UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 17 Mar 2026 00:37:40 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/07/25/glass-realiza-avaliacoes-fisicas-na-equipe-feminina-da-ufsm-futsal Tue, 25 Jul 2023 13:03:49 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=63087 O Grupo de Laboratórios Associados (Glass) da UFSM, localizado no Centro de Educação Física e Desportos, tem contribuído com a preparação de atletas de diferentes modalidades esportivas, como o Pádel e o Futsal. Uma dessas ações aconteceu nos dias 20 e 21 de julho, quando a equipe feminina de futsal da UFSM realizou as avaliações físicas que fornecem um relatório com dados acerca do rendimento das jogadoras e que auxiliam nos treinamentos individuais e coletivos. Os testes fazem parte da preparação da equipe para a disputa da Série Ouro, que inicia em setembro.

[caption id="attachment_63090" align="alignleft" width="502"] A atleta Aline Alles realiza avaliação no aparelho BOD POD (foto: Gabrielle Pillon)[/caption]

O Glass foi criado em 2018 para realizar avaliações de atletas de alto rendimento. Em 2022, a iniciativa foi contemplada em um edital do Ministério do Esporte que viabilizou a compra de equipamentos. O coordenador do Glass, Luiz Fernando Royes, conta que os testes realizados nos atletas englobam habilidades essenciais para um jogo de futsal – que incluem força, agilidade e resistência cardiorrespiratória. Para isso, são utilizados quatro laboratórios: Laboratório de Cineantropometria (LabCine), Laboratório de Bioquímica do Exercício (BioEx), Laboratório de Biomecânica (LabioMec) e Laboratório de Fisiologia do Exercício (Lafiex).

No Laboratório de Cineantropometria é feita a avaliação corporal, que estipula o percentual de gordura e massa muscular.

Um dos integrantes do projeto é Rafael Guarda Lara Dalla Corte, estudante de Educação Física na UFSM e membro do LabCine. Ele comandou a avaliação na máquina BOD POD (foto) - uma espécie de cápsula que calcula o percentual de gordura corporal e demais indicadores. “A gente faz, no mínimo, dois testes. A máquina calcula os volumes dessas duas avaliações e transforma, através das equações, em densidade corporal para chegar na gordura”, relata o acadêmico. Se os volumes foram muito distintos um do outro, o equipamento pede uma terceira avaliação, explica Rafael. 

[caption id="attachment_63091" align="alignright" width="501"] A antropometria é a primeira avaliação, quando o corpo avaliado está descansado (foto: Gabrielle Pillon)[/caption]

Dessa forma, o equipamento fornece resultados de componentes corporais como quantidade de gordura corporal (percentual de gordura corporal) e quantidade de massa livre de gordura. Já para obter a quantidade de massa muscular que o avaliado apresenta, realiza-se a avaliação antropométrica (dobras cutâneas, circunferências e diâmetros corporais). Além do percentual da massa muscular, a avaliação antropométrica também permite determinar o somatotipo de cada atleta, informação relevante no meio esportivo. O conjunto de informações obtidos permite que o GLASS forneça apontamentos concisos no relatório entregue para a comissão técnica de como encontra-se a atleta naquele momento da avaliação.

No espaço da biomecânica, por sua vez, é onde são realizados testes funcionais que analisam atributos como força, agilidade, equilíbrio e movimento do atleta - feitos a partir de aparelhos de ultrassom e testes de membros superiores e inferiores. Já os testes de bioquímica fornecem os biomarcadores que determinam como a célula responde a cada atividade. E, por fim, a fisiologia analisa o sistema cardiorrespiratório, dando o parecer de como está o pulmão e o coração.

Ao fim das avaliações, em até dez dias, a equipe recebe um relatório completo com todas as informações e interpretações dos dados - feita a partir da particularidade de cada modalidade. A partir dele, é possível acompanhar o desempenho individual do atleta e propor alterações no treinamento a fim de contribuir para o rendimento coletivo da equipe.

Jogadoras realizam reavaliações para a sequência da temporada

[caption id="attachment_63092" align="alignleft" width="501"] A corrida na esteira é a última avaliação (Foto: Thais Immig)[/caption]

A fixa da equipe, Aline Alles, passou por todas as etapas da avaliação pela segunda vez e analisa de forma positiva a experiência. A atleta, que veio de um vice-campeonato na Série Prata de Futsal, conta que percebeu o quanto o corpo ficou fadigado e quanta perda muscular acontece com o desgaste nos jogos. Por isso, a reavaliação é necessária para que a comissão técnica possa analisar os relatórios e montar um treino específico - que atenda a demanda de cada atleta. A partir disso, nesse mês que precede o início da Série Ouro, a equipe pretende focar na melhora física de cada jogadora.

A também fixa da equipe, Emely Bussler, ressalta o tratamento que recebe pelo Glass: “é uma oportunidade, uma estrutura que quase nenhuma equipe tem, há equipes de nível, de outros lugares, que vem aqui fazer, é muito interessante”, compartilha. Emely, que também faz a reavaliação, ainda conta que o grupo percebe a evolução desde o primeiro teste - realizado na pré-temporada. Realizar e ter avaliado os treinos específicos individualizados, bem como prevenir lesões, são os destaques do tratamento para a jogadora. “Já percebemos resultados nos jogos, principalmente nos treinamentos de força e capacidade física para respiração”, acrescenta.

Glass como referência na avaliação esportiva 

Silvana Corrêa Matheus, que coordena o Laboratório de Cineantropometria, explica que o conjunto de quatro laboratórios possibilita a realização de uma avaliação ampla dos atletas. “Esses equipamentos que vieram a partir do edital nos tornam um padrão de referência em termos de avaliação e possibilitam atender a especificidade de cada modalidade esportiva. O BOD POD, por exemplo - que mede a composição corporal - é raro aqui no Brasil”, completa. 

Dessa forma, o Glass tem se tornado um centro de referência no sul do país ao fornecer equipamentos de ponta para as avaliações físicas - o Biodex, usado no Laboratório de Biomecânica, é o mesmo modelo usado no Centro Paralímpico Brasileiro. “A ideia é trazer grandes equipes para fornecer essas avaliações porque o que acontece é que muitas equipes vão procurar esse tipo de avaliação fora do país, sendo que a gente tem condições de fazer aqui”, afirma Silvana.

Os testes realizados pela equipe feminina de futsal na última semana são o diferencial do Glass. Isso porque, segundo o coordenador do Glass, era comum atletas fazerem uma avaliação e não terem nenhum tipo de acompanhamento. “Agora, marcamos uma reavaliação a partir daquela primeira avaliação, para ver se o treinamento teve efeito e foi efetivo”, afirma. Luiz Fernando complementa que esse acompanhamento contribui para que o projeto se torne uma referência em avaliação esportiva. 

A respeito da estrutura do Glass, o coordenador revela que “na região sul do país não tem algo assim. Não tem uma universidade que tenha tudo isso de forma integrada, essa organização de iniciar pela cineantropometria e finalizar na bioquímica do exercício". Luiz Fernando acrescenta, ainda, que o fato do Glass estar localizado fora do eixo da Região Sudeste do país facilita para equipes que não podiam ir até esses estados realizar avaliações. “Nosso objetivo futuro é criar um centro de avaliação de alta performance aqui no sul, integrado com tudo isso”, compartilha o professor. Assim, ele conta que, com essa meta, receber equipes como da UFSM Futsal auxiliam na prospecção dos trabalhos. 

Calendário de avaliações para os próximos meses:

  • 04 de agosto - seleção feminina de Pádel;
  • 11 e 12 de agosto - equipe masculina da UFSM Futsal;
  • 17 de agosto - seleção masculina de Pádel;
  • 01 de setembro - equipe mista de Canoagem;
  • 29 e 30 de setembro - equipe mista de Judô;
  • 06 e 07 de outubro - equipe masculina do Corinthians (basquete);
  • 20 e 21 de outubro - Riograndense (futebol de campo).

Texto: Gabrielle Pillon, acadêmica de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias, e Thais Immig, acadêmica de jornalismo e voluntária da Agência de Notícias.
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/06/29/ufsm-pode-se-tornar-o-primeiro-centro-de-referencia-paralimpico-do-rio-grande-do-sul Thu, 29 Jun 2023 11:48:40 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=62770 [caption id="attachment_62771" align="alignright" width="627"]foto colorida horizontal com 3 pessoas caminhando, olhando para a frente, se vê dois guarda-chuvas abertos, ao fundo uma parede de tijolo à vista Professora Luciana Palma (dir.) e alunos do NAEFFA guiaram Filipe Barboza (centro), supervisor de projetos do CPB (Foto: Ana Alicia Flores)[/caption]

A UFSM recebeu nesta quarta-feira (28) uma visita técnica do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para avaliar se o Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) está apto a se tornar um Centro de Referência Paralímpico. O resultado da avaliação deve ser divulgado em um período de sete a 15 dias. Caso o parecer seja favorável, este pode ser o primeiro Centro de Referência do Rio Grande do Sul. Atualmente o CPB avalia as candidaturas da UFRGS e da Prefeitura de Canoas a Centros de Referência no estado.

O CPB foi representado por Filipe Barboza, especialista em atividade física e esportes para pessoas com deficiência e supervisor de projetos na Diretoria de Desenvolvimento Esportivo do Comitê. O professor de Educação Física foi coordenador da modalidade Futebol de 5 nas Paralimpíadas do Rio de Janeiro em 2016.  

Barboza se reuniu com a direção do CEFD e coordenadores dos cursos de Educação Física e Dança Licenciatura e foi guiado pela professora Luciana Palma, coordenadora do Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA) e alunos que integram o grupo. Além da estrutura, o supervisor também conheceu alguns trabalhos de pesquisa realizados no CEFD, como é o caso do Grupo de Laboratórios Associados (GLAss), que reúne os laboratórios de Biomecânica, Bioquímica do Exercício, Fisiologia do Exercício e Cineantropometria, atividades realizadas pela manhã. À tarde, ocorreu um encontro com o NAEEFA para falar especificamente sobre os projetos com esporte adaptados já existentes na Universidade.

Tanto a estrutura quanto o trabalho acadêmico integrado realizado pelo GLAss foram elogiados pelo supervisor, que vê a UFSM com uma grande chance de se tornar um Centro Paralímpico. “A estrutura da Universidade é sensacional, no mesmo nível dos melhores centros que temos. Ainda preciso me reunir com a equipe para uma decisão conjunta, mas [a UFSM] está no caminho certo e tem grandes chances de ser aprovada”, adiantou. Ele também destacou que o trabalho que a Universidade realiza através do NAEEFA já é relevante e o objetivo é que ele seja fortalecido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro para alcançar mais pessoas. 

O que é um Centro de Referência Paralímpico e como funciona a avaliação?

O projeto Centro de Referência Paralímpico Brasileiro tem como objetivo criar uma rede de espaços dedicados à prática esportiva para pessoas com deficiência. Neste espaço, jovens de 7 a 17 anos conseguem se iniciar no esporte e até se desenvolverem como atletas de alto rendimento. Algumas modalidades também são oferecidas para adultos. De acordo com a lista da CPB, já há Centros de Referência em 16 estados do país.

A visita técnica é a segunda das três etapas para o credenciamento como Centro de Referência e analisa critérios como estrutura, acessibilidade ao espaço e a procura por esportes paralímpicos. A primeira etapa é a candidatura dos possíveis centros, realizada via carta de intenções. A última etapa é a elaboração do acordo de cooperação e assinatura do contrato entre a reitoria e a presidência do Comitê Paralímpico Brasileiro, estágio das outras duas candidaturas aqui do Rio Grande do Sul.

Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista de Agência de Notícias
Foto: Ana Alicia Flores, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias e Bernardo Silva
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/06/01/projeto-de-avaliacao-de-atletas-de-alto-rendimento-volta-a-ser-desenvolvido-pelo-cefd Wed, 01 Jun 2022 11:23:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=58728

Depois de dois anos parado por conta da pandemia, o Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da UFSM retornou com as atividades do Grupo de Laboratórios Associados (Glass) no mês de abril. O grupo, criado em 2017, é voltado para o acompanhamento e a análise de performance de atletas e equipes confederadas de Santa Maria, e tem por objetivo tornar-se, nos próximos anos, o primeiro centro integrado de avaliação de performance do interior do Rio Grande do Sul. 

O intuito do Glass é proporcionar condições adequadas de avaliação de performance às federações e confederações esportivas. A partir do acompanhamento das equipes feito pelo Grupo, é possível identificar problemas de desempenho dos atletas avaliados e formas de melhorar essas questões, por meio das expertises de quatro esferas do CEFD: fisiologia, bioquímica, biomecânica e cineantropometria. 

De forma prática, o Glass organizou cronogramas específicos para cada equipe, de acordo com as datas de campeonatos que elas disputam. A partir disso, serão feitas avaliações semanais até o final de 2022. No momento, o Glass está monitorando equipes de futebol americano, vôlei, canoagem, atletismo, futsal e futebol de campo, entre elas o Esporte Clube Internacional de Santa Maria. O preparador físico do Inter SM, Pedro Henrique Forgiarini, relata que o time não contava com nenhuma estrutura de acompanhamento do nível do Glass. Somente eram realizadas avaliações de pré-temporadas, usuais em clubes de futebol. Forgiarini espera que o projeto se expanda, para que o time possa manter a parceria com o Grupo. 

Santa Maria como potencial centro de referência no esporte

O coordenador do Glass, Luiz Fernando Royes, relata que, na década de 80, a cidade era considerada um centro de referência de educação física no Brasil. Contudo, a ausência de programas de incentivo ao esporte fez com que o município perdesse esse posto ao longo dos anos. 

Atualmente, existe um único laboratório de alta performance no país, localizado no Rio de Janeiro, que é mantido pelo comitê olímpico e pelo governo, de acordo com Royes. “Imagina se você é chefe de uma equipe que mora em Santa Catarina, por exemplo, e tem que deslocar todos os atletas para o Rio de Janeiro. Então, é óbvio que existe uma necessidade de ter um outro centro, por isso foi criado o Glass”, explica o coordenador.

Royes ainda destaca que mesmo com dificuldades e baixo investimento, a região central do Rio Grande do Sul conta com modalidades que sempre disputam com times grandiosos, necessitando, portanto, de um acompanhamento qualificado. Por tais questões, que o Grupo de Laboratórios Associados se desenvolveu, conectando laboratórios que, até então, trabalhavam de forma isolada. O Grupo acredita ser possível auxiliar na promoção de atletas e equipes da região central do estado, descentralizando o processo de descoberta de novos talentos esportivos dos grandes centros brasileiros.

As quatro áreas que compõe o Glass

Bioquímica: É a área responsável por analisar os biomarcadores que permitem elaborar treinamentos físicos específicos para o corpo de cada atleta, além de ser capaz de fornecer dados que demonstram se o esportista está cansado, ou se pode vir a desenvolver lesões. Para realizar tais observações, é coletada uma amostra de sangue ou saliva do atleta, que possibilita observar marcadores de estresse inflamatório e de overtraining, por exemplo. As análises são feitas no laboratório de bioquímica da UFSM.

Sistema para eletroforese vertical (Western Blott), usado para detectar a expressão de proteínas em determinados tecidos corporais, a partir de uma amostra de saliva ou sangue do atleta. A análise dessa expressão permite determinar a qualidade da performance do esportista.
Sistema para eletroforese vertical (Western Blott), usado para detectar a expressão de proteínas em determinados tecidos corporais, a partir de uma amostra de saliva ou sangue do atleta. A análise dessa expressão permite determinar a qualidade da performance do esportista.
Sistema para eletroforese vertical (Western Blott), usado para detectar a expressão de proteínas em determinados tecidos corporais, a partir de uma amostra de saliva ou sangue do atleta. A análise dessa expressão permite determinar a qualidade da performance do esportista.

Sistema para eletroforese vertical (Western Blott), usado para detectar a expressão de proteínas em determinados tecidos corporais, a partir de uma amostra de saliva ou sangue do atleta. A análise dessa expressão permite determinar a qualidade da performance do esportista.
Microscópio: analisa lâminas com amostra de saliva e sangue, servindo como comprovação de que as expressões proteicas aumentaram, ou diminuíram.

Microscópio: analisa lâminas com amostra de saliva e sangue, servindo como comprovação de que as expressões proteicas aumentaram, ou diminuíram.
Área do PCR: permite que seja feita uma análise de mais de uma camada das amostras de saliva ou sangue, o que possibilita ver a expressão gênica das proteínas (quantas são produzidas, tendência de aumento de produção).

Área do PCR: permite que seja feita uma análise de mais de uma camada das amostras de saliva ou sangue, o que possibilita ver a expressão gênica das proteínas (quantas são produzidas, tendência de aumento de produção).

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Cineantropometria: Esse campo de atividades, executadas no LABCINE da UFSM, dá parâmetros acerca da composição corporal do esportista, como a espessura de fibras e o composto de líquidos, aspectos que permitem determinar se o atleta está em um macrociclo de treinamento, por exemplo.

O BOD POD é um sistema de pletismografia por deslocamento de ar. Ou seja, faz uma medição rápida, precisa e segura da composição corporal (gordura corporal e massa magra), a partir da utilização da superfície do corpo para determinar a densidade corporal. Além disso, o equipamento também fornece dados de taxa metabólica em repouso.

O BOD POD é um sistema de pletismografia por deslocamento de ar. Ou seja, faz uma medição rápida, precisa e segura da composição corporal (gordura corporal e massa magra), a partir da utilização da superfície do corpo para determinar a densidade corporal. Além disso, o equipamento também fornece dados de taxa metabólica em repouso.

Biomecânica: Área voltada para o estudo do movimento e da força do atleta, estimando como a relação entre esses dois aspectos pode melhorar o desempenho do profissional. O laboratório (LABIOMEC) desse setor pode ser comparado com os melhores do país.

Equipamentos de avaliação do desempenho muscular dos segmentos                                                               corporais de forma reprodutível e fidedigna, realizada por meio da dinamometria muscular isocinética (marca Biodex, modelo S-4); e da arquitetura muscular, avaliada por meio de ultrassom modo B (ACUSON S2000)  com uma sonda de matriz linear  (40 mm, 7.5 MHZ). Essa avaliação refere-se ao arranjo das fibras musculares em  relação à linha de produção de força do músculo, sendo um forte determinante  na produção de força muscular e na realização de movimentos.

Equipamentos de avaliação do desempenho muscular dos segmentos corporais de forma reprodutível e fidedigna, realizada por meio da dinamometria muscular isocinética (marca Biodex, modelo S-4); e da arquitetura muscular, avaliada por meio de ultrassom modo B (ACUSON S2000) com uma sonda de matriz linear (40 mm, 7.5 MHZ). Essa avaliação refere-se ao arranjo das fibras musculares em relação à linha de produção de força do músculo, sendo um forte determinante na produção de força muscular e na realização de movimentos.

Fisiologia: Analisa como o atleta está em relação a parâmetros biofisiológicos, que estudam frequência cardíaca, pressão arterial e capacidade máxima de captação de oxigênio, por exemplo. Tais atividades são realizadas no laboratório de fisiologia do exercício da UFSM.

Por meio de todas essas análises, as equipes passam a deter o histórico completo de cada atleta, conseguindo, desse modo, trabalhar para que ele atinja seu potencial máximo, enquanto esportista.

O futuro do Glass

Aprovado em 2017 junto ao Ministério do Esporte (atual Ministério da Cidadania), o programa ainda não havia conseguido chegar à execução prática, devido ao atraso na aquisição de equipamentos e à chegada da pandemia de Covid-19, em março de 2020. Por isso, o projeto, que seria finalizado em meados de 2022, teve seu prazo de execução prolongado até o final de 2023, ganhando mais um ano e meio para cumprir as metas estipuladas. 

No momento, o Glass já está com 90% dos equipamentos de avaliação comprados, por meio do recurso financeiro aprovado pelo antigo Ministério do Esporte. O valor corresponde a R$ 3.122 000,00.

Segundo o coordenador do Glass, o projeto já está em contato com o Ministério da Cidadania para que sejam elaborados outros programas que deem procedimento à avaliação de atletas de alto rendimento confederados, quando a vigência do Glass finalizar em 2023. Projeta-se também que, no futuro, outros laboratórios sejam agregados pelo Grupo, tornando a avaliação de performance ainda mais completa.

Texto: Laurent Keller, acadêmica de jornalismo, bolsista da Agência de Notícias da UFSM
Imagens: Ana Alícia Flores, acadêmica de Desenho Industrial, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista da Agência de Notícias

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