UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 14 Mar 2026 14:04:52 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/12/06/projeto-da-ufsm-promove-oficinas-sobre-a-importancia-da-ciencia-hidrogeologica-em-escolas-da-regiao Fri, 06 Dec 2024 12:10:45 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67854 [caption id="attachment_67861" align="alignright" width="684"]foto colorida horizontal de um grande grupo de pessoas em um gramado, alguns agachados e outros em pé, ao fundo uma parede externa de um prédio com as inscrições EMEF Santo Antônio Visitação da equipe na Escola Santo Antônio, em Agudo (Foto: redes sociais do projeto)[/caption]

Aquíferos: uma riqueza natural escondida abaixo de nós. Em termos científicos, os aquíferos são formações geológicas, compostas por rochas porosas e permeáveis, capazes de armazenar água no subterrâneo. Essas regiões, apesar do que muitos pensam, possuem grande relevância para a vida humana e animal, uma vez que as águas subterrâneas representam cerca de 99% de toda água doce líquida existente no planeta. Nesse sentido, os aquíferos fornecem 33% do consumo humano de água, segundo o artigo "Deep Trouble: The Hidden Threat of Groundwater Pollution".

Dessa forma, evidenciar a importância dos aquíferos tem sido a principal missão do projeto "Ações de Divulgação da Ciência Hidrogeológica", uma iniciativa vinculada ao Laboratório de Hidrogeologia (Labhidrogeo) da UFSM que foi contemplada no edital do Território Imembuy. Para alcançar os seus objetivos, o projeto busca capacitar professores de geografia, do ensino fundamental e médio das escolas de Santa Maria e região, sobre a hidrogeologia, um ramo da geociência que estuda as águas subterrâneas. 

A equipe envolvida na ação elaborou uma série de modelos físicos, de fácil confecção e baixo custo, na intenção de promover uma forma mais dinâmica de ensino sobre a importância dos aquíferos. Os modelos, na prática, buscam simular um aquífero, com a utilização de materiais de fácil acesso, como pedras, areia, vasilhas ou garrafas PET, seringas e corantes.

O coordenador do projeto, professor do Departamento de Geociências Luciano Marquetto, explica que em um único recipiente é possível representar os conceitos de permeabilidade, porosidade, contaminação das águas e a relação entre água superficial e subterrânea.

Pedro Daniel Kemerich também é professor do Departamento de Geociências e atua no projeto. Ele destaca que os principais objetivos da iniciativa foram o baixo custo de produção dos modelos e a acessibilidade ao conhecimento. “Frisamos muito a questão do custo devido à replicabilidade em sala de aula. Queremos que os professores, e os alunos, se tornem replicadores dos modelos e dos conceitos que aprendem”, explica.

[caption id="attachment_67862" align="alignleft" width="533"]foto colorida horizontal de um notebook com a tela ligada com fundo azul e inscrição (oficina introdutória a hidrogeologia) e ao fundo banners em uma parede Projeto realiza oficinas sobre os principais conceitos da ciência hidrogeológica[/caption]

Do projeto à prática

Ao conquistar o incentivo do Território Imembuy o projeto se estendeu para além dos portões da Universidade. Inicialmente, foi realizada uma oficina de capacitação de professores sobre a ciência hidrogeológica e confecção dos modelos na Secretaria Municipal de Educação de Santa Maria A partir dessa primeira oficina, a equipe do projeto passou a receber convites para apresentar as ações de divulgação em escolas. 

Até o momento da publicação desta reportagem, foram realizadas atividades nas escolas municipais de ensino fundamental São Carlos, de Santa Maria, Santo Antônio, de Agudo, e na Escola Estadual de Educação Básica Bom Conselho, em Silveira Martins.

Durante as visitações, as oficinas foram ministradas pelos bolsistas da iniciativa. Mauricio Maciel Dias é estudante do curso de Geografia na UFSM e integrante do projeto como bolsista. Ele comenta sobre a abordagem realizada com os alunos: “geralmente, nós realizamos uma oficina introdutória utilizando uma linguagem mais acessível, claro, para trazer alguns conceitos iniciais sobre a hidrogeologia antes de partirmos para as demonstrações”. Maurício conduz as oficinas ao lado de suas colegas bolsistas Brenda Amoretti, graduanda de Engenharia Florestal, Claudia Elisa Souza, mestranda em Geografia, e a participante voluntária Vanessa Gamm, estudante de Geografia.

Depois da apresentação dos conceitos iniciais, os estudantes são apresentados aos modelos que simulam os experimentos com os aquíferos. Conforme Luciano, dentre os conceitos aplicados, a representação da contaminação das águas é o que mais chama a atenção dos alunos. “Nesse experimento injetamos o corante na areia ‘dentro do modelo’ para representar o contaminante chegando até a água subterrânea. É o que mais chama a atenção, porque podemos ver na prática como esse processo ocorre, e assim entender que acontece da mesma forma com os aquíferos”, explica o coordenador.

[caption id="attachment_67863" align="alignright" width="531"]foto colorida horizontal de uma mão apontando para um grande mapa colorido sobre uma mesa Os alunos podem identificar as características hidrogeológicas das regiões onde moram[/caption]

Antes de encerrar as oficinas, o grupo realiza uma roda de conversa sobre as características geológicas da região na qual os alunos vivem. Com o auxílio de um mapa, os bolsistas tiram dúvidas e revelam curiosidades sobre os aquíferos que existem em determinado local, como a qualidade da água, disponibilidade de água subterrânea, erodibilidade do solo, entre outras. 

A equipe do projeto trabalha com a expectativa de que o estudante leve o conhecimento que aprendeu para fora da escola. “Tendo um conhecimento básico, que é o que a gente deseja com o projeto, eu acho que os alunos já conseguem ter uma compreensão muito legal sobre o subterrâneo”, comenta Luciano. “A ideia é ‘plantar uma semente’, porque essas crianças são curiosas e muitos dos exemplos que nós levamos irão marcá-las, e depois elas comentam com a família o que aprenderam”, complementa Pedro.

Professores de escolas de ensino fundamental e médio interessados pela proposta podem entrar em contato com a equipe para solicitar a realização das oficinas pelo e-mail divulga.hidrogeo@gmail.com.

Divulgando a ciência além das escolas

Apesar de a iniciativa se destacar pelas atividades práticas em colégios, a equipe do projeto também promove a divulgação de curiosidades e outros conceitos relevantes sobre a ciência hidrogeológica através do Instagram @divulga_hidrogeo. Além disso, os coordenadores Luciano e Pedro contribuíram na elaboração do Guia de Práticas Educativas no Geoparque Quarta Colônia, com a autoria do capítulo "Entendendo o funcionamento da água subterrânea" (página 271), que destaca a importância de conhecer e proteger os aquíferos.

Sobre o Território Imembuy

O Território Imembuy é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) que busca o desenvolvimento da região central do Rio Grande do Sul a partir das iniciativas exitosas da UFSM na certificação da Quarta Colônia e de Caçapava do Sul como Geoparques Mundiais da Unesco. Foram contemplados, ao todo, 54 projetos voltados ao incentivo de novas pesquisas científicas no campo da educação, expansão econômica e geração de emprego e renda. O Território Imembuy abarca 37 municípios e mais de 700 mil habitantes.

Mais informações sobre podem ser conferidas aqui.

Texto: Pedro Moro, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Laurent Keller, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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Acesse o edital aqui: http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/editais/003-2024

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O professor do Departamento de Geociências da UFSM, Cassio Arthur Wollmann, está participando do 6th International Conference on Countermeasures to Urban Heat Islands, que ocorre entre os dias 04 a 07 de dezembro de 2023, na Royal Melbourne Institute of Technology University, na cidade de Melbourne, Austrália.

O evento tem como objetivo reunir os maiores pesquisadores mundiais para discutir temas ligados à adoção de medidas para a economia de energia, à saúde, à construção civil sustentável, o desenho urbano, à qualidade do ar, conforto térmico, ilhas de calor e os estudos humanos nas principais cidades do mundo. A diversidade de temas da conferência amplia o escopo e o conhecimento sobre novas abordagens, descobertas e evidências em torno de medidas para ilhas de calor urbanas.

O professor, que é o coordenador do projeto intitulado @bcc.project, vem realizando pesquisas sobre o clima urbano de Balneário Camboriú desde o ano de 2019, e neste evento apresentou resultados sobre o conforto e desconforto térmico das ciclovias da cidade, um estudo inédito na América Latina. Os resultados mostraram que a maioria das ciclovias estudadas apresentava desconforto térmico no início da manhã. Porém, no final da tarde o nível de desconforto térmico tendeu a diminuir gradativamente. A análise revelou de forma quantitativa a influência da verticalização da cidade, que é famosa por isto, nos índices de conforto térmicos empregados no estudo.

É objetivo do projeto fornecer uma base para o desenvolvimento de estratégias termicamente adaptativas dirigidas à criação de espaços exteriores sustentáveis ​​que conduzam a atividades como o ciclismo. Estas medidas podem potencialmente ajudar as práticas de planeamento e design urbano a melhorar o conforto térmico em ambientes exteriores, reduzindo os riscos térmicos e, assim, promovendo atividades ao ar livre mais sustentáveis ​​e inclusivas, explica Cássio.

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Acesse o edital aqui.

Acesse a ficha de dados bancários aqui.

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A geografia é uma ciência com um amplo campo de estudo, que acompanha as contínuas transformações do espaço geográfico — abrigo dos seres e de todos os elementos relacionados à natureza. Nesta segunda parte da matéria sobre os grupos acadêmicos da área de Geografia do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), você irá conhecer os grupos que estudam as relações humanas com o meio e investigam os impactos gerados pelo homem como agente transformador da superfície terrestre. 

Confira a seguir os Grupos Acadêmicos da Geografia: 

Núcleo de Pesquisa em Geografia da Saúde (NEPGES)

Coordenado pelo professor Rivaldo Faria, o Núcleo de Pesquisa em Geografia da Saúde (NePeGS) é o primeiro grupo de investigação em Geografia da Saúde do estado do Rio Grande do Sul e se desdobra em três linhas de investigação: geografia dos serviços de saúde, geografia do processo saúde-doença e geografia da saúde da população. O NePeGs tem como objetivo desenvolver soluções técnicas e tecnológicas para a saúde da população, seja nas dimensões da vigilância epidemiológica e de saúde ou no planejamento territorial dos serviços. Os trabalhos são desenvolvidos na escala urbana e regional e intercambiam ações de pesquisa e extensão.

Durante a pandemia do coronavírus, o Núcleo contribuiu para o fornecimento de informações ao Observatório de Dados da COVID-19 da UFSM. Sua função foi georreferenciar, geocodificar e especializar dados sobre casos do vírus, mapeando os locais do município de Santa Maria em condições precárias e mais suscetíveis à proliferação do vírus. As informações foram fornecidas ao poder público e à vigilância epidemiológica para que estes pudessem desenvolver estratégias para o combate à pandemia em um contexto de desigualdade social. 

 

Laboratório de Espacialidades Urbanas (LABEU)

Liderado pelo Prof. Dr. Benhur Pinós da Costa (UFSM) e pela Profa. Dra. Claudia Luisa Zeferino Pires (UFRGS), o Laboratório de Espacialidades Urbanas propõe o estudo de espaços urbanos e as complexidades de relações sociais. Espacialidades urbanas são todo resultado da ação e da reflexão sobre o espaço urbano, desde projetos institucionais de intervenção, até construções, representações e percepções de grupos e sujeitos sociais diversos. O grupo tem se dedicado principalmente às atividades de ensino, pesquisa e extensão que tratam das relações espaciais das pluralidades de grupos culturais que se expressam no cotidiano urbano, enfocando os estudos nos grupos geracionais, nas expressões culturais de “tribos urbanas” e nas relações de gênero e sexualidade. 

Um dos projetos em execução, intitulado “Juventudes e Múltiplas Territorialidades”, propõe o estudo das relações entre sociabilidades, juventudes pobres, diferenças socioculturais e de espaços urbanos de metrópoles (Rio de Janeiro e Porto Alegre) e de cidades médias (Campos de Goytacazes, Santa Maria, Presidente Prudente e Ponta Grossa). Para isso, os pesquisadores concentram esforços na produção de pesquisas participativas que permitam a tomada da visibilidade das expressões das diferenças juvenis nestes diferentes contextos urbanos. A expectativa é contribuir para ampliação do diálogo entre as diferenças juvenis e os agentes que conduzem políticas educativas, culturais e de planejamento do espaço urbano destas cidades.

O projeto “Geografias Virtuais e Ciberespaço” busca investigar espacialidades instituídas pelas relações sociais online e em condições de ciberespaço, e organiza três frentes de pesquisa vinculadas: a relação entre sociabilidades gays em ambientes virtuais de interações sociais; as experiências do espaço universitário em modalidades de educação superior à distância; as relações de tribalismos juvenis cotidianos e suas composições identitárias culturais e estéticas. 

 

Grupo de Pesquisa em Educação e Território (GPET)

Coordenado pelo professor César de David e pela professora Carmen Rejane Flores Wisniewsky, o Grupo de Pesquisa em Educação e Território é formado por pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento que desenvolvem suas atividades através de temáticas que articulam a educação e o território, subdivididas em duas linhas de pesquisa: dinâmicas territoriais e educação e sociedade. As pesquisas desenvolvidas investigam as transformações socioespaciais no campo sul-americano, sobretudo as dinâmicas da modernização dos espaços agrários, a tecnologia e a força de trabalho. Também se insere nas discussões a problemática do campesinato, dos movimentos sociais e suas formas de territorialização.

Associado aos territórios rurais, discute-se a educação do campo, tornando-se referência nesta temática, por meio da publicação de livros e artigos e da realização de projetos de extensão junto aos órgãos e instituições de ensino e espaços educacionais diferenciados. O grupo congrega projetos de pesquisa financiados pelos órgãos de fomento, tais como: CNPq (edital universal), FAPERGS (Pesquisador Gaúcho), FIPE/UFSM, FIEX/UFSM, PROLICEN/UFSM, PROEXT/MEC. Além disso, o GPET articula-se à rede de pesquisadores de Agricultura, Desenvolvimento e Transformações Socioespaciais, entre UNESP (Rio Claro e Presidente Prudente), UERJ, USP, UFRGS, UFU, UFSC.

 

Grupo de Estudos Geografia, Trabalho e Ambiente (GEGTA)

O Grupo de Estudos Geografia, Trabalho e Ambiente, coordenado pelo Prof. Dr. Eduardo Schiavone Cardoso, desde 2015 reúne estudos em três linhas de pesquisa: geografia, pesca e aquicultura; geografia e educação; organização espacial e dinâmicas socioeconômicas. Uma das teses de doutorado em andamento, da discente Tuanne Rodrigues, propõe a elaboração de um material didático que irá nortear a prática educativa e a promoção da cosmografia e do seu reconhecimento como uma das bases de compreensão do espaço em uma visão de totalidade, que posteriormente se fragmenta conforme a escala de percepção.

 

Núcleo de Estudos em Geografia, Agricultura e Alimentação (NUGAAL)

Liderado pelos professores Cleder Fontana e Marcelo Cervo Chelotti, o Núcleo de Estudos em Geografia, Agricultura e Alimentação (NUGAAL) agrega pesquisadores e acadêmicos que visam estudar, refletir e propor ações a partir da tradição do saber geográfico institucionalizado, que articulem a relação entre a alimentação e a produção do espaço. Os objetivos do grupo se concentram em cinco linhas de pesquisa: 1) aspectos teórico-metodológicos da Geografia da Alimentação; 2) fome, (in)segurança e soberania alimentar e políticas públicas; 3) alimentos, cultura e território; 4) agricultura orgânica e agroecológica; 5) educação, alimentação e geografia. 

 

Os grupos acadêmicos, apresentados nesta e na primeira parte da matéria, são ligados ao Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGGEO) e estão abertos a acadêmicos de todos os níveis de ensino, que podem participar voluntariamente ou através de bolsas concedidas por entidades de fomento à pesquisa. Acesse o site e as redes sociais do CCNE para ficar por dentro de mais informações e divulgação de editais.

Texto de Jéssica Missias Medeiros, acadêmica de jornalismo

Revisão e Edição: Natália Huber da Silva, chefe da Subdivisão de Comunicação do CCNE

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/2022/05/25/geologia-geomorfologia-e-geotecnologia-grupos-academicos-da-geografia Wed, 25 May 2022 13:06:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/?p=2710

As universidades, de modo geral, são estruturadas por três pilares imprescindíveis para a execução efetiva de seu papel na sociedade: o ensino, a pesquisa e a extensão. Estudantes de graduação e pós-graduação, docentes e técnicos administrativos em educação se organizam coletivamente em grupos acadêmicos, com o objetivo de executar projetos que contemplem um ou mais componentes dessa tríade universitária. 

O Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) possui dezenas de grupos acadêmicos organizados em oito áreas temáticas, uma delas é a Geografia, que até o momento conta com 14 grupos responsáveis pelo desenvolvimento de projetos em diversas linhas de pesquisa da Geociências. Entre as vertentes estão as ciências que estudam a origem, composição, estrutura e evolução da Terra — como a geologia, geomorfologia, climatologia, entre outras — e a geotecnologia, que consiste num conjunto de tecnologias para coleta, processamento, análise e disponibilização de informações georreferenciadas. 

Confira a seguir os Grupos Acadêmicos da área de Geografia: 

Laboratório de Climatologia Ambiental e Subtropical (LaCAS)

O Laboratório de Climatologia Ambiental e Subtropical (LaCAS), coordenado pelo Prof. Dr. Cássio Arthur Wollmann, desenvolve projetos de ensino, pesquisa e extensão vinculados à Climatologia Geográfica, Climatologia Regional, Clima Urbano e Conforto Ambiental. O principal objetivo do grupo é a formação de recursos humanos em Geografia e Climatologia Geográfica, buscando entender os fenômenos atmosféricos de baixa altitude que compõem o espaço geográfico. Com este propósito, o grupo caracteriza-se pela ampla execução de trabalhos de campo com o intuito de coleta de dados climáticos de natureza primária, para posterior análise em ambiente de laboratório. 

Desde 2012, o grupo está envolvido na execução de projetos de pesquisa em unidades de conservação no território gaúcho e estudos de clima urbano, monitorando Santa Maria e cidades próximas, além de Porto Alegre e Balneário Camboriú (SC). Realiza, ainda, pesquisas em unidades de conservação dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, como o Parque Nacional dos Aparados da Serra, Parque Nacional da Serra Geral, Estação Ecológica do TAIM, entre outros. 

[caption id="attachment_2714" align="alignright" width="458"] Fotografias esféricas para cálculo do Fator de Visão do Céu (Sky View Factor - SVF) dos pontos de coletas de dados climáticos em Balneário Camboriú/SC. / BCC PROJECT[/caption]

O projeto mais recente é intitulado “O Sistema Clima Urbano de Balneário Camboriú/SC”, BCC Project, e se trata de uma investigação internacional sobre o maior processo de verticalização urbana do Hemisfério Sul. A verticalização em ambientes climáticos subtropicais pode ter efeitos potencializados quando comparados aos ambientes tropicais e equatoriais, dada a disponibilidade de energia solar e sua distribuição variável ao longo do dia, principalmente no verão. Estudos em grandes metrópoles costeiras, como Nova York, Los Angeles, Tóquio, Nicósia, Atenas, Cingapura e Hong Kong servem de referência, mas, embora sejam litorâneas, não estão na mesma latitude subtropical de Balneário Camboriú e não possuem as mesmas condições geourbanas. 

O objetivo do projeto é avaliar a evolução nítida e ininterrupta da morfologia urbana em Balneário Camboriú e a forma como ela promove mudanças na dinâmica do campo termo-higrométrico da cidade, influenciando também no conforto humano da população em espaços abertos, bem como na concentração de material particulado em suspensão, e em áreas de risco de eventos de extremos de precipitação. Também fazem parte do BCC Project instituições associadas; Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Universidade de São Paulo (USP) e Royal Melbourne Institute of Technology (RMIT). 

 

Grupo de Pesquisa em Patrimônio Natural, Geoconservação e Gestão da Água (PANGEA)

O Grupo de Pesquisa em Patrimônio Natural, Geoconservação e Gestão da Água (PANGEA), formado oficialmente em 2015 e vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFSM, é constituído de pesquisadores e estudantes das áreas de geografia, geologia, gestão ambiental, engenharia ambiental, arquitetura e turismo. Sob coordenação do Prof. Adriano Severo Figueiró, o grupo trabalha as dimensões da conservação da natureza, da educação e da sensibilização para as questões ambientais, do turismo sustentável e do desenvolvimento endógeno. 

Atualmente, o PANGEA desenvolve as suas atividades com foco na assessoria a dois territórios que estão se candidatando ao selo de Geoparque Mundial da UNESCO: Caçapava do Sul e Quarta Colônia. Outro projeto ao qual se dedica é o “Projeto Palomas: Geoconservação no pampa Brasil-Uruguai”, que consiste na inventariação do geopatrimônio mais expressivo do Pampa Brasil-Uruguai, com vistas à proposição de estratégias interpretativas capazes de estimular a inserção destes geossítios nos roteiros turísticos já existentes, buscando aliar o geoturismo às demais alternativas de desenvolvimento endógeno do Pampa. O processo já se encontra em elaboração e é esperado que até o final do projeto se possa lançar um mapa do geopatrimônio pampeano e um guia geoturístico capaz de oferecer o suporte necessário à divulgação geopatrimonial e geoturística deste território. 

 

Laboratório de Estratigrafia e Paleobiologia (LEP)

O Laboratório de Estratigrafia e Paleobiologia (LEP) foi revitalizado em 1998, e desde então é coordenado pelo professor Átila Augusto Stock da Rosa. Localizado na sala 1019, subsolo do prédio 17, do Departamento de Geociências, o LEP conta com a coleção paleontológica da UFSM, baseada principalmente em vertebrados e plantas do Triássico da região central do Rio Grande do Sul. A coleção apresenta cerca de 1500 fósseis descritos, entre vertebrados, invertebrados, plantas e icnofósseis. A coleção de vertebrados fósseis conta com os holótipos de diversas espécies triássicas, destacando-se o dinossauro sauropodomorfo Unaysaurus tolentinoi, o cinodonte Alemoatherium huebneri, o capitossaurídeo Tomeia witeckii, o tanistrofeídeo Elessaurus gondwanaoccidens.

 

Grupo de Pesquisa em Intemperismo e Formas de Relevo (TAFONI) 

Criado em 2020, com a coordenação do Prof. Dr. André Weissheimer de Borba, o Grupo de Pesquisa em Intemperismo e Formas de Relevo (TAFONI) se propõe a estudar os processos de intemperismo e erosão, tal como as formas de relevo e as feições resultantes desses mecanismos, em áreas geográficas selecionadas da região central, centro-sul e centro-oeste do Rio Grande do Sul: o planalto dissecado das Guaritas, a cuesta dissecada da Serra do Segredo, ambas em Caçapava do Sul; as mesetas e morros testemunhos da região de São Vicente do Sul e São Francisco de Assis; a Serra do Caverá e a Cuesta do Haedo, entre Rosário do Sul e Santana do Livramento. 

O grupo, formado por pesquisadores em geologia, geografia e geomorfologia da UFSM e da Unipampa/Caçapava, pretende compreender a resistência das diferentes rochas presentes nessas feições, o papel das estruturas de deformação rúptil na infiltração da água nos maciços, os mecanismos e as taxas de denudação em diferentes setores dessas formas de relevo. Possui duas linhas de pesquisa: Gênese e evolução de cavidades de intemperismo (tafoni, honeycomb e gnammas) e Processos e controles sobre a retração de escarpas (relevos tabulares e cuestas). 

 

Laboratório de Geologia Ambiental (LAGEOLAM)

Em atividade desde 1995, sob a coordenação dos professores Luís Eduardo de Souza Robaina e Romario Trentin, o Laboratório de Geologia Ambiental (LAGEOLAM) desenvolve atividades nas áreas de diagnóstico ambiental e geologia aplicada, contribuindo para o conhecimento sobre processos geomorfológicos, zoneamentos geoambientais e áreas de risco de danos e perdas devido a ocorrência de processos superficiais. Os trabalhos de extensão do grupo são voltados a mapeamentos temáticos e a criação de Atlas Geoambientais. Considerando que a questão dos riscos ambientais no ambiente urbano se multiplica, os pesquisadores buscam alternativas que visem harmonizar a relação entre os moradores locais e a preservação da qualidade ambiental. 

A iniciativa de construir um banco de dados, através de um Atlas, com as informações e dados obtidos em trabalhos temáticos na região oeste do Rio Grande do Sul, baseia-se na demanda existente, por parte de educadores e técnicos municipais, especialmente, em municípios de pequeno porte, de informações ligadas a diferentes temas de forma espacializada e georreferenciada. Em áreas rurais com processos erosivos acelerados, os trabalhos de mapeamento e análise dos processos geomorfológicos são importantes ferramentas de gestão ambiental.

 

Biodiversidade, Conservação e Uso Sustentável no Bioma Pampa

Coordenado pela Profª. Drª. Anabela Silveira de Oliveira Deble (URCAMP), com participação do Prof. Dr. Mauro Kumpfer Werlang (UFSM), as pesquisas estão relacionadas ao estudo dos ecossistemas campestres. Os ecossistemas campestres são os mais extensos no mundo, compondo cerca de 39 milhões de km², sendo sistemas dominados por um substrato inferior heliófilo e compostos principalmente por gramíneas e ciperáceas, associada a diversas outras famílias botânicas. As espécies arbustivas ou arbóreas são raras, estando mais bem representadas em terrenos inclinados ou associadas a formações saxícolas. Esses ambientes nas últimas décadas foram utilizados nas atividades de agricultura e silvicultura modificando drasticamente esses locais, o que faz dos campos os ecossistemas mais ameaçados do planeta. Os Estudos sobre o uso sustentável desses ecossistemas serve como estratégia para a conservação da Biodiversidade, aliando a pesquisa em Botânica, Zoologia, Ecologia e Geografia. 

 
Laboratório de Geotecnologias (LABGEOTEC)
[caption id="attachment_2715" align="alignleft" width="450"] Coleta de dados por sensoriamento remoto na Usina Hidrelétrica Passo Real - RS. / LABGEOTEC[/caption]

O Laboratório de Geotecnologias (LABGEOTEC), coordenado pelo Prof. Dr. Waterloo Pereira Filho é utilizado para o desenvolvimento de projetos na área de hidrogeografia, com o uso dos recursos de Sensoriamento Remoto, Sistema de informações Geográficas e Geoprocessamento. Os projetos de ensino estão relacionados à inovação tecnológica em Sensoriamento Remoto oferecidas nos níveis Básico e Superior. Já os projetos de pesquisa abordam questões ambientais principalmente associadas à caracterização da Geografia Física em bacias hidrográficas e sua relação com o sistema aquático. Projetos de Sensoriamento Remoto em reservatórios e rios têm sido desenvolvidos com objetivos de identificar a capacidade dos diferentes sensores, no que diz respeito às pesquisas relacionadas à refletância da água. 

Possui convênios com grupos e institutos de pesquisa de outras instituições (USP e UFG 55BET Pro Jataí) que possibilitam o aporte de recursos oriundos de outras fontes como o PROCAD-CAPES. Possui ainda, convênios internacionais com a Universidade de Victória (Canadá), UNAICC (União Nacional para Construção de Cuba/Cuba) e o Centro Regional de Educação em Ciências e Tecnologia Espacial para a América Latina e o Caribe (México).

 

CONESAT - Monitorando o CONESUL

Formado em 2018 a partir de um projeto piloto, o grupo CONESAT - Monitorando o CONESUL com Sensoriamento Remoto, tem o objetivo de promover a pesquisa e o desenvolvimento no âmbito do CONESUL com produtos de sensoriamento remoto. Assim, o foco é voltado às esferas de biosfera, antroposfera, litosfera, hidrosfera e atmosfera. O grupo atua na linha do “Sensoriamento remoto do ambiente no CONESUL”. O CONESUL é uma região composta pelas zonas austrais da América do Sul, ao sul do Trópico de Capricórnio (Argentina, Sul do Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai). O objetivo do projeto é fazer o uso de dados de sensoriamento remoto para entender as dinâmicas do CONESUL em múltiplas escalas. Para isso, são abordados os seguintes temas: meio ambiente; agricultura; águas interiores e costeiras; florestas e biomas; e atmosfera. 

 

Sensoriamento Remoto Espectral-Angular (SREA)

Com sede no campus de Frederico Westphalen, o grupo de pesquisa Sensoriamento Remoto Espectral-Angular (SREA), visa promover a integração dos estudos de sensoriamento remoto espectral e angular com foco em aplicações florestais, agronômicas e ambientais. O comportamento espectral de alvos é fundamental para a correta interpretação, manipulação e extração de informações dos dados de sensoriamento remoto. Contudo, alguns fatores externos podem afetar significativamente a resposta espectral de alvos (geometria e iluminação/aquisição dos dados, efeitos atmosféricos, resolução espectral e espacial do sensor). Nesse sentido, estudar a relação entre a resposta espectral de alvos, a direção de espalhamento (retroespalhamento e espalhamento frontal) e o ângulo de iluminação e aquisição é fundamental para o grupo. 

 

Leia mais sobre os grupos acadêmicos da Geografia na segunda parte da matéria, na qual são apresentados os grupos com temáticas que estudam as dinâmicas entre os seres humanos com o meio. 

 


Texto: Jéssica Medeiros, acadêmica de jornalismo 

Revisão e Edição: Natália Huber



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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/05/18/ufsm-vai-receber-a-doacao-de-dois-microscopios-eletronicos-de-transmissao Wed, 18 May 2022 23:11:12 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=58591 Capacidade de ampliação do Jeol JEM 2010 é de 1,5 milhão de vezes[/caption] Contando com o apoio da UFSM, o Centro de Microscopia e Microanálise (CMM) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) adquiriu dois novos microscópios eletrônicos de transmissão, equipamentos de última geração que começaram a ser fabricados no início deste ano pela empresa Jeol, do Japão, em um investimento total de R$ 12,492 milhões. A compra dos dois novos microscópios do CMM foi realizada por meio de uma chamada pública lançada em 2016 pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. A previsão é de que os novos equipamentos sejam entregues para a Ufrgs entre março e abril de 2023. Com isso, os dois microscópios eletrônicos de transmissão que estão atualmente no CMM serão doados para a UFSM. Essa chamada pública foi aberta para o recebimento de propostas de apoio para centros nacionais de infraestrutura científica e tecnológica de caráter multiusuário, ou seja, que atendam as necessidades de pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, que atuem em diferentes instituições. O objetivo principal da chamada era a aquisição, manutenção e operação de equipamentos de média e grande complexidade. Além de microscópios eletrônicos de transmissão, o edital possibilitava a compra de equipamentos como citômetros de fluxo, difratômetros de raios x, espectrômetros de massa, microscópios confocais, microscópios de excitação por dois fótons, microscópios de força atômica, aparelhos de ressonância magnética nuclear, sistemas de cromatografia gasosa, sistemas de cromatografia líquida de alta eficiência com detector eletroquímico e ultramicrótomos. O convite para a UFSM participar da chamada pública junto com a Ufrgs partiu do professor Paulo Fichtner, coordenador do projeto de modernização do CMM. Ele fez a proposta para o líder do Laboratório de Magnetismo e Materiais Magnéticos (LMMM) da UFSM, Lucio Strazzabosco Dorneles, que é também o chefe do Núcleo de Propriedade Intelectual da Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (Agittec). Como a UFSM atualmente não conta com essa tecnologia, quando alunos ou professores da instituição – das diferentes áreas do conhecimento, como a biologia, física, engenharias, medicina, odontologia e geociências, entre outras – precisam analisar amostras em microscópios desse tipo, precisam enviá-las para a Ufrgs, a Universidade Federal de Santa Catarina ou alguma outra universidade que os disponibilize. Inclusive alunos do Programa de Pós-Graduação em Física da UFSM já produziram teses e dissertações com base em amostras analisadas nos microscópios eletrônicos de transmissão da Ufrgs. Embora não possua ainda esse tipo de microscópio, a UFSM conta em sua estrutura com outras técnicas de alta resolução, como microscopia de força atômica e microscopia eletrônica de varredura. [caption id="attachment_58593" align="alignleft" width="473"] Capacidade de ampliação do Jeol JEM 1200 ExII é de 500 mil vezes[/caption] O professor Lucio Dorneles explica que, na microscopia eletrônica de transmissão, as amostras a serem analisadas precisam passar por uma preparação delicada e complexa antes de ser submetidas aos microscópios. É necessária uma amostra ultrafina, cuja obtenção é possível por diferentes métodos, sendo a medição de sua espessura possível somente na casa dos micrômetros ou até nanômetros (unidades de medida equivalentes, respectivamente, a um milésimo e a um milionésimo de milímetro). Na microscopia eletrônica de transmissão, um feixe de elétrons é transmitido sobre uma amostra ultrafina, e a fração do feixe que a atravessa é coletada abaixo, compondo o sinal formador da imagem. Na análise de materiais inorgânicos, é possível observar, por exemplo, o posicionamento dos átomos que os compõem. Em materiais orgânicos, como tecidos celulares, o microscópio eletrônico de transmissão possibilita inclusive a visualização da estrutura interna das células. Características – Ambos da marca Jeol, os dois modelos que serão instalados na UFSM no ano que vem são o JEM 1200 ExII (imagem ao lado) e o JEM 2010 (imagem acima). O primeiro pode alcançar uma resolução de linha de 0,45 nanômetro e uma resolução de ponto de 0,20 nanômetro; no segundo, a resolução de linha é de 0,25 nanômetro e a de ponto é de 0,14 nanômetro. Quanto à capacidade de ampliação, no primeiro ela é de 500 mil vezes e, no segundo, de 1,5 milhão de vezes. Atualmente nenhum dos dois microscópios está em funcionamento. O professor da Ufrgs Paulo Fichtner afirma que ambos estão em ótimo estado operacional, porém estão desligados em razão de periféricos que precisam de conserto (no-break, no caso do JEM 2010, e bomba de vácuo mecânica, quanto ao JEM 1200 ExII). Apesar de se tratar de equipamentos com mais de 25 anos de existência (os microscópios foram fabricados em 1995 e entregues para a Ufrgs em 1996), o professor Lucio acredita que – como se trata de uma doação e de uma tecnologia que a UFSM atualmente não possui – os microscópios serão benéficos para as pesquisas desenvolvidas na universidade, contribuindo para a produção de teses e dissertações em diferentes programas de pós-graduação. Na opinião dele, o manuseio dos microscópios eletrônicos de transmissão pelos pesquisadores, professores e acadêmicos resultará na obtenção de know-how pela UFSM, o que capacitará a instituição para a compra de equipamentos novos no futuro. Texto: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/10/26/com-apoio-da-ufsm-cacapava-do-sul-se-credencia-para-o-programa-de-geoparques-da-unesco Tue, 26 Oct 2021 14:24:42 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=57039 [caption id="attachment_57040" align="alignright" width="532"] Professor André Borba apresentou o dossiê[/caption]

Ocorreu em Caçapava do Sul nesta segunda-feira (25) a entrega do dossiê para a acreditação junto à Unesco do Geoparque Caçapava do Sul, uma estratégia desenvolvida pela UFSM, Unipampa, Prefeitura de Caçapava do Sul e sociedade civil organizada.

André Borba, professor do Departamento de Geociências e coordenador instrucional do Geoparque Caçapava na UFSM, que apresentou o dossiê de candidatura do município ao programa de Geoparques mundiais da Unesco, afirmou que "estar aqui é a realização de um sonho coletivo". "Um Geoparque não é um parque, mas o território inteiro. É cada um e cada uma de vocês, caçapavanos, e de nós que estamos aqui para dar o suporte", afirmou. 

O professor explicou que, para ser aspirante a Geoparque, o território tem que ser dotado de geodiversidade singular e única no mundo, "e isso Caçapava tem de sobra". "Caçapava tem sequências de rochas que materializam um momento único na história da formação do continente. Nesse momento Caçapava é o melhor lugar do mundo para mostrar estas rochas deste período, isso tudo exposto em lugares de belezas cênicas espetaculares", salientou.

Além disso, precisa ser uma iniciativa "de baixo para cima", isto é, partir da comunidade local, com suporte do meio acadêmico, tendo como foco o desenvolvimento local sustentável, a conservação da natureza, a educação de qualidade e o turismo de conhecimento e de base local, com geração de trabalho e renda para a comunidade local. 

Borba afirmou que o dossiê deve ser enviado à Unesco, via Ministério das Relações Exteriores, antes de 30 de novembro, que é o prazo final. A visita presencial de avaliadores da Unesco deve ocorrer entre abril e agosto de 2022. A expectativa é otimista, segundo ele, devido à mobilização local e à pujança do projeto.

[caption id="attachment_57041" align="alignleft" width="487"] Reitor e pró-reitor de Extensão da UFSM participaram da solenidade[/caption]

"Importância da participação das instituições públicas na educação, na ciência e na extensão"

A cerimônia de entrega do dossiê, inserida na programação de 190 anos de Caçapava do Sul, contou com a presença do reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann, do pró-reitor de Extensão, Flavi Ferreira Lisboa Filho, entre outras autoridades institucionais e políticas.

Flavi agradeceu à Prefeitura pelo apoio ao projeto e destacou a mobilização da comunidade na área de geoturismo. "Aqui há uma estratégia de desenvolvimento pensada, que valoriza o local, e feita pela comunidade para a comunidade. Parabéns, e obrigado por deixarem que pudéssemos cumprir nossa obrigação de instituição pública junto a vocês", salientou Flavi. 

Já Burmann lembrou que não há ideia de Geoparque sem engajamento da comunidade e apoio político, e o Município está de parabéns, pelos 190 anos e pelo fato de todos terem abraçado a ideia. Destacou ainda que é motivo de orgulho para a UFSM ser uma entidade parceira do projeto e que este é mais um exemplo da "importância da participação das instituições federais públicas na educação, na ciência e na extensão". 

Texto: Agência de Notícias da UFSM
Fotos: Mariângela Recchia/especial

 

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/mapeamento-e-monitoramento-da-covid-19-em-santa-maria Mon, 25 Oct 2021 12:05:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8722 No início de 2020, a UFSM lançou um painel de informações sobre o coronavírus, o chamado Observatório de Dados da Covid-19. Com o objetivo de acompanhar e auxiliar o planejamento das ações em saúde pública para o combate da pandemia, a iniciativa traça um panorama da evolução do vírus em escalas municipal, estadual e nacional. Uma das equipes envolvidas no projeto foi o Departamento de Geografia da universidade, que, em parceria com a Vigilância Municipal de Saúde de Santa Maria, buscou mapear e monitorar a doença na cidade através de uma metodologia inovadora. 

O trabalho feito pelos profissionais se baseou na área da Geografia da Saúde, que exerce um papel relevante no entendimento das diferentes doenças que podem ocorrer em um território. Esse ramo busca compreender como as enfermidades se relacionam com o espaço para auxiliar a planejar estratégias de combate, como também de meios para promover a saúde e a qualidade de vida da população. 

“Conhecer a espacialização de uma doença, os fatores que a influenciam, as populações mais vulneráveis e visualizar essas informações em um mapa permite entender sua distribuição. A geografia da saúde compara como é o espaço, o que tem de vulnerabilidade nele e como a doença se espalha para fazer um cruzamento de dados e traçar estratégias de contenção”, explica Natália Lampert, professora no Departamento de Geociências da UFSM e integrante do Observatório.

Com isso em mente, a equipe desenvolveu uma nova metodologia baseada em uma escala intraurbana, que procura retratar com profundidade a organização interna da cidade. Desse modo, eles foram capazes de mapear o número de casos e mortes por Covid-19 de cada bairro e população de Santa Maria. O trabalho foi feito em conjunto com a Vigilância Epidemiológica de Santa Maria, por meio do projeto “Enfrentamento da epidemia da Covid-19 no estado do Rio Grande do Sul”, que fornecia os dados necessários. 

De acordo com Lampert, no início da pandemia os geógrafos faziam um mapeamento prévio dos casos suspeitos, para ajudar a prever a chegada da doença na cidade, além de identificar onde seriam necessárias mais equipes de saúde e quais as áreas mais vulneráveis ou com maior quantidade de casos.  “Colaboramos para que a doença se espalhasse de forma um pouco mais lenta dentro da cidade. A nossa responsabilidade era organizar esses dados e gerar mapas para que a vigilância pudesse pensar as estratégias com a intenção de frear ao máximo a disseminação do vírus”, relata a docente.

Com o avanço da pandemia, foram mapeados casos confirmados e óbitos, bem como mapas temporais e mapas com taxas aplicadas a faixa etária, sexo e raça. A professora explica que as representações cartográficas são muito importantes para reconhecer os padrões de contágio, as regiões mais e menos afetadas, os locais com maiores demandas de insumos e as lógicas de dispersão do vírus.

Como funciona a metodologia

No Brasil, a grande maioria dos mapeamentos da Covid-19 é realizada em nível nacional e estadual. Desse modo, mecanismos feitos para mapear espaços intraurbanos - como cidades - são inovadores e exigem conhecimentos específicos. A partir dessa demanda, a equipe de Geografia do Observatório desenvolveu uma metodologia precisa e detalhada para a geocodificação dos dados do coronavírus no espaço urbano de Santa Maria.

O mapeamento dos casos é feito por etapas, como explica Maurício Rizzatti, doutorando em Geografia na UFSM e responsável pela finalização dos mapas do Observatório. Inicialmente, é preciso formatar e padronizar os dados da Vigilância Municipal de Saúde para que o programa utilizado possa lê-los. Em seguida, é realizado o processo de georreferenciamento, no qual se encontram as coordenadas geográficas de cada caso ou óbito, e elas são transformadas em pontos. “Por exemplo, se temos 100 casos de Covid-19, o programa vai fazer 100 pontos no mapa que correspondem a cada caso. É um procedimento muito grande, no qual buscamos a precisão dos dados, pois a doença se espalha muito facilmente, e quanto mais detalhado os mapas, melhor”, explica Rizzatti.  

O resultado do georreferenciamento e da metodologia é uma camada de pontos que localizam exatamente onde houve caso ou óbito decorrente do coronavírus. Então, após esse processo, é feita a contagem por bairro para gerar os mapas que  determinam a quantidade de dados de cada região e, por fim, ainda é realizada uma conferência manual das informações. Rizzatti destaca que o método é muito acessível, pois só utiliza programas livres e sem custo - assim, qualquer prefeitura, vigilância sanitária ou órgão de saúde podem utilizá-lo.

Outra vantagem é a sua versatilidade, visto que o procedimento pode ser aplicado para mapear qualquer doença - só é necessário ter o endereço das pessoas infectadas para fazer a espacialização e ter o entendimento da enfermidade. Lampert também ressalta que Santa Maria é a única cidade do Rio Grande do Sul que faz esse tipo de mapeamento e que o projeto tem sido reconhecido. O artigo “Metodologia de geolocalização para mapeamento intraurbano de COVID-19 em Santa Maria, RS” possui mais de 400 downloads e tem sido utilizado como referência na área. 

Óbitos acumulados de 14 de maio de 2020 a 16 de junho de 2021 em Santa Maria, RS. Elaboração: Maurício Rizzatti, 2021.

A pandemia e o impacto social

Além das contribuições cartográficas, o trabalho realizado pelos geógrafos foi fundamental para entender a dinâmica do vírus frente às desigualdades socioespaciais que assolam a região. De acordo com o artigo mais recente do grupo, 41,54% da população de Santa Maria vive em situação de vulnerabilidade social. Essa situação foi agravada pelo contexto da crise pandêmica, que atingiu de maneira mais expressiva as classes mais pobres da cidade. De acordo com o levantamento, os óbitos de pessoas com menos de 30 anos predominam nos bairros periféricos. 

“Há um valor bastante elevado e até maior de casos em regiões de privação social. Nessas áreas, se torna praticamente impossível ter um distanciamento social efetivo, pois nessas regiões residem muitas pessoas na mesma casa e elas precisam sair para trabalhar presencialmente, poucas têm a opção de ficar no trabalho remoto, e isso afeta a infecção delas pela doença”, diz Lampert. 

A equipe também concluiu que houve infecção pelo coronavírus em praticamente todos os bairros da cidade e que os óbitos aumentaram 382% no primeiro semestre de 2021 em relação ao ano passado. Apesar de 83% das mortes em 2020 terem sido de pessoas brancas, a população mais afetada na realidade foi a autodeclarada preta. A professora explica que foi criado uma taxa de mortalidade por raça, essa taxa reflete a relação entre o número de mortes por Covid-19 e a população total de pessoas pretas em Santa Maria. “Por mais que a população branca tenha sido a maior parte dos óbitos, quando olha-se para a taxa, na verdade, no ano passado, a população que mais morreu foi a preta". Já em 2021, há uma pequena alteração nesse cenário, quem possui a maior taxa é a população autodeclarada amarela.

Óbitos acumulados de pessoas autodeclaradas pretas: de 14 de maio de 2020 a 16 de junho de 2021 e taxa de mortalidade para 100 mil habitantes em Santa Maria, RS. Elaboração: Maurício Rizzatti, 2021.

Dessa maneira, o trabalho realizado pelo Observatório explica os padrões de disseminação do vírus  e  também demonstra que a análise espacial e os mapas podem ajudar a entender os impactos da doença na população.  “A cartografia serve para informar a população, deixando-a absolutamente ciente dos desafios e das ações coletivas necessárias para uma dada realidade epidemiológica”, afirma Lampert. 

O projeto possui uma dúzia de integrantes na equipe de Geografia e  já publicou 12 artigos científicos, bem como um e-book intitulado “Os contextos geográficos da Covid-19”. Atualmente, os geógrafos trabalham no registro de dados para pesquisas, visando formar um repositório para o enfrentamento de outras possíveis infecções que venham a afetar a cidade no futuro.  

Expediente

Repórter: Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Ilustrador: Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário

Mídia Social: Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e bolsista de Jornalismo; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/arco-entrevista-otavio-acevedo-premio-fapergs Fri, 15 Oct 2021 14:16:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8705 “Realização pessoal”, descreveu o professor Otavio Acevedo sobre ser contemplado com o Prêmio Pesquisador Gaúcho 2021 da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). Ele conta que foi através de um telefonema do diretor científico da Fapergs, no dia 13 de setembro, que recebeu a notícia. 

Vinculada à Secretaria Estadual de Inovação Ciência e Tecnologia (SICT), a edição deste ano da Fapergs teve como tema “A Ciência a serviço da Sociedade”, destacando a contribuição da ciência no combate à pandemia e o seu potencial em gerar inovação, riquezas e bem-estar, contribuindo para uma sociedade melhor. Os nomes dos agraciados com o prêmio foram selecionados com a participação do comitê de assessores científicos da fundação e do comitê especial.

Indicado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) da UFSM, Otavio se destacou na área de Geociências e Oceanografia. Também foram evidenciados na edição pesquisadores de outras oito áreas: Artes, Letras, Linguística; Arquitetura, Urbanismo e Design; Ciências Agrárias; Ciências Biológicas; Ciências da Saúde; Educação; Engenharias; e Economia e Administração. Nesta última, a também docente da UFSM Kelmara Mendes Vieira foi a premiada.

A cerimônia de entrega do prêmio será no domingo (17), às 19h e será exibida no canal do YouTube da Fapergs. A Revista Arco conversou com o professor Otavio Acevedo para conhecer um pouco sobre sua paixão pela área que estuda e sua trajetória acadêmica até chegar ao prêmio. 

ARCO - Por que você escolheu ser pesquisador? 

Eu sempre soube que queria ser pesquisador, mesmo antes de saber o que significava “pesquisador”. Eu adorava aprender e entender ideias desde pequeno, e sempre tive claro que iria fazer isso na vida. Já na área em que eu iria estudar, isso veio depois, e foi meio por contingência do destino. 

ARCO - Quando você começou na área?

Tendo nascido e passado minha juventude em Pelotas, havia lá um curso de Meteorologia na UFPel, no qual eu entrei para conhecer. Acabei gostando do curso, mas me fascinando mesmo pela atividade de pesquisa, e pela ideia de estudar e aprender sobre conceitos novos. 

Fiz mestrado em Meteorologia na USP e doutorado na mesma área na Universidade de Albany, nos Estados Unidos. Lá tive contato com os grandes projetos de pesquisa e grandes pesquisadores da minha área. Em 2001, terminei o doutorado e vim para Santa Maria trabalhar como recém-doutor do Programa de Pós-Graduação em Física, no grupo dos professores Gervásio Degrazia e Osvaldo Moraes - que pesquisavam na minha área e haviam sido meus orientadores de iniciação científica e mestrado. 

Em 2003, me tornei professor da UFSM e, em 2004, nós criamos o curso de Bacharelado em Meteorologia, que começou a operar em 2005, e do qual fui o coordenador nos primeiros quatro anos de existência. De lá para cá, crescemos, já somos mais de 10 professores na área, e temos nosso próprio programa de pós-graduação, com mestrado e doutorado. 

Não tenho a menor dúvida que essa estrutura toda que tenho na UFSM é essencial para a qualidade da pesquisa que desenvolvemos.

ARCO - Qual a sua área de pesquisa?

Eu estudo Meteorologia de camada limite planetária, também chamada Micrometeorologia, que se refere aos processos físicos que acontecem na parte mais baixa da atmosfera - onde nós vivemos. Minha pesquisa tem aplicações na área ambiental, e também para a previsão do tempo nessa região junto à superfície. 

No primeiro caso, pesquisa ambiental, tenho trabalhos que mostram como ocorre as trocas de gases e energia entre a superfície e a atmosfera em condições que esse processo não é facilmente explicado. Um exemplo é a floresta Amazônica, onde há 20 anos eu participo de grandes projetos com objetivo de entender esses mecanismos de transferência. 

Agora, em anos mais recentes, minha pesquisa tem se voltado para propiciar aprimoramento dos modelos usados para previsão do tempo nessa região perto da superfície, especialmente durante a noite, que é quando esses modelos mais erram devido à maior complexidade dos processos físicos que ocorrem. Também tenho trabalhos aplicando essas ideias para a previsão de qualidade do ar.

ARCO -  Qual foi sua primeira reação ao receber a notícia do prêmio?

Muita alegria e felicidade, com certeza. Há uma componente de realização pessoal, e também a importância que o prêmio tem para a divulgação do trabalho que fazemos, no nosso grupo de Micrometeorologia, e nos Programas de Pós-Graduação de Meteorologia e Física. Também ajuda a mostrar a importância e qualidade da UFSM como instituição de produção de conhecimento.

ARCO - Por fim, após ganhar esse prêmio tão importante, o que você diria para os brasileiros que estão sem esperança em um futuro que valoriza a ciência?

Nada é mais importante para a humanidade que o conhecimento. A ciência é o que possibilita esse conhecimento, com seus métodos, seus avanços e até suas incertezas. Em um momento que se fala tanto em liberdade, nada possibilita mais a liberdade que o saber - e o saber envolve passar conhecimento, e também descobri-lo, compreendê-lo.

É uma pena que hoje a discussão sobre ciência sequer seja sobre o quanto se investe nela, mas sobre o quanto se acredita nela. Ao mesmo tempo, a vacinação no Brasil dá uma ideia de que há, sim, em nosso país, entendimento da importância do conhecimento científico, com poucas exceções. Acho que podemos acreditar que essa lição tenha ficado deste momento difícil, e torço que isso ajude na valorização e investimentos em ciência no futuro.

*Fotografia disponibilizada no site da UFSM

Expediente

Reportagem: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Ilustração: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista

Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, estagiária de Jornalismo e bolsista; e Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/editais/001-2019-6 Tue, 16 Apr 2019 15:39:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/?post_type=editais&p=1200 A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), através do projeto Institucional FIEX, torna pública a abertura de inscrições para seleção de acadêmicos dos cursos de graduação da UFSM para Bolsa de Extensão Universitária, conforme Resolução 01/2013.

  1. DAS INSCRIÇÕES
    1. Período: 16/04/2019 a 30/04/2019
    2. Horário: 09h às 11h e das: 14h às 16h
    3. Local: Sala 1135, Prédio 17, CCNE
    4. Documento Obrigatório: Ficha de Cadastro de Bolsista
  2. DO PROCESSO SELETIVO
    1. A seleção será realizada conforme segue:
      1. Entrevista individual realizada com os candidatos, na qual será avaliado se as competências e habilidades dos mesmos são compatíveis para execução das atividades propostas, bem como as experiências em atividades relacionadas à temática do projeto.
      2. Serão aprovados os candidatos que obtiverem nota final igual ou superior a 7,0, respeitando o limite máximo de 10,0. Os demais candidatos serão considerados reprovados.
      3. Os candidatos aprovados serão classificados na ordem decrescente das notas finais obtidas.
    2. A seleção será válida para o período de 02/05/2019 a 31/12/2019.
  3. DA BOLSA E DAS VAGAS
    1. A bolsa, cujo valor será de R$ 400,00 mensais, terá duração de até oito meses, a partir de 02/05/2019. Está sendo ofertada uma vaga para atuar no projeto “A (RE) TERRITORIALIZAÇÃO DA SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SÃO SEPÉ, RIO GRANDE DO SUL.
  4. DO BOLSISTA/ESTUDANTE
    1. São requisitos exigidos do estudante para o recebimento da bolsa:
      1. Estar regularmente matriculado na Universidade Federal de Santa Maria em Curso de Graduação (licenciatura, bacharelado e tecnólogos) até o período final de vigência da bolsa. Para os solicitantes lotados nos Colégios da UFSM é permitida a indicação de acadêmico de cursos médio ou subsequente.
      2. Ter sido aprovado em seleção pública realizada pelo coordenador do projeto mediante edital (modelo disponibilizado no Anexo D), em conformidade com a Resolução N. 001/2013 da UFSM.
      3. Estar registrado no projeto de extensão vigente, na categoria de “participante’’ ou “colaborador” em período concomitante ao do pagamento das bolsas, sendo facultada a
        existência de outras participações em períodos distintos.
      4. Ter os dados pessoais atualizados (e-mail e telefone) no DERCA, no Portal do Aluno e na Plataforma Lattes.
      5. Possuir conta-corrente pessoal, para viabilizar pagamento da bolsa. Não será permitida conta poupança ou conta conjunta.
      6. Não ter outra bolsa de qualquer natureza, salvo bolsas e benefícios que possuam a finalidade de contribuir para a permanência e a diplomação de estudantes em situação de
        vulnerabilidade social.
      7. Ter disponibilidade para cumprir as atividades constantes no plano de atividades da bolsa, a ser proposto pelo coordenador no ato da inscrição, em jornada de, no mínimo, 16 (dezesseis) horas semanais e, no máximo, 20 (vinte) horas semanais de atividades.
      8. Manter as condições de habilitação da indicação no período de vigência da bolsa.
      9. Até o dia 30/04/2019 (prazo final para Indicação de Bolsistas pelo Coordenador), o bolsista deverá entregar no Gabinete de Projetos o Termo de Compromisso de Bolsista (Anexo E), devidamente preenchido e assinado por ele e pelo coordenador da ação de extensão
        contemplada.
    2. São obrigações do bolsista:
      1. Apresentar os resultados preliminares no ano da vigência de sua bolsa e, no ano seguinte, caso permaneça com vínculo acadêmico com a UFSM, os resultados finais do seu projeto durante a JAI, indicando que é ou foi bolsista FIEX/UFSM.
      2. Participar do Curso de Extensão a ser oferecido durante a JAI ou do Fórum Regional Permanente de Extensão, além de reuniões/encontros sempre que solicitado pela Pró-Reitoria de Extensão/Gabinetes de Projetos.
      3. O bolsista, cujo projeto em que participe se enquadre no eixo Direitos Humanos e Justiça, deverá obrigatoriamente participar do Fórum de Direitos Humanos, sendo optativa a participação nas atividades do item anterior.
    3. O não atendimento aos itens acima mencionados implicará no cancelamento da bolsa.
  5. DA DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS E CLASSIFICAÇÃO
    1. Os resultados serão divulgados no quadro de avisos do Curso de Geografia, Prédio 17, UFSM.
    2. A seleção do bolsista é prerrogativa do Coordenador do Projeto e será de sua inteira responsabilidade, respeitando a resolução 01/2013. Cabe ao coordenador do Projeto a definição dos requisitos para seleção dos bolsistas, a realização da avaliação e seleção dos bolsistas e o julgamento dos recursos.
    3. Os candidatos aprovados serão classificados na ordem decrescente das notas finais obtidas. Em caso de empate, serão considerados os seguintes critérios:
      1. Análise dos horários disponíveis para o desenvolvimento das atividades propostas;
      2. Será dada preferência a alunos com experiência e atividades relacionadas à temática do
        projeto.
    4. Os candidatos aprovados através da divulgação do Resultado Final deverão realizar assinatura de Termo de Compromisso até 05 (cinco) dias úteis da data de divulgação do
      resultado diretamente com o Coordenador do Projeto e entregar documento comprobatório dos dados bancários (banco, agência e conta corrente) que serão utilizados para recebimento da bolsa.
  6. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
    1. Os casos omissos serão resolvidos pelos Coordenadores dos Projetos.
    2. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail rivaldo.faria@55bet-pro.com

 

Santa Maria, 16 de abril de 2019

Prof. Dr Rivaldo Faria

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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), através do projeto Institucional FIEX, torna pública a abertura de inscrições para seleção de acadêmicos dos cursos de graduação da UFSM para Bolsa de Extensão Universitária, conforme Resolução 01/2013.

  1. DAS INSCRIÇÕES
    1. Período: 16/04/2019 a 30/04/2019
    2. Horário: 09h às 11h e das: 14h às 16h
    3. Local: Sala 1135, Prédio 17, CCNE
    4. Documento Obrigatório: Ficha de Cadastro de Bolsista
  2. DO PROCESSO SELETIVO
    1. A seleção será realizada conforme segue:
      1. Entrevista individual realizada com os candidatos, na qual será avaliado se as competências e habilidades dos mesmos são compatíveis para execução das atividades propostas, bem como as experiências em atividades relacionadas à temática do projeto.
      2. Serão aprovados os candidatos que obtiverem nota final igual ou superior a 7,0, respeitando o limite máximo de 10,0. Os demais candidatos serão considerados reprovados.
      3. Os candidatos aprovados serão classificados na ordem decrescente das notas finais obtidas.
    2. A seleção será válida para o período de 02/05/2019 a 31/12/2019.
  3. DA BOLSA E DAS VAGAS
    1. A bolsa, cujo valor será de R$ 400,00 mensais, terá duração de até oito meses, a partir de 02/05/2019. Está sendo ofertada uma vaga para atuar no projeto “A (RE) TERRITORIALIZAÇÃO DA SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SÃO SEPÉ, RIO GRANDE DO SUL.
  4. DO BOLSISTA/ESTUDANTE
    1. São requisitos exigidos do estudante para o recebimento da bolsa:
      1. Estar regularmente matriculado na Universidade Federal de Santa Maria em Curso de Graduação (licenciatura, bacharelado e tecnólogos) até o período final de vigência da bolsa. Para os solicitantes lotados nos Colégios da UFSM é permitida a indicação de acadêmico de cursos médio ou subsequente.
      2. Ter sido aprovado em seleção pública realizada pelo coordenador do projeto mediante edital (modelo disponibilizado no Anexo D), em conformidade com a Resolução N. 001/2013 da UFSM.
      3. Estar registrado no projeto de extensão vigente, na categoria de “participante’’ ou “colaborador” em período concomitante ao do pagamento das bolsas, sendo facultada a
        existência de outras participações em períodos distintos.
      4. Ter os dados pessoais atualizados (e-mail e telefone) no DERCA, no Portal do Aluno e na Plataforma Lattes.
      5. Possuir conta-corrente pessoal, para viabilizar pagamento da bolsa. Não será permitida conta poupança ou conta conjunta.
      6. Não ter outra bolsa de qualquer natureza, salvo bolsas e benefícios que possuam a finalidade de contribuir para a permanência e a diplomação de estudantes em situação de
        vulnerabilidade social.
      7. Ter disponibilidade para cumprir as atividades constantes no plano de atividades da bolsa, a ser proposto pelo coordenador no ato da inscrição, em jornada de, no mínimo, 16 (dezesseis) horas semanais e, no máximo, 20 (vinte) horas semanais de atividades.
      8. Manter as condições de habilitação da indicação no período de vigência da bolsa.
      9. Até o dia 30/04/2019 (prazo final para Indicação de Bolsistas pelo Coordenador), o bolsista deverá entregar no Gabinete de Projetos o Termo de Compromisso de Bolsista (Anexo E), devidamente preenchido e assinado por ele e pelo coordenador da ação de extensão
        contemplada.
    2. São obrigações do bolsista:
      1. Apresentar os resultados preliminares no ano da vigência de sua bolsa e, no ano seguinte, caso permaneça com vínculo acadêmico com a UFSM, os resultados finais do seu projeto durante a JAI, indicando que é ou foi bolsista FIEX/UFSM.
      2. Participar do Curso de Extensão a ser oferecido durante a JAI ou do Fórum Regional Permanente de Extensão, além de reuniões/encontros sempre que solicitado pela Pró-Reitoria de Extensão/Gabinetes de Projetos.
      3. O bolsista, cujo projeto em que participe se enquadre no eixo Direitos Humanos e Justiça, deverá obrigatoriamente participar do Fórum de Direitos Humanos, sendo optativa a participação nas atividades do item anterior.
    3. O não atendimento aos itens acima mencionados implicará no cancelamento da bolsa.
  5. DA DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS E CLASSIFICAÇÃO
    1. Os resultados serão divulgados no quadro de avisos do Curso de Geografia, Prédio 17, UFSM.
    2. A seleção do bolsista é prerrogativa do Coordenador do Projeto e será de sua inteira responsabilidade, respeitando a resolução 01/2013. Cabe ao coordenador do Projeto a definição dos requisitos para seleção dos bolsistas, a realização da avaliação e seleção dos bolsistas e o julgamento dos recursos.
    3. Os candidatos aprovados serão classificados na ordem decrescente das notas finais obtidas. Em caso de empate, serão considerados os seguintes critérios:
      1. Análise dos horários disponíveis para o desenvolvimento das atividades propostas;
      2. Será dada preferência a alunos com experiência e atividades relacionadas à temática do
        projeto.
    4. Os candidatos aprovados através da divulgação do Resultado Final deverão realizar assinatura de Termo de Compromisso até 05 (cinco) dias úteis da data de divulgação do
      resultado diretamente com o Coordenador do Projeto e entregar documento comprobatório dos dados bancários (banco, agência e conta corrente) que serão utilizados para recebimento da bolsa.
  6. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
    1. Os casos omissos serão resolvidos pelos Coordenadores dos Projetos.
    2. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail rivaldo.faria@55bet-pro.com

 

Santa Maria, 16 de abril de 2019

Prof. Dr Rivaldo Faria

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