UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Wed, 22 Apr 2026 16:42:34 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/18/ufsm-tera-filmoteca Tue, 18 Nov 2025 11:15:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71405 Foto colorido horizontal de monitor de vídeo com uma imagem de um programa de edição com foto enquadrada de um homem com chapéu de palha. A tela também mostraAo fundo, outro monitor ligado. No canto esquerdo, uma mão segura um caixa de fita VHS
Processo de conversão de formato analóligo para digital pode levar até seis vezes o tempo da vídeo

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) terá uma Filmoteca no Acervo Artístico. A biblioteca audiovisual será estruturada a partir de aproximadamente 2700 filmes em formatos VHS e DVD, doados pelo Santa Maria Vídeo Cinema (SMVC) e pela TV 55BET Pro. O projeto conta com parceria com o Cine Clube Boca.

Dos 2700 filmes, 2400 faziam parte do acervo do SMVC, sendo 1800 DVDs e 600 VHS, Os 300 filmes restantes são VHS da TV 55BET Pro. As mídias doadas pelo SMVC são de longas e curta-metragens nacionais e internacionais que estavam armazenadas na sede Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (Cesma). Já as da emissora pública da UFSM contém programas jornalísticos, como telejornais e programas de entrevistas, e estavam sob os cuidados do Departamento de Arquivo Geral (DAG). Para além do material em suporte físico, o projeto da filmoteca recebeu doações de vídeos pela internet. 

A importância da filmoteca, na avaliação do administrador Rafael Happke, do Acervo Artístico, está em destacar produções locais e o papel que a biblioteca audiovisual terá para futuras pesquisas sobre cinema: “Enquanto acervo, nós estamos recuperando o trabalho de pessoas que estavam iniciando a carreira no mundo do audiovisual. E, agora, essas produções não vão estar perdidas”, comenta.

Após a transformação dos vídeos em formato digital, os audiovisuais estarão disponíveis à comunidade de duas formas: online, por meio de plataforma, e presencialmente, no Acervo Artístico. Estão previstas também exibições por parte do Cine Clube Boca.

Digitalização, higienização e rotulagem

O DAG, por meio do Laboratório de Reprografia, é responsável pela digitalização dos 900 VHS - 600 do SMVC e 300 da TV 55BET Pro. Até o momento, 300 fitas magnéticas já foram convertidas em formato MKS por quatro estudantes coordenados pela arquivista Cristina Strohschoen. O trabalho foi viabilizado a partir de parceria com a Tele Vídeo de Santa Maria, responsável pela instalação e manutenção do vídeo-cassete e dos demais equipamentos.

O tempo de digitalização pode levar até seis vezes o tempo do conteúdo: a cada uma hora de gravação são necessárias até seis horas para conversão de formato. A bolsista Mariana Fantinel Farias, mestranda em Patrimônio Cultural, explica que em função do armazenamento inadequado, algumas das mídias estão com mofo. Por isso, também é preciso fazer a higienização das fitas VHS.  

O bolsista Guilherme Borges, estudante de Artes Visuais, disse que o trabalho ainda envolve a rotulagem dos produtos audiovisuais nas seguintes categorias: código, ano de inscrição, suporte (VHS), título, duração, diretor, roteiro, produção, direção de arte, fotografia, animação, trilha sonora, edição, finalização, local de produção, gênero e se a fita contém fungo/mofo. Todos esses dados vão estar presentes na plataforma online que os alunos poderão acessar futuramente para assistirem os filmes. 

Foto colorida horizontal de mulher e homem atrá de um computador e à frente de uma estante cheia de fitas de vídeos. A mulher usa uma blusa roxa e óculos. Ela segura uma folha. O homem, com uma camiseta branca, segura uma fita de vídeo
Bolsistas responsáveis pela digitalização, higienização e rotulagem dos audiovisuais
Foto colorida horizantal de homem de meia idade com camiseta preta do Led Zeppelin. Ele está de lado e retira filmes de uma prateleira
Acervo Artístico terá filmoteca digital de obras que estavam apenas em formato analógico

Preservação da Memória do Cinema 

Guilherme Borges gosta de cinema e, por isso, aprecia observar como as pessoas se inseriram no mercado de trabalho a partir do festival de cinema da cidade. “Eu acho que todo esse material tem uma riqueza muito grande. Eu acredito que o artista visual é convidado a olhar uma história em si e ver como aquela história conversa com o hoje. Então, olhar essas fitas, essas histórias, como isso era contado antigamente é revisitar também um projeto, um tempo, uma cultura principalmente. É a memória do patrimônio, porque nessas fitas a gente tem muito da história do Brasil”, observa

Mariana Farias complementa: “Isso também auxilia muito a compreender qual o período em que foi gravado. Acontece todo esse resgate da memória e da cultura de todas as regiões, não só do Brasil. É uma forma do trabalho deles não se perder também, através da digitalização“.

 

Divertir, Instruir, e Emancipar 

O Cine Clube da Boca, coordenado pelo professor Gilvan Veiga Dockhorn, do Programa de Patrimônio Cultural, conta que o projeto da filmoteca estava registrado desde 2020 com a finalidade de recuperar a memória da produção de cinema e audiovisual da cidade. “A iniciativa surge porque Santa Maria é um polo de produção de cinema e audiovisual. Nós temos um histórico dessas produção em vários suportes e está sem conservação. Essa parte do nosso patrimônio cultural vai se perdendo", lembra.

O professor apresenta a importância do projeto: “O lema do Cineclube da Boca é divertir, instruir e emancipar. Com a possibilidade de uma distribuidora de filmes locais para que as pessoas tenham acesso a uma produção, que é tanto de cunho educativo, mas também de denúncia. Vários documentários denunciam exclusão e preconceito, e relatam algumas realidades. Então, através dessa plataforma as pessoas vão poder acessar e ver a grande produção e de alta qualidade que se faz em Santa Maria”, finaliza.

 

Texto: Ellen Schwade, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Ellen Schwade e Felippe Richardt

Edição: Maurício Dias

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/07/09/com-doacao-de-acervo-de-mais-de-2-mil-filmes-filmoteca-ufsm-ganha-vida Tue, 09 Jul 2024 12:40:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66221 [caption id="attachment_66222" align="alignright" width="585"]foto colorida horizontal de 4 pessoas em um palco, em volta de uma mesa, se preparando para assinar um documento. Se vê de costas pessoas sentadas em um auditório Assinatura do termo de doação foi realizada durante evento promovido pelo Cineclube da Boca[/caption]

Na última quarta-feira (3), foi oficializada a doação de um acervo fílmico com mais de dois mil volumes, feita pelo festival Santa Maria Vídeo e Cinema (SMVC), ao Acervo Artístico da Universidade, para a coleção da Filmoteca UFSM. A assinatura do termo de doação ocorreu durante um evento no auditório do prédio 67, que marcou a retomada das atividades do Cineclube da Boca, bem como o lançamento das novas identidades visuais do Cineclube e da Filmoteca (ver imagem abaixo), desenvolvidas pelo designer gráfico Luciano do Monte Ribas. 

Também estiveram presentes o diretor do SMVC, Luiz Alberto Cassol, a vice-reitora, Martha Adaime, o idealizador do projeto, Gilvan Veiga Dockhorn, e a coordenadora de Cultura e Arte da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), Vera Lucia Portinho Vianna.

O trabalho para tornar a Filmoteca UFSM uma realidade vem desde o ano passado, quando os 2.278 exemplares físicos, com os audiovisuais que concorreram ao festival entre 2002 e 2012, além de documentos históricos e gráficos, que registram a memória dessas edições, foram levados ao espaço do Acervo Artístico. Desde então, alunos e professores do curso de Arquivologia se juntaram ao projeto, idealizado pelo programa de extensão do Cineclube da Boca, em parceria com a Coordenadoria de Cultura e Arte da PRE, e se dedicam a organizar e catalogar os materiais recebidos. O objetivo é disponibilizá-los à comunidade no futuro.

Primeiros passos

Das várias atividades desenvolvidas pelo programa do Cineclube da Boca, com destaque para as sessões (que ocorrem toda quarta-feira, às 19h, no auditório do prédio 67), a Filmoteca da UFSM surge como mais uma forma de dispor ao público os conteúdos audiovisuais locais e regionais. Ao todo, o acervo deve somar mais de três mil obras, pois além das doações físicas, o diretor do SMVC, Luiz Alberto Cassol, também ofertou os arquivos digitais dos concorrentes das edições de 2018 a 2023 do festival. Produtores locais, como o especialista em cinema Luiz Carlos Grassi, também cederam sua filmografia para integrar a coleção.  

A Filmoteca já está na primeira fase de atividade, que consiste na organização de todo o material doado. O trabalho começou no ano passado, com o transporte do acervo, até então armazenado no subsolo da Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (Cesma), para a UFSM, realizado pela equipe do Acervo Artístico. Depois, foi a vez de mais de 20 estudantes e professores do curso de Arquivologia começarem a separar fitas VHS, CDs, DVDs e mini DVDs, e criar uma listagem com o registro de cada item. A tarefa foi uma parceria entre as disciplinas de “Arquivo, Memória e Patrimônio” e “Ações Patrimoniais em Acervos”, ministradas pelos professores Sônia Constante, Jorge Cruz e Fernanda Pedrazzi.

Planos para o futuro  

Por enquanto, os filmes estão sendo exibidos somente nas sessões semanais do Cineclube, ainda que a ideia do criador e coordenador do programa, Gilvan Veiga Dockhorn, seja disponibilizá-los para a comunidade em geral, independente do vínculo com a Universidade. Porém, ele estima que o processo de catalogação e digitalização dos itens será longo, mas valerá a pena, pois dará início a uma série de novos projetos. Gilvan conta que pretende exibir os filmes em eventos, escolas e começar uma distribuidora de conteúdos. 

Outro projeto de expansão é a conquista de um espaço exclusivo para a Filmoteca, que atualmente está alocada dentro do Acervo Artístico da UFSM, no prédio da Biblioteca Central. O professor também quer buscar bolsistas e colaboradores para montar uma estrutura com computadores e fones de ouvido, que permitam ao usuário escolher o que assistir a partir de um sumário, organizado por temáticas, como questões de gênero, meio ambiente, dentre outras. Realizar amostras para circular também os documentos históricos e gráficos recebidos do SMVC é outra ideia.

História do Cineclube 

O Cineclube da Boca, ao qual a Filmoteca é vinculada, iniciou como um projeto de extensão em 2016 e se tornou um programa extensionista a partir de 2020. Vinculado ao Departamento de Turismo da UFSM, retoma uma tradição de longa data em Santa Maria: os cineclubes. Segundo Gilvan, esse histórico da cidade começa nos anos 50, com o Clube de Cinema, fundado em 1951 pelo jornalista, escrivão, cronista, ator e diretor de teatro Edmundo Cardoso. 

A história continua no final dos anos 70, com o surgimento do cineclube Lanterninha Aurélio, fundado pela Cesma. Depois, nos anos 90, com o Otelo Cineclube, criado pelo Sindicato dos Bancários de Santa Maria e Região. Também se perpetua no novo milênio com o Cineclube Unifra, da Universidade Franciscana, criado em 2003 e extinto em 2011. Hoje, a instituição continua o legado através do Cineclube Odysseia. 

Seguindo a tradição de todas essas atividades do passado, o Cineclube da Boca busca se reunir semanalmente, não apenas para assistir, mas também se apropriar das produções audiovisuais locais e regionais. “Nós temos uma produção grande de cinema que não chega ao público e a função do cineclube é primeiro fazer chegar essa produção ao público e segundo criar um espaço onde as pessoas possam fruir dessa produção cultural”, destaca Gilvan. 

Texto: Julia Weber, acadêmica de Jornalismo, estagiária da Agência de Notícias
Fotos: Fernanda Pedrazzi/Arquivo pessoal
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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