UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Fri, 06 Mar 2026 02:15:13 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/17/foguetemodelismo Fri, 17 Oct 2025 18:12:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71024 Foto colorida horizontal de grupo de pessoas em um auditório. Todas as pessoas estão em pé e seguram duas bandeiras, uma branca e a outra preta, com o nome Taura Rocket Team. O grupo de pessoas é composto por jovens, homens e mulheres, com diferentes fenótipos e com roupas casuais.
Tau Rocket reúne 55 integrantes de diferentes cursos de Engenharia e, também, das Ciências Econômicas, do Desenho Industrial e das Letras

No universo da matemática, as letras possuem um papel fundamental. São elas que representam valores, incógnitas e carregam história. A letra 𝜏 (Tau), por exemplo, é a última letra do alfabeto hebraico e a nona do alfabeto grego antigo. Ela também é utilizada na área da engenharia para cálculos diversos. Além do papel na matemática, a Tau desempenha papel na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Não é por acaso que um time de foguetemodelismo da instituição carrega o nome da letra. 

A Tau Rocket Team é uma equipe de acadêmicos da UFSM que tem como objetivo desenvolver foguetes e satélites em nível universitário para competir com outras equipes do Brasil e do mundo. Fundado em 2020, o projeto nasceu a partir de uma disciplina do curso de Engenharia Espacial, a Concepção, Projeto, Implementação e Operação (CPIO). Durante a disciplina, os acadêmicos realizam um projeto desde a concepção até a implementação. “A gente faz toda a parte teórica, com a expectativa de criar o projeto na vida real. Muitas vezes não acontece por questões orçamentárias”, explica o atual capitão da Tau, Nelson Ciancaglio Netto. 

O capitão da equipe conta que, na época, a ideia era desenvolver um foguete que pousasse de ré, “como os foguetes do Elon Musk”. No andamento da disciplina, abriu um edital da Agência Espacial Brasileira (AEB) que oferecia financiamento para foguetes universitários movidos à propulsão híbrida, tecnologia pouco difundida no país até então. Para contemplar o edital, os acadêmicos mudaram o projeto do foguete que pousava de ré para um com tecnologia mais complexa, a híbrida. A proposta foi aceita e recebeu o financiamento da AEB.  

Além do protótipo do grupo, outro projeto do Centro de Tecnologia foi agraciado pela AEB. A iniciativa, também feita para a disciplina CPIO, consiste em uma bancada para teste de motor híbrido. Assim, a Tau nasceu. “O nome Tau é da letra grega, que é muito utilizada na engenharia, em mecânica de sólidos, na parte estrutural do curso. É uma letra bem comum para a gente”, conta Nelson sobre a origem do nome da equipe. 

Com 55 membros, o time é composto por pessoas de diversas áreas. A maioria é das Engenharias Aeroespacial, da Computação, de Controle e Automação, Mecânica, da Produção, Civil, Telecomunicações e Química. Mas também há participantes de outras áreas, como Ciências Econômicas, Desenho Industrial e Letras.

Imagem colorida vertical com fundo em azul e desenho em branco de foguete.

Tau levará foguete e satélite para competição

A Latin American Space Challenge (LASC), uma das maiores competições de foguetes e satélites experimentais do mundo,  acontece em Bauru, São Paulo, e dura três dias. “Esse ano estão previstos 100 times diferentes, incluindo do México, da Índia e de Taiwan”, complementa Nelson. 

A primeira vez que a equipe competiu na LASC foi em 2023. “A equipe lançou o primeiro foguete competitivo da UFSM. Desde então, o grupo tem evoluído continuamente, tanto em termos técnicos quanto educacionais. Hoje é reconhecido como um importante projeto de pesquisa, extensão e formação de engenheiros”, complementa o professor orientador Cesar Valverde

A competição inclui diferentes categorias, divididas de acordo com o apogeu dos foguetes: 500 metros, 1 quilômetro e 3 quilômetros. Dentro das categorias, há subdivisões para os tipos de motor usados nos foguetes.

Neste ano, a equipe da UFSM vai competir com o Quark II na categoria de propulsão sólida. Ainda, os integrantes pretendem competir nas categorias de 1km e de 500m. 

A Tau também levará o primeiro satélite à competição, o Áquila. Com o tamanho de uma lata de refrigerante, o Áquila é um nanosatelite educacional. Sua missão principal é ser um sistema de monitoramento climático capaz de monitorar e estimar a qualidade do ar e capturar imagens do ambiente em tempo real. 

Para chegar ao LASC, a equipe buscou meios de ajuda financeira. Com a “Campanha Premiada” fazem promoções com empresas de Camobi. “A gente optou por sortear pequenos prêmios que fazem sentido no cotidiano do universitário”, explica o integrante do time e um dos responsáveis pela campanha, Carlos Pereira. Uma das ações é uma promoshare no Instagram

Foto colorida horizontal de dois estudantes segurando um foguete verde, preto e branco, uma menino e uma menina. O foguete tem cerca de meio metro. Pouco atrás deles, um outro estudantes, atrás de uma mesa, com alguns foguetes menores em exposição
Quark é o segundo foguete criado pela equipe Tau

A concepção de um foguete 

De acordo com o orientador do grupo, Cesar Valverde, tudo começa pela definição da missão, que estipula qual será o objetivo do voo, a altitude, o tipo de carga útil e as restrições técnicas. Depois, cada subequipe trabalha em um subsistema: propulsão, aerodinâmica, estrutura, eletrônica, recuperação e integração. Na sequência, os projetos passam por fases de simulação, construção e testes de bancada, em que os sistemas são avaliados em condições controladas. Após os testes, o foguete é preparado para lançamentos em campo, que costumam acontecer durante competições, como a LASC.

Extensão atrai estudantes para a universidade

Como projeto de extensão, a Tau realiza atividades em escolas de Santa Maria. Durante os encontros, os universitários ensinam os estudantes a construir e lançar foguetes com garrafas PET. “Nesse processo, vários conceitos de física e de matemática são abordados, e as implicações na tecnologia desses foguetes. Medidas, áreas e trajetórias são investigadas dessa forma”, relata a professora e coorientadora do projeto, Karine Magnago. Ela acrescenta que os tópicos de engenharia aeroespacial, considerados mais complexos, são apresentados de maneira lúdica. 

As atividades extensionistas despertam o interesse dos alunos da educação básica por cursos superiores. “Muitos estudantes da rede pública, que compõem o público alvo principal das nossas ações, não se vêem capazes de traçar carreiras com formação universitária, especialmente nas áreas das exatas e da tecnologia. Essas práticas aproximam os estudantes dessas áreas e podem reduzir crenças limitantes e preconceitos”, afirma Karine.

Foto colorida horizontal de foguete preto, verde e branco ao lado de um cubo preto com inscrições em branco. O foguete tem mais de um metro e meio e está no situado no chão em um corredor de um prédio da universidade
Nome do foguete, Quark, também é o de uma partícula elementar da física

Diferencial na formação acadêmica

Segundo o orientador do projeto, Cesar Valverde, a Tau é um espaço de aprendizado ativo. É nele que os alunos aplicam conceitos aprendidos em aula. “A Tau tem um papel de formação cidadã ao estimular a curiosidade científica, a autonomia, o senso de propósito e formar profissionais comprometidos com o avanço da ciência e da engenharia no Brasil”, explica.  

Além disso, os acadêmicos podem desenvolver soft skills, ou seja, habilidades não técnicas, como trabalho em equipe, liderança, resolução de problemas e criatividade. O capitão Nelson comenta que o contato com o cargo o fez ter diferentes visões sobre como liderar um time: “é uma corda bamba entre puxar o pessoal para que o projeto ande, mas também respeitar o tempo de cada um”.  

Como participar 

Os novos integrantes costumam ser selecionados, por meio de processos, após as competições. “A princípio, depois de novembro, a gente faria processo seletivo. A gente só não sabe exatamente se vamos fazer logo depois da competição ou se vamos esperar até o início do próximo ano”, antecipa Nelson. 

Mais informações, acompanhe o Instagram da Tau Rocket Team

Texto: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Carlos Pereira/Tau Rocket Team/Divulgação/UFSM

Infográfico: Lisa Nielsen de Melo, acadêmica de Desenho Industrial e estagiária da Agência de Notícias sob a supervisão de Daniel Michelon De Carli

Edição: Maurício Dias

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/11/26/equipes-de-foguetes-da-ufsm-participam-de-capacitacao-no-rio-grande-do-norte Fri, 26 Nov 2021 17:33:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=57310 Equipe da UFSM durante visitação no CLBI[/caption]

Estudantes da UFSM participaram, entre os dias 17 e 19 de novembro, de um curso de capacitação para equipes de foguetes, no Rio Grande do Norte. Da Universidade, participaram dois grupos, o Rocket Lab e a Tau Rocket Team, ambos tiveram sua oportunidade viabilizada pelo edital de apoio ao desenvolvimento de foguetes universitários da Agência Espacial Brasileira.

Na ocasião, os participantes conheceram os responsáveis por toda operação relacionada ao lançamento, telemetria e rastreio de foguetes e mísseis do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI). Bem como tiveram a chance de visitar todas as instalações do CLBI. 

Para Marcelle Oliveira, participante da Rocket Lab, “a experiência de visitar um centro de lançamento é incrível, e no CLBI não foi diferente. Poder conhecer melhor as diversas etapas necessárias a um lançamento, bem como todo o cuidado com a segurança, faz termos uma ideia mais real do que isso significa. Além disso, a oportunidade de interagir com outros universitários e profissionais da área foi enriquecedor, tanto acadêmica quanto pessoalmente.” relata a estudante.

Já para Andres Gilberto, membro da Tau Rocket Team, “a oportunidade de representar a equipe e a UFSM em um evento de tal porte é uma honra indescritível. Mostrar o nosso trabalho e poder compartilhar ideias e soluções com outras equipes universitárias é algo incrível e que vou levar para minha vida, com certeza esse evento fez com que todo o trabalho e noites em claro valessem a pena. Saímos de lá com novos amigos e possíveis parceiros de projetos e campanhas em conjunto. Da minha parte e da Tau Rocket Team, nosso profundo agradecimento ao CLBI, a AEB e Fundação de Apoio para Projetos de Pesquisa de Ciência e Tecnologia Espacial (Funcate) pela organização do evento e claro, a todos os participantes e envolvidos.” finaliza o participante do evento. 

O evento contou com a presença de membros da AEB e FUNCATE, que fomentaram as trocas de experiências entre as equipes e enriqueceram o evento com as perspectivas institucionais do Programa Espacial Brasileiro (PEB) para o desenvolvimento da atividade espacial, com protagonismo da comunidade acadêmica brasileira. 

Mais sobre o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno 

Desde 1965, a Força Aérea Brasileira realiza operações de lançamento, telemetria e rastreio de foguetes lançados a partir do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, próximo a Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte. 

Justamente por ocupar um terreno adjacente à área urbana, o CLBI costuma lançar foguetes de treinamento consolidados para garantir maior segurança à população. Nesse sentido, os Foguetes de Treinamento Básico e Intermediário são os mais utilizados. Entretanto, também são realizados lançamentos para ensaios de voo de mísseis e outros tipos de foguetes. 

Em 2017, o CLBI sediou uma edição da Competição Brasileira Universitária de Foguetes (COBRUF). A partir dessa experiência e com o objetivo de continuar em contato com equipes universitárias, foi firmada uma parceria do CLBI com a AEB e Funcate.

O CLBI mantém expertise e plenitude operacional em muitas áreas, sendo um centro de excelência na operação de lançamento, telemetria e rastreio de foguetes e mísseis. Em uma parceria com a AEB através do Centro Vocacional Tecnológico Espacial (CVT-E), também realiza atividades de extensão e ensino com grupos de várias faixas etárias, desde o ensino fundamental ao ensino superior. Atividades estas que introduzem e ilustram temas relacionados à exploração espacial, mostram sua acessibilidade e convidam jovens a trilhar carreiras nesse setor que só tende a crescer. 

O Centro mantém sua tradição de colaboração internacional ao prover serviços de telemetria e rastreio para lançamentos de foguetes de grande porte como Ariane, Soyuz e Vega, operados pela Agência Espacial Europeia (ESA), originados a partir de Kourou, na Guiana Francesa.

Da esquerda para direita: Andres, Luca e Afonso (Tau), Marcelle e Umberto (Rocket Lab) durante visitação aos mock-ups dos foguetes FTI e FTB na Subdivisão de Preparação de Lançamento
Da esquerda para direita: Andres, Luca e Afonso (Tau), Marcelle e Umberto (Rocket Lab) durante visitação aos mock-ups dos foguetes FTI e FTB na Subdivisão de Preparação de Lançamento
Da esquerda para direita: FTB e o FTI.
Da esquerda para direita: FTB e o FTI.
Membros da equipe Tau Rocket Team reunidos na portaria do CLBI.
Membros da equipe Tau Rocket Team reunidos na portaria do CLBI.
A formação geológica conhecida como “Barreira do Inferno” (ao fundo) que dá nome ao centro. Da esquerda para direita: Andres (Tau), Umberto (Rocket Lab), Marcelo (Rocket Lab), Afonso e Luca (Tau) e Marcelle (Rocket Lab).
A formação geológica conhecida como “Barreira do Inferno” (ao fundo) que dá nome ao centro. Da esquerda para direita: Andres (Tau), Umberto (Rocket Lab), Marcelo (Rocket Lab), Afonso e Luca (Tau) e Marcelle (Rocket Lab).
Membros da equipe Rocket Lab ao lado de placa comemorativa do Programa Espacial Brasileiro.
Membros da equipe Rocket Lab ao lado de placa comemorativa do Programa Espacial Brasileiro.
Umberto (Rocket Lab) ao lado da casamata, próximo as rampas de lançamento.
Umberto (Rocket Lab) ao lado da casamata, próximo as rampas de lançamento.
Cap. (Reserva) Garcia, da Subdivisão de Preparação de Lançamento, descrevendo a construção do FTI.
Cap. (Reserva) Garcia, da Subdivisão de Preparação de Lançamento, descrevendo a construção do FTI.
Membros da equipe Rocket Lab posam ao lado da enorme antena de telemetria do CLBI.
Membros da equipe Rocket Lab posam ao lado da enorme antena de telemetria do CLBI.
Umberto (Rocket Lab) sentado junto ao painel de controle de um dos radares utilizados para rastreio e grafia da trajetória dos foguetes e mísseis lançados no CLBI.
Umberto (Rocket Lab) sentado junto ao painel de controle de um dos radares utilizados para rastreio e grafia da trajetória dos foguetes e mísseis lançados no CLBI.
Foguetes que realizam missões espaciais da ESA contam com a colaboração do CLBI na telemetria e rastreio durante fases importantíssimas de seu lançamento.
Foguetes que realizam missões espaciais da ESA contam com a colaboração do CLBI na telemetria e rastreio durante fases importantíssimas de seu lançamento.
Participantes do SCOP nas instalações do CVT-E, dentro do CLBI.
Participantes do SCOP nas instalações do CVT-E, dentro do CLBI.
foto 10
Sgt. Hareton (CLBI), Danilo Sakay (AEB), Umberto (Rocket Lab) e Lucas Gaio (FUNCATE).
Sgt. Hareton (CLBI), Danilo Sakay (AEB), Umberto (Rocket Lab) e Lucas Gaio (FUNCATE).
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Expediente da Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor:

Texto: Zylda Bengochea, acadêmica de Jornalismo e estagiária, com informações de Marcelo Zanetti;

Fotos: Marcelo Zanetti

Edição de Produção: Paola Jung, acadêmica de Jornalismo e estagiária;

Edição Geral: Mariana Henriques, Jornalista.

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A Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate), por meio do Termo de Fomento junto à Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), tornou público, ao final de 2020, o Edital de Apoio aos Grupos de Foguetes Acadêmicos, que teve como finalidade apoiar projetos que visam contribuir para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação no país.

O edital contemplou 19 instituições, através de 23 propostas, sendo que, destas, duas partiram do Centro de Tecnologia (CT) da UFSM. O resultado foi fruto da colaboração entre duas equipes de foguetes do CT, o Rocket Lab e a Tau Rocket, que coordenaram esforços para concorrer em duas categorias distintas, buscando maximizar o retorno para a Instituição, tanto em recursos como em reconhecimento dentro do setor aeroespacial nacional. Para as 23 propostas aprovadas foram disponibilizados R$ 265 mil. Deste valor, R$ 30 mil foram destinados para UFSM. 

O coordenador da equipe Rocket Lab, professor Marcelo Serrano Zanetti, vinculado ao Departamento de Eletrônica e Computação do CT e atual coordenador substituto do curso de Engenharia de Telecomunicações, explica que os recursos serão utilizados na aquisição de materiais, equipamentos e no desenvolvimento de infraestrutura para ensino, pesquisa e extensão, incluindo a criação do Laboratório de Propulsão Espacial.

"Esse resultado contribuirá significativamente para a consolidação das equipes de foguete da UFSM. Isso é de fundamental importância, pois projetos de foguete requerem competências em diversas áreas do conhecimento, gerando oportunidades para envolver discentes de diferentes cursos de graduação e pós-graduação da Instituição", destaca Zanetti, salientando ainda o forte alinhamento com as novas diretrizes curriculares nacionais, que preconizam metodologias ativas de aprendizado, assim como são as baseadas no desenvolvimento de projetos reais.

Outro ponto destacado pelo professor é o papel deste edital dentro da estratégia maior da AEB no fomento ao Programa Espacial Brasileiro (PEB). Além de liberar recursos para o referido edital, a AEB vem organizando diversas oficinas e conteúdos preparados por especialistas do setor espacial nacional para profissionalizar as equipes, elevando o nível de maturidade, e desta forma, possibilitar a formação de profissionais mais aptos para contribuir no desenvolvimento do PEB, atuando nas diversas instituições relacionadas e, principalmente, na iniciativa privada.

Área de veículos lançadores é próximo foco

Segundo Zanetti, com a conclusão desta ação de fomento, a AEB planeja selecionar parceiros acadêmicos para o estabelecimento de um consórcio de instituições que receberá recursos para o desenvolvimento de um veículo lançador de satélites 100% nacional. "Desta forma, destacamos que as equipes estão comprometidas a estender o protagonismo da UFSM na área de artefatos orbitais para a área de veículos lançadores, para que, em um futuro próximo, seja possível lançar com veículo nacional outros artefatos orbitais, incluindo futuros modelos do programa NanoSatC-BR", afirma.

O coordenador da equipe Tau Rocket, professor João Felipe de Araújo Martos, vinculado ao Departamento de Engenharia Mecânica do CT, acredita que o incentivo da AEB é primordial para seus graduandos. Ele enxerga uma oportunidade ímpar para os alunos da UFSM em ter contato com um projeto real ainda na graduação na área de Engenharia Aeroespacial. "Trabalhar em projetos práticos torna possível quebrar essa fronteira da teoria/sala de aula, trazendo à tona o encantamento pela profissão promissora que contém o ramo aeroespacial. Agregar à formação por meio de competência adquirida em projetos práticos é essencial para um futuro de um bom profissional. Sair da frente do computador e encarar problemas reais amadurece e grandifica todo profissional. A AEB, então, torna possível o sonho desses alunos, e para um professor não existe nada mais gratificante do que tal feito", analisa Martos.

Para os alunos, oportunidade e desafio

A aluna Luana Crozatti Rocha, do curso de Engenharia Aeroespacial, em nome da equipe, declarou que o grupo de alunos envolvidos no projeto da bancada de testes recebeu tanto uma oportunidade quanto um desafio. Explorar as tecnologias de propulsão sólida e híbrida, sendo apenas a sólida previamente utilizada nos testes de motores realizados na Universidade, e construir uma bancada de testes que poderá alavancar as equipes de foguetes experimentais da UFSM no cenário nacional, é uma grande honra e responsabilidade.

A extensa pesquisa e suas aplicações empregadas no processo de desenvolvimento incluem múltiplas áreas do conhecimento, o que desperta novos interesses e abre portas para novas iniciativas, não se limitando à conclusão da bancada. Estarem inseridos em um projeto prático desde o início do curso, adquirindo não apenas conhecimento técnico da área aeroespacial, mas também de metodologias de projeto aplicadas em uma situação real, além da produção de material científico, será um marco na vida acadêmica e profissional desses estudantes.

Já o aluno José Afonso Ferreira Cruz, também da Engenharia Aeroespacial, afirma que o financiamento da Agência Espacial Brasileira, por meio da Funcate, está sendo essencial no desenvolvimento do projeto, pois tornará possível a construção do foguete de sondagem, batizado como Photon. Cada um dos oito membros ficou responsável por um setor diferente do projeto, com apoio do orientador.

"É importante ressaltar que grande parte do conhecimento utilizado na construção do nosso foguete complementa nossas disciplinas da graduação, enriquecendo nossa formação. Um exemplo são nossas simulações em diversos âmbitos da engenharia (fluidodinâmica, estruturais, mecânica de voo, entre outras). Além disso também devemos realizar o desenvolvimento de todo o modelamento 3D do foguete. Assim, coloca-se em prática os conteúdos vistos em aula, com aplicações práticas em um projeto aeroespacial real. Em resumo, posso dizer por mim e por todos da equipe que construir o Photon está sendo uma experiência única, que apesar de requerer muitos esforços, somos recompensados na mesma medida", afirma.

 

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