UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Fri, 24 Apr 2026 00:16:25 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/10/06/aplicativo-movesus Thu, 06 Oct 2022 14:55:41 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59953

Uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Universidade Federal do Rio Grande (FURG) desenvolveu um aplicativo que visa oferecer aos profissionais da saúde acompanhamento e progresso de pacientes diagnosticados com hipertensão arterial, diabetes Mellitus I e II e obesidade. 

A plataforma está em desenvolvimento no Programa de Pós-graduação em Ciências do Movimento e Reabilitação da UFSM, em conjunto com o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) e Hospital Universitário Doutor Miguel Riet Corrêa Jr. (HUFURG), vinculado à FURG, no município de Rio Grande, e pretende auxiliar, principalmente, profissionais da Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional vinculados aos hospitais universitários, em atendimentos de reabilitação de pacientes no país.

O MoveSUS, como é chamado, será capaz de apresentar calculadoras eletrônicas para avaliações da composição corporal dos pacientes, sugerir treinos, protocolos e metodologias personalizadas de acordo com as características físicas de cada um, sob supervisão de um profissional da área da saúde. O aplicativo tem como principal objetivo funcionar como um guia de acompanhamento, gerenciamento, elaboração de protocolos de reabilitação e coleta de dados para estudos com pacientes atendidos nas unidades que serão incorporados ao Aplicativo de Gestão para os Hospitais Universitários (AGHU) - uma ferramenta que visa à reestruturação e revitalização dos hospitais das universidades federais e auxilia na padronização das práticas assistenciais e administrativas dos hospitais universitários, permitindo a criação de indicadores nacionais. 

O coordenador do projeto, Jessié Martins Gutierres, conta que o aplicativo, na sua versão beta, será testado, inicialmente, em celulares, sem a utilização de dados de pacientes atendidos pelas unidades. Serão coletadas sugestões e, a partir de então, serão feitas adequações com base naquilo que os profissionais da área apontarem para melhorar o software. “No futuro, temos o objetivo de requisitar financiamento do governo federal para incorporar esse software junto ao AGHU", comenta. “Ainda estamos no período de desenvolvimento, realizando algumas adequações tanto no projeto aprovado quanto no software, pois sentimos a necessidade de ouvir mais os profissionais da área para tornar a experiência do MoveSUS objetiva e condizente com a rotina dos setores de reabilitação dos hospitais.” destaca. 

O MoveSUS terá funções personalizáveis, em que o profissional poderá criar campos e, a partir disso, visualizar um mapa, gerado no aplicativo, dos principais protocolos de atividade física que podem ser utilizados. É possível, também, acompanhar a evolução cronológica dos treinamentos por meio de gráficos com diferentes medidas de avaliação: variáveis antropométricas, fisiológicas e bioquímicas e a avaliação do nível de atividade física de cada paciente antes do início dos protocolos de reabilitação. 

O aplicativo será importante, também, para pesquisas de mestrado e doutorado na área da saúde, visto que ele permitirá verificar dados de pacientes curados para o novo SARS-CoV-2, além das principais metodologias usadas no setor pelos profissionais da área. Além disso, o compartilhamento de dados com os gestores dos hospitais possibilitará um detalhamento acurado para adequações nos atendimentos realizados pelos setores, bem como a formulação de políticas públicas em saúde locais.

Fazem parte da pesquisa e desenvolvimento do software o coordenador do projeto Jessié Martins Gutierres, o desenvolvedor Douglas Luis Dutra, o mestrando Waldomiro Eugênio Peranzoni Junior da UFSM, a doutoranda na UNISC Josi Mara Saraiva de Oliveira, o bolsista de iniciação científica o João Barros Silva e funcionários do setor de reabilitação do HUFURG. O trabalho já vem sendo realizado há dois anos e estima-se que até final de 2022 a versão beta esteja sendo testada pelos profissionais da área.

O aplicativo conta com um perfil no Instagram: @move.sus

A equipe do MoveSus produziu um vídeo onde é possível conhecer mais sobre o aplicativo:

http://www.youtube.com/watch?v=JCwTxFb3ZSM

Texto: Gabriela Leandro, acadêmica de jornalismo e voluntária da Agência de Notícias
Vídeo: Equipe MoveSus
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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No último domingo (17), ocorreu a final do campeonato anual de robótica, RoboCup, em Bangkok, Tailândia. A equipe desenvolvedora do robô finalista contou com a participação de acadêmicos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e com o Instituto Federal do RS (IFRS). 

A Butiá Bots conquistou o terceiro lugar na categoria @Home, e a equipe rio-grandense foi a primeira fora do estado de São Paulo a conquistar o pódio na RoboCup, conhecida popularmente como “Copa do Mundo dos Robôs”. Apesar das dificuldades com recursos para participação presencial no torneio, os acadêmicos que não puderam ir, auxiliaram de maneira remota o desenvolvimento de códigos durante toda a competição. 

O evento que reúne mais de três mil participantes, de cerca de 100 países diferentes, teve no pódio da categoria @Home, duas equipes brasileiras, a FBOTS e a RoboFEI (FEI-SP), que conquistou o primeiro lugar na modalidade.

[caption id="attachment_59158" align="aligncenter" width="806"]Foto, em formato horizontal e colorida. Robô da equipe RoboFEI, da FEI-SP e robô DoRIS, da equipe gaúcha FBOTS, respectivamente, segurando a bandeira do Brasil. Os robôs da RoboFEI da FEI de SP e a DoRIS, segurando a bandeira do Brasil.[/caption]

 

Robô Doris na modalidade @Home

[caption id="attachment_59157" align="alignleft" width="442"]Foto, em formato quadrado e colorida. Dois participantes da equipe FBOTS, uniformizados com uma camiseta preta e pequenos detalhes em laranja, trabalhando no computador. À frente da imagem está a robô DoRIS e ao fundo, participantes de outra equipe que participa da competição. Robô Doris e participantes da equipe[/caption]

A modalidade @Home consiste na criação de um robô que consiga executar tarefas domésticas e testes dentro de uma casa simulada, sem nenhuma interrupção. DoRIS (Domestic Robotic Inteiligent System), foi a aposta da equipe para a competição. O projeto, criado, principalmente, por alunos dos cursos de Engenharia de Automação e Engenharia de Computação, contou com materiais reciclados de projetos anteriores das duas Universidades participantes.

Como funciona a competição

Para se classificar na modalidade @Home, é necessário que o robô efetue tarefas domésticas, capturando objetos específicos com seu braço robótico e que se locomova sem se colidir com móveis, pessoas, animais ou outros obstáculos. Alguns dos critérios estabelecidos pela RoboCup são: ser capaz de interagir com humanos, ser fácil de montar e de baixo custo, ser algo interessante a ser assistido e finalizar as atividades em menor tempo.

As duas primeiras etapas do campeonato são as chamadas “demonstrações abertas”, que consistem em uma série de atividades executadas pelos robôs, escolhidas pelos próprios membros das equipes. Nessa etapa, ideias para futuros testes podem ser apresentadas para a banca de jurados, que define também a pontuação que cada grupo competidor irá receber. 

Na final competem as 5 melhores equipes e é realizada em um cenário que simula uma residência, com obstáculos e pessoas. O júri é formado por profissionais da área e da indústria robótica e a pontuação recebida nessa etapa define o pódio.

 

Texto: Maria Carolina Dias, estudante de jornalismo e voluntária na Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/07/05/equipe-da-ufsm-em-parceria-com-a-furg-participa-de-torneio-mundial-de-robotica-na-tailandia Tue, 05 Jul 2022 12:52:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59053 [caption id="attachment_59054" align="alignright" width="418"]foto colorida vertical mostra, em primeiro plano, o robô que vai participar da competição. Trata-se de um bloco preto retangular sobre uma base branca circular e, na parte superior, um objeto que se assemelha a uma cabeça, com dois olhos, sobrancelhas e um orifício simulando nariz. Ao fundo, parte do chão e da parede Robô BUTIA Bots vai participar da competição tentando solucionar problemas domésticos[/caption]

Uma das duas únicas equipes universitárias brasileiras a serem classificadas para o torneio RoboCup é da UFSM: o projeto Brazilian United Team for Intelligent Automation (BUTIA Bots) foi classificado para a categoria RoboCup@Home, na Open Platform League, na qual as equipes constroem seus próprios robôs. No desenvolvimento da máquina, a Taura Bots da UFSM trabalhou junto com a equipe da Universidade de Rio Grande (FURG), a FBOT, desde 2018.

Fundada em 1993, a RoboCup é reconhecida como um dos maiores eventos de disputa de robôs do mundo e envolve cerca de três mil participantes de mais de 100 países por ano. No início, o torneio envolvia basicamente categorias de robôs capazes de jogar futebol como humanos. Contudo, ao longo dos anos, novas divisões foram feitas, voltadas, por exemplo, para resgates, indústrias ou casas, como é o caso da segmentação Home, incluída na competição em 2006, na qual o projeto BUTIA Bots participará. Nela, o foco é desenvolver robôs capazes de solucionar problemas domésticos em ambientes complexos, como uma casa, diferente de categorias de futebol, por exemplo, em que o espaço físico é simplificado. 

Nessa categoria, 11 times foram classificados para a competição: dois da China, dois da Alemanha, um da Malásia, um do Reino Unido, dois da Tailândia, um do Japão e dois do Brasil (o BUTIA Bots e um time do Centro Universitário FEI de São Paulo). Para avançar no torneio, os times precisam primeiro superar três tarefas de nível 1 (mais simples), como levar o lixo para fora de casa. Posteriormente, as equipes mais bem pontuadas devem realizar tarefas do nível 2 (mais complexas), como servir um café da manhã completo. Como a RoboCup de 2022 é a primeira competição internacional em que os times FBOT e Taura Bots participam, a meta é, basicamente, tentar chegar ao nível 2 da disputa.

O docente do Centro de Ciências da Computação da FURG e um dos coordenadores do projeto, Rodrigo Guerra, que já atuou na UFSM, explica que, devido ao local familiar em que está inserido, o robô da categoria Home deve apresentar boa aparência e comunicação, além de ser capaz de interagir com seres humanos sem risco de ferir alguém ou danificar o dispositivo. De acordo com o padrão da categoria, o robô BUTIA Bots inclui câmeras, rodas para locomoção, torso e braço aptos a realizarem atividades de manipulação, rosto com sensores e motores para movimentar mandíbula e olhos e computadores responsáveis pelo processamento dos dados, por meio de algoritmos habilitados a seguirem comandos, tomarem decisões e executarem tarefas. Na construção do equipamento, a UFSM contribuiu com o rosto e o braço, enquanto a FURG colaborou, principalmente, com a navegação e o controle.

Parceria entre UFSM e FURG

De acordo com o outro coordenador do projeto e professor do Centro de Ciências Computacionais da FURG Paulo Drews, por causa das dificuldades de participar sozinho de um torneio internacional, como a RoboCup, as equipes da UFSM e da FURG atuam juntas desde 2018, já tendo disputado em conjunto competições brasileiras e virtuais.

Em decorrência da distância física, para o desenvolvimento do projeto que irá para Tailândia, especificamente, os alunos se organizavam através de reuniões online e softwares compartilhados. Como aporte financeiro, o robô foi construído a partir de US$ 5 mil ganhos em edital da própria RoboCup em 2017, junto de materiais reciclados de disputas anteriores, de ambas as universidades.

Por consequência da carência de investimentos nas universidades públicas, os alunos da UFSM participantes do projeto não comparecerão ao torneio, somente integrantes da FURG, que receberam bolsas do Programa de Formação de Recursos Humanos para o Setor de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (PRH-ANP).

Rodrigo Guerra lamenta a situação, porque considera competições como essa importantes para que os estudantes formem redes de contatos, iniciem suas carreiras e apreendam novas ideias. Em sua visão, eventos internacionais da grandeza da RoboCup ’‘ajudam a entender nossas capacidades no contexto global para, assim, buscar nosso papel no contexto local". O professor ainda destaca que, se o Brasil capacitasse seus jovens para o desenvolvimento de projetos tecnológicos, muitos negócios poderiam ser gerados e, assim, mudar a configuração econômica do país.

Texto: Laurent Keller, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Divulgação

Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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