UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 30 Apr 2026 20:49:52 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/16/apesar-da-chuva-festival-paralimpico-movimenta-a-ufsm Mon, 16 Jun 2025 12:09:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69510 [caption id="attachment_69512" align="alignleft" width="556"] Arremesso de disco foi uma das atividades adaptadas do atletismo[/caption]

Nem mesmo a chuva impediu a realização da primeira edição do Festival Paralímpico de 2025 na UFSM. Logo na chegada ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), voluntários seguravam grandes guarda-chuvas para proteger os participantes, que desciam de ônibus e vans vindos de diferentes localidades.

Ainda na entrada, o Esquadrão da Alegria, ONG de palhaços que realiza visitas em hospitais de Santa Maria, recepcionava o público com a presença da Doutora Chapolina e da Doutora Pipoca, da Pipolândia. Essa foi a segunda participação da ONG no evento e a Doutora Chapolina comenta: “Nossa, é uma experiência muito boa, é revigorante ver a energia deles. Mesmo num dia chuvoso como hoje, a galera foi muito receptiva conosco. Então eu acho que é muito gratificante passar a ter essas experiências”. A Doutora Pipoca complementa: “Como doutora Pipoca, é muito lindo ver isso, mas como a minha amiga Karolinny, que é professora de Inclusão da Educação Especial, é muito mais lindo ainda, porque é ver um sonho realizado aqui”. Karolinny Moysés é quem dá vida a personagem Doutora Pipoca e, mesmo ao se referir a si mesma, mantém o tom lúdico, sem sair do papel.

Evento já é tradição na UFSM

Promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o Festival acontece simultaneamente em 124 cidades do país e proporciona a crianças e adolescentes, com e sem deficiência, de 7 a 20 anos, o contato recreativo com modalidades paralímpicas. Em Santa Maria, é realizado pelo Centro de Referência Paralímpico Brasileiro UFSM (CRPB UFSM) em parceria com o Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (Naeefa). A UFSM sedia o evento pelo quarto ano consecutivo.

A primeira edição de 2025 ocorreu no sábado (14), nos ginásios 1 e 2 do CEFD, com 312 inscritos de cidades como Júlio de Castilhos, Panambi, Restinga Seca e Santa Maria. As modalidades ofertadas foram atletismo, parabadminton e, a estreante, goalball.

[caption id="attachment_69514" align="alignright" width="553"] Os participantes eram divididos em grupos de acordo com a cor da sua fitinha[/caption]

Adaptação em meio à chuva

Por conta das condições climáticas, nem todos os inscritos puderam comparecer, e a pista de atletismo não pôde ser utilizada. A organização, no entanto, já havia se preparado.
"Como foi toda a semana com previsão de chuva, começamos com antecedência a mobilização para adaptar todas as atividades para os ginásios", explicou Luciana Palma, coordenadora do Naeefa.

Durante a primeira parte da manhã, as dinâmicas de parabadminton e goalball  foram praticadas, cada uma em um ginásio. Depois, ambos os espaços receberam as atividades de atletismo adaptado.

Parcerias fortalecem a inclusão

A edição deste semestre contou com cerca de 60 voluntários dos cursos de Educação Física, Bacharelado e Licenciatura, e com a colaboração de instituições parceiras. Pela primeira vez, entidades que já apoiavam o evento também participaram da organização e execução das atividades, como a Escola e Clínica Antônio Francisco Lisboa, a Associação Colibri, a Associação Bem Viver e a Apae de Santa Maria.

“Viemos nessa organização há longos três meses. Pensamos todo o evento, as modalidades, como organizar tudo com muito carinho. Tem esse grupo maravilhoso de voluntários, os professores, que durante esses meses se organizaram para criar esses materiais. Essas nossas parceiras puderam, também, participar nesta criação”, diz a Supervisora do Centro de Referência Paralímpico Brasileiro UFSM Marcele Dorneles.

No parabadminton, por exemplo, as raquetes foram confeccionadas pelos próprios participantes das instituições parceiras. "Eles também fizeram a confecção das camisetas nas instituições. Eles nos auxiliaram, porque a gente não recebe tantos tamanhos grandes", acrescenta Marcele.

Pessoas de diferentes cidades da região vieram participar do Festival Paralímpico
Nesta edição, participantes puderam praticar atletismo, parabadminton e goalball

Estreia do goalball, interação e reconhecimento

Entre as instituições presentes, a Apae de Santa Maria esteve novamente no Festival. A coordenadora pedagógica Tatiane Marques ressaltou a relevância da participação: "É um momento maravilhoso, tanto para nós, professores, quanto, principalmente, para nossos alunos. Eles vivenciam atividades diferentes, com colegas de outras escolas. Isso é muito rico" .
Tatiane também celebrou a novidade desta edição: "Eles estão bem animados com os jogos novos e se divertindo bastante com o goalball."

O evento também contou com a participação da vice-diretora do CEFD Daniela Lopes, e do secretário municipal de Esporte e Lazer, Gilvan Ribeiro. “Nós ficamos muito orgulhosos de Santa Maria estar nesse roteiro dos festivais e de termos essa parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro. Eu, enquanto membro do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), sei a importância de trazer essa excelência dos órgãos que gerem o esporte nacional”, avalia o secretário.

Algumas famílias também acompanham os filhos até o Festival Paralímpico. É o caso do paratleta  Wagner Virago, que participou de todas as modalidades com a filha no colo. Wagner ingressou no paratletismo este ano e é pai da Selena, de apenas um ano e oito meses, que participou pela primeira vez do Festival.

“Eu acredito que o esporte tem o poder de transformar vidas. Transformou a minha e, por isso, desde cedo, quero que minha filha tenha esse contato. O esporte ensina disciplina, resiliência e gera saúde”, afirma o paratleta. Wagner atualmente compete nos 100 e 200 metros na categoria T44 pela R.S. Paradesporto, em Porto Alegre, e realiza seus treinos em parceria com o Naeefa na UFSM. 

Texto: Marina Brignol, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Paulo Baraúna, estudante de desenho industrial e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/09/23/festival-paralimpico-proporciona-inclusao-e-incentivo-ao-esporte-na-ufsm Mon, 23 Sep 2024 13:09:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66892 [caption id="attachment_66898" align="alignright" width="590"]foto colorida horizontal de pessoas de camisetas azuis, amarelas e laranja jogando petecas para dentro de uma caixa Festival reuniu cerca de 200 inscritos[/caption]

“Eu só quero brincar, eu gosto de vir aqui”, contou Andiele Rodrigues, aluna da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de São Sepé. Andiele esteve entre os cerca de 200 inscritos no Festival Paralímpico que aconteceu no 55BET Pro Sede da UFSM no sábado (21). Professores, alunos e convidados se reuniram nos ginásios 1 e 2 e na pista de atletismo do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) para prestigiar o esporte e a inclusão.

O evento, promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e organizado pelo Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA) da UFSM, contou com três esportes paralímpicos: parabadminton, basquete em rodas e atletismo. Todas as atividades aconteceram simultaneamente e foram orientadas por voluntários, em sua maioria alunos do curso de Educação Física da UFSM. Bárbara Müller, acadêmica e voluntária no evento, contou que a experiência no festival contribui para a vida acadêmica: “A experiência é incrível, tira a gente da caixinha que a gente vive”. 

A UFSM foi reconhecida como Centro de Referência Paralímpico no dia 31 de janeiro deste ano, o que tornou possível sediar competições oficiais de modalidades inclusivas. O reitor, Luciano Schuch, comentou sobre a importância desta denominação e do festival, “para fazer a inclusão, acabar com o preconceito com pessoas que têm suas limitações e mostrar o potencial da Universidade para os jogos paralímpicos”. 

Luciana Palma, coordenadora do NAEEFA, destacou a importância do dia para os educadores: “Além de ser um reconhecimento como profissionais, de que o nosso trabalho é possível, viável e que esse é o caminho, também é de grande aprendizado, porque cada um que está presente aqui nos traz um momento de vida muito especial”.

[caption id="attachment_66899" align="alignleft" width="595"]foto colorida horizontal de pessoas de camiseta azul correndo e se movimentando em uma pista de atletismo Atletismo foi uma das modalidades disputadas[/caption]

O Festival Paralímpico costuma ser um momento esperado pelos alunos das Apaes e instituições de ensino especial participantes. Cristiane Valim é coordenadora técnica da Bem Viver - Associação de Pais, Familiares e Amigos das Pessoas com Síndrome de Down e compareceu com seus filhos para participar do evento pelo segundo ano consecutivo. Clara e Artur aproveitaram e aprenderam com o evento. “No ano passado o Artur participou do basquete com rodas e falou: ‘nossa, é muito difícil’, então é para ver que não é por ser adaptado que é mais fácil”, comentou Cristiane.

Com 89 medalhas conquistadas, o Brasil foi quinto lugar no ranking dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. Mas as medalhas não são os únicos benefícios do incentivo ao esporte paralímpico. Encorajar a prática de modalidades pode permitir autonomia e melhorias no bem-estar dos praticantes. 

Rodinei Santos pratica basquete em rodas no ginásio da UFSM e comenta que o esporte traz diversos benefícios para a saúde e sociabilidade das pessoas com deficiência. “Só de não estar em casa já é uma vantagem muito grande”, disse. Além disso, afirmou que o Festival Paralímpico possibilita “enxergar outras pessoas com deficiência” é serve como incentivo para a prática do esporte. 

A próxima edição do Festival Paralímpico acontecerá no dia 7 de dezembro deste ano, em alusão à semana do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. 

Texto: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias
Fotos: Gustavo Damascena, estudante de Produção Editorial e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/09/25/2a-edicao-do-festival-paralimpico-marcou-o-fim-de-semana-na-ufsm Mon, 25 Sep 2023 14:03:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=63835 [caption id="attachment_63836" align="alignright" width="651"]foto colorida horizontal de um ginásio interno com cadeirantes participando de uma atividade com bolas de basquete e cones de trânsito no chão, e ao centro, uma mascote com uma grande máscara na cabeça Evento proporcionou aos participantes a experiência de modalidades paralímpicas de forma lúdica e inclusiva[/caption]

A 2ª edição do Festival Paralímpico 2023 ocorreu no último sábado (23), simultaneamente em 118 localidades nas 27 unidades federativas do Brasil, e reuniu mais de 21 mil crianças e adolescentes. Em Santa Maria, o evento ocorreu no Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da UFSM. O intuito do festival é proporcionar aos jovens a experiência de modalidades paralímpicas de forma lúdica e inclusiva.

Durante toda a manhã de sábado, as crianças se divertiram ao participar de quatro modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha e vôlei sentado. E para tornar o evento ainda mais especial aos convidados, quem esteve presente no CEFD pôde assistir a uma partida de goalball, disputada pela equipe do Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA) da UFSM. Em uma manhã chuvosa, a alegria dos jovens tornou calorosa a diversão no ginásio.

Em Santa Maria, o Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada da UFSM é o responsável por organizar o festival - que teve sua terceira edição em dois anos. A coordenadora do NAEEFA, Luciana Palma, destaca a importância de realizar o evento na UFSM para o reconhecimento do trabalho do Núcleo e do CEFD, que se tornou um Centro de Referência Paralímpica no estado, após visita do Comitê Paralímpico Brasileiro. “Está sendo muito significativo desenvolver o Festival aqui em Santa Maria, depois de 29 anos de trabalho no NAEEFA. Os acadêmicos, os professores e os técnico-administrativos estão auxiliando de uma forma muito positiva, alegre”, comenta a professora.

A menos de um ano para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024, os jovens puderam sentir a emoção que o esporte traz. Mais de 20 escolas foram convidadas para participar e proporcionar aos alunos uma manhã diferente e inclusiva. Mais que isso, como destaca a assistente social da Apae de Santa Maria, Andreia Peripolli, eventos como este ressaltam a inserção de pessoas com deficiência na sociedade. “A Lei Brasileira de Inclusão é muito específica e muito bonita no papel. Acho que esses eventos só vêm ao encontro desta lei e isso é muito importante. Eu acho que cada vez mais a gente tem que fazer eventos parecidos com esse, cada vez mais incentivar a inclusão social das pessoas com deficiência, porque eles têm que estar inseridos na sociedade de alguma forma, eles pertencem à sociedade também”, encerra Andreia.

[caption id="attachment_63837" align="alignleft" width="650"]foto colorida horizontal de um ginásio interno, com cadeirantes vistos de longe, e diversos objetos como cones e caixas, dispostos pela quadra Mais de 20 escolas foram convidadas para participar do festival[/caption]

O professor responsável pela modalidade de atletismo, Felipe De Lima Gaspary, destacou a importância do Festival para garantir que essas crianças possam praticar, com qualidade, esportes adaptados. “A gente sabe a dificuldade, hoje em dia, de a população de conseguir praticar esportes. E uma pessoa com deficiência encontra barreiras maiores ainda. Aqui a gente cria um espaço onde todos realmente conseguem participar. Qualquer deficiência, seja visual, física, motora, a gente consegue criar mecanismos e atender elas nesse momento”, afirma. O professor também salienta que, por haver uma periodicidade nos eventos e eles terem se tornado parte do calendário do CEFD, as crianças que participam já não tratam apenas como uma coisa nova, mas algo que elas já conhecem e que, por isso, buscam se desenvolver ainda mais.

Agora, com o CEFD se tornando um Centro de Referência Paralímpico, o objetivo é que projetos voltados para o desenvolvimento de esportes paralímpicos sejam aprofundados na UFSM, como comenta a professora Luciana Palma: “Assim que nós assinarmos o acordo de cooperação entre o Comitê Paralímpico Brasileiro e a Universidade Federal, nós vamos reiniciar tantos outros projetos de extensão e abrir outros novos. Todos voltados ao esporte paralímpico, tanto com sentido de iniciação ou de dar o conhecimento e opção de prática, quanto para aqueles que conseguirem chegar a um treinamento mais de um rendimento maior”.

No encerramento do evento, os convidados acompanharam uma partida de basquete em cadeira de rodas entre os atletas do NAEEFA e os professores. Essa representação é muito importante não apenas para o desenvolvimento dos jovens, mas também para sua identidade.

Kelly Cristina Martins dos Santos acompanhou o filho, Luiz Augusto dos Santos, em sua primeira participação no festival. Ela destaca que a animação do jovem foi tamanha que ele sequer dormiu na noite anterior ao evento, mas o sono não atrapalhou a alegria e diversão do garoto, que diz já esperar pela próxima edição.

Texto: Andreina Possan, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias
Fotos: Divulgação

Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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Neste sábado 24, aconteceu no campus da Universidade Federal de Santa Maria, o Festival Paralímpico, evento que ocorre anualmente em diversas cidades do Brasil, por iniciativa do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Esta foi a primeira vez que Santa Maria sediou o evento.

Foram oportunizadas três modalidades paralímpicas: atletismo, basquetebol e voleibol, propiciando a inclusão social das pessoas com deficiência através das práticas esportivas.

Acadêmico Samuel Seiffert em entrevista para o Jornal do Almoço

O Festival Paralímpico teve a participação do acadêmico do curso de Relações Internacionais, Samuel Augusto Seiffert, que na ocasião mencionou a importância deste evento aberto ao público, voltado para a prática de atividades paralímpicas. Segundo Samuel, Santa Maria já dispõe de grande força em projetos com esportes adaptados, o que ajuda a proporcionar uma maior visibilidade acerca das pessoas com deficiência no país, bem como a inclusão das mesmas na sociedade, muitas vezes distante dessa realidade, por nunca terem vivenciado a experiência. E o principal objetivo do Festival foi justamente promover a experimentação esportiva para pessoas com e sem deficiência, de modo que pudessem conhecer de perto os esportes paralímpicos.

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Durante a manhã do último sábado (24), em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21) e ao Dia Nacional do Atleta Paralímpico (22), a UFSM sediou o Festival Paralímpico. As modalidades ofertadas foram basquete em cadeira de rodas, voleibol sentado e atletismo - nas categorias de corrida e de arremesso. As atividades aconteceram nos ginásios didáticos 1 e 2 e na pista de atletismo do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD).

O evento nacional, que também aconteceu de forma simultânea em outras 97 cidades, foi articulado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. A organização local ficou por conta do CEFD e do Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (Naeefa). A seleção dos esportes que foram realizados foi baseada na estrutura que a Universidade apresenta e nos projetos que já vinham sendo desenvolvidos pelo Naeefa, e os participantes transitaram entre as três opções.

Para dar início ao festival, a professora e coordenadora do Naeefa, Luciana Palma, declarou, em seu discurso de abertura, o objetivo dos organizadores de promover a inclusão e apresentar as atividades paralímpicas à comunidade. Da mesma forma, destacou a relevância de realizar o evento e ser possível mostrar, ao público, o trabalho realizado na Instituição a favor da inclusão.

[caption id="attachment_59781" align="alignleft" width="574"]Foto colorida horizontal com crianças e adultos cadeirantes em uma disputa em uma quadra esportiva Basquete em cadeira de rodas foi uma das modalidades oferecidas[/caption]

“É de uma importância ímpar ter todos vocês, aqui presentes, vivenciando este momento. Principalmente porque nós sempre atuamos no ensino, na pesquisa e,
principalmente, em projetos de extensão. Hoje, estar aqui mostrando o que nós também conseguimos trazer para vocês, enquanto Universidade, é um momento único”, declarou a docente, destacando que pela primeira vez o festival foi realizado em Santa Maria.

O diretor do CEFD, Rosalvo Sawitzki, agradeceu a presença dos inscritos, como também enalteceu os diversos monitores que estavam trabalhando durante a manhã. Além disso, reiterou a magnitude de sediar um evento tão importante como o Festival Paralímpico de 2022 para a UFSM e declarou o início das atividades.

A partir das 9h, os participantes - crianças, adolescentes e adultos com deficiência intelectual, física, sensorial, auditiva e pessoas sem deficiência - foram divididos em quatro grupos que transitavam entre as três modalidades. Enquanto uma turma disputava voleibol sentado, outra jogava basquete em cadeira de rodas e as últimas se deslocavam à pista de atletismo para praticar as modalidades de arremesso e de corrida. As atividades tiveram a duração de pouco mais de duas horas.

Para Ana Paula da Silveira, que acompanhou sua filha Yasmin, 9, e seus sobrinhos Pedro Felipe, 8, e Vitor Mateus, 6, a realização do festival é positiva, visto que pessoas com deficiência não têm tantas oportunidades de entretenimento, normalmente. “É a primeira vez que estou vendo as pessoas com deficiência terem apoio e poderem se divertir e conhecer mais gente. É bem interessante”, contou.

Texto e fotos: Pedro Pereira, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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Acontece neste sábado (24) a primeira exposição de arte acessível protagonizada pelo programa de extensão da UFSM DiVerso. A exposição ocorre durante o Festival Paralímpico Loterias Caixa, no CEFD da UFSM.

Convidada a colaborar com o evento, a equipe do DiVerso apresentou a proposta da exposição de fotos de dança com audiodescrição. Este é o primeiro evento com esta característica realizado na UFSM. A ideia foi imediatamente acolhida pela professora Luciana Palma, coordenadora do NAEEFA, que divide a organização do Festival Paralímpico com a professora Gitane Fuke.

O artista convidado para curadoria e exposição desta estreia é o professor Dartanhan Figueiredo, conhecido por sua paixão pela fotografia e por captar imagens marcantes de diferentes ações protagonizadas pela comunidade acadêmica. Para este evento, DiVerso e Dartanhan compartilham fotografias de “Dançar as coisas do pago”, uma obra contemporânea de dança apresentada em 2018 no Theatro Treze de Maio. O espetáculo foi um marco para a história do Curso de Dança-Licenciatura e para o CEFD, sendo o primeiro com audiodescrição (AD) já realizado na cidade. 

A exposição “Dançar as coisas do pago”, por Dartanhan Figueiredo, acontecerá a partir das 9h, no Ginásio 2 do CEFD. Conta com roteiros de audiodescrição das acadêmicas Siane Bolzan e Carla Almeida, do estudante Antônio Paulo Freitas, da egressa Beth Rocha, do estudante de pós-graduação Rafa Bisogno e dos participantes externos Maria Íria Engerroff e Braian de Melo. Conta ainda com a presença da intérprete de Libras Carine Barcellos, que estará presente durante a exposição e o evento. O grupo tem dedicado estudos semanais em audiodescrição desde o início do ano letivo, e para outubro projeta a oferta de oficinas permanentes de dança para pessoas com e sem deficiência.

O programa DiVerso, coordenado pela professora Mônica Corrêa de Borba Barboza, do Curso de Dança-Licenciatura, e pela servidora Fernanda Taschetto, que atua na biblioteca setorial do Centro de Educação, conta atualmente com bolsas Fiex e tem o apoio do Observatório de Direitos Humanos (ODH) da Pró-Reitoria de Extensão (PRE). Entre as diversas ações propostas para os próximos anos está a realização de eventos de diferentes linguagens artísticas, com acessibilidade.

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arte quadrada, ao fundo foto de crianças com camiseta amarela sentadas em uma quadra esportiva, brincando com balões coloridos. Sobre a foto informações sobre o evento A UFSM sedia neste sábado (24) o Festival Paralímpico Loterias Caixa, evento que ocorre anualmente em diversas cidades do Brasil, por iniciativa do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Santa Maria sediará o evento pela primeira vez. A condução estará a cargo do Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA), do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD). 

Das 9h às 12h, no CEFD, serão oportunizadas três modalidades paralímpicas: atletismo, basquetebol e voleibol, propiciando a inclusão social das pessoas com deficiência através das práticas esportivas. O evento contará com a presença de mais de 150 crianças, adolescentes e adultos com deficiência (7 a 18 anos), vivenciando de maneira lúdica e recreativa as modalidades paralímpicas.

As atividades serão direcionadas às crianças, adolescentes e demais pessoas com deficiência, de ambos os gêneros, que poderão experimentar e praticar gratuitamente as modalidades oferecidas. O evento é aberto ao público.

Mais informações no Facebook e no Instagram.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/3-modalidades-de-esportes-que-a-ufsm-vai-sediar-no-festival-paralimpico Thu, 22 Sep 2022 18:53:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9493 Existem várias modalidades de esportes adaptados para pessoas com deficiência, que vão desde o futebol, o voleibol e basquete, até diversos tipos de atletismo e categorias como bocha, esgrima e hipismo. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) lista 24 modalidades de esportes adaptados. Eles ocupam espaços importantes em competições nacionais e internacionais, a exemplo da 24ª Surdolimpíadas, que aconteceu em maio deste ano em Caxias do Sul, e os Jogos Paralímpicos de Tóquio, que ocorreram em 2020.

 

Em setembro, é a vez da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sediar uma competição do tipo. Criado em 2018, o Festival Paralímpico é realizado de modo descentralizado, ocupando estruturas existentes em várias cidades brasileiras. O objetivo é proporcionar a experiência das modalidades paralímpicas para crianças com deficiência e difundir o movimento paralímpico no país. Crianças sem deficiência também podem participar: 20% das vagas são destinadas a esse público. A primeira edição abrangeu 48 cidades e teve participação de mais de 7 mil crianças. Já em 2019, foram 70 cidades e mais de 10 mil crianças. Em 2020, o evento não ocorreu por conta da pandemia. Em 2021, foram 8 mil crianças e 70 cidades de variados locais do Brasil. Já em 2022, são 105 sedes selecionadas. Além de Santa Maria, outras cinco cidades gaúchas recebem o festival: Alvorada, Canoas, Gravataí, Santo Ângelo e Porto Alegre (com dois locais). O Festival acontece em setembro por conta de duas datas comemorativas: o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21) e o Dia Nacional do Atleta Paralímpico (22).

Descrição da Imagem: Fotografia horizontal e colorida de cinco pessoas sentadas em cadeira de rodas em uma quadra de basquete. Elas estão em uma faixa horizontal. Duas pessoas estão com os braços esticados e seguram uma bola de basquete. São cinco homens, sendo um adolescente. O homem da esquerda está de costas e com a mão levantada. Dois vestem coletes verde neon, e os outros, camiseta azul com o texto "segundo tempo". No canto superior direito, tabela de cesta de basquete em branco com linhas pretas. O fundo é uma parede de tijolos a vista na cor marrom avermelhado,

O órgão responsável pela realização do Festival na UFSM é o Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA), coordenado pela professora Luciana Palma. Para a docente, o momento é de importância e relevância ímpar. “Sediar este evento de magnitude nacional é receber o reconhecimento de um longo trabalho desenvolvido tanto na extensão - que é o principal objetivo do núcleo, quanto no ensino e na pesquisa”, afirma. O NAEEFA completou 28 anos de atuação em 2022, e promove diversas atividades com esporte adaptado, como o goalball, o basquete em cadeira de rodas, natação e tênis em cadeira de rodas (os dois últimos com a retomada prevista para o segundo semestre deste ano). Luciana aponta que as modalidades de voleibol e atletismo ainda não são realizadas em projetos do NAEEFA, mas que, junto com a modalidade do parabadminton, estão previstas para serem contempladas em projetos futuros.

 

A docente salienta que o festival não tem um enfoque competitivo e de disputa de medalhas. “O Festival Paralímpico tem como objetivo principal a vivência em modalidades paralímpicas. Por isso, cada cidade escolheu as modalidades que tem condições de oferecer, e nós escolhemos pelos projetos que temos”, explica. No Festival Paralímpico, a UFSM irá sediar três modalidades de esporte adaptado. O evento ocorre neste sábado, 24 de setembro, no Centro de Educação Física e Desporto (CEFD). Conheça as modalidades:

1. Basquete em cadeira de rodas

De acordo com o CPB, o início da prática do basquete em cadeira de rodas foi com ex-soldados norte-americanos que foram feridos na 2ª Guerra Mundial. A modalidade foi a primeira do tipo paralímpico a ser praticada no Brasil, em 1958, no Rio de Janeiro. Luciana explica que os atletas são avaliados conforme o comprometimento físico-motor. “Eles passam por uma avaliação funcional antes das competições e todos jogam em uma cadeira de rodas específica da modalidade basquete, porque cada modalidade em cadeira de rodas tem a especificidade [do tipo] de cadeira”, descreve. 

 

As dimensões da quadra e alturas da cesta são as mesmas do padrão do basquete olímpico. Segundo o CPB, as cadeiras de rodas recebem adaptação e padronização de acordo com as regras da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF). As regras explicadas no site da CPB descrevem que a bola deve ser quicada, arremessada ou passada a cada dois toques na cadeira. São quatro quartos com duração de dez minutos cada. Podem competir pessoas com alguma deficiência física e/ou motora e os times são formados por até cinco pessoas.

2. Voleibol sentado

No voleibol sentado, a rede é mais baixa e a quadra é menor. Segundo o CPB, na modalidade masculina, a altura da rede é de 1,15 metros, e, na feminina, 1,05 metros. A quadra tem dez metros de comprimento e seis metros de largura. No esporte olímpico, a quadra tem 18 metros de comprimento por nove metros de largura. Pessoas que têm alguma deficiência física e/ou dificuldade de locomoção são divididas em dois times de seis pessoas. A duração das partidas é a mesma do esporte olímpico: 25 pontos corridos para os sets e 15 para os Tie-Break. Uma das diferenças deste tipo de esporte paralímpico para o olímpico é que é possível bloquear o saque. Conforme o CPB, os atletas devem manter sempre o contato com a quadra, a não ser em deslocamentos.

3. Atletismo

Atletas com deficiência física, visual ou intelectual podem praticar o atletismo paralímpico, de acordo com o CPB. As provas se dividem entre os tipos de pista, campo e rua, nas modalidades de corrida, saltos, lançamentos e arremessos. Entre as provas de corrida estão as de pista - 100m, 200m, 400m, revezamento de quatro por 400m, revezamento de quatro por 100m, 800m, 1500m, 5000m e 10.000m - e as de rua - maratona de 42 quilômetros e meia-maratona de 21 quilômetros. As provas de lançamento contemplam o lançamento de disco e club e o de dardos. Há tanto salto em distância quanto salto em altura e salto triplo. Na modalidade de arremessos, há somente os arremessos de pesos. No Festival Paralímpico sediado na UFSM, serão ofertadas provas de campo, como arremesso, e provas de pista, como a corrida.

 

Luciana destaca que o atletismo foi uma das primeiras modalidades praticadas por pessoas cegas, e atualmente é uma das mais procuradas por conta da amplitude de provas. “É uma modalidade de destaque no cenário paralímpico brasileiro”, evidencia.

Descrição da imagem:

Esporte adaptado

A diferença entre o esporte olímpico e o paralímpico é a adaptação de regras, espaços e materiais. Luciana ressalta que o objetivo é equiparar a participação de todas as pessoas nas modalidades. Esportes como basquete, voleibol, bocha e natação são esportes olímpicos e foram adaptados para pessoas com deficiência. Já o goalball, esporte adaptado também oferecido pelo NAEEFA na UFSM, é uma modalidade criada para pessoas com deficiência visual - tanto cegas quanto com baixa visão - e não tem equiparação no esporte olímpico. “As adaptações dependem da modalidade e da pessoa com deficiência que irá participar. Cada modalidade de esporte paralímpico tem especificidades conforme a deficiência e as necessidades das pessoas”, complementa Luciana.

Expediente:

Reportagem: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Fotografias: Ana Alícia Flores, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias;

Design gráfico: Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;

Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Camilly Barros, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;

Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Edição geral: Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.

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A cidade de Santa Maria, através da UFSM, será uma das 96 cidades de todo o Brasil que irá receber o Festival Paralímpico, em setembro deste ano. O evento é promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e a organização local está a cargo do NAEEFA (Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada) e do Centro de Educação Física e Desportos.

A proposta é que cada cidade sede disponibilize a prática de três modalidades esportivas. Na UFSM será oferecido basquete em cadeira de rodas, voleibol sentado e atletismo. Os esportes escolhidos são baseados na estrutura que a universidade possui e nos projetos que já vinham sendo desenvolvidos pelo NAEFA. As modalidades serão oferecidas para todos os participantes do Festival Paralímpico, para que possam ter a experiência de jogar basquete em uma cadeira de rodas, e vôlei sentado, por exemplo. As atividades de atletismo serão realizadas na nova pista da Instituição.  

O festival será gratuito e além da prática das atividades esportivas prevê momentos de integração entre os participantes. Para a professora e coordenadora do NAEFA, Luciana Palma, "o mais importante é a vivência prática nas modalidades que são desenvolvidas na UFSM”. Todas as pessoas presentes no festival poderão transitar entre as modalidades durante toda a manhã. 

Festival Paralímpico é espaço de experimentação

O Festival Paralímpico está marcado para o dia 24 de setembro, das 8h às 12h. A data escolhida para o evento é alusiva ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21) e ao Dia Nacional do Atleta Paralímpico (22). A iniciativa tem a finalidade de proporcionar a crianças e adolescentes com e sem deficiência (até 20% das vagas) a experiência de vivenciar as modalidades paralímpicas e difundir o Movimento Paralímpico em todo o território nacional. 

Podem se inscrever para participar pessoas com deficiência intelectual, física, sensorial, auditiva. Além disso, a organização local do evento destaca que toda a comunidade pode participar, pois o objetivo maior é promover a experimentação esportiva para pessoas com e sem deficiência, para que possam conhecer os esportes paralímpicos.

Aqueles que desejarem participar devem solicitar um cadastro/inscrição através do e-mail naeefacefd@gmail.com, até o dia 05 de agosto (05/08). Os dados solicitados serão enviados para o Comitê Paralímpico Brasileiro. Inscrições também poderão ser realizadas no dia do evento, presencialmente.

A expectativa é que cerca de 150 pessoas, entre participantes das modalidades, familiares e demais inscritos, participem do Festival. Luciana Palma afirma ainda que "a motivação do grupo de professores e dos monitores é muito grande e estamos pensando em oferecer o melhor possível, a melhor experiência em cada uma das modalidades. Queremos motivar o pessoal para todos estarem aqui!’’.

 

Texto e foto de capa: Mariane Machado da Silva, estudante de jornalismo e voluntária na Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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