de-cabeça-preta, registro feitos no Tambo (Foto: Arlei Antunes, no Instagram Fauna UFSM)
Urubu-de-cabeça-preta, registro feitos no Tambo (Foto: Arlei Antunes, no Instagram Fauna UFSM)
Jacuguaçu nos fundos da Piscicultura. (Foto: Instagram Fauna UFSM)
Jacuguaçu nos fundos da Piscicultura. (Foto: Instagram Fauna UFSM)

Olha o Passarinho!

[caption id="attachment_70573" align="alignright" width="499"] Atividade do grupo em Arroio do Só (Foto: Instagram Olha o passarinho!)[/caption]

O programa de extensão Olha o Passarinho! atua junto a estudantes do terceiro ao sexto ano do ensino fundamental, com foco na educação ambiental e na divulgação da avifauna regional. Marilise Krügel, coorientadora do projeto, destaca a importância de sensibilizar desde a infância: "As crianças costumam conhecer a fauna exótica como elefantes, girafas e leões e, geralmente, pouco conhecem as espécies da fauna silvestre. No Rio Grande do Sul, temos dois biomas, Pampa e Mata Atlântica, com uma espetacular riqueza de espécies animais e vegetais que precisam ser abordadas em destaque em todos os níveis de ensino”.

Há 13 anos, o Olha o Passarinho! atua na divulgação e apresentação de aves às crianças. Marilise acredita que a prática de observação de aves é uma poderosa ferramenta de sensibilização e educação ambiental. O projeto desperta o interesse das crianças e convida a observar as aves em liberdade, refletir sobre a caça ilegal, o tráfico de animais e apreciar a natureza sob uma nova perspectiva.

Texto: Marina Brignol, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/08/29/ufsm-sedia-iv-avistche-encontro-de-observadores-de-aves-do-rs Fri, 29 Aug 2025 10:57:22 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70326
[caption id="attachment_70327" align="alignleft" width="519"]Imagem quadrada colorida. À esquerda um pássaro com o peito e rabo amarelo e cabeça e asas pretas, em posição de voo. Ao fundo, silhueta de morros em verde. Abaixo da imagem está escrito IV AvisTchê A logo do evento homenageia a morraria de Santa Maria e traz a gralha-picaça, símbolo do COA SM, que representa a avifauna da região[/caption]

Entre os dias 19 e 21 de setembro, a UFSM será sede do IV AvisTchê – Encontro de Observadores de Aves do Rio Grande do Sul. O evento, que pela primeira vez acontece em Santa Maria, será realizado no Auditório Flávio Miguel Schneider, anexo ao prédio 42 do Centro de Ciências Rurais (CCR).

Com programação diversa, o AvisTchê contará com palestras, rodas de conversa, atividades lúdicas para crianças, confraternização e saídas de campo. Um dos destaques é a atividade “Eu AvisTchei”, em que os dez registros ornitológicos mais relevantes selecionados pela comissão organizadora serão apresentados ao público.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas por meio de formulário online. Os valores variam conforme o período:

  • Até 31 de agosto: R$ 60,00 para estudantes (mediante comprovante) e R$ 100,00 para o público geral;

  • Após 31 de agosto: R$ 80,00 para estudantes e R$ 130,00 para o público geral;

  • Durante o evento: R$ 150,00.

Cada edição do AvisTchê é organizada por um dos Clubes de Observadores de Aves (COA) do Rio Grande do Sul, que atualmente somam 12 entidades. O evento é estadual, itinerante, bianual e vinculado ao AVISTAR Brasil.

A professora do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSM e integrante da comissão organizadora, Marilise Mendonça Krügel, destaca que esta edição tem um significado especial. "Em novembro de 2024 completaram-se 50 anos de observação de aves no Rio Grande do Sul, resultado da fundação do primeiro COA em 1974", relata.

O AvisTchê tem como objetivo reunir a comunidade crescente de observadores e fotógrafos de aves do Estado, além de aproximar o público da avifauna regional. O evento é aberto a todas as idades e contempla profissionais, amadores, hobbistas, fotógrafos e interessados na natureza. Segundo a professora, a proposta é sensibilizar os participantes para a importância da conservação. "Ao aproximar as pessoas da natureza por meio das aves, esperamos fortalecer esse vínculo e incentivar a participação em ações de preservação das espécies e de seus habitats", afirmou.

Programação

19/09

  • 16h – Acolhimento e credenciamento

  • 19h – Abertura: O corredor ecológico da Quarta Colônia: um novo destino para a observação de aves, com Raquel Pretto (FEPAM-RS) e Suelen Sacol (SEMA-RS)

20/09

  • 8h – Perspectivas da observação de aves no Brasil: contribuições para a ciência, conservação e turismo, com Marília Fanucchi

  • 9h45 – Entre as sombras da floresta: o estudo e a fotografia dos tinamídeos no RS, com Luiz Corrêa

  • 10h45 – Tesoura-do-brejo: uma sentinela pelos banhados gaúchos, com Thuani L. S. Wagener

  • 14h – Desafios para a conservação de aves campestres em campos sem manejo, com Lucilene Jacoboski

  • 15h30 – Observação de aves no RS: passado, presente e futuro – roda de conversa com Maria Alice Bello Fallavena, Walter Hasenack e Cassiana Aguiar. Mediação: Glayson Ariel Bencke

21/09

  • 7h – Saída de campo

  • 14h – Encerramento

    • Premiação Baita Ano

    • Premiação do Concurso Fotográfico

    • Apresentação Eu AvisTchei

Mais informações estão disponíveis no Instagram oficial do evento.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/08/25/seriemas-no-campus-da-ufsm-entenda-como-conviver-com-essas-aves Mon, 25 Aug 2025 15:46:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70267 Descrição: Fotografia na horizontal colorida de duas seriemas na grama. As aves têm bicos e pernas vermelhas, penas morrons, crista com tufos e cílios grandes.
Aves são reconhecidas pelo bico e pernas avermelhadas, pelo penacho com tufos e pelos cílios

A presença das seriemas na UFSM tem chamado mais atenção do que o normal. Antes, essas aves circulavam pelo campus e se tornavam atrações entre as pessoas, mas recentemente houve relatos de ataques a indivíduos, o que despertou preocupação entre estudantes e servidores. 

A primavera marca o período reprodutivo da espécie, quando os animais podem ficar mais territorialistas, especialmente ao defender ninhos e filhotes. No campus, é comum observar quatro seriemas circulando juntas.

Quem são as seriemas?

De acordo com a professora do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, Marilise Mendonça Krügel, as seriemas têm altura média de 70 centímetros, podendo chegar a 90 centímetros de comprimento e pesar até 1,4 quilos. São facilmente reconhecidas pelo bico e pernas vermelhos, pela crista formada por um tufo de penas longas e pelas pestanas marcantes. 

Essas aves têm uma dieta variada, que vai de insetos a pequenos vertebrados, como roedores, anfíbios, répteis, e até outras espécies de aves. “Através do aplicativo eFauna, recebemos, em fevereiro deste ano, o registro de um dos filhotes de seriema comendo um filhote de cardeal”, conta Marilise.

As seriemas são aves campestres, mas procuram árvores para dormir empoleiradas. São excelentes corredoras, podendo atingir até 50 km/h. Constroem seus ninhos com gravetos, a alturas que variam desde o chão até 5 metros. 

A fêmea geralmente põe dois ovos, que são incubados pelo casal por cerca de 24 a 30 dias. Após duas semanas, os filhotes deixam o ninho e passam a acompanhar os pais, adquirindo a plumagem adulta entre 4 e 5 meses. 

Segundo a professora, as seriemas não são naturalmente agressivas. No entanto, as aves podem adotar comportamentos defensivos diante do movimento intenso de pedestres e veículos. “É normal que defendam ninhos e filhotes. O exemplo mais comum de agressividade entre aves que já conhecemos bem é o do quero-quero”, explica.

Atualmente, o campus sede da UFSM já tem o registro de 354 espécies de animais silvestres, entre anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Só de aves, são 246 espécies que vivem no local ou o utilizam como ponto de passagem.

Fotografia na horizontal colorida. Uma seriema anda pela grama. Ao fundo, o Espaço Multiuso, prédio pequeno em formato triangular e, mais distante, a Reitoria, prédio retangular de dez andares. Há dois carros estacionados ao lado no Multiuso desfocados estacionados próximos ao prédio do Espaço Multiuso. O céu está nublado
Seriema anda próxima a local que escolheu para construção dos ninho, nos arredores do Multiuso

Como a UFSM tem acompanhado a situação

 

A engenheira sanitarista e ambiental Nicolli Reck, coordenadora de Gestão Ambiental da UFSM, explica que o Setor de Planejamento Ambiental (SPA) realiza o acompanhamento constante da fauna no campus, em conformidade com a licença ambiental emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM). Esse trabalho conta com o apoio de professores e pesquisadores, além do aplicativo eFauna UFSM, que permite o registro georreferenciado de avistamentos e ocorrências com a fauna. “Assim que o SPA recebeu os relatos, foi solicitada orientação técnica ao órgão ambiental responsável, reforçando o compromisso institucional com o manejo adequado destes animais”, destaca Nicolli.

Ainda, segundo ela, não há indicação de remoção das seriemas do campus. “São animais de vida livre, saudáveis e legalmente protegidos. Sua retirada poderia gerar prejuízos ao equilíbrio ambiental e à própria sobrevivência dos indivíduos”, afirma.

 

Orientações de convivência

 

A universidade prioriza a sensibilização da comunidade acadêmica, ao orientar sobre o convívio seguro com a fauna silvestre. A recomendação é não se aproximar nem alimentar os animais. Além disso, é importante:

 

  • Redobrar a atenção com crianças e animais domésticos;
  • Observar sempre de longe;
  • Respeitar o espaço da fauna, lembrando que o campus é o habitat de diversas espécies.

Em caso de acidente, o ocorrido deve ser registrado junto ao SPA e, em situações de ferimentos mais graves, é importante procurar atendimento médico. Nicolli reforça que não se deve retaliar os animais, lembrando que se trata de fauna protegida por lei. Um alerta foi publicado pela instituição.

 

Texto: Isadora Bortolotto, estudante de jornalismo e voluntária da Agência de Notícias 

Fotos: Paulo Baraúna, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/08/22/alerta-sobre-seriemas-no-campus-sede Fri, 22 Aug 2025 13:28:33 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70251

Card colorido com a ilustração de uma seriema, com as palavras: "Atenção, animais silvestres no campus. Evite aproximações" A UFSM informa que foram registrados, nas últimas semanas, casos de ataques de seriemas a pessoas no campus sede da UFSM, em Santa Maria.

Como possível explicação, considera-se a hipótese de nidificação por parte das aves no campus, ou seja, a ação de construir um ninho para abrigar ovos e filhotes. Embora o período típico de postura de ovos ocorra na primavera, alterações climáticas recentes podem ter antecipado esse comportamento em função de temperaturas elevadas.

Diante disso, a instituição orienta que estudantes, docentes, TAEs, terceirizados e demais pessoas que circulam pelo campus mantenham distância segura dos animais, evitando aproximações que possam resultar em novos acidentes. 

Também é fundamental que não se ofereça alimentos a esses ou quaisquer outros animais silvestres.

Tais animais são protegidos por legislação ambiental, conforme o Art. 29 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), sendo vedada qualquer forma de perseguição, captura ou remoção sem autorização dos órgãos competentes.

Retirada dos animais

O Setor de Planejamento Ambiental da UFSM realizou consulta à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), responsável pela licença ambiental concedida à Universidade. 

A orientação do órgão ambiental é de que, por se tratarem de animais silvestres de vida livre e em aparente bom estado de saúde, não há indicação técnica para a remoção do ambiente universitário. A retirada dos animais poderia acarretar impactos negativos à fauna local, razão pela qual essa medida não é recomendada.

A ação indicada é de informar a comunidade e alertar para que mantenham distância segura dos animais. 

É importante frisar que esses animais são protegidos pelo Estado, conforme o Art. 29 da legislação:

Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, capturar, exterminar (sinônimo de matar), depauperar, coletar ou utilizar espécimes da fauna silvestre ou exótica sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida

Contamos com a colaboração de todas e todos para a convivência harmoniosa com a fauna silvestre presente no ambiente universitário.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/26/efauna Tue, 26 Nov 2024 12:37:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67736
Escolas de Santa Maria podem usar o aplicativo “eFauna UFSM” para ver os animais registrados de forma complementar a aulas de Ciências e Biologia

A partir de agora, a comunidade acadêmica poderá contribuir com as pesquisas da Universidade sobre a biodiversidade em questão de segundos. Na última quinta-feira (21), ocorreu o lançamento do aplicativo “eFauna UFSM”, que busca estimular o interesse dos estudantes em conhecer a fauna por meio do registro de animais avistados n campus sede. O evento aconteceu no Jardim Botânico.

 

A iniciativa tem o propósito de incentivar a criação de uma rede de voluntários para divulgar a diversidade de vertebrados que habitam os arredores da instituição com base nos princípios da ”ciência cidadã”, de uma produção de conhecimento de forma coletiva e participativa. O aplicativo está disponível gratuitamente na Play Store e pode ser instalado em celulares com sistema operacional Android a partir da versão 9 Pie.

 

O projeto eFauna UFSM surgiu em maio de 2023 e foi desenvolvido pelo professor Enio Giotto, do Departamento de Engenharia Rural, e pelos acadêmicos Fabrício Ramos e Lorenzo Lengedolff, do curso de Redes de Computadores, com coordenação da professora Marilise Krügel, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental. 

A docente contou que o programa foi elaborado também com a ideia de ser uma ferramenta de aprendizagem que une diferentes campos do conhecimento. “Esta interface contribui para a formação do aluno, qualifica o ensino de graduação e estimula ações de compromisso e ética com o meio ambiente. São muitas as disciplinas obrigatórias nas áreas de zoologia, ecologia, biodiversidade e manejo de fauna silvestre que se conectam com o aplicativo, abrangendo os cursos de Zootecnia, Engenharia Florestal, Ciências Biológicas, Técnico em Meio Ambiente e Tecnologia em Gestão Ambiental”, explicou Marilise.

 

Ao abrir o APP eFauna e acessar a aba “Conhecendo a Fauna”, é possível encontrar a listagem completa das 339 espécies de vertebrados terrestres já registrados no campus sede da UFSM. Isso, inclusive, pode ser útil para as escolas de Santa Maria usem de forma complementar às aulas de Ciências ou Biologia, como aconselha a professora. Caso o indivíduo não reconheça a espécie, o registro pode ser feito normalmente para, na sequência, ser avaliado pelos moderadores do aplicativo e devidamente identificado.

 

Conhecer as espécies que dividem os mesmos ambientes que as pessoas e contribuir para os estudos na área impacta diretamente na questão da proteção e conservação ambiental, como explica a coordenadora do eFauna UFSM: “ainda existem muitas lacunas, mas sabe-se que as mudanças climáticas impactam diretamente sobre as populações de animais e plantas de diferentes formas”. A professora Marlise exemplifica: “as múltiplas interações entre animais e plantas como, por exemplo, a polinização, o controle de insetos e a dispersão de sementes, geram inúmeros benefícios ecossistêmicos. Garantir a manutenção dos serviços ecossistêmicos é valioso e imprescindível para o enfrentamento das mudanças climáticas”. 

 

Para entender mais, o internauta pode acessar o perfil do projeto no Instagram.

 

Texto: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Laurent Keller, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias, jornalista

Foto colorida horizontal de um grupo de pessoas reunidas em um espaço com várias árvores em volta
Aplicativo “eFauna UFSM” busca construir uma rede de voluntários para registrar animais avistados no campus sede e, assim, contribuir com pesquisas sobre a biodiversidade
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Quem já passou pela Universidade Federal de Santa Maria certamente já notou a variedade de animais selvagens que habitam o campus sede. Agora, tanto a comunidade acadêmica quanto os visitantes do campus poderão registrar os animais avistados e contribuir com as pesquisas sobre a biodiversidade na UFSM: a partir desta quarta-feira (20/11), estará no ar o aplicativo "eFauna UFSM", cujo lançamento oficial ocorre nesta quinta-feira (21/11), às 16h, no Jardim Botânico da universidade.

O aplicativo permite que o usuário registre os animais avistados e seu local do avistamento, por meio da geolocalização, e ilustre o registro com fotos e vídeos. Mesmo que o usuário não saiba reconhecer a espécie do animal, o registro pode ser feito: posteriormente, será avaliado pelos moderadores e devidamente identificado. Os registros ficarão catalogados e podem ser vistos no mapa do campus disponível no aplicativo. Como se trata de um aplicativo de âmbito local, somente poderá ser utilizado dentro dos limites do campus da UFSM, em Santa Maria. Qualquer pessoa - com ou sem vínculo com a UFSM - pode usar, basta estar no campus.

O aplicativo também permite que o usuário investigue e conheça as 339 espécies de vertebrados terrestres - entre anfíbios, mamíferos, répteis e aves - que já foram registradas no campus da UFSM. Para cada espécie, há um link que remete a outros projetos de divulgação da biodiversidade. 

Além de estimular o interesse pela biodiversidade, o eFauna UFSM é uma ferramenta de aprendizagem inovadora no âmbito acadêmico, pois permite a integração entre diversas áreas do conhecimento e serve também como complemento e reforço para os conteúdos teóricos e aulas práticas. São muitas as disciplinas obrigatórias - nas áreas de zoologia, ecologia, biodiversidade e manejo de fauna silvestre, por exemplo - que se conectam com o “eFauna UFSM”, abrangendo os cursos de Zootecnia, Engenharia Florestal, Ciências Biológicas e Tecnologia em Gestão Ambiental, além dos cursos do Centro de Tecnologia envolvidos com a parte do desenvolvimento do aplicativo. Fica evidente, portanto, o caráter interdisciplinar e integrador da proposta e o potencial desta para detalhar à comunidade universitária e ao público em geral a riqueza da fauna do campus da UFSM.

O aplicativo eFauna UFSM foi desenvolvido pelo professor Enio Giotto (Departamento de Engenharia Rural; Laboratório de Geomática) e pelos acadêmicos Fabrício Ramos e Lorenzo Langendolff (Curso de Redes de Computadores), com coordenação da professora Marilise Krügel (Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental). O projeto iniciou em maio de 2023 com o propósito de construir uma rede de voluntários para o registro e acompanhamento da fauna de vertebrados do campus, bem como de divulgar o conceito e os princípios da ciência cidadã na produção de conhecimento de forma coletiva, participativa e voluntária.

A coordenadora do projeto, professora Marilise, destaca a importância da iniciativa nas ações de proteção e conservação das espécies: "Não basta conhecer somente quais espécies vivem em determinado local. É necessário conhecer e compreender como as espécies ocupam e interagem com os ambientes, com diferentes graus de antropização, ao longo do tempo. Neste contexto urbano, está imposto um grande desafio: compartilhar e esclarecer o público em geral sobre as interações diárias entre pessoas e fauna, ou seja, a coexistência com dezenas de outras espécies silvestres, nossos vizinhos".

O eFauna UFSM estará disponível gratuitamente na Play Store e pode ser instalado em smartphones com sistema operacional Android a partir da versão 9 Pie e versões mais recentes. Para conhecer mais sobre o projeto e acompanhar as novidades, acesse o perfil no Instagram: @efaunaufsm.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações do projeto eFauna UFSM. 

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Hoje, 3 de outubro, comemora-se o Dia Nacional das Abelhas. As abelhas, além de produzir mel e derivados, são fundamentais para a sobrevivência humana: elas são responsáveis pela polinização de grande parte das espécies de vegetais que nos servem de alimento. Os prédios e imediações do Centro de Tecnologia servem de casa para alguns enxames de abelhas que, além de importantes para o equilíbrio ecológico, são inofensivas: trate-se de espécies de abelhas-sem-ferrão.

Abelhas jataí no CT
Abelhas da espécie jataí (tetragonisca angustula) no estacionamento em frente ao prédio 07

Popularmente conhecidas como abelhas-sem-ferrão, as abelhas meliponíneas são abelhas nativas do Brasil. Ao contrário das abelhas da apicultura, que podem ser muito defensivas, as abelhas meliponíneas não ferroam, por terem o ferrão atrofiado. Existem cerca de quinhentas espécies de abelhas meliponíneas distribuídas entre as regiões tropicais do planeta.

A abelha-sem-ferrão que é encontrada no CT é a jataí (tetragonisca angustula), que é a mais comum no Brasil. Até então, foram identificados quatro enxames vivendo por aqui: em uma árvore no estacionamento principal; em um pilar dos fundos do prédio principal; na escada do prédio 10A; e na lateral do prédio do INPE.

Com a chegada da primavera e o aumento da temperatura, os enxames ficarão mais ativos. Portanto, é importante que a comunidade do CT conheça nossas vizinhas naturais. Não há necessidade de preocupação com as abelhas, mas também não é permitido mexer nelas: configura-se crime ambiental.

Se você encontrar mais abelhas (ou outros animais) vivendo no CT, nos avise! Em breve, novas iniciativas relativas à fauna do campus serão divulgadas no site e nas redes do CT.


Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações e imagens de Marina Fonseca Seelig Falcão, da Subdivisão de Pós-Graduação do Centro de Tecnologia..

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O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da UFSM iniciou uma sequência especial de postagens no Instagram sobre uma importante integrante na restauração ecológica: a fauna. Conhecendo a fauna do projeto RestauraPampa é o nome que foi dado à série de postagens.

A primeira espécie compartilhada é representante da família Teiidae, a Teius oculatus, conhecida popularmente como lagarto-verde. Ela foi registrada em ambientes de afloramentos rochosos da Reserva Biológica do Ibirapuitã (REBIO), na cidade de Alegrete, RS. Essa espécie é caracterizada por viver em áreas abertas, preferindo ambientes úmidos com zonas rochosas onde se refugia e ao mesmo tempo pega sol.

O projeto RestauraPampa realiza atividades de monitoramento e interpretação da fauna nas Unidades de Conservação, etapas de suma importância para promover o conhecimento e a efetiva conservação das espécies pertencentes à elas. O projeto é executado pelo NEPRADE e pela FATEC, com apoio financeiro do Programa GEF Terrestre, por meio do Fundo Brasileiro para Biodiversidade (FUNBIO), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do RS.

Acompanhe o NEPRADE e essa série especial de postagens pela rede social. 

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