UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 28 Apr 2026 18:19:15 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/07/04/pesquisador-da-ufsm-cria-novo-metodo-para-avaliar-a-eficacia-de-filtros-solares Thu, 04 Jul 2019 18:21:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=48622 Amostra é exposta ao sol ao lado de equipamentos que medem a radiação UV, instalados em cima do prédio do Laboratório de Fotobiologia[/caption] O professor André Passaglia Schuch, do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFSM, desenvolveu o sistema Dosímetro de DNA, método que permite a detecção e quantificação dos danos de DNA induzidos pela radiação ultravioleta (UV) solar. Desenvolvido durante seu doutorado na Universidade de São Paulo (USP), o sistema consiste na exposição de uma molécula de DNA purificada ao sol para quantificar as lesões causadas na molécula pela radiação solar. A aplicação desse sistema tem uma grande relevância biológica, visto que são essas lesões de DNA que causam mutações que podem, por exemplo, originar um câncer de pele, ou resultar na morte de células, o que produz rugas e manchas na pele. No futuro, ele também pode ter uma aplicação inovadora no mercado de filtros solares. Atualmente, esse é o tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Bruna Borin, aluna do curso de Ciências Biológicas da UFSM. O biodosímetro também é utilizado no projeto de extensão intitulado “Estudo e Análise da Eficácia de Proteção Biológica de Filtros Solares em Nível Molecular: Aplicação do Método FPS-DNA”, realizado pelo Laboratório de Fotobiologia da UFSM em parceria com a Fundação de Apoio à Tecnologia e a Ciência (Fatec). A aplicação relacionada aos filtros solares tem o objetivo de avaliar o quanto eles são eficientes para proteger o DNA, por meio do cálculo do Fator de Proteção Solar ao DNA (FPS-DNA). Ou seja, após a aplicação do protetor solar sobre o Dosímetro de DNA, o sistema é então exposto em lâmpadas de radiação UVA e UVB. Depois, a eficácia de proteção do cosmético contra a indução desses danos é quantificada por meio da determinação de um valor de FPS-DNA ao produto. Nenhuma outra metodologia vigente consegue avaliar o grau de proteção em nível molecular desta forma. Esse método é capaz de fazer essa avaliação de forma rápida, economicamente viável e sem a necessidade do uso de pessoas ou de animais nos testes. O projeto tem uma visão objetiva e bem específica de atuação, pois, segundo o coordenador, o que se espera é “aplicar o sistema Dosímetro de DNA para ajudar a indústria nacional e internacional a aprimorar a qualidade e eficiência de proteção de filtros solares que são vendidos no mercado para uso da população”. Os próximos passos do projeto estão concentrados no reconhecimento dessa tecnologia pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que assim possa ser determinado o fator FPS-DNA de filtros solares que são vendidos no Brasil. O trabalho do Laboratório de Fotobiologia concentra-se na pesquisa de como a luz solar interage com as biomoléculas e também com seres vivos, por meio da realização de estudos focados tanto na saúde humana como também na biodiversidade animal, com ênfase no impacto em anfíbios. Mais informações sobre esse e outros projetos constam no site do laboratório e em sua página no Facebook. Texto: Ana Laura Iwai, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/2019/06/11/pesquisador-da-ufsm-inova-no-mercado-de-filtros-solares-ao-criar-metodo-de-analise-de-lesoes-de-dna-causadas-pela-radiacao-solar Tue, 11 Jun 2019 18:40:20 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/?p=1511

Quando estamos expostos aos raios solares o nosso humor tende a melhorar, além de melhorarmos as condições para a síntese da vitamina D, essencial à fixação do cálcio nos ossos. Porém, é preciso tomar muito cuidado: a radiação ultravioleta (UV) solar, que corresponde às bandas de UVB e UVA, é a causa de diversos efeitos na pele, que variam desde queimaduras solares ao seu envelhecimento e a indução de tumores cutâneos.

[caption id="attachment_1513" align="alignleft" width="300"] Bruna Borin, acadêmica integrante do Laboratório de Fotobiologia, aplicando a loção protetora no sistema dosímetro de DNA para realização dos testes.[/caption]

Nesse contexto, visto que as metodologias atuais não são suficientes para validar a real efetividade de proteção dos filtros solares, o professor Dr. André Passaglia Schuch, do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), criou um projeto para desenvolver um método capaz de avaliar a eficácia de proteção solar em nível molecular, de forma rápida, economicamente viável e sem a necessidade do uso de pessoas ou de animais nos testes. De acordo com ele, “esse projeto impacta o cenário científico pois está sendo desenvolvida uma nova tecnologia para quantificar as lesões de DNA induzidas pela radiação UV solar, além de impactar diretamente na vida das pessoas com a criação de filtros solares mais eficientes na proteção dos danos da luz solar”.

[caption id="attachment_1514" align="alignright" width="225"] Aplicação de loção protetora no sistema dosímetro de DNA para realização dos testes.[/caption]

O projeto tem uma visão objetiva e bem específica de atuação, pois, segundo o coordenador, o que se é espera é “aplicar o sistema Dosímetro de DNA, criado pelo professor durante seu doutorado, para ajudar a indústria nacional e internacional a aprimorar a qualidade e eficiência de proteção de filtros solares que são vendidos no mercado para uso da população”. Em outras palavras, o projeto pretende avaliar o quanto os filtros solares são, de fato, eficientes para proteger o DNA da nossa pele contra a indução de lesões pela radiação UVB e UVA solar. Por isso, é importante ressaltar que isso só será possível por meio de investimentos públicos na pesquisa e na valorização das universidades como centros de produção e desenvolvimento do conhecimento.

[caption id="attachment_1515" align="alignleft" width="225"] Equipamentos de medição da radiação Ultravioleta incidente no município de Santa Maria instalados no terraço do prédio onde se encontra o Laboratório de Fotobiologia.[/caption]

"A vivência no Laboratório de Fotobiologia tem sido muito importante para meu crescimento acadêmico e pessoal, graças aos desafios e aprendizados diários. Tenho só a agradecer a confiança do professor André com esse projeto e a todos meus colegas pela ajuda em diversos momentos ao longo desses anos" disse Bruna Cogo Borin, estudante do sétimo semestre de ciências biológicas, sobre a importância do envolvimento de estudantes de graduação na iniciação científica e em projetos desse nível.

Para que a sociedade conheça os resultados do projeto, a principal ação realizada até agora foi a iniciativa do grupo envolvido no projeto em ir a campo para divulgar a nova tecnologia entre as principais empresas de cosméticos do país, que também financiam e mantém a pesquisa através da parceria público-privado. “Atualmente, estamos planejando outras ações direcionadas à população local, para a sua orientação sobre a escolha e uso correto de filtros solares”, disse André que espera poder auxiliar a população santa-mariense, diminuindo os efeitos nocivos do sol na pele desse público. Outro fato importante que o coordenador do projeto enfatiza é o convite que recebeu para apresentar o produto no Congresso Internacional de Proteção Solar, que será realizado na cidade de São Paulo, no próximo mês, e abordará a fotoproteção em alto nível cientifico.

Os próximos passos do projeto estão concentrados no reconhecimento dessa tecnologia pelo INMETRO e pela ANVISA, para que assim possa ser determinado o Fator de Proteção Solar para o DNA (FPS-DNA) de filtros solares que são vendidos no Brasil. A necessidade de pessoas altamente treinadas para realizar os testes e a falta de investimento financeiro para a construção de um laboratório adequado, capaz de atingir as exigências do mercado são alguns dos pontos que, segundo o professor, dificultam o caminho percorrido pelo projeto, mas não irão impedir que os objetivos da proposta sejam alcançados e a realidade das pessoas diariamente expostas ao sol melhore.

Texto por: Lucas Zimmermann, acadêmico de Comunicação Social – Relações Públicas e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

Revisão: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

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