UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 02 Apr 2026 15:17:57 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/16/cadombe Mon, 16 Jun 2025 12:51:33 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69513 Foto colorida horizontal de quatro músicos, homens e mulheres, com tambores de tamanhos e formatos diferentes. Todos estão com chapés de palha, pinturas no rosto e roupas típicos pretas com uma espécie de gola e botas pretas. A imagem usa um fundo infinito na cor roxa.
Candombeiros, músicos que tocam os diferentes tipos de tambores usados no cadombe, ritmo afro-uruguaio

Com musicalidade, dança e histórias para celebrar, o longa-metragem "Tambor Sem Fronteiras" promete tocar o coração do público em 2026. A produção aborda a chegada de tambores afro-uruguaios no lado brasileiro da fronteira e a visão feminina do candombe, uma expressão cultural de origem africana reconhecida pela Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura (Unesco) como Patrimônio Cultural e Imaterial da Humanidade. 

Iniciadas em 2015, as gravações do longa ocorreram nos municípios gaúchos de Bagé, Santa Maria, Porto Alegre e Santana do Livramento, e nas cidades uruguaias de Rivera, Vichadero, Melo e Montevidéu. A previsão de lançamento do Tambor Sem Fronteiras é primeiro trimestre de 2026.

O longa-metragem, que conta com recursos da Lei Complementar 195/2022 (Lei Paulo Gustavo) a partir do Edital Sedac LPG 16/2023 - Audiovisual - Complementação de Longa Metragem, é uma realização da Finish Produtora, de Santa Maria. O roteiro e a direção do audiovisual são assinados pela publicitária, cineasta, mestre em Patrimônio Cultural e doutoranda em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Adriana Gonçalves Ferreira. 

A equipe do longa-metragem conta com Christian Ludke (direção executiva), Evandro Rigon (direção de produção), Luciano Santos (diretor de arte), Lívia Thomas (bailarina), Jean Mendes (coreografia), Rafael Rigon (direção de fotografia), Thiago Ribeiro (assistente de direção de fotografia), Matheus Leite (coordenador de trilha sonora original) Elisa Friedrich (identidade e concepção visual), Lufe Bollini (montagem), Silvia Cheron (financeiro), Luana Desconsi (tráfego e administrativo). 

Inspiração para o longa

Conforme a roteirista e diretora de Tambor Sem Fronteiras, a ideia surgiu a partir da aquisição de um jogo de tambores usados no candombe, um gênero de música e dança afro-uruguaio, pelo ponto de cultura Pampa Sem Fronteiras, em Bagé, e, também, da militância no cinema de fronteira. Para a bageense Adriana Gonçalves Ferreira, que tem descendência uruguaia, as vivências pessoais na fronteira foram essenciais para que se conectasse de maneira profunda com o candombe e os lugares onde essa cultura é celebrada. 

"O encantamento pelo candombe é algo inexplicável. Para mim, tudo que vem da cultura afro é forte. É sentimento e liberdade. O tambor transcende limites e o candombe não exclui ninguém. É uma cultura de união e força a qual admiro e me submeto aos aprendizados com o povo afro-uruguaio. Candombe é um sentir", afirma. 

O longa-metragem contou com diversas equipes, sendo a primeira formada a partir do Edital Sedac Cultura Viva. O projeto também passou pelo Laboratório Sur Fronteira na categoria work in progress no Festival Internacional de Cinema da Fronteira. Com a aprovação da iniciativa em parceria com a Finish no Edital Sedac LPG 16/2023 - Audiovisual, em 2024, uma nova equipe de trabalho foi organizada para produzir o longa sobre o candombe.

"Recebemos a notícia (da aprovação) com muita alegria. Para nós, foi a constatação da descentralização da política direcionada ao audiovisual gaúcho. Essa conquista também representa a abertura de espaço para uma mulher do interior e da fronteira no cinema gaúcho e no cenário brasileiro, assim como a queda das barreiras geográficas no contexto da produção no Estado. Nosso objetivo é dar visibilidade para os tambores afro-uruguaios, a cultura da fronteira e o candombe. E com esse recurso, estamos fazendo isso – conclui Adriana. 

Entre os assuntos abordados pelo longa-metragem, estão a presença do candombe na fronteira, a relação entre uruguaios e brasileiros que admiram essa expressão cultural, a representação feminina neste contexto e a fabricação de tambores como política pública, entre outros pontos.

Nessa narrativa, alguns elementos e grupos se destacam, como o pampa, que é essencial da narrativa fronteiriça e a origem da Grillos Candomberos, fundada em 2015 e que inspirou o surgimento de novos grupos de candombe em municípios gaúchos. 

 

Candombe

Caracterizada pela dança e o uso de três tambores (piano, repique e chico), o candombe é uma expressão cultural de origem africana popularmente conhecida em países da América Latina. 

Simbolo de resistência e lembrança da diáspora africana, essa cultura se consolidou como importante contribuição do povo negro no Uruguai, sendo celebrada em encontros realizados nas Salas de Naciones (casa de reuniões com normas específicas na qual era tocado o candombe), nas ruas e em datas festivas como o carnaval, quando é promovido o famosos Desfile de Llamadas, anualmente em Montevidéu. 

Desde 2006, o candombe tem uma data no calendário uruguaio: 3 de dezembro. Por conta das letras políticas, de protesto e reflexão sobre as desigualdades sociais e raciais, essa expressão cultural também foi reconhecida pela Unesco, em 2009, como Patrimônio Cultural e Imaterial da Humanidade.  

Acompanhe os bastidores dessa produção nos perfis @tamborsemfronteiras no Instagram e no Facebook.
Com informações da Assessoria do longa Tambores Sem Fronteiras
Fotos: Divulgação

Foto colorida horizontal de oito tambores deitados, posicionados de forma circular. Ao centro, uma fogueira.
Aquecimento do couro do tambores usados do cadombe
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/historia-regioes-e-fronteiras Mon, 05 Apr 2021 20:06:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/?page_id=179 História, Regiões e Fronteiras
Ana Frega Novales, Fábio Kühn, Maria Celia Bravo, Maria Medianeira Padoin e Sonia Rosa Tedeschi (organizadores)
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/historia-poder-cultura-e-fronteiras Fri, 02 Apr 2021 22:13:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/?page_id=180 História: poder, cultura e fronteiras
Maria Medianeira Padoin e Ana Frega Novales (organizadores)
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/catedra Thu, 11 Feb 2021 20:05:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6387 Cátedra Unesco na UFSM busca estreitar laços com universidades internacionais

O ser humano é, por natureza, um ser migrante. Acredita-se que o Homo Erectus, antecessor do Homo Sapiens, costumava migrar em bandos pelos diversos territórios hoje conhecidos como parte do continente africano. Milênio após milênio, manteve-se o desejo humano de buscar melhores condições de vida. No intuito de desvendar o complexo processo das migrações humanas, a Universidade Federal de Santa Maria passa a abrigar a Cátedra de Fronteiras e Migrações da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), instituída e oficializada em março de 2019 no Programa de Pós-Graduação em História (PPGH). O assunto traz diversas possibilidades de estudo. “Fronteiras e Migrações é um tema que vem desde a pré-história e perpassa toda a América do Sul. Mas ele também diz respeito à atualidade, em entender como o mundo reage diante disso”, comenta o coordenador da Cátedra e professor do PPGH, André Luis Ramos Soares. Além disso, falar do assunto em Santa Maria significa resgatar a história da povoação do estado do Rio Grande do Sul, constituído a partir das migrações e da influência da América Platina, da qual é vizinho. Deste ponto de vista, a UFSM está localizada em uma região estratégica. No entanto, muito mais do que a questão geográfica, as próprias pesquisas realizadas sobre o assunto já chamavam a atenção dos estudiosos da área de fora do país.  A aprovação da Cátedra foi recebida em dezembro de 2018 e o tema veio ao encontro das produções já em andamento no PPGH. “Além de ser a linha de pesquisa do Programa, o tema ‘fronteiras e migrações’ também dá base para nossa rede no Comitê da AUGM [Associação de Universidades Grupo Montevidéu], visto pelos demais agentes como um local e um grupo de referência na produção que trabalha o assunto”, comenta a professora e vice-coordenadora da Cátedra, Maria Medianeira Padoin. Desde 2003, a UFSM faz parte do Comitê História, Regiões e Fronteiras da AUGM, sendo representada neste pela professora Maria Medianeira Padoin. Cerca de 18 universidades integram o grupo, que realiza intercâmbios de docentes e discentes, orientações e co-orientações de teses, publicações, minicursos, entre outros. “Os vínculos e a experiência da UFSM integrando a AUGM serviram de base para que o PPGH apresentasse a proposta de criação da Cátedra Unesco, procurando consolidar as ações na área das Humanidades”, afirma Maria Medianeira.   Em 2016, a UFSM realizou o I Congresso Internacional de História, também lançado pelo PPGH, o que foi um salto para a internacionalização de suas pesquisas. Diversos palestrantes de países europeus e latino-americanos estiveram presentes. Um dos participantes era Luíz Oosterbeek, professor do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), em Portugal, e secretário do Conselho Internacional de Filosofia e Ciências Humanas da Unesco.  Os professores do PPGH da UFSM já conheciam Luiz de outros encontros internacionais, mas foi durante o Congresso, na UFSM, que começou de fato a articulação para a criação de uma Cátedra em Humanidades. “Fomos incentivados ainda mais nesse momento em que a área de maneira global está num processo de descrédito”, comenta o professor André Luis.

O que é uma Cátedra?

Diversas entidades têm a iniciativa de instituir cátedras no ensino superior. A Unesco é um exemplo. Seu programa de cátedras foi criado há 27 anos e hoje envolve mais de 700 instituições ao redor do mundo. Se contarmos apenas o território brasileiro, já são 29 cátedras. Esses grupos tem como objetivo “a capacitação por meio da troca de conhecimentos e do espírito de solidariedade estabelecido entre os países em desenvolvimento”, segundo definição da própria entidade. Para isso, há atividades dentro de um eixo temático central, como seminários, disciplinas, cursos e grupos de pesquisa. A cátedra reúne pesquisadores com temas em comum, que podem ou não ser de diferentes áreas ou cursos de atuação. No caso da Cátedra Fronteiras e Migrações, existe a possibilidade de professores de outras áreas aderirem. Assim, centraliza-se um conhecimento antes disperso para que novas produções e ideias surjam em conjunto.

O que muda com a criação da Cátedra?

No momento de submeter a proposta de Cátedra para a Unesco, os professores fizeram um planejamento para dois anos. Boa parte dele consistia em ampliar as ações já realizadas pelo PPGH da UFSM. “A diferença é que agora tem um alcance maior, e isso vai nos permitir angariar outros fundos, inclusive por meio de editais internacionais. Mas o objetivo segue o mesmo: fazer discussão acadêmica para tentar resolver problemas pontuais”, reitera André Luis. Além disso, a ampliação torna possível a produção conjunta com parceiros internacionais, assim como a proposição de projetos em editais de órgãos do exterior.  A ação tem como foco a pesquisa e o estudo dos processos migratórios, mas os coordenadores destacam que isso não significa que ações mais práticas, como as de extensão, não possam acontecer. Um exemplo é a iniciativa de criação do Geoparque da UFSM, na região da Quarta Colônia.  Em março de 2019, professores vinculados à Cátedra, juntamente com o reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann, estiveram presentes no IV Seminário Internacional Apheleia, na cidade de Mação, Portugal. No evento foram apresentadas futuras ações a serem desenvolvidas e foi firmado o contrato entre a UFSM e o IPT para a cooperação formal entre as cátedras de Fronteiras e Migrações e a de Gestão Integrada do Território.  A Cátedra Unesco Fronteiras e Migrações iniciou oficialmente seus trabalhos na UFSM em novembro de 2019.

Parcerias

Para ampliar a produção de conhecimento a partir da Cátedra, a UFSM estabeleceu parcerias com diversas universidades de fora do país: o Instituto Politécnico de Tomar, em Portugal; a Universidade de Extremadura, na Espanha; a Universidad de La República, no Uruguai; na Argentina, a  Universidad Nacional de Mar del Plata, a Universidad Nacional de La Plata e a Universidad Nacional do Litoral; a Universidad de San Andrés, na Bolívia; e no Brasil, a Universidade Federal de Minas Gerais.

Expediente

Repórter: Taísa Medeiros, acadêmica de Jornalismo

Ilustradora: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial

 *Texto produzido em 2019 e publicado originalmente em inglês na edição internacional da revista Arco, lançada em 2020.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/10/23/grupo-de-pesquisa-comunicacao-identidades-e-fronteiras-realiza-coloquio-internacional-nesta-sexta-23 Fri, 23 Oct 2020 10:56:40 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=54219

O Grupo de Pesquisa Comunicação, Identidades e Fronteiras do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM realiza nesta sexta (23), das 9h às 18h, seu 6º Colóquio Internacional. Neste ano, o evento será composto por quatro lives pelo YouTube, que podem ser assistidas por todos os interessados.

O evento abordará temáticas como a cobertura da pandemia Covid-19 na Argentina e no Brasil, cobertura noticiosa e controle social, discursos jornalísticos produzidos em capas de revista semanais, desigualdades socioterritoriais no acesso à infraestrutura de internet, lugar de fala e jornalismo e cultura nas fronteiras.

O grupo, liderado pela professora Ada Cristina Machado Silveira, foi fundado a partir de preocupações comuns acerca das representações identitárias realizadas em função de diversos processos midiáticos. Organiza-se em torno dos temas vinculados às identidades (coletiva, cultural, de gênero, étnica) e sua manifestação nos suportes baseados seja nas tradicionais relações representacionais (imagem, sujeito, objeto) ou na inovadora perspectiva da virtualidade.

Para receber certificado de ouvinte, é preciso preencher o formulário.

Mais detalhes sobre temas, participantes e horários no canal do Poscom no YouTube.

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/05/02/ufsm-e-ufrr-promovem-ciclo-de-palestras-sobre-a-cobertura-jornalistica-na-fronteira-brasil-venezuela Thu, 02 May 2019 12:56:41 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=47571 Arte com informações do evento sobre foto de refugiados venezuelanos entrando no Brasil com malas A UFSM promove na próxima semana, em conjunto com a Universidade Federal de Roraima (UFRR), um ciclo de palestras intitulado “A cobertura jornalística na fronteira Brasil-Venezuela: relatos do local para o global”. O evento é organizado pelo Programa de Extensão Universitária Rede Terecom, da UFRR, em parceria com o Grupo de Pesquisa Comunicação, Identidades e Fronteiras, da UFSM. O circuito de palestras ocorre nos dias 7 e 10 de maio, das 18h às 22h, no Auditório Alexandre Borges, na UFRR, em Boa Vista. O evento será presencial e terá transmissão via Facebook da Rede Terecom, com emissão de certificado. São 165 vagas para participantes na modalidade presencial e 200 vagas na modalidade online. As palestras serão ministradas por jornalistas radicados em Roraima que atuaram e/ou atuam na cobertura da crise na fronteira Brasil-Venezuela para a mídia nacional e internacional. A professora Ada Cristina Machado, coordenadora do Grupo de Pesquisa Comunicação, Identidades e Fronteiras da UFSM, explica que o evento foi organizado tendo em vista a dificuldade que se tem de obter informações concretas e fidedignas sobre os acontecimentos que envolvem a relação do Brasil com a Venezuela. Nesse sentido, o ciclo de palestras tem como objetivo produzir conhecimentos consistentes sobre essa relação fronteiriça, que é muito particular devido aos fluxos imigratórios, vínculos comerciais e tensionamentos políticos. Para entender um pouco mais da realidade da região, o coordenador do Programa Rede Terecom da UFRR, professor Edileuson Santos Almeida, explica que aquele Estado recebe imigrantes advindos do país vizinho, carentes de emprego, saúde, alimentação adequada e sem formação qualificada. As políticas públicas brasileiras não têm respondido na mesma velocidade que as demandas, e com o agravamento dessa situação, a Venezuela suspendeu o contrato de fornecimento de energia que abastecia Roraima há mais de 20 anos. Ambos os professores responsáveis pela organização do evento acreditam que a abordagem mais explorada pela mídia de referência diz respeito ao tensionamento que existe entre o governo brasileiro e o venezuelano. Segundo eles, essa postura resulta em uma cobertura parcial, que mostra essa região como sendo um lugar de tensão e eminentes distúrbios. “Nós não conhecemos, de fato, a região Norte do nosso país, devido à contingência da estrutura de mídia que nós temos, que realiza a mediação das informações com base nos seus interesses econômicos específicos que provêm das capitais situadas na costa litorânea”, enfatiza a professora Ada. Almeida salienta que a fronteira Brasil-Venezuela se revela mais uma vez como espaço de disputa de narrativas, mas pela primeira vez conta com a participação da cobertura feita pela ótica da mídia local, ou pelo menos de seus profissionais, que conhecem a realidade, como protagonistas na produção de notícias. “Em algumas situações a cobertura apenas alimentou as tensões, o que culminou inclusive com ataques xenófobos aos venezuelanos que vivem em cidades do Estado de Roraima, mas também teve casos em que a cobertura resultou em ações positivas a favor dos imigrantes”, afirma. Ele esclarece que o ciclo de palestras também tem a intenção de entender como essa mídia local se apropriou da temática e que tipo de narrativas são apresentadas sobre o conflito. Inscrições para o evento podem ser feitas pelo link. Programação: Dia 7 de maio - Jornalista Cyneida Correia - repórter do Grupo Folha e correspondente do Jornal Estadão e Wall Street Journal; - Fotojornalista Priscilla Torres - Grupo Folha e correspondente de agências de notícias; - Jornalista Gleide Rodrigues - documentarista; - Jornalista Érica Figueiredo - repórter da Rede Amazônica e correspondente da TV Globo; - Publicitário Wagner Pessoa - ex-repórter-cinematográfico da Rede Amazônica e correspondente da TV Globo. Dia 10 de maio - Jornalista Bruno Perez - repórter da Band Roraima e correspondente da TV Band nacional; - Jornalista Josué Ferreira - repórter do Jornal Roraima em Tempo e correspondente da BBC Brasil; - Acadêmico de Jornalismo Robson Moreira - repórter da Rede Amazônica e correspondente da TV Globo; - Acadêmico de Jornalismo Alan Chaves - ex-repórter do G1/RR e correspondente do G1 nacional; - Repórter-cinematográfico Roque Neto - Rede Amazônica e correspondente da TV Globo. Texto: Bruna Meinen Feil, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias Edição: Ricardo Bonfanti]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/10/23/grupo-de-pesquisa-comunicacao-identidades-e-fronteiras-promove-o-seu-4o-coloquio-internacional Tue, 23 Oct 2018 19:34:08 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=45242 aqui. A programação completa e outras informações constam na página do grupo de pesquisa no Facebook.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/aula-em-dois-idiomas Thu, 08 Oct 2015 17:56:41 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=1727
Em extensão territorial, o Brasil é o maior país da América Latina e possui fronteira com dez países. Para quem vive em cidades fronteiriças, visitar o país vizinho não é difícil. Em algumas delas, como é o caso de Chuí no Brasil e Chuy no Uruguai, só é necessário atravessar uma rua. A proximidade física faz convergirem culturas e idiomas diferentes, e, para os moradores desses locais, saber se comunicar com o vizinho de uma nacionalidade diferente é importante. Na Argentina, existe uma espécie de curso técnico em língua estrangeira, em que alunos do ensino secundário (que corresponde ao Ensino Médio brasileiro) podem ter uma carga maior de aulas em estudos de língua estrangeira, como inglês e português. A partir dessa experiência, começou a ser planejada uma maneira de ampliar o ensino de português na Argentina e o de espanhol no Brasil. Entre 2004 e 2005, os ministérios da Educação dos dois países começaram o projeto das Escolas Interculturais Bilíngues de Fronteira, em cidades como Passo de Los Libres/Uruguaiana e Bernardo de Irigoyen/Dionísio Cerqueira. O objetivo era promover a integração de culturas e idiomas entre escolas municipais brasileiras e argentinas, a partir das séries iniciais. Primeiramente, o projeto foi financiado pela Unesco; porém, institucionalizou-se e tornou-se um programa, com recursos fixos. Em 2009, incluiu Paraguai e Uruguai e, desta maneira, passou a fazer parte do setor educacional do Mercosul. Com a entrada do Paraguai, o programa foi adaptado e deixou de adotar a palavra “bilíngue” no nome, pois em países como Paraguai e Bolívia algumas crianças saem de casa falando apenas guarani. A ideia do programa é oportunizar à criança o aprendizado de conteúdos através do uso de dois idiomas em sala de aula. Para isso, as professoras das escolas trocam de cidade de uma a duas vezes por semana. Na escola brasileira, por exemplo, no dia em que os alunos têm aula de matemática e as professoras fazem a troca, eles aprendem a matéria com alguma atividade ensinada em espanhol. Sendo assim, o aluno não aprende sobre o idioma, mas no idioma. Para a formação continuada dos professores que cruzam as fronteiras, entra a função das universidades. Na UFSM, o programa é coordenado pela professora do curso de Letras Eliana Sturza, desde 2009. Junto a alunos de graduação e pós-graduação, Eliana acompanha as atividades de extensão, planeja oficinas, seminários e palestras, e desenvolve projetos de pesquisa e trabalhos acadêmicos sobre o Projeto Escola Intercultural de Fronteira (PEIF) e seus resultados. Por motivos de proximidade física, a UFSM trabalha na fronteira do Brasil com a Argentina. A professora Cecília Saueressig, coordenadora do PEIF na Escola Municipal Ubaldo Sorrilho da Costa, em São Borja, conta que é difícil manter o funcionamento do programa, porque a Argentina ainda não o institucionalizou. No entanto, em sua escola ocorrem oficinas para as séries iniciais. As crianças aprendem em espanhol sobre o alfabeto, numerais, profissões e canções. De acordo com a experiência de Cecília, há uma dificuldade de aprendizado maior das crianças brasileiras do que das argentinas, pois do lado de lá eles assistem aos canais de televisão e escutam a música brasileira. O PEIF contribui para mudar isso: “a diferença e o distanciamento estão diminuindo”, completa a professora. Por depender da afinidade de gestões políticas entre os países, o programa enfrenta dificuldades. No entanto, como informa Eliana Sturza, a realização das atividades depende muito do comprometimento das escolas e dos responsáveis. “Deve-se pensar que o programa vai contribuir para a formação dos alunos. É aquilo que se pode fazer localmente. A escola pode fazer essa ligação, estimular essa cidadania, através do compartilhamento de experiências, e também eliminar preconceitos”, ela finaliza.
Repórter: Myrella Allgayer Ilustradora: Carolina Delavy Chagas
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