UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 23 Apr 2026 06:20:42 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2025/11/07/foodtech-skills-a-inovatec-promove-dois-workshops-sobre-praticas-laboratoriais-e-registros-de-produtos Fri, 07 Nov 2025 21:46:42 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=12408

No mês de novembro, o InovaTec UFSM Parque Tecnológico, em parceria com o Sebrae, ofertará dois workshops que fazem parte da programação do Foodtech Skills – uma sequência de eventos que visam promover a união do ensino e da prática sobre tecnologias na área de foodtech. Nesta edição, a temática será voltada a práticas laboratoriais e registros de produtos.

O primeiro encontro acontecerá no dia 12, às 9h, e tem como título “RDC nº 839/2023 e registros de produtos”. O conteúdo será voltado aos tópicos-chave: entendimento prático da RDC n° 839/23; aplicação da norma nas empresas e serviços relacionados; legislação vigente, desafios e oportunidades; organização e gestão documental como base para novos mercados; e uso das certificações e regulamentações de maneira assertiva.

Já o segundo, que será no dia 26, às 9h, se intitula “Boas práticas laboratoriais e sustentáveis”. E abordará os assuntos: higiene, qualidade e sustentabilidade em processos (com base nas legislações vigentes e obrigatoriedades); bases legais e operacionais para boas práticas; impactos positivos na segurança e imagem empresarial; e conexão com futuras exigências de certificações e mercado.

Ambos workshops serão ministrados no InovaTec UFSM (Prédio 61H), por Fabiana Rosa de Freitas e Tiago Santos de Almeida, sócios-proprietários da Agrega Agro e Negócios.

Os workshops são abertos ao público, mas as vagas são limitadas. As inscrições podem ser feitas abaixo através dos formulários conforme o tema:

RDC nº 839/2023 e registros de produtos

Boas práticas laboratoriais e sustentáveis

O InovaTec UFSM Parque Tecnológico realiza atividades como essas com o objetivo de ampliar conhecimentos e proporcionar oportunidades de aprendizado tanto para a comunidade acadêmica quanto para o público de Santa Maria. Os workshops do Food Tech Skills de novembro acontecem com apoio do Sebrae RS.

 

Contato para tirar dúvidas: comunicacao.inovatec@55bet-pro.com.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/22/semana-de-inovacao-iniciou-nesta-segunda-21-na-ufsm-e-segue-ate-sexta-feira-25 Tue, 22 Oct 2024 13:19:13 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67328 [caption id="attachment_67331" align="alignleft" width="500"] Refrigerantes experimentais foram distribuídas na ocasião[/caption]

Nesta segunda-feira (21), o Hall da Reitoria da UFSM se tornou um espaço de degustação de diversos alimentos com o início da Semana da Inovação 2024. O evento, promovido pelo InovaTec UFSM Parque Tecnológico, acontece em alusão ao Dia Nacional da Inovação (19 de outubro). Na ocasião, o público teve a oportunidade de participar de uma análise sensorial, por meio da experimentação de alimentos desenvolvidos pela Universidade, produtos veganos e chocolates em formato de lagartixa, produzidos por uma impressora 3D do laboratório de Tecnologia em Alimentos do Centro de Ciências Rurais (CCR).

O InovaTec também estabeleceu uma parceria com três fornecedores para o desenvolvimento do cardápio. O restaurante Mamma Veg forneceu mini espetinhos de carnes vegetais, cachorros quentes veganos e mini pizzas veganas, já os refrigerantes foram oferecidos pela Zagaia Brewery e  Magnuts – Magnificamente Pecan, e o hambúrguer à base de plantas ficou a cargo Food Tech FabLab da UFSM.

A ação foi realizada e coordenada pela equipe do InovaTec UFSM, com apoio do professor Juliano Barin, pesquisador na área de foodtech e também responsável pelo Food Tech FabLab da UFSM. “As foodtech representam a implementação de tecnologias na área dos alimentos. Nós trabalhamos muito com a impressora 3D, que permite o reaproveitamento da casca de alimentos, por exemplo, então conseguimos agregar valor a esse tipo de produto”, explicou Barin.

A iniciativa busca fomentar a discussão sobre a implementação das tecnologias no cotidiano. “As foodtech possuem um grande potencial de transformação. Então durante essa semana, os eventos mostram como podemos coordenar a sustentabilidade e os aspectos de inovação”, explicou a gestora do InovaTec, Maria Daniele Dutra.

“Demonstrar essas tecnologias ao público é vital para que, futuramente, os produtos desenvolvidos dentro da universidade sejam direcionados para uma grande aplicação social. Ter o ambiente de inovação e pesquisa, em Santa Maria, que também pensa nos objetivos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, é de extrema importância para o desenvolvimento de qualquer sociedade”, frisa Maria Daniele.

Tecnologia aliada da sustentabilidade

Na ocasião, a impressora 3D ganhou a atenção do público. A tecnologia trabalha diretamente com a sustentabilidade, uma vez que reutiliza partes de alimentos que, normalmente, não seriam aproveitadas para a produção de novos itens. “Hoje, estamos produzindo os chocolates, em formato de lagartixa, com uma combinação de casca de laranja e chocolate branco, o que ressalta o sabor. Nós pegamos essas frutas no Restaurante Universitário da UFSM, higienizamos, ralamos a casca e adicionamos no chocolate“, descreve a doutoranda do Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos da UFSM (PPGCTA), Angélica Inês Kaufmann, responsável pelas atividades da impressora. Mais informações sobre a impressão 3D podem ser  conferidas na reportagem produzida pela TV 55BET Pro.

[caption id="attachment_67332" align="aligncenter" width="702"] As lagartixas de chocolate foram distribuídas como brindes após a degustação dos outros alimentos[/caption]

Além da impressora, o Grupo de Pesquisa Avançada em Carnes e Derivados apresentou embalagens biodegradáveis ao público. “Esse material foi desenvolvido a partir de um biofilme, feito de fibra de colágeno e álcool polivinílico, que são substâncias biodegradáveis”, explica o doutorando em Ciências e Tecnologia de Alimentos, Hugo Araújo. A pesquisa foi inicialmente desenvolvida pela também doutora do PPGCTA da UFSM, Suslin Raatz. “Nós não deixamos essa pesquisa presa na Universidade, nós levamos para fora e mostramos que existem alternativas para conservar os alimentos e o meio ambiente”, pondera Hugo.

Qualidade sensorial

[caption id="attachment_67333" align="alignleft" width="502"] A proposta reforça os princípios da inovação e sustentabilidade[/caption]

No evento, a coordenadora do curso de Tecnologia em Alimentos, Flávia Michelon Dalla Nora, com apoio dos alunos da disciplina de Análise Sensorial, desenvolveu um estudo que  busca “avaliar o produto que está sendo distribuído, por meio de um questionário sobre a qualidade sensorial do alimento”.

Para degustar os alimentos durante cada dia da ação, o público deverá reservar o seu pedido pelo aplicativo da Delivery Much Santa Maria, a partir das 9h,  acessando o banner da Semana de Inovação. Após, a equipe organizadora irá guiar o consumidor a responder um questionário online sobre o “gosto” e qualidade de cada alimento que experimentou. “Não adianta um produto estar adequado para consumo, mas não ter uma qualidade agradável ao paladar”, argumentou Flávia.

A estudante de Jornalismo, Júlia Zucchetto, experimentou o cachorro quente vegano e se alegrou com a experiência. “Eu achei ótimo, eu sou muito fã desse tipo de alimento. A lagartixa de chocolate estava deliciosa, nunca havia provado algo assim”, revelou. A mestre em Comunicação Social, Fernanda Redin, provou o refrigerante de gengibre e limão e o espetinho vegano. “Eu já costumo consumir comidas veganas então minhas expectativas foram atendidas. Estava empolgada para provar o refrigerante e estava ótimo”, comentou.

A pós-doutoranda em Ciência do Solo, Ana Lúcia Londero, consumiu o refrigerante de limão e gengibre. “Eu achei bem interessante, nunca havia provado algo parecido. Achei a ideia do evento muito interessante, porque ele divulga produtos que não são muito conhecidos”, revelou. Para Henrique Bourscheid, estudante de Produção Editorial, a Semana de Inovação também possui grande valor na divulgação tecnológica. “Muitas pessoas não conhecem produtos veganos e alimentos feitos de outros modos. Mostrar isso para a sociedade é uma forma interessante de conseguir atenção”, explicou. O estudante ainda afirma que “adorou a degustação” e “com certeza consumiria os alimentos mais vezes”.

[caption id="attachment_67334" align="alignright" width="501"] Júlia e Fernanda tiveram a oportunidade de degustar alimentos e bebidas[/caption]

Confira abaixo a programação da Semana de Inovação 2024:
Terça-feira, (22) – Centro de Artes e Letras (CAU) / RU II – degustação das 12h às 14h
Quarta-feira (23) – RU I – degustação das 12h às 14h
Quinta-feira (24) – Polifeira do Agricultor (Largo do Planetário) – degustação das 12h às 14h
Sexta-feira (25) – Shopping Praça Nova – degustação das 12h às 14h

Texto: Pedro Moro, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Jessica Pavan, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, Jornalista

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No final de maio, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu o Grupo Técnico de Trabalho (GTT) para discutir avanços e propostas regulatórias para os chamados novos sistemas alimentares e ingredientes contemporâneos. A proposta visa unir a sociedade civil, a cadeia produtiva e o agronegócio. A UFSM está representada no grupo pela gestora do Inovatec UFSM Parque Tecnológico Maria Daniele Dutra e pelo professor pesquisador Juliano Barin, do Departamento de Tecnologia e Ciência de Alimentos, que atualmente coordena o projeto FoodTech FabLab.

O GTT visa formular uma proposta de política pública centrada em novos sistemas alimentares e ingredientes contemporâneos. O objetivo é promover o alinhamento entre reguladores e regulados e integrar proteínas alternativas à agenda do agronegócio.

Há apenas duas universidades federais no GTT, sendo a UFSM indicada em função da sua atuação destacada no tema, além de seu projeto em conjunto com o Mapa para a implementação do FoodTech Fablab no Inovatec. “Dentro do grupo, há profissionais de diferentes setores, que vão desde associações a representantes do setor industrial. Portanto, a presença da Universidade torna-se importante para agregar o viés acadêmico e científico nas discussões”, afirma o professor Juliano. 

As proteínas alternativas têm o potencial de avançar significativamente no cumprimento das metas de desenvolvimento sustentável (ODS), especialmente em áreas como segurança alimentar, redução das emissões de gases de efeito estufa e preservação dos recursos naturais. A UFSM, por meio do FoodTech FabLab, poderá desempenhar um papel crucial nesse processo ao desenvolver e validar novos produtos alimentares, contribuindo para uma produção mais sustentável e eficiente. A expectativa é finalizar rapidamente a infraestrutura do FabLab e intensificar as parcerias com a comunidade acadêmica, empresas, órgãos reguladores e sociedade civil.

Maria Daniele Dutra destaca que a participação da UFSM no grupo é um reconhecimento da sólida base de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Universidade, especialmente na área de ciência e tecnologia de alimentos. “Nossa atuação, por meio da pesquisa científica e de programas ligados ao processo de validação e maturação tecnológica, permite que o InovaTec UFSM Parque Tecnológico contribua com o posicionamento do país, como referência na criação de produtos que não sejam apenas nacionalmente viáveis, mas também competitivos no mercado”, ressalta a gestora. 

Para Juliano Barin, as proteínas alternativas deixaram de ser tendência e já são uma realidade, o que pode ser evidenciado pelo consumo crescente de produtos desta categoria. Apesar desse crescimento, algumas limitações ainda persistem, como a falta de matérias-primas e equipamentos produzidos no país. “O estabelecimento do grupo pode ajudar no mapeamento das possíveis carências e na recomendação de diretrizes que possam ser seguidas para superação das dificuldades neste setor”, completa. 

A integração de proteínas alternativas na agenda nacional representa uma oportunidade de liderança global em soluções alimentares para um futuro sustentável. Para a UFSM, participar do comitê é contribuir para o avanço econômico, social e científico do país e posicionar o ecossistema de inovação de Santa Maria como referência em proteínas alternativas. 

Texto: Jéssica Medeiros, assistente de comunicação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico

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No final de maio, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu o Grupo Técnico de Trabalho (GTT) para discutir avanços e propostas regulatórias para os chamados novos sistemas alimentares e ingredientes contemporâneos. A proposta visa unir a sociedade civil, a cadeia produtiva e o agronegócio. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) está representada no grupo pela gestora do Inovatec UFSM Parque Tecnológico Maria Daniele Dutra, e o professor pesquisador do Centro de Tecnologia de Alimentos, Juliano Barin, que atualmente coordena o projeto FoodTech FabLab.

O GTT visa formular uma proposta de política pública centrada em novos sistemas alimentares e ingredientes contemporâneos. O objetivo é promover o alinhamento entre reguladores e regulados e integrar proteínas alternativas à agenda do agronegócio. Há apenas duas universidades federais no GTT, sendo a UFSM indicada em função da sua atuação destacada no tema, além de seu projeto em conjunto com o MAPA para a implementação do FoodTech Fablab no Inovatec. “Dentro do grupo, há profissionais de diferentes setores, que vão desde associações a representantes do setor industrial. Portanto, a presença da universidade torna-se importante para agregar o viés acadêmico e científico nas discussões”, afirma o professor Juliano. 

As proteínas alternativas têm o potencial de avançar significativamente no cumprimento das metas de desenvolvimento sustentável (ODS), especialmente em áreas como segurança alimentar, redução das emissões de gases de efeito estufa e preservação dos recursos naturais. A UFSM, por meio do FoodTech FabLab, poderá desempenhar um papel crucial nesse processo ao desenvolver e validar novos produtos alimentares, contribuindo para uma produção mais sustentável e eficiente. A expectativa é finalizar rapidamente a infraestrutura do FabLab e intensificar as parcerias com a comunidade acadêmica, empresas, órgãos reguladores e sociedade civil.

Maria Daniele Dutra destaca que a participação da UFSM no grupo é um reconhecimento da sólida base de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Universidade, especialmente na área de ciência e tecnologia de alimentos. “Nossa atuação, por meio da pesquisa científica e de programas ligados ao processo de validação e maturação tecnológica, permite que o InovaTec UFSM Parque Tecnológico, contribua com o posicionamento do país, como referência na criação de produtos que não sejam apenas nacionalmente viáveis, mas também competitivos no mercado”, ressalta a gestora. 

Para Juliano Barin, as proteínas alternativas deixaram de ser tendência e já são uma realidade, o que pode ser evidenciado pelo consumo crescente de produtos desta categoria. Apesar desse crescimento, algumas limitações ainda persistem, como a falta de matérias-primas e equipamentos produzidos no país: “o estabelecimento do grupo pode ajudar no mapeamento das possíveis carências e na recomendação de diretrizes que possam ser seguidas para superação das dificuldades neste setor”, completa. 

A integração de proteínas alternativas na agenda nacional representa uma oportunidade de liderança global em soluções alimentares para um futuro sustentável. Para a UFSM, participar do comitê é contribuir para o avanço econômico, social e científico do país e posicionar o ecossistema de inovação de Santa Maria como referência em proteínas alternativas.

 

Texto: Jéssica Medeiros, assistente de comunicação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico;

 
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Entre os meses de abril e junho ocorreram dois encontros de apresentação do projeto dos FabLabs que serão implementados no InovaTec UFSM Parque Tecnológico esse ano, onde reuniram-se membros, coordenadores e apoiadores do projeto. A primeira reunião, feita com representantes da Prefeitura de Santa Maria, teve a presença do vice-prefeito Rodrigo Decimo. Na segunda  reunião, realizada na última quarta-feira de junho (28), estiveram presentes representantes do Sebrae, que também é um dos apoiadores do projeto, com a participação de Márcio Pires, gerente de inovação do Sebrae.  Os dois encontros contaram com a presença da Thaiane Marques e Cassandra de Deus,  fundadoras da Weecaps, Food Tech do ecossistema de inovação do InovaTec. 

Se você ainda não está familiarizado com o tema, FabLabs são ambientes equipados com máquinas e ferramentas de fabricação digital que impulsionam e incentivam a inovação, aprendizagem e o empreendedorismo local. Esses ambientes surgiram junto com o crescimento do Movimento Maker, fornecendo espaços de interação entre empreendedores, pesquisadores, estudantes e comunidade em geral para que possam experimentar, aprender, compartilhar conhecimento e desenvolver projetos a partir do uso de tecnologias colaborativas. Esse é um trecho da reportagem produzida para o site do InovaTec sobre como funcionam esses ambientes de validação tecnológica e como se dará o processo de implementação do projeto dentro da nossa instituição, e você pode acessar a reportagem completa sobre os FabLabs aqui no site do InovaTec.

O gerente de inovação do Sebrae, Márcio Pires, falou sobre sua visão sobre o projeto dos FabLabs e as possibilidades para o empreendedorismo, os benefícios para o ecossistema de inovação que atua na área de food system. “Faz todo sentido na visão que Sebrae tem pro estado, hoje o foodtech no RS, ele representa quase 40% do nosso PIB, muitos pequenos empreendedores atuam dentro desse sistema, e agregando tecnologia aos seus negócios,teremos mais valor agregado, mais qualidade de vida para essas pessoas, mais renda e mais qualidade de vida para população como um todo.”

Para o vice-prefeito de Santa Maria Rodrigo Decimo, os FabLabs oferecerão um ambiente adequado para novas ideias e para a experimentação, permitirão que as pessoas transformem suas ideias em realidade, criando protótipos e testando novos conceitos e promovendo um espaço de criação, aprendizado e inovação. “Os FabLabs desempenham um papel importante no desenvolvimento de habilidades criativas, tecnológicas e empreendedoras, desempenhando um papel importante na democratização da fabricação e desenvolvimento de habilidades. Com esse projeto, Santa Maria e região proporcionarão instrumentos para podermos avançar com novos produtos e serviços, inovando cada vez mais.” 

Na ocasião, os colaboradores tiveram a oportunidade de conhecer na prática sobre o funcionamento de equipamentos (como a impressora 3D de alimentos) e as possibilidades de desenvolvimento de produtos a partir dessas tecnologias que estarão disponíveis no FabLab - como alimentos plant-based ou que não possuem origem animal - e que potencializarão o desenvolvimento socioeconômico de Santa Maria, colocando a cidade como rota de inovação no ramo alimentício. 

 

Texto por: Izadora Lemes Rocha, estagiária de jornalismo do InovaTec UFSM Parque Tecnológico. 

Revisão: Luana Giazzon Assessora de Comunicação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

 

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Entre os dias 13 e 14 de junho ocorreu o IV International Food Tech Forum e IV FoodTech Expo, evento promovido pelo Food Tech LATAM focado na indústria de alimentos e seus desafios.

Com cobertura nacional e internacional, palestras, workshops, e a presença de mentores globais, representantes da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo da (Proinova), InovaTec UFSM Parque Tecnológico e Incubadora Pulsar,  marcaram presença no evento sediado em Campinas (SP) nesta semana. A quarta edição do evento, que contou com o apoio da Universidade, teve em sua programação o painel “Qual papel das Universidades e Institutos na transformação da indústria de alimentos?” com a participação do pró-reitor da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo da UFSM.

Juliano Barin, Thainae Marques, Cassandra de Deus, Anderson Cardozo Paim, Daniel Bernardon, Cibele Bolzan Scherer e Maria Daniele Dutra

Das universidades presentes, a UFSM e a UNICAMP participaram dos painéis, o que evidencia o engajamento da instituição com as áreas de inovação e empreendedorismo neste segmento da ciência de tecnologia dos alimentos. É o que visualiza Daniel Bernadon, pró-reitor da Proinova ao falar sobre a presença da Universidade em um evento de tamanha relevância. “A participação da UFSM no evento internacional de Food Tech foi de suma importância para mostrar como a instituição vem atuando com ações de inovação e empreendedorismo nesse segmento, e suas iniciativas como o Parque Tecnológico InovaTec que contará com FabLabs de bioinsumos e food tech. Como o evento também contou com a participação de várias empresas renomadas do setor e startups, propiciou uma série de contatos e perspectivas de parcerias” afirmou o pró-reitor.

Paula Hemerly, líder global de inovação aberta - Mondelēz internacional, acompanhou a apresentação da UFSM no painel e reconheceu, do ponto de vista empresarial, como esse movimento que as universidades têm feito beneficia não apenas as empresas, mas também todo o setor alimentício. Segundo Hemerly, quando se fala em inovação aberta, essencialmente fala-se na tríplice hélice, que contempla governo, universidade e institutos de pesquisa, bem como as  indústrias que utilizarão o conhecimento gerado a partir dessa cooperação entre esses agentes. “Essa conexão faz sentido nesse momento de tentar fazer a sinergia entre o que está sendo criado pelas universidades e o que as empresas estão precisando, e eventualmente criar alguma coisa junto ou simplesmente entender o que está sendo desenvolvido e se apropriar desse conhecimento, há  várias formas de propriedade intelectual que se consegue fazer através disso, e também de formação de capital humano, onde as universidades nesse ponto são super importantes. ‘Quem serão os próximos colaboradores das indústrias?’ Existe esse papel primordial de criar essa base, com pensamento muito diferenciado, já pensando e respirando inovação da forma correta.” finalizou.

Para Maria Daniele Dutra, gestora do InovaTec, a participação do Parque em dos maiores  eventos de inovação em sistemas alimentares da América Latina, é resultado da força do ecossistema de Santa Maria e seus ambientes de inovação. “Estamos entregando resultados significativos, seja por meio da geração de startups com modelos de negócios altamente competitivos e pelo estabelecimento de ambientes de prototipagem e inovação  na área de alimentos. Estar no evento possibilitou o contato com a indústria, centros de pesquisas, universidades, potenciais investidores e toda a comunidade nacional e internacional. Isso permite uma ampla possibilidade de conexões e parcerias e torna nosso ecossistema conectado ao que existe de mais qualidade no segmento”, ressalta. 

Thaiane Marques, CEO da Weecaps, apresentando o pitch no evento.


Outro destaque foi a participação da Weecaps, startup da Pulsar incubadora UFSM, como expositora, onde teve-se a oportunidade de apresentar um pitch no evento. Thaiane Marques, CEO da empresa que faz parte do ecossistema do Inovatec contou sobre a experiência de participar deste fórum que promoveu a transformação da indústria de alimentos no Brasil através da inovação. “Foi muito gratificante e importante para nos conectarmos com grandes empresas do setor de alimentos a nível nacional e internacional.” afirmou.

A participação da UFSM no evento Internacional de Food Tech, que contou com o apoio do SebraeX, demonstrou o comprometimento da instituição em estar na vanguarda das transformações tecnológicas, incentivando o empreendedorismo e a inovação nesta área. Iniciativas como essa promovem o intercâmbio de conhecimentos, fortalecendo parcerias e impulsionando o setor alimentício rumo a um futuro cada vez mais inovador e sustentável. Você ainda pode acompanhar mais detalhes de como foi esta experiência nas redes sociais do InovaTec UFSM Parque Tecnológico, 

Texto: Isadora Lemes Rocha, estagiária do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

Revisão: Luana Giazzon Assessora de Comunicação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

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Um lugar para criar, prototipar, testar e concretizar projetos que, até então, só se tinha no papel. Quem nunca teve uma ideia que gostaria de colocar em prática, mas faltou apenas uma oportunidade que viabilizasse esse projeto? Para quem é estudante, acadêmico, professor, pesquisador, empreendedor, ou uma pessoa que ama o universo de possibilidades que o “criar” pode proporcionar, já passou por isso. E se te contasse que esse lugar já existe?

Em expansão no mundo todo, os Laboratórios de Fabricação, os FabLabs, também se expandem no Brasil e têm impulsionado cada vez mais o conceito do “faça você mesmo” do movimento maker. Eles têm se tornado ferramentasque possibilitam a realização desse movimento que põe em prática conceitos e incentivam a criação, o empreendedorismo e a inovação. Você sabia que esses ambientes em breve existirão aqui, na nossa universidade? Já é realidade:

Em 2023, dois projetos de FabLabs serão implantados na Universidade Federal de Santa Maria, nas áreas de Bioinsumos e o FabLab na área de FoodTechs na América Latina, o BioFabLab e o Food Tech FabLab. Eles contarão com recursos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e o órgão executor será o InovaTec UFSM Parque Tecnológico. Nessa reportagem, vamos te explicar sobre esse processo e a importância da criação desses ambientes, que trarão benefícios para toda região. Também traremos exemplos de como o incentivo nessas áreas podem gerar produtos inovadores, como os cases da Baristo e Delivery Much (app de entrega), empresas graduadas  na UFSM que hoje integram o mercado nacional. 

 

Mas afinal, o que são FabLabs?  

Derivado do termo em inglês Fabrication Laboratory, FabLabs são ambientes equipados com máquinas e ferramentas de fabricação digital que impulsionam e incentivam a inovação, aprendizagem e o empreendedorismo local. Esses ambientes surgiram junto com o crescimento do Movimento Maker, fornecendo espaços de interação entre empreendedores, pesquisadores, estudantes e comunidade em geral para que possam experimentar, aprender, compartilhar conhecimento e desenvolver projetos a partir do uso de tecnologias colaborativas. Esses makerspaces possuem tecnologias como:

  • Impressoras  3D, 
  • Cortadoras  a laser
  • Máquinas de fresagem CNC entre outras ferramentas de fabricação

O primeiro Laboratório de Fabricação foi desenvolvido pelo programa do Center for Bits and Atoms (CBA) no Massachusetts Institute of Technology (MIT).  No Brasil, em 2017, segundo panorama feito e publicado no texto Laboratórios de Fabricação Digital: um estudo da região Sul do Brasil no I Congresso Internacional: Pesquisa e Desenvolvimento, foram identificados 32 FabLabs, sendo 13 na região Sul, com um no Paraná, seis em Santa Catarina e seis no Rio Grande do Sul. Atualmente, o número já demonstra ser muito maior se observarmos o mapa disponível no site da Rede FabLab Brasil e como aparecem na imagem abaixo.

Dados disponibilizados pelo Instituto FabLab Brasil localizaram 147 FabLabs pelo país e desse total, 6 se encontram no Rio Grande do Sul. Um fato relevante é que nenhum deles trabalha com a área de Food Tech ou Bioinsumos e, essas informações nos permitem observar a importância da criação desses ambientes e a proporção destes projetos tanto a nível local quanto a nível nacional. Observe:

 

E qual a função de um FabLab? Para Maria Daniele Dutra, gestora do InovaTec e coordenadora dos projetos que serão executados na UFSM, é oferecer acessibilidade e portanto mais igualdade em nossa sociedade, isso porque, segundo ela, são espaços pensados para dar acesso facilitado à inovação e ferramentas às pessoas, seja por meio da formação aberta e gratuita, seja por potencializar as redes e processo colaborativo, que intensificam a aprendizagem prática da tecnologia. Assim, esses ambientes auxiliam no processo de geração de projetos e produtos ligados às demandas da sociedade, podendo colocar Santa Maria como uma das cidades rota da inovação na área de alimentos e produtos biológicos.

Confira:

O Food Tech FabLab

Para o FabLab no ramo de FoodTechs, o objetivo é implantar um sistema indutor de inovação e empreendedorismo no Parque Tecnológico da UFSM, o FoodTech FabLab, através da instalação de uma infraestrutura física com equipamentos, fornecendo assim capacitação profissional e treinamentos nessa área. 

E o que são FoodTechs? São empresas que trabalham ressignificando os sistemas alimentares, utilizando tecnologias para criar soluções inovadoras que podem aprimorar seus nichos de aplicação que como:

  • processamento de alimentos;
  • novos ingredientes e produtos;
  • sistemas de entrega por aplicativo (delivery), rastreabilidade;
  • varejo e food service: novos equipamentos e serviços e até mesmo trabalhando no problema do desperdício de alimentos na ponta final da cadeia de alimentação.
[caption id="attachment_998" align="alignleft" width="294"]Professor Dr. Juliano Barin Professor Juliano Barin.[/caption]

 Na prática, vemos que a criação de um FabLab de FoodTech impulsiona a criação de   serviços e processos que visam melhorar toda essa cadeia de produção, e   consequentemente alavancar a qualidade dos produtos e, também, a experiência   do consumidor. 

 Juliano Barin, professor na Universidade Federal de Santa Maria que desempenha   atividades de pesquisa e ensino na área de FoodTech, é um dos membros   participantes do projeto e falou sobre a importância da criação de uma   infraestrutura de desenvolvimento tecnológico para a área alimentícia dentro da   nossa universidade e o impacto de ter esse ambiente para a formação dos   estudantes na nossa instituição, pois se tem um sistema multifatorial, em que haverá   diversas possibilidades ao redor do FabLab. “Vai impactar muito positivamente em   questão de acesso e geração de conhecimento, porque ao se trabalhar com FabLab estaremos gerando uma série de conhecimentos que depois serão explorados na pesquisa, pelas empresas, e que vão agregar conhecimentos novos que até então não se tinha. Então, se espera que com isso a consigamos  induzir os processos de inovação, e assim, gerar novos empreendimentos ", completa.

 

Frutos da Inovação: a importância do ramo de FoodTechs no RS

Uma característica importante do Rio Grande do Sul é que as FoodTechs aparecem entre os 10 principais segmentos do estado, ocupando a 9ª colocação, diferente do cenário nacional onde o ramo está fora do top 10. Outra característica importante é que a comunidade de Santa Maria é a que apresenta maior concentração de FoodTechs na região sul. Não à toa, a UFSM é uma instituição que tem parceria com o maior hub de FoodTechs da América Latina, o Food Tech Hub LATAM e, cases de sucesso como o aplicativo de entregas Delivery Much e a empresa de máquinas de café Baristo, que foram incubadas na UFSM e hoje atuam em escala nacional, mostram a importância e o potencial que o investimento nesse setor causam dentro e fora do ecossistema de inovação, incentivando e fortalecendo também o crescimento do segmento em Santa Maria e região.

Quando falamos em ecossistema de inovação, estamos falando sobre um conjunto de atores e elementos que incentivam a criação e o desenvolvimento dessas ideias inovadoras. Ele é composto por aqueles que chamamos de quádrupla hélice da inovação: universidade, empresas, governo e sociedade civil. A interação e colaboração entre esses agentes impulsionam essa troca de conhecimento, fornecendo também recursos e oportunidades ao fomentar a inovação e o empreendedorismo local.

O Food Tech FabLab contará com recursos do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, que vai financiar o projeto, e o órgão executor será o InovaTec UFSM Parque Tecnológico. Será o primeiro FabLab na área de FoodTechs que será implementado e, conforme observou Barin, a existência de uma estrutura desse porte dentro do Parque trará benefícios que irão atravessar a comunidade acadêmica e possibilitará conexões com o mercado. 

Outra observação feita pelo pesquisador foi a possibilidade de internacionalização que o FabLab pode proporcionar.Uma estrutura como essanão é muito comum e que não se encontra em todos os países. Então esperamos que com isso possamos estreitar laços com outros ambientes de inovação, com outros ambientes de pesquisa e que a gente possa promover esse intercâmbio também” afirma. A expectativa é de que, se esse modelo tiver sucesso, ele seja replicado em outras unidades da federação. Já imaginou as possibilidades e experiências que esses ambientes podem proporcionar tanto para os estudantes quanto para aqueles que se tornarem parte desse movimento inovador? E ainda tem mais:

 

Os equipamentos 

[caption id="attachment_1000" align="alignright" width="421"]                            Chocolates feitos na impressora 3D[/caption]

As tecnologias que serão utilizadas foram selecionadas de acordo com o potencial de inovação que podem trazer aos processos de produção de ingredientes e alimentos. Elas não privilegiam alguma área específica, de forma que atendam uma maior diversidade de demandas, que vão desde a àrea de vegetais minimamente processados, sucos, bebidas, proteína animal e plant-based (à base de plantas, vegetais), emulsões, aromas, microorganismos, massas, etc. São elas:

  • Impressora 3D de alimentos; 
  • Extrusora de proteínas (plant-based);
  • Pasteurizador à frio
  • Extrator de aromas sem uso de solventes
  • Homogeinizador de alta pressão
  • Liofilizador;
  • Spray Dryer. 

Esses equipamentos permitirão o acesso à comunidade do ecossistema de inovação da UFSM e aqueles que se interessam na área a novos conceitos e formas de elaborar e processar alimentos. Barin completa falando sobre os benefícios que essas tecnologias trarão ao setor: "Fazermos coisas de uma maneira diferente pode agregar valor aos produtos, aos processos ou aos serviços. Então, quando é colocado um alimento, por exemplo, no mercado que, além dele nutrir possa trazer alguns outros benefícios, isso vai estar abrindo novas possibilidades. Muitas empresas estão preocupadas com seus produtos, em  torná-los mais saudáveis, por  exemplo, e as FoodTechs podem criar os meios para isso.” pontua. Outro setor que será beneficiado, segundo Juliano Barin, será o setor regulatório como os órgãos de controle, seja vigilância ou Ministério da Agricultura e outros. “Tentaremos integrar o regulatório a essas pesquisas, então o próprio órgão regulador vai ter um suporte  que pode ser usado através desse laboratório, para embasar suas decisões em cima da segurança e registro dos produtos. Então vamos ter vários atores da sociedade que estarão cobertos.” completou. Podemos perceber, até aqui, que existe um escopo muito grande que o FoodTech FabLab beneficiará, e que vai muito além da comunidade acadêmica, e fortalecerá toda estrutura organizacional que fizer parte dele. Com o BioFabLab, não será diferente, veja:

O BioFabLab

[caption id="attachment_986" align="alignright" width="393"]                      Laboratório de Bioinsumos (UFSM)[/caption]

O projeto do BioFabLab que será implantado, tem como objetivo criar um espaço de co-criação e inovação que apoiará empreendedores no setor agropecuário com foco na área de Bioinsumos. E o que são Bioinsumos? são quaisquer produtos, processos ou tecnologias de origem vegetal, animal ou microbiana, destinados ao uso na produção, no armazenamento e no beneficiamento de produtos agropecuários. Pode parecer complexo, mas um exemplo de onde podem ser utilizados esses bioinsumos dentro da cadeia do agronegócio é no controle de qualidade de produção, como o doutor em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas, docente da UFSM e membro do projeto, Márcio Mazutti, fala:

"Hoje no Brasil se perde muito no pós-colheita. Frutas, principalmente frutas e hortaliças. Então, você pode utilizar um microrganismo para controlar esses fungos que atacam as frutas, diminuindo a incidência desses fungos, consequentemente você preserva ela por mais tempo" afirma.

 

Sobre o projeto

O projeto será executado usando a infraestrutura física da Planta Piloto de Bioinsumos (PPB) e a  justificativa para a sua implantação se dá pelo fato do Brasil ter desenvolvido uma grande importância na produção agrícola e, consequentemente, um grande consumidor de insumos como sementes, energia, fertilizantes e agrotóxicos, dependendo da importação de 76% desses ingredientes de países fornecedores como China, Rússia, Canadá e Índia. Consequentemente, têm uma dependência maior nesses países para a importação de insumos, o que pode acabar afetando as safras. O Brasil é um dos países que mais utilizam agrotóxicos no mundo, e os bioinsumos surgem como uma alternativa sustentável que esses produtores podem acessar e utilizar em sua cadeia produtiva.

A nível estadual, o último Censo Agropecuário realizado em 2017 e publicado em 2019, demonstrou que no Rio Grande do sul, 80,5% dos estabelecimentos foram considerados como de agricultura familiar (do total de 365.094 estabelecimentos localizados em território gaúcho, o que equivale a 7,2% de todos os estabelecimentos do território nacional). Dessa forma, uma característica marcante do estado, nessa área, é a agricultura familiar. 

Segundo Mazutti, muitas vezes  esses pequenos agricultores ficam à mercê dessas tecnologias, o que acaba afetando na produtividade das colheitas e na preservação desses produtos. Assim, a utilização desses bioinsumos podem beneficiar a cadeia do agronegócio da região. A partir do momento que você começa a disseminar conhecimento, você começa a mostrar para esses pequenos agricultores  que é possível eles começarem a pensar em produzir um biodefensivo, ou caso não queiram produzir, que eles podem comprar de diferentes empresas, biodefensivos e aplicá-los [...] eu acho que essa é a principal contribuição que você tem em termos de desenvolvimento regional.” pontua.

Ele comenta que o BioFabLab auxiliará no desenvolvimento científico e tecnológico,  a partir do aporte de conhecimento dos estudantes, pessoas e empresas vinculadas,  para desenvolver tecnologias.  E essas tecnologias, de alguma forma, estarão disponíveis para a sociedade. “Quando eu falo sociedade, eu falo do produtor individual que quer produzir o seu bioinsumo na propriedade,  assim como empresas que querem ter, a partir do contrato de transferência de tecnologia,  essa tecnologia e produzir para a comercialização.  O BioFabLab vai ser um agente que dá esse suporte, que possibilita essas coisas acontecerem,  tanto em desenvolvimento tecnológico, como em prestação de serviço para pessoas físicas,  pessoas jurídicas, enfim, que queiram fazer utilização do seu infraestrutura.”

Assim, o BioFabLab terá o objetivo de promover e criar soluções inovadoras que promovam a saúde do solo, a proteção de culturas e a sustentabilidade agrícola. Dentro desse ambiente poderá ocorrer:

  • O desenvolvimento de microrganismos benéficos;
  • biofertilizantes;
  • biopesticidas e outros produtos biológicos que podem substituir ou complementar insumos químicos tradicionais, visando reduzir o impacto ambiental e promover práticas agrícolas mais sustentáveis.

 

Planos e metas

Além disso, existem metas a serem alcançadas a partir do BioFabLab, como a criação de um espaço de formação técnica visando incentivar a divulgação científica e tecnológica com ênfase na área de bioinsumos. Outras metas são a oferta de serviços técnicos especializados e a transferência de tecnologia em bioinsumos, que teriam como resultado 2 produtos inovadores transferidos ao mercado. 

Mazutti também comentou sobre os projetos que poderão ser desenvolvidos dentro do FabLab e sobre sua estrutura, que vai possibilitar a venda de serviços para esses produtores onde eles conseguirão desenvolver a parte inicial do processo. “O BioFabLab pode ser utilizado tanto por estudante quanto pela comunidade,  então eu falo comunidade para a realização de cursos, sejam eles teóricos ou práticos,  com demonstração para se ter uma noção do como é o processo de produção dos bioinsumos, principalmente de bioinsumos microbiológicos, que é o que nós estamos falando aqui.  Então vai ter esse foco”

 

Food Tech FabLab e BioFabLab: ambientes abertos para a criatividade (e à comunidade)

Tanto FoodTech FabLab quanto o BioFabLab serão espaços projetados para serem colaborativos e abertos, permitindo que pessoas de diferentes formações e habilidades possam participar e desenvolver projetos dentro dessas áreas. Barin também pontuou sobre o uso dessas estruturas para ministrar aulas práticas, onde os alunos poderão verificar o funcionamento dos equipamentos e utilizar esses processos para algumas disciplinas e o quanto esse acesso vai estimular ainda mais os estudantes. 

O ambiente do Parque Tecnológico da UFSM é um lugar promissor e oportuno para o desenvolvimento desses FabLabs, visto que com esse ecossistema de inovação criam-se também oportunidades para desenvolver conexões entre as empresas que fazem parte dali.

Além disso, as startups que fazem parte do Parque poderão utilizar os FabLabs como ferramentas para prototipação de seus produtos ou até mesmo desenvolver sua tecnologia, podendo aproveitar as facilidades de fabricação  disponíveis para desenvolver seus projetos e testar seus produtos. A interação entre essas organizações será mutuamente vantajosa e fortalecerá ainda mais o ecossistema de inovação.

A gestora do Inovatec Maria Daniele Dutra, que também é coordenadora dos dois projetos, falou sobre como as empresas poderão utilizar esses espaços para o desenvolvimento de inovações tecnológicas. Segundo ela, serão ambientes propícios e estruturados para validação e prototipagem de inovações e tecnologias, afinal contarão com uma estrutura física que incluem equipamentos de ponta "Para quem quer sair da fase de conceito e ir para o protótipo (que é o produto teste), além de todo o suporte de base científica, tecnológica e intelectual diferenciais (que são os pesquisadores, estudantes) que aceleram o processo de inovação.” afirma.

Clarissa Teixeira, que faz parte do projeto, é  doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina Líder do Grupo VIA Estação do Conhecimento, também abordou esses aspectos e observou como esse ambiente de inovação permite a conexão com pesquisadores, alunos e empresas vinculados ao ecossistema de inovação, o que é particularmente valioso para empreendedores, startups e pequenas empresas que estão procurando desenvolver novos produtos. Além do público geral que engloba estudantes, universitários, empreendedores e criativos que poderão utilizar esses ambientes, Clarissa Teixeira menciona outras comunidades que um FabLab pode atender: 

  • Crianças de escola pública e particular;
  • Artistas/Artesãos: Os artesãos e artesãos tradicionais devem ser encorajados a experimentar as ferramentas e processos do fab lab. O laboratório não substitui seu trabalho tradicional, mas aumenta e amplia a paleta do que eles podem fazer em seu trabalho. Segundo Teixeira, é muito importante ter artistas experimentando as ferramentas do FabLab Segundo ela, um artista em programa de residência pode ser realmente interessante pois, se eles produzirem alguma arte ou artesanato de alto nível para exibição no laboratório e em espaços públicos externos, isso ajudará a mostrar as capacidades do laboratório, obter o endosso dos artistas e construir a reputação do FabLab para o público.
  • Funcionários governamentais ou corporativos: Pode ser um grupo que encontrará novos usos para o laboratório e novos especialistas para se voluntariar e trabalhar no laboratório, e eles divulgarão o laboratório para a comunidade em geral.
  • Gestores: Grupo interessado em prototipar criações para serem incorporados na sua organização.

 

O processo de implantação dos FabLabs e os efeitos para Santa Maria e região 

Como um dos objetivos para esses projetos é obter o selo para serem um FabLab do Foodtech e BioFabLab,  é necessário qualificar estes ambientes conforme orientações do FabLab Foundation, rede criada pelo MIT que rege os conceitos, valores e padrões de funcionamento desses ambientes em mais de 90 países. Assim, o trabalho iniciará pela estruturação da:

  • metodologia
  • processos 
  • e modelo de negócios, que orientará as atividades dos ambientes de prototipagem e validação

Ao falar sobre o impacto que esses ambientes inovadores, Maria Daniele visualiza o potencial de Santa Maria como rota de inovação com a criação dos FabLabs. “Quando estes ambientes estiverem operando, poderemos ajudar na geração de negócios, atração de empreendedores, consequentemente oportunidades e renda, além de contribuir na inserção de Santa Maria, como uma das cidades rota da inovação na área de alimentos e de produtos biológicos, despontando como uma cidade empreendedora. finalizou.

Além do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, o projeto dos FabLabs conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Santa Maria,Sebrae e do Food Tech Hub Latam. A participação de forma integrada de todos os agentes do ecossistema, proporcionará uma nova oportunidade para o desenvolvimento social e econômico da região, que poderá beneficiar empreendedores, estudantes, pequenas empresas, por meio do acesso e igualdade às inovações e ferramentas tecnológicas. Promover a inovação aberta e colaborativa nesses ambientes, além de encurtar os ciclos de inovação, irão aprimorar modelos de negócios existentes e gerar novos modelos de negócios com mais rapidez e eficácia. 

 

Texto e fotos: Izadora Lemes Rocha, estagiária de jornalismo do InovaTec UFSM Parque Tecnológico. 

Revisão: Luana Giazzon Assessora de Comunicação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

 

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